Aché Vertizine D

11,8mg + 3mg, caixa contendo 20 comprimidos

Princípio ativo
:
Dicloridrato De Flunarizina + Mesilato De Di-Hidroergocristina
Classe Terapêutica
:
Antagonistas Do Cálcio Com Ação Cerebral
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Venda Sob Prescrição Médica)
Categoria
:
Sistema Nervoso
Especialidade
:
Cardiologia e Neurologia

Bula do medicamento

Vertizine D, para o que é indicado e para o que serve?

Vertizine D é indicado para o tratamento de:

  • <li>Dist&#xFA;rbios de equil&#xED;brio de origem vestibular: vertigens (tonturas), doen&#xE7;a de M&#xE9;ni&#xE8;re (doen&#xE7;a caracterizada por <a href="https://minutosaudavel.com.br/tontura-o-que-pode-ser/" rel="noopener" target="_blank">tontura</a>, perda de audi&#xE7;&#xE3;o e zumbidos) e outras disfun&#xE7;&#xF5;es do labirinto (cujo principal sintoma &#xE9; a tontura).</li> <li>Para a preven&#xE7;&#xE3;o e o tratamento de doen&#xE7;as cerebrovasculares (doen&#xE7;as relacionadas com a circula&#xE7;&#xE3;o do sangue no c&#xE9;rebro) cr&#xF4;nicas, atuando em sintomas como altera&#xE7;&#xF5;es de mem&#xF3;ria, confus&#xE3;o mental, dist&#xFA;rbios do sono, d&#xE9;ficit de aten&#xE7;&#xE3;o. <a href="https://consultaremedios.com.br/sistema-cardiovascular-circulacao/aterosclerose/c" target="_blank">Aterosclerose</a> cerebral (estreitamento das art&#xE9;rias do c&#xE9;rebro), sequelas funcionais p&#xF3;s-traumas cranioencef&#xE1;licas (no c&#xE9;rebro).</li> <li>Para a preven&#xE7;&#xE3;o e o tratamento de doen&#xE7;as vasculares perif&#xE9;ricas (doen&#xE7;a dos vasos sangu&#xED;neos), claudica&#xE7;&#xE3;o intermitente (sensa&#xE7;&#xE3;o de <a href="https://minutosaudavel.com.br/caimbra/" rel="noopener" target="_blank">c&#xE3;ibra</a> nas pernas durante os exerc&#xED;cios) s&#xED;ndrome de Raynaud (altera&#xE7;&#xE3;o do fluxo sangu&#xED;neo nas extremidades do corpo humano em situa&#xE7;&#xF5;es de temperatura baixa ou <a href="https://minutosaudavel.com.br/estresse/" rel="noopener" target="_blank">estresse</a>), tromboange&#xED;te obliterante (doen&#xE7;a vascular inflamat&#xF3;ria oclusiva), altera&#xE7;&#xF5;es da circula&#xE7;&#xE3;o sangu&#xED;nea nas extremidades do corpo associadas ao <a href="https://consultaremedios.com.br/sistema-cardiovascular-circulacao/diabetes/c" target="_blank">Diabetes</a> <em>mellitus</em> (angiopatia diab&#xE9;tica).</li>

Como o&nbsp;Vertizine D funciona?

