Aché Stabil

1mg, caixa com 30 comprimidos

Princípio ativo
:
Dicloridrato De Pramipexol
Classe Terapêutica
:
Antiparkinsonianos
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
C1 Branca 2 vias (Venda Sob Prescrição Médica - Este medicamento pode causar Dependência Física ou Psíquica)
Categoria
:
Parkinson
Especialidade
:
Neurologia

Bula do medicamento

Stabil, para o que é indicado e para o que serve?

Stabil é indicado para o tratamento dos sinais e sintomas da doença de Parkinson sem causa conhecida, podendo ser usado isoladamente ou em associação com levodopa. Também é indicado para tratamento dos sintomas da síndrome das pernas inquietas (SPI) sem causa conhecida.

Quais as contraindicações do Stabil?

Você não deve usar Stabil se tiver alergia ao pramipexol (substância ativa) ou a qualquer componente da fórmula.

Como usar o Stabil?

Você deve tomar os comprimidos com água, com ou sem alimentos. Tome o medicamento conforme orientação de seu médico.

Doença de Parkinson

A dose diária total deve ser dividida em três tomadas diárias.

Esquema de dose ascendente de Stabil
{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:356px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Semana</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:526px\"><strong>Dose</strong></td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Dose di&#xE1;ria total</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:356px\">1</td> <td style=\"text-align:center; width:526px\">0,125 mg, 3 x ao dia</td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\">0,375 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:356px\">2</td> <td style=\"text-align:center; width:526px\">0,25 mg, 3 x ao dia</td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\">0,75 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:356px\">3</td> <td style=\"text-align:center; width:526px\">0,5 mg, 3 x ao dia</td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\">1,50 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Se houver necessidade de aumentar a dose, seu médico poderá acrescentar semanalmente 0,75 mg à dose diária até atingir a dose máxima de 4,5 mg por dia.

Tratamento de manutenção

A dose individual deve situar-se no intervalo entre 0,375 mg por dia e a dose máxima de 4,5 mg por dia.

Descontinuação do tratamento

Em caso de interrupção do tratamento, a dose deve ser diminuída em 0,75 mg por dia até que a dose diária atinja 0,75 mg. Depois disso, a dose deve ser reduzida em 0,375 mg por dia.

Pacientes em tratamento com levodopa

Caso você também esteja tomando levodopa, recomenda-se que seu médico reduza a dose de levodopa, tanto durante o aumento da dose de Stabil como no tratamento de manutenção.

Pacientes com problemas nos rins

Se você tiver problemas nos rins, seu médico poderá adaptar a dose.

Pacientes com problemas no fígado

Não se considera necessário reduzir a dose.

Síndrome das pernas inquietas

A dose inicial recomendada de Stabil é 0,125 mg uma vez ao dia, 2 a 3 horas antes de dormir. Para pacientes com sintomatologia adicional, a dose pode ser aumentada ou ajustada a cada 4 a 7 dias, até no máximo de 0,75 mg por dia.

Esquema de dose ascendente de Stabil

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Etapa</strong></p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Dose di&#xE1;ria (&#xFA;nica) da noite</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:240px\">1</td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,125 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\">2 (se necess&#xE1;rio)</p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,25 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\">3 (se necess&#xE1;rio)</p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,50 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\">4 (se necess&#xE1;rio)</p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,75 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

O tratamento pode ser interrompido sem redução gradativa da dose. No entanto, estudos demonstraram que pode ocorrer retorno dos sintomas da SPI.

Se você tiver problemas nos rins, seu médico poderá adaptar a dose.

Não há necessidade de redução da dose em pacientes com problemas no fígado. A segurança e eficácia de Stabil não foram estabelecidas em crianças e adolescentes com até 18 anos.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Como o Stabil funciona?

Stabil atua no cérebro aliviando os problemas motores relacionados com a doença de Parkinson e também protege os neurônios dos efeitos nocivos da levodopa. Ainda não se conhece o mecanismo de ação sobre a síndrome das pernas inquietas (SPI).

Quais cuidados devo ter ao usar o Stabil?

Se você tiver problemas nos rins, seu médico deverá reduzir a dose de Stabil.

Stabil pode causar alucinações e confusão, com maior frequência em pacientes com doença de Parkinson em estágio avançado em tratamento associado com levodopa.

Atenção: sua capacidade para dirigir pode ficar prejudicada caso tenha alucinações visuais.

Existe a possibilidade de surgirem comportamentos anormais, como compulsão alimentar, por compras, sexo e jogos. Nestes casos, o médico poderá decidir se diminui a dose ou mesmo se interrompe o tratamento.

Caso você tenha distúrbios psicóticos (confusão com o real), seu médico deverá avaliar se os benefícios do uso deste medicamento superam os riscos. A administração de Stabil juntamente com antipsicóticos não é recomendada.

O uso de Stabil pode causar sonolência e sono súbito durante suas atividades diárias (como conversas e refeições).

Caso tenha doença cardiovascular grave, será necessário monitorar a sua pressão arterial, principalmente no início do tratamento, devido ao risco de queda da pressão ao levantar-se rapidamente.

Pacientes com doença de Parkinson podem apresentar distonia (contrações involuntárias ou espasmos) como, por exemplo, torcicolo anterior (antecolo – flexão anterior involuntária do pescoço, com o queixo contra o peito), camptocormia (flexão anterior do tronco) ou síndrome de pisa (flexão lateral do tronco). A distonia tem sido ocasionalmente relatada após o início do tratamento com agonistas dopaminérgicos, incluindo pramipexol, embora não exista uma clara relação causal. Estes efeitos podem ocorrer vários meses após o início ou ajuste da medicação.

Na doença de Parkinson, após a interrupção abrupta do tratamento foram relatados sintomas da síndrome neuroléptica maligna (contrações musculares intensas, alterações na dosagem de enzima e febre alta resistente). Foram relatados casos de síndrome de abstinência medicamentosa durante ou após a interrupção do uso de agonistas dopaminérgicos, incluindo Stabil. Devido à síndrome de abstinência medicamentosa, antes da interrupção do uso de Stabil, seu médico deve informar sobre a possibilidade de aparecimento de sintomas como: apatia, ansiedade, depressão, fraqueza, sudorese e dor.

Você deve ser monitorado de perto pelo seu médico durante a interrupção do tratamento com Stabil. No caso do surgimento de sintomas severos de abstinência, seu médico pode pedir que você tome, temporariamente, doses baixas de um agonista dopaminérgico. Você e seu médico devem monitorar a ocorrência de melanoma (um tipo de câncer de pele) durante o uso de Stabil, pois estudos demonstraram que pacientes com doença de Parkinson têm cerca de 2 a 6 vezes mais chance de desenvolver essa doença.

Ocorreram alterações oculares (na retina) em estudos feitos em ratos albinos, que não foram observadas em outras espécies de animais; ainda não foi estabelecida a relevância destes achados para seres humanos.

Casos da literatura indicaram que o tratamento da síndrome das pernas inquietas com medicamentos com ação similar ao Stabil pode resultar em início dos sintomas da síndrome das pernas inquietas em horário mais cedo que o habitual e sua propagação para outras extremidades.

Você terá que ser monitorado regularmente para o controle do desenvolvimento de episódios de mania (elevação anormal e persistente do humor também chamada de euforia) e delírio (alteração do juízo de realidade, ou seja, capacidade de distinguir o falso do verdadeiro implicando em lucidez da consciência). O médico deve informar a você e ao seu cuidador que tanto episódios de mania quanto de delírio podem ocorrer em pacientes tratados com Stabil. Se estes sintomas se desenvolverem, o médico também poderá decidir se diminui a dose ou mesmo se interrompe o tratamento.

O pramipexol não causou malformações em proles de coelhos e ratos, mas foi tóxico aos embriões de ratos quando a mãe recebeu doses consideradas tóxicas de pramipexol.

Efeitos na habilidade de dirigir veículos e operar máquinas

A sonolência pode ser frequente e ter consequências potencialmente sérias. Por isso, você não deve dirigir veículos nem operar nenhuma outra máquina até que tenha experiência suficiente com Stabil para estimar se terá algum prejuízo do seu desempenho mental e/ou motor.

Você não deve dirigir nem participar de atividades potencialmente perigosas se tiver sonolência ou adormecer subitamente durante as atividades diárias, em qualquer momento do tratamento. Caso ocorram, procure seu médico.

Gravidez e Amamentação

Stabil só deve ser utilizado durante a gravidez se os benefícios potenciais justificarem os riscos para o bebê.

Ainda não foi avaliado se Stabil é excretado no leite materno. Se você estiver amamentando não deve usar Stabil, pois pode haver inibição da produção de leite.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Stabil?

Este medicamento pode causar algumas reações desagradáveis inesperadas.

Doença de Parkinson

Reações muito comuns

Tontura, movimentos repetitivos involuntários, sonolência e enjoo.

Reações comuns

Comportamentos anormais (refletindo sintomas de transtornos do controle dos impulsos e comportamento compulsivo), sonhos anormais, confusão, alucinações, insônia, dor de cabeça, distúrbios visuais incluindo visão dupla, visão embaçada e redução da visão, pressão baixa, prisão de ventre, vômito, fraqueza, inchaço nas pernas e pés e perda de peso incluindo perda de apetite.

Reações incomuns

Pneumonia, compulsão por compras, por sexo, jogo patológico, amnésia, delírio, aumento ou diminuição do desejo sexual, paranoia, inquietação, excesso de movimento, início súbito do sono, desmaios, falta de ar, soluços, coceira, vermelhidão e descamação da pele (rash), reações alérgicas e aumento de peso.

Reação rara

Mania.

Reações com frequência desconhecida

Secreção inadequada do hormônio antidiurético, compulsão alimentar, alimentação excessiva, perda da função do coração e torcicolo anterior (antecolo – flexão anterior do pescoço, involuntária, com o queixo contra o peito) e síndrome de abstinência medicamentosa (síndrome de abstinência de agonistas de dopamina).

Síndrome das pernas inquietas

Reação muito comum

Enjoo.

Reações comuns

Sonhos anormais, insônia, tontura, dor de cabeça, sonolência, prisão de ventre, vômito e fraqueza.

Reações incomuns

Confusão, alucinações, aumento ou diminuição do desejo sexual, inquietação, movimentos repetitivos involuntários, início súbito do sono, desmaios, distúrbios visuais incluindo visão dupla, visão embaçada e redução da visão, pressão baixa, falta de ar, soluços, coceira, vermelhidão e descamação da pele (rash), reações alérgicas, inchaço nas pernas e pés, perda de peso incluindo perda de apetite e aumento de peso.

Reações com frequência desconhecida

Pneumonia, secreção inadequada do hormônio antidiurético, comportamentos anormais (refletindo sintomas de transtornos do controle dos impulsos e comportamento compulsivo), compulsão alimentar, por compras, por sexo, por jogo, mania, delírio, alimentação excessiva, paranoia, amnésia, excesso de movimento, perda da função do coração e torcicolo anterior (antecolo – flexão&nbsp;anterior do pescoço, involuntária, com o queixo contra o peito) e síndrome de abstinência medicamentosa (síndrome de abstinência de agonistas de dopamina).

Em alguns pacientes pode ocorrer hipotensão no início do tratamento, principalmente quando o aumento da dose de Stabil é muito rápido.

Há alguns relatos de episódios de sono súbito durante a realização de atividades diárias. Porém, alguns pacientes não relataram sinais de alerta, como sonolência, o que é comum em pacientes tomando doses acima de 1,5 mg/dia de dicloridrato de pramipexol. Não se evidenciou uma relação com a duração do tratamento. Na maioria dos casos sobre os quais se obtiveram informações, os episódios não se repetiram após a redução da dose ou a interrupção do tratamento.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Stabil?

Continue tomando as próximas doses regularmente no horário habitual. Não duplique a dose na próxima tomada.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Qual a composição do Stabil?

Cada comprimido de Stabil 0,125 mg contém:

Dicloridrato de pramipexol 0,125 mg.

Excipientes: manitol, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio e povidona.

Cada comprimido de Stabil 0,25 mg contém:

Dicloridrato de pramipexol 0,25 mg.

Excipientes: manitol, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio e povidona.

Cada comprimido de Stabil 1 mg contém:

Dicloridrato de pramipexol 1,00 mg

Excipientes: manitol, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio e povidona.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Stabil maior do que a recomendada?

Não há experiência clínica com casos de dose excessiva, mas se espera que ocorram eventos adversos como: enjoo, vômitos, excesso de movimentos, alucinações, agitação e pressão baixa. Não se conhece nenhum antídoto para Stabil. Podem ser necessários medicamentos específicos e medidas gerais de suporte como lavagem gástrica, reposição de líquidos pela veia e monitorização por eletrocardiograma.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Stabil com outros remédios?

Se você estiver tomando medicamentos como cimetidina e amantadina, o médico provavelmente reduzirá a dose de Stabil, pois o efeito pode ser aumentado, causando movimentos repetitivos involuntários, agitação ou alucinações.

Não é recomendável a administração de Stabil com antipsicóticos, pois os sintomas do Parkinson podem piorar.

Se você tiver doença de Parkinson e estiver em fase de aumento da dose de Stabil, recomenda-se que o médico diminua a dose de levodopa e mantenha a dose de outros medicamentos contra a doença de Parkinson.

Se você estiver tomando outro medicamento sedativo ou usa álcool, deve ter cautela, pois o efeito sedativo de Stabil pode aumentar.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para sua saúde.

Qual a ação da substância do Stabil (Dicloridrato de Pramipexol)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Comprimidos</h3> <p>Estudo multic&#xEA;ntrico (18 centros), randomizado, duplo-cego e de grupos paralelos conduzido pelo <em>Parkinson Study Group</em> (1997) para avaliar a efic&#xE1;cia e a tolerabilidade do Dicloridrato de Pramipexol em pacientes com DP leve a moderada, avaliou um total de 335 pacientes cujo ingresso foi restrito a pacientes com DP idiop&#xE1;tica que n&#xE3;o estavam recebendo levodopa.</p> <p>O Dicloridrato de Pramipexol foi administrado de acordo com um esquema ascendente de dose at&#xE9; 4,5 mg/dia. Durante a fase de titula&#xE7;&#xE3;o de dose de 7 semanas, cada paciente foi titulado para sua m&#xE1;xima dose tolerada da medica&#xE7;&#xE3;o do estudo. Isto foi seguido por um per&#xED;odo de 24 semanas de terapia de manuten&#xE7;&#xE3;o. Durante a fase de manuten&#xE7;&#xE3;o de 6 meses, os mesmos permaneceram na dose m&#xE1;xima de Dicloridrato de Pramipexol ou placebo alcan&#xE7;ada durante a fase de titula&#xE7;&#xE3;o ascendente. A dose di&#xE1;ria m&#xE9;dia durante o per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o foi de 3,8 mg. Os pacientes foram avaliados semanalmente durante o intervalo de dose ascendente, a cada duas semanas durante os primeiros 3 meses de manuten&#xE7;&#xE3;o, e mensalmente durante os 3 &#xFA;ltimos meses de manuten&#xE7;&#xE3;o. O parkinsonismo foi medido usando-se a UPDRS (Escala de Classifica&#xE7;&#xE3;o Unificada da Doen&#xE7;a de Parkinson). As vari&#xE1;veis prim&#xE1;rias do estudo foram as altera&#xE7;&#xF5;es nos escores UPDRS parte II (Atividades da Vida Di&#xE1;ria - ADL) e III (motor) entre o basal e o final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o. As vari&#xE1;veis secund&#xE1;rias inclu&#xED;ram altera&#xE7;&#xF5;es a partir do basal nos componentes individuais da UPDRS, estadiamento de Hoenh e Yahr e n&#xFA;mero de dias at&#xE9; a falha do tratamento (definida como benef&#xED;cio insatisfat&#xF3;rio ou progress&#xE3;o da doen&#xE7;a a ponto de requerer terapia adicional, como a levodopa). Um total de 164 pacientes foi randomizado para o grupo com Dicloridrato de Pramipexol e 171 para o grupo com placebo. Ao todo, 80% dos pacientes que receberam placebo e 83% daqueles tratados com Dicloridrato de Pramipexol completaram o estudo. Destes &#xFA;ltimos, 74% atingiram a dose-alvo de 4,5 mg/dia.</p> <h4>Efic&#xE1;cia e Seguran&#xE7;a</h4> <p>Os escores UPDRS ADL e motor diminu&#xED;ram significativamente em compara&#xE7;&#xE3;o com o basal no grupo do Dicloridrato de Pramipexol (P &lt; 0,0001): ADL m&#xE9;dio de 8,2 no basal versus 6,4 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o (semana 24) motor m&#xE9;dio de 18,8 no basal versus 14,1 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o. Para o placebo, os valores basais praticamente se mantiveram: ADL m&#xE9;dio de 8,3 no basal versus 8,7 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o Motor m&#xE9;dio de 18,8 no basal versus 20,1 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o. Por todo o per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o, a magnitude do benef&#xED;cio variou de 22 a 29% para os escores de ADL e 25% a 31% para os escores motores. As diferen&#xE7;as emergiram na semana 3 (1,5 mg/dia) do intervalo de dose ascendente e persistiram por toda a fase de manuten&#xE7;&#xE3;o. De todos os eventos adversos relatados, apenas n&#xE1;usea, ins&#xF4;nia, constipa&#xE7;&#xE3;o, sonol&#xEA;ncia e alucina&#xE7;&#xF5;es visuais ocorreram, significativamente, com maior frequ&#xEA;ncia nos pacientes tratados com Dicloridrato de Pramipexol em compara&#xE7;&#xE3;o com aqueles que receberam placebo.</p> <p>Alucina&#xE7;&#xF5;es ocorreram em aproximadamente 10% dos pacientes tratados com Dicloridrato de Pramipexol, por&#xE9;m frequentemente se resolveram com redu&#xE7;&#xE3;o da dose do medicamento. A maior parte dos pacientes no grupo com Dicloridrato de Pramipexol que descontinuaram o estudo devido a eventos adversos (18 pacientes) teve m&#xFA;ltiplas raz&#xF5;es para a descontinua&#xE7;&#xE3;o, sendo as mais comuns queixas gastrintestinais (10 pacientes), alucina&#xE7;&#xF5;es (7 pacientes) e sonol&#xEA;ncia ou fadiga (5 pacientes).</p> <p>No geral, o Dicloridrato de Pramipexol n&#xE3;o foi associado com altera&#xE7;&#xF5;es significativas na press&#xE3;o arterial, pulso, ECG ou quaisquer testes hematol&#xF3;gicos ou de bioqu&#xED;mica s&#xE9;rica.<sup>1</sup></p> <p>Em outro ensaio cl&#xED;nico conduzido por Pinter e cols, (1999) de Fase II, prospectivo, duplo-cego, controlado com placebo, randomizado e multic&#xEA;ntrico para comparar a efic&#xE1;cia e a tolerabilidade do Dicloridrato de Pramipexol como medicamento adicional (<em>add on</em>). Para isso, 78 pacientes de ambos os sexos com doen&#xE7;a de Parkinson avan&#xE7;ada e complica&#xE7;&#xF5;es do tratamento, tais como flutua&#xE7;&#xF5;es motoras, foi inclu&#xED;do no estudo e alocado para tratamento, adicionado a uma medica&#xE7;&#xE3;o antiparkinsoniana estabilizada, com Dicloridrato de Pramipexol (n=34) versus placebo (n=44). Na randomiza&#xE7;&#xE3;o houve uma estratifica&#xE7;&#xE3;o em quatro grupos de acordo com uma dose di&#xE1;ria de levodopa alta (&gt; 600 mg) ou baixa (&#x2264; 600 mg) e com ou sem outra medica&#xE7;&#xE3;o antiparkinsoniana. As doses di&#xE1;rias da medica&#xE7;&#xE3;o do estudo foram ajustadas individualmente durante um intervalo de titula&#xE7;&#xE3;o de dose de 7 semanas, com as doses sendo incrementadas semanalmente de 0,2 mg at&#xE9; 5,0 mg/dia, seguido por um per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o de 4 semanas. O desfecho prim&#xE1;rio foi a altera&#xE7;&#xE3;o no escore UPDRS total no final do intervalo de manuten&#xE7;&#xE3;o comparado com o basal. Os desfechos secund&#xE1;rios foram as altera&#xE7;&#xF5;es no final do intervalo de manuten&#xE7;&#xE3;o em compara&#xE7;&#xE3;o com o basal nos subescores UPDRS (partes I (atividade mental, comportamento e humor), II (atividades da vida di&#xE1;ria [ADL]), III (exame motor) e IV (complica&#xE7;&#xF5;es da terapia)), na escala Schwab e England, na escala de discinesia na doen&#xE7;a de Parkinson, no di&#xE1;rio dos pacientes e na avalia&#xE7;&#xE3;o cl&#xED;nica global. A seguran&#xE7;a e a tolerabilidade foram avaliadas com base em exames neurol&#xF3;gicos, medi&#xE7;&#xF5;es de press&#xE3;o arterial e frequ&#xEA;ncia de pulso, ECG, investiga&#xE7;&#xF5;es laboratoriais de rotina e eventos adversos. Houve uma melhora significativa no grupo do Dicloridrato de Pramipexol nos escores UPDRS total e subescores partes II, III e IV. O escore UPDRS total diminuiu em 37,3% com o Dicloridrato de Pramipexol em compara&#xE7;&#xE3;o com 12,2% com o placebo (P&lt;0,001), representando uma redu&#xE7;&#xE3;o de 20,1%. Para o escore UPDRS total, uma diferen&#xE7;a significativa entre o tratamento e o placebo foi alcan&#xE7;ada j&#xE1; na semana 1 e manteve-se at&#xE9; o final do per&#xED;odo de tratamento. Uma melhora no estadiamento de Hoenh e Yahr foi observada em 6 pacientes (18%) no grupo do Dicloridrato de Pramipexol comparado com 12 pacientes (27%) no grupo do placebo. Uma deteriora&#xE7;&#xE3;o foi registrada em 2 pacientes (6%) em tratamento com Dicloridrato de Pramipexol e em 4 pacientes (9%) no grupo do placebo. Nos demais pacientes, as avalia&#xE7;&#xF5;es no basal e no final da fase de manuten&#xE7;&#xE3;o foram similares. Com base nos resultados obtidos na escala Schwab e England, foi evidente que o tratamento com Dicloridrato de Pramipexol foi superior em compara&#xE7;&#xE3;o com o placebo; melhora no per&#xED;odo &#x201C;on&#x201D; em 52% dos pacientes versus 18%; no per&#xED;odo &#x201C;<em>off</em>&#x201D; em 54% dos pacientes versus 27%. Nenhum efeito significativo sobre discinesias foi observado em fun&#xE7;&#xE3;o da administra&#xE7;&#xE3;o de Dicloridrato de Pramipexol. Os pacientes que receberam Dicloridrato de Pramipexol relataram uma redu&#xE7;&#xE3;o geral nos per&#xED;odos &#x201C;<em>off</em>&#x201D; de 12% - resultando em mais 1,7 hora de tempo &#x201C;on&#x201D; por dia &#x2013; em compara&#xE7;&#xE3;o com um aumento em per&#xED;odos &#x201C;<em>off</em>&#x201D; de 2% com o placebo. O Dicloridrato de Pramipexol mostrou um baixo perfil de efeitos colaterais e foi bem tolerado. Fadiga (29,4%), discinesia (14,7%), agita&#xE7;&#xE3;o e sonhos v&#xED;vidos (ambos 11,8%) foram os eventos adversos mais proeminentes com o tratamento com Dicloridrato de Pramipexol (versus 4,5%, 4,5%, 6,8% e 0% com o placebo, respectivamente).<sup>2</sup></p> <h4>Doen&#xE7;a de Parkinson</h4> <p>A efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos manteve-se por todo o per&#xED;odo de dura&#xE7;&#xE3;o dos estudos cl&#xED;nicos controlados, que foi de aproximadamente 6 meses. Em estudos abertos, em andamento, iniciados h&#xE1; mais de 3 anos, n&#xE3;o se verificaram sinais de diminui&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia.</p> <h4>S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas</h4> <p>A efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos foi avaliada em 4 estudos controlados com placebo em aproximadamente 1.000 pacientes com S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas (SPI) de moderada &#xE0; muito grave. A efic&#xE1;cia foi demonstrada em estudos controlados em pacientes tratados por at&#xE9; 12 semanas e sustentou-se por um per&#xED;odo de 9 meses. A efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos foi mantida durante estudos abertos com dura&#xE7;&#xE3;o superior a 1 ano.<sup>3</sup> Em um estudo cl&#xED;nico controlado por placebo de 26 semanas, a efic&#xE1;cia do Dicloridrato de Pramipexol foi confirmada em pacientes com SPI de moderada &#xE0; grave.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\"><sup>1-</sup> Shannon KM, Bennett JP, Friedman JH. Efficacy of pramipexole, a novel dopamine agonist, as monotherapy in mild to moderate Parkinson&#x2019;s disease. Neurology 1997; 49 (3): 724-728.<br> <sup>2-</sup> Pinter MM, Pogarell O, Oertel WH. Efficacy, safety and tolerance of non-ergoline dopamine agonist pramipexole in the treatment of advanced Parkinson&#x2019;s disease: double blind, placebo controlled, randomized, multicentre study. J Neurol Neurosurg Psychiatry 1999; 66 (4): 436-441.<br> <sup>3-</sup> Oertel W, Schindler T, Reess J, Koester J. A randomised, double-blind, placebo controlled dose titration trial with 0.125 - 0.75 mg pramipexole (Sifrol) orally to investigate the safety and efficacy in out-patients with idiopathic Restless Legs Syndrome for 6 weeks followed by 46 weeks. 17 June 2005 (U05-1394-01).</br></br></span></p> <h3>Comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada</h3> <p>Em 3 estudos duplos-cegos, randomizados, multic&#xEA;ntricos e controlados por placebo, na avalia&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a do Dicloridrato de Pramipexol em comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada&amp;nbsp;uma vez ao dia e de libera&#xE7;&#xE3;o imediata (IR) 3 vezes ao dia, em doses tituladas e depois em doses fixas, Shapira e cols<sup>1</sup> conclu&#xED;ram que dos 507 pacientes eleg&#xED;veis ao tratamento, a efic&#xE1;cia do comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada foi compar&#xE1;vel e descritivamente demonstrada j&#xE1; na semana 33 do estudo, em doses di&#xE1;rias equivalentes ao comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o imediata, e em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; seguran&#xE7;a, a apresentou menores &#xED;ndices de efeitos colaterais (54,9%) comparado ao placebo (55,6%) e ao Dicloridrato de Pramipexol de libera&#xE7;&#xE3;o imediata (64%).</p> <p>Poewe e cols<sup>2</sup> demonstraram tamb&#xE9;m resultados semelhantes em termos de efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a em rela&#xE7;&#xE3;o a ambos os comprimidos de Dicloridrato de Pramipexol (IR e ER), com resultados discretamente inferiores ao placebo em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; incid&#xEA;ncia de eventos adversos. A conclus&#xE3;o desses autores foi de n&#xE3;o inferioridade em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s apresenta&#xE7;&#xF5;es, tanto em termos de efic&#xE1;cia quanto &#xE0; tolerabilidade.</p> <p>Dansirikul e cols<sup>3</sup> analisaram o comportamento sob a &#xF3;tica da farmacocin&#xE9;tica entre&amp;nbsp;os comprimidos revestido e comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prologanda de Dicloridrato de Pramipexol. Baseando-se em 699 pacientes, predominantemente caucasianos e em dois modelos compartimentais de absor&#xE7;&#xE3;o de Dicloridrato de Pramipexol, conclu&#xED;ram ap&#xF3;s 2 anos e 9 meses de estudo que os par&#xE2;metros farmacocin&#xE9;ticos de Dicloridrato de Pramipexol de libera&#xE7;&#xE3;o imediata tomado 3 vezes ao dia &#xE9; compar&#xE1;vel ao de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada em dose &#xFA;nica di&#xE1;ria, com melhor tolerabilidade e semelhante efic&#xE1;cia.</p> <h4>Doen&#xE7;a de Parkinson</h4> <p>Lilienthal e cols<sup>4 </sup>constataram que a efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol manteve-se por todo o per&#xED;odo de dura&#xE7;&#xE3;o dos estudos cl&#xED;nicos controlados, que foi de aproximadamente 6 meses. Em estudos abertos, em andamento, iniciados h&#xE1; mais de 3 anos, n&#xE3;o se verificaram sinais de diminui&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia.</p> <p>A efic&#xE1;cia e a tolerabilidade da troca noturna do comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o imediata para o comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada na mesma dose di&#xE1;ria foi avaliada em um estudo cl&#xED;nico duplo-cego por Debove-Debieuvre e cols<sup>5</sup> em pacientes com doen&#xE7;a de Parkinson precoce.</p> <p>A efic&#xE1;cia foi mantida em 87 dos 103 pacientes que fizeram a troca de terapia. Desses 87 pacientes, 82,8% n&#xE3;o tiveram a dose alterada, 13,8% tiveram aumento da dose e 3,4% tiveram a dose diminu&#xED;da. A altera&#xE7;&#xE3;o da linha de base foi considerada n&#xE3;o clinicamente relevante para metade dos 16 pacientes que n&#xE3;o cumpriram com os crit&#xE9;rios de manuten&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia na pontua&#xE7;&#xE3;o UPDRS partes II + III. Um paciente que realizou a troca apresentou rea&#xE7;&#xE3;o adversa, levando &#xE0; descontinua&#xE7;&#xE3;o da terapia.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\"><sup>1</sup>. Schapira A, Barone P, Hauser RA, Mizuno Y, Poewe W, Rascol O, Busse M, Juhel N, Pramipexole ER Studies Group. Efficacy and safety of pramipexole extended-release for advanced Parkinson&apos;s disease. 13th Int Cong of Parkinson&apos;s Disease and Movement Disorders, Paris, 7 - 11 Jun 2009. Mov Disord 24 (Suppl 1), S277 - S278, Abstr We-199 (2009).<br> <sup>2</sup>. Poewe W, Barone P, Hauser RA, Mizuno Y, Rascol O, Schapira A, Haaksma M, Juhel N, Pramipexole ER Studies Group. Pramipexole extended-release is effective in early Parkinson&apos;s disease. 13th Int Cong of Parkinson&apos;s Disease and Movement Disorders, Paris, 7 - 11 Jun 2009. Mov Disord 24 (Suppl 1), S273, Abstr We-185 (2009).<br> <sup>3</sup>. Dansirikul C, Staab A, Salin L, Haertter S, Lehr T. Population pharmacokinetic analysis of pramipexole extendedrelease formulation in Parkinson&apos;s disease (PD) patients. PAGE 2009, 18th Mtg of the Population Approach Group, St. Petersburg, 23 - 26 Jun 2009 (Poster).<br> <sup>4</sup>. Lilienthal J, Seiler KU. An open, uncontrolled, multicentre study to assess the effects, safety and tolerability of SND 919 in advanced Parkinsons&apos;s disease (follow-up study of study no. 838.003 in Switzerland, Austria, Germany; study no. 838.008 in Denmark; study no. 838.005 in New Zealand) (U99-1608)<br> <sup>5</sup>. Debove-Debieuvre C, Rascol O, Sohr M. A double-blind, double-dummy, randomized, parallel groups study to assess the Efficacy, Safety and Tolerability of switching patients with early Parkinson&#x2019;s disease (PD) from Pramipexole IR to Pramipexole ER or Pramipexole IR. (U08-1964-01).</br></br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <p>Dicloridrato de Pramipexol &#xE9;&amp;nbsp;um agonista da dopamina que se liga com alta seletividade e especificidade aos receptores da subfam&#xED;lia D2 da dopamina, tem afinidade preferencial pelos receptores D3 e apresenta atividade intr&#xED;nseca completa.</p> <p>Dicloridrato de Pramipexol alivia as disfun&#xE7;&#xF5;es motoras do parkinsoniano por meio de estimula&#xE7;&#xE3;o dos receptores de dopamina no corpo estriado. Estudos em animais demonstraram que o Dicloridrato de Pramipexol inibe a s&#xED;ntese, a libera&#xE7;&#xE3;o e o turnover da dopamina. O Dicloridrato de Pramipexol protege os neur&#xF4;nios dopamin&#xE9;rgicos da degenera&#xE7;&#xE3;o devida &#xE0; isquemia ou &#xE0; neurotoxicidade induzida por metanfetamina.</p> <p>Estudos <em>in vitro</em> demonstraram que o Dicloridrato de Pramipexol protege os neur&#xF4;nios da neurotoxicidade da levodopa. Observou-se diminui&#xE7;&#xE3;o dose-dependente da concentra&#xE7;&#xE3;o s&#xE9;rica de prolactina em humanos. Em um estudo cl&#xED;nico com volunt&#xE1;rios sadios onde a titula&#xE7;&#xE3;o da dose foi feita em tempo menor do que o preconizado normalmente, empregando-se comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada de Dicloridrato de Pramipexol (a cada 3 dias) at&#xE9; 4,5 mg/dia, observou-se aumento na press&#xE3;o arterial e frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca. Esse efeito, contudo, n&#xE3;o foi observado em estudos com pacientes.</p> <h4><u>Exclusivo&amp;nbsp;Comprimidos</u></h4> <p>O preciso mecanismo de a&#xE7;&#xE3;o de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos para o tratamento da S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas n&#xE3;o &#xE9; conhecido. Embora a fisiopatologia da S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas seja em sua maior parte desconhecida, a evid&#xEA;ncia neurofarmacol&#xF3;gica sugere a participa&#xE7;&#xE3;o prim&#xE1;ria do sistema dopamin&#xE9;rgico. Os estudos tomogr&#xE1;ficos por emiss&#xE3;o de p&#xF3;sitrons (PET) sugerem que uma disfun&#xE7;&#xE3;o leve pr&#xE9;-sin&#xE1;ptica estriatal deve estar envolvida na patog&#xEA;nese da S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <p>O Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; absorvido r&#xE1;pida e completamente ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral. A biodisponibilidade absoluta do Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; superior a 90% e a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica m&#xE1;xima ocorre entre 1 e 3 horas. A ingest&#xE3;o de alimentos reduz a taxa de absor&#xE7;&#xE3;o, mas n&#xE3;o a extens&#xE3;o da absor&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>O Dicloridrato de Pramipexol apresenta cin&#xE9;tica linear e varia&#xE7;&#xE3;o relativamente pequena entre os n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos individuais, independentemente da forma farmac&#xEA;utica. Em humanos, o Dicloridrato de Pramipexol apresenta baixo &#xED;ndice de liga&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s prote&#xED;nas plasm&#xE1;ticas (&lt;20%) e grande volume de distribui&#xE7;&#xE3;o (400 L). Observaram-se altas concentra&#xE7;&#xF5;es em tecido cerebral de ratos (aproximadamente 8 vezes a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica).</p> <p>No homem, o Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; pouco metabolizado. A excre&#xE7;&#xE3;o renal do Dicloridrato de Pramipexol n&#xE3;o metabolizado &#xE9; a principal via de elimina&#xE7;&#xE3;o (cerca de 80% da dose). Aproximadamente 90% da dose marcada com <sup>14</sup>C &#xE9; excretada atrav&#xE9;s dos rins, enquanto menos de 2% s&#xE3;o eliminados nas fezes.</p> <p>A depura&#xE7;&#xE3;o total do Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; de aproximadamente 500 mL/min e a depura&#xE7;&#xE3;o renal &#xE9; de aproximadamente 400 mL/min. A meia vida de elimina&#xE7;&#xE3;o (t<sub>1/2</sub>) varia de 8 horas nos jovens a 12 horas nos idosos.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Stabil?

Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C). Proteger da luz e umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas

Os comprimidos de dicloridrato de pramipexol 0,125 mg, 0,25 mg e 1 mg são brancos e circulares.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Apresentações do Stabil

Comprimidos de 0,125 mg

Embalagens com 7 e 30 comprimidos.

Comprimidos de 0,25 mg

Embalagens com 7 e 30 comprimidos.

Comprimidos de 1 mg

Embalagem com 30 comprimidos.

Uso oral.

Uso adulto.

Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência.

Dizeres Legais do Stabil

MS - 1.0573.0429

Farmacêutica Responsável:
Gabriela Mallmann
CRF-SP nº 30.138

Registrado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201 - 20º andar
São Paulo - SP
CNPJ 60.659.463/0029-92
Indústria Brasileira




Fabricado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Guarulhos - SP

Venda sob prescrição médica.

Só pode ser vendido com retenção da receita.

0,125mg, caixa com 30 comprimidos

Princípio ativo
:
Dicloridrato De Pramipexol
Classe Terapêutica
:
Antiparkinsonianos
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
C1 Branca 2 vias (Venda Sob Prescrição Médica - Este medicamento pode causar Dependência Física ou Psíquica)
Categoria
:
Parkinson
Especialidade
:
Neurologia

Bula do medicamento

Stabil, para o que é indicado e para o que serve?

Stabil é indicado para o tratamento dos sinais e sintomas da doença de Parkinson sem causa conhecida, podendo ser usado isoladamente ou em associação com levodopa. Também é indicado para tratamento dos sintomas da síndrome das pernas inquietas (SPI) sem causa conhecida.

Quais as contraindicações do Stabil?

Você não deve usar Stabil se tiver alergia ao pramipexol (substância ativa) ou a qualquer componente da fórmula.

Como usar o Stabil?

Você deve tomar os comprimidos com água, com ou sem alimentos. Tome o medicamento conforme orientação de seu médico.

Doença de Parkinson

A dose diária total deve ser dividida em três tomadas diárias.

Esquema de dose ascendente de Stabil
{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:356px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Semana</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:526px\"><strong>Dose</strong></td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Dose di&#xE1;ria total</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:356px\">1</td> <td style=\"text-align:center; width:526px\">0,125 mg, 3 x ao dia</td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\">0,375 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:356px\">2</td> <td style=\"text-align:center; width:526px\">0,25 mg, 3 x ao dia</td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\">0,75 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:356px\">3</td> <td style=\"text-align:center; width:526px\">0,5 mg, 3 x ao dia</td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\">1,50 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Se houver necessidade de aumentar a dose, seu médico poderá acrescentar semanalmente 0,75 mg à dose diária até atingir a dose máxima de 4,5 mg por dia.

Tratamento de manutenção

A dose individual deve situar-se no intervalo entre 0,375 mg por dia e a dose máxima de 4,5 mg por dia.

Descontinuação do tratamento

Em caso de interrupção do tratamento, a dose deve ser diminuída em 0,75 mg por dia até que a dose diária atinja 0,75 mg. Depois disso, a dose deve ser reduzida em 0,375 mg por dia.

Pacientes em tratamento com levodopa

Caso você também esteja tomando levodopa, recomenda-se que seu médico reduza a dose de levodopa, tanto durante o aumento da dose de Stabil como no tratamento de manutenção.

Pacientes com problemas nos rins

Se você tiver problemas nos rins, seu médico poderá adaptar a dose.

Pacientes com problemas no fígado

Não se considera necessário reduzir a dose.

Síndrome das pernas inquietas

A dose inicial recomendada de Stabil é 0,125 mg uma vez ao dia, 2 a 3 horas antes de dormir. Para pacientes com sintomatologia adicional, a dose pode ser aumentada ou ajustada a cada 4 a 7 dias, até no máximo de 0,75 mg por dia.

Esquema de dose ascendente de Stabil

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Etapa</strong></p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Dose di&#xE1;ria (&#xFA;nica) da noite</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:240px\">1</td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,125 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\">2 (se necess&#xE1;rio)</p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,25 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\">3 (se necess&#xE1;rio)</p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,50 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\">4 (se necess&#xE1;rio)</p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,75 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

O tratamento pode ser interrompido sem redução gradativa da dose. No entanto, estudos demonstraram que pode ocorrer retorno dos sintomas da SPI.

Se você tiver problemas nos rins, seu médico poderá adaptar a dose.

Não há necessidade de redução da dose em pacientes com problemas no fígado. A segurança e eficácia de Stabil não foram estabelecidas em crianças e adolescentes com até 18 anos.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Como o Stabil funciona?

Stabil atua no cérebro aliviando os problemas motores relacionados com a doença de Parkinson e também protege os neurônios dos efeitos nocivos da levodopa. Ainda não se conhece o mecanismo de ação sobre a síndrome das pernas inquietas (SPI).

Quais cuidados devo ter ao usar o Stabil?

Se você tiver problemas nos rins, seu médico deverá reduzir a dose de Stabil.

Stabil pode causar alucinações e confusão, com maior frequência em pacientes com doença de Parkinson em estágio avançado em tratamento associado com levodopa.

Atenção: sua capacidade para dirigir pode ficar prejudicada caso tenha alucinações visuais.

Existe a possibilidade de surgirem comportamentos anormais, como compulsão alimentar, por compras, sexo e jogos. Nestes casos, o médico poderá decidir se diminui a dose ou mesmo se interrompe o tratamento.

