Aché Bioezulen

50mg, caixa com 1 frasco-ampola com pó para solução de uso intravenoso

Princípio ativo
:
Oxaliplatina
Classe Terapêutica
:
Compostos Antineoplásicos De Platina
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Dispensação Sob Prescrição Médica Restrito a Hospitais)
Categoria
:
Colorretal
Especialidade
:
Oncologia

Bula do medicamento

Bioezulen, para o que é indicado e para o que serve?

Este medicamento é destinado ao tratamento do câncer intestinal (colorretal) metastático (com metástase) em associação às fluoropirimidinas. Bioezulen em combinação com 5-FU/FA e bevacizumabe é indicado para tratamento de primeira linha do câncer colorretal metastático.

Bioezulen está indicado, em combinação com fluorouracil e ácido folínico (leucovorin) (5-FU/FA) para o tratamento adjuvante de câncer colorretal em pacientes que retiraram completamente o tumor primário, reduzindo o risco de reincidência do tumor.

Não fica indicado para os pacientes em estágio II sem características de alto risco.

Quais as contraindicações do Bioezulen?

Bioezulen não deve ser utilizado nos seguintes casos:

  • <li>Per&#xED;odo de amamenta&#xE7;&#xE3;o;</li> <li>Hist&#xF3;ria de alergia &#xE0; <a href="https://consultaremedios.com.br/oxaliplatina/bula" target="_blank">oxaliplatina</a>, a outros derivados de platina ou ao <a href="https://consultaremedios.com.br/manitol/bula" target="_blank">manitol</a>;</li> <li>Pacientes com supress&#xE3;o da fun&#xE7;&#xE3;o da medula &#xF3;ssea (neutr&#xF3;filos &lt; 2 x 10<sup>9</sup>/L e/ou contagem de plaquetas &lt; 100 x 10<sup>9</sup>/L) antes do primeiro ciclo de tratamento;</li> <li>Sangramento severo ou insufici&#xEA;ncia renal grave (<em>clearance </em>de creatinina CICr &lt; 30 mL/min)</li>

Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes pediátricos.

Como usar o Bioezulen?

Somente deve ser administrado em adultos.

Bioezulen deve ser utilizado por via intravenosa (IV).

Por ser um medicamento de manipulação e administração exclusivas por profissionais especializados, as orientações para manipulação, reconstituição do pó liofilizado, preparo da infusão intravenosa, administração do medicamento e descarte estão contidas no texto de bula destinado aos profissionais de saúde. Em caso de dúvidas, consulte o seu médico.

A dose recomendada é de 130 mg/m2, seja em monoterapia ou em associação com bevacizumabe e capecitabina.

Essa dose deve ser repetida em intervalos de três semanas, caso não ocorram sinais e sintomas de toxicidade importante. Quando em combinação com 5-FU/FA, Bioezulen deve ser administrado a cada duas semanas.

Para a doença metastática, o tratamento é recomendado até a progressão da doença ou toxicidade inaceitável. A dose recomendada de Bioezulen para câncer de colorretal metastático/avançado é de 85 mg/m2 intravenosamente repetido a cada 2 semanas em associação com fluoropirimidinas por 12 ciclos (6 meses).

A dose administrada deve ser ajustada de acordo com a tolerabilidade de cada paciente.

Não há estudos dos efeitos de Bioezulen administrado por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para garantir a eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente por via intravenosa, conforme recomendado pelo médico.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Como o Bioezulen funciona?

Bioezulen é um medicamento quimioterápico utilizado no tratamento do câncer de cólon e reto. Inibe o crescimento tumoral por ligar-se ao material genético das células (DNA), portanto impedindo sua multiplicação e proliferação.

Quais cuidados devo ter ao usar o Bioezulen?

Bioezulen somente deve ser utilizado em unidades especializadas na administração de medicamentos utilizados no tratamento de câncer e deve ser administrado sob a supervisão de um médico capacitado, com experiência no uso de medicamentos antitumorais.

Bioezulen não demonstrou ser nefrotóxico, entretanto, não foi estudado em pacientes com insuficiência renal grave. É, portanto, contraindicado em pacientes com insuficiência renal grave. As informações quanto a segurança em pacientes com insuficiência renal moderada são limitadas, e o uso da oxaliplatina nestes pacientes deve ser considerada após uma avaliação de risco e benefício, porém, o tratamento pode ser iniciado na dose usualmente recomendada. Nesta situação, a função renal deve ser monitorizada e a dose ajustada em função da toxicidade.

Bioezulen é contraindicado a pacientes que apresentem antecedentes alérgicos à oxaliplatina ou a outros medicamentos contendo platina ou manitol.

Não deve ser empregado em pacientes com supressão medular (neutrófilos < 2 x 109/L e/ou contagem de plaquetas < 100 x 109/L) antes do primeiro ciclo de tratamento, sangramento severo ou insuficiência renal grave (clearance de creatinina ClCr < 30 mL/min).

Como qualquer citostático, o Bioezulen pode ser tóxico para o feto e para o lactente, portanto, não deve ser utilizado durante a gravidez e lactação.

Os pacientes com histórico de reações alérgicas a produtos contendo platina devem ser monitorados quanto aos sintomas alérgicos. Reações alérgicas podem ocorrer durante qualquer ciclo. No caso de ocorrer reações de natureza alérgica graves em decorrência do Bioezulen, deve-se interromper a infusão imediatamente e implementar tratamento para alívio dos sintomas. A reintrodução de Bioezulen nestes pacientes é contraindicada.

No caso de extravasamento de Bioezulen, a infusão deve ser interrompida imediatamente e deve ser implementado tratamento local padrão para alívio dos sintomas. Evite o uso de compressas frias em caso de extravasamento de Bioezulen.

O potencial tóxico de Bioezulen à parte sensorial do sistema nervoso periférico deve ser cuidadosamente monitorado, especialmente se administrado concomitantemente com outros medicamentos com toxicidade específica ao sistema nervoso periférico. Uma avaliação do sistema nervoso deve ser realizada antes de cada administração e depois periodicamente.

No caso de ocorrer sintomas do sistema nervoso (sensação anormal de ardor, formigamento ou coceira, percebidos nas extremidades e sem motivo aparente), deve ser realizada a seguinte recomendação de ajuste na dose de Bioezulen, baseado na duração e gravidade destes sintomas:

  • <li>Se os sintomas persistirem por mais de 7 dias e forem desagrad&#xE1;veis, ou se a sensa&#xE7;&#xE3;o anormal de ardor, formigamento ou coceira, percebida nas extremidades e sem motivo aparente sem redu&#xE7;&#xE3;o da fun&#xE7;&#xE3;o persistir at&#xE9; o pr&#xF3;ximo ciclo, a dose subsequente de Bioezulen deve ser reduzida em 25%;</li> <li>Se a sensa&#xE7;&#xE3;o anormal de ardor, formigamento ou coceira, percebida nas extremidades e sem motivo aparente com redu&#xE7;&#xE3;o da fun&#xE7;&#xE3;o persistir at&#xE9; o pr&#xF3;ximo ciclo, o tratamento com Bioezulen deve ser interrompido;</li> <li>Se os sintomas melhorarem ap&#xF3;s a interrup&#xE7;&#xE3;o do tratamento com Bioezulen, a reintrodu&#xE7;&#xE3;o do tratamento pode ser considerada.</li>

Para pacientes que desenvolvem sensação aguda anormal de ardor ou formigamento na faringe e na laringe,&nbsp;durante ou algumas horas após uma infusão de duas horas, a próxima infusão com uma infusão de duas horas, a próxima infusão com Bioezulen deve ser administrada durante um período de seis horas. Para prevenir tais sensações, deve-se evitar exposição ao frio e a ingestão de alimentos e bebidas geladas ou frias durante ou algumas horas após a administração de Bioezulen.

Sinais e sintomas de Síndrome de Leucoencefalopatia Posterior Reversível (RPLS, também conhecida como Síndrome de Encefalopatia Posterior Reversível - PRES) podem ser dor de cabeça, funcionamento mental alterado, convulsões, visão anormal desde borrada até cegueira, associados ou não com pressão alta.&nbsp;O diagnóstico da Síndrome de Leucoencefalopatia Posterior Reversível é embasado mediante confirmação por imagem do cérebro.

A toxicidade ao aparelho digestivo, que se manifesta como enjoo, sensação desagradável no estômago e vômitos, permite uma terapia de prevenção e/ou terapia para evitar vômitos.&nbsp;A desidratação, obstrução funcional dos intestinos, concentração anormalmente baixa de potássio no sangue, acúmulo de ácido no organismo e até distúrbios nos rins podem estar associadas com diarreia/vômito severos, particularmente quando Bioezulen é utilizado em associação com 5-fluorouracil (5-FU).

Casos de isquemia (falta de suprimento sanguíneo) intestinal, incluindo desfechos fatais, foram relatados no tratamento com oxaliplatina. Em caso de isquemia intestinal, o tratamento com Bioezulen deve ser interrompido e medidas apropriadas adotadas.

Se ocorrer toxicidade no sangue (evidenciados por valores de contagem das células do sangue no estado basal, por exemplo:

  • <li>Neutr&#xF3;filos &lt; 1,5 x 10<sup>9</sup>/L ou plaquetas &lt; 75 x 10<sup>9</sup>/L) ap&#xF3;s um ciclo de tratamento, ou se supress&#xE3;o da fun&#xE7;&#xE3;o da medula &#xF3;ssea estiver presente antes do in&#xED;cio da terapia (1&#xB0; ciclo), a administra&#xE7;&#xE3;o do pr&#xF3;ximo ciclo ou do primeiro ciclo de tratamento deve ser adiado at&#xE9; que a contagem das c&#xE9;lulas do sangue retorne a n&#xED;veis aceit&#xE1;veis. Um exame de sangue completo com contagem diferencial das c&#xE9;lulas brancas do sangue deve ser realizado antes de iniciar o tratamento e antes de cada ciclo subsequente.</li>

Existe risco de ocorrência de diarreia, vômito e diminuição do número de neutrófilos no sangue após administração concomitante de Bioezulen e 5-fluorouracil (5-FU). Nesses casos, deve-se contatar imediatamente o médico para uma conduta apropriada.

