Apsen Etoxin

50mg/mL, caixa com 1 frasco com 120mL de xarope

Princípio ativo
:
Etossuximida
Classe Terapêutica
:
Antiepilépticos
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
C1 Branca 2 vias (Venda Sob Prescrição Médica - Este medicamento pode causar Dependência Física ou Psíquica)
Categoria
:
Convulsão E Epilepsia
Especialidade
:
Neurologia

Bula do medicamento

Etoxin, para o que é indicado e para o que serve?

Este medicamento é destinado ao tratamento das crises de ausência (um tipo de epilepsia que se manifesta por breves interrupções da consciência).

Quais as contraindicações do Etoxin?

Você não deve utilizar Etoxin® em casos de alergia aos medicamentos da classe das succinimidas.

Este medicamento é contraindicado para menores de 3 anos.

A etossuximida está classificada na Categoria D de risco na gravidez.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Como usar o Etoxin?

As doses de Etoxin® devem ser individualizadas de acordo com a resposta clínica dos pacientes.

A etossuximida pode ser administrada em combinação com outros anticonvulsivantes, quando coexistirem outras formas de epilepsia.

Uso Adulto

A dose inicial é de 500 mg ao dia (10 mL do xarope), por via oral, em doses divididas (12 em 12 horas). Se necessário, o aumento da dose deve ser feito em intervalos de 4 a 7 dias, com doses de 250 mg a cada vez, até a obtenção do controle das crises de ausência ou até a dose máxima diária de 1,5 gramas em doses divididas.

Uso Pediátrico

De 3 até 6 anos

A dose inicial é de 250 mg ao dia (5 mL do xarope), por via oral. Se necessário, o aumento das doses deve ser feito em intervalos de 4 a 7 dias, até a obtenção do controle das crises de ausência. A dose usual de manutenção é de 20 mg/kg/dia.

Acima de 6 anos

A dose inicial é de 500 mg ao dia (10 mL do xarope), por via oral, em doses divididas (12 em 12 horas). Se necessário, o aumento da dose deve ser feito em intervalos de 4 a 7 dias, com doses de 250 mg a cada vez, até a obtenção do controle das crises de ausência.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Como o Etoxin funciona?

Esse medicamento atua aumentando o limiar do Sistema Nervoso Central para o estímulo convulsivo. Por isso, ele reduz a frequência das crises de ausência.

Tempo médio estimado para início da ação terapêutica

Quando a monoterapia é efetiva, o sucesso terapêutico ocorre rapidamente. Se após 2 semanas as crises de ausência permanecerem inalteradas, o médico deverá tentar a combinação com outras drogas, como o ácido valproico.

Quais cuidados devo ter ao usar o Etoxin?

Os pacientes em uso de Etoxin® não devem realizar atividades que exijam atenção, como dirigir veículos ou operar máquinas perigosas durante o tratamento, pois Etoxin® pode causar depressão do Sistema Nervoso Central.

Etoxin® pode aumentar os efeitos sedativos do etanol e de medicamentos tranquilizantes.

Reações dermatológicas graves foram relatadas com a etossuximida, geralmente dentro de 28 dias do início do uso, mas podendo aparecer depois desse período. Caso haja o aparecimento de manchas na pele durante o tratamento com Etoxin®, o médico deve ser contactado imediatamente para avaliar se existe a necessidade de suspensão da medicação e substituição por outro anticonvulsivante.

Casos de Lúpus eritematoso sistêmico foram associadas ao uso de succinimidas.

Análises de estudos clínicos envolvendo medicamentos antiepiléticos, incluindo a etossuximida, demonstraram um risco aumentado de pensamentos e comportamento suicida. O médico deve ser contactado imediatamente se houver mudanças de comportamento que possam indicar depressão ou um comportamento suicida.

Alterações nos componentes do sangue foram relatados e associadas ao uso de etossuximida, por essa razão, contagens sanguíneas devem ser realizadas periodicamente, especialmente em presença de sinais ou sintomas de infecções.