{"tag":"hr","value":" <p>Vertizine D &#xE9; uma associa&#xE7;&#xE3;o de duas subst&#xE2;ncias ativas: o <a href=\"https://consultaremedios.com.br/dicloridrato-de-flunarizina/bula\" target=\"_blank\">dicloridrato de flunarizina</a> e o mesilato de dihidroergocristina. O dicloridrato de flunarizina controla a entrada de c&#xE1;lcio nas c&#xE9;lulas, evitando apenas a sua entrada excessiva, que resulta em danos &#xE0;s c&#xE9;lulas. Desta forma, impede a contra&#xE7;&#xE3;o dos vasos em situa&#xE7;&#xF5;es em que o fluxo de sangue est&#xE1; comprometido, como nas altera&#xE7;&#xF5;es dos vasos cerebrais (do c&#xE9;rebro) ou perif&#xE9;ricos.</p> <p>Tamb&#xE9;m apresenta atividade antivertiginosa (a&#xE7;&#xE3;o contra tontura) por diminuir a entrada excessiva de c&#xE1;lcio nas c&#xE9;lulas sensoriais do sistema vestibular (um dos respons&#xE1;veis pelo equil&#xED;brio). O <a href=\"https://consultaremedios.com.br/mesilato-de-di-hidroergocristina/bula\" target=\"_blank\">mesilato de di-hidroergocristina</a> age facilitando a circula&#xE7;&#xE3;o de sangue no c&#xE9;rebro e melhorando as fun&#xE7;&#xF5;es relacionadas a ele, como mem&#xF3;ria e concentra&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>O tempo de in&#xED;cio de a&#xE7;&#xE3;o terap&#xEA;utica &#xE9; vari&#xE1;vel, de acordo com caracter&#xED;sticas individuais, e depende do tipo e grau de gravidade da doen&#xE7;a.</p> "}

Quais as contraindicações do Vertizine D?

Vertizine D é contraindicado em pacientes que apresentam hipersensibilidade (alergia) a quaisquer componentes de sua fórmula ou à cinarizina (um bloqueador de canal de cálcio estruturalmente semelhante à flunarizina) ou a qualquer alcaloide do ergot.

Esse medicamento não deve ser utilizado na fase aguda de um acidente vascular cerebral (derrame cerebral), portadores de cardiopatias descompensadas (doenças do coração), doenças infecciosas graves e em pacientes com história de depressão ou com sintomas extrapiramidais preexistentes como parkinsonismo (tremor, rigidez muscular, lentificação).

Vertizine D é contraindicado nos casos de psicoses agudas ou crônicas, independente da etiologia.

Como usar o Vertizine D?

Este medicamento pode ser utilizado na dose de um comprimido ao dia, podendo ser modificada a critério do médico.

A duração do tratamento também fica a critério do médico e, dependendo da indicação, pode variar de 2 semanas a vários meses.

Pacientes com insuficiência hepática (função prejudicada do fígado) podem necessitar de ajuste da dose, já que a metabolização da medicação é hepática.

Pacientes com insuficiência renal não requerem ajuste de doses.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o&nbsp;Vertizine D?

{"tag":"hr","value":" <p>Caso esque&#xE7;a de tomar uma dose, espere o hor&#xE1;rio da pr&#xF3;xima dose. Nunca devem ser administradas duas doses ao mesmo tempo.</p> <p><strong>Em caso de d&#xFA;vidas, procure orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico ou de seu m&#xE9;dico, ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> "}

Quais cuidados devo ter ao usar o Vertizine D?

Como Vertizine D é extensivamente metabolizado pelo fígado, um ajuste de dose será necessário em pacientes com insuficiência hepática.

Pacientes idosos estão mais predispostos a desenvolver efeitos colaterais extrapiramidais (como tremor, rigidez muscular, lentificação) em tratamentos prolongados com Vertizine D.

Como Vertizine D pode causar sonolência, especialmente no início do tratamento, o seu uso concomitante com álcool ou depressores do sistema nervoso central (como medicamentos sedativos) deve ser evitado. Desta forma, os pacientes devem ser alertados quanto à condução de veículos, ao manuseio de máquinas perigosas e outros equipamentos que requeiram atenção.

Não são necessários ajustes de doses em insuficiência renal (função prejudicada dos rins), pois pequenas quantidades são excretadas na urina.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Não há estudos clínicos publicados que abordem o potencial de más-formações fetais da flunarizina e, portanto, seu uso durante a gravidez deve ser evitado. A excreção do medicamento no leite materno é desconhecida e, portanto, seu uso durante a amamentação é desaconselhado.

