Astrazeneca Iressa

250mg, caixa com 30 comprimidos revestidos

Princípio ativo
:
Gefitinibe
Classe Terapêutica
:
Inibidores Preoteína Kinase Antineoplásicos, EGFR
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Venda Sob Prescrição Médica)
Categoria
:
Pulmão
Especialidade
:
Oncologia

Bula do medicamento

Iressa, para o que é indicado e para o que serve?

Iressa contém a substância ativa gefitinibe, que pertence à classe de medicamentos contra o câncer chamados inibidores de tirosina quinase. IRESSA é indicado para o tratamento de pacientes adultos com um tipo de câncer de pulmão chamado câncer de pulmão de não-pequenas células (CPNPC) localmente avançado ou metastático, quando o paciente teve resultado positivo para o teste de mutação de ativação do receptor de fator de crescimento epidérmico (EGFR).

Quais as contraindicações do Iressa?

Você não deve utilizar Iressa se tiver alergia ao gefitinibe ou a qualquer um dos componentes do medicamento.

Como usar o Iressa?

A dose recomendada de Iressa é de um comprimido de 250 mg uma vez ao dia, por via oral, podendo ser administrado com ou sem a ingestão de alimentos, de preferência no mesmo horário todos os dias.

Não tome mais Iressa além do que foi prescrito pelo seu médico

Se a administração de comprimidos inteiros não for possível, como pacientes que só conseguem engolir líquidos, os comprimidos podem ser administrados como uma dispersão em água. O comprimido deve ser colocado em meio copo de água potável (sem gás), sem quebrar ou esmagar, e o copo agitado até que o comprimido seja disperso (aproximadamente 15 minutos) e deve-se tomar o liquido imediatamente. Adicionar mais meio copo de água, mexer e tomar a água adicionada. O líquido também pode ser administrado por sonda nasogástrica.

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

Não é recomendado o uso de Iressa em crianças ou adolescentes, pois segurança e eficácia não foram estudadas neste grupo de pacientes.

Não é necessário ajuste de dose com base na idade do paciente, peso corpóreo, sexo, raça ou função renal ou em pacientes com insuficiência hepática moderada a grave devido à metástase no fígado.

Ajuste de dose

  • <li>Pacientes com diarr&#xE9;ia de dif&#xED;cil controle ou com rea&#xE7;&#xF5;es adversas cut&#xE2;neas devido ao medicamento, podem ser controlados com sucesso com a interrup&#xE7;&#xE3;o do tratamento por at&#xE9; 14 dias consecutivos, reiniciando-se ent&#xE3;o com a dose de 250 mg.</li>

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Como o Iressa funciona?

O uso contínuo de Iressa inibe o crescimento do câncer de pulmão de não-pequenas células com alterações moleculares no receptor de fator de crescimento epidérmico (EGFR), diminuindo o tamanho do tumor.

Após 7 a 10 doses (uma dose por dia), alcança-se uma concentração estável da quantidade de medicação no seu sangue. Portanto, tome este medicamento conforme prescrito pelo seu médico.

Quais cuidados devo ter ao usar o Iressa?

Ao considerar o uso de Iressa como tratamento de primeira linha é importante que se tente a avaliação da mutação de EGFR do tecido tumoral (biópsia) para todos os pacientes. Se uma amostra do tumor não estiver disponível ou não for avaliável, o DNA tumoral circulante (ctDNA) obtido de uma amostra de sangue (plasma) pode ser utilizado.

Este medicamento foi prescrito somente para você. Não compartilhe Iressa com ninguém, mesmo se eles apresentarem sintomas semelhantes aos seus.

Se você tiver qualquer outra alteração nos pulmões, que não seja o câncer (por exemplo, piora dos sintomas respiratórios como falta de ar (dispneia), tosse e febre), procure seu médico. O tratamento com Iressa deve ser interrompido após a avaliação do seu médico e deve-se aguardar avaliação dele.

Se você apresentar diagnóstico positivo para Doença Intersticial Pulmonar (DIP), procure o seu médico. O tratamento com Iressa deve ser interrompido após a avaliação do seu médico e o tratamento adequado deve ser iniciado.

Iressa deve ser utilizado com cuidado se você tem ou já teve problemas no fígado. Nesse caso, é recomendado que você seja submetido a testes periódicos de função do fígado. Em caso de alterações graves, o tratamento com Iressa poderá ser interrompido após a avaliação do seu médico.

Você deve procurar imediatamente o seu médico caso você apresente sinais ou sintomas de ceratite (inflamação da córnea), tais como inflamação ocular, lacrimejamento, sensibilidade à luz, visão turva, dor e/ou vermelhidão ou se você apresentar diarréia grave ou persistente, náusea, vômito ou anorexia (perda de apetite).

Se o diagnóstico de ceratite ulcerativa for confirmado, o tratamento com Iressa deve ser interrompido após a avaliação do seu médico. Se os sintomas não desaparecerem ou se reaparecerem com a reintrodução do tratamento com Iressa, a descontinuação permanente do tratamento com Iressa deve ser considerada após a avaliação de seu médico.

Você deve consultar o seu médico imediatamente se apresentar sintomas de perfuração gastrointestinal, que podem incluir dor abdominal geralmente acentuada, severa com sensibilidade ao toque, calafrios, febre, náuseas e vômitos.

Deve-se ter cuidado ao dirigir veículos ou operar máquinas, pois alguns pacientes podem sentir fraqueza ao tomar Iressa.

Antes de tomar Iressa informe seu médico se estiver grávida, tentando engravidar ou se estiver amamentando. Você deve evitar a gravidez e descontinuar a amamentação durante o tratamento com Iressa.

Gravidez

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Iressa pode causar danos ao feto quando administrado a mulheres grávidas. O uso de Iressa não é recomendado durante a gravidez. Mulheres em idade fértil devem utilizar métodos anticoncepcionais eficazes durante o tratamento com Iressa e por pelo menos duas semanas após a conclusão do tratamento. Discuta com seu médico os métodos eficazes para evitar a gravidez que melhor se adaptam a você.

Lactação

A amamentação deve ser descontinuada durante o tratamento com Iressa.

Este medicamento contém lactose (163,50 mg/comprimido). Informe seu médico caso você tenha problemas de intolerância a lactose.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Iressa?

As reações mais comuns (ocorrem em mais de 20% dos pacientes que utilizam este medicamento) são diarreia e alterações na pele, incluindo erupção na pele, acne, pele seca e prurido (coceira no corpo).