Etoxin® deve ser usado com cautela em pacientes com insuficiência renal ou hepática. O risco/benefício deve ser avaliado nesses pacientes, assim como em pacientes portadores de doenças graves que afetam os componentes do sangue e de porfiria intermitente.

Quando o tratamento com Etoxin® precisar ser interrompido, as doses devem ser diminuídas gradualmente para prevenir piora das crises de ausência. O aumento ou a diminuição das doses deve ser feito sempre de modo gradual, exceto em situações nas quais questões de segurança exijam a interrupção imediata do tratamento com o medicamento.

O uso isolado da etossuximida em tipos mistos de epilepsia pode aumentar a incidência de convulsões generalizadas em alguns pacientes.

Os pacientes em uso de etossuximida devem ser monitorados periodicamente com hemograma, análise de urina, funções hepática e renal e exames oftalmológicos.

Gravidez

A etossuximida atravessa a placenta. Há relatos de defeitos congênitos em crianças nascidas de mães tratadas durante a gravidez. O tratamento de mulheres grávidas epiléticas deve ser avaliado cuidadosamente pelo médico, em função dos riscos potenciais ao feto.

A etossuximida está classificada na Categoria D de risco na gravidez.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Amamentação

O médico deve avaliar o risco/benefício do uso da etossuximida, pois ela é excretada no leite materno.

Uso Pediátrico

Devem ser observadas cuidadosamente as dosagens e as reações individuais.

Geriatria

Observar os mesmos cuidados recomendados para os adultos.

Odontologia

Medicamentos anticonvulsivantes como a etossuximida podem aumentar a incidência de infecções microbianas, causar demora na cicatrização e hemorragia gengival. Em casos de alterações sanguíneas, as intervenções dentárias devem ser suspensas até que a contagem sanguínea volte a ser normal. Durante o tratamento, deve-se instruir os pacientes sobre uma correta higiene bucal, incluindo precaução no uso de escovas, palitos e fios dentais.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Etoxin?

As frequências das reações adversas ao Etoxin® não estão claramente definidas.

  • <li>As rea&#xE7;&#xF5;es mais frequentes s&#xE3;o: perda do apetite, altera&#xE7;&#xF5;es na marcha, <a href="https://minutosaudavel.com.br/tontura-o-que-pode-ser/" rel="noopener" target="_blank">tontura</a>, sonol&#xEA;ncia, <a href="https://consultaremedios.com.br/dor-febre-e-contusao/dor-de-cabeca-e-enxaqueca/c" target="_blank">dor de cabe&#xE7;a</a>, solu&#xE7;o, dist&#xFA;rbios gastrointestinais (dor abdominal, <a href="https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/diarreia/c" target="_blank">diarreia</a>, aumento das gengivas, n&#xE1;usea, <a href="https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/nauseas/c" target="_blank">v&#xF4;mitos</a>, perda de peso).</li> <li>Rea&#xE7;&#xF5;es ocasionais: irritabilidade, agressividade, dificuldade de concentra&#xE7;&#xE3;o, pesadelos, <a href="https://minutosaudavel.com.br/terror-noturno/" rel="noopener" target="_blank">terror noturno</a>, dist&#xFA;rbios do sono, depress&#xE3;o, letargia, euforia, <a href="https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-fadiga-muscular-cronica-adrenal-etc-e-como-tratar/" rel="noopener" target="_blank">fadiga</a>, <a href="https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-miopia-sintomas-tratamento-cirurgia-tem-cura/" rel="noopener" target="_blank">miopia</a>.</li> <li>Rea&#xE7;&#xF5;es raras: aumento de pelos, altera&#xE7;&#xF5;es dos componentes do sangue, aus&#xEA;ncia de gl&#xF3;bulos brancos, <a href="https://consultaremedios.com.br/b/anemia-grave" target="_blank"/><a href="https://consultaremedios.com.br/doencas-do-sangue/anemia/c" target="_blank">anemia</a> grave, aumento do n&#xFA;mero de <a href="https://minutosaudavel.com.br/eosinofilos/" rel="noopener" target="_blank">eosin&#xF3;filos</a> (um tipo de gl&#xF3;bulo branco), redu&#xE7;&#xE3;o do n&#xFA;mero de gl&#xF3;bulos brancos, redu&#xE7;&#xE3;o das contagens de todos os componentes do sangue (gl&#xF3;bulos brancos, gl&#xF3;bulos vermelhos e plaquetas), perda de sangue na urina, convuls&#xF5;es, <a href="https://minutosaudavel.com.br/psicose/" rel="noopener" target="_blank">psicose</a> paranoica, manchas vermelhas na pele, S&#xED;ndrome de Stevens-Johnson (uma rea&#xE7;&#xE3;o dermatol&#xF3;gica muito grave) e L&#xFA;pus eritematoso sist&#xEA;mico (uma doen&#xE7;a na qual o organismo produz <a href="https://consultaremedios.com.br/anticorpos/bula" target="_blank">anticorpos</a> contra si mesmo).</li>

