Baxter Genuxal Injetável

1000mg, caixa com 10 frascos com pó para solução de uso intravenoso (embalagem hospitalar)

Princípio ativo
:
Ciclofosfamida
Classe Terapêutica
:
Agentes Antineoplásicos Alquilantes
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Dispensação Sob Prescrição Médica Restrito a Hospitais)
Categoria
:
Câncer
Especialidade
:
Oncologia

Bula do medicamento

Genuxal Injetável, para o que é indicado e para o que serve?

Este medicamento é usado no tratamento de tumores malignos sensíveis à sua ação. Genuxal (ciclofosfamida) também é usado no tratamento de doenças do sistema imunológico.

Como o Genuxal Solução Injetável funciona?

{"tag":"hr","value":" <p>A ciclofosfamida, que &#xE9; o princ&#xED;pio ativo deste medicamento, interfere no crescimento de alguns tumores e, at&#xE9; certo ponto, com a regenera&#xE7;&#xE3;o de tecidos do organismo. Sua a&#xE7;&#xE3;o t&#xF3;xica &#xE0;s c&#xE9;lulas cancerosas &#xE9; a base para seu uso terap&#xEA;utico como agente antitumoral (m&#xE9;todo para tratar o <a href=\"https://consultaremedios.com.br/cancer/c\" target=\"_blank\">c&#xE2;ncer</a>) e para alguns efeitos colaterais associados ao seu uso.</p> <p>A ciclofosfamida tem propriedades imunossupressoras (reduz a quantidade de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/anticorpos/bula\" target=\"_blank\">anticorpos</a>) e &#xE9; absorvida por via oral e parenteral.</p> "}

Quais as contraindicações do Genuxal Injetável?

O tratamento com Genuxal (ciclofosfamida) é contraindicado em casos de alergia, suspeita ou conhecida, à ciclofosfamida.

Genuxal (ciclofosfamida) é contraindicado para pacientes portadores de problemas da medula óssea, varicela (catapora) ou Herpes zoster.

O uso de Genuxal (ciclofosfamida) durante a gravidez e a amamentação também está contraindicado.

Este medicamento é contraindicado para uso por mulheres grávidas e que estejam amamentando.

Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes portadores de problemas da medula óssea, varicela (catapora) ou Herpes zoster.

Como usar o Genuxal Injetável?

O conteúdo dos frascos-ampolas de Genuxal&nbsp;(ciclofosfamida) deve ser dissolvido em água para injeção na seguinte proporção

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center; width:618px\"> <p><strong>Genuxal (ciclofosfamida)</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:625px\"> <p><strong>&#xC1;gua para inje&#xE7;&#xE3;o</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:618px\"> <p>200 mg</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:625px\"> <p>10 mL</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:618px\"> <p>1000 mg</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:625px\"> <p>50 mL</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Imediatamente depois da adição da água para injeção, o frasco-ampola deverá ser vigorosamente agitado por 30 a 60 segundos. A solução deverá ser absolutamente límpida. Genuxal deve ser aplicado imediatamente após o preparo.

Posologia do Genuxal Solução Injetável

{"tag":"hr","value":" <p>A dose &#xE9; individual, sendo determinada por seu m&#xE9;dico de acordo com as suas necessidades.</p> <p>A terapia com ciclofosfamida s&#xF3; deve ser iniciada quatro a oito dias ap&#xF3;s a cirurgia.</p> <p>A dose de ataque intravenosa recomendada para pacientes sem defici&#xEA;ncias hematol&#xF3;gicas (no sangue) &#xE9; 40 - 50 mg/kg. Esta dose de ataque inicial total &#xE9; geralmente aplicada em doses divididas por um per&#xED;odo de dois a cinco dias.</p> <h3>Com frequ&#xEA;ncia, o tratamento quimioter&#xE1;pico deve ser mantido para eliminar ou retardar o crescimento das c&#xE9;lulas cancerosas. Uma variedade de posologias tem sido usada:</h3> <table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:610px\"> <p style=\"text-align:center\">10 a 15 mg/kg intravenoso</p> </td> <td style=\"width:616px\"> <p style=\"text-align:center\">A cada 7 a 10 dias</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:610px\"> <p style=\"text-align:center\">3 a 5 mg/kg intravenoso</p> </td> <td style=\"width:616px\"> <p style=\"text-align:center\">Duas vezes por semana</p> </td> </tr> </tbody> </table> <h3>Pacientes com insufici&#xEA;ncia renal</h3> <p>Como a ciclofosfamida &#xE9; excretada pela urina, um ajuste de dose pode ser necess&#xE1;rio em pacientes com insufici&#xEA;ncia renal.</p> <p><strong>Siga a orienta&#xE7;&#xE3;o de seu m&#xE9;dico, respeitando sempre os hor&#xE1;rios, as doses e a dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento. N&#xE3;o interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu m&#xE9;dico.</strong></p> <h2>O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Genuxal Solu&#xE7;&#xE3;o Injet&#xE1;vel?</h2> <hr> <p>N&#xE3;o interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu m&#xE9;dico.</p> <p><strong>Em caso de d&#xFA;vidas, procure a orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico ou de seu m&#xE9;dico, ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> </hr>"}

Quais cuidados devo ter ao usar o Genuxal Injetável?

Durante o tratamento com Genuxal&nbsp;(ciclofosfamida) devem ser tomadas as seguintes medidas para prevenção

  • <li>Verificar a exist&#xEA;ncia de problemas das vias urin&#xE1;rias, como infec&#xE7;&#xE3;o da bexiga (<a href="https://consultaremedios.com.br/sistema-urinario/cistite/c" target="_blank">cistite</a>), por exemplo;</li> <li>Aten&#xE7;&#xE3;o especial se voc&#xEA; j&#xE1; foi submetido &#xE0; radioterapia;</li> <li>Aten&#xE7;&#xE3;o especial se voc&#xEA; tiver com o sistema imunol&#xF3;gico debilitado, por exemplo, se for portador de <a href="https://consultaremedios.com.br/sistema-cardiovascular-circulacao/diabetes/c" target="_blank">diabetes</a>, problemas de rins e <a href="https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/figado/c" target="_blank">f&#xED;gado</a>;</li> <li>Aten&#xE7;&#xE3;o especial se voc&#xEA; j&#xE1; foi tratado anteriormente com outros agentes citot&#xF3;xicos;</li> <li>Controle peri&#xF3;dico do sangue e da urina.</li>

Interações medicamentosas

O uso de Genuxal (ciclofosfamida) junto com alguns medicamentos como barbituratos, alopurinol, agentes antidiabéticos, suxametônio, anticoagulantes, lovastatina, digoxina, citarabina, cloranfenicol e imunossupressores (diminuidores dos anticorpos) deve ser evitado, uma vez que tal prática pode levar ao aumento ou diminuição da ação esperada dos medicamentos.

Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Genuxal Injetável?

Durante o tratamento com Genuxal (ciclofosfamida), podem ocorrer reações desagradáveis, tais como

Diminuição do número de glóbulos brancos do sangue, anemia, náusea (enjoo), vômito, infecção da bexiga (cistite) acompanhada, ou não, de sangramento; lesões nos rins; pele amarelada (icterícia), alterações cardíacas e perda de cabelos.

Todas as reações acima descritas são reversíveis na maioria das vezes.

Genitourinárias:

Supressão gonadal, resultando em amenorréia (ausência de menstruação) ou azoospermia (ausência de espermatozóides vivos no esperma), relatada em alguns pacientes tratados com ciclofosfamida, parece ser relacionada à dose e duração da terapia. Este efeito, possivelmente irreversível, deve ser explicado antecipadamente aos pacientes tratados com ciclofosfamida. Não se sabe até que extensão a ciclofosfamida pode afetar as gônadas pré-puberais. Fibrose do ovário seguindo à terapia com ciclofosfamida também foi relatada.

Gastrointestinais:

Anorexia, náuseas e vômitos são comuns e relacionados à dose e à suscetibilidade individual. Há relatos isolados de casos de colite hemorrágica (condição inflamatória do intestino), ulceração da mucosa oral e icterícia (pigmentação amarelada, produzida por valores elevados de pigmentos biliares no sangue) durante a terapia.

Pele e suas estruturas:

Alopecia ocorre geralmente em pacientes tratados com ciclofosfamida. O crescimento de novo cabelo pode ser esperado após o tratamento com a droga ou mesmo durante o tratamento continuado da droga, embora possa ser diferente em textura ou cor. Ocasionalmente pacientes que receberam a droga podem apresentar erupção cutânea.

Pigmentação da pele e alterações nas unhas pode ocorrer. Relatos muito raros de síndrome de Stevens-Johnson (eritema multiforme bolhoso, que é a formação de bolhas no revestimento da boca, da garganta, do ânus, da região genital e dos olhos) e necrólise epidérmica tóxica (doença cutânea em que a camada superficial da pele se solta em lâminas) foram recebidos durante a vigilância pós-comercialização, devido à natureza dos relatórios de eventos adversos espontâneos, uma relação causal definitiva de ciclofosfamida não foi estabelecida.

Hematopoiéticas:

Leucopenia (diminuição do número de leucócitos no sangue) é um efeito esperado em pacientes tratados com ciclofosfamida e está relacionada com a dose da droga. Normalmente usado como guia para a terapia.

Leucopenia inferior a 2000 células/mm3 desenvolve geralmente em pacientes tratados com uma dose inicial da droga e menos freqüente e pacientes mantidos em doses menores. O grau de neutropenia (diminuição dos neutrófilos no sangue) é particularmente importante porque está relacionado com uma redução da resistência às infecções. Febre sem infecção documentada tem sido relatada em pacientes neutropênicos.

Trombocitopenia (redução do número de plaquetas no sangue) e/ou anemia podem ocorrer em alguns pacientes tratados com ciclofosfamida. Esses efeitos hematológicos geralmente podem ser revertidos através da redução da dose da droga ou por interrupção do tratamento. A recuperação da leucopenia normalmente começa em 7 a 10 dias após a interrupção da terapia.

Cistite Hemorrágica:

Pode ocorrer cistite hemorrágica estéril (inflamação da bexiga com sangramento urinário ) com a administração de ciclofosfamida; esta pode ser severa e até mesmo fatal; é causada provavelmente pelos metabólitos presentes na urina. Também foi relatada cistite não hemorrágica e/ou fibrosa da bexiga resultantes da administração de ciclofosfamida.

Células epiteliais atípicas podem ser encontradas no sedimento urinário. Ingerir grandes quantidades de líquido e urinar frequentemente ajudam a prevenir o aparecimento de cistite, mas, se esta ocorrer, é necessário interromper o tratamento com ciclofosfamida. A hematúria (presença de sangue visível na urina) normalmente regride espontaneamente dentro de poucos dias após a interrupção da terapia com ciclofosfamida, mas pode persistir por vários meses. Em casos severos, é necessário repor o sangue perdido.

A aplicação de eletrocauterização nas áreas telangiectáticas da bexiga e desvio do fluxo urinário têm sido métodos usados com sucesso no tratamento de casos persistentes. Criocirurgia também tem sido usada. Nefrotoxicidade, incluindo hemorragia e formação de coágulo na pelve renal, também foi relatada.

Infecções secundárias:

Como a ciclofosfamida pode exercer uma ação supressora em mecanismos imunes, a interrupção ou modificação da dosagem deve ser considerada para pacientes que desenvolvem infecções por bactérias, fungos ou vírus. Isto é necessário especialmente para pacientes que recebem terapia esteroidal concomitante, uma vez que as infecções são particularmente perigosas sob estas circunstâncias.

Potencial oncogênico e neoplasias secundárias:

A ciclofosfamida tem atividade oncogênica em ratos e camundongos. A possibilidade de esta droga apresentar potencial oncogênico em humanos submetidos à terapia imunossupressora por longo tempo deve ser considerada.

Desenvolveram-se neoplasias malignas secundárias em alguns pacientes tratados com ciclofosfamida isoladamente ou em associação com outras drogas e/ou modalidades antineoplásicas. Estas neoplasias malignas atingem com mais frequência a bexiga urinária, sendo do tipo mieloproliferativas e linfoproliferativas.

Neoplasias secundárias desenvolvem-se com maior frequência em pacientes tratados com ciclofosfamida portadores de doença mieloproliferativa primária na qual processos imunes estão patologicamente envolvidos.

Em alguns casos, a neoplasia secundária foi detectada vários anos após o término da terapia com ciclofosfamida. As neoplasias secundárias da bexiga geralmente ocorrem em pacientes que tenham desenvolvido cistite hemorrágica previamente.

Embora não tenha sido estabelecida uma relação causa-efeito entre a ciclofosfamida e o desenvolvimento de neoplasias malignas em humanos, a possibilidade de ocorrência deve ser considerada com base nos dados disponíveis, na avaliação risco-benefício para o uso da droga.

Sistema Respiratório:

A pneumonite intersticial (inflamação dos pulmões) foi relatada como parte da experiência pós-comercialização. Fibrose pulmonar intersticial (substituição do tecido pulmonar normal por um tecido cicatricial) tem sido relatada em pacientes recebendo altas doses de ciclofosfamida por um período prolongado.

Cicatrização:

A ciclofosfamida pode interferir com a cicatrização normal.

Outros:

Reações anafiláticas têm sido relatadas; a morte também tem sido relatada em associação com este evento. Possível sensibilidade cruzada com outros agentes alquilantes foi relatada. SIADH (síndrome da secreção inapropriada de ADH) tem sido relatada com o uso de ciclofosfamida. Mal-estar e astenia foram relatados como parte da experiência pós-comercialização.

Retenção inapropriada de água:

Com altas doses de ciclofosfamida há relatos de retenção inapropriada de água, resultando em hiponatremia, convulsão e morte. O efeito é direto sobre os túbulos renais.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

População Especial

Gravidez e amamentação

Genuxal (ciclofosfamida) não deve ser utilizado durante a gravidez e a amamentação. A manutenção de medidas contraceptivas pode ser necessária, mesmo após o término do seu tratamento.

Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término. Informe ao médico se está amamentando.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Qual a composição do Genuxal Injetável?

Apresentações

Pó extemporâneo (para preparação antes do uso) injetável:

Frasco-ampola de 200 mg.

Frasco-ampola de 1000 mg.

Cartucho com 10 frascos-ampola de 200mg.

Cartucho com 10 frascos-ampola de 1000mg.

Solução injetável reconstituída.

Via intravenosa.

Uso adulto e pediátrico.

Composição

Cada frasco-ampola de Genuxal 200 mg contém:

Ciclofosfamida monoidratada&nbsp;200 mg.

Cada frasco-ampola de Genuxal 1000 mg contém:

Ciclofosfamida monoidratada 1000 mg.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Genuxal Injetável maior do que a recomendada?

A superdose de Genuxal causa náusea (enjoo), vômitos e prostração (estado de depressão física e emocional), diminuição das células brancas do sangue, alopecia (perda total ou parcial dos cabelos) e ocasionalmente cistite (inflamação da bexiga). Devido à imunossupressão (diminuição de anticorpos), você pode ter infecções secundárias.

Não há um antídoto específico para uma superdose de ciclofosfamida. Por isso, você deve procurar auxílio médico, que tomará medidas para que você evacue o material não absorvido do trato gastrointestinal.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Genuxal Injetável com outros remédios?

Coadministração planejada ou administração sequencial de outras substâncias ou tratamento que possam aumentar a probabilidade ou a gravidade dos efeitos tóxicos (por meio de interações farmacodinâmicas ou farmacocinéticas) requer cuidadosa avaliação individual do benefício esperado em relação aos riscos. Os pacientes que recebem tais combinações devem ser cuidadosamente monitorados para sinais de toxicidade para permitir uma intervenção rápida.

Para pacientes tratados com ciclofosfamida e agentes que reduzem a sua ativação devem ser monitorados por um potencial de redução de eficácia terapêutica e a necessidade de ajuste de dose. Em geral os pacientes devem ser monitorados para o aumento/redução da eficácia terapêutica e/ou um aumento da frequência e gravidade dos efeitos secundários da interação da substância. Pode ser necessário ajuste de dose.

Interações com efeito negativo sobre as propriedades farmacocinéticas da ciclofosfamida e de seu metabólito:

A ativação reduzida da ciclofosfamida pode reduzir a eficácia do tratamento com ciclofosfamida.

As substâncias que reduzem a ativação da ciclofosfamida e por consequência reduz a eficácia do tratamento são:
  • <li>Aprepitant;</li> <li>Bupropiona;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/bussulfano/bula" target="_blank">Bussulfano</a>: al&#xE9;m da ativa&#xE7;&#xE3;o reduzida da ciclofosfamida, foi relatado que o <em>clearance</em> de ciclofosfamida teve redu&#xE7;&#xE3;o e a meia-vida foi prolongada em pacientes que receberam doses elevadas em menos de 24 horas depois de doses elevadas de bussulfano;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/cloranfenicol/bula" target="_blank">Cloranfenicol</a>;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/cloridrato-de-ciprofloxacino/pa" target="_blank">Ciprofloxacino</a>: al&#xE9;m da ativa&#xE7;&#xE3;o reduzida (utilizada para o condicionamento pr&#xE9;vio para transplante de medula &#xF3;ssea), foi relatado uma reca&#xED;da subjacente quando o ciprofloxacino foi administrado antes do tratamento com ciclofosfamida);</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/fluconazol/bula" target="_blank">Fluconazol</a>;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/itraconazol/bula" target="_blank">Itraconazol</a>;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/cloridrato-de-prasugrel/bula" target="_blank">Prasugrel</a>;</li> <li>Sulfonamida;</li> <li>Thiotepa: inibi&#xE7;&#xE3;o da bioativa&#xE7;&#xE3;o de ciclofosfamida por thiotepa em regime de altas doses de quimioterapia foi avaliado quando a thiotepa foi administrada uma hora antes da ciclofosfamida.</li>

Concentrações elevadas de metabólitos citotóxicos resultam em um aumento da frequência e da gravidade dos efeitos secundários e podem ocorrer devido à associação com os seguintes agentes:

  • <li><a href="https://consultaremedios.com.br/alopurinol/bula" target="_blank">Alopurinol</a>;</li> <li>Hidrato de cloral;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/cimetidina/bula" target="_blank">Cimetidina</a>;</li> <li>Disulfiram;</li> <li>Gliceralde&#xED;do;</li> <li>Indutores de enzimas hep&#xE1;ticas humanas microssomais extra-hep&#xE1;ticas (por exemplo, enzima do citocromo P450) pode aumentar a concentra&#xE7;&#xE3;o de metab&#xF3;litos citot&#xF3;xicos: o potencial de indu&#xE7;&#xE3;o enzim&#xE1;tico microssomal e extra-hep&#xE1;tica devem ser considerados em casos de tratamento pr&#xE9;vio ou concomitante com subst&#xE2;ncias conhecidas por induzir um aumento da atividade de tais enzimas, como a <a href="https://consultaremedios.com.br/rifampicina/bula" target="_blank">rifampicina</a>, o <a href="https://consultaremedios.com.br/fenobarbital/bula" target="_blank">fenobarbital</a>, a <a href="https://consultaremedios.com.br/carbamazepina/bula" target="_blank">carbamazepina</a>, <a href="https://consultaremedios.com.br/fenitoina/bula" target="_blank">fenito&#xED;na</a>, <a href="https://consultaremedios.com.br/hypericum-perforatum/bula" target="_blank">erva de S&#xE3;o Jo&#xE3;o</a> e corticosteroides;</li> <li>Inibidores da protease: as utiliza&#xE7;&#xF5;es concomitantes de inibidores de protease podem aumentar a concentra&#xE7;&#xE3;o de metab&#xF3;litos citot&#xF3;xicos. A utiliza&#xE7;&#xE3;o de regimes baseados em inibidores de protease foi encontrada para ser associado com maior incid&#xEA;ncia de infec&#xE7;&#xE3;o e de neutropenia em pacientes que recebem ciclofosfamida.</li>

Ondansetrona: houve relatos de interação farmacocinética entre ondansetrona e altas doses de ciclofosfamida, resultando em uma diminuição na área sob a curva de ciclofosfamida.

Interações farmacodinâmicas e interações de mecanismo desconhecido que afetam negativamente o uso de ciclofosfamida:

O uso combinado ou sequencial de ciclofosfamida e outros agentes com toxicidade similar, podem causar efeitos tóxicos.

Aumento da hematotoxicidade e/ou imunossupressão podem ser resultados do uso de ciclofosfamida combinado com:
  • <li>Inibidores de ECA: podem causar leucopenia;</li> <li>Natalizumab;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/paclitaxel/bula" target="_blank">Paclitaxel</a>: aumento de hematotoxicidade foi reportado quando administrado com ciclofosfamida ap&#xF3;s infus&#xE3;o de paclitaxel;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/pressao-alta/diureticos/c" target="_blank">Diur&#xE9;ticos</a> tiaz&#xED;dicos;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/zidovudina/bula" target="_blank">Zidovudina</a>.</li>
Aumento da cardiotoxidade pode ser resultado do uso de ciclofosfamida combinado com:
  • <li>Antraciclinas;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/citarabina/bula" target="_blank">Citarabina</a>;</li> <li>Pentostatina;</li> <li>Radioterapia na regi&#xE3;o card&#xED;aca</li> <li>Trastuzumab.</li>

Toxicidade pulmonar aumentada pode ser resultado do uso de ciclofosfamida combinado com:

  • <li><a href="https://consultaremedios.com.br/cloridrato-de-amiodarona/bula" target="_blank">Amiodarona</a>;</li> <li>G-CSF, GM-CSF (fator estimulante de col&#xF4;nias de granul&#xF3;citos e macr&#xF3;fagos): os relat&#xF3;rios sugerem um aumento do risco de toxicidade pulmonar em pacientes tratados com quimioterapia citot&#xF3;xica com ciclofosfamida e G-CSF, GM-CSF.</li>

Aumento da nefrotoxicidade pode ser resultado do uso de ciclofosfamida combinado com:

  • <li><a href="https://consultaremedios.com.br/anfotericina-b/bula" target="_blank">Anfotericina B</a>;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/indometacina/bula" target="_blank">Indometacina</a>: aguda intoxica&#xE7;&#xE3;o por &#xE1;gua foi relatada com o uso concomitante de indometacina.</li>

Aumento de outras toxicidades:

  • <li><a href="https://consultaremedios.com.br/azatioprina/bula" target="_blank">Azatioprina</a>: aumento do risco de hepatotoxicidade (necrose hep&#xE1;tica);</li> <li>Bussulfano: aumento da incid&#xEA;ncia de veno-oclus&#xE3;o hep&#xE1;tica e mucosite;</li> <li>Inibidores de protease: aumento da incid&#xEA;ncia de mucosite;</li> <li>Alopurinol e <a href="https://consultaremedios.com.br/hidroclorotiazida/bula" target="_blank">hidroclorotiazida</a>: antensifica&#xE7;&#xE3;o de efeito mielossupressor.</li>

Outras interações

Álcool

Redução da atividade antitumoral foi observada em animais portadores de tumor durante o consumo de álcool e concomitante com baixa dose de ciclofosfamida oral. Em alguns pacientes o álcool pode aumentar náuseas e vômitos induzidos pela ciclofosfamida.

Pacientes sob tratamento com ciclofosfamida não devem ingerir bebidas alcoólicas.

Etanercept

Em pacientes com granulomatose de Wegener, a adição de etanercept ao tratamento padrão com ciclofosfamida foi associada a uma maior incidência de tumores sólidos não cutâneos.

Metronidazol

Encefalopatia aguda foi relatada em um paciente recebendo ciclofosfamida e metronidazol, embora a associação causal não ser clara. Em um estudo animal a combinação de ciclofosfamida com metronidazol foi associada com o aumento da toxicidade de ciclofosfamida.

Tamoxifeno

O uso concomitante de tamoxifeno durante a quimioterapia pode aumentar o risco de complicações tromboembolísticas.

Interações que afetam a farmacocinética e ação de outras substâncias

Bupropiona

A ciclofosfamida metabolizada por CYP2B6 pode inibir o metabolismo de bupropiona. A ativação de bupropiona pode ser reduzida, resultando na diminuição de eficácia.

Cumarinas

Tanto um aumento (aumento do risco de hemorragia) quanto uma diminuição (diminuição da anticoagulação) em varfarina tiveram efeitos relatados em pacientes que receberam varfarina e ciclofosfamida.

Ciclosporina

Concentrações séricas mais baixas de ciclosporina foram observadas em pacientes que receberam uma combinação de ciclofosfamida a ciclosporina do que em pacientes que receberam apenas ciclosporina.

Relaxantes musculares despolarizantes

O tratamento com ciclofosfamida provoca uma inibição marcada e persistente da atividade da colinesterase. Este pode prolongar o bloqueio muscular produzido pela succinilcolina. Apnéia prolongada pode ocorrer com coadministração de relaxantes musculares despolarizantes (ex: succinilcolina). Se um paciente tiver sido tratado com ciclofosfamida 10 antes de ser programado para receber a anestesia geral, o anestesiologista deve ser alertado.

Digoxina, beta-acetildigoxina

Tratamento citotóxico foi relatado como prejudicial à absorção de comprimidos de digoxina e beta-acetildigoxina no intestino, o que resulta na diminuição da eficácia terapêutica.

Vacinas

Os efeitos imunossupressores da ciclofosfamida podem ser esperados para reduzir a resposta para vacinação. As utilizações de vacinas podem levar a uma infecção relacionada com a vacina.

Sulfonilureias

O efeito redutor de glicose no sangue pode ser intensificado se sulfonilureia for administrado em paralelo.

Verapamil

O tratamento citotóxico com ciclofosfamida pode prejudicar a absorção intestinal do verapamil.

