Aché Cloridrato De Dexmedetomidina

100mcg/mL, caixa com 5 frascos-ampolas com 2mL de solução de uso intravenoso

Princípio ativo
:
Cloridrato De Dexmedetomidina
Classe Terapêutica
:
Anestésicos Gerais Injetáveis
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
C1 Branca 2 Vias (Dispensação Sob Prescrição Médica Restrito a Hospitais - Este medicamento pode causar Dependência Física ou Psíquica)
Categoria
:
Anestésicos
Especialidade
:
Anestesiologia

Bula do medicamento

Cloridrato De Dexmedetomidina Aché, para o que é indicado e para o que serve?

Cloridrato de Dexmedetomidina é um agonista alfa-2 adrenérgico relativamente seletivo indicado para sedação em pacientes (com e sem ventilação mecânica) durante o tratamento intensivo (na Unidade de Terapia Intensiva, salas de cirurgia ou para procedimentos diagnósticos).

Quais as contraindicações do Cloridrato De Dexmedetomidina Aché?

Cloridrato de Dexmedetomidina é contraindicado em pacientes com conhecida hipersensibilidade à qualquer excipiente da fórmula.

Como usar o Cloridrato De Dexmedetomidina Aché?

Cloridrato de Dexmedetomidina deve ser administrado apenas por profissional habilitado tecnicamente no manejo de pacientes sob tratamento intensivo. Devido aos efeitos farmacológicos conhecidos, os pacientes devem ser monitorados continuamente. A administração de injeções em bolus de Cloridrato de Dexmedetomidina não deve ser utilizada para minimizar os efeitos farmacológicos colaterais indesejáveis. Eventos clínicos como bradicardia e parada sinusal têm sido associados com a administração de Cloridrato de Dexmedetomidina em alguns voluntários jovens saudáveis com tônus vagal alto ou nos quais a administração foi diferente da recomendada, como infusão intravenosa rápida ou administração em bolus.

Administração

Deve ser utilizado um equipamento de infusão controlada para administrar o Cloridrato de Dexmedetomidina. Técnicas estritamente assépticas devem ser sempre mantidas durante o manuseio da infusão de Cloridrato de Dexmedetomidina. A preparação das soluções para infusão é a mesma, tanto para dose inicial como para dose de manutenção. Para preparar a infusão, retire 2 mL de Cloridrato de Dexmedetomidina solução injetável concentrada para infusão e adicione 48 mL de cloreto de sódio a 0,9% para totalizar 50 mL. Para misturar de modo correto, agite suavemente. O Cloridrato de Dexmedetomidina deve ser administrado através de um sistema de infusão controlada. Após a diluição do concentrado, o produto deve ser administrado imediatamente, e descartado decorridas 24 horas da diluição. Caso o produto não seja utilizado imediatamente após a diluição, recomenda-se o armazenamento refrigerado da solução entre 2 a 8ºC por não mais de 24 horas para reduzir o risco microbiológico. Produtos de uso intravenoso devem ser inspecionados visualmente, em relação a partículas e alterações de cor, antes de serem administrados ao paciente.

Cada ampola deve ser usada somente em um paciente.