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.

Informe também a empresa através do seu serviço de atendimento.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Etoxin?

Não altere as dosagens ou os intervalos da administração de Etoxin®. Observe cuidadosamente as dosagens e o volume do xarope para administrar corretamente ao paciente.

Caso uma dose de Etoxin®&nbsp;seja esquecida, ela deve ser tomada assim que se perceba o esquecimento. Entretanto, se já estiver perto do horário da próxima dose, a dose esquecida pode ser pulada para que se tome a próxima dose, continuando normalmente o esquema de doses recomendado pelo médico. Neste caso, não se deve tomar o medicamento 2 vezes para compensar a dose esquecida.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico ou do cirurgião-dentista.

Qual a composição do Etoxin?

Cada mL&nbsp;do xarope contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center; width:221px\">Etossuximida</td> <td style=\"width:222px\"> <p style=\"text-align:center\">50 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:221px\"> <p style=\"text-align:center\">Excipientes q.s.p</p> </td> <td style=\"width:222px\"> <p style=\"text-align:center\">1 mL</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Excipientes: citrato de sódio, ácido cítrico monohidratado, benzoato de sódio, sacarina sódica, glicerol, sacarose, aroma de framboesa, corante vermelho Ponceau SX, metilparabeno, álcool etílico, água purificada.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Etoxin maior do que a recomendada?

A superdose aguda pode provocar náuseas, vômitos e depressão do Sistema Nervoso Central incluindo coma com depressão respiratória.

Conduta em casos de superdose

O tratamento pode incluir a indução do vômito (a menos que o paciente esteja convulsionando ou em estado de coma) ou lavagem gástrica e outros procedimentos, além de medidas gerais de suporte.

Pode ser empregada a hemodiálise nos casos de superdosagem.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure imediatamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Etoxin com outros remédios?

Etoxin®&nbsp;aumenta os efeitos do álcool e de outros medicamentos depressores do Sistema Nervoso Central.

Uma vez que a etossuximida pode interagir com medicamentos anticonvulsivantes administrados concomitantemente, medidas periódicas das concentrações plasmáticas desses medicamentos podem ser necessárias. A etossuximida pode aumentar as concentrações plasmáticas de fenitoína. Existem relatos de que o ácido valproico tanto aumente quanto diminua as concentrações plasmáticas de etossuximida, enquanto a carbamazepina, a fenitoína, a primidona e o fenobarbital podem diminuir as concentrações plasmáticas de etossuximida.

Com antidepressivos tricíclicos, loxapina, maprotilina, molindona, IMAO, fenotiazínicos, pimozida e tioxantenos, há uma diminuição do limiar convulsivo aumentando a depressão central e diminuindo a eficácia do anticonvulsivo.

Com ácido fólico há necessidade de aumentar a sua ingestão suplementar.