Qual a ação da substância do Genuxal Injetável (Ciclofosfamida)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Comprimido</h3> <h4>C&#xE2;ncer de mama</h4> <p>A associa&#xE7;&#xE3;o de um taxano &#xE0; antraciclina como base da quimioterapia adjuvante prolonga a sobrevida de pacientes com c&#xE2;ncer de mama precoce com linfonodo positivo. No entanto, se &#xE9; prefer&#xED;vel um taxano em regime de dose-densa permanece desconhecido. Foi realizado um estudo randomizado para comprovar a efic&#xE1;cia da dose densa de paclitaxel <em>versus</em> <a href=\"https://consultaremedios.com.br/docetaxel/bula\" target=\"_blank\">docetaxel</a> em seguida a 5-fluorouracila, epirrubicina e ciclofosfamida (FEC), como quimioterapia adjuvante, em mulheres com linfonodo positivo no c&#xE2;ncer de mama precoce. Mulheres operadas por c&#xE2;ncer de mama com HER2-negativo e, pelo menos, um linfonodo axilar infiltrado foram randomizadas para receber quatro ciclos de FEC (700/75/700 mg/m<sup>2</sup>)seguidos por quatro ciclos paclitaxel (175 mg/ m<sup>2</sup>) ou docetaxel (175 mg/m<sup>2</sup>). Todos os ciclos foram administrados a cada 14 dias com associa&#xE7;&#xE3;o de G-CSF. O objetivo prim&#xE1;rio foi a sobrevida livre de doen&#xE7;a (SLD) em 3 anos. Entre 2004 e 2007, 481 mulheres foram randomizadas para paclitaxel (N = 241) e docetaxel (N = 240). Depois de um per&#xED;odo de acompanhamento m&#xE9;dio de 6 anos, 51 (21%) e 48 (20%) mulheres tiveram recidiva da doen&#xE7;a (P = 0,753) e n&#xE3;o houve diferen&#xE7;a significativa na sobrevida de doen&#xE7;a (SLD) entre o paclitaxel e o docetaxel (SLD em 3 anos: 87,4 <em>versus</em> 88,3%, respectivamente; (P = 0,633). As toxicidades foram pass&#xED;veis de controle, com graus 2 - 4 de neutropenia em 21% contra 31% (P = 0,01), trombocitopenia em 0,8% contra 3,4% (P = 0,06) e algum grau de neurotoxicidade em 17% comparado a 7,5% (P = 0,35) nos pacientes tratados com paclitaxel e docetaxel, respectivamente. N&#xE3;o ocorreram mortes por toxicidade. Em conclus&#xE3;o, a dose densa de paclitaxel <em>versus</em> docetaxel ap&#xF3;s FEC como adjuvante da quimioterapia, resultou em uma taxa de SLD em 3 anos semelhante em mulheres com c&#xE2;ncer de mama precoce com linfonodo axiliar positivo. Devido ao seu perfil de toxicidade mais favor&#xE1;vel, o paclitaxel &#xE9; o taxano de escolha, neste cen&#xE1;rio.<sup>1</sup></p> <p>Foi avaliada a taxa de resposta patol&#xF3;gica completa (RPC) ap&#xF3;s a quimioterapia neoadjuvante com epirrubicina (E), ciclofosfamida (C) edocetaxel, com e sem a adi&#xE7;&#xE3;o de bevacizumab, em pacientes com c&#xE2;ncer de mama triplo negativo (CMTN).</p> <p>Pacientes com cT1c-4d CMTN n&#xE3;o tratados apresentaram um subconjunto estratificado de 1948 participantes da parte de pacientes com HER2-negativo do estudo GeparQuinto. Os pacientes foram randomizados para receber quatro ciclos de CE (90/600 mg/m<sup>2</sup> q3w) seguidos por quatro ciclos de docetaxel (100 mg/m<sup>2</sup>; q3w) com ou sem bevacizumab (15 mg/kg; q3w) adicionado &#xE0; quimioterapia. Os pacientes foram randomizados para quimioterapia sem (N = 340) ou com bevacizumab (N = 323). As taxas de RPC foram de 27,9% e 39,3%, sem e com bevacizumab (P = 0,003). De acordo com as defini&#xE7;&#xF5;es de RPC, a adi&#xE7;&#xE3;o de bevacizumab aumentou esta taxa a partir de 30,9% para 41,8% (P = 0,0040), 36,2% para 46,4% (P = 0,009) e de 32,9% para 43,3% (P = 0,007). O tratamento com bevacizumab (OR 1,73, intervalo de confian&#xE7;a de 95% (IC) 1,23-2,42; (P = 0,002), o estagio menor do c&#xE2;ncer (OR 2,38, IC 95% 1,24-4,54; P = 0,009) e os c&#xE2;nceres de grau 3 (OR 1,68, IC 95% 1,14-2,48; (P = 0,009) foram confirmados como preditores independentes de maior RPC pela analise de regress&#xE3;o log&#xED;stica multivariada.</p> <p>Foi conclu&#xED;do que a adi&#xE7;&#xE3;o de bevacizumab para quimioterapia de CMTN aumenta significativamente as taxas de RPC.<sup>2</sup></p> <h4>C&#xE2;ncer de mama &#x2013; CAF (ciclofosfamida, doxorrubicina e fluoroacil)</h4> <p>O uso combinado de 5-fluorouracil, metotrexato e citoxan tornou-se padr&#xE3;o de terapia combinada para tratamento de c&#xE2;ncer de mama metast&#xE1;tico nos &#xFA;ltimos anos e agora &#xE9; usado como terapia adjuvante em doen&#xE7;a prim&#xE1;ria. Tornou-se importante comparar a mais comum e sucedida terapia de combina&#xE7;&#xE3;o para c&#xE2;ncer de mama metast&#xE1;tico (citoxan, metotrexato e 5-fluorouracil (CMF)) com adriamicina em combina&#xE7;&#xE3;o. Assim, um ensaio cl&#xED;nico prospectivo randomizado de CMF foi realizado comparando este regime com cytoxan, adriamicina e 5-fluorouracil (CAF). Um estudo cl&#xED;nico prospectivo randomizado foi conduzido comparando a resposta cl&#xED;nica de 78 pacientes n&#xE3;o tratados anteriormente com c&#xE2;ncer de mama metast&#xE1;tico avan&#xE7;ado tratados com uma combina&#xE7;&#xE3;o de ciclofosfamida, metotrexato e 5-fluorouracil&amp;nbsp;(CMF) ou uma combina&#xE7;&#xE3;o de ciclofosfamida, adriamicina e 5-fluoracil (CAF). 62% dos pacientes que receberam CMF responderam ao tratamento em compara&#xE7;&#xE3;o com uma taxa de resposta de 82% para os pacientes que receberam CAF. Este estudo mostrou que CAF &#xE9; eficaz para indu&#xE7;&#xE3;o do regime para o c&#xE2;ncer de mama. Em adi&#xE7;&#xE3;o, este estudo mostrou que n&#xE3;o houve uma diferen&#xE7;a significativa na dura&#xE7;&#xE3;o da resposta para os dois regimes, CAF e CMF.<sup>3</sup></p> <h4>C&#xE2;ncer de mama - CMF (ciclofosfamida, metotrexateefluorouracil)</h4> <p>Prolongada quimioterapia c&#xED;clica combinada com ciclofosfamida, metotrexato e fluorouracil foi avaliada como tratamento adjuvante para mastectomia radical em c&#xE2;ncer de mama prim&#xE1;rio com linfonodos axilares positivos. Pacientes (N = 391) foram separados conforme a idade, n&#xFA;mero de linfonodos axilares comprometidos e tipo de mastectomia (convencional radical ou expandida). Os pacientes foram randomizados para receber CMF por 12 ciclos ou nenhum outro tratamento adicional. 386 pacientes (N = 386) foram considerados avali&#xE1;veis. An&#xE1;lises estat&#xED;sticas foram realizadas em propor&#xE7;&#xF5;es totais de falhas no tratamento e na distribui&#xE7;&#xE3;o do tempo de falhas do tratamento. Ap&#xF3;s 27 meses de estudo, falha de tratamento ocorreu em 24% dos 179 pacientes do grupo controle e em 5,3% das 207 mulheres que receberam terapia combinada (P inferior a 10<sup>-6</sup>), vantagem estat&#xED;stica significativa em todos os subgrupos de pacientes. Pacientes com 4 ou mais linfonodos positivos axilares apresentaram um maior percentual de reca&#xED;das do que aqueles com menor n&#xFA;mero de linfonodos. As novas manifesta&#xE7;&#xF5;es cl&#xED;nicas iniciais ocorreram em locais distantes em 81,5% dos pacientes com recidivas. Quimioterapia de longo prazo produziu uma toxicidade aceit&#xE1;vel, permitindo assim a administra&#xE7;&#xE3;o de um percentual elevado do medicamento. Os autores conclu&#xED;ram que os pacientes com c&#xE2;ncer de mama potencialmente cur&#xE1;veis e com linfonodos axilares positivos no momento da mastectomia mostram uma redu&#xE7;&#xE3;o estaticamente significativa na taxa de recorr&#xEA;ncia durante os primeiros 27 meses ap&#xF3;s a mastectomia radical quando tratados com quimioterapia de combina&#xE7;&#xE3;o c&#xED;clica prolongada. Atualmente, a vantagem do CMF aparece estaticamente evidente em todos os subgrupos de pacientes. Estes resultados devem ser considerados com cautela, uma vez que, atualmente os efeitos dessa terapia na sobrevida e poss&#xED;veis efeitos colaterais a longo prazo permaneceem desconhecidos.<sup>4</sup></p> <p>Terapia em combina&#xE7;&#xE3;o com ciclofosfamida, metotrexate e fluorouracil (CMF) foi comparada com ciclofosfamida, adiramicina e fluorouracil (CAF) como adjuvante &#xE0; mastectomia radical modificada em c&#xE2;ncer de mama prim&#xE1;rio oper&#xE1;vel com linfonodos axilares positivos. Pacientes que se submeteram &#xE0; mastectomia radical modificada foram &#xED;ncluidos neste estudo. A quimioterapia foi iniciada duas a quatro semanas ap&#xF3;s a mastectomia e continuou at&#xE9; 6 ciclos. Quarenta (N = 40) pacientes foram randomizados para terapia de CMF (N = 30) ou CAF (N = 10). Ap&#xF3;s 18 meses de estudo ocorreu falha de tratamento em 10% dos pacientes de cada grupo. As novas manifesta&#xE7;&#xF5;es cl&#xED;nicas ocorreram localmente em 75% e &#xE0; dist&#xE2;ncia em 25% dos pacientes com recidivas. Quimioterapia de longo prazo produziu uma toxicidade aceit&#xE1;vel, permitindo assim administra&#xE7;&#xE3;o de um elevado percentual da dosagem do medicamento. Este estudo indica que os regimes CMF e CAF t&#xEA;m efic&#xE1;cia e toxicidade compar&#xE1;veis em quimioterapia adjuvante &#xE0; cirurgia para c&#xE2;ncer de mama.<sup>5</sup></p> <p>O objetivo deste estudo foi determinar a efic&#xE1;cia relativa de doxorubicina <em>versus</em> metotrexato em combina&#xE7;&#xE3;o com ciclofosfamida intravenosa e 5-fluoracil (FAC <em>versus</em> CMF) como quimioterapia adjuvante para c&#xE2;ncer de mama oper&#xE1;vel. Durante um per&#xED;odo de 4 anos, 985 mulheres submetidas &#xE0; cirurgia curativa de c&#xE2;ncer de mama (T1&#x2013;3 N0&#x2013;2 M0, est&#xE1;gio I&#x2013;IIIA, UICC) de 9 hospitais foram estratificadas em rela&#xE7;&#xE3;o ao envolvimento de linfonodos axilares (linfonodos positivos <em>versus</em> linfonodos negativos) e randomizadas para receber FAC (500/50/500/m<sup>2</sup>) a cada 3 semanas durante 6 ciclos ou CMF (600/60/600/m<sup>2</sup>) a cada 3 semanas durante 6 ciclos. A intensidade relativa das doses de FAC e CMF foi de 87% e 85% das doses previstas, respectivamente. Dados n&#xE3;o ajustados indicaram uma tend&#xEA;ncia n&#xE3;o significativa para melhores resultados com FAC. No subgrupo prospectivamente formado por pacientes com linfonodos negativos, a sobrevida livre de doen&#xE7;a e sobrevida global foram estatisticamente superiores no bra&#xE7;o de tratamento com FAC (P = 0,041 e 0,034 respectivamente), mas esta vantagem n&#xE3;o foi vista no subgrupo dos pacientes com linfonodos positivos. Ajustando os dados para o tamanho do efeito do tratamento e poss&#xED;veis intera&#xE7;&#xF5;es (n&#xFA;mero de linfonodos positivos, tamanho do tumor e centro de tratamento), o risco relativo (RR) de recorr&#xEA;ncia da doen&#xE7;a e morte foram significativamente inferiores com o tratamento de FAC (RR 1.2, P = 0.03, e RR 1.3, P = 0.05, respectivamente). Este resultado deve-se principalmente &#xE0; diferen&#xE7;a observada na popula&#xE7;&#xE3;o de pacientes com linfonodos negativos. A toxicidade foi leve: FAC induziu mais alopecia, v&#xF4;mito, mucosite e cardiotoxicidade; &#xFA;ltima foi de preocupa&#xE7;&#xE3;o cl&#xED;nica, mas foi de baixa densidade e gerenci&#xE1;vel. CMF induziu mais conjuntivite e ganho de peso. N&#xE3;o houve mortes devido &#xE0; toxicidade de tratamento. Doxorubicina em combina&#xE7;&#xE3;o com dia 1, ciclofosfamida e 5-fluorouracil IV &#xE9; superior ao metatrexato em combina&#xE7;&#xE3;o com dia 1, ciclofosfamida e 5-fluorouracil IV como quimioterapia adjuvante para c&#xE2;ncer de mama oper&#xE1;vel. O efeito do tratamento &#xE9; particularmente evidente em pacientes com linfonodo negativo. Embora a toxicidade cl&#xED;nica de FAC seja maior do que a de CMF, os n&#xED;veis foram manej&#xE1;veis e clinicamente aceit&#xE1;veis.<sup>6</sup></p> <h4>Formas severas e progressivas de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/pele-e-mucosa/lupus/c\" target=\"_blank\">l&#xFA;pus</a> nefrite e granulomatose de Wegener</h4> <p>Os autores procuraram determinar, em primeiro lugar se pulso de metilprednisolona e pulso de ciclofosfamida tinham efic&#xE1;cia compar&#xE1;vel na gest&#xE3;o em longo prazo de nefrite l&#xFA;pica. Em segundo lugar, se havia diferen&#xE7;as na efic&#xE1;cia e toxicidade de cursos de curta e longa dura&#xE7;&#xE3;o com pulsos de ciclofosfamida.&amp;nbsp;</p> <p>65 pacientes (60 do sexo feminino, 5 do sexo masculino; idade m&#xE9;dia de 29 [10 - 48] anos) com nefrite l&#xFA;pica severa foram aleatoriamente selecionados para terapia de pulso mensal com metilprednisolona durante 6 meses (25 pacientes), terapia de pulso mensal com ciclofosfamida durante 6 meses (20 pacientes), ciclofosfamida mensalmente ou durante 6 meses seguidos trimestralmente por 2 anos adicionais (20 pacientes).</p> <p>Os pacientes foram distribu&#xED;dos aleatoriamente para um dos tr&#xEA;s grupos de tratamento (desenhado a partir de um conjunto de cart&#xF5;es marcados): a infus&#xE3;o intravenosa de 1.0 g/m<sup>2</sup> de metilprednisolona durante 30 minutos, inicialmente em tr&#xEA;s doses di&#xE1;rias, seguidas por doses &#xFA;nicas mensalmente durante 6 meses (25 pacientes), doses mensais individuais durante 6 meses de ciclofosfamida (0.5 - 1.0 g/m<sup>2</sup> administrada via infus&#xE3;o intravenosa durante 60 minutos (20 pacientes); doses &#xFA;nicas ou mensais durante 6 meses de ciclofosfamida, de acordo com o regime descrito acima, seguido por doses individuais trimestrais (0.5 - 1.0 g/m<sup>2</sup>) durante mais 2 anos (20 pacientes). Ciclofosfamida intravenosa foi seguida pela infus&#xE3;o de 2L/m2 0 - 45% de solu&#xE7;&#xE3;o salina durante 24 h e os pacientes foram estimulados a urinar frequentemente, antiem&#xE9;ticos foram usados conforme a necessidade. A ciclofosfamida foi ajustada at&#xE9; um m&#xE1;ximo de 1.0 g/m<sup>2</sup>, para pacientes que n&#xE3;o desenvolveram leucopenia inferior a 1.500/microL at&#xE9; atingir os dias 10 - 14 ap&#xF3;s o tratamento. Detalhes da administra&#xE7;&#xE3;o da terapia de pulso foram publicados em outros lugares.</p> <p>Os pacientes tratados com terapia de pulso de metilprednisolona tiveram maior probabilidade de duplicar a creatinina s&#xE9;rica do que aqueles tratados com ciclofosfamida a longo curso (p&lt;0.04). Risco de duplicar a creatinina n&#xE3;o foi significativamente diferente entre ciclofosfamida em curso de curta e longa dura&#xE7;&#xE3;o. No entanto os pacientes tratados com curso de curta dura&#xE7;&#xE3;o com ciclofosfamida tiveram uma probabilidade maior de exacerba&#xE7;&#xF5;es do que aqueles tratados com longo curso de ciclofosfamida (p&lt;0.01).</p> <p>Um curso prolongado de terapia com ciclofosfamida &#xE9; mais eficaz do que 6 meses de terapia com metilprednisolona na preserva&#xE7;&#xE3;o da fun&#xE7;&#xE3;o renal em pacientes com nefrite l&#xFA;pica grave. A adi&#xE7;&#xE3;o de um regime de manuten&#xE7;&#xE3;o trimestral para mensal de terapia com ciclofosfamida reduz a taxa de exacerba&#xE7;&#xF5;es.<sup>7</sup></p> <p>Os ensaios cl&#xED;nicos controlados em nefrite l&#xFA;pica t&#xEA;m demonstrado que a terapia com ciclofosfamida &#xE9; superior &#xE0; terapia de corticoster&#xF3;ide isolada. Os perfis de efic&#xE1;cia e de efeitos colaterais em longo prazo de regimes imunossupressores requerem mais estudos.</p> <p>Em um ensaio cl&#xED;nico randomizado e controlado com acompanhamento m&#xE9;o de 11 anos, 82 pacientes com nefrite l&#xFA;pica proliferativa foram inclu&#xED;dos no centro cl&#xED;nico de &#x201C;National Institutes of Health, Bethesda, Maryland&#x201D; entre 1.986 e 1.990. A an&#xE1;lise inicial foi baseada nos dados coletados em 1 de maio de 1.995. Os pacientes foram distribu&#xED;dos aleatoriamente para receber um dos tr&#xEA;s regimes: 1) metilprednisolona intravenosa 1 g/m<sup>2</sup> de superf&#xED;cie corporal administrada como <em>bolus</em> mensalmente durante pelo menos 12 meses e at&#xE9; 36 meses; 2) ciclofosfamida intravenosa 1 g/m<sup>2</sup> de superf&#xED;cie corporal, como <em>bolus</em> mensalmente durante 6 meses consecutivos e em seguida uma vez cada 3 meses durante pelo menos 24 meses adicionais, ou 3) a combina&#xE7;&#xE3;o destes dois regimes.</p> <p>Em uma an&#xE1;lise de sobrevida de inten&#xE7;&#xE3;o de tratar, a probabilidade de falha do tratamento foi significativamente menor nos grupos com ciclofosfamida (P = 0,04) e terapia combinada (P = 0,002) do que no grupo de metilprednisolona. A terapia combinada e terapia com ciclofosfamida n&#xE3;o diferiram estatisticamente em termos de efic&#xE1;cia ou efeitos adversos. Dos pacientes que completaram o protocolo (N = 65), a propor&#xE7;&#xE3;o de pacientes que tiveram duplica&#xE7;&#xE3;o da concentra&#xE7;&#xE3;o da creatinina s&#xE9;rica foi significativamente mais baixa no grupo de combina&#xE7;&#xE3;o do que no grupo de ciclofosfamida (risco relativo, 0,095 [IC de 95%, 0,01 para 0,842]).</p> <p>Com acompanhamento prolongado, a terapia com ciclofosfamida continuou a mostrar efic&#xE1;cia superior ao longo da terapia com metilprednisolona isolada para o tratamento da nefrite l&#xFA;pica. A combina&#xE7;&#xE3;o da terapia de ciclofosfamida e metilprednisolona parecem fornecer benef&#xED;cio adicional ao longo da terapia com ciclofosfamida isolada e n&#xE3;o confere risco adicional para eventos adversos.<sup>8</sup></p> <p>H&#xE1; incerteza sobre a efic&#xE1;cia e toxicidade da terapia de <em>bolus</em> com metilprednisolona ou da combina&#xE7;&#xE3;o de metilprednisolona e ciclofosfamida no tratamento de nefrite l&#xFA;pica. Objetivo: 1) determinar se a terapia intensiva de <em>bolus</em> com metilprednisolona &#xE9; um substituto adequado para a terapia de bolus com ciclofosfamida e 2) se a combina&#xE7;&#xE3;o de metilprednisolona e ciclofosfamida &#xE9; superior &#xE0; terapia de bolus com metilprednisolona ou ciclofosfamida isolada.</p> <p>Estudo cl&#xED;nico randomizado controlado com pelo menos 5 anos de follow-up. 82 pacientes com nefrite l&#xFA;pica que tiveram 10 ou mais hem&#xE1;cias por campo de alta pot&#xEA;ncia, lan&#xE7;as celulares, protein&#xFA;ria (&gt;1g de prote&#xED;na por dia), e uma amostra de <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/biopsia/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">bi&#xF3;psia</a> renal apresentaram nefrite proliferativa. Interven&#xE7;&#xF5;es: terapia de <em>bolus</em> com metilprednisolona intravenosa (1 g/m<sup>2</sup> da superf&#xED;cie corp&#xF3;rea), administrada mensalmente em no m&#xED;nimo 1 ano, terapia de <em>bolus</em> com ciclofosfamida intravenosa (0.5 at&#xE9; 1 g/m<sup>2</sup> da superf&#xED;cie corp&#xF3;rea) administrada mensalmente por 6 meses e em seguida trimestralmente ou terapia de <em>bolus</em> com ambos metilprednisolona e ciclosfosfamida.</p> <p>A remiss&#xE3;o renal ocorreu em 17 de 20 pacientes do grupo de terapia combinada (85%), 13 de 21 pacientes no grupo ciclofosfamida (62%) e 7 de 24 pacientes do grupo de metilprednisolona (29%) (P &lt; 0.001). 28 pacientes (43%) n&#xE3;o atingiram a remiss&#xE3;o renal. Pela an&#xE1;lise da taxa de sobrevida, a probabilidade da remiss&#xE3;o durante um per&#xED;odo de estudo foi maior no grupo de terapia combinada do que no grupo de metilprednisolona (P = 0.028). A terapia combinada e terapia com ciclofosfamida n&#xE3;o foram estaticamente diferentes. As rea&#xE7;&#xF5;es adversas observadas foram, amenorreia (observados em 41% do grupo de ciclofosfamida, 43% do grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o e 7,1% do grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o e 0% do grupo metilprednisolona), necrose vascular observada em 11% do grupo de ciclofosfamida, 18% do grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o, e 22% de grupo metilpredinisolona), herpes zoster (observada em 15% do grupo ciclofosfamida, 21% do grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o e 3,7% do grupo metilprednisolona) e no m&#xED;nimo uma infec&#xE7;&#xE3;o (observada em 26% do grupo ciclofosfamida, 32% grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o, e 7,4% do grupo de metilprednisolona).</p> <p>Terapia de <em>bolus</em> mensal com metilprednisolona foi menos eficaz do que a terapia de <em>bolus</em> mensal com ciclofosfamida. A tend&#xEA;ncia para uma maior efic&#xE1;cia com a terapia combinada foi vista.<sup>9</sup></p> <p>Estudo prospectivo das caracter&#xED;sticas cl&#xED;nicas, fisiopatologia, tratamento e progn&#xF3;sticos de granulomatose de Wegener.</p> <p>Dos 180 pacientes com granulomatose de Wegener que se refere o &#x201C; National Institute of Allergy and Infectious Diseases&#x201D; durante os &#xFA;ltimos 24 anos, 158 foram acompanhados por 6 meses a 24 anos (um total de 1229 pacientes por ano). O regime constituiu em dia, a terapia oral de ciclofosfamida, 2 mg/kg do peso corporal, prednisona, 1mg/kg de peso corp&#xF3;reo. Muitos pacientes com doen&#xE7;a fulminante e rapidamente progressiva recebem 3 a 5 mg/kg de ciclofosfamida diariamente.</p> <p>Homens e mulheres foram igualmente selecionados, 97% dos pacientes eram brancos e 85% tinham mais de 19 anos de idade. O per&#xED;odo m&#xE9;dio de acompanhamento foi de 8 anos, 133 pacientes (84%) receberam uma terapia padr&#xE3;o com ciclofosfamida di&#xE1;ria de baixa dose de glicocorticoides, 8 pacientes (5.0%) receberam apenas uma dose baixa de ciclofosfamida, 6 pacientes (4.0%) nunca receberam ciclofosfamida e foram tratados com outros citot&#xF3;xicos agentes e glicocorticoides, 10 pacientes (6.0%) foram tratados apenas com glicocorticoides, 91% dos pacientes apresentaram melhora acentuada, e 75% alcan&#xE7;aram a remiss&#xE3;o completa.</p> <p>50% das remiss&#xF5;es foram associadas com uma ou mais recidivas. Dos 99 pacientes acompanhados por &gt; 5 anos, 44% tiveram remiss&#xE3;o de &gt; 5 anos de dura&#xE7;&#xE3;o. 13 % dos pacientes morreram de granulomatose de Wegener, causas relacionadas com o tratamento, ou ambos. Quase todos os pacientes tinham mobilidade grave caracter&#xED;sticas irrevers&#xED;veis da sua doen&#xE7;a (86%) ou efeitos colaterais do tratamento (42%).</p> <p>O curso da granulomatose de Wegener foi drasticamente melhorado por tratamento di&#xE1;rio com ciclofosfamida e glucocortic&#xF3;ides. No entanto, a morbidade da doen&#xE7;a relacionada com o tratamento muitas vezes &#xE9; profunda. Formas alternativas de terapia ainda n&#xE3;o atingiram as altas taxas de indu&#xE7;&#xE3;o da remiss&#xE3;o e manuten&#xE7;&#xE3;o de sucesso que foram relatadas com tratamento di&#xE1;rio de ciclofosfamida. Apesar do sucesso terap&#xEA;utico continuado com ciclofosfamida a longo prazo de acompanhamento de pacientes com granulomatose de Wegener, crescente preocupa&#xE7;&#xF5;es sobre a toxicidade resultantes da terapia com ciclofosfamida prolongada surgiram e incentivaram a investiga&#xE7;&#xE3;o de outros regimes terap&#xEA;uticos.<sup>10</sup></p> <p>O uso de agentes citot&#xF3;xicos em doen&#xE7;as n&#xE3;o neopl&#xE1;sicas ainda &#xE9; quest&#xE3;o de preocupa&#xE7;&#xE3;o em rela&#xE7;&#xE3;o aos efeitos colaterais de curto e longo prazo. &#xC9; importante avaliar e mostrar claramente tanto a efic&#xE1;cia do regime terap&#xEA;utico a longo prazo de segmento, bem como a ocorr&#xEA;ncia de efeitos secund&#xE1;rios t&#xF3;xicos observados ao longo de um per&#xED;odo prolongado.</p> <p>85 pacientes com granulomatose de Wegener foram estudados por 21 anos no National Institutes of Health. Os pacientes foram tratados com um protocolo que consiste em ciclofosfamida, 2 mg/kg de peso corporal por dia, com prednisona 1 mg/kg de peso corporal por dia, seguido por convers&#xE3;o de prednisona para um regime de dias alternados.</p> <p>As remiss&#xF5;es completas foram obtidas em 79 de 85 pacientes (93%). A dura&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dia da remiss&#xE3;o para sobrevida dos pacientes foi de 48,2 (+/- 3,6) meses. 23 pacientes est&#xE3;o fora da terapia durante um per&#xED;odo m&#xE9;dio de 35,3 (+/- 6,3) meses sem terapia.</p> <p>Esse estudo fornece uma experi&#xEA;ncia em perspectiva com granulomatose de Wegener e remiss&#xF5;es que demonstram a longo prazo que podem ser induzidas e mantidas em um n&#xFA;mero extremamente elevado de pacientes por combina&#xE7;&#xE3;o de terapia com ciclofosfamida e prednisona por dia, em dias alternados.<sup>11</sup></p> <h4>C&#xE2;ncer de pulm&#xE3;o de pequenas c&#xE9;lulas (CPPC)</h4> <p>O n&#xFA;mero de pacientes idosos com c&#xE2;ncer de pulm&#xE3;o de pequenas c&#xE9;lulas (CPPC) t&#xEA;m aumentando com a crescente popula&#xE7;&#xE3;o geri&#xE1;trica. O objetivo deste estudo foi avaliar a seguran&#xE7;a e efic&#xE1;cia da quimioterapia padr&#xE3;o ou radioterapia em pacientes idosos com CPPC.</p> <p>Neste estudo retrospectivo, foram analisados dados de 126 pacientes com CPPC diagnosticados entre 1996 e 2005, comparando os resultados dos pacientes com menos de 70 anos e idosos com 70 anos ou mais, os quais foram tratados com etoposidee cisplatina (regime EP) e ciclofosfamida, adriamicina e vincristina (regime CAV). Pacientes com doen&#xE7;a limitada receberam radioterapia tor&#xE1;cica (RT) ap&#xF3;s a quimioterapia.</p> <p>As taxas globais de resposta (resposta completa + parcial) n&#xE3;o foram significativamente diferentes entre os pacientes dos grupos (69% <em>versus</em> 65%, P = 0,591). O tempo m&#xE9;dio de sobrevida foi de 13 meses para pacientes com 70 anos ou mais de idade (P = 0,263), com taxas de sobrevida de 2 a 5 anos de 37,8% e 8,2% <em>versus</em> 26,2% e 3,6%, respectivamente. Sobrevida livre de progress&#xE3;o da doen&#xE7;a em pacientes com 70 anos ou mais de idade foi semelhante ao de pacientes com menos de 70 anos (P = 0,445).</p> <p>Toxicidades hematol&#xF3;gicas graus 3 e 4 foram mais frequentes entre os idosos (leucopenia, 48% <em>versus</em> 31%, P = 0,49; neutropenia, 52% <em>versus</em> 32%, P = 0,028; trombocitopenia, 38% <em>versus</em> 21%, P = 0,47).</p> <p>Em conclus&#xE3;o, apesar de terem mais toxicidades hematol&#xF3;gicas graves, os pacientes idosos com CPPC beneficiaram-se do regime EP e do regime de CAV com ou sem RT. S&#xE3;o necess&#xE1;rias novas investiga&#xE7;&#xF5;es sobre como diminuir a toxicidade hematol&#xF3;gica, principalmente em idosos.<sup>12</sup></p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Emmanouil Saloustros, Nikolaos Malamos, Ioannis Boukovinas, Stylianos Kakolyris, Charalampos Kouroussis, Athanasios Athanasiadis, Nikolaos Ziras, Nikolaos Kentepozidis, Parisis Makrantonakis, Aristidis Polyzos, Charalampos Christophyllakis,Vassilios Georgoulias, Dimitrios Mavroudis; Dose-dense paclitaxel versus docetaxel following FEC as adjuvant chemotherapy in axilary node-positive early breast cancer: a multicenter randomized study of the Hellenic Oncology Research Group (HORG);Breast Cancer Res Treat;2014; Volume 148: 591 &#x2013; 597.<br> 2. B. Gerber, S. Loibl, H. Eidtmann, M. Rezai, P. A. Fasching, H. Tesch, H. Eggemann7, I. Schrader, K. Kittel, C. Hanusch, R. Kreienberg, C. Solbach, C. Jackisch, G. Kunz, J. U. Blohmer, J. Huober, M. Hauschild, V. Nekljudova, M. Untch &amp; G. von Minckwitz, on behalf of the German Breast Group Investigators; Neoadjuvant bevacizumab and anthracycline &#x2013; taxane-based chemotherapy in 678 triple-negative primary breast cancers; results from the geparquinto study (GBG44);Annals of Oncology; 2013; Volume 24: 2978-2984.<br> 3. Joan M. Bull, MD, Douglass C. Tormey, MD, PhD, Shou-Hua Li, PhD, Paulo P, Carbone, MD, Geofrey Falkson, MD, Johannes B lom, MD, Elliot Perlin, MD, AND Richard Simon, PhD; A randomized comparative trial of Adriamycin versus methotrexate in combination drug therapy; American Cancer Society; 1978; Volume 41: 1649-1657.<br> 4. Gianni Bonadonna, M.D., Ercole Brusamolino, M.D., Pinucia Valagussa, B.S., Anna Rossi, M.D., Luisa Brugnatelli, M.D., Cristina Brambilla, M.D., Mario De Lena, M.D., GabrileTancini, M.D., Emilio Bajetta, M.D., Renato Musumeci, M.D., AND Umberto Veronesi, M.d; Combination chemotherapy as an adjuvant treatment in operable breast cancer; The New England Journal of Medicine; 1976; Volume 294: number 8.<br> 5. Abdul Mannan Babar, East Surgical Unit, Department od Surgery, University of the Punjab, King Edward Medical College, Mayo Hospital, Lahore; Surgical adjuvant chemotherapy for breast cancer: A comparsion of CMF and CAF regimes; J.P.M.A., December 1991.<br> 6. M. Martin, A. Villar, A. Sole-Calvo, R. Gonzalez, B. Massuti, J. Lizon, C. Campos, A Carrato, A. Casado, M. T. Candel, J. Albanell, J. Aranda, B. Munarriz, J. Campbell &amp; E. Diaz-Rubio On behalf of the GEICAM Group (Spanish Breast Cancer Research Group), Spain; Doxorubicin in combination with fluorouracil and cyclophosphamide (i.v FAC regimen, day 1, 21) versus methotrexate in combination with fluorouracil and cyclophosphamide (i.v. CMP regimen, day 1, 21) as adjuvant chemotherapy for operable breast cancer: a study by the GEICAM group; European Society for Medical Oncology; 2003; Volume 14: 833-843.<br> 7. Dimitrios T. Boumpas, Howard A. Austin III, Ellen M. Vaughn, John H. Klippel, Alfred D. Steinberg, Cheril H. Yarboro, Jame E. Balow; Controlled trial of pulse methylprednisloone versus two regimes of pulse cyclophosphamide in severe lupus nephritis; The Lancet; 1992; Volume 340: 745-748.<br> 8. Gabor G. Illei, MD; Howard A. Austin III, MD; Marianna Crane, NP; Lee Collins, Ms; Mark F. Gourley, MD; Cheryl H. Yarbono, R N; Ellen M. Vaughan, MSN; Takashi Kuroiwa, MD; Carol L. Danning, MD; Alfred D. Steinberg, MD; John H. Klippel, MD; James E. Balow, MD; and Dimitrius T. Boumpas, MD; Combination Therapy with Pulse Cyclophosphamide plus Pulse Methylprednisolone Improves Long-Term Real Outcome wihout Adding Toxicity in Patients with Lupus Nephritis; American College of Physicians-American Society of Internal Medicine; August 2001; Volume 135: number 4.<br> 9. Mark F. Gourley, MD; Howard A. Austin III, MD; Dorothy Scott, MD; Cheryl H. Yarboro, RN; Ellen M. Vaughan, RN; Joanne Muir, RN; Dimitrios T. Boumpas, MD; John H. Klippel, MD; James E. Balow, MD; and Alfred D. Steinberg, MD; Methylprednisolone and Cyclophosphamide, Alone or in Combination, in Patients with Lupus Nephritis A randomized, Controlled Trial; Annals of Internal Medicine; October 1996; Volume 125; number 7.<br> 10. Gary S. Hoffman, MD; Gail S. Kerr, MD; Randi Y. Leavitt, MD, PhD; Claire W. Hallahan, MS; Robert S. Lebovics, MD; William D. Travis, MD; Menachem Rottem, MD; and Anthony S. Fauci, MD; Wegener Granulomatosis: An Analysis of 158 Patients; Annals of Internal Medicine; March 1992; Volume 116: 488-498; number 6.<br> 11. Anthony S. Fauci and Sheldon M. Wolff; Wegener&#x2019;s Granulomatosis: Studies in eighteen patients and a review of the literature; Classics in Medicine; 1973; Volume 52 (6): 535-561.<br> 12. Jian Li, Ping Chen, Chun-Hua, Xiao-Qin Li, qian-Lei Bao; Outcome and treatment in elderly patients with small cell lung cancer: A retrospective study; Geriatr Gerontol International; 2009; Volume 9: 172-182.</br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></span></p> <h3>Injet&#xE1;vel</h3> <h4>C&#xE2;ncer de mama</h4> <p>A associa&#xE7;&#xE3;o de um taxano &#xE0; antraciclina como base da quimioterapia adjuvante prolonga a sobrevida de pacientes com c&#xE2;ncer de mama precoce com linfonodo positivo. No entanto, se &#xE9; prefer&#xED;vel um taxano em regime de dose-densa permanece desconhecido. Foi realizado um estudo randomizado para comprovar a efic&#xE1;cia da dose densa de paclitaxel <em>versus</em> docetaxel em seguida a 5-fluorouracila, epirrubicina e ciclofosfamida (FEC), como quimioterapia adjuvante, em mulheres com linfonodo positivo no c&#xE2;ncer de mama precoce. Mulheres operadas por c&#xE2;ncer de mama com HER2-negativo e, pelo menos, um linfonodo axilar infiltrado foram randomizadas para receber quatro ciclos de FEC (700/75/700 mg/m<sup>2</sup>)seguidos por quatro ciclos paclitaxel (175 mg/ m<sup>2</sup>) ou docetaxel (175 mg/m<sup>2</sup>). Todos os ciclos foram administrados a cada 14 dias com associa&#xE7;&#xE3;o de G-CSF. O objetivo prim&#xE1;rio foi a sobrevida livre de doen&#xE7;a (SLD) em 3 anos. Entre 2004 e 2007, 481 mulheres foram randomizadas para paclitaxel (N = 241) e docetaxel (N = 240). Depois de um per&#xED;odo de acompanhamento m&#xE9;dio de 6 anos, 51 (21%) e 48 (20%) mulheres tiveram recidiva da doen&#xE7;a (P = 0,753) e n&#xE3;o houve diferen&#xE7;a significativa na sobrevida de doen&#xE7;a (SLD) entre o paclitaxel e o docetaxel (SLD em 3 anos: 87,4 <em>versus&amp;nbsp;</em>88,3%, respectivamente; (P = 0,633). As toxicidades foram pass&#xED;veis de controle, com graus 2 - 4 de neutropenia em 21% contra 31% (P = 0,01), trombocitopenia em 0,8% contra 3,4% (P = 0,06) e algum grau de neurotoxicidade em 17% comparado a 7,5% (P = 0,35) nos pacientes tratados com paclitaxel e docetaxel, respectivamente. N&#xE3;o ocorreram mortes por toxicidade. Em conclus&#xE3;o, a dose densa de paclitaxel <em>versus</em> docetaxel ap&#xF3;s FEC como adjuvante da quimioterapia, resultou em uma taxa de SLD em 3 anos semelhante em mulheres com c&#xE2;ncer de mama precoce com linfonodo axiliar positivo. Devido ao seu perfil de toxicidade mais favor&#xE1;vel, o paclitaxel &#xE9; o taxano de escolha, neste cen&#xE1;rio.<sup>1</sup></p> <p>Foi avaliada a taxa de resposta patol&#xF3;gica completa (RPC) ap&#xF3;s a quimioterapia neoadjuvante com epirrubicina (E), ciclofosfamida (C) edocetaxel, com e sem a adi&#xE7;&#xE3;o de bevacizumab, em pacientes com c&#xE2;ncer de mama triplo negativo (CMTN).</p> <p>Pacientes com cT1c-4d CMTN n&#xE3;o tratados apresentaram um subconjunto estratificado de 1948 participantes da parte de pacientes com HER2-negativo do estudo GeparQuinto. Os pacientes foram randomizados para receber quatro ciclos de CE (90/600 mg/m<sup>2</sup> q3w) seguidos por quatro ciclos de docetaxel (100 mg/m<sup>2</sup>; q3w) com ou sem bevacizumab (15 mg/kg; q3w) adicionado &#xE0; quimioterapia. Os pacientes foram randomizados para quimioterapia sem (N = 340) ou com bevacizumab (N = 323). As taxas de RPC foram de 27,9% e 39,3%, sem e com bevacizumab (P = 0,003). De acordo com as defini&#xE7;&#xF5;es de RPC, a adi&#xE7;&#xE3;o de bevacizumab aumentou esta taxa a partir de 30,9% para 41,8% (P = 0,0040), 36,2% para 46,4% (P = 0,009) e de 32,9% para 43,3% (P = 0,007). O tratamento com bevacizumab (OR 1,73, intervalo de confian&#xE7;a de 95% (IC) 1,23-2,42; (P = 0,002), o estagio menor do c&#xE2;ncer (OR 2,38, IC 95% 1,24-4,54; P = 0,009) e os c&#xE2;nceres de grau 3 (OR 1,68, IC 95% 1,14-2,48; (P = 0,009) foram confirmados como preditores independentes de maior RPC pela analise de regress&#xE3;o log&#xED;stica multivariada.</p> <p>Foi conclu&#xED;do que a adi&#xE7;&#xE3;o de bevacizumab para quimioterapia de CMTN aumenta significativamente as taxas de RPC.<sup>2</sup></p> <h4>C&#xE2;ncer de mama &#x2013; CAF (ciclofosfamida, doxorrubicina e fluoroacil)</h4> <p>O uso combinado de 5-fluorouracil, metotrexato e citoxan tornou-se padr&#xE3;o de terapia combinada para tratamento de c&#xE2;ncer de mama metast&#xE1;tico nos &#xFA;ltimos anos e agora &#xE9; usado como terapia adjuvante em doen&#xE7;a prim&#xE1;ria. Tornou-se importante comparar a mais comum e sucedida terapia de combina&#xE7;&#xE3;o para c&#xE2;ncer de mama metast&#xE1;tico (citoxan, metotrexato e 5-fluorouracil (CMF)) com adriamicina em combina&#xE7;&#xE3;o. Assim, um ensaio cl&#xED;nico prospectivo randomizado de CMF foi realizado comparando este regime com cytoxan, adriamicina e 5-fluorouracil (CAF). Um estudo cl&#xED;nico prospectivo randomizado foi conduzido comparando a resposta cl&#xED;nica de 78 pacientes n&#xE3;o tratados anteriormente com c&#xE2;ncer de mama metast&#xE1;tico avan&#xE7;ado tratados com uma combina&#xE7;&#xE3;o de ciclofosfamida, metotrexato e 5-fluorouracil&amp;nbsp;(CMF) ou uma combina&#xE7;&#xE3;o de ciclofosfamida, adriamicina e 5-fluoracil (CAF). 62% dos pacientes que receberam CMF responderam ao tratamento em compara&#xE7;&#xE3;o com uma taxa de resposta de 82% para os pacientes que receberam CAF. Este estudo mostrou que CAF &#xE9; eficaz para indu&#xE7;&#xE3;o do regime para o c&#xE2;ncer de mama. Em adi&#xE7;&#xE3;o, este estudo mostrou que n&#xE3;o houve uma diferen&#xE7;a significativa na dura&#xE7;&#xE3;o da resposta para os dois regimes, CAF e CMF.<sup>3</sup></p> <h4>C&#xE2;ncer de mama - CMF (ciclofosfamida, metotrexateefluorouracil)</h4> <p>Prolongada quimioterapia c&#xED;clica combinada com ciclofosfamida, metotrexato e fluorouracil foi avaliada como tratamento adjuvante para mastectomia radical em c&#xE2;ncer de mama prim&#xE1;rio com linfonodos axilares positivos. Pacientes (N = 391) foram separados conforme a idade, n&#xFA;mero de linfonodos axilares comprometidos e tipo de mastectomia (convencional radical ou expandida). Os pacientes foram randomizados para receber CMF por 12 ciclos ou nenhum outro tratamento adicional. 386 pacientes (N = 386) foram considerados avali&#xE1;veis. An&#xE1;lises estat&#xED;sticas foram realizadas em propor&#xE7;&#xF5;es totais de falhas no tratamento e na distribui&#xE7;&#xE3;o do tempo de falhas do tratamento. Ap&#xF3;s 27 meses de estudo, falha de tratamento ocorreu em 24% dos 179 pacientes do grupo controle e em 5,3% das 207 mulheres que receberam terapia combinada (P inferior a 10<sup>-6</sup>), vantagem estat&#xED;stica significativa em todos os subgrupos de pacientes. Pacientes com 4 ou mais linfonodos positivos axilares apresentaram um maior percentual de reca&#xED;das do que aqueles com menor n&#xFA;mero de linfonodos. As novas manifesta&#xE7;&#xF5;es cl&#xED;nicas iniciais ocorreram em locais distantes em 81,5% dos pacientes com recidivas. Quimioterapia de longo prazo produziu uma toxicidade aceit&#xE1;vel, permitindo assim a administra&#xE7;&#xE3;o de um percentual elevado do medicamento. Os autores conclu&#xED;ram que os pacientes com c&#xE2;ncer de mama potencialmente cur&#xE1;veis e com linfonodos axilares positivos no momento da mastectomia mostram uma redu&#xE7;&#xE3;o estaticamente significativa na taxa de recorr&#xEA;ncia durante os primeiros 27 meses ap&#xF3;s a mastectomia radical quando tratados com quimioterapia de combina&#xE7;&#xE3;o c&#xED;clica prolongada. Atualmente, a vantagem do CMF aparece estaticamente evidente em todos os subgrupos de pacientes. Estes resultados devem ser considerados com cautela, uma vez que, atualmente os efeitos dessa terapia na sobrevida e poss&#xED;veis efeitos colaterais a longo prazo permaneceem desconhecidos.<sup>4</sup></p> <p>Terapia em combina&#xE7;&#xE3;o com ciclofosfamida, metotrexate e fluorouracil (CMF) foi comparada com ciclofosfamida, adiramicina e fluorouracil (CAF) como adjuvante &#xE0; mastectomia radical modificada em c&#xE2;ncer de mama prim&#xE1;rio oper&#xE1;vel com linfonodos axilares positivos. Pacientes que se submeteram &#xE0; mastectomia radical modificada foram &#xED;ncluidos neste estudo. A quimioterapia foi iniciada duas a quatro semanas ap&#xF3;s a mastectomia e continuou at&#xE9; 6 ciclos. Quarenta (N = 40) pacientes foram randomizados para terapia de CMF (N = 30) ou CAF (N = 10). Ap&#xF3;s 18 meses de estudo ocorreu falha de tratamento em 10% dos pacientes de cada grupo. As novas manifesta&#xE7;&#xF5;es cl&#xED;nicas ocorreram localmente em 75% e &#xE0; dist&#xE2;ncia em 25% dos pacientes com recidivas. Quimioterapia de longo prazo produziu uma toxicidade aceit&#xE1;vel, permitindo assim administra&#xE7;&#xE3;o de um elevado percentual da dosagem do medicamento. Este estudo indica que os regimes CMF e CAF t&#xEA;m efic&#xE1;cia e toxicidade compar&#xE1;veis em quimioterapia adjuvante &#xE0; cirurgia para c&#xE2;ncer de mama.<sup>5</sup></p> <p>O objetivo deste estudo foi determinar a efic&#xE1;cia relativa de doxorubicina <em>versus</em> metotrexato em combina&#xE7;&#xE3;o com ciclofosfamida intravenosa e 5-fluoracil (FAC <em>versus</em> CMF) como quimioterapia adjuvante para c&#xE2;ncer de mama oper&#xE1;vel. Durante um per&#xED;odo de 4 anos, 985 mulheres submetidas &#xE0; cirurgia curativa de c&#xE2;ncer de mama (T1&#x2013;3 N0&#x2013;2 M0, est&#xE1;gio I&#x2013;IIIA, UICC) de 9 hospitais foram estratificadas em rela&#xE7;&#xE3;o ao envolvimento de linfonodos axilares (linfonodos positivos <em>versus</em> linfonodos negativos) e randomizadas para receber FAC (500/50/500/m<sup>2</sup>) a cada 3 semanas durante 6 ciclos ou CMF (600/60/600/m<sup>2</sup>) a cada 3 semanas durante 6 ciclos. A intensidade relativa das doses de FAC e CMF foi de 87% e 85% das doses previstas, respectivamente. Dados n&#xE3;o ajustados indicaram uma tend&#xEA;ncia n&#xE3;o significativa para melhores resultados com FAC. No subgrupo prospectivamente formado por pacientes com linfonodos negativos, a sobrevida livre de doen&#xE7;a e sobrevida global foram estatisticamente superiores no bra&#xE7;o de tratamento com FAC (P = 0,041 e 0,034 respectivamente), mas esta vantagem n&#xE3;o foi vista no subgrupo dos pacientes com linfonodos positivos. Ajustando os dados para o tamanho do efeito do tratamento e poss&#xED;veis intera&#xE7;&#xF5;es (n&#xFA;mero de linfonodos positivos, tamanho do tumor e centro de tratamento), o risco relativo (RR) de recorr&#xEA;ncia da doen&#xE7;a e morte foram significativamente inferiores com o tratamento de FAC (RR 1.2, P = 0.03, e RR 1.3, P = 0.05, respectivamente). Este resultado deve-se principalmente &#xE0; diferen&#xE7;a observada na popula&#xE7;&#xE3;o de pacientes com linfonodos negativos. A toxicidade foi leve: FAC induziu mais alopecia, v&#xF4;mito, mucosite e cardiotoxicidade; &#xFA;ltima foi de preocupa&#xE7;&#xE3;o cl&#xED;nica, mas foi de baixa densidade e gerenci&#xE1;vel. CMF induziu mais conjuntivite e ganho de peso. N&#xE3;o houve mortes devido &#xE0; toxicidade de tratamento. Doxorubicina em combina&#xE7;&#xE3;o com dia 1, ciclofosfamida e 5-fluorouracil IV &#xE9; superior ao metatrexato em combina&#xE7;&#xE3;o com dia 1, ciclofosfamida e 5-fluorouracil IV como quimioterapia adjuvante para c&#xE2;ncer de mama oper&#xE1;vel. O efeito do tratamento &#xE9; particularmente evidente em pacientes com linfonodo negativo. Embora a toxicidade cl&#xED;nica de FAC seja maior do que a de CMF, os n&#xED;veis foram manej&#xE1;veis e clinicamente aceit&#xE1;veis.<sup>6</sup></p> <h4>C&#xE2;ncer de pulm&#xE3;o de pequenas c&#xE9;lulas</h4> <p>O n&#xFA;mero de pacientes idosos com c&#xE2;ncer de pulm&#xE3;o de pequenas c&#xE9;lulas (CPPC) t&#xEA;m aumentando com a crescente popula&#xE7;&#xE3;o geri&#xE1;trica. O objetivo deste estudo foi avaliar a seguran&#xE7;a e efic&#xE1;cia da quimioterapia padr&#xE3;o ou radioterapia em pacientes idosos com CPPC.</p> <p>Neste estudo retrospectivo, foram analisados dados de 126 pacientes com CPPC diagnosticados entre 1996 e 2005, comparando os resultados dos pacientes com menos de 70 anos e idosos com 70 anos ou mais, os quais foram tratados com etoposide e cisplatina (regime EP) e ciclofosfamida, adriamicina e vincristina (regime CAV). Pacientes com doen&#xE7;a limitada receberam radioterapia tor&#xE1;cica (RT) ap&#xF3;s a quimioterapia.</p> <p>As taxas globais de resposta (resposta completa + parcial) n&#xE3;o foram significativamente diferentes entre os pacientes dos grupos (69% <em>versus</em> 65%, P = 0,591). O tempo m&#xE9;dio de sobrevida foi de 13 meses para pacientes com 70 anos ou mais de idade (P = 0,263), com taxas de sobrevida de 2 a 5 anos de 37,8% e 8,2% <em>versus</em> 26,2% e 3,6%, respectivamente. Sobrevida livre de progress&#xE3;o da doen&#xE7;a em pacientes com 70 anos ou mais de idade foi semelhante ao de pacientes com menos de 70 anos (P = 0,445).</p> <p>Toxicidades hematol&#xF3;gicas graus 3 e 4 foram mais frequentes entre os idosos (leucopenia, 48% <em>versus</em> 31%, P = 0,49; neutropenia, 52%&amp;nbsp;<em>versus</em> 32%, P = 0,028; trombocitopenia, 38% <em>versus</em> 21%, P = 0,47).</p> <p>Em conclus&#xE3;o, apesar de terem mais toxicidades hematol&#xF3;gicas graves, os pacientes idosos com CPPC beneficiaram-se do regime EP e do regime de CAV com ou sem RT. S&#xE3;o necess&#xE1;rias novas investiga&#xE7;&#xF5;es sobre como diminuir a toxicidade hematol&#xF3;gica, principalmente em idosos. <sup>7</sup></p> <h4>Linfoma n&#xE3;o-Hodgkin</h4> <p>O aumento da intensidade da dose (ID) da quimioterapia para pacientes com Linfoma n&#xE3;o-Hodgkin (LNH) agressivo pode melhorar os resultados &#xE0; custa do aumento da toxicidade. Esta quest&#xE3;o foi abordada em um estudo randomizado com o objetivo de dobrar a ID de f&#xE1;rmacos mielossupressores. Entre 1994 e 1999, 250 pacientes n&#xE3;o tratados previamente com LNH agressivo foram selecionados para o tratamento com 6 ciclos padr&#xE3;o 3 vezes por semana (s) ou (i) a quimioterapia intensiva: s-CEOP-ciclofosfamida 750, epirrubicina 75, vincristina de 1,4 mg/m<sup>2</sup> todos no dia 1, e prednisolona 100 mg de 1-5 dias; i-CEOP 1500 ciclofosfamida, epirrubicina 150, vincristina de 1,4 mg/m<sup>2</sup> no dia 1, todos, prednisolona e 100 mg de 1-5 dias. O ponto final prim&#xE1;rio da sobrevida global (OS) foi de 5 anos. Relativa aos pacientes s-CEOP, doentes i-CEOP alcan&#xE7;ado um aumento de 78% no 01 da ciclofosfamida e epirrubicina. Apesar disso, n&#xE3;o houve diferen&#xE7;a significativa em nenhum desfecho: 5 anos de OS (56,7% i-CEOP; 55,1% s-CEOP; P = 0,80), 5 anos de sobrevida livre de progress&#xE3;o (PFS; 41% i-CEOP; 43 % s-CEOP; P = 0,73), o tempo de 5 anos at&#xE9; &#xE0; progress&#xE3;o (TTP; 44% IceOp; 47% s-CEOP; P = 0,72), ou remiss&#xE3;o completa (CR) + CR n&#xE3;o confirmados (CRU) taxas (53% i-CEOP; 59% sCEOP; P = 0,64). O acompanhamento &#xE0; longo prazo (10 anos) tamb&#xE9;m n&#xE3;o apresentaram diferen&#xE7;as significativas em OS, PFS, ou HP.O bra&#xE7;o i-CEOP teve maior taxa de neutropenia febril (70 <em>versus</em> 26%), hospitaliza&#xE7;&#xF5;es, utiliza&#xE7;&#xE3;o de produtos derivados do sangue, toxicidades hematol&#xF3;gicas e gastrointestinais, e menor qualidade de vida pontua&#xE7;&#xE3;o durante o tratamento, embora sem diferen&#xE7;as significativas de 6 meses mais tarde. No tratamento da LNH agressivo com prerituximab, aumentando-se 01 n&#xE3;o resultou em melhores resultados, enquanto, ao mesmo tempo, contribuir para o aumento da toxicidade. <sup>8</sup></p> <h4>Linfoma n&#xE3;o-Hodgkin - CHOP (ciclofosfamida, doxorubicina e cloridrato de prednisolona)</h4> <p>O objetivo do estudo foi comparar a efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a de um regime CHOP quinzenal constitu&#xED;do por ciclofosfamida (CPA), doxorrubicina (DOX), vincristina (VCR) e prednisolona (PSL), e a efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a do regime THPCOP quinzenal contendo pirarubicina (THP), uma antraciclina com menos cardiotoxicidade do que DOX.</p> <p>Um estudo prospectivo, randomizado de fase II com 80 pacientes (CHOP 40 receptoras ou THP-COP) com menos de 70 anos de idade com linfoma n&#xE3;o-Hodgkin (LNH) n&#xE3;o tratado previamente agressivo. Os regimes consistiram de DOX ou THP de 50 mg/m<sup>2</sup>, CPA 750 mg/m<sup>2</sup> VCR 1,4 mg/m<sup>2</sup>, e 100 mg PSL/corporal, administradas durante 5 dias a cada 2 semanas durante oito ciclos.</p> <p>N&#xE3;o foram encontras diferen&#xE7;as significativas nos fatores conhecidos de progn&#xF3;sticos entre os dois grupos. A taxa de remiss&#xE3;o completa foi de 72,5% (72,5% para CHOP e 72,5% para THP-COP). A taxa de sobrevida global em 5 anos foi de 49,2% (43,7% para CHOP e 54,0% para THP-COP). Quando os pacientes foram divididos em grupos com fatores de progn&#xF3;stico favor&#xE1;veis ou deficiente de acordo com o &#xED;ndice progn&#xF3;stico internacional, a sobrevida do primeiro grupo (G/LI) foi superior &#xE0; do grupo mais antigo (HI/H), independentemente do regime de quimioterapia (P &lt;0,001). Apesar da cardiotoxicidade de terceiro grau que ocorreu em um paciente no grupo CHOP, n&#xE3;o ocorreram rea&#xE7;&#xF5;es t&#xF3;xicas fatais em ambos os grupos. O THP-COP produziu resultados equivalentes aos de CHOP sobre efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a em pacientes com LNH agressivos com menos de 70 anos de idade.</p> <p>Embora ambos os regimes de tratamento foram eficazes naqueles pacientes com fatores progn&#xF3;sticos favor&#xE1;veis, o resultado n&#xE3;o foi satisfat&#xF3;rio para o tratamento de pessoas com fatores de mau progn&#xF3;stico. <sup>9</sup></p> <p>CHOP &#xE9; um regime de primeira gera&#xE7;&#xE3;o, a combina&#xE7;&#xE3;o de quimioterapia consistindo em ciclofosfamida, doxorrubicina, vincristina e prednisona apresenta taxa de cura de aproximadamente 30% em pacientes em est&#xE1;gios avan&#xE7;ados com linfoma n&#xE3;o-Hodgkin de grau intermedi&#xE1;rio ou de alto grau, em ensaios nacionais e em cooperativa do grupo. No entanto, estudos em institui&#xE7;&#xF5;es individuais sugeriram que 55 a 65% destes pacientes podem ser curados por regimes de terceira gera&#xE7;&#xE3;o, tais como os que consistem de metotrexato em dose baixa com leucovorina, bleomicina, doxorubicina, ciclofosfamida, vincristina e <a href=\"https://consultaremedios.com.br/dexametasona/bula\" target=\"_blank\">dexametasona</a> (m-BACOD); prednisona, doxorrubicina, ciclofosfamida, etoposido e seguido de citarabina, bleomicina, vincristina, metotrexato e com leucovorina (PROMACE-CytaBOM); e metotrexato com leucovorina, doxorrubicina, ciclofosfamida, vincristina, prednisona, bleomicina e (MACOP-B).</p> <p>Para fazer uma compara&#xE7;&#xE3;o v&#xE1;lida destes regimes, a Southwest Oncology Group e o Eastern Cooperative Oncology Group iniciaram um estudo prospectivo, randomizado de fase III. Os objetivos do estudo foram &#xE0; taxa de resposta, tempo de falha do tratamento, a sobrevida global e a incid&#xEA;ncia de toxicidade grave ou com risco de vida. A intensidade da dose foi calculada e analisada. Dos 1138 pacientes avaliados para inclus&#xE3;o no estudo, 899 foram eleg&#xED;veis. Cada grupo de tratamento tinha pelo menos 218 pacientes. Os fatores progn&#xF3;sticos conhecidos foram igualmente distribu&#xED;dos entre os grupos. N&#xE3;o houve diferen&#xE7;as significativas nas taxas de resposta parcial e completa nos grupos&amp;nbsp;tratados. Em tr&#xEA;s anos, 44% de todos os pacientes estavam vivos sem doen&#xE7;a; n&#xE3;o foram observadas diferen&#xE7;as significativas entre os grupos (41% dos grupos de CHOP e MACOP-B e 46% dos grupos M-BACOD e PROMACE-CytaBOM; P = 0,35). A sobrevida global em tr&#xEA;s anos foi de 52 (50% dos grupos PROMACE-CytaBOM e MACOP-B, 52% no grupo m-BACOD, e 54% no grupo CHOP; P = 0,90). N&#xE3;o houve nenhum subgrupo de pacientes em que a sobrevida foi melhorada por um regime de terceira gera&#xE7;&#xE3;o. Rea&#xE7;&#xF5;es t&#xF3;xicas fatais ocorreram em 1% do grupo CHOP, 3% do grupo PROMACE-CytaBOM, 5% do grupo m-BACOD, e 6% do grupo MACOP-B (P = 0,09).</p> <p>O regime CHOP permanece como melhor escolha para tratamento dispon&#xED;vel para pacientes com linfoma n&#xE3;o-Hodgkin em est&#xE1;gio avan&#xE7;ado de grau intermedi&#xE1;rio ou de alto grau. <sup>10</sup></p> <h4>Leucemia linfoc&#xED;tica cr&#xF4;nica</h4> <p>Terapia combinada com fludarabina tem atingido um aumento na popularidade para o tratamento de leucemia linfoc&#xED;tica cr&#xF4;nica (LLC). Entre as terapias, a combina&#xE7;&#xE3;o de fludarabina/ciclofosfamida (FC) &#xE9;, de longe, o melhor regime estudado. Os pacientes que recebem FC apresentaram taxa de resposta (TR) de 70% - 94% com 11% -34% taxa de remiss&#xE3;o completa (RC). Em pacientes n&#xE3;o tratados previamente para LLC, foram observados TR de 64% - 88% com 21% - 46% as taxas de RC. Os principais efeitos colaterais do FC s&#xE3;o mielotoxicidade e infec&#xE7;&#xF5;es; a maioria das complica&#xE7;&#xF5;es relatadas s&#xE3;o: febre de origem desconhecida, infec&#xE7;&#xF5;es do trato respirat&#xF3;rio superior, ou infec&#xE7;&#xE3;o por v&#xED;rus da herpes. H&#xE1; provavelmente uma correla&#xE7;&#xE3;o entre a dose mais elevada de ciclofosfamida (&gt; 750 mg/m<sup>2</sup> por ciclo de tratamento) e um aumento do n&#xFA;mero de complica&#xE7;&#xF5;es infecciosas graves. Resultados semelhantes foram relatados em rela&#xE7;&#xE3;o aos TR e efeitos colaterais da terapia combinada de fludarabina/epirrubicina. A combina&#xE7;&#xE3;o tripla de terapia combinada com fludarabina/ciclofosfamida/mitoxantrona e fludarabina com anti-CD20 (rituximab) ou anticorpo anti-CD52 (Campath-1H), pode at&#xE9; ser mais promissora, uma vez que, um n&#xFA;mero relevante de remiss&#xF5;es moleculares completas s&#xE3;o alcan&#xE7;adas com essas drogas. O papel preciso de combina&#xE7;&#xF5;es de fludarabina no &#xE2;mbito da estrat&#xE9;gia global de tratamento continua a ser determinado. A recomenda&#xE7;&#xE3;o atual &#xE9; utilizar estas combina&#xE7;&#xF5;es em casos com recidiva, enquanto a sua utiliza&#xE7;&#xE3;o na terapia de primeira linha deve ser investigada em protocolos cl&#xED;nicos. Assim, continua-se demonstrando se os pacientes com leucemia linfoc&#xED;tica cr&#xF4;nica atingem uma melhora da sobrevida global com quimioterapias combinadas. <sup>11</sup></p> <h4>Leucemia linfoc&#xED;tica cr&#xF4;nica - ciclofosfamida, vincristina e prednisona</h4> <p>O Grupo Cooperativo Espanhol de tratamento de hemopatias malignas (PETHEMA) realizou um ensaio cl&#xED;nico em pacientes com leucemia linfoc&#xED;tica cr&#xF4;nica avan&#xE7;ada (Fase C), com objetivo de investigar uma forma mais intensa de quimioterapia (por exemplo, COP (ciclofosfamida, vincristina e prednisona)) que seria mais eficaz do que a combina&#xE7;&#xE3;o padr&#xE3;o de CLR intermitente (clorambucil) e PDN (prednisona) no tratamento de pacientes.</p> <p>Noventa seis (n=96) pacientes com leucemia linfoc&#xED;tica cr&#xF4;nica (CLL) (Fase C: anemia e/ou trombocitopenia de origem n&#xE3;o imune) foram randomizados para receber clorambucil (CLR) (0,4 mg/kg por via oral, dia 6) mais prednisona (PDN) (60 mg/m<sup>2</sup> por via oral, dias 1-5) a cada 2 semanas ou ciclofosfamida (600 mg/m<sup>2</sup> por via intravenosa, dia 6A vincristina (1 mg/m* por via intravenosa, dia 6A e prednisona (60 mg/m<sup>2</sup> por via oral, dias 1-5) (COP) a cada m&#xEA;s, durante 5 meses. A remiss&#xE3;o completa (RC) foi definida com o desaparecimento total dos sinais e sintomas relacionados com a doen&#xE7;a. A remiss&#xE3;o parcial (PR) foi definida quando depois do tratamento, o quadro cl&#xED;nico tornou-se menos avan&#xE7;ado.</p> <p>Trinta (59%) respostas foram observadas (8% Cr) com CLR mais PDN e 14 (31%, 2% CR) com COP (P &lt;0,01). A sobrevida n&#xE3;o foi significativamente diferente entre os dois grupos. Pacientes previamente tratados tiveram um n&#xFA;mero mais baixo de respostas (11/35, 31%) do que aqueles sem tratamento pr&#xE9;vio (33/61, 54%) (P &lt;0,05). Pacientes que atingiram uma CR ou um bom PR tiveram taxa de sobrevida m&#xE9;dia n&#xE3;o atingida em rela&#xE7;&#xE3;o aqueles com PR deficiente (media 25,2 meses) ou aqueles que n&#xE3;o respondem ao tratamento (m&#xE9;dia de 11,5 meses) (P &lt;0,005).</p> <p>Os resultados relevantes obtidos no estudo s&#xE3;o (1) como indicado no protocolo, CLR mais PDN produziu um n&#xFA;mero maior de respostas do que o COP em pacientes com CLL avan&#xE7;ada; (2) em termos de sobrevida, n&#xE3;o foram encontradas diferen&#xE7;as estatisticamente significativas entre os pacientes tratados com CLR mais PDN e COP; (3) os pacientes previamente tratados responderam bem &#xE0; terapia em rela&#xE7;&#xE3;o aos pacientes que n&#xE3;o tiveram tratamento administrado anteriormente; (4) os pacientes que respondem &#xE0; terapia tiveram sobrevida mais longa em rela&#xE7;&#xE3;o aqueles que n&#xE3;o respondem; (5) a qualidade da resposta medida pelo est&#xE1;gio da doen&#xE7;a alcan&#xE7;ada ap&#xF3;s o tratamento parece ser importante na determina&#xE7;&#xE3;o da taxa de sobrevida dos pacientes. <sup>12</sup></p> <p>Durante 5 anos, a terapia com ciclofosfamida, vincristina, prednisona foi estudada em 18 pacientes com leucemia linf&#xE1;tica cr&#xF4;nica refrat&#xE1;ria avan&#xE7;ada. Detalhe do diagn&#xF3;stico: Diagn&#xF3;stico de CLL, linf&#xF3;citos perif&#xE9;ricos no sangue &gt; 15.000 c&#xE9;lulas uL, n&#xE3;o imput&#xE1;vel a uma doen&#xE7;a que n&#xE3;o &#xE9; CLL e uma medula &#xF3;ssea hipercelular com linf&#xF3;citos compreendendo &#x2265;50% das c&#xE9;lulas nucleadas no momento do diagn&#xF3;stico. Todos os pacientes receberam terapia pr&#xE9;via de agente de alquila&#xE7;&#xE3;o, quer isoladamente ou em combina&#xE7;&#xE3;o com corticosteroides.</p> <p>A quimioterapia foi administrada em intervalos de 3-4 semanas via IV ou ciclofosfamida oral (detalhes do regime: A ciclofosfamida administrada com 800 mg/m<sup>2</sup> no dia 1 de infus&#xE3;o ou /m<sup>2</sup> /dia por via oral em dose de 400 mg nos dias 1 - 5. Todos os pacientes receberam vincristina (2 mg IV, dia 1) e prednisona (60-100 mg/m<sup>2</sup> por via oral, dias 1-5, os ciclos foram repetidos em intervalos de 3 - 4 semanas). As respostas foram avaliadas utilizando crit&#xE9;rios baseados no melhoramento de linf&#xF3;citos perif&#xE9;ricos no sangue, linfadenopatias, hepatoesplenomegalia, n&#xED;veis de hemoglobina, contagem de plaquetas e os sintomas sist&#xEA;micos.</p> <p>Sessenta e sete porcento dos pacientes mostraram uma resposta cl&#xED;nica objetiva, enquanto 44% do grupo total obteve uma reposta cl&#xED;nica completa ou resposta parcial. A sobrevida m&#xE9;dia do diagn&#xF3;stico de CLL foi de 62 meses para todo o grupo, enquanto a sobrevida m&#xE9;dia desde o in&#xED;cio da CVP foi de 30 meses. Pacientes que atingiram uma resposta cl&#xED;nica completa ou uma resposta parcial tiveram uma sobrevida m&#xE9;dia de 37,5 meses, enquanto os pacientes n&#xE3;o responsivos tiveram uma taxa de sobrevida de 5 meses. Todos os pacientes que respondem as melhorias que foram evidentes durante o primeiro m&#xEA;s de tratamento. Oito pacientes tiveram o controle da doen&#xE7;a prolongada (dura&#xE7;&#xE3;o 1-4 anos), sem terapia de manuten&#xE7;&#xE3;o ou com terapia de manuten&#xE7;&#xE3;o CVP. Apesar do tratamento agressivo um grupo de pacientes exibir 89% de insufici&#xEA;ncia da medula &#xF3;ssea no pr&#xE9;-tratamento, foram observadas 2 mortes no tratamento, devido &#xE0; infec&#xE7;&#xE3;o. Caso contr&#xE1;rio, a toxicidade foi geralmente ligeira e revers&#xED;vel. De 11 pacientes trombocitop&#xEA;nicos, apenas quatro tiveram uma redu&#xE7;&#xE3;o ainda maior em sua contagem de plaquetas e nenhum paciente teve hemorragia grave. Sete dos 12 pacientes com <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/esplenomegalia/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">esplenomegalia</a> acentuada e citopenia conseguiram pelo menos uma remiss&#xE3;o parcial.</p> <p>CVP parece ser eficaz sem correr riscos desnecess&#xE1;rios para pacientes com leucemia linfoc&#xED;tica cr&#xF4;nica refrat&#xE1;ria e pode oferecer uma alternativa e para esplenectomia em pacientes selecionados.<sup> 13</sup></p> <h4>Leucemia linfobl&#xE1;stica aguda</h4> <p>Apesar da taxa de sobrevida global de quase 80% para leucemia linfobl&#xE1;stica aguda (LLA-T de c&#xE9;lulas T em pacientes pedi&#xE1;tricos, h&#xE1; um subconjunto de pacientes refrat&#xE1;rios para regimes de quimioterapia convencionais e que poderiam beneficiar-se de novas abordagens de tratamento. Ao longo do per&#xED;odo de 2 anos, foram tratados 5 pacientes pedi&#xE1;tricos refrat&#xE1;rios com LLA-T, com idade entre 3 a 15 anos, com altas doses de ciclofosfamida (CY) a uma dose de 2.100 mg/m<sup>2</sup>, durante 2 dias consecutivos, isoladamente (N = 1) ou em combina&#xE7;&#xE3;o com outros agentes de quimioterapia (N = 4). Quatro destes cinco pacientes tiveram uma redu&#xE7;&#xE3;o de 1,5 log na carga da doen&#xE7;a. Tr&#xEA;s dos cinco pacientes apresentaram qualquer evid&#xEA;ncia de doen&#xE7;a residual m&#xED;nima (DRM) depois de doses elevadas de CY. Um paciente desenvolveu&amp;nbsp;grau 4 transit&#xF3;rio e um paciente desenvolveu grau 3 tiflite. Todos os cinco pacientes, na &#xFA;ltima an&#xE1;lise procederam &#xE0; transplante de c&#xE9;lulastronco hematopo&#xE9;ticas, quando os n&#xED;veis DRM foram &lt;0,01%. Todos os pacientes com DRM persistente ap&#xF3;s o tratamento com quimioterapia convencional responderam a CY na dosagem aumentda. <sup>14</sup></p> <h4>Linfoma de Hodgkin</h4> <p>No per&#xED;odo de Outubro de 1999 e Maio de 2002, um estudo multic&#xEA;ntrico foi realizado para avaliar crian&#xE7;as e adolescentes com menos de 21 anos com linfoma de Hodgkin em est&#xE1;gio avan&#xE7;ado. Noventa e nove pacientes foram inclu&#xED;dos neste estudo, um paciente foi declarado ineleg&#xED;vel por causa da incapacidade de obter consentimento adequado.</p> <p>Os pacientes variaram na idade entre 4 a 20 anos (media de 14 anos). Os n&#xFA;meros de pacientes masculinos e femininos eram id&#xEA;nticos. 23 pacientes de fase II (23%), 17 de fase III (17%) e 58 de fase IV (59%). Oitenta pacientes (82%) apresentavam uma anterior massa mediastinal na entrada do estudo (51&#x2C2; um ter&#xE7;o do di&#xE2;metro intrator&#xE1;cica). A maioria dos pacientes apresentaram caracter&#xED;stica de alto risco, incluindo simtomas-B (70%), adenopatia hilar (73%), agregado nodal mais do que 10 cm (61%), e tr&#xEA;s ou mais regi&#xF5;es nodais (74%). Sessenta e quatro (63%) pacientes foram classificados com doen&#xE7;a em massa no momento do diagn&#xF3;stico. O resultado do estudo demonstrou que a intensifica&#xE7;&#xE3;o da dose de inicio com dose escalada BEACOPP n&#xE3;o &#xE9; apenas fact&#xED;vel, mas altamente eficaz em crian&#xE7;as e adolescentes com linfoma de Hodgkin em est&#xE1;gio avan&#xE7;ado. <sup>15</sup></p> <h4>Linfoma de Hodgkin &#x2013; COPP (ciclofosfamida, vincristina, procarbazina e prednisona)</h4> <p>Um estudo cooperativo entre v&#xE1;rios membros institucionais do Grupo Argentino para Tratamento da Leucemia Aguda (GATLA) foi realizado. Os efeitos foram os seguintes: 1) determinar se o regime de combina&#xE7;&#xE3;o de quatro drogas, ciclofosfamida, vincristina, procarbazina e prednisona (COPP), foram &#xFA;teis como tratamento de indu&#xE7;&#xE3;o para produzir uma taxa de remiss&#xE3;o completa mais elevada em pacientes com doen&#xE7;a de Hodgkin, linfossarcoma, e ret&#xED;culo-sarcoma de c&#xE9;lulas; 2) comparar a dura&#xE7;&#xE3;o da remiss&#xE3;o completa em pacientes com diferentes programas de manuten&#xE7;&#xE3;o e naqueles sem terapia adicional.</p> <p>Cento e noventa pacientes com doen&#xE7;a avan&#xE7;ada, linfossarcoma, ou sarcoma de c&#xE9;lulas do ret&#xED;culo ativo de Hodgkin foram tratados com uma combina&#xE7;&#xE3;o de ciclofosfamida, vincristina, procarbazina e prednisona (COPP), administrada de forma c&#xED;clica a cada m&#xEA;s. Os pacientes com expectativa de menos de 1 m&#xEA;s de vida foram exclu&#xED;dos. No entanto, os pacientes que tiveram quimioterapia ou radioterapia, incluindo o tratamento com um ou mais dos f&#xE1;rmacos utilizados no presente estudo, n&#xE3;o foram exclu&#xED;dos. A remiss&#xE3;o completa foi definida como aus&#xEA;ncia de qualquer evid&#xEA;ncia cl&#xED;nica de doen&#xE7;a. A remiss&#xE3;o parcial foi considerada como sendo redu&#xE7;&#xE3;o de mais do que a metade de qualquer massa de tumor mensur&#xE1;vel e a aus&#xEA;ncia de novas les&#xF5;es. Nenhuma resposta foi definida como evid&#xEA;ncia inequ&#xED;voca de persist&#xEA;ncia ou progress&#xE3;o do tumor.</p> <p>A remiss&#xE3;o completa foi produzida em 91 de 138 (66%) pacientes com doen&#xE7;a de Hodgkin e em 39 de 52 (75%) pacientes com linfoma n&#xE3;oHodgkin (linfossarcoma e sarcoma de c&#xE9;lulas reticulares). A taxa de resposta foi maior nos pacientes que completaram 6 ciclos de tratamento em compara&#xE7;&#xE3;o com aqueles que completaram apenas tr&#xEA;s a cinco ciclos: 77% <em>versus</em>. 45%, respectivamente, na doen&#xE7;a de Hodgkin, e 85% <em>versus</em> 46%, respectivamente, em linfoma n&#xE3;o-Hodgkin. A dura&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dia da remiss&#xE3;o foi maior nos pacientes com doen&#xE7;a de Hodgkin que completaram 6 ciclos (30 meses <em>versus</em> 10 meses). A dura&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dia da remiss&#xE3;o completa para o linfoma n&#xE3;o-Hodgkin foi de 14 meses. A resposta ao tratamento positivamente correlacionada com a taxa de sobrevida. O tempo m&#xE9;dio de sobrevida do in&#xED;cio do tratamento COPP para pacientes com doen&#xE7;a de Hodgkin foram de 7 meses para os que n&#xE3;o responderam, 14 meses para aqueles que alcan&#xE7;aram remiss&#xE3;o parcial, e mais de 48 meses para aqueles que atingiram a remiss&#xE3;o completa. Para os pacientes com linfoma n&#xE3;o-Hodgkin, o tempo m&#xE9;dio de sobrevida do in&#xED;cio do tratamento foi de 24 meses COPP para aqueles que n&#xE3;o responderam e aqueles que tiveram remiss&#xE3;o parcial, e mais de 32 meses para os alcan&#xE7;aram remiss&#xE3;o completa. Dos que responderam a taxa de remiss&#xE3;o completa com doen&#xE7;a de Hodgkin, 70% ainda est&#xE3;o vivos 84 meses ap&#xF3;s o diagn&#xF3;stico, e 63% dos pacientes com linfoma n&#xE3;o-Hodgkin est&#xE3;o vivos 48 meses ap&#xF3;s o diagn&#xF3;stico.</p> <p>O presente estudo foi realizado para determinar a efic&#xE1;cia da terapia combinada em associa&#xE7;&#xE3;o com quatro drogas de quimioterapicas (ciclofosfamida, vincristina, procarbazina e prednisona) (COPP) em pacientes com linfomas em fases tardias, com e sem tratamento pr&#xE9;vio. Considerando toda a popula&#xE7;&#xE3;o de paciente tratado com tr&#xEA;s ou mais ciclos, a remiss&#xE3;o completa foi alcan&#xE7;ada em 91 de 138 pacientes (66%) com doen&#xE7;a de Hodgkin e em 39 de 52 pacientes (75%) com linfoma n&#xE3;o-Hodgkin. Em pacientes que completaram 6 ciclos de tratamento COPP, as taxas de remiss&#xE3;o completa de resposta foram de 77% para aqueles com a doen&#xE7;a de Hodgkin e 85% para aqueles com linfoma n&#xE3;o-Hodgkin. As observa&#xE7;&#xF5;es no presente estudo demonstram que, 66% conclu&#xED;dos responderam a remiss&#xE3;o, 13% dos pacientes obtiveram remiss&#xE3;o completa somente ap&#xF3;s o sexto ciclo. Levando em conta esta constata&#xE7;&#xE3;o, &#xE9; importante ressaltar que o tratamento n&#xE3;o deve ser interrompido antes do sexto ciclo, mesmo que a remiss&#xE3;o ainda n&#xE3;o tinha sido obtida. Al&#xE9;m disso, este caso, dois ou mais ciclos seriam aconselh&#xE1;veis, ap&#xF3;s a conclus&#xE3;o do sexto ciclo. A quimioterapia pr&#xE9;via prejudicou a resposta. Por outro lado, a radioterapia anterior n&#xE3;o pareceu afetar a resposta. Pacientes com doen&#xE7;a avan&#xE7;ada e com sintomas generalizados tamb&#xE9;m mostraram uma resposta adversamente afetada. A dura&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dia completa da remiss&#xE3;o em pacientes com doen&#xE7;a de Hodgkin ap&#xF3;s 6 ciclos de tratamento COPP foi de 30 meses, em compara&#xE7;&#xE3;o com 10 meses em pacientes que completaram apenas tr&#xEA;s a cinco ciclos de COPP. A dura&#xE7;&#xE3;o da remiss&#xE3;o mantida no programa COPP, usando COPP a cada 3 meses, vinblastina a cada 15 dias, mais um ciclo de COPP a cada 6 meses, ou vinblastina isolada a cada 15 dias, foi semelhante ao do grupo com remiss&#xE3;o n&#xE3;o mantido. Existem duas grandes diferen&#xE7;as entre o COPP e programas COP. O programa incorpora COPP procarbazina, que n&#xE3;o est&#xE1; inclu&#xED;do no programa de COP. A procarbazina &#xE9; provavelmente t&#xE3;o eficaz como os agentes de alquila&#xE7;&#xE3;o ou alcal&#xF3;ides de vinca para a doen&#xE7;a de Hodgkin e pode ser fator importante na diferente dura&#xE7;&#xE3;o da remiss&#xE3;o. Al&#xE9;m disso, o esquema de administra&#xE7;&#xE3;o de ciclofosfamida e vincristina &#xE9; diferente: nos dias 1 e 7 no programa COPP e nos dias 1 e 14 de cada m&#xEA;s no programa COP. <sup>16</sup></p> <h4>C&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio</h4> <p>Estudo multic&#xEA;ntrico retrospectivo realizado para avaliar a efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a de quimioterapia metron&#xF4;mica com ciclofosfamida em pacientes com c&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio.</p> <p>A ciclofosfamida oral (Endoxan) foi administrada na dose de 50 mg por dia continuamente. A toxicidade e resposta ao tratamento foram avaliadas de acordo com os crit&#xE9;rios dos regimes VCI-CTC e RECIST. Tamb&#xE9;m foram avaliadas sobrevida livre de progress&#xE3;o da doenca (PFS &#x2013; <em>progression-free survival</em>) e sobrevida global (OS &#x2013; <em>overall survival</em>).</p> <p>Cinquenta e quantro pacientes foram analisados: 20 pacientes (37,0%) foram considerados principalmente platina refrat&#xE1;rio/resistente, enquanto 34 pacientes (63,0%) foram definidos como platina sens&#xED;vel; 79,6% dos pacientes tinham recebido &#x2265; 2 linha anteriores antes de iniciar o regime MOC. A taxa de resposta objetiva (ORR) foi de 20,4 %. 11 pacientes (20,4%) apresentaram doen&#xE7;a est&#xE1;vel e 8 deles tiveram uma dura&#xE7;&#xE3;o da resposta &#x2265;6 meses. Um total de 32 pacientes (59,2%) progrediu durante o tratamento. A m&#xE9;dia para PFS foi de 4 meses e a taxa de 12 meses foi de 19,6%; a m&#xE9;dia para OS foi de 13 meses e a taxa de OS de 12 meses foi de 51,5%.</p> <p>Pacientes responderam ao MOC, que mostrou ser mais favor&#xE1;vel que PFS (m&#xE9;dia = 17 meses) em compara&#xE7;&#xE3;o com pacientes com estabiliza&#xE7;&#xE3;o (m&#xE9;dia = 6 meses) ou progress&#xE3;o da doen&#xE7;a (m&#xE9;dia = 3 meses) (valor de P = 0.0001). A m&#xE9;dia de pacientes que responderam foi de 30 meses em compara&#xE7;&#xE3;o com 11 meses em casos de estabiliza&#xE7;&#xE3;o ou doen&#xE7;a com progress&#xE3;o (m&#xE9;dia de 8 meses) (P = P = 0,0001).</p> <p>Apenas um paciente apresentou grau 3 de anemia e 2 pacientes apresentaram toxicidade n&#xE3;o hematol&#xF3;gica de grau 3. Portanto, MOC pode fornecer uma alternativa v&#xE1;lida, em termos de rela&#xE7;&#xE3;o risco/beneficio no tratamento de pacientes tratado com ROC. <sup>17</sup></p> <h4>Neuroblastoma</h4> <p>Na presen&#xE7;a de fatores de risco cir&#xFA;rgicos (FRC), 6 sess&#xF5;es de quimioterapia alterando Carboplatina-Etoposideo e VincristinaCiclofosfamida-Doxorrubicina foram administradas, e a resse&#xE7;&#xE3;o cir&#xFA;rgica foi tentada ap&#xF3;s a quarta sess&#xE3;o. An&#xE1;lises de sobrevida foram realizadas utilizando uma abordagem de inten&#xE7;&#xE3;o de tratar. O principal objetivo era conseguir uma sobrevida de 5 anos acima de 80%. Das 191 crian&#xE7;as cadastradas, 160 foram avaliadas. Havia 62,5% com idade superior a 18 meses e 52,5% com histologia desfavor&#xE1;vel de acordo com a Classifica&#xE7;&#xE3;o Internacional de Neuroblastoma Patologia (CINP). A quimioterapia reduziu o n&#xFA;mero de FRCs em um ter&#xE7;o. A demora na cirurgia foi realizada em 86,3% dos pacientes e foi completa ou quase completa em 74%. O EFS 5 anos e OS foram 76,4% e 87,6%, respectivamente, com melhores resultados significativos para pacientes com menos de 18 meses ou com histologia favor&#xE1;vel. Essa estrat&#xE9;gia fornece resultados encorajadores em crian&#xE7;as maiores de 1 ano ou 12 meses com Neuroblastomas inoper&#xE1;veis localizada sem amplifica&#xE7;&#xE3;o MYCN. No entanto, em crian&#xE7;as com mais de 18 meses e com a histologia desfavor&#xE1;vel, &#xE9; recomendado um tratamento adicional.<sup> 18</sup></p> <h4>Formas severas e progressivas de nefrite l&#xFA;pica e granulomatose de Wegener</h4> <p>Os autores procuraram determinar, em primeiro lugar se pulso de metilprednisolona e pulso de ciclofosfamida tinham efic&#xE1;cia compar&#xE1;vel na gest&#xE3;o em longo prazo de nefrite l&#xFA;pica, segundo, se haviam diferen&#xE7;as na efic&#xE1;cia e toxicidade de cursos de curta e longa dura&#xE7;&#xE3;o com pulsos de ciclofosfamida.</p> <p>Sessenta e cinco pacientes (60 do sexo feminino, 5 do sexo masculino; faixa et&#xE1;ria intermedi&#xE1;ria 29 [10-48] anos) com nefrite l&#xFA;pica severa foram aleatoriamente selecionados para terapia de pulso mensal com metilprednisolona durante 6 meses (25 pacientes), terapia de pulso mensal com ciclofosfamida durante 6 meses (20 pacientes), ciclofosfamida mensalmente ou durante 6 meses seguidos trimestralmente por 2 anos adicionais (20 pacientes).</p> <p>Os pacientes foram distribu&#xED;dos aleatoriamente em um dos tr&#xEA;s grupos de tratamento (desenhado a partir de um conjunto de cart&#xF5;es marcados): a infus&#xE3;o intravenosa de 1.0 g/m<sup>2</sup> de metilprednisolona durante 30 minutos, inicialmente em tr&#xEA;s doses di&#xE1;rias, seguidas por doses &#xFA;nicas mensalmente durante 6 meses (25 pacientes), doses mensais individuais durante 6 meses de ciclofosfamida (0.5 - 1.0 g/m<sup>2</sup> administrada via infus&#xE3;o intravenosa durante 60 minutos (20 pacientes); doses &#xFA;nicas ou mensais durante 6 meses de ciclofosfamida, de acordo com o regime descrito acima, seguido por doses individuais trimestrais (0.5 - 1.0 g/m<sup>2</sup> ) por mais 2 anos (20 pacientes).</p> <p>Ciclofosfamida intravenosa foi seguida pela infus&#xE3;o de 2L/m<sup>2</sup> 0 - 45% de solu&#xE7;&#xE3;o salina durante 24 horas, os pacientes foram estimulados a urinar frequentemente, antiem&#xE9;ticos foram usados conforme a necessidade. A ciclofosfamida foi ajustada at&#xE9; um m&#xE1;ximo de 1.0 g/m<sup>2</sup>, se a contagem de leuc&#xF3;citos n&#xE3;o for abaixo de 1.500/microL at&#xE9; atingir os dias 10 - 14 ap&#xF3;s o tratamento. Detalhes da administra&#xE7;&#xE3;o da terapia de pulso foram publicados em outros estudos.</p> <p>Os pacientes tratados com terapia de pulso de metilprednisolona tiveram maior probabilidade de duplicar a <a href=\"https://consultaremedios.com.br/fitness/ganho-de-massa/proteinas/creatina/c\" target=\"_blank\">creatina</a> s&#xE9;rica do que aqueles tratados com ciclofosfamida a longo curso (p&lt;0.04). O risco de duplicar a creatinina n&#xE3;o foi significativamente diferente entre ciclofosfamida em curso de curta e longa dura&#xE7;&#xE3;o. No entanto os pacientes tratados com curso de curta dura&#xE7;&#xE3;o com ciclofosfamida tiveram uma probabilidade maior de exacerba&#xE7;&#xF5;es do que aqueles tratados com longo curso de ciclofosfamida (p&lt;0.01).</p> <p>Um curso prolongado de terapia com ciclofosfamida &#xE9; mais eficaz do que 6 meses de terapia com metilprednisolona na preserva&#xE7;&#xE3;o da fun&#xE7;&#xE3;o renal em pacientes com nefrite l&#xFA;pica grave. A adi&#xE7;&#xE3;o de um regime de manuten&#xE7;&#xE3;o trimestral para mensal de terapia com ciclofosfamida reduz a taxa de exacerba&#xE7;&#xF5;es. <sup>19</sup></p> <p>Os ensaios cl&#xED;nicos controlados em nefrite l&#xFA;pica demonstraram que a terapia com ciclofosfamida &#xE9; superior &#xE0; terapia de corticoster&#xF3;ide isolado. Os perfis de efic&#xE1;cia e de efeitos colaterais em longo prazo de regimes imunossupressores requerem mais estudos.</p> <p>Em um ensaio cl&#xED;nico randomizado e controlado com acompanhamento m&#xE9;dio de 11 anos, oitenta e dois (N = 82) pacientes com nefrite l&#xFA;pica proliferativa foram inclu&#xED;dos no centro clinico de &#x201C;National Institutes of Health, Bethesda, Maryland&#x201D; entre 1986 e 1990. A an&#xE1;lise inicial foi baseada nos dados coletados em 1 de maio de 1995. Os pacientes foram distribu&#xED;dos aleatoriamente para receber um dos tr&#xEA;s regimes: 1) metilprednisolona intravenosa 1 g/m<sup>2</sup> de &#xE1;rea de superf&#xED;cie corporal administrada como <em>bolus</em> mensalmente durante pelo menos 12 meses e at&#xE9; 36 meses; 2) ciclofosfamida intravenosa 1 g/m<sup>2</sup> da &#xE1;rea de superf&#xED;cie corporal, como <em>bolus</em> mensalmente durante 6 meses consecutivos e em seguida uma vez cada 3 meses durante pelo menos 24 meses adicionais, ou 3) terapia combinada destes dois regimes.</p> <p>Em uma an&#xE1;lise de sobrevida de inten&#xE7;&#xE3;o de tratar, a probabilidade de falha do tratamento foi significativamente menor em ciclofosfamida (P = 0,04) e terapia combinada (P = 0,002) em rela&#xE7;&#xE3;o ao grupo de metilprednisolona. A terapia combinada e terapia com ciclofosfamida isolada n&#xE3;o diferiram estatisticamente em termos de efic&#xE1;cia ou efeitos adversos. Dos pacientes que completaram o protocolo (N = 65), a propor&#xE7;&#xE3;o de pacientes que havia duplica&#xE7;&#xE3;o da concentra&#xE7;&#xE3;o da creatinina do soro era significativamente mais baixa no grupo de combina&#xE7;&#xE3;o do que no grupo de ciclofosfamida (risco relativo, 0,095 [IC de 95%, 0,01 para 0,842]).</p> <p>Com acompanhamento prolongado, a terapia com ciclofosfamida continuou a mostrar efic&#xE1;cia superior ao longo da terapia com metilprednisolona sozinho para o tratamento da nefrite l&#xFA;pica. A combina&#xE7;&#xE3;o da terapia de ciclofosfamida e metilprednisolona parecem fornecer benef&#xED;cio adicional ao longo da terapia com ciclofosfamida sozinho e n&#xE3;o confere risco adicional para eventos adversos. <sup>20</sup></p> <p>H&#xE1; incerteza sobre a efic&#xE1;cia e toxicidade da terapia de <em>bolus</em> com metilprednisolona ou da combina&#xE7;&#xE3;o de metilprednisolona e ciclofosfamida no tratamento de nefrite l&#xFA;pica. Objetivo: 1) determinar se a terapia intensiva de <em>bolus</em> com metilprednisolona &#xE9; um substituto adequado para a terapia de <em>bolus</em> com ciclofosfamida e 2) se a combina&#xE7;&#xE3;o de metilprednisolona e ciclofosfamida &#xE9; superior &#xE0; terapia de <em>bolus</em> com metilprednisolona ou ciclofosfamida isolada.</p> <p>Estudo cl&#xED;nico randomizado controlado com pelo menos 5 anos de follow-up. 82 pacientes com nefrite l&#xFA;pica que tiveram 10 ou mais hem&#xE1;cias por campo de alta pot&#xEA;ncia, elementos celularess, protein&#xFA;ria (&gt;1g de prote&#xED;na por dia), e uma amostra de bi&#xF3;psia renal apresentou nefrite proliferativa. Interven&#xE7;&#xF5;es: Terapia de <em>bolus</em> com metilprednisolona intravenosa (1 g/m<sup>2</sup> &#xE1;rea da superf&#xED;cie corp&#xF3;rea), administrada mensalmente em no m&#xED;nimo 1 ano, terapia de <em>bolus</em> com ciclofosfamida intravenosa (0.5 at&#xE9; 1 g/m<sup>2</sup> da superf&#xED;cie corp&#xF3;rea) administrada mensalmente por 6 meses e em seguida trimestralmente ou terapia de <em>bolus</em> com ambos metilprednisolona e ciclosfosfamida.</p> <p>Remiss&#xE3;o renal ocorreu em 17 de 20 pacientes do grupo de terapia combinada (85%), 13 de 21 pacientes no grupo ciclofosfamida (62%) e 7 de 24 pacientes do grupo de metilprednisolona (29%) (P &lt; 0.001). Vinte oito pacientes (43%) n&#xE3;o atingiram a remiss&#xE3;o renal. Pela an&#xE1;lise da tabela de vida, a probabilidade da remiss&#xE3;o durante um per&#xED;odo de estudo foi maior no grupo tratado com terapia combinada do que no grupo de metilprednisolona (P = 0.028). A terapia de combina&#xE7;&#xE3;o e terapia com ciclofosfamida n&#xE3;o foram estatisticamente diferentes. Rea&#xE7;&#xF5;es adversas foram amenorreia (observados em 41% do grupo de ciclofosfamida, 43% do grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o e 7,1% do grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o e 0% do grupo metilprednisolona), necrose vascular observada em 11% do grupo de ciclofosfamida, 18% do grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o, e 22% de grupo metilpredinisolona), herpes zoster (observada em 15% do grupo ciclofosfamida, 21% do grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o e 3,7% do grupo metilprednisolona) e no m&#xED;nimo uma infec&#xE7;&#xE3;o (observada em 26% do grupo ciclofosfamida, 32% grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o, e 7,4% do grupo de metilprednisolona).</p> <p>Terapia de <em>bolus</em> mensal com metilprednisolona foi menos eficaz do que a terapia de <em>bolus</em> mensal com ciclofosfamida. A tend&#xEA;ncia para uma maior efic&#xE1;cia com a terapia combinada foi observada. <sup>21</sup></p> <p>Estudo prospectivo das caracter&#xED;sticas cl&#xED;nicas, fisiopatologia, tratamento e progn&#xF3;sticos de granulomatose de Wegener.</p> <p>Dos 180 pacientes com granulomatoses de Wegener que se refere o &#x201C; National Institute of Allergy and Infectious Diseases&#x201D; durante os &#xFA;ltimos 24 anos, 158 foram acompanhados por 6 meses a 24 anos (um total de 1.229 pacientes por ano). O regime constituiu em dia, a terapia oral de ciclofosfamida, 2 mg/kg do peso corporal, prednisona, 1mg/kg de peso corp&#xF3;reo. Muitos pacientes com doen&#xE7;a fulminante e rapidamente progressiva recebem 3 a 5 mg/kg de ciclofosfamida diariamente.</p> <p>Homens e mulheres foram igualmente representados, 97% dos pacientes eram brancos e 85% tinham mais de 19 anos de idade. O per&#xED;odo m&#xE9;dio de acompanhamento foi de 8 anos, 133 pacientes (84%) receberam uma terapia padr&#xE3;o com ciclofosfamida di&#xE1;ria de baixa dose de glicocortic&#xF3;ides. Oito pacientes (5.0%) receberam apenas uma dose baixa de ciclofosfamida. Seis pacientes (4.0%) nunca receberam ciclofosfamida e foram tratados com outros agentes citot&#xF3;xicos e glicocorticoides. Dez pacientes (6.0 %) foram tratados apenas com glicocorticoides. 91 % dos pacientes apresentaram melhora acentuada, e 75% alcan&#xE7;aram a remiss&#xE3;o completa.</p> <p>50% das remiss&#xF5;es foram associadas com uma ou mais recidivas. Dos 99 pacientes acompanhados por &gt; 5 anos, 44% tiveram remiss&#xE3;o de &gt; 5 anos de dura&#xE7;&#xE3;o. 13% dos pacientes morreram com granulomatose de Wegener, causas relacionadas com o tratamento, ou ambos. Quase todos os pacientes tinham mobilidade grave caracter&#xED;sticas irrevers&#xED;veis da sua doen&#xE7;a (86%) ou efeitos colaterais do tratamento (42%).</p> <p>O curso da granulomatose de Wegener foi drasticamente melhorado por tratamento di&#xE1;rio com ciclofosfamida e glucocortic&#xF3;ides. No entanto, a morbidade da doen&#xE7;a relacionada com o tratamento muitas vezes &#xE9; profunda. Formas alternativas de terapia ainda n&#xE3;o atingiram as altas taxas de indu&#xE7;&#xE3;o da remiss&#xE3;o e manuten&#xE7;&#xE3;o de sucesso que foram relatadas com tratamento di&#xE1;rio de ciclofosfamida. Apesar do sucesso terap&#xEA;utico continuado com ciclofosfamida a longo prazo no acompanhamento de pacientes com granulomatose de Wegener, crescente preocupa&#xE7;&#xF5;es sobre a toxicidade resultante da terapia com ciclofosfamida prolongada surgiram e incentivaram ainvestiga&#xE7;&#xE3;o de outros regimes terap&#xEA;uticos.<sup> 22</sup></p> <p>O uso de agentes citot&#xF3;xicos em doen&#xE7;as n&#xE3;o neopl&#xE1;sicas ainda &#xE9; uma quest&#xE3;o de preocupa&#xE7;&#xE3;o em rela&#xE7;&#xE3;o aos efeitos colaterais de curto e longo prazo. &#xC9; importante avaliar e mostrar claramente tanto a efic&#xE1;cia do regime terap&#xEA;utico a longo prazo de segmento, bem como a ocorr&#xEA;ncia de efeitos secund&#xE1;rios t&#xF3;xicos observados ao longo de um per&#xED;odo prolongado.</p> <p>Oitenta e cinco pacientes com granulomatose de Wegener foram estudados por 21 anos no National Institutes of Health. Os pacientes foram tratados com um protocolo que consiste em ciclofosfamida, 2 mg/kg de peso corporal por dia, com prednisona 1 mg/kg de peso corporal por dia, seguido por convers&#xE3;o de prednisona para um regime de dias alternados.</p> <p>As remiss&#xF5;es completas foram obtidas em 79 de 85 pacientes (93%). A dura&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dia da remiss&#xE3;o para os pacientes que vivem foi de 48,2 (+/- 3,6) meses. Vinte e tr&#xEA;s pacientes ficaram fora da terapia durante um per&#xED;odo m&#xE9;dio de 35,3 (+/- 6,3) meses sem terapia.</p> <p>Esse estudo fornece uma experi&#xEA;ncia em perspectiva com granulomatose de Wegener e remiss&#xF5;es que demonstram a longo prazo que podem ser induzidas e mantidas em um n&#xFA;mero extremamente elevado de pacientes por combina&#xE7;&#xE3;o de terapia com ciclofosfamida e prednisona por dia, em dias alternados.<sup> 23</sup></p> <h4>C&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio avan&#xE7;ado</h4> <p>Objetivo do estudo foi verificar se a adi&#xE7;&#xE3;o de doxorrubicina poderia melhorar a efic&#xE1;cia da CDDP (cisplatina) + ciclofosfamida em termos de taxa de resposta, sobrevida livre de progress&#xE3;o e sobrevida de c&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio avan&#xE7;ado.</p> <p>Ap&#xF3;s cirurgia prim&#xE1;ria, 125 pacientes com c&#xE2;ncer epitelial de ov&#xE1;rio (Federa&#xE7;&#xE3;o Internacional de Ginecologia e Obstetr&#xED;cia [FIGO] Ic + Ilb + IUC = 22 pacientes, FIGO III = 82 pacientes, FIGO IV = 21 pacientes) foram separados aleatoriamente para receber PC (cisplatina 50 mg/m<sup>2</sup> + ciclofosfamida 600 mg/m<sup>2</sup> por dia durante 28 dias) ou PAC (PC + doxorubicina 45 mg/m<sup>2</sup>). Ap&#xF3;s 6 ciclos os pacientes foram submetidos clinicamente ou com doen&#xE7;a ressec&#xE1;vel residual livre de doen&#xE7;a &#xE0; segunda cirurgia. Ap&#xF3;s reestadiamento pacientes com resposta cir&#xFA;rgica completa (CR) interromperam o tratamento, enquanto os que responderam parcialmente (PR) receberam mais 6 cursos; pacientes cuja doen&#xE7;a progrediu foram exclu&#xED;dos do estudo.</p> <p>Entre os pacientes com doen&#xE7;a mensur&#xE1;vel, as seguintes respostas cl&#xED;nicas foram observadas: PC = 20% CR, 34,3% PR, 14,3% doen&#xE7;a est&#xE1;vel e progress&#xE3;o de 31,4%; PAC = 40,6% de CR, 15,6% PR 12,5% a doen&#xE7;a est&#xE1;vel, e 31,3% progress&#xE3;o. Nos 75 pacientes submetidos &#xE0; segunda an&#xE1;lise, os resultados obtidos foram os seguintes: PC = 39,5% CR, 36,8% PR, 7,9% doen&#xE7;a est&#xE1;vel, e 15,8% progress&#xE3;o; PAC = 62,2% de CR 18,9% PR, 10,8% doen&#xE7;a est&#xE1;vel, e 8,1% progress&#xE3;o. A diferen&#xE7;a na resposta completa cir&#xFA;rgica em favor do regime PAC &#xE9; significativa (P &lt;0,05). A sobrevida m&#xE9;dia e sobrevida livre de progress&#xE3;o foram de 800 e 400 dias, respectivamente, para PAC; sobrevida m&#xE9;dia e sobrevida livre de progress&#xE3;o foram de 680 e 380 dias, respectivamente, para PC. Estas diferen&#xE7;as n&#xE3;o s&#xE3;o significativas. A probabilidade de sobrevida foi afetada pelo est&#xE1;gio FIGO, quantidade de doen&#xE7;a residual, histologia, status de performance e a resposta em segundo estudo, enquanto nenhuma influ&#xEA;ncia foi observada de acordo com o grau de diferencia&#xE7;&#xE3;o do tumor e idade.</p> <p>Este estudo relata descobertas relevantes para o tratamento de cancer de ov&#xE1;rio. (1) A doxorrubicina &#xE9; uma droga eficaz que pode aumentar de forma significativa a taxa de CR cir&#xFA;rgica conseguida com CDDP e ciclofosfamida; a utilidade dos regimes contendo doxorrubicina foi descrita por outros autores.(2) Apesar de uma taxa mais elevada de CR, o regime PAC n&#xE3;o parece melhorar a sobrevida e sobrevida livre de progress&#xE3;o.(3) Uma vez que 21% dos nossos pacientes em CR cir&#xFA;rgica morrem de c&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio CR cir&#xFA;rgica ap&#xF3;s 6 ciclos de quimioterapia pode n&#xE3;o ser requisito suficiente para interromper o tratamento.(4) esquemas quimioter&#xE1;picos eficazes podem superar a import&#xE2;ncia de fatores progn&#xF3;sticos tais como a doen&#xE7;a residual volumosa e diferencia&#xE7;&#xE3;o tumoral deficiente. (5) O regime PAC parece ser equit&#xF3;xico com PC e &#xE9; adequado para administra&#xE7;&#xE3;o em n&#xED;vel ambulatorial. Finalmente, mesmo que nenhuma vantagem na sobrevida &#xE9; aparente at&#xE9; agora, acredita-se que o regime PAC &#xE9; mais eficaz para induzir CR cir&#xFA;rgica .<sup> 24</sup></p> <p>Quimioterapia em combina&#xE7;&#xE3;o que inclui um agente de alquila&#xE7;&#xE3;o e derivado de platina t&#xEA;m altas taxas de resposta em mulheres com c&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio avan&#xE7;ado. Tais combina&#xE7;&#xF5;es proporcionam um controle a longo prazo da doen&#xE7;a em alguns pacientes. Foram comparados duas combina&#xE7;&#xF5;es, cisplatina e ciclofosfamida e cisplatina e paclitaxel, em mulheres com c&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio.</p> <p>Foram distribu&#xED;das 410 mulheres com c&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio avan&#xE7;ado e massas residuais maiores do que 1 cm ap&#xF3;s a cirurgia inicial para receber cisplatina (75 mg/m<sup>2</sup> ASC) com ciclofosfamida (750 mg/m<sup>2</sup>) ou paclitaxel (135 mg /m<sup>2</sup> durante um per&#xED;odo de 24 horas).</p> <p>386 mulheres preencheram todos os crit&#xE9;rios de elegibilidade. Fatores progn&#xF3;sticos conhecidos foram semelhantes nos dois grupos de tratamento. Alopecia, neutropenia, febre e rea&#xE7;&#xF5;es al&#xE9;rgicas foram notificadas mais frequentemente no grupo cisplatina-paclitaxel. Entre 216 mulheres com doen&#xE7;a mensur&#xE1;vel, 73% no grupo de cisplatina e paclitaxel responderam &#xE0; terapia, em compara&#xE7;&#xE3;o com 60% no grupo de cisplatina e ciclofosfamida (P = 0,01). A frequ&#xEA;ncia de resposta completa foi verificada cirurgicamente semelhante nos dois grupos. Sobrevida livre de progress&#xE3;o foi significativamente maior (P &lt;0,001) no grupo de cisplatina-paclitaxel e no grupo de cisplatina e ciclofosfamida (m&#xE9;dia, 18 <em>versus</em> 13 meses). A sobrevida foi tamb&#xE9;m significativamente mais longa (P &lt;0,001) no grupo de cisplatina e paclitaxel (m&#xE9;dia 38 <em>versus</em> 24 meses).</p> <p>Incorporando paclitaxel em terapia de primeira linha melhora a dura&#xE7;&#xE3;o de sobreviv&#xEA;ncia livre de progress&#xE3;o e de sobreviv&#xEA;ncia global em mulheres com c&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio est&#xE1;gio III e IV incompletamente ressecado. <sup>25</sup></p> <h4>Indu&#xE7;&#xE3;o de remiss&#xE3;o em plasmacitoma - VBMCP (vincristina, carmustina, melfalano, ciclofosfamida e prednisona)</h4> <p>Um estudo controlado randomizado para testar a hip&#xF3;tese de terapia inicial agressiva utilizando doses elevadas de ciclofosfamida e alfa-2- interferon pode ser superior &#xE0; combina&#xE7;&#xE3;o padr&#xE3;o de agente de alquila&#xE7;&#xE3;o de regimes no tratamento de mieloma recentemente diagnosticada. Eastern Cooperative Oncology Group Study selecionou 268 pacientes n&#xE3;o tratados previamente com mieloma m&#xFA;ltiplo ativo randomizados para vincristina, carmustina (BCNU), melfalano, ciclofosfamida e prednisona (VBMCP) ou VBMCP mais doses elevadas de ciclofosfamida (HiCy) e interferon &#x3B1;2&#x3B2; recombinante (IFN).</p> <p>A resposta objetiva global foi de 62% no regime de VBMCP e 68% no VBMCP + HiCy grupo + IFN. A resposta quase completa (NCR) e resposta completa (CR) taxas foram 8,1% e 8,9%, respectivamente. Sobrevida livre de progress&#xE3;o (PFS) foi de 22,1 e 25,3 meses, respectivamente. A sobrevida global m&#xE9;dia (OS) para os pacientes tratados com VBMCP foi de 37,1 meses e 41,3 meses para aqueles tratados com VBMCP + HiCy + IFN (P = 0,38). As taxas de sobrevida global em 5 anos n&#xE3;o foram significativamente diferentes entre os 2 bra&#xE7;os do estudo, 26,4% e 33%, respectivamente. Toxicidade letal ocorreu em 15 pacientes, incluindo 10 a partir de infec&#xE7;&#xE3;o, mas n&#xE3;o houve diferen&#xE7;a significativa em toxicidades letais entre os dois regimes.</p> <p>O estudo demonstrou um beneficio significativo com adi&#xE7;&#xE3;o de alta dose de ciclofosfamifa e alfa-2 interferon ao VCMCP. <sup>26</sup></p> <p>O Eastern Cooperative Oncology Group (ECOG) realizou uma fase de compara&#xE7;&#xE3;o III de melfalano e prednisona (MP) com vincristina, carmustina (BCNU), melfalano, ciclofosfamida e prednisona (VBMCP), em uma tentativa de determinar qual destes regimes deve ser o padr&#xE3;o para tratamento mieloma m&#xFA;ltiplo.</p> <p>479 pacientes n&#xE3;o tratados previamente com mieloma m&#xFA;ltiplo de 23 institui&#xE7;&#xF5;es ECOG foram inscritos. O tratamento foi atribu&#xED;do de forma aleat&#xF3;ria e consistiu em ciclos de 4 semanas de MP-semana ou 5 ciclos de VBCMP. Ap&#xF3;s 1 ano de terapia de indu&#xE7;&#xE3;o, os pacientes receberam manuten&#xE7;&#xE3;o de MP ou terapia VBMCP em intervalos de 6 e 8 semanas, respectivamente, at&#xE9; reca&#xED;da. Os pacientes que apresentaram falha no tratamento com MP eram eleg&#xED;veis para a terapia de crossover com terapia VBMCP em intervalos de 6 e 8 semanas, respectivamente, at&#xE9; reca&#xED;da. Os pacientes que apresentaram falhas durante o tratamento com MP foram eleg&#xED;veis para a terapia de crossover com VBMCP.</p> <p>Respostas objetivas foram obtidas em 51% dos pacientes que receberam MP, em compara&#xE7;&#xE3;o com 72% dos pacientes que receberam VBMCP (P &lt;0,001). A dura&#xE7;&#xE3;o da resposta tamb&#xE9;m foi superior com VBMCP (m&#xE9;dia, 18 meses com MP <em>versus</em> 24 meses com VB MC P ; P = 0,007). A sobrevida global n&#xE3;o foi significativamente diferente entre MP e VBMCP (P = 0,30). A sobrevida em 5 anos para VBMCP foi de 26%, em compara&#xE7;&#xE3;o com 19% para o MP. VBMCP foi associado com n&#xE1;usea, toxicidade do nervo perif&#xE9;rico, alopecia e neutropenia, mas a taxa de infec&#xE7;&#xE3;o foi igual &#xE0; observada com MP. Ambos os regimes geralmente foram bem tolerados. A principal exce&#xE7;&#xE3;o foi em pacientes idosos que foram confinados &#xE0; cama, tiveram um risco maior de morte com VBMCP. Os dois regimes produziram uma incid&#xEA;ncia semelhante de s&#xED;ndrome mielodispl&#xE1;sica secund&#xE1;ria tarde e leucemia aguda. VBMCP Crossover para pacientes que n&#xE3;o responderam com MP foi apenas minimamente eficaz, com uma taxa de resposta objetiva de 20% e sobrevida m&#xE9;dia de 11 meses ap&#xF3;s o crossover.</p> <p>VBMCP &#xE9; mais eficaz do que MP em produzir e sustentar a remiss&#xE3;o do mieloma m&#xFA;ltiplo. Est&#xE1; associado com uma vantagem de sobrevida marginal e uma maior probabilidade de sobrevida de aproximadamente 5 anos para os pacientes que conseguem tolerar quimioterapia de combina&#xE7;&#xE3;o intensa moderadamente. C&#xE2;ncer 1997; 79: 1561-7. <sup>27</sup></p> <p>Resultados de um estudo prospectivo randomizado realizado pela Intergroupe Francais du Mye&apos;lome (IFM 90) suportam a terapia de c&#xE9;lulas com altas doses hematopoi&#xE9;ticas aut&#xF3;logas (HDT),com aumento de taxas de resposta completa observadas, sobrevida livre de progress&#xE3;o (PFS) e sobrevida global (OS) estendidas em compara&#xE7;&#xE3;o com as terapias de dose padr&#xE3;o (SDT) para pacientes com mieloma m&#xFA;ltiplo (MM).</p> <p>Em 1993 tr&#xEA;s grupos cooperativos da Am&#xE9;rica do Norte iniciaram um estudo prospectivo randomizado (S9321) comparando HDT (melfalano [MEL] 140 mg/m<sup>2</sup> mais irradia&#xE7;&#xE3;o total do corpo 12 Gy) com SDT usando a vincristina, carmustina, MEL, ciclofosfamida e regime de prednisona. Respondedores em ambos os bra&#xE7;os (&#x2265; 75%) foram aleatoriamente selecionados para interferon (IFN) ou nenhum tratamento de manuten&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>No per&#xED;odo m&#xE9;dio de acompanhamento de 76 meses, n&#xE3;o foram observadas diferen&#xE7;as nas taxas de resposta entre os 2 bra&#xE7;os do estudo (HDT, N = 261 pacientes; SDT, N = 255 pacientes). Desta forma, PFS e dura&#xE7;&#xF5;es de OS n&#xE3;o diferiram entre o HDT e bra&#xE7;os SDT, com estimativas de PFS, de 17% e 16%, de 7 anos, respectivamente, e OS de 37% e 42%, respectivamente. Dos 242 pacientes que alcan&#xE7;aram redu&#xE7;&#xE3;o do tumor, pelo menos em 75%, n&#xE3;o foram observadas nenhuma diferen&#xE7;a em PFS ou OS entre os 121 pacientes aleatoriamente randomizados para IFN e 121 pacientes aleatoriamente selecionados para nenhuma terapia de manuten&#xE7;&#xE3;o. Entre 157 pacientes reincidentes no SDT, 87 receberam um autotransplante de salvamento; seu tempo m&#xE9;dio de sobrevida de 30 meses foi apenas um pouco melhor do que o tempo de sobrevida dos pacientes restantes que foram geridos com mais SDT (23 meses; P = 0,13).</p> <p>Os regimes HDT e SDT utilizados em S9321 produziram tempo de dura&#xE7;&#xE3;o compar&#xE1;veis de PFS e OS de. Terapia de manuten&#xE7;&#xE3;o IFN n&#xE3;o beneficiou os pacientes que conseguiram &#x2265; 75% de redu&#xE7;&#xE3;o do tumor em cada bra&#xE7;o. <sup>28</sup></p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. 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Untch &amp; G. von Minckwitz, on behalf of the German Breast Group Investigators; Neoadjuvant bevacizumab and anthracycline &#x2013; taxane-based chemotherapy in 678 triple-negative primary breast cancers; results from the geparquinto study (GBG44);Annals of Oncology; 2013; Volume 24: 2978-2984.<br> 3. Joan M. Bull, MD, Douglass C. Tormey, MD, PhD, Shou-Hua Li, PhD, Paulo P, Carbone, MD, Geofrey Falkson, MD, Johannes B lom, MD, Elliot Perlin, MD, AND Richard Simon, PhD; A randomized comparative trial of Adriamycin versus methotrexate in combination drug therapy; American Cancer Society; 1978; Volume 41: 1649-1657.<br> 4. 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Diaz-Rubio On behalf of the GEICAM Group (Spanish Breast Cancer Research Group), Spain; Doxorubicin in combination with fluorouracil and cyclophosphamide (i.v FAC regimen, day 1, 21) versus methotrexate in combination with fluorouracil and cyclophosphamide (i.v. CMP regimen, day 1, 21) as adjuvant chemotherapy for operable breast cancer: a study by the GEICAM group; European Society for Medical Oncology; 2003; Volume 14: 833-843.<br> 7. Jian Li, Ping Chen, Chun-Hua, Xiao-Qin Li, qian-Lei Bao; Outcome and treatment in elderly patients with small cell lung cancer: A retrospective study; Geriatr Gerontol International; 2009; Volume 9: 172-182.<br> 8. 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Boumpas, MD: Combination Therapy with pulse Cyclophosphamide plus Pulse Methylprednisolone Improves LongTerm Renal Outcome without Adding Toxicity in Patients with Lupus Nephritis; Annals of Internal Medicine; 2001; Volume 135; number 4.<br> 21. Mark F. Gourley, MD; Howard A. Austin III, MD; Dorothy Scott, MD; Cheryl H. Yarboro, RN; Ellen M. Vaughan, RN; Joanne Muir, RN; Dimitrius T. Boumpas, MD; John H. Klippel, MD; James E. Balow, MD; and Alfred D. Steinberg, MD; Methylprednisolone and Cyclophosphamide, Alone or in Combination, in Patients with Lupus Nephritis; Annals of Internal Medicine; 1996; Volume 125; number 7.<br> 22. Gary S. Hoffman, MD; Gail S. Kerr, MD; Randi Y. Leavitt, MD, PhD; Claire W. Hallahan, MS; Robert S. Lebovics, MD; William D. Travis, MD; Menachem Rottem, MD; and Anthony S. Fauci, MD; Wegener Granulomatosis: An Analysis of 158 Patients; Annals of internal Medicine; 1992; Volume 116: 488-498.<br> 23. Anthony S. Fauci and Sheldon M. Wolff; Wegener&#x2019;s Granulomatosis: Sudies in eighteen patients and a review of the literature; Classics in Medicine; 1973; Volume 52: 535-561.<br> 24. By P.F. Conte, M. Bruzzone, S. Chiara, M.R. Sertoli, M.G. Daga, A. Rubagotti, A. Conio, M. Ruvolo, R. Rosso, L. Santi, F. Carnino, M. Cottini, C. Mossetti, E. Guercio, M. Gatti, P.N. Siliquini, M.L. Prelato, C. Durando, G. Giaccone, A. Calciati, D. Farinini, M. Centonze, S . Rugiati, G. Parodi, M. Messineo, A. Storace, G. Bernardini, F. Misurale, S. Alessandri, M. Casini, N. Ragni, G. Foglia, G. Bentivoglio, and G. Pescetto; A Randomized Trial Comparing Cisplatin Plus Cyclophosphamide Versus Cisplatin, Doxorubicin, and Cyclophosphamide in Advanced Ovarian Cancer; Journal of Clinical Oncology; 1986; Volume 4; number 6: 965-971.<br> 25. William P. MCGuire, M.D., William J. Hoskins, M.D., Mark F. Brady, B.S., Paul R. Kucera, M.D., Edward E. Partridge, M.D., Katherine Y. Look, M.D., Daniel L. 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Glick, M.D.; Comparison of Melphalan and Prednisone with Vincristine, Carmustine, Melphalan, Cyclophosphamide, and Prednisone in the Treatment of Multiple Myeloma; American Cancer Society; VBMCP vs. MP in the Treatment of Myeloma ;1997; Volume 79; number 8.<br> 28. Bart Barlogie, Robert A. Kyle, Kenneth C. Anderson, Philip R. Greipp, Hillard M. Lazarus, David D. Hurd, Jason McCoy, Dennis F. Moore Jr, Shaker R. Dakhil, Keith S. Lanier, Robert A. Chapman, Jeana N. Cromer, Sydney E. Salmon, Brian Durie, and John C. 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Este taut&#xF4;mero submete-se a convers&#xE3;o enzim&#xE1;tica para metab&#xF3;litos ativos e inativos (em particular, a mostarda de fosfaramida e acrole&#xED;na).</p> <p>O efeito citot&#xF3;xico de ciclofosfamida &#xE9; devido &#xE0; intera&#xE7;&#xE3;o de seus metab&#xF3;litos alquilantes e o DNA. A alquila&#xE7;&#xE3;o resulta em fraturas na fita e cross-linking do DNA. Durante o ciclo celular, a passagem pela fase G2 &#xE9; retardada. Os efeitos citot&#xF3;xicos n&#xE3;o s&#xE3;o espec&#xED;ficos para a fase do&amp;nbsp;ciclo celular. Acrole&#xED;na n&#xE3;o tem qualquer atividade antineopl&#xE1;sica, mas &#xE9; respons&#xE1;vel pelos efeitos colaterais urot&#xF3;xicos. O efeito imunossupressor de ciclofosfamida est&#xE1; sendo discutindo.</p> <p>A resist&#xEA;ncia cruzada, principalmente com agentes antineopl&#xE1;sicos estruturalmente relacionados com a <a href=\"https://consultaremedios.com.br/ifosfamida/bula\" target=\"_blank\">ifosfamida</a>, mas tamb&#xE9;m com outros agentes alquilantes, n&#xE3;o pode ser exclu&#xED;da.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <p>Os n&#xED;veis sangu&#xED;neos ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o intravenosa e administra&#xE7;&#xE3;o por via oral s&#xE3;o bioequivalentes.</p> <h4>Absor&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>A ciclofosfamida &#xE9; completamente absorvida a partir do trato gastrointestinal. Em seres humanos, a concentra&#xE7;&#xE3;o no plasma da subst&#xE2;ncia e de seus metab&#xF3;litos cai drasticamente dentro de 24 horas ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o intravenosa &#xFA;nica de ciclofosfamida marcada radioativamente, em que as concentra&#xE7;&#xF5;es plasm&#xE1;ticas detect&#xE1;veis podem estar presentes por at&#xE9; 72 horas.</p> <h4>Metabolismo</h4> <p>Sob condi&#xE7;&#xF5;es <em>in vitro</em>, a ciclofosfamida &#xE9; inativa. A bioativa&#xE7;&#xE3;o s&#xF3; ocorre no organismo. Pacientes com insufici&#xEA;ncia hep&#xE1;tica t&#xEA;m atraso no metabolismo de ciclofosfamida. Em casos patologicamente com diminui&#xE7;&#xE3;o da atividade da colinesterase, existe, por conseguinte, um aumento da meia-vida no soro. A ciclofosfamida foi detectada no l&#xED;quido cefalorraquidiano e no leite materno. A ciclofosfamida e seus metab&#xF3;litos ultrapassam a barreira placent&#xE1;ria.</p> <h4>Elimina&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>A ciclofosfamida tem uma meia-vida de aproximadamente 7 horas em adultos e aproximadamente 4 horas em crian&#xE7;as. A ciclofosfamida n&#xE3;o sofre nenhuma liga&#xE7;&#xE3;o de prote&#xED;na significativa. No entanto, a taxa de liga&#xE7;&#xE3;o de prote&#xED;na plasm&#xE1;tica dos seus metab&#xF3;litos &#xE9; de aproximadamente 50%. A ciclofosfamida e seus metab&#xF3;litos s&#xE3;o excretados principalmente por via renal. A modifica&#xE7;&#xE3;o da dose est&#xE1; indicada em pacientes com insufici&#xEA;ncia renal. Uma recomenda&#xE7;&#xE3;o comum &#xE9; a redu&#xE7;&#xE3;o da dose de 50%, na presen&#xE7;a de uma taxa de filtra&#xE7;&#xE3;o glomerular inferior a 10 ml/min.</p> <p>Uma redu&#xE7;&#xE3;o da dose de at&#xE9; 25% &#xE9; recomendada na presen&#xE7;a dos n&#xED;veis s&#xE9;ricos de bilirrubina no soro entre 3,1 e 5 mg/ml.</p> <h3>Rela&#xE7;&#xF5;es de farmacocin&#xE9;tica/farmacodin&#xE2;mica</h3> <p>Ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o intravenosa de dose elevada no contexto de transplante de medula &#xF3;ssea alog&#xEA;nica, a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica de ciclofosfamida nativa apresenta uma cin&#xE9;tica de primeira ordem linear. Um aumento da dose intra individual pelo fator 8 n&#xE3;o altera os par&#xE2;metros farmacocin&#xE9;ticos para ciclofosfamida ativa, menos de 15% da dose administrada &#xE9; excretada na forma inalterada atrav&#xE9;s da urina.</p> <p>No entanto, em compara&#xE7;&#xE3;o com uma terapia de ciclofosfamida convencional os metabolitos inativos s&#xE3;o aumentados, o que indica a satura&#xE7;&#xE3;o dos sistemas de enzimas de ativa&#xE7;&#xE3;o, mas n&#xE3;o os passos que levam a metaboliza&#xE7;&#xE3;o dos metab&#xF3;litos inativos.</p> <p>Durante o curso de uma terapia de doses elevadas de ciclofosfamida de v&#xE1;rios dias, as &#xE1;reas sob a curva de diminui&#xE7;&#xE3;o da subst&#xE2;ncia m&#xE3;e &#xE9; suscept&#xED;vel de tempo de concentra&#xE7;&#xE3;o no plasma devido &#xE0; autoindu&#xE7;&#xE3;o da atividade de metaboliza&#xE7;&#xE3;o de microssomas.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Genuxal Injetável?