Durante o tratamento o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.

A eficácia deste medicamento depende da capacidade funcional do paciente.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Vertizine D?

Reações Adversas observadas com a flunarizina

Reações comuns (ocorrem entre 1 e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Sonolência e tontura.

Reações incomuns (ocorrem em menos de 1% dos pacientes)

Cefaleia (dor de cabeça), insônia, depressão, náusea, epigastralgia (dor no estômago) e boca seca.

A literatura cita ainda as seguintes reações adversas, sem frequência conhecida: irritabilidade, astenia (cansaço), dificuldade de concentração, visão turva, diplopia (visão dupla), ganho de peso, erupções cutâneas (alterações na pele), hiperplasia gengival (aumento do volume da gengiva) e sensação de “cabeça leve”.

Também podem ocorrer efeitos extrapiramidais que incluem parkinsonismo, acatisia (inquietação), discinesia orofacial (movimentos involuntários da boca e face), torcicolo e tremor facial. Estas reações são mais comuns nos indivíduos acima de 65 anos, com tremor essencial ou história de tremor essencial na família, com doença de Parkinson, e durante tratamentos prolongados. Os sintomas melhoram com a interrupção do tratamento em um intervalo de tempo variável de 2 semanas a 6 meses. Em casos raros pode ocorrer depressão com ideação suicida em pacientes predispostos, assim como pesadelos e alucinações.

A flunarizina pode causar porfiria (grupo de distúrbios raros que se manifestam como problemas na pele e/ou no sistema nervoso central) segundo dados obtidos com animais.

As concentrações séricas totais de cálcio não são afetadas pela ação de bloqueadores de canais de cálcio.

Reações Adversas observadas com a di-hidroergocristina

Reações comuns (ocorrem entre 1 e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Náuseas e epigastralgia (dor no estômago).

Reações incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam esse medicamento)

Prurido (coceira), dor de cabeça, sonolência, vermelhidão da pele, congestão nasal e diarreia.

Reações raras (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam esse medicamento)

Boca seca, tontura, vômitos, hipotensão (pressão baixa), taquicardia (aumento dos batimentos do coração), parestesia (formigamentos), constipação (prisão de ventre), alterações de deglutição (engolir) e sudorese.

Reações muito raras (ocorrem em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam esse medicamento)

Astenia (cansaço) e ondas de calor.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

Qual a composição do Vertizine D?

Cada comprimido de Vertizine D contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:292px\"> <p style=\"text-align:center\">Mesilato de di-hidroergocristina</p> </td> <td style=\"width:169px\"> <p style=\"text-align:center\">3 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:292px\"> <p style=\"text-align:center\">Dicloridrato de flunarizina (equivalente a 10,0 mg de flunarizina)</p> </td> <td style=\"width:169px\"> <p style=\"text-align:center\">11,80 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Excipientes: amido, estearato de magnésio, celulose microcristalina, dióxido de silício, fosfato de cálcio dibásico di-hidratado e manitol.

Apresentação do&nbsp;Vertizine D

{"tag":"hr","value":" <p>Comprimidos 3 mg + 10 mg: embalagens com 20 comprimidos.</p> <p><strong>Uso oral.</strong></p> <p><strong>Uso adulto.</strong></p> "}

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Vertizine D maior do que a recomendada?

Entre imediatamente em contato com o seu médico, ou procure um pronto-socorro informando a quantidade ingerida, horário da ingestão e os sintomas.

Poucos casos de superdosagem aguda de flunarizina (ingestão de mais de 600 mg em uma só tomada) foram relatados e os sintomas observados foram: sedação, agitação e taquicardia (aumento dos batimentos do coração). O paciente com suspeita de superdosagem deve ser hospitalizado e monitorado. O tratamento da superdosagem consiste em medidas de suporte, lavagem gástrica e administração de carvão ativado. A indução do vômito não é recomendada.