Com haloperidol há alterações dos padrões e das frequências das convulsões epileptiformes.

Com fenacemida há aumento da toxicidade.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Qual a ação da substância do Etoxin (Etossuximida)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <p>Vinte volunt&#xE1;rios sadios, em um ensaio duplo-cego, controlado, de doses crescentes de Etossuximida administrada uma vez ao dia ou 3 vezes ao dia foram analisados em um estudo de metabolismo. <em>Steady</em>-<em>state </em>plasm&#xE1;tico e urin&#xE1;rio foram proporcionais &#xE0;s doses e equivalentes, quer o regime posol&#xF3;gico fosse uma ou tr&#xEA;s vezes ao dia. Os achados deste estudo reiteram a possibilidade de utiliza&#xE7;&#xE3;o da Etossuximida em dose &#xFA;nica di&#xE1;ria. Estes achados podem ser utilizados tanto no manejo cl&#xED;nico dos pacientes, como na conduta da superdosagem.</p> <p>Outro estudo foi conduzido com 9 crian&#xE7;as com Epilepsia tipo pequeno mal para comparar os n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos da Etossuximida ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o de doses di&#xE1;rias fracionadas ou doses &#xFA;nicas. As crian&#xE7;as receberam as suas doses previamente estabelecidas de maneira fracionada por 4 semanas, em doses &#xFA;nicas matinais por 4 semanas e novamente em doses fracionadas por mais 4 semanas. Nenhuma das crian&#xE7;as apresentou crises de aus&#xEA;ncia durante todo o per&#xED;odo do estudo. Tr&#xEA;s pacientes apresentaram crises epil&#xE9;pticas do tipo grande mal, mas n&#xE3;o houve diferen&#xE7;as entre os regimes de doses. Os n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos durante o per&#xED;odo de dose &#xFA;nica aumentaram e diminu&#xED;ram mais rapidamente do que nos&amp;nbsp;per&#xED;odos cujas doses foram fracionadas mas, na m&#xE9;dia, esses n&#xED;veis se mantiveram em doses terap&#xEA;uticas.</p> <p>A meia-vida da Etossuximida foi de 29 horas. Por raz&#xF5;es n&#xE3;o compreendidas, os n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos foram menores no segundo per&#xED;odo de fracionamento de dose do que nos outros per&#xED;odos. Nenhum evento adverso grave foi relatado durante o estudo. Estes dados indicam que a Etossuximida &#xE9; clinicamente efetiva quando dada em dose &#xFA;nica. Este esquema terap&#xEA;utico oferece a vantagem da comodidade posol&#xF3;gica podendo aumentar a ades&#xE3;o do paciente.</p> <p>Dois estudos prospectivos, randomizados sobre a efic&#xE1;cia da Etossuximida foram publicados. Um foi o estudo de Browne e col. (1975) que avaliaram trinta e sete pacientes apresentando crises de aus&#xEA;ncia e sem tratamento pr&#xE9;vio que foram medicados com Etossuximida. As crises foram completamente controladas em 7 pacientes (19%); 90-100% de controle das crises foi obtido em 18 pacientes (49%) e 50-100% de controle foi obtido em 35 indiv&#xED;duos (95%). O aumento da concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica da Etossuximida foi proporcional &#xE0; dose utilizada, mas a variabilidade das concentra&#xE7;&#xF5;es observadas torna imposs&#xED;vel prever os n&#xED;veis a serem atingidos de acordo com a dose administrada. A concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica m&#xE9;dia da Etossuximida atingida foi entre 40 a 100 m&#xB5;mol/mL. Pacientes com evid&#xEA;ncias de anormalidades do SNC responderam t&#xE3;o bem ou at&#xE9; melhor &#xE0; Etossuximida que pacientes sem tais evid&#xEA;ncias. A Etossuximida n&#xE3;o causou altera&#xE7;&#xF5;es na performance psicom&#xE9;trica e em 17 indiv&#xED;duos melhorou tal vari&#xE1;vel. N&#xE3;o houve eventos adversos significativos que justificassem o abandono do tratamento.