Conservar o produto em temperatura inferior a 25°C. Proteger da luz e umidade. Desde que respeitados os cuidados de armazenamento o medicamento apresenta uma validade de 36 meses a contar da data de sua fabricação.

A solução reconstituída deve ser utilizada o mais rapidamente possível. Caso não seja utilizada, após a reconstituição com solução de cloreto de sódio 0,9% ou solução de glicose 5%, a solução reconstituída permanece estável por 24 horas, sob refrigeração.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Após o preparo, válido por 24 horas, sob refrigeração.

Aspectos físicos

O Genuxal é apresentado em pó branco e cristalino. Depois de preparada, a solução resultante deverá apresentar-se absolutamente límpida.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Fontes consultadas

  • <li><em>Bula do Profissional do Medicamento Genuxal.</em></li>

Dizeres Legais do Genuxal Injetável

Reg. MS nº 1.0683.0168.

Farm. Resp.:
Cintia Priscilla Guedes.
CRF-SP 62.366.

Importado por:
Baxter Hospitalar Ltda.
Av. Dr. Chucri Zaidan, 1.240, Torre B, 12º andar, conj 1201 e 1204
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CNPJ nº 49.351.786/0001-80.



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Embalado por:
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SAC - 08000125522.

Uso restrito a hospitais.

200mg, caixa com 10 frascos com pó para solução de uso intravenoso (frasco com capacidade de 20mL) (embalagem hospitalar)

Princípio ativo
:
Ciclofosfamida
Classe Terapêutica
:
Agentes Antineoplásicos Alquilantes
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Dispensação Sob Prescrição Médica Restrito a Hospitais)
Categoria
:
Câncer
Especialidade
:
Oncologia

Bula do medicamento

Genuxal Injetável, para o que é indicado e para o que serve?

Este medicamento é usado no tratamento de tumores malignos sensíveis à sua ação. Genuxal (ciclofosfamida) também é usado no tratamento de doenças do sistema imunológico.

Como o Genuxal Solução Injetável&nbsp;funciona?

{"tag":"hr","value":" <p>A ciclofosfamida, que &#xE9; o princ&#xED;pio ativo deste medicamento, interfere no crescimento de alguns tumores e, at&#xE9; certo ponto, com a regenera&#xE7;&#xE3;o de tecidos do organismo. Sua a&#xE7;&#xE3;o t&#xF3;xica &#xE0;s c&#xE9;lulas cancerosas &#xE9; a base para seu uso terap&#xEA;utico como agente antitumoral (m&#xE9;todo para tratar o <a href=\"https://consultaremedios.com.br/cancer/c\" target=\"_blank\">c&#xE2;ncer</a>) e para alguns efeitos colaterais associados ao seu uso.</p> <p>A ciclofosfamida tem propriedades imunossupressoras (reduz a quantidade de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/anticorpos/bula\" target=\"_blank\">anticorpos</a>) e &#xE9; absorvida por via oral e parenteral.</p> "}

Quais as contraindicações do Genuxal Injetável?

O tratamento com Genuxal (ciclofosfamida) é contraindicado em casos de alergia, suspeita ou conhecida, à ciclofosfamida.

Genuxal (ciclofosfamida) é contraindicado para pacientes portadores de problemas da medula óssea, varicela (catapora) ou Herpes zoster.

O uso de Genuxal (ciclofosfamida) durante a gravidez e a amamentação também está contraindicado.

Este medicamento é contraindicado para uso por mulheres grávidas e que estejam amamentando.

Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes portadores de problemas da medula óssea, varicela (catapora) ou Herpes zoster.

Como usar o Genuxal Injetável?

O conteúdo dos frascos-ampolas de Genuxal&nbsp;(ciclofosfamida) deve ser dissolvido em água para injeção na seguinte proporção

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center; width:618px\"> <p><strong>Genuxal (ciclofosfamida)</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:625px\"> <p><strong>&#xC1;gua para inje&#xE7;&#xE3;o</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:618px\"> <p>200 mg</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:625px\"> <p>10 mL</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:618px\"> <p>1000 mg</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:625px\"> <p>50 mL</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Imediatamente depois da adição da água para injeção, o frasco-ampola deverá ser vigorosamente agitado por 30 a 60 segundos. A solução deverá ser absolutamente límpida. Genuxal deve ser aplicado imediatamente após o preparo.

Posologia do Genuxal Solução Injetável

{"tag":"hr","value":" <p>A dose &#xE9; individual, sendo determinada por seu m&#xE9;dico de acordo com as suas necessidades.</p> <p>A terapia com ciclofosfamida s&#xF3; deve ser iniciada quatro a oito dias ap&#xF3;s a cirurgia.</p> <p>A dose de ataque intravenosa recomendada para pacientes sem defici&#xEA;ncias hematol&#xF3;gicas (no sangue) &#xE9; 40 - 50 mg/kg. Esta dose de ataque inicial total &#xE9; geralmente aplicada em doses divididas por um per&#xED;odo de dois a cinco dias.</p> <h3>Com frequ&#xEA;ncia, o tratamento quimioter&#xE1;pico deve ser mantido para eliminar ou retardar o crescimento das c&#xE9;lulas cancerosas. Uma variedade de posologias tem sido usada:</h3> <table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:610px\"> <p style=\"text-align:center\">10 a 15 mg/kg intravenoso</p> </td> <td style=\"width:616px\"> <p style=\"text-align:center\">A cada 7 a 10 dias</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:610px\"> <p style=\"text-align:center\">3 a 5 mg/kg intravenoso</p> </td> <td style=\"width:616px\"> <p style=\"text-align:center\">Duas vezes por semana</p> </td> </tr> </tbody> </table> <h3>Pacientes com insufici&#xEA;ncia renal</h3> <p>Como a ciclofosfamida &#xE9; excretada pela urina, um ajuste de dose pode ser necess&#xE1;rio em pacientes com insufici&#xEA;ncia renal.</p> <p><strong>Siga a orienta&#xE7;&#xE3;o de seu m&#xE9;dico, respeitando sempre os hor&#xE1;rios, as doses e a dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento. N&#xE3;o interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu m&#xE9;dico.</strong></p> <h2>O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Genuxal Solu&#xE7;&#xE3;o Injet&#xE1;vel?</h2> <hr> <p>N&#xE3;o interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu m&#xE9;dico.</p> <p><strong>Em caso de d&#xFA;vidas, procure a orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico ou de seu m&#xE9;dico, ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> </hr>"}

Quais cuidados devo ter ao usar o Genuxal Injetável?

Durante o tratamento com Genuxal&nbsp;(ciclofosfamida) devem ser tomadas as seguintes medidas para prevenção

  • <li>Verificar a exist&#xEA;ncia de problemas das vias urin&#xE1;rias, como infec&#xE7;&#xE3;o da bexiga (<a href="https://consultaremedios.com.br/sistema-urinario/cistite/c" target="_blank">cistite</a>), por exemplo;</li> <li>Aten&#xE7;&#xE3;o especial se voc&#xEA; j&#xE1; foi submetido &#xE0; radioterapia;</li> <li>Aten&#xE7;&#xE3;o especial se voc&#xEA; tiver com o sistema imunol&#xF3;gico debilitado, por exemplo, se for portador de <a href="https://consultaremedios.com.br/sistema-cardiovascular-circulacao/diabetes/c" target="_blank">diabetes</a>, problemas de rins e <a href="https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/figado/c" target="_blank">f&#xED;gado</a>;</li> <li>Aten&#xE7;&#xE3;o especial se voc&#xEA; j&#xE1; foi tratado anteriormente com outros agentes citot&#xF3;xicos;</li> <li>Controle peri&#xF3;dico do sangue e da urina.</li>

Interações medicamentosas

O uso de Genuxal (ciclofosfamida) junto com alguns medicamentos como barbituratos, alopurinol, agentes antidiabéticos, suxametônio, anticoagulantes, lovastatina, digoxina, citarabina, cloranfenicol e imunossupressores (diminuidores dos anticorpos) deve ser evitado, uma vez que tal prática pode levar ao aumento ou diminuição da ação esperada dos medicamentos.

Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Genuxal Injetável?

Durante o tratamento com Genuxal (ciclofosfamida), podem ocorrer reações desagradáveis, tais como

Diminuição do número de glóbulos brancos do sangue, anemia, náusea (enjoo), vômito, infecção da bexiga (cistite) acompanhada, ou não, de sangramento; lesões nos rins; pele amarelada (icterícia), alterações cardíacas e perda de cabelos.

Todas as reações acima descritas são reversíveis na maioria das vezes.

Genitourinárias:

Supressão gonadal, resultando em amenorréia (ausência de menstruação) ou azoospermia (ausência de espermatozóides vivos no esperma), relatada em alguns pacientes tratados com ciclofosfamida, parece ser relacionada à dose e duração da terapia. Este efeito, possivelmente irreversível, deve ser explicado antecipadamente aos pacientes tratados com ciclofosfamida. Não se sabe até que extensão a ciclofosfamida pode afetar as gônadas pré-puberais. Fibrose do ovário seguindo à terapia com ciclofosfamida também foi relatada.

Gastrointestinais:

Anorexia, náuseas e vômitos são comuns e relacionados à dose e à suscetibilidade individual. Há relatos isolados de casos de colite hemorrágica (condição inflamatória do intestino), ulceração da mucosa oral e icterícia (pigmentação amarelada, produzida por valores elevados de pigmentos biliares no sangue) durante a terapia.

Pele e suas estruturas:

Alopecia ocorre geralmente em pacientes tratados com ciclofosfamida. O crescimento de novo cabelo pode ser esperado após o tratamento com a droga ou mesmo durante o tratamento continuado da droga, embora possa ser diferente em textura ou cor. Ocasionalmente pacientes que receberam a droga podem apresentar erupção cutânea.

Pigmentação da pele e alterações nas unhas pode ocorrer. Relatos muito raros de síndrome de Stevens-Johnson (eritema multiforme bolhoso, que é a formação de bolhas no revestimento da boca, da garganta, do ânus, da região genital e dos olhos) e necrólise epidérmica tóxica (doença cutânea em que a camada superficial da pele se solta em lâminas) foram recebidos durante a vigilância pós-comercialização, devido à natureza dos relatórios de eventos adversos espontâneos, uma relação causal definitiva de ciclofosfamida não foi estabelecida.

Hematopoiéticas:

Leucopenia (diminuição do número de leucócitos no sangue) é um efeito esperado em pacientes tratados com ciclofosfamida e está relacionada com a dose da droga. Normalmente usado como guia para a terapia.

Leucopenia inferior a 2000 células/mm3 desenvolve geralmente em pacientes tratados com uma dose inicial da droga e menos freqüente e pacientes mantidos em doses menores. O grau de neutropenia (diminuição dos neutrófilos no sangue) é particularmente importante porque está relacionado com uma redução da resistência às infecções. Febre sem infecção documentada tem sido relatada em pacientes neutropênicos.

Trombocitopenia (redução do número de plaquetas no sangue) e/ou anemia podem ocorrer em alguns pacientes tratados com ciclofosfamida. Esses efeitos hematológicos geralmente podem ser revertidos através da redução da dose da droga ou por interrupção do tratamento. A recuperação da leucopenia normalmente começa em 7 a 10 dias após a interrupção da terapia.

Cistite Hemorrágica:

Pode ocorrer cistite hemorrágica estéril (inflamação da bexiga com sangramento urinário ) com a administração de ciclofosfamida; esta pode ser severa e até mesmo fatal; é causada provavelmente pelos metabólitos presentes na urina. Também foi relatada cistite não hemorrágica e/ou fibrosa da bexiga resultantes da administração de ciclofosfamida.

Células epiteliais atípicas podem ser encontradas no sedimento urinário. Ingerir grandes quantidades de líquido e urinar frequentemente ajudam a prevenir o aparecimento de cistite, mas, se esta ocorrer, é necessário interromper o tratamento com ciclofosfamida. A hematúria (presença de sangue visível na urina) normalmente regride espontaneamente dentro de poucos dias após a interrupção da terapia com ciclofosfamida, mas pode persistir por vários meses. Em casos severos, é necessário repor o sangue perdido.

A aplicação de eletrocauterização nas áreas telangiectáticas da bexiga e desvio do fluxo urinário têm sido métodos usados com sucesso no tratamento de casos persistentes. Criocirurgia também tem sido usada. Nefrotoxicidade, incluindo hemorragia e formação de coágulo na pelve renal, também foi relatada.

Infecções secundárias:

Como a ciclofosfamida pode exercer uma ação supressora em mecanismos imunes, a interrupção ou modificação da dosagem deve ser considerada para pacientes que desenvolvem infecções por bactérias, fungos ou vírus. Isto é necessário especialmente para pacientes que recebem terapia esteroidal concomitante, uma vez que as infecções são particularmente perigosas sob estas circunstâncias.

Potencial oncogênico e neoplasias secundárias:

A ciclofosfamida tem atividade oncogênica em ratos e camundongos. A possibilidade de esta droga apresentar potencial oncogênico em humanos submetidos à terapia imunossupressora por longo tempo deve ser considerada.

Desenvolveram-se neoplasias malignas secundárias em alguns pacientes tratados com ciclofosfamida isoladamente ou em associação com outras drogas e/ou modalidades antineoplásicas. Estas neoplasias malignas atingem com mais frequência a bexiga urinária, sendo do tipo mieloproliferativas e linfoproliferativas.

Neoplasias secundárias desenvolvem-se com maior frequência em pacientes tratados com ciclofosfamida portadores de doença mieloproliferativa primária na qual processos imunes estão patologicamente envolvidos.

Em alguns casos, a neoplasia secundária foi detectada vários anos após o término da terapia com ciclofosfamida. As neoplasias secundárias da bexiga geralmente ocorrem em pacientes que tenham desenvolvido cistite hemorrágica previamente.

Embora não tenha sido estabelecida uma relação causa-efeito entre a ciclofosfamida e o desenvolvimento de neoplasias malignas em humanos, a possibilidade de ocorrência deve ser considerada com base nos dados disponíveis, na avaliação risco-benefício para o uso da droga.

Sistema Respiratório:

A pneumonite intersticial (inflamação dos pulmões) foi relatada como parte da experiência pós-comercialização. Fibrose pulmonar intersticial (substituição do tecido pulmonar normal por um tecido cicatricial) tem sido relatada em pacientes recebendo altas doses de ciclofosfamida por um período prolongado.

Cicatrização:

A ciclofosfamida pode interferir com a cicatrização normal.

Outros:

Reações anafiláticas têm sido relatadas; a morte também tem sido relatada em associação com este evento. Possível sensibilidade cruzada com outros agentes alquilantes foi relatada. SIADH (síndrome da secreção inapropriada de ADH) tem sido relatada com o uso de ciclofosfamida. Mal-estar e astenia foram relatados como parte da experiência pós-comercialização.

Retenção inapropriada de água:

Com altas doses de ciclofosfamida há relatos de retenção inapropriada de água, resultando em hiponatremia, convulsão e morte. O efeito é direto sobre os túbulos renais.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

População Especial

Gravidez e amamentação

Genuxal (ciclofosfamida) não deve ser utilizado durante a gravidez e a amamentação. A manutenção de medidas contraceptivas pode ser necessária, mesmo após o término do seu tratamento.

Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término. Informe ao médico se está amamentando.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Qual a composição do Genuxal Injetável?

Apresentações

Pó extemporâneo (para preparação antes do uso) injetável:

Frasco-ampola de 200 mg.

Frasco-ampola de 1000 mg.

Cartucho com 10 frascos-ampola de 200mg.

Cartucho com 10 frascos-ampola de 1000mg.

Solução injetável reconstituída.

Via intravenosa.

Uso adulto e pediátrico.

Composição

Cada frasco-ampola de Genuxal 200 mg contém:

Ciclofosfamida monoidratada&nbsp;200 mg.

Cada frasco-ampola de Genuxal 1000 mg contém:

Ciclofosfamida monoidratada 1000 mg.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Genuxal Injetável maior do que a recomendada?

A superdose de Genuxal causa náusea (enjoo), vômitos e prostração (estado de depressão física e emocional), diminuição das células brancas do sangue, alopecia (perda total ou parcial dos cabelos) e ocasionalmente cistite (inflamação da bexiga). Devido à imunossupressão (diminuição de anticorpos), você pode ter infecções secundárias.

Não há um antídoto específico para uma superdose de ciclofosfamida. Por isso, você deve procurar auxílio médico, que tomará medidas para que você evacue o material não absorvido do trato gastrointestinal.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Genuxal Injetável com outros remédios?

Coadministração planejada ou administração sequencial de outras substâncias ou tratamento que possam aumentar a probabilidade ou a gravidade dos efeitos tóxicos (por meio de interações farmacodinâmicas ou farmacocinéticas) requer cuidadosa avaliação individual do benefício esperado em relação aos riscos. Os pacientes que recebem tais combinações devem ser cuidadosamente monitorados para sinais de toxicidade para permitir uma intervenção rápida.

Para pacientes tratados com ciclofosfamida e agentes que reduzem a sua ativação devem ser monitorados por um potencial de redução de eficácia terapêutica e a necessidade de ajuste de dose. Em geral os pacientes devem ser monitorados para o aumento/redução da eficácia terapêutica e/ou um aumento da frequência e gravidade dos efeitos secundários da interação da substância. Pode ser necessário ajuste de dose.

Interações com efeito negativo sobre as propriedades farmacocinéticas da ciclofosfamida e de seu metabólito:

A ativação reduzida da ciclofosfamida pode reduzir a eficácia do tratamento com ciclofosfamida.

As substâncias que reduzem a ativação da ciclofosfamida e por consequência reduz a eficácia do tratamento são:
  • <li>Aprepitant;</li> <li>Bupropiona;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/bussulfano/bula" target="_blank">Bussulfano</a>: al&#xE9;m da ativa&#xE7;&#xE3;o reduzida da ciclofosfamida, foi relatado que o <em>clearance</em> de ciclofosfamida teve redu&#xE7;&#xE3;o e a meia-vida foi prolongada em pacientes que receberam doses elevadas em menos de 24 horas depois de doses elevadas de bussulfano;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/cloranfenicol/bula" target="_blank">Cloranfenicol</a>;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/cloridrato-de-ciprofloxacino/pa" target="_blank">Ciprofloxacino</a>: al&#xE9;m da ativa&#xE7;&#xE3;o reduzida (utilizada para o condicionamento pr&#xE9;vio para transplante de medula &#xF3;ssea), foi relatado uma reca&#xED;da subjacente quando o ciprofloxacino foi administrado antes do tratamento com ciclofosfamida);</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/fluconazol/bula" target="_blank">Fluconazol</a>;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/itraconazol/bula" target="_blank">Itraconazol</a>;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/cloridrato-de-prasugrel/bula" target="_blank">Prasugrel</a>;</li> <li>Sulfonamida;</li> <li>Thiotepa: inibi&#xE7;&#xE3;o da bioativa&#xE7;&#xE3;o de ciclofosfamida por thiotepa em regime de altas doses de quimioterapia foi avaliado quando a thiotepa foi administrada uma hora antes da ciclofosfamida.</li>

Concentrações elevadas de metabólitos citotóxicos resultam em um aumento da frequência e da gravidade dos efeitos secundários e podem ocorrer devido à associação com os seguintes agentes:

  • <li><a href="https://consultaremedios.com.br/alopurinol/bula" target="_blank">Alopurinol</a>;</li> <li>Hidrato de cloral;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/cimetidina/bula" target="_blank">Cimetidina</a>;</li> <li>Disulfiram;</li> <li>Gliceralde&#xED;do;</li> <li>Indutores de enzimas hep&#xE1;ticas humanas microssomais extra-hep&#xE1;ticas (por exemplo, enzima do citocromo P450) pode aumentar a concentra&#xE7;&#xE3;o de metab&#xF3;litos citot&#xF3;xicos: o potencial de indu&#xE7;&#xE3;o enzim&#xE1;tico microssomal e extra-hep&#xE1;tica devem ser considerados em casos de tratamento pr&#xE9;vio ou concomitante com subst&#xE2;ncias conhecidas por induzir um aumento da atividade de tais enzimas, como a <a href="https://consultaremedios.com.br/rifampicina/bula" target="_blank">rifampicina</a>, o <a href="https://consultaremedios.com.br/fenobarbital/bula" target="_blank">fenobarbital</a>, a <a href="https://consultaremedios.com.br/carbamazepina/bula" target="_blank">carbamazepina</a>, <a href="https://consultaremedios.com.br/fenitoina/bula" target="_blank">fenito&#xED;na</a>, <a href="https://consultaremedios.com.br/hypericum-perforatum/bula" target="_blank">erva de S&#xE3;o Jo&#xE3;o</a> e corticosteroides;</li> <li>Inibidores da protease: as utiliza&#xE7;&#xF5;es concomitantes de inibidores de protease podem aumentar a concentra&#xE7;&#xE3;o de metab&#xF3;litos citot&#xF3;xicos. A utiliza&#xE7;&#xE3;o de regimes baseados em inibidores de protease foi encontrada para ser associado com maior incid&#xEA;ncia de infec&#xE7;&#xE3;o e de neutropenia em pacientes que recebem ciclofosfamida.</li>

Ondansetrona: houve relatos de interação farmacocinética entre ondansetrona e altas doses de ciclofosfamida, resultando em uma diminuição na área sob a curva de ciclofosfamida.

Interações farmacodinâmicas e interações de mecanismo desconhecido que afetam negativamente o uso de ciclofosfamida:

O uso combinado ou sequencial de ciclofosfamida e outros agentes com toxicidade similar, podem causar efeitos tóxicos.

Aumento da hematotoxicidade e/ou imunossupressão podem ser resultados do uso de ciclofosfamida combinado com:
  • <li>Inibidores de ECA: podem causar leucopenia;</li> <li>Natalizumab;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/paclitaxel/bula" target="_blank">Paclitaxel</a>: aumento de hematotoxicidade foi reportado quando administrado com ciclofosfamida ap&#xF3;s infus&#xE3;o de paclitaxel;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/pressao-alta/diureticos/c" target="_blank">Diur&#xE9;ticos</a> tiaz&#xED;dicos;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/zidovudina/bula" target="_blank">Zidovudina</a>.</li>
Aumento da cardiotoxidade pode ser resultado do uso de ciclofosfamida combinado com:
  • <li>Antraciclinas;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/citarabina/bula" target="_blank">Citarabina</a>;</li> <li>Pentostatina;</li> <li>Radioterapia na regi&#xE3;o card&#xED;aca</li> <li>Trastuzumab.</li>

Toxicidade pulmonar aumentada pode ser resultado do uso de ciclofosfamida combinado com:

  • <li><a href="https://consultaremedios.com.br/cloridrato-de-amiodarona/bula" target="_blank">Amiodarona</a>;</li> <li>G-CSF, GM-CSF (fator estimulante de col&#xF4;nias de granul&#xF3;citos e macr&#xF3;fagos): os relat&#xF3;rios sugerem um aumento do risco de toxicidade pulmonar em pacientes tratados com quimioterapia citot&#xF3;xica com ciclofosfamida e G-CSF, GM-CSF.</li>

Aumento da nefrotoxicidade pode ser resultado do uso de ciclofosfamida combinado com:

  • <li><a href="https://consultaremedios.com.br/anfotericina-b/bula" target="_blank">Anfotericina B</a>;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/indometacina/bula" target="_blank">Indometacina</a>: aguda intoxica&#xE7;&#xE3;o por &#xE1;gua foi relatada com o uso concomitante de indometacina.</li>

Aumento de outras toxicidades:

  • <li><a href="https://consultaremedios.com.br/azatioprina/bula" target="_blank">Azatioprina</a>: aumento do risco de hepatotoxicidade (necrose hep&#xE1;tica);</li> <li>Bussulfano: aumento da incid&#xEA;ncia de veno-oclus&#xE3;o hep&#xE1;tica e mucosite;</li> <li>Inibidores de protease: aumento da incid&#xEA;ncia de mucosite;</li> <li>Alopurinol e <a href="https://consultaremedios.com.br/hidroclorotiazida/bula" target="_blank">hidroclorotiazida</a>: antensifica&#xE7;&#xE3;o de efeito mielossupressor.</li>

Outras interações

Álcool

Redução da atividade antitumoral foi observada em animais portadores de tumor durante o consumo de álcool e concomitante com baixa dose de ciclofosfamida oral. Em alguns pacientes o álcool pode aumentar náuseas e vômitos induzidos pela ciclofosfamida.

Pacientes sob tratamento com ciclofosfamida não devem ingerir bebidas alcoólicas.

Etanercept

Em pacientes com granulomatose de Wegener, a adição de etanercept ao tratamento padrão com ciclofosfamida foi associada a uma maior incidência de tumores sólidos não cutâneos.

Metronidazol

Encefalopatia aguda foi relatada em um paciente recebendo ciclofosfamida e metronidazol, embora a associação causal não ser clara. Em um estudo animal a combinação de ciclofosfamida com metronidazol foi associada com o aumento da toxicidade de ciclofosfamida.

Tamoxifeno

O uso concomitante de tamoxifeno durante a quimioterapia pode aumentar o risco de complicações tromboembolísticas.

Interações que afetam a farmacocinética e ação de outras substâncias

Bupropiona

A ciclofosfamida metabolizada por CYP2B6 pode inibir o metabolismo de bupropiona. A ativação de bupropiona pode ser reduzida, resultando na diminuição de eficácia.

Cumarinas

Tanto um aumento (aumento do risco de hemorragia) quanto uma diminuição (diminuição da anticoagulação) em varfarina tiveram efeitos relatados em pacientes que receberam varfarina e ciclofosfamida.

Ciclosporina

Concentrações séricas mais baixas de ciclosporina foram observadas em pacientes que receberam uma combinação de ciclofosfamida a ciclosporina do que em pacientes que receberam apenas ciclosporina.

Relaxantes musculares despolarizantes

O tratamento com ciclofosfamida provoca uma inibição marcada e persistente da atividade da colinesterase. Este pode prolongar o bloqueio muscular produzido pela succinilcolina. Apnéia prolongada pode ocorrer com coadministração de relaxantes musculares despolarizantes (ex: succinilcolina). Se um paciente tiver sido tratado com ciclofosfamida 10 antes de ser programado para receber a anestesia geral, o anestesiologista deve ser alertado.

Digoxina, beta-acetildigoxina

Tratamento citotóxico foi relatado como prejudicial à absorção de comprimidos de digoxina e beta-acetildigoxina no intestino, o que resulta na diminuição da eficácia terapêutica.

Vacinas

Os efeitos imunossupressores da ciclofosfamida podem ser esperados para reduzir a resposta para vacinação. As utilizações de vacinas podem levar a uma infecção relacionada com a vacina.

Sulfonilureias

O efeito redutor de glicose no sangue pode ser intensificado se sulfonilureia for administrado em paralelo.

Verapamil

O tratamento citotóxico com ciclofosfamida pode prejudicar a absorção intestinal do verapamil.