Compatibilidade

Foi demonstrado que Cloridrato de Dexmedetomidina é compatível com a coadministração das seguintes preparações e medicamentos intravenosos: solução de ringer lactato, dextrose a 5%, cloreto de sódio a 0,9%, manitol a 20%, cloridrato de alfentanila, sulfato de amicacina, aminofilina, cloridrato de amiodarona, ampicilina sódica, ampicilina sódica + sulbactam sódica, azitromicina, aztreonam, tosilato de bretílio, bumetanida, tartarato de butorfanol, gluconato de cálcio, cefazolina sódica, cloridrato de cefipima, cefoperazona sódica, cefotaxima sódica, cefotetana sódica, cefoxitina sódica, ceftazidima, ceftizoxima sódica, ceftriaxona sódica, cefuroxima sódica, cloridrato de clorpromazina, cloridrato de cimetidina, ciprofloxacino, besilato de cisatracúrio, fosfato de clindamicina, fosfato sódico de dexametasona, digoxina, cloridrato de diltiazem, cloridrato de difenidramina, cloridrato de dobutamina, mesilato de dolasetrona, cloridrato de dopamina, hiclato de doxiciclina, droperidol, enalapril, cloridrato de efedrina, cloridrato de epinefrina, lactobionato de eritromicina, esmolol, famotidina, mesilato de fenoldopam, fluconazol, furosemida, gatifloxacino, sulfato de gentamicina, cloridrato de granisetrona, lactato de haloperidol, heparina sódica, succinato sódico de hidrocortisona, cloridrato de hidromorfona, cloridrato de hidroxizina, lactato de inamrinona, cloridrato de isoproterenol, cetorolaco de trometamina, labetalol, levofloxacino, cloridrato de lidocaína, linezolida, lorazepam, sulfato de magnésio, cloridrato de meperidina, succinato sódico de metilprednisolona, cloridrato de metoclopramida, metronidazol, lactato de milrinona, cloridrato de nalbufina, nitroglicerina, bitartarato de norepinefrina, ofloxacino, cloridrato de ondansetrona, piperacilina sódica, piperacilina sódica + tazobactam sódico, cloreto de potássio, cloridrato de procainamida, edisilato de proclorperazina, cloridrato de prometazina, propofol, cloridrato de ranitidina, brometo de rapacurônio, cloridrato de remifentanila, brometo de rocurônio, bicarbonato de sódio, nitroprusseto de sódio, citrato de sufentanila, sulfametoxazol, trimetoprima, teofilina, ticarcilina dissódica, ticarcilina dissódica + clavulanato de potássio, sulfato de tobramicina, cloridrato de vancomicina, cloridrato de verapamil, tiopental sódico, etomidato, brometo de vecurônio, brometo de pancurônio, succinilcolina, besilato de atracúrio, cloreto de mivacúrio, brometo de glicopirrônio, cloridrato de fenilefrina, sulfato de atropina, midazolam, sulfato de morfina, citrato de fentanila, além de substitutos do plasma.

Compatibilidade com borracha natural

Estudos de compatibilidade demonstraram o potencial de absorção de Cloridrato de Dexmedetomidina em alguns tipos de borracha natural. Embora o Cloridrato de Dexmedetomidina seja administrado, é aconselhável usar componentes de administração feitos com juntas de borracha sintética ou borracha natural revestida.

Incompatibilidade

Cloridrato de Dexmedetomidina não deve ser misturado com outros produtos ou diluentes, exceto aqueles mencionados acima. Foi demonstrada incompatibilidade com: anfotericina B e diazepam.

Cloridrato de Dexmedetomidina não deve ser coadministrado através do mesmo cateter intravenoso com sangue ou plasma porque a compatibilidade física não foi estabelecida.