</p> <p>O outro foi o estudo de Sherwin e col. realizado para determinar se a resposta cl&#xED;nica a Etossuximida variava com n&#xED;veis s&#xE9;ricos para que a &#x201C;faixa terap&#xEA;utica&#x201D; da Etossuximida fosse estabelecida. Neste estudo, 70 pacientes com crises de aus&#xEA;ncia t&#xED;picas ou at&#xED;picas, j&#xE1; tratadas com Etossuximida, foram observados em intervalos frequentes quanto aos n&#xED;veis s&#xE9;ricos medidos e com o ajustamento das doses se necess&#xE1;rio. O n&#xFA;mero de pacientes que ficaram completamente livres de crises no in&#xED;cio do estudo foi 47% e aumentou a 61% ap&#xF3;s monitoramento e ajuste das doses. O n&#xFA;mero de pacientes que ficaram livres das crises ou apresentaram apenas crises raras aumentou de 64% no in&#xED;cio a 8 % ap&#xF3;s monitoramento. As concentra&#xE7;&#xF5;es plasm&#xE1;ticas efetivas variaram de 40 a 160 &#xB5;g/mL. Este estudo observou os pacientes por um tempo longo como 2,5 anos o que aumenta a possibilidade de remiss&#xF5;es espont&#xE2;neas (mais do que resposta &#xE0; droga).</p> <h3>Sato e col. (1982) conduziram estudo randomizado, duplo-cego com quarenta e cinco pacientes com crises de aus&#xEA;ncia (18 masculinos; 25 femininos), entre 4 e 18 anos em dois grupos de tratamento:</h3> <ul> <li>Um primeiro grupo de pacientes sem tratamento pr&#xE9;vio para crises de aus&#xEA;ncia e um segundo grupo com quadros refrat&#xE1;rios. Cada sequ&#xEA;ncia terap&#xEA;utica consistia de 6 semanas de tratamento com valproato ou&amp;nbsp;Etossuximida (per&#xED;odo I), seguido de um cruzamento para Etossuximida ou valproato por mais 6 semanas (per&#xED;odo II). Pacientes sem tratamento pr&#xE9;vio que obtiveram 100% de controle das crises ou aqueles com quadro refrat&#xE1;rio com pelo menos 80% de melhora, n&#xE3;o foram submetidos ao cruzamento do estudo, permanecendo acompanhados por mais 3 meses em condi&#xE7;&#xE3;o duplo-cega. As doses de valproato utilizadas foram de 15-20 mg/kg inicialmente, sendo aumentadas para 30 mg/kg ap&#xF3;s 5 dias, de acordo com a resposta terap&#xEA;utica. A dose de Etossuximida utilizada variou de 250 mg a 1500 mg/dia. Houve varia&#xE7;&#xE3;o de doses entre os grupos de sujeitos sem tratamento pr&#xE9;vio ou com quadros refrat&#xE1;rios.</li> </ul> <h4>As medidas prim&#xE1;rias de efic&#xE1;cia foram:</h4> <ul> <li>Frequ&#xEA;ncia de crises e medidas de <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/eletroencefalograma-eeg-o-que-e-tipos-e-para-que-serve-o-exame-2/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">EEG</a>. Nos pacientes sem tratamento pr&#xE9;vio, houve controle total das crises em 85,7% no grupo do valproato e 44,5% com a Etossuximida. Ap&#xF3;s o cruzamento do estudo todos os pacientes que passaram a receber a Etossuximida tiveram um completo controle de suas crises. O mesmo ocorreu com o grupo do valproato. No