Qual a ação da substância do Genuxal Injetável (Ciclofosfamida)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Comprimido</h3> <h4>C&#xE2;ncer de mama</h4> <p>A associa&#xE7;&#xE3;o de um taxano &#xE0; antraciclina como base da quimioterapia adjuvante prolonga a sobrevida de pacientes com c&#xE2;ncer de mama precoce com linfonodo positivo. No entanto, se &#xE9; prefer&#xED;vel um taxano em regime de dose-densa permanece desconhecido. Foi realizado um estudo randomizado para comprovar a efic&#xE1;cia da dose densa de paclitaxel <em>versus</em> <a href=\"https://consultaremedios.com.br/docetaxel/bula\" target=\"_blank\">docetaxel</a> em seguida a 5-fluorouracila, epirrubicina e ciclofosfamida (FEC), como quimioterapia adjuvante, em mulheres com linfonodo positivo no c&#xE2;ncer de mama precoce. Mulheres operadas por c&#xE2;ncer de mama com HER2-negativo e, pelo menos, um linfonodo axilar infiltrado foram randomizadas para receber quatro ciclos de FEC (700/75/700 mg/m<sup>2</sup>)seguidos por quatro ciclos paclitaxel (175 mg/ m<sup>2</sup>) ou docetaxel (175 mg/m<sup>2</sup>). Todos os ciclos foram administrados a cada 14 dias com associa&#xE7;&#xE3;o de G-CSF. O objetivo prim&#xE1;rio foi a sobrevida livre de doen&#xE7;a (SLD) em 3 anos. Entre 2004 e 2007, 481 mulheres foram randomizadas para paclitaxel (N = 241) e docetaxel (N = 240). Depois de um per&#xED;odo de acompanhamento m&#xE9;dio de 6 anos, 51 (21%) e 48 (20%) mulheres tiveram recidiva da doen&#xE7;a (P = 0,753) e n&#xE3;o houve diferen&#xE7;a significativa na sobrevida de doen&#xE7;a (SLD) entre o paclitaxel e o docetaxel (SLD em 3 anos: 87,4 <em>versus</em> 88,3%, respectivamente; (P = 0,633). As toxicidades foram pass&#xED;veis de controle, com graus 2 - 4 de neutropenia em 21% contra 31% (P = 0,01), trombocitopenia em 0,8% contra 3,4% (P = 0,06) e algum grau de neurotoxicidade em 17% comparado a 7,5% (P = 0,35) nos pacientes tratados com paclitaxel e docetaxel, respectivamente. N&#xE3;o ocorreram mortes por toxicidade. Em conclus&#xE3;o, a dose densa de paclitaxel <em>versus</em> docetaxel ap&#xF3;s FEC como adjuvante da quimioterapia, resultou em uma taxa de SLD em 3 anos semelhante em mulheres com c&#xE2;ncer de mama precoce com linfonodo axiliar positivo. Devido ao seu perfil de toxicidade mais favor&#xE1;vel, o paclitaxel &#xE9; o taxano de escolha, neste cen&#xE1;rio.<sup>1</sup></p> <p>Foi avaliada a taxa de resposta patol&#xF3;gica completa (RPC) ap&#xF3;s a quimioterapia neoadjuvante com epirrubicina (E), ciclofosfamida (C) edocetaxel, com e sem a adi&#xE7;&#xE3;o de bevacizumab, em pacientes com c&#xE2;ncer de mama triplo negativo (CMTN).</p> <p>Pacientes com cT1c-4d CMTN n&#xE3;o tratados apresentaram um subconjunto estratificado de 1948 participantes da parte de pacientes com HER2-negativo do estudo GeparQuinto. Os pacientes foram randomizados para receber quatro ciclos de CE (90/600 mg/m<sup>2</sup> q3w) seguidos por quatro ciclos de docetaxel (100 mg/m<sup>2</sup>; q3w) com ou sem bevacizumab (15 mg/kg; q3w) adicionado &#xE0; quimioterapia. Os pacientes foram randomizados para quimioterapia sem (N = 340) ou com bevacizumab (N = 323). As taxas de RPC foram de 27,9% e 39,3%, sem e com bevacizumab (P = 0,003). De acordo com as defini&#xE7;&#xF5;es de RPC, a adi&#xE7;&#xE3;o de bevacizumab aumentou esta taxa a partir de 30,9% para 41,8% (P = 0,0040), 36,2% para 46,4% (P = 0,009) e de 32,9% para 43,3% (P = 0,007). O tratamento com bevacizumab (OR 1,73, intervalo de confian&#xE7;a de 95% (IC) 1,23-2,42; (P = 0,002), o estagio menor do c&#xE2;ncer (OR 2,38, IC 95% 1,24-4,54; P = 0,009) e os c&#xE2;nceres de grau 3 (OR 1,68, IC 95% 1,14-2,48; (P = 0,009) foram confirmados como preditores independentes de maior RPC pela analise de regress&#xE3;o log&#xED;stica multivariada.</p> <p>Foi conclu&#xED;do que a adi&#xE7;&#xE3;o de bevacizumab para quimioterapia de CMTN aumenta significativamente as taxas de RPC.<sup>2</sup></p> <h4>C&#xE2;ncer de mama &#x2013; CAF (ciclofosfamida, doxorrubicina e fluoroacil)</h4> <p>O uso combinado de 5-fluorouracil, metotrexato e citoxan tornou-se padr&#xE3;o de terapia combinada para tratamento de c&#xE2;ncer de mama metast&#xE1;tico nos &#xFA;ltimos anos e agora &#xE9; usado como terapia adjuvante em doen&#xE7;a prim&#xE1;ria. Tornou-se importante comparar a mais comum e sucedida terapia de combina&#xE7;&#xE3;o para c&#xE2;ncer de mama metast&#xE1;tico (citoxan, metotrexato e 5-fluorouracil (CMF)) com adriamicina em combina&#xE7;&#xE3;o. Assim, um ensaio cl&#xED;nico prospectivo randomizado de CMF foi realizado comparando este regime com cytoxan, adriamicina e 5-fluorouracil (CAF). Um estudo cl&#xED;nico prospectivo randomizado foi conduzido comparando a resposta cl&#xED;nica de 78 pacientes n&#xE3;o tratados anteriormente com c&#xE2;ncer de mama metast&#xE1;tico avan&#xE7;ado tratados com uma combina&#xE7;&#xE3;o de ciclofosfamida, metotrexato e 5-fluorouracil&amp;nbsp;(CMF) ou uma combina&#xE7;&#xE3;o de ciclofosfamida, adriamicina e 5-fluoracil (CAF). 62% dos pacientes que receberam CMF responderam ao tratamento em compara&#xE7;&#xE3;o com uma taxa de resposta de 82% para os pacientes que receberam CAF. Este estudo mostrou que CAF &#xE9; eficaz para indu&#xE7;&#xE3;o do regime para o c&#xE2;ncer de mama. Em adi&#xE7;&#xE3;o, este estudo mostrou que n&#xE3;o houve uma diferen&#xE7;a significativa na dura&#xE7;&#xE3;o da resposta para os dois regimes, CAF e CMF.<sup>3</sup></p> <h4>C&#xE2;ncer de mama - CMF (ciclofosfamida, metotrexateefluorouracil)</h4> <p>Prolongada quimioterapia c&#xED;clica combinada com ciclofosfamida, metotrexato e fluorouracil foi avaliada como tratamento adjuvante para mastectomia radical em c&#xE2;ncer de mama prim&#xE1;rio com linfonodos axilares positivos. Pacientes (N = 391) foram separados conforme a idade, n&#xFA;mero de linfonodos axilares comprometidos e tipo de mastectomia (convencional radical ou expandida). Os pacientes foram randomizados para receber CMF por 12 ciclos ou nenhum outro tratamento adicional. 386 pacientes (N = 386) foram considerados avali&#xE1;veis. An&#xE1;lises estat&#xED;sticas foram realizadas em propor&#xE7;&#xF5;es totais de falhas no tratamento e na distribui&#xE7;&#xE3;o do tempo de falhas do tratamento. Ap&#xF3;s 27 meses de estudo, falha de tratamento ocorreu em 24% dos 179 pacientes do grupo controle e em 5,3% das 207 mulheres que receberam terapia combinada (P inferior a 10<sup>-6</sup>), vantagem estat&#xED;stica significativa em todos os subgrupos de pacientes. Pacientes com 4 ou mais linfonodos positivos axilares apresentaram um maior percentual de reca&#xED;das do que aqueles com menor n&#xFA;mero de linfonodos. As novas manifesta&#xE7;&#xF5;es cl&#xED;nicas iniciais ocorreram em locais distantes em 81,5% dos pacientes com recidivas. Quimioterapia de longo prazo produziu uma toxicidade aceit&#xE1;vel, permitindo assim a administra&#xE7;&#xE3;o de um percentual elevado do medicamento. Os autores conclu&#xED;ram que os pacientes com c&#xE2;ncer de mama potencialmente cur&#xE1;veis e com linfonodos axilares positivos no momento da mastectomia mostram uma redu&#xE7;&#xE3;o estaticamente significativa na taxa de recorr&#xEA;ncia durante os primeiros 27 meses ap&#xF3;s a mastectomia radical quando tratados com quimioterapia de combina&#xE7;&#xE3;o c&#xED;clica prolongada. Atualmente, a vantagem do CMF aparece estaticamente evidente em todos os subgrupos de pacientes. Estes resultados devem ser considerados com cautela, uma vez que, atualmente os efeitos dessa terapia na sobrevida e poss&#xED;veis efeitos colaterais a longo prazo permaneceem desconhecidos.<sup>4</sup></p> <p>Terapia em combina&#xE7;&#xE3;o com ciclofosfamida, metotrexate e fluorouracil (CMF) foi comparada com ciclofosfamida, adiramicina e fluorouracil (CAF) como adjuvante &#xE0; mastectomia radical modificada em c&#xE2;ncer de mama prim&#xE1;rio oper&#xE1;vel com linfonodos axilares positivos. Pacientes que se submeteram &#xE0; mastectomia radical modificada foram &#xED;ncluidos neste estudo. A quimioterapia foi iniciada duas a quatro semanas ap&#xF3;s a mastectomia e continuou at&#xE9; 6 ciclos. Quarenta (N = 40) pacientes foram randomizados para terapia de CMF (N = 30) ou CAF (N = 10). Ap&#xF3;s 18 meses de estudo ocorreu falha de tratamento em 10% dos pacientes de cada grupo. As novas manifesta&#xE7;&#xF5;es cl&#xED;nicas ocorreram localmente em 75% e &#xE0; dist&#xE2;ncia em 25% dos pacientes com recidivas. Quimioterapia de longo prazo produziu uma toxicidade aceit&#xE1;vel, permitindo assim administra&#xE7;&#xE3;o de um elevado percentual da dosagem do medicamento. Este estudo indica que os regimes CMF e CAF t&#xEA;m efic&#xE1;cia e toxicidade compar&#xE1;veis em quimioterapia adjuvante &#xE0; cirurgia para c&#xE2;ncer de mama.<sup>5</sup></p> <p>O objetivo deste estudo foi determinar a efic&#xE1;cia relativa de doxorubicina <em>versus</em> metotrexato em combina&#xE7;&#xE3;o com ciclofosfamida intravenosa e 5-fluoracil (FAC <em>versus</em> CMF) como quimioterapia adjuvante para c&#xE2;ncer de mama oper&#xE1;vel. Durante um per&#xED;odo de 4 anos, 985 mulheres submetidas &#xE0; cirurgia curativa de c&#xE2;ncer de mama (T1&#x2013;3 N0&#x2013;2 M0, est&#xE1;gio I&#x2013;IIIA, UICC) de 9 hospitais foram estratificadas em rela&#xE7;&#xE3;o ao envolvimento de linfonodos axilares (linfonodos positivos <em>versus</em> linfonodos negativos) e randomizadas para receber FAC (500/50/500/m<sup>2</sup>) a cada 3 semanas durante 6 ciclos ou CMF (600/60/600/m<sup>2</sup>) a cada 3 semanas durante 6 ciclos. A intensidade relativa das doses de FAC e CMF foi de 87% e 85% das doses previstas, respectivamente. Dados n&#xE3;o ajustados indicaram uma tend&#xEA;ncia n&#xE3;o significativa para melhores resultados com FAC. No subgrupo prospectivamente formado por pacientes com linfonodos negativos, a sobrevida livre de doen&#xE7;a e sobrevida global foram estatisticamente superiores no bra&#xE7;o de tratamento com FAC (P = 0,041 e 0,034 respectivamente), mas esta vantagem n&#xE3;o foi vista no subgrupo dos pacientes com linfonodos positivos. Ajustando os dados para o tamanho do efeito do tratamento e poss&#xED;veis intera&#xE7;&#xF5;es (n&#xFA;mero de linfonodos positivos, tamanho do tumor e centro de tratamento), o risco relativo (RR) de recorr&#xEA;ncia da doen&#xE7;a e morte foram significativamente inferiores com o tratamento de FAC (RR 1.2, P = 0.03, e RR 1.3, P = 0.05, respectivamente). Este resultado deve-se principalmente &#xE0; diferen&#xE7;a observada na popula&#xE7;&#xE3;o de pacientes com linfonodos negativos. A toxicidade foi leve: FAC induziu mais alopecia, v&#xF4;mito, mucosite e cardiotoxicidade; &#xFA;ltima foi de preocupa&#xE7;&#xE3;o cl&#xED;nica, mas foi de baixa densidade e gerenci&#xE1;vel. CMF induziu mais conjuntivite e ganho de peso. N&#xE3;o houve mortes devido &#xE0; toxicidade de tratamento. Doxorubicina em combina&#xE7;&#xE3;o com dia 1, ciclofosfamida e 5-fluorouracil IV &#xE9; superior ao metatrexato em combina&#xE7;&#xE3;o com dia 1, ciclofosfamida e 5-fluorouracil IV como quimioterapia adjuvante para c&#xE2;ncer de mama oper&#xE1;vel. O efeito do tratamento &#xE9; particularmente evidente em pacientes com linfonodo negativo. Embora a toxicidade cl&#xED;nica de FAC seja maior do que a de CMF, os n&#xED;veis foram manej&#xE1;veis e clinicamente aceit&#xE1;veis.<sup>6</sup></p> <h4>Formas severas e progressivas de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/pele-e-mucosa/lupus/c\" target=\"_blank\">l&#xFA;pus</a> nefrite e granulomatose de Wegener</h4> <p>Os autores procuraram determinar, em primeiro lugar se pulso de metilprednisolona e pulso de ciclofosfamida tinham efic&#xE1;cia compar&#xE1;vel na gest&#xE3;o em longo prazo de nefrite l&#xFA;pica. Em segundo lugar, se havia diferen&#xE7;as na efic&#xE1;cia e toxicidade de cursos de curta e longa dura&#xE7;&#xE3;o com pulsos de ciclofosfamida.&amp;nbsp;</p> <p>65 pacientes (60 do sexo feminino, 5 do sexo masculino; idade m&#xE9;dia de 29 [10 - 48] anos) com nefrite l&#xFA;pica severa foram aleatoriamente selecionados para terapia de pulso mensal com metilprednisolona durante 6 meses (25 pacientes), terapia de pulso mensal com ciclofosfamida durante 6 meses (20 pacientes), ciclofosfamida mensalmente ou durante 6 meses seguidos trimestralmente por 2 anos adicionais (20 pacientes).</p> <p>Os pacientes foram distribu&#xED;dos aleatoriamente para um dos tr&#xEA;s grupos de tratamento (desenhado a partir de um conjunto de cart&#xF5;es marcados): a infus&#xE3;o intravenosa de 1.0 g/m<sup>2</sup> de metilprednisolona durante 30 minutos, inicialmente em tr&#xEA;s doses di&#xE1;rias, seguidas por doses &#xFA;nicas mensalmente durante 6 meses (25 pacientes), doses mensais individuais durante 6 meses de ciclofosfamida (0.5 - 1.0 g/m<sup>2</sup> administrada via infus&#xE3;o intravenosa durante 60 minutos (20 pacientes); doses &#xFA;nicas ou mensais durante 6 meses de ciclofosfamida, de acordo com o regime descrito acima, seguido por doses individuais trimestrais (0.5 - 1.0 g/m<sup>2</sup>) durante mais 2 anos (20 pacientes). Ciclofosfamida intravenosa foi seguida pela infus&#xE3;o de 2L/m2 0 - 45% de solu&#xE7;&#xE3;o salina durante 24 h e os pacientes foram estimulados a urinar frequentemente, antiem&#xE9;ticos foram usados conforme a necessidade. A ciclofosfamida foi ajustada at&#xE9; um m&#xE1;ximo de 1.0 g/m<sup>2</sup>, para pacientes que n&#xE3;o desenvolveram leucopenia inferior a 1.500/microL at&#xE9; atingir os dias 10 - 14 ap&#xF3;s o tratamento. Detalhes da administra&#xE7;&#xE3;o da terapia de pulso foram publicados em outros lugares.</p> <p>Os pacientes tratados com terapia de pulso de metilprednisolona tiveram maior probabilidade de duplicar a creatinina s&#xE9;rica do que aqueles tratados com ciclofosfamida a longo curso (p&lt;0.04). Risco de duplicar a creatinina n&#xE3;o foi significativamente diferente entre ciclofosfamida em curso de curta e longa dura&#xE7;&#xE3;o. No entanto os pacientes tratados com curso de curta dura&#xE7;&#xE3;o com ciclofosfamida tiveram uma probabilidade maior de exacerba&#xE7;&#xF5;es do que aqueles tratados com longo curso de ciclofosfamida (p&lt;0.01).</p> <p>Um curso prolongado de terapia com ciclofosfamida &#xE9; mais eficaz do que 6 meses de terapia com metilprednisolona na preserva&#xE7;&#xE3;o da fun&#xE7;&#xE3;o renal em pacientes com nefrite l&#xFA;pica grave. A adi&#xE7;&#xE3;o de um regime de manuten&#xE7;&#xE3;o trimestral para mensal de terapia com ciclofosfamida reduz a taxa de exacerba&#xE7;&#xF5;es.<sup>7</sup></p> <p>Os ensaios cl&#xED;nicos controlados em nefrite l&#xFA;pica t&#xEA;m demonstrado que a terapia com ciclofosfamida &#xE9; superior &#xE0; terapia de corticoster&#xF3;ide isolada. Os perfis de efic&#xE1;cia e de efeitos colaterais em longo prazo de regimes imunossupressores requerem mais estudos.</p> <p>Em um ensaio cl&#xED;nico randomizado e controlado com acompanhamento m&#xE9;o de 11 anos, 82 pacientes com nefrite l&#xFA;pica proliferativa foram inclu&#xED;dos no centro cl&#xED;nico de &#x201C;National Institutes of Health, Bethesda, Maryland&#x201D; entre 1.986 e 1.990. A an&#xE1;lise inicial foi baseada nos dados coletados em 1 de maio de 1.995. Os pacientes foram distribu&#xED;dos aleatoriamente para receber um dos tr&#xEA;s regimes: 1) metilprednisolona intravenosa 1 g/m<sup>2</sup> de superf&#xED;cie corporal administrada como <em>bolus</em> mensalmente durante pelo menos 12 meses e at&#xE9; 36 meses; 2) ciclofosfamida intravenosa 1 g/m<sup>2</sup> de superf&#xED;cie corporal, como <em>bolus</em> mensalmente durante 6 meses consecutivos e em seguida uma vez cada 3 meses durante pelo menos 24 meses adicionais, ou 3) a combina&#xE7;&#xE3;o destes dois regimes.</p> <p>Em uma an&#xE1;lise de sobrevida de inten&#xE7;&#xE3;o de tratar, a probabilidade de falha do tratamento foi significativamente menor nos grupos com ciclofosfamida (P = 0,04) e terapia combinada (P = 0,002) do que no grupo de metilprednisolona. A terapia combinada e terapia com ciclofosfamida n&#xE3;o diferiram estatisticamente em termos de efic&#xE1;cia ou efeitos adversos. Dos pacientes que completaram o protocolo (N = 65), a propor&#xE7;&#xE3;o de pacientes que tiveram duplica&#xE7;&#xE3;o da concentra&#xE7;&#xE3;o da creatinina s&#xE9;rica foi significativamente mais baixa no grupo de combina&#xE7;&#xE3;o do que no grupo de ciclofosfamida (risco relativo, 0,095 [IC de 95%, 0,01 para 0,842]).</p> <p>Com acompanhamento prolongado, a terapia com ciclofosfamida continuou a mostrar efic&#xE1;cia superior ao longo da terapia com metilprednisolona isolada para o tratamento da nefrite l&#xFA;pica. A combina&#xE7;&#xE3;o da terapia de ciclofosfamida e metilprednisolona parecem fornecer benef&#xED;cio adicional ao longo da terapia com ciclofosfamida isolada e n&#xE3;o confere risco adicional para eventos adversos.<sup>8</sup></p> <p>H&#xE1; incerteza sobre a efic&#xE1;cia e toxicidade da terapia de <em>bolus</em> com metilprednisolona ou da combina&#xE7;&#xE3;o de metilprednisolona e ciclofosfamida no tratamento de nefrite l&#xFA;pica. Objetivo: 1) determinar se a terapia intensiva de <em>bolus</em> com metilprednisolona &#xE9; um substituto adequado para a terapia de bolus com ciclofosfamida e 2) se a combina&#xE7;&#xE3;o de metilprednisolona e ciclofosfamida &#xE9; superior &#xE0; terapia de bolus com metilprednisolona ou ciclofosfamida isolada.</p> <p>Estudo cl&#xED;nico randomizado controlado com pelo menos 5 anos de follow-up. 82 pacientes com nefrite l&#xFA;pica que tiveram 10 ou mais hem&#xE1;cias por campo de alta pot&#xEA;ncia, lan&#xE7;as celulares, protein&#xFA;ria (&gt;1g de prote&#xED;na por dia), e uma amostra de <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/biopsia/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">bi&#xF3;psia</a> renal apresentaram nefrite proliferativa. Interven&#xE7;&#xF5;es: terapia de <em>bolus</em> com metilprednisolona intravenosa (1 g/m<sup>2</sup> da superf&#xED;cie corp&#xF3;rea), administrada mensalmente em no m&#xED;nimo 1 ano, terapia de <em>bolus</em> com ciclofosfamida intravenosa (0.5 at&#xE9; 1 g/m<sup>2</sup> da superf&#xED;cie corp&#xF3;rea) administrada mensalmente por 6 meses e em seguida trimestralmente ou terapia de <em>bolus</em> com ambos metilprednisolona e ciclosfosfamida.</p> <p>A remiss&#xE3;o renal ocorreu em 17 de 20 pacientes do grupo de terapia combinada (85%), 13 de 21 pacientes no grupo ciclofosfamida (62%) e 7 de 24 pacientes do grupo de metilprednisolona (29%) (P &lt; 0.001). 28 pacientes (43%) n&#xE3;o atingiram a remiss&#xE3;o renal. Pela an&#xE1;lise da taxa de sobrevida, a probabilidade da remiss&#xE3;o durante um per&#xED;odo de estudo foi maior no grupo de terapia combinada do que no grupo de metilprednisolona (P = 0.028). A terapia combinada e terapia com ciclofosfamida n&#xE3;o foram estaticamente diferentes. As rea&#xE7;&#xF5;es adversas observadas foram, amenorreia (observados em 41% do grupo de ciclofosfamida, 43% do grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o e 7,1% do grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o e 0% do grupo metilprednisolona), necrose vascular observada em 11% do grupo de ciclofosfamida, 18% do grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o, e 22% de grupo metilpredinisolona), herpes zoster (observada em 15% do grupo ciclofosfamida, 21% do grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o e 3,7% do grupo metilprednisolona) e no m&#xED;nimo uma infec&#xE7;&#xE3;o (observada em 26% do grupo ciclofosfamida, 32% grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o, e 7,4% do grupo de metilprednisolona).</p> <p>Terapia de <em>bolus</em> mensal com metilprednisolona foi menos eficaz do que a terapia de <em>bolus</em> mensal com ciclofosfamida. A tend&#xEA;ncia para uma maior efic&#xE1;cia com a terapia combinada foi vista.<sup>9</sup></p> <p>Estudo prospectivo das caracter&#xED;sticas cl&#xED;nicas, fisiopatologia, tratamento e progn&#xF3;sticos de granulomatose de Wegener.</p> <p>Dos 180 pacientes com granulomatose de Wegener que se refere o &#x201C; National Institute of Allergy and Infectious Diseases&#x201D; durante os &#xFA;ltimos 24 anos, 158 foram acompanhados por 6 meses a 24 anos (um total de 1229 pacientes por ano). O regime constituiu em dia, a terapia oral de ciclofosfamida, 2 mg/kg do peso corporal, prednisona, 1mg/kg de peso corp&#xF3;reo. Muitos pacientes com doen&#xE7;a fulminante e rapidamente progressiva recebem 3 a 5 mg/kg de ciclofosfamida diariamente.</p> <p>Homens e mulheres foram igualmente selecionados, 97% dos pacientes eram brancos e 85% tinham mais de 19 anos de idade. O per&#xED;odo m&#xE9;dio de acompanhamento foi de 8 anos, 133 pacientes (84%) receberam uma terapia padr&#xE3;o com ciclofosfamida di&#xE1;ria de baixa dose de glicocorticoides, 8 pacientes (5.0%) receberam apenas uma dose baixa de ciclofosfamida, 6 pacientes (4.0%) nunca receberam ciclofosfamida e foram tratados com outros citot&#xF3;xicos agentes e glicocorticoides, 10 pacientes (6.0%) foram tratados apenas com glicocorticoides, 91% dos pacientes apresentaram melhora acentuada, e 75% alcan&#xE7;aram a remiss&#xE3;o completa.</p> <p>50% das remiss&#xF5;es foram associadas com uma ou mais recidivas. Dos 99 pacientes acompanhados por &gt; 5 anos, 44% tiveram remiss&#xE3;o de &gt; 5 anos de dura&#xE7;&#xE3;o. 13 % dos pacientes morreram de granulomatose de Wegener, causas relacionadas com o tratamento, ou ambos. Quase todos os pacientes tinham mobilidade grave caracter&#xED;sticas irrevers&#xED;veis da sua doen&#xE7;a (86%) ou efeitos colaterais do tratamento (42%).</p> <p>O curso da granulomatose de Wegener foi drasticamente melhorado por tratamento di&#xE1;rio com ciclofosfamida e glucocortic&#xF3;ides. No entanto, a morbidade da doen&#xE7;a relacionada com o tratamento muitas vezes &#xE9; profunda. Formas alternativas de terapia ainda n&#xE3;o atingiram as altas taxas de indu&#xE7;&#xE3;o da remiss&#xE3;o e manuten&#xE7;&#xE3;o de sucesso que foram relatadas com tratamento di&#xE1;rio de ciclofosfamida. Apesar do sucesso terap&#xEA;utico continuado com ciclofosfamida a longo prazo de acompanhamento de pacientes com granulomatose de Wegener, crescente preocupa&#xE7;&#xF5;es sobre a toxicidade resultantes da terapia com ciclofosfamida prolongada surgiram e incentivaram a investiga&#xE7;&#xE3;o de outros regimes terap&#xEA;uticos.<sup>10</sup></p> <p>O uso de agentes citot&#xF3;xicos em doen&#xE7;as n&#xE3;o neopl&#xE1;sicas ainda &#xE9; quest&#xE3;o de preocupa&#xE7;&#xE3;o em rela&#xE7;&#xE3;o aos efeitos colaterais de curto e longo prazo. &#xC9; importante avaliar e mostrar claramente tanto a efic&#xE1;cia do regime terap&#xEA;utico a longo prazo de segmento, bem como a ocorr&#xEA;ncia de efeitos secund&#xE1;rios t&#xF3;xicos observados ao longo de um per&#xED;odo prolongado.</p> <p>85 pacientes com granulomatose de Wegener foram estudados por 21 anos no National Institutes of Health. Os pacientes foram tratados com um protocolo que consiste em ciclofosfamida, 2 mg/kg de peso corporal por dia, com prednisona 1 mg/kg de peso corporal por dia, seguido por convers&#xE3;o de prednisona para um regime de dias alternados.</p> <p>As remiss&#xF5;es completas foram obtidas em 79 de 85 pacientes (93%). A dura&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dia da remiss&#xE3;o para sobrevida dos pacientes foi de 48,2 (+/- 3,6) meses. 23 pacientes est&#xE3;o fora da terapia durante um per&#xED;odo m&#xE9;dio de 35,3 (+/- 6,3) meses sem terapia.</p> <p>Esse estudo fornece uma experi&#xEA;ncia em perspectiva com granulomatose de Wegener e remiss&#xF5;es que demonstram a longo prazo que podem ser induzidas e mantidas em um n&#xFA;mero extremamente elevado de pacientes por combina&#xE7;&#xE3;o de terapia com ciclofosfamida e prednisona por dia, em dias alternados.<sup>11</sup></p> <h4>C&#xE2;ncer de pulm&#xE3;o de pequenas c&#xE9;lulas (CPPC)</h4> <p>O n&#xFA;mero de pacientes idosos com c&#xE2;ncer de pulm&#xE3;o de pequenas c&#xE9;lulas (CPPC) t&#xEA;m aumentando com a crescente popula&#xE7;&#xE3;o geri&#xE1;trica. O objetivo deste estudo foi avaliar a seguran&#xE7;a e efic&#xE1;cia da quimioterapia padr&#xE3;o ou radioterapia em pacientes idosos com CPPC.</p> <p>Neste estudo retrospectivo, foram analisados dados de 126 pacientes com CPPC diagnosticados entre 1996 e 2005, comparando os resultados dos pacientes com menos de 70 anos e idosos com 70 anos ou mais, os quais foram tratados com etoposidee cisplatina (regime EP) e ciclofosfamida, adriamicina e vincristina (regime CAV). Pacientes com doen&#xE7;a limitada receberam radioterapia tor&#xE1;cica (RT) ap&#xF3;s a quimioterapia.</p> <p>As taxas globais de resposta (resposta completa + parcial) n&#xE3;o foram significativamente diferentes entre os pacientes dos grupos (69% <em>versus</em> 65%, P = 0,591). O tempo m&#xE9;dio de sobrevida foi de 13 meses para pacientes com 70 anos ou mais de idade (P = 0,263), com taxas de sobrevida de 2 a 5 anos de 37,8% e 8,2% <em>versus</em> 26,2% e 3,6%, respectivamente. Sobrevida livre de progress&#xE3;o da doen&#xE7;a em pacientes com 70 anos ou mais de idade foi semelhante ao de pacientes com menos de 70 anos (P = 0,445).</p> <p>Toxicidades hematol&#xF3;gicas graus 3 e 4 foram mais frequentes entre os idosos (leucopenia, 48% <em>versus</em> 31%, P = 0,49; neutropenia, 52% <em>versus</em> 32%, P = 0,028; trombocitopenia, 38% <em>versus</em> 21%, P = 0,47).</p> <p>Em conclus&#xE3;o, apesar de terem mais toxicidades hematol&#xF3;gicas graves, os pacientes idosos com CPPC beneficiaram-se do regime EP e do regime de CAV com ou sem RT. S&#xE3;o necess&#xE1;rias novas investiga&#xE7;&#xF5;es sobre como diminuir a toxicidade hematol&#xF3;gica, principalmente em idosos.<sup>12</sup></p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Emmanouil Saloustros, Nikolaos Malamos, Ioannis Boukovinas, Stylianos Kakolyris, Charalampos Kouroussis, Athanasios Athanasiadis, Nikolaos Ziras, Nikolaos Kentepozidis, Parisis Makrantonakis, Aristidis Polyzos, Charalampos Christophyllakis,Vassilios Georgoulias, Dimitrios Mavroudis; Dose-dense paclitaxel versus docetaxel following FEC as adjuvant chemotherapy in axilary node-positive early breast cancer: a multicenter randomized study of the Hellenic Oncology Research Group (HORG);Breast Cancer Res Treat;2014; Volume 148: 591 &#x2013; 597.<br> 2. B. Gerber, S. Loibl, H. Eidtmann, M. Rezai, P. A. Fasching, H. Tesch, H. Eggemann7, I. Schrader, K. Kittel, C. Hanusch, R. Kreienberg, C. Solbach, C. Jackisch, G. Kunz, J. U. Blohmer, J. Huober, M. Hauschild, V. Nekljudova, M. Untch &amp; G. von Minckwitz, on behalf of the German Breast Group Investigators; Neoadjuvant bevacizumab and anthracycline &#x2013; taxane-based chemotherapy in 678 triple-negative primary breast cancers; results from the geparquinto study (GBG44);Annals of Oncology; 2013; Volume 24: 2978-2984.<br> 3. Joan M. Bull, MD, Douglass C. Tormey, MD, PhD, Shou-Hua Li, PhD, Paulo P, Carbone, MD, Geofrey Falkson, MD, Johannes B lom, MD, Elliot Perlin, MD, AND Richard Simon, PhD; A randomized comparative trial of Adriamycin versus methotrexate in combination drug therapy; American Cancer Society; 1978; Volume 41: 1649-1657.<br> 4. Gianni Bonadonna, M.D., Ercole Brusamolino, M.D., Pinucia Valagussa, B.S., Anna Rossi, M.D., Luisa Brugnatelli, M.D., Cristina Brambilla, M.D., Mario De Lena, M.D., GabrileTancini, M.D., Emilio Bajetta, M.D., Renato Musumeci, M.D., AND Umberto Veronesi, M.d; Combination chemotherapy as an adjuvant treatment in operable breast cancer; The New England Journal of Medicine; 1976; Volume 294: number 8.<br> 5. Abdul Mannan Babar, East Surgical Unit, Department od Surgery, University of the Punjab, King Edward Medical College, Mayo Hospital, Lahore; Surgical adjuvant chemotherapy for breast cancer: A comparsion of CMF and CAF regimes; J.P.M.A., December 1991.<br> 6. M. Martin, A. Villar, A. Sole-Calvo, R. Gonzalez, B. Massuti, J. Lizon, C. Campos, A Carrato, A. Casado, M. T. Candel, J. Albanell, J. Aranda, B. Munarriz, J. Campbell &amp; E. Diaz-Rubio On behalf of the GEICAM Group (Spanish Breast Cancer Research Group), Spain; Doxorubicin in combination with fluorouracil and cyclophosphamide (i.v FAC regimen, day 1, 21) versus methotrexate in combination with fluorouracil and cyclophosphamide (i.v. CMP regimen, day 1, 21) as adjuvant chemotherapy for operable breast cancer: a study by the GEICAM group; European Society for Medical Oncology; 2003; Volume 14: 833-843.<br> 7. Dimitrios T. Boumpas, Howard A. Austin III, Ellen M. Vaughn, John H. Klippel, Alfred D. Steinberg, Cheril H. Yarboro, Jame E. Balow; Controlled trial of pulse methylprednisloone versus two regimes of pulse cyclophosphamide in severe lupus nephritis; The Lancet; 1992; Volume 340: 745-748.<br> 8. Gabor G. Illei, MD; Howard A. Austin III, MD; Marianna Crane, NP; Lee Collins, Ms; Mark F. Gourley, MD; Cheryl H. Yarbono, R N; Ellen M. Vaughan, MSN; Takashi Kuroiwa, MD; Carol L. Danning, MD; Alfred D. Steinberg, MD; John H. Klippel, MD; James E. Balow, MD; and Dimitrius T. Boumpas, MD; Combination Therapy with Pulse Cyclophosphamide plus Pulse Methylprednisolone Improves Long-Term Real Outcome wihout Adding Toxicity in Patients with Lupus Nephritis; American College of Physicians-American Society of Internal Medicine; August 2001; Volume 135: number 4.<br> 9. Mark F. Gourley, MD; Howard A. Austin III, MD; Dorothy Scott, MD; Cheryl H. Yarboro, RN; Ellen M. Vaughan, RN; Joanne Muir, RN; Dimitrios T. Boumpas, MD; John H. Klippel, MD; James E. Balow, MD; and Alfred D. Steinberg, MD; Methylprednisolone and Cyclophosphamide, Alone or in Combination, in Patients with Lupus Nephritis A randomized, Controlled Trial; Annals of Internal Medicine; October 1996; Volume 125; number 7.<br> 10. Gary S. Hoffman, MD; Gail S. Kerr, MD; Randi Y. Leavitt, MD, PhD; Claire W. Hallahan, MS; Robert S. Lebovics, MD; William D. Travis, MD; Menachem Rottem, MD; and Anthony S. Fauci, MD; Wegener Granulomatosis: An Analysis of 158 Patients; Annals of Internal Medicine; March 1992; Volume 116: 488-498; number 6.<br> 11. Anthony S. Fauci and Sheldon M. Wolff; Wegener&#x2019;s Granulomatosis: Studies in eighteen patients and a review of the literature; Classics in Medicine; 1973; Volume 52 (6): 535-561.<br> 12. Jian Li, Ping Chen, Chun-Hua, Xiao-Qin Li, qian-Lei Bao; Outcome and treatment in elderly patients with small cell lung cancer: A retrospective study; Geriatr Gerontol International; 2009; Volume 9: 172-182.</br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></span></p> <h3>Injet&#xE1;vel</h3> <h4>C&#xE2;ncer de mama</h4> <p>A associa&#xE7;&#xE3;o de um taxano &#xE0; antraciclina como base da quimioterapia adjuvante prolonga a sobrevida de pacientes com c&#xE2;ncer de mama precoce com linfonodo positivo. No entanto, se &#xE9; prefer&#xED;vel um taxano em regime de dose-densa permanece desconhecido. Foi realizado um estudo randomizado para comprovar a efic&#xE1;cia da dose densa de paclitaxel <em>versus</em> docetaxel em seguida a 5-fluorouracila, epirrubicina e ciclofosfamida (FEC), como quimioterapia adjuvante, em mulheres com linfonodo positivo no c&#xE2;ncer de mama precoce. Mulheres operadas por c&#xE2;ncer de mama com HER2-negativo e, pelo menos, um linfonodo axilar infiltrado foram randomizadas para receber quatro ciclos de FEC (700/75/700 mg/m<sup>2</sup>)seguidos por quatro ciclos paclitaxel (175 mg/ m<sup>2</sup>) ou docetaxel (175 mg/m<sup>2</sup>). Todos os ciclos foram administrados a cada 14 dias com associa&#xE7;&#xE3;o de G-CSF. O objetivo prim&#xE1;rio foi a sobrevida livre de doen&#xE7;a (SLD) em 3 anos. Entre 2004 e 2007, 481 mulheres foram randomizadas para paclitaxel (N = 241) e docetaxel (N = 240). Depois de um per&#xED;odo de acompanhamento m&#xE9;dio de 6 anos, 51 (21%) e 48 (20%) mulheres tiveram recidiva da doen&#xE7;a (P = 0,753) e n&#xE3;o houve diferen&#xE7;a significativa na sobrevida de doen&#xE7;a (SLD) entre o paclitaxel e o docetaxel (SLD em 3 anos: 87,4 <em>versus&amp;nbsp;</em>88,3%, respectivamente; (P = 0,633). As toxicidades foram pass&#xED;veis de controle, com graus 2 - 4 de neutropenia em 21% contra 31% (P = 0,01), trombocitopenia em 0,8% contra 3,4% (P = 0,06) e algum grau de neurotoxicidade em 17% comparado a 7,5% (P = 0,35) nos pacientes tratados com paclitaxel e docetaxel, respectivamente. N&#xE3;o ocorreram mortes por toxicidade. Em conclus&#xE3;o, a dose densa de paclitaxel <em>versus</em> docetaxel ap&#xF3;s FEC como adjuvante da quimioterapia, resultou em uma taxa de SLD em 3 anos semelhante em mulheres com c&#xE2;ncer de mama precoce com linfonodo axiliar positivo. Devido ao seu perfil de toxicidade mais favor&#xE1;vel, o paclitaxel &#xE9; o taxano de escolha, neste cen&#xE1;rio.<sup>1</sup></p> <p>Foi avaliada a taxa de resposta patol&#xF3;gica completa (RPC) ap&#xF3;s a quimioterapia neoadjuvante com epirrubicina (E), ciclofosfamida (C) edocetaxel, com e sem a adi&#xE7;&#xE3;o de bevacizumab, em pacientes com c&#xE2;ncer de mama triplo negativo (CMTN).</p> <p>Pacientes com cT1c-4d CMTN n&#xE3;o tratados apresentaram um subconjunto estratificado de 1948 participantes da parte de pacientes com HER2-negativo do estudo GeparQuinto. Os pacientes foram randomizados para receber quatro ciclos de CE (90/600 mg/m<sup>2</sup> q3w) seguidos por quatro ciclos de docetaxel (100 mg/m<sup>2</sup>; q3w) com ou sem bevacizumab (15 mg/kg; q3w) adicionado &#xE0; quimioterapia. Os pacientes foram randomizados para quimioterapia sem (N = 340) ou com bevacizumab (N = 323). As taxas de RPC foram de 27,9% e 39,3%, sem e com bevacizumab (P = 0,003). De acordo com as defini&#xE7;&#xF5;es de RPC, a adi&#xE7;&#xE3;o de bevacizumab aumentou esta taxa a partir de 30,9% para 41,8% (P = 0,0040), 36,2% para 46,4% (P = 0,009) e de 32,9% para 43,3% (P = 0,007). O tratamento com bevacizumab (OR 1,73, intervalo de confian&#xE7;a de 95% (IC) 1,23-2,42; (P = 0,002), o estagio menor do c&#xE2;ncer (OR 2,38, IC 95% 1,24-4,54; P = 0,009) e os c&#xE2;nceres de grau 3 (OR 1,68, IC 95% 1,14-2,48; (P = 0,009) foram confirmados como preditores independentes de maior RPC pela analise de regress&#xE3;o log&#xED;stica multivariada.</p> <p>Foi conclu&#xED;do que a adi&#xE7;&#xE3;o de bevacizumab para quimioterapia de CMTN aumenta significativamente as taxas de RPC.<sup>2</sup></p> <h4>C&#xE2;ncer de mama &#x2013; CAF (ciclofosfamida, doxorrubicina e fluoroacil)</h4> <p>O uso combinado de 5-fluorouracil, metotrexato e citoxan tornou-se padr&#xE3;o de terapia combinada para tratamento de c&#xE2;ncer de mama metast&#xE1;tico nos &#xFA;ltimos anos e agora &#xE9; usado como terapia adjuvante em doen&#xE7;a prim&#xE1;ria. Tornou-se importante comparar a mais comum e sucedida terapia de combina&#xE7;&#xE3;o para c&#xE2;ncer de mama metast&#xE1;tico (citoxan, metotrexato e 5-fluorouracil (CMF)) com adriamicina em combina&#xE7;&#xE3;o. Assim, um ensaio cl&#xED;nico prospectivo randomizado de CMF foi realizado comparando este regime com cytoxan, adriamicina e 5-fluorouracil (CAF). Um estudo cl&#xED;nico prospectivo randomizado foi conduzido comparando a resposta cl&#xED;nica de 78 pacientes n&#xE3;o tratados anteriormente com c&#xE2;ncer de mama metast&#xE1;tico avan&#xE7;ado tratados com uma combina&#xE7;&#xE3;o de ciclofosfamida, metotrexato e 5-fluorouracil&amp;nbsp;(CMF) ou uma combina&#xE7;&#xE3;o de ciclofosfamida, adriamicina e 5-fluoracil (CAF). 62% dos pacientes que receberam CMF responderam ao tratamento em compara&#xE7;&#xE3;o com uma taxa de resposta de 82% para os pacientes que receberam CAF. Este estudo mostrou que CAF &#xE9; eficaz para indu&#xE7;&#xE3;o do regime para o c&#xE2;ncer de mama. Em adi&#xE7;&#xE3;o, este estudo mostrou que n&#xE3;o houve uma diferen&#xE7;a significativa na dura&#xE7;&#xE3;o da resposta para os dois regimes, CAF e CMF.<sup>3</sup></p> <h4>C&#xE2;ncer de mama - CMF (ciclofosfamida, metotrexateefluorouracil)</h4> <p>Prolongada quimioterapia c&#xED;clica combinada com ciclofosfamida, metotrexato e fluorouracil foi avaliada como tratamento adjuvante para mastectomia radical em c&#xE2;ncer de mama prim&#xE1;rio com linfonodos axilares positivos. Pacientes (N = 391) foram separados conforme a idade, n&#xFA;mero de linfonodos axilares comprometidos e tipo de mastectomia (convencional radical ou expandida). Os pacientes foram randomizados para receber CMF por 12 ciclos ou nenhum outro tratamento adicional. 386 pacientes (N = 386) foram considerados avali&#xE1;veis. An&#xE1;lises estat&#xED;sticas foram realizadas em propor&#xE7;&#xF5;es totais de falhas no tratamento e na distribui&#xE7;&#xE3;o do tempo de falhas do tratamento. Ap&#xF3;s 27 meses de estudo, falha de tratamento ocorreu em 24% dos 179 pacientes do grupo controle e em 5,3% das 207 mulheres que receberam terapia combinada (P inferior a 10<sup>-6</sup>), vantagem estat&#xED;stica significativa em todos os subgrupos de pacientes. Pacientes com 4 ou mais linfonodos positivos axilares apresentaram um maior percentual de reca&#xED;das do que aqueles com menor n&#xFA;mero de linfonodos. As novas manifesta&#xE7;&#xF5;es cl&#xED;nicas iniciais ocorreram em locais distantes em 81,5% dos pacientes com recidivas. Quimioterapia de longo prazo produziu uma toxicidade aceit&#xE1;vel, permitindo assim a administra&#xE7;&#xE3;o de um percentual elevado do medicamento. Os autores conclu&#xED;ram que os pacientes com c&#xE2;ncer de mama potencialmente cur&#xE1;veis e com linfonodos axilares positivos no momento da mastectomia mostram uma redu&#xE7;&#xE3;o estaticamente significativa na taxa de recorr&#xEA;ncia durante os primeiros 27 meses ap&#xF3;s a mastectomia radical quando tratados com quimioterapia de combina&#xE7;&#xE3;o c&#xED;clica prolongada. Atualmente, a vantagem do CMF aparece estaticamente evidente em todos os subgrupos de pacientes. Estes resultados devem ser considerados com cautela, uma vez que, atualmente os efeitos dessa terapia na sobrevida e poss&#xED;veis efeitos colaterais a longo prazo permaneceem desconhecidos.<sup>4</sup></p> <p>Terapia em combina&#xE7;&#xE3;o com ciclofosfamida, metotrexate e fluorouracil (CMF) foi comparada com ciclofosfamida, adiramicina e fluorouracil (CAF) como adjuvante &#xE0; mastectomia radical modificada em c&#xE2;ncer de mama prim&#xE1;rio oper&#xE1;vel com linfonodos axilares positivos. Pacientes que se submeteram &#xE0; mastectomia radical modificada foram &#xED;ncluidos neste estudo. A quimioterapia foi iniciada duas a quatro semanas ap&#xF3;s a mastectomia e continuou at&#xE9; 6 ciclos. Quarenta (N = 40) pacientes foram randomizados para terapia de CMF (N = 30) ou CAF (N = 10). Ap&#xF3;s 18 meses de estudo ocorreu falha de tratamento em 10% dos pacientes de cada grupo. As novas manifesta&#xE7;&#xF5;es cl&#xED;nicas ocorreram localmente em 75% e &#xE0; dist&#xE2;ncia em 25% dos pacientes com recidivas. Quimioterapia de longo prazo produziu uma toxicidade aceit&#xE1;vel, permitindo assim administra&#xE7;&#xE3;o de um elevado percentual da dosagem do medicamento. Este estudo indica que os regimes CMF e CAF t&#xEA;m efic&#xE1;cia e toxicidade compar&#xE1;veis em quimioterapia adjuvante &#xE0; cirurgia para c&#xE2;ncer de mama.<sup>5</sup></p> <p>O objetivo deste estudo foi determinar a efic&#xE1;cia relativa de doxorubicina <em>versus</em> metotrexato em combina&#xE7;&#xE3;o com ciclofosfamida intravenosa e 5-fluoracil (FAC <em>versus</em> CMF) como quimioterapia adjuvante para c&#xE2;ncer de mama oper&#xE1;vel. Durante um per&#xED;odo de 4 anos, 985 mulheres submetidas &#xE0; cirurgia curativa de c&#xE2;ncer de mama (T1&#x2013;3 N0&#x2013;2 M0, est&#xE1;gio I&#x2013;IIIA, UICC) de 9 hospitais foram estratificadas em rela&#xE7;&#xE3;o ao envolvimento de linfonodos axilares (linfonodos positivos <em>versus</em> linfonodos negativos) e randomizadas para receber FAC (500/50/500/m<sup>2</sup>) a cada 3 semanas durante 6 ciclos ou CMF (600/60/600/m<sup>2</sup>) a cada 3 semanas durante 6 ciclos. A intensidade relativa das doses de FAC e CMF foi de 87% e 85% das doses previstas, respectivamente. Dados n&#xE3;o ajustados indicaram uma tend&#xEA;ncia n&#xE3;o significativa para melhores resultados com FAC. No subgrupo prospectivamente formado por pacientes com linfonodos negativos, a sobrevida livre de doen&#xE7;a e sobrevida global foram estatisticamente superiores no bra&#xE7;o de tratamento com FAC (P = 0,041 e 0,034 respectivamente), mas esta vantagem n&#xE3;o foi vista no subgrupo dos pacientes com linfonodos positivos. Ajustando os dados para o tamanho do efeito do tratamento e poss&#xED;veis intera&#xE7;&#xF5;es (n&#xFA;mero de linfonodos positivos, tamanho do tumor e centro de tratamento), o risco relativo (RR) de recorr&#xEA;ncia da doen&#xE7;a e morte foram significativamente inferiores com o tratamento de FAC (RR 1.2, P = 0.03, e RR 1.3, P = 0.05, respectivamente). Este resultado deve-se principalmente &#xE0; diferen&#xE7;a observada na popula&#xE7;&#xE3;o de pacientes com linfonodos negativos. A toxicidade foi leve: FAC induziu mais alopecia, v&#xF4;mito, mucosite e cardiotoxicidade; &#xFA;ltima foi de preocupa&#xE7;&#xE3;o cl&#xED;nica, mas foi de baixa densidade e gerenci&#xE1;vel. CMF induziu mais conjuntivite e ganho de peso. N&#xE3;o houve mortes devido &#xE0; toxicidade de tratamento. Doxorubicina em combina&#xE7;&#xE3;o com dia 1, ciclofosfamida e 5-fluorouracil IV &#xE9; superior ao metatrexato em combina&#xE7;&#xE3;o com dia 1, ciclofosfamida e 5-fluorouracil IV como quimioterapia adjuvante para c&#xE2;ncer de mama oper&#xE1;vel. O efeito do tratamento &#xE9; particularmente evidente em pacientes com linfonodo negativo. Embora a toxicidade cl&#xED;nica de FAC seja maior do que a de CMF, os n&#xED;veis foram manej&#xE1;veis e clinicamente aceit&#xE1;veis.<sup>6</sup></p> <h4>C&#xE2;ncer de pulm&#xE3;o de pequenas c&#xE9;lulas</h4> <p>O n&#xFA;mero de pacientes idosos com c&#xE2;ncer de pulm&#xE3;o de pequenas c&#xE9;lulas (CPPC) t&#xEA;m aumentando com a crescente popula&#xE7;&#xE3;o geri&#xE1;trica. O objetivo deste estudo foi avaliar a seguran&#xE7;a e efic&#xE1;cia da quimioterapia padr&#xE3;o ou radioterapia em pacientes idosos com CPPC.</p> <p>Neste estudo retrospectivo, foram analisados dados de 126 pacientes com CPPC diagnosticados entre 1996 e 2005, comparando os resultados dos pacientes com menos de 70 anos e idosos com 70 anos ou mais, os quais foram tratados com etoposide e cisplatina (regime EP) e ciclofosfamida, adriamicina e vincristina (regime CAV). Pacientes com doen&#xE7;a limitada receberam radioterapia tor&#xE1;cica (RT) ap&#xF3;s a quimioterapia.</p> <p>As taxas globais de resposta (resposta completa + parcial) n&#xE3;o foram significativamente diferentes entre os pacientes dos grupos (69% <em>versus</em> 65%, P = 0,591). O tempo m&#xE9;dio de sobrevida foi de 13 meses para pacientes com 70 anos ou mais de idade (P = 0,263), com taxas de sobrevida de 2 a 5 anos de 37,8% e 8,2% <em>versus</em> 26,2% e 3,6%, respectivamente. Sobrevida livre de progress&#xE3;o da doen&#xE7;a em pacientes com 70 anos ou mais de idade foi semelhante ao de pacientes com menos de 70 anos (P = 0,445).</p> <p>Toxicidades hematol&#xF3;gicas graus 3 e 4 foram mais frequentes entre os idosos (leucopenia, 48% <em>versus</em> 31%, P = 0,49; neutropenia, 52%&amp;nbsp;<em>versus</em> 32%, P = 0,028; trombocitopenia, 38% <em>versus</em> 21%, P = 0,47).</p> <p>Em conclus&#xE3;o, apesar de terem mais toxicidades hematol&#xF3;gicas graves, os pacientes idosos com CPPC beneficiaram-se do regime EP e do regime de CAV com ou sem RT. S&#xE3;o necess&#xE1;rias novas investiga&#xE7;&#xF5;es sobre como diminuir a toxicidade hematol&#xF3;gica, principalmente em idosos. <sup>7</sup></p> <h4>Linfoma n&#xE3;o-Hodgkin</h4> <p>O aumento da intensidade da dose (ID) da quimioterapia para pacientes com Linfoma n&#xE3;o-Hodgkin (LNH) agressivo pode melhorar os resultados &#xE0; custa do aumento da toxicidade. Esta quest&#xE3;o foi abordada em um estudo randomizado com o objetivo de dobrar a ID de f&#xE1;rmacos mielossupressores. Entre 1994 e 1999, 250 pacientes n&#xE3;o tratados previamente com LNH agressivo foram selecionados para o tratamento com 6 ciclos padr&#xE3;o 3 vezes por semana (s) ou (i) a quimioterapia intensiva: s-CEOP-ciclofosfamida 750, epirrubicina 75, vincristina de 1,4 mg/m<sup>2</sup> todos no dia 1, e prednisolona 100 mg de 1-5 dias; i-CEOP 1500 ciclofosfamida, epirrubicina 150, vincristina de 1,4 mg/m<sup>2</sup> no dia 1, todos, prednisolona e 100 mg de 1-5 dias. O ponto final prim&#xE1;rio da sobrevida global (OS) foi de 5 anos. Relativa aos pacientes s-CEOP, doentes i-CEOP alcan&#xE7;ado um aumento de 78% no 01 da ciclofosfamida e epirrubicina. Apesar disso, n&#xE3;o houve diferen&#xE7;a significativa em nenhum desfecho: 5 anos de OS (56,7% i-CEOP; 55,1% s-CEOP; P = 0,80), 5 anos de sobrevida livre de progress&#xE3;o (PFS; 41% i-CEOP; 43 % s-CEOP; P = 0,73), o tempo de 5 anos at&#xE9; &#xE0; progress&#xE3;o (TTP; 44% IceOp; 47% s-CEOP; P = 0,72), ou remiss&#xE3;o completa (CR) + CR n&#xE3;o confirmados (CRU) taxas (53% i-CEOP; 59% sCEOP; P = 0,64). O acompanhamento &#xE0; longo prazo (10 anos) tamb&#xE9;m n&#xE3;o apresentaram diferen&#xE7;as significativas em OS, PFS, ou HP.O bra&#xE7;o i-CEOP teve maior taxa de neutropenia febril (70 <em>versus</em> 26%), hospitaliza&#xE7;&#xF5;es, utiliza&#xE7;&#xE3;o de produtos derivados do sangue, toxicidades hematol&#xF3;gicas e gastrointestinais, e menor qualidade de vida pontua&#xE7;&#xE3;o durante o tratamento, embora sem diferen&#xE7;as significativas de 6 meses mais tarde. No tratamento da LNH agressivo com prerituximab, aumentando-se 01 n&#xE3;o resultou em melhores resultados, enquanto, ao mesmo tempo, contribuir para o aumento da toxicidade. <sup>8</sup></p> <h4>Linfoma n&#xE3;o-Hodgkin - CHOP (ciclofosfamida, doxorubicina e cloridrato de prednisolona)</h4> <p>O objetivo do estudo foi comparar a efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a de um regime CHOP quinzenal constitu&#xED;do por ciclofosfamida (CPA), doxorrubicina (DOX), vincristina (VCR) e prednisolona (PSL), e a efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a do regime THPCOP quinzenal contendo pirarubicina (THP), uma antraciclina com menos cardiotoxicidade do que DOX.</p> <p>Um estudo prospectivo, randomizado de fase II com 80 pacientes (CHOP 40 receptoras ou THP-COP) com menos de 70 anos de idade com linfoma n&#xE3;o-Hodgkin (LNH) n&#xE3;o tratado previamente agressivo. Os regimes consistiram de DOX ou THP de 50 mg/m<sup>2</sup>, CPA 750 mg/m<sup>2</sup> VCR 1,4 mg/m<sup>2</sup>, e 100 mg PSL/corporal, administradas durante 5 dias a cada 2 semanas durante oito ciclos.</p> <p>N&#xE3;o foram encontras diferen&#xE7;as significativas nos fatores conhecidos de progn&#xF3;sticos entre os dois grupos. A taxa de remiss&#xE3;o completa foi de 72,5% (72,5% para CHOP e 72,5% para THP-COP). A taxa de sobrevida global em 5 anos foi de 49,2% (43,7% para CHOP e 54,0% para THP-COP). Quando os pacientes foram divididos em grupos com fatores de progn&#xF3;stico favor&#xE1;veis ou deficiente de acordo com o &#xED;ndice progn&#xF3;stico internacional, a sobrevida do primeiro grupo (G/LI) foi superior &#xE0; do grupo mais antigo (HI/H), independentemente do regime de quimioterapia (P &lt;0,001). Apesar da cardiotoxicidade de terceiro grau que ocorreu em um paciente no grupo CHOP, n&#xE3;o ocorreram rea&#xE7;&#xF5;es t&#xF3;xicas fatais em ambos os grupos. O THP-COP produziu resultados equivalentes aos de CHOP sobre efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a em pacientes com LNH agressivos com menos de 70 anos de idade.</p> <p>Embora ambos os regimes de tratamento foram eficazes naqueles pacientes com fatores progn&#xF3;sticos favor&#xE1;veis, o resultado n&#xE3;o foi satisfat&#xF3;rio para o tratamento de pessoas com fatores de mau progn&#xF3;stico. <sup>9</sup></p> <p>CHOP &#xE9; um regime de primeira gera&#xE7;&#xE3;o, a combina&#xE7;&#xE3;o de quimioterapia consistindo em ciclofosfamida, doxorrubicina, vincristina e prednisona apresenta taxa de cura de aproximadamente 30% em pacientes em est&#xE1;gios avan&#xE7;ados com linfoma n&#xE3;o-Hodgkin de grau intermedi&#xE1;rio ou de alto grau, em ensaios nacionais e em cooperativa do grupo. No entanto, estudos em institui&#xE7;&#xF5;es individuais sugeriram que 55 a 65% destes pacientes podem ser curados por regimes de terceira gera&#xE7;&#xE3;o, tais como os que consistem de metotrexato em dose baixa com leucovorina, bleomicina, doxorubicina, ciclofosfamida, vincristina e <a href=\"https://consultaremedios.com.br/dexametasona/bula\" target=\"_blank\">dexametasona</a> (m-BACOD); prednisona, doxorrubicina, ciclofosfamida, etoposido e seguido de citarabina, bleomicina, vincristina, metotrexato e com leucovorina (PROMACE-CytaBOM); e metotrexato com leucovorina, doxorrubicina, ciclofosfamida, vincristina, prednisona, bleomicina e (MACOP-B).</p> <p>Para fazer uma compara&#xE7;&#xE3;o v&#xE1;lida destes regimes, a Southwest Oncology Group e o Eastern Cooperative Oncology Group iniciaram um estudo prospectivo, randomizado de fase III. Os objetivos do estudo foram &#xE0; taxa de resposta, tempo de falha do tratamento, a sobrevida global e a incid&#xEA;ncia de toxicidade grave ou com risco de vida. A intensidade da dose foi calculada e analisada. Dos 1138 pacientes avaliados para inclus&#xE3;o no estudo, 899 foram eleg&#xED;veis. Cada grupo de tratamento tinha pelo menos 218 pacientes. Os fatores progn&#xF3;sticos conhecidos foram igualmente distribu&#xED;dos entre os grupos. N&#xE3;o houve diferen&#xE7;as significativas nas taxas de resposta parcial e completa nos grupos&amp;nbsp;tratados. Em tr&#xEA;s anos, 44% de todos os pacientes estavam vivos sem doen&#xE7;a; n&#xE3;o foram observadas diferen&#xE7;as significativas entre os grupos (41% dos grupos de CHOP e MACOP-B e 46% dos grupos M-BACOD e PROMACE-CytaBOM; P = 0,35). A sobrevida global em tr&#xEA;s anos foi de 52 (50% dos grupos PROMACE-CytaBOM e MACOP-B, 52% no grupo m-BACOD, e 54% no grupo CHOP; P = 0,90). N&#xE3;o houve nenhum subgrupo de pacientes em que a sobrevida foi melhorada por um regime de terceira gera&#xE7;&#xE3;o. Rea&#xE7;&#xF5;es t&#xF3;xicas fatais ocorreram em 1% do grupo CHOP, 3% do grupo PROMACE-CytaBOM, 5% do grupo m-BACOD, e 6% do grupo MACOP-B (P = 0,09).</p> <p>O regime CHOP permanece como melhor escolha para tratamento dispon&#xED;vel para pacientes com linfoma n&#xE3;o-Hodgkin em est&#xE1;gio avan&#xE7;ado de grau intermedi&#xE1;rio ou de alto grau. <sup>10</sup></p> <h4>Leucemia linfoc&#xED;tica cr&#xF4;nica</h4> <p>Terapia combinada com fludarabina tem atingido um aumento na popularidade para o tratamento de leucemia linfoc&#xED;tica cr&#xF4;nica (LLC). Entre as terapias, a combina&#xE7;&#xE3;o de fludarabina/ciclofosfamida (FC) &#xE9;, de longe, o melhor regime estudado. Os pacientes que recebem FC apresentaram taxa de resposta (TR) de 70% - 94% com 11% -34% taxa de remiss&#xE3;o completa (RC). Em pacientes n&#xE3;o tratados previamente para LLC, foram observados TR de 64% - 88% com 21% - 46% as taxas de RC. Os principais efeitos colaterais do FC s&#xE3;o mielotoxicidade e infec&#xE7;&#xF5;es; a maioria das complica&#xE7;&#xF5;es relatadas s&#xE3;o: febre de origem desconhecida, infec&#xE7;&#xF5;es do trato respirat&#xF3;rio superior, ou infec&#xE7;&#xE3;o por v&#xED;rus da herpes. H&#xE1; provavelmente uma correla&#xE7;&#xE3;o entre a dose mais elevada de ciclofosfamida (&gt; 750 mg/m<sup>2</sup> por ciclo de tratamento) e um aumento do n&#xFA;mero de complica&#xE7;&#xF5;es infecciosas graves. Resultados semelhantes foram relatados em rela&#xE7;&#xE3;o aos TR e efeitos colaterais da terapia combinada de fludarabina/epirrubicina. A combina&#xE7;&#xE3;o tripla de terapia combinada com fludarabina/ciclofosfamida/mitoxantrona e fludarabina com anti-CD20 (rituximab) ou anticorpo anti-CD52 (Campath-1H), pode at&#xE9; ser mais promissora, uma vez que, um n&#xFA;mero relevante de remiss&#xF5;es moleculares completas s&#xE3;o alcan&#xE7;adas com essas drogas. O papel preciso de combina&#xE7;&#xF5;es de fludarabina no &#xE2;mbito da estrat&#xE9;gia global de tratamento continua a ser determinado. A recomenda&#xE7;&#xE3;o atual &#xE9; utilizar estas combina&#xE7;&#xF5;es em casos com recidiva, enquanto a sua utiliza&#xE7;&#xE3;o na terapia de primeira linha deve ser investigada em protocolos cl&#xED;nicos. Assim, continua-se demonstrando se os pacientes com leucemia linfoc&#xED;tica cr&#xF4;nica atingem uma melhora da sobrevida global com quimioterapias combinadas. <sup>11</sup></p> <h4>Leucemia linfoc&#xED;tica cr&#xF4;nica - ciclofosfamida, vincristina e prednisona</h4> <p>O Grupo Cooperativo Espanhol de tratamento de hemopatias malignas (PETHEMA) realizou um ensaio cl&#xED;nico em pacientes com leucemia linfoc&#xED;tica cr&#xF4;nica avan&#xE7;ada (Fase C), com objetivo de investigar uma forma mais intensa de quimioterapia (por exemplo, COP (ciclofosfamida, vincristina e prednisona)) que seria mais eficaz do que a combina&#xE7;&#xE3;o padr&#xE3;o de CLR intermitente (clorambucil) e PDN (prednisona) no tratamento de pacientes.</p> <p>Noventa seis (n=96) pacientes com leucemia linfoc&#xED;tica cr&#xF4;nica (CLL) (Fase C: anemia e/ou trombocitopenia de origem n&#xE3;o imune) foram randomizados para receber clorambucil (CLR) (0,4 mg/kg por via oral, dia 6) mais prednisona (PDN) (60 mg/m<sup>2</sup> por via oral, dias 1-5) a cada 2 semanas ou ciclofosfamida (600 mg/m<sup>2</sup> por via intravenosa, dia 6A vincristina (1 mg/m* por via intravenosa, dia 6A e prednisona (60 mg/m<sup>2</sup> por via oral, dias 1-5) (COP) a cada m&#xEA;s, durante 5 meses. A remiss&#xE3;o completa (RC) foi definida com o desaparecimento total dos sinais e sintomas relacionados com a doen&#xE7;a. A remiss&#xE3;o parcial (PR) foi definida quando depois do tratamento, o quadro cl&#xED;nico tornou-se menos avan&#xE7;ado.</p> <p>Trinta (59%) respostas foram observadas (8% Cr) com CLR mais PDN e 14 (31%, 2% CR) com COP (P &lt;0,01). A sobrevida n&#xE3;o foi significativamente diferente entre os dois grupos. Pacientes previamente tratados tiveram um n&#xFA;mero mais baixo de respostas (11/35, 31%) do que aqueles sem tratamento pr&#xE9;vio (33/61, 54%) (P &lt;0,05). Pacientes que atingiram uma CR ou um bom PR tiveram taxa de sobrevida m&#xE9;dia n&#xE3;o atingida em rela&#xE7;&#xE3;o aqueles com PR deficiente (media 25,2 meses) ou aqueles que n&#xE3;o respondem ao tratamento (m&#xE9;dia de 11,5 meses) (P &lt;0,005).</p> <p>Os resultados relevantes obtidos no estudo s&#xE3;o (1) como indicado no protocolo, CLR mais PDN produziu um n&#xFA;mero maior de respostas do que o COP em pacientes com CLL avan&#xE7;ada; (2) em termos de sobrevida, n&#xE3;o foram encontradas diferen&#xE7;as estatisticamente significativas entre os pacientes tratados com CLR mais PDN e COP; (3) os pacientes previamente tratados responderam bem &#xE0; terapia em rela&#xE7;&#xE3;o aos pacientes que n&#xE3;o tiveram tratamento administrado anteriormente; (4) os pacientes que respondem &#xE0; terapia tiveram sobrevida mais longa em rela&#xE7;&#xE3;o aqueles que n&#xE3;o respondem; (5) a qualidade da resposta medida pelo est&#xE1;gio da doen&#xE7;a alcan&#xE7;ada ap&#xF3;s o tratamento parece ser importante na determina&#xE7;&#xE3;o da taxa de sobrevida dos pacientes. <sup>12</sup></p> <p>Durante 5 anos, a terapia com ciclofosfamida, vincristina, prednisona foi estudada em 18 pacientes com leucemia linf&#xE1;tica cr&#xF4;nica refrat&#xE1;ria avan&#xE7;ada. Detalhe do diagn&#xF3;stico: Diagn&#xF3;stico de CLL, linf&#xF3;citos perif&#xE9;ricos no sangue &gt; 15.000 c&#xE9;lulas uL, n&#xE3;o imput&#xE1;vel a uma doen&#xE7;a que n&#xE3;o &#xE9; CLL e uma medula &#xF3;ssea hipercelular com linf&#xF3;citos compreendendo &#x2265;50% das c&#xE9;lulas nucleadas no momento do diagn&#xF3;stico. Todos os pacientes receberam terapia pr&#xE9;via de agente de alquila&#xE7;&#xE3;o, quer isoladamente ou em combina&#xE7;&#xE3;o com corticosteroides.</p> <p>A quimioterapia foi administrada em intervalos de 3-4 semanas via IV ou ciclofosfamida oral (detalhes do regime: A ciclofosfamida administrada com 800 mg/m<sup>2</sup> no dia 1 de infus&#xE3;o ou /m<sup>2</sup> /dia por via oral em dose de 400 mg nos dias 1 - 5. Todos os pacientes receberam vincristina (2 mg IV, dia 1) e prednisona (60-100 mg/m<sup>2</sup> por via oral, dias 1-5, os ciclos foram repetidos em intervalos de 3 - 4 semanas). As respostas foram avaliadas utilizando crit&#xE9;rios baseados no melhoramento de linf&#xF3;citos perif&#xE9;ricos no sangue, linfadenopatias, hepatoesplenomegalia, n&#xED;veis de hemoglobina, contagem de plaquetas e os sintomas sist&#xEA;micos.</p> <p>Sessenta e sete porcento dos pacientes mostraram uma resposta cl&#xED;nica objetiva, enquanto 44% do grupo total obteve uma reposta cl&#xED;nica completa ou resposta parcial. A sobrevida m&#xE9;dia do diagn&#xF3;stico de CLL foi de 62 meses para todo o grupo, enquanto a sobrevida m&#xE9;dia desde o in&#xED;cio da CVP foi de 30 meses. Pacientes que atingiram uma resposta cl&#xED;nica completa ou uma resposta parcial tiveram uma sobrevida m&#xE9;dia de 37,5 meses, enquanto os pacientes n&#xE3;o responsivos tiveram uma taxa de sobrevida de 5 meses. Todos os pacientes que respondem as melhorias que foram evidentes durante o primeiro m&#xEA;s de tratamento. Oito pacientes tiveram o controle da doen&#xE7;a prolongada (dura&#xE7;&#xE3;o 1-4 anos), sem terapia de manuten&#xE7;&#xE3;o ou com terapia de manuten&#xE7;&#xE3;o CVP. Apesar do tratamento agressivo um grupo de pacientes exibir 89% de insufici&#xEA;ncia da medula &#xF3;ssea no pr&#xE9;-tratamento, foram observadas 2 mortes no tratamento, devido &#xE0; infec&#xE7;&#xE3;o. Caso contr&#xE1;rio, a toxicidade foi geralmente ligeira e revers&#xED;vel. De 11 pacientes trombocitop&#xEA;nicos, apenas quatro tiveram uma redu&#xE7;&#xE3;o ainda maior em sua contagem de plaquetas e nenhum paciente teve hemorragia grave. Sete dos 12 pacientes com <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/esplenomegalia/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">esplenomegalia</a> acentuada e citopenia conseguiram pelo menos uma remiss&#xE3;o parcial.</p> <p>CVP parece ser eficaz sem correr riscos desnecess&#xE1;rios para pacientes com leucemia linfoc&#xED;tica cr&#xF4;nica refrat&#xE1;ria e pode oferecer uma alternativa e para esplenectomia em pacientes selecionados.<sup> 13</sup></p> <h4>Leucemia linfobl&#xE1;stica aguda</h4> <p>Apesar da taxa de sobrevida global de quase 80% para leucemia linfobl&#xE1;stica aguda (LLA-T de c&#xE9;lulas T em pacientes pedi&#xE1;tricos, h&#xE1; um subconjunto de pacientes refrat&#xE1;rios para regimes de quimioterapia convencionais e que poderiam beneficiar-se de novas abordagens de tratamento. Ao longo do per&#xED;odo de 2 anos, foram tratados 5 pacientes pedi&#xE1;tricos refrat&#xE1;rios com LLA-T, com idade entre 3 a 15 anos, com altas doses de ciclofosfamida (CY) a uma dose de 2.100 mg/m<sup>2</sup>, durante 2 dias consecutivos, isoladamente (N = 1) ou em combina&#xE7;&#xE3;o com outros agentes de quimioterapia (N = 4). Quatro destes cinco pacientes tiveram uma redu&#xE7;&#xE3;o de 1,5 log na carga da doen&#xE7;a. Tr&#xEA;s dos cinco pacientes apresentaram qualquer evid&#xEA;ncia de doen&#xE7;a residual m&#xED;nima (DRM) depois de doses elevadas de CY. Um paciente desenvolveu&amp;nbsp;grau 4 transit&#xF3;rio e um paciente desenvolveu grau 3 tiflite. Todos os cinco pacientes, na &#xFA;ltima an&#xE1;lise procederam &#xE0; transplante de c&#xE9;lulastronco hematopo&#xE9;ticas, quando os n&#xED;veis DRM foram &lt;0,01%. Todos os pacientes com DRM persistente ap&#xF3;s o tratamento com quimioterapia convencional responderam a CY na dosagem aumentda. <sup>14</sup></p> <h4>Linfoma de Hodgkin</h4> <p>No per&#xED;odo de Outubro de 1999 e Maio de 2002, um estudo multic&#xEA;ntrico foi realizado para avaliar crian&#xE7;as e adolescentes com menos de 21 anos com linfoma de Hodgkin em est&#xE1;gio avan&#xE7;ado. Noventa e nove pacientes foram inclu&#xED;dos neste estudo, um paciente foi declarado ineleg&#xED;vel por causa da incapacidade de obter consentimento adequado.</p> <p>Os pacientes variaram na idade entre 4 a 20 anos (media de 14 anos). Os n&#xFA;meros de pacientes masculinos e femininos eram id&#xEA;nticos. 23 pacientes de fase II (23%), 17 de fase III (17%) e 58 de fase IV (59%). Oitenta pacientes (82%) apresentavam uma anterior massa mediastinal na entrada do estudo (51&#x2C2; um ter&#xE7;o do di&#xE2;metro intrator&#xE1;cica). A maioria dos pacientes apresentaram caracter&#xED;stica de alto risco, incluindo simtomas-B (70%), adenopatia hilar (73%), agregado nodal mais do que 10 cm (61%), e tr&#xEA;s ou mais regi&#xF5;es nodais (74%). Sessenta e quatro (63%) pacientes foram classificados com doen&#xE7;a em massa no momento do diagn&#xF3;stico. O resultado do estudo demonstrou que a intensifica&#xE7;&#xE3;o da dose de inicio com dose escalada BEACOPP n&#xE3;o &#xE9; apenas fact&#xED;vel, mas altamente eficaz em crian&#xE7;as e adolescentes com linfoma de Hodgkin em est&#xE1;gio avan&#xE7;ado. <sup>15</sup></p> <h4>Linfoma de Hodgkin &#x2013; COPP (ciclofosfamida, vincristina, procarbazina e prednisona)</h4> <p>Um estudo cooperativo entre v&#xE1;rios membros institucionais do Grupo Argentino para Tratamento da Leucemia Aguda (GATLA) foi realizado. Os efeitos foram os seguintes: 1) determinar se o regime de combina&#xE7;&#xE3;o de quatro drogas, ciclofosfamida, vincristina, procarbazina e prednisona (COPP), foram &#xFA;teis como tratamento de indu&#xE7;&#xE3;o para produzir uma taxa de remiss&#xE3;o completa mais elevada em pacientes com doen&#xE7;a de Hodgkin, linfossarcoma, e ret&#xED;culo-sarcoma de c&#xE9;lulas; 2) comparar a dura&#xE7;&#xE3;o da remiss&#xE3;o completa em pacientes com diferentes programas de manuten&#xE7;&#xE3;o e naqueles sem terapia adicional.</p> <p>Cento e noventa pacientes com doen&#xE7;a avan&#xE7;ada, linfossarcoma, ou sarcoma de c&#xE9;lulas do ret&#xED;culo ativo de Hodgkin foram tratados com uma combina&#xE7;&#xE3;o de ciclofosfamida, vincristina, procarbazina e prednisona (COPP), administrada de forma c&#xED;clica a cada m&#xEA;s. Os pacientes com expectativa de menos de 1 m&#xEA;s de vida foram exclu&#xED;dos. No entanto, os pacientes que tiveram quimioterapia ou radioterapia, incluindo o tratamento com um ou mais dos f&#xE1;rmacos utilizados no presente estudo, n&#xE3;o foram exclu&#xED;dos. A remiss&#xE3;o completa foi definida como aus&#xEA;ncia de qualquer evid&#xEA;ncia cl&#xED;nica de doen&#xE7;a. A remiss&#xE3;o parcial foi considerada como sendo redu&#xE7;&#xE3;o de mais do que a metade de qualquer massa de tumor mensur&#xE1;vel e a aus&#xEA;ncia de novas les&#xF5;es. Nenhuma resposta foi definida como evid&#xEA;ncia inequ&#xED;voca de persist&#xEA;ncia ou progress&#xE3;o do tumor.</p> <p>A remiss&#xE3;o completa foi produzida em 91 de 138 (66%) pacientes com doen&#xE7;a de Hodgkin e em 39 de 52 (75%) pacientes com linfoma n&#xE3;oHodgkin (linfossarcoma e sarcoma de c&#xE9;lulas reticulares). A taxa de resposta foi maior nos pacientes que completaram 6 ciclos de tratamento em compara&#xE7;&#xE3;o com aqueles que completaram apenas tr&#xEA;s a cinco ciclos: 77% <em>versus</em>. 45%, respectivamente, na doen&#xE7;a de Hodgkin, e 85% <em>versus</em> 46%, respectivamente, em linfoma n&#xE3;o-Hodgkin. A dura&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dia da remiss&#xE3;o foi maior nos pacientes com doen&#xE7;a de Hodgkin que completaram 6 ciclos (30 meses <em>versus</em> 10 meses). A dura&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dia da remiss&#xE3;o completa para o linfoma n&#xE3;o-Hodgkin foi de 14 meses. A resposta ao tratamento positivamente correlacionada com a taxa de sobrevida. O tempo m&#xE9;dio de sobrevida do in&#xED;cio do tratamento COPP para pacientes com doen&#xE7;a de Hodgkin foram de 7 meses para os que n&#xE3;o responderam, 14 meses para aqueles que alcan&#xE7;aram remiss&#xE3;o parcial, e mais de 48 meses para aqueles que atingiram a remiss&#xE3;o completa. Para os pacientes com linfoma n&#xE3;o-Hodgkin, o tempo m&#xE9;dio de sobrevida do in&#xED;cio do tratamento foi de 24 meses COPP para aqueles que n&#xE3;o responderam e aqueles que tiveram remiss&#xE3;o parcial, e mais de 32 meses para os alcan&#xE7;aram remiss&#xE3;o completa. Dos que responderam a taxa de remiss&#xE3;o completa com doen&#xE7;a de Hodgkin, 70% ainda est&#xE3;o vivos 84 meses ap&#xF3;s o diagn&#xF3;stico, e 63% dos pacientes com linfoma n&#xE3;o-Hodgkin est&#xE3;o vivos 48 meses ap&#xF3;s o diagn&#xF3;stico.</p> <p>O presente estudo foi realizado para determinar a efic&#xE1;cia da terapia combinada em associa&#xE7;&#xE3;o com quatro drogas de quimioterapicas (ciclofosfamida, vincristina, procarbazina e prednisona) (COPP) em pacientes com linfomas em fases tardias, com e sem tratamento pr&#xE9;vio. Considerando toda a popula&#xE7;&#xE3;o de paciente tratado com tr&#xEA;s ou mais ciclos, a remiss&#xE3;o completa foi alcan&#xE7;ada em 91 de 138 pacientes (66%) com doen&#xE7;a de Hodgkin e em 39 de 52 pacientes (75%) com linfoma n&#xE3;o-Hodgkin. Em pacientes que completaram 6 ciclos de tratamento COPP, as taxas de remiss&#xE3;o completa de resposta foram de 77% para aqueles com a doen&#xE7;a de Hodgkin e 85% para aqueles com linfoma n&#xE3;o-Hodgkin. As observa&#xE7;&#xF5;es no presente estudo demonstram que, 66% conclu&#xED;dos responderam a remiss&#xE3;o, 13% dos pacientes obtiveram remiss&#xE3;o completa somente ap&#xF3;s o sexto ciclo. Levando em conta esta constata&#xE7;&#xE3;o, &#xE9; importante ressaltar que o tratamento n&#xE3;o deve ser interrompido antes do sexto ciclo, mesmo que a remiss&#xE3;o ainda n&#xE3;o tinha sido obtida. Al&#xE9;m disso, este caso, dois ou mais ciclos seriam aconselh&#xE1;veis, ap&#xF3;s a conclus&#xE3;o do sexto ciclo. A quimioterapia pr&#xE9;via prejudicou a resposta. Por outro lado, a radioterapia anterior n&#xE3;o pareceu afetar a resposta. Pacientes com doen&#xE7;a avan&#xE7;ada e com sintomas generalizados tamb&#xE9;m mostraram uma resposta adversamente afetada. A dura&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dia completa da remiss&#xE3;o em pacientes com doen&#xE7;a de Hodgkin ap&#xF3;s 6 ciclos de tratamento COPP foi de 30 meses, em compara&#xE7;&#xE3;o com 10 meses em pacientes que completaram apenas tr&#xEA;s a cinco ciclos de COPP. A dura&#xE7;&#xE3;o da remiss&#xE3;o mantida no programa COPP, usando COPP a cada 3 meses, vinblastina a cada 15 dias, mais um ciclo de COPP a cada 6 meses, ou vinblastina isolada a cada 15 dias, foi semelhante ao do grupo com remiss&#xE3;o n&#xE3;o mantido. Existem duas grandes diferen&#xE7;as entre o COPP e programas COP. O programa incorpora COPP procarbazina, que n&#xE3;o est&#xE1; inclu&#xED;do no programa de COP. A procarbazina &#xE9; provavelmente t&#xE3;o eficaz como os agentes de alquila&#xE7;&#xE3;o ou alcal&#xF3;ides de vinca para a doen&#xE7;a de Hodgkin e pode ser fator importante na diferente dura&#xE7;&#xE3;o da remiss&#xE3;o. Al&#xE9;m disso, o esquema de administra&#xE7;&#xE3;o de ciclofosfamida e vincristina &#xE9; diferente: nos dias 1 e 7 no programa COPP e nos dias 1 e 14 de cada m&#xEA;s no programa COP. <sup>16</sup></p> <h4>C&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio</h4> <p>Estudo multic&#xEA;ntrico retrospectivo realizado para avaliar a efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a de quimioterapia metron&#xF4;mica com ciclofosfamida em pacientes com c&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio.</p> <p>A ciclofosfamida oral (Endoxan) foi administrada na dose de 50 mg por dia continuamente. A toxicidade e resposta ao tratamento foram avaliadas de acordo com os crit&#xE9;rios dos regimes VCI-CTC e RECIST. Tamb&#xE9;m foram avaliadas sobrevida livre de progress&#xE3;o da doenca (PFS &#x2013; <em>progression-free survival</em>) e sobrevida global (OS &#x2013; <em>overall survival</em>).</p> <p>Cinquenta e quantro pacientes foram analisados: 20 pacientes (37,0%) foram considerados principalmente platina refrat&#xE1;rio/resistente, enquanto 34 pacientes (63,0%) foram definidos como platina sens&#xED;vel; 79,6% dos pacientes tinham recebido &#x2265; 2 linha anteriores antes de iniciar o regime MOC. A taxa de resposta objetiva (ORR) foi de 20,4 %. 11 pacientes (20,4%) apresentaram doen&#xE7;a est&#xE1;vel e 8 deles tiveram uma dura&#xE7;&#xE3;o da resposta &#x2265;6 meses. Um total de 32 pacientes (59,2%) progrediu durante o tratamento. A m&#xE9;dia para PFS foi de 4 meses e a taxa de 12 meses foi de 19,6%; a m&#xE9;dia para OS foi de 13 meses e a taxa de OS de 12 meses foi de 51,5%.</p> <p>Pacientes responderam ao MOC, que mostrou ser mais favor&#xE1;vel que PFS (m&#xE9;dia = 17 meses) em compara&#xE7;&#xE3;o com pacientes com estabiliza&#xE7;&#xE3;o (m&#xE9;dia = 6 meses) ou progress&#xE3;o da doen&#xE7;a (m&#xE9;dia = 3 meses) (valor de P = 0.0001). A m&#xE9;dia de pacientes que responderam foi de 30 meses em compara&#xE7;&#xE3;o com 11 meses em casos de estabiliza&#xE7;&#xE3;o ou doen&#xE7;a com progress&#xE3;o (m&#xE9;dia de 8 meses) (P = P = 0,0001).</p> <p>Apenas um paciente apresentou grau 3 de anemia e 2 pacientes apresentaram toxicidade n&#xE3;o hematol&#xF3;gica de grau 3. Portanto, MOC pode fornecer uma alternativa v&#xE1;lida, em termos de rela&#xE7;&#xE3;o risco/beneficio no tratamento de pacientes tratado com ROC. <sup>17</sup></p> <h4>Neuroblastoma</h4> <p>Na presen&#xE7;a de fatores de risco cir&#xFA;rgicos (FRC), 6 sess&#xF5;es de quimioterapia alterando Carboplatina-Etoposideo e VincristinaCiclofosfamida-Doxorrubicina foram administradas, e a resse&#xE7;&#xE3;o cir&#xFA;rgica foi tentada ap&#xF3;s a quarta sess&#xE3;o. An&#xE1;lises de sobrevida foram realizadas utilizando uma abordagem de inten&#xE7;&#xE3;o de tratar. O principal objetivo era conseguir uma sobrevida de 5 anos acima de 80%. Das 191 crian&#xE7;as cadastradas, 160 foram avaliadas. Havia 62,5% com idade superior a 18 meses e 52,5% com histologia desfavor&#xE1;vel de acordo com a Classifica&#xE7;&#xE3;o Internacional de Neuroblastoma Patologia (CINP). A quimioterapia reduziu o n&#xFA;mero de FRCs em um ter&#xE7;o. A demora na cirurgia foi realizada em 86,3% dos pacientes e foi completa ou quase completa em 74%. O EFS 5 anos e OS foram 76,4% e 87,6%, respectivamente, com melhores resultados significativos para pacientes com menos de 18 meses ou com histologia favor&#xE1;vel. Essa estrat&#xE9;gia fornece resultados encorajadores em crian&#xE7;as maiores de 1 ano ou 12 meses com Neuroblastomas inoper&#xE1;veis localizada sem amplifica&#xE7;&#xE3;o MYCN. No entanto, em crian&#xE7;as com mais de 18 meses e com a histologia desfavor&#xE1;vel, &#xE9; recomendado um tratamento adicional.<sup> 18</sup></p> <h4>Formas severas e progressivas de nefrite l&#xFA;pica e granulomatose de Wegener</h4> <p>Os autores procuraram determinar, em primeiro lugar se pulso de metilprednisolona e pulso de ciclofosfamida tinham efic&#xE1;cia compar&#xE1;vel na gest&#xE3;o em longo prazo de nefrite l&#xFA;pica, segundo, se haviam diferen&#xE7;as na efic&#xE1;cia e toxicidade de cursos de curta e longa dura&#xE7;&#xE3;o com pulsos de ciclofosfamida.</p> <p>Sessenta e cinco pacientes (60 do sexo feminino, 5 do sexo masculino; faixa et&#xE1;ria intermedi&#xE1;ria 29 [10-48] anos) com nefrite l&#xFA;pica severa foram aleatoriamente selecionados para terapia de pulso mensal com metilprednisolona durante 6 meses (25 pacientes), terapia de pulso mensal com ciclofosfamida durante 6 meses (20 pacientes), ciclofosfamida mensalmente ou durante 6 meses seguidos trimestralmente por 2 anos adicionais (20 pacientes).</p> <p>Os pacientes foram distribu&#xED;dos aleatoriamente em um dos tr&#xEA;s grupos de tratamento (desenhado a partir de um conjunto de cart&#xF5;es marcados): a infus&#xE3;o intravenosa de 1.0 g/m<sup>2</sup> de metilprednisolona durante 30 minutos, inicialmente em tr&#xEA;s doses di&#xE1;rias, seguidas por doses &#xFA;nicas mensalmente durante 6 meses (25 pacientes), doses mensais individuais durante 6 meses de ciclofosfamida (0.5 - 1.0 g/m<sup>2</sup> administrada via infus&#xE3;o intravenosa durante 60 minutos (20 pacientes); doses &#xFA;nicas ou mensais durante 6 meses de ciclofosfamida, de acordo com o regime descrito acima, seguido por doses individuais trimestrais (0.5 - 1.0 g/m<sup>2</sup> ) por mais 2 anos (20 pacientes).</p> <p>Ciclofosfamida intravenosa foi seguida pela infus&#xE3;o de 2L/m<sup>2</sup> 0 - 45% de solu&#xE7;&#xE3;o salina durante 24 horas, os pacientes foram estimulados a urinar frequentemente, antiem&#xE9;ticos foram usados conforme a necessidade. A ciclofosfamida foi ajustada at&#xE9; um m&#xE1;ximo de 1.0 g/m<sup>2</sup>, se a contagem de leuc&#xF3;citos n&#xE3;o for abaixo de 1.500/microL at&#xE9; atingir os dias 10 - 14 ap&#xF3;s o tratamento. Detalhes da administra&#xE7;&#xE3;o da terapia de pulso foram publicados em outros estudos.</p> <p>Os pacientes tratados com terapia de pulso de metilprednisolona tiveram maior probabilidade de duplicar a <a href=\"https://consultaremedios.com.br/fitness/ganho-de-massa/proteinas/creatina/c\" target=\"_blank\">creatina</a> s&#xE9;rica do que aqueles tratados com ciclofosfamida a longo curso (p&lt;0.04). O risco de duplicar a creatinina n&#xE3;o foi significativamente diferente entre ciclofosfamida em curso de curta e longa dura&#xE7;&#xE3;o. No entanto os pacientes tratados com curso de curta dura&#xE7;&#xE3;o com ciclofosfamida tiveram uma probabilidade maior de exacerba&#xE7;&#xF5;es do que aqueles tratados com longo curso de ciclofosfamida (p&lt;0.01).</p> <p>Um curso prolongado de terapia com ciclofosfamida &#xE9; mais eficaz do que 6 meses de terapia com metilprednisolona na preserva&#xE7;&#xE3;o da fun&#xE7;&#xE3;o renal em pacientes com nefrite l&#xFA;pica grave. A adi&#xE7;&#xE3;o de um regime de manuten&#xE7;&#xE3;o trimestral para mensal de terapia com ciclofosfamida reduz a taxa de exacerba&#xE7;&#xF5;es. <sup>19</sup></p> <p>Os ensaios cl&#xED;nicos controlados em nefrite l&#xFA;pica demonstraram que a terapia com ciclofosfamida &#xE9; superior &#xE0; terapia de corticoster&#xF3;ide isolado. Os perfis de efic&#xE1;cia e de efeitos colaterais em longo prazo de regimes imunossupressores requerem mais estudos.</p> <p>Em um ensaio cl&#xED;nico randomizado e controlado com acompanhamento m&#xE9;dio de 11 anos, oitenta e dois (N = 82) pacientes com nefrite l&#xFA;pica proliferativa foram inclu&#xED;dos no centro clinico de &#x201C;National Institutes of Health, Bethesda, Maryland&#x201D; entre 1986 e 1990. A an&#xE1;lise inicial foi baseada nos dados coletados em 1 de maio de 1995. Os pacientes foram distribu&#xED;dos aleatoriamente para receber um dos tr&#xEA;s regimes: 1) metilprednisolona intravenosa 1 g/m<sup>2</sup> de &#xE1;rea de superf&#xED;cie corporal administrada como <em>bolus</em> mensalmente durante pelo menos 12 meses e at&#xE9; 36 meses; 2) ciclofosfamida intravenosa 1 g/m<sup>2</sup> da &#xE1;rea de superf&#xED;cie corporal, como <em>bolus</em> mensalmente durante 6 meses consecutivos e em seguida uma vez cada 3 meses durante pelo menos 24 meses adicionais, ou 3) terapia combinada destes dois regimes.</p> <p>Em uma an&#xE1;lise de sobrevida de inten&#xE7;&#xE3;o de tratar, a probabilidade de falha do tratamento foi significativamente menor em ciclofosfamida (P = 0,04) e terapia combinada (P = 0,002) em rela&#xE7;&#xE3;o ao grupo de metilprednisolona. A terapia combinada e terapia com ciclofosfamida isolada n&#xE3;o diferiram estatisticamente em termos de efic&#xE1;cia ou efeitos adversos. Dos pacientes que completaram o protocolo (N = 65), a propor&#xE7;&#xE3;o de pacientes que havia duplica&#xE7;&#xE3;o da concentra&#xE7;&#xE3;o da creatinina do soro era significativamente mais baixa no grupo de combina&#xE7;&#xE3;o do que no grupo de ciclofosfamida (risco relativo, 0,095 [IC de 95%, 0,01 para 0,842]).</p> <p>Com acompanhamento prolongado, a terapia com ciclofosfamida continuou a mostrar efic&#xE1;cia superior ao longo da terapia com metilprednisolona sozinho para o tratamento da nefrite l&#xFA;pica. A combina&#xE7;&#xE3;o da terapia de ciclofosfamida e metilprednisolona parecem fornecer benef&#xED;cio adicional ao longo da terapia com ciclofosfamida sozinho e n&#xE3;o confere risco adicional para eventos adversos. <sup>20</sup></p> <p>H&#xE1; incerteza sobre a efic&#xE1;cia e toxicidade da terapia de <em>bolus</em> com metilprednisolona ou da combina&#xE7;&#xE3;o de metilprednisolona e ciclofosfamida no tratamento de nefrite l&#xFA;pica. Objetivo: 1) determinar se a terapia intensiva de <em>bolus</em> com metilprednisolona &#xE9; um substituto adequado para a terapia de <em>bolus</em> com ciclofosfamida e 2) se a combina&#xE7;&#xE3;o de metilprednisolona e ciclofosfamida &#xE9; superior &#xE0; terapia de <em>bolus</em> com metilprednisolona ou ciclofosfamida isolada.</p> <p>Estudo cl&#xED;nico randomizado controlado com pelo menos 5 anos de follow-up. 82 pacientes com nefrite l&#xFA;pica que tiveram 10 ou mais hem&#xE1;cias por campo de alta pot&#xEA;ncia, elementos celularess, protein&#xFA;ria (&gt;1g de prote&#xED;na por dia), e uma amostra de bi&#xF3;psia renal apresentou nefrite proliferativa. Interven&#xE7;&#xF5;es: Terapia de <em>bolus</em> com metilprednisolona intravenosa (1 g/m<sup>2</sup> &#xE1;rea da superf&#xED;cie corp&#xF3;rea), administrada mensalmente em no m&#xED;nimo 1 ano, terapia de <em>bolus</em> com ciclofosfamida intravenosa (0.5 at&#xE9; 1 g/m<sup>2</sup> da superf&#xED;cie corp&#xF3;rea) administrada mensalmente por 6 meses e em seguida trimestralmente ou terapia de <em>bolus</em> com ambos metilprednisolona e ciclosfosfamida.</p> <p>Remiss&#xE3;o renal ocorreu em 17 de 20 pacientes do grupo de terapia combinada (85%), 13 de 21 pacientes no grupo ciclofosfamida (62%) e 7 de 24 pacientes do grupo de metilprednisolona (29%) (P &lt; 0.001). Vinte oito pacientes (43%) n&#xE3;o atingiram a remiss&#xE3;o renal. Pela an&#xE1;lise da tabela de vida, a probabilidade da remiss&#xE3;o durante um per&#xED;odo de estudo foi maior no grupo tratado com terapia combinada do que no grupo de metilprednisolona (P = 0.028). A terapia de combina&#xE7;&#xE3;o e terapia com ciclofosfamida n&#xE3;o foram estatisticamente diferentes. Rea&#xE7;&#xF5;es adversas foram amenorreia (observados em 41% do grupo de ciclofosfamida, 43% do grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o e 7,1% do grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o e 0% do grupo metilprednisolona), necrose vascular observada em 11% do grupo de ciclofosfamida, 18% do grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o, e 22% de grupo metilpredinisolona), herpes zoster (observada em 15% do grupo ciclofosfamida, 21% do grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o e 3,7% do grupo metilprednisolona) e no m&#xED;nimo uma infec&#xE7;&#xE3;o (observada em 26% do grupo ciclofosfamida, 32% grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o, e 7,4% do grupo de metilprednisolona).</p> <p>Terapia de <em>bolus</em> mensal com metilprednisolona foi menos eficaz do que a terapia de <em>bolus</em> mensal com ciclofosfamida. A tend&#xEA;ncia para uma maior efic&#xE1;cia com a terapia combinada foi observada. <sup>21</sup></p> <p>Estudo prospectivo das caracter&#xED;sticas cl&#xED;nicas, fisiopatologia, tratamento e progn&#xF3;sticos de granulomatose de Wegener.</p> <p>Dos 180 pacientes com granulomatoses de Wegener que se refere o &#x201C; National Institute of Allergy and Infectious Diseases&#x201D; durante os &#xFA;ltimos 24 anos, 158 foram acompanhados por 6 meses a 24 anos (um total de 1.229 pacientes por ano). O regime constituiu em dia, a terapia oral de ciclofosfamida, 2 mg/kg do peso corporal, prednisona, 1mg/kg de peso corp&#xF3;reo. Muitos pacientes com doen&#xE7;a fulminante e rapidamente progressiva recebem 3 a 5 mg/kg de ciclofosfamida diariamente.</p> <p>Homens e mulheres foram igualmente representados, 97% dos pacientes eram brancos e 85% tinham mais de 19 anos de idade. O per&#xED;odo m&#xE9;dio de acompanhamento foi de 8 anos, 133 pacientes (84%) receberam uma terapia padr&#xE3;o com ciclofosfamida di&#xE1;ria de baixa dose de glicocortic&#xF3;ides. Oito pacientes (5.0%) receberam apenas uma dose baixa de ciclofosfamida. Seis pacientes (4.0%) nunca receberam ciclofosfamida e foram tratados com outros agentes citot&#xF3;xicos e glicocorticoides. Dez pacientes (6.0 %) foram tratados apenas com glicocorticoides. 91 % dos pacientes apresentaram melhora acentuada, e 75% alcan&#xE7;aram a remiss&#xE3;o completa.</p> <p>50% das remiss&#xF5;es foram associadas com uma ou mais recidivas. Dos 99 pacientes acompanhados por &gt; 5 anos, 44% tiveram remiss&#xE3;o de &gt; 5 anos de dura&#xE7;&#xE3;o. 13% dos pacientes morreram com granulomatose de Wegener, causas relacionadas com o tratamento, ou ambos. Quase todos os pacientes tinham mobilidade grave caracter&#xED;sticas irrevers&#xED;veis da sua doen&#xE7;a (86%) ou efeitos colaterais do tratamento (42%).</p> <p>O curso da granulomatose de Wegener foi drasticamente melhorado por tratamento di&#xE1;rio com ciclofosfamida e glucocortic&#xF3;ides. No entanto, a morbidade da doen&#xE7;a relacionada com o tratamento muitas vezes &#xE9; profunda. Formas alternativas de terapia ainda n&#xE3;o atingiram as altas taxas de indu&#xE7;&#xE3;o da remiss&#xE3;o e manuten&#xE7;&#xE3;o de sucesso que foram relatadas com tratamento di&#xE1;rio de ciclofosfamida. Apesar do sucesso terap&#xEA;utico continuado com ciclofosfamida a longo prazo no acompanhamento de pacientes com granulomatose de Wegener, crescente preocupa&#xE7;&#xF5;es sobre a toxicidade resultante da terapia com ciclofosfamida prolongada surgiram e incentivaram ainvestiga&#xE7;&#xE3;o de outros regimes terap&#xEA;uticos.<sup> 22</sup></p> <p>O uso de agentes citot&#xF3;xicos em doen&#xE7;as n&#xE3;o neopl&#xE1;sicas ainda &#xE9; uma quest&#xE3;o de preocupa&#xE7;&#xE3;o em rela&#xE7;&#xE3;o aos efeitos colaterais de curto e longo prazo. &#xC9; importante avaliar e mostrar claramente tanto a efic&#xE1;cia do regime terap&#xEA;utico a longo prazo de segmento, bem como a ocorr&#xEA;ncia de efeitos secund&#xE1;rios t&#xF3;xicos observados ao longo de um per&#xED;odo prolongado.</p> <p>Oitenta e cinco pacientes com granulomatose de Wegener foram estudados por 21 anos no National Institutes of Health. Os pacientes foram tratados com um protocolo que consiste em ciclofosfamida, 2 mg/kg de peso corporal por dia, com prednisona 1 mg/kg de peso corporal por dia, seguido por convers&#xE3;o de prednisona para um regime de dias alternados.</p> <p>As remiss&#xF5;es completas foram obtidas em 79 de 85 pacientes (93%). A dura&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dia da remiss&#xE3;o para os pacientes que vivem foi de 48,2 (+/- 3,6) meses. Vinte e tr&#xEA;s pacientes ficaram fora da terapia durante um per&#xED;odo m&#xE9;dio de 35,3 (+/- 6,3) meses sem terapia.</p> <p>Esse estudo fornece uma experi&#xEA;ncia em perspectiva com granulomatose de Wegener e remiss&#xF5;es que demonstram a longo prazo que podem ser induzidas e mantidas em um n&#xFA;mero extremamente elevado de pacientes por combina&#xE7;&#xE3;o de terapia com ciclofosfamida e prednisona por dia, em dias alternados.<sup> 23</sup></p> <h4>C&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio avan&#xE7;ado</h4> <p>Objetivo do estudo foi verificar se a adi&#xE7;&#xE3;o de doxorrubicina poderia melhorar a efic&#xE1;cia da CDDP (cisplatina) + ciclofosfamida em termos de taxa de resposta, sobrevida livre de progress&#xE3;o e sobrevida de c&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio avan&#xE7;ado.</p> <p>Ap&#xF3;s cirurgia prim&#xE1;ria, 125 pacientes com c&#xE2;ncer epitelial de ov&#xE1;rio (Federa&#xE7;&#xE3;o Internacional de Ginecologia e Obstetr&#xED;cia [FIGO] Ic + Ilb + IUC = 22 pacientes, FIGO III = 82 pacientes, FIGO IV = 21 pacientes) foram separados aleatoriamente para receber PC (cisplatina 50 mg/m<sup>2</sup> + ciclofosfamida 600 mg/m<sup>2</sup> por dia durante 28 dias) ou PAC (PC + doxorubicina 45 mg/m<sup>2</sup>). Ap&#xF3;s 6 ciclos os pacientes foram submetidos clinicamente ou com doen&#xE7;a ressec&#xE1;vel residual livre de doen&#xE7;a &#xE0; segunda cirurgia. Ap&#xF3;s reestadiamento pacientes com resposta cir&#xFA;rgica completa (CR) interromperam o tratamento, enquanto os que responderam parcialmente (PR) receberam mais 6 cursos; pacientes cuja doen&#xE7;a progrediu foram exclu&#xED;dos do estudo.</p> <p>Entre os pacientes com doen&#xE7;a mensur&#xE1;vel, as seguintes respostas cl&#xED;nicas foram observadas: PC = 20% CR, 34,3% PR, 14,3% doen&#xE7;a est&#xE1;vel e progress&#xE3;o de 31,4%; PAC = 40,6% de CR, 15,6% PR 12,5% a doen&#xE7;a est&#xE1;vel, e 31,3% progress&#xE3;o. Nos 75 pacientes submetidos &#xE0; segunda an&#xE1;lise, os resultados obtidos foram os seguintes: PC = 39,5% CR, 36,8% PR, 7,9% doen&#xE7;a est&#xE1;vel, e 15,8% progress&#xE3;o; PAC = 62,2% de CR 18,9% PR, 10,8% doen&#xE7;a est&#xE1;vel, e 8,1% progress&#xE3;o. A diferen&#xE7;a na resposta completa cir&#xFA;rgica em favor do regime PAC &#xE9; significativa (P &lt;0,05). A sobrevida m&#xE9;dia e sobrevida livre de progress&#xE3;o foram de 800 e 400 dias, respectivamente, para PAC; sobrevida m&#xE9;dia e sobrevida livre de progress&#xE3;o foram de 680 e 380 dias, respectivamente, para PC. Estas diferen&#xE7;as n&#xE3;o s&#xE3;o significativas. A probabilidade de sobrevida foi afetada pelo est&#xE1;gio FIGO, quantidade de doen&#xE7;a residual, histologia, status de performance e a resposta em segundo estudo, enquanto nenhuma influ&#xEA;ncia foi observada de acordo com o grau de diferencia&#xE7;&#xE3;o do tumor e idade.</p> <p>Este estudo relata descobertas relevantes para o tratamento de cancer de ov&#xE1;rio. (1) A doxorrubicina &#xE9; uma droga eficaz que pode aumentar de forma significativa a taxa de CR cir&#xFA;rgica conseguida com CDDP e ciclofosfamida; a utilidade dos regimes contendo doxorrubicina foi descrita por outros autores.(2) Apesar de uma taxa mais elevada de CR, o regime PAC n&#xE3;o parece melhorar a sobrevida e sobrevida livre de progress&#xE3;o.(3) Uma vez que 21% dos nossos pacientes em CR cir&#xFA;rgica morrem de c&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio CR cir&#xFA;rgica ap&#xF3;s 6 ciclos de quimioterapia pode n&#xE3;o ser requisito suficiente para interromper o tratamento.(4) esquemas quimioter&#xE1;picos eficazes podem superar a import&#xE2;ncia de fatores progn&#xF3;sticos tais como a doen&#xE7;a residual volumosa e diferencia&#xE7;&#xE3;o tumoral deficiente. (5) O regime PAC parece ser equit&#xF3;xico com PC e &#xE9; adequado para administra&#xE7;&#xE3;o em n&#xED;vel ambulatorial. Finalmente, mesmo que nenhuma vantagem na sobrevida &#xE9; aparente at&#xE9; agora, acredita-se que o regime PAC &#xE9; mais eficaz para induzir CR cir&#xFA;rgica .<sup> 24</sup></p> <p>Quimioterapia em combina&#xE7;&#xE3;o que inclui um agente de alquila&#xE7;&#xE3;o e derivado de platina t&#xEA;m altas taxas de resposta em mulheres com c&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio avan&#xE7;ado. Tais combina&#xE7;&#xF5;es proporcionam um controle a longo prazo da doen&#xE7;a em alguns pacientes. Foram comparados duas combina&#xE7;&#xF5;es, cisplatina e ciclofosfamida e cisplatina e paclitaxel, em mulheres com c&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio.</p> <p>Foram distribu&#xED;das 410 mulheres com c&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio avan&#xE7;ado e massas residuais maiores do que 1 cm ap&#xF3;s a cirurgia inicial para receber cisplatina (75 mg/m<sup>2</sup> ASC) com ciclofosfamida (750 mg/m<sup>2</sup>) ou paclitaxel (135 mg /m<sup>2</sup> durante um per&#xED;odo de 24 horas).</p> <p>386 mulheres preencheram todos os crit&#xE9;rios de elegibilidade. Fatores progn&#xF3;sticos conhecidos foram semelhantes nos dois grupos de tratamento. Alopecia, neutropenia, febre e rea&#xE7;&#xF5;es al&#xE9;rgicas foram notificadas mais frequentemente no grupo cisplatina-paclitaxel. Entre 216 mulheres com doen&#xE7;a mensur&#xE1;vel, 73% no grupo de cisplatina e paclitaxel responderam &#xE0; terapia, em compara&#xE7;&#xE3;o com 60% no grupo de cisplatina e ciclofosfamida (P = 0,01). A frequ&#xEA;ncia de resposta completa foi verificada cirurgicamente semelhante nos dois grupos. Sobrevida livre de progress&#xE3;o foi significativamente maior (P &lt;0,001) no grupo de cisplatina-paclitaxel e no grupo de cisplatina e ciclofosfamida (m&#xE9;dia, 18 <em>versus</em> 13 meses). A sobrevida foi tamb&#xE9;m significativamente mais longa (P &lt;0,001) no grupo de cisplatina e paclitaxel (m&#xE9;dia 38 <em>versus</em> 24 meses).</p> <p>Incorporando paclitaxel em terapia de primeira linha melhora a dura&#xE7;&#xE3;o de sobreviv&#xEA;ncia livre de progress&#xE3;o e de sobreviv&#xEA;ncia global em mulheres com c&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio est&#xE1;gio III e IV incompletamente ressecado. <sup>25</sup></p> <h4>Indu&#xE7;&#xE3;o de remiss&#xE3;o em plasmacitoma - VBMCP (vincristina, carmustina, melfalano, ciclofosfamida e prednisona)</h4> <p>Um estudo controlado randomizado para testar a hip&#xF3;tese de terapia inicial agressiva utilizando doses elevadas de ciclofosfamida e alfa-2- interferon pode ser superior &#xE0; combina&#xE7;&#xE3;o padr&#xE3;o de agente de alquila&#xE7;&#xE3;o de regimes no tratamento de mieloma recentemente diagnosticada. Eastern Cooperative Oncology Group Study selecionou 268 pacientes n&#xE3;o tratados previamente com mieloma m&#xFA;ltiplo ativo randomizados para vincristina, carmustina (BCNU), melfalano, ciclofosfamida e prednisona (VBMCP) ou VBMCP mais doses elevadas de ciclofosfamida (HiCy) e interferon &#x3B1;2&#x3B2; recombinante (IFN).</p> <p>A resposta objetiva global foi de 62% no regime de VBMCP e 68% no VBMCP + HiCy grupo + IFN. A resposta quase completa (NCR) e resposta completa (CR) taxas foram 8,1% e 8,9%, respectivamente. Sobrevida livre de progress&#xE3;o (PFS) foi de 22,1 e 25,3 meses, respectivamente. A sobrevida global m&#xE9;dia (OS) para os pacientes tratados com VBMCP foi de 37,1 meses e 41,3 meses para aqueles tratados com VBMCP + HiCy + IFN (P = 0,38). As taxas de sobrevida global em 5 anos n&#xE3;o foram significativamente diferentes entre os 2 bra&#xE7;os do estudo, 26,4% e 33%, respectivamente. Toxicidade letal ocorreu em 15 pacientes, incluindo 10 a partir de infec&#xE7;&#xE3;o, mas n&#xE3;o houve diferen&#xE7;a significativa em toxicidades letais entre os dois regimes.</p> <p>O estudo demonstrou um beneficio significativo com adi&#xE7;&#xE3;o de alta dose de ciclofosfamifa e alfa-2 interferon ao VCMCP. <sup>26</sup></p> <p>O Eastern Cooperative Oncology Group (ECOG) realizou uma fase de compara&#xE7;&#xE3;o III de melfalano e prednisona (MP) com vincristina, carmustina (BCNU), melfalano, ciclofosfamida e prednisona (VBMCP), em uma tentativa de determinar qual destes regimes deve ser o padr&#xE3;o para tratamento mieloma m&#xFA;ltiplo.</p> <p>479 pacientes n&#xE3;o tratados previamente com mieloma m&#xFA;ltiplo de 23 institui&#xE7;&#xF5;es ECOG foram inscritos. O tratamento foi atribu&#xED;do de forma aleat&#xF3;ria e consistiu em ciclos de 4 semanas de MP-semana ou 5 ciclos de VBCMP. Ap&#xF3;s 1 ano de terapia de indu&#xE7;&#xE3;o, os pacientes receberam manuten&#xE7;&#xE3;o de MP ou terapia VBMCP em intervalos de 6 e 8 semanas, respectivamente, at&#xE9; reca&#xED;da. Os pacientes que apresentaram falha no tratamento com MP eram eleg&#xED;veis para a terapia de crossover com terapia VBMCP em intervalos de 6 e 8 semanas, respectivamente, at&#xE9; reca&#xED;da. Os pacientes que apresentaram falhas durante o tratamento com MP foram eleg&#xED;veis para a terapia de crossover com VBMCP.</p> <p>Respostas objetivas foram obtidas em 51% dos pacientes que receberam MP, em compara&#xE7;&#xE3;o com 72% dos pacientes que receberam VBMCP (P &lt;0,001). A dura&#xE7;&#xE3;o da resposta tamb&#xE9;m foi superior com VBMCP (m&#xE9;dia, 18 meses com MP <em>versus</em> 24 meses com VB MC P ; P = 0,007). A sobrevida global n&#xE3;o foi significativamente diferente entre MP e VBMCP (P = 0,30). A sobrevida em 5 anos para VBMCP foi de 26%, em compara&#xE7;&#xE3;o com 19% para o MP. VBMCP foi associado com n&#xE1;usea, toxicidade do nervo perif&#xE9;rico, alopecia e neutropenia, mas a taxa de infec&#xE7;&#xE3;o foi igual &#xE0; observada com MP. Ambos os regimes geralmente foram bem tolerados. A principal exce&#xE7;&#xE3;o foi em pacientes idosos que foram confinados &#xE0; cama, tiveram um risco maior de morte com VBMCP. Os dois regimes produziram uma incid&#xEA;ncia semelhante de s&#xED;ndrome mielodispl&#xE1;sica secund&#xE1;ria tarde e leucemia aguda. VBMCP Crossover para pacientes que n&#xE3;o responderam com MP foi apenas minimamente eficaz, com uma taxa de resposta objetiva de 20% e sobrevida m&#xE9;dia de 11 meses ap&#xF3;s o crossover.</p> <p>VBMCP &#xE9; mais eficaz do que MP em produzir e sustentar a remiss&#xE3;o do mieloma m&#xFA;ltiplo. Est&#xE1; associado com uma vantagem de sobrevida marginal e uma maior probabilidade de sobrevida de aproximadamente 5 anos para os pacientes que conseguem tolerar quimioterapia de combina&#xE7;&#xE3;o intensa moderadamente. C&#xE2;ncer 1997; 79: 1561-7. <sup>27</sup></p> <p>Resultados de um estudo prospectivo randomizado realizado pela Intergroupe Francais du Mye&apos;lome (IFM 90) suportam a terapia de c&#xE9;lulas com altas doses hematopoi&#xE9;ticas aut&#xF3;logas (HDT),com aumento de taxas de resposta completa observadas, sobrevida livre de progress&#xE3;o (PFS) e sobrevida global (OS) estendidas em compara&#xE7;&#xE3;o com as terapias de dose padr&#xE3;o (SDT) para pacientes com mieloma m&#xFA;ltiplo (MM).</p> <p>Em 1993 tr&#xEA;s grupos cooperativos da Am&#xE9;rica do Norte iniciaram um estudo prospectivo randomizado (S9321) comparando HDT (melfalano [MEL] 140 mg/m<sup>2</sup> mais irradia&#xE7;&#xE3;o total do corpo 12 Gy) com SDT usando a vincristina, carmustina, MEL, ciclofosfamida e regime de prednisona. Respondedores em ambos os bra&#xE7;os (&#x2265; 75%) foram aleatoriamente selecionados para interferon (IFN) ou nenhum tratamento de manuten&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>No per&#xED;odo m&#xE9;dio de acompanhamento de 76 meses, n&#xE3;o foram observadas diferen&#xE7;as nas taxas de resposta entre os 2 bra&#xE7;os do estudo (HDT, N = 261 pacientes; SDT, N = 255 pacientes). Desta forma, PFS e dura&#xE7;&#xF5;es de OS n&#xE3;o diferiram entre o HDT e bra&#xE7;os SDT, com estimativas de PFS, de 17% e 16%, de 7 anos, respectivamente, e OS de 37% e 42%, respectivamente. Dos 242 pacientes que alcan&#xE7;aram redu&#xE7;&#xE3;o do tumor, pelo menos em 75%, n&#xE3;o foram observadas nenhuma diferen&#xE7;a em PFS ou OS entre os 121 pacientes aleatoriamente randomizados para IFN e 121 pacientes aleatoriamente selecionados para nenhuma terapia de manuten&#xE7;&#xE3;o. Entre 157 pacientes reincidentes no SDT, 87 receberam um autotransplante de salvamento; seu tempo m&#xE9;dio de sobrevida de 30 meses foi apenas um pouco melhor do que o tempo de sobrevida dos pacientes restantes que foram geridos com mais SDT (23 meses; P = 0,13).</p> <p>Os regimes HDT e SDT utilizados em S9321 produziram tempo de dura&#xE7;&#xE3;o compar&#xE1;veis de PFS e OS de. Terapia de manuten&#xE7;&#xE3;o IFN n&#xE3;o beneficiou os pacientes que conseguiram &#x2265; 75% de redu&#xE7;&#xE3;o do tumor em cada bra&#xE7;o. <sup>28</sup></p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. 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Untch &amp; G. von Minckwitz, on behalf of the German Breast Group Investigators; Neoadjuvant bevacizumab and anthracycline &#x2013; taxane-based chemotherapy in 678 triple-negative primary breast cancers; results from the geparquinto study (GBG44);Annals of Oncology; 2013; Volume 24: 2978-2984.<br> 3. Joan M. Bull, MD, Douglass C. Tormey, MD, PhD, Shou-Hua Li, PhD, Paulo P, Carbone, MD, Geofrey Falkson, MD, Johannes B lom, MD, Elliot Perlin, MD, AND Richard Simon, PhD; A randomized comparative trial of Adriamycin versus methotrexate in combination drug therapy; American Cancer Society; 1978; Volume 41: 1649-1657.<br> 4. 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Diaz-Rubio On behalf of the GEICAM Group (Spanish Breast Cancer Research Group), Spain; Doxorubicin in combination with fluorouracil and cyclophosphamide (i.v FAC regimen, day 1, 21) versus methotrexate in combination with fluorouracil and cyclophosphamide (i.v. CMP regimen, day 1, 21) as adjuvant chemotherapy for operable breast cancer: a study by the GEICAM group; European Society for Medical Oncology; 2003; Volume 14: 833-843.<br> 7. Jian Li, Ping Chen, Chun-Hua, Xiao-Qin Li, qian-Lei Bao; Outcome and treatment in elderly patients with small cell lung cancer: A retrospective study; Geriatr Gerontol International; 2009; Volume 9: 172-182.<br> 8. 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Boumpas, MD: Combination Therapy with pulse Cyclophosphamide plus Pulse Methylprednisolone Improves LongTerm Renal Outcome without Adding Toxicity in Patients with Lupus Nephritis; Annals of Internal Medicine; 2001; Volume 135; number 4.<br> 21. Mark F. Gourley, MD; Howard A. Austin III, MD; Dorothy Scott, MD; Cheryl H. Yarboro, RN; Ellen M. Vaughan, RN; Joanne Muir, RN; Dimitrius T. Boumpas, MD; John H. Klippel, MD; James E. Balow, MD; and Alfred D. Steinberg, MD; Methylprednisolone and Cyclophosphamide, Alone or in Combination, in Patients with Lupus Nephritis; Annals of Internal Medicine; 1996; Volume 125; number 7.<br> 22. Gary S. Hoffman, MD; Gail S. Kerr, MD; Randi Y. Leavitt, MD, PhD; Claire W. Hallahan, MS; Robert S. Lebovics, MD; William D. Travis, MD; Menachem Rottem, MD; and Anthony S. Fauci, MD; Wegener Granulomatosis: An Analysis of 158 Patients; Annals of internal Medicine; 1992; Volume 116: 488-498.<br> 23. Anthony S. Fauci and Sheldon M. Wolff; Wegener&#x2019;s Granulomatosis: Sudies in eighteen patients and a review of the literature; Classics in Medicine; 1973; Volume 52: 535-561.<br> 24. By P.F. Conte, M. Bruzzone, S. Chiara, M.R. Sertoli, M.G. Daga, A. Rubagotti, A. Conio, M. Ruvolo, R. Rosso, L. Santi, F. Carnino, M. Cottini, C. Mossetti, E. Guercio, M. Gatti, P.N. Siliquini, M.L. Prelato, C. Durando, G. Giaccone, A. Calciati, D. Farinini, M. Centonze, S . Rugiati, G. Parodi, M. Messineo, A. Storace, G. Bernardini, F. Misurale, S. Alessandri, M. Casini, N. Ragni, G. Foglia, G. Bentivoglio, and G. Pescetto; A Randomized Trial Comparing Cisplatin Plus Cyclophosphamide Versus Cisplatin, Doxorubicin, and Cyclophosphamide in Advanced Ovarian Cancer; Journal of Clinical Oncology; 1986; Volume 4; number 6: 965-971.<br> 25. William P. MCGuire, M.D., William J. Hoskins, M.D., Mark F. Brady, B.S., Paul R. Kucera, M.D., Edward E. Partridge, M.D., Katherine Y. Look, M.D., Daniel L. 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Glick, M.D.; Comparison of Melphalan and Prednisone with Vincristine, Carmustine, Melphalan, Cyclophosphamide, and Prednisone in the Treatment of Multiple Myeloma; American Cancer Society; VBMCP vs. MP in the Treatment of Myeloma ;1997; Volume 79; number 8.<br> 28. Bart Barlogie, Robert A. Kyle, Kenneth C. Anderson, Philip R. Greipp, Hillard M. Lazarus, David D. Hurd, Jason McCoy, Dennis F. Moore Jr, Shaker R. Dakhil, Keith S. Lanier, Robert A. Chapman, Jeana N. Cromer, Sydney E. Salmon, Brian Durie, and John C. 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Este taut&#xF4;mero submete-se a convers&#xE3;o enzim&#xE1;tica para metab&#xF3;litos ativos e inativos (em particular, a mostarda de fosfaramida e acrole&#xED;na).</p> <p>O efeito citot&#xF3;xico de ciclofosfamida &#xE9; devido &#xE0; intera&#xE7;&#xE3;o de seus metab&#xF3;litos alquilantes e o DNA. A alquila&#xE7;&#xE3;o resulta em fraturas na fita e cross-linking do DNA. Durante o ciclo celular, a passagem pela fase G2 &#xE9; retardada. Os efeitos citot&#xF3;xicos n&#xE3;o s&#xE3;o espec&#xED;ficos para a fase do&amp;nbsp;ciclo celular. Acrole&#xED;na n&#xE3;o tem qualquer atividade antineopl&#xE1;sica, mas &#xE9; respons&#xE1;vel pelos efeitos colaterais urot&#xF3;xicos. O efeito imunossupressor de ciclofosfamida est&#xE1; sendo discutindo.</p> <p>A resist&#xEA;ncia cruzada, principalmente com agentes antineopl&#xE1;sicos estruturalmente relacionados com a <a href=\"https://consultaremedios.com.br/ifosfamida/bula\" target=\"_blank\">ifosfamida</a>, mas tamb&#xE9;m com outros agentes alquilantes, n&#xE3;o pode ser exclu&#xED;da.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <p>Os n&#xED;veis sangu&#xED;neos ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o intravenosa e administra&#xE7;&#xE3;o por via oral s&#xE3;o bioequivalentes.</p> <h4>Absor&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>A ciclofosfamida &#xE9; completamente absorvida a partir do trato gastrointestinal. Em seres humanos, a concentra&#xE7;&#xE3;o no plasma da subst&#xE2;ncia e de seus metab&#xF3;litos cai drasticamente dentro de 24 horas ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o intravenosa &#xFA;nica de ciclofosfamida marcada radioativamente, em que as concentra&#xE7;&#xF5;es plasm&#xE1;ticas detect&#xE1;veis podem estar presentes por at&#xE9; 72 horas.</p> <h4>Metabolismo</h4> <p>Sob condi&#xE7;&#xF5;es <em>in vitro</em>, a ciclofosfamida &#xE9; inativa. A bioativa&#xE7;&#xE3;o s&#xF3; ocorre no organismo. Pacientes com insufici&#xEA;ncia hep&#xE1;tica t&#xEA;m atraso no metabolismo de ciclofosfamida. Em casos patologicamente com diminui&#xE7;&#xE3;o da atividade da colinesterase, existe, por conseguinte, um aumento da meia-vida no soro. A ciclofosfamida foi detectada no l&#xED;quido cefalorraquidiano e no leite materno. A ciclofosfamida e seus metab&#xF3;litos ultrapassam a barreira placent&#xE1;ria.</p> <h4>Elimina&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>A ciclofosfamida tem uma meia-vida de aproximadamente 7 horas em adultos e aproximadamente 4 horas em crian&#xE7;as. A ciclofosfamida n&#xE3;o sofre nenhuma liga&#xE7;&#xE3;o de prote&#xED;na significativa. No entanto, a taxa de liga&#xE7;&#xE3;o de prote&#xED;na plasm&#xE1;tica dos seus metab&#xF3;litos &#xE9; de aproximadamente 50%. A ciclofosfamida e seus metab&#xF3;litos s&#xE3;o excretados principalmente por via renal. A modifica&#xE7;&#xE3;o da dose est&#xE1; indicada em pacientes com insufici&#xEA;ncia renal. Uma recomenda&#xE7;&#xE3;o comum &#xE9; a redu&#xE7;&#xE3;o da dose de 50%, na presen&#xE7;a de uma taxa de filtra&#xE7;&#xE3;o glomerular inferior a 10 ml/min.</p> <p>Uma redu&#xE7;&#xE3;o da dose de at&#xE9; 25% &#xE9; recomendada na presen&#xE7;a dos n&#xED;veis s&#xE9;ricos de bilirrubina no soro entre 3,1 e 5 mg/ml.</p> <h3>Rela&#xE7;&#xF5;es de farmacocin&#xE9;tica/farmacodin&#xE2;mica</h3> <p>Ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o intravenosa de dose elevada no contexto de transplante de medula &#xF3;ssea alog&#xEA;nica, a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica de ciclofosfamida nativa apresenta uma cin&#xE9;tica de primeira ordem linear. Um aumento da dose intra individual pelo fator 8 n&#xE3;o altera os par&#xE2;metros farmacocin&#xE9;ticos para ciclofosfamida ativa, menos de 15% da dose administrada &#xE9; excretada na forma inalterada atrav&#xE9;s da urina.</p> <p>No entanto, em compara&#xE7;&#xE3;o com uma terapia de ciclofosfamida convencional os metabolitos inativos s&#xE3;o aumentados, o que indica a satura&#xE7;&#xE3;o dos sistemas de enzimas de ativa&#xE7;&#xE3;o, mas n&#xE3;o os passos que levam a metaboliza&#xE7;&#xE3;o dos metab&#xF3;litos inativos.</p> <p>Durante o curso de uma terapia de doses elevadas de ciclofosfamida de v&#xE1;rios dias, as &#xE1;reas sob a curva de diminui&#xE7;&#xE3;o da subst&#xE2;ncia m&#xE3;e &#xE9; suscept&#xED;vel de tempo de concentra&#xE7;&#xE3;o no plasma devido &#xE0; autoindu&#xE7;&#xE3;o da atividade de metaboliza&#xE7;&#xE3;o de microssomas.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Genuxal Injetável?