Até o momento não foram relatados casos de superdosagem de di-hidroergocristina.

A dosagem de flunarizina e de di-hidroergocristina no sangue não é usual.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações sobre como proceder.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Vertizine D com outros remédios?

Dicloridrato de flunarizina

Gravidade Maior
Amiodarona

A combinação com flunarizina pode levar a um aumento de uma ou de ambas as drogas, pode causar bradicardia (diminuição dos batimentos do coração) ou piorar bloqueios átrio-ventriculares (alteração na condução do estímulo elétrico do coração, prejudicando o seu funcionamento).

Droperidol

A associação com flunarizina pode resultar em aumento do intervalo QT (alteração no exame de eletrocardiograma).

Gravidade Moderada
Beta-bloqueadores

Esta combinação pode causar hipotensão (pressão baixa), bradicardia (diminuição dos batimentos do coração) ou piorar a performance cardíaca, devido a efeitos aditivos que reduzem a contratilidade cardíaca (contração do coração) e a condução atrio-ventricular (condução do estímulo elétrico pelo coração).

Anticonvulsivantes

A flunarizina aumenta a concentração da carbamazepina no sangue e facilita a intoxicação por este medicamento. A carbamazepina, assim como a fenitoína e o valproato, pode aumentar a metabolização (transformação) da flunarizina podendo ser necessário um aumento de dose.

Indinavir e Saquinavir

Diminuem o metabolismo da flunarizina, aumentando sua concentração sérica (no sangue) e facilitando a ocorrência de intoxicação.

Gravidade&nbsp;Menor
Anti-inflamatórios não hormonais

Esta associação aumenta o risco de hemorragia (sangramento) gastrintestinal (no estômago e intestinos).

Gravidade não especificada
Álcool e depressores do SNC

A flunarizina pode potencializar os efeitos do álcool e dos depressores do sistema nervoso central (p.ex. sedativos e tranquilizantes), especialmente no início do tratamento.

Rifampicina

Diminui a concentração da flunarizina no sangue.

Anticoagulantes orais

Aumento do risco de hemorragia (sangramento) gastrintestinal.

Fentanil

Esta associação pode causar hipotensão (pressão baixa) grave.

Mesilato de Di-hidroergocristina

A literatura cita ainda as seguintes interações, sem relevância clínica conhecida:

Inibidores potentes do CYP3A4 (complexo responsável pela transformação de vários medicamentos) como: antiretrovirais (inibidores de protease e de transcriptase reversa, p.ex. indinavir, saquinavir, nelfinavir, ritonavir, efavirens, delavirdina), antibióticos macrolídeos (p.ex. eritromicina, claritromicina), antifúngicos (p.ex.&nbsp;cetoconazol, itraconazol) e fluoxetina, entre outros: podem elevar a concentração de di-hidroergocristina no sangue, aumentando o risco de intoxicação.