Reações muito comuns (ocorrem em 10% ou mais dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • <li>Diarreia, n&#xE1;usea, v&#xF4;mitos, <a href="https://minutosaudavel.com.br/estomatite-aftosa-e-viral-tratamento-sintomas-e-causas/" rel="noopener" target="_blank">estomatite</a> (inflama&#xE7;&#xF5;es na boca), altera&#xE7;&#xF5;es no resultado de exames laboratoriais da fun&#xE7;&#xE3;o do f&#xED;gado (alanina aminotransferase), anorexia, altera&#xE7;&#xF5;es na pele (erup&#xE7;&#xE3;o na pele com les&#xF5;es de pus, prurido com ressecamento de pele, incluindo fissuras da pele), fraqueza.</li>

Reações comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • <li><a href="https://minutosaudavel.com.br/desidratacao/" rel="noopener" target="_blank">Desidrata&#xE7;&#xE3;o</a> secund&#xE1;ria &#xE0; diarreia, n&#xE1;usea, v&#xF4;mito ou anorexia, boca seca, hemorragia (como sangramento pelo nariz ou presen&#xE7;a de sangue na urina), altera&#xE7;&#xF5;es no resultado de exames laboratoriais da fun&#xE7;&#xE3;o do f&#xED;gado (aspartato aminotransferase, bilirrubina), altera&#xE7;&#xF5;es no resultado de exames de sangue (creatinina), perda de <a href="https://minutosaudavel.com.br/proteinas/" rel="noopener" target="_blank">prote&#xED;nas</a> pela urina, <a href="https://consultaremedios.com.br/sistema-urinario/cistite/c" target="_blank">cistite</a> (sensa&#xE7;&#xE3;o de ardor ao urinar e necessidade frequente e urgente de urinar), altera&#xE7;&#xE3;o das unhas, perda de <a href="https://consultaremedios.com.br/cuidados-pessoais/cabelos/c" target="_blank">cabelos</a>, febre, <a href="https://consultaremedios.com.br/doencas-dos-olhos/conjuntivite/c" target="_blank">conjuntivite</a>, <a href="https://consultaremedios.com.br/doencas-dos-olhos/blefarite/c" target="_blank">blefarite</a> (inflama&#xE7;&#xE3;o das p&#xE1;lpebras), olhos secos, altera&#xE7;&#xF5;es nos pulm&#xF5;es (doen&#xE7;a intersticial pulmonar) e rea&#xE7;&#xF5;es al&#xE9;rgicas incluindo <a href="https://minutosaudavel.com.br/angioedema-o-que-e-complicacoes-como-tratar-e-muito-mais/" rel="noopener" target="_blank">angioedema</a> (incha&#xE7;o por baixo da pele) e <a href="https://minutosaudavel.com.br/urticaria/" rel="noopener" target="_blank">urtic&#xE1;ria</a> (manchas vermelhas e inchadas na pele que co&#xE7;am).</li>

Reações incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • <li><a href="https://minutosaudavel.com.br/pancreatite/" rel="noopener" target="_blank">Pancreatite</a> (inflama&#xE7;&#xE3;o do p&#xE2;ncreas), perfura&#xE7;&#xE3;o gastrointestinal, s&#xED;ndrome da eritrodisestesia palmoplantar ou s&#xED;ndrome m&#xE3;o-p&#xE9; (rea&#xE7;&#xE3;o na pele nas palmas das m&#xE3;os e nas plantas dos p&#xE9;s, incluindo <a href="https://minutosaudavel.com.br/parestesia/" rel="noopener" target="_blank">formigamento</a>, dorm&#xEA;ncia, dor, incha&#xE7;o ou vermelhid&#xE3;o), <a href="https://consultaremedios.com.br/infectologia/hepatite/c" target="_blank">hepatite</a> (inflama&#xE7;&#xE3;o do f&#xED;gado), ceratite&amp;nbsp;(inflama&#xE7;&#xE3;o da c&#xF3;rnea) altera&#xE7;&#xF5;es nos olhos (eros&#xE3;o da c&#xF3;rnea e algumas vezes em associa&#xE7;&#xE3;o com o crescimento anormal dos c&#xED;lios).</li>

Reações raras (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • <li>Altera&#xE7;&#xF5;es graves de pele, necr&#xF3;lise epid&#xE9;rmica t&#xF3;xica, S&#xED;ndrome de Stevens Johnson e eritema multiforme (os sinais podem incluir vermelhid&#xE3;o, dor, &#xFA;lceras, bolhas, descama&#xE7;&#xE3;o da pele; os l&#xE1;bios, nariz, olhos e &#xF3;rg&#xE3;os genitais tamb&#xE9;m podem ser afetados), vasculite cut&#xE2;nea (inflama&#xE7;&#xE3;o dos vasos sangu&#xED;neos na pele; o que pode dar a apar&#xEA;ncia de hematomas ou manchas de erup&#xE7;&#xE3;o cut&#xE2;nea n&#xE3;o esbranqui&#xE7;ada na pele), cistite hemorr&#xE1;gica (sensa&#xE7;&#xE3;o de ardor ao urinar e necessidade frequente e urgente de urinar, com sangue na urina).</li>

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também a empresa através do seu serviço de atendimento.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Iressa?

Se você esquecer de tomar uma dose de Iressa, você só poderá tomar a dose esquecida se faltar pelo menos 12 horas para a próxima dose. Se faltar menos de 12 horas para a próxima dose, você não deve tomar a dose esquecida, devendo esperar o horário da próxima dose. Não tome uma dose em dobro (dois comprimidos ao mesmo tempo) para compensar uma dose esquecida.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Qual a composição do Iressa?

Cada comprimido revestido de Iressa contém:

250 mg de gefitinibe.

Excipientes:&nbsp;lactose monoidratada, celulose microcristalina, croscarmelose sódica, povidona, laurilsulfato de sódio, estearato de magnésio, hipromelose, macrogol, óxido de ferro vermelho, óxido de ferro amarelo e dióxido de titânio.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Iressa maior do que a recomendada?

Em caso de ingestão de uma quantidade de medicamento maior do que a prescrita, você deve imediatamente entrar em contato com o seu médico. Pode ocorrer um aumento da freqüência e gravidade de algumas reações adversas como diarreia e erupções na pele.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações sobre como proceder.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Iressa com outros remédios?