Conservar o produto em temperatura inferior a 25°C. Proteger da luz e umidade. Desde que respeitados os cuidados de armazenamento o medicamento apresenta uma validade de 36 meses a contar da data de sua fabricação.

A solução reconstituída deve ser utilizada o mais rapidamente possível. Caso não seja utilizada, após a reconstituição com solução de cloreto de sódio 0,9% ou solução de glicose 5%, a solução reconstituída permanece estável por 24 horas, sob refrigeração.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Após o preparo, válido por 24 horas, sob refrigeração.

Aspectos físicos

O Genuxal é apresentado em pó branco e cristalino. Depois de preparada, a solução resultante deverá apresentar-se absolutamente límpida.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Fontes consultadas

  • <li><em>Bula do Profissional do Medicamento Genuxal.</em></li>

Dizeres Legais do Genuxal Injetável

Reg. MS nº 1.0683.0168.

Farm. Resp.:
Cintia Priscilla Guedes.
CRF-SP 62.366.

Importado por:
Baxter Hospitalar Ltda.
Av. Dr. Chucri Zaidan, 1.240, Torre B, 12º andar, conj 1201 e 1204
São Paulo – SP – Brasil.
CNPJ nº 49.351.786/0001-80.



Fabricado por:
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Embalado por:
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SAC - 08000125522.

Uso restrito a hospitais.

200mg, caixa com 1 frasco-ampola com pó para solução de uso intravenoso (embalagem hospitalar)

Princípio ativo
:
Ciclofosfamida
Classe Terapêutica
:
Agentes Antineoplásicos Alquilantes
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Dispensação Sob Prescrição Médica Restrito a Hospitais)
Categoria
:
Câncer
Especialidade
:
Oncologia

Bula do medicamento

Genuxal Injetável, para o que é indicado e para o que serve?

Este medicamento é usado no tratamento de tumores malignos sensíveis à sua ação. Genuxal (ciclofosfamida) também é usado no tratamento de doenças do sistema imunológico.

Como o Genuxal Solução Injetável&nbsp;funciona?

{"tag":"hr","value":" <p>A ciclofosfamida, que &#xE9; o princ&#xED;pio ativo deste medicamento, interfere no crescimento de alguns tumores e, at&#xE9; certo ponto, com a regenera&#xE7;&#xE3;o de tecidos do organismo. Sua a&#xE7;&#xE3;o t&#xF3;xica &#xE0;s c&#xE9;lulas cancerosas &#xE9; a base para seu uso terap&#xEA;utico como agente antitumoral (m&#xE9;todo para tratar o <a href=\"https://consultaremedios.com.br/cancer/c\" target=\"_blank\">c&#xE2;ncer</a>) e para alguns efeitos colaterais associados ao seu uso.</p> <p>A ciclofosfamida tem propriedades imunossupressoras (reduz a quantidade de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/anticorpos/bula\" target=\"_blank\">anticorpos</a>) e &#xE9; absorvida por via oral e parenteral.</p> "}

Quais as contraindicações do Genuxal Injetável?

O tratamento com Genuxal (ciclofosfamida) é contraindicado em casos de alergia, suspeita ou conhecida, à ciclofosfamida.

Genuxal (ciclofosfamida) é contraindicado para pacientes portadores de problemas da medula óssea, varicela (catapora) ou Herpes zoster.

O uso de Genuxal (ciclofosfamida) durante a gravidez e a amamentação também está contraindicado.

Este medicamento é contraindicado para uso por mulheres grávidas e que estejam amamentando.

Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes portadores de problemas da medula óssea, varicela (catapora) ou Herpes zoster.

Como usar o Genuxal Injetável?

O conteúdo dos frascos-ampolas de Genuxal&nbsp;(ciclofosfamida) deve ser dissolvido em água para injeção na seguinte proporção

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center; width:618px\"> <p><strong>Genuxal (ciclofosfamida)</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:625px\"> <p><strong>&#xC1;gua para inje&#xE7;&#xE3;o</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:618px\"> <p>200 mg</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:625px\"> <p>10 mL</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:618px\"> <p>1000 mg</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:625px\"> <p>50 mL</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Imediatamente depois da adição da água para injeção, o frasco-ampola deverá ser vigorosamente agitado por 30 a 60 segundos. A solução deverá ser absolutamente límpida. Genuxal deve ser aplicado imediatamente após o preparo.

Posologia do Genuxal Solução Injetável

{"tag":"hr","value":" <p>A dose &#xE9; individual, sendo determinada por seu m&#xE9;dico de acordo com as suas necessidades.</p> <p>A terapia com ciclofosfamida s&#xF3; deve ser iniciada quatro a oito dias ap&#xF3;s a cirurgia.</p> <p>A dose de ataque intravenosa recomendada para pacientes sem defici&#xEA;ncias hematol&#xF3;gicas (no sangue) &#xE9; 40 - 50 mg/kg. Esta dose de ataque inicial total &#xE9; geralmente aplicada em doses divididas por um per&#xED;odo de dois a cinco dias.</p> <h3>Com frequ&#xEA;ncia, o tratamento quimioter&#xE1;pico deve ser mantido para eliminar ou retardar o crescimento das c&#xE9;lulas cancerosas. Uma variedade de posologias tem sido usada:</h3> <table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:610px\"> <p style=\"text-align:center\">10 a 15 mg/kg intravenoso</p> </td> <td style=\"width:616px\"> <p style=\"text-align:center\">A cada 7 a 10 dias</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:610px\"> <p style=\"text-align:center\">3 a 5 mg/kg intravenoso</p> </td> <td style=\"width:616px\"> <p style=\"text-align:center\">Duas vezes por semana</p> </td> </tr> </tbody> </table> <h3>Pacientes com insufici&#xEA;ncia renal</h3> <p>Como a ciclofosfamida &#xE9; excretada pela urina, um ajuste de dose pode ser necess&#xE1;rio em pacientes com insufici&#xEA;ncia renal.</p> <p><strong>Siga a orienta&#xE7;&#xE3;o de seu m&#xE9;dico, respeitando sempre os hor&#xE1;rios, as doses e a dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento. N&#xE3;o interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu m&#xE9;dico.</strong></p> <h2>O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Genuxal Solu&#xE7;&#xE3;o Injet&#xE1;vel?</h2> <hr> <p>N&#xE3;o interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu m&#xE9;dico.</p> <p><strong>Em caso de d&#xFA;vidas, procure a orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico ou de seu m&#xE9;dico, ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> </hr>"}

Quais cuidados devo ter ao usar o Genuxal Injetável?

Durante o tratamento com Genuxal&nbsp;(ciclofosfamida) devem ser tomadas as seguintes medidas para prevenção

  • <li>Verificar a exist&#xEA;ncia de problemas das vias urin&#xE1;rias, como infec&#xE7;&#xE3;o da bexiga (<a href="https://consultaremedios.com.br/sistema-urinario/cistite/c" target="_blank">cistite</a>), por exemplo;</li> <li>Aten&#xE7;&#xE3;o especial se voc&#xEA; j&#xE1; foi submetido &#xE0; radioterapia;</li> <li>Aten&#xE7;&#xE3;o especial se voc&#xEA; tiver com o sistema imunol&#xF3;gico debilitado, por exemplo, se for portador de <a href="https://consultaremedios.com.br/sistema-cardiovascular-circulacao/diabetes/c" target="_blank">diabetes</a>, problemas de rins e <a href="https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/figado/c" target="_blank">f&#xED;gado</a>;</li> <li>Aten&#xE7;&#xE3;o especial se voc&#xEA; j&#xE1; foi tratado anteriormente com outros agentes citot&#xF3;xicos;</li> <li>Controle peri&#xF3;dico do sangue e da urina.</li>

Interações medicamentosas

O uso de Genuxal (ciclofosfamida) junto com alguns medicamentos como barbituratos, alopurinol, agentes antidiabéticos, suxametônio, anticoagulantes, lovastatina, digoxina, citarabina, cloranfenicol e imunossupressores (diminuidores dos anticorpos) deve ser evitado, uma vez que tal prática pode levar ao aumento ou diminuição da ação esperada dos medicamentos.

Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Genuxal Injetável?

Durante o tratamento com Genuxal (ciclofosfamida), podem ocorrer reações desagradáveis, tais como

Diminuição do número de glóbulos brancos do sangue, anemia, náusea (enjoo), vômito, infecção da bexiga (cistite) acompanhada, ou não, de sangramento; lesões nos rins; pele amarelada (icterícia), alterações cardíacas e perda de cabelos.

Todas as reações acima descritas são reversíveis na maioria das vezes.

Genitourinárias:

Supressão gonadal, resultando em amenorréia (ausência de menstruação) ou azoospermia (ausência de espermatozóides vivos no esperma), relatada em alguns pacientes tratados com ciclofosfamida, parece ser relacionada à dose e duração da terapia. Este efeito, possivelmente irreversível, deve ser explicado antecipadamente aos pacientes tratados com ciclofosfamida. Não se sabe até que extensão a ciclofosfamida pode afetar as gônadas pré-puberais. Fibrose do ovário seguindo à terapia com ciclofosfamida também foi relatada.

Gastrointestinais:

Anorexia, náuseas e vômitos são comuns e relacionados à dose e à suscetibilidade individual. Há relatos isolados de casos de colite hemorrágica (condição inflamatória do intestino), ulceração da mucosa oral e icterícia (pigmentação amarelada, produzida por valores elevados de pigmentos biliares no sangue) durante a terapia.

Pele e suas estruturas:

Alopecia ocorre geralmente em pacientes tratados com ciclofosfamida. O crescimento de novo cabelo pode ser esperado após o tratamento com a droga ou mesmo durante o tratamento continuado da droga, embora possa ser diferente em textura ou cor. Ocasionalmente pacientes que receberam a droga podem apresentar erupção cutânea.

Pigmentação da pele e alterações nas unhas pode ocorrer. Relatos muito raros de síndrome de Stevens-Johnson (eritema multiforme bolhoso, que é a formação de bolhas no revestimento da boca, da garganta, do ânus, da região genital e dos olhos) e necrólise epidérmica tóxica (doença cutânea em que a camada superficial da pele se solta em lâminas) foram recebidos durante a vigilância pós-comercialização, devido à natureza dos relatórios de eventos adversos espontâneos, uma relação causal definitiva de ciclofosfamida não foi estabelecida.

Hematopoiéticas:

Leucopenia (diminuição do número de leucócitos no sangue) é um efeito esperado em pacientes tratados com ciclofosfamida e está relacionada com a dose da droga. Normalmente usado como guia para a terapia.

Leucopenia inferior a 2000 células/mm3 desenvolve geralmente em pacientes tratados com uma dose inicial da droga e menos freqüente e pacientes mantidos em doses menores. O grau de neutropenia (diminuição dos neutrófilos no sangue) é particularmente importante porque está relacionado com uma redução da resistência às infecções. Febre sem infecção documentada tem sido relatada em pacientes neutropênicos.

Trombocitopenia (redução do número de plaquetas no sangue) e/ou anemia podem ocorrer em alguns pacientes tratados com ciclofosfamida. Esses efeitos hematológicos geralmente podem ser revertidos através da redução da dose da droga ou por interrupção do tratamento. A recuperação da leucopenia normalmente começa em 7 a 10 dias após a interrupção da terapia.

Cistite Hemorrágica:

Pode ocorrer cistite hemorrágica estéril (inflamação da bexiga com sangramento urinário ) com a administração de ciclofosfamida; esta pode ser severa e até mesmo fatal; é causada provavelmente pelos metabólitos presentes na urina. Também foi relatada cistite não hemorrágica e/ou fibrosa da bexiga resultantes da administração de ciclofosfamida.

Células epiteliais atípicas podem ser encontradas no sedimento urinário. Ingerir grandes quantidades de líquido e urinar frequentemente ajudam a prevenir o aparecimento de cistite, mas, se esta ocorrer, é necessário interromper o tratamento com ciclofosfamida. A hematúria (presença de sangue visível na urina) normalmente regride espontaneamente dentro de poucos dias após a interrupção da terapia com ciclofosfamida, mas pode persistir por vários meses. Em casos severos, é necessário repor o sangue perdido.

A aplicação de eletrocauterização nas áreas telangiectáticas da bexiga e desvio do fluxo urinário têm sido métodos usados com sucesso no tratamento de casos persistentes. Criocirurgia também tem sido usada. Nefrotoxicidade, incluindo hemorragia e formação de coágulo na pelve renal, também foi relatada.

Infecções secundárias:

Como a ciclofosfamida pode exercer uma ação supressora em mecanismos imunes, a interrupção ou modificação da dosagem deve ser considerada para pacientes que desenvolvem infecções por bactérias, fungos ou vírus. Isto é necessário especialmente para pacientes que recebem terapia esteroidal concomitante, uma vez que as infecções são particularmente perigosas sob estas circunstâncias.

Potencial oncogênico e neoplasias secundárias:

A ciclofosfamida tem atividade oncogênica em ratos e camundongos. A possibilidade de esta droga apresentar potencial oncogênico em humanos submetidos à terapia imunossupressora por longo tempo deve ser considerada.

Desenvolveram-se neoplasias malignas secundárias em alguns pacientes tratados com ciclofosfamida isoladamente ou em associação com outras drogas e/ou modalidades antineoplásicas. Estas neoplasias malignas atingem com mais frequência a bexiga urinária, sendo do tipo mieloproliferativas e linfoproliferativas.

Neoplasias secundárias desenvolvem-se com maior frequência em pacientes tratados com ciclofosfamida portadores de doença mieloproliferativa primária na qual processos imunes estão patologicamente envolvidos.

Em alguns casos, a neoplasia secundária foi detectada vários anos após o término da terapia com ciclofosfamida. As neoplasias secundárias da bexiga geralmente ocorrem em pacientes que tenham desenvolvido cistite hemorrágica previamente.

Embora não tenha sido estabelecida uma relação causa-efeito entre a ciclofosfamida e o desenvolvimento de neoplasias malignas em humanos, a possibilidade de ocorrência deve ser considerada com base nos dados disponíveis, na avaliação risco-benefício para o uso da droga.

Sistema Respiratório:

A pneumonite intersticial (inflamação dos pulmões) foi relatada como parte da experiência pós-comercialização. Fibrose pulmonar intersticial (substituição do tecido pulmonar normal por um tecido cicatricial) tem sido relatada em pacientes recebendo altas doses de ciclofosfamida por um período prolongado.

Cicatrização:

A ciclofosfamida pode interferir com a cicatrização normal.

Outros:

Reações anafiláticas têm sido relatadas; a morte também tem sido relatada em associação com este evento. Possível sensibilidade cruzada com outros agentes alquilantes foi relatada. SIADH (síndrome da secreção inapropriada de ADH) tem sido relatada com o uso de ciclofosfamida. Mal-estar e astenia foram relatados como parte da experiência pós-comercialização.

Retenção inapropriada de água:

Com altas doses de ciclofosfamida há relatos de retenção inapropriada de água, resultando em hiponatremia, convulsão e morte. O efeito é direto sobre os túbulos renais.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

População Especial

Gravidez e amamentação

Genuxal (ciclofosfamida) não deve ser utilizado durante a gravidez e a amamentação. A manutenção de medidas contraceptivas pode ser necessária, mesmo após o término do seu tratamento.

Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término. Informe ao médico se está amamentando.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Qual a composição do Genuxal Injetável?

Apresentações

Pó extemporâneo (para preparação antes do uso) injetável:

Frasco-ampola de 200 mg.

Frasco-ampola de 1000 mg.

Cartucho com 10 frascos-ampola de 200mg.

Cartucho com 10 frascos-ampola de 1000mg.

Solução injetável reconstituída.

Via intravenosa.

Uso adulto e pediátrico.

Composição

Cada frasco-ampola de Genuxal 200 mg contém:

Ciclofosfamida monoidratada&nbsp;200 mg.

Cada frasco-ampola de Genuxal 1000 mg contém:

Ciclofosfamida monoidratada 1000 mg.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Genuxal Injetável maior do que a recomendada?

A superdose de Genuxal causa náusea (enjoo), vômitos e prostração (estado de depressão física e emocional), diminuição das células brancas do sangue, alopecia (perda total ou parcial dos cabelos) e ocasionalmente cistite (inflamação da bexiga). Devido à imunossupressão (diminuição de anticorpos), você pode ter infecções secundárias.

Não há um antídoto específico para uma superdose de ciclofosfamida. Por isso, você deve procurar auxílio médico, que tomará medidas para que você evacue o material não absorvido do trato gastrointestinal.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Genuxal Injetável com outros remédios?

Coadministração planejada ou administração sequencial de outras substâncias ou tratamento que possam aumentar a probabilidade ou a gravidade dos efeitos tóxicos (por meio de interações farmacodinâmicas ou farmacocinéticas) requer cuidadosa avaliação individual do benefício esperado em relação aos riscos. Os pacientes que recebem tais combinações devem ser cuidadosamente monitorados para sinais de toxicidade para permitir uma intervenção rápida.

Para pacientes tratados com ciclofosfamida e agentes que reduzem a sua ativação devem ser monitorados por um potencial de redução de eficácia terapêutica e a necessidade de ajuste de dose. Em geral os pacientes devem ser monitorados para o aumento/redução da eficácia terapêutica e/ou um aumento da frequência e gravidade dos efeitos secundários da interação da substância. Pode ser necessário ajuste de dose.

Interações com efeito negativo sobre as propriedades farmacocinéticas da ciclofosfamida e de seu metabólito:

A ativação reduzida da ciclofosfamida pode reduzir a eficácia do tratamento com ciclofosfamida.

As substâncias que reduzem a ativação da ciclofosfamida e por consequência reduz a eficácia do tratamento são:
  • <li>Aprepitant;</li> <li>Bupropiona;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/bussulfano/bula" target="_blank">Bussulfano</a>: al&#xE9;m da ativa&#xE7;&#xE3;o reduzida da ciclofosfamida, foi relatado que o <em>clearance</em> de ciclofosfamida teve redu&#xE7;&#xE3;o e a meia-vida foi prolongada em pacientes que receberam doses elevadas em menos de 24 horas depois de doses elevadas de bussulfano;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/cloranfenicol/bula" target="_blank">Cloranfenicol</a>;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/cloridrato-de-ciprofloxacino/pa" target="_blank">Ciprofloxacino</a>: al&#xE9;m da ativa&#xE7;&#xE3;o reduzida (utilizada para o condicionamento pr&#xE9;vio para transplante de medula &#xF3;ssea), foi relatado uma reca&#xED;da subjacente quando o ciprofloxacino foi administrado antes do tratamento com ciclofosfamida);</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/fluconazol/bula" target="_blank">Fluconazol</a>;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/itraconazol/bula" target="_blank">Itraconazol</a>;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/cloridrato-de-prasugrel/bula" target="_blank">Prasugrel</a>;</li> <li>Sulfonamida;</li> <li>Thiotepa: inibi&#xE7;&#xE3;o da bioativa&#xE7;&#xE3;o de ciclofosfamida por thiotepa em regime de altas doses de quimioterapia foi avaliado quando a thiotepa foi administrada uma hora antes da ciclofosfamida.</li>

Concentrações elevadas de metabólitos citotóxicos resultam em um aumento da frequência e da gravidade dos efeitos secundários e podem ocorrer devido à associação com os seguintes agentes:

  • <li><a href="https://consultaremedios.com.br/alopurinol/bula" target="_blank">Alopurinol</a>;</li> <li>Hidrato de cloral;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/cimetidina/bula" target="_blank">Cimetidina</a>;</li> <li>Disulfiram;</li> <li>Gliceralde&#xED;do;</li> <li>Indutores de enzimas hep&#xE1;ticas humanas microssomais extra-hep&#xE1;ticas (por exemplo, enzima do citocromo P450) pode aumentar a concentra&#xE7;&#xE3;o de metab&#xF3;litos citot&#xF3;xicos: o potencial de indu&#xE7;&#xE3;o enzim&#xE1;tico microssomal e extra-hep&#xE1;tica devem ser considerados em casos de tratamento pr&#xE9;vio ou concomitante com subst&#xE2;ncias conhecidas por induzir um aumento da atividade de tais enzimas, como a <a href="https://consultaremedios.com.br/rifampicina/bula" target="_blank">rifampicina</a>, o <a href="https://consultaremedios.com.br/fenobarbital/bula" target="_blank">fenobarbital</a>, a <a href="https://consultaremedios.com.br/carbamazepina/bula" target="_blank">carbamazepina</a>, <a href="https://consultaremedios.com.br/fenitoina/bula" target="_blank">fenito&#xED;na</a>, <a href="https://consultaremedios.com.br/hypericum-perforatum/bula" target="_blank">erva de S&#xE3;o Jo&#xE3;o</a> e corticosteroides;</li> <li>Inibidores da protease: as utiliza&#xE7;&#xF5;es concomitantes de inibidores de protease podem aumentar a concentra&#xE7;&#xE3;o de metab&#xF3;litos citot&#xF3;xicos. A utiliza&#xE7;&#xE3;o de regimes baseados em inibidores de protease foi encontrada para ser associado com maior incid&#xEA;ncia de infec&#xE7;&#xE3;o e de neutropenia em pacientes que recebem ciclofosfamida.</li>

Ondansetrona: houve relatos de interação farmacocinética entre ondansetrona e altas doses de ciclofosfamida, resultando em uma diminuição na área sob a curva de ciclofosfamida.

Interações farmacodinâmicas e interações de mecanismo desconhecido que afetam negativamente o uso de ciclofosfamida:

O uso combinado ou sequencial de ciclofosfamida e outros agentes com toxicidade similar, podem causar efeitos tóxicos.

Aumento da hematotoxicidade e/ou imunossupressão podem ser resultados do uso de ciclofosfamida combinado com:
  • <li>Inibidores de ECA: podem causar leucopenia;</li> <li>Natalizumab;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/paclitaxel/bula" target="_blank">Paclitaxel</a>: aumento de hematotoxicidade foi reportado quando administrado com ciclofosfamida ap&#xF3;s infus&#xE3;o de paclitaxel;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/pressao-alta/diureticos/c" target="_blank">Diur&#xE9;ticos</a> tiaz&#xED;dicos;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/zidovudina/bula" target="_blank">Zidovudina</a>.</li>
Aumento da cardiotoxidade pode ser resultado do uso de ciclofosfamida combinado com:
  • <li>Antraciclinas;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/citarabina/bula" target="_blank">Citarabina</a>;</li> <li>Pentostatina;</li> <li>Radioterapia na regi&#xE3;o card&#xED;aca</li> <li>Trastuzumab.</li>

Toxicidade pulmonar aumentada pode ser resultado do uso de ciclofosfamida combinado com:

  • <li><a href="https://consultaremedios.com.br/cloridrato-de-amiodarona/bula" target="_blank">Amiodarona</a>;</li> <li>G-CSF, GM-CSF (fator estimulante de col&#xF4;nias de granul&#xF3;citos e macr&#xF3;fagos): os relat&#xF3;rios sugerem um aumento do risco de toxicidade pulmonar em pacientes tratados com quimioterapia citot&#xF3;xica com ciclofosfamida e G-CSF, GM-CSF.</li>

Aumento da nefrotoxicidade pode ser resultado do uso de ciclofosfamida combinado com:

  • <li><a href="https://consultaremedios.com.br/anfotericina-b/bula" target="_blank">Anfotericina B</a>;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/indometacina/bula" target="_blank">Indometacina</a>: aguda intoxica&#xE7;&#xE3;o por &#xE1;gua foi relatada com o uso concomitante de indometacina.</li>

Aumento de outras toxicidades:

  • <li><a href="https://consultaremedios.com.br/azatioprina/bula" target="_blank">Azatioprina</a>: aumento do risco de hepatotoxicidade (necrose hep&#xE1;tica);</li> <li>Bussulfano: aumento da incid&#xEA;ncia de veno-oclus&#xE3;o hep&#xE1;tica e mucosite;</li> <li>Inibidores de protease: aumento da incid&#xEA;ncia de mucosite;</li> <li>Alopurinol e <a href="https://consultaremedios.com.br/hidroclorotiazida/bula" target="_blank">hidroclorotiazida</a>: antensifica&#xE7;&#xE3;o de efeito mielossupressor.</li>

Outras interações

Álcool

Redução da atividade antitumoral foi observada em animais portadores de tumor durante o consumo de álcool e concomitante com baixa dose de ciclofosfamida oral. Em alguns pacientes o álcool pode aumentar náuseas e vômitos induzidos pela ciclofosfamida.

Pacientes sob tratamento com ciclofosfamida não devem ingerir bebidas alcoólicas.

Etanercept

Em pacientes com granulomatose de Wegener, a adição de etanercept ao tratamento padrão com ciclofosfamida foi associada a uma maior incidência de tumores sólidos não cutâneos.

Metronidazol

Encefalopatia aguda foi relatada em um paciente recebendo ciclofosfamida e metronidazol, embora a associação causal não ser clara. Em um estudo animal a combinação de ciclofosfamida com metronidazol foi associada com o aumento da toxicidade de ciclofosfamida.

Tamoxifeno

O uso concomitante de tamoxifeno durante a quimioterapia pode aumentar o risco de complicações tromboembolísticas.

Interações que afetam a farmacocinética e ação de outras substâncias

Bupropiona

A ciclofosfamida metabolizada por CYP2B6 pode inibir o metabolismo de bupropiona. A ativação de bupropiona pode ser reduzida, resultando na diminuição de eficácia.

Cumarinas

Tanto um aumento (aumento do risco de hemorragia) quanto uma diminuição (diminuição da anticoagulação) em varfarina tiveram efeitos relatados em pacientes que receberam varfarina e ciclofosfamida.

Ciclosporina

Concentrações séricas mais baixas de ciclosporina foram observadas em pacientes que receberam uma combinação de ciclofosfamida a ciclosporina do que em pacientes que receberam apenas ciclosporina.

Relaxantes musculares despolarizantes

O tratamento com ciclofosfamida provoca uma inibição marcada e persistente da atividade da colinesterase. Este pode prolongar o bloqueio muscular produzido pela succinilcolina. Apnéia prolongada pode ocorrer com coadministração de relaxantes musculares despolarizantes (ex: succinilcolina). Se um paciente tiver sido tratado com ciclofosfamida 10 antes de ser programado para receber a anestesia geral, o anestesiologista deve ser alertado.

Digoxina, beta-acetildigoxina

Tratamento citotóxico foi relatado como prejudicial à absorção de comprimidos de digoxina e beta-acetildigoxina no intestino, o que resulta na diminuição da eficácia terapêutica.

Vacinas

Os efeitos imunossupressores da ciclofosfamida podem ser esperados para reduzir a resposta para vacinação. As utilizações de vacinas podem levar a uma infecção relacionada com a vacina.

Sulfonilureias

O efeito redutor de glicose no sangue pode ser intensificado se sulfonilureia for administrado em paralelo.

Verapamil

O tratamento citotóxico com ciclofosfamida pode prejudicar a absorção intestinal do verapamil.