Co-administração de triptanos e alcaloides do ergot pode resultar em prolongamento das reações vasoespásticas (contração dos vasos sanguíneos) e portanto, um mínimo de 24 horas devem separar a administração das duas classes de drogas.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Qual a ação da substância do Vertizine D (Dicloridrato de Flunarizina + Mesilato de Di-Hidroergocristina)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <p>O efeito terap&#xEA;utico de Dicloridrato de Flunarizina + Mesilato de Di-Hidroergocristina administrado uma vez ao dia foi comparado ao efeito da cinarizina 75mg (administrada 3 vezes ao dia) em 44 pacientes com labirintopatias de diferentes etiologias, com manifesta&#xE7;&#xF5;es de dist&#xFA;rbios de audi&#xE7;&#xE3;o e/ou equil&#xED;brio. O diagn&#xF3;stico otoneurol&#xF3;gico foi efetuado por meio de avalia&#xE7;&#xE3;o auditiva e vestibular, realizadas com audiometria tonal liminar, impedanciometria, discrimina&#xE7;&#xE3;o vocal e vecto-eletronistagmografia. Esses pacientes foram randomizados para receber um dos tratamentos por um per&#xED;odo de 6 semanas. Em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; vertigem, entre o grupo que recebeu Dicloridrato de Flunarizina + Mesilato de Di-Hidroergocristina, 86,4% dos pacientes se tornaram &#x201C;assintom&#xE1;ticos&#x201D; ou apresentaram melhora dos sintomas, enquanto entre os pacientes que receberam a cinarizina esta porcentagem foi de 59,1% (13,6% assintom&#xE1;ticos e 45,5% com melhora dos sintomas). A associa&#xE7;&#xE3;o flunarizina e di-hidroergocristina proporcionou melhores resultados que a cinarizina quanto ao efeito terap&#xEA;utico antivertiginoso e, em menor grau, em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s hipoacusias e zumbidos. Em rela&#xE7;&#xE3;o aos eventos adversos, os mesmos eventos ocorreram 12 vezes no grupo da associa&#xE7;&#xE3;o e 24 vezes no grupo que recebeu a cinarizina, indicando uma superioridade da associa&#xE7;&#xE3;o tamb&#xE9;m em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; tolerabilidade.</p> <p>Em um estudo multic&#xEA;ntrico duplo-cego, 117 pacientes com vertigem de origem vestibular receberam flunarizina 10mg/dia ou betaistina 24mg/dia por 2 meses. Os resultados revelaram que ao final de 1 e 2 meses de tratamento mais pacientes tratados com a flunarizina estavam livres de crises de vertigem quando comparados aos pacientes tratados com a betaistina, sendo a diferen&#xE7;a estatisticamente significativa. Entre os pacientes que n&#xE3;o apresentaram remiss&#xE3;o, mais pacientes que receberam a flunarizina melhoraram ao final do estudo (78,3% VS 39,3%, p&lt;0,01). Todos os sintomas associados responderam melhor &#xE0; flunarizina, sendo que a remiss&#xE3;o dos sintomas neurovegetativos, <a href=\"https://consultaremedios.com.br/sistema-nervoso-central/ansiedade/c\" target=\"_blank\">ansiedade</a> e cefaleia foi estatisticamente maior no grupo da flunarizina que no grupo da betaistina ao final do estudo. O <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/nistagmo/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">nistagmo</a> espont&#xE2;neo desapareceu significativamente em um maior n&#xFA;mero de pacientes no grupo da flunarizina (76,2%) em compara&#xE7;&#xE3;o ao grupo da betaistina (28,6%). A normaliza&#xE7;&#xE3;o ou melhora clara nos testes cal&#xF3;ricos ocorreu em 46,15% dos pacientes que receberam a flunarizina e em 22,86% daqueles que&amp;nbsp;receberam a betaistina. O abandono do tratamento devido a resultados insuficientes ou eventos adversos foi de 15,8% dos pacientes no grupo da betaistina e 3,3% no grupo da flunarizina.