Para administração concomitante de Bioezulen e 5-fluorouracil (com ou sem ácido folínico), os ajustes de dose usuais para as toxicidades associadas ao 5-fluorouracil devem ser aplicados.

Se ocorrer diarreia severa com risco de vida, diminuição severa do número de neutrófilos no sangue (neutrófilos < 1,0 x 109/L) e diminuição severa no número de plaquetas sanguíneas (plaquetas < 50 x 109/L), o tratamento com Bioezulen deve ser interrompido até a melhora ou a recuperação, e a dose de Bioezulen deve ser reduzida em 25% nos ciclos subsequentes, além de quaisquer reduções necessárias na dose do 5-fluorouracil.

Caso ocorram sintomas respiratórios inexplicáveis, tais como: tosse sem catarro, dificuldade respiratória, ruídos respiratórios ou líquidos pulmonares radiológicos, o tratamento com Bioezulen deve ser interrompido até que as investigações do pulmão tenham eliminado a possibilidade de doença intersticial dos pulmões.

No caso dos resultados de testes de função do fígado anormais ou pressão alta na veia porta que não resulte evidentemente de metástases no fígado, casos muito raros de distúrbios das veias hepáticas induzidos pelo fármaco devem ser considerados.

Para os detalhes de ajuste de dose de bevacizumabe, consulte as informações contidas na bula deste produto.

Incompatibilidades

  • <li>Bioezulen n&#xE3;o deve ser misturado com qualquer outro produto na mesma bolsa de infus&#xE3;o ou n&#xE3;o deve ser administrado simultaneamente pela mesma linha de infus&#xE3;o;</li> <li>Bioezulen n&#xE3;o deve ser utilizado em associa&#xE7;&#xE3;o com solu&#xE7;&#xF5;es ou produtos de pH b&#xE1;sico, em particular 5- fluorouracil (5-FU), solu&#xE7;&#xF5;es b&#xE1;sicas, prepara&#xE7;&#xF5;es de &#xE1;cido fol&#xED;nico (FA) contendo trometamol como excipiente e sais de trometamol de outras subst&#xE2;ncias ativas. Solu&#xE7;&#xF5;es ou produtos de pH b&#xE1;sico afetar&#xE3;o desfavoravelmente a estabilidade da oxaliplatina;</li> <li>N&#xE3;o se deve utilizar agulhas ou equipamentos contendo partes de alum&#xED;nio que podem entrar em contato com a solu&#xE7;&#xE3;o. O alum&#xED;nio pode degradar combina&#xE7;&#xF5;es de platina;</li> <li>N&#xE3;o se deve utilizar solu&#xE7;&#xE3;o de <a href="https://consultaremedios.com.br/cloreto-de-sodio/bula" target="_blank">cloreto de s&#xF3;dio</a> ou outra solu&#xE7;&#xE3;o contendo cloreto para diluir oxaliplatina.</li>

Pacientes pediátricos

Não foi estabelecida a efetividade de Bioezulen como agente único nas populações pediátricas que foram avaliadas em estudos clínicos.

Gravidez e lactação

Até o momento não existem dados disponíveis com relação à segurança de oxaliplatina em mulheres grávidas.

Baseado em dados de estudos pré-clínicos, o uso de Bioezulen é provavelmente letal e/ou causa malformação do feto humano na dose terapêutica recomendada e, portanto, não é recomendado durante a gravidez e deve ser somente considerado depois que a paciente for informada apropriadamente sobre os riscos ao feto e com consentimento da paciente.

Assim como com outros agentes utilizados no tratamento quimioterápico contra o câncer, medidas efetivas para evitar gravidez devem ser tomadas em pacientes potencialmente férteis antes do início do tratamento do câncer com Bioezulen.

Não foi estudada a passagem da oxaliplatina para o leite materno. A amamentação é contraindicada durante o tratamento com Bioezulen.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Pacientes Idosos

Existem poucos estudos sobre a utilização do medicamento em idosos, entretanto, estes parecem ser mais susceptíveis ao medicamento.

Alterações na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas

Nenhum estudo sobre os efeitos na habilidade de dirigir veículos e operar máquinas foi realizado. Entretanto, o tratamento com oxaliplatina resulta em um aumento no risco de tontura, enjoo, sensação desagradável no estômago e vômito e outros sintomas do sistema nervoso que afetam a locomoção e o equilíbrio que podem levar a uma influência pequena ou moderada na habilidade de dirigir e operar máquinas.

As anormalidades na visão, em particular perda de visão transitória (reversível após a interrupção do tratamento), podem afetar a habilidade de dirigir ou operar máquinas. Portanto, deve-se ter cuidado com o potencial efeito destes eventos na habilidade de dirigir ou operar máquinas.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Bioezulen?

A incidência das reações adversas está classificada conforme segue:

  • <li>Rea&#xE7;&#xE3;o muito comum (&gt; 1/10);</li> <li>Rea&#xE7;&#xE3;o comum (&gt; 1/100 e &#x2264; 1/10);</li> <li>Rea&#xE7;&#xE3;o incomum (&gt; 1/1.000 e &#x2264; 1/100);</li> <li>Rea&#xE7;&#xE3;o rara (&gt; 1/10.000 e &#x2264; 1/1.000);</li> <li>Rea&#xE7;&#xE3;o muito rara (&#x2264; 1/10.000);</li> <li>Rea&#xE7;&#xF5;es sem frequ&#xEA;ncia conhecida, relatadas no per&#xED;odo p&#xF3;s-comercializa&#xE7;&#xE3;o.</li>

Cardiovasculares

  • <li>Rea&#xE7;&#xE3;o Muito Comum (&gt;1/10): <a href="https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-edema-tipos-cerebral-pulmonar-etc-e-tratamento/" rel="noopener" target="_blank">Edema</a> (5% monoterapia; 15% terapia combinada);</li> <li>Rea&#xE7;&#xE3;o Comum (&gt; 1/100 e &#x2264; 1/10): Taquicardia (2% a 5%);</li> <li>Rea&#xE7;&#xE3;o sem frequ&#xEA;ncia conhecida: Vasoespasmo Coronariano (s&#xED;ndrome de Kounis), Intervalo QT prolongado, <em>Torsades de pointes</em>, <a href="https://minutosaudavel.com.br/angioedema-o-que-e-complicacoes-como-tratar-e-muito-mais/" rel="noopener" target="_blank">Angioedema</a>.</li>

Dermatológicas

  • <li>Rea&#xE7;&#xE3;o Muito Comum (&gt;1/10): <a href="https://consultaremedios.com.br/saude-do-homem/queda-de-cabelo-e-calvicie/c" target="_blank">Alopecia</a> (3% monoterapia; 67% terapia combinada), S&#xED;ndrome m&#xE3;o-p&#xE9; (1% monoterapia; 13% terapia combinada).</li>

Gastrointestinais

  • <li>Rea&#xE7;&#xE3;o Muito Comum (&gt;1/10): Dor abdominal (monoterapia, 31%; terapia combinada, at&#xE9; 39%), <a href="https://minutosaudavel.com.br/prisao-de-ventre/" rel="noopener" target="_blank">Constipa&#xE7;&#xE3;o</a> (terapia combinada, at&#xE9; 32%), Diarreia (monoterapia, 46%; terapia combinada, 76%), Diarreia graus 3 e 4 (monoterapia, 4%; terapia combinada, 11% a 25%), Perda de apetite (monoterapia, 20%; terapia combinada, at&#xE9; 35%), N&#xE1;usea (monoterapia, 64%; terapia combinada 83%), <a href="https://minutosaudavel.com.br/estomatite-aftosa-e-viral-tratamento-sintomas-e-causas/" rel="noopener" target="_blank">Estomatite</a> (monoterapia, 14%; terapia combinada, at&#xE9; 42%), V&#xF4;mito (monoterapia, 37%; terapia combinada, at&#xE9; 64%), Leucopenia (Monoterapia, 13%; terapia combinada, at&#xE9; 85%);</li> <li>Rea&#xE7;&#xF5;es sem frequ&#xEA;ncia conhecida, relatadas durante per&#xED;odo de vigil&#xE2;ncia p&#xF3;s comercializa&#xE7;&#xE3;o: Obstru&#xE7;&#xE3;o &#xED;leo intestinal, <a href="https://minutosaudavel.com.br/colite/" rel="noopener" target="_blank">Colite</a> (incluindo diarreia associada ao <em>Clostridum difficile</em>), Pancretatite aguda.</li>

Hematológicas

  • <li>Rea&#xE7;&#xE3;o muito comum (&gt;1/10): <a href="https://consultaremedios.com.br/doencas-do-sangue/anemia/c" target="_blank">Anemia</a> (monoterapia, 64%; terapia combinada, at&#xE9; 81%), Neutropenia (todos os graus) (monoterapia, 7%; terapia combinada, at&#xE9; 81%), Neutropenia, graus 3 e 4 (pacientes adultos, terapia combinada, at&#xE9; 53%), Neutropenia febril (terapia combinada, at&#xE9; 12%), Dist&#xFA;rbio granulocitop&#xEA;nico graus 3 e 4 (39-45%), <a href="https://minutosaudavel.com.br/esplenomegalia/" rel="noopener" target="_blank">Esplenomegalia</a> (67%), <a href="https://minutosaudavel.com.br/trombocitopenia/" rel="noopener" target="_blank">Trombocitopenia</a> (monoterapia, 30%; terapia combinada, at&#xE9; 85%), Leucopenia (todos os graus) (monoterapia, 13%; terapia combinada, at&#xE9; 77%), Leucopenia (grau 3 ou 4) (terapia combinada, 13% a 24%);</li> <li>Rea&#xE7;&#xE3;o Comum (&gt; 1/100 e &#x2264; 1/10): Anemia, graus 3 ou 4 (monoterapia, 1%; terapia combinada, at&#xE9; 3%); Trombocitopenia, graus 3 e 4 (monoterapia, 3%; terapia combinada, at&#xE9; 5%);</li> <li>Rea&#xE7;&#xF5;es sem frequ&#xEA;ncia conhecida: <a href="https://consultaremedios.com.br/b/anemia-hemolitica" target="_blank">Anemia hemol&#xED;tica</a> imuno-al&#xE9;rgica, Trombocitopenia imuno-al&#xE9;rgica.</li>