Qual a ação da substância do Genuxal Injetável (Ciclofosfamida)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Comprimido</h3> <h4>C&#xE2;ncer de mama</h4> <p>A associa&#xE7;&#xE3;o de um taxano &#xE0; antraciclina como base da quimioterapia adjuvante prolonga a sobrevida de pacientes com c&#xE2;ncer de mama precoce com linfonodo positivo. No entanto, se &#xE9; prefer&#xED;vel um taxano em regime de dose-densa permanece desconhecido. Foi realizado um estudo randomizado para comprovar a efic&#xE1;cia da dose densa de paclitaxel <em>versus</em> <a href=\"https://consultaremedios.com.br/docetaxel/bula\" target=\"_blank\">docetaxel</a> em seguida a 5-fluorouracila, epirrubicina e ciclofosfamida (FEC), como quimioterapia adjuvante, em mulheres com linfonodo positivo no c&#xE2;ncer de mama precoce. Mulheres operadas por c&#xE2;ncer de mama com HER2-negativo e, pelo menos, um linfonodo axilar infiltrado foram randomizadas para receber quatro ciclos de FEC (700/75/700 mg/m<sup>2</sup>)seguidos por quatro ciclos paclitaxel (175 mg/ m<sup>2</sup>) ou docetaxel (175 mg/m<sup>2</sup>). Todos os ciclos foram administrados a cada 14 dias com associa&#xE7;&#xE3;o de G-CSF. O objetivo prim&#xE1;rio foi a sobrevida livre de doen&#xE7;a (SLD) em 3 anos. Entre 2004 e 2007, 481 mulheres foram randomizadas para paclitaxel (N = 241) e docetaxel (N = 240). Depois de um per&#xED;odo de acompanhamento m&#xE9;dio de 6 anos, 51 (21%) e 48 (20%) mulheres tiveram recidiva da doen&#xE7;a (P = 0,753) e n&#xE3;o houve diferen&#xE7;a significativa na sobrevida de doen&#xE7;a (SLD) entre o paclitaxel e o docetaxel (SLD em 3 anos: 87,4 <em>versus</em> 88,3%, respectivamente; (P = 0,633). As toxicidades foram pass&#xED;veis de controle, com graus 2 - 4 de neutropenia em 21% contra 31% (P = 0,01), trombocitopenia em 0,8% contra 3,4% (P = 0,06) e algum grau de neurotoxicidade em 17% comparado a 7,5% (P = 0,35) nos pacientes tratados com paclitaxel e docetaxel, respectivamente. N&#xE3;o ocorreram mortes por toxicidade. Em conclus&#xE3;o, a dose densa de paclitaxel <em>versus</em> docetaxel ap&#xF3;s FEC como adjuvante da quimioterapia, resultou em uma taxa de SLD em 3 anos semelhante em mulheres com c&#xE2;ncer de mama precoce com linfonodo axiliar positivo. Devido ao seu perfil de toxicidade mais favor&#xE1;vel, o paclitaxel &#xE9; o taxano de escolha, neste cen&#xE1;rio.<sup>1</sup></p> <p>Foi avaliada a taxa de resposta patol&#xF3;gica completa (RPC) ap&#xF3;s a quimioterapia neoadjuvante com epirrubicina (E), ciclofosfamida (C) edocetaxel, com e sem a adi&#xE7;&#xE3;o de bevacizumab, em pacientes com c&#xE2;ncer de mama triplo negativo (CMTN).</p> <p>Pacientes com cT1c-4d CMTN n&#xE3;o tratados apresentaram um subconjunto estratificado de 1948 participantes da parte de pacientes com HER2-negativo do estudo GeparQuinto. Os pacientes foram randomizados para receber quatro ciclos de CE (90/600 mg/m<sup>2</sup> q3w) seguidos por quatro ciclos de docetaxel (100 mg/m<sup>2</sup>; q3w) com ou sem bevacizumab (15 mg/kg; q3w) adicionado &#xE0; quimioterapia. Os pacientes foram randomizados para quimioterapia sem (N = 340) ou com bevacizumab (N = 323). As taxas de RPC foram de 27,9% e 39,3%, sem e com bevacizumab (P = 0,003). De acordo com as defini&#xE7;&#xF5;es de RPC, a adi&#xE7;&#xE3;o de bevacizumab aumentou esta taxa a partir de 30,9% para 41,8% (P = 0,0040), 36,2% para 46,4% (P = 0,009) e de 32,9% para 43,3% (P = 0,007). O tratamento com bevacizumab (OR 1,73, intervalo de confian&#xE7;a de 95% (IC) 1,23-2,42; (P = 0,002), o estagio menor do c&#xE2;ncer (OR 2,38, IC 95% 1,24-4,54; P = 0,009) e os c&#xE2;nceres de grau 3 (OR 1,68, IC 95% 1,14-2,48; (P = 0,009) foram confirmados como preditores independentes de maior RPC pela analise de regress&#xE3;o log&#xED;stica multivariada.</p> <p>Foi conclu&#xED;do que a adi&#xE7;&#xE3;o de bevacizumab para quimioterapia de CMTN aumenta significativamente as taxas de RPC.<sup>2</sup></p> <h4>C&#xE2;ncer de mama &#x2013; CAF (ciclofosfamida, doxorrubicina e fluoroacil)</h4> <p>O uso combinado de 5-fluorouracil, metotrexato e citoxan tornou-se padr&#xE3;o de terapia combinada para tratamento de c&#xE2;ncer de mama metast&#xE1;tico nos &#xFA;ltimos anos e agora &#xE9; usado como terapia adjuvante em doen&#xE7;a prim&#xE1;ria. Tornou-se importante comparar a mais comum e sucedida terapia de combina&#xE7;&#xE3;o para c&#xE2;ncer de mama metast&#xE1;tico (citoxan, metotrexato e 5-fluorouracil (CMF)) com adriamicina em combina&#xE7;&#xE3;o. Assim, um ensaio cl&#xED;nico prospectivo randomizado de CMF foi realizado comparando este regime com cytoxan, adriamicina e 5-fluorouracil (CAF). Um estudo cl&#xED;nico prospectivo randomizado foi conduzido comparando a resposta cl&#xED;nica de 78 pacientes n&#xE3;o tratados anteriormente com c&#xE2;ncer de mama metast&#xE1;tico avan&#xE7;ado tratados com uma combina&#xE7;&#xE3;o de ciclofosfamida, metotrexato e 5-fluorouracil&amp;nbsp;(CMF) ou uma combina&#xE7;&#xE3;o de ciclofosfamida, adriamicina e 5-fluoracil (CAF). 62% dos pacientes que receberam CMF responderam ao tratamento em compara&#xE7;&#xE3;o com uma taxa de resposta de 82% para os pacientes que receberam CAF. Este estudo mostrou que CAF &#xE9; eficaz para indu&#xE7;&#xE3;o do regime para o c&#xE2;ncer de mama. Em adi&#xE7;&#xE3;o, este estudo mostrou que n&#xE3;o houve uma diferen&#xE7;a significativa na dura&#xE7;&#xE3;o da resposta para os dois regimes, CAF e CMF.<sup>3</sup></p> <h4>C&#xE2;ncer de mama - CMF (ciclofosfamida, metotrexateefluorouracil)</h4> <p>Prolongada quimioterapia c&#xED;clica combinada com ciclofosfamida, metotrexato e fluorouracil foi avaliada como tratamento adjuvante para mastectomia radical em c&#xE2;ncer de mama prim&#xE1;rio com linfonodos axilares positivos. Pacientes (N = 391) foram separados conforme a idade, n&#xFA;mero de linfonodos axilares comprometidos e tipo de mastectomia (convencional radical ou expandida). Os pacientes foram randomizados para receber CMF por 12 ciclos ou nenhum outro tratamento adicional. 386 pacientes (N = 386) foram considerados avali&#xE1;veis. An&#xE1;lises estat&#xED;sticas foram realizadas em propor&#xE7;&#xF5;es totais de falhas no tratamento e na distribui&#xE7;&#xE3;o do tempo de falhas do tratamento. Ap&#xF3;s 27 meses de estudo, falha de tratamento ocorreu em 24% dos 179 pacientes do grupo controle e em 5,3% das 207 mulheres que receberam terapia combinada (P inferior a 10<sup>-6</sup>), vantagem estat&#xED;stica significativa em todos os subgrupos de pacientes. Pacientes com 4 ou mais linfonodos positivos axilares apresentaram um maior percentual de reca&#xED;das do que aqueles com menor n&#xFA;mero de linfonodos. As novas manifesta&#xE7;&#xF5;es cl&#xED;nicas iniciais ocorreram em locais distantes em 81,5% dos pacientes com recidivas. Quimioterapia de longo prazo produziu uma toxicidade aceit&#xE1;vel, permitindo assim a administra&#xE7;&#xE3;o de um percentual elevado do medicamento. Os autores conclu&#xED;ram que os pacientes com c&#xE2;ncer de mama potencialmente cur&#xE1;veis e com linfonodos axilares positivos no momento da mastectomia mostram uma redu&#xE7;&#xE3;o estaticamente significativa na taxa de recorr&#xEA;ncia durante os primeiros 27 meses ap&#xF3;s a mastectomia radical quando tratados com quimioterapia de combina&#xE7;&#xE3;o c&#xED;clica prolongada. Atualmente, a vantagem do CMF aparece estaticamente evidente em todos os subgrupos de pacientes. Estes resultados devem ser considerados com cautela, uma vez que, atualmente os efeitos dessa terapia na sobrevida e poss&#xED;veis efeitos colaterais a longo prazo permaneceem desconhecidos.<sup>4</sup></p> <p>Terapia em combina&#xE7;&#xE3;o com ciclofosfamida, metotrexate e fluorouracil (CMF) foi comparada com ciclofosfamida, adiramicina e fluorouracil (CAF) como adjuvante &#xE0; mastectomia radical modificada em c&#xE2;ncer de mama prim&#xE1;rio oper&#xE1;vel com linfonodos axilares positivos. Pacientes que se submeteram &#xE0; mastectomia radical modificada foram &#xED;ncluidos neste estudo. A quimioterapia foi iniciada duas a quatro semanas ap&#xF3;s a mastectomia e continuou at&#xE9; 6 ciclos. Quarenta (N = 40) pacientes foram randomizados para terapia de CMF (N = 30) ou CAF (N = 10). Ap&#xF3;s 18 meses de estudo ocorreu falha de tratamento em 10% dos pacientes de cada grupo. As novas manifesta&#xE7;&#xF5;es cl&#xED;nicas ocorreram localmente em 75% e &#xE0; dist&#xE2;ncia em 25% dos pacientes com recidivas. Quimioterapia de longo prazo produziu uma toxicidade aceit&#xE1;vel, permitindo assim administra&#xE7;&#xE3;o de um elevado percentual da dosagem do medicamento. Este estudo indica que os regimes CMF e CAF t&#xEA;m efic&#xE1;cia e toxicidade compar&#xE1;veis em quimioterapia adjuvante &#xE0; cirurgia para c&#xE2;ncer de mama.<sup>5</sup></p> <p>O objetivo deste estudo foi determinar a efic&#xE1;cia relativa de doxorubicina <em>versus</em> metotrexato em combina&#xE7;&#xE3;o com ciclofosfamida intravenosa e 5-fluoracil (FAC <em>versus</em> CMF) como quimioterapia adjuvante para c&#xE2;ncer de mama oper&#xE1;vel. Durante um per&#xED;odo de 4 anos, 985 mulheres submetidas &#xE0; cirurgia curativa de c&#xE2;ncer de mama (T1&#x2013;3 N0&#x2013;2 M0, est&#xE1;gio I&#x2013;IIIA, UICC) de 9 hospitais foram estratificadas em rela&#xE7;&#xE3;o ao envolvimento de linfonodos axilares (linfonodos positivos <em>versus</em> linfonodos negativos) e randomizadas para receber FAC (500/50/500/m<sup>2</sup>) a cada 3 semanas durante 6 ciclos ou CMF (600/60/600/m<sup>2</sup>) a cada 3 semanas durante 6 ciclos. A intensidade relativa das doses de FAC e CMF foi de 87% e 85% das doses previstas, respectivamente. Dados n&#xE3;o ajustados indicaram uma tend&#xEA;ncia n&#xE3;o significativa para melhores resultados com FAC. No subgrupo prospectivamente formado por pacientes com linfonodos negativos, a sobrevida livre de doen&#xE7;a e sobrevida global foram estatisticamente superiores no bra&#xE7;o de tratamento com FAC (P = 0,041 e 0,034 respectivamente), mas esta vantagem n&#xE3;o foi vista no subgrupo dos pacientes com linfonodos positivos. Ajustando os dados para o tamanho do efeito do tratamento e poss&#xED;veis intera&#xE7;&#xF5;es (n&#xFA;mero de linfonodos positivos, tamanho do tumor e centro de tratamento), o risco relativo (RR) de recorr&#xEA;ncia da doen&#xE7;a e morte foram significativamente inferiores com o tratamento de FAC (RR 1.2, P = 0.03, e RR 1.3, P = 0.05, respectivamente). Este resultado deve-se principalmente &#xE0; diferen&#xE7;a observada na popula&#xE7;&#xE3;o de pacientes com linfonodos negativos. A toxicidade foi leve: FAC induziu mais alopecia, v&#xF4;mito, mucosite e cardiotoxicidade; &#xFA;ltima foi de preocupa&#xE7;&#xE3;o cl&#xED;nica, mas foi de baixa densidade e gerenci&#xE1;vel. CMF induziu mais conjuntivite e ganho de peso. N&#xE3;o houve mortes devido &#xE0; toxicidade de tratamento. Doxorubicina em combina&#xE7;&#xE3;o com dia 1, ciclofosfamida e 5-fluorouracil IV &#xE9; superior ao metatrexato em combina&#xE7;&#xE3;o com dia 1, ciclofosfamida e 5-fluorouracil IV como quimioterapia adjuvante para c&#xE2;ncer de mama oper&#xE1;vel. O efeito do tratamento &#xE9; particularmente evidente em pacientes com linfonodo negativo. Embora a toxicidade cl&#xED;nica de FAC seja maior do que a de CMF, os n&#xED;veis foram manej&#xE1;veis e clinicamente aceit&#xE1;veis.<sup>6</sup></p> <h4>Formas severas e progressivas de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/pele-e-mucosa/lupus/c\" target=\"_blank\">l&#xFA;pus</a> nefrite e granulomatose de Wegener</h4> <p>Os autores procuraram determinar, em primeiro lugar se pulso de metilprednisolona e pulso de ciclofosfamida tinham efic&#xE1;cia compar&#xE1;vel na gest&#xE3;o em longo prazo de nefrite l&#xFA;pica. Em segundo lugar, se havia diferen&#xE7;as na efic&#xE1;cia e toxicidade de cursos de curta e longa dura&#xE7;&#xE3;o com pulsos de ciclofosfamida.&amp;nbsp;</p> <p>65 pacientes (60 do sexo feminino, 5 do sexo masculino; idade m&#xE9;dia de 29 [10 - 48] anos) com nefrite l&#xFA;pica severa foram aleatoriamente selecionados para terapia de pulso mensal com metilprednisolona durante 6 meses (25 pacientes), terapia de pulso mensal com ciclofosfamida durante 6 meses (20 pacientes), ciclofosfamida mensalmente ou durante 6 meses seguidos trimestralmente por 2 anos adicionais (20 pacientes).</p> <p>Os pacientes foram distribu&#xED;dos aleatoriamente para um dos tr&#xEA;s grupos de tratamento (desenhado a partir de um conjunto de cart&#xF5;es marcados): a infus&#xE3;o intravenosa de 1.0 g/m<sup>2</sup> de metilprednisolona durante 30 minutos, inicialmente em tr&#xEA;s doses di&#xE1;rias, seguidas por doses &#xFA;nicas mensalmente durante 6 meses (25 pacientes), doses mensais individuais durante 6 meses de ciclofosfamida (0.5 - 1.0 g/m<sup>2</sup> administrada via infus&#xE3;o intravenosa durante 60 minutos (20 pacientes); doses &#xFA;nicas ou mensais durante 6 meses de ciclofosfamida, de acordo com o regime descrito acima, seguido por doses individuais trimestrais (0.5 - 1.0 g/m<sup>2</sup>) durante mais 2 anos (20 pacientes). Ciclofosfamida intravenosa foi seguida pela infus&#xE3;o de 2L/m2 0 - 45% de solu&#xE7;&#xE3;o salina durante 24 h e os pacientes foram estimulados a urinar frequentemente, antiem&#xE9;ticos foram usados conforme a necessidade. A ciclofosfamida foi ajustada at&#xE9; um m&#xE1;ximo de 1.0 g/m<sup>2</sup>, para pacientes que n&#xE3;o desenvolveram leucopenia inferior a 1.500/microL at&#xE9; atingir os dias 10 - 14 ap&#xF3;s o tratamento. Detalhes da administra&#xE7;&#xE3;o da terapia de pulso foram publicados em outros lugares.</p> <p>Os pacientes tratados com terapia de pulso de metilprednisolona tiveram maior probabilidade de duplicar a creatinina s&#xE9;rica do que aqueles tratados com ciclofosfamida a longo curso (p&lt;0.04). Risco de duplicar a creatinina n&#xE3;o foi significativamente diferente entre ciclofosfamida em curso de curta e longa dura&#xE7;&#xE3;o. No entanto os pacientes tratados com curso de curta dura&#xE7;&#xE3;o com ciclofosfamida tiveram uma probabilidade maior de exacerba&#xE7;&#xF5;es do que aqueles tratados com longo curso de ciclofosfamida (p&lt;0.01).</p> <p>Um curso prolongado de terapia com ciclofosfamida &#xE9; mais eficaz do que 6 meses de terapia com metilprednisolona na preserva&#xE7;&#xE3;o da fun&#xE7;&#xE3;o renal em pacientes com nefrite l&#xFA;pica grave. A adi&#xE7;&#xE3;o de um regime de manuten&#xE7;&#xE3;o trimestral para mensal de terapia com ciclofosfamida reduz a taxa de exacerba&#xE7;&#xF5;es.<sup>7</sup></p> <p>Os ensaios cl&#xED;nicos controlados em nefrite l&#xFA;pica t&#xEA;m demonstrado que a terapia com ciclofosfamida &#xE9; superior &#xE0; terapia de corticoster&#xF3;ide isolada. Os perfis de efic&#xE1;cia e de efeitos colaterais em longo prazo de regimes imunossupressores requerem mais estudos.</p> <p>Em um ensaio cl&#xED;nico randomizado e controlado com acompanhamento m&#xE9;o de 11 anos, 82 pacientes com nefrite l&#xFA;pica proliferativa foram inclu&#xED;dos no centro cl&#xED;nico de &#x201C;National Institutes of Health, Bethesda, Maryland&#x201D; entre 1.986 e 1.990. A an&#xE1;lise inicial foi baseada nos dados coletados em 1 de maio de 1.995. Os pacientes foram distribu&#xED;dos aleatoriamente para receber um dos tr&#xEA;s regimes: 1) metilprednisolona intravenosa 1 g/m<sup>2</sup> de superf&#xED;cie corporal administrada como <em>bolus</em> mensalmente durante pelo menos 12 meses e at&#xE9; 36 meses; 2) ciclofosfamida intravenosa 1 g/m<sup>2</sup> de superf&#xED;cie corporal, como <em>bolus</em> mensalmente durante 6 meses consecutivos e em seguida uma vez cada 3 meses durante pelo menos 24 meses adicionais, ou 3) a combina&#xE7;&#xE3;o destes dois regimes.</p> <p>Em uma an&#xE1;lise de sobrevida de inten&#xE7;&#xE3;o de tratar, a probabilidade de falha do tratamento foi significativamente menor nos grupos com ciclofosfamida (P = 0,04) e terapia combinada (P = 0,002) do que no grupo de metilprednisolona. A terapia combinada e terapia com ciclofosfamida n&#xE3;o diferiram estatisticamente em termos de efic&#xE1;cia ou efeitos adversos. Dos pacientes que completaram o protocolo (N = 65), a propor&#xE7;&#xE3;o de pacientes que tiveram duplica&#xE7;&#xE3;o da concentra&#xE7;&#xE3;o da creatinina s&#xE9;rica foi significativamente mais baixa no grupo de combina&#xE7;&#xE3;o do que no grupo de ciclofosfamida (risco relativo, 0,095 [IC de 95%, 0,01 para 0,842]).</p> <p>Com acompanhamento prolongado, a terapia com ciclofosfamida continuou a mostrar efic&#xE1;cia superior ao longo da terapia com metilprednisolona isolada para o tratamento da nefrite l&#xFA;pica. A combina&#xE7;&#xE3;o da terapia de ciclofosfamida e metilprednisolona parecem fornecer benef&#xED;cio adicional ao longo da terapia com ciclofosfamida isolada e n&#xE3;o confere risco adicional para eventos adversos.<sup>8</sup></p> <p>H&#xE1; incerteza sobre a efic&#xE1;cia e toxicidade da terapia de <em>bolus</em> com metilprednisolona ou da combina&#xE7;&#xE3;o de metilprednisolona e ciclofosfamida no tratamento de nefrite l&#xFA;pica. Objetivo: 1) determinar se a terapia intensiva de <em>bolus</em> com metilprednisolona &#xE9; um substituto adequado para a terapia de bolus com ciclofosfamida e 2) se a combina&#xE7;&#xE3;o de metilprednisolona e ciclofosfamida &#xE9; superior &#xE0; terapia de bolus com metilprednisolona ou ciclofosfamida isolada.</p> <p>Estudo cl&#xED;nico randomizado controlado com pelo menos 5 anos de follow-up. 82 pacientes com nefrite l&#xFA;pica que tiveram 10 ou mais hem&#xE1;cias por campo de alta pot&#xEA;ncia, lan&#xE7;as celulares, protein&#xFA;ria (&gt;1g de prote&#xED;na por dia), e uma amostra de <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/biopsia/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">bi&#xF3;psia</a> renal apresentaram nefrite proliferativa. Interven&#xE7;&#xF5;es: terapia de <em>bolus</em> com metilprednisolona intravenosa (1 g/m<sup>2</sup> da superf&#xED;cie corp&#xF3;rea), administrada mensalmente em no m&#xED;nimo 1 ano, terapia de <em>bolus</em> com ciclofosfamida intravenosa (0.5 at&#xE9; 1 g/m<sup>2</sup> da superf&#xED;cie corp&#xF3;rea) administrada mensalmente por 6 meses e em seguida trimestralmente ou terapia de <em>bolus</em> com ambos metilprednisolona e ciclosfosfamida.</p> <p>A remiss&#xE3;o renal ocorreu em 17 de 20 pacientes do grupo de terapia combinada (85%), 13 de 21 pacientes no grupo ciclofosfamida (62%) e 7 de 24 pacientes do grupo de metilprednisolona (29%) (P &lt; 0.001). 28 pacientes (43%) n&#xE3;o atingiram a remiss&#xE3;o renal. Pela an&#xE1;lise da taxa de sobrevida, a probabilidade da remiss&#xE3;o durante um per&#xED;odo de estudo foi maior no grupo de terapia combinada do que no grupo de metilprednisolona (P = 0.028). A terapia combinada e terapia com ciclofosfamida n&#xE3;o foram estaticamente diferentes. As rea&#xE7;&#xF5;es adversas observadas foram, amenorreia (observados em 41% do grupo de ciclofosfamida, 43% do grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o e 7,1% do grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o e 0% do grupo metilprednisolona), necrose vascular observada em 11% do grupo de ciclofosfamida, 18% do grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o, e 22% de grupo metilpredinisolona), herpes zoster (observada em 15% do grupo ciclofosfamida, 21% do grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o e 3,7% do grupo metilprednisolona) e no m&#xED;nimo uma infec&#xE7;&#xE3;o (observada em 26% do grupo ciclofosfamida, 32% grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o, e 7,4% do grupo de metilprednisolona).</p> <p>Terapia de <em>bolus</em> mensal com metilprednisolona foi menos eficaz do que a terapia de <em>bolus</em> mensal com ciclofosfamida. A tend&#xEA;ncia para uma maior efic&#xE1;cia com a terapia combinada foi vista.<sup>9</sup></p> <p>Estudo prospectivo das caracter&#xED;sticas cl&#xED;nicas, fisiopatologia, tratamento e progn&#xF3;sticos de granulomatose de Wegener.</p> <p>Dos 180 pacientes com granulomatose de Wegener que se refere o &#x201C; National Institute of Allergy and Infectious Diseases&#x201D; durante os &#xFA;ltimos 24 anos, 158 foram acompanhados por 6 meses a 24 anos (um total de 1229 pacientes por ano). O regime constituiu em dia, a terapia oral de ciclofosfamida, 2 mg/kg do peso corporal, prednisona, 1mg/kg de peso corp&#xF3;reo. Muitos pacientes com doen&#xE7;a fulminante e rapidamente progressiva recebem 3 a 5 mg/kg de ciclofosfamida diariamente.</p> <p>Homens e mulheres foram igualmente selecionados, 97% dos pacientes eram brancos e 85% tinham mais de 19 anos de idade. O per&#xED;odo m&#xE9;dio de acompanhamento foi de 8 anos, 133 pacientes (84%) receberam uma terapia padr&#xE3;o com ciclofosfamida di&#xE1;ria de baixa dose de glicocorticoides, 8 pacientes (5.0%) receberam apenas uma dose baixa de ciclofosfamida, 6 pacientes (4.0%) nunca receberam ciclofosfamida e foram tratados com outros citot&#xF3;xicos agentes e glicocorticoides, 10 pacientes (6.0%) foram tratados apenas com glicocorticoides, 91% dos pacientes apresentaram melhora acentuada, e 75% alcan&#xE7;aram a remiss&#xE3;o completa.</p> <p>50% das remiss&#xF5;es foram associadas com uma ou mais recidivas. Dos 99 pacientes acompanhados por &gt; 5 anos, 44% tiveram remiss&#xE3;o de &gt; 5 anos de dura&#xE7;&#xE3;o. 13 % dos pacientes morreram de granulomatose de Wegener, causas relacionadas com o tratamento, ou ambos. Quase todos os pacientes tinham mobilidade grave caracter&#xED;sticas irrevers&#xED;veis da sua doen&#xE7;a (86%) ou efeitos colaterais do tratamento (42%).</p> <p>O curso da granulomatose de Wegener foi drasticamente melhorado por tratamento di&#xE1;rio com ciclofosfamida e glucocortic&#xF3;ides. No entanto, a morbidade da doen&#xE7;a relacionada com o tratamento muitas vezes &#xE9; profunda. Formas alternativas de terapia ainda n&#xE3;o atingiram as altas taxas de indu&#xE7;&#xE3;o da remiss&#xE3;o e manuten&#xE7;&#xE3;o de sucesso que foram relatadas com tratamento di&#xE1;rio de ciclofosfamida. Apesar do sucesso terap&#xEA;utico continuado com ciclofosfamida a longo prazo de acompanhamento de pacientes com granulomatose de Wegener, crescente preocupa&#xE7;&#xF5;es sobre a toxicidade resultantes da terapia com ciclofosfamida prolongada surgiram e incentivaram a investiga&#xE7;&#xE3;o de outros regimes terap&#xEA;uticos.<sup>10</sup></p> <p>O uso de agentes citot&#xF3;xicos em doen&#xE7;as n&#xE3;o neopl&#xE1;sicas ainda &#xE9; quest&#xE3;o de preocupa&#xE7;&#xE3;o em rela&#xE7;&#xE3;o aos efeitos colaterais de curto e longo prazo. &#xC9; importante avaliar e mostrar claramente tanto a efic&#xE1;cia do regime terap&#xEA;utico a longo prazo de segmento, bem como a ocorr&#xEA;ncia de efeitos secund&#xE1;rios t&#xF3;xicos observados ao longo de um per&#xED;odo prolongado.</p> <p>85 pacientes com granulomatose de Wegener foram estudados por 21 anos no National Institutes of Health. Os pacientes foram tratados com um protocolo que consiste em ciclofosfamida, 2 mg/kg de peso corporal por dia, com prednisona 1 mg/kg de peso corporal por dia, seguido por convers&#xE3;o de prednisona para um regime de dias alternados.</p> <p>As remiss&#xF5;es completas foram obtidas em 79 de 85 pacientes (93%). A dura&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dia da remiss&#xE3;o para sobrevida dos pacientes foi de 48,2 (+/- 3,6) meses. 23 pacientes est&#xE3;o fora da terapia durante um per&#xED;odo m&#xE9;dio de 35,3 (+/- 6,3) meses sem terapia.</p> <p>Esse estudo fornece uma experi&#xEA;ncia em perspectiva com granulomatose de Wegener e remiss&#xF5;es que demonstram a longo prazo que podem ser induzidas e mantidas em um n&#xFA;mero extremamente elevado de pacientes por combina&#xE7;&#xE3;o de terapia com ciclofosfamida e prednisona por dia, em dias alternados.<sup>11</sup></p> <h4>C&#xE2;ncer de pulm&#xE3;o de pequenas c&#xE9;lulas (CPPC)</h4> <p>O n&#xFA;mero de pacientes idosos com c&#xE2;ncer de pulm&#xE3;o de pequenas c&#xE9;lulas (CPPC) t&#xEA;m aumentando com a crescente popula&#xE7;&#xE3;o geri&#xE1;trica. O objetivo deste estudo foi avaliar a seguran&#xE7;a e efic&#xE1;cia da quimioterapia padr&#xE3;o ou radioterapia em pacientes idosos com CPPC.</p> <p>Neste estudo retrospectivo, foram analisados dados de 126 pacientes com CPPC diagnosticados entre 1996 e 2005, comparando os resultados dos pacientes com menos de 70 anos e idosos com 70 anos ou mais, os quais foram tratados com etoposidee cisplatina (regime EP) e ciclofosfamida, adriamicina e vincristina (regime CAV). Pacientes com doen&#xE7;a limitada receberam radioterapia tor&#xE1;cica (RT) ap&#xF3;s a quimioterapia.</p> <p>As taxas globais de resposta (resposta completa + parcial) n&#xE3;o foram significativamente diferentes entre os pacientes dos grupos (69% <em>versus</em> 65%, P = 0,591). O tempo m&#xE9;dio de sobrevida foi de 13 meses para pacientes com 70 anos ou mais de idade (P = 0,263), com taxas de sobrevida de 2 a 5 anos de 37,8% e 8,2% <em>versus</em> 26,2% e 3,6%, respectivamente. Sobrevida livre de progress&#xE3;o da doen&#xE7;a em pacientes com 70 anos ou mais de idade foi semelhante ao de pacientes com menos de 70 anos (P = 0,445).</p> <p>Toxicidades hematol&#xF3;gicas graus 3 e 4 foram mais frequentes entre os idosos (leucopenia, 48% <em>versus</em> 31%, P = 0,49; neutropenia, 52% <em>versus</em> 32%, P = 0,028; trombocitopenia, 38% <em>versus</em> 21%, P = 0,47).</p> <p>Em conclus&#xE3;o, apesar de terem mais toxicidades hematol&#xF3;gicas graves, os pacientes idosos com CPPC beneficiaram-se do regime EP e do regime de CAV com ou sem RT. S&#xE3;o necess&#xE1;rias novas investiga&#xE7;&#xF5;es sobre como diminuir a toxicidade hematol&#xF3;gica, principalmente em idosos.<sup>12</sup></p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Emmanouil Saloustros, Nikolaos Malamos, Ioannis Boukovinas, Stylianos Kakolyris, Charalampos Kouroussis, Athanasios Athanasiadis, Nikolaos Ziras, Nikolaos Kentepozidis, Parisis Makrantonakis, Aristidis Polyzos, Charalampos Christophyllakis,Vassilios Georgoulias, Dimitrios Mavroudis; Dose-dense paclitaxel versus docetaxel following FEC as adjuvant chemotherapy in axilary node-positive early breast cancer: a multicenter randomized study of the Hellenic Oncology Research Group (HORG);Breast Cancer Res Treat;2014; Volume 148: 591 &#x2013; 597.<br> 2. B. Gerber, S. Loibl, H. Eidtmann, M. Rezai, P. A. Fasching, H. Tesch, H. Eggemann7, I. Schrader, K. Kittel, C. Hanusch, R. Kreienberg, C. Solbach, C. Jackisch, G. Kunz, J. U. Blohmer, J. Huober, M. Hauschild, V. Nekljudova, M. Untch &amp; G. von Minckwitz, on behalf of the German Breast Group Investigators; Neoadjuvant bevacizumab and anthracycline &#x2013; taxane-based chemotherapy in 678 triple-negative primary breast cancers; results from the geparquinto study (GBG44);Annals of Oncology; 2013; Volume 24: 2978-2984.<br> 3. Joan M. Bull, MD, Douglass C. Tormey, MD, PhD, Shou-Hua Li, PhD, Paulo P, Carbone, MD, Geofrey Falkson, MD, Johannes B lom, MD, Elliot Perlin, MD, AND Richard Simon, PhD; A randomized comparative trial of Adriamycin versus methotrexate in combination drug therapy; American Cancer Society; 1978; Volume 41: 1649-1657.<br> 4. Gianni Bonadonna, M.D., Ercole Brusamolino, M.D., Pinucia Valagussa, B.S., Anna Rossi, M.D., Luisa Brugnatelli, M.D., Cristina Brambilla, M.D., Mario De Lena, M.D., GabrileTancini, M.D., Emilio Bajetta, M.D., Renato Musumeci, M.D., AND Umberto Veronesi, M.d; Combination chemotherapy as an adjuvant treatment in operable breast cancer; The New England Journal of Medicine; 1976; Volume 294: number 8.<br> 5. Abdul Mannan Babar, East Surgical Unit, Department od Surgery, University of the Punjab, King Edward Medical College, Mayo Hospital, Lahore; Surgical adjuvant chemotherapy for breast cancer: A comparsion of CMF and CAF regimes; J.P.M.A., December 1991.<br> 6. M. Martin, A. Villar, A. Sole-Calvo, R. Gonzalez, B. Massuti, J. Lizon, C. Campos, A Carrato, A. Casado, M. T. Candel, J. Albanell, J. Aranda, B. Munarriz, J. Campbell &amp; E. Diaz-Rubio On behalf of the GEICAM Group (Spanish Breast Cancer Research Group), Spain; Doxorubicin in combination with fluorouracil and cyclophosphamide (i.v FAC regimen, day 1, 21) versus methotrexate in combination with fluorouracil and cyclophosphamide (i.v. CMP regimen, day 1, 21) as adjuvant chemotherapy for operable breast cancer: a study by the GEICAM group; European Society for Medical Oncology; 2003; Volume 14: 833-843.<br> 7. Dimitrios T. Boumpas, Howard A. Austin III, Ellen M. Vaughn, John H. Klippel, Alfred D. Steinberg, Cheril H. Yarboro, Jame E. Balow; Controlled trial of pulse methylprednisloone versus two regimes of pulse cyclophosphamide in severe lupus nephritis; The Lancet; 1992; Volume 340: 745-748.<br> 8. Gabor G. Illei, MD; Howard A. Austin III, MD; Marianna Crane, NP; Lee Collins, Ms; Mark F. Gourley, MD; Cheryl H. Yarbono, R N; Ellen M. Vaughan, MSN; Takashi Kuroiwa, MD; Carol L. Danning, MD; Alfred D. Steinberg, MD; John H. Klippel, MD; James E. Balow, MD; and Dimitrius T. Boumpas, MD; Combination Therapy with Pulse Cyclophosphamide plus Pulse Methylprednisolone Improves Long-Term Real Outcome wihout Adding Toxicity in Patients with Lupus Nephritis; American College of Physicians-American Society of Internal Medicine; August 2001; Volume 135: number 4.<br> 9. Mark F. Gourley, MD; Howard A. Austin III, MD; Dorothy Scott, MD; Cheryl H. Yarboro, RN; Ellen M. Vaughan, RN; Joanne Muir, RN; Dimitrios T. Boumpas, MD; John H. Klippel, MD; James E. Balow, MD; and Alfred D. Steinberg, MD; Methylprednisolone and Cyclophosphamide, Alone or in Combination, in Patients with Lupus Nephritis A randomized, Controlled Trial; Annals of Internal Medicine; October 1996; Volume 125; number 7.<br> 10. Gary S. Hoffman, MD; Gail S. Kerr, MD; Randi Y. Leavitt, MD, PhD; Claire W. Hallahan, MS; Robert S. Lebovics, MD; William D. Travis, MD; Menachem Rottem, MD; and Anthony S. Fauci, MD; Wegener Granulomatosis: An Analysis of 158 Patients; Annals of Internal Medicine; March 1992; Volume 116: 488-498; number 6.<br> 11. Anthony S. Fauci and Sheldon M. Wolff; Wegener&#x2019;s Granulomatosis: Studies in eighteen patients and a review of the literature; Classics in Medicine; 1973; Volume 52 (6): 535-561.<br> 12. Jian Li, Ping Chen, Chun-Hua, Xiao-Qin Li, qian-Lei Bao; Outcome and treatment in elderly patients with small cell lung cancer: A retrospective study; Geriatr Gerontol International; 2009; Volume 9: 172-182.</br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></span></p> <h3>Injet&#xE1;vel</h3> <h4>C&#xE2;ncer de mama</h4> <p>A associa&#xE7;&#xE3;o de um taxano &#xE0; antraciclina como base da quimioterapia adjuvante prolonga a sobrevida de pacientes com c&#xE2;ncer de mama precoce com linfonodo positivo. No entanto, se &#xE9; prefer&#xED;vel um taxano em regime de dose-densa permanece desconhecido. Foi realizado um estudo randomizado para comprovar a efic&#xE1;cia da dose densa de paclitaxel <em>versus</em> docetaxel em seguida a 5-fluorouracila, epirrubicina e ciclofosfamida (FEC), como quimioterapia adjuvante, em mulheres com linfonodo positivo no c&#xE2;ncer de mama precoce. Mulheres operadas por c&#xE2;ncer de mama com HER2-negativo e, pelo menos, um linfonodo axilar infiltrado foram randomizadas para receber quatro ciclos de FEC (700/75/700 mg/m<sup>2</sup>)seguidos por quatro ciclos paclitaxel (175 mg/ m<sup>2</sup>) ou docetaxel (175 mg/m<sup>2</sup>). Todos os ciclos foram administrados a cada 14 dias com associa&#xE7;&#xE3;o de G-CSF. O objetivo prim&#xE1;rio foi a sobrevida livre de doen&#xE7;a (SLD) em 3 anos. Entre 2004 e 2007, 481 mulheres foram randomizadas para paclitaxel (N = 241) e docetaxel (N = 240). Depois de um per&#xED;odo de acompanhamento m&#xE9;dio de 6 anos, 51 (21%) e 48 (20%) mulheres tiveram recidiva da doen&#xE7;a (P = 0,753) e n&#xE3;o houve diferen&#xE7;a significativa na sobrevida de doen&#xE7;a (SLD) entre o paclitaxel e o docetaxel (SLD em 3 anos: 87,4 <em>versus&amp;nbsp;</em>88,3%, respectivamente; (P = 0,633). As toxicidades foram pass&#xED;veis de controle, com graus 2 - 4 de neutropenia em 21% contra 31% (P = 0,01), trombocitopenia em 0,8% contra 3,4% (P = 0,06) e algum grau de neurotoxicidade em 17% comparado a 7,5% (P = 0,35) nos pacientes tratados com paclitaxel e docetaxel, respectivamente. N&#xE3;o ocorreram mortes por toxicidade. Em conclus&#xE3;o, a dose densa de paclitaxel <em>versus</em> docetaxel ap&#xF3;s FEC como adjuvante da quimioterapia, resultou em uma taxa de SLD em 3 anos semelhante em mulheres com c&#xE2;ncer de mama precoce com linfonodo axiliar positivo. Devido ao seu perfil de toxicidade mais favor&#xE1;vel, o paclitaxel &#xE9; o taxano de escolha, neste cen&#xE1;rio.<sup>1</sup></p> <p>Foi avaliada a taxa de resposta patol&#xF3;gica completa (RPC) ap&#xF3;s a quimioterapia neoadjuvante com epirrubicina (E), ciclofosfamida (C) edocetaxel, com e sem a adi&#xE7;&#xE3;o de bevacizumab, em pacientes com c&#xE2;ncer de mama triplo negativo (CMTN).</p> <p>Pacientes com cT1c-4d CMTN n&#xE3;o tratados apresentaram um subconjunto estratificado de 1948 participantes da parte de pacientes com HER2-negativo do estudo GeparQuinto. Os pacientes foram randomizados para receber quatro ciclos de CE (90/600 mg/m<sup>2</sup> q3w) seguidos por quatro ciclos de docetaxel (100 mg/m<sup>2</sup>; q3w) com ou sem bevacizumab (15 mg/kg; q3w) adicionado &#xE0; quimioterapia. Os pacientes foram randomizados para quimioterapia sem (N = 340) ou com bevacizumab (N = 323). As taxas de RPC foram de 27,9% e 39,3%, sem e com bevacizumab (P = 0,003). De acordo com as defini&#xE7;&#xF5;es de RPC, a adi&#xE7;&#xE3;o de bevacizumab aumentou esta taxa a partir de 30,9% para 41,8% (P = 0,0040), 36,2% para 46,4% (P = 0,009) e de 32,9% para 43,3% (P = 0,007). O tratamento com bevacizumab (OR 1,73, intervalo de confian&#xE7;a de 95% (IC) 1,23-2,42; (P = 0,002), o estagio menor do c&#xE2;ncer (OR 2,38, IC 95% 1,24-4,54; P = 0,009) e os c&#xE2;nceres de grau 3 (OR 1,68, IC 95% 1,14-2,48; (P = 0,009) foram confirmados como preditores independentes de maior RPC pela analise de regress&#xE3;o log&#xED;stica multivariada.</p> <p>Foi conclu&#xED;do que a adi&#xE7;&#xE3;o de bevacizumab para quimioterapia de CMTN aumenta significativamente as taxas de RPC.<sup>2</sup></p> <h4>C&#xE2;ncer de mama &#x2013; CAF (ciclofosfamida, doxorrubicina e fluoroacil)</h4> <p>O uso combinado de 5-fluorouracil, metotrexato e citoxan tornou-se padr&#xE3;o de terapia combinada para tratamento de c&#xE2;ncer de mama metast&#xE1;tico nos &#xFA;ltimos anos e agora &#xE9; usado como terapia adjuvante em doen&#xE7;a prim&#xE1;ria. Tornou-se importante comparar a mais comum e sucedida terapia de combina&#xE7;&#xE3;o para c&#xE2;ncer de mama metast&#xE1;tico (citoxan, metotrexato e 5-fluorouracil (CMF)) com adriamicina em combina&#xE7;&#xE3;o. Assim, um ensaio cl&#xED;nico prospectivo randomizado de CMF foi realizado comparando este regime com cytoxan, adriamicina e 5-fluorouracil (CAF). Um estudo cl&#xED;nico prospectivo randomizado foi conduzido comparando a resposta cl&#xED;nica de 78 pacientes n&#xE3;o tratados anteriormente com c&#xE2;ncer de mama metast&#xE1;tico avan&#xE7;ado tratados com uma combina&#xE7;&#xE3;o de ciclofosfamida, metotrexato e 5-fluorouracil&amp;nbsp;(CMF) ou uma combina&#xE7;&#xE3;o de ciclofosfamida, adriamicina e 5-fluoracil (CAF). 62% dos pacientes que receberam CMF responderam ao tratamento em compara&#xE7;&#xE3;o com uma taxa de resposta de 82% para os pacientes que receberam CAF. Este estudo mostrou que CAF &#xE9; eficaz para indu&#xE7;&#xE3;o do regime para o c&#xE2;ncer de mama. Em adi&#xE7;&#xE3;o, este estudo mostrou que n&#xE3;o houve uma diferen&#xE7;a significativa na dura&#xE7;&#xE3;o da resposta para os dois regimes, CAF e CMF.<sup>3</sup></p> <h4>C&#xE2;ncer de mama - CMF (ciclofosfamida, metotrexateefluorouracil)</h4> <p>Prolongada quimioterapia c&#xED;clica combinada com ciclofosfamida, metotrexato e fluorouracil foi avaliada como tratamento adjuvante para mastectomia radical em c&#xE2;ncer de mama prim&#xE1;rio com linfonodos axilares positivos. Pacientes (N = 391) foram separados conforme a idade, n&#xFA;mero de linfonodos axilares comprometidos e tipo de mastectomia (convencional radical ou expandida). Os pacientes foram randomizados para receber CMF por 12 ciclos ou nenhum outro tratamento adicional. 386 pacientes (N = 386) foram considerados avali&#xE1;veis. An&#xE1;lises estat&#xED;sticas foram realizadas em propor&#xE7;&#xF5;es totais de falhas no tratamento e na distribui&#xE7;&#xE3;o do tempo de falhas do tratamento. Ap&#xF3;s 27 meses de estudo, falha de tratamento ocorreu em 24% dos 179 pacientes do grupo controle e em 5,3% das 207 mulheres que receberam terapia combinada (P inferior a 10<sup>-6</sup>), vantagem estat&#xED;stica significativa em todos os subgrupos de pacientes. Pacientes com 4 ou mais linfonodos positivos axilares apresentaram um maior percentual de reca&#xED;das do que aqueles com menor n&#xFA;mero de linfonodos. As novas manifesta&#xE7;&#xF5;es cl&#xED;nicas iniciais ocorreram em locais distantes em 81,5% dos pacientes com recidivas. Quimioterapia de longo prazo produziu uma toxicidade aceit&#xE1;vel, permitindo assim a administra&#xE7;&#xE3;o de um percentual elevado do medicamento. Os autores conclu&#xED;ram que os pacientes com c&#xE2;ncer de mama potencialmente cur&#xE1;veis e com linfonodos axilares positivos no momento da mastectomia mostram uma redu&#xE7;&#xE3;o estaticamente significativa na taxa de recorr&#xEA;ncia durante os primeiros 27 meses ap&#xF3;s a mastectomia radical quando tratados com quimioterapia de combina&#xE7;&#xE3;o c&#xED;clica prolongada. Atualmente, a vantagem do CMF aparece estaticamente evidente em todos os subgrupos de pacientes. Estes resultados devem ser considerados com cautela, uma vez que, atualmente os efeitos dessa terapia na sobrevida e poss&#xED;veis efeitos colaterais a longo prazo permaneceem desconhecidos.<sup>4</sup></p> <p>Terapia em combina&#xE7;&#xE3;o com ciclofosfamida, metotrexate e fluorouracil (CMF) foi comparada com ciclofosfamida, adiramicina e fluorouracil (CAF) como adjuvante &#xE0; mastectomia radical modificada em c&#xE2;ncer de mama prim&#xE1;rio oper&#xE1;vel com linfonodos axilares positivos. Pacientes que se submeteram &#xE0; mastectomia radical modificada foram &#xED;ncluidos neste estudo. A quimioterapia foi iniciada duas a quatro semanas ap&#xF3;s a mastectomia e continuou at&#xE9; 6 ciclos. Quarenta (N = 40) pacientes foram randomizados para terapia de CMF (N = 30) ou CAF (N = 10). Ap&#xF3;s 18 meses de estudo ocorreu falha de tratamento em 10% dos pacientes de cada grupo. As novas manifesta&#xE7;&#xF5;es cl&#xED;nicas ocorreram localmente em 75% e &#xE0; dist&#xE2;ncia em 25% dos pacientes com recidivas. Quimioterapia de longo prazo produziu uma toxicidade aceit&#xE1;vel, permitindo assim administra&#xE7;&#xE3;o de um elevado percentual da dosagem do medicamento. Este estudo indica que os regimes CMF e CAF t&#xEA;m efic&#xE1;cia e toxicidade compar&#xE1;veis em quimioterapia adjuvante &#xE0; cirurgia para c&#xE2;ncer de mama.<sup>5</sup></p> <p>O objetivo deste estudo foi determinar a efic&#xE1;cia relativa de doxorubicina <em>versus</em> metotrexato em combina&#xE7;&#xE3;o com ciclofosfamida intravenosa e 5-fluoracil (FAC <em>versus</em> CMF) como quimioterapia adjuvante para c&#xE2;ncer de mama oper&#xE1;vel. Durante um per&#xED;odo de 4 anos, 985 mulheres submetidas &#xE0; cirurgia curativa de c&#xE2;ncer de mama (T1&#x2013;3 N0&#x2013;2 M0, est&#xE1;gio I&#x2013;IIIA, UICC) de 9 hospitais foram estratificadas em rela&#xE7;&#xE3;o ao envolvimento de linfonodos axilares (linfonodos positivos <em>versus</em> linfonodos negativos) e randomizadas para receber FAC (500/50/500/m<sup>2</sup>) a cada 3 semanas durante 6 ciclos ou CMF (600/60/600/m<sup>2</sup>) a cada 3 semanas durante 6 ciclos. A intensidade relativa das doses de FAC e CMF foi de 87% e 85% das doses previstas, respectivamente. Dados n&#xE3;o ajustados indicaram uma tend&#xEA;ncia n&#xE3;o significativa para melhores resultados com FAC. No subgrupo prospectivamente formado por pacientes com linfonodos negativos, a sobrevida livre de doen&#xE7;a e sobrevida global foram estatisticamente superiores no bra&#xE7;o de tratamento com FAC (P = 0,041 e 0,034 respectivamente), mas esta vantagem n&#xE3;o foi vista no subgrupo dos pacientes com linfonodos positivos. Ajustando os dados para o tamanho do efeito do tratamento e poss&#xED;veis intera&#xE7;&#xF5;es (n&#xFA;mero de linfonodos positivos, tamanho do tumor e centro de tratamento), o risco relativo (RR) de recorr&#xEA;ncia da doen&#xE7;a e morte foram significativamente inferiores com o tratamento de FAC (RR 1.2, P = 0.03, e RR 1.3, P = 0.05, respectivamente). Este resultado deve-se principalmente &#xE0; diferen&#xE7;a observada na popula&#xE7;&#xE3;o de pacientes com linfonodos negativos. A toxicidade foi leve: FAC induziu mais alopecia, v&#xF4;mito, mucosite e cardiotoxicidade; &#xFA;ltima foi de preocupa&#xE7;&#xE3;o cl&#xED;nica, mas foi de baixa densidade e gerenci&#xE1;vel. CMF induziu mais conjuntivite e ganho de peso. N&#xE3;o houve mortes devido &#xE0; toxicidade de tratamento. Doxorubicina em combina&#xE7;&#xE3;o com dia 1, ciclofosfamida e 5-fluorouracil IV &#xE9; superior ao metatrexato em combina&#xE7;&#xE3;o com dia 1, ciclofosfamida e 5-fluorouracil IV como quimioterapia adjuvante para c&#xE2;ncer de mama oper&#xE1;vel. O efeito do tratamento &#xE9; particularmente evidente em pacientes com linfonodo negativo. Embora a toxicidade cl&#xED;nica de FAC seja maior do que a de CMF, os n&#xED;veis foram manej&#xE1;veis e clinicamente aceit&#xE1;veis.<sup>6</sup></p> <h4>C&#xE2;ncer de pulm&#xE3;o de pequenas c&#xE9;lulas</h4> <p>O n&#xFA;mero de pacientes idosos com c&#xE2;ncer de pulm&#xE3;o de pequenas c&#xE9;lulas (CPPC) t&#xEA;m aumentando com a crescente popula&#xE7;&#xE3;o geri&#xE1;trica. O objetivo deste estudo foi avaliar a seguran&#xE7;a e efic&#xE1;cia da quimioterapia padr&#xE3;o ou radioterapia em pacientes idosos com CPPC.</p> <p>Neste estudo retrospectivo, foram analisados dados de 126 pacientes com CPPC diagnosticados entre 1996 e 2005, comparando os resultados dos pacientes com menos de 70 anos e idosos com 70 anos ou mais, os quais foram tratados com etoposide e cisplatina (regime EP) e ciclofosfamida, adriamicina e vincristina (regime CAV). Pacientes com doen&#xE7;a limitada receberam radioterapia tor&#xE1;cica (RT) ap&#xF3;s a quimioterapia.</p> <p>As taxas globais de resposta (resposta completa + parcial) n&#xE3;o foram significativamente diferentes entre os pacientes dos grupos (69% <em>versus</em> 65%, P = 0,591). O tempo m&#xE9;dio de sobrevida foi de 13 meses para pacientes com 70 anos ou mais de idade (P = 0,263), com taxas de sobrevida de 2 a 5 anos de 37,8% e 8,2% <em>versus</em> 26,2% e 3,6%, respectivamente. Sobrevida livre de progress&#xE3;o da doen&#xE7;a em pacientes com 70 anos ou mais de idade foi semelhante ao de pacientes com menos de 70 anos (P = 0,445).</p> <p>Toxicidades hematol&#xF3;gicas graus 3 e 4 foram mais frequentes entre os idosos (leucopenia, 48% <em>versus</em> 31%, P = 0,49; neutropenia, 52%&amp;nbsp;<em>versus</em> 32%, P = 0,028; trombocitopenia, 38% <em>versus</em> 21%, P = 0,47).</p> <p>Em conclus&#xE3;o, apesar de terem mais toxicidades hematol&#xF3;gicas graves, os pacientes idosos com CPPC beneficiaram-se do regime EP e do regime de CAV com ou sem RT. S&#xE3;o necess&#xE1;rias novas investiga&#xE7;&#xF5;es sobre como diminuir a toxicidade hematol&#xF3;gica, principalmente em idosos. <sup>7</sup></p> <h4>Linfoma n&#xE3;o-Hodgkin</h4> <p>O aumento da intensidade da dose (ID) da quimioterapia para pacientes com Linfoma n&#xE3;o-Hodgkin (LNH) agressivo pode melhorar os resultados &#xE0; custa do aumento da toxicidade. Esta quest&#xE3;o foi abordada em um estudo randomizado com o objetivo de dobrar a ID de f&#xE1;rmacos mielossupressores. Entre 1994 e 1999, 250 pacientes n&#xE3;o tratados previamente com LNH agressivo foram selecionados para o tratamento com 6 ciclos padr&#xE3;o 3 vezes por semana (s) ou (i) a quimioterapia intensiva: s-CEOP-ciclofosfamida 750, epirrubicina 75, vincristina de 1,4 mg/m<sup>2</sup> todos no dia 1, e prednisolona 100 mg de 1-5 dias; i-CEOP 1500 ciclofosfamida, epirrubicina 150, vincristina de 1,4 mg/m<sup>2</sup> no dia 1, todos, prednisolona e 100 mg de 1-5 dias. O ponto final prim&#xE1;rio da sobrevida global (OS) foi de 5 anos. Relativa aos pacientes s-CEOP, doentes i-CEOP alcan&#xE7;ado um aumento de 78% no 01 da ciclofosfamida e epirrubicina. Apesar disso, n&#xE3;o houve diferen&#xE7;a significativa em nenhum desfecho: 5 anos de OS (56,7% i-CEOP; 55,1% s-CEOP; P = 0,80), 5 anos de sobrevida livre de progress&#xE3;o (PFS; 41% i-CEOP; 43 % s-CEOP; P = 0,73), o tempo de 5 anos at&#xE9; &#xE0; progress&#xE3;o (TTP; 44% IceOp; 47% s-CEOP; P = 0,72), ou remiss&#xE3;o completa (CR) + CR n&#xE3;o confirmados (CRU) taxas (53% i-CEOP; 59% sCEOP; P = 0,64). O acompanhamento &#xE0; longo prazo (10 anos) tamb&#xE9;m n&#xE3;o apresentaram diferen&#xE7;as significativas em OS, PFS, ou HP.O bra&#xE7;o i-CEOP teve maior taxa de neutropenia febril (70 <em>versus</em> 26%), hospitaliza&#xE7;&#xF5;es, utiliza&#xE7;&#xE3;o de produtos derivados do sangue, toxicidades hematol&#xF3;gicas e gastrointestinais, e menor qualidade de vida pontua&#xE7;&#xE3;o durante o tratamento, embora sem diferen&#xE7;as significativas de 6 meses mais tarde. No tratamento da LNH agressivo com prerituximab, aumentando-se 01 n&#xE3;o resultou em melhores resultados, enquanto, ao mesmo tempo, contribuir para o aumento da toxicidade. <sup>8</sup></p> <h4>Linfoma n&#xE3;o-Hodgkin - CHOP (ciclofosfamida, doxorubicina e cloridrato de prednisolona)</h4> <p>O objetivo do estudo foi comparar a efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a de um regime CHOP quinzenal constitu&#xED;do por ciclofosfamida (CPA), doxorrubicina (DOX), vincristina (VCR) e prednisolona (PSL), e a efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a do regime THPCOP quinzenal contendo pirarubicina (THP), uma antraciclina com menos cardiotoxicidade do que DOX.</p> <p>Um estudo prospectivo, randomizado de fase II com 80 pacientes (CHOP 40 receptoras ou THP-COP) com menos de 70 anos de idade com linfoma n&#xE3;o-Hodgkin (LNH) n&#xE3;o tratado previamente agressivo. Os regimes consistiram de DOX ou THP de 50 mg/m<sup>2</sup>, CPA 750 mg/m<sup>2</sup> VCR 1,4 mg/m<sup>2</sup>, e 100 mg PSL/corporal, administradas durante 5 dias a cada 2 semanas durante oito ciclos.</p> <p>N&#xE3;o foram encontras diferen&#xE7;as significativas nos fatores conhecidos de progn&#xF3;sticos entre os dois grupos. A taxa de remiss&#xE3;o completa foi de 72,5% (72,5% para CHOP e 72,5% para THP-COP). A taxa de sobrevida global em 5 anos foi de 49,2% (43,7% para CHOP e 54,0% para THP-COP). Quando os pacientes foram divididos em grupos com fatores de progn&#xF3;stico favor&#xE1;veis ou deficiente de acordo com o &#xED;ndice progn&#xF3;stico internacional, a sobrevida do primeiro grupo (G/LI) foi superior &#xE0; do grupo mais antigo (HI/H), independentemente do regime de quimioterapia (P &lt;0,001). Apesar da cardiotoxicidade de terceiro grau que ocorreu em um paciente no grupo CHOP, n&#xE3;o ocorreram rea&#xE7;&#xF5;es t&#xF3;xicas fatais em ambos os grupos. O THP-COP produziu resultados equivalentes aos de CHOP sobre efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a em pacientes com LNH agressivos com menos de 70 anos de idade.</p> <p>Embora ambos os regimes de tratamento foram eficazes naqueles pacientes com fatores progn&#xF3;sticos favor&#xE1;veis, o resultado n&#xE3;o foi satisfat&#xF3;rio para o tratamento de pessoas com fatores de mau progn&#xF3;stico. <sup>9</sup></p> <p>CHOP &#xE9; um regime de primeira gera&#xE7;&#xE3;o, a combina&#xE7;&#xE3;o de quimioterapia consistindo em ciclofosfamida, doxorrubicina, vincristina e prednisona apresenta taxa de cura de aproximadamente 30% em pacientes em est&#xE1;gios avan&#xE7;ados com linfoma n&#xE3;o-Hodgkin de grau intermedi&#xE1;rio ou de alto grau, em ensaios nacionais e em cooperativa do grupo. No entanto, estudos em institui&#xE7;&#xF5;es individuais sugeriram que 55 a 65% destes pacientes podem ser curados por regimes de terceira gera&#xE7;&#xE3;o, tais como os que consistem de metotrexato em dose baixa com leucovorina, bleomicina, doxorubicina, ciclofosfamida, vincristina e <a href=\"https://consultaremedios.com.br/dexametasona/bula\" target=\"_blank\">dexametasona</a> (m-BACOD); prednisona, doxorrubicina, ciclofosfamida, etoposido e seguido de citarabina, bleomicina, vincristina, metotrexato e com leucovorina (PROMACE-CytaBOM); e metotrexato com leucovorina, doxorrubicina, ciclofosfamida, vincristina, prednisona, bleomicina e (MACOP-B).</p> <p>Para fazer uma compara&#xE7;&#xE3;o v&#xE1;lida destes regimes, a Southwest Oncology Group e o Eastern Cooperative Oncology Group iniciaram um estudo prospectivo, randomizado de fase III. Os objetivos do estudo foram &#xE0; taxa de resposta, tempo de falha do tratamento, a sobrevida global e a incid&#xEA;ncia de toxicidade grave ou com risco de vida. A intensidade da dose foi calculada e analisada. Dos 1138 pacientes avaliados para inclus&#xE3;o no estudo, 899 foram eleg&#xED;veis. Cada grupo de tratamento tinha pelo menos 218 pacientes. Os fatores progn&#xF3;sticos conhecidos foram igualmente distribu&#xED;dos entre os grupos. N&#xE3;o houve diferen&#xE7;as significativas nas taxas de resposta parcial e completa nos grupos&amp;nbsp;tratados. Em tr&#xEA;s anos, 44% de todos os pacientes estavam vivos sem doen&#xE7;a; n&#xE3;o foram observadas diferen&#xE7;as significativas entre os grupos (41% dos grupos de CHOP e MACOP-B e 46% dos grupos M-BACOD e PROMACE-CytaBOM; P = 0,35). A sobrevida global em tr&#xEA;s anos foi de 52 (50% dos grupos PROMACE-CytaBOM e MACOP-B, 52% no grupo m-BACOD, e 54% no grupo CHOP; P = 0,90). N&#xE3;o houve nenhum subgrupo de pacientes em que a sobrevida foi melhorada por um regime de terceira gera&#xE7;&#xE3;o. Rea&#xE7;&#xF5;es t&#xF3;xicas fatais ocorreram em 1% do grupo CHOP, 3% do grupo PROMACE-CytaBOM, 5% do grupo m-BACOD, e 6% do grupo MACOP-B (P = 0,09).</p> <p>O regime CHOP permanece como melhor escolha para tratamento dispon&#xED;vel para pacientes com linfoma n&#xE3;o-Hodgkin em est&#xE1;gio avan&#xE7;ado de grau intermedi&#xE1;rio ou de alto grau. <sup>10</sup></p> <h4>Leucemia linfoc&#xED;tica cr&#xF4;nica</h4> <p>Terapia combinada com fludarabina tem atingido um aumento na popularidade para o tratamento de leucemia linfoc&#xED;tica cr&#xF4;nica (LLC). Entre as terapias, a combina&#xE7;&#xE3;o de fludarabina/ciclofosfamida (FC) &#xE9;, de longe, o melhor regime estudado. Os pacientes que recebem FC apresentaram taxa de resposta (TR) de 70% - 94% com 11% -34% taxa de remiss&#xE3;o completa (RC). Em pacientes n&#xE3;o tratados previamente para LLC, foram observados TR de 64% - 88% com 21% - 46% as taxas de RC. Os principais efeitos colaterais do FC s&#xE3;o mielotoxicidade e infec&#xE7;&#xF5;es; a maioria das complica&#xE7;&#xF5;es relatadas s&#xE3;o: febre de origem desconhecida, infec&#xE7;&#xF5;es do trato respirat&#xF3;rio superior, ou infec&#xE7;&#xE3;o por v&#xED;rus da herpes. H&#xE1; provavelmente uma correla&#xE7;&#xE3;o entre a dose mais elevada de ciclofosfamida (&gt; 750 mg/m<sup>2</sup> por ciclo de tratamento) e um aumento do n&#xFA;mero de complica&#xE7;&#xF5;es infecciosas graves. Resultados semelhantes foram relatados em rela&#xE7;&#xE3;o aos TR e efeitos colaterais da terapia combinada de fludarabina/epirrubicina. A combina&#xE7;&#xE3;o tripla de terapia combinada com fludarabina/ciclofosfamida/mitoxantrona e fludarabina com anti-CD20 (rituximab) ou anticorpo anti-CD52 (Campath-1H), pode at&#xE9; ser mais promissora, uma vez que, um n&#xFA;mero relevante de remiss&#xF5;es moleculares completas s&#xE3;o alcan&#xE7;adas com essas drogas. O papel preciso de combina&#xE7;&#xF5;es de fludarabina no &#xE2;mbito da estrat&#xE9;gia global de tratamento continua a ser determinado. A recomenda&#xE7;&#xE3;o atual &#xE9; utilizar estas combina&#xE7;&#xF5;es em casos com recidiva, enquanto a sua utiliza&#xE7;&#xE3;o na terapia de primeira linha deve ser investigada em protocolos cl&#xED;nicos. Assim, continua-se demonstrando se os pacientes com leucemia linfoc&#xED;tica cr&#xF4;nica atingem uma melhora da sobrevida global com quimioterapias combinadas. <sup>11</sup></p> <h4>Leucemia linfoc&#xED;tica cr&#xF4;nica - ciclofosfamida, vincristina e prednisona</h4> <p>O Grupo Cooperativo Espanhol de tratamento de hemopatias malignas (PETHEMA) realizou um ensaio cl&#xED;nico em pacientes com leucemia linfoc&#xED;tica cr&#xF4;nica avan&#xE7;ada (Fase C), com objetivo de investigar uma forma mais intensa de quimioterapia (por exemplo, COP (ciclofosfamida, vincristina e prednisona)) que seria mais eficaz do que a combina&#xE7;&#xE3;o padr&#xE3;o de CLR intermitente (clorambucil) e PDN (prednisona) no tratamento de pacientes.</p> <p>Noventa seis (n=96) pacientes com leucemia linfoc&#xED;tica cr&#xF4;nica (CLL) (Fase C: anemia e/ou trombocitopenia de origem n&#xE3;o imune) foram randomizados para receber clorambucil (CLR) (0,4 mg/kg por via oral, dia 6) mais prednisona (PDN) (60 mg/m<sup>2</sup> por via oral, dias 1-5) a cada 2 semanas ou ciclofosfamida (600 mg/m<sup>2</sup> por via intravenosa, dia 6A vincristina (1 mg/m* por via intravenosa, dia 6A e prednisona (60 mg/m<sup>2</sup> por via oral, dias 1-5) (COP) a cada m&#xEA;s, durante 5 meses. A remiss&#xE3;o completa (RC) foi definida com o desaparecimento total dos sinais e sintomas relacionados com a doen&#xE7;a. A remiss&#xE3;o parcial (PR) foi definida quando depois do tratamento, o quadro cl&#xED;nico tornou-se menos avan&#xE7;ado.</p> <p>Trinta (59%) respostas foram observadas (8% Cr) com CLR mais PDN e 14 (31%, 2% CR) com COP (P &lt;0,01). A sobrevida n&#xE3;o foi significativamente diferente entre os dois grupos. Pacientes previamente tratados tiveram um n&#xFA;mero mais baixo de respostas (11/35, 31%) do que aqueles sem tratamento pr&#xE9;vio (33/61, 54%) (P &lt;0,05). Pacientes que atingiram uma CR ou um bom PR tiveram taxa de sobrevida m&#xE9;dia n&#xE3;o atingida em rela&#xE7;&#xE3;o aqueles com PR deficiente (media 25,2 meses) ou aqueles que n&#xE3;o respondem ao tratamento (m&#xE9;dia de 11,5 meses) (P &lt;0,005).</p> <p>Os resultados relevantes obtidos no estudo s&#xE3;o (1) como indicado no protocolo, CLR mais PDN produziu um n&#xFA;mero maior de respostas do que o COP em pacientes com CLL avan&#xE7;ada; (2) em termos de sobrevida, n&#xE3;o foram encontradas diferen&#xE7;as estatisticamente significativas entre os pacientes tratados com CLR mais PDN e COP; (3) os pacientes previamente tratados responderam bem &#xE0; terapia em rela&#xE7;&#xE3;o aos pacientes que n&#xE3;o tiveram tratamento administrado anteriormente; (4) os pacientes que respondem &#xE0; terapia tiveram sobrevida mais longa em rela&#xE7;&#xE3;o aqueles que n&#xE3;o respondem; (5) a qualidade da resposta medida pelo est&#xE1;gio da doen&#xE7;a alcan&#xE7;ada ap&#xF3;s o tratamento parece ser importante na determina&#xE7;&#xE3;o da taxa de sobrevida dos pacientes. <sup>12</sup></p> <p>Durante 5 anos, a terapia com ciclofosfamida, vincristina, prednisona foi estudada em 18 pacientes com leucemia linf&#xE1;tica cr&#xF4;nica refrat&#xE1;ria avan&#xE7;ada. Detalhe do diagn&#xF3;stico: Diagn&#xF3;stico de CLL, linf&#xF3;citos perif&#xE9;ricos no sangue &gt; 15.000 c&#xE9;lulas uL, n&#xE3;o imput&#xE1;vel a uma doen&#xE7;a que n&#xE3;o &#xE9; CLL e uma medula &#xF3;ssea hipercelular com linf&#xF3;citos compreendendo &#x2265;50% das c&#xE9;lulas nucleadas no momento do diagn&#xF3;stico. Todos os pacientes receberam terapia pr&#xE9;via de agente de alquila&#xE7;&#xE3;o, quer isoladamente ou em combina&#xE7;&#xE3;o com corticosteroides.</p> <p>A quimioterapia foi administrada em intervalos de 3-4 semanas via IV ou ciclofosfamida oral (detalhes do regime: A ciclofosfamida administrada com 800 mg/m<sup>2</sup> no dia 1 de infus&#xE3;o ou /m<sup>2</sup> /dia por via oral em dose de 400 mg nos dias 1 - 5. Todos os pacientes receberam vincristina (2 mg IV, dia 1) e prednisona (60-100 mg/m<sup>2</sup> por via oral, dias 1-5, os ciclos foram repetidos em intervalos de 3 - 4 semanas). As respostas foram avaliadas utilizando crit&#xE9;rios baseados no melhoramento de linf&#xF3;citos perif&#xE9;ricos no sangue, linfadenopatias, hepatoesplenomegalia, n&#xED;veis de hemoglobina, contagem de plaquetas e os sintomas sist&#xEA;micos.</p> <p>Sessenta e sete porcento dos pacientes mostraram uma resposta cl&#xED;nica objetiva, enquanto 44% do grupo total obteve uma reposta cl&#xED;nica completa ou resposta parcial. A sobrevida m&#xE9;dia do diagn&#xF3;stico de CLL foi de 62 meses para todo o grupo, enquanto a sobrevida m&#xE9;dia desde o in&#xED;cio da CVP foi de 30 meses. Pacientes que atingiram uma resposta cl&#xED;nica completa ou uma resposta parcial tiveram uma sobrevida m&#xE9;dia de 37,5 meses, enquanto os pacientes n&#xE3;o responsivos tiveram uma taxa de sobrevida de 5 meses. Todos os pacientes que respondem as melhorias que foram evidentes durante o primeiro m&#xEA;s de tratamento. Oito pacientes tiveram o controle da doen&#xE7;a prolongada (dura&#xE7;&#xE3;o 1-4 anos), sem terapia de manuten&#xE7;&#xE3;o ou com terapia de manuten&#xE7;&#xE3;o CVP. Apesar do tratamento agressivo um grupo de pacientes exibir 89% de insufici&#xEA;ncia da medula &#xF3;ssea no pr&#xE9;-tratamento, foram observadas 2 mortes no tratamento, devido &#xE0; infec&#xE7;&#xE3;o. Caso contr&#xE1;rio, a toxicidade foi geralmente ligeira e revers&#xED;vel. De 11 pacientes trombocitop&#xEA;nicos, apenas quatro tiveram uma redu&#xE7;&#xE3;o ainda maior em sua contagem de plaquetas e nenhum paciente teve hemorragia grave. Sete dos 12 pacientes com <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/esplenomegalia/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">esplenomegalia</a> acentuada e citopenia conseguiram pelo menos uma remiss&#xE3;o parcial.</p> <p>CVP parece ser eficaz sem correr riscos desnecess&#xE1;rios para pacientes com leucemia linfoc&#xED;tica cr&#xF4;nica refrat&#xE1;ria e pode oferecer uma alternativa e para esplenectomia em pacientes selecionados.<sup> 13</sup></p> <h4>Leucemia linfobl&#xE1;stica aguda</h4> <p>Apesar da taxa de sobrevida global de quase 80% para leucemia linfobl&#xE1;stica aguda (LLA-T de c&#xE9;lulas T em pacientes pedi&#xE1;tricos, h&#xE1; um subconjunto de pacientes refrat&#xE1;rios para regimes de quimioterapia convencionais e que poderiam beneficiar-se de novas abordagens de tratamento. Ao longo do per&#xED;odo de 2 anos, foram tratados 5 pacientes pedi&#xE1;tricos refrat&#xE1;rios com LLA-T, com idade entre 3 a 15 anos, com altas doses de ciclofosfamida (CY) a uma dose de 2.100 mg/m<sup>2</sup>, durante 2 dias consecutivos, isoladamente (N = 1) ou em combina&#xE7;&#xE3;o com outros agentes de quimioterapia (N = 4). Quatro destes cinco pacientes tiveram uma redu&#xE7;&#xE3;o de 1,5 log na carga da doen&#xE7;a. Tr&#xEA;s dos cinco pacientes apresentaram qualquer evid&#xEA;ncia de doen&#xE7;a residual m&#xED;nima (DRM) depois de doses elevadas de CY. Um paciente desenvolveu&amp;nbsp;grau 4 transit&#xF3;rio e um paciente desenvolveu grau 3 tiflite. Todos os cinco pacientes, na &#xFA;ltima an&#xE1;lise procederam &#xE0; transplante de c&#xE9;lulastronco hematopo&#xE9;ticas, quando os n&#xED;veis DRM foram &lt;0,01%. Todos os pacientes com DRM persistente ap&#xF3;s o tratamento com quimioterapia convencional responderam a CY na dosagem aumentda. <sup>14</sup></p> <h4>Linfoma de Hodgkin</h4> <p>No per&#xED;odo de Outubro de 1999 e Maio de 2002, um estudo multic&#xEA;ntrico foi realizado para avaliar crian&#xE7;as e adolescentes com menos de 21 anos com linfoma de Hodgkin em est&#xE1;gio avan&#xE7;ado. Noventa e nove pacientes foram inclu&#xED;dos neste estudo, um paciente foi declarado ineleg&#xED;vel por causa da incapacidade de obter consentimento adequado.</p> <p>Os pacientes variaram na idade entre 4 a 20 anos (media de 14 anos). Os n&#xFA;meros de pacientes masculinos e femininos eram id&#xEA;nticos. 23 pacientes de fase II (23%), 17 de fase III (17%) e 58 de fase IV (59%). Oitenta pacientes (82%) apresentavam uma anterior massa mediastinal na entrada do estudo (51&#x2C2; um ter&#xE7;o do di&#xE2;metro intrator&#xE1;cica). A maioria dos pacientes apresentaram caracter&#xED;stica de alto risco, incluindo simtomas-B (70%), adenopatia hilar (73%), agregado nodal mais do que 10 cm (61%), e tr&#xEA;s ou mais regi&#xF5;es nodais (74%). Sessenta e quatro (63%) pacientes foram classificados com doen&#xE7;a em massa no momento do diagn&#xF3;stico. O resultado do estudo demonstrou que a intensifica&#xE7;&#xE3;o da dose de inicio com dose escalada BEACOPP n&#xE3;o &#xE9; apenas fact&#xED;vel, mas altamente eficaz em crian&#xE7;as e adolescentes com linfoma de Hodgkin em est&#xE1;gio avan&#xE7;ado. <sup>15</sup></p> <h4>Linfoma de Hodgkin &#x2013; COPP (ciclofosfamida, vincristina, procarbazina e prednisona)</h4> <p>Um estudo cooperativo entre v&#xE1;rios membros institucionais do Grupo Argentino para Tratamento da Leucemia Aguda (GATLA) foi realizado. Os efeitos foram os seguintes: 1) determinar se o regime de combina&#xE7;&#xE3;o de quatro drogas, ciclofosfamida, vincristina, procarbazina e prednisona (COPP), foram &#xFA;teis como tratamento de indu&#xE7;&#xE3;o para produzir uma taxa de remiss&#xE3;o completa mais elevada em pacientes com doen&#xE7;a de Hodgkin, linfossarcoma, e ret&#xED;culo-sarcoma de c&#xE9;lulas; 2) comparar a dura&#xE7;&#xE3;o da remiss&#xE3;o completa em pacientes com diferentes programas de manuten&#xE7;&#xE3;o e naqueles sem terapia adicional.</p> <p>Cento e noventa pacientes com doen&#xE7;a avan&#xE7;ada, linfossarcoma, ou sarcoma de c&#xE9;lulas do ret&#xED;culo ativo de Hodgkin foram tratados com uma combina&#xE7;&#xE3;o de ciclofosfamida, vincristina, procarbazina e prednisona (COPP), administrada de forma c&#xED;clica a cada m&#xEA;s. Os pacientes com expectativa de menos de 1 m&#xEA;s de vida foram exclu&#xED;dos. No entanto, os pacientes que tiveram quimioterapia ou radioterapia, incluindo o tratamento com um ou mais dos f&#xE1;rmacos utilizados no presente estudo, n&#xE3;o foram exclu&#xED;dos. A remiss&#xE3;o completa foi definida como aus&#xEA;ncia de qualquer evid&#xEA;ncia cl&#xED;nica de doen&#xE7;a. A remiss&#xE3;o parcial foi considerada como sendo redu&#xE7;&#xE3;o de mais do que a metade de qualquer massa de tumor mensur&#xE1;vel e a aus&#xEA;ncia de novas les&#xF5;es. Nenhuma resposta foi definida como evid&#xEA;ncia inequ&#xED;voca de persist&#xEA;ncia ou progress&#xE3;o do tumor.</p> <p>A remiss&#xE3;o completa foi produzida em 91 de 138 (66%) pacientes com doen&#xE7;a de Hodgkin e em 39 de 52 (75%) pacientes com linfoma n&#xE3;oHodgkin (linfossarcoma e sarcoma de c&#xE9;lulas reticulares). A taxa de resposta foi maior nos pacientes que completaram 6 ciclos de tratamento em compara&#xE7;&#xE3;o com aqueles que completaram apenas tr&#xEA;s a cinco ciclos: 77% <em>versus</em>. 45%, respectivamente, na doen&#xE7;a de Hodgkin, e 85% <em>versus</em> 46%, respectivamente, em linfoma n&#xE3;o-Hodgkin. A dura&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dia da remiss&#xE3;o foi maior nos pacientes com doen&#xE7;a de Hodgkin que completaram 6 ciclos (30 meses <em>versus</em> 10 meses). A dura&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dia da remiss&#xE3;o completa para o linfoma n&#xE3;o-Hodgkin foi de 14 meses. A resposta ao tratamento positivamente correlacionada com a taxa de sobrevida. O tempo m&#xE9;dio de sobrevida do in&#xED;cio do tratamento COPP para pacientes com doen&#xE7;a de Hodgkin foram de 7 meses para os que n&#xE3;o responderam, 14 meses para aqueles que alcan&#xE7;aram remiss&#xE3;o parcial, e mais de 48 meses para aqueles que atingiram a remiss&#xE3;o completa. Para os pacientes com linfoma n&#xE3;o-Hodgkin, o tempo m&#xE9;dio de sobrevida do in&#xED;cio do tratamento foi de 24 meses COPP para aqueles que n&#xE3;o responderam e aqueles que tiveram remiss&#xE3;o parcial, e mais de 32 meses para os alcan&#xE7;aram remiss&#xE3;o completa. Dos que responderam a taxa de remiss&#xE3;o completa com doen&#xE7;a de Hodgkin, 70% ainda est&#xE3;o vivos 84 meses ap&#xF3;s o diagn&#xF3;stico, e 63% dos pacientes com linfoma n&#xE3;o-Hodgkin est&#xE3;o vivos 48 meses ap&#xF3;s o diagn&#xF3;stico.</p> <p>O presente estudo foi realizado para determinar a efic&#xE1;cia da terapia combinada em associa&#xE7;&#xE3;o com quatro drogas de quimioterapicas (ciclofosfamida, vincristina, procarbazina e prednisona) (COPP) em pacientes com linfomas em fases tardias, com e sem tratamento pr&#xE9;vio. Considerando toda a popula&#xE7;&#xE3;o de paciente tratado com tr&#xEA;s ou mais ciclos, a remiss&#xE3;o completa foi alcan&#xE7;ada em 91 de 138 pacientes (66%) com doen&#xE7;a de Hodgkin e em 39 de 52 pacientes (75%) com linfoma n&#xE3;o-Hodgkin. Em pacientes que completaram 6 ciclos de tratamento COPP, as taxas de remiss&#xE3;o completa de resposta foram de 77% para aqueles com a doen&#xE7;a de Hodgkin e 85% para aqueles com linfoma n&#xE3;o-Hodgkin. As observa&#xE7;&#xF5;es no presente estudo demonstram que, 66% conclu&#xED;dos responderam a remiss&#xE3;o, 13% dos pacientes obtiveram remiss&#xE3;o completa somente ap&#xF3;s o sexto ciclo. Levando em conta esta constata&#xE7;&#xE3;o, &#xE9; importante ressaltar que o tratamento n&#xE3;o deve ser interrompido antes do sexto ciclo, mesmo que a remiss&#xE3;o ainda n&#xE3;o tinha sido obtida. Al&#xE9;m disso, este caso, dois ou mais ciclos seriam aconselh&#xE1;veis, ap&#xF3;s a conclus&#xE3;o do sexto ciclo. A quimioterapia pr&#xE9;via prejudicou a resposta. Por outro lado, a radioterapia anterior n&#xE3;o pareceu afetar a resposta. Pacientes com doen&#xE7;a avan&#xE7;ada e com sintomas generalizados tamb&#xE9;m mostraram uma resposta adversamente afetada. A dura&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dia completa da remiss&#xE3;o em pacientes com doen&#xE7;a de Hodgkin ap&#xF3;s 6 ciclos de tratamento COPP foi de 30 meses, em compara&#xE7;&#xE3;o com 10 meses em pacientes que completaram apenas tr&#xEA;s a cinco ciclos de COPP. A dura&#xE7;&#xE3;o da remiss&#xE3;o mantida no programa COPP, usando COPP a cada 3 meses, vinblastina a cada 15 dias, mais um ciclo de COPP a cada 6 meses, ou vinblastina isolada a cada 15 dias, foi semelhante ao do grupo com remiss&#xE3;o n&#xE3;o mantido. Existem duas grandes diferen&#xE7;as entre o COPP e programas COP. O programa incorpora COPP procarbazina, que n&#xE3;o est&#xE1; inclu&#xED;do no programa de COP. A procarbazina &#xE9; provavelmente t&#xE3;o eficaz como os agentes de alquila&#xE7;&#xE3;o ou alcal&#xF3;ides de vinca para a doen&#xE7;a de Hodgkin e pode ser fator importante na diferente dura&#xE7;&#xE3;o da remiss&#xE3;o. Al&#xE9;m disso, o esquema de administra&#xE7;&#xE3;o de ciclofosfamida e vincristina &#xE9; diferente: nos dias 1 e 7 no programa COPP e nos dias 1 e 14 de cada m&#xEA;s no programa COP. <sup>16</sup></p> <h4>C&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio</h4> <p>Estudo multic&#xEA;ntrico retrospectivo realizado para avaliar a efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a de quimioterapia metron&#xF4;mica com ciclofosfamida em pacientes com c&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio.</p> <p>A ciclofosfamida oral (Endoxan) foi administrada na dose de 50 mg por dia continuamente. A toxicidade e resposta ao tratamento foram avaliadas de acordo com os crit&#xE9;rios dos regimes VCI-CTC e RECIST. Tamb&#xE9;m foram avaliadas sobrevida livre de progress&#xE3;o da doenca (PFS &#x2013; <em>progression-free survival</em>) e sobrevida global (OS &#x2013; <em>overall survival</em>).</p> <p>Cinquenta e quantro pacientes foram analisados: 20 pacientes (37,0%) foram considerados principalmente platina refrat&#xE1;rio/resistente, enquanto 34 pacientes (63,0%) foram definidos como platina sens&#xED;vel; 79,6% dos pacientes tinham recebido &#x2265; 2 linha anteriores antes de iniciar o regime MOC. A taxa de resposta objetiva (ORR) foi de 20,4 %. 11 pacientes (20,4%) apresentaram doen&#xE7;a est&#xE1;vel e 8 deles tiveram uma dura&#xE7;&#xE3;o da resposta &#x2265;6 meses. Um total de 32 pacientes (59,2%) progrediu durante o tratamento. A m&#xE9;dia para PFS foi de 4 meses e a taxa de 12 meses foi de 19,6%; a m&#xE9;dia para OS foi de 13 meses e a taxa de OS de 12 meses foi de 51,5%.</p> <p>Pacientes responderam ao MOC, que mostrou ser mais favor&#xE1;vel que PFS (m&#xE9;dia = 17 meses) em compara&#xE7;&#xE3;o com pacientes com estabiliza&#xE7;&#xE3;o (m&#xE9;dia = 6 meses) ou progress&#xE3;o da doen&#xE7;a (m&#xE9;dia = 3 meses) (valor de P = 0.0001). A m&#xE9;dia de pacientes que responderam foi de 30 meses em compara&#xE7;&#xE3;o com 11 meses em casos de estabiliza&#xE7;&#xE3;o ou doen&#xE7;a com progress&#xE3;o (m&#xE9;dia de 8 meses) (P = P = 0,0001).</p> <p>Apenas um paciente apresentou grau 3 de anemia e 2 pacientes apresentaram toxicidade n&#xE3;o hematol&#xF3;gica de grau 3. Portanto, MOC pode fornecer uma alternativa v&#xE1;lida, em termos de rela&#xE7;&#xE3;o risco/beneficio no tratamento de pacientes tratado com ROC. <sup>17</sup></p> <h4>Neuroblastoma</h4> <p>Na presen&#xE7;a de fatores de risco cir&#xFA;rgicos (FRC), 6 sess&#xF5;es de quimioterapia alterando Carboplatina-Etoposideo e VincristinaCiclofosfamida-Doxorrubicina foram administradas, e a resse&#xE7;&#xE3;o cir&#xFA;rgica foi tentada ap&#xF3;s a quarta sess&#xE3;o. An&#xE1;lises de sobrevida foram realizadas utilizando uma abordagem de inten&#xE7;&#xE3;o de tratar. O principal objetivo era conseguir uma sobrevida de 5 anos acima de 80%. Das 191 crian&#xE7;as cadastradas, 160 foram avaliadas. Havia 62,5% com idade superior a 18 meses e 52,5% com histologia desfavor&#xE1;vel de acordo com a Classifica&#xE7;&#xE3;o Internacional de Neuroblastoma Patologia (CINP). A quimioterapia reduziu o n&#xFA;mero de FRCs em um ter&#xE7;o. A demora na cirurgia foi realizada em 86,3% dos pacientes e foi completa ou quase completa em 74%. O EFS 5 anos e OS foram 76,4% e 87,6%, respectivamente, com melhores resultados significativos para pacientes com menos de 18 meses ou com histologia favor&#xE1;vel. Essa estrat&#xE9;gia fornece resultados encorajadores em crian&#xE7;as maiores de 1 ano ou 12 meses com Neuroblastomas inoper&#xE1;veis localizada sem amplifica&#xE7;&#xE3;o MYCN. No entanto, em crian&#xE7;as com mais de 18 meses e com a histologia desfavor&#xE1;vel, &#xE9; recomendado um tratamento adicional.<sup> 18</sup></p> <h4>Formas severas e progressivas de nefrite l&#xFA;pica e granulomatose de Wegener</h4> <p>Os autores procuraram determinar, em primeiro lugar se pulso de metilprednisolona e pulso de ciclofosfamida tinham efic&#xE1;cia compar&#xE1;vel na gest&#xE3;o em longo prazo de nefrite l&#xFA;pica, segundo, se haviam diferen&#xE7;as na efic&#xE1;cia e toxicidade de cursos de curta e longa dura&#xE7;&#xE3;o com pulsos de ciclofosfamida.</p> <p>Sessenta e cinco pacientes (60 do sexo feminino, 5 do sexo masculino; faixa et&#xE1;ria intermedi&#xE1;ria 29 [10-48] anos) com nefrite l&#xFA;pica severa foram aleatoriamente selecionados para terapia de pulso mensal com metilprednisolona durante 6 meses (25 pacientes), terapia de pulso mensal com ciclofosfamida durante 6 meses (20 pacientes), ciclofosfamida mensalmente ou durante 6 meses seguidos trimestralmente por 2 anos adicionais (20 pacientes).</p> <p>Os pacientes foram distribu&#xED;dos aleatoriamente em um dos tr&#xEA;s grupos de tratamento (desenhado a partir de um conjunto de cart&#xF5;es marcados): a infus&#xE3;o intravenosa de 1.0 g/m<sup>2</sup> de metilprednisolona durante 30 minutos, inicialmente em tr&#xEA;s doses di&#xE1;rias, seguidas por doses &#xFA;nicas mensalmente durante 6 meses (25 pacientes), doses mensais individuais durante 6 meses de ciclofosfamida (0.5 - 1.0 g/m<sup>2</sup> administrada via infus&#xE3;o intravenosa durante 60 minutos (20 pacientes); doses &#xFA;nicas ou mensais durante 6 meses de ciclofosfamida, de acordo com o regime descrito acima, seguido por doses individuais trimestrais (0.5 - 1.0 g/m<sup>2</sup> ) por mais 2 anos (20 pacientes).</p> <p>Ciclofosfamida intravenosa foi seguida pela infus&#xE3;o de 2L/m<sup>2</sup> 0 - 45% de solu&#xE7;&#xE3;o salina durante 24 horas, os pacientes foram estimulados a urinar frequentemente, antiem&#xE9;ticos foram usados conforme a necessidade. A ciclofosfamida foi ajustada at&#xE9; um m&#xE1;ximo de 1.0 g/m<sup>2</sup>, se a contagem de leuc&#xF3;citos n&#xE3;o for abaixo de 1.500/microL at&#xE9; atingir os dias 10 - 14 ap&#xF3;s o tratamento. Detalhes da administra&#xE7;&#xE3;o da terapia de pulso foram publicados em outros estudos.</p> <p>Os pacientes tratados com terapia de pulso de metilprednisolona tiveram maior probabilidade de duplicar a <a href=\"https://consultaremedios.com.br/fitness/ganho-de-massa/proteinas/creatina/c\" target=\"_blank\">creatina</a> s&#xE9;rica do que aqueles tratados com ciclofosfamida a longo curso (p&lt;0.04). O risco de duplicar a creatinina n&#xE3;o foi significativamente diferente entre ciclofosfamida em curso de curta e longa dura&#xE7;&#xE3;o. No entanto os pacientes tratados com curso de curta dura&#xE7;&#xE3;o com ciclofosfamida tiveram uma probabilidade maior de exacerba&#xE7;&#xF5;es do que aqueles tratados com longo curso de ciclofosfamida (p&lt;0.01).</p> <p>Um curso prolongado de terapia com ciclofosfamida &#xE9; mais eficaz do que 6 meses de terapia com metilprednisolona na preserva&#xE7;&#xE3;o da fun&#xE7;&#xE3;o renal em pacientes com nefrite l&#xFA;pica grave. A adi&#xE7;&#xE3;o de um regime de manuten&#xE7;&#xE3;o trimestral para mensal de terapia com ciclofosfamida reduz a taxa de exacerba&#xE7;&#xF5;es. <sup>19</sup></p> <p>Os ensaios cl&#xED;nicos controlados em nefrite l&#xFA;pica demonstraram que a terapia com ciclofosfamida &#xE9; superior &#xE0; terapia de corticoster&#xF3;ide isolado. Os perfis de efic&#xE1;cia e de efeitos colaterais em longo prazo de regimes imunossupressores requerem mais estudos.</p> <p>Em um ensaio cl&#xED;nico randomizado e controlado com acompanhamento m&#xE9;dio de 11 anos, oitenta e dois (N = 82) pacientes com nefrite l&#xFA;pica proliferativa foram inclu&#xED;dos no centro clinico de &#x201C;National Institutes of Health, Bethesda, Maryland&#x201D; entre 1986 e 1990. A an&#xE1;lise inicial foi baseada nos dados coletados em 1 de maio de 1995. Os pacientes foram distribu&#xED;dos aleatoriamente para receber um dos tr&#xEA;s regimes: 1) metilprednisolona intravenosa 1 g/m<sup>2</sup> de &#xE1;rea de superf&#xED;cie corporal administrada como <em>bolus</em> mensalmente durante pelo menos 12 meses e at&#xE9; 36 meses; 2) ciclofosfamida intravenosa 1 g/m<sup>2</sup> da &#xE1;rea de superf&#xED;cie corporal, como <em>bolus</em> mensalmente durante 6 meses consecutivos e em seguida uma vez cada 3 meses durante pelo menos 24 meses adicionais, ou 3) terapia combinada destes dois regimes.</p> <p>Em uma an&#xE1;lise de sobrevida de inten&#xE7;&#xE3;o de tratar, a probabilidade de falha do tratamento foi significativamente menor em ciclofosfamida (P = 0,04) e terapia combinada (P = 0,002) em rela&#xE7;&#xE3;o ao grupo de metilprednisolona. A terapia combinada e terapia com ciclofosfamida isolada n&#xE3;o diferiram estatisticamente em termos de efic&#xE1;cia ou efeitos adversos. Dos pacientes que completaram o protocolo (N = 65), a propor&#xE7;&#xE3;o de pacientes que havia duplica&#xE7;&#xE3;o da concentra&#xE7;&#xE3;o da creatinina do soro era significativamente mais baixa no grupo de combina&#xE7;&#xE3;o do que no grupo de ciclofosfamida (risco relativo, 0,095 [IC de 95%, 0,01 para 0,842]).</p> <p>Com acompanhamento prolongado, a terapia com ciclofosfamida continuou a mostrar efic&#xE1;cia superior ao longo da terapia com metilprednisolona sozinho para o tratamento da nefrite l&#xFA;pica. A combina&#xE7;&#xE3;o da terapia de ciclofosfamida e metilprednisolona parecem fornecer benef&#xED;cio adicional ao longo da terapia com ciclofosfamida sozinho e n&#xE3;o confere risco adicional para eventos adversos. <sup>20</sup></p> <p>H&#xE1; incerteza sobre a efic&#xE1;cia e toxicidade da terapia de <em>bolus</em> com metilprednisolona ou da combina&#xE7;&#xE3;o de metilprednisolona e ciclofosfamida no tratamento de nefrite l&#xFA;pica. Objetivo: 1) determinar se a terapia intensiva de <em>bolus</em> com metilprednisolona &#xE9; um substituto adequado para a terapia de <em>bolus</em> com ciclofosfamida e 2) se a combina&#xE7;&#xE3;o de metilprednisolona e ciclofosfamida &#xE9; superior &#xE0; terapia de <em>bolus</em> com metilprednisolona ou ciclofosfamida isolada.</p> <p>Estudo cl&#xED;nico randomizado controlado com pelo menos 5 anos de follow-up. 82 pacientes com nefrite l&#xFA;pica que tiveram 10 ou mais hem&#xE1;cias por campo de alta pot&#xEA;ncia, elementos celularess, protein&#xFA;ria (&gt;1g de prote&#xED;na por dia), e uma amostra de bi&#xF3;psia renal apresentou nefrite proliferativa. Interven&#xE7;&#xF5;es: Terapia de <em>bolus</em> com metilprednisolona intravenosa (1 g/m<sup>2</sup> &#xE1;rea da superf&#xED;cie corp&#xF3;rea), administrada mensalmente em no m&#xED;nimo 1 ano, terapia de <em>bolus</em> com ciclofosfamida intravenosa (0.5 at&#xE9; 1 g/m<sup>2</sup> da superf&#xED;cie corp&#xF3;rea) administrada mensalmente por 6 meses e em seguida trimestralmente ou terapia de <em>bolus</em> com ambos metilprednisolona e ciclosfosfamida.</p> <p>Remiss&#xE3;o renal ocorreu em 17 de 20 pacientes do grupo de terapia combinada (85%), 13 de 21 pacientes no grupo ciclofosfamida (62%) e 7 de 24 pacientes do grupo de metilprednisolona (29%) (P &lt; 0.001). Vinte oito pacientes (43%) n&#xE3;o atingiram a remiss&#xE3;o renal. Pela an&#xE1;lise da tabela de vida, a probabilidade da remiss&#xE3;o durante um per&#xED;odo de estudo foi maior no grupo tratado com terapia combinada do que no grupo de metilprednisolona (P = 0.028). A terapia de combina&#xE7;&#xE3;o e terapia com ciclofosfamida n&#xE3;o foram estatisticamente diferentes. Rea&#xE7;&#xF5;es adversas foram amenorreia (observados em 41% do grupo de ciclofosfamida, 43% do grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o e 7,1% do grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o e 0% do grupo metilprednisolona), necrose vascular observada em 11% do grupo de ciclofosfamida, 18% do grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o, e 22% de grupo metilpredinisolona), herpes zoster (observada em 15% do grupo ciclofosfamida, 21% do grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o e 3,7% do grupo metilprednisolona) e no m&#xED;nimo uma infec&#xE7;&#xE3;o (observada em 26% do grupo ciclofosfamida, 32% grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o, e 7,4% do grupo de metilprednisolona).</p> <p>Terapia de <em>bolus</em> mensal com metilprednisolona foi menos eficaz do que a terapia de <em>bolus</em> mensal com ciclofosfamida. A tend&#xEA;ncia para uma maior efic&#xE1;cia com a terapia combinada foi observada. <sup>21</sup></p> <p>Estudo prospectivo das caracter&#xED;sticas cl&#xED;nicas, fisiopatologia, tratamento e progn&#xF3;sticos de granulomatose de Wegener.</p> <p>Dos 180 pacientes com granulomatoses de Wegener que se refere o &#x201C; National Institute of Allergy and Infectious Diseases&#x201D; durante os &#xFA;ltimos 24 anos, 158 foram acompanhados por 6 meses a 24 anos (um total de 1.229 pacientes por ano). O regime constituiu em dia, a terapia oral de ciclofosfamida, 2 mg/kg do peso corporal, prednisona, 1mg/kg de peso corp&#xF3;reo. Muitos pacientes com doen&#xE7;a fulminante e rapidamente progressiva recebem 3 a 5 mg/kg de ciclofosfamida diariamente.</p> <p>Homens e mulheres foram igualmente representados, 97% dos pacientes eram brancos e 85% tinham mais de 19 anos de idade. O per&#xED;odo m&#xE9;dio de acompanhamento foi de 8 anos, 133 pacientes (84%) receberam uma terapia padr&#xE3;o com ciclofosfamida di&#xE1;ria de baixa dose de glicocortic&#xF3;ides. Oito pacientes (5.0%) receberam apenas uma dose baixa de ciclofosfamida. Seis pacientes (4.0%) nunca receberam ciclofosfamida e foram tratados com outros agentes citot&#xF3;xicos e glicocorticoides. Dez pacientes (6.0 %) foram tratados apenas com glicocorticoides. 91 % dos pacientes apresentaram melhora acentuada, e 75% alcan&#xE7;aram a remiss&#xE3;o completa.</p> <p>50% das remiss&#xF5;es foram associadas com uma ou mais recidivas. Dos 99 pacientes acompanhados por &gt; 5 anos, 44% tiveram remiss&#xE3;o de &gt; 5 anos de dura&#xE7;&#xE3;o. 13% dos pacientes morreram com granulomatose de Wegener, causas relacionadas com o tratamento, ou ambos. Quase todos os pacientes tinham mobilidade grave caracter&#xED;sticas irrevers&#xED;veis da sua doen&#xE7;a (86%) ou efeitos colaterais do tratamento (42%).</p> <p>O curso da granulomatose de Wegener foi drasticamente melhorado por tratamento di&#xE1;rio com ciclofosfamida e glucocortic&#xF3;ides. No entanto, a morbidade da doen&#xE7;a relacionada com o tratamento muitas vezes &#xE9; profunda. Formas alternativas de terapia ainda n&#xE3;o atingiram as altas taxas de indu&#xE7;&#xE3;o da remiss&#xE3;o e manuten&#xE7;&#xE3;o de sucesso que foram relatadas com tratamento di&#xE1;rio de ciclofosfamida. Apesar do sucesso terap&#xEA;utico continuado com ciclofosfamida a longo prazo no acompanhamento de pacientes com granulomatose de Wegener, crescente preocupa&#xE7;&#xF5;es sobre a toxicidade resultante da terapia com ciclofosfamida prolongada surgiram e incentivaram ainvestiga&#xE7;&#xE3;o de outros regimes terap&#xEA;uticos.<sup> 22</sup></p> <p>O uso de agentes citot&#xF3;xicos em doen&#xE7;as n&#xE3;o neopl&#xE1;sicas ainda &#xE9; uma quest&#xE3;o de preocupa&#xE7;&#xE3;o em rela&#xE7;&#xE3;o aos efeitos colaterais de curto e longo prazo. &#xC9; importante avaliar e mostrar claramente tanto a efic&#xE1;cia do regime terap&#xEA;utico a longo prazo de segmento, bem como a ocorr&#xEA;ncia de efeitos secund&#xE1;rios t&#xF3;xicos observados ao longo de um per&#xED;odo prolongado.</p> <p>Oitenta e cinco pacientes com granulomatose de Wegener foram estudados por 21 anos no National Institutes of Health. Os pacientes foram tratados com um protocolo que consiste em ciclofosfamida, 2 mg/kg de peso corporal por dia, com prednisona 1 mg/kg de peso corporal por dia, seguido por convers&#xE3;o de prednisona para um regime de dias alternados.</p> <p>As remiss&#xF5;es completas foram obtidas em 79 de 85 pacientes (93%). A dura&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dia da remiss&#xE3;o para os pacientes que vivem foi de 48,2 (+/- 3,6) meses. Vinte e tr&#xEA;s pacientes ficaram fora da terapia durante um per&#xED;odo m&#xE9;dio de 35,3 (+/- 6,3) meses sem terapia.</p> <p>Esse estudo fornece uma experi&#xEA;ncia em perspectiva com granulomatose de Wegener e remiss&#xF5;es que demonstram a longo prazo que podem ser induzidas e mantidas em um n&#xFA;mero extremamente elevado de pacientes por combina&#xE7;&#xE3;o de terapia com ciclofosfamida e prednisona por dia, em dias alternados.<sup> 23</sup></p> <h4>C&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio avan&#xE7;ado</h4> <p>Objetivo do estudo foi verificar se a adi&#xE7;&#xE3;o de doxorrubicina poderia melhorar a efic&#xE1;cia da CDDP (cisplatina) + ciclofosfamida em termos de taxa de resposta, sobrevida livre de progress&#xE3;o e sobrevida de c&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio avan&#xE7;ado.</p> <p>Ap&#xF3;s cirurgia prim&#xE1;ria, 125 pacientes com c&#xE2;ncer epitelial de ov&#xE1;rio (Federa&#xE7;&#xE3;o Internacional de Ginecologia e Obstetr&#xED;cia [FIGO] Ic + Ilb + IUC = 22 pacientes, FIGO III = 82 pacientes, FIGO IV = 21 pacientes) foram separados aleatoriamente para receber PC (cisplatina 50 mg/m<sup>2</sup> + ciclofosfamida 600 mg/m<sup>2</sup> por dia durante 28 dias) ou PAC (PC + doxorubicina 45 mg/m<sup>2</sup>). Ap&#xF3;s 6 ciclos os pacientes foram submetidos clinicamente ou com doen&#xE7;a ressec&#xE1;vel residual livre de doen&#xE7;a &#xE0; segunda cirurgia. Ap&#xF3;s reestadiamento pacientes com resposta cir&#xFA;rgica completa (CR) interromperam o tratamento, enquanto os que responderam parcialmente (PR) receberam mais 6 cursos; pacientes cuja doen&#xE7;a progrediu foram exclu&#xED;dos do estudo.</p> <p>Entre os pacientes com doen&#xE7;a mensur&#xE1;vel, as seguintes respostas cl&#xED;nicas foram observadas: PC = 20% CR, 34,3% PR, 14,3% doen&#xE7;a est&#xE1;vel e progress&#xE3;o de 31,4%; PAC = 40,6% de CR, 15,6% PR 12,5% a doen&#xE7;a est&#xE1;vel, e 31,3% progress&#xE3;o. Nos 75 pacientes submetidos &#xE0; segunda an&#xE1;lise, os resultados obtidos foram os seguintes: PC = 39,5% CR, 36,8% PR, 7,9% doen&#xE7;a est&#xE1;vel, e 15,8% progress&#xE3;o; PAC = 62,2% de CR 18,9% PR, 10,8% doen&#xE7;a est&#xE1;vel, e 8,1% progress&#xE3;o. A diferen&#xE7;a na resposta completa cir&#xFA;rgica em favor do regime PAC &#xE9; significativa (P &lt;0,05). A sobrevida m&#xE9;dia e sobrevida livre de progress&#xE3;o foram de 800 e 400 dias, respectivamente, para PAC; sobrevida m&#xE9;dia e sobrevida livre de progress&#xE3;o foram de 680 e 380 dias, respectivamente, para PC. Estas diferen&#xE7;as n&#xE3;o s&#xE3;o significativas. A probabilidade de sobrevida foi afetada pelo est&#xE1;gio FIGO, quantidade de doen&#xE7;a residual, histologia, status de performance e a resposta em segundo estudo, enquanto nenhuma influ&#xEA;ncia foi observada de acordo com o grau de diferencia&#xE7;&#xE3;o do tumor e idade.</p> <p>Este estudo relata descobertas relevantes para o tratamento de cancer de ov&#xE1;rio. (1) A doxorrubicina &#xE9; uma droga eficaz que pode aumentar de forma significativa a taxa de CR cir&#xFA;rgica conseguida com CDDP e ciclofosfamida; a utilidade dos regimes contendo doxorrubicina foi descrita por outros autores.(2) Apesar de uma taxa mais elevada de CR, o regime PAC n&#xE3;o parece melhorar a sobrevida e sobrevida livre de progress&#xE3;o.(3) Uma vez que 21% dos nossos pacientes em CR cir&#xFA;rgica morrem de c&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio CR cir&#xFA;rgica ap&#xF3;s 6 ciclos de quimioterapia pode n&#xE3;o ser requisito suficiente para interromper o tratamento.(4) esquemas quimioter&#xE1;picos eficazes podem superar a import&#xE2;ncia de fatores progn&#xF3;sticos tais como a doen&#xE7;a residual volumosa e diferencia&#xE7;&#xE3;o tumoral deficiente. (5) O regime PAC parece ser equit&#xF3;xico com PC e &#xE9; adequado para administra&#xE7;&#xE3;o em n&#xED;vel ambulatorial. Finalmente, mesmo que nenhuma vantagem na sobrevida &#xE9; aparente at&#xE9; agora, acredita-se que o regime PAC &#xE9; mais eficaz para induzir CR cir&#xFA;rgica .<sup> 24</sup></p> <p>Quimioterapia em combina&#xE7;&#xE3;o que inclui um agente de alquila&#xE7;&#xE3;o e derivado de platina t&#xEA;m altas taxas de resposta em mulheres com c&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio avan&#xE7;ado. Tais combina&#xE7;&#xF5;es proporcionam um controle a longo prazo da doen&#xE7;a em alguns pacientes. Foram comparados duas combina&#xE7;&#xF5;es, cisplatina e ciclofosfamida e cisplatina e paclitaxel, em mulheres com c&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio.</p> <p>Foram distribu&#xED;das 410 mulheres com c&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio avan&#xE7;ado e massas residuais maiores do que 1 cm ap&#xF3;s a cirurgia inicial para receber cisplatina (75 mg/m<sup>2</sup> ASC) com ciclofosfamida (750 mg/m<sup>2</sup>) ou paclitaxel (135 mg /m<sup>2</sup> durante um per&#xED;odo de 24 horas).</p> <p>386 mulheres preencheram todos os crit&#xE9;rios de elegibilidade. Fatores progn&#xF3;sticos conhecidos foram semelhantes nos dois grupos de tratamento. Alopecia, neutropenia, febre e rea&#xE7;&#xF5;es al&#xE9;rgicas foram notificadas mais frequentemente no grupo cisplatina-paclitaxel. Entre 216 mulheres com doen&#xE7;a mensur&#xE1;vel, 73% no grupo de cisplatina e paclitaxel responderam &#xE0; terapia, em compara&#xE7;&#xE3;o com 60% no grupo de cisplatina e ciclofosfamida (P = 0,01). A frequ&#xEA;ncia de resposta completa foi verificada cirurgicamente semelhante nos dois grupos. Sobrevida livre de progress&#xE3;o foi significativamente maior (P &lt;0,001) no grupo de cisplatina-paclitaxel e no grupo de cisplatina e ciclofosfamida (m&#xE9;dia, 18 <em>versus</em> 13 meses). A sobrevida foi tamb&#xE9;m significativamente mais longa (P &lt;0,001) no grupo de cisplatina e paclitaxel (m&#xE9;dia 38 <em>versus</em> 24 meses).</p> <p>Incorporando paclitaxel em terapia de primeira linha melhora a dura&#xE7;&#xE3;o de sobreviv&#xEA;ncia livre de progress&#xE3;o e de sobreviv&#xEA;ncia global em mulheres com c&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio est&#xE1;gio III e IV incompletamente ressecado. <sup>25</sup></p> <h4>Indu&#xE7;&#xE3;o de remiss&#xE3;o em plasmacitoma - VBMCP (vincristina, carmustina, melfalano, ciclofosfamida e prednisona)</h4> <p>Um estudo controlado randomizado para testar a hip&#xF3;tese de terapia inicial agressiva utilizando doses elevadas de ciclofosfamida e alfa-2- interferon pode ser superior &#xE0; combina&#xE7;&#xE3;o padr&#xE3;o de agente de alquila&#xE7;&#xE3;o de regimes no tratamento de mieloma recentemente diagnosticada. Eastern Cooperative Oncology Group Study selecionou 268 pacientes n&#xE3;o tratados previamente com mieloma m&#xFA;ltiplo ativo randomizados para vincristina, carmustina (BCNU), melfalano, ciclofosfamida e prednisona (VBMCP) ou VBMCP mais doses elevadas de ciclofosfamida (HiCy) e interferon &#x3B1;2&#x3B2; recombinante (IFN).</p> <p>A resposta objetiva global foi de 62% no regime de VBMCP e 68% no VBMCP + HiCy grupo + IFN. A resposta quase completa (NCR) e resposta completa (CR) taxas foram 8,1% e 8,9%, respectivamente. Sobrevida livre de progress&#xE3;o (PFS) foi de 22,1 e 25,3 meses, respectivamente. A sobrevida global m&#xE9;dia (OS) para os pacientes tratados com VBMCP foi de 37,1 meses e 41,3 meses para aqueles tratados com VBMCP + HiCy + IFN (P = 0,38). As taxas de sobrevida global em 5 anos n&#xE3;o foram significativamente diferentes entre os 2 bra&#xE7;os do estudo, 26,4% e 33%, respectivamente. Toxicidade letal ocorreu em 15 pacientes, incluindo 10 a partir de infec&#xE7;&#xE3;o, mas n&#xE3;o houve diferen&#xE7;a significativa em toxicidades letais entre os dois regimes.</p> <p>O estudo demonstrou um beneficio significativo com adi&#xE7;&#xE3;o de alta dose de ciclofosfamifa e alfa-2 interferon ao VCMCP. <sup>26</sup></p> <p>O Eastern Cooperative Oncology Group (ECOG) realizou uma fase de compara&#xE7;&#xE3;o III de melfalano e prednisona (MP) com vincristina, carmustina (BCNU), melfalano, ciclofosfamida e prednisona (VBMCP), em uma tentativa de determinar qual destes regimes deve ser o padr&#xE3;o para tratamento mieloma m&#xFA;ltiplo.</p> <p>479 pacientes n&#xE3;o tratados previamente com mieloma m&#xFA;ltiplo de 23 institui&#xE7;&#xF5;es ECOG foram inscritos. O tratamento foi atribu&#xED;do de forma aleat&#xF3;ria e consistiu em ciclos de 4 semanas de MP-semana ou 5 ciclos de VBCMP. Ap&#xF3;s 1 ano de terapia de indu&#xE7;&#xE3;o, os pacientes receberam manuten&#xE7;&#xE3;o de MP ou terapia VBMCP em intervalos de 6 e 8 semanas, respectivamente, at&#xE9; reca&#xED;da. Os pacientes que apresentaram falha no tratamento com MP eram eleg&#xED;veis para a terapia de crossover com terapia VBMCP em intervalos de 6 e 8 semanas, respectivamente, at&#xE9; reca&#xED;da. Os pacientes que apresentaram falhas durante o tratamento com MP foram eleg&#xED;veis para a terapia de crossover com VBMCP.</p> <p>Respostas objetivas foram obtidas em 51% dos pacientes que receberam MP, em compara&#xE7;&#xE3;o com 72% dos pacientes que receberam VBMCP (P &lt;0,001). A dura&#xE7;&#xE3;o da resposta tamb&#xE9;m foi superior com VBMCP (m&#xE9;dia, 18 meses com MP <em>versus</em> 24 meses com VB MC P ; P = 0,007). A sobrevida global n&#xE3;o foi significativamente diferente entre MP e VBMCP (P = 0,30). A sobrevida em 5 anos para VBMCP foi de 26%, em compara&#xE7;&#xE3;o com 19% para o MP. VBMCP foi associado com n&#xE1;usea, toxicidade do nervo perif&#xE9;rico, alopecia e neutropenia, mas a taxa de infec&#xE7;&#xE3;o foi igual &#xE0; observada com MP. Ambos os regimes geralmente foram bem tolerados. A principal exce&#xE7;&#xE3;o foi em pacientes idosos que foram confinados &#xE0; cama, tiveram um risco maior de morte com VBMCP. Os dois regimes produziram uma incid&#xEA;ncia semelhante de s&#xED;ndrome mielodispl&#xE1;sica secund&#xE1;ria tarde e leucemia aguda. VBMCP Crossover para pacientes que n&#xE3;o responderam com MP foi apenas minimamente eficaz, com uma taxa de resposta objetiva de 20% e sobrevida m&#xE9;dia de 11 meses ap&#xF3;s o crossover.</p> <p>VBMCP &#xE9; mais eficaz do que MP em produzir e sustentar a remiss&#xE3;o do mieloma m&#xFA;ltiplo. Est&#xE1; associado com uma vantagem de sobrevida marginal e uma maior probabilidade de sobrevida de aproximadamente 5 anos para os pacientes que conseguem tolerar quimioterapia de combina&#xE7;&#xE3;o intensa moderadamente. C&#xE2;ncer 1997; 79: 1561-7. <sup>27</sup></p> <p>Resultados de um estudo prospectivo randomizado realizado pela Intergroupe Francais du Mye&apos;lome (IFM 90) suportam a terapia de c&#xE9;lulas com altas doses hematopoi&#xE9;ticas aut&#xF3;logas (HDT),com aumento de taxas de resposta completa observadas, sobrevida livre de progress&#xE3;o (PFS) e sobrevida global (OS) estendidas em compara&#xE7;&#xE3;o com as terapias de dose padr&#xE3;o (SDT) para pacientes com mieloma m&#xFA;ltiplo (MM).</p> <p>Em 1993 tr&#xEA;s grupos cooperativos da Am&#xE9;rica do Norte iniciaram um estudo prospectivo randomizado (S9321) comparando HDT (melfalano [MEL] 140 mg/m<sup>2</sup> mais irradia&#xE7;&#xE3;o total do corpo 12 Gy) com SDT usando a vincristina, carmustina, MEL, ciclofosfamida e regime de prednisona. Respondedores em ambos os bra&#xE7;os (&#x2265; 75%) foram aleatoriamente selecionados para interferon (IFN) ou nenhum tratamento de manuten&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>No per&#xED;odo m&#xE9;dio de acompanhamento de 76 meses, n&#xE3;o foram observadas diferen&#xE7;as nas taxas de resposta entre os 2 bra&#xE7;os do estudo (HDT, N = 261 pacientes; SDT, N = 255 pacientes). Desta forma, PFS e dura&#xE7;&#xF5;es de OS n&#xE3;o diferiram entre o HDT e bra&#xE7;os SDT, com estimativas de PFS, de 17% e 16%, de 7 anos, respectivamente, e OS de 37% e 42%, respectivamente. Dos 242 pacientes que alcan&#xE7;aram redu&#xE7;&#xE3;o do tumor, pelo menos em 75%, n&#xE3;o foram observadas nenhuma diferen&#xE7;a em PFS ou OS entre os 121 pacientes aleatoriamente randomizados para IFN e 121 pacientes aleatoriamente selecionados para nenhuma terapia de manuten&#xE7;&#xE3;o. Entre 157 pacientes reincidentes no SDT, 87 receberam um autotransplante de salvamento; seu tempo m&#xE9;dio de sobrevida de 30 meses foi apenas um pouco melhor do que o tempo de sobrevida dos pacientes restantes que foram geridos com mais SDT (23 meses; P = 0,13).</p> <p>Os regimes HDT e SDT utilizados em S9321 produziram tempo de dura&#xE7;&#xE3;o compar&#xE1;veis de PFS e OS de. Terapia de manuten&#xE7;&#xE3;o IFN n&#xE3;o beneficiou os pacientes que conseguiram &#x2265; 75% de redu&#xE7;&#xE3;o do tumor em cada bra&#xE7;o. <sup>28</sup></p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. 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Untch &amp; G. von Minckwitz, on behalf of the German Breast Group Investigators; Neoadjuvant bevacizumab and anthracycline &#x2013; taxane-based chemotherapy in 678 triple-negative primary breast cancers; results from the geparquinto study (GBG44);Annals of Oncology; 2013; Volume 24: 2978-2984.<br> 3. Joan M. Bull, MD, Douglass C. Tormey, MD, PhD, Shou-Hua Li, PhD, Paulo P, Carbone, MD, Geofrey Falkson, MD, Johannes B lom, MD, Elliot Perlin, MD, AND Richard Simon, PhD; A randomized comparative trial of Adriamycin versus methotrexate in combination drug therapy; American Cancer Society; 1978; Volume 41: 1649-1657.<br> 4. 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Diaz-Rubio On behalf of the GEICAM Group (Spanish Breast Cancer Research Group), Spain; Doxorubicin in combination with fluorouracil and cyclophosphamide (i.v FAC regimen, day 1, 21) versus methotrexate in combination with fluorouracil and cyclophosphamide (i.v. CMP regimen, day 1, 21) as adjuvant chemotherapy for operable breast cancer: a study by the GEICAM group; European Society for Medical Oncology; 2003; Volume 14: 833-843.<br> 7. Jian Li, Ping Chen, Chun-Hua, Xiao-Qin Li, qian-Lei Bao; Outcome and treatment in elderly patients with small cell lung cancer: A retrospective study; Geriatr Gerontol International; 2009; Volume 9: 172-182.<br> 8. 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Boumpas, MD: Combination Therapy with pulse Cyclophosphamide plus Pulse Methylprednisolone Improves LongTerm Renal Outcome without Adding Toxicity in Patients with Lupus Nephritis; Annals of Internal Medicine; 2001; Volume 135; number 4.<br> 21. Mark F. Gourley, MD; Howard A. Austin III, MD; Dorothy Scott, MD; Cheryl H. Yarboro, RN; Ellen M. Vaughan, RN; Joanne Muir, RN; Dimitrius T. Boumpas, MD; John H. Klippel, MD; James E. Balow, MD; and Alfred D. Steinberg, MD; Methylprednisolone and Cyclophosphamide, Alone or in Combination, in Patients with Lupus Nephritis; Annals of Internal Medicine; 1996; Volume 125; number 7.<br> 22. Gary S. Hoffman, MD; Gail S. Kerr, MD; Randi Y. Leavitt, MD, PhD; Claire W. Hallahan, MS; Robert S. Lebovics, MD; William D. Travis, MD; Menachem Rottem, MD; and Anthony S. Fauci, MD; Wegener Granulomatosis: An Analysis of 158 Patients; Annals of internal Medicine; 1992; Volume 116: 488-498.<br> 23. Anthony S. Fauci and Sheldon M. Wolff; Wegener&#x2019;s Granulomatosis: Sudies in eighteen patients and a review of the literature; Classics in Medicine; 1973; Volume 52: 535-561.<br> 24. By P.F. Conte, M. Bruzzone, S. Chiara, M.R. Sertoli, M.G. Daga, A. Rubagotti, A. Conio, M. Ruvolo, R. Rosso, L. Santi, F. Carnino, M. Cottini, C. Mossetti, E. Guercio, M. Gatti, P.N. Siliquini, M.L. Prelato, C. Durando, G. Giaccone, A. Calciati, D. Farinini, M. Centonze, S . Rugiati, G. Parodi, M. Messineo, A. Storace, G. Bernardini, F. Misurale, S. Alessandri, M. Casini, N. Ragni, G. Foglia, G. Bentivoglio, and G. Pescetto; A Randomized Trial Comparing Cisplatin Plus Cyclophosphamide Versus Cisplatin, Doxorubicin, and Cyclophosphamide in Advanced Ovarian Cancer; Journal of Clinical Oncology; 1986; Volume 4; number 6: 965-971.<br> 25. William P. MCGuire, M.D., William J. Hoskins, M.D., Mark F. Brady, B.S., Paul R. Kucera, M.D., Edward E. Partridge, M.D., Katherine Y. Look, M.D., Daniel L. 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Glick, M.D.; Comparison of Melphalan and Prednisone with Vincristine, Carmustine, Melphalan, Cyclophosphamide, and Prednisone in the Treatment of Multiple Myeloma; American Cancer Society; VBMCP vs. MP in the Treatment of Myeloma ;1997; Volume 79; number 8.<br> 28. Bart Barlogie, Robert A. Kyle, Kenneth C. Anderson, Philip R. Greipp, Hillard M. Lazarus, David D. Hurd, Jason McCoy, Dennis F. Moore Jr, Shaker R. Dakhil, Keith S. Lanier, Robert A. Chapman, Jeana N. Cromer, Sydney E. Salmon, Brian Durie, and John C. 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Este taut&#xF4;mero submete-se a convers&#xE3;o enzim&#xE1;tica para metab&#xF3;litos ativos e inativos (em particular, a mostarda de fosfaramida e acrole&#xED;na).</p> <p>O efeito citot&#xF3;xico de ciclofosfamida &#xE9; devido &#xE0; intera&#xE7;&#xE3;o de seus metab&#xF3;litos alquilantes e o DNA. A alquila&#xE7;&#xE3;o resulta em fraturas na fita e cross-linking do DNA. Durante o ciclo celular, a passagem pela fase G2 &#xE9; retardada. Os efeitos citot&#xF3;xicos n&#xE3;o s&#xE3;o espec&#xED;ficos para a fase do&amp;nbsp;ciclo celular. Acrole&#xED;na n&#xE3;o tem qualquer atividade antineopl&#xE1;sica, mas &#xE9; respons&#xE1;vel pelos efeitos colaterais urot&#xF3;xicos. O efeito imunossupressor de ciclofosfamida est&#xE1; sendo discutindo.</p> <p>A resist&#xEA;ncia cruzada, principalmente com agentes antineopl&#xE1;sicos estruturalmente relacionados com a <a href=\"https://consultaremedios.com.br/ifosfamida/bula\" target=\"_blank\">ifosfamida</a>, mas tamb&#xE9;m com outros agentes alquilantes, n&#xE3;o pode ser exclu&#xED;da.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <p>Os n&#xED;veis sangu&#xED;neos ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o intravenosa e administra&#xE7;&#xE3;o por via oral s&#xE3;o bioequivalentes.</p> <h4>Absor&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>A ciclofosfamida &#xE9; completamente absorvida a partir do trato gastrointestinal. Em seres humanos, a concentra&#xE7;&#xE3;o no plasma da subst&#xE2;ncia e de seus metab&#xF3;litos cai drasticamente dentro de 24 horas ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o intravenosa &#xFA;nica de ciclofosfamida marcada radioativamente, em que as concentra&#xE7;&#xF5;es plasm&#xE1;ticas detect&#xE1;veis podem estar presentes por at&#xE9; 72 horas.</p> <h4>Metabolismo</h4> <p>Sob condi&#xE7;&#xF5;es <em>in vitro</em>, a ciclofosfamida &#xE9; inativa. A bioativa&#xE7;&#xE3;o s&#xF3; ocorre no organismo. Pacientes com insufici&#xEA;ncia hep&#xE1;tica t&#xEA;m atraso no metabolismo de ciclofosfamida. Em casos patologicamente com diminui&#xE7;&#xE3;o da atividade da colinesterase, existe, por conseguinte, um aumento da meia-vida no soro. A ciclofosfamida foi detectada no l&#xED;quido cefalorraquidiano e no leite materno. A ciclofosfamida e seus metab&#xF3;litos ultrapassam a barreira placent&#xE1;ria.</p> <h4>Elimina&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>A ciclofosfamida tem uma meia-vida de aproximadamente 7 horas em adultos e aproximadamente 4 horas em crian&#xE7;as. A ciclofosfamida n&#xE3;o sofre nenhuma liga&#xE7;&#xE3;o de prote&#xED;na significativa. No entanto, a taxa de liga&#xE7;&#xE3;o de prote&#xED;na plasm&#xE1;tica dos seus metab&#xF3;litos &#xE9; de aproximadamente 50%. A ciclofosfamida e seus metab&#xF3;litos s&#xE3;o excretados principalmente por via renal. A modifica&#xE7;&#xE3;o da dose est&#xE1; indicada em pacientes com insufici&#xEA;ncia renal. Uma recomenda&#xE7;&#xE3;o comum &#xE9; a redu&#xE7;&#xE3;o da dose de 50%, na presen&#xE7;a de uma taxa de filtra&#xE7;&#xE3;o glomerular inferior a 10 ml/min.</p> <p>Uma redu&#xE7;&#xE3;o da dose de at&#xE9; 25% &#xE9; recomendada na presen&#xE7;a dos n&#xED;veis s&#xE9;ricos de bilirrubina no soro entre 3,1 e 5 mg/ml.</p> <h3>Rela&#xE7;&#xF5;es de farmacocin&#xE9;tica/farmacodin&#xE2;mica</h3> <p>Ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o intravenosa de dose elevada no contexto de transplante de medula &#xF3;ssea alog&#xEA;nica, a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica de ciclofosfamida nativa apresenta uma cin&#xE9;tica de primeira ordem linear. Um aumento da dose intra individual pelo fator 8 n&#xE3;o altera os par&#xE2;metros farmacocin&#xE9;ticos para ciclofosfamida ativa, menos de 15% da dose administrada &#xE9; excretada na forma inalterada atrav&#xE9;s da urina.</p> <p>No entanto, em compara&#xE7;&#xE3;o com uma terapia de ciclofosfamida convencional os metabolitos inativos s&#xE3;o aumentados, o que indica a satura&#xE7;&#xE3;o dos sistemas de enzimas de ativa&#xE7;&#xE3;o, mas n&#xE3;o os passos que levam a metaboliza&#xE7;&#xE3;o dos metab&#xF3;litos inativos.</p> <p>Durante o curso de uma terapia de doses elevadas de ciclofosfamida de v&#xE1;rios dias, as &#xE1;reas sob a curva de diminui&#xE7;&#xE3;o da subst&#xE2;ncia m&#xE3;e &#xE9; suscept&#xED;vel de tempo de concentra&#xE7;&#xE3;o no plasma devido &#xE0; autoindu&#xE7;&#xE3;o da atividade de metaboliza&#xE7;&#xE3;o de microssomas.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Genuxal Injetável?