É importante que você mantenha uma lista escrita de todos os medicamentos sob prescrição médica e sem prescrição que você está tomando; bem como quaisquer produtos, tais como vitaminas, minerais ou outros suplementos dietéticos. Você deve trazer esta lista com você cada vez que você visitar o médico ou se você está internado em um hospital. Esta lista também é uma informação importante para levar com você em caso de emergências.

Informe ao seu médico ou farmacêutico antes de tomar Iressa&nbsp;se estiver tomando ou se tomou recentemente qualquer outro medicamento, especialmente:

  • <li>Alguns medicamentos usados para tratar infec&#xE7;&#xF5;es; entre eles, medicamentos para tratar doen&#xE7;as f&#xFA;ngicas (antif&#xFA;ngicos como <a href="https://consultaremedios.com.br/cetoconazol/bula" target="_blank">cetoconazol</a>, <a href="https://consultaremedios.com.br/itraconazol/bula" target="_blank">itraconazol</a>, <a href="https://consultaremedios.com.br/posaconazol/bula" target="_blank">posaconazol</a>, <a href="https://consultaremedios.com.br/voriconazol/bula" target="_blank">voriconazol</a>), medicamentos para tratar tipos de infec&#xE7;&#xF5;es bacterianas (<a href="https://consultaremedios.com.br/infeccoes/antibioticos/c" target="_blank">antibi&#xF3;ticos</a> como <a href="https://consultaremedios.com.br/claritromicina/bula" target="_blank">claritromicina</a> e telitromicina) e medicamentos usados para tratar infec&#xE7;&#xF5;es virais, incluindo <a href="https://consultaremedios.com.br/infectologia/dsts/hiv-aids/c" target="_blank">AIDS</a> (inibidores de protease, como atazanavir, <a href="https://consultaremedios.com.br/darunavir/bula" target="_blank">darunavir</a>, <a href="https://consultaremedios.com.br/fosamprenavir-calcico/bula" target="_blank">fosamprenavir</a>, lopinavir, rotonavir, <a href="https://consultaremedios.com.br/mesilato-de-saquinavir/bula" target="_blank">saquinavir</a> e <a href="https://consultaremedios.com.br/tipranavir/bula" target="_blank">tipranavir</a>); e um medicamento usado para o tratamento de c&#xE2;ncer (vinorelbina). Deve-se evitar o uso concomitante de Iressa com esses medicamentos, pois eles podem aumentar o risco de efeitos colaterais.</li> <li>Alguns medicamentos usados para tratar <a href="https://consultaremedios.com.br/aparelho-respiratorio/tuberculose/c" target="_blank">tuberculose</a> (<a href="https://consultaremedios.com.br/rifampicina/bula" target="_blank">rifampicina</a>); Erva de S&#xE3;o Jo&#xE3;o (produto fitoter&#xE1;pico usado para tratar <a href="https://minutosaudavel.com.br/depressao/" rel="noopener" target="_blank">depress&#xE3;o</a> e outras condi&#xE7;&#xF5;es, tamb&#xE9;m conhecido como <em><a href="https://consultaremedios.com.br/hypericum-perforatum/bula" target="_blank">Hypericum perforatum</a></em>); alguns medicamentos usados para parar convuls&#xF5;es ou desmaios (<a href="https://consultaremedios.com.br/fenitoina/bula" target="_blank">fenito&#xED;na</a>, <a href="https://consultaremedios.com.br/fenobarbital/bula" target="_blank">fenobarbital</a>, <a href="https://consultaremedios.com.br/carbamazepina/bula" target="_blank">carbamazepina</a>). Esses medicamentos podem reduzir a efic&#xE1;cia de Iressa.</li> <li>Medicamentos que reduzem a acidez do est&#xF4;mago e para tratar gastrites ou &#xFA;lceras g&#xE1;stricas (ranitidina). Deve-se evitar o uso concomitante de Iressa com esses medicamentos, pois eles podem reduzir a efic&#xE1;cia de Iressa.</li> <li>Medicamentos para controle da press&#xE3;o sangu&#xED;nea (como o metoprolol). A modifica&#xE7;&#xE3;o da dose deve ser considerada pelo seu m&#xE9;dico.</li> <li>Medicamentos para preven&#xE7;&#xE3;o de co&#xE1;gulos sangu&#xED;neos (<a href="https://consultaremedios.com.br/varfarina-sodica/bula" target="_blank">varfarina</a>). Se voc&#xEA; tomar algum medicamento contendo esta subst&#xE2;ncia, o seu m&#xE9;dico poder&#xE1; ter que solicitar exames de sangue para voc&#xEA; com uma maior frequ&#xEA;ncia.</li>