Hepáticas

  • <li>Rea&#xE7;&#xE3;o muito comum (&gt;1/10): Fosfatase alcalina anormal (pacientes adultos, terapia combinada, 14 a 16%), Bilirrubina anormal (monoterapia, 13%; terapia combinada, at&#xE9; 20%), ALT/TGP anormal (monoterapia, 36%; terapia combinada, 5 a 31%), AST/TGP anormal (monoterapia, 54%; terapia combinada, 11 a 47%), Aumento da fun&#xE7;&#xE3;o hep&#xE1;tica (pacientes adultos, terapia combinada, 42 a 57%);</li> <li>Rea&#xE7;&#xF5;es sem frequ&#xEA;ncia conhecida: hipertens&#xE3;o portal, doen&#xE7;a veno-oclusiva hep&#xE1;tica (S&#xED;ndrome da obstru&#xE7;&#xE3;o sinusoidal).</li>

Imunológicas

  • <li>Rea&#xE7;&#xE3;o muito comum (&gt;1/10): Rea&#xE7;&#xE3;o de hipersensibilidade - erup&#xE7;&#xF5;es cut&#xE2;neas, <a href="https://minutosaudavel.com.br/urticaria/" rel="noopener" target="_blank">urtic&#xE1;ria</a>, eritema, prurido, rubor da face, diarreia associada &#xE0; perfus&#xE3;o, falta de ar, sudorese, <a href="https://minutosaudavel.com.br/dor-no-peito/" rel="noopener" target="_blank">dor no peito</a>, desorienta&#xE7;&#xE3;o, <a href="https://minutosaudavel.com.br/desmaio/" rel="noopener" target="_blank">s&#xED;ncope</a>, <a href="https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-hipotensao-pressao-baixa-sintomas-na-gravidez-e-mais/" rel="noopener" target="_blank">hipotens&#xE3;o</a> e broncoespasmo (monoterapia, graus 3 e 4, 1 a 3%; terapia combinada, todos os graus, 6 a 12%);</li> <li>Rea&#xE7;&#xE3;o sem frequ&#xEA;ncia conhecida: rea&#xE7;&#xE3;o &#xE0; infus&#xE3;o.</li>

Músculo-esqueléticas

  • <li>Rea&#xE7;&#xE3;o muito comum (&gt;1/10): <a href="https://minutosaudavel.com.br/dor-nas-costas/" rel="noopener" target="_blank">Dor nas costas</a> (monoterapia, 11%; terapia combinada, 19%);</li> <li>Rea&#xE7;&#xF5;es sem frequ&#xEA;ncia conhecida: <a href="https://minutosaudavel.com.br/rabdomiolise/" rel="noopener" target="_blank">rabdomi&#xF3;lise</a>.</li>

Neurológicas

  • <li>Rea&#xE7;&#xE3;o muito comum (&gt;1/10): Disestesia faringolaringeal (1 a 38%), Neuropatia aguda ou persistente (neuropatia geral, 69 a 92%; neuropatia aguda, 56%; neuropatia persistente, 21 a 60%); neuropatias perif&#xE9;ricas sensitivas agravadas pelo frio, parestesia (62 a 77%);</li> <li>Rea&#xE7;&#xE3;o rara (&gt; 1/10.000 e &#x2264; 1/1.000): S&#xED;ndrome de leucoencefalopatia posterior revers&#xED;vel (&lt; 0,1%);</li> <li>Rea&#xE7;&#xE3;o sem frequ&#xEA;ncia conhecida: Ataque isqu&#xEA;mico transit&#xF3;rio.</li>

Respiratórias

  • <li>Rea&#xE7;&#xE3;o muito comum (&gt;1/10): Tosse (monoterapia, 11%; terapia combinada, 35%), dispneia (monoterapia, 13%; terapia combinada, at&#xE9; 20%);</li> <li>Rea&#xE7;&#xE3;o incomum (&gt; 1/1.000 e &#x2264; 1/100): Fibrose pulmonar;</li> <li>Rea&#xE7;&#xE3;o sem frequ&#xEA;ncia conhecida: pneumonite grave.</li>

Renais

  • <li>Rea&#xE7;&#xE3;o comum (1/100 e &#x2264; 1/10): nefrotoxicidade (5 a 10%);</li> <li>Rea&#xE7;&#xE3;o sem frequ&#xEA;ncia conhecida: Insufici&#xEA;ncia renal aguda, S&#xED;ndrome hemol&#xED;tico ur&#xEA;mica, nefrite intersticial aguda, acidose tubular renal.</li>

Outras

  • <li>Rea&#xE7;&#xE3;o muito comum (&gt;1/10): <a href="https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-fadiga-muscular-cronica-adrenal-etc-e-como-tratar/" rel="noopener" target="_blank">Fadiga</a> (monoterapia, 61%; terapia combinada, at&#xE9; 70%), <a href="https://consultaremedios.com.br/dor-febre-e-contusao/c" target="_blank">Febre</a> (monoterapia, 25%; terapia combinada, at&#xE9; 29%);</li> <li>Rea&#xE7;&#xE3;o comum (&gt;1/100 e &#x2264; 1/10): Vis&#xE3;o anormal (5 a 6%);</li> <li>Rea&#xE7;&#xE3;o sem frequ&#xEA;ncia conhecida: Perda de vis&#xE3;o transit&#xF3;ria, Perda de audi&#xE7;&#xE3;o, <a href="https://minutosaudavel.com.br/sepse-septicemia-sintomas-tratamento-tipos-tem-cura/" rel="noopener" target="_blank">Sepse</a>.</li>

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Bioezulen?

Seu médico terá as instruções de quando administrar este medicamento para você.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Qual a composição do Bioezulen?

Cada frasco-ampola de 50 mg contém:

50 mg de&nbsp;oxaliplatina.

Excipiente: manitol.

Cada frasco-ampola de 100 mg contém:

100 mg de&nbsp;oxaliplatina.

Excipiente: manitol.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Bioezulen maior do que a recomendada?

Não se conhece antídoto específico para oxaliplatina. Pode ser esperado um aumento da intensidade dos efeitos colaterais, em caso de superdose. Deve ser iniciado o monitoramento dos parâmetros sanguíneos e deve ser administrado tratamento para alívio dos sintomas.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Bioezulen com outros remédios?

Medicamento-medicamento

Não foram observadas interações medicamentosas entra a oxaliplatina e outros medicamentos.

Devido à incompatibilidade com cloreto de sódio e com soluções básicas (em particular a 5-fluoruracil, leucovorin e o trometamol), o Bioezulen (oxaliplatina) não deve ser misturado com essas substâncias ou administrado pela mesma via venosa.

Vacinas de vírus vivos ou bactérias não devem ser administradas em pacientes que recebem tratamento com agente quimioterápico

Interação medicamento-substância química

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Medicamento-exame laboratorial

Não há dados disponíveis até o momento sobre a interferência da oxaliplatina em exames laboratoriais.

Medicamento-alimento

Não há dados disponíveis até o momento sobre a interação entre alimentos e a oxaliplatina.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Interação alimentícia: posso usar o Bioezulen com alimentos?

Não há dados disponíveis até o momento sobre a interação entre alimentos e a Oxaliplatina.

Qual a ação da substância do Bioezulen (Oxaliplatina)?

Resultados de eficácia

Estudo multicêntrico comparando a associação de 5-fluouracil (5-FU) / leucovorin(LV), irinotecano e Oxaliplatina em pacientes com câncer de colón metastático nunca tratados anteriormente, mostrou que os pacientes que receberam Oxaliplatina em conjunto com 5-fluouracil e leucovorin, tiveram uma maior taxa de resposta ao tratamento e uma maior sobrevida média. Apresentaram também um maior intervalo livre de doença quando comparados ao tratamento controle.

Foram estudados 795 pacientes entre maio de 1999 e abril de 2001, que foram separados em três grupos

  • <li>264 pacientes no grupo controle receberem irinotecano, 5-fluouracil e leucovorin (IFL);</li> <li>267 pacientes receberam Oxaliplatina, 5-fluouracil e leucovorin (FOLFOX4);</li> <li>264 pacientes receberam Oxaliplatina e irinotecano (IROX).</li>

&nbsp;Os regimes administrados foram os seguintes

  • <li>IFL = 125 mg/m&#xB2; de irinotecano, <em>bolus</em> de 5-FU 500mg/m&#xB2; e 20 mg/m<sup>2 </sup>de LV nos dias 1, 8,15, 22, a cada 6 semanas;</li> <li>FOLFOX4 = 85 mg/m&#xB2; de Oxaliplatina no dia 1 e <em>bolus </em>de 5-FU 400 mg/m&#xB2; + 200 mg/m&#xB2; de LV seguidos de 600 mg/m&#xB2; de 5-FU em ap&#xF3;s as 22 horas nos dias 1 e 2, repetidos a cada duas semanas;</li> <li>IROX = 85 mg/m&#xB2; de Oxaliplatina e 200 mg/m<sup>2</sup> de irinotecano a cada duas semanas.</li>

Os resultados demonstraram que os pacientes que receberam o regime FOLFOX tiveram um intervalo maior entre o tempo de progressão da doença (média, 8,7 meses; p=0,0014) em relação aos pacientes recebendo IFL (média de 6,9 meses). Em relação aos pacientes que receberam IROX também foi significante (média de 6,5 meses).