</p> <p>A flunarizina na dosagem de 10mg/dia foi avaliada em um estudo duplo-cego randomizado controlado por placebo de tr&#xEA;s meses de dura&#xE7;&#xE3;o com 80 pacientes com desordens cerebrovasculares cr&#xF4;nicas. Foi demonstrada a superioridade da flunarizina em rela&#xE7;&#xE3;o ao placebo na melhora de sintomas neurol&#xF3;gicos, d&#xE9;ficit de mem&#xF3;ria, d&#xE9;ficit de aten&#xE7;&#xE3;o, e de sintomas comportamentais.</p> <p>Em quatro estudos duplo-cegos, controlados por placebo, com pacientes com insufici&#xEA;ncia venosa, a flunarizina foi significativamente superior ao placebo na melhora da sintomatologia, reduzindo a circunfer&#xEA;ncia de pernas e tornozelos edemaciados e aumentando a velocidade de cicatriza&#xE7;&#xE3;o de &#xFA;lceras venosas. Nestes estudos o efeito da flunarizina foi progressivo, estando claramente presente ap&#xF3;s um m&#xEA;s de tratamento para sintomas como &#x201C;peso&#x201D; nas pernas e c&#xE2;imbras noturnas.</p> <p>Os efeitos da di-hidroergocristina foram avaliados em um estudo duplo-cego, randomizado, multic&#xEA;ntrico, controlado por placebo, realizado com 240 pacientes com doen&#xE7;a cerebrovascular cr&#xF4;nica ou s&#xED;ndrome cerebral org&#xE2;nica. Os pacientes receberam placebo ou 6 mg ao dia de di-hidroergocristina durante 12 meses. Os resultados demonstraram uma redu&#xE7;&#xE3;o do score total da SCAG e uma melhora significativa dos itens confus&#xE3;o, alerta e mem&#xF3;ria ap&#xF3;s tratamento com a di-hidroergocristina em compara&#xE7;&#xE3;o com placebo. Os dados tamb&#xE9;m demonstraram que a di-hidroergocristina manteve sua atividade ao longo dos 12 meses de tratamento. Estes resultados sugerem que o tratamento com a DHEC deve ser mantido pelo maior tempo poss&#xED;vel, segundo os autores.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">Ganan&#xE7;a MM, Mangabeira-Albernaz PL, Caovilla HH et al. Tratamento sintom&#xE1;tico da vertigem com flunarizina e diidroergocristina. Acta AWHO. 1986 5(4):174-177.<br> Elbaz P. Flunarizine and betahistine. Two different therapeutic approaches in vertigo compared in a double-blind study. Acta Otolaryngol (Stockh) 1988; Suppl. 460: 143-148.<br> Agnoli A, Manna V, Martucci N, et al. Randomized double-blind study of flunarizine versus placebo in patients with chronic cerebrovascular disorders. Int J Clin Pharmacol Res. 1988;8(3):189-97.<br> Roeckaerts, F. and Vanden Bussche, G. Double-blind placebo-controlled studies with flunarizine in venous insufficiency. Angiology 1980 (31):833-845.<br> Agliati G, Lazzaroni M, Mariani G, et al. One-year dihydroergocristine treatment of impaired alertness and memory in elderly patients. Placebo-controlled multicenter study. Arzneimittelforschung. 1992 Nov;42(11A):1414-6.</br></br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <p>Dicloridrato de Flunarizina + Mesilato de Di-Hidroergocristina &#xE9; uma associa&#xE7;&#xE3;o de duas subst&#xE2;ncias: o dicloridrato de flunarizina e o mesilato de dihidroergocristina.