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Qual a ação da substância do Iressa (Gefitinibe)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Estudo IPASS<sup>1</sup> </h3> <p>Em um estudo cl&#xED;nico fase III conduzido na &#xC1;sia com 1217 pacientes com histologia de adenocarcinoma CPNPC avan&#xE7;ado (est&#xE1;gio IIIB ou IV), ex-fumantes leves (pararam de fumar h&#xE1; mais de 15 anos e fumaram menos que 10 anos) ou que nunca fumaram e que n&#xE3;o receberam quimioterapia anteriormente, Gefitinibe comprovou ser superior a carboplatina (&#xE1;rea sob a curva [AUC] 5,0 ou 6,0)/paclitaxel (200 mg/m<sup>2</sup>) em termos de Sobrevida Livre de Progress&#xE3;o (SLP) (Raz&#xE3;o de Risco [HR] 0,741; intervalo de confian&#xE7;a [IC] 95%: 0,651 a 0,845; p&lt;0,0001), que foi o desfecho prim&#xE1;rio do estudo. O efeito n&#xE3;o foi constante ao longo do tempo, favorecendo inicialmente carboplatina/paclitaxel e em seguida favorecendo Gefitinibe, direcionado pelas diferen&#xE7;as nos resultados SLP pelo status da muta&#xE7;&#xE3;o EGFR. O status da muta&#xE7;&#xE3;o EGFR foi um forte biomarcador preditivo para o efeito de Gefitinibe comparado com carboplatina/paclitaxel.</p> <p>As Taxas de Resposta Objetiva (ORR) foram superiores com Gefitinibe (43,0%) versus carboplatina/paclitaxel (32,2%) (Odds Ratio [OR] 1,59; IC 95%: 1,25 a 2,01; p=0,0001). Um n&#xFA;mero significativamente maior de pacientes tratados com Gefitinibe apresentou uma melhora cl&#xED;nica importante na qualidade de vida (QOL) versus carboplatina/paclitaxel (score total para Avalia&#xE7;&#xE3;o Funcional da Terapia do C&#xE2;ncer de Pulm&#xE3;o [FACT-L]; 48% versus 41%, OR 1,34, IC 95% 1,06 a 1,69, p=0,0148; &#xCD;ndice dos Resultados do Estudo [TOI] 46% versus 33%, OR 1,78, IC 95% 1,40 a 2,26, p&lt;0,0001). Propor&#xE7;&#xF5;es similares de pacientes em ambos os tratamentos apresentaram uma melhora nos sintomas de c&#xE2;ncer de pulm&#xE3;o (FACT-L Subescala de C&#xE2;ncer de Pulm&#xE3;o [LCS]) de 52% para Gefitinibe versus 49% para carboplatina/paclitaxel (OR 1,13; IC 95% 0,90 a 1,42; p=0,3037).</p> <p>An&#xE1;lises explorat&#xF3;rias pr&#xE9;-planejadas foram conduzidas nos dados de biomarcadores durante a analise primaria. Um total de 437 pacientes tiveram os dados avaliados para an&#xE1;lise de muta&#xE7;&#xE3;o do EGFR. A Sobrevida Livre de Progress&#xE3;o (SLP) foi significativamente maior para Gefitinibe do que para carboplatina/paclitaxel em pacientes com muta&#xE7;&#xE3;o positiva EGFR (n=261, HR 0,48, IC 95% 0,36 a 0,64, p&lt;0,0001), e significativamente maior para carboplatina/paclitaxel do que para Gefitinibe em pacientes com muta&#xE7;&#xE3;o negativa do EGFR (n=176, HR 2,85, IC 95% 2,05 a 3,98, p&lt;0,0001). Os pacientes foram considerados com muta&#xE7;&#xE3;o positiva do EGFR se uma das 29 muta&#xE7;&#xF5;es do EGFR fossem detectadas pelo Sistema de Amplifica&#xE7;&#xE3;o Refrat&#xE1;ria de Muta&#xE7;&#xE3;o (ARMS) usando kit de detec&#xE7;&#xE3;o de muta&#xE7;&#xE3;o EGFR 29 DxS. Os pacientes foram considerados com muta&#xE7;&#xE3;o negativa do EGFR se as amostras fossem analisadas com sucesso e nenhuma das muta&#xE7;&#xF5;es do EGFR 29 fossem&amp;nbsp;detectadas. Resultados de SLP no subgrupo com status de muta&#xE7;&#xE3;o do EGFR desconhecido (HR com gefitinibe, 0,68, IC 95% 0,58 a 0,81, p&#x2C2;0,0001) foram similares aos da popula&#xE7;&#xE3;o geral.</p> <p>Em pacientes com muta&#xE7;&#xE3;o positiva do EGFR, ORR foi superior para Gefitinibe (71,2%) versus carboplatina/paclitaxel (47,3%) (OR 2,751, IC 95% 1,646 a 4,596, p=0,0001). Em pacientes com muta&#xE7;&#xE3;o negativa do EGFR, ORR foi superior para carboplatina/paclitaxel (23,5%) versus Gefitinibe (1,1%) (OR 0,036, IC 95% 0,005 a 0,273, p=0,0013).</p> <p>Em pacientes com muta&#xE7;&#xE3;o positiva do EGFR, um n&#xFA;mero significativamente maior de pacientes tratados com Gefitinibe apresentou uma melhora na qualidade de vida e nos sintomas de c&#xE2;ncer de pulm&#xE3;o versus carboplatina/paclitaxel (score total FACT-L; 70,2% versus 44,5%, p&lt;0,0001) (TOI 70,2% versus 38,3%, p&lt;0,0001) (LCS 75,6% versus 53,9%, p=0,0003). Em pacientes com muta&#xE7;&#xE3;o negativa do EGFR, um n&#xFA;mero significativamente maior de pacientes tratados com carboplatina/paclitaxel apresentou uma melhora na qualidade de vida e nos sintomas de c&#xE2;ncer de pulm&#xE3;o versus Gefitinibe (score total FACT-L; 36,3% versus 14,6%, p=0,0021) (TOI 28,8% versus 12,4%, p=0,0111), (LCS 47,5% versus 20,2%, p=0,0002).</p> <p>Uma an&#xE1;lise da sobrevida global (SG) foi realizada ap&#xF3;s 954 mortes (maturidade de 78%), que demonstrou n&#xE3;o haver diferen&#xE7;a estatisticamente significativa em SG para Gefitinibe versus carboplatina/paclitaxel na popula&#xE7;&#xE3;o total do estudo (HR 0,901, IC 95% 0,793 a 1,023, p=0,1087). SG mediana: Gefitinibe, 18,8 meses, carboplatina/paclitaxel, 17,4 meses.</p> <p>As an&#xE1;lises de subgrupo da SG por status de muta&#xE7;&#xE3;o do EGFR n&#xE3;o mostraram diferen&#xE7;a significativa na SG para Gefitinibe versus carboplatina/paclitaxel no subgrupo de pacientes sabidamente com tumores com muta&#xE7;&#xE3;o positiva (HR 1,002, IC 95% 0,756 a 1,328; SG mediana 21,6 meses vs.21.9 meses) ou negativa (HR 1,181, IC 95% 0,857 a 1,628; SG mediana 11,2 meses versus 12,7 meses). Os resultados SG no subgrupo de pacientes com status de muta&#xE7;&#xE3;o desconhecido (HR 0,818, IC 95% 0,696 a 0,962; SG mediana 18,9 meses versus 17,2 meses) foi consistente com a popula&#xE7;&#xE3;o geral.