A média de sobrevida dos pacientes recebendo IFL foi de 15 meses comparado a 19,5 meses nos pacientes tratados no regime FOLFOX (p=0,001) e 17,4 meses para os que receberem IROX (p=0,04 comparado ao controle). Não houve diferença na média de sobrevida entre os pacientes recebendo FOLFOX e IROX (p=0,09). A taxa de resposta em pacientes recebendo FOLFOX (45%) foi maior que os pacientes que receberam IFL (32% p=0,002) ou IROX (35% p=0,03). A taxa de resposta não diferiu entre os pacientes dos grupos controle e IROX (p=0,034).

Um estudo internacional, multicêntrico, aberto, randomizado comparou a eficácia e avaliou a segurança da Oxaliplatina em combinação com 5-FU/LV em comparação com 5-FU/LV isolado, em pacientes com câncer cólon estágio II (Dukes B2) ou câncer de cólon III (Dukes C) que haviam sido submetidos à ressecção completa do tumor primário. O principal objetivo do estudo foi comparar o intervalo de sobrevida livre de doença em 3 anos em pacientes recebendo Oxaliplatina em associação a 5-FU/LV, com aqueles que recebem apenas 5-FU/LV. O objetivo secundário de eficácia foi a sobrevivência global.

Os pacientes foram tratados por um total de 6 meses (ou seja, 12 ciclos). Foram randomizados no total 2246 pacientes, 1123 em cada grupo do estudo. Pacientes no estudo tinham idades entre 18 e 75 anos, histologicamente comprovadas estágio II (T3-T4 N0 M0;Dukes B2) ou III (qualquer T N1-2 M0; Dukes C) de carcinoma de cólon (com o polo inferior do tumor acima da reflexão peritoneal, isto é, ≥ 15 cm da margem anal) e (dentro de 7 semanas antes da randomização) submetidos a ressecção completa do tumor primário sem evidências macro ou microscópica da doença residual. Os pacientes não haviam recebido tratamento quimioterápico prévio.

Os regimes terapêuticos foram os seguintes

Oxaliplatina + 5-FU/LV (FOLFOX4) (n =1123). Esquema realizado a cada duas semanas por 12 ciclos no total
Dia 1
Oxaliplatina:

85 mg/m² (infusão em 2 horas) + LV: 200 mg/m² (infusão em 2 horas), seguida por 5- FU: 400 mg/m² (bolus), 600 mg/m² (infusão após as 22 horas).

Dia 2
LV:

200 mg/m² (infusão em 2 horas), seguida por 5-FU: 400 mg/m² (bolus).

5-FU/LV (n=1123). Esquema realizado a cada duas semanas por 12 ciclos no total
Dia 1
LV:

200 mg/m² (infusão em 2 horas), seguida por 5-FU: 400 mg/m² (bolus), 600 mg/m² (infusão após as 22 horas).

Dia 2
LV:

200 mg/m² (infusão em 2 horas), seguida por 5-FU: 400 mg/m² (bolus). O intervalo de sobrevida livre de doença em 3 anos foi estatisticamente significante na população global e nos pacientes em estágio III da doença tratados com Oxaliplatina em combinação com 5-FU/LV (78.2% vs. 72.9% p=0,002; 72.2% vs. 65.3% p=0,005) em comparação com o grupo que recebeu apenas com 5-FU/LV. Esse achado não foi significativamente estatístico nos pacientes em estágio II da doença (87.0% vs. 84.3% p=0,23).

Um estudo europeu multicêntrico de fase III avaliou a eficácia da Oxaliplatina como tratamento de primeira linha no câncer colón retal metastático. Foram estudados 420 pacientes de agosto de 1995 a julho de 1997. Todos tinham diagnóstico histopatológico confirmado de adenocarcinoma de colón ou reto, metástases inoperáveis e sem tratamento quimioterápico prévio, além de ao menos uma lesão mensurável a exames de imagem (ressonância nuclear magnética ou tomografia computadorizada).

Pacientes randomizados para o grupo controle foram tratados com leucovorin 200 mg/m2 IV por 2 horas, seguido de 5-FU 400 mg/m² administrado como um bolus IV seguido de uma infusão após as 22 horas de 600 mg/m² nos dias 1 e 2 a cada 2 semanas. Os pacientes randomizados para o grupo experimental receberam, nos mesmos horários, 5-FU e leucovorina, com Oxaliplatina 85 mg/m2 IV por 2 horas em um único dia. Os pacientes foram avaliados quanto o intervalo de sobrevivência livre de doença. Como objetivo secundário, foram avaliados a taxa de resposta ao tratamento, avaliada por exame de imagem após 4 semanas, a sobrevida total, qualidade de vida e segurança dos regimes. A associação de Oxaliplatina com 5-FU/LV melhorou significativamente o intervalo de sobrevivência livre de doença quando comparada 5-FU/LV (8,2 meses vs 6,0 meses; p =0.0003). Em relação à taxa de resposta avaliada radiologicamente confirmou taxa de resposta significativamente maior no grupo experimental do que no controle, 50.0% vs 21,9%; p = 0, 0001.Embora tenha sido observada uma tendência para uma maior sobrevida no grupo tratados com Oxaliplatina, 16,2 vs 14,7 meses, essa diferença não alcançou significância estatística (p = 0,12).

Características farmacológicas

A Oxaliplatina pertence a uma nova classe de sais da platina, na qual o átomo central de platina é envolvido por um oxalato e um 1,2-diaminociclohexano (“dach”) em posição trans. A Oxaliplatina é um estéreo-isômero.

Assim como outros derivados da platina, a Oxaliplatina atua sobre o DNA, formando ligações alquil que levam à formação de pontes inter e intrafilamentos, inibindo a síntese e posterior formação de novas moléculas nucléicas de DNA.

A cinética de ligação da Oxaliplatina com o DNA é rápida, ocorrendo no máximo em 15 minutos, enquanto que com a cisplatina essa ligação é bifásica, com uma fase tardia após 4 a 8 horas.

No homem, observou-se presença dos complexos de inclusão nos leucócitos 1 hora após a administração.

A replicação e posterior separação do DNA são inibidas, da mesma forma que, secundariamente, é inibida a síntese do RNA e das proteínas celulares.

A Oxaliplatina é eficaz sobre certas linhas de tumores resistentes à cisplatina.

Farmacocinética

O pico plasmático de platina total é de 5,1 ± 0,8 mcg/ml e a área sob a curva de 0 a 48 horas é de 189 ± 45 mcg/mL/h, após administração por 2 horas de perfusão venosa de 130 mg/m2 de Oxaliplatina. Ao final da perfusão, 50% da platina estão fixados nos eritrócitos e 50% se encontram no plasma, sendo que 25% na forma livre e 75% ligados às proteínas plasmáticas. A ligação às proteínas aumenta progressivamente, estabilizando-se em 95% no quinto dia após a administração.

A eliminação é bifásica, com meia-vida terminal de cerca de 40 horas. Um máximo de 50% da dose administrada é eliminado na urina em 48 horas, e 55% ao fim de 6 dias. A excreção fecal é pequena (5% da dose ao final de 11 dias).

Não há necessidade de adaptação posológica nos pacientes com insuficiência renal moderada, pois apenas a depuração da platina ultra-filtrável se mostrou diminuída nesses pacientes, não ocorrendo, portanto, aumento da toxicidade. A eliminação da platina dos eritrócitos é bastante lenta; no 22° dia o nível de platina intra-eritrocitária corresponde a 50% da concentração plasmática máxima, sendo que a maior parte da platina plasmática já foi eliminada nesse período. Ao longo do curso de ciclos sucessivos de tratamento, observou-se que não há aumento significativo dos níveis plasmáticos de platina total e ultrafiltrável, enquanto que há um acúmulo nítido e precoce da platina eritrocitária.

Em animais de laboratório, a Oxaliplatina demonstra o perfil de toxicidade geral característica dos complexos de platina. Entretanto, nenhum órgão-alvo em particular foi identificado, a não ser a cardiotoxicidade no cão, própria desta espécie animal. Digno de nota é que a Oxaliplatina não apresenta a nefrotoxicidade da cisplatina nem a mielotoxicidade da carboplatina.

Como devo armazenar o Bioezulen?

Conservar em temperatura ambiente (entre 15º C e 30 ºC). Proteger da luz e umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Após preparo, manter sob refrigeração (entre 2 °C e 8 °C) por até 48 horas.

Características do medicamento

Este medicamento se apresenta na forma de pó liofilizado branco, que forma uma solução límpida e incolor após reconstituição.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Apresentações do Bioezulen

Pó liofilizado para solução injetável 50 mg e 100 mg

Embalagem com 1 frasco-ampola.

Uso intravenoso.

Uso adulto.

Dizeres Legais do Bioezulen

M.S -&nbsp;1.0573.0585

Farmacêutica&nbsp;Responsável:
Gabriela Mallmann
CRF-SP nº 30.138

Registrado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201 – 20º andar
São Paulo – SP
CNPJ 60.659.463/0029-92
Indústria Brasileira




100mg, caixa com 1 frasco-ampola com pó para solução de uso intravenoso

Princípio ativo
:
Oxaliplatina
Classe Terapêutica
:
Compostos Antineoplásicos De Platina
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Dispensação Sob Prescrição Médica Restrito a Hospitais)
Categoria
:
Colorretal
Especialidade
:
Oncologia

Bula do medicamento

Bioezulen, para o que é indicado e para o que serve?