Caso você tenha distúrbios psicóticos (confusão com o real), seu médico deverá avaliar se os benefícios do uso deste medicamento superam os riscos. A administração de Stabil juntamente com antipsicóticos não é recomendada.

O uso de Stabil pode causar sonolência e sono súbito durante suas atividades diárias (como conversas e refeições).

Caso tenha doença cardiovascular grave, será necessário monitorar a sua pressão arterial, principalmente no início do tratamento, devido ao risco de queda da pressão ao levantar-se rapidamente.

Pacientes com doença de Parkinson podem apresentar distonia (contrações involuntárias ou espasmos) como, por exemplo, torcicolo anterior (antecolo – flexão anterior involuntária do pescoço, com o queixo contra o peito), camptocormia (flexão anterior do tronco) ou síndrome de pisa (flexão lateral do tronco). A distonia tem sido ocasionalmente relatada após o início do tratamento com agonistas dopaminérgicos, incluindo pramipexol, embora não exista uma clara relação causal. Estes efeitos podem ocorrer vários meses após o início ou ajuste da medicação.

Na doença de Parkinson, após a interrupção abrupta do tratamento foram relatados sintomas da síndrome neuroléptica maligna (contrações musculares intensas, alterações na dosagem de enzima e febre alta resistente). Foram relatados casos de síndrome de abstinência medicamentosa durante ou após a interrupção do uso de agonistas dopaminérgicos, incluindo Stabil. Devido à síndrome de abstinência medicamentosa, antes da interrupção do uso de Stabil, seu médico deve informar sobre a possibilidade de aparecimento de sintomas como: apatia, ansiedade, depressão, fraqueza, sudorese e dor.

Você deve ser monitorado de perto pelo seu médico durante a interrupção do tratamento com Stabil. No caso do surgimento de sintomas severos de abstinência, seu médico pode pedir que você tome, temporariamente, doses baixas de um agonista dopaminérgico. Você e seu médico devem monitorar a ocorrência de melanoma (um tipo de câncer de pele) durante o uso de Stabil, pois estudos demonstraram que pacientes com doença de Parkinson têm cerca de 2 a 6 vezes mais chance de desenvolver essa doença.

Ocorreram alterações oculares (na retina) em estudos feitos em ratos albinos, que não foram observadas em outras espécies de animais; ainda não foi estabelecida a relevância destes achados para seres humanos.

Casos da literatura indicaram que o tratamento da síndrome das pernas inquietas com medicamentos com ação similar ao Stabil pode resultar em início dos sintomas da síndrome das pernas inquietas em horário mais cedo que o habitual e sua propagação para outras extremidades.

Você terá que ser monitorado regularmente para o controle do desenvolvimento de episódios de mania (elevação anormal e persistente do humor também chamada de euforia) e delírio (alteração do juízo de realidade, ou seja, capacidade de distinguir o falso do verdadeiro implicando em lucidez da consciência). O médico deve informar a você e ao seu cuidador que tanto episódios de mania quanto de delírio podem ocorrer em pacientes tratados com Stabil. Se estes sintomas se desenvolverem, o médico também poderá decidir se diminui a dose ou mesmo se interrompe o tratamento.

O pramipexol não causou malformações em proles de coelhos e ratos, mas foi tóxico aos embriões de ratos quando a mãe recebeu doses consideradas tóxicas de pramipexol.

Efeitos na habilidade de dirigir veículos e operar máquinas

A sonolência pode ser frequente e ter consequências potencialmente sérias. Por isso, você não deve dirigir veículos nem operar nenhuma outra máquina até que tenha experiência suficiente com Stabil para estimar se terá algum prejuízo do seu desempenho mental e/ou motor.

Você não deve dirigir nem participar de atividades potencialmente perigosas se tiver sonolência ou adormecer subitamente durante as atividades diárias, em qualquer momento do tratamento. Caso ocorram, procure seu médico.

Gravidez e Amamentação

Stabil só deve ser utilizado durante a gravidez se os benefícios potenciais justificarem os riscos para o bebê.

Ainda não foi avaliado se Stabil é excretado no leite materno. Se você estiver amamentando não deve usar Stabil, pois pode haver inibição da produção de leite.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Stabil?

Este medicamento pode causar algumas reações desagradáveis inesperadas.

Doença de Parkinson

Reações muito comuns

Tontura, movimentos repetitivos involuntários, sonolência e enjoo.

Reações comuns

Comportamentos anormais (refletindo sintomas de transtornos do controle dos impulsos e comportamento compulsivo), sonhos anormais, confusão, alucinações, insônia, dor de cabeça, distúrbios visuais incluindo visão dupla, visão embaçada e redução da visão, pressão baixa, prisão de ventre, vômito, fraqueza, inchaço nas pernas e pés e perda de peso incluindo perda de apetite.

Reações incomuns

Pneumonia, compulsão por compras, por sexo, jogo patológico, amnésia, delírio, aumento ou diminuição do desejo sexual, paranoia, inquietação, excesso de movimento, início súbito do sono, desmaios, falta de ar, soluços, coceira, vermelhidão e descamação da pele (rash), reações alérgicas e aumento de peso.

Reação rara

Mania.

Reações com frequência desconhecida

Secreção inadequada do hormônio antidiurético, compulsão alimentar, alimentação excessiva, perda da função do coração e torcicolo anterior (antecolo – flexão anterior do pescoço, involuntária, com o queixo contra o peito) e síndrome de abstinência medicamentosa (síndrome de abstinência de agonistas de dopamina).

Síndrome das pernas inquietas

Reação muito comum

Enjoo.

Reações comuns

Sonhos anormais, insônia, tontura, dor de cabeça, sonolência, prisão de ventre, vômito e fraqueza.

Reações incomuns

Confusão, alucinações, aumento ou diminuição do desejo sexual, inquietação, movimentos repetitivos involuntários, início súbito do sono, desmaios, distúrbios visuais incluindo visão dupla, visão embaçada e redução da visão, pressão baixa, falta de ar, soluços, coceira, vermelhidão e descamação da pele (rash), reações alérgicas, inchaço nas pernas e pés, perda de peso incluindo perda de apetite e aumento de peso.

Reações com frequência desconhecida

Pneumonia, secreção inadequada do hormônio antidiurético, comportamentos anormais (refletindo sintomas de transtornos do controle dos impulsos e comportamento compulsivo), compulsão alimentar, por compras, por sexo, por jogo, mania, delírio, alimentação excessiva, paranoia, amnésia, excesso de movimento, perda da função do coração e torcicolo anterior (antecolo – flexão&nbsp;anterior do pescoço, involuntária, com o queixo contra o peito) e síndrome de abstinência medicamentosa (síndrome de abstinência de agonistas de dopamina).

Em alguns pacientes pode ocorrer hipotensão no início do tratamento, principalmente quando o aumento da dose de Stabil é muito rápido.

Há alguns relatos de episódios de sono súbito durante a realização de atividades diárias. Porém, alguns pacientes não relataram sinais de alerta, como sonolência, o que é comum em pacientes tomando doses acima de 1,5 mg/dia de dicloridrato de pramipexol. Não se evidenciou uma relação com a duração do tratamento. Na maioria dos casos sobre os quais se obtiveram informações, os episódios não se repetiram após a redução da dose ou a interrupção do tratamento.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Stabil?

Continue tomando as próximas doses regularmente no horário habitual. Não duplique a dose na próxima tomada.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Qual a composição do Stabil?

Cada comprimido de Stabil 0,125 mg contém:

Dicloridrato de pramipexol 0,125 mg.

Excipientes: manitol, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio e povidona.

Cada comprimido de Stabil 0,25 mg contém:

Dicloridrato de pramipexol 0,25 mg.

Excipientes: manitol, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio e povidona.

Cada comprimido de Stabil 1 mg contém:

Dicloridrato de pramipexol 1,00 mg

Excipientes: manitol, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio e povidona.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Stabil maior do que a recomendada?

Não há experiência clínica com casos de dose excessiva, mas se espera que ocorram eventos adversos como: enjoo, vômitos, excesso de movimentos, alucinações, agitação e pressão baixa. Não se conhece nenhum antídoto para Stabil. Podem ser necessários medicamentos específicos e medidas gerais de suporte como lavagem gástrica, reposição de líquidos pela veia e monitorização por eletrocardiograma.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Stabil com outros remédios?

Se você estiver tomando medicamentos como cimetidina e amantadina, o médico provavelmente reduzirá a dose de Stabil, pois o efeito pode ser aumentado, causando movimentos repetitivos involuntários, agitação ou alucinações.

Não é recomendável a administração de Stabil com antipsicóticos, pois os sintomas do Parkinson podem piorar.

Se você tiver doença de Parkinson e estiver em fase de aumento da dose de Stabil, recomenda-se que o médico diminua a dose de levodopa e mantenha a dose de outros medicamentos contra a doença de Parkinson.

Se você estiver tomando outro medicamento sedativo ou usa álcool, deve ter cautela, pois o efeito sedativo de Stabil pode aumentar.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

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Qual a ação da substância do Stabil (Dicloridrato de Pramipexol)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Comprimidos</h3> <p>Estudo multic&#xEA;ntrico (18 centros), randomizado, duplo-cego e de grupos paralelos conduzido pelo <em>Parkinson Study Group</em> (1997) para avaliar a efic&#xE1;cia e a tolerabilidade do Dicloridrato de Pramipexol em pacientes com DP leve a moderada, avaliou um total de 335 pacientes cujo ingresso foi restrito a pacientes com DP idiop&#xE1;tica que n&#xE3;o estavam recebendo levodopa.</p> <p>O Dicloridrato de Pramipexol foi administrado de acordo com um esquema ascendente de dose at&#xE9; 4,5 mg/dia. Durante a fase de titula&#xE7;&#xE3;o de dose de 7 semanas, cada paciente foi titulado para sua m&#xE1;xima dose tolerada da medica&#xE7;&#xE3;o do estudo. Isto foi seguido por um per&#xED;odo de 24 semanas de terapia de manuten&#xE7;&#xE3;o. Durante a fase de manuten&#xE7;&#xE3;o de 6 meses, os mesmos permaneceram na dose m&#xE1;xima de Dicloridrato de Pramipexol ou placebo alcan&#xE7;ada durante a fase de titula&#xE7;&#xE3;o ascendente. A dose di&#xE1;ria m&#xE9;dia durante o per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o foi de 3,8 mg. Os pacientes foram avaliados semanalmente durante o intervalo de dose ascendente, a cada duas semanas durante os primeiros 3 meses de manuten&#xE7;&#xE3;o, e mensalmente durante os 3 &#xFA;ltimos meses de manuten&#xE7;&#xE3;o. O parkinsonismo foi medido usando-se a UPDRS (Escala de Classifica&#xE7;&#xE3;o Unificada da Doen&#xE7;a de Parkinson). As vari&#xE1;veis prim&#xE1;rias do estudo foram as altera&#xE7;&#xF5;es nos escores UPDRS parte II (Atividades da Vida Di&#xE1;ria - ADL) e III (motor) entre o basal e o final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o. As vari&#xE1;veis secund&#xE1;rias inclu&#xED;ram altera&#xE7;&#xF5;es a partir do basal nos componentes individuais da UPDRS, estadiamento de Hoenh e Yahr e n&#xFA;mero de dias at&#xE9; a falha do tratamento (definida como benef&#xED;cio insatisfat&#xF3;rio ou progress&#xE3;o da doen&#xE7;a a ponto de requerer terapia adicional, como a levodopa). Um total de 164 pacientes foi randomizado para o grupo com Dicloridrato de Pramipexol e 171 para o grupo com placebo. Ao todo, 80% dos pacientes que receberam placebo e 83% daqueles tratados com Dicloridrato de Pramipexol completaram o estudo. Destes &#xFA;ltimos, 74% atingiram a dose-alvo de 4,5 mg/dia.</p> <h4>Efic&#xE1;cia e Seguran&#xE7;a</h4> <p>Os escores UPDRS ADL e motor diminu&#xED;ram significativamente em compara&#xE7;&#xE3;o com o basal no grupo do Dicloridrato de Pramipexol (P &lt; 0,0001): ADL m&#xE9;dio de 8,2 no basal versus 6,4 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o (semana 24) motor m&#xE9;dio de 18,8 no basal versus 14,1 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o. Para o placebo, os valores basais praticamente se mantiveram: ADL m&#xE9;dio de 8,3 no basal versus 8,7 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o Motor m&#xE9;dio de 18,8 no basal versus 20,1 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o. Por todo o per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o, a magnitude do benef&#xED;cio variou de 22 a 29% para os escores de ADL e 25% a 31% para os escores motores. As diferen&#xE7;as emergiram na semana 3 (1,5 mg/dia) do intervalo de dose ascendente e persistiram por toda a fase de manuten&#xE7;&#xE3;o. De todos os eventos adversos relatados, apenas n&#xE1;usea, ins&#xF4;nia, constipa&#xE7;&#xE3;o, sonol&#xEA;ncia e alucina&#xE7;&#xF5;es visuais ocorreram, significativamente, com maior frequ&#xEA;ncia nos pacientes tratados com Dicloridrato de Pramipexol em compara&#xE7;&#xE3;o com aqueles que receberam placebo.</p> <p>Alucina&#xE7;&#xF5;es ocorreram em aproximadamente 10% dos pacientes tratados com Dicloridrato de Pramipexol, por&#xE9;m frequentemente se resolveram com redu&#xE7;&#xE3;o da dose do medicamento. A maior parte dos pacientes no grupo com Dicloridrato de Pramipexol que descontinuaram o estudo devido a eventos adversos (18 pacientes) teve m&#xFA;ltiplas raz&#xF5;es para a descontinua&#xE7;&#xE3;o, sendo as mais comuns queixas gastrintestinais (10 pacientes), alucina&#xE7;&#xF5;es (7 pacientes) e sonol&#xEA;ncia ou fadiga (5 pacientes).</p> <p>No geral, o Dicloridrato de Pramipexol n&#xE3;o foi associado com altera&#xE7;&#xF5;es significativas na press&#xE3;o arterial, pulso, ECG ou quaisquer testes hematol&#xF3;gicos ou de bioqu&#xED;mica s&#xE9;rica.<sup>1</sup></p> <p>Em outro ensaio cl&#xED;nico conduzido por Pinter e cols, (1999) de Fase II, prospectivo, duplo-cego, controlado com placebo, randomizado e multic&#xEA;ntrico para comparar a efic&#xE1;cia e a tolerabilidade do Dicloridrato de Pramipexol como medicamento adicional (<em>add on</em>). Para isso, 78 pacientes de ambos os sexos com doen&#xE7;a de Parkinson avan&#xE7;ada e complica&#xE7;&#xF5;es do tratamento, tais como flutua&#xE7;&#xF5;es motoras, foi inclu&#xED;do no estudo e alocado para tratamento, adicionado a uma medica&#xE7;&#xE3;o antiparkinsoniana estabilizada, com Dicloridrato de Pramipexol (n=34) versus placebo (n=44). Na randomiza&#xE7;&#xE3;o houve uma estratifica&#xE7;&#xE3;o em quatro grupos de acordo com uma dose di&#xE1;ria de levodopa alta (&gt; 600 mg) ou baixa (&#x2264; 600 mg) e com ou sem outra medica&#xE7;&#xE3;o antiparkinsoniana. As doses di&#xE1;rias da medica&#xE7;&#xE3;o do estudo foram ajustadas individualmente durante um intervalo de titula&#xE7;&#xE3;o de dose de 7 semanas, com as doses sendo incrementadas semanalmente de 0,2 mg at&#xE9; 5,0 mg/dia, seguido por um per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o de 4 semanas. O desfecho prim&#xE1;rio foi a altera&#xE7;&#xE3;o no escore UPDRS total no final do intervalo de manuten&#xE7;&#xE3;o comparado com o basal. Os desfechos secund&#xE1;rios foram as altera&#xE7;&#xF5;es no final do intervalo de manuten&#xE7;&#xE3;o em compara&#xE7;&#xE3;o com o basal nos subescores UPDRS (partes I (atividade mental, comportamento e humor), II (atividades da vida di&#xE1;ria [ADL]), III (exame motor) e IV (complica&#xE7;&#xF5;es da terapia)), na escala Schwab e England, na escala de discinesia na doen&#xE7;a de Parkinson, no di&#xE1;rio dos pacientes e na avalia&#xE7;&#xE3;o cl&#xED;nica global. A seguran&#xE7;a e a tolerabilidade foram avaliadas com base em exames neurol&#xF3;gicos, medi&#xE7;&#xF5;es de press&#xE3;o arterial e frequ&#xEA;ncia de pulso, ECG, investiga&#xE7;&#xF5;es laboratoriais de rotina e eventos adversos. Houve uma melhora significativa no grupo do Dicloridrato de Pramipexol nos escores UPDRS total e subescores partes II, III e IV. O escore UPDRS total diminuiu em 37,3% com o Dicloridrato de Pramipexol em compara&#xE7;&#xE3;o com 12,2% com o placebo (P&lt;0,001), representando uma redu&#xE7;&#xE3;o de 20,1%. Para o escore UPDRS total, uma diferen&#xE7;a significativa entre o tratamento e o placebo foi alcan&#xE7;ada j&#xE1; na semana 1 e manteve-se at&#xE9; o final do per&#xED;odo de tratamento. Uma melhora no estadiamento de Hoenh e Yahr foi observada em 6 pacientes (18%) no grupo do Dicloridrato de Pramipexol comparado com 12 pacientes (27%) no grupo do placebo. Uma deteriora&#xE7;&#xE3;o foi registrada em 2 pacientes (6%) em tratamento com Dicloridrato de Pramipexol e em 4 pacientes (9%) no grupo do placebo. Nos demais pacientes, as avalia&#xE7;&#xF5;es no basal e no final da fase de manuten&#xE7;&#xE3;o foram similares. Com base nos resultados obtidos na escala Schwab e England, foi evidente que o tratamento com Dicloridrato de Pramipexol foi superior em compara&#xE7;&#xE3;o com o placebo; melhora no per&#xED;odo &#x201C;on&#x201D; em 52% dos pacientes versus 18%; no per&#xED;odo &#x201C;<em>off</em>&#x201D; em 54% dos pacientes versus 27%. Nenhum efeito significativo sobre discinesias foi observado em fun&#xE7;&#xE3;o da administra&#xE7;&#xE3;o de Dicloridrato de Pramipexol. Os pacientes que receberam Dicloridrato de Pramipexol relataram uma redu&#xE7;&#xE3;o geral nos per&#xED;odos &#x201C;<em>off</em>&#x201D; de 12% - resultando em mais 1,7 hora de tempo &#x201C;on&#x201D; por dia &#x2013; em compara&#xE7;&#xE3;o com um aumento em per&#xED;odos &#x201C;<em>off</em>&#x201D; de 2% com o placebo. O Dicloridrato de Pramipexol mostrou um baixo perfil de efeitos colaterais e foi bem tolerado. Fadiga (29,4%), discinesia (14,7%), agita&#xE7;&#xE3;o e sonhos v&#xED;vidos (ambos 11,8%) foram os eventos adversos mais proeminentes com o tratamento com Dicloridrato de Pramipexol (versus 4,5%, 4,5%, 6,8% e 0% com o placebo, respectivamente).<sup>2</sup></p> <h4>Doen&#xE7;a de Parkinson</h4> <p>A efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos manteve-se por todo o per&#xED;odo de dura&#xE7;&#xE3;o dos estudos cl&#xED;nicos controlados, que foi de aproximadamente 6 meses. Em estudos abertos, em andamento, iniciados h&#xE1; mais de 3 anos, n&#xE3;o se verificaram sinais de diminui&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia.</p> <h4>S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas</h4> <p>A efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos foi avaliada em 4 estudos controlados com placebo em aproximadamente 1.000 pacientes com S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas (SPI) de moderada &#xE0; muito grave. A efic&#xE1;cia foi demonstrada em estudos controlados em pacientes tratados por at&#xE9; 12 semanas e sustentou-se por um per&#xED;odo de 9 meses. A efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos foi mantida durante estudos abertos com dura&#xE7;&#xE3;o superior a 1 ano.<sup>3</sup> Em um estudo cl&#xED;nico controlado por placebo de 26 semanas, a efic&#xE1;cia do Dicloridrato de Pramipexol foi confirmada em pacientes com SPI de moderada &#xE0; grave.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\"><sup>1-</sup> Shannon KM, Bennett JP, Friedman JH. Efficacy of pramipexole, a novel dopamine agonist, as monotherapy in mild to moderate Parkinson&#x2019;s disease. Neurology 1997; 49 (3): 724-728.<br> <sup>2-</sup> Pinter MM, Pogarell O, Oertel WH. Efficacy, safety and tolerance of non-ergoline dopamine agonist pramipexole in the treatment of advanced Parkinson&#x2019;s disease: double blind, placebo controlled, randomized, multicentre study. J Neurol Neurosurg Psychiatry 1999; 66 (4): 436-441.<br> <sup>3-</sup> Oertel W, Schindler T, Reess J, Koester J. A randomised, double-blind, placebo controlled dose titration trial with 0.125 - 0.75 mg pramipexole (Sifrol) orally to investigate the safety and efficacy in out-patients with idiopathic Restless Legs Syndrome for 6 weeks followed by 46 weeks. 17 June 2005 (U05-1394-01).</br></br></span></p> <h3>Comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada</h3> <p>Em 3 estudos duplos-cegos, randomizados, multic&#xEA;ntricos e controlados por placebo, na avalia&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a do Dicloridrato de Pramipexol em comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada&amp;nbsp;uma vez ao dia e de libera&#xE7;&#xE3;o imediata (IR) 3 vezes ao dia, em doses tituladas e depois em doses fixas, Shapira e cols<sup>1</sup> conclu&#xED;ram que dos 507 pacientes eleg&#xED;veis ao tratamento, a efic&#xE1;cia do comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada foi compar&#xE1;vel e descritivamente demonstrada j&#xE1; na semana 33 do estudo, em doses di&#xE1;rias equivalentes ao comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o imediata, e em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; seguran&#xE7;a, a apresentou menores &#xED;ndices de efeitos colaterais (54,9%) comparado ao placebo (55,6%) e ao Dicloridrato de Pramipexol de libera&#xE7;&#xE3;o imediata (64%).</p> <p>Poewe e cols<sup>2</sup> demonstraram tamb&#xE9;m resultados semelhantes em termos de efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a em rela&#xE7;&#xE3;o a ambos os comprimidos de Dicloridrato de Pramipexol (IR e ER), com resultados discretamente inferiores ao placebo em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; incid&#xEA;ncia de eventos adversos. A conclus&#xE3;o desses autores foi de n&#xE3;o inferioridade em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s apresenta&#xE7;&#xF5;es, tanto em termos de efic&#xE1;cia quanto &#xE0; tolerabilidade.</p> <p>Dansirikul e cols<sup>3</sup> analisaram o comportamento sob a &#xF3;tica da farmacocin&#xE9;tica entre&amp;nbsp;os comprimidos revestido e comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prologanda de Dicloridrato de Pramipexol. Baseando-se em 699 pacientes, predominantemente caucasianos e em dois modelos compartimentais de absor&#xE7;&#xE3;o de Dicloridrato de Pramipexol, conclu&#xED;ram ap&#xF3;s 2 anos e 9 meses de estudo que os par&#xE2;metros farmacocin&#xE9;ticos de Dicloridrato de Pramipexol de libera&#xE7;&#xE3;o imediata tomado 3 vezes ao dia &#xE9; compar&#xE1;vel ao de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada em dose &#xFA;nica di&#xE1;ria, com melhor tolerabilidade e semelhante efic&#xE1;cia.</p> <h4>Doen&#xE7;a de Parkinson</h4> <p>Lilienthal e cols<sup>4 </sup>constataram que a efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol manteve-se por todo o per&#xED;odo de dura&#xE7;&#xE3;o dos estudos cl&#xED;nicos controlados, que foi de aproximadamente 6 meses. Em estudos abertos, em andamento, iniciados h&#xE1; mais de 3 anos, n&#xE3;o se verificaram sinais de diminui&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia.</p> <p>A efic&#xE1;cia e a tolerabilidade da troca noturna do comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o imediata para o comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada na mesma dose di&#xE1;ria foi avaliada em um estudo cl&#xED;nico duplo-cego por Debove-Debieuvre e cols<sup>5</sup> em pacientes com doen&#xE7;a de Parkinson precoce.</p> <p>A efic&#xE1;cia foi mantida em 87 dos 103 pacientes que fizeram a troca de terapia. Desses 87 pacientes, 82,8% n&#xE3;o tiveram a dose alterada, 13,8% tiveram aumento da dose e 3,4% tiveram a dose diminu&#xED;da. A altera&#xE7;&#xE3;o da linha de base foi considerada n&#xE3;o clinicamente relevante para metade dos 16 pacientes que n&#xE3;o cumpriram com os crit&#xE9;rios de manuten&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia na pontua&#xE7;&#xE3;o UPDRS partes II + III. Um paciente que realizou a troca apresentou rea&#xE7;&#xE3;o adversa, levando &#xE0; descontinua&#xE7;&#xE3;o da terapia.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\"><sup>1</sup>. Schapira A, Barone P, Hauser RA, Mizuno Y, Poewe W, Rascol O, Busse M, Juhel N, Pramipexole ER Studies Group. Efficacy and safety of pramipexole extended-release for advanced Parkinson&apos;s disease. 13th Int Cong of Parkinson&apos;s Disease and Movement Disorders, Paris, 7 - 11 Jun 2009. Mov Disord 24 (Suppl 1), S277 - S278, Abstr We-199 (2009).<br> <sup>2</sup>. Poewe W, Barone P, Hauser RA, Mizuno Y, Rascol O, Schapira A, Haaksma M, Juhel N, Pramipexole ER Studies Group. Pramipexole extended-release is effective in early Parkinson&apos;s disease. 13th Int Cong of Parkinson&apos;s Disease and Movement Disorders, Paris, 7 - 11 Jun 2009. Mov Disord 24 (Suppl 1), S273, Abstr We-185 (2009).<br> <sup>3</sup>. Dansirikul C, Staab A, Salin L, Haertter S, Lehr T. Population pharmacokinetic analysis of pramipexole extendedrelease formulation in Parkinson&apos;s disease (PD) patients. PAGE 2009, 18th Mtg of the Population Approach Group, St. Petersburg, 23 - 26 Jun 2009 (Poster).<br> <sup>4</sup>. Lilienthal J, Seiler KU. An open, uncontrolled, multicentre study to assess the effects, safety and tolerability of SND 919 in advanced Parkinsons&apos;s disease (follow-up study of study no. 838.003 in Switzerland, Austria, Germany; study no. 838.008 in Denmark; study no. 838.005 in New Zealand) (U99-1608)<br> <sup>5</sup>. Debove-Debieuvre C, Rascol O, Sohr M. A double-blind, double-dummy, randomized, parallel groups study to assess the Efficacy, Safety and Tolerability of switching patients with early Parkinson&#x2019;s disease (PD) from Pramipexole IR to Pramipexole ER or Pramipexole IR. (U08-1964-01).</br></br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <p>Dicloridrato de Pramipexol &#xE9;&amp;nbsp;um agonista da dopamina que se liga com alta seletividade e especificidade aos receptores da subfam&#xED;lia D2 da dopamina, tem afinidade preferencial pelos receptores D3 e apresenta atividade intr&#xED;nseca completa.</p> <p>Dicloridrato de Pramipexol alivia as disfun&#xE7;&#xF5;es motoras do parkinsoniano por meio de estimula&#xE7;&#xE3;o dos receptores de dopamina no corpo estriado. Estudos em animais demonstraram que o Dicloridrato de Pramipexol inibe a s&#xED;ntese, a libera&#xE7;&#xE3;o e o turnover da dopamina. O Dicloridrato de Pramipexol protege os neur&#xF4;nios dopamin&#xE9;rgicos da degenera&#xE7;&#xE3;o devida &#xE0; isquemia ou &#xE0; neurotoxicidade induzida por metanfetamina.</p> <p>Estudos <em>in vitro</em> demonstraram que o Dicloridrato de Pramipexol protege os neur&#xF4;nios da neurotoxicidade da levodopa. Observou-se diminui&#xE7;&#xE3;o dose-dependente da concentra&#xE7;&#xE3;o s&#xE9;rica de prolactina em humanos. Em um estudo cl&#xED;nico com volunt&#xE1;rios sadios onde a titula&#xE7;&#xE3;o da dose foi feita em tempo menor do que o preconizado normalmente, empregando-se comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada de Dicloridrato de Pramipexol (a cada 3 dias) at&#xE9; 4,5 mg/dia, observou-se aumento na press&#xE3;o arterial e frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca. Esse efeito, contudo, n&#xE3;o foi observado em estudos com pacientes.</p> <h4><u>Exclusivo&amp;nbsp;Comprimidos</u></h4> <p>O preciso mecanismo de a&#xE7;&#xE3;o de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos para o tratamento da S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas n&#xE3;o &#xE9; conhecido. Embora a fisiopatologia da S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas seja em sua maior parte desconhecida, a evid&#xEA;ncia neurofarmacol&#xF3;gica sugere a participa&#xE7;&#xE3;o prim&#xE1;ria do sistema dopamin&#xE9;rgico. Os estudos tomogr&#xE1;ficos por emiss&#xE3;o de p&#xF3;sitrons (PET) sugerem que uma disfun&#xE7;&#xE3;o leve pr&#xE9;-sin&#xE1;ptica estriatal deve estar envolvida na patog&#xEA;nese da S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <p>O Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; absorvido r&#xE1;pida e completamente ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral. A biodisponibilidade absoluta do Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; superior a 90% e a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica m&#xE1;xima ocorre entre 1 e 3 horas. A ingest&#xE3;o de alimentos reduz a taxa de absor&#xE7;&#xE3;o, mas n&#xE3;o a extens&#xE3;o da absor&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>O Dicloridrato de Pramipexol apresenta cin&#xE9;tica linear e varia&#xE7;&#xE3;o relativamente pequena entre os n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos individuais, independentemente da forma farmac&#xEA;utica. Em humanos, o Dicloridrato de Pramipexol apresenta baixo &#xED;ndice de liga&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s prote&#xED;nas plasm&#xE1;ticas (&lt;20%) e grande volume de distribui&#xE7;&#xE3;o (400 L). Observaram-se altas concentra&#xE7;&#xF5;es em tecido cerebral de ratos (aproximadamente 8 vezes a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica).</p> <p>No homem, o Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; pouco metabolizado. A excre&#xE7;&#xE3;o renal do Dicloridrato de Pramipexol n&#xE3;o metabolizado &#xE9; a principal via de elimina&#xE7;&#xE3;o (cerca de 80% da dose). Aproximadamente 90% da dose marcada com <sup>14</sup>C &#xE9; excretada atrav&#xE9;s dos rins, enquanto menos de 2% s&#xE3;o eliminados nas fezes.</p> <p>A depura&#xE7;&#xE3;o total do Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; de aproximadamente 500 mL/min e a depura&#xE7;&#xE3;o renal &#xE9; de aproximadamente 400 mL/min. A meia vida de elimina&#xE7;&#xE3;o (t<sub>1/2</sub>) varia de 8 horas nos jovens a 12 horas nos idosos.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Stabil?

Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C). Proteger da luz e umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Apresentações do Stabil

Comprimidos de 0,125 mg

Embalagens com 7 e 30 comprimidos.

Comprimidos de 0,25 mg

Embalagens com 7 e 30 comprimidos.

Comprimidos de 1 mg

Embalagem com 30 comprimidos.

Uso oral.

Uso adulto.

Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência.

0,25mg, caixa com 30 comprimidos

Princípio ativo
:
Dicloridrato De Pramipexol
Classe Terapêutica
:
Antiparkinsonianos
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
C1 Branca 2 vias (Venda Sob Prescrição Médica - Este medicamento pode causar Dependência Física ou Psíquica)
Categoria
:
Parkinson
Especialidade
:
Neurologia

Bula do medicamento

Stabil, para o que é indicado e para o que serve?

Stabil é indicado para o tratamento dos sinais e sintomas da doença de Parkinson sem causa conhecida, podendo ser usado isoladamente ou em associação com levodopa. Também é indicado para tratamento dos sintomas da síndrome das pernas inquietas (SPI) sem causa conhecida.

Quais as contraindicações do Stabil?

Você não deve usar Stabil se tiver alergia ao pramipexol (substância ativa) ou a qualquer componente da fórmula.

Como usar o Stabil?

Você deve tomar os comprimidos com água, com ou sem alimentos. Tome o medicamento conforme orientação de seu médico.

Doença de Parkinson

A dose diária total deve ser dividida em três tomadas diárias.

Esquema de dose ascendente de Stabil
{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:356px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Semana</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:526px\"><strong>Dose</strong></td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Dose di&#xE1;ria total</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:356px\">1</td> <td style=\"text-align:center; width:526px\">0,125 mg, 3 x ao dia</td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\">0,375 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:356px\">2</td> <td style=\"text-align:center; width:526px\">0,25 mg, 3 x ao dia</td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\">0,75 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:356px\">3</td> <td style=\"text-align:center; width:526px\">0,5 mg, 3 x ao dia</td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\">1,50 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Se houver necessidade de aumentar a dose, seu médico poderá acrescentar semanalmente 0,75 mg à dose diária até atingir a dose máxima de 4,5 mg por dia.

Tratamento de manutenção

A dose individual deve situar-se no intervalo entre 0,375 mg por dia e a dose máxima de 4,5 mg por dia.

Descontinuação do tratamento

Em caso de interrupção do tratamento, a dose deve ser diminuída em 0,75 mg por dia até que a dose diária atinja 0,75 mg. Depois disso, a dose deve ser reduzida em 0,375 mg por dia.

Pacientes em tratamento com levodopa

Caso você também esteja tomando levodopa, recomenda-se que seu médico reduza a dose de levodopa, tanto durante o aumento da dose de Stabil como no tratamento de manutenção.

Pacientes com problemas nos rins

Se você tiver problemas nos rins, seu médico poderá adaptar a dose.

Pacientes com problemas no fígado

Não se considera necessário reduzir a dose.

Síndrome das pernas inquietas

A dose inicial recomendada de Stabil é 0,125 mg uma vez ao dia, 2 a 3 horas antes de dormir. Para pacientes com sintomatologia adicional, a dose pode ser aumentada ou ajustada a cada 4 a 7 dias, até no máximo de 0,75 mg por dia.

Esquema de dose ascendente de Stabil

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Etapa</strong></p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Dose di&#xE1;ria (&#xFA;nica) da noite</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:240px\">1</td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,125 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\">2 (se necess&#xE1;rio)</p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,25 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\">3 (se necess&#xE1;rio)</p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,50 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\">4 (se necess&#xE1;rio)</p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,75 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

O tratamento pode ser interrompido sem redução gradativa da dose. No entanto, estudos demonstraram que pode ocorrer retorno dos sintomas da SPI.

Se você tiver problemas nos rins, seu médico poderá adaptar a dose.

Não há necessidade de redução da dose em pacientes com problemas no fígado. A segurança e eficácia de Stabil não foram estabelecidas em crianças e adolescentes com até 18 anos.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Como o Stabil funciona?

Stabil atua no cérebro aliviando os problemas motores relacionados com a doença de Parkinson e também protege os neurônios dos efeitos nocivos da levodopa. Ainda não se conhece o mecanismo de ação sobre a síndrome das pernas inquietas (SPI).

Quais cuidados devo ter ao usar o Stabil?

Se você tiver problemas nos rins, seu médico deverá reduzir a dose de Stabil.

Stabil pode causar alucinações e confusão, com maior frequência em pacientes com doença de Parkinson em estágio avançado em tratamento associado com levodopa.

Atenção: sua capacidade para dirigir pode ficar prejudicada caso tenha alucinações visuais.

Existe a possibilidade de surgirem comportamentos anormais, como compulsão alimentar, por compras, sexo e jogos. Nestes casos, o médico poderá decidir se diminui a dose ou mesmo se interrompe o tratamento.

Caso você tenha distúrbios psicóticos (confusão com o real), seu médico deverá avaliar se os benefícios do uso deste medicamento superam os riscos. A administração de Stabil juntamente com antipsicóticos não é recomendada.

O uso de Stabil pode causar sonolência e sono súbito durante suas atividades diárias (como conversas e refeições).

Caso tenha doença cardiovascular grave, será necessário monitorar a sua pressão arterial, principalmente no início do tratamento, devido ao risco de queda da pressão ao levantar-se rapidamente.

Pacientes com doença de Parkinson podem apresentar distonia (contrações involuntárias ou espasmos) como, por exemplo, torcicolo anterior (antecolo – flexão anterior involuntária do pescoço, com o queixo contra o peito), camptocormia (flexão anterior do tronco) ou síndrome de pisa (flexão lateral do tronco). A distonia tem sido ocasionalmente relatada após o início do tratamento com agonistas dopaminérgicos, incluindo pramipexol, embora não exista uma clara relação causal. Estes efeitos podem ocorrer vários meses após o início ou ajuste da medicação.

Na doença de Parkinson, após a interrupção abrupta do tratamento foram relatados sintomas da síndrome neuroléptica maligna (contrações musculares intensas, alterações na dosagem de enzima e febre alta resistente). Foram relatados casos de síndrome de abstinência medicamentosa durante ou após a interrupção do uso de agonistas dopaminérgicos, incluindo Stabil. Devido à síndrome de abstinência medicamentosa, antes da interrupção do uso de Stabil, seu médico deve informar sobre a possibilidade de aparecimento de sintomas como: apatia, ansiedade, depressão, fraqueza, sudorese e dor.

Você deve ser monitorado de perto pelo seu médico durante a interrupção do tratamento com Stabil. No caso do surgimento de sintomas severos de abstinência, seu médico pode pedir que você tome, temporariamente, doses baixas de um agonista dopaminérgico. Você e seu médico devem monitorar a ocorrência de melanoma (um tipo de câncer de pele) durante o uso de Stabil, pois estudos demonstraram que pacientes com doença de Parkinson têm cerca de 2 a 6 vezes mais chance de desenvolver essa doença.

Ocorreram alterações oculares (na retina) em estudos feitos em ratos albinos, que não foram observadas em outras espécies de animais; ainda não foi estabelecida a relevância destes achados para seres humanos.

Casos da literatura indicaram que o tratamento da síndrome das pernas inquietas com medicamentos com ação similar ao Stabil pode resultar em início dos sintomas da síndrome das pernas inquietas em horário mais cedo que o habitual e sua propagação para outras extremidades.

Você terá que ser monitorado regularmente para o controle do desenvolvimento de episódios de mania (elevação anormal e persistente do humor também chamada de euforia) e delírio (alteração do juízo de realidade, ou seja, capacidade de distinguir o falso do verdadeiro implicando em lucidez da consciência). O médico deve informar a você e ao seu cuidador que tanto episódios de mania quanto de delírio podem ocorrer em pacientes tratados com Stabil. Se estes sintomas se desenvolverem, o médico também poderá decidir se diminui a dose ou mesmo se interrompe o tratamento.

O pramipexol não causou malformações em proles de coelhos e ratos, mas foi tóxico aos embriões de ratos quando a mãe recebeu doses consideradas tóxicas de pramipexol.

Efeitos na habilidade de dirigir veículos e operar máquinas

A sonolência pode ser frequente e ter consequências potencialmente sérias. Por isso, você não deve dirigir veículos nem operar nenhuma outra máquina até que tenha experiência suficiente com Stabil para estimar se terá algum prejuízo do seu desempenho mental e/ou motor.

Você não deve dirigir nem participar de atividades potencialmente perigosas se tiver sonolência ou adormecer subitamente durante as atividades diárias, em qualquer momento do tratamento. Caso ocorram, procure seu médico.

Gravidez e Amamentação

Stabil só deve ser utilizado durante a gravidez se os benefícios potenciais justificarem os riscos para o bebê.

Ainda não foi avaliado se Stabil é excretado no leite materno. Se você estiver amamentando não deve usar Stabil, pois pode haver inibição da produção de leite.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Stabil?

Este medicamento pode causar algumas reações desagradáveis inesperadas.

Doença de Parkinson

Reações muito comuns

Tontura, movimentos repetitivos involuntários, sonolência e enjoo.

Reações comuns

Comportamentos anormais (refletindo sintomas de transtornos do controle dos impulsos e comportamento compulsivo), sonhos anormais, confusão, alucinações, insônia, dor de cabeça, distúrbios visuais incluindo visão dupla, visão embaçada e redução da visão, pressão baixa, prisão de ventre, vômito, fraqueza, inchaço nas pernas e pés e perda de peso incluindo perda de apetite.

Reações incomuns

Pneumonia, compulsão por compras, por sexo, jogo patológico, amnésia, delírio, aumento ou diminuição do desejo sexual, paranoia, inquietação, excesso de movimento, início súbito do sono, desmaios, falta de ar, soluços, coceira, vermelhidão e descamação da pele (rash), reações alérgicas e aumento de peso.