Posologia do Cloridrato de Dexmedetomidina

{"tag":"hr","value":" <h3>Adultos</h3> <p>O Cloridrato de Dexmedetomidina deve ser individualizado e titulado segundo o efeito cl&#xED;nico desejado. Para pacientes adultos &#xE9; recomend&#xE1;vel iniciar Cloridrato de Dexmedetomidina com uma dose de 1,0 mcg/kg por dez minutos, seguida por uma infus&#xE3;o de manuten&#xE7;&#xE3;o que pode variar de 0,2 a 0,7 mcg/kg/h. A taxa de infus&#xE3;o de manuten&#xE7;&#xE3;o pode ser ajustada para se obter o efeito cl&#xED;nico desejado. Em estudos cl&#xED;nicos com infus&#xF5;es por mais de 24 horas de dura&#xE7;&#xE3;o, foram utilizadas doses baixas como 0,05 mcg/kg/h. O Cloridrato de Dexmedetomidina tem sido administrada tanto para pacientes que requerem ventila&#xE7;&#xE3;o mec&#xE2;nica quanto para aqueles com respira&#xE7;&#xE3;o espont&#xE2;nea ap&#xF3;s extuba&#xE7;&#xE3;o. Foi observado que pacientes recebendo Cloridrato de Dexmedetomidina ficam despert&#xE1;veis e alertas quando estimulados. Este &#xE9; um componente esperado da seda&#xE7;&#xE3;o por Cloridrato de Dexmedetomidina e n&#xE3;o deve ser considerado como evid&#xEA;ncia de falta de efic&#xE1;cia na aus&#xEA;ncia de outros sinais e sintomas cl&#xED;nicos. O Cloridrato de Dexmedetomidina foi continuamente infundida em pacientes ventilados mecanicamente antes da extuba&#xE7;&#xE3;o, durante extuba&#xE7;&#xE3;o e p&#xF3;s-extuba&#xE7;&#xE3;o. N&#xE3;o &#xE9; necess&#xE1;rio descontinuar o Cloridrato de Dexmedetomidina antes da extuba&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>Cloridrato de Dexmedetomidina n&#xE3;o deve ser misturado com outros produtos ou diluentes, exceto: solu&#xE7;&#xE3;o de ringer lactato, dextrose a 5%, cloreto de s&#xF3;dio a 0,9%, manitol a 20%, tiopental s&#xF3;dico, etomidato, brometo de vecur&#xF4;nio, brometo de pancur&#xF4;nio, succinilcolina, besilato de atrac&#xFA;rio, cloreto de mivac&#xFA;rio, brometo de glicopirr&#xF4;nio, cloridrato de fenilefrina, sulfato de atropina, midazolam, sulfato de morfina, citrato de fentanila, al&#xE9;m de substitutos do plasma, e demais subst&#xE2;ncias mencionadas no item - Compatibilidade.</p> <h3>Uso pedi&#xE1;trico</h3> <p>A seguran&#xE7;a e a efic&#xE1;cia do Cloridrato de Dexmedetomidina em pacientes menores de 18 anos n&#xE3;o foram estudadas.</p> <h3>Disfun&#xE7;&#xE3;o hep&#xE1;tica</h3> <p>Pode ser necess&#xE1;rio ajuste de dose para pacientes com insufici&#xEA;ncia hep&#xE1;tica.</p> <h3>Disfun&#xE7;&#xE3;o renal</h3> <p>Nenhum ajuste de dose &#xE9; necess&#xE1;rio para pacientes nefropatas.</p> <h3>Idosos</h3> <p>Pode ser necess&#xE1;rio ajuste de dose para pacientes idosos. Pacientes idosos (mais de 65 anos de idade) frequentemente requerem doses menores de Cloridrato de Dexmedetomidina.</p> "}

Quais cuidados devo ter ao usar o Cloridrato De Dexmedetomidina Aché?

Administração do medicamento

Cloridrato de Dexmedetomidina deve ser administrado apenas por profissionais treinados no manejo de pacientes em tratamento intensivo ou em sala de operação. Devido aos conhecidos efeitos farmacológicos de Cloridrato de Dexmedetomidina, os pacientes devem ser monitorados continuamente enquanto estiverem recebendo Cloridrato de Dexmedetomidina.

Hipotensão, bradicardia e parada sinusal

Episódios clinicamente significativos de bradicardia e parada sinusal foram reportados com a administração de Cloridrato de Dexmedetomidina em voluntários jovens, saudáveis e com tônus vagal elevado ou, pela administração por vias diferentes incluindo a administração intravenosa rápida ou em bolus.