Este medicamento é destinado ao tratamento do câncer intestinal (colorretal) metastático (com metástase) em associação às fluoropirimidinas. Bioezulen em combinação com 5-FU/FA e bevacizumabe é indicado para tratamento de primeira linha do câncer colorretal metastático.

Bioezulen está indicado, em combinação com fluorouracil e ácido folínico (leucovorin) (5-FU/FA) para o tratamento adjuvante de câncer colorretal em pacientes que retiraram completamente o tumor primário, reduzindo o risco de reincidência do tumor.

Não fica indicado para os pacientes em estágio II sem características de alto risco.

Quais as contraindicações do Bioezulen?

Bioezulen não deve ser utilizado nos seguintes casos:

  • <li>Per&#xED;odo de amamenta&#xE7;&#xE3;o;</li> <li>Hist&#xF3;ria de alergia &#xE0; <a href="https://consultaremedios.com.br/oxaliplatina/bula" target="_blank">oxaliplatina</a>, a outros derivados de platina ou ao <a href="https://consultaremedios.com.br/manitol/bula" target="_blank">manitol</a>;</li> <li>Pacientes com supress&#xE3;o da fun&#xE7;&#xE3;o da medula &#xF3;ssea (neutr&#xF3;filos &lt; 2 x 10<sup>9</sup>/L e/ou contagem de plaquetas &lt; 100 x 10<sup>9</sup>/L) antes do primeiro ciclo de tratamento;</li> <li>Sangramento severo ou insufici&#xEA;ncia renal grave (<em>clearance </em>de creatinina CICr &lt; 30 mL/min)</li>

Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes pediátricos.

Como usar o Bioezulen?

Somente deve ser administrado em adultos.

Bioezulen deve ser utilizado por via intravenosa (IV).

Por ser um medicamento de manipulação e administração exclusivas por profissionais especializados, as orientações para manipulação, reconstituição do pó liofilizado, preparo da infusão intravenosa, administração do medicamento e descarte estão contidas no texto de bula destinado aos profissionais de saúde. Em caso de dúvidas, consulte o seu médico.

A dose recomendada é de 130 mg/m2, seja em monoterapia ou em associação com bevacizumabe e capecitabina.

Essa dose deve ser repetida em intervalos de três semanas, caso não ocorram sinais e sintomas de toxicidade importante. Quando em combinação com 5-FU/FA, Bioezulen deve ser administrado a cada duas semanas.

Para a doença metastática, o tratamento é recomendado até a progressão da doença ou toxicidade inaceitável. A dose recomendada de Bioezulen para câncer de colorretal metastático/avançado é de 85 mg/m2 intravenosamente repetido a cada 2 semanas em associação com fluoropirimidinas por 12 ciclos (6 meses).

A dose administrada deve ser ajustada de acordo com a tolerabilidade de cada paciente.

Não há estudos dos efeitos de Bioezulen administrado por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para garantir a eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente por via intravenosa, conforme recomendado pelo médico.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Como o Bioezulen funciona?

Bioezulen é um medicamento quimioterápico utilizado no tratamento do câncer de cólon e reto. Inibe o crescimento tumoral por ligar-se ao material genético das células (DNA), portanto impedindo sua multiplicação e proliferação.

Quais cuidados devo ter ao usar o Bioezulen?

Bioezulen somente deve ser utilizado em unidades especializadas na administração de medicamentos utilizados no tratamento de câncer e deve ser administrado sob a supervisão de um médico capacitado, com experiência no uso de medicamentos antitumorais.

Bioezulen não demonstrou ser nefrotóxico, entretanto, não foi estudado em pacientes com insuficiência renal grave. É, portanto, contraindicado em pacientes com insuficiência renal grave. As informações quanto a segurança em pacientes com insuficiência renal moderada são limitadas, e o uso da oxaliplatina nestes pacientes deve ser considerada após uma avaliação de risco e benefício, porém, o tratamento pode ser iniciado na dose usualmente recomendada. Nesta situação, a função renal deve ser monitorizada e a dose ajustada em função da toxicidade.

Bioezulen é contraindicado a pacientes que apresentem antecedentes alérgicos à oxaliplatina ou a outros medicamentos contendo platina ou manitol.

Não deve ser empregado em pacientes com supressão medular (neutrófilos < 2 x 109/L e/ou contagem de plaquetas < 100 x 109/L) antes do primeiro ciclo de tratamento, sangramento severo ou insuficiência renal grave (clearance de creatinina ClCr < 30 mL/min).

Como qualquer citostático, o Bioezulen pode ser tóxico para o feto e para o lactente, portanto, não deve ser utilizado durante a gravidez e lactação.

Os pacientes com histórico de reações alérgicas a produtos contendo platina devem ser monitorados quanto aos sintomas alérgicos. Reações alérgicas podem ocorrer durante qualquer ciclo. No caso de ocorrer reações de natureza alérgica graves em decorrência do Bioezulen, deve-se interromper a infusão imediatamente e implementar tratamento para alívio dos sintomas. A reintrodução de Bioezulen nestes pacientes é contraindicada.

No caso de extravasamento de Bioezulen, a infusão deve ser interrompida imediatamente e deve ser implementado tratamento local padrão para alívio dos sintomas. Evite o uso de compressas frias em caso de extravasamento de Bioezulen.

O potencial tóxico de Bioezulen à parte sensorial do sistema nervoso periférico deve ser cuidadosamente monitorado, especialmente se administrado concomitantemente com outros medicamentos com toxicidade específica ao sistema nervoso periférico. Uma avaliação do sistema nervoso deve ser realizada antes de cada administração e depois periodicamente.

No caso de ocorrer sintomas do sistema nervoso (sensação anormal de ardor, formigamento ou coceira, percebidos nas extremidades e sem motivo aparente), deve ser realizada a seguinte recomendação de ajuste na dose de Bioezulen, baseado na duração e gravidade destes sintomas:

  • <li>Se os sintomas persistirem por mais de 7 dias e forem desagrad&#xE1;veis, ou se a sensa&#xE7;&#xE3;o anormal de ardor, formigamento ou coceira, percebida nas extremidades e sem motivo aparente sem redu&#xE7;&#xE3;o da fun&#xE7;&#xE3;o persistir at&#xE9; o pr&#xF3;ximo ciclo, a dose subsequente de Bioezulen deve ser reduzida em 25%;</li> <li>Se a sensa&#xE7;&#xE3;o anormal de ardor, formigamento ou coceira, percebida nas extremidades e sem motivo aparente com redu&#xE7;&#xE3;o da fun&#xE7;&#xE3;o persistir at&#xE9; o pr&#xF3;ximo ciclo, o tratamento com Bioezulen deve ser interrompido;</li> <li>Se os sintomas melhorarem ap&#xF3;s a interrup&#xE7;&#xE3;o do tratamento com Bioezulen, a reintrodu&#xE7;&#xE3;o do tratamento pode ser considerada.</li>

Para pacientes que desenvolvem sensação aguda anormal de ardor ou formigamento na faringe e na laringe,&nbsp;durante ou algumas horas após uma infusão de duas horas, a próxima infusão com uma infusão de duas horas, a próxima infusão com Bioezulen deve ser administrada durante um período de seis horas. Para prevenir tais sensações, deve-se evitar exposição ao frio e a ingestão de alimentos e bebidas geladas ou frias durante ou algumas horas após a administração de Bioezulen.

Sinais e sintomas de Síndrome de Leucoencefalopatia Posterior Reversível (RPLS, também conhecida como Síndrome de Encefalopatia Posterior Reversível - PRES) podem ser dor de cabeça, funcionamento mental alterado, convulsões, visão anormal desde borrada até cegueira, associados ou não com pressão alta.&nbsp;O diagnóstico da Síndrome de Leucoencefalopatia Posterior Reversível é embasado mediante confirmação por imagem do cérebro.

A toxicidade ao aparelho digestivo, que se manifesta como enjoo, sensação desagradável no estômago e vômitos, permite uma terapia de prevenção e/ou terapia para evitar vômitos.&nbsp;A desidratação, obstrução funcional dos intestinos, concentração anormalmente baixa de potássio no sangue, acúmulo de ácido no organismo e até distúrbios nos rins podem estar associadas com diarreia/vômito severos, particularmente quando Bioezulen é utilizado em associação com 5-fluorouracil (5-FU).

Casos de isquemia (falta de suprimento sanguíneo) intestinal, incluindo desfechos fatais, foram relatados no tratamento com oxaliplatina. Em caso de isquemia intestinal, o tratamento com Bioezulen deve ser interrompido e medidas apropriadas adotadas.

Se ocorrer toxicidade no sangue (evidenciados por valores de contagem das células do sangue no estado basal, por exemplo:

  • <li>Neutr&#xF3;filos &lt; 1,5 x 10<sup>9</sup>/L ou plaquetas &lt; 75 x 10<sup>9</sup>/L) ap&#xF3;s um ciclo de tratamento, ou se supress&#xE3;o da fun&#xE7;&#xE3;o da medula &#xF3;ssea estiver presente antes do in&#xED;cio da terapia (1&#xB0; ciclo), a administra&#xE7;&#xE3;o do pr&#xF3;ximo ciclo ou do primeiro ciclo de tratamento deve ser adiado at&#xE9; que a contagem das c&#xE9;lulas do sangue retorne a n&#xED;veis aceit&#xE1;veis. Um exame de sangue completo com contagem diferencial das c&#xE9;lulas brancas do sangue deve ser realizado antes de iniciar o tratamento e antes de cada ciclo subsequente.</li>

Existe risco de ocorrência de diarreia, vômito e diminuição do número de neutrófilos no sangue após administração concomitante de Bioezulen e 5-fluorouracil (5-FU). Nesses casos, deve-se contatar imediatamente o médico para uma conduta apropriada.