</p> <p>No estudo IPASS, Gefitinibe demonstrou SLP, ORR, qualidade de vida e al&#xED;vio dos sintomas superiores, sem diferen&#xE7;a significativa na sobrevida global em compara&#xE7;&#xE3;o com carboplatina/paclitaxel em pacientes n&#xE3;o tratados previamente, com CPNPC localmente avan&#xE7;ado ou metast&#xE1;tico, cujos tumores abrigaram muta&#xE7;&#xF5;es ativadoras da tirosina quinase EGFR.</p> <h3>Estudo INTEREST<sup>2</sup> </h3> <p>Em um estudo cl&#xED;nico fase III com 1466 pacientes com c&#xE2;ncer de pulm&#xE3;o de n&#xE3;o-pequenas c&#xE9;lulas (CPNPC) localmente avan&#xE7;ado ou metast&#xE1;tico, que tinham recebido previamente quimioterapia &#xE0; base de platina e eram eleg&#xED;veis para quimioterapia, Gefitinibe provou ser n&#xE3;o-inferior ao docetaxel (75 mg/m<sup>2</sup>) em termos de sobrevida global (Raz&#xE3;o de risco [HR]=1,020, intervalo de confian&#xE7;a [IC] 96%: 0,905 a 1,150 [IC completamente abaixo do limite de n&#xE3;o-inferioridade de 1.154], mediana de 7,6 versus 8,0 meses).</p> <p>Gefitinibe tamb&#xE9;m comprovou proporcionar taxas de sobrevida livre de progress&#xE3;o semelhantes (HR=1,04, IC 95%: 0,93 a 1,18, p = 0,466, mediana de 2,2 versus 2,7 meses) e taxas de resposta objetiva (9,1% versus 7,6%, odds ratio [OR]=1,22, IC 95%: 0,82 a 1.84, p=0,3257), comparado ao docetaxel. Um n&#xFA;mero significativamente maior de pacientes tratados com Gefitinibe apresentou melhora cl&#xED;nica importante na qualidade de vida, em compara&#xE7;&#xE3;o com o docetaxel (Avalia&#xE7;&#xE3;o Funcional da Terapia do C&#xE2;ncer de Pulm&#xE3;o [FACT-L] &#xCD;ndice dos Resultados do Estudo [TOI]: 17% versus 10%, p= 0,0026; pontua&#xE7;&#xE3;o total FACT-L: 25% versus 15%, p&lt;0,0001). Propor&#xE7;&#xF5;es semelhantes de pacientes em ambos os tratamentos apresentaram uma melhora nos sintomas do c&#xE2;ncer de pulm&#xE3;o (Subescala de C&#xE2;ncer de Pulm&#xE3;o [LCS] FACT-L 20% versus 17%, p= 0,1329).</p> <p>A an&#xE1;lise coprim&#xE1;ria, avaliando a sobrevida global em 174 pacientes, com elevado n&#xFA;mero de c&#xF3;pias do gene EGFR, n&#xE3;o demonstrou superioridade do Gefitinibe ao docetaxel. Resultados de sobrevida em pacientes com elevado n&#xFA;mero de c&#xF3;pias do gene EGFR foram semelhantes para ambos os tratamentos (HR=1,087; IC 95%: 0,782 a 1,510, p=0,6199, mediana de 8,4 versus 7,5 meses).</p> <h3>Estudo ISEL<sup>3</sup> </h3> <p>Em um estudo cl&#xED;nico fase III, duplo-cego, com 1692 pacientes, comparando Gefitinibe mais terapia de suporte com placebo mais terapia de suporte em pacientes com CPNPC em est&#xE1;gio avan&#xE7;ado, que receberam previamente 1 ou 2 regimes de quimioterapia e n&#xE3;o responderam ou foram intolerantes para o regime mais recente, Gefitinibe n&#xE3;o prolongou significativamente a sobrevida na popula&#xE7;&#xE3;o total (HR=0,89, IC: 0,77 a 1,02, p= 0,09, mediana 5,6 versus 5,1 meses para Gefitinibe e placebo, respectivamente), ou em pacientes com adenocarcinoma (HR=0,84, IC: 0,68 a 1,03, p= 0.09, mediana 6,3 versus 5,4 meses para Gefitinibe e placebo, respectivamente). An&#xE1;lises pr&#xE9;-programadas de subgrupo mostraram um aumento estatisticamente significativo na sobrevida de pacientes com etnia oriental tratados com Gefitinibe, em compara&#xE7;&#xE3;o com placebo (HR=0,66, IC: 0,48 a 0,91, p= 0,01, mediana 9,5 versus 5,5 meses) e para os pacientes que nunca tinham fumado, tratados com Gefitinibe, em compara&#xE7;&#xE3;o com placebo (HR=0,67, IC: 0,49 a 0,92, p= 0,01, mediana 8,9 versus 6,1 meses).</p> <p>A an&#xE1;lise explorat&#xF3;ria de dados do n&#xFA;mero de c&#xF3;pias do gene EGFR mostrou que o efeito do tratamento com Gefitinibe comparado com placebo na sobrevida, foi maior em pacientes com elevado n&#xFA;mero de c&#xF3;pias do gene EGFR comparado com pacientes com baixo n&#xFA;mero de c&#xF3;pias do gene EGFR (intera&#xE7;&#xE3;o valor p=0,0448). A raz&#xE3;o de risco Gefitinibe para placebo, em pacientes com elevado n&#xFA;mero de c&#xF3;pias do gene EGFR, foi 0.61 (N=114; IC 95%: 0,36 a 1,04, p= 0,067) e a raz&#xE3;o de risco para pacientes com baixo n&#xFA;mero de c&#xF3;pias do gene EGFR foi 1.16 (N=256; IC 95%: 0,81 a 1,64, p= 0,42). Para pacientes em que o n&#xFA;mero de c&#xF3;pias do gene EGFR n&#xE3;o foi testado (N=1322, HR=0,85, IC: 0,73 a 0,99, p= 0,032), o HR foi similar &#xE0;quele visto para a popula&#xE7;&#xE3;o global do estudo, como deveria ser esperado.</p> <h3>Estudo IFUM<sup>4</sup> </h3> <p>O estudo IFUM foi um estudo de bra&#xE7;o &#xFA;nico, multic&#xEA;ntrico conduzido em pacientes caucasianos (n=106) com CPNPC com muta&#xE7;&#xE3;o positiva e sensibilizadora do EGFR para confirmar que a atividade de gefitinibe &#xE9; similar em popula&#xE7;&#xF5;es caucasiana e asi&#xE1;tica. A ORR de acordo com a revis&#xE3;o do investigador foi 70% e a SLP foi 9,7 meses. Estes dados foram similares com aqueles reportados no estudo IPASS.