</p> <h3>Dicloridrato de flunarizina</h3> <p>O dicloridrato de flunarizina, derivado difluorado da piperazina, &#xE9; um antagonista dos canais de c&#xE1;lcio com propriedades seletivas. N&#xE3;o tem efeito na homeostase do c&#xE1;lcio em situa&#xE7;&#xF5;es normais; age apenas no bloqueio do influxo de c&#xE1;lcio em quantidades excessivas e delet&#xE9;rias para a c&#xE9;lula. Esta sobrecarga ocorre quando as membranas das c&#xE9;lulas da musculatura lisa da parede vascular despolarizam espontaneamente, ou quando subst&#xE2;ncias end&#xF3;genas vasoconstritoras s&#xE3;o liberadas, produzindo um aumento do influxo de c&#xE1;lcio transmembrana e, consequentemente, vasoconstri&#xE7;&#xE3;o. Em ambas as circunst&#xE2;ncias, o influxo excessivo de c&#xE1;lcio intracelular &#xE9; inibido pelo dicloridrato de flunarizina, levando a inibi&#xE7;&#xE3;o da vasoconstri&#xE7;&#xE3;o. Na presen&#xE7;a de dist&#xFA;rbios circulat&#xF3;rios com comprometimento da parede vascular (aterosclerose), subst&#xE2;ncias vasoconstritoras tornam-se nocivas, uma vez que comprometem ainda mais o fluxo sangu&#xED;neo local e, consequentemente, a perfus&#xE3;o tecidual. Desta forma, o dicloridrato de flunarizina interfere favoravelmente nos sintomas relacionados aos dist&#xFA;rbios vasculares nos territ&#xF3;rios cerebral e perif&#xE9;rico proporcionando um maior fluxo sangu&#xED;neo e uma melhor perfus&#xE3;o tecidual. Al&#xE9;m disso, pelos mesmos mecanismos, protege os neur&#xF4;nios da hip&#xF3;xia e as hem&#xE1;ceas da rigidez de membrana secund&#xE1;ria ao excesso de &#xED;ons c&#xE1;lcio. O dicloridrato de flunarizina revelou ainda apresentar atividade antivertiginosa, devido &#xE0; propriedade depressora vestibular, aparentemente relacionada &#xE0; redu&#xE7;&#xE3;o do fluxo de &#xED;ons c&#xE1;lcio para o interior da c&#xE9;lula neurossensorial vestibular.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <p>O dicloridrato de flunarizina &#xE9; absorvido pelo trato gastrintestinal. Ap&#xF3;s dose oral, atinge pico de concentra&#xE7;&#xE3;o em 2 a 4 horas. A sua liga&#xE7;&#xE3;o a <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/proteinas/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">prote&#xED;nas</a> plasm&#xE1;ticas &#xE9; superior a 90%. &#xC9; encontrado em altas concentra&#xE7;&#xF5;es no f&#xED;gado, pulm&#xF5;es e p&#xE2;ncreas e em baixas concentra&#xE7;&#xF5;es no tecido cerebral. O volume de distribui&#xE7;&#xE3;o &#xE9; de 43,2 l/kg e a meia-vida de distribui&#xE7;&#xE3;o &#xE9; de 2,4 a 5,5 horas. &#xC9; metabolizado pelo f&#xED;gado, sendo submetido a intenso metabolismo de primeira passagem. Seu principal metab&#xF3;lito &#xE9; a&amp;nbsp;hidroflunarizina. A excre&#xE7;&#xE3;o renal &#xE9; menor que 0,01% e a excre&#xE7;&#xE3;o pelo leite materno &#xE9; desconhecida. A meia-vida de elimina&#xE7;&#xE3;o &#xE9; de 18 a 23 dias.</p> <h4>Mesilato de di-hidroergocristina</h4> <p>O mesilato de di-hidroergocristina &#xE9; um derivado semissint&#xE9;tico dos alcaloides do ergot. Trata-se de um alcaloide di-hidrogenado derivado dos alcaloides naturais do espor&#xE3;o do centeio e se diferencia do ergot por possuir dois &#xE1;tomos de hidrog&#xEA;nio a mais, saturando uma das uni&#xF5;es do &#xE1;cido lis&#xE9;rgico. Essa diferen&#xE7;a na estrutura qu&#xED;mica apresenta uma not&#xE1;vel import&#xE2;ncia cl&#xED;nica, j&#xE1; que foi demonstrado que a administra&#xE7;&#xE3;o do produto di-hidroderivado leva a uma vasodilata&#xE7;&#xE3;o ativa e redu&#xE7;&#xE3;o da press&#xE3;o arterial, efeito esse que n&#xE3;o foi notado com a administra&#xE7;&#xE3;o dos alcaloides naturais. A di-hidroergocristina apresenta alta afinidade por receptores &#x3B1;-adren&#xE9;rgicos (&#x3B1;1 e &#x3B1;2), dopamin&#xE9;rgicos (D1 e D2) e serotonin&#xE9;rgicos, agindo