Para administração concomitante de Bioezulen e 5-fluorouracil (com ou sem ácido folínico), os ajustes de dose usuais para as toxicidades associadas ao 5-fluorouracil devem ser aplicados.

Se ocorrer diarreia severa com risco de vida, diminuição severa do número de neutrófilos no sangue (neutrófilos < 1,0 x 109/L) e diminuição severa no número de plaquetas sanguíneas (plaquetas < 50 x 109/L), o tratamento com Bioezulen deve ser interrompido até a melhora ou a recuperação, e a dose de Bioezulen deve ser reduzida em 25% nos ciclos subsequentes, além de quaisquer reduções necessárias na dose do 5-fluorouracil.

Caso ocorram sintomas respiratórios inexplicáveis, tais como: tosse sem catarro, dificuldade respiratória, ruídos respiratórios ou líquidos pulmonares radiológicos, o tratamento com Bioezulen deve ser interrompido até que as investigações do pulmão tenham eliminado a possibilidade de doença intersticial dos pulmões.

No caso dos resultados de testes de função do fígado anormais ou pressão alta na veia porta que não resulte evidentemente de metástases no fígado, casos muito raros de distúrbios das veias hepáticas induzidos pelo fármaco devem ser considerados.

Para os detalhes de ajuste de dose de bevacizumabe, consulte as informações contidas na bula deste produto.

Incompatibilidades

  • <li>Bioezulen n&#xE3;o deve ser misturado com qualquer outro produto na mesma bolsa de infus&#xE3;o ou n&#xE3;o deve ser administrado simultaneamente pela mesma linha de infus&#xE3;o;</li> <li>Bioezulen n&#xE3;o deve ser utilizado em associa&#xE7;&#xE3;o com solu&#xE7;&#xF5;es ou produtos de pH b&#xE1;sico, em particular 5- fluorouracil (5-FU), solu&#xE7;&#xF5;es b&#xE1;sicas, prepara&#xE7;&#xF5;es de &#xE1;cido fol&#xED;nico (FA) contendo trometamol como excipiente e sais de trometamol de outras subst&#xE2;ncias ativas. Solu&#xE7;&#xF5;es ou produtos de pH b&#xE1;sico afetar&#xE3;o desfavoravelmente a estabilidade da oxaliplatina;</li> <li>N&#xE3;o se deve utilizar agulhas ou equipamentos contendo partes de alum&#xED;nio que podem entrar em contato com a solu&#xE7;&#xE3;o. O alum&#xED;nio pode degradar combina&#xE7;&#xF5;es de platina;</li> <li>N&#xE3;o se deve utilizar solu&#xE7;&#xE3;o de <a href="https://consultaremedios.com.br/cloreto-de-sodio/bula" target="_blank">cloreto de s&#xF3;dio</a> ou outra solu&#xE7;&#xE3;o contendo cloreto para diluir oxaliplatina.</li>

Pacientes pediátricos

Não foi estabelecida a efetividade de Bioezulen como agente único nas populações pediátricas que foram avaliadas em estudos clínicos.

Gravidez e lactação

Até o momento não existem dados disponíveis com relação à segurança de oxaliplatina em mulheres grávidas.

Baseado em dados de estudos pré-clínicos, o uso de Bioezulen é provavelmente letal e/ou causa malformação do feto humano na dose terapêutica recomendada e, portanto, não é recomendado durante a gravidez e deve ser somente considerado depois que a paciente for informada apropriadamente sobre os riscos ao feto e com consentimento da paciente.

Assim como com outros agentes utilizados no tratamento quimioterápico contra o câncer, medidas efetivas para evitar gravidez devem ser tomadas em pacientes potencialmente férteis antes do início do tratamento do câncer com Bioezulen.

Não foi estudada a passagem da oxaliplatina para o leite materno. A amamentação é contraindicada durante o tratamento com Bioezulen.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Pacientes Idosos

Existem poucos estudos sobre a utilização do medicamento em idosos, entretanto, estes parecem ser mais susceptíveis ao medicamento.

Alterações na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas

Nenhum estudo sobre os efeitos na habilidade de dirigir veículos e operar máquinas foi realizado. Entretanto, o tratamento com oxaliplatina resulta em um aumento no risco de tontura, enjoo, sensação desagradável no estômago e vômito e outros sintomas do sistema nervoso que afetam a locomoção e o equilíbrio que podem levar a uma influência pequena ou moderada na habilidade de dirigir e operar máquinas.

As anormalidades na visão, em particular perda de visão transitória (reversível após a interrupção do tratamento), podem afetar a habilidade de dirigir ou operar máquinas. Portanto, deve-se ter cuidado com o potencial efeito destes eventos na habilidade de dirigir ou operar máquinas.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Bioezulen?

A incidência das reações adversas está classificada conforme segue:

  • <li>Rea&#xE7;&#xE3;o muito comum (&gt; 1/10);</li> <li>Rea&#xE7;&#xE3;o comum (&gt; 1/100 e &#x2264; 1/10);</li> <li>Rea&#xE7;&#xE3;o incomum (&gt; 1/1.000 e &#x2264; 1/100);</li> <li>Rea&#xE7;&#xE3;o rara (&gt; 1/10.000 e &#x2264; 1/1.000);</li> <li>Rea&#xE7;&#xE3;o muito rara (&#x2264; 1/10.000);</li> <li>Rea&#xE7;&#xF5;es sem frequ&#xEA;ncia conhecida, relatadas no per&#xED;odo p&#xF3;s-comercializa&#xE7;&#xE3;o.</li>

Cardiovasculares

  • <li>Rea&#xE7;&#xE3;o Muito Comum (&gt;1/10): <a href="https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-edema-tipos-cerebral-pulmonar-etc-e-tratamento/" rel="noopener" target="_blank">Edema</a> (5% monoterapia; 15% terapia combinada);</li> <li>Rea&#xE7;&#xE3;o Comum (&gt; 1/100 e &#x2264; 1/10): Taquicardia (2% a 5%);</li> <li>Rea&#xE7;&#xE3;o sem frequ&#xEA;ncia conhecida: Vasoespasmo Coronariano (s&#xED;ndrome de Kounis), Intervalo QT prolongado, <em>Torsades de pointes</em>, <a href="https://minutosaudavel.com.br/angioedema-o-que-e-complicacoes-como-tratar-e-muito-mais/" rel="noopener" target="_blank">Angioedema</a>.</li>

Dermatológicas

  • <li>Rea&#xE7;&#xE3;o Muito Comum (&gt;1/10): <a href="https://consultaremedios.com.br/saude-do-homem/queda-de-cabelo-e-calvicie/c" target="_blank">Alopecia</a> (3% monoterapia; 67% terapia combinada), S&#xED;ndrome m&#xE3;o-p&#xE9; (1% monoterapia; 13% terapia combinada).</li>

Gastrointestinais

  • <li>Rea&#xE7;&#xE3;o Muito Comum (&gt;1/10): Dor abdominal (monoterapia, 31%; terapia combinada, at&#xE9; 39%), <a href="https://minutosaudavel.com.br/prisao-de-ventre/" rel="noopener" target="_blank">Constipa&#xE7;&#xE3;o</a> (terapia combinada, at&#xE9; 32%), Diarreia (monoterapia, 46%; terapia combinada, 76%), Diarreia graus 3 e 4 (monoterapia, 4%; terapia combinada, 11% a 25%), Perda de apetite (monoterapia, 20%; terapia combinada, at&#xE9; 35%), N&#xE1;usea (monoterapia, 64%; terapia combinada 83%), <a href="https://minutosaudavel.com.br/estomatite-aftosa-e-viral-tratamento-sintomas-e-causas/" rel="noopener" target="_blank">Estomatite</a> (monoterapia, 14%; terapia combinada, at&#xE9; 42%), V&#xF4;mito (monoterapia, 37%; terapia combinada, at&#xE9; 64%), Leucopenia (Monoterapia, 13%; terapia combinada, at&#xE9; 85%);</li> <li>Rea&#xE7;&#xF5;es sem frequ&#xEA;ncia conhecida, relatadas durante per&#xED;odo de vigil&#xE2;ncia p&#xF3;s comercializa&#xE7;&#xE3;o: Obstru&#xE7;&#xE3;o &#xED;leo intestinal, <a href="https://minutosaudavel.com.br/colite/" rel="noopener" target="_blank">Colite</a> (incluindo diarreia associada ao <em>Clostridum difficile</em>), Pancretatite aguda.</li>

Hematológicas

  • <li>Rea&#xE7;&#xE3;o muito comum (&gt;1/10): <a href="https://consultaremedios.com.br/doencas-do-sangue/anemia/c" target="_blank">Anemia</a> (monoterapia, 64%; terapia combinada, at&#xE9; 81%), Neutropenia (todos os graus) (monoterapia, 7%; terapia combinada, at&#xE9; 81%), Neutropenia, graus 3 e 4 (pacientes adultos, terapia combinada, at&#xE9; 53%), Neutropenia febril (terapia combinada, at&#xE9; 12%), Dist&#xFA;rbio granulocitop&#xEA;nico graus 3 e 4 (39-45%), <a href="https://minutosaudavel.com.br/esplenomegalia/" rel="noopener" target="_blank">Esplenomegalia</a> (67%), <a href="https://minutosaudavel.com.br/trombocitopenia/" rel="noopener" target="_blank">Trombocitopenia</a> (monoterapia, 30%; terapia combinada, at&#xE9; 85%), Leucopenia (todos os graus) (monoterapia, 13%; terapia combinada, at&#xE9; 77%), Leucopenia (grau 3 ou 4) (terapia combinada, 13% a 24%);</li> <li>Rea&#xE7;&#xE3;o Comum (&gt; 1/100 e &#x2264; 1/10): Anemia, graus 3 ou 4 (monoterapia, 1%; terapia combinada, at&#xE9; 3%); Trombocitopenia, graus 3 e 4 (monoterapia, 3%; terapia combinada, at&#xE9; 5%);</li> <li>Rea&#xE7;&#xF5;es sem frequ&#xEA;ncia conhecida: <a href="https://consultaremedios.com.br/b/anemia-hemolitica" target="_blank">Anemia hemol&#xED;tica</a> imuno-al&#xE9;rgica, Trombocitopenia imuno-al&#xE9;rgica.</li>