grupo de pacientes refrat&#xE1;rios, observou-se um controle de pelo menos 80% das crises em 20 % dos pacientes tratados com o valproato e 28% com a Etossuximida. No cruzamento para o segundo medicamento, neste grupo, 41,7% dos pacientes tratados com a Etossuximida atingiram pelo menos 80% de controle das crises, enquanto que 20% dos utilizando valproato obtiveram a mesma resposta. N&#xE3;o houve eventos adversos graves durante o estudo. Concluiu-se a partir deste estudo que a Etossuximida foi eficaz no tratamento do pequeno mal n&#xE3;o apresentando diferen&#xE7;a significativa do valproato. Portanto, neste estudo foi demonstrado que a Etossuximida e valproato demonstraram ser igualmente efetivos em reduzir as descargas esp&#xED;cula-onda em pacientes com crises de aus&#xEA;ncia n&#xE3;o tratados previamente, al&#xE9;m de apresentar igual efic&#xE1;cia em atingir a remiss&#xE3;o completa das crises.</li> </ul> <p>Glauser e cols. realizaram um estudo duplo-cego e randomizado para comparar a efic&#xE1;cia, a tolerabilidade e os efeitos neuropsicol&#xF3;gicos de Etossuximida, &#xE1;cido valproico e <a href=\"https://consultaremedios.com.br/lamotrigina/bula\" target=\"_blank\">lamotrigina</a> em crian&#xE7;as com crises de aus&#xEA;ncia rec&#xE9;m-diagnosticadas. Os medicamentos foram aumentados gradualmente at&#xE9; que a crian&#xE7;a estive sem crises, at&#xE9; que a dose m&#xE1;xima permitida ou que a dose m&#xE1;xima tolerada fosse alcan&#xE7;ada, ou se houvesse aparecimento de um crit&#xE9;rio de falha de tratamento. O desfecho prim&#xE1;rio foi a aus&#xEA;ncia de falha do tratamento ap&#xF3;s 16 semanas de terapia; o desfecho secund&#xE1;rio foi a frequ&#xEA;ncia de disfun&#xE7;&#xE3;o de aten&#xE7;&#xE3;o. Os efeitos diferenciais dos medicamentos foram determinados por meio de compara&#xE7;&#xF5;es dois a dois.</p> <h3>Um total de 453 crian&#xE7;as foi inclu&#xED;do no estudo e os tr&#xEA;s grupos randomizados eram semelhantes com respeito &#xE0;s caracter&#xED;sticas demogr&#xE1;ficas:</h3> <ul> <li>Etossuximida (n=156), lamotrigina (n=149) e <a href=\"https://consultaremedios.com.br/acido-valproico/bula\" target=\"_blank\">&#xE1;cido valpr&#xF3;ico</a> (n=148).</li> </ul> <p>Ap&#xF3;s 16 semanas de terapia, as taxas de aus&#xEA;ncia de falha de tratamento para Etossuximida e &#xE1;cido valproico foram semelhantes (53% e 58%, respectivamente) e superiores &#xE0;quelas observadas com a lamotrigina (29%; P&lt;0,001 para as compara&#xE7;&#xF5;es com Etossuximida e &#xE1;cido valpr&#xF3;ico). N&#xE3;o foram observadas diferen&#xE7;as entre os tr&#xEA;s grupos de tratamento na frequ&#xEA;ncia de descontinua&#xE7;&#xF5;es devido a eventos adversos. Disfun&#xE7;&#xE3;o de aten&#xE7;&#xE3;o foi mais comum com &#xE1;cido valpr&#xF3;ico que com Etossuximida&amp;nbsp;(49% <em>versus </em>33%, respectivamente; P=0,03). Os autores conclu&#xED;ram que Etossuximida e &#xE1;cido valpr&#xF3;ico s&#xE3;o mais efetivos que a lamotrigina no tratamento de crian&#xE7;as com crises de aus&#xEA;ncia e que a Etossuximida est&#xE1; associada com menos efeitos adversos sobre a aten&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>Callaghan e col. (1982) realizaram um estudo randomizado, prospectivo com 28 pacientes entre 1 e 15 anos de idade com crises de aus&#xEA;ncia, com 3 esp&#xED;culas-onda/seg ao EEG. comparando a Etossuximida ou valproato s&#xF3;dico administrados em dois grupos de pacientes com crises de aus&#xEA;ncia por pelos menos 18 meses a 4 anos. O Grupo A (n=14) fez uso de Etossuximida e o Grupo B (n=14) de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/valproato-de-sodio/bula\" target=\"_blank\">valproato de s&#xF3;dio</a>. O tempo de doen&#xE7;a variou de 2-5 anos no Grupo A e de 3-6 anos no Grupo B.