Relatos de hipotensão e bradicardia foram associados com a infusão de Cloridrato de Dexmedetomidina. Alguns desses casos resultaram em fatalidades. Uma vez que Cloridrato de Dexmedetomidina tem o potencial para aumentar bradicardia induzida por estímulo vagal, os médicos devem estar preparados para intervir.

Deve haver cautela quando administrar Cloridrato de Dexmedetomidina a pacientes com bloqueio cardíaco avançado e/ou disfunção ventricular grave. Uma vez que Cloridrato de Dexmedetomidina reduz as atividades do sistema nervoso simpático, hipotensão e/ou bradicardia podem ser esperadas por serem mais pronunciadas em pacientes com hipovolemia, diabetes mellitus ou hipertensão crônica e em pacientes idosos.

Em estudos clínicos onde outros vasodilatadores ou agentes cronotrópicos negativos foram coadministrados com Cloridrato de Dexmedetomidina, não foi observado um efeito farmacodinâmico aditivo. Ainda assim, deve-se ter cuidado quando tais agentes forem administrados concomitantemente com Cloridrato de Dexmedetomidina.

Se intervenção médica for necessária, o tratamento pode incluir a diminuição ou interrupção da infusão de Cloridrato de Dexmedetomidina, aumentando o índice de administração intravenosa de fluidos, elevação das extremidades inferiores e uso de agentes pressores. A administração de agentes anticolinérgicos (por exemplo, glicopirrolato, atropina) deve ser considerada para modificar o tônus vagal. Em estudos clínicos, o glicopirrolato ou a atropina foram eficazes no tratamento da maioria dos episódios de bradicardia induzida por Cloridrato de Dexmedetomidina. Entretanto, em alguns pacientes com disfunção cardiovascular significativa, foram requeridas medidas de ressuscitação mais avançadas.

Eventos clínicos de bradicardia ou hipotensão podem ser potencializados quando o Cloridrato de Dexmedetomidinaé usada simultaneamente ao propofol ou midazolam. Portanto, considerar redução de dose de propofol ou midazolam. Pacientes idosos acima de 65 anos de idade ou pacientes diabéticos tem maior tendência à hipotensão com a administração do Cloridrato de Dexmedetomidina. Todos os episódios reverteram espontaneamente ou foram tratados com a terapia padrão.

Hipertensão temporária

Hipertensão temporária foi observada principalmente durante dose de ataque, associada aos efeitos vasoconstritores periféricos iniciais de Cloridrato de Dexmedetomidina. O tratamento da hipertensão temporária geralmente não foi necessário, embora a redução da taxa de infusão de ataque seja desejável. Após a infusão inicial, os efeitos centrais do Cloridrato de Dexmedetomidina dominam e a pressão sanguínea geralmente diminui.

Excitabilidade

Observou-se que alguns pacientes recebendo Cloridrato de Dexmedetomidina podem ser despertados e ficar alertas quando estimulados. Este fato isolado não deve ser considerado como evidência de falta de eficácia na ausência de outros sinais e sintomas clínicos.

Abstinência

Sedação em unidade intensiva de tratamento

Com a administração até 7 dias, independente da dose, 12 (5%) dos indivíduos usando Cloridrato de Dexmedetomidina tiveram pelo menos 1 evento relacionado à abstinência dentro das primeiras 24 horas após a descontinuação do medicamento do estudo, e 7 (3%) dos indivíduos usando Cloridrato de Dexmedetomidina tiveram pelo menos 1 evento de 24 a 48 horas após o fim do medicamento do estudo. Os eventos mais comuns foram náusea, vômito e agitação.

Taquicardia e hipertensão requerendo intervenção nas 48 horas seguintes à descontinuação do medicamento do estudo ocorreram a uma frequência de < 5%. Se taquicardia e/ou hipertensão ocorrerem após a descontinuação de Cloridrato de Dexmedetomidina, terapia de suporte é indicada.