Hepáticas

  • <li>Rea&#xE7;&#xE3;o muito comum (&gt;1/10): Fosfatase alcalina anormal (pacientes adultos, terapia combinada, 14 a 16%), Bilirrubina anormal (monoterapia, 13%; terapia combinada, at&#xE9; 20%), ALT/TGP anormal (monoterapia, 36%; terapia combinada, 5 a 31%), AST/TGP anormal (monoterapia, 54%; terapia combinada, 11 a 47%), Aumento da fun&#xE7;&#xE3;o hep&#xE1;tica (pacientes adultos, terapia combinada, 42 a 57%);</li> <li>Rea&#xE7;&#xF5;es sem frequ&#xEA;ncia conhecida: hipertens&#xE3;o portal, doen&#xE7;a veno-oclusiva hep&#xE1;tica (S&#xED;ndrome da obstru&#xE7;&#xE3;o sinusoidal).</li>

Imunológicas

  • <li>Rea&#xE7;&#xE3;o muito comum (&gt;1/10): Rea&#xE7;&#xE3;o de hipersensibilidade - erup&#xE7;&#xF5;es cut&#xE2;neas, <a href="https://minutosaudavel.com.br/urticaria/" rel="noopener" target="_blank">urtic&#xE1;ria</a>, eritema, prurido, rubor da face, diarreia associada &#xE0; perfus&#xE3;o, falta de ar, sudorese, <a href="https://minutosaudavel.com.br/dor-no-peito/" rel="noopener" target="_blank">dor no peito</a>, desorienta&#xE7;&#xE3;o, <a href="https://minutosaudavel.com.br/desmaio/" rel="noopener" target="_blank">s&#xED;ncope</a>, <a href="https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-hipotensao-pressao-baixa-sintomas-na-gravidez-e-mais/" rel="noopener" target="_blank">hipotens&#xE3;o</a> e broncoespasmo (monoterapia, graus 3 e 4, 1 a 3%; terapia combinada, todos os graus, 6 a 12%);</li> <li>Rea&#xE7;&#xE3;o sem frequ&#xEA;ncia conhecida: rea&#xE7;&#xE3;o &#xE0; infus&#xE3;o.</li>

Músculo-esqueléticas

  • <li>Rea&#xE7;&#xE3;o muito comum (&gt;1/10): <a href="https://minutosaudavel.com.br/dor-nas-costas/" rel="noopener" target="_blank">Dor nas costas</a> (monoterapia, 11%; terapia combinada, 19%);</li> <li>Rea&#xE7;&#xF5;es sem frequ&#xEA;ncia conhecida: <a href="https://minutosaudavel.com.br/rabdomiolise/" rel="noopener" target="_blank">rabdomi&#xF3;lise</a>.</li>

Neurológicas

  • <li>Rea&#xE7;&#xE3;o muito comum (&gt;1/10): Disestesia faringolaringeal (1 a 38%), Neuropatia aguda ou persistente (neuropatia geral, 69 a 92%; neuropatia aguda, 56%; neuropatia persistente, 21 a 60%); neuropatias perif&#xE9;ricas sensitivas agravadas pelo frio, parestesia (62 a 77%);</li> <li>Rea&#xE7;&#xE3;o rara (&gt; 1/10.000 e &#x2264; 1/1.000): S&#xED;ndrome de leucoencefalopatia posterior revers&#xED;vel (&lt; 0,1%);</li> <li>Rea&#xE7;&#xE3;o sem frequ&#xEA;ncia conhecida: Ataque isqu&#xEA;mico transit&#xF3;rio.</li>

Respiratórias

  • <li>Rea&#xE7;&#xE3;o muito comum (&gt;1/10): Tosse (monoterapia, 11%; terapia combinada, 35%), dispneia (monoterapia, 13%; terapia combinada, at&#xE9; 20%);</li> <li>Rea&#xE7;&#xE3;o incomum (&gt; 1/1.000 e &#x2264; 1/100): Fibrose pulmonar;</li> <li>Rea&#xE7;&#xE3;o sem frequ&#xEA;ncia conhecida: pneumonite grave.</li>

Renais

  • <li>Rea&#xE7;&#xE3;o comum (1/100 e &#x2264; 1/10): nefrotoxicidade (5 a 10%);</li> <li>Rea&#xE7;&#xE3;o sem frequ&#xEA;ncia conhecida: Insufici&#xEA;ncia renal aguda, S&#xED;ndrome hemol&#xED;tico ur&#xEA;mica, nefrite intersticial aguda, acidose tubular renal.</li>

Outras

  • <li>Rea&#xE7;&#xE3;o muito comum (&gt;1/10): <a href="https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-fadiga-muscular-cronica-adrenal-etc-e-como-tratar/" rel="noopener" target="_blank">Fadiga</a> (monoterapia, 61%; terapia combinada, at&#xE9; 70%), <a href="https://consultaremedios.com.br/dor-febre-e-contusao/c" target="_blank">Febre</a> (monoterapia, 25%; terapia combinada, at&#xE9; 29%);</li> <li>Rea&#xE7;&#xE3;o comum (&gt;1/100 e &#x2264; 1/10): Vis&#xE3;o anormal (5 a 6%);</li> <li>Rea&#xE7;&#xE3;o sem frequ&#xEA;ncia conhecida: Perda de vis&#xE3;o transit&#xF3;ria, Perda de audi&#xE7;&#xE3;o, <a href="https://minutosaudavel.com.br/sepse-septicemia-sintomas-tratamento-tipos-tem-cura/" rel="noopener" target="_blank">Sepse</a>.</li>

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Bioezulen?

Seu médico terá as instruções de quando administrar este medicamento para você.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Qual a composição do Bioezulen?

Cada frasco-ampola de 50 mg contém:

50 mg de&nbsp;oxaliplatina.

Excipiente: manitol.

Cada frasco-ampola de 100 mg contém:

100 mg de&nbsp;oxaliplatina.

Excipiente: manitol.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Bioezulen maior do que a recomendada?

Não se conhece antídoto específico para oxaliplatina. Pode ser esperado um aumento da intensidade dos efeitos colaterais, em caso de superdose. Deve ser iniciado o monitoramento dos parâmetros sanguíneos e deve ser administrado tratamento para alívio dos sintomas.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Bioezulen com outros remédios?

Medicamento-medicamento

Não foram observadas interações medicamentosas entra a oxaliplatina e outros medicamentos.

Devido à incompatibilidade com cloreto de sódio e com soluções básicas (em particular a 5-fluoruracil, leucovorin e o trometamol), o Bioezulen (oxaliplatina) não deve ser misturado com essas substâncias ou administrado pela mesma via venosa.

Vacinas de vírus vivos ou bactérias não devem ser administradas em pacientes que recebem tratamento com agente quimioterápico

Interação medicamento-substância química

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center; width:228px\"><strong>Grave</strong></td> <td style=\"text-align:center; width:254px\">Bioezulen n&#xE3;o dever ser administrado com materiais que contenham alum&#xED;nio</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:228px\"><strong>Efeito da intera&#xE7;&#xE3;o</strong></td> <td style=\"text-align:center; width:254px\">Degrada&#xE7;&#xE3;o dos componentes da platina</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Medicamento-exame laboratorial

Não há dados disponíveis até o momento sobre a interferência da oxaliplatina em exames laboratoriais.

Medicamento-alimento

Não há dados disponíveis até o momento sobre a interação entre alimentos e a oxaliplatina.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Interação alimentícia: posso usar o Bioezulen com alimentos?

Não há dados disponíveis até o momento sobre a interação entre alimentos e a Oxaliplatina.

Qual a ação da substância do Bioezulen (Oxaliplatina)?

Resultados de eficácia

Estudo multicêntrico comparando a associação de 5-fluouracil (5-FU) / leucovorin(LV), irinotecano e Oxaliplatina em pacientes com câncer de colón metastático nunca tratados anteriormente, mostrou que os pacientes que receberam Oxaliplatina em conjunto com 5-fluouracil e leucovorin, tiveram uma maior taxa de resposta ao tratamento e uma maior sobrevida média. Apresentaram também um maior intervalo livre de doença quando comparados ao tratamento controle.

Foram estudados 795 pacientes entre maio de 1999 e abril de 2001, que foram separados em três grupos

  • <li>264 pacientes no grupo controle receberem irinotecano, 5-fluouracil e leucovorin (IFL);</li> <li>267 pacientes receberam Oxaliplatina, 5-fluouracil e leucovorin (FOLFOX4);</li> <li>264 pacientes receberam Oxaliplatina e irinotecano (IROX).</li>

&nbsp;Os regimes administrados foram os seguintes

  • <li>IFL = 125 mg/m&#xB2; de irinotecano, <em>bolus</em> de 5-FU 500mg/m&#xB2; e 20 mg/m<sup>2 </sup>de LV nos dias 1, 8,15, 22, a cada 6 semanas;</li> <li>FOLFOX4 = 85 mg/m&#xB2; de Oxaliplatina no dia 1 e <em>bolus </em>de 5-FU 400 mg/m&#xB2; + 200 mg/m&#xB2; de LV seguidos de 600 mg/m&#xB2; de 5-FU em ap&#xF3;s as 22 horas nos dias 1 e 2, repetidos a cada duas semanas;</li> <li>IROX = 85 mg/m&#xB2; de Oxaliplatina e 200 mg/m<sup>2</sup> de irinotecano a cada duas semanas.</li>

Os resultados demonstraram que os pacientes que receberam o regime FOLFOX tiveram um intervalo maior entre o tempo de progressão da doença (média, 8,7 meses; p=0,0014) em relação aos pacientes recebendo IFL (média de 6,9 meses). Em relação aos pacientes que receberam IROX também foi significante (média de 6,5 meses).