</p> <p>Os participantes do estudo tinham entre 4-14 anos no Grupo A e 5-15 anos no Grupo B. Todos os pacientes possu&#xED;am crises de aus&#xEA;ncia t&#xED;pica sem nenhum outro tipo de ataque epil&#xE9;ptico associado.</p> <p>Nenhum dos pacientes fazia uso de outro medicamento anticonvulsivante, mesmo antes de iniciar o estudo. A dose de Etossuximida utilizada foi de 250 mg/dia e do valproato 400 mg/dia, inicialmente. A posologia foi aumentada se necess&#xE1;rio, segundo a resposta ao tratamento. O m&#xE1;ximo de Etossuximida que poderia ser utilizado seria de 1500 mg/dia e do valproato de s&#xF3;dio 2400 mg/dia. N&#xED;veis s&#xE9;ricos dos anticonvulsivantes foram medidos. A resposta ao tratamento foi graduada como remiss&#xE3;o completa (aus&#xEA;ncia de crise na telemetria de 6 horas em um intervalo de 6 meses); remiss&#xE3;o parcial (redu&#xE7;&#xE3;o de pelo menos 50% na frequ&#xEA;ncia das crises na telemetria de 6 horas em um intervalo de 6 meses); ou aus&#xEA;ncia de remiss&#xE3;o (redu&#xE7;&#xE3;o menor que 50% na freq&#xFC;&#xEA;ncia das crises na telemetria de 6 horas em um intervalo de 6 meses). O per&#xED;odo de seguimento dos pacientes variou de 18 meses a 4 anos (m&#xE9;dia de 3 anos). Os dois medicamentos se mostraram eficazes no tratamento das crises de aus&#xEA;ncia, n&#xE3;o se observando diferen&#xE7;as entre os dois medicamentos. Dois pacientes que falharam na resposta com a Etossuximida, responderam ao tratamento com valproato e um paciente que n&#xE3;o respondeu ao valproato obteve melhora com a Etossuximida. Um paciente desenvolveu <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/pancreatite/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">pancreatite</a> aguda com o valproato e outro desenvolveu um quadro de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/obesidade/c\" target=\"_blank\">obesidade</a> que s&#xF3; foi revertido com a substitui&#xE7;&#xE3;o pela Etossuximida. Na discuss&#xE3;o deste estudo o autor cita outro comparativo entre o valproato e a Etossuximida (Suzuki e col. 1972) no qual 35 pacientes foram acompanhados por 4 semanas. Os resultados deste ensaio tamb&#xE9;m n&#xE3;o demonstraram diferen&#xE7;as entre os dois medicamentos em pacientes com crises de aus&#xEA;ncia. Quanto aos n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos, concentra&#xE7;&#xF5;es de 280-560 &#xB5;mol/l est&#xE3;o associadas ao controle &#xF3;timo das crises&amp;nbsp;(Penry e col. 1972, Sherwin e col. 1973).&amp;nbsp;Neste estudo, o controle das crises foi obtido com n&#xED;veis entre 184-614 &#xB5;mol/l. Segundo este ensaio cl&#xED;nico, portanto, o valproato de s&#xF3;dio e a Etossuximida s&#xE3;o igualmente eficazes, constituindo-se os f&#xE1;rmacos de escolha no tratamento do pequeno mal epil&#xE9;ptico.