Farmacologia e/ou Toxicologia em Animal

Não houve diferenças na resposta do cortisol estimulado pelo hormônio adrenocorticotrópico (ACTH) em cães após uma dose única de Cloridrato de Dexmedetomidina&nbsp;em comparação com o controle da solução salina. No entanto, após infusão subcutânea contínua de Cloridrato de Dexmedetomidina a 3 mcg/kg/hr e 10 mcg/kg/h durante uma semana em cães (exposições estimadas dentro do intervalo clínico), a resposta ao cortisol estimulada por ACTH diminuiu em aproximadamente 27% e 40%, respectivamente, em comparação com animais controle tratados com solução salina indicando uma supressão adrenal dependente da dose.

Hipertermia

Cloridrato de Dexmedetomidina pode induzir hipertermia que pode ser resistente aos métodos tradicionais de resfriamento. Cloridrato de Dexmedetomidina deve ser descontinuado e a hipertermia deve ser tratada com medidas clínicas convencionais.

Disfunção hepática

Uma vez que a depuração de Cloridrato de Dexmedetomidina diminui com a gravidade da insuficiência hepática, reduções de dose devem ser consideradas em pacientes com insuficiência hepática.

Disfunção renal

Nenhum ajuste de dose é necessário para pacientes nefropatas.

Uso pediátrico

A eficácia, segurança e farmacocinética de Cloridrato de Dexmedetomidina em pacientes pediátricos com idade inferior a 18 anos não foram estudadas. Portanto, Cloridrato de Dexmedetomidina não deve ser utilizado nesta população.

Os três estudos pivotais sobre sedação na UTI não atingiram seu objetivo primário de eficácia e os dados de segurança foram insuficientes para caracterizar completamente o perfil de segurança de Cloridrato de Dexmedetomidina. Um estudo aberto de sedação na UTI realizado em pacientes japoneses atendeu ao seu objetivo primário de eficácia.

Um estudo aberto realizado em pacientes pediátricos para sedação processual também não atingiu seu objetivo de eficácia.

O perfil de segurança de Cloridrato de Dexmedetomidina nesses estudos foi geralmente semelhante ao dos adultos, embora tenham sido observadas frequências aumentadas de eventos adversos de bradicardia, hipotensão e depressão respiratória no estudo de sedação na UTI do Japão.

Abuso e dependência

Dependência

O potencial de dependência de Cloridrato de Dexmedetomidina não foi estudado em humanos. Entretanto, uma vez que estudos em roedores e primatas demonstraram que Cloridrato de Dexmedetomidina exibe atividade farmacológica semelhante à da clonidina, é possível que Cloridrato de Dexmedetomidina possa produzir a síndrome de abstinência semelhante à da clonidina se houver descontinuação brusca.

Pacientes idosos

Uma redução de dose pode ser considerada em pacientes acima de 65 anos de idade.

Gravidez e Lactação

Uso durante a gravidez

Não existem estudos adequados e bem controlados sobre o uso de Cloridrato de Dexmedetomidina em mulheres grávidas. O Cloridrato de Dexmedetomidina demonstrou atravessar a barreira placentária em estudos publicados em animais e humanos.

A informação limitada disponível sobre o uso de Cloridrato de Dexmedetomidina durante a gravidez não é suficiente para informar algum risco associado ao medicamento a defeitos congênitos ou aborto espontâneo. Cloridrato de Dexmedetomidina deve ser utilizado durante a gravidez somente se os benefícios potenciais justificarem os riscos potenciais para o feto.

Tem sido relatado que a exposição pré-natal o Cloridrato de Dexmedetomidina pode estar associada a algum grau de comprometimento funcional ao nascimento em alguns neonatos.

A administração perioperatória de Cloridrato de Dexmedetomidina em mulheres grávidas que receberam anestesia geral para cesariana eletiva foi associada a um maior tempo de recuperação clínica e extubação em comparação com outros agentes anestésicos.