A média de sobrevida dos pacientes recebendo IFL foi de 15 meses comparado a 19,5 meses nos pacientes tratados no regime FOLFOX (p=0,001) e 17,4 meses para os que receberem IROX (p=0,04 comparado ao controle). Não houve diferença na média de sobrevida entre os pacientes recebendo FOLFOX e IROX (p=0,09). A taxa de resposta em pacientes recebendo FOLFOX (45%) foi maior que os pacientes que receberam IFL (32% p=0,002) ou IROX (35% p=0,03). A taxa de resposta não diferiu entre os pacientes dos grupos controle e IROX (p=0,034).

Um estudo internacional, multicêntrico, aberto, randomizado comparou a eficácia e avaliou a segurança da Oxaliplatina em combinação com 5-FU/LV em comparação com 5-FU/LV isolado, em pacientes com câncer cólon estágio II (Dukes B2) ou câncer de cólon III (Dukes C) que haviam sido submetidos à ressecção completa do tumor primário. O principal objetivo do estudo foi comparar o intervalo de sobrevida livre de doença em 3 anos em pacientes recebendo Oxaliplatina em associação a 5-FU/LV, com aqueles que recebem apenas 5-FU/LV. O objetivo secundário de eficácia foi a sobrevivência global.

Os pacientes foram tratados por um total de 6 meses (ou seja, 12 ciclos). Foram randomizados no total 2246 pacientes, 1123 em cada grupo do estudo. Pacientes no estudo tinham idades entre 18 e 75 anos, histologicamente comprovadas estágio II (T3-T4 N0 M0;Dukes B2) ou III (qualquer T N1-2 M0; Dukes C) de carcinoma de cólon (com o polo inferior do tumor acima da reflexão peritoneal, isto é, ≥ 15 cm da margem anal) e (dentro de 7 semanas antes da randomização) submetidos a ressecção completa do tumor primário sem evidências macro ou microscópica da doença residual. Os pacientes não haviam recebido tratamento quimioterápico prévio.

Os regimes terapêuticos foram os seguintes

Oxaliplatina + 5-FU/LV (FOLFOX4) (n =1123). Esquema realizado a cada duas semanas por 12 ciclos no total
Dia 1
Oxaliplatina:

85 mg/m² (infusão em 2 horas) + LV: 200 mg/m² (infusão em 2 horas), seguida por 5- FU: 400 mg/m² (bolus), 600 mg/m² (infusão após as 22 horas).

Dia 2
LV:

200 mg/m² (infusão em 2 horas), seguida por 5-FU: 400 mg/m² (bolus).

5-FU/LV (n=1123). Esquema realizado a cada duas semanas por 12 ciclos no total
Dia 1
LV:

200 mg/m² (infusão em 2 horas), seguida por 5-FU: 400 mg/m² (bolus), 600 mg/m² (infusão após as 22 horas).

Dia 2
LV:

200 mg/m² (infusão em 2 horas), seguida por 5-FU: 400 mg/m² (bolus). O intervalo de sobrevida livre de doença em 3 anos foi estatisticamente significante na população global e nos pacientes em estágio III da doença tratados com Oxaliplatina em combinação com 5-FU/LV (78.2% vs. 72.9% p=0,002; 72.2% vs. 65.3% p=0,005) em comparação com o grupo que recebeu apenas com 5-FU/LV. Esse achado não foi significativamente estatístico nos pacientes em estágio II da doença (87.0% vs. 84.3% p=0,23).

Um estudo europeu multicêntrico de fase III avaliou a eficácia da Oxaliplatina como tratamento de primeira linha no câncer colón retal metastático. Foram estudados 420 pacientes de agosto de 1995 a julho de 1997. Todos tinham diagnóstico histopatológico confirmado de adenocarcinoma de colón ou reto, metástases inoperáveis e sem tratamento quimioterápico prévio, além de ao menos uma lesão mensurável a exames de imagem (ressonância nuclear magnética ou tomografia computadorizada).

Pacientes randomizados para o grupo controle foram tratados com leucovorin 200 mg/m2 IV por 2 horas, seguido de 5-FU 400 mg/m² administrado como um bolus IV seguido de uma infusão após as 22 horas de 600 mg/m² nos dias 1 e 2 a cada 2 semanas. Os pacientes randomizados para o grupo experimental receberam, nos mesmos horários, 5-FU e leucovorina, com Oxaliplatina 85 mg/m2 IV por 2 horas em um único dia. Os pacientes foram avaliados quanto o intervalo de sobrevivência livre de doença. Como objetivo secundário, foram avaliados a taxa de resposta ao tratamento, avaliada por exame de imagem após 4 semanas, a sobrevida total, qualidade de vida e segurança dos regimes. A associação de Oxaliplatina com 5-FU/LV melhorou significativamente o intervalo de sobrevivência livre de doença quando comparada 5-FU/LV (8,2 meses vs 6,0 meses; p =0.0003). Em relação à taxa de resposta avaliada radiologicamente confirmou taxa de resposta significativamente maior no grupo experimental do que no controle, 50.0% vs 21,9%; p = 0, 0001.Embora tenha sido observada uma tendência para uma maior sobrevida no grupo tratados com Oxaliplatina, 16,2 vs 14,7 meses, essa diferença não alcançou significância estatística (p = 0,12).

Características farmacológicas

A Oxaliplatina pertence a uma nova classe de sais da platina, na qual o átomo central de platina é envolvido por um oxalato e um 1,2-diaminociclohexano (“dach”) em posição trans. A Oxaliplatina é um estéreo-isômero.

Assim como outros derivados da platina, a Oxaliplatina atua sobre o DNA, formando ligações alquil que levam à formação de pontes inter e intrafilamentos, inibindo a síntese e posterior formação de novas moléculas nucléicas de DNA.

A cinética de ligação da Oxaliplatina com o DNA é rápida, ocorrendo no máximo em 15 minutos, enquanto que com a cisplatina essa ligação é bifásica, com uma fase tardia após 4 a 8 horas.

No homem, observou-se presença dos complexos de inclusão nos leucócitos 1 hora após a administração.

A replicação e posterior separação do DNA são inibidas, da mesma forma que, secundariamente, é inibida a síntese do RNA e das proteínas celulares.

A Oxaliplatina é eficaz sobre certas linhas de tumores resistentes à cisplatina.

Farmacocinética

O pico plasmático de platina total é de 5,1 ± 0,8 mcg/ml e a área sob a curva de 0 a 48 horas é de 189 ± 45 mcg/mL/h, após administração por 2 horas de perfusão venosa de 130 mg/m2 de Oxaliplatina. Ao final da perfusão, 50% da platina estão fixados nos eritrócitos e 50% se encontram no plasma, sendo que 25% na forma livre e 75% ligados às proteínas plasmáticas. A ligação às proteínas aumenta progressivamente, estabilizando-se em 95% no quinto dia após a administração.

A eliminação é bifásica, com meia-vida terminal de cerca de 40 horas. Um máximo de 50% da dose administrada é eliminado na urina em 48 horas, e 55% ao fim de 6 dias. A excreção fecal é pequena (5% da dose ao final de 11 dias).

Não há necessidade de adaptação posológica nos pacientes com insuficiência renal moderada, pois apenas a depuração da platina ultra-filtrável se mostrou diminuída nesses pacientes, não ocorrendo, portanto, aumento da toxicidade. A eliminação da platina dos eritrócitos é bastante lenta; no 22° dia o nível de platina intra-eritrocitária corresponde a 50% da concentração plasmática máxima, sendo que a maior parte da platina plasmática já foi eliminada nesse período. Ao longo do curso de ciclos sucessivos de tratamento, observou-se que não há aumento significativo dos níveis plasmáticos de platina total e ultrafiltrável, enquanto que há um acúmulo nítido e precoce da platina eritrocitária.

Em animais de laboratório, a Oxaliplatina demonstra o perfil de toxicidade geral característica dos complexos de platina. Entretanto, nenhum órgão-alvo em particular foi identificado, a não ser a cardiotoxicidade no cão, própria desta espécie animal. Digno de nota é que a Oxaliplatina não apresenta a nefrotoxicidade da cisplatina nem a mielotoxicidade da carboplatina.

Como devo armazenar o Bioezulen?

Conservar em temperatura ambiente (entre 15º C e 30 ºC). Proteger da luz e umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Após preparo, manter sob refrigeração (entre 2 °C e 8 °C) por até 48 horas.

Características do medicamento

Este medicamento se apresenta na forma de pó liofilizado branco, que forma uma solução límpida e incolor após reconstituição.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Apresentações do Bioezulen

Pó liofilizado para solução injetável 50 mg e 100 mg

Embalagem com 1 frasco-ampola.

Uso intravenoso.

Uso adulto.

Dizeres Legais do Bioezulen

M.S -&nbsp;1.0573.0585

Farmacêutica&nbsp;Responsável:
Gabriela Mallmann
CRF-SP nº 30.138

Registrado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201 – 20º andar
São Paulo – SP
CNPJ 60.659.463/0029-92
Indústria Brasileira




Fabricado por:
Laboratórios IMA S.A.I.C
Buenos Aires, Argentina

Importado e embalado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A
Av. das Nações Unidas, 22.428
​​​​​​​São Paulo - SP


Venda sob prescrição médica.

Uso restrito a hospitais.

Fabricante: Aché

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