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1 -&amp;nbsp;Goulet JR, Kinkel AW, Smith TC Metabolism of ethosuximide. Clin Pharmacol Ther 1976 20(2): 213-8.<br> 2 -&amp;nbsp;Bucharan RA, Kinkel AW, Turner JL, et al. Ethosuximide dosage regimens Clinical Pharmacology and Therapeutics 1975 19(2): 143-7.<br> 3 -&amp;nbsp;Browne TR, Dreifuss FE, Dyken PR, et al. Ethosuximide in the treatment of absence (peptit mal) seizures. Neurology 1975 25(6): 515-24<br> 4 -&amp;nbsp;Sherwin AL, Robb JP, Lechter M Improved controlo f epilepsy by monitoring plasma ethosuximide. Arch Neurol 1973 28(3): 178-81<br> 5 -&amp;nbsp;Sato S, White BG, Penry JK, et al. Valproic acid versus ethosuximide in the treatment of absence seizures. Neurology 1982 32(2): 157-63<br> 6 -&amp;nbsp;Glauser TA et al. Ethosuximide, valproic acid, and lamotrigine in childhood absence epilepsy. N Engl J Med. 2010;362(9):790).<br> 7 -&amp;nbsp;Callaghan N, O&#x2019;Hare J, O&#x2019;Driscoll D, et al. Comparative study of ethosuximide and sodium valproate in the treatment of atypical absence seizure (petit mal) Dev Med Child Neurol 1982 24(6): 830-6.</br></br></br></br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Mecanismo de a&#xE7;&#xE3;o</h3> <p>Julga-se que os anticonvulsivos do grupo succinimida atuem aumentando o limiar do <a href=\"https://consultaremedios.com.br/sistema-nervoso-central/c\" target=\"_blank\">Sistema Nervoso Central</a> (SNC) ao est&#xED;mulo convulsivo e suprimindo o padr&#xE3;o parox&#xED;stico de esp&#xED;cula-onda de tr&#xEA;s ciclos por segundo que se observa nas crises de aus&#xEA;ncia; eles tamb&#xE9;m deprimem a transmiss&#xE3;o nervosa no c&#xF3;rtex motor. O efeito espec&#xED;fico de Etossuximida nas crises de aus&#xEA;ncia est&#xE1; relacionado com a especificidade de bloquear os canais de c&#xE1;lcio do tipo T, sem afetar os outros canais. Etossuximida diminui as correntes de c&#xE1;lcio do tipo T nos neur&#xF4;nios tal&#xE2;micos.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <p>A absor&#xE7;&#xE3;o pelo trato gastrointestinal &#xE9; geralmente r&#xE1;pida e completa. A liga&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/proteinas/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">prote&#xED;nas</a> plasm&#xE1;ticas &#xE9; insignificante e a metaboliza&#xE7;&#xE3;o &#xE9; de 80% no <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/figado/c\" target=\"_blank\">f&#xED;gado</a>, originando tr&#xEA;s metab&#xF3;litos inativos. A Etossuximida &#xE9; substrato da CYP3A4. A meia-vida &#xE9; de aproximadamente 50 a 60 horas em adultos e de 30 a 36 horas em crian&#xE7;as. A concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica m&#xE1;xima &#xE9; atingida em 2 a 4 horas em adultos e em 3 a 7 horas em crian&#xE7;as. A excre&#xE7;&#xE3;o &#xE9; principalmente renal e aproximadamente 20% da droga &#xE9; excretada inalterada.</p> <h4>Tempo m&#xE9;dio estimado para in&#xED;cio da a&#xE7;&#xE3;o terap&#xEA;utica:</h4> <ul> <li>Quando a monoterapia &#xE9; efetiva, o sucesso terap&#xEA;utico ocorre rapidamente. Se ap&#xF3;s 2 semanas as crises de aus&#xEA;ncias permanecerem inalteradas, o m&#xE9;dico dever&#xE1; tentar a combina&#xE7;&#xE3;o com outras drogas, como o &#xE1;cido valpr&#xF3;ico.</li> </ul> </hr>"}

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