Efeitos teratogênicos não foram observados em ratos após a administração subcutânea de Cloridrato de Dexmedetomidina durante o período fetal de organogênese (a partir do dia de gestação 5 ao 16) com doses até 200 mcg/kg (representando uma dose aproximadamente igual à dose intravenosa humana máxima recomendada com base na área de superfície corporal) ou em coelhos seguido de administração intravenosa de Cloridrato de Dexmedetomidina durante o período fetal de organogênese (a partir do dia de gestação 6 ao 18) com doses até 96 mcg/kg (representando uma dose aproximadamente metade da exposição humana à dose máxima recomendada com base na comparação da área sob a curva-tempo). Estas doses são aproximadas e, respectivamente, 11 e 5 vezes maiores do que a dose máxima recomendada para humanos, que é de 17,8 mcg/kg/dia. Entretanto, foi observada toxicidade fetal, conforme evidenciado pelo aumento das perdas pósimplantação e redução do número de filhotes vivos, em ratos com administração subcutânea na dose de 200 mcg/kg. A dose sem efeito em ratos foi de 20 mcg/kg (representando uma dose menor que a dose intravenosa máxima recomendada para humanos com base na área de superfície corporal). Em outro estudo de toxicidade reprodutiva quando o Cloridrato de Dexmedetomidina foi administrada por via subcutânea em ratas grávidas a 8 e 32 mcg/kg (representando uma dose menor que a dose intravenosa máxima recomendada para humanos com base na comparação da área de superfície corporal), a partir do dia de gestação 16 até o desmame, foram observadas reduções de peso nos filhotes. Além disso, quando foi permitido que os filhotes do grupo 32 mcg/kg acasalassem, foi observado elevada toxicidade fetal e embrionária e atraso no desenvolvimento motor dos filhotes da segunda geração.

Em um estudo em ratas prenhas, foi observada a transferência placentária de Cloridrato de Dexmedetomidina quando foi administrada o Cloridrato de Dexmedetomidina radiomarcada por via subcutânea.

Cloridrato de Dexmedetomidina é um medicamento classificado na categoria C de risco de gravidez. Portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Uso durante a lactação

O cloridrato de dexmedetomidina é excretado no leite humano, mas não foram realizados estudos que avaliam os efeitos do Cloridrato de Dexmedetomidinaem crianças amamentadas e na produção de leite. Os benefícios do desenvolvimento e da saúde da amamentação devem ser considerados juntamente com a necessidade clínica da mãe de Cloridrato de Dexmedetomidina e quaisquer potenciais efeitos adversos do Cloridrato de Dexmedetomidina na criança amamentada.

Uma mulher que amamenta pode considerar interromper a amamentação, ordenhar e descartar o leite materno por 24 horas após receber o Cloridrato de Dexmedetomidina, a fim de minimizar a exposição potencial ao medicamento a um recém-nascido amamentado.

Trabalho de parto e parto

A segurança de Cloridrato de Dexmedetomidina durante o trabalho de parto e parto não foi estudada. Portanto, não é recomendada para uso obstétrico, incluindo partos por cirurgia cesariana.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas

Os pacientes devem ser informados de que o desempenho de atividades que requerem alerta mental, tais como dirigir um veículo motorizado ou máquinas perigosas ou assinar documentos legais, pode estar prejudicado por algum tempo após a sedação.

Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.

Carcinogênese, mutagênese e comprometimento da fertilidade

Estudos de carcinogenicidade em animais não foram realizados com o Cloridrato de Dexmedetomidina.

O Cloridrato de Dexmedetomidina não se mostrou mutagênica in vitro, tanto no ensaio de mutação reversa em bactérias (E. coli e Salmonella typhimurium) quanto no ensaio de avanço da mutação em células de mamíferos (linfoma de camundongos).