</p> <h4>DNA tumoral circulante (ctDNA)</h4> <p>No estudo IFUM, o status da muta&#xE7;&#xE3;o foi avaliado em amostras do tumor e do ctDNA plasm&#xE1;tico, usando-se o kit Therascreen EGFR RGQ <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/proteina-c-reativa-pcr/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">PCR</a>. Ambas as amostras do ctDNA e do tumor foram avali&#xE1;veis para 652 pacientes, entre os 1060 analisados. A sensibilidade do teste para a muta&#xE7;&#xE3;o do EGFR no ctDNA, usando-se o kit Qiagen Therascreen EGFR RGQ PCR foi 65,7%, com 99,8% de especificidade. Os valores preditivos positivo e negativo do ctDNA foram 98,6% e 93,8%, respectivamente (tabela 1). A ORR na popula&#xE7;&#xE3;o completa analisada foi de 69,8% (IC 95%: 60,5% a 77,7%). A ORR nos pacientes dentro da popula&#xE7;&#xE3;o completa analisada e que foram positivos para muta&#xE7;&#xE3;o do ctDNA foi de 77,3% (IC 95%: 65,8 a 85,7).</p> <p><strong>Tabela 1 Resumo da linha de base da muta&#xE7;&#xE3;o para as amostras do tumor e do ctDNA em todos os pacientes analisados avali&#xE1;veis para ambas as amostras.</strong></p> <table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center; width:229px\"><strong>Medi&#xE7;&#xE3;o</strong></td> <td style=\"text-align:center; width:421px\"><strong>Defini&#xE7;&#xE3;o</strong></td> <td style=\"text-align:center; width:318px\"><strong>Taxa no IFUM % (IC)</strong></td> <td style=\"text-align:center; width:248px\"><strong>IFUM<br> N</br></strong></td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:229px\">Propor&#xE7;&#xE3;o de Concord&#xE2;ncia</td> <td style=\"text-align:center; width:421px\"> <p>N&#xFA;mero de vezes que os resultados do ctDNA e do tumor concordaram</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:318px\">94,3 (92,3, 96,0)</td> <td style=\"text-align:center; width:248px\">652</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:229px\">Sensibilidade</td> <td style=\"text-align:center; width:421px\"> <p>Propor&#xE7;&#xE3;o M+ pelo tumor que &#xE9; M+ pelo ctDNA</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:318px\">65,7 (55,8, 74,7)</td> <td style=\"text-align:center; width:248px\">105</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:229px\">Especificidade</td> <td style=\"text-align:center; width:421px\"> <p>Propor&#xE7;&#xE3;o M- pelo tumor que &#xE9; M- pelo ctDNA</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:318px\">99,8 (99,0, 100,0)</td> <td style=\"text-align:center; width:248px\">547</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:229px\">Valor Preditivo Positivo</td> <td style=\"text-align:center; width:421px\"> <p>Propor&#xE7;&#xE3;o M+ pelo ctDNA que &#xE9; M+ pelo tumor</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:318px\">98,6 (92,3, 100,0)</td> <td style=\"text-align:center; width:248px\">70</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:229px\">Valor Preditivo Negativo</td> <td style=\"text-align:center; width:421px\"> <p>Propor&#xE7;&#xE3;o M- pelo ctDNA que &#xE9; M- pelo tumor</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:318px\">93,8 (91,5, 95,6)</td> <td style=\"text-align:center; width:248px\">582</td> </tr> </tbody> </table> <p>Estes dados s&#xE3;o consistentes com a an&#xE1;lise explorat&#xF3;ria pr&#xE9;-planejada do subgrupo japon&#xEA;s no estudo IPASS<sup>5</sup>. Neste estudo, foi utilizado o ctDNA s&#xE9;rico e n&#xE3;o o plasm&#xE1;tico para an&#xE1;lise da muta&#xE7;&#xE3;o do EGFR, usando&#x2013;se o kit de detec&#xE7;&#xE3;o de muta&#xE7;&#xE3;o EGRF (DxS) (N=86). Neste estudo, a concord&#xE2;ncia foi 66%, a sensibilidade foi 43,1% e especificidade foi 100%. Os valores preditivos positivo e negativo foram 100% e 54,7%, respectivamente.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias bibliogr&#xE1;ficas:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Mok TS, et al. Gefitinib or Carboplatin&#x2013;Paclitaxel in Pulmonary Adenocarcinoma. The New England Journal of Medicine. 2009; 361:947-957.<br> 2. Kim ES, et al. Gefitinib versus docetaxel in previously treated non-small-cell lung cancer (INTEREST): a randomised phase III tria. The Lancet. 2008, 372(9652), 1809-1818.<br> 3. Tratcher N. Gefitinib plus best supportive care in previously treated patients with refractory advanced non-small-cell lung cancer: results from a randomised, placebo-controlled, multicentre study (Gefitinibe Survival Evaluation in Lung Cancer). The Lancet. 2005, 366(9496);1527-1537.<br> 4. Douillard JY, et al. First-line gefitinib in Caucasian EGFR mutation-positive NSCLC patients: a phase-IV, open-label, single-arm study. British Journal of Cancer. 2014, 110; 55-62.<br> 5. Goto K, et al. Epidermal Growth Factor Receptor Mutation Status in Circulating Free DNA in Serum: From IPASS, a Phase III Study of Gefitinib or Carboplatin/Paclitaxel in Non-small Cell Lung Cancer. Journal of Thoracic Oncology.2012, 7(1); 115-121.</br></br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Propriedades Farmacodin&#xE2;micas</h3> <p>O gefitinibe &#xE9; um inibidor seletivo da tirosina-quinase do receptor do fator de crescimento epid&#xE9;rmico (EGFR = epidermal growth factor receptor), comumente expresso em tumores s&#xF3;lidos humanos de origem epitelial. A inibi&#xE7;&#xE3;o da atividade tirosina-quinase do EGFR inibe o crescimento tumoral, met&#xE1;stase e angiog&#xEA;nese e aumenta a apoptose das c&#xE9;lulas tumorais.</p> <p>Pacientes que nunca fumaram, com histologia de adenocarcinoma, do sexo feminino ou de etnia asi&#xE1;tica, s&#xE3;o mais propensos a se beneficiarem do tratamento com Gefitinibe. Estas caracter&#xED;sticas cl&#xED;nicas tamb&#xE9;m est&#xE3;o associadas &#xE0; altas taxas de tumores com muta&#xE7;&#xE3;o positiva do EGFR.