Reação rara

Mania.

Reações com frequência desconhecida

Secreção inadequada do hormônio antidiurético, compulsão alimentar, alimentação excessiva, perda da função do coração e torcicolo anterior (antecolo – flexão anterior do pescoço, involuntária, com o queixo contra o peito) e síndrome de abstinência medicamentosa (síndrome de abstinência de agonistas de dopamina).

Síndrome das pernas inquietas

Reação muito comum

Enjoo.

Reações comuns

Sonhos anormais, insônia, tontura, dor de cabeça, sonolência, prisão de ventre, vômito e fraqueza.

Reações incomuns

Confusão, alucinações, aumento ou diminuição do desejo sexual, inquietação, movimentos repetitivos involuntários, início súbito do sono, desmaios, distúrbios visuais incluindo visão dupla, visão embaçada e redução da visão, pressão baixa, falta de ar, soluços, coceira, vermelhidão e descamação da pele (rash), reações alérgicas, inchaço nas pernas e pés, perda de peso incluindo perda de apetite e aumento de peso.

Reações com frequência desconhecida

Pneumonia, secreção inadequada do hormônio antidiurético, comportamentos anormais (refletindo sintomas de transtornos do controle dos impulsos e comportamento compulsivo), compulsão alimentar, por compras, por sexo, por jogo, mania, delírio, alimentação excessiva, paranoia, amnésia, excesso de movimento, perda da função do coração e torcicolo anterior (antecolo – flexão&nbsp;anterior do pescoço, involuntária, com o queixo contra o peito) e síndrome de abstinência medicamentosa (síndrome de abstinência de agonistas de dopamina).

Em alguns pacientes pode ocorrer hipotensão no início do tratamento, principalmente quando o aumento da dose de Stabil é muito rápido.

Há alguns relatos de episódios de sono súbito durante a realização de atividades diárias. Porém, alguns pacientes não relataram sinais de alerta, como sonolência, o que é comum em pacientes tomando doses acima de 1,5 mg/dia de dicloridrato de pramipexol. Não se evidenciou uma relação com a duração do tratamento. Na maioria dos casos sobre os quais se obtiveram informações, os episódios não se repetiram após a redução da dose ou a interrupção do tratamento.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Stabil?

Continue tomando as próximas doses regularmente no horário habitual. Não duplique a dose na próxima tomada.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Qual a composição do Stabil?

Cada comprimido de Stabil 0,125 mg contém:

Dicloridrato de pramipexol 0,125 mg.

Excipientes: manitol, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio e povidona.

Cada comprimido de Stabil 0,25 mg contém:

Dicloridrato de pramipexol 0,25 mg.

Excipientes: manitol, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio e povidona.

Cada comprimido de Stabil 1 mg contém:

Dicloridrato de pramipexol 1,00 mg

Excipientes: manitol, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio e povidona.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Stabil maior do que a recomendada?

Não há experiência clínica com casos de dose excessiva, mas se espera que ocorram eventos adversos como: enjoo, vômitos, excesso de movimentos, alucinações, agitação e pressão baixa. Não se conhece nenhum antídoto para Stabil. Podem ser necessários medicamentos específicos e medidas gerais de suporte como lavagem gástrica, reposição de líquidos pela veia e monitorização por eletrocardiograma.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Stabil com outros remédios?

Se você estiver tomando medicamentos como cimetidina e amantadina, o médico provavelmente reduzirá a dose de Stabil, pois o efeito pode ser aumentado, causando movimentos repetitivos involuntários, agitação ou alucinações.

Não é recomendável a administração de Stabil com antipsicóticos, pois os sintomas do Parkinson podem piorar.

Se você tiver doença de Parkinson e estiver em fase de aumento da dose de Stabil, recomenda-se que o médico diminua a dose de levodopa e mantenha a dose de outros medicamentos contra a doença de Parkinson.

Se você estiver tomando outro medicamento sedativo ou usa álcool, deve ter cautela, pois o efeito sedativo de Stabil pode aumentar.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para sua saúde.

Qual a ação da substância do Stabil (Dicloridrato de Pramipexol)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Comprimidos</h3> <p>Estudo multic&#xEA;ntrico (18 centros), randomizado, duplo-cego e de grupos paralelos conduzido pelo <em>Parkinson Study Group</em> (1997) para avaliar a efic&#xE1;cia e a tolerabilidade do Dicloridrato de Pramipexol em pacientes com DP leve a moderada, avaliou um total de 335 pacientes cujo ingresso foi restrito a pacientes com DP idiop&#xE1;tica que n&#xE3;o estavam recebendo levodopa.</p> <p>O Dicloridrato de Pramipexol foi administrado de acordo com um esquema ascendente de dose at&#xE9; 4,5 mg/dia. Durante a fase de titula&#xE7;&#xE3;o de dose de 7 semanas, cada paciente foi titulado para sua m&#xE1;xima dose tolerada da medica&#xE7;&#xE3;o do estudo. Isto foi seguido por um per&#xED;odo de 24 semanas de terapia de manuten&#xE7;&#xE3;o. Durante a fase de manuten&#xE7;&#xE3;o de 6 meses, os mesmos permaneceram na dose m&#xE1;xima de Dicloridrato de Pramipexol ou placebo alcan&#xE7;ada durante a fase de titula&#xE7;&#xE3;o ascendente. A dose di&#xE1;ria m&#xE9;dia durante o per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o foi de 3,8 mg. Os pacientes foram avaliados semanalmente durante o intervalo de dose ascendente, a cada duas semanas durante os primeiros 3 meses de manuten&#xE7;&#xE3;o, e mensalmente durante os 3 &#xFA;ltimos meses de manuten&#xE7;&#xE3;o. O parkinsonismo foi medido usando-se a UPDRS (Escala de Classifica&#xE7;&#xE3;o Unificada da Doen&#xE7;a de Parkinson). As vari&#xE1;veis prim&#xE1;rias do estudo foram as altera&#xE7;&#xF5;es nos escores UPDRS parte II (Atividades da Vida Di&#xE1;ria - ADL) e III (motor) entre o basal e o final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o. As vari&#xE1;veis secund&#xE1;rias inclu&#xED;ram altera&#xE7;&#xF5;es a partir do basal nos componentes individuais da UPDRS, estadiamento de Hoenh e Yahr e n&#xFA;mero de dias at&#xE9; a falha do tratamento (definida como benef&#xED;cio insatisfat&#xF3;rio ou progress&#xE3;o da doen&#xE7;a a ponto de requerer terapia adicional, como a levodopa). Um total de 164 pacientes foi randomizado para o grupo com Dicloridrato de Pramipexol e 171 para o grupo com placebo. Ao todo, 80% dos pacientes que receberam placebo e 83% daqueles tratados com Dicloridrato de Pramipexol completaram o estudo. Destes &#xFA;ltimos, 74% atingiram a dose-alvo de 4,5 mg/dia.</p> <h4>Efic&#xE1;cia e Seguran&#xE7;a</h4> <p>Os escores UPDRS ADL e motor diminu&#xED;ram significativamente em compara&#xE7;&#xE3;o com o basal no grupo do Dicloridrato de Pramipexol (P &lt; 0,0001): ADL m&#xE9;dio de 8,2 no basal versus 6,4 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o (semana 24) motor m&#xE9;dio de 18,8 no basal versus 14,1 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o. Para o placebo, os valores basais praticamente se mantiveram: ADL m&#xE9;dio de 8,3 no basal versus 8,7 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o Motor m&#xE9;dio de 18,8 no basal versus 20,1 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o. Por todo o per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o, a magnitude do benef&#xED;cio variou de 22 a 29% para os escores de ADL e 25% a 31% para os escores motores. As diferen&#xE7;as emergiram na semana 3 (1,5 mg/dia) do intervalo de dose ascendente e persistiram por toda a fase de manuten&#xE7;&#xE3;o. De todos os eventos adversos relatados, apenas n&#xE1;usea, ins&#xF4;nia, constipa&#xE7;&#xE3;o, sonol&#xEA;ncia e alucina&#xE7;&#xF5;es visuais ocorreram, significativamente, com maior frequ&#xEA;ncia nos pacientes tratados com Dicloridrato de Pramipexol em compara&#xE7;&#xE3;o com aqueles que receberam placebo.</p> <p>Alucina&#xE7;&#xF5;es ocorreram em aproximadamente 10% dos pacientes tratados com Dicloridrato de Pramipexol, por&#xE9;m frequentemente se resolveram com redu&#xE7;&#xE3;o da dose do medicamento. A maior parte dos pacientes no grupo com Dicloridrato de Pramipexol que descontinuaram o estudo devido a eventos adversos (18 pacientes) teve m&#xFA;ltiplas raz&#xF5;es para a descontinua&#xE7;&#xE3;o, sendo as mais comuns queixas gastrintestinais (10 pacientes), alucina&#xE7;&#xF5;es (7 pacientes) e sonol&#xEA;ncia ou fadiga (5 pacientes).</p> <p>No geral, o Dicloridrato de Pramipexol n&#xE3;o foi associado com altera&#xE7;&#xF5;es significativas na press&#xE3;o arterial, pulso, ECG ou quaisquer testes hematol&#xF3;gicos ou de bioqu&#xED;mica s&#xE9;rica.<sup>1</sup></p> <p>Em outro ensaio cl&#xED;nico conduzido por Pinter e cols, (1999) de Fase II, prospectivo, duplo-cego, controlado com placebo, randomizado e multic&#xEA;ntrico para comparar a efic&#xE1;cia e a tolerabilidade do Dicloridrato de Pramipexol como medicamento adicional (<em>add on</em>). Para isso, 78 pacientes de ambos os sexos com doen&#xE7;a de Parkinson avan&#xE7;ada e complica&#xE7;&#xF5;es do tratamento, tais como flutua&#xE7;&#xF5;es motoras, foi inclu&#xED;do no estudo e alocado para tratamento, adicionado a uma medica&#xE7;&#xE3;o antiparkinsoniana estabilizada, com Dicloridrato de Pramipexol (n=34) versus placebo (n=44). Na randomiza&#xE7;&#xE3;o houve uma estratifica&#xE7;&#xE3;o em quatro grupos de acordo com uma dose di&#xE1;ria de levodopa alta (&gt; 600 mg) ou baixa (&#x2264; 600 mg) e com ou sem outra medica&#xE7;&#xE3;o antiparkinsoniana. As doses di&#xE1;rias da medica&#xE7;&#xE3;o do estudo foram ajustadas individualmente durante um intervalo de titula&#xE7;&#xE3;o de dose de 7 semanas, com as doses sendo incrementadas semanalmente de 0,2 mg at&#xE9; 5,0 mg/dia, seguido por um per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o de 4 semanas. O desfecho prim&#xE1;rio foi a altera&#xE7;&#xE3;o no escore UPDRS total no final do intervalo de manuten&#xE7;&#xE3;o comparado com o basal. Os desfechos secund&#xE1;rios foram as altera&#xE7;&#xF5;es no final do intervalo de manuten&#xE7;&#xE3;o em compara&#xE7;&#xE3;o com o basal nos subescores UPDRS (partes I (atividade mental, comportamento e humor), II (atividades da vida di&#xE1;ria [ADL]), III (exame motor) e IV (complica&#xE7;&#xF5;es da terapia)), na escala Schwab e England, na escala de discinesia na doen&#xE7;a de Parkinson, no di&#xE1;rio dos pacientes e na avalia&#xE7;&#xE3;o cl&#xED;nica global. A seguran&#xE7;a e a tolerabilidade foram avaliadas com base em exames neurol&#xF3;gicos, medi&#xE7;&#xF5;es de press&#xE3;o arterial e frequ&#xEA;ncia de pulso, ECG, investiga&#xE7;&#xF5;es laboratoriais de rotina e eventos adversos. Houve uma melhora significativa no grupo do Dicloridrato de Pramipexol nos escores UPDRS total e subescores partes II, III e IV. O escore UPDRS total diminuiu em 37,3% com o Dicloridrato de Pramipexol em compara&#xE7;&#xE3;o com 12,2% com o placebo (P&lt;0,001), representando uma redu&#xE7;&#xE3;o de 20,1%. Para o escore UPDRS total, uma diferen&#xE7;a significativa entre o tratamento e o placebo foi alcan&#xE7;ada j&#xE1; na semana 1 e manteve-se at&#xE9; o final do per&#xED;odo de tratamento. Uma melhora no estadiamento de Hoenh e Yahr foi observada em 6 pacientes (18%) no grupo do Dicloridrato de Pramipexol comparado com 12 pacientes (27%) no grupo do placebo. Uma deteriora&#xE7;&#xE3;o foi registrada em 2 pacientes (6%) em tratamento com Dicloridrato de Pramipexol e em 4 pacientes (9%) no grupo do placebo. Nos demais pacientes, as avalia&#xE7;&#xF5;es no basal e no final da fase de manuten&#xE7;&#xE3;o foram similares. Com base nos resultados obtidos na escala Schwab e England, foi evidente que o tratamento com Dicloridrato de Pramipexol foi superior em compara&#xE7;&#xE3;o com o placebo; melhora no per&#xED;odo &#x201C;on&#x201D; em 52% dos pacientes versus 18%; no per&#xED;odo &#x201C;<em>off</em>&#x201D; em 54% dos pacientes versus 27%. Nenhum efeito significativo sobre discinesias foi observado em fun&#xE7;&#xE3;o da administra&#xE7;&#xE3;o de Dicloridrato de Pramipexol. Os pacientes que receberam Dicloridrato de Pramipexol relataram uma redu&#xE7;&#xE3;o geral nos per&#xED;odos &#x201C;<em>off</em>&#x201D; de 12% - resultando em mais 1,7 hora de tempo &#x201C;on&#x201D; por dia &#x2013; em compara&#xE7;&#xE3;o com um aumento em per&#xED;odos &#x201C;<em>off</em>&#x201D; de 2% com o placebo. O Dicloridrato de Pramipexol mostrou um baixo perfil de efeitos colaterais e foi bem tolerado. Fadiga (29,4%), discinesia (14,7%), agita&#xE7;&#xE3;o e sonhos v&#xED;vidos (ambos 11,8%) foram os eventos adversos mais proeminentes com o tratamento com Dicloridrato de Pramipexol (versus 4,5%, 4,5%, 6,8% e 0% com o placebo, respectivamente).<sup>2</sup></p> <h4>Doen&#xE7;a de Parkinson</h4> <p>A efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos manteve-se por todo o per&#xED;odo de dura&#xE7;&#xE3;o dos estudos cl&#xED;nicos controlados, que foi de aproximadamente 6 meses. Em estudos abertos, em andamento, iniciados h&#xE1; mais de 3 anos, n&#xE3;o se verificaram sinais de diminui&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia.</p> <h4>S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas</h4> <p>A efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos foi avaliada em 4 estudos controlados com placebo em aproximadamente 1.000 pacientes com S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas (SPI) de moderada &#xE0; muito grave. A efic&#xE1;cia foi demonstrada em estudos controlados em pacientes tratados por at&#xE9; 12 semanas e sustentou-se por um per&#xED;odo de 9 meses. A efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos foi mantida durante estudos abertos com dura&#xE7;&#xE3;o superior a 1 ano.<sup>3</sup> Em um estudo cl&#xED;nico controlado por placebo de 26 semanas, a efic&#xE1;cia do Dicloridrato de Pramipexol foi confirmada em pacientes com SPI de moderada &#xE0; grave.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\"><sup>1-</sup> Shannon KM, Bennett JP, Friedman JH. Efficacy of pramipexole, a novel dopamine agonist, as monotherapy in mild to moderate Parkinson&#x2019;s disease. Neurology 1997; 49 (3): 724-728.<br> <sup>2-</sup> Pinter MM, Pogarell O, Oertel WH. Efficacy, safety and tolerance of non-ergoline dopamine agonist pramipexole in the treatment of advanced Parkinson&#x2019;s disease: double blind, placebo controlled, randomized, multicentre study. J Neurol Neurosurg Psychiatry 1999; 66 (4): 436-441.<br> <sup>3-</sup> Oertel W, Schindler T, Reess J, Koester J. A randomised, double-blind, placebo controlled dose titration trial with 0.125 - 0.75 mg pramipexole (Sifrol) orally to investigate the safety and efficacy in out-patients with idiopathic Restless Legs Syndrome for 6 weeks followed by 46 weeks. 17 June 2005 (U05-1394-01).</br></br></span></p> <h3>Comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada</h3> <p>Em 3 estudos duplos-cegos, randomizados, multic&#xEA;ntricos e controlados por placebo, na avalia&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a do Dicloridrato de Pramipexol em comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada&amp;nbsp;uma vez ao dia e de libera&#xE7;&#xE3;o imediata (IR) 3 vezes ao dia, em doses tituladas e depois em doses fixas, Shapira e cols<sup>1</sup> conclu&#xED;ram que dos 507 pacientes eleg&#xED;veis ao tratamento, a efic&#xE1;cia do comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada foi compar&#xE1;vel e descritivamente demonstrada j&#xE1; na semana 33 do estudo, em doses di&#xE1;rias equivalentes ao comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o imediata, e em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; seguran&#xE7;a, a apresentou menores &#xED;ndices de efeitos colaterais (54,9%) comparado ao placebo (55,6%) e ao Dicloridrato de Pramipexol de libera&#xE7;&#xE3;o imediata (64%).</p> <p>Poewe e cols<sup>2</sup> demonstraram tamb&#xE9;m resultados semelhantes em termos de efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a em rela&#xE7;&#xE3;o a ambos os comprimidos de Dicloridrato de Pramipexol (IR e ER), com resultados discretamente inferiores ao placebo em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; incid&#xEA;ncia de eventos adversos. A conclus&#xE3;o desses autores foi de n&#xE3;o inferioridade em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s apresenta&#xE7;&#xF5;es, tanto em termos de efic&#xE1;cia quanto &#xE0; tolerabilidade.</p> <p>Dansirikul e cols<sup>3</sup> analisaram o comportamento sob a &#xF3;tica da farmacocin&#xE9;tica entre&amp;nbsp;os comprimidos revestido e comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prologanda de Dicloridrato de Pramipexol. Baseando-se em 699 pacientes, predominantemente caucasianos e em dois modelos compartimentais de absor&#xE7;&#xE3;o de Dicloridrato de Pramipexol, conclu&#xED;ram ap&#xF3;s 2 anos e 9 meses de estudo que os par&#xE2;metros farmacocin&#xE9;ticos de Dicloridrato de Pramipexol de libera&#xE7;&#xE3;o imediata tomado 3 vezes ao dia &#xE9; compar&#xE1;vel ao de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada em dose &#xFA;nica di&#xE1;ria, com melhor tolerabilidade e semelhante efic&#xE1;cia.</p> <h4>Doen&#xE7;a de Parkinson</h4> <p>Lilienthal e cols<sup>4 </sup>constataram que a efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol manteve-se por todo o per&#xED;odo de dura&#xE7;&#xE3;o dos estudos cl&#xED;nicos controlados, que foi de aproximadamente 6 meses. Em estudos abertos, em andamento, iniciados h&#xE1; mais de 3 anos, n&#xE3;o se verificaram sinais de diminui&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia.</p> <p>A efic&#xE1;cia e a tolerabilidade da troca noturna do comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o imediata para o comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada na mesma dose di&#xE1;ria foi avaliada em um estudo cl&#xED;nico duplo-cego por Debove-Debieuvre e cols<sup>5</sup> em pacientes com doen&#xE7;a de Parkinson precoce.</p> <p>A efic&#xE1;cia foi mantida em 87 dos 103 pacientes que fizeram a troca de terapia. Desses 87 pacientes, 82,8% n&#xE3;o tiveram a dose alterada, 13,8% tiveram aumento da dose e 3,4% tiveram a dose diminu&#xED;da. A altera&#xE7;&#xE3;o da linha de base foi considerada n&#xE3;o clinicamente relevante para metade dos 16 pacientes que n&#xE3;o cumpriram com os crit&#xE9;rios de manuten&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia na pontua&#xE7;&#xE3;o UPDRS partes II + III. Um paciente que realizou a troca apresentou rea&#xE7;&#xE3;o adversa, levando &#xE0; descontinua&#xE7;&#xE3;o da terapia.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\"><sup>1</sup>. Schapira A, Barone P, Hauser RA, Mizuno Y, Poewe W, Rascol O, Busse M, Juhel N, Pramipexole ER Studies Group. Efficacy and safety of pramipexole extended-release for advanced Parkinson&apos;s disease. 13th Int Cong of Parkinson&apos;s Disease and Movement Disorders, Paris, 7 - 11 Jun 2009. Mov Disord 24 (Suppl 1), S277 - S278, Abstr We-199 (2009).<br> <sup>2</sup>. Poewe W, Barone P, Hauser RA, Mizuno Y, Rascol O, Schapira A, Haaksma M, Juhel N, Pramipexole ER Studies Group. Pramipexole extended-release is effective in early Parkinson&apos;s disease. 13th Int Cong of Parkinson&apos;s Disease and Movement Disorders, Paris, 7 - 11 Jun 2009. Mov Disord 24 (Suppl 1), S273, Abstr We-185 (2009).<br> <sup>3</sup>. Dansirikul C, Staab A, Salin L, Haertter S, Lehr T. Population pharmacokinetic analysis of pramipexole extendedrelease formulation in Parkinson&apos;s disease (PD) patients. PAGE 2009, 18th Mtg of the Population Approach Group, St. Petersburg, 23 - 26 Jun 2009 (Poster).<br> <sup>4</sup>. Lilienthal J, Seiler KU. An open, uncontrolled, multicentre study to assess the effects, safety and tolerability of SND 919 in advanced Parkinsons&apos;s disease (follow-up study of study no. 838.003 in Switzerland, Austria, Germany; study no. 838.008 in Denmark; study no. 838.005 in New Zealand) (U99-1608)<br> <sup>5</sup>. Debove-Debieuvre C, Rascol O, Sohr M. A double-blind, double-dummy, randomized, parallel groups study to assess the Efficacy, Safety and Tolerability of switching patients with early Parkinson&#x2019;s disease (PD) from Pramipexole IR to Pramipexole ER or Pramipexole IR. (U08-1964-01).</br></br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <p>Dicloridrato de Pramipexol &#xE9;&amp;nbsp;um agonista da dopamina que se liga com alta seletividade e especificidade aos receptores da subfam&#xED;lia D2 da dopamina, tem afinidade preferencial pelos receptores D3 e apresenta atividade intr&#xED;nseca completa.</p> <p>Dicloridrato de Pramipexol alivia as disfun&#xE7;&#xF5;es motoras do parkinsoniano por meio de estimula&#xE7;&#xE3;o dos receptores de dopamina no corpo estriado. Estudos em animais demonstraram que o Dicloridrato de Pramipexol inibe a s&#xED;ntese, a libera&#xE7;&#xE3;o e o turnover da dopamina. O Dicloridrato de Pramipexol protege os neur&#xF4;nios dopamin&#xE9;rgicos da degenera&#xE7;&#xE3;o devida &#xE0; isquemia ou &#xE0; neurotoxicidade induzida por metanfetamina.</p> <p>Estudos <em>in vitro</em> demonstraram que o Dicloridrato de Pramipexol protege os neur&#xF4;nios da neurotoxicidade da levodopa. Observou-se diminui&#xE7;&#xE3;o dose-dependente da concentra&#xE7;&#xE3;o s&#xE9;rica de prolactina em humanos. Em um estudo cl&#xED;nico com volunt&#xE1;rios sadios onde a titula&#xE7;&#xE3;o da dose foi feita em tempo menor do que o preconizado normalmente, empregando-se comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada de Dicloridrato de Pramipexol (a cada 3 dias) at&#xE9; 4,5 mg/dia, observou-se aumento na press&#xE3;o arterial e frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca. Esse efeito, contudo, n&#xE3;o foi observado em estudos com pacientes.</p> <h4><u>Exclusivo&amp;nbsp;Comprimidos</u></h4> <p>O preciso mecanismo de a&#xE7;&#xE3;o de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos para o tratamento da S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas n&#xE3;o &#xE9; conhecido. Embora a fisiopatologia da S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas seja em sua maior parte desconhecida, a evid&#xEA;ncia neurofarmacol&#xF3;gica sugere a participa&#xE7;&#xE3;o prim&#xE1;ria do sistema dopamin&#xE9;rgico. Os estudos tomogr&#xE1;ficos por emiss&#xE3;o de p&#xF3;sitrons (PET) sugerem que uma disfun&#xE7;&#xE3;o leve pr&#xE9;-sin&#xE1;ptica estriatal deve estar envolvida na patog&#xEA;nese da S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <p>O Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; absorvido r&#xE1;pida e completamente ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral. A biodisponibilidade absoluta do Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; superior a 90% e a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica m&#xE1;xima ocorre entre 1 e 3 horas. A ingest&#xE3;o de alimentos reduz a taxa de absor&#xE7;&#xE3;o, mas n&#xE3;o a extens&#xE3;o da absor&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>O Dicloridrato de Pramipexol apresenta cin&#xE9;tica linear e varia&#xE7;&#xE3;o relativamente pequena entre os n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos individuais, independentemente da forma farmac&#xEA;utica. Em humanos, o Dicloridrato de Pramipexol apresenta baixo &#xED;ndice de liga&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s prote&#xED;nas plasm&#xE1;ticas (&lt;20%) e grande volume de distribui&#xE7;&#xE3;o (400 L). Observaram-se altas concentra&#xE7;&#xF5;es em tecido cerebral de ratos (aproximadamente 8 vezes a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica).</p> <p>No homem, o Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; pouco metabolizado. A excre&#xE7;&#xE3;o renal do Dicloridrato de Pramipexol n&#xE3;o metabolizado &#xE9; a principal via de elimina&#xE7;&#xE3;o (cerca de 80% da dose). Aproximadamente 90% da dose marcada com <sup>14</sup>C &#xE9; excretada atrav&#xE9;s dos rins, enquanto menos de 2% s&#xE3;o eliminados nas fezes.</p> <p>A depura&#xE7;&#xE3;o total do Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; de aproximadamente 500 mL/min e a depura&#xE7;&#xE3;o renal &#xE9; de aproximadamente 400 mL/min. A meia vida de elimina&#xE7;&#xE3;o (t<sub>1/2</sub>) varia de 8 horas nos jovens a 12 horas nos idosos.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Stabil?

Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C). Proteger da luz e umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas

Os comprimidos de dicloridrato de pramipexol 0,125 mg, 0,25 mg e 1 mg são brancos e circulares.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Apresentações do Stabil

Comprimidos de 0,125 mg

Embalagens com 7 e 30 comprimidos.

Comprimidos de 0,25 mg

Embalagens com 7 e 30 comprimidos.

Comprimidos de 1 mg

Embalagem com 30 comprimidos.

Uso oral.

Uso adulto.

Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência.

Dizeres Legais do Stabil

MS - 1.0573.0429

Farmacêutica Responsável:
Gabriela Mallmann
CRF-SP nº 30.138

Registrado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201 - 20º andar
São Paulo - SP
CNPJ 60.659.463/0029-92
Indústria Brasileira




Fabricado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Guarulhos - SP

Venda sob prescrição médica.

Só pode ser vendido com retenção da receita.

0,125mg, caixa com 7 comprimidos

Princípio ativo
:
Dicloridrato De Pramipexol
Classe Terapêutica
:
Antiparkinsonianos
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
C1 Branca 2 vias (Venda Sob Prescrição Médica - Este medicamento pode causar Dependência Física ou Psíquica)
Categoria
:
Parkinson
Especialidade
:
Neurologia

Bula do medicamento

Stabil, para o que é indicado e para o que serve?

Stabil é indicado para o tratamento dos sinais e sintomas da doença de Parkinson sem causa conhecida, podendo ser usado isoladamente ou em associação com levodopa. Também é indicado para tratamento dos sintomas da síndrome das pernas inquietas (SPI) sem causa conhecida.

Quais as contraindicações do Stabil?

Você não deve usar Stabil se tiver alergia ao pramipexol (substância ativa) ou a qualquer componente da fórmula.

Como usar o Stabil?

Você deve tomar os comprimidos com água, com ou sem alimentos. Tome o medicamento conforme orientação de seu médico.

Doença de Parkinson

A dose diária total deve ser dividida em três tomadas diárias.

Esquema de dose ascendente de Stabil
{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:356px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Semana</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:526px\"><strong>Dose</strong></td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Dose di&#xE1;ria total</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:356px\">1</td> <td style=\"text-align:center; width:526px\">0,125 mg, 3 x ao dia</td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\">0,375 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:356px\">2</td> <td style=\"text-align:center; width:526px\">0,25 mg, 3 x ao dia</td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\">0,75 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:356px\">3</td> <td style=\"text-align:center; width:526px\">0,5 mg, 3 x ao dia</td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\">1,50 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Se houver necessidade de aumentar a dose, seu médico poderá acrescentar semanalmente 0,75 mg à dose diária até atingir a dose máxima de 4,5 mg por dia.

Tratamento de manutenção

A dose individual deve situar-se no intervalo entre 0,375 mg por dia e a dose máxima de 4,5 mg por dia.

Descontinuação do tratamento

Em caso de interrupção do tratamento, a dose deve ser diminuída em 0,75 mg por dia até que a dose diária atinja 0,75 mg. Depois disso, a dose deve ser reduzida em 0,375 mg por dia.

Pacientes em tratamento com levodopa

Caso você também esteja tomando levodopa, recomenda-se que seu médico reduza a dose de levodopa, tanto durante o aumento da dose de Stabil como no tratamento de manutenção.

Pacientes com problemas nos rins

Se você tiver problemas nos rins, seu médico poderá adaptar a dose.

Pacientes com problemas no fígado

Não se considera necessário reduzir a dose.

Síndrome das pernas inquietas

A dose inicial recomendada de Stabil é 0,125 mg uma vez ao dia, 2 a 3 horas antes de dormir. Para pacientes com sintomatologia adicional, a dose pode ser aumentada ou ajustada a cada 4 a 7 dias, até no máximo de 0,75 mg por dia.

Esquema de dose ascendente de Stabil

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Etapa</strong></p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Dose di&#xE1;ria (&#xFA;nica) da noite</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:240px\">1</td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,125 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\">2 (se necess&#xE1;rio)</p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,25 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\">3 (se necess&#xE1;rio)</p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,50 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\">4 (se necess&#xE1;rio)</p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,75 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

O tratamento pode ser interrompido sem redução gradativa da dose. No entanto, estudos demonstraram que pode ocorrer retorno dos sintomas da SPI.

Se você tiver problemas nos rins, seu médico poderá adaptar a dose.

Não há necessidade de redução da dose em pacientes com problemas no fígado. A segurança e eficácia de Stabil não foram estabelecidas em crianças e adolescentes com até 18 anos.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Como o Stabil funciona?

Stabil atua no cérebro aliviando os problemas motores relacionados com a doença de Parkinson e também protege os neurônios dos efeitos nocivos da levodopa. Ainda não se conhece o mecanismo de ação sobre a síndrome das pernas inquietas (SPI).

Quais cuidados devo ter ao usar o Stabil?

Se você tiver problemas nos rins, seu médico deverá reduzir a dose de Stabil.

Stabil pode causar alucinações e confusão, com maior frequência em pacientes com doença de Parkinson em estágio avançado em tratamento associado com levodopa.

Atenção: sua capacidade para dirigir pode ficar prejudicada caso tenha alucinações visuais.

Existe a possibilidade de surgirem comportamentos anormais, como compulsão alimentar, por compras, sexo e jogos. Nestes casos, o médico poderá decidir se diminui a dose ou mesmo se interrompe o tratamento.

Caso você tenha distúrbios psicóticos (confusão com o real), seu médico deverá avaliar se os benefícios do uso deste medicamento superam os riscos. A administração de Stabil juntamente com antipsicóticos não é recomendada.

O uso de Stabil pode causar sonolência e sono súbito durante suas atividades diárias (como conversas e refeições).

Caso tenha doença cardiovascular grave, será necessário monitorar a sua pressão arterial, principalmente no início do tratamento, devido ao risco de queda da pressão ao levantar-se rapidamente.

Pacientes com doença de Parkinson podem apresentar distonia (contrações involuntárias ou espasmos) como, por exemplo, torcicolo anterior (antecolo – flexão anterior involuntária do pescoço, com o queixo contra o peito), camptocormia (flexão anterior do tronco) ou síndrome de pisa (flexão lateral do tronco). A distonia tem sido ocasionalmente relatada após o início do tratamento com agonistas dopaminérgicos, incluindo pramipexol, embora não exista uma clara relação causal. Estes efeitos podem ocorrer vários meses após o início ou ajuste da medicação.

Na doença de Parkinson, após a interrupção abrupta do tratamento foram relatados sintomas da síndrome neuroléptica maligna (contrações musculares intensas, alterações na dosagem de enzima e febre alta resistente). Foram relatados casos de síndrome de abstinência medicamentosa durante ou após a interrupção do uso de agonistas dopaminérgicos, incluindo Stabil. Devido à síndrome de abstinência medicamentosa, antes da interrupção do uso de Stabil, seu médico deve informar sobre a possibilidade de aparecimento de sintomas como: apatia, ansiedade, depressão, fraqueza, sudorese e dor.

Você deve ser monitorado de perto pelo seu médico durante a interrupção do tratamento com Stabil. No caso do surgimento de sintomas severos de abstinência, seu médico pode pedir que você tome, temporariamente, doses baixas de um agonista dopaminérgico. Você e seu médico devem monitorar a ocorrência de melanoma (um tipo de câncer de pele) durante o uso de Stabil, pois estudos demonstraram que pacientes com doença de Parkinson têm cerca de 2 a 6 vezes mais chance de desenvolver essa doença.

Ocorreram alterações oculares (na retina) em estudos feitos em ratos albinos, que não foram observadas em outras espécies de animais; ainda não foi estabelecida a relevância destes achados para seres humanos.

Casos da literatura indicaram que o tratamento da síndrome das pernas inquietas com medicamentos com ação similar ao Stabil pode resultar em início dos sintomas da síndrome das pernas inquietas em horário mais cedo que o habitual e sua propagação para outras extremidades.

Você terá que ser monitorado regularmente para o controle do desenvolvimento de episódios de mania (elevação anormal e persistente do humor também chamada de euforia) e delírio (alteração do juízo de realidade, ou seja, capacidade de distinguir o falso do verdadeiro implicando em lucidez da consciência). O médico deve informar a você e ao seu cuidador que tanto episódios de mania quanto de delírio podem ocorrer em pacientes tratados com Stabil. Se estes sintomas se desenvolverem, o médico também poderá decidir se diminui a dose ou mesmo se interrompe o tratamento.

O pramipexol não causou malformações em proles de coelhos e ratos, mas foi tóxico aos embriões de ratos quando a mãe recebeu doses consideradas tóxicas de pramipexol.

Efeitos na habilidade de dirigir veículos e operar máquinas

A sonolência pode ser frequente e ter consequências potencialmente sérias. Por isso, você não deve dirigir veículos nem operar nenhuma outra máquina até que tenha experiência suficiente com Stabil para estimar se terá algum prejuízo do seu desempenho mental e/ou motor.

Você não deve dirigir nem participar de atividades potencialmente perigosas se tiver sonolência ou adormecer subitamente durante as atividades diárias, em qualquer momento do tratamento. Caso ocorram, procure seu médico.

Gravidez e Amamentação

Stabil só deve ser utilizado durante a gravidez se os benefícios potenciais justificarem os riscos para o bebê.

Ainda não foi avaliado se Stabil é excretado no leite materno. Se você estiver amamentando não deve usar Stabil, pois pode haver inibição da produção de leite.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Stabil?

Este medicamento pode causar algumas reações desagradáveis inesperadas.

Doença de Parkinson

Reações muito comuns

Tontura, movimentos repetitivos involuntários, sonolência e enjoo.

Reações comuns

Comportamentos anormais (refletindo sintomas de transtornos do controle dos impulsos e comportamento compulsivo), sonhos anormais, confusão, alucinações, insônia, dor de cabeça, distúrbios visuais incluindo visão dupla, visão embaçada e redução da visão, pressão baixa, prisão de ventre, vômito, fraqueza, inchaço nas pernas e pés e perda de peso incluindo perda de apetite.

Reações incomuns

Pneumonia, compulsão por compras, por sexo, jogo patológico, amnésia, delírio, aumento ou diminuição do desejo sexual, paranoia, inquietação, excesso de movimento, início súbito do sono, desmaios, falta de ar, soluços, coceira, vermelhidão e descamação da pele (rash), reações alérgicas e aumento de peso.

Reação rara

Mania.

Reações com frequência desconhecida

Secreção inadequada do hormônio antidiurético, compulsão alimentar, alimentação excessiva, perda da função do coração e torcicolo anterior (antecolo – flexão anterior do pescoço, involuntária, com o queixo contra o peito) e síndrome de abstinência medicamentosa (síndrome de abstinência de agonistas de dopamina).

Síndrome das pernas inquietas

Reação muito comum

Enjoo.

Reações comuns

Sonhos anormais, insônia, tontura, dor de cabeça, sonolência, prisão de ventre, vômito e fraqueza.

Reações incomuns

Confusão, alucinações, aumento ou diminuição do desejo sexual, inquietação, movimentos repetitivos involuntários, início súbito do sono, desmaios, distúrbios visuais incluindo visão dupla, visão embaçada e redução da visão, pressão baixa, falta de ar, soluços, coceira, vermelhidão e descamação da pele (rash), reações alérgicas, inchaço nas pernas e pés, perda de peso incluindo perda de apetite e aumento de peso.

Reações com frequência desconhecida

Pneumonia, secreção inadequada do hormônio antidiurético, comportamentos anormais (refletindo sintomas de transtornos do controle dos impulsos e comportamento compulsivo), compulsão alimentar, por compras, por sexo, por jogo, mania, delírio, alimentação excessiva, paranoia, amnésia, excesso de movimento, perda da função do coração e torcicolo anterior (antecolo – flexão&nbsp;anterior do pescoço, involuntária, com o queixo contra o peito) e síndrome de abstinência medicamentosa (síndrome de abstinência de agonistas de dopamina).

Em alguns pacientes pode ocorrer hipotensão no início do tratamento, principalmente quando o aumento da dose de Stabil é muito rápido.

Há alguns relatos de episódios de sono súbito durante a realização de atividades diárias. Porém, alguns pacientes não relataram sinais de alerta, como sonolência, o que é comum em pacientes tomando doses acima de 1,5 mg/dia de dicloridrato de pramipexol. Não se evidenciou uma relação com a duração do tratamento. Na maioria dos casos sobre os quais se obtiveram informações, os episódios não se repetiram após a redução da dose ou a interrupção do tratamento.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Stabil?

Continue tomando as próximas doses regularmente no horário habitual. Não duplique a dose na próxima tomada.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Qual a composição do Stabil?

Cada comprimido de Stabil 0,125 mg contém:

Dicloridrato de pramipexol 0,125 mg.

Excipientes: manitol, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio e povidona.

Cada comprimido de Stabil 0,25 mg contém:

Dicloridrato de pramipexol 0,25 mg.

Excipientes: manitol, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio e povidona.

Cada comprimido de Stabil 1 mg contém:

Dicloridrato de pramipexol 1,00 mg

Excipientes: manitol, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio e povidona.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Stabil maior do que a recomendada?

Não há experiência clínica com casos de dose excessiva, mas se espera que ocorram eventos adversos como: enjoo, vômitos, excesso de movimentos, alucinações, agitação e pressão baixa. Não se conhece nenhum antídoto para Stabil. Podem ser necessários medicamentos específicos e medidas gerais de suporte como lavagem gástrica, reposição de líquidos pela veia e monitorização por eletrocardiograma.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Stabil com outros remédios?

Se você estiver tomando medicamentos como cimetidina e amantadina, o médico provavelmente reduzirá a dose de Stabil, pois o efeito pode ser aumentado, causando movimentos repetitivos involuntários, agitação ou alucinações.

Não é recomendável a administração de Stabil com antipsicóticos, pois os sintomas do Parkinson podem piorar.

Se você tiver doença de Parkinson e estiver em fase de aumento da dose de Stabil, recomenda-se que o médico diminua a dose de levodopa e mantenha a dose de outros medicamentos contra a doença de Parkinson.

Se você estiver tomando outro medicamento sedativo ou usa álcool, deve ter cautela, pois o efeito sedativo de Stabil pode aumentar.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para sua saúde.