O Cloridrato de Dexmedetomidinafoi clastogênica no teste in vitro de aberração cromossômica de linfócitos humanos com, mas não sem, ativação metabólica S9 em rato. Em contraste, o Cloridrato de Dexmedetomidinanão foi clastogênica no teste in vitro de aberração cromossômica de linfócitos humanos com, mas não sem, ativação metabólica S9 humana. Embora o Cloridrato de Dexmedetomidina fosse clastogênica no teste in vivo de micronúcleo de camundongo em camundongos NMRI, não havia evidência de clastogenicidade em camundongos CD-1. A fertilidade em ratos machos ou fêmeas não foi afetada após injeções subcutâneas diárias de Cloridrato de Dexmedetomidina em doses até 54 mcg/kg/dia (menos do que a dose intravenosa humana máxima recomendada na base mcg/m2) administrada a partir de 10 semanas antes do acasalamento nos machos e, 3 semanas antes e durante o acasalamento nas fêmeas.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Cloridrato De Dexmedetomidina Aché?

Os eventos adversos incluem dados de estudos clínicos de sedação na Unidade de Terapia Intensiva, nos quais 576 pacientes receberam cloridrato de Cloridrato de Dexmedetomidina, e de estudos de infusão contínua do Cloridrato de Dexmedetomidina para sedação em pacientes internados em unidades de terapia intensiva, controlados com placebo, nos quais 387 pacientes receberam Cloridrato de Dexmedetomidina. Em geral, os eventos adversos mais frequentemente observados, emergentes do tratamento foram hipotensão, hipertensão, bradicardia, febre, vômitos, hipoxemia, taquicardia, anemia, boca seca e náusea.

Os eventos adversos mais frequentemente observados, emergentes do tratamento e relacionados ao medicamento estão incluídos na tabela abaixo.

Eventos adversos surgidos e relacionados# com o tratamento, com incidência maior que 1%, em todos os pacientes tratados com Cloridrato de Dexmedetomidina nos estudos fase II/III de infusão contínua

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:298px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Evento adverso</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:324px\"><strong>Pacientes tratados com Cloridrato de Dexmedetomidina<br> (N = 576)</br></strong></td> <td style=\"text-align:center; width:320px\"> <p><strong>Pacientes randomizados com Cloridrato de Dexmedetomidina<br> (N = 387)</br></strong></p> </td> <td style=\"width:274px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Placebo<br> (N = 379)</br></strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:298px\"> <p style=\"text-align:center\">Hipotens&#xE3;o</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:324px\">121 (21%)</td> <td style=\"text-align:center; width:320px\">84 (22%)*</td> <td style=\"width:274px\"> <p style=\"text-align:center\">16 (4%)</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:298px\"> <p style=\"text-align:center\">Hipertens&#xE3;o</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:324px\">64 (11%)</td> <td style=\"text-align:center; width:320px\">47 (12%)*</td> <td style=\"width:274px\"> <p style=\"text-align:center\">24 (6%)</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:298px\"> <p style=\"text-align:center\">Bradicardia</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:324px\">35 (6%)</td> <td style=\"text-align:center; width:320px\">20 (5%)*</td> <td style=\"width:274px\"> <p style=\"text-align:center\">6 (2%)</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:298px\"> <p style=\"text-align:center\">Boca seca</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:324px\">26 (5%)</td> <td style=\"text-align:center; width:320px\">13 (3%)</td> <td style=\"width:274px\"> <p style=\"text-align:center\">4 (1%)</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:298px\"> <p style=\"text-align:center\">N&#xE1;usea</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:324px\">24 (4%)</td> <td style=\"text-align:center; width:320px\">16 (4%)</td> <td style=\"width:274px\"> <p style=\"text-align:center\">20 (5%)</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:298px\"> <p style=\"text-align:center\">Sonol&#xEA;ncia</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:324px\">9 (2%)</td> <td style=\"text-align:center; width:320px\">3 (menor que 1%)</td> <td style=\"width:274px\"> <p style=\"text-align:center\">3 (menor que 1%)</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

*Diferença estatisticamente significativa entre grupo Cloridrato de Dexmedetomidina e placebo, (randomizado) p < 0,05.
#Eventos adversos relacionados com o tratamento: inclui todos os eventos considerados possíveis ou prováveis de estarem relacionados ao tratamento, como avaliado pelos investigadores, e aqueles eventos cuja causalidade ficou desconhecida ou inespecificada.