</p> <h4>Resist&#xEA;ncia</h4> <p>A maioria dos tumores CPNPC com muta&#xE7;&#xF5;es sensibilizadoras do EGFR acabam por desenvolver resist&#xEA;ncia ao tratamento com Gefitinibe, com um tempo mediano at&#xE9; a progress&#xE3;o da doen&#xE7;a de 1 ano. Em cerca de 60% dos casos, a resist&#xEA;ncia est&#xE1; associada a uma muta&#xE7;&#xE3;o secund&#xE1;ria T790M, para a qual os inibidores da tirosina quinase EGFR direcionados para T790M podem ser considerados como uma op&#xE7;&#xE3;o na pr&#xF3;xima linha de tratamento. Foram relatados outros potenciais mecanismos de resist&#xEA;ncia ap&#xF3;s o tratamento com agentes que inibem o sinal EGFR, incluindo o desvio de vias de sinaliza&#xE7;&#xE3;o como a amplifica&#xE7;&#xE3;o dos genes HER2 e MET e muta&#xE7;&#xF5;es PIK3CA. A altera&#xE7;&#xE3;o do fen&#xF3;tipo para c&#xE2;ncer de pulm&#xE3;o de pequenas c&#xE9;lulas tamb&#xE9;m foi relatada em 5-10% dos casos.</p> <h3>Propriedades Farmacocin&#xE9;ticas</h3> <p>Ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o intravenosa, o gefitinibe &#xE9; rapidamente depurado, extensivamente distribu&#xED;do e possui meia-vida de elimina&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dia de 48 horas. Ap&#xF3;s dose oral em pacientes com <a href=\"https://consultaremedios.com.br/cancer/c\" target=\"_blank\">c&#xE2;ncer</a>, a absor&#xE7;&#xE3;o &#xE9; moderadamente lenta e a meia-vida terminal m&#xE9;dia &#xE9; de 41 horas. A administra&#xE7;&#xE3;o do gefitinibe uma vez ao dia resulta em ac&#xFA;mulo de 2 a 8 vezes, alcan&#xE7;ando estado de equil&#xED;brio, ap&#xF3;s 7 a 10 doses. No estado de equil&#xED;brio, as concentra&#xE7;&#xF5;es plasm&#xE1;ticas circulantes s&#xE3;o tipicamente mantidas em 2-3 vezes a concentra&#xE7;&#xE3;o basal, durante as 24 horas de intervalo das doses.</p> <h4>Absor&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>Ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral de Gefitinibe, o pico de concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica de gefitinibe ocorre tipicamente em 3 a 7 horas. A biodisponibilidade absoluta m&#xE9;dia &#xE9; de 59% em pacientes com c&#xE2;ncer. A exposi&#xE7;&#xE3;o ao gefitinibe n&#xE3;o &#xE9; significativamente alterada pelos alimentos. Em um estudo com volunt&#xE1;rios sadios, cujo pH g&#xE1;strico foi mantido acima de 5, a exposi&#xE7;&#xE3;o ao gefitinibe foi reduzida em 47%.</p> <h4>Distribui&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>O volume m&#xE9;dio de distribui&#xE7;&#xE3;o de gefitinibe no estado de equil&#xED;brio &#xE9; de 1400 litros, o que indica extensa distribui&#xE7;&#xE3;o pelos tecidos. A liga&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/proteinas/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">prote&#xED;nas</a> plasm&#xE1;ticas &#xE9; de aproximadamente 90%. O gefitinibe liga-se &#xE0; <a href=\"https://consultaremedios.com.br/b/albumina-serica\" target=\"_blank\">albumina s&#xE9;rica</a> e &#xE0; alfa1-glicoprote&#xED;na &#xE1;cida.</p> <h4>Metabolismo</h4> <p>Os dados <em>in vitro</em> indicam que o CYP3A4 &#xE9; a principal isoenzima do citocromo P450, envolvida no metabolismo oxidativo do gefitinibe.</p> <p>Estudos <em>in vitro</em> demonstraram que o gefitinibe tem limitado potencial para inibi&#xE7;&#xE3;o da CYP2D6. Em um estudo cl&#xED;nico com pacientes, gefitinibe foi administrado concomitante ao metoprolol (um substrato do CYP2D6). Isto resultou em pequeno aumento (35%) da exposi&#xE7;&#xE3;o ao metoprolol, n&#xE3;o sendo considerado clinicamente relevante.</p> <p>O gefitinibe n&#xE3;o demonstrou efeito de indu&#xE7;&#xE3;o enzim&#xE1;tica em estudos com animais nem inibi&#xE7;&#xE3;o significativa <em>(in vitro</em>) de quaisquer outras enzimas do citocromo P450.</p> <h5>Foram identificados 3 s&#xED;tios de biotransforma&#xE7;&#xE3;o no metabolismo do gefitinibe:</h5> <ul> <li>Metabolismo do grupo N-propilmorfolino, desmetila&#xE7;&#xE3;o do metoxi-substituinte da quinazolina e defluorina&#xE7;&#xE3;o oxidativa do grupo fenil halogenado. Cinco metab&#xF3;litos foram encontrados em extratos fecais e o componente principal foi O-desmetilgefitinibe (representando apenas 14% da dose).</li> </ul> <p>No plasma humano foram identificados 8 metab&#xF3;litos. O principal metab&#xF3;lito identificado foi o Odesmetilgefitinibe, que foi 14 vezes menos potente que o gefitinibe para inibir o crescimento celular estimulado por EGFR e n&#xE3;o apresentou efeito inibit&#xF3;rio no crescimento de c&#xE9;lulas tumorais em ratos.</p> <p>Assim, foi considerado como sendo improv&#xE1;vel que contribua significativamente para a atividade cl&#xED;nica do gefitinibe.</p> <p>A forma&#xE7;&#xE3;o do metab&#xF3;lito O-desmetilgefitinibe foi demonstrada, <em>in vitro</em>, como sendo via CYP2D6. O papel do CYP2D6 na depura&#xE7;&#xE3;o metab&#xF3;lica do gefitinibe foi avaliado num ensaio cl&#xED;nico com volunt&#xE1;rios sadios, genotipados para o CYP2D6. Em metabolizadores lentos, n&#xED;veis n&#xE3;o mensur&#xE1;veis de O-desmetilgefitinibe foram formados. As faixas de exposi&#xE7;&#xE3;o ao gefitinibe alcan&#xE7;adas, tanto no grupo de metabolizadores lentos como naquele de metabolizadores extensivos, foram amplas e se sobrepuseram, contudo a m&#xE9;dia da exposi&#xE7;&#xE3;o foi duas vezes maior para o grupo de metabolizadores lentos. A maior m&#xE9;dia de exposi&#xE7;&#xE3;o que poderia ser alcan&#xE7;ada para indiv&#xED;duos com CYP2D6 n&#xE3;o ativo pode ser clinicamente relevante, uma vez que efeitos adversos est&#xE3;o relacionados &#xE0; dose e exposi&#xE7;&#xE3;o.