Conservar o produto em temperatura inferior a 25°C. Proteger da luz e umidade. Desde que respeitados os cuidados de armazenamento o medicamento apresenta uma validade de 36 meses a contar da data de sua fabricação.

A solução reconstituída deve ser utilizada o mais rapidamente possível. Caso não seja utilizada, após a reconstituição com solução de cloreto de sódio 0,9% ou solução de glicose 5%, a solução reconstituída permanece estável por 24 horas, sob refrigeração.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Após o preparo, válido por 24 horas, sob refrigeração.

Aspectos físicos

O Genuxal é apresentado em pó branco e cristalino. Depois de preparada, a solução resultante deverá apresentar-se absolutamente límpida.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Fontes consultadas

  • <li><em>Bula do Profissional do Medicamento Genuxal.</em></li>

Dizeres Legais do Genuxal Injetável

Reg. MS nº 1.0683.0168.

Farm. Resp.:
Cintia Priscilla Guedes.
CRF-SP 62.366.

Importado por:
Baxter Hospitalar Ltda.
Av. Dr. Chucri Zaidan, 1.240, Torre B, 12º andar, conj 1201 e 1204
São Paulo – SP – Brasil.
CNPJ nº 49.351.786/0001-80.



Fabricado por:
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Embalado por:
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SAC - 08000125522.

Uso restrito a hospitais.

1000mg, caixa com 1 frasco-ampola com pó para solução de uso intravenoso (embalagem hospitalar)

Princípio ativo
:
Ciclofosfamida
Classe Terapêutica
:
Agentes Antineoplásicos Alquilantes
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Dispensação Sob Prescrição Médica Restrito a Hospitais)
Categoria
:
Câncer
Especialidade
:
Oncologia

Bula do medicamento

Genuxal Injetável, para o que é indicado e para o que serve?

Este medicamento é usado no tratamento de tumores malignos sensíveis à sua ação. Genuxal (ciclofosfamida) também é usado no tratamento de doenças do sistema imunológico.

Como o Genuxal Solução Injetável&nbsp;funciona?

{"tag":"hr","value":" <p>A ciclofosfamida, que &#xE9; o princ&#xED;pio ativo deste medicamento, interfere no crescimento de alguns tumores e, at&#xE9; certo ponto, com a regenera&#xE7;&#xE3;o de tecidos do organismo. Sua a&#xE7;&#xE3;o t&#xF3;xica &#xE0;s c&#xE9;lulas cancerosas &#xE9; a base para seu uso terap&#xEA;utico como agente antitumoral (m&#xE9;todo para tratar o <a href=\"https://consultaremedios.com.br/cancer/c\" target=\"_blank\">c&#xE2;ncer</a>) e para alguns efeitos colaterais associados ao seu uso.</p> <p>A ciclofosfamida tem propriedades imunossupressoras (reduz a quantidade de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/anticorpos/bula\" target=\"_blank\">anticorpos</a>) e &#xE9; absorvida por via oral e parenteral.</p> "}

Quais as contraindicações do Genuxal Injetável?

O tratamento com Genuxal (ciclofosfamida) é contraindicado em casos de alergia, suspeita ou conhecida, à ciclofosfamida.

Genuxal (ciclofosfamida) é contraindicado para pacientes portadores de problemas da medula óssea, varicela (catapora) ou Herpes zoster.

O uso de Genuxal (ciclofosfamida) durante a gravidez e a amamentação também está contraindicado.

Este medicamento é contraindicado para uso por mulheres grávidas e que estejam amamentando.

Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes portadores de problemas da medula óssea, varicela (catapora) ou Herpes zoster.

Como usar o Genuxal Injetável?

O conteúdo dos frascos-ampolas de Genuxal&nbsp;(ciclofosfamida) deve ser dissolvido em água para injeção na seguinte proporção

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center; width:618px\"> <p><strong>Genuxal (ciclofosfamida)</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:625px\"> <p><strong>&#xC1;gua para inje&#xE7;&#xE3;o</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:618px\"> <p>200 mg</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:625px\"> <p>10 mL</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:618px\"> <p>1000 mg</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:625px\"> <p>50 mL</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Imediatamente depois da adição da água para injeção, o frasco-ampola deverá ser vigorosamente agitado por 30 a 60 segundos. A solução deverá ser absolutamente límpida. Genuxal deve ser aplicado imediatamente após o preparo.

Posologia do Genuxal Solução Injetável

{"tag":"hr","value":" <p>A dose &#xE9; individual, sendo determinada por seu m&#xE9;dico de acordo com as suas necessidades.</p> <p>A terapia com ciclofosfamida s&#xF3; deve ser iniciada quatro a oito dias ap&#xF3;s a cirurgia.</p> <p>A dose de ataque intravenosa recomendada para pacientes sem defici&#xEA;ncias hematol&#xF3;gicas (no sangue) &#xE9; 40 - 50 mg/kg. Esta dose de ataque inicial total &#xE9; geralmente aplicada em doses divididas por um per&#xED;odo de dois a cinco dias.</p> <h3>Com frequ&#xEA;ncia, o tratamento quimioter&#xE1;pico deve ser mantido para eliminar ou retardar o crescimento das c&#xE9;lulas cancerosas. Uma variedade de posologias tem sido usada:</h3> <table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:610px\"> <p style=\"text-align:center\">10 a 15 mg/kg intravenoso</p> </td> <td style=\"width:616px\"> <p style=\"text-align:center\">A cada 7 a 10 dias</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:610px\"> <p style=\"text-align:center\">3 a 5 mg/kg intravenoso</p> </td> <td style=\"width:616px\"> <p style=\"text-align:center\">Duas vezes por semana</p> </td> </tr> </tbody> </table> <h3>Pacientes com insufici&#xEA;ncia renal</h3> <p>Como a ciclofosfamida &#xE9; excretada pela urina, um ajuste de dose pode ser necess&#xE1;rio em pacientes com insufici&#xEA;ncia renal.</p> <p><strong>Siga a orienta&#xE7;&#xE3;o de seu m&#xE9;dico, respeitando sempre os hor&#xE1;rios, as doses e a dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento. N&#xE3;o interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu m&#xE9;dico.</strong></p> <h2>O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Genuxal Solu&#xE7;&#xE3;o Injet&#xE1;vel?</h2> <hr> <p>N&#xE3;o interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu m&#xE9;dico.</p> <p><strong>Em caso de d&#xFA;vidas, procure a orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico ou de seu m&#xE9;dico, ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> </hr>"}

Quais cuidados devo ter ao usar o Genuxal Injetável?

Durante o tratamento com Genuxal&nbsp;(ciclofosfamida) devem ser tomadas as seguintes medidas para prevenção

  • <li>Verificar a exist&#xEA;ncia de problemas das vias urin&#xE1;rias, como infec&#xE7;&#xE3;o da bexiga (<a href="https://consultaremedios.com.br/sistema-urinario/cistite/c" target="_blank">cistite</a>), por exemplo;</li> <li>Aten&#xE7;&#xE3;o especial se voc&#xEA; j&#xE1; foi submetido &#xE0; radioterapia;</li> <li>Aten&#xE7;&#xE3;o especial se voc&#xEA; tiver com o sistema imunol&#xF3;gico debilitado, por exemplo, se for portador de <a href="https://consultaremedios.com.br/sistema-cardiovascular-circulacao/diabetes/c" target="_blank">diabetes</a>, problemas de rins e <a href="https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/figado/c" target="_blank">f&#xED;gado</a>;</li> <li>Aten&#xE7;&#xE3;o especial se voc&#xEA; j&#xE1; foi tratado anteriormente com outros agentes citot&#xF3;xicos;</li> <li>Controle peri&#xF3;dico do sangue e da urina.</li>

Interações medicamentosas

O uso de Genuxal (ciclofosfamida) junto com alguns medicamentos como barbituratos, alopurinol, agentes antidiabéticos, suxametônio, anticoagulantes, lovastatina, digoxina, citarabina, cloranfenicol e imunossupressores (diminuidores dos anticorpos) deve ser evitado, uma vez que tal prática pode levar ao aumento ou diminuição da ação esperada dos medicamentos.

Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Genuxal Injetável?

Durante o tratamento com Genuxal (ciclofosfamida), podem ocorrer reações desagradáveis, tais como

Diminuição do número de glóbulos brancos do sangue, anemia, náusea (enjoo), vômito, infecção da bexiga (cistite) acompanhada, ou não, de sangramento; lesões nos rins; pele amarelada (icterícia), alterações cardíacas e perda de cabelos.

Todas as reações acima descritas são reversíveis na maioria das vezes.

Genitourinárias:

Supressão gonadal, resultando em amenorréia (ausência de menstruação) ou azoospermia (ausência de espermatozóides vivos no esperma), relatada em alguns pacientes tratados com ciclofosfamida, parece ser relacionada à dose e duração da terapia. Este efeito, possivelmente irreversível, deve ser explicado antecipadamente aos pacientes tratados com ciclofosfamida. Não se sabe até que extensão a ciclofosfamida pode afetar as gônadas pré-puberais. Fibrose do ovário seguindo à terapia com ciclofosfamida também foi relatada.

Gastrointestinais:

Anorexia, náuseas e vômitos são comuns e relacionados à dose e à suscetibilidade individual. Há relatos isolados de casos de colite hemorrágica (condição inflamatória do intestino), ulceração da mucosa oral e icterícia (pigmentação amarelada, produzida por valores elevados de pigmentos biliares no sangue) durante a terapia.

Pele e suas estruturas:

Alopecia ocorre geralmente em pacientes tratados com ciclofosfamida. O crescimento de novo cabelo pode ser esperado após o tratamento com a droga ou mesmo durante o tratamento continuado da droga, embora possa ser diferente em textura ou cor. Ocasionalmente pacientes que receberam a droga podem apresentar erupção cutânea.

Pigmentação da pele e alterações nas unhas pode ocorrer. Relatos muito raros de síndrome de Stevens-Johnson (eritema multiforme bolhoso, que é a formação de bolhas no revestimento da boca, da garganta, do ânus, da região genital e dos olhos) e necrólise epidérmica tóxica (doença cutânea em que a camada superficial da pele se solta em lâminas) foram recebidos durante a vigilância pós-comercialização, devido à natureza dos relatórios de eventos adversos espontâneos, uma relação causal definitiva de ciclofosfamida não foi estabelecida.

Hematopoiéticas:

Leucopenia (diminuição do número de leucócitos no sangue) é um efeito esperado em pacientes tratados com ciclofosfamida e está relacionada com a dose da droga. Normalmente usado como guia para a terapia.

Leucopenia inferior a 2000 células/mm3 desenvolve geralmente em pacientes tratados com uma dose inicial da droga e menos freqüente e pacientes mantidos em doses menores. O grau de neutropenia (diminuição dos neutrófilos no sangue) é particularmente importante porque está relacionado com uma redução da resistência às infecções. Febre sem infecção documentada tem sido relatada em pacientes neutropênicos.

Trombocitopenia (redução do número de plaquetas no sangue) e/ou anemia podem ocorrer em alguns pacientes tratados com ciclofosfamida. Esses efeitos hematológicos geralmente podem ser revertidos através da redução da dose da droga ou por interrupção do tratamento. A recuperação da leucopenia normalmente começa em 7 a 10 dias após a interrupção da terapia.

Cistite Hemorrágica:

Pode ocorrer cistite hemorrágica estéril (inflamação da bexiga com sangramento urinário ) com a administração de ciclofosfamida; esta pode ser severa e até mesmo fatal; é causada provavelmente pelos metabólitos presentes na urina. Também foi relatada cistite não hemorrágica e/ou fibrosa da bexiga resultantes da administração de ciclofosfamida.

Células epiteliais atípicas podem ser encontradas no sedimento urinário. Ingerir grandes quantidades de líquido e urinar frequentemente ajudam a prevenir o aparecimento de cistite, mas, se esta ocorrer, é necessário interromper o tratamento com ciclofosfamida. A hematúria (presença de sangue visível na urina) normalmente regride espontaneamente dentro de poucos dias após a interrupção da terapia com ciclofosfamida, mas pode persistir por vários meses. Em casos severos, é necessário repor o sangue perdido.

A aplicação de eletrocauterização nas áreas telangiectáticas da bexiga e desvio do fluxo urinário têm sido métodos usados com sucesso no tratamento de casos persistentes. Criocirurgia também tem sido usada. Nefrotoxicidade, incluindo hemorragia e formação de coágulo na pelve renal, também foi relatada.

Infecções secundárias:

Como a ciclofosfamida pode exercer uma ação supressora em mecanismos imunes, a interrupção ou modificação da dosagem deve ser considerada para pacientes que desenvolvem infecções por bactérias, fungos ou vírus. Isto é necessário especialmente para pacientes que recebem terapia esteroidal concomitante, uma vez que as infecções são particularmente perigosas sob estas circunstâncias.

Potencial oncogênico e neoplasias secundárias:

A ciclofosfamida tem atividade oncogênica em ratos e camundongos. A possibilidade de esta droga apresentar potencial oncogênico em humanos submetidos à terapia imunossupressora por longo tempo deve ser considerada.

Desenvolveram-se neoplasias malignas secundárias em alguns pacientes tratados com ciclofosfamida isoladamente ou em associação com outras drogas e/ou modalidades antineoplásicas. Estas neoplasias malignas atingem com mais frequência a bexiga urinária, sendo do tipo mieloproliferativas e linfoproliferativas.

Neoplasias secundárias desenvolvem-se com maior frequência em pacientes tratados com ciclofosfamida portadores de doença mieloproliferativa primária na qual processos imunes estão patologicamente envolvidos.

Em alguns casos, a neoplasia secundária foi detectada vários anos após o término da terapia com ciclofosfamida. As neoplasias secundárias da bexiga geralmente ocorrem em pacientes que tenham desenvolvido cistite hemorrágica previamente.

Embora não tenha sido estabelecida uma relação causa-efeito entre a ciclofosfamida e o desenvolvimento de neoplasias malignas em humanos, a possibilidade de ocorrência deve ser considerada com base nos dados disponíveis, na avaliação risco-benefício para o uso da droga.

Sistema Respiratório:

A pneumonite intersticial (inflamação dos pulmões) foi relatada como parte da experiência pós-comercialização. Fibrose pulmonar intersticial (substituição do tecido pulmonar normal por um tecido cicatricial) tem sido relatada em pacientes recebendo altas doses de ciclofosfamida por um período prolongado.

Cicatrização:

A ciclofosfamida pode interferir com a cicatrização normal.

Outros:

Reações anafiláticas têm sido relatadas; a morte também tem sido relatada em associação com este evento. Possível sensibilidade cruzada com outros agentes alquilantes foi relatada. SIADH (síndrome da secreção inapropriada de ADH) tem sido relatada com o uso de ciclofosfamida. Mal-estar e astenia foram relatados como parte da experiência pós-comercialização.

Retenção inapropriada de água:

Com altas doses de ciclofosfamida há relatos de retenção inapropriada de água, resultando em hiponatremia, convulsão e morte. O efeito é direto sobre os túbulos renais.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

População Especial

Gravidez e amamentação

Genuxal (ciclofosfamida) não deve ser utilizado durante a gravidez e a amamentação. A manutenção de medidas contraceptivas pode ser necessária, mesmo após o término do seu tratamento.

Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término. Informe ao médico se está amamentando.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Qual a composição do Genuxal Injetável?

Apresentações

Pó extemporâneo (para preparação antes do uso) injetável:

Frasco-ampola de 200 mg.

Frasco-ampola de 1000 mg.

Cartucho com 10 frascos-ampola de 200mg.

Cartucho com 10 frascos-ampola de 1000mg.

Solução injetável reconstituída.

Via intravenosa.

Uso adulto e pediátrico.

Composição

Cada frasco-ampola de Genuxal 200 mg contém:

Ciclofosfamida monoidratada&nbsp;200 mg.

Cada frasco-ampola de Genuxal 1000 mg contém:

Ciclofosfamida monoidratada 1000 mg.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Genuxal Injetável maior do que a recomendada?

A superdose de Genuxal causa náusea (enjoo), vômitos e prostração (estado de depressão física e emocional), diminuição das células brancas do sangue, alopecia (perda total ou parcial dos cabelos) e ocasionalmente cistite (inflamação da bexiga). Devido à imunossupressão (diminuição de anticorpos), você pode ter infecções secundárias.

Não há um antídoto específico para uma superdose de ciclofosfamida. Por isso, você deve procurar auxílio médico, que tomará medidas para que você evacue o material não absorvido do trato gastrointestinal.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Genuxal Injetável com outros remédios?

Coadministração planejada ou administração sequencial de outras substâncias ou tratamento que possam aumentar a probabilidade ou a gravidade dos efeitos tóxicos (por meio de interações farmacodinâmicas ou farmacocinéticas) requer cuidadosa avaliação individual do benefício esperado em relação aos riscos. Os pacientes que recebem tais combinações devem ser cuidadosamente monitorados para sinais de toxicidade para permitir uma intervenção rápida.

Para pacientes tratados com ciclofosfamida e agentes que reduzem a sua ativação devem ser monitorados por um potencial de redução de eficácia terapêutica e a necessidade de ajuste de dose. Em geral os pacientes devem ser monitorados para o aumento/redução da eficácia terapêutica e/ou um aumento da frequência e gravidade dos efeitos secundários da interação da substância. Pode ser necessário ajuste de dose.

Interações com efeito negativo sobre as propriedades farmacocinéticas da ciclofosfamida e de seu metabólito:

A ativação reduzida da ciclofosfamida pode reduzir a eficácia do tratamento com ciclofosfamida.

As substâncias que reduzem a ativação da ciclofosfamida e por consequência reduz a eficácia do tratamento são:
  • <li>Aprepitant;</li> <li>Bupropiona;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/bussulfano/bula" target="_blank">Bussulfano</a>: al&#xE9;m da ativa&#xE7;&#xE3;o reduzida da ciclofosfamida, foi relatado que o <em>clearance</em> de ciclofosfamida teve redu&#xE7;&#xE3;o e a meia-vida foi prolongada em pacientes que receberam doses elevadas em menos de 24 horas depois de doses elevadas de bussulfano;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/cloranfenicol/bula" target="_blank">Cloranfenicol</a>;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/cloridrato-de-ciprofloxacino/pa" target="_blank">Ciprofloxacino</a>: al&#xE9;m da ativa&#xE7;&#xE3;o reduzida (utilizada para o condicionamento pr&#xE9;vio para transplante de medula &#xF3;ssea), foi relatado uma reca&#xED;da subjacente quando o ciprofloxacino foi administrado antes do tratamento com ciclofosfamida);</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/fluconazol/bula" target="_blank">Fluconazol</a>;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/itraconazol/bula" target="_blank">Itraconazol</a>;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/cloridrato-de-prasugrel/bula" target="_blank">Prasugrel</a>;</li> <li>Sulfonamida;</li> <li>Thiotepa: inibi&#xE7;&#xE3;o da bioativa&#xE7;&#xE3;o de ciclofosfamida por thiotepa em regime de altas doses de quimioterapia foi avaliado quando a thiotepa foi administrada uma hora antes da ciclofosfamida.</li>

Concentrações elevadas de metabólitos citotóxicos resultam em um aumento da frequência e da gravidade dos efeitos secundários e podem ocorrer devido à associação com os seguintes agentes:

  • <li><a href="https://consultaremedios.com.br/alopurinol/bula" target="_blank">Alopurinol</a>;</li> <li>Hidrato de cloral;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/cimetidina/bula" target="_blank">Cimetidina</a>;</li> <li>Disulfiram;</li> <li>Gliceralde&#xED;do;</li> <li>Indutores de enzimas hep&#xE1;ticas humanas microssomais extra-hep&#xE1;ticas (por exemplo, enzima do citocromo P450) pode aumentar a concentra&#xE7;&#xE3;o de metab&#xF3;litos citot&#xF3;xicos: o potencial de indu&#xE7;&#xE3;o enzim&#xE1;tico microssomal e extra-hep&#xE1;tica devem ser considerados em casos de tratamento pr&#xE9;vio ou concomitante com subst&#xE2;ncias conhecidas por induzir um aumento da atividade de tais enzimas, como a <a href="https://consultaremedios.com.br/rifampicina/bula" target="_blank">rifampicina</a>, o <a href="https://consultaremedios.com.br/fenobarbital/bula" target="_blank">fenobarbital</a>, a <a href="https://consultaremedios.com.br/carbamazepina/bula" target="_blank">carbamazepina</a>, <a href="https://consultaremedios.com.br/fenitoina/bula" target="_blank">fenito&#xED;na</a>, <a href="https://consultaremedios.com.br/hypericum-perforatum/bula" target="_blank">erva de S&#xE3;o Jo&#xE3;o</a> e corticosteroides;</li> <li>Inibidores da protease: as utiliza&#xE7;&#xF5;es concomitantes de inibidores de protease podem aumentar a concentra&#xE7;&#xE3;o de metab&#xF3;litos citot&#xF3;xicos. A utiliza&#xE7;&#xE3;o de regimes baseados em inibidores de protease foi encontrada para ser associado com maior incid&#xEA;ncia de infec&#xE7;&#xE3;o e de neutropenia em pacientes que recebem ciclofosfamida.</li>

Ondansetrona: houve relatos de interação farmacocinética entre ondansetrona e altas doses de ciclofosfamida, resultando em uma diminuição na área sob a curva de ciclofosfamida.

Interações farmacodinâmicas e interações de mecanismo desconhecido que afetam negativamente o uso de ciclofosfamida:

O uso combinado ou sequencial de ciclofosfamida e outros agentes com toxicidade similar, podem causar efeitos tóxicos.

Aumento da hematotoxicidade e/ou imunossupressão podem ser resultados do uso de ciclofosfamida combinado com:
  • <li>Inibidores de ECA: podem causar leucopenia;</li> <li>Natalizumab;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/paclitaxel/bula" target="_blank">Paclitaxel</a>: aumento de hematotoxicidade foi reportado quando administrado com ciclofosfamida ap&#xF3;s infus&#xE3;o de paclitaxel;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/pressao-alta/diureticos/c" target="_blank">Diur&#xE9;ticos</a> tiaz&#xED;dicos;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/zidovudina/bula" target="_blank">Zidovudina</a>.</li>
Aumento da cardiotoxidade pode ser resultado do uso de ciclofosfamida combinado com:
  • <li>Antraciclinas;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/citarabina/bula" target="_blank">Citarabina</a>;</li> <li>Pentostatina;</li> <li>Radioterapia na regi&#xE3;o card&#xED;aca</li> <li>Trastuzumab.</li>

Toxicidade pulmonar aumentada pode ser resultado do uso de ciclofosfamida combinado com:

  • <li><a href="https://consultaremedios.com.br/cloridrato-de-amiodarona/bula" target="_blank">Amiodarona</a>;</li> <li>G-CSF, GM-CSF (fator estimulante de col&#xF4;nias de granul&#xF3;citos e macr&#xF3;fagos): os relat&#xF3;rios sugerem um aumento do risco de toxicidade pulmonar em pacientes tratados com quimioterapia citot&#xF3;xica com ciclofosfamida e G-CSF, GM-CSF.</li>

Aumento da nefrotoxicidade pode ser resultado do uso de ciclofosfamida combinado com:

  • <li><a href="https://consultaremedios.com.br/anfotericina-b/bula" target="_blank">Anfotericina B</a>;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/indometacina/bula" target="_blank">Indometacina</a>: aguda intoxica&#xE7;&#xE3;o por &#xE1;gua foi relatada com o uso concomitante de indometacina.</li>

Aumento de outras toxicidades:

  • <li><a href="https://consultaremedios.com.br/azatioprina/bula" target="_blank">Azatioprina</a>: aumento do risco de hepatotoxicidade (necrose hep&#xE1;tica);</li> <li>Bussulfano: aumento da incid&#xEA;ncia de veno-oclus&#xE3;o hep&#xE1;tica e mucosite;</li> <li>Inibidores de protease: aumento da incid&#xEA;ncia de mucosite;</li> <li>Alopurinol e <a href="https://consultaremedios.com.br/hidroclorotiazida/bula" target="_blank">hidroclorotiazida</a>: antensifica&#xE7;&#xE3;o de efeito mielossupressor.</li>

Outras interações

Álcool

Redução da atividade antitumoral foi observada em animais portadores de tumor durante o consumo de álcool e concomitante com baixa dose de ciclofosfamida oral. Em alguns pacientes o álcool pode aumentar náuseas e vômitos induzidos pela ciclofosfamida.

Pacientes sob tratamento com ciclofosfamida não devem ingerir bebidas alcoólicas.

Etanercept

Em pacientes com granulomatose de Wegener, a adição de etanercept ao tratamento padrão com ciclofosfamida foi associada a uma maior incidência de tumores sólidos não cutâneos.

Metronidazol

Encefalopatia aguda foi relatada em um paciente recebendo ciclofosfamida e metronidazol, embora a associação causal não ser clara. Em um estudo animal a combinação de ciclofosfamida com metronidazol foi associada com o aumento da toxicidade de ciclofosfamida.

Tamoxifeno

O uso concomitante de tamoxifeno durante a quimioterapia pode aumentar o risco de complicações tromboembolísticas.

Interações que afetam a farmacocinética e ação de outras substâncias

Bupropiona

A ciclofosfamida metabolizada por CYP2B6 pode inibir o metabolismo de bupropiona. A ativação de bupropiona pode ser reduzida, resultando na diminuição de eficácia.

Cumarinas

Tanto um aumento (aumento do risco de hemorragia) quanto uma diminuição (diminuição da anticoagulação) em varfarina tiveram efeitos relatados em pacientes que receberam varfarina e ciclofosfamida.

Ciclosporina

Concentrações séricas mais baixas de ciclosporina foram observadas em pacientes que receberam uma combinação de ciclofosfamida a ciclosporina do que em pacientes que receberam apenas ciclosporina.

Relaxantes musculares despolarizantes

O tratamento com ciclofosfamida provoca uma inibição marcada e persistente da atividade da colinesterase. Este pode prolongar o bloqueio muscular produzido pela succinilcolina. Apnéia prolongada pode ocorrer com coadministração de relaxantes musculares despolarizantes (ex: succinilcolina). Se um paciente tiver sido tratado com ciclofosfamida 10 antes de ser programado para receber a anestesia geral, o anestesiologista deve ser alertado.

Digoxina, beta-acetildigoxina

Tratamento citotóxico foi relatado como prejudicial à absorção de comprimidos de digoxina e beta-acetildigoxina no intestino, o que resulta na diminuição da eficácia terapêutica.

Vacinas

Os efeitos imunossupressores da ciclofosfamida podem ser esperados para reduzir a resposta para vacinação. As utilizações de vacinas podem levar a uma infecção relacionada com a vacina.

Sulfonilureias

O efeito redutor de glicose no sangue pode ser intensificado se sulfonilureia for administrado em paralelo.

Verapamil

O tratamento citotóxico com ciclofosfamida pode prejudicar a absorção intestinal do verapamil.