Qual a ação da substância do Stabil (Dicloridrato de Pramipexol)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Comprimidos</h3> <p>Estudo multic&#xEA;ntrico (18 centros), randomizado, duplo-cego e de grupos paralelos conduzido pelo <em>Parkinson Study Group</em> (1997) para avaliar a efic&#xE1;cia e a tolerabilidade do Dicloridrato de Pramipexol em pacientes com DP leve a moderada, avaliou um total de 335 pacientes cujo ingresso foi restrito a pacientes com DP idiop&#xE1;tica que n&#xE3;o estavam recebendo levodopa.</p> <p>O Dicloridrato de Pramipexol foi administrado de acordo com um esquema ascendente de dose at&#xE9; 4,5 mg/dia. Durante a fase de titula&#xE7;&#xE3;o de dose de 7 semanas, cada paciente foi titulado para sua m&#xE1;xima dose tolerada da medica&#xE7;&#xE3;o do estudo. Isto foi seguido por um per&#xED;odo de 24 semanas de terapia de manuten&#xE7;&#xE3;o. Durante a fase de manuten&#xE7;&#xE3;o de 6 meses, os mesmos permaneceram na dose m&#xE1;xima de Dicloridrato de Pramipexol ou placebo alcan&#xE7;ada durante a fase de titula&#xE7;&#xE3;o ascendente. A dose di&#xE1;ria m&#xE9;dia durante o per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o foi de 3,8 mg. Os pacientes foram avaliados semanalmente durante o intervalo de dose ascendente, a cada duas semanas durante os primeiros 3 meses de manuten&#xE7;&#xE3;o, e mensalmente durante os 3 &#xFA;ltimos meses de manuten&#xE7;&#xE3;o. O parkinsonismo foi medido usando-se a UPDRS (Escala de Classifica&#xE7;&#xE3;o Unificada da Doen&#xE7;a de Parkinson). As vari&#xE1;veis prim&#xE1;rias do estudo foram as altera&#xE7;&#xF5;es nos escores UPDRS parte II (Atividades da Vida Di&#xE1;ria - ADL) e III (motor) entre o basal e o final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o. As vari&#xE1;veis secund&#xE1;rias inclu&#xED;ram altera&#xE7;&#xF5;es a partir do basal nos componentes individuais da UPDRS, estadiamento de Hoenh e Yahr e n&#xFA;mero de dias at&#xE9; a falha do tratamento (definida como benef&#xED;cio insatisfat&#xF3;rio ou progress&#xE3;o da doen&#xE7;a a ponto de requerer terapia adicional, como a levodopa). Um total de 164 pacientes foi randomizado para o grupo com Dicloridrato de Pramipexol e 171 para o grupo com placebo. Ao todo, 80% dos pacientes que receberam placebo e 83% daqueles tratados com Dicloridrato de Pramipexol completaram o estudo. Destes &#xFA;ltimos, 74% atingiram a dose-alvo de 4,5 mg/dia.</p> <h4>Efic&#xE1;cia e Seguran&#xE7;a</h4> <p>Os escores UPDRS ADL e motor diminu&#xED;ram significativamente em compara&#xE7;&#xE3;o com o basal no grupo do Dicloridrato de Pramipexol (P &lt; 0,0001): ADL m&#xE9;dio de 8,2 no basal versus 6,4 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o (semana 24) motor m&#xE9;dio de 18,8 no basal versus 14,1 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o. Para o placebo, os valores basais praticamente se mantiveram: ADL m&#xE9;dio de 8,3 no basal versus 8,7 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o Motor m&#xE9;dio de 18,8 no basal versus 20,1 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o. Por todo o per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o, a magnitude do benef&#xED;cio variou de 22 a 29% para os escores de ADL e 25% a 31% para os escores motores. As diferen&#xE7;as emergiram na semana 3 (1,5 mg/dia) do intervalo de dose ascendente e persistiram por toda a fase de manuten&#xE7;&#xE3;o. De todos os eventos adversos relatados, apenas n&#xE1;usea, ins&#xF4;nia, constipa&#xE7;&#xE3;o, sonol&#xEA;ncia e alucina&#xE7;&#xF5;es visuais ocorreram, significativamente, com maior frequ&#xEA;ncia nos pacientes tratados com Dicloridrato de Pramipexol em compara&#xE7;&#xE3;o com aqueles que receberam placebo.</p> <p>Alucina&#xE7;&#xF5;es ocorreram em aproximadamente 10% dos pacientes tratados com Dicloridrato de Pramipexol, por&#xE9;m frequentemente se resolveram com redu&#xE7;&#xE3;o da dose do medicamento. A maior parte dos pacientes no grupo com Dicloridrato de Pramipexol que descontinuaram o estudo devido a eventos adversos (18 pacientes) teve m&#xFA;ltiplas raz&#xF5;es para a descontinua&#xE7;&#xE3;o, sendo as mais comuns queixas gastrintestinais (10 pacientes), alucina&#xE7;&#xF5;es (7 pacientes) e sonol&#xEA;ncia ou fadiga (5 pacientes).</p> <p>No geral, o Dicloridrato de Pramipexol n&#xE3;o foi associado com altera&#xE7;&#xF5;es significativas na press&#xE3;o arterial, pulso, ECG ou quaisquer testes hematol&#xF3;gicos ou de bioqu&#xED;mica s&#xE9;rica.<sup>1</sup></p> <p>Em outro ensaio cl&#xED;nico conduzido por Pinter e cols, (1999) de Fase II, prospectivo, duplo-cego, controlado com placebo, randomizado e multic&#xEA;ntrico para comparar a efic&#xE1;cia e a tolerabilidade do Dicloridrato de Pramipexol como medicamento adicional (<em>add on</em>). Para isso, 78 pacientes de ambos os sexos com doen&#xE7;a de Parkinson avan&#xE7;ada e complica&#xE7;&#xF5;es do tratamento, tais como flutua&#xE7;&#xF5;es motoras, foi inclu&#xED;do no estudo e alocado para tratamento, adicionado a uma medica&#xE7;&#xE3;o antiparkinsoniana estabilizada, com Dicloridrato de Pramipexol (n=34) versus placebo (n=44). Na randomiza&#xE7;&#xE3;o houve uma estratifica&#xE7;&#xE3;o em quatro grupos de acordo com uma dose di&#xE1;ria de levodopa alta (&gt; 600 mg) ou baixa (&#x2264; 600 mg) e com ou sem outra medica&#xE7;&#xE3;o antiparkinsoniana. As doses di&#xE1;rias da medica&#xE7;&#xE3;o do estudo foram ajustadas individualmente durante um intervalo de titula&#xE7;&#xE3;o de dose de 7 semanas, com as doses sendo incrementadas semanalmente de 0,2 mg at&#xE9; 5,0 mg/dia, seguido por um per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o de 4 semanas. O desfecho prim&#xE1;rio foi a altera&#xE7;&#xE3;o no escore UPDRS total no final do intervalo de manuten&#xE7;&#xE3;o comparado com o basal. Os desfechos secund&#xE1;rios foram as altera&#xE7;&#xF5;es no final do intervalo de manuten&#xE7;&#xE3;o em compara&#xE7;&#xE3;o com o basal nos subescores UPDRS (partes I (atividade mental, comportamento e humor), II (atividades da vida di&#xE1;ria [ADL]), III (exame motor) e IV (complica&#xE7;&#xF5;es da terapia)), na escala Schwab e England, na escala de discinesia na doen&#xE7;a de Parkinson, no di&#xE1;rio dos pacientes e na avalia&#xE7;&#xE3;o cl&#xED;nica global. A seguran&#xE7;a e a tolerabilidade foram avaliadas com base em exames neurol&#xF3;gicos, medi&#xE7;&#xF5;es de press&#xE3;o arterial e frequ&#xEA;ncia de pulso, ECG, investiga&#xE7;&#xF5;es laboratoriais de rotina e eventos adversos. Houve uma melhora significativa no grupo do Dicloridrato de Pramipexol nos escores UPDRS total e subescores partes II, III e IV. O escore UPDRS total diminuiu em 37,3% com o Dicloridrato de Pramipexol em compara&#xE7;&#xE3;o com 12,2% com o placebo (P&lt;0,001), representando uma redu&#xE7;&#xE3;o de 20,1%. Para o escore UPDRS total, uma diferen&#xE7;a significativa entre o tratamento e o placebo foi alcan&#xE7;ada j&#xE1; na semana 1 e manteve-se at&#xE9; o final do per&#xED;odo de tratamento. Uma melhora no estadiamento de Hoenh e Yahr foi observada em 6 pacientes (18%) no grupo do Dicloridrato de Pramipexol comparado com 12 pacientes (27%) no grupo do placebo. Uma deteriora&#xE7;&#xE3;o foi registrada em 2 pacientes (6%) em tratamento com Dicloridrato de Pramipexol e em 4 pacientes (9%) no grupo do placebo. Nos demais pacientes, as avalia&#xE7;&#xF5;es no basal e no final da fase de manuten&#xE7;&#xE3;o foram similares. Com base nos resultados obtidos na escala Schwab e England, foi evidente que o tratamento com Dicloridrato de Pramipexol foi superior em compara&#xE7;&#xE3;o com o placebo; melhora no per&#xED;odo &#x201C;on&#x201D; em 52% dos pacientes versus 18%; no per&#xED;odo &#x201C;<em>off</em>&#x201D; em 54% dos pacientes versus 27%. Nenhum efeito significativo sobre discinesias foi observado em fun&#xE7;&#xE3;o da administra&#xE7;&#xE3;o de Dicloridrato de Pramipexol. Os pacientes que receberam Dicloridrato de Pramipexol relataram uma redu&#xE7;&#xE3;o geral nos per&#xED;odos &#x201C;<em>off</em>&#x201D; de 12% - resultando em mais 1,7 hora de tempo &#x201C;on&#x201D; por dia &#x2013; em compara&#xE7;&#xE3;o com um aumento em per&#xED;odos &#x201C;<em>off</em>&#x201D; de 2% com o placebo. O Dicloridrato de Pramipexol mostrou um baixo perfil de efeitos colaterais e foi bem tolerado. Fadiga (29,4%), discinesia (14,7%), agita&#xE7;&#xE3;o e sonhos v&#xED;vidos (ambos 11,8%) foram os eventos adversos mais proeminentes com o tratamento com Dicloridrato de Pramipexol (versus 4,5%, 4,5%, 6,8% e 0% com o placebo, respectivamente).<sup>2</sup></p> <h4>Doen&#xE7;a de Parkinson</h4> <p>A efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos manteve-se por todo o per&#xED;odo de dura&#xE7;&#xE3;o dos estudos cl&#xED;nicos controlados, que foi de aproximadamente 6 meses. Em estudos abertos, em andamento, iniciados h&#xE1; mais de 3 anos, n&#xE3;o se verificaram sinais de diminui&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia.</p> <h4>S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas</h4> <p>A efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos foi avaliada em 4 estudos controlados com placebo em aproximadamente 1.000 pacientes com S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas (SPI) de moderada &#xE0; muito grave. A efic&#xE1;cia foi demonstrada em estudos controlados em pacientes tratados por at&#xE9; 12 semanas e sustentou-se por um per&#xED;odo de 9 meses. A efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos foi mantida durante estudos abertos com dura&#xE7;&#xE3;o superior a 1 ano.<sup>3</sup> Em um estudo cl&#xED;nico controlado por placebo de 26 semanas, a efic&#xE1;cia do Dicloridrato de Pramipexol foi confirmada em pacientes com SPI de moderada &#xE0; grave.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\"><sup>1-</sup> Shannon KM, Bennett JP, Friedman JH. Efficacy of pramipexole, a novel dopamine agonist, as monotherapy in mild to moderate Parkinson&#x2019;s disease. Neurology 1997; 49 (3): 724-728.<br> <sup>2-</sup> Pinter MM, Pogarell O, Oertel WH. Efficacy, safety and tolerance of non-ergoline dopamine agonist pramipexole in the treatment of advanced Parkinson&#x2019;s disease: double blind, placebo controlled, randomized, multicentre study. J Neurol Neurosurg Psychiatry 1999; 66 (4): 436-441.<br> <sup>3-</sup> Oertel W, Schindler T, Reess J, Koester J. A randomised, double-blind, placebo controlled dose titration trial with 0.125 - 0.75 mg pramipexole (Sifrol) orally to investigate the safety and efficacy in out-patients with idiopathic Restless Legs Syndrome for 6 weeks followed by 46 weeks. 17 June 2005 (U05-1394-01).</br></br></span></p> <h3>Comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada</h3> <p>Em 3 estudos duplos-cegos, randomizados, multic&#xEA;ntricos e controlados por placebo, na avalia&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a do Dicloridrato de Pramipexol em comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada&amp;nbsp;uma vez ao dia e de libera&#xE7;&#xE3;o imediata (IR) 3 vezes ao dia, em doses tituladas e depois em doses fixas, Shapira e cols<sup>1</sup> conclu&#xED;ram que dos 507 pacientes eleg&#xED;veis ao tratamento, a efic&#xE1;cia do comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada foi compar&#xE1;vel e descritivamente demonstrada j&#xE1; na semana 33 do estudo, em doses di&#xE1;rias equivalentes ao comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o imediata, e em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; seguran&#xE7;a, a apresentou menores &#xED;ndices de efeitos colaterais (54,9%) comparado ao placebo (55,6%) e ao Dicloridrato de Pramipexol de libera&#xE7;&#xE3;o imediata (64%).</p> <p>Poewe e cols<sup>2</sup> demonstraram tamb&#xE9;m resultados semelhantes em termos de efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a em rela&#xE7;&#xE3;o a ambos os comprimidos de Dicloridrato de Pramipexol (IR e ER), com resultados discretamente inferiores ao placebo em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; incid&#xEA;ncia de eventos adversos. A conclus&#xE3;o desses autores foi de n&#xE3;o inferioridade em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s apresenta&#xE7;&#xF5;es, tanto em termos de efic&#xE1;cia quanto &#xE0; tolerabilidade.</p> <p>Dansirikul e cols<sup>3</sup> analisaram o comportamento sob a &#xF3;tica da farmacocin&#xE9;tica entre&amp;nbsp;os comprimidos revestido e comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prologanda de Dicloridrato de Pramipexol. Baseando-se em 699 pacientes, predominantemente caucasianos e em dois modelos compartimentais de absor&#xE7;&#xE3;o de Dicloridrato de Pramipexol, conclu&#xED;ram ap&#xF3;s 2 anos e 9 meses de estudo que os par&#xE2;metros farmacocin&#xE9;ticos de Dicloridrato de Pramipexol de libera&#xE7;&#xE3;o imediata tomado 3 vezes ao dia &#xE9; compar&#xE1;vel ao de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada em dose &#xFA;nica di&#xE1;ria, com melhor tolerabilidade e semelhante efic&#xE1;cia.</p> <h4>Doen&#xE7;a de Parkinson</h4> <p>Lilienthal e cols<sup>4 </sup>constataram que a efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol manteve-se por todo o per&#xED;odo de dura&#xE7;&#xE3;o dos estudos cl&#xED;nicos controlados, que foi de aproximadamente 6 meses. Em estudos abertos, em andamento, iniciados h&#xE1; mais de 3 anos, n&#xE3;o se verificaram sinais de diminui&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia.</p> <p>A efic&#xE1;cia e a tolerabilidade da troca noturna do comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o imediata para o comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada na mesma dose di&#xE1;ria foi avaliada em um estudo cl&#xED;nico duplo-cego por Debove-Debieuvre e cols<sup>5</sup> em pacientes com doen&#xE7;a de Parkinson precoce.</p> <p>A efic&#xE1;cia foi mantida em 87 dos 103 pacientes que fizeram a troca de terapia. Desses 87 pacientes, 82,8% n&#xE3;o tiveram a dose alterada, 13,8% tiveram aumento da dose e 3,4% tiveram a dose diminu&#xED;da. A altera&#xE7;&#xE3;o da linha de base foi considerada n&#xE3;o clinicamente relevante para metade dos 16 pacientes que n&#xE3;o cumpriram com os crit&#xE9;rios de manuten&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia na pontua&#xE7;&#xE3;o UPDRS partes II + III. Um paciente que realizou a troca apresentou rea&#xE7;&#xE3;o adversa, levando &#xE0; descontinua&#xE7;&#xE3;o da terapia.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\"><sup>1</sup>. Schapira A, Barone P, Hauser RA, Mizuno Y, Poewe W, Rascol O, Busse M, Juhel N, Pramipexole ER Studies Group. Efficacy and safety of pramipexole extended-release for advanced Parkinson&apos;s disease. 13th Int Cong of Parkinson&apos;s Disease and Movement Disorders, Paris, 7 - 11 Jun 2009. Mov Disord 24 (Suppl 1), S277 - S278, Abstr We-199 (2009).<br> <sup>2</sup>. Poewe W, Barone P, Hauser RA, Mizuno Y, Rascol O, Schapira A, Haaksma M, Juhel N, Pramipexole ER Studies Group. Pramipexole extended-release is effective in early Parkinson&apos;s disease. 13th Int Cong of Parkinson&apos;s Disease and Movement Disorders, Paris, 7 - 11 Jun 2009. Mov Disord 24 (Suppl 1), S273, Abstr We-185 (2009).<br> <sup>3</sup>. Dansirikul C, Staab A, Salin L, Haertter S, Lehr T. Population pharmacokinetic analysis of pramipexole extendedrelease formulation in Parkinson&apos;s disease (PD) patients. PAGE 2009, 18th Mtg of the Population Approach Group, St. Petersburg, 23 - 26 Jun 2009 (Poster).<br> <sup>4</sup>. Lilienthal J, Seiler KU. An open, uncontrolled, multicentre study to assess the effects, safety and tolerability of SND 919 in advanced Parkinsons&apos;s disease (follow-up study of study no. 838.003 in Switzerland, Austria, Germany; study no. 838.008 in Denmark; study no. 838.005 in New Zealand) (U99-1608)<br> <sup>5</sup>. Debove-Debieuvre C, Rascol O, Sohr M. A double-blind, double-dummy, randomized, parallel groups study to assess the Efficacy, Safety and Tolerability of switching patients with early Parkinson&#x2019;s disease (PD) from Pramipexole IR to Pramipexole ER or Pramipexole IR. (U08-1964-01).</br></br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <p>Dicloridrato de Pramipexol &#xE9;&amp;nbsp;um agonista da dopamina que se liga com alta seletividade e especificidade aos receptores da subfam&#xED;lia D2 da dopamina, tem afinidade preferencial pelos receptores D3 e apresenta atividade intr&#xED;nseca completa.</p> <p>Dicloridrato de Pramipexol alivia as disfun&#xE7;&#xF5;es motoras do parkinsoniano por meio de estimula&#xE7;&#xE3;o dos receptores de dopamina no corpo estriado. Estudos em animais demonstraram que o Dicloridrato de Pramipexol inibe a s&#xED;ntese, a libera&#xE7;&#xE3;o e o turnover da dopamina. O Dicloridrato de Pramipexol protege os neur&#xF4;nios dopamin&#xE9;rgicos da degenera&#xE7;&#xE3;o devida &#xE0; isquemia ou &#xE0; neurotoxicidade induzida por metanfetamina.</p> <p>Estudos <em>in vitro</em> demonstraram que o Dicloridrato de Pramipexol protege os neur&#xF4;nios da neurotoxicidade da levodopa. Observou-se diminui&#xE7;&#xE3;o dose-dependente da concentra&#xE7;&#xE3;o s&#xE9;rica de prolactina em humanos. Em um estudo cl&#xED;nico com volunt&#xE1;rios sadios onde a titula&#xE7;&#xE3;o da dose foi feita em tempo menor do que o preconizado normalmente, empregando-se comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada de Dicloridrato de Pramipexol (a cada 3 dias) at&#xE9; 4,5 mg/dia, observou-se aumento na press&#xE3;o arterial e frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca. Esse efeito, contudo, n&#xE3;o foi observado em estudos com pacientes.</p> <h4><u>Exclusivo&amp;nbsp;Comprimidos</u></h4> <p>O preciso mecanismo de a&#xE7;&#xE3;o de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos para o tratamento da S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas n&#xE3;o &#xE9; conhecido. Embora a fisiopatologia da S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas seja em sua maior parte desconhecida, a evid&#xEA;ncia neurofarmacol&#xF3;gica sugere a participa&#xE7;&#xE3;o prim&#xE1;ria do sistema dopamin&#xE9;rgico. Os estudos tomogr&#xE1;ficos por emiss&#xE3;o de p&#xF3;sitrons (PET) sugerem que uma disfun&#xE7;&#xE3;o leve pr&#xE9;-sin&#xE1;ptica estriatal deve estar envolvida na patog&#xEA;nese da S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <p>O Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; absorvido r&#xE1;pida e completamente ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral. A biodisponibilidade absoluta do Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; superior a 90% e a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica m&#xE1;xima ocorre entre 1 e 3 horas. A ingest&#xE3;o de alimentos reduz a taxa de absor&#xE7;&#xE3;o, mas n&#xE3;o a extens&#xE3;o da absor&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>O Dicloridrato de Pramipexol apresenta cin&#xE9;tica linear e varia&#xE7;&#xE3;o relativamente pequena entre os n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos individuais, independentemente da forma farmac&#xEA;utica. Em humanos, o Dicloridrato de Pramipexol apresenta baixo &#xED;ndice de liga&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s prote&#xED;nas plasm&#xE1;ticas (&lt;20%) e grande volume de distribui&#xE7;&#xE3;o (400 L). Observaram-se altas concentra&#xE7;&#xF5;es em tecido cerebral de ratos (aproximadamente 8 vezes a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica).</p> <p>No homem, o Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; pouco metabolizado. A excre&#xE7;&#xE3;o renal do Dicloridrato de Pramipexol n&#xE3;o metabolizado &#xE9; a principal via de elimina&#xE7;&#xE3;o (cerca de 80% da dose). Aproximadamente 90% da dose marcada com <sup>14</sup>C &#xE9; excretada atrav&#xE9;s dos rins, enquanto menos de 2% s&#xE3;o eliminados nas fezes.</p> <p>A depura&#xE7;&#xE3;o total do Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; de aproximadamente 500 mL/min e a depura&#xE7;&#xE3;o renal &#xE9; de aproximadamente 400 mL/min. A meia vida de elimina&#xE7;&#xE3;o (t<sub>1/2</sub>) varia de 8 horas nos jovens a 12 horas nos idosos.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Stabil?

Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C). Proteger da luz e umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas

Os comprimidos de dicloridrato de pramipexol 0,125 mg, 0,25 mg e 1 mg são brancos e circulares.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Apresentações do Stabil

Comprimidos de 0,125 mg

Embalagens com 7 e 30 comprimidos.

Comprimidos de 0,25 mg

Embalagens com 7 e 30 comprimidos.

Comprimidos de 1 mg

Embalagem com 30 comprimidos.

Uso oral.

Uso adulto.

Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência.

Dizeres Legais do Stabil

MS - 1.0573.0429

Farmacêutica Responsável:
Gabriela Mallmann
CRF-SP nº 30.138

Registrado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201 - 20º andar
São Paulo - SP
CNPJ 60.659.463/0029-92
Indústria Brasileira




Fabricado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Guarulhos - SP

Venda sob prescrição médica.

Só pode ser vendido com retenção da receita.

0,25mg, caixa com 7 comprimidos

Princípio ativo
:
Dicloridrato De Pramipexol
Classe Terapêutica
:
Antiparkinsonianos
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
C1 Branca 2 vias (Venda Sob Prescrição Médica - Este medicamento pode causar Dependência Física ou Psíquica)
Categoria
:
Parkinson
Especialidade
:
Neurologia

Bula do medicamento

Stabil, para o que é indicado e para o que serve?

Stabil é indicado para o tratamento dos sinais e sintomas da doença de Parkinson sem causa conhecida, podendo ser usado isoladamente ou em associação com levodopa. Também é indicado para tratamento dos sintomas da síndrome das pernas inquietas (SPI) sem causa conhecida.

Quais as contraindicações do Stabil?

Você não deve usar Stabil se tiver alergia ao pramipexol (substância ativa) ou a qualquer componente da fórmula.

Como usar o Stabil?

Você deve tomar os comprimidos com água, com ou sem alimentos. Tome o medicamento conforme orientação de seu médico.

Doença de Parkinson

A dose diária total deve ser dividida em três tomadas diárias.

Esquema de dose ascendente de Stabil
{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:356px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Semana</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:526px\"><strong>Dose</strong></td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Dose di&#xE1;ria total</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:356px\">1</td> <td style=\"text-align:center; width:526px\">0,125 mg, 3 x ao dia</td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\">0,375 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:356px\">2</td> <td style=\"text-align:center; width:526px\">0,25 mg, 3 x ao dia</td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\">0,75 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:356px\">3</td> <td style=\"text-align:center; width:526px\">0,5 mg, 3 x ao dia</td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\">1,50 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Se houver necessidade de aumentar a dose, seu médico poderá acrescentar semanalmente 0,75 mg à dose diária até atingir a dose máxima de 4,5 mg por dia.

Tratamento de manutenção

A dose individual deve situar-se no intervalo entre 0,375 mg por dia e a dose máxima de 4,5 mg por dia.

Descontinuação do tratamento

Em caso de interrupção do tratamento, a dose deve ser diminuída em 0,75 mg por dia até que a dose diária atinja 0,75 mg. Depois disso, a dose deve ser reduzida em 0,375 mg por dia.

Pacientes em tratamento com levodopa

Caso você também esteja tomando levodopa, recomenda-se que seu médico reduza a dose de levodopa, tanto durante o aumento da dose de Stabil como no tratamento de manutenção.

Pacientes com problemas nos rins

Se você tiver problemas nos rins, seu médico poderá adaptar a dose.

Pacientes com problemas no fígado

Não se considera necessário reduzir a dose.

Síndrome das pernas inquietas

A dose inicial recomendada de Stabil é 0,125 mg uma vez ao dia, 2 a 3 horas antes de dormir. Para pacientes com sintomatologia adicional, a dose pode ser aumentada ou ajustada a cada 4 a 7 dias, até no máximo de 0,75 mg por dia.

Esquema de dose ascendente de Stabil

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Etapa</strong></p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Dose di&#xE1;ria (&#xFA;nica) da noite</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:240px\">1</td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,125 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\">2 (se necess&#xE1;rio)</p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,25 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\">3 (se necess&#xE1;rio)</p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,50 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\">4 (se necess&#xE1;rio)</p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,75 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

O tratamento pode ser interrompido sem redução gradativa da dose. No entanto, estudos demonstraram que pode ocorrer retorno dos sintomas da SPI.

Se você tiver problemas nos rins, seu médico poderá adaptar a dose.

Não há necessidade de redução da dose em pacientes com problemas no fígado. A segurança e eficácia de Stabil não foram estabelecidas em crianças e adolescentes com até 18 anos.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Como o Stabil funciona?

Stabil atua no cérebro aliviando os problemas motores relacionados com a doença de Parkinson e também protege os neurônios dos efeitos nocivos da levodopa. Ainda não se conhece o mecanismo de ação sobre a síndrome das pernas inquietas (SPI).

Quais cuidados devo ter ao usar o Stabil?

Se você tiver problemas nos rins, seu médico deverá reduzir a dose de Stabil.

Stabil pode causar alucinações e confusão, com maior frequência em pacientes com doença de Parkinson em estágio avançado em tratamento associado com levodopa.

Atenção: sua capacidade para dirigir pode ficar prejudicada caso tenha alucinações visuais.

Existe a possibilidade de surgirem comportamentos anormais, como compulsão alimentar, por compras, sexo e jogos. Nestes casos, o médico poderá decidir se diminui a dose ou mesmo se interrompe o tratamento.

Caso você tenha distúrbios psicóticos (confusão com o real), seu médico deverá avaliar se os benefícios do uso deste medicamento superam os riscos. A administração de Stabil juntamente com antipsicóticos não é recomendada.

O uso de Stabil pode causar sonolência e sono súbito durante suas atividades diárias (como conversas e refeições).

Caso tenha doença cardiovascular grave, será necessário monitorar a sua pressão arterial, principalmente no início do tratamento, devido ao risco de queda da pressão ao levantar-se rapidamente.

Pacientes com doença de Parkinson podem apresentar distonia (contrações involuntárias ou espasmos) como, por exemplo, torcicolo anterior (antecolo – flexão anterior involuntária do pescoço, com o queixo contra o peito), camptocormia (flexão anterior do tronco) ou síndrome de pisa (flexão lateral do tronco). A distonia tem sido ocasionalmente relatada após o início do tratamento com agonistas dopaminérgicos, incluindo pramipexol, embora não exista uma clara relação causal. Estes efeitos podem ocorrer vários meses após o início ou ajuste da medicação.

Na doença de Parkinson, após a interrupção abrupta do tratamento foram relatados sintomas da síndrome neuroléptica maligna (contrações musculares intensas, alterações na dosagem de enzima e febre alta resistente). Foram relatados casos de síndrome de abstinência medicamentosa durante ou após a interrupção do uso de agonistas dopaminérgicos, incluindo Stabil. Devido à síndrome de abstinência medicamentosa, antes da interrupção do uso de Stabil, seu médico deve informar sobre a possibilidade de aparecimento de sintomas como: apatia, ansiedade, depressão, fraqueza, sudorese e dor.

Você deve ser monitorado de perto pelo seu médico durante a interrupção do tratamento com Stabil. No caso do surgimento de sintomas severos de abstinência, seu médico pode pedir que você tome, temporariamente, doses baixas de um agonista dopaminérgico. Você e seu médico devem monitorar a ocorrência de melanoma (um tipo de câncer de pele) durante o uso de Stabil, pois estudos demonstraram que pacientes com doença de Parkinson têm cerca de 2 a 6 vezes mais chance de desenvolver essa doença.

Ocorreram alterações oculares (na retina) em estudos feitos em ratos albinos, que não foram observadas em outras espécies de animais; ainda não foi estabelecida a relevância destes achados para seres humanos.

Casos da literatura indicaram que o tratamento da síndrome das pernas inquietas com medicamentos com ação similar ao Stabil pode resultar em início dos sintomas da síndrome das pernas inquietas em horário mais cedo que o habitual e sua propagação para outras extremidades.

Você terá que ser monitorado regularmente para o controle do desenvolvimento de episódios de mania (elevação anormal e persistente do humor também chamada de euforia) e delírio (alteração do juízo de realidade, ou seja, capacidade de distinguir o falso do verdadeiro implicando em lucidez da consciência). O médico deve informar a você e ao seu cuidador que tanto episódios de mania quanto de delírio podem ocorrer em pacientes tratados com Stabil. Se estes sintomas se desenvolverem, o médico também poderá decidir se diminui a dose ou mesmo se interrompe o tratamento.

O pramipexol não causou malformações em proles de coelhos e ratos, mas foi tóxico aos embriões de ratos quando a mãe recebeu doses consideradas tóxicas de pramipexol.

Efeitos na habilidade de dirigir veículos e operar máquinas

A sonolência pode ser frequente e ter consequências potencialmente sérias. Por isso, você não deve dirigir veículos nem operar nenhuma outra máquina até que tenha experiência suficiente com Stabil para estimar se terá algum prejuízo do seu desempenho mental e/ou motor.

Você não deve dirigir nem participar de atividades potencialmente perigosas se tiver sonolência ou adormecer subitamente durante as atividades diárias, em qualquer momento do tratamento. Caso ocorram, procure seu médico.

Gravidez e Amamentação

Stabil só deve ser utilizado durante a gravidez se os benefícios potenciais justificarem os riscos para o bebê.

Ainda não foi avaliado se Stabil é excretado no leite materno. Se você estiver amamentando não deve usar Stabil, pois pode haver inibição da produção de leite.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Stabil?

Este medicamento pode causar algumas reações desagradáveis inesperadas.

Doença de Parkinson

Reações muito comuns

Tontura, movimentos repetitivos involuntários, sonolência e enjoo.

Reações comuns

Comportamentos anormais (refletindo sintomas de transtornos do controle dos impulsos e comportamento compulsivo), sonhos anormais, confusão, alucinações, insônia, dor de cabeça, distúrbios visuais incluindo visão dupla, visão embaçada e redução da visão, pressão baixa, prisão de ventre, vômito, fraqueza, inchaço nas pernas e pés e perda de peso incluindo perda de apetite.

Reações incomuns

Pneumonia, compulsão por compras, por sexo, jogo patológico, amnésia, delírio, aumento ou diminuição do desejo sexual, paranoia, inquietação, excesso de movimento, início súbito do sono, desmaios, falta de ar, soluços, coceira, vermelhidão e descamação da pele (rash), reações alérgicas e aumento de peso.

Reação rara

Mania.

Reações com frequência desconhecida

Secreção inadequada do hormônio antidiurético, compulsão alimentar, alimentação excessiva, perda da função do coração e torcicolo anterior (antecolo – flexão anterior do pescoço, involuntária, com o queixo contra o peito) e síndrome de abstinência medicamentosa (síndrome de abstinência de agonistas de dopamina).

Síndrome das pernas inquietas

Reação muito comum

Enjoo.

Reações comuns

Sonhos anormais, insônia, tontura, dor de cabeça, sonolência, prisão de ventre, vômito e fraqueza.

Reações incomuns

Confusão, alucinações, aumento ou diminuição do desejo sexual, inquietação, movimentos repetitivos involuntários, início súbito do sono, desmaios, distúrbios visuais incluindo visão dupla, visão embaçada e redução da visão, pressão baixa, falta de ar, soluços, coceira, vermelhidão e descamação da pele (rash), reações alérgicas, inchaço nas pernas e pés, perda de peso incluindo perda de apetite e aumento de peso.

Reações com frequência desconhecida

Pneumonia, secreção inadequada do hormônio antidiurético, comportamentos anormais (refletindo sintomas de transtornos do controle dos impulsos e comportamento compulsivo), compulsão alimentar, por compras, por sexo, por jogo, mania, delírio, alimentação excessiva, paranoia, amnésia, excesso de movimento, perda da função do coração e torcicolo anterior (antecolo – flexão&nbsp;anterior do pescoço, involuntária, com o queixo contra o peito) e síndrome de abstinência medicamentosa (síndrome de abstinência de agonistas de dopamina).

Em alguns pacientes pode ocorrer hipotensão no início do tratamento, principalmente quando o aumento da dose de Stabil é muito rápido.

Há alguns relatos de episódios de sono súbito durante a realização de atividades diárias. Porém, alguns pacientes não relataram sinais de alerta, como sonolência, o que é comum em pacientes tomando doses acima de 1,5 mg/dia de dicloridrato de pramipexol. Não se evidenciou uma relação com a duração do tratamento. Na maioria dos casos sobre os quais se obtiveram informações, os episódios não se repetiram após a redução da dose ou a interrupção do tratamento.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Stabil?

Continue tomando as próximas doses regularmente no horário habitual. Não duplique a dose na próxima tomada.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Qual a composição do Stabil?

Cada comprimido de Stabil 0,125 mg contém:

Dicloridrato de pramipexol 0,125 mg.

Excipientes: manitol, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio e povidona.

Cada comprimido de Stabil 0,25 mg contém:

Dicloridrato de pramipexol 0,25 mg.

Excipientes: manitol, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio e povidona.

Cada comprimido de Stabil 1 mg contém:

Dicloridrato de pramipexol 1,00 mg

Excipientes: manitol, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio e povidona.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Stabil maior do que a recomendada?

Não há experiência clínica com casos de dose excessiva, mas se espera que ocorram eventos adversos como: enjoo, vômitos, excesso de movimentos, alucinações, agitação e pressão baixa. Não se conhece nenhum antídoto para Stabil. Podem ser necessários medicamentos específicos e medidas gerais de suporte como lavagem gástrica, reposição de líquidos pela veia e monitorização por eletrocardiograma.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Stabil com outros remédios?

Se você estiver tomando medicamentos como cimetidina e amantadina, o médico provavelmente reduzirá a dose de Stabil, pois o efeito pode ser aumentado, causando movimentos repetitivos involuntários, agitação ou alucinações.

Não é recomendável a administração de Stabil com antipsicóticos, pois os sintomas do Parkinson podem piorar.

Se você tiver doença de Parkinson e estiver em fase de aumento da dose de Stabil, recomenda-se que o médico diminua a dose de levodopa e mantenha a dose de outros medicamentos contra a doença de Parkinson.

Se você estiver tomando outro medicamento sedativo ou usa álcool, deve ter cautela, pois o efeito sedativo de Stabil pode aumentar.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para sua saúde.