como antagonista dos receptores adren&#xE9;rgicos e como agonista parcial e antagonista dos receptores dopamin&#xE9;rgicos e serotonin&#xE9;rgicos, respectivamente. Em estudos experimentais, a atividade vasodilatadora central consiste na inibi&#xE7;&#xE3;o do t&#xF4;nus vascular e est&#xED;mulo do centro vasodilatador. A a&#xE7;&#xE3;o adrenosimpaticol&#xED;tica perif&#xE9;rica da di-hidroergocristina tamb&#xE9;m se mostrou superior &#xE0; dos alcaloides naturais. Seu efeito no sistema nervoso central depende da resist&#xEA;ncia cerebrovascular inicial e n&#xE3;o parece relacionado com a a&#xE7;&#xE3;o de bloqueio dos receptores alfaadren&#xE9;rgicos.</p> <p>A di-hidroergocristina exerce um efeito inibit&#xF3;rio na glic&#xF3;lise anaer&#xF3;bica e no processo de oxida&#xE7;&#xE3;o aer&#xF3;bico, interferindo tanto no sistema adenilcicl&#xE1;sico, como no sistema fosfodiester&#xE1;sico. O mesilato de di-hidroergocristina aumenta o fluxo sangu&#xED;neo cerebral e o consumo de oxig&#xEA;nio pelo c&#xE9;rebro. Por essa raz&#xE3;o, os alcaloides di-hidrogenados s&#xE3;o indicados no tratamento dos dist&#xFA;rbios de irriga&#xE7;&#xE3;o centrais ou perif&#xE9;ricos, especialmente os de origem vasoesp&#xE1;stica e em todos os estados patol&#xF3;gicos originados por altera&#xE7;&#xE3;o da regula&#xE7;&#xE3;o vegetativa.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <p>Ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral, a absor&#xE7;&#xE3;o do mesilato de di-hidroergocristina pelo trato gastrintestinal &#xE9; r&#xE1;pida, mas incompleta. Em estudo com volunt&#xE1;rios sadios a m&#xE9;dia do pico de concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica (C<sub>max</sub>) foi de 0,28 &#xB5;g/l ocorrendo em 0,46 horas (T<sub>max</sub>). Para o seu principal metab&#xF3;lito, a 8-hidroxidihidroergocristina, os valores foram 5,63 &#xB5;g/l e 1,04 horas, respectivamente. Os di-hidroergopept&#xED;deos s&#xE3;o submetidos a extenso metabolismo de primeira passagem no f&#xED;gado e menos de 50% da dose absorvida chega a circula&#xE7;&#xE3;o sangu&#xED;nea. A biodisponibilidade da di-hidroergocristina em termos de AUC (&#xE1;rea sob a curva) foi de 15,7 &#xB5;g/l.h quando determinada pela soma dos valores encontrados para a dihidroergocristina (0,48&#xB5;g/l.h) e para a 8-hidroxidi-hidroergocristina (15,22&#xB5;g/l.h). Em estudo realizado com volunt&#xE1;rios sadios foi observado um grande volume de distribui&#xE7;&#xE3;o de 30772,99 L (+/- 5534,83). Isto &#xE9; um sinal de distribui&#xE7;&#xE3;o uniforme da subst&#xE2;ncia ativa em todos os tecidos, inclusive no c&#xE9;rebro. A meiavida de distribui&#xE7;&#xE3;o encontrada foi de 2.797 horas (+/- 1.237). A meia-vida de elimina&#xE7;&#xE3;o encontrada foi de 3,5 horas para a di-hidroergocristina e 3,9 horas para a 8-hidroxidi-hidroergocristina.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Vertizine D?

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Características do medicamento

Vertizine D apresenta-se como comprimido branco, redondo com superfície plana e vinco central.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Dizeres Legais do Vertizine D

MS - 1.0573.0088

Farmacêutica Responsável:
Gabriela Mallmann
CRF-SP nº 30.138

Fabricado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A
Guarulhos - SP

Registrado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201 - 20º andar
São Paulo - SP
CNPJ 60.659.463/0029-92
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