</p> <h4>Elimina&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>A depura&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica total do gefitinibe &#xE9; de aproximadamente 500 mL/min. A excre&#xE7;&#xE3;o &#xE9; predominantemente fecal, com menos de 4% da dose administrada sendo eliminada via renal como gefitinibe e seus metab&#xF3;litos.</p> <h4>Popula&#xE7;&#xF5;es especiais</h4> <p>Baseado na an&#xE1;lise de dados referentes a pacientes com c&#xE2;ncer, nenhuma rela&#xE7;&#xE3;o foi identificada entre a concentra&#xE7;&#xE3;o do estado de equil&#xED;brio esperada e a idade do paciente, peso corp&#xF3;reo, sexo, ra&#xE7;a ou depura&#xE7;&#xE3;o de creatinina.</p> <p>Em um estudo aberto de fase I de dose &#xFA;nica de gefitinibe 250 mg em pacientes com insufici&#xEA;ncia hep&#xE1;tica leve, moderada ou grave, devido &#xE0; cirrose (de acordo com a classifica&#xE7;&#xE3;o Child-Pugh), houve aumento na exposi&#xE7;&#xE3;o em todos os grupos em compara&#xE7;&#xE3;o com controles sadios. Foi observado um aumento de em m&#xE9;dia 3,1 vezes na exposi&#xE7;&#xE3;o do gefitinibe em paciente com&amp;nbsp;insufici&#xEA;ncia hep&#xE1;tica moderada e grave. Nenhum dos pacientes tinha c&#xE2;ncer, todos tinham cirrose e alguns, hepatite. Este aumento na exposi&#xE7;&#xE3;o pode ser clinicamente relevante uma vez que efeitos adversos est&#xE3;o relacionados &#xE0; dose e exposi&#xE7;&#xE3;o ao gefitinibe.</p> <p>O gefitinibe foi avaliado em um estudo cl&#xED;nico conduzido em 41 pacientes com tumores s&#xF3;lidos e fun&#xE7;&#xE3;o hep&#xE1;tica normal ou disfun&#xE7;&#xE3;o hep&#xE1;tica moderada ou grave devido a met&#xE1;stases hep&#xE1;ticas. O estudo demonstrou que ap&#xF3;s doses di&#xE1;rias de 250 mg de Gefitinibe, o tempo para o estado de equil&#xED;brio, depura&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica total e exposi&#xE7;&#xE3;o no estado de equil&#xED;brio (C<sub>max</sub><sup>ss</sup>, AUC<sub>0-24</sub> <sup>ss</sup>) foram equivalentes para os grupos de pacientes com fun&#xE7;&#xE3;o hep&#xE1;tica normal e disfun&#xE7;&#xE3;o hep&#xE1;tica moderada. Os dados de 4 pacientes com disfun&#xE7;&#xE3;o hep&#xE1;tica grave devido a met&#xE1;stase hep&#xE1;tica sugerem que a exposi&#xE7;&#xE3;o no estado de equil&#xED;brio nestes pacientes &#xE9; tamb&#xE9;m equivalente &#xE0;quela dos pacientes com fun&#xE7;&#xE3;o hep&#xE1;tica normal.</p> <h3>Dados de seguran&#xE7;a pr&#xE9;-cl&#xED;nica</h3> <p>O gefitinibe n&#xE3;o demonstrou potencial genot&#xF3;xico.</p> <p>Houve, como esperado da atividade farmacol&#xF3;gica do gefitinibe, redu&#xE7;&#xE3;o da fertilidade em ratas com dose de 20 mg/kg/dia. Quando administrado durante a organog&#xEA;nese, n&#xE3;o houve efeito sobre o desenvolvimento embriofetal de ratos com a dose mais alta (30 mg/kg/dia). Entretanto, em coelhos, houve redu&#xE7;&#xE3;o do peso fetal com 20 mg/kg/dia ou mais. N&#xE3;o houve indu&#xE7;&#xE3;o de malforma&#xE7;&#xE3;o em ambas as esp&#xE9;cies. Quando administrado a ratas durante a gesta&#xE7;&#xE3;o e parto, houve redu&#xE7;&#xE3;o da sobrevida fetal com doses de 20 mg/kg/dia.</p> <p>Ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral de gefitinibe marcado com carbono-14 em ratas 14 dias ap&#xF3;s o parto, as concentra&#xE7;&#xF5;es de radioatividade no leite foram maiores do que no sangue.</p> <p>Os dados dos estudos pr&#xE9;-cl&#xED;nicos (<em>in vitro</em>) indicam que gefitinibe possui potencial para inibir o processo de repolariza&#xE7;&#xE3;o card&#xED;aca (ex. intervalo QT). Experi&#xEA;ncia cl&#xED;nica n&#xE3;o demonstrou uma associa&#xE7;&#xE3;o causal entre o prolongamento do intervalo QT e o gefitinibe.</p> <p>Um estudo de carcinogenicidade com ratos durante 2 anos resultou em um pequeno, mas significativo, aumento na incid&#xEA;ncia de adenomas hepatocelulares em ratos de ambos os sexos e de hemangiossarcomas nos n&#xF3;dulos linf&#xE1;ticos mesent&#xE9;ricos de ratas somente com a dose mais elevada (10 mg/kg/dia). Os adenomas hepatocelulares tamb&#xE9;m foram verificados em um estudo de&amp;nbsp;carcinogenicidade por 2 anos em camundongos, que demonstrou um pequeno aumento na incid&#xEA;ncia deste achado em machos com doses de 50 mg/kg/dia, e em camundongos de ambos os sexos com a dose mais alta, 90 mg/kg/dia (reduzida de 125 mg/kg/dia da semana 22). Os efeitos tiveram signific&#xE2;ncia estat&#xED;stica para camundongos f&#xEA;meas, mas n&#xE3;o para machos. A relev&#xE2;ncia cl&#xED;nica desses achados &#xE9; desconhecida.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Iressa?

Iressa deve ser mantido em temperatura ambiente (15ºC a 30ºC).

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.

Depois de aberto o envelope de Iressa, o medicamento deve ser utilizado em até 30 dias.

Para sua segurança, mantenha o medicamento na embalagem original.

Características do medicamento

Os comprimidos revestidos de Iressa são marrons, redondos, biconvexos, com a impressão “Iressa” e “250” de um lado e liso do outro.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Apresentações do Iressa

Comprimido&nbsp;revestido&nbsp;de 250 mg

Em embalagem com 30 comprimidos.

Via oral.

Uso adulto acima de 18 anos.

Fabricante: Astrazeneca

© 2021 Medicamento Lab.