Qual a ação da substância do Stabil (Dicloridrato de Pramipexol)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Comprimidos</h3> <p>Estudo multic&#xEA;ntrico (18 centros), randomizado, duplo-cego e de grupos paralelos conduzido pelo <em>Parkinson Study Group</em> (1997) para avaliar a efic&#xE1;cia e a tolerabilidade do Dicloridrato de Pramipexol em pacientes com DP leve a moderada, avaliou um total de 335 pacientes cujo ingresso foi restrito a pacientes com DP idiop&#xE1;tica que n&#xE3;o estavam recebendo levodopa.</p> <p>O Dicloridrato de Pramipexol foi administrado de acordo com um esquema ascendente de dose at&#xE9; 4,5 mg/dia. Durante a fase de titula&#xE7;&#xE3;o de dose de 7 semanas, cada paciente foi titulado para sua m&#xE1;xima dose tolerada da medica&#xE7;&#xE3;o do estudo. Isto foi seguido por um per&#xED;odo de 24 semanas de terapia de manuten&#xE7;&#xE3;o. Durante a fase de manuten&#xE7;&#xE3;o de 6 meses, os mesmos permaneceram na dose m&#xE1;xima de Dicloridrato de Pramipexol ou placebo alcan&#xE7;ada durante a fase de titula&#xE7;&#xE3;o ascendente. A dose di&#xE1;ria m&#xE9;dia durante o per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o foi de 3,8 mg. Os pacientes foram avaliados semanalmente durante o intervalo de dose ascendente, a cada duas semanas durante os primeiros 3 meses de manuten&#xE7;&#xE3;o, e mensalmente durante os 3 &#xFA;ltimos meses de manuten&#xE7;&#xE3;o. O parkinsonismo foi medido usando-se a UPDRS (Escala de Classifica&#xE7;&#xE3;o Unificada da Doen&#xE7;a de Parkinson). As vari&#xE1;veis prim&#xE1;rias do estudo foram as altera&#xE7;&#xF5;es nos escores UPDRS parte II (Atividades da Vida Di&#xE1;ria - ADL) e III (motor) entre o basal e o final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o. As vari&#xE1;veis secund&#xE1;rias inclu&#xED;ram altera&#xE7;&#xF5;es a partir do basal nos componentes individuais da UPDRS, estadiamento de Hoenh e Yahr e n&#xFA;mero de dias at&#xE9; a falha do tratamento (definida como benef&#xED;cio insatisfat&#xF3;rio ou progress&#xE3;o da doen&#xE7;a a ponto de requerer terapia adicional, como a levodopa). Um total de 164 pacientes foi randomizado para o grupo com Dicloridrato de Pramipexol e 171 para o grupo com placebo. Ao todo, 80% dos pacientes que receberam placebo e 83% daqueles tratados com Dicloridrato de Pramipexol completaram o estudo. Destes &#xFA;ltimos, 74% atingiram a dose-alvo de 4,5 mg/dia.</p> <h4>Efic&#xE1;cia e Seguran&#xE7;a</h4> <p>Os escores UPDRS ADL e motor diminu&#xED;ram significativamente em compara&#xE7;&#xE3;o com o basal no grupo do Dicloridrato de Pramipexol (P &lt; 0,0001): ADL m&#xE9;dio de 8,2 no basal versus 6,4 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o (semana 24) motor m&#xE9;dio de 18,8 no basal versus 14,1 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o. Para o placebo, os valores basais praticamente se mantiveram: ADL m&#xE9;dio de 8,3 no basal versus 8,7 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o Motor m&#xE9;dio de 18,8 no basal versus 20,1 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o. Por todo o per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o, a magnitude do benef&#xED;cio variou de 22 a 29% para os escores de ADL e 25% a 31% para os escores motores. As diferen&#xE7;as emergiram na semana 3 (1,5 mg/dia) do intervalo de dose ascendente e persistiram por toda a fase de manuten&#xE7;&#xE3;o. De todos os eventos adversos relatados, apenas n&#xE1;usea, ins&#xF4;nia, constipa&#xE7;&#xE3;o, sonol&#xEA;ncia e alucina&#xE7;&#xF5;es visuais ocorreram, significativamente, com maior frequ&#xEA;ncia nos pacientes tratados com Dicloridrato de Pramipexol em compara&#xE7;&#xE3;o com aqueles que receberam placebo.</p> <p>Alucina&#xE7;&#xF5;es ocorreram em aproximadamente 10% dos pacientes tratados com Dicloridrato de Pramipexol, por&#xE9;m frequentemente se resolveram com redu&#xE7;&#xE3;o da dose do medicamento. A maior parte dos pacientes no grupo com Dicloridrato de Pramipexol que descontinuaram o estudo devido a eventos adversos (18 pacientes) teve m&#xFA;ltiplas raz&#xF5;es para a descontinua&#xE7;&#xE3;o, sendo as mais comuns queixas gastrintestinais (10 pacientes), alucina&#xE7;&#xF5;es (7 pacientes) e sonol&#xEA;ncia ou fadiga (5 pacientes).</p> <p>No geral, o Dicloridrato de Pramipexol n&#xE3;o foi associado com altera&#xE7;&#xF5;es significativas na press&#xE3;o arterial, pulso, ECG ou quaisquer testes hematol&#xF3;gicos ou de bioqu&#xED;mica s&#xE9;rica.<sup>1</sup></p> <p>Em outro ensaio cl&#xED;nico conduzido por Pinter e cols, (1999) de Fase II, prospectivo, duplo-cego, controlado com placebo, randomizado e multic&#xEA;ntrico para comparar a efic&#xE1;cia e a tolerabilidade do Dicloridrato de Pramipexol como medicamento adicional (<em>add on</em>). Para isso, 78 pacientes de ambos os sexos com doen&#xE7;a de Parkinson avan&#xE7;ada e complica&#xE7;&#xF5;es do tratamento, tais como flutua&#xE7;&#xF5;es motoras, foi inclu&#xED;do no estudo e alocado para tratamento, adicionado a uma medica&#xE7;&#xE3;o antiparkinsoniana estabilizada, com Dicloridrato de Pramipexol (n=34) versus placebo (n=44). Na randomiza&#xE7;&#xE3;o houve uma estratifica&#xE7;&#xE3;o em quatro grupos de acordo com uma dose di&#xE1;ria de levodopa alta (&gt; 600 mg) ou baixa (&#x2264; 600 mg) e com ou sem outra medica&#xE7;&#xE3;o antiparkinsoniana. As doses di&#xE1;rias da medica&#xE7;&#xE3;o do estudo foram ajustadas individualmente durante um intervalo de titula&#xE7;&#xE3;o de dose de 7 semanas, com as doses sendo incrementadas semanalmente de 0,2 mg at&#xE9; 5,0 mg/dia, seguido por um per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o de 4 semanas. O desfecho prim&#xE1;rio foi a altera&#xE7;&#xE3;o no escore UPDRS total no final do intervalo de manuten&#xE7;&#xE3;o comparado com o basal. Os desfechos secund&#xE1;rios foram as altera&#xE7;&#xF5;es no final do intervalo de manuten&#xE7;&#xE3;o em compara&#xE7;&#xE3;o com o basal nos subescores UPDRS (partes I (atividade mental, comportamento e humor), II (atividades da vida di&#xE1;ria [ADL]), III (exame motor) e IV (complica&#xE7;&#xF5;es da terapia)), na escala Schwab e England, na escala de discinesia na doen&#xE7;a de Parkinson, no di&#xE1;rio dos pacientes e na avalia&#xE7;&#xE3;o cl&#xED;nica global. A seguran&#xE7;a e a tolerabilidade foram avaliadas com base em exames neurol&#xF3;gicos, medi&#xE7;&#xF5;es de press&#xE3;o arterial e frequ&#xEA;ncia de pulso, ECG, investiga&#xE7;&#xF5;es laboratoriais de rotina e eventos adversos. Houve uma melhora significativa no grupo do Dicloridrato de Pramipexol nos escores UPDRS total e subescores partes II, III e IV. O escore UPDRS total diminuiu em 37,3% com o Dicloridrato de Pramipexol em compara&#xE7;&#xE3;o com 12,2% com o placebo (P&lt;0,001), representando uma redu&#xE7;&#xE3;o de 20,1%. Para o escore UPDRS total, uma diferen&#xE7;a significativa entre o tratamento e o placebo foi alcan&#xE7;ada j&#xE1; na semana 1 e manteve-se at&#xE9; o final do per&#xED;odo de tratamento. Uma melhora no estadiamento de Hoenh e Yahr foi observada em 6 pacientes (18%) no grupo do Dicloridrato de Pramipexol comparado com 12 pacientes (27%) no grupo do placebo. Uma deteriora&#xE7;&#xE3;o foi registrada em 2 pacientes (6%) em tratamento com Dicloridrato de Pramipexol e em 4 pacientes (9%) no grupo do placebo. Nos demais pacientes, as avalia&#xE7;&#xF5;es no basal e no final da fase de manuten&#xE7;&#xE3;o foram similares. Com base nos resultados obtidos na escala Schwab e England, foi evidente que o tratamento com Dicloridrato de Pramipexol foi superior em compara&#xE7;&#xE3;o com o placebo; melhora no per&#xED;odo &#x201C;on&#x201D; em 52% dos pacientes versus 18%; no per&#xED;odo &#x201C;<em>off</em>&#x201D; em 54% dos pacientes versus 27%. Nenhum efeito significativo sobre discinesias foi observado em fun&#xE7;&#xE3;o da administra&#xE7;&#xE3;o de Dicloridrato de Pramipexol. Os pacientes que receberam Dicloridrato de Pramipexol relataram uma redu&#xE7;&#xE3;o geral nos per&#xED;odos &#x201C;<em>off</em>&#x201D; de 12% - resultando em mais 1,7 hora de tempo &#x201C;on&#x201D; por dia &#x2013; em compara&#xE7;&#xE3;o com um aumento em per&#xED;odos &#x201C;<em>off</em>&#x201D; de 2% com o placebo. O Dicloridrato de Pramipexol mostrou um baixo perfil de efeitos colaterais e foi bem tolerado. Fadiga (29,4%), discinesia (14,7%), agita&#xE7;&#xE3;o e sonhos v&#xED;vidos (ambos 11,8%) foram os eventos adversos mais proeminentes com o tratamento com Dicloridrato de Pramipexol (versus 4,5%, 4,5%, 6,8% e 0% com o placebo, respectivamente).<sup>2</sup></p> <h4>Doen&#xE7;a de Parkinson</h4> <p>A efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos manteve-se por todo o per&#xED;odo de dura&#xE7;&#xE3;o dos estudos cl&#xED;nicos controlados, que foi de aproximadamente 6 meses. Em estudos abertos, em andamento, iniciados h&#xE1; mais de 3 anos, n&#xE3;o se verificaram sinais de diminui&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia.</p> <h4>S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas</h4> <p>A efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos foi avaliada em 4 estudos controlados com placebo em aproximadamente 1.000 pacientes com S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas (SPI) de moderada &#xE0; muito grave. A efic&#xE1;cia foi demonstrada em estudos controlados em pacientes tratados por at&#xE9; 12 semanas e sustentou-se por um per&#xED;odo de 9 meses. A efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos foi mantida durante estudos abertos com dura&#xE7;&#xE3;o superior a 1 ano.<sup>3</sup> Em um estudo cl&#xED;nico controlado por placebo de 26 semanas, a efic&#xE1;cia do Dicloridrato de Pramipexol foi confirmada em pacientes com SPI de moderada &#xE0; grave.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\"><sup>1-</sup> Shannon KM, Bennett JP, Friedman JH. Efficacy of pramipexole, a novel dopamine agonist, as monotherapy in mild to moderate Parkinson&#x2019;s disease. Neurology 1997; 49 (3): 724-728.<br> <sup>2-</sup> Pinter MM, Pogarell O, Oertel WH. Efficacy, safety and tolerance of non-ergoline dopamine agonist pramipexole in the treatment of advanced Parkinson&#x2019;s disease: double blind, placebo controlled, randomized, multicentre study. J Neurol Neurosurg Psychiatry 1999; 66 (4): 436-441.<br> <sup>3-</sup> Oertel W, Schindler T, Reess J, Koester J. A randomised, double-blind, placebo controlled dose titration trial with 0.125 - 0.75 mg pramipexole (Sifrol) orally to investigate the safety and efficacy in out-patients with idiopathic Restless Legs Syndrome for 6 weeks followed by 46 weeks. 17 June 2005 (U05-1394-01).</br></br></span></p> <h3>Comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada</h3> <p>Em 3 estudos duplos-cegos, randomizados, multic&#xEA;ntricos e controlados por placebo, na avalia&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a do Dicloridrato de Pramipexol em comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada&amp;nbsp;uma vez ao dia e de libera&#xE7;&#xE3;o imediata (IR) 3 vezes ao dia, em doses tituladas e depois em doses fixas, Shapira e cols<sup>1</sup> conclu&#xED;ram que dos 507 pacientes eleg&#xED;veis ao tratamento, a efic&#xE1;cia do comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada foi compar&#xE1;vel e descritivamente demonstrada j&#xE1; na semana 33 do estudo, em doses di&#xE1;rias equivalentes ao comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o imediata, e em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; seguran&#xE7;a, a apresentou menores &#xED;ndices de efeitos colaterais (54,9%) comparado ao placebo (55,6%) e ao Dicloridrato de Pramipexol de libera&#xE7;&#xE3;o imediata (64%).</p> <p>Poewe e cols<sup>2</sup> demonstraram tamb&#xE9;m resultados semelhantes em termos de efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a em rela&#xE7;&#xE3;o a ambos os comprimidos de Dicloridrato de Pramipexol (IR e ER), com resultados discretamente inferiores ao placebo em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; incid&#xEA;ncia de eventos adversos. A conclus&#xE3;o desses autores foi de n&#xE3;o inferioridade em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s apresenta&#xE7;&#xF5;es, tanto em termos de efic&#xE1;cia quanto &#xE0; tolerabilidade.</p> <p>Dansirikul e cols<sup>3</sup> analisaram o comportamento sob a &#xF3;tica da farmacocin&#xE9;tica entre&amp;nbsp;os comprimidos revestido e comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prologanda de Dicloridrato de Pramipexol. Baseando-se em 699 pacientes, predominantemente caucasianos e em dois modelos compartimentais de absor&#xE7;&#xE3;o de Dicloridrato de Pramipexol, conclu&#xED;ram ap&#xF3;s 2 anos e 9 meses de estudo que os par&#xE2;metros farmacocin&#xE9;ticos de Dicloridrato de Pramipexol de libera&#xE7;&#xE3;o imediata tomado 3 vezes ao dia &#xE9; compar&#xE1;vel ao de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada em dose &#xFA;nica di&#xE1;ria, com melhor tolerabilidade e semelhante efic&#xE1;cia.</p> <h4>Doen&#xE7;a de Parkinson</h4> <p>Lilienthal e cols<sup>4 </sup>constataram que a efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol manteve-se por todo o per&#xED;odo de dura&#xE7;&#xE3;o dos estudos cl&#xED;nicos controlados, que foi de aproximadamente 6 meses. Em estudos abertos, em andamento, iniciados h&#xE1; mais de 3 anos, n&#xE3;o se verificaram sinais de diminui&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia.</p> <p>A efic&#xE1;cia e a tolerabilidade da troca noturna do comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o imediata para o comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada na mesma dose di&#xE1;ria foi avaliada em um estudo cl&#xED;nico duplo-cego por Debove-Debieuvre e cols<sup>5</sup> em pacientes com doen&#xE7;a de Parkinson precoce.</p> <p>A efic&#xE1;cia foi mantida em 87 dos 103 pacientes que fizeram a troca de terapia. Desses 87 pacientes, 82,8% n&#xE3;o tiveram a dose alterada, 13,8% tiveram aumento da dose e 3,4% tiveram a dose diminu&#xED;da. A altera&#xE7;&#xE3;o da linha de base foi considerada n&#xE3;o clinicamente relevante para metade dos 16 pacientes que n&#xE3;o cumpriram com os crit&#xE9;rios de manuten&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia na pontua&#xE7;&#xE3;o UPDRS partes II + III. Um paciente que realizou a troca apresentou rea&#xE7;&#xE3;o adversa, levando &#xE0; descontinua&#xE7;&#xE3;o da terapia.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\"><sup>1</sup>. Schapira A, Barone P, Hauser RA, Mizuno Y, Poewe W, Rascol O, Busse M, Juhel N, Pramipexole ER Studies Group. Efficacy and safety of pramipexole extended-release for advanced Parkinson&apos;s disease. 13th Int Cong of Parkinson&apos;s Disease and Movement Disorders, Paris, 7 - 11 Jun 2009. Mov Disord 24 (Suppl 1), S277 - S278, Abstr We-199 (2009).<br> <sup>2</sup>. Poewe W, Barone P, Hauser RA, Mizuno Y, Rascol O, Schapira A, Haaksma M, Juhel N, Pramipexole ER Studies Group. Pramipexole extended-release is effective in early Parkinson&apos;s disease. 13th Int Cong of Parkinson&apos;s Disease and Movement Disorders, Paris, 7 - 11 Jun 2009. Mov Disord 24 (Suppl 1), S273, Abstr We-185 (2009).<br> <sup>3</sup>. Dansirikul C, Staab A, Salin L, Haertter S, Lehr T. Population pharmacokinetic analysis of pramipexole extendedrelease formulation in Parkinson&apos;s disease (PD) patients. PAGE 2009, 18th Mtg of the Population Approach Group, St. Petersburg, 23 - 26 Jun 2009 (Poster).<br> <sup>4</sup>. Lilienthal J, Seiler KU. An open, uncontrolled, multicentre study to assess the effects, safety and tolerability of SND 919 in advanced Parkinsons&apos;s disease (follow-up study of study no. 838.003 in Switzerland, Austria, Germany; study no. 838.008 in Denmark; study no. 838.005 in New Zealand) (U99-1608)<br> <sup>5</sup>. Debove-Debieuvre C, Rascol O, Sohr M. A double-blind, double-dummy, randomized, parallel groups study to assess the Efficacy, Safety and Tolerability of switching patients with early Parkinson&#x2019;s disease (PD) from Pramipexole IR to Pramipexole ER or Pramipexole IR. (U08-1964-01).</br></br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <p>Dicloridrato de Pramipexol &#xE9;&amp;nbsp;um agonista da dopamina que se liga com alta seletividade e especificidade aos receptores da subfam&#xED;lia D2 da dopamina, tem afinidade preferencial pelos receptores D3 e apresenta atividade intr&#xED;nseca completa.</p> <p>Dicloridrato de Pramipexol alivia as disfun&#xE7;&#xF5;es motoras do parkinsoniano por meio de estimula&#xE7;&#xE3;o dos receptores de dopamina no corpo estriado. Estudos em animais demonstraram que o Dicloridrato de Pramipexol inibe a s&#xED;ntese, a libera&#xE7;&#xE3;o e o turnover da dopamina. O Dicloridrato de Pramipexol protege os neur&#xF4;nios dopamin&#xE9;rgicos da degenera&#xE7;&#xE3;o devida &#xE0; isquemia ou &#xE0; neurotoxicidade induzida por metanfetamina.</p> <p>Estudos <em>in vitro</em> demonstraram que o Dicloridrato de Pramipexol protege os neur&#xF4;nios da neurotoxicidade da levodopa. Observou-se diminui&#xE7;&#xE3;o dose-dependente da concentra&#xE7;&#xE3;o s&#xE9;rica de prolactina em humanos. Em um estudo cl&#xED;nico com volunt&#xE1;rios sadios onde a titula&#xE7;&#xE3;o da dose foi feita em tempo menor do que o preconizado normalmente, empregando-se comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada de Dicloridrato de Pramipexol (a cada 3 dias) at&#xE9; 4,5 mg/dia, observou-se aumento na press&#xE3;o arterial e frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca. Esse efeito, contudo, n&#xE3;o foi observado em estudos com pacientes.</p> <h4><u>Exclusivo&amp;nbsp;Comprimidos</u></h4> <p>O preciso mecanismo de a&#xE7;&#xE3;o de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos para o tratamento da S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas n&#xE3;o &#xE9; conhecido. Embora a fisiopatologia da S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas seja em sua maior parte desconhecida, a evid&#xEA;ncia neurofarmacol&#xF3;gica sugere a participa&#xE7;&#xE3;o prim&#xE1;ria do sistema dopamin&#xE9;rgico. Os estudos tomogr&#xE1;ficos por emiss&#xE3;o de p&#xF3;sitrons (PET) sugerem que uma disfun&#xE7;&#xE3;o leve pr&#xE9;-sin&#xE1;ptica estriatal deve estar envolvida na patog&#xEA;nese da S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <p>O Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; absorvido r&#xE1;pida e completamente ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral. A biodisponibilidade absoluta do Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; superior a 90% e a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica m&#xE1;xima ocorre entre 1 e 3 horas. A ingest&#xE3;o de alimentos reduz a taxa de absor&#xE7;&#xE3;o, mas n&#xE3;o a extens&#xE3;o da absor&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>O Dicloridrato de Pramipexol apresenta cin&#xE9;tica linear e varia&#xE7;&#xE3;o relativamente pequena entre os n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos individuais, independentemente da forma farmac&#xEA;utica. Em humanos, o Dicloridrato de Pramipexol apresenta baixo &#xED;ndice de liga&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s prote&#xED;nas plasm&#xE1;ticas (&lt;20%) e grande volume de distribui&#xE7;&#xE3;o (400 L). Observaram-se altas concentra&#xE7;&#xF5;es em tecido cerebral de ratos (aproximadamente 8 vezes a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica).</p> <p>No homem, o Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; pouco metabolizado. A excre&#xE7;&#xE3;o renal do Dicloridrato de Pramipexol n&#xE3;o metabolizado &#xE9; a principal via de elimina&#xE7;&#xE3;o (cerca de 80% da dose). Aproximadamente 90% da dose marcada com <sup>14</sup>C &#xE9; excretada atrav&#xE9;s dos rins, enquanto menos de 2% s&#xE3;o eliminados nas fezes.</p> <p>A depura&#xE7;&#xE3;o total do Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; de aproximadamente 500 mL/min e a depura&#xE7;&#xE3;o renal &#xE9; de aproximadamente 400 mL/min. A meia vida de elimina&#xE7;&#xE3;o (t<sub>1/2</sub>) varia de 8 horas nos jovens a 12 horas nos idosos.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Stabil?

Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C). Proteger da luz e umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas

Os comprimidos de dicloridrato de pramipexol 0,125 mg, 0,25 mg e 1 mg são brancos e circulares.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Apresentações do Stabil

Comprimidos de 0,125 mg

Embalagens com 7 e 30 comprimidos.

Comprimidos de 0,25 mg

Embalagens com 7 e 30 comprimidos.

Comprimidos de 1 mg

Embalagem com 30 comprimidos.

Uso oral.

Uso adulto.

Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência.

Dizeres Legais do Stabil

MS - 1.0573.0429

Farmacêutica Responsável:
Gabriela Mallmann
CRF-SP nº 30.138

Registrado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201 - 20º andar
São Paulo - SP
CNPJ 60.659.463/0029-92
Indústria Brasileira




Fabricado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Guarulhos - SP

Venda sob prescrição médica.

Só pode ser vendido com retenção da receita.

1mg, caixa com 7 comprimidos

Princípio ativo
:
Dicloridrato De Pramipexol
Classe Terapêutica
:
Antiparkinsonianos
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
C1 Branca 2 vias (Venda Sob Prescrição Médica - Este medicamento pode causar Dependência Física ou Psíquica)
Categoria
:
Parkinson
Especialidade
:
Neurologia

Bula do medicamento

Stabil, para o que é indicado e para o que serve?

Stabil é indicado para o tratamento dos sinais e sintomas da doença de Parkinson sem causa conhecida, podendo ser usado isoladamente ou em associação com levodopa. Também é indicado para tratamento dos sintomas da síndrome das pernas inquietas (SPI) sem causa conhecida.

Quais as contraindicações do Stabil?

Você não deve usar Stabil se tiver alergia ao pramipexol (substância ativa) ou a qualquer componente da fórmula.

Como usar o Stabil?

Você deve tomar os comprimidos com água, com ou sem alimentos. Tome o medicamento conforme orientação de seu médico.

Doença de Parkinson

A dose diária total deve ser dividida em três tomadas diárias.

Esquema de dose ascendente de Stabil
{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:356px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Semana</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:526px\"><strong>Dose</strong></td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Dose di&#xE1;ria total</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:356px\">1</td> <td style=\"text-align:center; width:526px\">0,125 mg, 3 x ao dia</td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\">0,375 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:356px\">2</td> <td style=\"text-align:center; width:526px\">0,25 mg, 3 x ao dia</td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\">0,75 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:356px\">3</td> <td style=\"text-align:center; width:526px\">0,5 mg, 3 x ao dia</td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\">1,50 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Se houver necessidade de aumentar a dose, seu médico poderá acrescentar semanalmente 0,75 mg à dose diária até atingir a dose máxima de 4,5 mg por dia.

Tratamento de manutenção

A dose individual deve situar-se no intervalo entre 0,375 mg por dia e a dose máxima de 4,5 mg por dia.

Descontinuação do tratamento

Em caso de interrupção do tratamento, a dose deve ser diminuída em 0,75 mg por dia até que a dose diária atinja 0,75 mg. Depois disso, a dose deve ser reduzida em 0,375 mg por dia.

Pacientes em tratamento com levodopa

Caso você também esteja tomando levodopa, recomenda-se que seu médico reduza a dose de levodopa, tanto durante o aumento da dose de Stabil como no tratamento de manutenção.

Pacientes com problemas nos rins

Se você tiver problemas nos rins, seu médico poderá adaptar a dose.

Pacientes com problemas no fígado

Não se considera necessário reduzir a dose.

Síndrome das pernas inquietas

A dose inicial recomendada de Stabil é 0,125 mg uma vez ao dia, 2 a 3 horas antes de dormir. Para pacientes com sintomatologia adicional, a dose pode ser aumentada ou ajustada a cada 4 a 7 dias, até no máximo de 0,75 mg por dia.

Esquema de dose ascendente de Stabil

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Etapa</strong></p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Dose di&#xE1;ria (&#xFA;nica) da noite</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:240px\">1</td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,125 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\">2 (se necess&#xE1;rio)</p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,25 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\">3 (se necess&#xE1;rio)</p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,50 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\">4 (se necess&#xE1;rio)</p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,75 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

O tratamento pode ser interrompido sem redução gradativa da dose. No entanto, estudos demonstraram que pode ocorrer retorno dos sintomas da SPI.

Se você tiver problemas nos rins, seu médico poderá adaptar a dose.

Não há necessidade de redução da dose em pacientes com problemas no fígado. A segurança e eficácia de Stabil não foram estabelecidas em crianças e adolescentes com até 18 anos.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Como o Stabil funciona?

Stabil atua no cérebro aliviando os problemas motores relacionados com a doença de Parkinson e também protege os neurônios dos efeitos nocivos da levodopa. Ainda não se conhece o mecanismo de ação sobre a síndrome das pernas inquietas (SPI).

Quais cuidados devo ter ao usar o Stabil?

Se você tiver problemas nos rins, seu médico deverá reduzir a dose de Stabil.

Stabil pode causar alucinações e confusão, com maior frequência em pacientes com doença de Parkinson em estágio avançado em tratamento associado com levodopa.

Atenção: sua capacidade para dirigir pode ficar prejudicada caso tenha alucinações visuais.

Existe a possibilidade de surgirem comportamentos anormais, como compulsão alimentar, por compras, sexo e jogos. Nestes casos, o médico poderá decidir se diminui a dose ou mesmo se interrompe o tratamento.

Caso você tenha distúrbios psicóticos (confusão com o real), seu médico deverá avaliar se os benefícios do uso deste medicamento superam os riscos. A administração de Stabil juntamente com antipsicóticos não é recomendada.

O uso de Stabil pode causar sonolência e sono súbito durante suas atividades diárias (como conversas e refeições).

Caso tenha doença cardiovascular grave, será necessário monitorar a sua pressão arterial, principalmente no início do tratamento, devido ao risco de queda da pressão ao levantar-se rapidamente.

Pacientes com doença de Parkinson podem apresentar distonia (contrações involuntárias ou espasmos) como, por exemplo, torcicolo anterior (antecolo – flexão anterior involuntária do pescoço, com o queixo contra o peito), camptocormia (flexão anterior do tronco) ou síndrome de pisa (flexão lateral do tronco). A distonia tem sido ocasionalmente relatada após o início do tratamento com agonistas dopaminérgicos, incluindo pramipexol, embora não exista uma clara relação causal. Estes efeitos podem ocorrer vários meses após o início ou ajuste da medicação.

Na doença de Parkinson, após a interrupção abrupta do tratamento foram relatados sintomas da síndrome neuroléptica maligna (contrações musculares intensas, alterações na dosagem de enzima e febre alta resistente). Foram relatados casos de síndrome de abstinência medicamentosa durante ou após a interrupção do uso de agonistas dopaminérgicos, incluindo Stabil. Devido à síndrome de abstinência medicamentosa, antes da interrupção do uso de Stabil, seu médico deve informar sobre a possibilidade de aparecimento de sintomas como: apatia, ansiedade, depressão, fraqueza, sudorese e dor.

Você deve ser monitorado de perto pelo seu médico durante a interrupção do tratamento com Stabil. No caso do surgimento de sintomas severos de abstinência, seu médico pode pedir que você tome, temporariamente, doses baixas de um agonista dopaminérgico. Você e seu médico devem monitorar a ocorrência de melanoma (um tipo de câncer de pele) durante o uso de Stabil, pois estudos demonstraram que pacientes com doença de Parkinson têm cerca de 2 a 6 vezes mais chance de desenvolver essa doença.

Ocorreram alterações oculares (na retina) em estudos feitos em ratos albinos, que não foram observadas em outras espécies de animais; ainda não foi estabelecida a relevância destes achados para seres humanos.

Casos da literatura indicaram que o tratamento da síndrome das pernas inquietas com medicamentos com ação similar ao Stabil pode resultar em início dos sintomas da síndrome das pernas inquietas em horário mais cedo que o habitual e sua propagação para outras extremidades.

Você terá que ser monitorado regularmente para o controle do desenvolvimento de episódios de mania (elevação anormal e persistente do humor também chamada de euforia) e delírio (alteração do juízo de realidade, ou seja, capacidade de distinguir o falso do verdadeiro implicando em lucidez da consciência). O médico deve informar a você e ao seu cuidador que tanto episódios de mania quanto de delírio podem ocorrer em pacientes tratados com Stabil. Se estes sintomas se desenvolverem, o médico também poderá decidir se diminui a dose ou mesmo se interrompe o tratamento.

O pramipexol não causou malformações em proles de coelhos e ratos, mas foi tóxico aos embriões de ratos quando a mãe recebeu doses consideradas tóxicas de pramipexol.

Efeitos na habilidade de dirigir veículos e operar máquinas

A sonolência pode ser frequente e ter consequências potencialmente sérias. Por isso, você não deve dirigir veículos nem operar nenhuma outra máquina até que tenha experiência suficiente com Stabil para estimar se terá algum prejuízo do seu desempenho mental e/ou motor.

Você não deve dirigir nem participar de atividades potencialmente perigosas se tiver sonolência ou adormecer subitamente durante as atividades diárias, em qualquer momento do tratamento. Caso ocorram, procure seu médico.

Gravidez e Amamentação

Stabil só deve ser utilizado durante a gravidez se os benefícios potenciais justificarem os riscos para o bebê.

Ainda não foi avaliado se Stabil é excretado no leite materno. Se você estiver amamentando não deve usar Stabil, pois pode haver inibição da produção de leite.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Stabil?

Este medicamento pode causar algumas reações desagradáveis inesperadas.

Doença de Parkinson

Reações muito comuns

Tontura, movimentos repetitivos involuntários, sonolência e enjoo.

Reações comuns

Comportamentos anormais (refletindo sintomas de transtornos do controle dos impulsos e comportamento compulsivo), sonhos anormais, confusão, alucinações, insônia, dor de cabeça, distúrbios visuais incluindo visão dupla, visão embaçada e redução da visão, pressão baixa, prisão de ventre, vômito, fraqueza, inchaço nas pernas e pés e perda de peso incluindo perda de apetite.

Reações incomuns

Pneumonia, compulsão por compras, por sexo, jogo patológico, amnésia, delírio, aumento ou diminuição do desejo sexual, paranoia, inquietação, excesso de movimento, início súbito do sono, desmaios, falta de ar, soluços, coceira, vermelhidão e descamação da pele (rash), reações alérgicas e aumento de peso.

Reação rara

Mania.

Reações com frequência desconhecida

Secreção inadequada do hormônio antidiurético, compulsão alimentar, alimentação excessiva, perda da função do coração e torcicolo anterior (antecolo – flexão anterior do pescoço, involuntária, com o queixo contra o peito) e síndrome de abstinência medicamentosa (síndrome de abstinência de agonistas de dopamina).

Síndrome das pernas inquietas

Reação muito comum

Enjoo.

Reações comuns

Sonhos anormais, insônia, tontura, dor de cabeça, sonolência, prisão de ventre, vômito e fraqueza.

Reações incomuns

Confusão, alucinações, aumento ou diminuição do desejo sexual, inquietação, movimentos repetitivos involuntários, início súbito do sono, desmaios, distúrbios visuais incluindo visão dupla, visão embaçada e redução da visão, pressão baixa, falta de ar, soluços, coceira, vermelhidão e descamação da pele (rash), reações alérgicas, inchaço nas pernas e pés, perda de peso incluindo perda de apetite e aumento de peso.

Reações com frequência desconhecida

Pneumonia, secreção inadequada do hormônio antidiurético, comportamentos anormais (refletindo sintomas de transtornos do controle dos impulsos e comportamento compulsivo), compulsão alimentar, por compras, por sexo, por jogo, mania, delírio, alimentação excessiva, paranoia, amnésia, excesso de movimento, perda da função do coração e torcicolo anterior (antecolo – flexão&nbsp;anterior do pescoço, involuntária, com o queixo contra o peito) e síndrome de abstinência medicamentosa (síndrome de abstinência de agonistas de dopamina).

Em alguns pacientes pode ocorrer hipotensão no início do tratamento, principalmente quando o aumento da dose de Stabil é muito rápido.

Há alguns relatos de episódios de sono súbito durante a realização de atividades diárias. Porém, alguns pacientes não relataram sinais de alerta, como sonolência, o que é comum em pacientes tomando doses acima de 1,5 mg/dia de dicloridrato de pramipexol. Não se evidenciou uma relação com a duração do tratamento. Na maioria dos casos sobre os quais se obtiveram informações, os episódios não se repetiram após a redução da dose ou a interrupção do tratamento.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Stabil?

Continue tomando as próximas doses regularmente no horário habitual. Não duplique a dose na próxima tomada.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Qual a composição do Stabil?

Cada comprimido de Stabil 0,125 mg contém:

Dicloridrato de pramipexol 0,125 mg.

Excipientes: manitol, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio e povidona.

Cada comprimido de Stabil 0,25 mg contém:

Dicloridrato de pramipexol 0,25 mg.

Excipientes: manitol, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio e povidona.

Cada comprimido de Stabil 1 mg contém:

Dicloridrato de pramipexol 1,00 mg

Excipientes: manitol, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio e povidona.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Stabil maior do que a recomendada?

Não há experiência clínica com casos de dose excessiva, mas se espera que ocorram eventos adversos como: enjoo, vômitos, excesso de movimentos, alucinações, agitação e pressão baixa. Não se conhece nenhum antídoto para Stabil. Podem ser necessários medicamentos específicos e medidas gerais de suporte como lavagem gástrica, reposição de líquidos pela veia e monitorização por eletrocardiograma.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Stabil com outros remédios?

Se você estiver tomando medicamentos como cimetidina e amantadina, o médico provavelmente reduzirá a dose de Stabil, pois o efeito pode ser aumentado, causando movimentos repetitivos involuntários, agitação ou alucinações.

Não é recomendável a administração de Stabil com antipsicóticos, pois os sintomas do Parkinson podem piorar.

Se você tiver doença de Parkinson e estiver em fase de aumento da dose de Stabil, recomenda-se que o médico diminua a dose de levodopa e mantenha a dose de outros medicamentos contra a doença de Parkinson.

Se você estiver tomando outro medicamento sedativo ou usa álcool, deve ter cautela, pois o efeito sedativo de Stabil pode aumentar.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para sua saúde.