Os efeitos adversos são relatados em ordem decrescente de frequência dentro de cada classe de sistema de órgão (SOC).

Reações adversas com incidência >2% - população de sedação na UTI

Distúrbios do sistema linfático e sangue

Anemia.

Distúrbios do metabolismo e nutrição

Hipovolemia, hiperglicemia, hipocalcemia, acidose.

Distúrbios psiquiátricos

Agitação.

Distúrbios cardíacos

Bradicardia, fibrilação atrial, taquicardia, taquicardia sinusal, taquicardia ventricular.

Distúrbios vasculares

Hipotensão, hipertensão.

Distúrbios respiratório, torácico e do mediastino

Atelectasia, derrame pleural, hipóxia, edema pulmonar, sibilância.

Distúrbios gastrintestinais

Náusea, boca seca, vômito.

Distúrbios gerais e condições no local da administração

Pirexia, hipertermia, calafrio, edema periférico.

Investigações

Produção urinária reduzida.

Ferimento, envenenamento e complicações do procedimento

Hemorragia pós-procedimento.

Reações adversas com incidência >2% - população de sedação de procedimento

Distúrbios cardíacos

Bradicardia, taquicardia.

Distúrbios vasculares

Hipotensão, hipertensão.

Distúrbios respiratório, torácico e do mediastino

Depressão respiratória, hipóxia, bradipneia.

Distúrbios gastrintestinais

Náusea, boca seca.

Relatos pós-comercialização

Além dos eventos relatados durante os estudos clínicos, as seguintes reações adversas foram identificadas durante o uso de Cloridrato de Dexmedetomidina após a aprovação. Porque essas reações são relatadas voluntariamente de uma população de tamanho incerto, não é sempre possível estimar de forma confiável a sua frequência ou estabelecer uma relação causal com a exposição à droga.

Distúrbios do sistema linfático e sangue

Anemia.

Distúrbios do metabolismo e nutrição

Acidose, acidose respiratória, hipercalemia, aumento da fosfatase alcalina, sede, hipoglicemia, hipernatremia.

Distúrbios psiquiátricos

Agitação, confusão, delirium, alucinação, ilusão.

Distúrbios do sistema nervoso

Tontura, cefaleia, neuralgia, neurite, distúrbio da fala, convulsão.

Distúrbios oculares

Fotopsia, visão anormal.

Distúrbios cardíacos

Arritmia, arritmia ventricular, bradicardia, bloqueio atrioventricular, parada cardíaca, extra-sístoles, fibrilação atrial, bloqueio cardíaco, inversão de ondas t, taquicardia, taquicardia supraventricular, taquicardia ventricular, distúrbio cardíaco, infarto do miocárdio.

Distúrbios vasculares

Hemorragia, flutuação da pressão sanguínea, hipertensão, hipotensão

Distúrbios respiratório, torácico e do mediastino

Apneia, broncoespasmo, dispneia, hipercapnia, hipoventilação, hipóxia, congestão pulmonar.

Distúrbios gastrintestinais

Dor abdominal, diarreia, vómito, náusea.

Distúrbios hepatobiliares

Aumento da gama-glutamil transpeptidase, função hepática anormal, hiperbilirrubinemia, aumento da alanina transaminase, aumento da aspartato aminotransferase.

Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo

Aumento da sudorese.

Distúrbios renal e urinário

Aumento da ureia nitrogenada no sangue, oligúria, poliúria.

Fabricante: Aché

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