Qual a ação da substância do Stabil (Dicloridrato de Pramipexol)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Comprimidos</h3> <p>Estudo multic&#xEA;ntrico (18 centros), randomizado, duplo-cego e de grupos paralelos conduzido pelo <em>Parkinson Study Group</em> (1997) para avaliar a efic&#xE1;cia e a tolerabilidade do Dicloridrato de Pramipexol em pacientes com DP leve a moderada, avaliou um total de 335 pacientes cujo ingresso foi restrito a pacientes com DP idiop&#xE1;tica que n&#xE3;o estavam recebendo levodopa.</p> <p>O Dicloridrato de Pramipexol foi administrado de acordo com um esquema ascendente de dose at&#xE9; 4,5 mg/dia. Durante a fase de titula&#xE7;&#xE3;o de dose de 7 semanas, cada paciente foi titulado para sua m&#xE1;xima dose tolerada da medica&#xE7;&#xE3;o do estudo. Isto foi seguido por um per&#xED;odo de 24 semanas de terapia de manuten&#xE7;&#xE3;o. Durante a fase de manuten&#xE7;&#xE3;o de 6 meses, os mesmos permaneceram na dose m&#xE1;xima de Dicloridrato de Pramipexol ou placebo alcan&#xE7;ada durante a fase de titula&#xE7;&#xE3;o ascendente. A dose di&#xE1;ria m&#xE9;dia durante o per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o foi de 3,8 mg. Os pacientes foram avaliados semanalmente durante o intervalo de dose ascendente, a cada duas semanas durante os primeiros 3 meses de manuten&#xE7;&#xE3;o, e mensalmente durante os 3 &#xFA;ltimos meses de manuten&#xE7;&#xE3;o. O parkinsonismo foi medido usando-se a UPDRS (Escala de Classifica&#xE7;&#xE3;o Unificada da Doen&#xE7;a de Parkinson). As vari&#xE1;veis prim&#xE1;rias do estudo foram as altera&#xE7;&#xF5;es nos escores UPDRS parte II (Atividades da Vida Di&#xE1;ria - ADL) e III (motor) entre o basal e o final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o. As vari&#xE1;veis secund&#xE1;rias inclu&#xED;ram altera&#xE7;&#xF5;es a partir do basal nos componentes individuais da UPDRS, estadiamento de Hoenh e Yahr e n&#xFA;mero de dias at&#xE9; a falha do tratamento (definida como benef&#xED;cio insatisfat&#xF3;rio ou progress&#xE3;o da doen&#xE7;a a ponto de requerer terapia adicional, como a levodopa). Um total de 164 pacientes foi randomizado para o grupo com Dicloridrato de Pramipexol e 171 para o grupo com placebo. Ao todo, 80% dos pacientes que receberam placebo e 83% daqueles tratados com Dicloridrato de Pramipexol completaram o estudo. Destes &#xFA;ltimos, 74% atingiram a dose-alvo de 4,5 mg/dia.</p> <h4>Efic&#xE1;cia e Seguran&#xE7;a</h4> <p>Os escores UPDRS ADL e motor diminu&#xED;ram significativamente em compara&#xE7;&#xE3;o com o basal no grupo do Dicloridrato de Pramipexol (P &lt; 0,0001): ADL m&#xE9;dio de 8,2 no basal versus 6,4 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o (semana 24) motor m&#xE9;dio de 18,8 no basal versus 14,1 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o. Para o placebo, os valores basais praticamente se mantiveram: ADL m&#xE9;dio de 8,3 no basal versus 8,7 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o Motor m&#xE9;dio de 18,8 no basal versus 20,1 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o. Por todo o per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o, a magnitude do benef&#xED;cio variou de 22 a 29% para os escores de ADL e 25% a 31% para os escores motores. As diferen&#xE7;as emergiram na semana 3 (1,5 mg/dia) do intervalo de dose ascendente e persistiram por toda a fase de manuten&#xE7;&#xE3;o. De todos os eventos adversos relatados, apenas n&#xE1;usea, ins&#xF4;nia, constipa&#xE7;&#xE3;o, sonol&#xEA;ncia e alucina&#xE7;&#xF5;es visuais ocorreram, significativamente, com maior frequ&#xEA;ncia nos pacientes tratados com Dicloridrato de Pramipexol em compara&#xE7;&#xE3;o com aqueles que receberam placebo.</p> <p>Alucina&#xE7;&#xF5;es ocorreram em aproximadamente 10% dos pacientes tratados com Dicloridrato de Pramipexol, por&#xE9;m frequentemente se resolveram com redu&#xE7;&#xE3;o da dose do medicamento. A maior parte dos pacientes no grupo com Dicloridrato de Pramipexol que descontinuaram o estudo devido a eventos adversos (18 pacientes) teve m&#xFA;ltiplas raz&#xF5;es para a descontinua&#xE7;&#xE3;o, sendo as mais comuns queixas gastrintestinais (10 pacientes), alucina&#xE7;&#xF5;es (7 pacientes) e sonol&#xEA;ncia ou fadiga (5 pacientes).</p> <p>No geral, o Dicloridrato de Pramipexol n&#xE3;o foi associado com altera&#xE7;&#xF5;es significativas na press&#xE3;o arterial, pulso, ECG ou quaisquer testes hematol&#xF3;gicos ou de bioqu&#xED;mica s&#xE9;rica.<sup>1</sup></p> <p>Em outro ensaio cl&#xED;nico conduzido por Pinter e cols, (1999) de Fase II, prospectivo, duplo-cego, controlado com placebo, randomizado e multic&#xEA;ntrico para comparar a efic&#xE1;cia e a tolerabilidade do Dicloridrato de Pramipexol como medicamento adicional (<em>add on</em>). Para isso, 78 pacientes de ambos os sexos com doen&#xE7;a de Parkinson avan&#xE7;ada e complica&#xE7;&#xF5;es do tratamento, tais como flutua&#xE7;&#xF5;es motoras, foi inclu&#xED;do no estudo e alocado para tratamento, adicionado a uma medica&#xE7;&#xE3;o antiparkinsoniana estabilizada, com Dicloridrato de Pramipexol (n=34) versus placebo (n=44). Na randomiza&#xE7;&#xE3;o houve uma estratifica&#xE7;&#xE3;o em quatro grupos de acordo com uma dose di&#xE1;ria de levodopa alta (&gt; 600 mg) ou baixa (&#x2264; 600 mg) e com ou sem outra medica&#xE7;&#xE3;o antiparkinsoniana. As doses di&#xE1;rias da medica&#xE7;&#xE3;o do estudo foram ajustadas individualmente durante um intervalo de titula&#xE7;&#xE3;o de dose de 7 semanas, com as doses sendo incrementadas semanalmente de 0,2 mg at&#xE9; 5,0 mg/dia, seguido por um per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o de 4 semanas. O desfecho prim&#xE1;rio foi a altera&#xE7;&#xE3;o no escore UPDRS total no final do intervalo de manuten&#xE7;&#xE3;o comparado com o basal. Os desfechos secund&#xE1;rios foram as altera&#xE7;&#xF5;es no final do intervalo de manuten&#xE7;&#xE3;o em compara&#xE7;&#xE3;o com o basal nos subescores UPDRS (partes I (atividade mental, comportamento e humor), II (atividades da vida di&#xE1;ria [ADL]), III (exame motor) e IV (complica&#xE7;&#xF5;es da terapia)), na escala Schwab e England, na escala de discinesia na doen&#xE7;a de Parkinson, no di&#xE1;rio dos pacientes e na avalia&#xE7;&#xE3;o cl&#xED;nica global. A seguran&#xE7;a e a tolerabilidade foram avaliadas com base em exames neurol&#xF3;gicos, medi&#xE7;&#xF5;es de press&#xE3;o arterial e frequ&#xEA;ncia de pulso, ECG, investiga&#xE7;&#xF5;es laboratoriais de rotina e eventos adversos. Houve uma melhora significativa no grupo do Dicloridrato de Pramipexol nos escores UPDRS total e subescores partes II, III e IV. O escore UPDRS total diminuiu em 37,3% com o Dicloridrato de Pramipexol em compara&#xE7;&#xE3;o com 12,2% com o placebo (P&lt;0,001), representando uma redu&#xE7;&#xE3;o de 20,1%. Para o escore UPDRS total, uma diferen&#xE7;a significativa entre o tratamento e o placebo foi alcan&#xE7;ada j&#xE1; na semana 1 e manteve-se at&#xE9; o final do per&#xED;odo de tratamento. Uma melhora no estadiamento de Hoenh e Yahr foi observada em 6 pacientes (18%) no grupo do Dicloridrato de Pramipexol comparado com 12 pacientes (27%) no grupo do placebo. Uma deteriora&#xE7;&#xE3;o foi registrada em 2 pacientes (6%) em tratamento com Dicloridrato de Pramipexol e em 4 pacientes (9%) no grupo do placebo. Nos demais pacientes, as avalia&#xE7;&#xF5;es no basal e no final da fase de manuten&#xE7;&#xE3;o foram similares. Com base nos resultados obtidos na escala Schwab e England, foi evidente que o tratamento com Dicloridrato de Pramipexol foi superior em compara&#xE7;&#xE3;o com o placebo; melhora no per&#xED;odo &#x201C;on&#x201D; em 52% dos pacientes versus 18%; no per&#xED;odo &#x201C;<em>off</em>&#x201D; em 54% dos pacientes versus 27%. Nenhum efeito significativo sobre discinesias foi observado em fun&#xE7;&#xE3;o da administra&#xE7;&#xE3;o de Dicloridrato de Pramipexol. Os pacientes que receberam Dicloridrato de Pramipexol relataram uma redu&#xE7;&#xE3;o geral nos per&#xED;odos &#x201C;<em>off</em>&#x201D; de 12% - resultando em mais 1,7 hora de tempo &#x201C;on&#x201D; por dia &#x2013; em compara&#xE7;&#xE3;o com um aumento em per&#xED;odos &#x201C;<em>off</em>&#x201D; de 2% com o placebo. O Dicloridrato de Pramipexol mostrou um baixo perfil de efeitos colaterais e foi bem tolerado. Fadiga (29,4%), discinesia (14,7%), agita&#xE7;&#xE3;o e sonhos v&#xED;vidos (ambos 11,8%) foram os eventos adversos mais proeminentes com o tratamento com Dicloridrato de Pramipexol (versus 4,5%, 4,5%, 6,8% e 0% com o placebo, respectivamente).<sup>2</sup></p> <h4>Doen&#xE7;a de Parkinson</h4> <p>A efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos manteve-se por todo o per&#xED;odo de dura&#xE7;&#xE3;o dos estudos cl&#xED;nicos controlados, que foi de aproximadamente 6 meses. Em estudos abertos, em andamento, iniciados h&#xE1; mais de 3 anos, n&#xE3;o se verificaram sinais de diminui&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia.</p> <h4>S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas</h4> <p>A efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos foi avaliada em 4 estudos controlados com placebo em aproximadamente 1.000 pacientes com S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas (SPI) de moderada &#xE0; muito grave. A efic&#xE1;cia foi demonstrada em estudos controlados em pacientes tratados por at&#xE9; 12 semanas e sustentou-se por um per&#xED;odo de 9 meses. A efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos foi mantida durante estudos abertos com dura&#xE7;&#xE3;o superior a 1 ano.<sup>3</sup> Em um estudo cl&#xED;nico controlado por placebo de 26 semanas, a efic&#xE1;cia do Dicloridrato de Pramipexol foi confirmada em pacientes com SPI de moderada &#xE0; grave.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\"><sup>1-</sup> Shannon KM, Bennett JP, Friedman JH. Efficacy of pramipexole, a novel dopamine agonist, as monotherapy in mild to moderate Parkinson&#x2019;s disease. Neurology 1997; 49 (3): 724-728.<br> <sup>2-</sup> Pinter MM, Pogarell O, Oertel WH. Efficacy, safety and tolerance of non-ergoline dopamine agonist pramipexole in the treatment of advanced Parkinson&#x2019;s disease: double blind, placebo controlled, randomized, multicentre study. J Neurol Neurosurg Psychiatry 1999; 66 (4): 436-441.<br> <sup>3-</sup> Oertel W, Schindler T, Reess J, Koester J. A randomised, double-blind, placebo controlled dose titration trial with 0.125 - 0.75 mg pramipexole (Sifrol) orally to investigate the safety and efficacy in out-patients with idiopathic Restless Legs Syndrome for 6 weeks followed by 46 weeks. 17 June 2005 (U05-1394-01).</br></br></span></p> <h3>Comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada</h3> <p>Em 3 estudos duplos-cegos, randomizados, multic&#xEA;ntricos e controlados por placebo, na avalia&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a do Dicloridrato de Pramipexol em comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada&amp;nbsp;uma vez ao dia e de libera&#xE7;&#xE3;o imediata (IR) 3 vezes ao dia, em doses tituladas e depois em doses fixas, Shapira e cols<sup>1</sup> conclu&#xED;ram que dos 507 pacientes eleg&#xED;veis ao tratamento, a efic&#xE1;cia do comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada foi compar&#xE1;vel e descritivamente demonstrada j&#xE1; na semana 33 do estudo, em doses di&#xE1;rias equivalentes ao comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o imediata, e em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; seguran&#xE7;a, a apresentou menores &#xED;ndices de efeitos colaterais (54,9%) comparado ao placebo (55,6%) e ao Dicloridrato de Pramipexol de libera&#xE7;&#xE3;o imediata (64%).</p> <p>Poewe e cols<sup>2</sup> demonstraram tamb&#xE9;m resultados semelhantes em termos de efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a em rela&#xE7;&#xE3;o a ambos os comprimidos de Dicloridrato de Pramipexol (IR e ER), com resultados discretamente inferiores ao placebo em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; incid&#xEA;ncia de eventos adversos. A conclus&#xE3;o desses autores foi de n&#xE3;o inferioridade em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s apresenta&#xE7;&#xF5;es, tanto em termos de efic&#xE1;cia quanto &#xE0; tolerabilidade.</p> <p>Dansirikul e cols<sup>3</sup> analisaram o comportamento sob a &#xF3;tica da farmacocin&#xE9;tica entre&amp;nbsp;os comprimidos revestido e comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prologanda de Dicloridrato de Pramipexol. Baseando-se em 699 pacientes, predominantemente caucasianos e em dois modelos compartimentais de absor&#xE7;&#xE3;o de Dicloridrato de Pramipexol, conclu&#xED;ram ap&#xF3;s 2 anos e 9 meses de estudo que os par&#xE2;metros farmacocin&#xE9;ticos de Dicloridrato de Pramipexol de libera&#xE7;&#xE3;o imediata tomado 3 vezes ao dia &#xE9; compar&#xE1;vel ao de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada em dose &#xFA;nica di&#xE1;ria, com melhor tolerabilidade e semelhante efic&#xE1;cia.</p> <h4>Doen&#xE7;a de Parkinson</h4> <p>Lilienthal e cols<sup>4 </sup>constataram que a efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol manteve-se por todo o per&#xED;odo de dura&#xE7;&#xE3;o dos estudos cl&#xED;nicos controlados, que foi de aproximadamente 6 meses. Em estudos abertos, em andamento, iniciados h&#xE1; mais de 3 anos, n&#xE3;o se verificaram sinais de diminui&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia.</p> <p>A efic&#xE1;cia e a tolerabilidade da troca noturna do comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o imediata para o comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada na mesma dose di&#xE1;ria foi avaliada em um estudo cl&#xED;nico duplo-cego por Debove-Debieuvre e cols<sup>5</sup> em pacientes com doen&#xE7;a de Parkinson precoce.</p> <p>A efic&#xE1;cia foi mantida em 87 dos 103 pacientes que fizeram a troca de terapia. Desses 87 pacientes, 82,8% n&#xE3;o tiveram a dose alterada, 13,8% tiveram aumento da dose e 3,4% tiveram a dose diminu&#xED;da. A altera&#xE7;&#xE3;o da linha de base foi considerada n&#xE3;o clinicamente relevante para metade dos 16 pacientes que n&#xE3;o cumpriram com os crit&#xE9;rios de manuten&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia na pontua&#xE7;&#xE3;o UPDRS partes II + III. Um paciente que realizou a troca apresentou rea&#xE7;&#xE3;o adversa, levando &#xE0; descontinua&#xE7;&#xE3;o da terapia.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\"><sup>1</sup>. Schapira A, Barone P, Hauser RA, Mizuno Y, Poewe W, Rascol O, Busse M, Juhel N, Pramipexole ER Studies Group. Efficacy and safety of pramipexole extended-release for advanced Parkinson&apos;s disease. 13th Int Cong of Parkinson&apos;s Disease and Movement Disorders, Paris, 7 - 11 Jun 2009. Mov Disord 24 (Suppl 1), S277 - S278, Abstr We-199 (2009).<br> <sup>2</sup>. Poewe W, Barone P, Hauser RA, Mizuno Y, Rascol O, Schapira A, Haaksma M, Juhel N, Pramipexole ER Studies Group. Pramipexole extended-release is effective in early Parkinson&apos;s disease. 13th Int Cong of Parkinson&apos;s Disease and Movement Disorders, Paris, 7 - 11 Jun 2009. Mov Disord 24 (Suppl 1), S273, Abstr We-185 (2009).<br> <sup>3</sup>. Dansirikul C, Staab A, Salin L, Haertter S, Lehr T. Population pharmacokinetic analysis of pramipexole extendedrelease formulation in Parkinson&apos;s disease (PD) patients. PAGE 2009, 18th Mtg of the Population Approach Group, St. Petersburg, 23 - 26 Jun 2009 (Poster).<br> <sup>4</sup>. Lilienthal J, Seiler KU. An open, uncontrolled, multicentre study to assess the effects, safety and tolerability of SND 919 in advanced Parkinsons&apos;s disease (follow-up study of study no. 838.003 in Switzerland, Austria, Germany; study no. 838.008 in Denmark; study no. 838.005 in New Zealand) (U99-1608)<br> <sup>5</sup>. Debove-Debieuvre C, Rascol O, Sohr M. A double-blind, double-dummy, randomized, parallel groups study to assess the Efficacy, Safety and Tolerability of switching patients with early Parkinson&#x2019;s disease (PD) from Pramipexole IR to Pramipexole ER or Pramipexole IR. (U08-1964-01).</br></br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <p>Dicloridrato de Pramipexol &#xE9;&amp;nbsp;um agonista da dopamina que se liga com alta seletividade e especificidade aos receptores da subfam&#xED;lia D2 da dopamina, tem afinidade preferencial pelos receptores D3 e apresenta atividade intr&#xED;nseca completa.</p> <p>Dicloridrato de Pramipexol alivia as disfun&#xE7;&#xF5;es motoras do parkinsoniano por meio de estimula&#xE7;&#xE3;o dos receptores de dopamina no corpo estriado. Estudos em animais demonstraram que o Dicloridrato de Pramipexol inibe a s&#xED;ntese, a libera&#xE7;&#xE3;o e o turnover da dopamina. O Dicloridrato de Pramipexol protege os neur&#xF4;nios dopamin&#xE9;rgicos da degenera&#xE7;&#xE3;o devida &#xE0; isquemia ou &#xE0; neurotoxicidade induzida por metanfetamina.</p> <p>Estudos <em>in vitro</em> demonstraram que o Dicloridrato de Pramipexol protege os neur&#xF4;nios da neurotoxicidade da levodopa. Observou-se diminui&#xE7;&#xE3;o dose-dependente da concentra&#xE7;&#xE3;o s&#xE9;rica de prolactina em humanos. Em um estudo cl&#xED;nico com volunt&#xE1;rios sadios onde a titula&#xE7;&#xE3;o da dose foi feita em tempo menor do que o preconizado normalmente, empregando-se comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada de Dicloridrato de Pramipexol (a cada 3 dias) at&#xE9; 4,5 mg/dia, observou-se aumento na press&#xE3;o arterial e frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca. Esse efeito, contudo, n&#xE3;o foi observado em estudos com pacientes.</p> <h4><u>Exclusivo&amp;nbsp;Comprimidos</u></h4> <p>O preciso mecanismo de a&#xE7;&#xE3;o de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos para o tratamento da S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas n&#xE3;o &#xE9; conhecido. Embora a fisiopatologia da S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas seja em sua maior parte desconhecida, a evid&#xEA;ncia neurofarmacol&#xF3;gica sugere a participa&#xE7;&#xE3;o prim&#xE1;ria do sistema dopamin&#xE9;rgico. Os estudos tomogr&#xE1;ficos por emiss&#xE3;o de p&#xF3;sitrons (PET) sugerem que uma disfun&#xE7;&#xE3;o leve pr&#xE9;-sin&#xE1;ptica estriatal deve estar envolvida na patog&#xEA;nese da S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <p>O Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; absorvido r&#xE1;pida e completamente ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral. A biodisponibilidade absoluta do Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; superior a 90% e a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica m&#xE1;xima ocorre entre 1 e 3 horas. A ingest&#xE3;o de alimentos reduz a taxa de absor&#xE7;&#xE3;o, mas n&#xE3;o a extens&#xE3;o da absor&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>O Dicloridrato de Pramipexol apresenta cin&#xE9;tica linear e varia&#xE7;&#xE3;o relativamente pequena entre os n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos individuais, independentemente da forma farmac&#xEA;utica. Em humanos, o Dicloridrato de Pramipexol apresenta baixo &#xED;ndice de liga&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s prote&#xED;nas plasm&#xE1;ticas (&lt;20%) e grande volume de distribui&#xE7;&#xE3;o (400 L). Observaram-se altas concentra&#xE7;&#xF5;es em tecido cerebral de ratos (aproximadamente 8 vezes a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica).</p> <p>No homem, o Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; pouco metabolizado. A excre&#xE7;&#xE3;o renal do Dicloridrato de Pramipexol n&#xE3;o metabolizado &#xE9; a principal via de elimina&#xE7;&#xE3;o (cerca de 80% da dose). Aproximadamente 90% da dose marcada com <sup>14</sup>C &#xE9; excretada atrav&#xE9;s dos rins, enquanto menos de 2% s&#xE3;o eliminados nas fezes.</p> <p>A depura&#xE7;&#xE3;o total do Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; de aproximadamente 500 mL/min e a depura&#xE7;&#xE3;o renal &#xE9; de aproximadamente 400 mL/min. A meia vida de elimina&#xE7;&#xE3;o (t<sub>1/2</sub>) varia de 8 horas nos jovens a 12 horas nos idosos.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Stabil?

Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C). Proteger da luz e umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas

Os comprimidos de dicloridrato de pramipexol 0,125 mg, 0,25 mg e 1 mg são brancos e circulares.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Apresentações do Stabil

Comprimidos de 0,125 mg

Embalagens com 7 e 30 comprimidos.

Comprimidos de 0,25 mg

Embalagens com 7 e 30 comprimidos.

Comprimidos de 1 mg

Embalagem com 30 comprimidos.

Uso oral.

Uso adulto.

Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência.

Dizeres Legais do Stabil

MS - 1.0573.0429

0,125mg, caixa com 90 comprimidos

Princípio ativo
:
Dicloridrato De Pramipexol
Classe Terapêutica
:
Antiparkinsonianos
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
C1 Branca 2 vias (Venda Sob Prescrição Médica - Este medicamento pode causar Dependência Física ou Psíquica)
Categoria
:
Parkinson
Especialidade
:
Neurologia

Bula do medicamento

Stabil, para o que é indicado e para o que serve?

Stabil é indicado para o tratamento dos sinais e sintomas da doença de Parkinson sem causa conhecida, podendo ser usado isoladamente ou em associação com levodopa. Também é indicado para tratamento dos sintomas da síndrome das pernas inquietas (SPI) sem causa conhecida.

Quais as contraindicações do Stabil?

Você não deve usar Stabil se tiver alergia ao pramipexol (substância ativa) ou a qualquer componente da fórmula.

Como usar o Stabil?

Você deve tomar os comprimidos com água, com ou sem alimentos. Tome o medicamento conforme orientação de seu médico.

Doença de Parkinson

A dose diária total deve ser dividida em três tomadas diárias.

Esquema de dose ascendente de Stabil
{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:356px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Semana</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:526px\"><strong>Dose</strong></td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Dose di&#xE1;ria total</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:356px\">1</td> <td style=\"text-align:center; width:526px\">0,125 mg, 3 x ao dia</td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\">0,375 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:356px\">2</td> <td style=\"text-align:center; width:526px\">0,25 mg, 3 x ao dia</td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\">0,75 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:356px\">3</td> <td style=\"text-align:center; width:526px\">0,5 mg, 3 x ao dia</td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\">1,50 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Se houver necessidade de aumentar a dose, seu médico poderá acrescentar semanalmente 0,75 mg à dose diária até atingir a dose máxima de 4,5 mg por dia.

Tratamento de manutenção

A dose individual deve situar-se no intervalo entre 0,375 mg por dia e a dose máxima de 4,5 mg por dia.

Descontinuação do tratamento

Em caso de interrupção do tratamento, a dose deve ser diminuída em 0,75 mg por dia até que a dose diária atinja 0,75 mg. Depois disso, a dose deve ser reduzida em 0,375 mg por dia.

Pacientes em tratamento com levodopa

Caso você também esteja tomando levodopa, recomenda-se que seu médico reduza a dose de levodopa, tanto durante o aumento da dose de Stabil como no tratamento de manutenção.

Pacientes com problemas nos rins

Se você tiver problemas nos rins, seu médico poderá adaptar a dose.

Pacientes com problemas no fígado

Não se considera necessário reduzir a dose.

Síndrome das pernas inquietas

A dose inicial recomendada de Stabil é 0,125 mg uma vez ao dia, 2 a 3 horas antes de dormir. Para pacientes com sintomatologia adicional, a dose pode ser aumentada ou ajustada a cada 4 a 7 dias, até no máximo de 0,75 mg por dia.

Esquema de dose ascendente de Stabil

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Etapa</strong></p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Dose di&#xE1;ria (&#xFA;nica) da noite</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:240px\">1</td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,125 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\">2 (se necess&#xE1;rio)</p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,25 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\">3 (se necess&#xE1;rio)</p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,50 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\">4 (se necess&#xE1;rio)</p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,75 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

O tratamento pode ser interrompido sem redução gradativa da dose. No entanto, estudos demonstraram que pode ocorrer retorno dos sintomas da SPI.

Se você tiver problemas nos rins, seu médico poderá adaptar a dose.

Não há necessidade de redução da dose em pacientes com problemas no fígado. A segurança e eficácia de Stabil não foram estabelecidas em crianças e adolescentes com até 18 anos.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Como o Stabil funciona?

Stabil atua no cérebro aliviando os problemas motores relacionados com a doença de Parkinson e também protege os neurônios dos efeitos nocivos da levodopa. Ainda não se conhece o mecanismo de ação sobre a síndrome das pernas inquietas (SPI).

Quais cuidados devo ter ao usar o Stabil?

Se você tiver problemas nos rins, seu médico deverá reduzir a dose de Stabil.

Stabil pode causar alucinações e confusão, com maior frequência em pacientes com doença de Parkinson em estágio avançado em tratamento associado com levodopa.

Atenção: sua capacidade para dirigir pode ficar prejudicada caso tenha alucinações visuais.

Existe a possibilidade de surgirem comportamentos anormais, como compulsão alimentar, por compras, sexo e jogos. Nestes casos, o médico poderá decidir se diminui a dose ou mesmo se interrompe o tratamento.

Caso você tenha distúrbios psicóticos (confusão com o real), seu médico deverá avaliar se os benefícios do uso deste medicamento superam os riscos. A administração de Stabil juntamente com antipsicóticos não é recomendada.

O uso de Stabil pode causar sonolência e sono súbito durante suas atividades diárias (como conversas e refeições).

Caso tenha doença cardiovascular grave, será necessário monitorar a sua pressão arterial, principalmente no início do tratamento, devido ao risco de queda da pressão ao levantar-se rapidamente.

Pacientes com doença de Parkinson podem apresentar distonia (contrações involuntárias ou espasmos) como, por exemplo, torcicolo anterior (antecolo – flexão anterior involuntária do pescoço, com o queixo contra o peito), camptocormia (flexão anterior do tronco) ou síndrome de pisa (flexão lateral do tronco). A distonia tem sido ocasionalmente relatada após o início do tratamento com agonistas dopaminérgicos, incluindo pramipexol, embora não exista uma clara relação causal. Estes efeitos podem ocorrer vários meses após o início ou ajuste da medicação.

Na doença de Parkinson, após a interrupção abrupta do tratamento foram relatados sintomas da síndrome neuroléptica maligna (contrações musculares intensas, alterações na dosagem de enzima e febre alta resistente). Foram relatados casos de síndrome de abstinência medicamentosa durante ou após a interrupção do uso de agonistas dopaminérgicos, incluindo Stabil. Devido à síndrome de abstinência medicamentosa, antes da interrupção do uso de Stabil, seu médico deve informar sobre a possibilidade de aparecimento de sintomas como: apatia, ansiedade, depressão, fraqueza, sudorese e dor.

Você deve ser monitorado de perto pelo seu médico durante a interrupção do tratamento com Stabil. No caso do surgimento de sintomas severos de abstinência, seu médico pode pedir que você tome, temporariamente, doses baixas de um agonista dopaminérgico. Você e seu médico devem monitorar a ocorrência de melanoma (um tipo de câncer de pele) durante o uso de Stabil, pois estudos demonstraram que pacientes com doença de Parkinson têm cerca de 2 a 6 vezes mais chance de desenvolver essa doença.

Ocorreram alterações oculares (na retina) em estudos feitos em ratos albinos, que não foram observadas em outras espécies de animais; ainda não foi estabelecida a relevância destes achados para seres humanos.

Casos da literatura indicaram que o tratamento da síndrome das pernas inquietas com medicamentos com ação similar ao Stabil pode resultar em início dos sintomas da síndrome das pernas inquietas em horário mais cedo que o habitual e sua propagação para outras extremidades.

Você terá que ser monitorado regularmente para o controle do desenvolvimento de episódios de mania (elevação anormal e persistente do humor também chamada de euforia) e delírio (alteração do juízo de realidade, ou seja, capacidade de distinguir o falso do verdadeiro implicando em lucidez da consciência). O médico deve informar a você e ao seu cuidador que tanto episódios de mania quanto de delírio podem ocorrer em pacientes tratados com Stabil. Se estes sintomas se desenvolverem, o médico também poderá decidir se diminui a dose ou mesmo se interrompe o tratamento.

O pramipexol não causou malformações em proles de coelhos e ratos, mas foi tóxico aos embriões de ratos quando a mãe recebeu doses consideradas tóxicas de pramipexol.

Efeitos na habilidade de dirigir veículos e operar máquinas

A sonolência pode ser frequente e ter consequências potencialmente sérias. Por isso, você não deve dirigir veículos nem operar nenhuma outra máquina até que tenha experiência suficiente com Stabil para estimar se terá algum prejuízo do seu desempenho mental e/ou motor.

Você não deve dirigir nem participar de atividades potencialmente perigosas se tiver sonolência ou adormecer subitamente durante as atividades diárias, em qualquer momento do tratamento. Caso ocorram, procure seu médico.

Gravidez e Amamentação

Stabil só deve ser utilizado durante a gravidez se os benefícios potenciais justificarem os riscos para o bebê.

Ainda não foi avaliado se Stabil é excretado no leite materno. Se você estiver amamentando não deve usar Stabil, pois pode haver inibição da produção de leite.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Stabil?

Este medicamento pode causar algumas reações desagradáveis inesperadas.

Doença de Parkinson

Reações muito comuns

Tontura, movimentos repetitivos involuntários, sonolência e enjoo.

Reações comuns

Comportamentos anormais (refletindo sintomas de transtornos do controle dos impulsos e comportamento compulsivo), sonhos anormais, confusão, alucinações, insônia, dor de cabeça, distúrbios visuais incluindo visão dupla, visão embaçada e redução da visão, pressão baixa, prisão de ventre, vômito, fraqueza, inchaço nas pernas e pés e perda de peso incluindo perda de apetite.

Reações incomuns

Pneumonia, compulsão por compras, por sexo, jogo patológico, amnésia, delírio, aumento ou diminuição do desejo sexual, paranoia, inquietação, excesso de movimento, início súbito do sono, desmaios, falta de ar, soluços, coceira, vermelhidão e descamação da pele (rash), reações alérgicas e aumento de peso.

Reação rara

Mania.

Reações com frequência desconhecida

Secreção inadequada do hormônio antidiurético, compulsão alimentar, alimentação excessiva, perda da função do coração e torcicolo anterior (antecolo – flexão anterior do pescoço, involuntária, com o queixo contra o peito) e síndrome de abstinência medicamentosa (síndrome de abstinência de agonistas de dopamina).

Síndrome das pernas inquietas

Reação muito comum

Enjoo.

Reações comuns

Sonhos anormais, insônia, tontura, dor de cabeça, sonolência, prisão de ventre, vômito e fraqueza.

Reações incomuns

Confusão, alucinações, aumento ou diminuição do desejo sexual, inquietação, movimentos repetitivos involuntários, início súbito do sono, desmaios, distúrbios visuais incluindo visão dupla, visão embaçada e redução da visão, pressão baixa, falta de ar, soluços, coceira, vermelhidão e descamação da pele (rash), reações alérgicas, inchaço nas pernas e pés, perda de peso incluindo perda de apetite e aumento de peso.

Reações com frequência desconhecida

Pneumonia, secreção inadequada do hormônio antidiurético, comportamentos anormais (refletindo sintomas de transtornos do controle dos impulsos e comportamento compulsivo), compulsão alimentar, por compras, por sexo, por jogo, mania, delírio, alimentação excessiva, paranoia, amnésia, excesso de movimento, perda da função do coração e torcicolo anterior (antecolo – flexão&nbsp;anterior do pescoço, involuntária, com o queixo contra o peito) e síndrome de abstinência medicamentosa (síndrome de abstinência de agonistas de dopamina).

Em alguns pacientes pode ocorrer hipotensão no início do tratamento, principalmente quando o aumento da dose de Stabil é muito rápido.

Há alguns relatos de episódios de sono súbito durante a realização de atividades diárias. Porém, alguns pacientes não relataram sinais de alerta, como sonolência, o que é comum em pacientes tomando doses acima de 1,5 mg/dia de dicloridrato de pramipexol. Não se evidenciou uma relação com a duração do tratamento. Na maioria dos casos sobre os quais se obtiveram informações, os episódios não se repetiram após a redução da dose ou a interrupção do tratamento.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Stabil?

Continue tomando as próximas doses regularmente no horário habitual. Não duplique a dose na próxima tomada.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Qual a composição do Stabil?

Cada comprimido de Stabil 0,125 mg contém:

Dicloridrato de pramipexol 0,125 mg.

Excipientes: manitol, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio e povidona.

Cada comprimido de Stabil 0,25 mg contém:

Dicloridrato de pramipexol 0,25 mg.

Excipientes: manitol, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio e povidona.

Cada comprimido de Stabil 1 mg contém:

Dicloridrato de pramipexol 1,00 mg

Excipientes: manitol, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio e povidona.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Stabil maior do que a recomendada?

Não há experiência clínica com casos de dose excessiva, mas se espera que ocorram eventos adversos como: enjoo, vômitos, excesso de movimentos, alucinações, agitação e pressão baixa. Não se conhece nenhum antídoto para Stabil. Podem ser necessários medicamentos específicos e medidas gerais de suporte como lavagem gástrica, reposição de líquidos pela veia e monitorização por eletrocardiograma.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Stabil com outros remédios?

Se você estiver tomando medicamentos como cimetidina e amantadina, o médico provavelmente reduzirá a dose de Stabil, pois o efeito pode ser aumentado, causando movimentos repetitivos involuntários, agitação ou alucinações.

Não é recomendável a administração de Stabil com antipsicóticos, pois os sintomas do Parkinson podem piorar.

Se você tiver doença de Parkinson e estiver em fase de aumento da dose de Stabil, recomenda-se que o médico diminua a dose de levodopa e mantenha a dose de outros medicamentos contra a doença de Parkinson.

Se você estiver tomando outro medicamento sedativo ou usa álcool, deve ter cautela, pois o efeito sedativo de Stabil pode aumentar.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para sua saúde.

Qual a ação da substância do Stabil (Dicloridrato de Pramipexol)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Comprimidos</h3> <p>Estudo multic&#xEA;ntrico (18 centros), randomizado, duplo-cego e de grupos paralelos conduzido pelo <em>Parkinson Study Group</em> (1997) para avaliar a efic&#xE1;cia e a tolerabilidade do Dicloridrato de Pramipexol em pacientes com DP leve a moderada, avaliou um total de 335 pacientes cujo ingresso foi restrito a pacientes com DP idiop&#xE1;tica que n&#xE3;o estavam recebendo levodopa.</p> <p>O Dicloridrato de Pramipexol foi administrado de acordo com um esquema ascendente de dose at&#xE9; 4,5 mg/dia. Durante a fase de titula&#xE7;&#xE3;o de dose de 7 semanas, cada paciente foi titulado para sua m&#xE1;xima dose tolerada da medica&#xE7;&#xE3;o do estudo. Isto foi seguido por um per&#xED;odo de 24 semanas de terapia de manuten&#xE7;&#xE3;o. Durante a fase de manuten&#xE7;&#xE3;o de 6 meses, os mesmos permaneceram na dose m&#xE1;xima de Dicloridrato de Pramipexol ou placebo alcan&#xE7;ada durante a fase de titula&#xE7;&#xE3;o ascendente. A dose di&#xE1;ria m&#xE9;dia durante o per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o foi de 3,8 mg. Os pacientes foram avaliados semanalmente durante o intervalo de dose ascendente, a cada duas semanas durante os primeiros 3 meses de manuten&#xE7;&#xE3;o, e mensalmente durante os 3 &#xFA;ltimos meses de manuten&#xE7;&#xE3;o. O parkinsonismo foi medido usando-se a UPDRS (Escala de Classifica&#xE7;&#xE3;o Unificada da Doen&#xE7;a de Parkinson). As vari&#xE1;veis prim&#xE1;rias do estudo foram as altera&#xE7;&#xF5;es nos escores UPDRS parte II (Atividades da Vida Di&#xE1;ria - ADL) e III (motor) entre o basal e o final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o. As vari&#xE1;veis secund&#xE1;rias inclu&#xED;ram altera&#xE7;&#xF5;es a partir do basal nos componentes individuais da UPDRS, estadiamento de Hoenh e Yahr e n&#xFA;mero de dias at&#xE9; a falha do tratamento (definida como benef&#xED;cio insatisfat&#xF3;rio ou progress&#xE3;o da doen&#xE7;a a ponto de requerer terapia adicional, como a levodopa). Um total de 164 pacientes foi randomizado para o grupo com Dicloridrato de Pramipexol e 171 para o grupo com placebo. Ao todo, 80% dos pacientes que receberam placebo e 83% daqueles tratados com Dicloridrato de Pramipexol completaram o estudo. Destes &#xFA;ltimos, 74% atingiram a dose-alvo de 4,5 mg/dia.</p> <h4>Efic&#xE1;cia e Seguran&#xE7;a</h4> <p>Os escores UPDRS ADL e motor diminu&#xED;ram significativamente em compara&#xE7;&#xE3;o com o basal no grupo do Dicloridrato de Pramipexol (P &lt; 0,0001): ADL m&#xE9;dio de 8,2 no basal versus 6,4 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o (semana 24) motor m&#xE9;dio de 18,8 no basal versus 14,1 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o. Para o placebo, os valores basais praticamente se mantiveram: ADL m&#xE9;dio de 8,3 no basal versus 8,7 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o Motor m&#xE9;dio de 18,8 no basal versus 20,1 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o. Por todo o per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o, a magnitude do benef&#xED;cio variou de 22 a 29% para os escores de ADL e 25% a 31% para os escores motores. As diferen&#xE7;as emergiram na semana 3 (1,5 mg/dia) do intervalo de dose ascendente e persistiram por toda a fase de manuten&#xE7;&#xE3;o. De todos os eventos adversos relatados, apenas n&#xE1;usea, ins&#xF4;nia, constipa&#xE7;&#xE3;o, sonol&#xEA;ncia e alucina&#xE7;&#xF5;es visuais ocorreram, significativamente, com maior frequ&#xEA;ncia nos pacientes tratados com Dicloridrato de Pramipexol em compara&#xE7;&#xE3;o com aqueles que receberam placebo.</p> <p>Alucina&#xE7;&#xF5;es ocorreram em aproximadamente 10% dos pacientes tratados com Dicloridrato de Pramipexol, por&#xE9;m frequentemente se resolveram com redu&#xE7;&#xE3;o da dose do medicamento. A maior parte dos pacientes no grupo com Dicloridrato de Pramipexol que descontinuaram o estudo devido a eventos adversos (18 pacientes) teve m&#xFA;ltiplas raz&#xF5;es para a descontinua&#xE7;&#xE3;o, sendo as mais comuns queixas gastrintestinais (10 pacientes), alucina&#xE7;&#xF5;es (7 pacientes) e sonol&#xEA;ncia ou fadiga (5 pacientes).</p> <p>No geral, o Dicloridrato de Pramipexol n&#xE3;o foi associado com altera&#xE7;&#xF5;es significativas na press&#xE3;o arterial, pulso, ECG ou quaisquer testes hematol&#xF3;gicos ou de bioqu&#xED;mica s&#xE9;rica.<sup>1</sup></p> <p>Em outro ensaio cl&#xED;nico conduzido por Pinter e cols, (1999) de Fase II, prospectivo, duplo-cego, controlado com placebo, randomizado e multic&#xEA;ntrico para comparar a efic&#xE1;cia e a tolerabilidade do Dicloridrato de Pramipexol como medicamento adicional (<em>add on</em>). Para isso, 78 pacientes de ambos os sexos com doen&#xE7;a de Parkinson avan&#xE7;ada e complica&#xE7;&#xF5;es do tratamento, tais como flutua&#xE7;&#xF5;es motoras, foi inclu&#xED;do no estudo e alocado para tratamento, adicionado a uma medica&#xE7;&#xE3;o antiparkinsoniana estabilizada, com Dicloridrato de Pramipexol (n=34) versus placebo (n=44). Na randomiza&#xE7;&#xE3;o houve uma estratifica&#xE7;&#xE3;o em quatro grupos de acordo com uma dose di&#xE1;ria de levodopa alta (&gt; 600 mg) ou baixa (&#x2264; 600 mg) e com ou sem outra medica&#xE7;&#xE3;o antiparkinsoniana. As doses di&#xE1;rias da medica&#xE7;&#xE3;o do estudo foram ajustadas individualmente durante um intervalo de titula&#xE7;&#xE3;o de dose de 7 semanas, com as doses sendo incrementadas semanalmente de 0,2 mg at&#xE9; 5,0 mg/dia, seguido por um per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o de 4 semanas. O desfecho prim&#xE1;rio foi a altera&#xE7;&#xE3;o no escore UPDRS total no final do intervalo de manuten&#xE7;&#xE3;o comparado com o basal. Os desfechos secund&#xE1;rios foram as altera&#xE7;&#xF5;es no final do intervalo de manuten&#xE7;&#xE3;o em compara&#xE7;&#xE3;o com o basal nos subescores UPDRS (partes I (atividade mental, comportamento e humor), II (atividades da vida di&#xE1;ria [ADL]), III (exame motor) e IV (complica&#xE7;&#xF5;es da terapia)), na escala Schwab e England, na escala de discinesia na doen&#xE7;a de Parkinson, no di&#xE1;rio dos pacientes e na avalia&#xE7;&#xE3;o cl&#xED;nica global. A seguran&#xE7;a e a tolerabilidade foram avaliadas com base em exames neurol&#xF3;gicos, medi&#xE7;&#xF5;es de press&#xE3;o arterial e frequ&#xEA;ncia de pulso, ECG, investiga&#xE7;&#xF5;es laboratoriais de rotina e eventos adversos. Houve uma melhora significativa no grupo do Dicloridrato de Pramipexol nos escores UPDRS total e subescores partes II, III e IV. O escore UPDRS total diminuiu em 37,3% com o Dicloridrato de Pramipexol em compara&#xE7;&#xE3;o com 12,2% com o placebo (P&lt;0,001), representando uma redu&#xE7;&#xE3;o de 20,1%. Para o escore UPDRS total, uma diferen&#xE7;a significativa entre o tratamento e o placebo foi alcan&#xE7;ada j&#xE1; na semana 1 e manteve-se at&#xE9; o final do per&#xED;odo de tratamento. Uma melhora no estadiamento de Hoenh e Yahr foi observada em 6 pacientes (18%) no grupo do Dicloridrato de Pramipexol comparado com 12 pacientes (27%) no grupo do placebo. Uma deteriora&#xE7;&#xE3;o foi registrada em 2 pacientes (6%) em tratamento com Dicloridrato de Pramipexol e em 4 pacientes (9%) no grupo do placebo. Nos demais pacientes, as avalia&#xE7;&#xF5;es no basal e no final da fase de manuten&#xE7;&#xE3;o foram similares. Com base nos resultados obtidos na escala Schwab e England, foi evidente que o tratamento com Dicloridrato de Pramipexol foi superior em compara&#xE7;&#xE3;o com o placebo; melhora no per&#xED;odo &#x201C;on&#x201D; em 52% dos pacientes versus 18%; no per&#xED;odo &#x201C;<em>off</em>&#x201D; em 54% dos pacientes versus 27%. Nenhum efeito significativo sobre discinesias foi observado em fun&#xE7;&#xE3;o da administra&#xE7;&#xE3;o de Dicloridrato de Pramipexol. Os pacientes que receberam Dicloridrato de Pramipexol relataram uma redu&#xE7;&#xE3;o geral nos per&#xED;odos &#x201C;<em>off</em>&#x201D; de 12% - resultando em mais 1,7 hora de tempo &#x201C;on&#x201D; por dia &#x2013; em compara&#xE7;&#xE3;o com um aumento em per&#xED;odos &#x201C;<em>off</em>&#x201D; de 2% com o placebo. O Dicloridrato de Pramipexol mostrou um baixo perfil de efeitos colaterais e foi bem tolerado. Fadiga (29,4%), discinesia (14,7%), agita&#xE7;&#xE3;o e sonhos v&#xED;vidos (ambos 11,8%) foram os eventos adversos mais proeminentes com o tratamento com Dicloridrato de Pramipexol (versus 4,5%, 4,5%, 6,8% e 0% com o placebo, respectivamente).<sup>2</sup></p> <h4>Doen&#xE7;a de Parkinson</h4> <p>A efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos manteve-se por todo o per&#xED;odo de dura&#xE7;&#xE3;o dos estudos cl&#xED;nicos controlados, que foi de aproximadamente 6 meses. Em estudos abertos, em andamento, iniciados h&#xE1; mais de 3 anos, n&#xE3;o se verificaram sinais de diminui&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia.</p> <h4>S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas</h4> <p>A efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos foi avaliada em 4 estudos controlados com placebo em aproximadamente 1.000 pacientes com S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas (SPI) de moderada &#xE0; muito grave. A efic&#xE1;cia foi demonstrada em estudos controlados em pacientes tratados por at&#xE9; 12 semanas e sustentou-se por um per&#xED;odo de 9 meses. A efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos foi mantida durante estudos abertos com dura&#xE7;&#xE3;o superior a 1 ano.<sup>3</sup> Em um estudo cl&#xED;nico controlado por placebo de 26 semanas, a efic&#xE1;cia do Dicloridrato de Pramipexol foi confirmada em pacientes com SPI de moderada &#xE0; grave.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\"><sup>1-</sup> Shannon KM, Bennett JP, Friedman JH. Efficacy of pramipexole, a novel dopamine agonist, as monotherapy in mild to moderate Parkinson&#x2019;s disease. Neurology 1997; 49 (3): 724-728.<br> <sup>2-</sup> Pinter MM, Pogarell O, Oertel WH. Efficacy, safety and tolerance of non-ergoline dopamine agonist pramipexole in the treatment of advanced Parkinson&#x2019;s disease: double blind, placebo controlled, randomized, multicentre study. J Neurol Neurosurg Psychiatry 1999; 66 (4): 436-441.<br> <sup>3-</sup> Oertel W, Schindler T, Reess J, Koester J. A randomised, double-blind, placebo controlled dose titration trial with 0.125 - 0.75 mg pramipexole (Sifrol) orally to investigate the safety and efficacy in out-patients with idiopathic Restless Legs Syndrome for 6 weeks followed by 46 weeks. 17 June 2005 (U05-1394-01).</br></br></span></p> <h3>Comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada</h3> <p>Em 3 estudos duplos-cegos, randomizados, multic&#xEA;ntricos e controlados por placebo, na avalia&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a do Dicloridrato de Pramipexol em comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada&amp;nbsp;uma vez ao dia e de libera&#xE7;&#xE3;o imediata (IR) 3 vezes ao dia, em doses tituladas e depois em doses fixas, Shapira e cols<sup>1</sup> conclu&#xED;ram que dos 507 pacientes eleg&#xED;veis ao tratamento, a efic&#xE1;cia do comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada foi compar&#xE1;vel e descritivamente demonstrada j&#xE1; na semana 33 do estudo, em doses di&#xE1;rias equivalentes ao comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o imediata, e em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; seguran&#xE7;a, a apresentou menores &#xED;ndices de efeitos colaterais (54,9%) comparado ao placebo (55,6%) e ao Dicloridrato de Pramipexol de libera&#xE7;&#xE3;o imediata (64%).</p> <p>Poewe e cols<sup>2</sup> demonstraram tamb&#xE9;m resultados semelhantes em termos de efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a em rela&#xE7;&#xE3;o a ambos os comprimidos de Dicloridrato de Pramipexol (IR e ER), com resultados discretamente inferiores ao placebo em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; incid&#xEA;ncia de eventos adversos. A conclus&#xE3;o desses autores foi de n&#xE3;o inferioridade em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s apresenta&#xE7;&#xF5;es, tanto em termos de efic&#xE1;cia quanto &#xE0; tolerabilidade.</p> <p>Dansirikul e cols<sup>3</sup> analisaram o comportamento sob a &#xF3;tica da farmacocin&#xE9;tica entre&amp;nbsp;os comprimidos revestido e comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prologanda de Dicloridrato de Pramipexol. Baseando-se em 699 pacientes, predominantemente caucasianos e em dois modelos compartimentais de absor&#xE7;&#xE3;o de Dicloridrato de Pramipexol, conclu&#xED;ram ap&#xF3;s 2 anos e 9 meses de estudo que os par&#xE2;metros farmacocin&#xE9;ticos de Dicloridrato de Pramipexol de libera&#xE7;&#xE3;o imediata tomado 3 vezes ao dia &#xE9; compar&#xE1;vel ao de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada em dose &#xFA;nica di&#xE1;ria, com melhor tolerabilidade e semelhante efic&#xE1;cia.</p> <h4>Doen&#xE7;a de Parkinson</h4> <p>Lilienthal e cols<sup>4 </sup>constataram que a efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol manteve-se por todo o per&#xED;odo de dura&#xE7;&#xE3;o dos estudos cl&#xED;nicos controlados, que foi de aproximadamente 6 meses. Em estudos abertos, em andamento, iniciados h&#xE1; mais de 3 anos, n&#xE3;o se verificaram sinais de diminui&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia.</p> <p>A efic&#xE1;cia e a tolerabilidade da troca noturna do comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o imediata para o comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada na mesma dose di&#xE1;ria foi avaliada em um estudo cl&#xED;nico duplo-cego por Debove-Debieuvre e cols<sup>5</sup> em pacientes com doen&#xE7;a de Parkinson precoce.</p> <p>A efic&#xE1;cia foi mantida em 87 dos 103 pacientes que fizeram a troca de terapia. Desses 87 pacientes, 82,8% n&#xE3;o tiveram a dose alterada, 13,8% tiveram aumento da dose e 3,4% tiveram a dose diminu&#xED;da. A altera&#xE7;&#xE3;o da linha de base foi considerada n&#xE3;o clinicamente relevante para metade dos 16 pacientes que n&#xE3;o cumpriram com os crit&#xE9;rios de manuten&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia na pontua&#xE7;&#xE3;o UPDRS partes II + III. Um paciente que realizou a troca apresentou rea&#xE7;&#xE3;o adversa, levando &#xE0; descontinua&#xE7;&#xE3;o da terapia.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\"><sup>1</sup>. Schapira A, Barone P, Hauser RA, Mizuno Y, Poewe W, Rascol O, Busse M, Juhel N, Pramipexole ER Studies Group. Efficacy and safety of pramipexole extended-release for advanced Parkinson&apos;s disease. 13th Int Cong of Parkinson&apos;s Disease and Movement Disorders, Paris, 7 - 11 Jun 2009. Mov Disord 24 (Suppl 1), S277 - S278, Abstr We-199 (2009).<br> <sup>2</sup>. Poewe W, Barone P, Hauser RA, Mizuno Y, Rascol O, Schapira A, Haaksma M, Juhel N, Pramipexole ER Studies Group. Pramipexole extended-release is effective in early Parkinson&apos;s disease. 13th Int Cong of Parkinson&apos;s Disease and Movement Disorders, Paris, 7 - 11 Jun 2009. Mov Disord 24 (Suppl 1), S273, Abstr We-185 (2009).<br> <sup>3</sup>. Dansirikul C, Staab A, Salin L, Haertter S, Lehr T. Population pharmacokinetic analysis of pramipexole extendedrelease formulation in Parkinson&apos;s disease (PD) patients. PAGE 2009, 18th Mtg of the Population Approach Group, St. Petersburg, 23 - 26 Jun 2009 (Poster).<br> <sup>4</sup>. Lilienthal J, Seiler KU. An open, uncontrolled, multicentre study to assess the effects, safety and tolerability of SND 919 in advanced Parkinsons&apos;s disease (follow-up study of study no. 838.003 in Switzerland, Austria, Germany; study no. 838.008 in Denmark; study no. 838.005 in New Zealand) (U99-1608)<br> <sup>5</sup>. Debove-Debieuvre C, Rascol O, Sohr M. A double-blind, double-dummy, randomized, parallel groups study to assess the Efficacy, Safety and Tolerability of switching patients with early Parkinson&#x2019;s disease (PD) from Pramipexole IR to Pramipexole ER or Pramipexole IR. (U08-1964-01).</br></br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <p>Dicloridrato de Pramipexol &#xE9;&amp;nbsp;um agonista da dopamina que se liga com alta seletividade e especificidade aos receptores da subfam&#xED;lia D2 da dopamina, tem afinidade preferencial pelos receptores D3 e apresenta atividade intr&#xED;nseca completa.</p> <p>Dicloridrato de Pramipexol alivia as disfun&#xE7;&#xF5;es motoras do parkinsoniano por meio de estimula&#xE7;&#xE3;o dos receptores de dopamina no corpo estriado. Estudos em animais demonstraram que o Dicloridrato de Pramipexol inibe a s&#xED;ntese, a libera&#xE7;&#xE3;o e o turnover da dopamina. O Dicloridrato de Pramipexol protege os neur&#xF4;nios dopamin&#xE9;rgicos da degenera&#xE7;&#xE3;o devida &#xE0; isquemia ou &#xE0; neurotoxicidade induzida por metanfetamina.</p> <p>Estudos <em>in vitro</em> demonstraram que o Dicloridrato de Pramipexol protege os neur&#xF4;nios da neurotoxicidade da levodopa. Observou-se diminui&#xE7;&#xE3;o dose-dependente da concentra&#xE7;&#xE3;o s&#xE9;rica de prolactina em humanos. Em um estudo cl&#xED;nico com volunt&#xE1;rios sadios onde a titula&#xE7;&#xE3;o da dose foi feita em tempo menor do que o preconizado normalmente, empregando-se comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada de Dicloridrato de Pramipexol (a cada 3 dias) at&#xE9; 4,5 mg/dia, observou-se aumento na press&#xE3;o arterial e frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca. Esse efeito, contudo, n&#xE3;o foi observado em estudos com pacientes.</p> <h4><u>Exclusivo&amp;nbsp;Comprimidos</u></h4> <p>O preciso mecanismo de a&#xE7;&#xE3;o de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos para o tratamento da S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas n&#xE3;o &#xE9; conhecido. Embora a fisiopatologia da S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas seja em sua maior parte desconhecida, a evid&#xEA;ncia neurofarmacol&#xF3;gica sugere a participa&#xE7;&#xE3;o prim&#xE1;ria do sistema dopamin&#xE9;rgico. Os estudos tomogr&#xE1;ficos por emiss&#xE3;o de p&#xF3;sitrons (PET) sugerem que uma disfun&#xE7;&#xE3;o leve pr&#xE9;-sin&#xE1;ptica estriatal deve estar envolvida na patog&#xEA;nese da S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <p>O Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; absorvido r&#xE1;pida e completamente ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral. A biodisponibilidade absoluta do Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; superior a 90% e a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica m&#xE1;xima ocorre entre 1 e 3 horas. A ingest&#xE3;o de alimentos reduz a taxa de absor&#xE7;&#xE3;o, mas n&#xE3;o a extens&#xE3;o da absor&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>O Dicloridrato de Pramipexol apresenta cin&#xE9;tica linear e varia&#xE7;&#xE3;o relativamente pequena entre os n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos individuais, independentemente da forma farmac&#xEA;utica. Em humanos, o Dicloridrato de Pramipexol apresenta baixo &#xED;ndice de liga&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s prote&#xED;nas plasm&#xE1;ticas (&lt;20%) e grande volume de distribui&#xE7;&#xE3;o (400 L). Observaram-se altas concentra&#xE7;&#xF5;es em tecido cerebral de ratos (aproximadamente 8 vezes a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica).</p> <p>No homem, o Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; pouco metabolizado. A excre&#xE7;&#xE3;o renal do Dicloridrato de Pramipexol n&#xE3;o metabolizado &#xE9; a principal via de elimina&#xE7;&#xE3;o (cerca de 80% da dose). Aproximadamente 90% da dose marcada com <sup>14</sup>C &#xE9; excretada atrav&#xE9;s dos rins, enquanto menos de 2% s&#xE3;o eliminados nas fezes.</p> <p>A depura&#xE7;&#xE3;o total do Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; de aproximadamente 500 mL/min e a depura&#xE7;&#xE3;o renal &#xE9; de aproximadamente 400 mL/min. A meia vida de elimina&#xE7;&#xE3;o (t<sub>1/2</sub>) varia de 8 horas nos jovens a 12 horas nos idosos.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Stabil?

Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C). Proteger da luz e umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas

Os comprimidos de dicloridrato de pramipexol 0,125 mg, 0,25 mg e 1 mg são brancos e circulares.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Apresentações do Stabil

Comprimidos de 0,125 mg

Embalagens com 7 e 30 comprimidos.

Comprimidos de 0,25 mg

Embalagens com 7 e 30 comprimidos.

Comprimidos de 1 mg

Embalagem com 30 comprimidos.

Uso oral.

Uso adulto.

Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência.

Dizeres Legais do Stabil

MS - 1.0573.0429

1mg, caixa com 90 comprimidos

Princípio ativo
:
Dicloridrato De Pramipexol
Classe Terapêutica
:
Antiparkinsonianos
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
C1 Branca 2 vias (Venda Sob Prescrição Médica - Este medicamento pode causar Dependência Física ou Psíquica)
Categoria
:
Parkinson
Especialidade
:
Neurologia

Bula do medicamento

Stabil, para o que é indicado e para o que serve?

Stabil é indicado para o tratamento dos sinais e sintomas da doença de Parkinson sem causa conhecida, podendo ser usado isoladamente ou em associação com levodopa. Também é indicado para tratamento dos sintomas da síndrome das pernas inquietas (SPI) sem causa conhecida.

Quais as contraindicações do Stabil?

Você não deve usar Stabil se tiver alergia ao pramipexol (substância ativa) ou a qualquer componente da fórmula.

Como usar o Stabil?

Você deve tomar os comprimidos com água, com ou sem alimentos. Tome o medicamento conforme orientação de seu médico.

Doença de Parkinson

A dose diária total deve ser dividida em três tomadas diárias.

Esquema de dose ascendente de Stabil
{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:356px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Semana</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:526px\"><strong>Dose</strong></td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Dose di&#xE1;ria total</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:356px\">1</td> <td style=\"text-align:center; width:526px\">0,125 mg, 3 x ao dia</td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\">0,375 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:356px\">2</td> <td style=\"text-align:center; width:526px\">0,25 mg, 3 x ao dia</td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\">0,75 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:356px\">3</td> <td style=\"text-align:center; width:526px\">0,5 mg, 3 x ao dia</td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\">1,50 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Se houver necessidade de aumentar a dose, seu médico poderá acrescentar semanalmente 0,75 mg à dose diária até atingir a dose máxima de 4,5 mg por dia.

Tratamento de manutenção

A dose individual deve situar-se no intervalo entre 0,375 mg por dia e a dose máxima de 4,5 mg por dia.

Descontinuação do tratamento

Em caso de interrupção do tratamento, a dose deve ser diminuída em 0,75 mg por dia até que a dose diária atinja 0,75 mg. Depois disso, a dose deve ser reduzida em 0,375 mg por dia.

Pacientes em tratamento com levodopa

Caso você também esteja tomando levodopa, recomenda-se que seu médico reduza a dose de levodopa, tanto durante o aumento da dose de Stabil como no tratamento de manutenção.

Pacientes com problemas nos rins

Se você tiver problemas nos rins, seu médico poderá adaptar a dose.

Pacientes com problemas no fígado

Não se considera necessário reduzir a dose.

Síndrome das pernas inquietas

A dose inicial recomendada de Stabil é 0,125 mg uma vez ao dia, 2 a 3 horas antes de dormir. Para pacientes com sintomatologia adicional, a dose pode ser aumentada ou ajustada a cada 4 a 7 dias, até no máximo de 0,75 mg por dia.

Esquema de dose ascendente de Stabil

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Etapa</strong></p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Dose di&#xE1;ria (&#xFA;nica) da noite</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:240px\">1</td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,125 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\">2 (se necess&#xE1;rio)</p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,25 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\">3 (se necess&#xE1;rio)</p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,50 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\">4 (se necess&#xE1;rio)</p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,75 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

O tratamento pode ser interrompido sem redução gradativa da dose. No entanto, estudos demonstraram que pode ocorrer retorno dos sintomas da SPI.

Se você tiver problemas nos rins, seu médico poderá adaptar a dose.

Não há necessidade de redução da dose em pacientes com problemas no fígado. A segurança e eficácia de Stabil não foram estabelecidas em crianças e adolescentes com até 18 anos.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Como o Stabil funciona?

Stabil atua no cérebro aliviando os problemas motores relacionados com a doença de Parkinson e também protege os neurônios dos efeitos nocivos da levodopa. Ainda não se conhece o mecanismo de ação sobre a síndrome das pernas inquietas (SPI).

Quais cuidados devo ter ao usar o Stabil?

Se você tiver problemas nos rins, seu médico deverá reduzir a dose de Stabil.

Stabil pode causar alucinações e confusão, com maior frequência em pacientes com doença de Parkinson em estágio avançado em tratamento associado com levodopa.

Atenção: sua capacidade para dirigir pode ficar prejudicada caso tenha alucinações visuais.

Existe a possibilidade de surgirem comportamentos anormais, como compulsão alimentar, por compras, sexo e jogos. Nestes casos, o médico poderá decidir se diminui a dose ou mesmo se interrompe o tratamento.

Caso você tenha distúrbios psicóticos (confusão com o real), seu médico deverá avaliar se os benefícios do uso deste medicamento superam os riscos. A administração de Stabil juntamente com antipsicóticos não é recomendada.

O uso de Stabil pode causar sonolência e sono súbito durante suas atividades diárias (como conversas e refeições).

Caso tenha doença cardiovascular grave, será necessário monitorar a sua pressão arterial, principalmente no início do tratamento, devido ao risco de queda da pressão ao levantar-se rapidamente.

Pacientes com doença de Parkinson podem apresentar distonia (contrações involuntárias ou espasmos) como, por exemplo, torcicolo anterior (antecolo – flexão anterior involuntária do pescoço, com o queixo contra o peito), camptocormia (flexão anterior do tronco) ou síndrome de pisa (flexão lateral do tronco). A distonia tem sido ocasionalmente relatada após o início do tratamento com agonistas dopaminérgicos, incluindo pramipexol, embora não exista uma clara relação causal. Estes efeitos podem ocorrer vários meses após o início ou ajuste da medicação.

Na doença de Parkinson, após a interrupção abrupta do tratamento foram relatados sintomas da síndrome neuroléptica maligna (contrações musculares intensas, alterações na dosagem de enzima e febre alta resistente). Foram relatados casos de síndrome de abstinência medicamentosa durante ou após a interrupção do uso de agonistas dopaminérgicos, incluindo Stabil. Devido à síndrome de abstinência medicamentosa, antes da interrupção do uso de Stabil, seu médico deve informar sobre a possibilidade de aparecimento de sintomas como: apatia, ansiedade, depressão, fraqueza, sudorese e dor.

Você deve ser monitorado de perto pelo seu médico durante a interrupção do tratamento com Stabil. No caso do surgimento de sintomas severos de abstinência, seu médico pode pedir que você tome, temporariamente, doses baixas de um agonista dopaminérgico. Você e seu médico devem monitorar a ocorrência de melanoma (um tipo de câncer de pele) durante o uso de Stabil, pois estudos demonstraram que pacientes com doença de Parkinson têm cerca de 2 a 6 vezes mais chance de desenvolver essa doença.

Ocorreram alterações oculares (na retina) em estudos feitos em ratos albinos, que não foram observadas em outras espécies de animais; ainda não foi estabelecida a relevância destes achados para seres humanos.

Casos da literatura indicaram que o tratamento da síndrome das pernas inquietas com medicamentos com ação similar ao Stabil pode resultar em início dos sintomas da síndrome das pernas inquietas em horário mais cedo que o habitual e sua propagação para outras extremidades.

Você terá que ser monitorado regularmente para o controle do desenvolvimento de episódios de mania (elevação anormal e persistente do humor também chamada de euforia) e delírio (alteração do juízo de realidade, ou seja, capacidade de distinguir o falso do verdadeiro implicando em lucidez da consciência). O médico deve informar a você e ao seu cuidador que tanto episódios de mania quanto de delírio podem ocorrer em pacientes tratados com Stabil. Se estes sintomas se desenvolverem, o médico também poderá decidir se diminui a dose ou mesmo se interrompe o tratamento.

O pramipexol não causou malformações em proles de coelhos e ratos, mas foi tóxico aos embriões de ratos quando a mãe recebeu doses consideradas tóxicas de pramipexol.

Efeitos na habilidade de dirigir veículos e operar máquinas

A sonolência pode ser frequente e ter consequências potencialmente sérias. Por isso, você não deve dirigir veículos nem operar nenhuma outra máquina até que tenha experiência suficiente com Stabil para estimar se terá algum prejuízo do seu desempenho mental e/ou motor.

Você não deve dirigir nem participar de atividades potencialmente perigosas se tiver sonolência ou adormecer subitamente durante as atividades diárias, em qualquer momento do tratamento. Caso ocorram, procure seu médico.

Gravidez e Amamentação

Stabil só deve ser utilizado durante a gravidez se os benefícios potenciais justificarem os riscos para o bebê.

Ainda não foi avaliado se Stabil é excretado no leite materno. Se você estiver amamentando não deve usar Stabil, pois pode haver inibição da produção de leite.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Stabil?

Este medicamento pode causar algumas reações desagradáveis inesperadas.

Doença de Parkinson

Reações muito comuns

Tontura, movimentos repetitivos involuntários, sonolência e enjoo.

Reações comuns

Comportamentos anormais (refletindo sintomas de transtornos do controle dos impulsos e comportamento compulsivo), sonhos anormais, confusão, alucinações, insônia, dor de cabeça, distúrbios visuais incluindo visão dupla, visão embaçada e redução da visão, pressão baixa, prisão de ventre, vômito, fraqueza, inchaço nas pernas e pés e perda de peso incluindo perda de apetite.

Reações incomuns

Pneumonia, compulsão por compras, por sexo, jogo patológico, amnésia, delírio, aumento ou diminuição do desejo sexual, paranoia, inquietação, excesso de movimento, início súbito do sono, desmaios, falta de ar, soluços, coceira, vermelhidão e descamação da pele (rash), reações alérgicas e aumento de peso.

Reação rara

Mania.

Reações com frequência desconhecida

Secreção inadequada do hormônio antidiurético, compulsão alimentar, alimentação excessiva, perda da função do coração e torcicolo anterior (antecolo – flexão anterior do pescoço, involuntária, com o queixo contra o peito) e síndrome de abstinência medicamentosa (síndrome de abstinência de agonistas de dopamina).

Síndrome das pernas inquietas

Reação muito comum

Enjoo.

Reações comuns

Sonhos anormais, insônia, tontura, dor de cabeça, sonolência, prisão de ventre, vômito e fraqueza.

Reações incomuns

Confusão, alucinações, aumento ou diminuição do desejo sexual, inquietação, movimentos repetitivos involuntários, início súbito do sono, desmaios, distúrbios visuais incluindo visão dupla, visão embaçada e redução da visão, pressão baixa, falta de ar, soluços, coceira, vermelhidão e descamação da pele (rash), reações alérgicas, inchaço nas pernas e pés, perda de peso incluindo perda de apetite e aumento de peso.

Reações com frequência desconhecida

Pneumonia, secreção inadequada do hormônio antidiurético, comportamentos anormais (refletindo sintomas de transtornos do controle dos impulsos e comportamento compulsivo), compulsão alimentar, por compras, por sexo, por jogo, mania, delírio, alimentação excessiva, paranoia, amnésia, excesso de movimento, perda da função do coração e torcicolo anterior (antecolo – flexão&nbsp;anterior do pescoço, involuntária, com o queixo contra o peito) e síndrome de abstinência medicamentosa (síndrome de abstinência de agonistas de dopamina).

Em alguns pacientes pode ocorrer hipotensão no início do tratamento, principalmente quando o aumento da dose de Stabil é muito rápido.

Há alguns relatos de episódios de sono súbito durante a realização de atividades diárias. Porém, alguns pacientes não relataram sinais de alerta, como sonolência, o que é comum em pacientes tomando doses acima de 1,5 mg/dia de dicloridrato de pramipexol. Não se evidenciou uma relação com a duração do tratamento. Na maioria dos casos sobre os quais se obtiveram informações, os episódios não se repetiram após a redução da dose ou a interrupção do tratamento.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Stabil?

Continue tomando as próximas doses regularmente no horário habitual. Não duplique a dose na próxima tomada.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Qual a composição do Stabil?

Cada comprimido de Stabil 0,125 mg contém:

Dicloridrato de pramipexol 0,125 mg.

Excipientes: manitol, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio e povidona.

Cada comprimido de Stabil 0,25 mg contém:

Dicloridrato de pramipexol 0,25 mg.

Excipientes: manitol, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio e povidona.

Cada comprimido de Stabil 1 mg contém:

Dicloridrato de pramipexol 1,00 mg

Excipientes: manitol, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio e povidona.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Stabil maior do que a recomendada?

Não há experiência clínica com casos de dose excessiva, mas se espera que ocorram eventos adversos como: enjoo, vômitos, excesso de movimentos, alucinações, agitação e pressão baixa. Não se conhece nenhum antídoto para Stabil. Podem ser necessários medicamentos específicos e medidas gerais de suporte como lavagem gástrica, reposição de líquidos pela veia e monitorização por eletrocardiograma.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Stabil com outros remédios?

Se você estiver tomando medicamentos como cimetidina e amantadina, o médico provavelmente reduzirá a dose de Stabil, pois o efeito pode ser aumentado, causando movimentos repetitivos involuntários, agitação ou alucinações.

Não é recomendável a administração de Stabil com antipsicóticos, pois os sintomas do Parkinson podem piorar.

Se você tiver doença de Parkinson e estiver em fase de aumento da dose de Stabil, recomenda-se que o médico diminua a dose de levodopa e mantenha a dose de outros medicamentos contra a doença de Parkinson.

Se você estiver tomando outro medicamento sedativo ou usa álcool, deve ter cautela, pois o efeito sedativo de Stabil pode aumentar.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para sua saúde.

Qual a ação da substância do Stabil (Dicloridrato de Pramipexol)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Comprimidos</h3> <p>Estudo multic&#xEA;ntrico (18 centros), randomizado, duplo-cego e de grupos paralelos conduzido pelo <em>Parkinson Study Group</em> (1997) para avaliar a efic&#xE1;cia e a tolerabilidade do Dicloridrato de Pramipexol em pacientes com DP leve a moderada, avaliou um total de 335 pacientes cujo ingresso foi restrito a pacientes com DP idiop&#xE1;tica que n&#xE3;o estavam recebendo levodopa.</p> <p>O Dicloridrato de Pramipexol foi administrado de acordo com um esquema ascendente de dose at&#xE9; 4,5 mg/dia. Durante a fase de titula&#xE7;&#xE3;o de dose de 7 semanas, cada paciente foi titulado para sua m&#xE1;xima dose tolerada da medica&#xE7;&#xE3;o do estudo. Isto foi seguido por um per&#xED;odo de 24 semanas de terapia de manuten&#xE7;&#xE3;o. Durante a fase de manuten&#xE7;&#xE3;o de 6 meses, os mesmos permaneceram na dose m&#xE1;xima de Dicloridrato de Pramipexol ou placebo alcan&#xE7;ada durante a fase de titula&#xE7;&#xE3;o ascendente. A dose di&#xE1;ria m&#xE9;dia durante o per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o foi de 3,8 mg. Os pacientes foram avaliados semanalmente durante o intervalo de dose ascendente, a cada duas semanas durante os primeiros 3 meses de manuten&#xE7;&#xE3;o, e mensalmente durante os 3 &#xFA;ltimos meses de manuten&#xE7;&#xE3;o. O parkinsonismo foi medido usando-se a UPDRS (Escala de Classifica&#xE7;&#xE3;o Unificada da Doen&#xE7;a de Parkinson). As vari&#xE1;veis prim&#xE1;rias do estudo foram as altera&#xE7;&#xF5;es nos escores UPDRS parte II (Atividades da Vida Di&#xE1;ria - ADL) e III (motor) entre o basal e o final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o. As vari&#xE1;veis secund&#xE1;rias inclu&#xED;ram altera&#xE7;&#xF5;es a partir do basal nos componentes individuais da UPDRS, estadiamento de Hoenh e Yahr e n&#xFA;mero de dias at&#xE9; a falha do tratamento (definida como benef&#xED;cio insatisfat&#xF3;rio ou progress&#xE3;o da doen&#xE7;a a ponto de requerer terapia adicional, como a levodopa). Um total de 164 pacientes foi randomizado para o grupo com Dicloridrato de Pramipexol e 171 para o grupo com placebo. Ao todo, 80% dos pacientes que receberam placebo e 83% daqueles tratados com Dicloridrato de Pramipexol completaram o estudo. Destes &#xFA;ltimos, 74% atingiram a dose-alvo de 4,5 mg/dia.</p> <h4>Efic&#xE1;cia e Seguran&#xE7;a</h4> <p>Os escores UPDRS ADL e motor diminu&#xED;ram significativamente em compara&#xE7;&#xE3;o com o basal no grupo do Dicloridrato de Pramipexol (P &lt; 0,0001): ADL m&#xE9;dio de 8,2 no basal versus 6,4 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o (semana 24) motor m&#xE9;dio de 18,8 no basal versus 14,1 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o. Para o placebo, os valores basais praticamente se mantiveram: ADL m&#xE9;dio de 8,3 no basal versus 8,7 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o Motor m&#xE9;dio de 18,8 no basal versus 20,1 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o. Por todo o per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o, a magnitude do benef&#xED;cio variou de 22 a 29% para os escores de ADL e 25% a 31% para os escores motores. As diferen&#xE7;as emergiram na semana 3 (1,5 mg/dia) do intervalo de dose ascendente e persistiram por toda a fase de manuten&#xE7;&#xE3;o. De todos os eventos adversos relatados, apenas n&#xE1;usea, ins&#xF4;nia, constipa&#xE7;&#xE3;o, sonol&#xEA;ncia e alucina&#xE7;&#xF5;es visuais ocorreram, significativamente, com maior frequ&#xEA;ncia nos pacientes tratados com Dicloridrato de Pramipexol em compara&#xE7;&#xE3;o com aqueles que receberam placebo.</p> <p>Alucina&#xE7;&#xF5;es ocorreram em aproximadamente 10% dos pacientes tratados com Dicloridrato de Pramipexol, por&#xE9;m frequentemente se resolveram com redu&#xE7;&#xE3;o da dose do medicamento. A maior parte dos pacientes no grupo com Dicloridrato de Pramipexol que descontinuaram o estudo devido a eventos adversos (18 pacientes) teve m&#xFA;ltiplas raz&#xF5;es para a descontinua&#xE7;&#xE3;o, sendo as mais comuns queixas gastrintestinais (10 pacientes), alucina&#xE7;&#xF5;es (7 pacientes) e sonol&#xEA;ncia ou fadiga (5 pacientes).</p> <p>No geral, o Dicloridrato de Pramipexol n&#xE3;o foi associado com altera&#xE7;&#xF5;es significativas na press&#xE3;o arterial, pulso, ECG ou quaisquer testes hematol&#xF3;gicos ou de bioqu&#xED;mica s&#xE9;rica.<sup>1</sup></p> <p>Em outro ensaio cl&#xED;nico conduzido por Pinter e cols, (1999) de Fase II, prospectivo, duplo-cego, controlado com placebo, randomizado e multic&#xEA;ntrico para comparar a efic&#xE1;cia e a tolerabilidade do Dicloridrato de Pramipexol como medicamento adicional (<em>add on</em>). Para isso, 78 pacientes de ambos os sexos com doen&#xE7;a de Parkinson avan&#xE7;ada e complica&#xE7;&#xF5;es do tratamento, tais como flutua&#xE7;&#xF5;es motoras, foi inclu&#xED;do no estudo e alocado para tratamento, adicionado a uma medica&#xE7;&#xE3;o antiparkinsoniana estabilizada, com Dicloridrato de Pramipexol (n=34) versus placebo (n=44). Na randomiza&#xE7;&#xE3;o houve uma estratifica&#xE7;&#xE3;o em quatro grupos de acordo com uma dose di&#xE1;ria de levodopa alta (&gt; 600 mg) ou baixa (&#x2264; 600 mg) e com ou sem outra medica&#xE7;&#xE3;o antiparkinsoniana. As doses di&#xE1;rias da medica&#xE7;&#xE3;o do estudo foram ajustadas individualmente durante um intervalo de titula&#xE7;&#xE3;o de dose de 7 semanas, com as doses sendo incrementadas semanalmente de 0,2 mg at&#xE9; 5,0 mg/dia, seguido por um per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o de 4 semanas. O desfecho prim&#xE1;rio foi a altera&#xE7;&#xE3;o no escore UPDRS total no final do intervalo de manuten&#xE7;&#xE3;o comparado com o basal. Os desfechos secund&#xE1;rios foram as altera&#xE7;&#xF5;es no final do intervalo de manuten&#xE7;&#xE3;o em compara&#xE7;&#xE3;o com o basal nos subescores UPDRS (partes I (atividade mental, comportamento e humor), II (atividades da vida di&#xE1;ria [ADL]), III (exame motor) e IV (complica&#xE7;&#xF5;es da terapia)), na escala Schwab e England, na escala de discinesia na doen&#xE7;a de Parkinson, no di&#xE1;rio dos pacientes e na avalia&#xE7;&#xE3;o cl&#xED;nica global. A seguran&#xE7;a e a tolerabilidade foram avaliadas com base em exames neurol&#xF3;gicos, medi&#xE7;&#xF5;es de press&#xE3;o arterial e frequ&#xEA;ncia de pulso, ECG, investiga&#xE7;&#xF5;es laboratoriais de rotina e eventos adversos. Houve uma melhora significativa no grupo do Dicloridrato de Pramipexol nos escores UPDRS total e subescores partes II, III e IV. O escore UPDRS total diminuiu em 37,3% com o Dicloridrato de Pramipexol em compara&#xE7;&#xE3;o com 12,2% com o placebo (P&lt;0,001), representando uma redu&#xE7;&#xE3;o de 20,1%. Para o escore UPDRS total, uma diferen&#xE7;a significativa entre o tratamento e o placebo foi alcan&#xE7;ada j&#xE1; na semana 1 e manteve-se at&#xE9; o final do per&#xED;odo de tratamento. Uma melhora no estadiamento de Hoenh e Yahr foi observada em 6 pacientes (18%) no grupo do Dicloridrato de Pramipexol comparado com 12 pacientes (27%) no grupo do placebo. Uma deteriora&#xE7;&#xE3;o foi registrada em 2 pacientes (6%) em tratamento com Dicloridrato de Pramipexol e em 4 pacientes (9%) no grupo do placebo. Nos demais pacientes, as avalia&#xE7;&#xF5;es no basal e no final da fase de manuten&#xE7;&#xE3;o foram similares. Com base nos resultados obtidos na escala Schwab e England, foi evidente que o tratamento com Dicloridrato de Pramipexol foi superior em compara&#xE7;&#xE3;o com o placebo; melhora no per&#xED;odo &#x201C;on&#x201D; em 52% dos pacientes versus 18%; no per&#xED;odo &#x201C;<em>off</em>&#x201D; em 54% dos pacientes versus 27%. Nenhum efeito significativo sobre discinesias foi observado em fun&#xE7;&#xE3;o da administra&#xE7;&#xE3;o de Dicloridrato de Pramipexol. Os pacientes que receberam Dicloridrato de Pramipexol relataram uma redu&#xE7;&#xE3;o geral nos per&#xED;odos &#x201C;<em>off</em>&#x201D; de 12% - resultando em mais 1,7 hora de tempo &#x201C;on&#x201D; por dia &#x2013; em compara&#xE7;&#xE3;o com um aumento em per&#xED;odos &#x201C;<em>off</em>&#x201D; de 2% com o placebo. O Dicloridrato de Pramipexol mostrou um baixo perfil de efeitos colaterais e foi bem tolerado. Fadiga (29,4%), discinesia (14,7%), agita&#xE7;&#xE3;o e sonhos v&#xED;vidos (ambos 11,8%) foram os eventos adversos mais proeminentes com o tratamento com Dicloridrato de Pramipexol (versus 4,5%, 4,5%, 6,8% e 0% com o placebo, respectivamente).<sup>2</sup></p> <h4>Doen&#xE7;a de Parkinson</h4> <p>A efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos manteve-se por todo o per&#xED;odo de dura&#xE7;&#xE3;o dos estudos cl&#xED;nicos controlados, que foi de aproximadamente 6 meses. Em estudos abertos, em andamento, iniciados h&#xE1; mais de 3 anos, n&#xE3;o se verificaram sinais de diminui&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia.</p> <h4>S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas</h4> <p>A efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos foi avaliada em 4 estudos controlados com placebo em aproximadamente 1.000 pacientes com S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas (SPI) de moderada &#xE0; muito grave. A efic&#xE1;cia foi demonstrada em estudos controlados em pacientes tratados por at&#xE9; 12 semanas e sustentou-se por um per&#xED;odo de 9 meses. A efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos foi mantida durante estudos abertos com dura&#xE7;&#xE3;o superior a 1 ano.<sup>3</sup> Em um estudo cl&#xED;nico controlado por placebo de 26 semanas, a efic&#xE1;cia do Dicloridrato de Pramipexol foi confirmada em pacientes com SPI de moderada &#xE0; grave.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\"><sup>1-</sup> Shannon KM, Bennett JP, Friedman JH. Efficacy of pramipexole, a novel dopamine agonist, as monotherapy in mild to moderate Parkinson&#x2019;s disease. Neurology 1997; 49 (3): 724-728.<br> <sup>2-</sup> Pinter MM, Pogarell O, Oertel WH. Efficacy, safety and tolerance of non-ergoline dopamine agonist pramipexole in the treatment of advanced Parkinson&#x2019;s disease: double blind, placebo controlled, randomized, multicentre study. J Neurol Neurosurg Psychiatry 1999; 66 (4): 436-441.<br> <sup>3-</sup> Oertel W, Schindler T, Reess J, Koester J. A randomised, double-blind, placebo controlled dose titration trial with 0.125 - 0.75 mg pramipexole (Sifrol) orally to investigate the safety and efficacy in out-patients with idiopathic Restless Legs Syndrome for 6 weeks followed by 46 weeks. 17 June 2005 (U05-1394-01).</br></br></span></p> <h3>Comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada</h3> <p>Em 3 estudos duplos-cegos, randomizados, multic&#xEA;ntricos e controlados por placebo, na avalia&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a do Dicloridrato de Pramipexol em comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada&amp;nbsp;uma vez ao dia e de libera&#xE7;&#xE3;o imediata (IR) 3 vezes ao dia, em doses tituladas e depois em doses fixas, Shapira e cols<sup>1</sup> conclu&#xED;ram que dos 507 pacientes eleg&#xED;veis ao tratamento, a efic&#xE1;cia do comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada foi compar&#xE1;vel e descritivamente demonstrada j&#xE1; na semana 33 do estudo, em doses di&#xE1;rias equivalentes ao comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o imediata, e em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; seguran&#xE7;a, a apresentou menores &#xED;ndices de efeitos colaterais (54,9%) comparado ao placebo (55,6%) e ao Dicloridrato de Pramipexol de libera&#xE7;&#xE3;o imediata (64%).</p> <p>Poewe e cols<sup>2</sup> demonstraram tamb&#xE9;m resultados semelhantes em termos de efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a em rela&#xE7;&#xE3;o a ambos os comprimidos de Dicloridrato de Pramipexol (IR e ER), com resultados discretamente inferiores ao placebo em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; incid&#xEA;ncia de eventos adversos. A conclus&#xE3;o desses autores foi de n&#xE3;o inferioridade em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s apresenta&#xE7;&#xF5;es, tanto em termos de efic&#xE1;cia quanto &#xE0; tolerabilidade.</p> <p>Dansirikul e cols<sup>3</sup> analisaram o comportamento sob a &#xF3;tica da farmacocin&#xE9;tica entre&amp;nbsp;os comprimidos revestido e comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prologanda de Dicloridrato de Pramipexol. Baseando-se em 699 pacientes, predominantemente caucasianos e em dois modelos compartimentais de absor&#xE7;&#xE3;o de Dicloridrato de Pramipexol, conclu&#xED;ram ap&#xF3;s 2 anos e 9 meses de estudo que os par&#xE2;metros farmacocin&#xE9;ticos de Dicloridrato de Pramipexol de libera&#xE7;&#xE3;o imediata tomado 3 vezes ao dia &#xE9; compar&#xE1;vel ao de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada em dose &#xFA;nica di&#xE1;ria, com melhor tolerabilidade e semelhante efic&#xE1;cia.</p> <h4>Doen&#xE7;a de Parkinson</h4> <p>Lilienthal e cols<sup>4 </sup>constataram que a efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol manteve-se por todo o per&#xED;odo de dura&#xE7;&#xE3;o dos estudos cl&#xED;nicos controlados, que foi de aproximadamente 6 meses. Em estudos abertos, em andamento, iniciados h&#xE1; mais de 3 anos, n&#xE3;o se verificaram sinais de diminui&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia.</p> <p>A efic&#xE1;cia e a tolerabilidade da troca noturna do comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o imediata para o comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada na mesma dose di&#xE1;ria foi avaliada em um estudo cl&#xED;nico duplo-cego por Debove-Debieuvre e cols<sup>5</sup> em pacientes com doen&#xE7;a de Parkinson precoce.</p> <p>A efic&#xE1;cia foi mantida em 87 dos 103 pacientes que fizeram a troca de terapia. Desses 87 pacientes, 82,8% n&#xE3;o tiveram a dose alterada, 13,8% tiveram aumento da dose e 3,4% tiveram a dose diminu&#xED;da. A altera&#xE7;&#xE3;o da linha de base foi considerada n&#xE3;o clinicamente relevante para metade dos 16 pacientes que n&#xE3;o cumpriram com os crit&#xE9;rios de manuten&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia na pontua&#xE7;&#xE3;o UPDRS partes II + III. Um paciente que realizou a troca apresentou rea&#xE7;&#xE3;o adversa, levando &#xE0; descontinua&#xE7;&#xE3;o da terapia.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\"><sup>1</sup>. Schapira A, Barone P, Hauser RA, Mizuno Y, Poewe W, Rascol O, Busse M, Juhel N, Pramipexole ER Studies Group. Efficacy and safety of pramipexole extended-release for advanced Parkinson&apos;s disease. 13th Int Cong of Parkinson&apos;s Disease and Movement Disorders, Paris, 7 - 11 Jun 2009. Mov Disord 24 (Suppl 1), S277 - S278, Abstr We-199 (2009).<br> <sup>2</sup>. Poewe W, Barone P, Hauser RA, Mizuno Y, Rascol O, Schapira A, Haaksma M, Juhel N, Pramipexole ER Studies Group. Pramipexole extended-release is effective in early Parkinson&apos;s disease. 13th Int Cong of Parkinson&apos;s Disease and Movement Disorders, Paris, 7 - 11 Jun 2009. Mov Disord 24 (Suppl 1), S273, Abstr We-185 (2009).<br> <sup>3</sup>. Dansirikul C, Staab A, Salin L, Haertter S, Lehr T. Population pharmacokinetic analysis of pramipexole extendedrelease formulation in Parkinson&apos;s disease (PD) patients. PAGE 2009, 18th Mtg of the Population Approach Group, St. Petersburg, 23 - 26 Jun 2009 (Poster).<br> <sup>4</sup>. Lilienthal J, Seiler KU. An open, uncontrolled, multicentre study to assess the effects, safety and tolerability of SND 919 in advanced Parkinsons&apos;s disease (follow-up study of study no. 838.003 in Switzerland, Austria, Germany; study no. 838.008 in Denmark; study no. 838.005 in New Zealand) (U99-1608)<br> <sup>5</sup>. Debove-Debieuvre C, Rascol O, Sohr M. A double-blind, double-dummy, randomized, parallel groups study to assess the Efficacy, Safety and Tolerability of switching patients with early Parkinson&#x2019;s disease (PD) from Pramipexole IR to Pramipexole ER or Pramipexole IR. (U08-1964-01).</br></br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <p>Dicloridrato de Pramipexol &#xE9;&amp;nbsp;um agonista da dopamina que se liga com alta seletividade e especificidade aos receptores da subfam&#xED;lia D2 da dopamina, tem afinidade preferencial pelos receptores D3 e apresenta atividade intr&#xED;nseca completa.</p> <p>Dicloridrato de Pramipexol alivia as disfun&#xE7;&#xF5;es motoras do parkinsoniano por meio de estimula&#xE7;&#xE3;o dos receptores de dopamina no corpo estriado. Estudos em animais demonstraram que o Dicloridrato de Pramipexol inibe a s&#xED;ntese, a libera&#xE7;&#xE3;o e o turnover da dopamina. O Dicloridrato de Pramipexol protege os neur&#xF4;nios dopamin&#xE9;rgicos da degenera&#xE7;&#xE3;o devida &#xE0; isquemia ou &#xE0; neurotoxicidade induzida por metanfetamina.</p> <p>Estudos <em>in vitro</em> demonstraram que o Dicloridrato de Pramipexol protege os neur&#xF4;nios da neurotoxicidade da levodopa. Observou-se diminui&#xE7;&#xE3;o dose-dependente da concentra&#xE7;&#xE3;o s&#xE9;rica de prolactina em humanos. Em um estudo cl&#xED;nico com volunt&#xE1;rios sadios onde a titula&#xE7;&#xE3;o da dose foi feita em tempo menor do que o preconizado normalmente, empregando-se comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada de Dicloridrato de Pramipexol (a cada 3 dias) at&#xE9; 4,5 mg/dia, observou-se aumento na press&#xE3;o arterial e frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca. Esse efeito, contudo, n&#xE3;o foi observado em estudos com pacientes.</p> <h4><u>Exclusivo&amp;nbsp;Comprimidos</u></h4> <p>O preciso mecanismo de a&#xE7;&#xE3;o de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos para o tratamento da S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas n&#xE3;o &#xE9; conhecido. Embora a fisiopatologia da S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas seja em sua maior parte desconhecida, a evid&#xEA;ncia neurofarmacol&#xF3;gica sugere a participa&#xE7;&#xE3;o prim&#xE1;ria do sistema dopamin&#xE9;rgico. Os estudos tomogr&#xE1;ficos por emiss&#xE3;o de p&#xF3;sitrons (PET) sugerem que uma disfun&#xE7;&#xE3;o leve pr&#xE9;-sin&#xE1;ptica estriatal deve estar envolvida na patog&#xEA;nese da S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <p>O Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; absorvido r&#xE1;pida e completamente ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral. A biodisponibilidade absoluta do Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; superior a 90% e a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica m&#xE1;xima ocorre entre 1 e 3 horas. A ingest&#xE3;o de alimentos reduz a taxa de absor&#xE7;&#xE3;o, mas n&#xE3;o a extens&#xE3;o da absor&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>O Dicloridrato de Pramipexol apresenta cin&#xE9;tica linear e varia&#xE7;&#xE3;o relativamente pequena entre os n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos individuais, independentemente da forma farmac&#xEA;utica. Em humanos, o Dicloridrato de Pramipexol apresenta baixo &#xED;ndice de liga&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s prote&#xED;nas plasm&#xE1;ticas (&lt;20%) e grande volume de distribui&#xE7;&#xE3;o (400 L). Observaram-se altas concentra&#xE7;&#xF5;es em tecido cerebral de ratos (aproximadamente 8 vezes a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica).</p> <p>No homem, o Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; pouco metabolizado. A excre&#xE7;&#xE3;o renal do Dicloridrato de Pramipexol n&#xE3;o metabolizado &#xE9; a principal via de elimina&#xE7;&#xE3;o (cerca de 80% da dose). Aproximadamente 90% da dose marcada com <sup>14</sup>C &#xE9; excretada atrav&#xE9;s dos rins, enquanto menos de 2% s&#xE3;o eliminados nas fezes.</p> <p>A depura&#xE7;&#xE3;o total do Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; de aproximadamente 500 mL/min e a depura&#xE7;&#xE3;o renal &#xE9; de aproximadamente 400 mL/min. A meia vida de elimina&#xE7;&#xE3;o (t<sub>1/2</sub>) varia de 8 horas nos jovens a 12 horas nos idosos.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Stabil?

Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C). Proteger da luz e umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Apresentações do Stabil

Comprimidos de 0,125 mg

Embalagens com 7 e 30 comprimidos.

Comprimidos de 0,25 mg

Embalagens com 7 e 30 comprimidos.

Comprimidos de 1 mg

Embalagem com 30 comprimidos.

Uso oral.

Uso adulto.

Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência.

0,25mg, caixa com 90 comprimidos

Princípio ativo
:
Dicloridrato De Pramipexol
Classe Terapêutica
:
Antiparkinsonianos
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
C1 Branca 2 vias (Venda Sob Prescrição Médica - Este medicamento pode causar Dependência Física ou Psíquica)
Categoria
:
Parkinson
Especialidade
:
Neurologia

Bula do medicamento

Stabil, para o que é indicado e para o que serve?

Stabil é indicado para o tratamento dos sinais e sintomas da doença de Parkinson sem causa conhecida, podendo ser usado isoladamente ou em associação com levodopa. Também é indicado para tratamento dos sintomas da síndrome das pernas inquietas (SPI) sem causa conhecida.

Quais as contraindicações do Stabil?

Você não deve usar Stabil se tiver alergia ao pramipexol (substância ativa) ou a qualquer componente da fórmula.

Como usar o Stabil?

Você deve tomar os comprimidos com água, com ou sem alimentos. Tome o medicamento conforme orientação de seu médico.

Doença de Parkinson

A dose diária total deve ser dividida em três tomadas diárias.

Esquema de dose ascendente de Stabil
{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:356px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Semana</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:526px\"><strong>Dose</strong></td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Dose di&#xE1;ria total</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:356px\">1</td> <td style=\"text-align:center; width:526px\">0,125 mg, 3 x ao dia</td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\">0,375 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:356px\">2</td> <td style=\"text-align:center; width:526px\">0,25 mg, 3 x ao dia</td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\">0,75 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:356px\">3</td> <td style=\"text-align:center; width:526px\">0,5 mg, 3 x ao dia</td> <td style=\"width:339px\"> <p style=\"text-align:center\">1,50 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Se houver necessidade de aumentar a dose, seu médico poderá acrescentar semanalmente 0,75 mg à dose diária até atingir a dose máxima de 4,5 mg por dia.

Tratamento de manutenção

A dose individual deve situar-se no intervalo entre 0,375 mg por dia e a dose máxima de 4,5 mg por dia.

Descontinuação do tratamento

Em caso de interrupção do tratamento, a dose deve ser diminuída em 0,75 mg por dia até que a dose diária atinja 0,75 mg. Depois disso, a dose deve ser reduzida em 0,375 mg por dia.

Pacientes em tratamento com levodopa

Caso você também esteja tomando levodopa, recomenda-se que seu médico reduza a dose de levodopa, tanto durante o aumento da dose de Stabil como no tratamento de manutenção.

Pacientes com problemas nos rins

Se você tiver problemas nos rins, seu médico poderá adaptar a dose.

Pacientes com problemas no fígado

Não se considera necessário reduzir a dose.

Síndrome das pernas inquietas

A dose inicial recomendada de Stabil é 0,125 mg uma vez ao dia, 2 a 3 horas antes de dormir. Para pacientes com sintomatologia adicional, a dose pode ser aumentada ou ajustada a cada 4 a 7 dias, até no máximo de 0,75 mg por dia.

Esquema de dose ascendente de Stabil

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Etapa</strong></p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Dose di&#xE1;ria (&#xFA;nica) da noite</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:240px\">1</td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,125 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\">2 (se necess&#xE1;rio)</p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,25 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\">3 (se necess&#xE1;rio)</p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,50 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:240px\"> <p style=\"text-align:center\">4 (se necess&#xE1;rio)</p> </td> <td style=\"width:248px\"> <p style=\"text-align:center\">0,75 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

O tratamento pode ser interrompido sem redução gradativa da dose. No entanto, estudos demonstraram que pode ocorrer retorno dos sintomas da SPI.

Se você tiver problemas nos rins, seu médico poderá adaptar a dose.

Não há necessidade de redução da dose em pacientes com problemas no fígado. A segurança e eficácia de Stabil não foram estabelecidas em crianças e adolescentes com até 18 anos.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Como o Stabil funciona?

Stabil atua no cérebro aliviando os problemas motores relacionados com a doença de Parkinson e também protege os neurônios dos efeitos nocivos da levodopa. Ainda não se conhece o mecanismo de ação sobre a síndrome das pernas inquietas (SPI).

Quais cuidados devo ter ao usar o Stabil?

Se você tiver problemas nos rins, seu médico deverá reduzir a dose de Stabil.

Stabil pode causar alucinações e confusão, com maior frequência em pacientes com doença de Parkinson em estágio avançado em tratamento associado com levodopa.

Atenção: sua capacidade para dirigir pode ficar prejudicada caso tenha alucinações visuais.

Existe a possibilidade de surgirem comportamentos anormais, como compulsão alimentar, por compras, sexo e jogos. Nestes casos, o médico poderá decidir se diminui a dose ou mesmo se interrompe o tratamento.

Caso você tenha distúrbios psicóticos (confusão com o real), seu médico deverá avaliar se os benefícios do uso deste medicamento superam os riscos. A administração de Stabil juntamente com antipsicóticos não é recomendada.

O uso de Stabil pode causar sonolência e sono súbito durante suas atividades diárias (como conversas e refeições).

Caso tenha doença cardiovascular grave, será necessário monitorar a sua pressão arterial, principalmente no início do tratamento, devido ao risco de queda da pressão ao levantar-se rapidamente.

Pacientes com doença de Parkinson podem apresentar distonia (contrações involuntárias ou espasmos) como, por exemplo, torcicolo anterior (antecolo – flexão anterior involuntária do pescoço, com o queixo contra o peito), camptocormia (flexão anterior do tronco) ou síndrome de pisa (flexão lateral do tronco). A distonia tem sido ocasionalmente relatada após o início do tratamento com agonistas dopaminérgicos, incluindo pramipexol, embora não exista uma clara relação causal. Estes efeitos podem ocorrer vários meses após o início ou ajuste da medicação.

Na doença de Parkinson, após a interrupção abrupta do tratamento foram relatados sintomas da síndrome neuroléptica maligna (contrações musculares intensas, alterações na dosagem de enzima e febre alta resistente). Foram relatados casos de síndrome de abstinência medicamentosa durante ou após a interrupção do uso de agonistas dopaminérgicos, incluindo Stabil. Devido à síndrome de abstinência medicamentosa, antes da interrupção do uso de Stabil, seu médico deve informar sobre a possibilidade de aparecimento de sintomas como: apatia, ansiedade, depressão, fraqueza, sudorese e dor.

Você deve ser monitorado de perto pelo seu médico durante a interrupção do tratamento com Stabil. No caso do surgimento de sintomas severos de abstinência, seu médico pode pedir que você tome, temporariamente, doses baixas de um agonista dopaminérgico. Você e seu médico devem monitorar a ocorrência de melanoma (um tipo de câncer de pele) durante o uso de Stabil, pois estudos demonstraram que pacientes com doença de Parkinson têm cerca de 2 a 6 vezes mais chance de desenvolver essa doença.

Ocorreram alterações oculares (na retina) em estudos feitos em ratos albinos, que não foram observadas em outras espécies de animais; ainda não foi estabelecida a relevância destes achados para seres humanos.

Casos da literatura indicaram que o tratamento da síndrome das pernas inquietas com medicamentos com ação similar ao Stabil pode resultar em início dos sintomas da síndrome das pernas inquietas em horário mais cedo que o habitual e sua propagação para outras extremidades.

Você terá que ser monitorado regularmente para o controle do desenvolvimento de episódios de mania (elevação anormal e persistente do humor também chamada de euforia) e delírio (alteração do juízo de realidade, ou seja, capacidade de distinguir o falso do verdadeiro implicando em lucidez da consciência). O médico deve informar a você e ao seu cuidador que tanto episódios de mania quanto de delírio podem ocorrer em pacientes tratados com Stabil. Se estes sintomas se desenvolverem, o médico também poderá decidir se diminui a dose ou mesmo se interrompe o tratamento.

O pramipexol não causou malformações em proles de coelhos e ratos, mas foi tóxico aos embriões de ratos quando a mãe recebeu doses consideradas tóxicas de pramipexol.

Efeitos na habilidade de dirigir veículos e operar máquinas

A sonolência pode ser frequente e ter consequências potencialmente sérias. Por isso, você não deve dirigir veículos nem operar nenhuma outra máquina até que tenha experiência suficiente com Stabil para estimar se terá algum prejuízo do seu desempenho mental e/ou motor.

Você não deve dirigir nem participar de atividades potencialmente perigosas se tiver sonolência ou adormecer subitamente durante as atividades diárias, em qualquer momento do tratamento. Caso ocorram, procure seu médico.

Gravidez e Amamentação

Stabil só deve ser utilizado durante a gravidez se os benefícios potenciais justificarem os riscos para o bebê.

Ainda não foi avaliado se Stabil é excretado no leite materno. Se você estiver amamentando não deve usar Stabil, pois pode haver inibição da produção de leite.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Stabil?

Este medicamento pode causar algumas reações desagradáveis inesperadas.

Doença de Parkinson

Reações muito comuns

Tontura, movimentos repetitivos involuntários, sonolência e enjoo.

Reações comuns

Comportamentos anormais (refletindo sintomas de transtornos do controle dos impulsos e comportamento compulsivo), sonhos anormais, confusão, alucinações, insônia, dor de cabeça, distúrbios visuais incluindo visão dupla, visão embaçada e redução da visão, pressão baixa, prisão de ventre, vômito, fraqueza, inchaço nas pernas e pés e perda de peso incluindo perda de apetite.

Reações incomuns

Pneumonia, compulsão por compras, por sexo, jogo patológico, amnésia, delírio, aumento ou diminuição do desejo sexual, paranoia, inquietação, excesso de movimento, início súbito do sono, desmaios, falta de ar, soluços, coceira, vermelhidão e descamação da pele (rash), reações alérgicas e aumento de peso.

Reação rara

Mania.

Reações com frequência desconhecida

Secreção inadequada do hormônio antidiurético, compulsão alimentar, alimentação excessiva, perda da função do coração e torcicolo anterior (antecolo – flexão anterior do pescoço, involuntária, com o queixo contra o peito) e síndrome de abstinência medicamentosa (síndrome de abstinência de agonistas de dopamina).

Síndrome das pernas inquietas

Reação muito comum

Enjoo.

Reações comuns

Sonhos anormais, insônia, tontura, dor de cabeça, sonolência, prisão de ventre, vômito e fraqueza.

Reações incomuns

Confusão, alucinações, aumento ou diminuição do desejo sexual, inquietação, movimentos repetitivos involuntários, início súbito do sono, desmaios, distúrbios visuais incluindo visão dupla, visão embaçada e redução da visão, pressão baixa, falta de ar, soluços, coceira, vermelhidão e descamação da pele (rash), reações alérgicas, inchaço nas pernas e pés, perda de peso incluindo perda de apetite e aumento de peso.

Reações com frequência desconhecida

Pneumonia, secreção inadequada do hormônio antidiurético, comportamentos anormais (refletindo sintomas de transtornos do controle dos impulsos e comportamento compulsivo), compulsão alimentar, por compras, por sexo, por jogo, mania, delírio, alimentação excessiva, paranoia, amnésia, excesso de movimento, perda da função do coração e torcicolo anterior (antecolo – flexão&nbsp;anterior do pescoço, involuntária, com o queixo contra o peito) e síndrome de abstinência medicamentosa (síndrome de abstinência de agonistas de dopamina).

Em alguns pacientes pode ocorrer hipotensão no início do tratamento, principalmente quando o aumento da dose de Stabil é muito rápido.

Há alguns relatos de episódios de sono súbito durante a realização de atividades diárias. Porém, alguns pacientes não relataram sinais de alerta, como sonolência, o que é comum em pacientes tomando doses acima de 1,5 mg/dia de dicloridrato de pramipexol. Não se evidenciou uma relação com a duração do tratamento. Na maioria dos casos sobre os quais se obtiveram informações, os episódios não se repetiram após a redução da dose ou a interrupção do tratamento.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Stabil?

Continue tomando as próximas doses regularmente no horário habitual. Não duplique a dose na próxima tomada.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Qual a composição do Stabil?

Cada comprimido de Stabil 0,125 mg contém:

Dicloridrato de pramipexol 0,125 mg.

Excipientes: manitol, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio e povidona.

Cada comprimido de Stabil 0,25 mg contém:

Dicloridrato de pramipexol 0,25 mg.

Excipientes: manitol, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio e povidona.

Cada comprimido de Stabil 1 mg contém:

Dicloridrato de pramipexol 1,00 mg

Excipientes: manitol, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio e povidona.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Stabil maior do que a recomendada?

Não há experiência clínica com casos de dose excessiva, mas se espera que ocorram eventos adversos como: enjoo, vômitos, excesso de movimentos, alucinações, agitação e pressão baixa. Não se conhece nenhum antídoto para Stabil. Podem ser necessários medicamentos específicos e medidas gerais de suporte como lavagem gástrica, reposição de líquidos pela veia e monitorização por eletrocardiograma.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Stabil com outros remédios?

Se você estiver tomando medicamentos como cimetidina e amantadina, o médico provavelmente reduzirá a dose de Stabil, pois o efeito pode ser aumentado, causando movimentos repetitivos involuntários, agitação ou alucinações.

Não é recomendável a administração de Stabil com antipsicóticos, pois os sintomas do Parkinson podem piorar.

Se você tiver doença de Parkinson e estiver em fase de aumento da dose de Stabil, recomenda-se que o médico diminua a dose de levodopa e mantenha a dose de outros medicamentos contra a doença de Parkinson.

Se você estiver tomando outro medicamento sedativo ou usa álcool, deve ter cautela, pois o efeito sedativo de Stabil pode aumentar.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para sua saúde.

Qual a ação da substância do Stabil (Dicloridrato de Pramipexol)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Comprimidos</h3> <p>Estudo multic&#xEA;ntrico (18 centros), randomizado, duplo-cego e de grupos paralelos conduzido pelo <em>Parkinson Study Group</em> (1997) para avaliar a efic&#xE1;cia e a tolerabilidade do Dicloridrato de Pramipexol em pacientes com DP leve a moderada, avaliou um total de 335 pacientes cujo ingresso foi restrito a pacientes com DP idiop&#xE1;tica que n&#xE3;o estavam recebendo levodopa.</p> <p>O Dicloridrato de Pramipexol foi administrado de acordo com um esquema ascendente de dose at&#xE9; 4,5 mg/dia. Durante a fase de titula&#xE7;&#xE3;o de dose de 7 semanas, cada paciente foi titulado para sua m&#xE1;xima dose tolerada da medica&#xE7;&#xE3;o do estudo. Isto foi seguido por um per&#xED;odo de 24 semanas de terapia de manuten&#xE7;&#xE3;o. Durante a fase de manuten&#xE7;&#xE3;o de 6 meses, os mesmos permaneceram na dose m&#xE1;xima de Dicloridrato de Pramipexol ou placebo alcan&#xE7;ada durante a fase de titula&#xE7;&#xE3;o ascendente. A dose di&#xE1;ria m&#xE9;dia durante o per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o foi de 3,8 mg. Os pacientes foram avaliados semanalmente durante o intervalo de dose ascendente, a cada duas semanas durante os primeiros 3 meses de manuten&#xE7;&#xE3;o, e mensalmente durante os 3 &#xFA;ltimos meses de manuten&#xE7;&#xE3;o. O parkinsonismo foi medido usando-se a UPDRS (Escala de Classifica&#xE7;&#xE3;o Unificada da Doen&#xE7;a de Parkinson). As vari&#xE1;veis prim&#xE1;rias do estudo foram as altera&#xE7;&#xF5;es nos escores UPDRS parte II (Atividades da Vida Di&#xE1;ria - ADL) e III (motor) entre o basal e o final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o. As vari&#xE1;veis secund&#xE1;rias inclu&#xED;ram altera&#xE7;&#xF5;es a partir do basal nos componentes individuais da UPDRS, estadiamento de Hoenh e Yahr e n&#xFA;mero de dias at&#xE9; a falha do tratamento (definida como benef&#xED;cio insatisfat&#xF3;rio ou progress&#xE3;o da doen&#xE7;a a ponto de requerer terapia adicional, como a levodopa). Um total de 164 pacientes foi randomizado para o grupo com Dicloridrato de Pramipexol e 171 para o grupo com placebo. Ao todo, 80% dos pacientes que receberam placebo e 83% daqueles tratados com Dicloridrato de Pramipexol completaram o estudo. Destes &#xFA;ltimos, 74% atingiram a dose-alvo de 4,5 mg/dia.</p> <h4>Efic&#xE1;cia e Seguran&#xE7;a</h4> <p>Os escores UPDRS ADL e motor diminu&#xED;ram significativamente em compara&#xE7;&#xE3;o com o basal no grupo do Dicloridrato de Pramipexol (P &lt; 0,0001): ADL m&#xE9;dio de 8,2 no basal versus 6,4 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o (semana 24) motor m&#xE9;dio de 18,8 no basal versus 14,1 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o. Para o placebo, os valores basais praticamente se mantiveram: ADL m&#xE9;dio de 8,3 no basal versus 8,7 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o Motor m&#xE9;dio de 18,8 no basal versus 20,1 no final do per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o. Por todo o per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o, a magnitude do benef&#xED;cio variou de 22 a 29% para os escores de ADL e 25% a 31% para os escores motores. As diferen&#xE7;as emergiram na semana 3 (1,5 mg/dia) do intervalo de dose ascendente e persistiram por toda a fase de manuten&#xE7;&#xE3;o. De todos os eventos adversos relatados, apenas n&#xE1;usea, ins&#xF4;nia, constipa&#xE7;&#xE3;o, sonol&#xEA;ncia e alucina&#xE7;&#xF5;es visuais ocorreram, significativamente, com maior frequ&#xEA;ncia nos pacientes tratados com Dicloridrato de Pramipexol em compara&#xE7;&#xE3;o com aqueles que receberam placebo.</p> <p>Alucina&#xE7;&#xF5;es ocorreram em aproximadamente 10% dos pacientes tratados com Dicloridrato de Pramipexol, por&#xE9;m frequentemente se resolveram com redu&#xE7;&#xE3;o da dose do medicamento. A maior parte dos pacientes no grupo com Dicloridrato de Pramipexol que descontinuaram o estudo devido a eventos adversos (18 pacientes) teve m&#xFA;ltiplas raz&#xF5;es para a descontinua&#xE7;&#xE3;o, sendo as mais comuns queixas gastrintestinais (10 pacientes), alucina&#xE7;&#xF5;es (7 pacientes) e sonol&#xEA;ncia ou fadiga (5 pacientes).</p> <p>No geral, o Dicloridrato de Pramipexol n&#xE3;o foi associado com altera&#xE7;&#xF5;es significativas na press&#xE3;o arterial, pulso, ECG ou quaisquer testes hematol&#xF3;gicos ou de bioqu&#xED;mica s&#xE9;rica.<sup>1</sup></p> <p>Em outro ensaio cl&#xED;nico conduzido por Pinter e cols, (1999) de Fase II, prospectivo, duplo-cego, controlado com placebo, randomizado e multic&#xEA;ntrico para comparar a efic&#xE1;cia e a tolerabilidade do Dicloridrato de Pramipexol como medicamento adicional (<em>add on</em>). Para isso, 78 pacientes de ambos os sexos com doen&#xE7;a de Parkinson avan&#xE7;ada e complica&#xE7;&#xF5;es do tratamento, tais como flutua&#xE7;&#xF5;es motoras, foi inclu&#xED;do no estudo e alocado para tratamento, adicionado a uma medica&#xE7;&#xE3;o antiparkinsoniana estabilizada, com Dicloridrato de Pramipexol (n=34) versus placebo (n=44). Na randomiza&#xE7;&#xE3;o houve uma estratifica&#xE7;&#xE3;o em quatro grupos de acordo com uma dose di&#xE1;ria de levodopa alta (&gt; 600 mg) ou baixa (&#x2264; 600 mg) e com ou sem outra medica&#xE7;&#xE3;o antiparkinsoniana. As doses di&#xE1;rias da medica&#xE7;&#xE3;o do estudo foram ajustadas individualmente durante um intervalo de titula&#xE7;&#xE3;o de dose de 7 semanas, com as doses sendo incrementadas semanalmente de 0,2 mg at&#xE9; 5,0 mg/dia, seguido por um per&#xED;odo de manuten&#xE7;&#xE3;o de 4 semanas. O desfecho prim&#xE1;rio foi a altera&#xE7;&#xE3;o no escore UPDRS total no final do intervalo de manuten&#xE7;&#xE3;o comparado com o basal. Os desfechos secund&#xE1;rios foram as altera&#xE7;&#xF5;es no final do intervalo de manuten&#xE7;&#xE3;o em compara&#xE7;&#xE3;o com o basal nos subescores UPDRS (partes I (atividade mental, comportamento e humor), II (atividades da vida di&#xE1;ria [ADL]), III (exame motor) e IV (complica&#xE7;&#xF5;es da terapia)), na escala Schwab e England, na escala de discinesia na doen&#xE7;a de Parkinson, no di&#xE1;rio dos pacientes e na avalia&#xE7;&#xE3;o cl&#xED;nica global. A seguran&#xE7;a e a tolerabilidade foram avaliadas com base em exames neurol&#xF3;gicos, medi&#xE7;&#xF5;es de press&#xE3;o arterial e frequ&#xEA;ncia de pulso, ECG, investiga&#xE7;&#xF5;es laboratoriais de rotina e eventos adversos. Houve uma melhora significativa no grupo do Dicloridrato de Pramipexol nos escores UPDRS total e subescores partes II, III e IV. O escore UPDRS total diminuiu em 37,3% com o Dicloridrato de Pramipexol em compara&#xE7;&#xE3;o com 12,2% com o placebo (P&lt;0,001), representando uma redu&#xE7;&#xE3;o de 20,1%. Para o escore UPDRS total, uma diferen&#xE7;a significativa entre o tratamento e o placebo foi alcan&#xE7;ada j&#xE1; na semana 1 e manteve-se at&#xE9; o final do per&#xED;odo de tratamento. Uma melhora no estadiamento de Hoenh e Yahr foi observada em 6 pacientes (18%) no grupo do Dicloridrato de Pramipexol comparado com 12 pacientes (27%) no grupo do placebo. Uma deteriora&#xE7;&#xE3;o foi registrada em 2 pacientes (6%) em tratamento com Dicloridrato de Pramipexol e em 4 pacientes (9%) no grupo do placebo. Nos demais pacientes, as avalia&#xE7;&#xF5;es no basal e no final da fase de manuten&#xE7;&#xE3;o foram similares. Com base nos resultados obtidos na escala Schwab e England, foi evidente que o tratamento com Dicloridrato de Pramipexol foi superior em compara&#xE7;&#xE3;o com o placebo; melhora no per&#xED;odo &#x201C;on&#x201D; em 52% dos pacientes versus 18%; no per&#xED;odo &#x201C;<em>off</em>&#x201D; em 54% dos pacientes versus 27%. Nenhum efeito significativo sobre discinesias foi observado em fun&#xE7;&#xE3;o da administra&#xE7;&#xE3;o de Dicloridrato de Pramipexol. Os pacientes que receberam Dicloridrato de Pramipexol relataram uma redu&#xE7;&#xE3;o geral nos per&#xED;odos &#x201C;<em>off</em>&#x201D; de 12% - resultando em mais 1,7 hora de tempo &#x201C;on&#x201D; por dia &#x2013; em compara&#xE7;&#xE3;o com um aumento em per&#xED;odos &#x201C;<em>off</em>&#x201D; de 2% com o placebo. O Dicloridrato de Pramipexol mostrou um baixo perfil de efeitos colaterais e foi bem tolerado. Fadiga (29,4%), discinesia (14,7%), agita&#xE7;&#xE3;o e sonhos v&#xED;vidos (ambos 11,8%) foram os eventos adversos mais proeminentes com o tratamento com Dicloridrato de Pramipexol (versus 4,5%, 4,5%, 6,8% e 0% com o placebo, respectivamente).<sup>2</sup></p> <h4>Doen&#xE7;a de Parkinson</h4> <p>A efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos manteve-se por todo o per&#xED;odo de dura&#xE7;&#xE3;o dos estudos cl&#xED;nicos controlados, que foi de aproximadamente 6 meses. Em estudos abertos, em andamento, iniciados h&#xE1; mais de 3 anos, n&#xE3;o se verificaram sinais de diminui&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia.</p> <h4>S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas</h4> <p>A efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos foi avaliada em 4 estudos controlados com placebo em aproximadamente 1.000 pacientes com S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas (SPI) de moderada &#xE0; muito grave. A efic&#xE1;cia foi demonstrada em estudos controlados em pacientes tratados por at&#xE9; 12 semanas e sustentou-se por um per&#xED;odo de 9 meses. A efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos foi mantida durante estudos abertos com dura&#xE7;&#xE3;o superior a 1 ano.<sup>3</sup> Em um estudo cl&#xED;nico controlado por placebo de 26 semanas, a efic&#xE1;cia do Dicloridrato de Pramipexol foi confirmada em pacientes com SPI de moderada &#xE0; grave.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\"><sup>1-</sup> Shannon KM, Bennett JP, Friedman JH. Efficacy of pramipexole, a novel dopamine agonist, as monotherapy in mild to moderate Parkinson&#x2019;s disease. Neurology 1997; 49 (3): 724-728.<br> <sup>2-</sup> Pinter MM, Pogarell O, Oertel WH. Efficacy, safety and tolerance of non-ergoline dopamine agonist pramipexole in the treatment of advanced Parkinson&#x2019;s disease: double blind, placebo controlled, randomized, multicentre study. J Neurol Neurosurg Psychiatry 1999; 66 (4): 436-441.<br> <sup>3-</sup> Oertel W, Schindler T, Reess J, Koester J. A randomised, double-blind, placebo controlled dose titration trial with 0.125 - 0.75 mg pramipexole (Sifrol) orally to investigate the safety and efficacy in out-patients with idiopathic Restless Legs Syndrome for 6 weeks followed by 46 weeks. 17 June 2005 (U05-1394-01).</br></br></span></p> <h3>Comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada</h3> <p>Em 3 estudos duplos-cegos, randomizados, multic&#xEA;ntricos e controlados por placebo, na avalia&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a do Dicloridrato de Pramipexol em comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada&amp;nbsp;uma vez ao dia e de libera&#xE7;&#xE3;o imediata (IR) 3 vezes ao dia, em doses tituladas e depois em doses fixas, Shapira e cols<sup>1</sup> conclu&#xED;ram que dos 507 pacientes eleg&#xED;veis ao tratamento, a efic&#xE1;cia do comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada foi compar&#xE1;vel e descritivamente demonstrada j&#xE1; na semana 33 do estudo, em doses di&#xE1;rias equivalentes ao comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o imediata, e em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; seguran&#xE7;a, a apresentou menores &#xED;ndices de efeitos colaterais (54,9%) comparado ao placebo (55,6%) e ao Dicloridrato de Pramipexol de libera&#xE7;&#xE3;o imediata (64%).</p> <p>Poewe e cols<sup>2</sup> demonstraram tamb&#xE9;m resultados semelhantes em termos de efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a em rela&#xE7;&#xE3;o a ambos os comprimidos de Dicloridrato de Pramipexol (IR e ER), com resultados discretamente inferiores ao placebo em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; incid&#xEA;ncia de eventos adversos. A conclus&#xE3;o desses autores foi de n&#xE3;o inferioridade em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s apresenta&#xE7;&#xF5;es, tanto em termos de efic&#xE1;cia quanto &#xE0; tolerabilidade.</p> <p>Dansirikul e cols<sup>3</sup> analisaram o comportamento sob a &#xF3;tica da farmacocin&#xE9;tica entre&amp;nbsp;os comprimidos revestido e comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prologanda de Dicloridrato de Pramipexol. Baseando-se em 699 pacientes, predominantemente caucasianos e em dois modelos compartimentais de absor&#xE7;&#xE3;o de Dicloridrato de Pramipexol, conclu&#xED;ram ap&#xF3;s 2 anos e 9 meses de estudo que os par&#xE2;metros farmacocin&#xE9;ticos de Dicloridrato de Pramipexol de libera&#xE7;&#xE3;o imediata tomado 3 vezes ao dia &#xE9; compar&#xE1;vel ao de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada em dose &#xFA;nica di&#xE1;ria, com melhor tolerabilidade e semelhante efic&#xE1;cia.</p> <h4>Doen&#xE7;a de Parkinson</h4> <p>Lilienthal e cols<sup>4 </sup>constataram que a efic&#xE1;cia de Dicloridrato de Pramipexol manteve-se por todo o per&#xED;odo de dura&#xE7;&#xE3;o dos estudos cl&#xED;nicos controlados, que foi de aproximadamente 6 meses. Em estudos abertos, em andamento, iniciados h&#xE1; mais de 3 anos, n&#xE3;o se verificaram sinais de diminui&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia.</p> <p>A efic&#xE1;cia e a tolerabilidade da troca noturna do comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o imediata para o comprimido de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada na mesma dose di&#xE1;ria foi avaliada em um estudo cl&#xED;nico duplo-cego por Debove-Debieuvre e cols<sup>5</sup> em pacientes com doen&#xE7;a de Parkinson precoce.</p> <p>A efic&#xE1;cia foi mantida em 87 dos 103 pacientes que fizeram a troca de terapia. Desses 87 pacientes, 82,8% n&#xE3;o tiveram a dose alterada, 13,8% tiveram aumento da dose e 3,4% tiveram a dose diminu&#xED;da. A altera&#xE7;&#xE3;o da linha de base foi considerada n&#xE3;o clinicamente relevante para metade dos 16 pacientes que n&#xE3;o cumpriram com os crit&#xE9;rios de manuten&#xE7;&#xE3;o da efic&#xE1;cia na pontua&#xE7;&#xE3;o UPDRS partes II + III. Um paciente que realizou a troca apresentou rea&#xE7;&#xE3;o adversa, levando &#xE0; descontinua&#xE7;&#xE3;o da terapia.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\"><sup>1</sup>. Schapira A, Barone P, Hauser RA, Mizuno Y, Poewe W, Rascol O, Busse M, Juhel N, Pramipexole ER Studies Group. Efficacy and safety of pramipexole extended-release for advanced Parkinson&apos;s disease. 13th Int Cong of Parkinson&apos;s Disease and Movement Disorders, Paris, 7 - 11 Jun 2009. Mov Disord 24 (Suppl 1), S277 - S278, Abstr We-199 (2009).<br> <sup>2</sup>. Poewe W, Barone P, Hauser RA, Mizuno Y, Rascol O, Schapira A, Haaksma M, Juhel N, Pramipexole ER Studies Group. Pramipexole extended-release is effective in early Parkinson&apos;s disease. 13th Int Cong of Parkinson&apos;s Disease and Movement Disorders, Paris, 7 - 11 Jun 2009. Mov Disord 24 (Suppl 1), S273, Abstr We-185 (2009).<br> <sup>3</sup>. Dansirikul C, Staab A, Salin L, Haertter S, Lehr T. Population pharmacokinetic analysis of pramipexole extendedrelease formulation in Parkinson&apos;s disease (PD) patients. PAGE 2009, 18th Mtg of the Population Approach Group, St. Petersburg, 23 - 26 Jun 2009 (Poster).<br> <sup>4</sup>. Lilienthal J, Seiler KU. An open, uncontrolled, multicentre study to assess the effects, safety and tolerability of SND 919 in advanced Parkinsons&apos;s disease (follow-up study of study no. 838.003 in Switzerland, Austria, Germany; study no. 838.008 in Denmark; study no. 838.005 in New Zealand) (U99-1608)<br> <sup>5</sup>. Debove-Debieuvre C, Rascol O, Sohr M. A double-blind, double-dummy, randomized, parallel groups study to assess the Efficacy, Safety and Tolerability of switching patients with early Parkinson&#x2019;s disease (PD) from Pramipexole IR to Pramipexole ER or Pramipexole IR. (U08-1964-01).</br></br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <p>Dicloridrato de Pramipexol &#xE9;&amp;nbsp;um agonista da dopamina que se liga com alta seletividade e especificidade aos receptores da subfam&#xED;lia D2 da dopamina, tem afinidade preferencial pelos receptores D3 e apresenta atividade intr&#xED;nseca completa.</p> <p>Dicloridrato de Pramipexol alivia as disfun&#xE7;&#xF5;es motoras do parkinsoniano por meio de estimula&#xE7;&#xE3;o dos receptores de dopamina no corpo estriado. Estudos em animais demonstraram que o Dicloridrato de Pramipexol inibe a s&#xED;ntese, a libera&#xE7;&#xE3;o e o turnover da dopamina. O Dicloridrato de Pramipexol protege os neur&#xF4;nios dopamin&#xE9;rgicos da degenera&#xE7;&#xE3;o devida &#xE0; isquemia ou &#xE0; neurotoxicidade induzida por metanfetamina.</p> <p>Estudos <em>in vitro</em> demonstraram que o Dicloridrato de Pramipexol protege os neur&#xF4;nios da neurotoxicidade da levodopa. Observou-se diminui&#xE7;&#xE3;o dose-dependente da concentra&#xE7;&#xE3;o s&#xE9;rica de prolactina em humanos. Em um estudo cl&#xED;nico com volunt&#xE1;rios sadios onde a titula&#xE7;&#xE3;o da dose foi feita em tempo menor do que o preconizado normalmente, empregando-se comprimidos de libera&#xE7;&#xE3;o prolongada de Dicloridrato de Pramipexol (a cada 3 dias) at&#xE9; 4,5 mg/dia, observou-se aumento na press&#xE3;o arterial e frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca. Esse efeito, contudo, n&#xE3;o foi observado em estudos com pacientes.</p> <h4><u>Exclusivo&amp;nbsp;Comprimidos</u></h4> <p>O preciso mecanismo de a&#xE7;&#xE3;o de Dicloridrato de Pramipexol&amp;nbsp;comprimidos para o tratamento da S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas n&#xE3;o &#xE9; conhecido. Embora a fisiopatologia da S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas seja em sua maior parte desconhecida, a evid&#xEA;ncia neurofarmacol&#xF3;gica sugere a participa&#xE7;&#xE3;o prim&#xE1;ria do sistema dopamin&#xE9;rgico. Os estudos tomogr&#xE1;ficos por emiss&#xE3;o de p&#xF3;sitrons (PET) sugerem que uma disfun&#xE7;&#xE3;o leve pr&#xE9;-sin&#xE1;ptica estriatal deve estar envolvida na patog&#xEA;nese da S&#xED;ndrome das Pernas Inquietas.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <p>O Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; absorvido r&#xE1;pida e completamente ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral. A biodisponibilidade absoluta do Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; superior a 90% e a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica m&#xE1;xima ocorre entre 1 e 3 horas. A ingest&#xE3;o de alimentos reduz a taxa de absor&#xE7;&#xE3;o, mas n&#xE3;o a extens&#xE3;o da absor&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>O Dicloridrato de Pramipexol apresenta cin&#xE9;tica linear e varia&#xE7;&#xE3;o relativamente pequena entre os n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos individuais, independentemente da forma farmac&#xEA;utica. Em humanos, o Dicloridrato de Pramipexol apresenta baixo &#xED;ndice de liga&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s prote&#xED;nas plasm&#xE1;ticas (&lt;20%) e grande volume de distribui&#xE7;&#xE3;o (400 L). Observaram-se altas concentra&#xE7;&#xF5;es em tecido cerebral de ratos (aproximadamente 8 vezes a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica).</p> <p>No homem, o Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; pouco metabolizado. A excre&#xE7;&#xE3;o renal do Dicloridrato de Pramipexol n&#xE3;o metabolizado &#xE9; a principal via de elimina&#xE7;&#xE3;o (cerca de 80% da dose). Aproximadamente 90% da dose marcada com <sup>14</sup>C &#xE9; excretada atrav&#xE9;s dos rins, enquanto menos de 2% s&#xE3;o eliminados nas fezes.</p> <p>A depura&#xE7;&#xE3;o total do Dicloridrato de Pramipexol &#xE9; de aproximadamente 500 mL/min e a depura&#xE7;&#xE3;o renal &#xE9; de aproximadamente 400 mL/min. A meia vida de elimina&#xE7;&#xE3;o (t<sub>1/2</sub>) varia de 8 horas nos jovens a 12 horas nos idosos.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Stabil?

Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C). Proteger da luz e umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas

Os comprimidos de dicloridrato de pramipexol 0,125 mg, 0,25 mg e 1 mg são brancos e circulares.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Apresentações do Stabil

Comprimidos de 0,125 mg

Embalagens com 7 e 30 comprimidos.

Comprimidos de 0,25 mg

Embalagens com 7 e 30 comprimidos.

Comprimidos de 1 mg

Embalagem com 30 comprimidos.

Uso oral.

Uso adulto.

Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência.

Dizeres Legais do Stabil

MS - 1.0573.0429

Farmacêutica Responsável:
Gabriela Mallmann
CRF-SP nº 30.138

Registrado por:
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CNPJ 60.659.463/0029-92
Indústria Brasileira




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Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
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Só pode ser vendido com retenção da receita.

Fabricante: Aché

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