Qual a ação da substância do Genuxal Injetável (Ciclofosfamida)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Comprimido</h3> <h4>C&#xE2;ncer de mama</h4> <p>A associa&#xE7;&#xE3;o de um taxano &#xE0; antraciclina como base da quimioterapia adjuvante prolonga a sobrevida de pacientes com c&#xE2;ncer de mama precoce com linfonodo positivo. No entanto, se &#xE9; prefer&#xED;vel um taxano em regime de dose-densa permanece desconhecido. Foi realizado um estudo randomizado para comprovar a efic&#xE1;cia da dose densa de paclitaxel <em>versus</em> <a href=\"https://consultaremedios.com.br/docetaxel/bula\" target=\"_blank\">docetaxel</a> em seguida a 5-fluorouracila, epirrubicina e ciclofosfamida (FEC), como quimioterapia adjuvante, em mulheres com linfonodo positivo no c&#xE2;ncer de mama precoce. Mulheres operadas por c&#xE2;ncer de mama com HER2-negativo e, pelo menos, um linfonodo axilar infiltrado foram randomizadas para receber quatro ciclos de FEC (700/75/700 mg/m<sup>2</sup>)seguidos por quatro ciclos paclitaxel (175 mg/ m<sup>2</sup>) ou docetaxel (175 mg/m<sup>2</sup>). Todos os ciclos foram administrados a cada 14 dias com associa&#xE7;&#xE3;o de G-CSF. O objetivo prim&#xE1;rio foi a sobrevida livre de doen&#xE7;a (SLD) em 3 anos. Entre 2004 e 2007, 481 mulheres foram randomizadas para paclitaxel (N = 241) e docetaxel (N = 240). Depois de um per&#xED;odo de acompanhamento m&#xE9;dio de 6 anos, 51 (21%) e 48 (20%) mulheres tiveram recidiva da doen&#xE7;a (P = 0,753) e n&#xE3;o houve diferen&#xE7;a significativa na sobrevida de doen&#xE7;a (SLD) entre o paclitaxel e o docetaxel (SLD em 3 anos: 87,4 <em>versus</em> 88,3%, respectivamente; (P = 0,633). As toxicidades foram pass&#xED;veis de controle, com graus 2 - 4 de neutropenia em 21% contra 31% (P = 0,01), trombocitopenia em 0,8% contra 3,4% (P = 0,06) e algum grau de neurotoxicidade em 17% comparado a 7,5% (P = 0,35) nos pacientes tratados com paclitaxel e docetaxel, respectivamente. N&#xE3;o ocorreram mortes por toxicidade. Em conclus&#xE3;o, a dose densa de paclitaxel <em>versus</em> docetaxel ap&#xF3;s FEC como adjuvante da quimioterapia, resultou em uma taxa de SLD em 3 anos semelhante em mulheres com c&#xE2;ncer de mama precoce com linfonodo axiliar positivo. Devido ao seu perfil de toxicidade mais favor&#xE1;vel, o paclitaxel &#xE9; o taxano de escolha, neste cen&#xE1;rio.<sup>1</sup></p> <p>Foi avaliada a taxa de resposta patol&#xF3;gica completa (RPC) ap&#xF3;s a quimioterapia neoadjuvante com epirrubicina (E), ciclofosfamida (C) edocetaxel, com e sem a adi&#xE7;&#xE3;o de bevacizumab, em pacientes com c&#xE2;ncer de mama triplo negativo (CMTN).</p> <p>Pacientes com cT1c-4d CMTN n&#xE3;o tratados apresentaram um subconjunto estratificado de 1948 participantes da parte de pacientes com HER2-negativo do estudo GeparQuinto. Os pacientes foram randomizados para receber quatro ciclos de CE (90/600 mg/m<sup>2</sup> q3w) seguidos por quatro ciclos de docetaxel (100 mg/m<sup>2</sup>; q3w) com ou sem bevacizumab (15 mg/kg; q3w) adicionado &#xE0; quimioterapia. Os pacientes foram randomizados para quimioterapia sem (N = 340) ou com bevacizumab (N = 323). As taxas de RPC foram de 27,9% e 39,3%, sem e com bevacizumab (P = 0,003). De acordo com as defini&#xE7;&#xF5;es de RPC, a adi&#xE7;&#xE3;o de bevacizumab aumentou esta taxa a partir de 30,9% para 41,8% (P = 0,0040), 36,2% para 46,4% (P = 0,009) e de 32,9% para 43,3% (P = 0,007). O tratamento com bevacizumab (OR 1,73, intervalo de confian&#xE7;a de 95% (IC) 1,23-2,42; (P = 0,002), o estagio menor do c&#xE2;ncer (OR 2,38, IC 95% 1,24-4,54; P = 0,009) e os c&#xE2;nceres de grau 3 (OR 1,68, IC 95% 1,14-2,48; (P = 0,009) foram confirmados como preditores independentes de maior RPC pela analise de regress&#xE3;o log&#xED;stica multivariada.</p> <p>Foi conclu&#xED;do que a adi&#xE7;&#xE3;o de bevacizumab para quimioterapia de CMTN aumenta significativamente as taxas de RPC.<sup>2</sup></p> <h4>C&#xE2;ncer de mama &#x2013; CAF (ciclofosfamida, doxorrubicina e fluoroacil)</h4> <p>O uso combinado de 5-fluorouracil, metotrexato e citoxan tornou-se padr&#xE3;o de terapia combinada para tratamento de c&#xE2;ncer de mama metast&#xE1;tico nos &#xFA;ltimos anos e agora &#xE9; usado como terapia adjuvante em doen&#xE7;a prim&#xE1;ria. Tornou-se importante comparar a mais comum e sucedida terapia de combina&#xE7;&#xE3;o para c&#xE2;ncer de mama metast&#xE1;tico (citoxan, metotrexato e 5-fluorouracil (CMF)) com adriamicina em combina&#xE7;&#xE3;o. Assim, um ensaio cl&#xED;nico prospectivo randomizado de CMF foi realizado comparando este regime com cytoxan, adriamicina e 5-fluorouracil (CAF). Um estudo cl&#xED;nico prospectivo randomizado foi conduzido comparando a resposta cl&#xED;nica de 78 pacientes n&#xE3;o tratados anteriormente com c&#xE2;ncer de mama metast&#xE1;tico avan&#xE7;ado tratados com uma combina&#xE7;&#xE3;o de ciclofosfamida, metotrexato e 5-fluorouracil&amp;nbsp;(CMF) ou uma combina&#xE7;&#xE3;o de ciclofosfamida, adriamicina e 5-fluoracil (CAF). 62% dos pacientes que receberam CMF responderam ao tratamento em compara&#xE7;&#xE3;o com uma taxa de resposta de 82% para os pacientes que receberam CAF. Este estudo mostrou que CAF &#xE9; eficaz para indu&#xE7;&#xE3;o do regime para o c&#xE2;ncer de mama. Em adi&#xE7;&#xE3;o, este estudo mostrou que n&#xE3;o houve uma diferen&#xE7;a significativa na dura&#xE7;&#xE3;o da resposta para os dois regimes, CAF e CMF.<sup>3</sup></p> <h4>C&#xE2;ncer de mama - CMF (ciclofosfamida, metotrexateefluorouracil)</h4> <p>Prolongada quimioterapia c&#xED;clica combinada com ciclofosfamida, metotrexato e fluorouracil foi avaliada como tratamento adjuvante para mastectomia radical em c&#xE2;ncer de mama prim&#xE1;rio com linfonodos axilares positivos. Pacientes (N = 391) foram separados conforme a idade, n&#xFA;mero de linfonodos axilares comprometidos e tipo de mastectomia (convencional radical ou expandida). Os pacientes foram randomizados para receber CMF por 12 ciclos ou nenhum outro tratamento adicional. 386 pacientes (N = 386) foram considerados avali&#xE1;veis. An&#xE1;lises estat&#xED;sticas foram realizadas em propor&#xE7;&#xF5;es totais de falhas no tratamento e na distribui&#xE7;&#xE3;o do tempo de falhas do tratamento. Ap&#xF3;s 27 meses de estudo, falha de tratamento ocorreu em 24% dos 179 pacientes do grupo controle e em 5,3% das 207 mulheres que receberam terapia combinada (P inferior a 10<sup>-6</sup>), vantagem estat&#xED;stica significativa em todos os subgrupos de pacientes. Pacientes com 4 ou mais linfonodos positivos axilares apresentaram um maior percentual de reca&#xED;das do que aqueles com menor n&#xFA;mero de linfonodos. As novas manifesta&#xE7;&#xF5;es cl&#xED;nicas iniciais ocorreram em locais distantes em 81,5% dos pacientes com recidivas. Quimioterapia de longo prazo produziu uma toxicidade aceit&#xE1;vel, permitindo assim a administra&#xE7;&#xE3;o de um percentual elevado do medicamento. Os autores conclu&#xED;ram que os pacientes com c&#xE2;ncer de mama potencialmente cur&#xE1;veis e com linfonodos axilares positivos no momento da mastectomia mostram uma redu&#xE7;&#xE3;o estaticamente significativa na taxa de recorr&#xEA;ncia durante os primeiros 27 meses ap&#xF3;s a mastectomia radical quando tratados com quimioterapia de combina&#xE7;&#xE3;o c&#xED;clica prolongada. Atualmente, a vantagem do CMF aparece estaticamente evidente em todos os subgrupos de pacientes. Estes resultados devem ser considerados com cautela, uma vez que, atualmente os efeitos dessa terapia na sobrevida e poss&#xED;veis efeitos colaterais a longo prazo permaneceem desconhecidos.<sup>4</sup></p> <p>Terapia em combina&#xE7;&#xE3;o com ciclofosfamida, metotrexate e fluorouracil (CMF) foi comparada com ciclofosfamida, adiramicina e fluorouracil (CAF) como adjuvante &#xE0; mastectomia radical modificada em c&#xE2;ncer de mama prim&#xE1;rio oper&#xE1;vel com linfonodos axilares positivos. Pacientes que se submeteram &#xE0; mastectomia radical modificada foram &#xED;ncluidos neste estudo. A quimioterapia foi iniciada duas a quatro semanas ap&#xF3;s a mastectomia e continuou at&#xE9; 6 ciclos. Quarenta (N = 40) pacientes foram randomizados para terapia de CMF (N = 30) ou CAF (N = 10). Ap&#xF3;s 18 meses de estudo ocorreu falha de tratamento em 10% dos pacientes de cada grupo. As novas manifesta&#xE7;&#xF5;es cl&#xED;nicas ocorreram localmente em 75% e &#xE0; dist&#xE2;ncia em 25% dos pacientes com recidivas. Quimioterapia de longo prazo produziu uma toxicidade aceit&#xE1;vel, permitindo assim administra&#xE7;&#xE3;o de um elevado percentual da dosagem do medicamento. Este estudo indica que os regimes CMF e CAF t&#xEA;m efic&#xE1;cia e toxicidade compar&#xE1;veis em quimioterapia adjuvante &#xE0; cirurgia para c&#xE2;ncer de mama.<sup>5</sup></p> <p>O objetivo deste estudo foi determinar a efic&#xE1;cia relativa de doxorubicina <em>versus</em> metotrexato em combina&#xE7;&#xE3;o com ciclofosfamida intravenosa e 5-fluoracil (FAC <em>versus</em> CMF) como quimioterapia adjuvante para c&#xE2;ncer de mama oper&#xE1;vel. Durante um per&#xED;odo de 4 anos, 985 mulheres submetidas &#xE0; cirurgia curativa de c&#xE2;ncer de mama (T1&#x2013;3 N0&#x2013;2 M0, est&#xE1;gio I&#x2013;IIIA, UICC) de 9 hospitais foram estratificadas em rela&#xE7;&#xE3;o ao envolvimento de linfonodos axilares (linfonodos positivos <em>versus</em> linfonodos negativos) e randomizadas para receber FAC (500/50/500/m<sup>2</sup>) a cada 3 semanas durante 6 ciclos ou CMF (600/60/600/m<sup>2</sup>) a cada 3 semanas durante 6 ciclos. A intensidade relativa das doses de FAC e CMF foi de 87% e 85% das doses previstas, respectivamente. Dados n&#xE3;o ajustados indicaram uma tend&#xEA;ncia n&#xE3;o significativa para melhores resultados com FAC. No subgrupo prospectivamente formado por pacientes com linfonodos negativos, a sobrevida livre de doen&#xE7;a e sobrevida global foram estatisticamente superiores no bra&#xE7;o de tratamento com FAC (P = 0,041 e 0,034 respectivamente), mas esta vantagem n&#xE3;o foi vista no subgrupo dos pacientes com linfonodos positivos. Ajustando os dados para o tamanho do efeito do tratamento e poss&#xED;veis intera&#xE7;&#xF5;es (n&#xFA;mero de linfonodos positivos, tamanho do tumor e centro de tratamento), o risco relativo (RR) de recorr&#xEA;ncia da doen&#xE7;a e morte foram significativamente inferiores com o tratamento de FAC (RR 1.2, P = 0.03, e RR 1.3, P = 0.05, respectivamente). Este resultado deve-se principalmente &#xE0; diferen&#xE7;a observada na popula&#xE7;&#xE3;o de pacientes com linfonodos negativos. A toxicidade foi leve: FAC induziu mais alopecia, v&#xF4;mito, mucosite e cardiotoxicidade; &#xFA;ltima foi de preocupa&#xE7;&#xE3;o cl&#xED;nica, mas foi de baixa densidade e gerenci&#xE1;vel. CMF induziu mais conjuntivite e ganho de peso. N&#xE3;o houve mortes devido &#xE0; toxicidade de tratamento. Doxorubicina em combina&#xE7;&#xE3;o com dia 1, ciclofosfamida e 5-fluorouracil IV &#xE9; superior ao metatrexato em combina&#xE7;&#xE3;o com dia 1, ciclofosfamida e 5-fluorouracil IV como quimioterapia adjuvante para c&#xE2;ncer de mama oper&#xE1;vel. O efeito do tratamento &#xE9; particularmente evidente em pacientes com linfonodo negativo. Embora a toxicidade cl&#xED;nica de FAC seja maior do que a de CMF, os n&#xED;veis foram manej&#xE1;veis e clinicamente aceit&#xE1;veis.<sup>6</sup></p> <h4>Formas severas e progressivas de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/pele-e-mucosa/lupus/c\" target=\"_blank\">l&#xFA;pus</a> nefrite e granulomatose de Wegener</h4> <p>Os autores procuraram determinar, em primeiro lugar se pulso de metilprednisolona e pulso de ciclofosfamida tinham efic&#xE1;cia compar&#xE1;vel na gest&#xE3;o em longo prazo de nefrite l&#xFA;pica. Em segundo lugar, se havia diferen&#xE7;as na efic&#xE1;cia e toxicidade de cursos de curta e longa dura&#xE7;&#xE3;o com pulsos de ciclofosfamida.&amp;nbsp;</p> <p>65 pacientes (60 do sexo feminino, 5 do sexo masculino; idade m&#xE9;dia de 29 [10 - 48] anos) com nefrite l&#xFA;pica severa foram aleatoriamente selecionados para terapia de pulso mensal com metilprednisolona durante 6 meses (25 pacientes), terapia de pulso mensal com ciclofosfamida durante 6 meses (20 pacientes), ciclofosfamida mensalmente ou durante 6 meses seguidos trimestralmente por 2 anos adicionais (20 pacientes).</p> <p>Os pacientes foram distribu&#xED;dos aleatoriamente para um dos tr&#xEA;s grupos de tratamento (desenhado a partir de um conjunto de cart&#xF5;es marcados): a infus&#xE3;o intravenosa de 1.0 g/m<sup>2</sup> de metilprednisolona durante 30 minutos, inicialmente em tr&#xEA;s doses di&#xE1;rias, seguidas por doses &#xFA;nicas mensalmente durante 6 meses (25 pacientes), doses mensais individuais durante 6 meses de ciclofosfamida (0.5 - 1.0 g/m<sup>2</sup> administrada via infus&#xE3;o intravenosa durante 60 minutos (20 pacientes); doses &#xFA;nicas ou mensais durante 6 meses de ciclofosfamida, de acordo com o regime descrito acima, seguido por doses individuais trimestrais (0.5 - 1.0 g/m<sup>2</sup>) durante mais 2 anos (20 pacientes). Ciclofosfamida intravenosa foi seguida pela infus&#xE3;o de 2L/m2 0 - 45% de solu&#xE7;&#xE3;o salina durante 24 h e os pacientes foram estimulados a urinar frequentemente, antiem&#xE9;ticos foram usados conforme a necessidade. A ciclofosfamida foi ajustada at&#xE9; um m&#xE1;ximo de 1.0 g/m<sup>2</sup>, para pacientes que n&#xE3;o desenvolveram leucopenia inferior a 1.500/microL at&#xE9; atingir os dias 10 - 14 ap&#xF3;s o tratamento. Detalhes da administra&#xE7;&#xE3;o da terapia de pulso foram publicados em outros lugares.</p> <p>Os pacientes tratados com terapia de pulso de metilprednisolona tiveram maior probabilidade de duplicar a creatinina s&#xE9;rica do que aqueles tratados com ciclofosfamida a longo curso (p&lt;0.04). Risco de duplicar a creatinina n&#xE3;o foi significativamente diferente entre ciclofosfamida em curso de curta e longa dura&#xE7;&#xE3;o. No entanto os pacientes tratados com curso de curta dura&#xE7;&#xE3;o com ciclofosfamida tiveram uma probabilidade maior de exacerba&#xE7;&#xF5;es do que aqueles tratados com longo curso de ciclofosfamida (p&lt;0.01).</p> <p>Um curso prolongado de terapia com ciclofosfamida &#xE9; mais eficaz do que 6 meses de terapia com metilprednisolona na preserva&#xE7;&#xE3;o da fun&#xE7;&#xE3;o renal em pacientes com nefrite l&#xFA;pica grave. A adi&#xE7;&#xE3;o de um regime de manuten&#xE7;&#xE3;o trimestral para mensal de terapia com ciclofosfamida reduz a taxa de exacerba&#xE7;&#xF5;es.<sup>7</sup></p> <p>Os ensaios cl&#xED;nicos controlados em nefrite l&#xFA;pica t&#xEA;m demonstrado que a terapia com ciclofosfamida &#xE9; superior &#xE0; terapia de corticoster&#xF3;ide isolada. Os perfis de efic&#xE1;cia e de efeitos colaterais em longo prazo de regimes imunossupressores requerem mais estudos.</p> <p>Em um ensaio cl&#xED;nico randomizado e controlado com acompanhamento m&#xE9;o de 11 anos, 82 pacientes com nefrite l&#xFA;pica proliferativa foram inclu&#xED;dos no centro cl&#xED;nico de &#x201C;National Institutes of Health, Bethesda, Maryland&#x201D; entre 1.986 e 1.990. A an&#xE1;lise inicial foi baseada nos dados coletados em 1 de maio de 1.995. Os pacientes foram distribu&#xED;dos aleatoriamente para receber um dos tr&#xEA;s regimes: 1) metilprednisolona intravenosa 1 g/m<sup>2</sup> de superf&#xED;cie corporal administrada como <em>bolus</em> mensalmente durante pelo menos 12 meses e at&#xE9; 36 meses; 2) ciclofosfamida intravenosa 1 g/m<sup>2</sup> de superf&#xED;cie corporal, como <em>bolus</em> mensalmente durante 6 meses consecutivos e em seguida uma vez cada 3 meses durante pelo menos 24 meses adicionais, ou 3) a combina&#xE7;&#xE3;o destes dois regimes.</p> <p>Em uma an&#xE1;lise de sobrevida de inten&#xE7;&#xE3;o de tratar, a probabilidade de falha do tratamento foi significativamente menor nos grupos com ciclofosfamida (P = 0,04) e terapia combinada (P = 0,002) do que no grupo de metilprednisolona. A terapia combinada e terapia com ciclofosfamida n&#xE3;o diferiram estatisticamente em termos de efic&#xE1;cia ou efeitos adversos. Dos pacientes que completaram o protocolo (N = 65), a propor&#xE7;&#xE3;o de pacientes que tiveram duplica&#xE7;&#xE3;o da concentra&#xE7;&#xE3;o da creatinina s&#xE9;rica foi significativamente mais baixa no grupo de combina&#xE7;&#xE3;o do que no grupo de ciclofosfamida (risco relativo, 0,095 [IC de 95%, 0,01 para 0,842]).</p> <p>Com acompanhamento prolongado, a terapia com ciclofosfamida continuou a mostrar efic&#xE1;cia superior ao longo da terapia com metilprednisolona isolada para o tratamento da nefrite l&#xFA;pica. A combina&#xE7;&#xE3;o da terapia de ciclofosfamida e metilprednisolona parecem fornecer benef&#xED;cio adicional ao longo da terapia com ciclofosfamida isolada e n&#xE3;o confere risco adicional para eventos adversos.<sup>8</sup></p> <p>H&#xE1; incerteza sobre a efic&#xE1;cia e toxicidade da terapia de <em>bolus</em> com metilprednisolona ou da combina&#xE7;&#xE3;o de metilprednisolona e ciclofosfamida no tratamento de nefrite l&#xFA;pica. Objetivo: 1) determinar se a terapia intensiva de <em>bolus</em> com metilprednisolona &#xE9; um substituto adequado para a terapia de bolus com ciclofosfamida e 2) se a combina&#xE7;&#xE3;o de metilprednisolona e ciclofosfamida &#xE9; superior &#xE0; terapia de bolus com metilprednisolona ou ciclofosfamida isolada.</p> <p>Estudo cl&#xED;nico randomizado controlado com pelo menos 5 anos de follow-up. 82 pacientes com nefrite l&#xFA;pica que tiveram 10 ou mais hem&#xE1;cias por campo de alta pot&#xEA;ncia, lan&#xE7;as celulares, protein&#xFA;ria (&gt;1g de prote&#xED;na por dia), e uma amostra de <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/biopsia/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">bi&#xF3;psia</a> renal apresentaram nefrite proliferativa. Interven&#xE7;&#xF5;es: terapia de <em>bolus</em> com metilprednisolona intravenosa (1 g/m<sup>2</sup> da superf&#xED;cie corp&#xF3;rea), administrada mensalmente em no m&#xED;nimo 1 ano, terapia de <em>bolus</em> com ciclofosfamida intravenosa (0.5 at&#xE9; 1 g/m<sup>2</sup> da superf&#xED;cie corp&#xF3;rea) administrada mensalmente por 6 meses e em seguida trimestralmente ou terapia de <em>bolus</em> com ambos metilprednisolona e ciclosfosfamida.</p> <p>A remiss&#xE3;o renal ocorreu em 17 de 20 pacientes do grupo de terapia combinada (85%), 13 de 21 pacientes no grupo ciclofosfamida (62%) e 7 de 24 pacientes do grupo de metilprednisolona (29%) (P &lt; 0.001). 28 pacientes (43%) n&#xE3;o atingiram a remiss&#xE3;o renal. Pela an&#xE1;lise da taxa de sobrevida, a probabilidade da remiss&#xE3;o durante um per&#xED;odo de estudo foi maior no grupo de terapia combinada do que no grupo de metilprednisolona (P = 0.028). A terapia combinada e terapia com ciclofosfamida n&#xE3;o foram estaticamente diferentes. As rea&#xE7;&#xF5;es adversas observadas foram, amenorreia (observados em 41% do grupo de ciclofosfamida, 43% do grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o e 7,1% do grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o e 0% do grupo metilprednisolona), necrose vascular observada em 11% do grupo de ciclofosfamida, 18% do grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o, e 22% de grupo metilpredinisolona), herpes zoster (observada em 15% do grupo ciclofosfamida, 21% do grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o e 3,7% do grupo metilprednisolona) e no m&#xED;nimo uma infec&#xE7;&#xE3;o (observada em 26% do grupo ciclofosfamida, 32% grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o, e 7,4% do grupo de metilprednisolona).</p> <p>Terapia de <em>bolus</em> mensal com metilprednisolona foi menos eficaz do que a terapia de <em>bolus</em> mensal com ciclofosfamida. A tend&#xEA;ncia para uma maior efic&#xE1;cia com a terapia combinada foi vista.<sup>9</sup></p> <p>Estudo prospectivo das caracter&#xED;sticas cl&#xED;nicas, fisiopatologia, tratamento e progn&#xF3;sticos de granulomatose de Wegener.</p> <p>Dos 180 pacientes com granulomatose de Wegener que se refere o &#x201C; National Institute of Allergy and Infectious Diseases&#x201D; durante os &#xFA;ltimos 24 anos, 158 foram acompanhados por 6 meses a 24 anos (um total de 1229 pacientes por ano). O regime constituiu em dia, a terapia oral de ciclofosfamida, 2 mg/kg do peso corporal, prednisona, 1mg/kg de peso corp&#xF3;reo. Muitos pacientes com doen&#xE7;a fulminante e rapidamente progressiva recebem 3 a 5 mg/kg de ciclofosfamida diariamente.</p> <p>Homens e mulheres foram igualmente selecionados, 97% dos pacientes eram brancos e 85% tinham mais de 19 anos de idade. O per&#xED;odo m&#xE9;dio de acompanhamento foi de 8 anos, 133 pacientes (84%) receberam uma terapia padr&#xE3;o com ciclofosfamida di&#xE1;ria de baixa dose de glicocorticoides, 8 pacientes (5.0%) receberam apenas uma dose baixa de ciclofosfamida, 6 pacientes (4.0%) nunca receberam ciclofosfamida e foram tratados com outros citot&#xF3;xicos agentes e glicocorticoides, 10 pacientes (6.0%) foram tratados apenas com glicocorticoides, 91% dos pacientes apresentaram melhora acentuada, e 75% alcan&#xE7;aram a remiss&#xE3;o completa.</p> <p>50% das remiss&#xF5;es foram associadas com uma ou mais recidivas. Dos 99 pacientes acompanhados por &gt; 5 anos, 44% tiveram remiss&#xE3;o de &gt; 5 anos de dura&#xE7;&#xE3;o. 13 % dos pacientes morreram de granulomatose de Wegener, causas relacionadas com o tratamento, ou ambos. Quase todos os pacientes tinham mobilidade grave caracter&#xED;sticas irrevers&#xED;veis da sua doen&#xE7;a (86%) ou efeitos colaterais do tratamento (42%).</p> <p>O curso da granulomatose de Wegener foi drasticamente melhorado por tratamento di&#xE1;rio com ciclofosfamida e glucocortic&#xF3;ides. No entanto, a morbidade da doen&#xE7;a relacionada com o tratamento muitas vezes &#xE9; profunda. Formas alternativas de terapia ainda n&#xE3;o atingiram as altas taxas de indu&#xE7;&#xE3;o da remiss&#xE3;o e manuten&#xE7;&#xE3;o de sucesso que foram relatadas com tratamento di&#xE1;rio de ciclofosfamida. Apesar do sucesso terap&#xEA;utico continuado com ciclofosfamida a longo prazo de acompanhamento de pacientes com granulomatose de Wegener, crescente preocupa&#xE7;&#xF5;es sobre a toxicidade resultantes da terapia com ciclofosfamida prolongada surgiram e incentivaram a investiga&#xE7;&#xE3;o de outros regimes terap&#xEA;uticos.<sup>10</sup></p> <p>O uso de agentes citot&#xF3;xicos em doen&#xE7;as n&#xE3;o neopl&#xE1;sicas ainda &#xE9; quest&#xE3;o de preocupa&#xE7;&#xE3;o em rela&#xE7;&#xE3;o aos efeitos colaterais de curto e longo prazo. &#xC9; importante avaliar e mostrar claramente tanto a efic&#xE1;cia do regime terap&#xEA;utico a longo prazo de segmento, bem como a ocorr&#xEA;ncia de efeitos secund&#xE1;rios t&#xF3;xicos observados ao longo de um per&#xED;odo prolongado.</p> <p>85 pacientes com granulomatose de Wegener foram estudados por 21 anos no National Institutes of Health. Os pacientes foram tratados com um protocolo que consiste em ciclofosfamida, 2 mg/kg de peso corporal por dia, com prednisona 1 mg/kg de peso corporal por dia, seguido por convers&#xE3;o de prednisona para um regime de dias alternados.</p> <p>As remiss&#xF5;es completas foram obtidas em 79 de 85 pacientes (93%). A dura&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dia da remiss&#xE3;o para sobrevida dos pacientes foi de 48,2 (+/- 3,6) meses. 23 pacientes est&#xE3;o fora da terapia durante um per&#xED;odo m&#xE9;dio de 35,3 (+/- 6,3) meses sem terapia.</p> <p>Esse estudo fornece uma experi&#xEA;ncia em perspectiva com granulomatose de Wegener e remiss&#xF5;es que demonstram a longo prazo que podem ser induzidas e mantidas em um n&#xFA;mero extremamente elevado de pacientes por combina&#xE7;&#xE3;o de terapia com ciclofosfamida e prednisona por dia, em dias alternados.<sup>11</sup></p> <h4>C&#xE2;ncer de pulm&#xE3;o de pequenas c&#xE9;lulas (CPPC)</h4> <p>O n&#xFA;mero de pacientes idosos com c&#xE2;ncer de pulm&#xE3;o de pequenas c&#xE9;lulas (CPPC) t&#xEA;m aumentando com a crescente popula&#xE7;&#xE3;o geri&#xE1;trica. O objetivo deste estudo foi avaliar a seguran&#xE7;a e efic&#xE1;cia da quimioterapia padr&#xE3;o ou radioterapia em pacientes idosos com CPPC.</p> <p>Neste estudo retrospectivo, foram analisados dados de 126 pacientes com CPPC diagnosticados entre 1996 e 2005, comparando os resultados dos pacientes com menos de 70 anos e idosos com 70 anos ou mais, os quais foram tratados com etoposidee cisplatina (regime EP) e ciclofosfamida, adriamicina e vincristina (regime CAV). Pacientes com doen&#xE7;a limitada receberam radioterapia tor&#xE1;cica (RT) ap&#xF3;s a quimioterapia.</p> <p>As taxas globais de resposta (resposta completa + parcial) n&#xE3;o foram significativamente diferentes entre os pacientes dos grupos (69% <em>versus</em> 65%, P = 0,591). O tempo m&#xE9;dio de sobrevida foi de 13 meses para pacientes com 70 anos ou mais de idade (P = 0,263), com taxas de sobrevida de 2 a 5 anos de 37,8% e 8,2% <em>versus</em> 26,2% e 3,6%, respectivamente. Sobrevida livre de progress&#xE3;o da doen&#xE7;a em pacientes com 70 anos ou mais de idade foi semelhante ao de pacientes com menos de 70 anos (P = 0,445).</p> <p>Toxicidades hematol&#xF3;gicas graus 3 e 4 foram mais frequentes entre os idosos (leucopenia, 48% <em>versus</em> 31%, P = 0,49; neutropenia, 52% <em>versus</em> 32%, P = 0,028; trombocitopenia, 38% <em>versus</em> 21%, P = 0,47).</p> <p>Em conclus&#xE3;o, apesar de terem mais toxicidades hematol&#xF3;gicas graves, os pacientes idosos com CPPC beneficiaram-se do regime EP e do regime de CAV com ou sem RT. S&#xE3;o necess&#xE1;rias novas investiga&#xE7;&#xF5;es sobre como diminuir a toxicidade hematol&#xF3;gica, principalmente em idosos.<sup>12</sup></p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Emmanouil Saloustros, Nikolaos Malamos, Ioannis Boukovinas, Stylianos Kakolyris, Charalampos Kouroussis, Athanasios Athanasiadis, Nikolaos Ziras, Nikolaos Kentepozidis, Parisis Makrantonakis, Aristidis Polyzos, Charalampos Christophyllakis,Vassilios Georgoulias, Dimitrios Mavroudis; Dose-dense paclitaxel versus docetaxel following FEC as adjuvant chemotherapy in axilary node-positive early breast cancer: a multicenter randomized study of the Hellenic Oncology Research Group (HORG);Breast Cancer Res Treat;2014; Volume 148: 591 &#x2013; 597.<br> 2. B. Gerber, S. Loibl, H. Eidtmann, M. Rezai, P. A. Fasching, H. Tesch, H. Eggemann7, I. Schrader, K. Kittel, C. Hanusch, R. Kreienberg, C. Solbach, C. Jackisch, G. Kunz, J. U. Blohmer, J. Huober, M. Hauschild, V. Nekljudova, M. Untch &amp; G. von Minckwitz, on behalf of the German Breast Group Investigators; Neoadjuvant bevacizumab and anthracycline &#x2013; taxane-based chemotherapy in 678 triple-negative primary breast cancers; results from the geparquinto study (GBG44);Annals of Oncology; 2013; Volume 24: 2978-2984.<br> 3. Joan M. Bull, MD, Douglass C. Tormey, MD, PhD, Shou-Hua Li, PhD, Paulo P, Carbone, MD, Geofrey Falkson, MD, Johannes B lom, MD, Elliot Perlin, MD, AND Richard Simon, PhD; A randomized comparative trial of Adriamycin versus methotrexate in combination drug therapy; American Cancer Society; 1978; Volume 41: 1649-1657.<br> 4. Gianni Bonadonna, M.D., Ercole Brusamolino, M.D., Pinucia Valagussa, B.S., Anna Rossi, M.D., Luisa Brugnatelli, M.D., Cristina Brambilla, M.D., Mario De Lena, M.D., GabrileTancini, M.D., Emilio Bajetta, M.D., Renato Musumeci, M.D., AND Umberto Veronesi, M.d; Combination chemotherapy as an adjuvant treatment in operable breast cancer; The New England Journal of Medicine; 1976; Volume 294: number 8.<br> 5. Abdul Mannan Babar, East Surgical Unit, Department od Surgery, University of the Punjab, King Edward Medical College, Mayo Hospital, Lahore; Surgical adjuvant chemotherapy for breast cancer: A comparsion of CMF and CAF regimes; J.P.M.A., December 1991.<br> 6. M. Martin, A. Villar, A. Sole-Calvo, R. Gonzalez, B. Massuti, J. Lizon, C. Campos, A Carrato, A. Casado, M. T. Candel, J. Albanell, J. Aranda, B. Munarriz, J. Campbell &amp; E. Diaz-Rubio On behalf of the GEICAM Group (Spanish Breast Cancer Research Group), Spain; Doxorubicin in combination with fluorouracil and cyclophosphamide (i.v FAC regimen, day 1, 21) versus methotrexate in combination with fluorouracil and cyclophosphamide (i.v. CMP regimen, day 1, 21) as adjuvant chemotherapy for operable breast cancer: a study by the GEICAM group; European Society for Medical Oncology; 2003; Volume 14: 833-843.<br> 7. Dimitrios T. Boumpas, Howard A. Austin III, Ellen M. Vaughn, John H. Klippel, Alfred D. Steinberg, Cheril H. Yarboro, Jame E. Balow; Controlled trial of pulse methylprednisloone versus two regimes of pulse cyclophosphamide in severe lupus nephritis; The Lancet; 1992; Volume 340: 745-748.<br> 8. Gabor G. Illei, MD; Howard A. Austin III, MD; Marianna Crane, NP; Lee Collins, Ms; Mark F. Gourley, MD; Cheryl H. Yarbono, R N; Ellen M. Vaughan, MSN; Takashi Kuroiwa, MD; Carol L. Danning, MD; Alfred D. Steinberg, MD; John H. Klippel, MD; James E. Balow, MD; and Dimitrius T. Boumpas, MD; Combination Therapy with Pulse Cyclophosphamide plus Pulse Methylprednisolone Improves Long-Term Real Outcome wihout Adding Toxicity in Patients with Lupus Nephritis; American College of Physicians-American Society of Internal Medicine; August 2001; Volume 135: number 4.<br> 9. Mark F. Gourley, MD; Howard A. Austin III, MD; Dorothy Scott, MD; Cheryl H. Yarboro, RN; Ellen M. Vaughan, RN; Joanne Muir, RN; Dimitrios T. Boumpas, MD; John H. Klippel, MD; James E. Balow, MD; and Alfred D. Steinberg, MD; Methylprednisolone and Cyclophosphamide, Alone or in Combination, in Patients with Lupus Nephritis A randomized, Controlled Trial; Annals of Internal Medicine; October 1996; Volume 125; number 7.<br> 10. Gary S. Hoffman, MD; Gail S. Kerr, MD; Randi Y. Leavitt, MD, PhD; Claire W. Hallahan, MS; Robert S. Lebovics, MD; William D. Travis, MD; Menachem Rottem, MD; and Anthony S. Fauci, MD; Wegener Granulomatosis: An Analysis of 158 Patients; Annals of Internal Medicine; March 1992; Volume 116: 488-498; number 6.<br> 11. Anthony S. Fauci and Sheldon M. Wolff; Wegener&#x2019;s Granulomatosis: Studies in eighteen patients and a review of the literature; Classics in Medicine; 1973; Volume 52 (6): 535-561.<br> 12. Jian Li, Ping Chen, Chun-Hua, Xiao-Qin Li, qian-Lei Bao; Outcome and treatment in elderly patients with small cell lung cancer: A retrospective study; Geriatr Gerontol International; 2009; Volume 9: 172-182.</br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></span></p> <h3>Injet&#xE1;vel</h3> <h4>C&#xE2;ncer de mama</h4> <p>A associa&#xE7;&#xE3;o de um taxano &#xE0; antraciclina como base da quimioterapia adjuvante prolonga a sobrevida de pacientes com c&#xE2;ncer de mama precoce com linfonodo positivo. No entanto, se &#xE9; prefer&#xED;vel um taxano em regime de dose-densa permanece desconhecido. Foi realizado um estudo randomizado para comprovar a efic&#xE1;cia da dose densa de paclitaxel <em>versus</em> docetaxel em seguida a 5-fluorouracila, epirrubicina e ciclofosfamida (FEC), como quimioterapia adjuvante, em mulheres com linfonodo positivo no c&#xE2;ncer de mama precoce. Mulheres operadas por c&#xE2;ncer de mama com HER2-negativo e, pelo menos, um linfonodo axilar infiltrado foram randomizadas para receber quatro ciclos de FEC (700/75/700 mg/m<sup>2</sup>)seguidos por quatro ciclos paclitaxel (175 mg/ m<sup>2</sup>) ou docetaxel (175 mg/m<sup>2</sup>). Todos os ciclos foram administrados a cada 14 dias com associa&#xE7;&#xE3;o de G-CSF. O objetivo prim&#xE1;rio foi a sobrevida livre de doen&#xE7;a (SLD) em 3 anos. Entre 2004 e 2007, 481 mulheres foram randomizadas para paclitaxel (N = 241) e docetaxel (N = 240). Depois de um per&#xED;odo de acompanhamento m&#xE9;dio de 6 anos, 51 (21%) e 48 (20%) mulheres tiveram recidiva da doen&#xE7;a (P = 0,753) e n&#xE3;o houve diferen&#xE7;a significativa na sobrevida de doen&#xE7;a (SLD) entre o paclitaxel e o docetaxel (SLD em 3 anos: 87,4 <em>versus&amp;nbsp;</em>88,3%, respectivamente; (P = 0,633). As toxicidades foram pass&#xED;veis de controle, com graus 2 - 4 de neutropenia em 21% contra 31% (P = 0,01), trombocitopenia em 0,8% contra 3,4% (P = 0,06) e algum grau de neurotoxicidade em 17% comparado a 7,5% (P = 0,35) nos pacientes tratados com paclitaxel e docetaxel, respectivamente. N&#xE3;o ocorreram mortes por toxicidade. Em conclus&#xE3;o, a dose densa de paclitaxel <em>versus</em> docetaxel ap&#xF3;s FEC como adjuvante da quimioterapia, resultou em uma taxa de SLD em 3 anos semelhante em mulheres com c&#xE2;ncer de mama precoce com linfonodo axiliar positivo. Devido ao seu perfil de toxicidade mais favor&#xE1;vel, o paclitaxel &#xE9; o taxano de escolha, neste cen&#xE1;rio.<sup>1</sup></p> <p>Foi avaliada a taxa de resposta patol&#xF3;gica completa (RPC) ap&#xF3;s a quimioterapia neoadjuvante com epirrubicina (E), ciclofosfamida (C) edocetaxel, com e sem a adi&#xE7;&#xE3;o de bevacizumab, em pacientes com c&#xE2;ncer de mama triplo negativo (CMTN).</p> <p>Pacientes com cT1c-4d CMTN n&#xE3;o tratados apresentaram um subconjunto estratificado de 1948 participantes da parte de pacientes com HER2-negativo do estudo GeparQuinto. Os pacientes foram randomizados para receber quatro ciclos de CE (90/600 mg/m<sup>2</sup> q3w) seguidos por quatro ciclos de docetaxel (100 mg/m<sup>2</sup>; q3w) com ou sem bevacizumab (15 mg/kg; q3w) adicionado &#xE0; quimioterapia. Os pacientes foram randomizados para quimioterapia sem (N = 340) ou com bevacizumab (N = 323). As taxas de RPC foram de 27,9% e 39,3%, sem e com bevacizumab (P = 0,003). De acordo com as defini&#xE7;&#xF5;es de RPC, a adi&#xE7;&#xE3;o de bevacizumab aumentou esta taxa a partir de 30,9% para 41,8% (P = 0,0040), 36,2% para 46,4% (P = 0,009) e de 32,9% para 43,3% (P = 0,007). O tratamento com bevacizumab (OR 1,73, intervalo de confian&#xE7;a de 95% (IC) 1,23-2,42; (P = 0,002), o estagio menor do c&#xE2;ncer (OR 2,38, IC 95% 1,24-4,54; P = 0,009) e os c&#xE2;nceres de grau 3 (OR 1,68, IC 95% 1,14-2,48; (P = 0,009) foram confirmados como preditores independentes de maior RPC pela analise de regress&#xE3;o log&#xED;stica multivariada.</p> <p>Foi conclu&#xED;do que a adi&#xE7;&#xE3;o de bevacizumab para quimioterapia de CMTN aumenta significativamente as taxas de RPC.<sup>2</sup></p> <h4>C&#xE2;ncer de mama &#x2013; CAF (ciclofosfamida, doxorrubicina e fluoroacil)</h4> <p>O uso combinado de 5-fluorouracil, metotrexato e citoxan tornou-se padr&#xE3;o de terapia combinada para tratamento de c&#xE2;ncer de mama metast&#xE1;tico nos &#xFA;ltimos anos e agora &#xE9; usado como terapia adjuvante em doen&#xE7;a prim&#xE1;ria. Tornou-se importante comparar a mais comum e sucedida terapia de combina&#xE7;&#xE3;o para c&#xE2;ncer de mama metast&#xE1;tico (citoxan, metotrexato e 5-fluorouracil (CMF)) com adriamicina em combina&#xE7;&#xE3;o. Assim, um ensaio cl&#xED;nico prospectivo randomizado de CMF foi realizado comparando este regime com cytoxan, adriamicina e 5-fluorouracil (CAF). Um estudo cl&#xED;nico prospectivo randomizado foi conduzido comparando a resposta cl&#xED;nica de 78 pacientes n&#xE3;o tratados anteriormente com c&#xE2;ncer de mama metast&#xE1;tico avan&#xE7;ado tratados com uma combina&#xE7;&#xE3;o de ciclofosfamida, metotrexato e 5-fluorouracil&amp;nbsp;(CMF) ou uma combina&#xE7;&#xE3;o de ciclofosfamida, adriamicina e 5-fluoracil (CAF). 62% dos pacientes que receberam CMF responderam ao tratamento em compara&#xE7;&#xE3;o com uma taxa de resposta de 82% para os pacientes que receberam CAF. Este estudo mostrou que CAF &#xE9; eficaz para indu&#xE7;&#xE3;o do regime para o c&#xE2;ncer de mama. Em adi&#xE7;&#xE3;o, este estudo mostrou que n&#xE3;o houve uma diferen&#xE7;a significativa na dura&#xE7;&#xE3;o da resposta para os dois regimes, CAF e CMF.<sup>3</sup></p> <h4>C&#xE2;ncer de mama - CMF (ciclofosfamida, metotrexateefluorouracil)</h4> <p>Prolongada quimioterapia c&#xED;clica combinada com ciclofosfamida, metotrexato e fluorouracil foi avaliada como tratamento adjuvante para mastectomia radical em c&#xE2;ncer de mama prim&#xE1;rio com linfonodos axilares positivos. Pacientes (N = 391) foram separados conforme a idade, n&#xFA;mero de linfonodos axilares comprometidos e tipo de mastectomia (convencional radical ou expandida). Os pacientes foram randomizados para receber CMF por 12 ciclos ou nenhum outro tratamento adicional. 386 pacientes (N = 386) foram considerados avali&#xE1;veis. An&#xE1;lises estat&#xED;sticas foram realizadas em propor&#xE7;&#xF5;es totais de falhas no tratamento e na distribui&#xE7;&#xE3;o do tempo de falhas do tratamento. Ap&#xF3;s 27 meses de estudo, falha de tratamento ocorreu em 24% dos 179 pacientes do grupo controle e em 5,3% das 207 mulheres que receberam terapia combinada (P inferior a 10<sup>-6</sup>), vantagem estat&#xED;stica significativa em todos os subgrupos de pacientes. Pacientes com 4 ou mais linfonodos positivos axilares apresentaram um maior percentual de reca&#xED;das do que aqueles com menor n&#xFA;mero de linfonodos. As novas manifesta&#xE7;&#xF5;es cl&#xED;nicas iniciais ocorreram em locais distantes em 81,5% dos pacientes com recidivas. Quimioterapia de longo prazo produziu uma toxicidade aceit&#xE1;vel, permitindo assim a administra&#xE7;&#xE3;o de um percentual elevado do medicamento. Os autores conclu&#xED;ram que os pacientes com c&#xE2;ncer de mama potencialmente cur&#xE1;veis e com linfonodos axilares positivos no momento da mastectomia mostram uma redu&#xE7;&#xE3;o estaticamente significativa na taxa de recorr&#xEA;ncia durante os primeiros 27 meses ap&#xF3;s a mastectomia radical quando tratados com quimioterapia de combina&#xE7;&#xE3;o c&#xED;clica prolongada. Atualmente, a vantagem do CMF aparece estaticamente evidente em todos os subgrupos de pacientes. Estes resultados devem ser considerados com cautela, uma vez que, atualmente os efeitos dessa terapia na sobrevida e poss&#xED;veis efeitos colaterais a longo prazo permaneceem desconhecidos.<sup>4</sup></p> <p>Terapia em combina&#xE7;&#xE3;o com ciclofosfamida, metotrexate e fluorouracil (CMF) foi comparada com ciclofosfamida, adiramicina e fluorouracil (CAF) como adjuvante &#xE0; mastectomia radical modificada em c&#xE2;ncer de mama prim&#xE1;rio oper&#xE1;vel com linfonodos axilares positivos. Pacientes que se submeteram &#xE0; mastectomia radical modificada foram &#xED;ncluidos neste estudo. A quimioterapia foi iniciada duas a quatro semanas ap&#xF3;s a mastectomia e continuou at&#xE9; 6 ciclos. Quarenta (N = 40) pacientes foram randomizados para terapia de CMF (N = 30) ou CAF (N = 10). Ap&#xF3;s 18 meses de estudo ocorreu falha de tratamento em 10% dos pacientes de cada grupo. As novas manifesta&#xE7;&#xF5;es cl&#xED;nicas ocorreram localmente em 75% e &#xE0; dist&#xE2;ncia em 25% dos pacientes com recidivas. Quimioterapia de longo prazo produziu uma toxicidade aceit&#xE1;vel, permitindo assim administra&#xE7;&#xE3;o de um elevado percentual da dosagem do medicamento. Este estudo indica que os regimes CMF e CAF t&#xEA;m efic&#xE1;cia e toxicidade compar&#xE1;veis em quimioterapia adjuvante &#xE0; cirurgia para c&#xE2;ncer de mama.<sup>5</sup></p> <p>O objetivo deste estudo foi determinar a efic&#xE1;cia relativa de doxorubicina <em>versus</em> metotrexato em combina&#xE7;&#xE3;o com ciclofosfamida intravenosa e 5-fluoracil (FAC <em>versus</em> CMF) como quimioterapia adjuvante para c&#xE2;ncer de mama oper&#xE1;vel. Durante um per&#xED;odo de 4 anos, 985 mulheres submetidas &#xE0; cirurgia curativa de c&#xE2;ncer de mama (T1&#x2013;3 N0&#x2013;2 M0, est&#xE1;gio I&#x2013;IIIA, UICC) de 9 hospitais foram estratificadas em rela&#xE7;&#xE3;o ao envolvimento de linfonodos axilares (linfonodos positivos <em>versus</em> linfonodos negativos) e randomizadas para receber FAC (500/50/500/m<sup>2</sup>) a cada 3 semanas durante 6 ciclos ou CMF (600/60/600/m<sup>2</sup>) a cada 3 semanas durante 6 ciclos. A intensidade relativa das doses de FAC e CMF foi de 87% e 85% das doses previstas, respectivamente. Dados n&#xE3;o ajustados indicaram uma tend&#xEA;ncia n&#xE3;o significativa para melhores resultados com FAC. No subgrupo prospectivamente formado por pacientes com linfonodos negativos, a sobrevida livre de doen&#xE7;a e sobrevida global foram estatisticamente superiores no bra&#xE7;o de tratamento com FAC (P = 0,041 e 0,034 respectivamente), mas esta vantagem n&#xE3;o foi vista no subgrupo dos pacientes com linfonodos positivos. Ajustando os dados para o tamanho do efeito do tratamento e poss&#xED;veis intera&#xE7;&#xF5;es (n&#xFA;mero de linfonodos positivos, tamanho do tumor e centro de tratamento), o risco relativo (RR) de recorr&#xEA;ncia da doen&#xE7;a e morte foram significativamente inferiores com o tratamento de FAC (RR 1.2, P = 0.03, e RR 1.3, P = 0.05, respectivamente). Este resultado deve-se principalmente &#xE0; diferen&#xE7;a observada na popula&#xE7;&#xE3;o de pacientes com linfonodos negativos. A toxicidade foi leve: FAC induziu mais alopecia, v&#xF4;mito, mucosite e cardiotoxicidade; &#xFA;ltima foi de preocupa&#xE7;&#xE3;o cl&#xED;nica, mas foi de baixa densidade e gerenci&#xE1;vel. CMF induziu mais conjuntivite e ganho de peso. N&#xE3;o houve mortes devido &#xE0; toxicidade de tratamento. Doxorubicina em combina&#xE7;&#xE3;o com dia 1, ciclofosfamida e 5-fluorouracil IV &#xE9; superior ao metatrexato em combina&#xE7;&#xE3;o com dia 1, ciclofosfamida e 5-fluorouracil IV como quimioterapia adjuvante para c&#xE2;ncer de mama oper&#xE1;vel. O efeito do tratamento &#xE9; particularmente evidente em pacientes com linfonodo negativo. Embora a toxicidade cl&#xED;nica de FAC seja maior do que a de CMF, os n&#xED;veis foram manej&#xE1;veis e clinicamente aceit&#xE1;veis.<sup>6</sup></p> <h4>C&#xE2;ncer de pulm&#xE3;o de pequenas c&#xE9;lulas</h4> <p>O n&#xFA;mero de pacientes idosos com c&#xE2;ncer de pulm&#xE3;o de pequenas c&#xE9;lulas (CPPC) t&#xEA;m aumentando com a crescente popula&#xE7;&#xE3;o geri&#xE1;trica. O objetivo deste estudo foi avaliar a seguran&#xE7;a e efic&#xE1;cia da quimioterapia padr&#xE3;o ou radioterapia em pacientes idosos com CPPC.</p> <p>Neste estudo retrospectivo, foram analisados dados de 126 pacientes com CPPC diagnosticados entre 1996 e 2005, comparando os resultados dos pacientes com menos de 70 anos e idosos com 70 anos ou mais, os quais foram tratados com etoposide e cisplatina (regime EP) e ciclofosfamida, adriamicina e vincristina (regime CAV). Pacientes com doen&#xE7;a limitada receberam radioterapia tor&#xE1;cica (RT) ap&#xF3;s a quimioterapia.</p> <p>As taxas globais de resposta (resposta completa + parcial) n&#xE3;o foram significativamente diferentes entre os pacientes dos grupos (69% <em>versus</em> 65%, P = 0,591). O tempo m&#xE9;dio de sobrevida foi de 13 meses para pacientes com 70 anos ou mais de idade (P = 0,263), com taxas de sobrevida de 2 a 5 anos de 37,8% e 8,2% <em>versus</em> 26,2% e 3,6%, respectivamente. Sobrevida livre de progress&#xE3;o da doen&#xE7;a em pacientes com 70 anos ou mais de idade foi semelhante ao de pacientes com menos de 70 anos (P = 0,445).</p> <p>Toxicidades hematol&#xF3;gicas graus 3 e 4 foram mais frequentes entre os idosos (leucopenia, 48% <em>versus</em> 31%, P = 0,49; neutropenia, 52%&amp;nbsp;<em>versus</em> 32%, P = 0,028; trombocitopenia, 38% <em>versus</em> 21%, P = 0,47).</p> <p>Em conclus&#xE3;o, apesar de terem mais toxicidades hematol&#xF3;gicas graves, os pacientes idosos com CPPC beneficiaram-se do regime EP e do regime de CAV com ou sem RT. S&#xE3;o necess&#xE1;rias novas investiga&#xE7;&#xF5;es sobre como diminuir a toxicidade hematol&#xF3;gica, principalmente em idosos. <sup>7</sup></p> <h4>Linfoma n&#xE3;o-Hodgkin</h4> <p>O aumento da intensidade da dose (ID) da quimioterapia para pacientes com Linfoma n&#xE3;o-Hodgkin (LNH) agressivo pode melhorar os resultados &#xE0; custa do aumento da toxicidade. Esta quest&#xE3;o foi abordada em um estudo randomizado com o objetivo de dobrar a ID de f&#xE1;rmacos mielossupressores. Entre 1994 e 1999, 250 pacientes n&#xE3;o tratados previamente com LNH agressivo foram selecionados para o tratamento com 6 ciclos padr&#xE3;o 3 vezes por semana (s) ou (i) a quimioterapia intensiva: s-CEOP-ciclofosfamida 750, epirrubicina 75, vincristina de 1,4 mg/m<sup>2</sup> todos no dia 1, e prednisolona 100 mg de 1-5 dias; i-CEOP 1500 ciclofosfamida, epirrubicina 150, vincristina de 1,4 mg/m<sup>2</sup> no dia 1, todos, prednisolona e 100 mg de 1-5 dias. O ponto final prim&#xE1;rio da sobrevida global (OS) foi de 5 anos. Relativa aos pacientes s-CEOP, doentes i-CEOP alcan&#xE7;ado um aumento de 78% no 01 da ciclofosfamida e epirrubicina. Apesar disso, n&#xE3;o houve diferen&#xE7;a significativa em nenhum desfecho: 5 anos de OS (56,7% i-CEOP; 55,1% s-CEOP; P = 0,80), 5 anos de sobrevida livre de progress&#xE3;o (PFS; 41% i-CEOP; 43 % s-CEOP; P = 0,73), o tempo de 5 anos at&#xE9; &#xE0; progress&#xE3;o (TTP; 44% IceOp; 47% s-CEOP; P = 0,72), ou remiss&#xE3;o completa (CR) + CR n&#xE3;o confirmados (CRU) taxas (53% i-CEOP; 59% sCEOP; P = 0,64). O acompanhamento &#xE0; longo prazo (10 anos) tamb&#xE9;m n&#xE3;o apresentaram diferen&#xE7;as significativas em OS, PFS, ou HP.O bra&#xE7;o i-CEOP teve maior taxa de neutropenia febril (70 <em>versus</em> 26%), hospitaliza&#xE7;&#xF5;es, utiliza&#xE7;&#xE3;o de produtos derivados do sangue, toxicidades hematol&#xF3;gicas e gastrointestinais, e menor qualidade de vida pontua&#xE7;&#xE3;o durante o tratamento, embora sem diferen&#xE7;as significativas de 6 meses mais tarde. No tratamento da LNH agressivo com prerituximab, aumentando-se 01 n&#xE3;o resultou em melhores resultados, enquanto, ao mesmo tempo, contribuir para o aumento da toxicidade. <sup>8</sup></p> <h4>Linfoma n&#xE3;o-Hodgkin - CHOP (ciclofosfamida, doxorubicina e cloridrato de prednisolona)</h4> <p>O objetivo do estudo foi comparar a efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a de um regime CHOP quinzenal constitu&#xED;do por ciclofosfamida (CPA), doxorrubicina (DOX), vincristina (VCR) e prednisolona (PSL), e a efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a do regime THPCOP quinzenal contendo pirarubicina (THP), uma antraciclina com menos cardiotoxicidade do que DOX.</p> <p>Um estudo prospectivo, randomizado de fase II com 80 pacientes (CHOP 40 receptoras ou THP-COP) com menos de 70 anos de idade com linfoma n&#xE3;o-Hodgkin (LNH) n&#xE3;o tratado previamente agressivo. Os regimes consistiram de DOX ou THP de 50 mg/m<sup>2</sup>, CPA 750 mg/m<sup>2</sup> VCR 1,4 mg/m<sup>2</sup>, e 100 mg PSL/corporal, administradas durante 5 dias a cada 2 semanas durante oito ciclos.</p> <p>N&#xE3;o foram encontras diferen&#xE7;as significativas nos fatores conhecidos de progn&#xF3;sticos entre os dois grupos. A taxa de remiss&#xE3;o completa foi de 72,5% (72,5% para CHOP e 72,5% para THP-COP). A taxa de sobrevida global em 5 anos foi de 49,2% (43,7% para CHOP e 54,0% para THP-COP). Quando os pacientes foram divididos em grupos com fatores de progn&#xF3;stico favor&#xE1;veis ou deficiente de acordo com o &#xED;ndice progn&#xF3;stico internacional, a sobrevida do primeiro grupo (G/LI) foi superior &#xE0; do grupo mais antigo (HI/H), independentemente do regime de quimioterapia (P &lt;0,001). Apesar da cardiotoxicidade de terceiro grau que ocorreu em um paciente no grupo CHOP, n&#xE3;o ocorreram rea&#xE7;&#xF5;es t&#xF3;xicas fatais em ambos os grupos. O THP-COP produziu resultados equivalentes aos de CHOP sobre efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a em pacientes com LNH agressivos com menos de 70 anos de idade.</p> <p>Embora ambos os regimes de tratamento foram eficazes naqueles pacientes com fatores progn&#xF3;sticos favor&#xE1;veis, o resultado n&#xE3;o foi satisfat&#xF3;rio para o tratamento de pessoas com fatores de mau progn&#xF3;stico. <sup>9</sup></p> <p>CHOP &#xE9; um regime de primeira gera&#xE7;&#xE3;o, a combina&#xE7;&#xE3;o de quimioterapia consistindo em ciclofosfamida, doxorrubicina, vincristina e prednisona apresenta taxa de cura de aproximadamente 30% em pacientes em est&#xE1;gios avan&#xE7;ados com linfoma n&#xE3;o-Hodgkin de grau intermedi&#xE1;rio ou de alto grau, em ensaios nacionais e em cooperativa do grupo. No entanto, estudos em institui&#xE7;&#xF5;es individuais sugeriram que 55 a 65% destes pacientes podem ser curados por regimes de terceira gera&#xE7;&#xE3;o, tais como os que consistem de metotrexato em dose baixa com leucovorina, bleomicina, doxorubicina, ciclofosfamida, vincristina e <a href=\"https://consultaremedios.com.br/dexametasona/bula\" target=\"_blank\">dexametasona</a> (m-BACOD); prednisona, doxorrubicina, ciclofosfamida, etoposido e seguido de citarabina, bleomicina, vincristina, metotrexato e com leucovorina (PROMACE-CytaBOM); e metotrexato com leucovorina, doxorrubicina, ciclofosfamida, vincristina, prednisona, bleomicina e (MACOP-B).</p> <p>Para fazer uma compara&#xE7;&#xE3;o v&#xE1;lida destes regimes, a Southwest Oncology Group e o Eastern Cooperative Oncology Group iniciaram um estudo prospectivo, randomizado de fase III. Os objetivos do estudo foram &#xE0; taxa de resposta, tempo de falha do tratamento, a sobrevida global e a incid&#xEA;ncia de toxicidade grave ou com risco de vida. A intensidade da dose foi calculada e analisada. Dos 1138 pacientes avaliados para inclus&#xE3;o no estudo, 899 foram eleg&#xED;veis. Cada grupo de tratamento tinha pelo menos 218 pacientes. Os fatores progn&#xF3;sticos conhecidos foram igualmente distribu&#xED;dos entre os grupos. N&#xE3;o houve diferen&#xE7;as significativas nas taxas de resposta parcial e completa nos grupos&amp;nbsp;tratados. Em tr&#xEA;s anos, 44% de todos os pacientes estavam vivos sem doen&#xE7;a; n&#xE3;o foram observadas diferen&#xE7;as significativas entre os grupos (41% dos grupos de CHOP e MACOP-B e 46% dos grupos M-BACOD e PROMACE-CytaBOM; P = 0,35). A sobrevida global em tr&#xEA;s anos foi de 52 (50% dos grupos PROMACE-CytaBOM e MACOP-B, 52% no grupo m-BACOD, e 54% no grupo CHOP; P = 0,90). N&#xE3;o houve nenhum subgrupo de pacientes em que a sobrevida foi melhorada por um regime de terceira gera&#xE7;&#xE3;o. Rea&#xE7;&#xF5;es t&#xF3;xicas fatais ocorreram em 1% do grupo CHOP, 3% do grupo PROMACE-CytaBOM, 5% do grupo m-BACOD, e 6% do grupo MACOP-B (P = 0,09).</p> <p>O regime CHOP permanece como melhor escolha para tratamento dispon&#xED;vel para pacientes com linfoma n&#xE3;o-Hodgkin em est&#xE1;gio avan&#xE7;ado de grau intermedi&#xE1;rio ou de alto grau. <sup>10</sup></p> <h4>Leucemia linfoc&#xED;tica cr&#xF4;nica</h4> <p>Terapia combinada com fludarabina tem atingido um aumento na popularidade para o tratamento de leucemia linfoc&#xED;tica cr&#xF4;nica (LLC). Entre as terapias, a combina&#xE7;&#xE3;o de fludarabina/ciclofosfamida (FC) &#xE9;, de longe, o melhor regime estudado. Os pacientes que recebem FC apresentaram taxa de resposta (TR) de 70% - 94% com 11% -34% taxa de remiss&#xE3;o completa (RC). Em pacientes n&#xE3;o tratados previamente para LLC, foram observados TR de 64% - 88% com 21% - 46% as taxas de RC. Os principais efeitos colaterais do FC s&#xE3;o mielotoxicidade e infec&#xE7;&#xF5;es; a maioria das complica&#xE7;&#xF5;es relatadas s&#xE3;o: febre de origem desconhecida, infec&#xE7;&#xF5;es do trato respirat&#xF3;rio superior, ou infec&#xE7;&#xE3;o por v&#xED;rus da herpes. H&#xE1; provavelmente uma correla&#xE7;&#xE3;o entre a dose mais elevada de ciclofosfamida (&gt; 750 mg/m<sup>2</sup> por ciclo de tratamento) e um aumento do n&#xFA;mero de complica&#xE7;&#xF5;es infecciosas graves. Resultados semelhantes foram relatados em rela&#xE7;&#xE3;o aos TR e efeitos colaterais da terapia combinada de fludarabina/epirrubicina. A combina&#xE7;&#xE3;o tripla de terapia combinada com fludarabina/ciclofosfamida/mitoxantrona e fludarabina com anti-CD20 (rituximab) ou anticorpo anti-CD52 (Campath-1H), pode at&#xE9; ser mais promissora, uma vez que, um n&#xFA;mero relevante de remiss&#xF5;es moleculares completas s&#xE3;o alcan&#xE7;adas com essas drogas. O papel preciso de combina&#xE7;&#xF5;es de fludarabina no &#xE2;mbito da estrat&#xE9;gia global de tratamento continua a ser determinado. A recomenda&#xE7;&#xE3;o atual &#xE9; utilizar estas combina&#xE7;&#xF5;es em casos com recidiva, enquanto a sua utiliza&#xE7;&#xE3;o na terapia de primeira linha deve ser investigada em protocolos cl&#xED;nicos. Assim, continua-se demonstrando se os pacientes com leucemia linfoc&#xED;tica cr&#xF4;nica atingem uma melhora da sobrevida global com quimioterapias combinadas. <sup>11</sup></p> <h4>Leucemia linfoc&#xED;tica cr&#xF4;nica - ciclofosfamida, vincristina e prednisona</h4> <p>O Grupo Cooperativo Espanhol de tratamento de hemopatias malignas (PETHEMA) realizou um ensaio cl&#xED;nico em pacientes com leucemia linfoc&#xED;tica cr&#xF4;nica avan&#xE7;ada (Fase C), com objetivo de investigar uma forma mais intensa de quimioterapia (por exemplo, COP (ciclofosfamida, vincristina e prednisona)) que seria mais eficaz do que a combina&#xE7;&#xE3;o padr&#xE3;o de CLR intermitente (clorambucil) e PDN (prednisona) no tratamento de pacientes.</p> <p>Noventa seis (n=96) pacientes com leucemia linfoc&#xED;tica cr&#xF4;nica (CLL) (Fase C: anemia e/ou trombocitopenia de origem n&#xE3;o imune) foram randomizados para receber clorambucil (CLR) (0,4 mg/kg por via oral, dia 6) mais prednisona (PDN) (60 mg/m<sup>2</sup> por via oral, dias 1-5) a cada 2 semanas ou ciclofosfamida (600 mg/m<sup>2</sup> por via intravenosa, dia 6A vincristina (1 mg/m* por via intravenosa, dia 6A e prednisona (60 mg/m<sup>2</sup> por via oral, dias 1-5) (COP) a cada m&#xEA;s, durante 5 meses. A remiss&#xE3;o completa (RC) foi definida com o desaparecimento total dos sinais e sintomas relacionados com a doen&#xE7;a. A remiss&#xE3;o parcial (PR) foi definida quando depois do tratamento, o quadro cl&#xED;nico tornou-se menos avan&#xE7;ado.</p> <p>Trinta (59%) respostas foram observadas (8% Cr) com CLR mais PDN e 14 (31%, 2% CR) com COP (P &lt;0,01). A sobrevida n&#xE3;o foi significativamente diferente entre os dois grupos. Pacientes previamente tratados tiveram um n&#xFA;mero mais baixo de respostas (11/35, 31%) do que aqueles sem tratamento pr&#xE9;vio (33/61, 54%) (P &lt;0,05). Pacientes que atingiram uma CR ou um bom PR tiveram taxa de sobrevida m&#xE9;dia n&#xE3;o atingida em rela&#xE7;&#xE3;o aqueles com PR deficiente (media 25,2 meses) ou aqueles que n&#xE3;o respondem ao tratamento (m&#xE9;dia de 11,5 meses) (P &lt;0,005).</p> <p>Os resultados relevantes obtidos no estudo s&#xE3;o (1) como indicado no protocolo, CLR mais PDN produziu um n&#xFA;mero maior de respostas do que o COP em pacientes com CLL avan&#xE7;ada; (2) em termos de sobrevida, n&#xE3;o foram encontradas diferen&#xE7;as estatisticamente significativas entre os pacientes tratados com CLR mais PDN e COP; (3) os pacientes previamente tratados responderam bem &#xE0; terapia em rela&#xE7;&#xE3;o aos pacientes que n&#xE3;o tiveram tratamento administrado anteriormente; (4) os pacientes que respondem &#xE0; terapia tiveram sobrevida mais longa em rela&#xE7;&#xE3;o aqueles que n&#xE3;o respondem; (5) a qualidade da resposta medida pelo est&#xE1;gio da doen&#xE7;a alcan&#xE7;ada ap&#xF3;s o tratamento parece ser importante na determina&#xE7;&#xE3;o da taxa de sobrevida dos pacientes. <sup>12</sup></p> <p>Durante 5 anos, a terapia com ciclofosfamida, vincristina, prednisona foi estudada em 18 pacientes com leucemia linf&#xE1;tica cr&#xF4;nica refrat&#xE1;ria avan&#xE7;ada. Detalhe do diagn&#xF3;stico: Diagn&#xF3;stico de CLL, linf&#xF3;citos perif&#xE9;ricos no sangue &gt; 15.000 c&#xE9;lulas uL, n&#xE3;o imput&#xE1;vel a uma doen&#xE7;a que n&#xE3;o &#xE9; CLL e uma medula &#xF3;ssea hipercelular com linf&#xF3;citos compreendendo &#x2265;50% das c&#xE9;lulas nucleadas no momento do diagn&#xF3;stico. Todos os pacientes receberam terapia pr&#xE9;via de agente de alquila&#xE7;&#xE3;o, quer isoladamente ou em combina&#xE7;&#xE3;o com corticosteroides.</p> <p>A quimioterapia foi administrada em intervalos de 3-4 semanas via IV ou ciclofosfamida oral (detalhes do regime: A ciclofosfamida administrada com 800 mg/m<sup>2</sup> no dia 1 de infus&#xE3;o ou /m<sup>2</sup> /dia por via oral em dose de 400 mg nos dias 1 - 5. Todos os pacientes receberam vincristina (2 mg IV, dia 1) e prednisona (60-100 mg/m<sup>2</sup> por via oral, dias 1-5, os ciclos foram repetidos em intervalos de 3 - 4 semanas). As respostas foram avaliadas utilizando crit&#xE9;rios baseados no melhoramento de linf&#xF3;citos perif&#xE9;ricos no sangue, linfadenopatias, hepatoesplenomegalia, n&#xED;veis de hemoglobina, contagem de plaquetas e os sintomas sist&#xEA;micos.</p> <p>Sessenta e sete porcento dos pacientes mostraram uma resposta cl&#xED;nica objetiva, enquanto 44% do grupo total obteve uma reposta cl&#xED;nica completa ou resposta parcial. A sobrevida m&#xE9;dia do diagn&#xF3;stico de CLL foi de 62 meses para todo o grupo, enquanto a sobrevida m&#xE9;dia desde o in&#xED;cio da CVP foi de 30 meses. Pacientes que atingiram uma resposta cl&#xED;nica completa ou uma resposta parcial tiveram uma sobrevida m&#xE9;dia de 37,5 meses, enquanto os pacientes n&#xE3;o responsivos tiveram uma taxa de sobrevida de 5 meses. Todos os pacientes que respondem as melhorias que foram evidentes durante o primeiro m&#xEA;s de tratamento. Oito pacientes tiveram o controle da doen&#xE7;a prolongada (dura&#xE7;&#xE3;o 1-4 anos), sem terapia de manuten&#xE7;&#xE3;o ou com terapia de manuten&#xE7;&#xE3;o CVP. Apesar do tratamento agressivo um grupo de pacientes exibir 89% de insufici&#xEA;ncia da medula &#xF3;ssea no pr&#xE9;-tratamento, foram observadas 2 mortes no tratamento, devido &#xE0; infec&#xE7;&#xE3;o. Caso contr&#xE1;rio, a toxicidade foi geralmente ligeira e revers&#xED;vel. De 11 pacientes trombocitop&#xEA;nicos, apenas quatro tiveram uma redu&#xE7;&#xE3;o ainda maior em sua contagem de plaquetas e nenhum paciente teve hemorragia grave. Sete dos 12 pacientes com <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/esplenomegalia/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">esplenomegalia</a> acentuada e citopenia conseguiram pelo menos uma remiss&#xE3;o parcial.</p> <p>CVP parece ser eficaz sem correr riscos desnecess&#xE1;rios para pacientes com leucemia linfoc&#xED;tica cr&#xF4;nica refrat&#xE1;ria e pode oferecer uma alternativa e para esplenectomia em pacientes selecionados.<sup> 13</sup></p> <h4>Leucemia linfobl&#xE1;stica aguda</h4> <p>Apesar da taxa de sobrevida global de quase 80% para leucemia linfobl&#xE1;stica aguda (LLA-T de c&#xE9;lulas T em pacientes pedi&#xE1;tricos, h&#xE1; um subconjunto de pacientes refrat&#xE1;rios para regimes de quimioterapia convencionais e que poderiam beneficiar-se de novas abordagens de tratamento. Ao longo do per&#xED;odo de 2 anos, foram tratados 5 pacientes pedi&#xE1;tricos refrat&#xE1;rios com LLA-T, com idade entre 3 a 15 anos, com altas doses de ciclofosfamida (CY) a uma dose de 2.100 mg/m<sup>2</sup>, durante 2 dias consecutivos, isoladamente (N = 1) ou em combina&#xE7;&#xE3;o com outros agentes de quimioterapia (N = 4). Quatro destes cinco pacientes tiveram uma redu&#xE7;&#xE3;o de 1,5 log na carga da doen&#xE7;a. Tr&#xEA;s dos cinco pacientes apresentaram qualquer evid&#xEA;ncia de doen&#xE7;a residual m&#xED;nima (DRM) depois de doses elevadas de CY. Um paciente desenvolveu&amp;nbsp;grau 4 transit&#xF3;rio e um paciente desenvolveu grau 3 tiflite. Todos os cinco pacientes, na &#xFA;ltima an&#xE1;lise procederam &#xE0; transplante de c&#xE9;lulastronco hematopo&#xE9;ticas, quando os n&#xED;veis DRM foram &lt;0,01%. Todos os pacientes com DRM persistente ap&#xF3;s o tratamento com quimioterapia convencional responderam a CY na dosagem aumentda. <sup>14</sup></p> <h4>Linfoma de Hodgkin</h4> <p>No per&#xED;odo de Outubro de 1999 e Maio de 2002, um estudo multic&#xEA;ntrico foi realizado para avaliar crian&#xE7;as e adolescentes com menos de 21 anos com linfoma de Hodgkin em est&#xE1;gio avan&#xE7;ado. Noventa e nove pacientes foram inclu&#xED;dos neste estudo, um paciente foi declarado ineleg&#xED;vel por causa da incapacidade de obter consentimento adequado.</p> <p>Os pacientes variaram na idade entre 4 a 20 anos (media de 14 anos). Os n&#xFA;meros de pacientes masculinos e femininos eram id&#xEA;nticos. 23 pacientes de fase II (23%), 17 de fase III (17%) e 58 de fase IV (59%). Oitenta pacientes (82%) apresentavam uma anterior massa mediastinal na entrada do estudo (51&#x2C2; um ter&#xE7;o do di&#xE2;metro intrator&#xE1;cica). A maioria dos pacientes apresentaram caracter&#xED;stica de alto risco, incluindo simtomas-B (70%), adenopatia hilar (73%), agregado nodal mais do que 10 cm (61%), e tr&#xEA;s ou mais regi&#xF5;es nodais (74%). Sessenta e quatro (63%) pacientes foram classificados com doen&#xE7;a em massa no momento do diagn&#xF3;stico. O resultado do estudo demonstrou que a intensifica&#xE7;&#xE3;o da dose de inicio com dose escalada BEACOPP n&#xE3;o &#xE9; apenas fact&#xED;vel, mas altamente eficaz em crian&#xE7;as e adolescentes com linfoma de Hodgkin em est&#xE1;gio avan&#xE7;ado. <sup>15</sup></p> <h4>Linfoma de Hodgkin &#x2013; COPP (ciclofosfamida, vincristina, procarbazina e prednisona)</h4> <p>Um estudo cooperativo entre v&#xE1;rios membros institucionais do Grupo Argentino para Tratamento da Leucemia Aguda (GATLA) foi realizado. Os efeitos foram os seguintes: 1) determinar se o regime de combina&#xE7;&#xE3;o de quatro drogas, ciclofosfamida, vincristina, procarbazina e prednisona (COPP), foram &#xFA;teis como tratamento de indu&#xE7;&#xE3;o para produzir uma taxa de remiss&#xE3;o completa mais elevada em pacientes com doen&#xE7;a de Hodgkin, linfossarcoma, e ret&#xED;culo-sarcoma de c&#xE9;lulas; 2) comparar a dura&#xE7;&#xE3;o da remiss&#xE3;o completa em pacientes com diferentes programas de manuten&#xE7;&#xE3;o e naqueles sem terapia adicional.</p> <p>Cento e noventa pacientes com doen&#xE7;a avan&#xE7;ada, linfossarcoma, ou sarcoma de c&#xE9;lulas do ret&#xED;culo ativo de Hodgkin foram tratados com uma combina&#xE7;&#xE3;o de ciclofosfamida, vincristina, procarbazina e prednisona (COPP), administrada de forma c&#xED;clica a cada m&#xEA;s. Os pacientes com expectativa de menos de 1 m&#xEA;s de vida foram exclu&#xED;dos. No entanto, os pacientes que tiveram quimioterapia ou radioterapia, incluindo o tratamento com um ou mais dos f&#xE1;rmacos utilizados no presente estudo, n&#xE3;o foram exclu&#xED;dos. A remiss&#xE3;o completa foi definida como aus&#xEA;ncia de qualquer evid&#xEA;ncia cl&#xED;nica de doen&#xE7;a. A remiss&#xE3;o parcial foi considerada como sendo redu&#xE7;&#xE3;o de mais do que a metade de qualquer massa de tumor mensur&#xE1;vel e a aus&#xEA;ncia de novas les&#xF5;es. Nenhuma resposta foi definida como evid&#xEA;ncia inequ&#xED;voca de persist&#xEA;ncia ou progress&#xE3;o do tumor.</p> <p>A remiss&#xE3;o completa foi produzida em 91 de 138 (66%) pacientes com doen&#xE7;a de Hodgkin e em 39 de 52 (75%) pacientes com linfoma n&#xE3;oHodgkin (linfossarcoma e sarcoma de c&#xE9;lulas reticulares). A taxa de resposta foi maior nos pacientes que completaram 6 ciclos de tratamento em compara&#xE7;&#xE3;o com aqueles que completaram apenas tr&#xEA;s a cinco ciclos: 77% <em>versus</em>. 45%, respectivamente, na doen&#xE7;a de Hodgkin, e 85% <em>versus</em> 46%, respectivamente, em linfoma n&#xE3;o-Hodgkin. A dura&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dia da remiss&#xE3;o foi maior nos pacientes com doen&#xE7;a de Hodgkin que completaram 6 ciclos (30 meses <em>versus</em> 10 meses). A dura&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dia da remiss&#xE3;o completa para o linfoma n&#xE3;o-Hodgkin foi de 14 meses. A resposta ao tratamento positivamente correlacionada com a taxa de sobrevida. O tempo m&#xE9;dio de sobrevida do in&#xED;cio do tratamento COPP para pacientes com doen&#xE7;a de Hodgkin foram de 7 meses para os que n&#xE3;o responderam, 14 meses para aqueles que alcan&#xE7;aram remiss&#xE3;o parcial, e mais de 48 meses para aqueles que atingiram a remiss&#xE3;o completa. Para os pacientes com linfoma n&#xE3;o-Hodgkin, o tempo m&#xE9;dio de sobrevida do in&#xED;cio do tratamento foi de 24 meses COPP para aqueles que n&#xE3;o responderam e aqueles que tiveram remiss&#xE3;o parcial, e mais de 32 meses para os alcan&#xE7;aram remiss&#xE3;o completa. Dos que responderam a taxa de remiss&#xE3;o completa com doen&#xE7;a de Hodgkin, 70% ainda est&#xE3;o vivos 84 meses ap&#xF3;s o diagn&#xF3;stico, e 63% dos pacientes com linfoma n&#xE3;o-Hodgkin est&#xE3;o vivos 48 meses ap&#xF3;s o diagn&#xF3;stico.</p> <p>O presente estudo foi realizado para determinar a efic&#xE1;cia da terapia combinada em associa&#xE7;&#xE3;o com quatro drogas de quimioterapicas (ciclofosfamida, vincristina, procarbazina e prednisona) (COPP) em pacientes com linfomas em fases tardias, com e sem tratamento pr&#xE9;vio. Considerando toda a popula&#xE7;&#xE3;o de paciente tratado com tr&#xEA;s ou mais ciclos, a remiss&#xE3;o completa foi alcan&#xE7;ada em 91 de 138 pacientes (66%) com doen&#xE7;a de Hodgkin e em 39 de 52 pacientes (75%) com linfoma n&#xE3;o-Hodgkin. Em pacientes que completaram 6 ciclos de tratamento COPP, as taxas de remiss&#xE3;o completa de resposta foram de 77% para aqueles com a doen&#xE7;a de Hodgkin e 85% para aqueles com linfoma n&#xE3;o-Hodgkin. As observa&#xE7;&#xF5;es no presente estudo demonstram que, 66% conclu&#xED;dos responderam a remiss&#xE3;o, 13% dos pacientes obtiveram remiss&#xE3;o completa somente ap&#xF3;s o sexto ciclo. Levando em conta esta constata&#xE7;&#xE3;o, &#xE9; importante ressaltar que o tratamento n&#xE3;o deve ser interrompido antes do sexto ciclo, mesmo que a remiss&#xE3;o ainda n&#xE3;o tinha sido obtida. Al&#xE9;m disso, este caso, dois ou mais ciclos seriam aconselh&#xE1;veis, ap&#xF3;s a conclus&#xE3;o do sexto ciclo. A quimioterapia pr&#xE9;via prejudicou a resposta. Por outro lado, a radioterapia anterior n&#xE3;o pareceu afetar a resposta. Pacientes com doen&#xE7;a avan&#xE7;ada e com sintomas generalizados tamb&#xE9;m mostraram uma resposta adversamente afetada. A dura&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dia completa da remiss&#xE3;o em pacientes com doen&#xE7;a de Hodgkin ap&#xF3;s 6 ciclos de tratamento COPP foi de 30 meses, em compara&#xE7;&#xE3;o com 10 meses em pacientes que completaram apenas tr&#xEA;s a cinco ciclos de COPP. A dura&#xE7;&#xE3;o da remiss&#xE3;o mantida no programa COPP, usando COPP a cada 3 meses, vinblastina a cada 15 dias, mais um ciclo de COPP a cada 6 meses, ou vinblastina isolada a cada 15 dias, foi semelhante ao do grupo com remiss&#xE3;o n&#xE3;o mantido. Existem duas grandes diferen&#xE7;as entre o COPP e programas COP. O programa incorpora COPP procarbazina, que n&#xE3;o est&#xE1; inclu&#xED;do no programa de COP. A procarbazina &#xE9; provavelmente t&#xE3;o eficaz como os agentes de alquila&#xE7;&#xE3;o ou alcal&#xF3;ides de vinca para a doen&#xE7;a de Hodgkin e pode ser fator importante na diferente dura&#xE7;&#xE3;o da remiss&#xE3;o. Al&#xE9;m disso, o esquema de administra&#xE7;&#xE3;o de ciclofosfamida e vincristina &#xE9; diferente: nos dias 1 e 7 no programa COPP e nos dias 1 e 14 de cada m&#xEA;s no programa COP. <sup>16</sup></p> <h4>C&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio</h4> <p>Estudo multic&#xEA;ntrico retrospectivo realizado para avaliar a efic&#xE1;cia e seguran&#xE7;a de quimioterapia metron&#xF4;mica com ciclofosfamida em pacientes com c&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio.</p> <p>A ciclofosfamida oral (Endoxan) foi administrada na dose de 50 mg por dia continuamente. A toxicidade e resposta ao tratamento foram avaliadas de acordo com os crit&#xE9;rios dos regimes VCI-CTC e RECIST. Tamb&#xE9;m foram avaliadas sobrevida livre de progress&#xE3;o da doenca (PFS &#x2013; <em>progression-free survival</em>) e sobrevida global (OS &#x2013; <em>overall survival</em>).</p> <p>Cinquenta e quantro pacientes foram analisados: 20 pacientes (37,0%) foram considerados principalmente platina refrat&#xE1;rio/resistente, enquanto 34 pacientes (63,0%) foram definidos como platina sens&#xED;vel; 79,6% dos pacientes tinham recebido &#x2265; 2 linha anteriores antes de iniciar o regime MOC. A taxa de resposta objetiva (ORR) foi de 20,4 %. 11 pacientes (20,4%) apresentaram doen&#xE7;a est&#xE1;vel e 8 deles tiveram uma dura&#xE7;&#xE3;o da resposta &#x2265;6 meses. Um total de 32 pacientes (59,2%) progrediu durante o tratamento. A m&#xE9;dia para PFS foi de 4 meses e a taxa de 12 meses foi de 19,6%; a m&#xE9;dia para OS foi de 13 meses e a taxa de OS de 12 meses foi de 51,5%.</p> <p>Pacientes responderam ao MOC, que mostrou ser mais favor&#xE1;vel que PFS (m&#xE9;dia = 17 meses) em compara&#xE7;&#xE3;o com pacientes com estabiliza&#xE7;&#xE3;o (m&#xE9;dia = 6 meses) ou progress&#xE3;o da doen&#xE7;a (m&#xE9;dia = 3 meses) (valor de P = 0.0001). A m&#xE9;dia de pacientes que responderam foi de 30 meses em compara&#xE7;&#xE3;o com 11 meses em casos de estabiliza&#xE7;&#xE3;o ou doen&#xE7;a com progress&#xE3;o (m&#xE9;dia de 8 meses) (P = P = 0,0001).</p> <p>Apenas um paciente apresentou grau 3 de anemia e 2 pacientes apresentaram toxicidade n&#xE3;o hematol&#xF3;gica de grau 3. Portanto, MOC pode fornecer uma alternativa v&#xE1;lida, em termos de rela&#xE7;&#xE3;o risco/beneficio no tratamento de pacientes tratado com ROC. <sup>17</sup></p> <h4>Neuroblastoma</h4> <p>Na presen&#xE7;a de fatores de risco cir&#xFA;rgicos (FRC), 6 sess&#xF5;es de quimioterapia alterando Carboplatina-Etoposideo e VincristinaCiclofosfamida-Doxorrubicina foram administradas, e a resse&#xE7;&#xE3;o cir&#xFA;rgica foi tentada ap&#xF3;s a quarta sess&#xE3;o. An&#xE1;lises de sobrevida foram realizadas utilizando uma abordagem de inten&#xE7;&#xE3;o de tratar. O principal objetivo era conseguir uma sobrevida de 5 anos acima de 80%. Das 191 crian&#xE7;as cadastradas, 160 foram avaliadas. Havia 62,5% com idade superior a 18 meses e 52,5% com histologia desfavor&#xE1;vel de acordo com a Classifica&#xE7;&#xE3;o Internacional de Neuroblastoma Patologia (CINP). A quimioterapia reduziu o n&#xFA;mero de FRCs em um ter&#xE7;o. A demora na cirurgia foi realizada em 86,3% dos pacientes e foi completa ou quase completa em 74%. O EFS 5 anos e OS foram 76,4% e 87,6%, respectivamente, com melhores resultados significativos para pacientes com menos de 18 meses ou com histologia favor&#xE1;vel. Essa estrat&#xE9;gia fornece resultados encorajadores em crian&#xE7;as maiores de 1 ano ou 12 meses com Neuroblastomas inoper&#xE1;veis localizada sem amplifica&#xE7;&#xE3;o MYCN. No entanto, em crian&#xE7;as com mais de 18 meses e com a histologia desfavor&#xE1;vel, &#xE9; recomendado um tratamento adicional.<sup> 18</sup></p> <h4>Formas severas e progressivas de nefrite l&#xFA;pica e granulomatose de Wegener</h4> <p>Os autores procuraram determinar, em primeiro lugar se pulso de metilprednisolona e pulso de ciclofosfamida tinham efic&#xE1;cia compar&#xE1;vel na gest&#xE3;o em longo prazo de nefrite l&#xFA;pica, segundo, se haviam diferen&#xE7;as na efic&#xE1;cia e toxicidade de cursos de curta e longa dura&#xE7;&#xE3;o com pulsos de ciclofosfamida.</p> <p>Sessenta e cinco pacientes (60 do sexo feminino, 5 do sexo masculino; faixa et&#xE1;ria intermedi&#xE1;ria 29 [10-48] anos) com nefrite l&#xFA;pica severa foram aleatoriamente selecionados para terapia de pulso mensal com metilprednisolona durante 6 meses (25 pacientes), terapia de pulso mensal com ciclofosfamida durante 6 meses (20 pacientes), ciclofosfamida mensalmente ou durante 6 meses seguidos trimestralmente por 2 anos adicionais (20 pacientes).</p> <p>Os pacientes foram distribu&#xED;dos aleatoriamente em um dos tr&#xEA;s grupos de tratamento (desenhado a partir de um conjunto de cart&#xF5;es marcados): a infus&#xE3;o intravenosa de 1.0 g/m<sup>2</sup> de metilprednisolona durante 30 minutos, inicialmente em tr&#xEA;s doses di&#xE1;rias, seguidas por doses &#xFA;nicas mensalmente durante 6 meses (25 pacientes), doses mensais individuais durante 6 meses de ciclofosfamida (0.5 - 1.0 g/m<sup>2</sup> administrada via infus&#xE3;o intravenosa durante 60 minutos (20 pacientes); doses &#xFA;nicas ou mensais durante 6 meses de ciclofosfamida, de acordo com o regime descrito acima, seguido por doses individuais trimestrais (0.5 - 1.0 g/m<sup>2</sup> ) por mais 2 anos (20 pacientes).</p> <p>Ciclofosfamida intravenosa foi seguida pela infus&#xE3;o de 2L/m<sup>2</sup> 0 - 45% de solu&#xE7;&#xE3;o salina durante 24 horas, os pacientes foram estimulados a urinar frequentemente, antiem&#xE9;ticos foram usados conforme a necessidade. A ciclofosfamida foi ajustada at&#xE9; um m&#xE1;ximo de 1.0 g/m<sup>2</sup>, se a contagem de leuc&#xF3;citos n&#xE3;o for abaixo de 1.500/microL at&#xE9; atingir os dias 10 - 14 ap&#xF3;s o tratamento. Detalhes da administra&#xE7;&#xE3;o da terapia de pulso foram publicados em outros estudos.</p> <p>Os pacientes tratados com terapia de pulso de metilprednisolona tiveram maior probabilidade de duplicar a <a href=\"https://consultaremedios.com.br/fitness/ganho-de-massa/proteinas/creatina/c\" target=\"_blank\">creatina</a> s&#xE9;rica do que aqueles tratados com ciclofosfamida a longo curso (p&lt;0.04). O risco de duplicar a creatinina n&#xE3;o foi significativamente diferente entre ciclofosfamida em curso de curta e longa dura&#xE7;&#xE3;o. No entanto os pacientes tratados com curso de curta dura&#xE7;&#xE3;o com ciclofosfamida tiveram uma probabilidade maior de exacerba&#xE7;&#xF5;es do que aqueles tratados com longo curso de ciclofosfamida (p&lt;0.01).</p> <p>Um curso prolongado de terapia com ciclofosfamida &#xE9; mais eficaz do que 6 meses de terapia com metilprednisolona na preserva&#xE7;&#xE3;o da fun&#xE7;&#xE3;o renal em pacientes com nefrite l&#xFA;pica grave. A adi&#xE7;&#xE3;o de um regime de manuten&#xE7;&#xE3;o trimestral para mensal de terapia com ciclofosfamida reduz a taxa de exacerba&#xE7;&#xF5;es. <sup>19</sup></p> <p>Os ensaios cl&#xED;nicos controlados em nefrite l&#xFA;pica demonstraram que a terapia com ciclofosfamida &#xE9; superior &#xE0; terapia de corticoster&#xF3;ide isolado. Os perfis de efic&#xE1;cia e de efeitos colaterais em longo prazo de regimes imunossupressores requerem mais estudos.</p> <p>Em um ensaio cl&#xED;nico randomizado e controlado com acompanhamento m&#xE9;dio de 11 anos, oitenta e dois (N = 82) pacientes com nefrite l&#xFA;pica proliferativa foram inclu&#xED;dos no centro clinico de &#x201C;National Institutes of Health, Bethesda, Maryland&#x201D; entre 1986 e 1990. A an&#xE1;lise inicial foi baseada nos dados coletados em 1 de maio de 1995. Os pacientes foram distribu&#xED;dos aleatoriamente para receber um dos tr&#xEA;s regimes: 1) metilprednisolona intravenosa 1 g/m<sup>2</sup> de &#xE1;rea de superf&#xED;cie corporal administrada como <em>bolus</em> mensalmente durante pelo menos 12 meses e at&#xE9; 36 meses; 2) ciclofosfamida intravenosa 1 g/m<sup>2</sup> da &#xE1;rea de superf&#xED;cie corporal, como <em>bolus</em> mensalmente durante 6 meses consecutivos e em seguida uma vez cada 3 meses durante pelo menos 24 meses adicionais, ou 3) terapia combinada destes dois regimes.</p> <p>Em uma an&#xE1;lise de sobrevida de inten&#xE7;&#xE3;o de tratar, a probabilidade de falha do tratamento foi significativamente menor em ciclofosfamida (P = 0,04) e terapia combinada (P = 0,002) em rela&#xE7;&#xE3;o ao grupo de metilprednisolona. A terapia combinada e terapia com ciclofosfamida isolada n&#xE3;o diferiram estatisticamente em termos de efic&#xE1;cia ou efeitos adversos. Dos pacientes que completaram o protocolo (N = 65), a propor&#xE7;&#xE3;o de pacientes que havia duplica&#xE7;&#xE3;o da concentra&#xE7;&#xE3;o da creatinina do soro era significativamente mais baixa no grupo de combina&#xE7;&#xE3;o do que no grupo de ciclofosfamida (risco relativo, 0,095 [IC de 95%, 0,01 para 0,842]).</p> <p>Com acompanhamento prolongado, a terapia com ciclofosfamida continuou a mostrar efic&#xE1;cia superior ao longo da terapia com metilprednisolona sozinho para o tratamento da nefrite l&#xFA;pica. A combina&#xE7;&#xE3;o da terapia de ciclofosfamida e metilprednisolona parecem fornecer benef&#xED;cio adicional ao longo da terapia com ciclofosfamida sozinho e n&#xE3;o confere risco adicional para eventos adversos. <sup>20</sup></p> <p>H&#xE1; incerteza sobre a efic&#xE1;cia e toxicidade da terapia de <em>bolus</em> com metilprednisolona ou da combina&#xE7;&#xE3;o de metilprednisolona e ciclofosfamida no tratamento de nefrite l&#xFA;pica. Objetivo: 1) determinar se a terapia intensiva de <em>bolus</em> com metilprednisolona &#xE9; um substituto adequado para a terapia de <em>bolus</em> com ciclofosfamida e 2) se a combina&#xE7;&#xE3;o de metilprednisolona e ciclofosfamida &#xE9; superior &#xE0; terapia de <em>bolus</em> com metilprednisolona ou ciclofosfamida isolada.</p> <p>Estudo cl&#xED;nico randomizado controlado com pelo menos 5 anos de follow-up. 82 pacientes com nefrite l&#xFA;pica que tiveram 10 ou mais hem&#xE1;cias por campo de alta pot&#xEA;ncia, elementos celularess, protein&#xFA;ria (&gt;1g de prote&#xED;na por dia), e uma amostra de bi&#xF3;psia renal apresentou nefrite proliferativa. Interven&#xE7;&#xF5;es: Terapia de <em>bolus</em> com metilprednisolona intravenosa (1 g/m<sup>2</sup> &#xE1;rea da superf&#xED;cie corp&#xF3;rea), administrada mensalmente em no m&#xED;nimo 1 ano, terapia de <em>bolus</em> com ciclofosfamida intravenosa (0.5 at&#xE9; 1 g/m<sup>2</sup> da superf&#xED;cie corp&#xF3;rea) administrada mensalmente por 6 meses e em seguida trimestralmente ou terapia de <em>bolus</em> com ambos metilprednisolona e ciclosfosfamida.</p> <p>Remiss&#xE3;o renal ocorreu em 17 de 20 pacientes do grupo de terapia combinada (85%), 13 de 21 pacientes no grupo ciclofosfamida (62%) e 7 de 24 pacientes do grupo de metilprednisolona (29%) (P &lt; 0.001). Vinte oito pacientes (43%) n&#xE3;o atingiram a remiss&#xE3;o renal. Pela an&#xE1;lise da tabela de vida, a probabilidade da remiss&#xE3;o durante um per&#xED;odo de estudo foi maior no grupo tratado com terapia combinada do que no grupo de metilprednisolona (P = 0.028). A terapia de combina&#xE7;&#xE3;o e terapia com ciclofosfamida n&#xE3;o foram estatisticamente diferentes. Rea&#xE7;&#xF5;es adversas foram amenorreia (observados em 41% do grupo de ciclofosfamida, 43% do grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o e 7,1% do grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o e 0% do grupo metilprednisolona), necrose vascular observada em 11% do grupo de ciclofosfamida, 18% do grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o, e 22% de grupo metilpredinisolona), herpes zoster (observada em 15% do grupo ciclofosfamida, 21% do grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o e 3,7% do grupo metilprednisolona) e no m&#xED;nimo uma infec&#xE7;&#xE3;o (observada em 26% do grupo ciclofosfamida, 32% grupo de terapia de combina&#xE7;&#xE3;o, e 7,4% do grupo de metilprednisolona).</p> <p>Terapia de <em>bolus</em> mensal com metilprednisolona foi menos eficaz do que a terapia de <em>bolus</em> mensal com ciclofosfamida. A tend&#xEA;ncia para uma maior efic&#xE1;cia com a terapia combinada foi observada. <sup>21</sup></p> <p>Estudo prospectivo das caracter&#xED;sticas cl&#xED;nicas, fisiopatologia, tratamento e progn&#xF3;sticos de granulomatose de Wegener.</p> <p>Dos 180 pacientes com granulomatoses de Wegener que se refere o &#x201C; National Institute of Allergy and Infectious Diseases&#x201D; durante os &#xFA;ltimos 24 anos, 158 foram acompanhados por 6 meses a 24 anos (um total de 1.229 pacientes por ano). O regime constituiu em dia, a terapia oral de ciclofosfamida, 2 mg/kg do peso corporal, prednisona, 1mg/kg de peso corp&#xF3;reo. Muitos pacientes com doen&#xE7;a fulminante e rapidamente progressiva recebem 3 a 5 mg/kg de ciclofosfamida diariamente.</p> <p>Homens e mulheres foram igualmente representados, 97% dos pacientes eram brancos e 85% tinham mais de 19 anos de idade. O per&#xED;odo m&#xE9;dio de acompanhamento foi de 8 anos, 133 pacientes (84%) receberam uma terapia padr&#xE3;o com ciclofosfamida di&#xE1;ria de baixa dose de glicocortic&#xF3;ides. Oito pacientes (5.0%) receberam apenas uma dose baixa de ciclofosfamida. Seis pacientes (4.0%) nunca receberam ciclofosfamida e foram tratados com outros agentes citot&#xF3;xicos e glicocorticoides. Dez pacientes (6.0 %) foram tratados apenas com glicocorticoides. 91 % dos pacientes apresentaram melhora acentuada, e 75% alcan&#xE7;aram a remiss&#xE3;o completa.</p> <p>50% das remiss&#xF5;es foram associadas com uma ou mais recidivas. Dos 99 pacientes acompanhados por &gt; 5 anos, 44% tiveram remiss&#xE3;o de &gt; 5 anos de dura&#xE7;&#xE3;o. 13% dos pacientes morreram com granulomatose de Wegener, causas relacionadas com o tratamento, ou ambos. Quase todos os pacientes tinham mobilidade grave caracter&#xED;sticas irrevers&#xED;veis da sua doen&#xE7;a (86%) ou efeitos colaterais do tratamento (42%).</p> <p>O curso da granulomatose de Wegener foi drasticamente melhorado por tratamento di&#xE1;rio com ciclofosfamida e glucocortic&#xF3;ides. No entanto, a morbidade da doen&#xE7;a relacionada com o tratamento muitas vezes &#xE9; profunda. Formas alternativas de terapia ainda n&#xE3;o atingiram as altas taxas de indu&#xE7;&#xE3;o da remiss&#xE3;o e manuten&#xE7;&#xE3;o de sucesso que foram relatadas com tratamento di&#xE1;rio de ciclofosfamida. Apesar do sucesso terap&#xEA;utico continuado com ciclofosfamida a longo prazo no acompanhamento de pacientes com granulomatose de Wegener, crescente preocupa&#xE7;&#xF5;es sobre a toxicidade resultante da terapia com ciclofosfamida prolongada surgiram e incentivaram ainvestiga&#xE7;&#xE3;o de outros regimes terap&#xEA;uticos.<sup> 22</sup></p> <p>O uso de agentes citot&#xF3;xicos em doen&#xE7;as n&#xE3;o neopl&#xE1;sicas ainda &#xE9; uma quest&#xE3;o de preocupa&#xE7;&#xE3;o em rela&#xE7;&#xE3;o aos efeitos colaterais de curto e longo prazo. &#xC9; importante avaliar e mostrar claramente tanto a efic&#xE1;cia do regime terap&#xEA;utico a longo prazo de segmento, bem como a ocorr&#xEA;ncia de efeitos secund&#xE1;rios t&#xF3;xicos observados ao longo de um per&#xED;odo prolongado.</p> <p>Oitenta e cinco pacientes com granulomatose de Wegener foram estudados por 21 anos no National Institutes of Health. Os pacientes foram tratados com um protocolo que consiste em ciclofosfamida, 2 mg/kg de peso corporal por dia, com prednisona 1 mg/kg de peso corporal por dia, seguido por convers&#xE3;o de prednisona para um regime de dias alternados.</p> <p>As remiss&#xF5;es completas foram obtidas em 79 de 85 pacientes (93%). A dura&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dia da remiss&#xE3;o para os pacientes que vivem foi de 48,2 (+/- 3,6) meses. Vinte e tr&#xEA;s pacientes ficaram fora da terapia durante um per&#xED;odo m&#xE9;dio de 35,3 (+/- 6,3) meses sem terapia.</p> <p>Esse estudo fornece uma experi&#xEA;ncia em perspectiva com granulomatose de Wegener e remiss&#xF5;es que demonstram a longo prazo que podem ser induzidas e mantidas em um n&#xFA;mero extremamente elevado de pacientes por combina&#xE7;&#xE3;o de terapia com ciclofosfamida e prednisona por dia, em dias alternados.<sup> 23</sup></p> <h4>C&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio avan&#xE7;ado</h4> <p>Objetivo do estudo foi verificar se a adi&#xE7;&#xE3;o de doxorrubicina poderia melhorar a efic&#xE1;cia da CDDP (cisplatina) + ciclofosfamida em termos de taxa de resposta, sobrevida livre de progress&#xE3;o e sobrevida de c&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio avan&#xE7;ado.</p> <p>Ap&#xF3;s cirurgia prim&#xE1;ria, 125 pacientes com c&#xE2;ncer epitelial de ov&#xE1;rio (Federa&#xE7;&#xE3;o Internacional de Ginecologia e Obstetr&#xED;cia [FIGO] Ic + Ilb + IUC = 22 pacientes, FIGO III = 82 pacientes, FIGO IV = 21 pacientes) foram separados aleatoriamente para receber PC (cisplatina 50 mg/m<sup>2</sup> + ciclofosfamida 600 mg/m<sup>2</sup> por dia durante 28 dias) ou PAC (PC + doxorubicina 45 mg/m<sup>2</sup>). Ap&#xF3;s 6 ciclos os pacientes foram submetidos clinicamente ou com doen&#xE7;a ressec&#xE1;vel residual livre de doen&#xE7;a &#xE0; segunda cirurgia. Ap&#xF3;s reestadiamento pacientes com resposta cir&#xFA;rgica completa (CR) interromperam o tratamento, enquanto os que responderam parcialmente (PR) receberam mais 6 cursos; pacientes cuja doen&#xE7;a progrediu foram exclu&#xED;dos do estudo.</p> <p>Entre os pacientes com doen&#xE7;a mensur&#xE1;vel, as seguintes respostas cl&#xED;nicas foram observadas: PC = 20% CR, 34,3% PR, 14,3% doen&#xE7;a est&#xE1;vel e progress&#xE3;o de 31,4%; PAC = 40,6% de CR, 15,6% PR 12,5% a doen&#xE7;a est&#xE1;vel, e 31,3% progress&#xE3;o. Nos 75 pacientes submetidos &#xE0; segunda an&#xE1;lise, os resultados obtidos foram os seguintes: PC = 39,5% CR, 36,8% PR, 7,9% doen&#xE7;a est&#xE1;vel, e 15,8% progress&#xE3;o; PAC = 62,2% de CR 18,9% PR, 10,8% doen&#xE7;a est&#xE1;vel, e 8,1% progress&#xE3;o. A diferen&#xE7;a na resposta completa cir&#xFA;rgica em favor do regime PAC &#xE9; significativa (P &lt;0,05). A sobrevida m&#xE9;dia e sobrevida livre de progress&#xE3;o foram de 800 e 400 dias, respectivamente, para PAC; sobrevida m&#xE9;dia e sobrevida livre de progress&#xE3;o foram de 680 e 380 dias, respectivamente, para PC. Estas diferen&#xE7;as n&#xE3;o s&#xE3;o significativas. A probabilidade de sobrevida foi afetada pelo est&#xE1;gio FIGO, quantidade de doen&#xE7;a residual, histologia, status de performance e a resposta em segundo estudo, enquanto nenhuma influ&#xEA;ncia foi observada de acordo com o grau de diferencia&#xE7;&#xE3;o do tumor e idade.</p> <p>Este estudo relata descobertas relevantes para o tratamento de cancer de ov&#xE1;rio. (1) A doxorrubicina &#xE9; uma droga eficaz que pode aumentar de forma significativa a taxa de CR cir&#xFA;rgica conseguida com CDDP e ciclofosfamida; a utilidade dos regimes contendo doxorrubicina foi descrita por outros autores.(2) Apesar de uma taxa mais elevada de CR, o regime PAC n&#xE3;o parece melhorar a sobrevida e sobrevida livre de progress&#xE3;o.(3) Uma vez que 21% dos nossos pacientes em CR cir&#xFA;rgica morrem de c&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio CR cir&#xFA;rgica ap&#xF3;s 6 ciclos de quimioterapia pode n&#xE3;o ser requisito suficiente para interromper o tratamento.(4) esquemas quimioter&#xE1;picos eficazes podem superar a import&#xE2;ncia de fatores progn&#xF3;sticos tais como a doen&#xE7;a residual volumosa e diferencia&#xE7;&#xE3;o tumoral deficiente. (5) O regime PAC parece ser equit&#xF3;xico com PC e &#xE9; adequado para administra&#xE7;&#xE3;o em n&#xED;vel ambulatorial. Finalmente, mesmo que nenhuma vantagem na sobrevida &#xE9; aparente at&#xE9; agora, acredita-se que o regime PAC &#xE9; mais eficaz para induzir CR cir&#xFA;rgica .<sup> 24</sup></p> <p>Quimioterapia em combina&#xE7;&#xE3;o que inclui um agente de alquila&#xE7;&#xE3;o e derivado de platina t&#xEA;m altas taxas de resposta em mulheres com c&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio avan&#xE7;ado. Tais combina&#xE7;&#xF5;es proporcionam um controle a longo prazo da doen&#xE7;a em alguns pacientes. Foram comparados duas combina&#xE7;&#xF5;es, cisplatina e ciclofosfamida e cisplatina e paclitaxel, em mulheres com c&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio.</p> <p>Foram distribu&#xED;das 410 mulheres com c&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio avan&#xE7;ado e massas residuais maiores do que 1 cm ap&#xF3;s a cirurgia inicial para receber cisplatina (75 mg/m<sup>2</sup> ASC) com ciclofosfamida (750 mg/m<sup>2</sup>) ou paclitaxel (135 mg /m<sup>2</sup> durante um per&#xED;odo de 24 horas).</p> <p>386 mulheres preencheram todos os crit&#xE9;rios de elegibilidade. Fatores progn&#xF3;sticos conhecidos foram semelhantes nos dois grupos de tratamento. Alopecia, neutropenia, febre e rea&#xE7;&#xF5;es al&#xE9;rgicas foram notificadas mais frequentemente no grupo cisplatina-paclitaxel. Entre 216 mulheres com doen&#xE7;a mensur&#xE1;vel, 73% no grupo de cisplatina e paclitaxel responderam &#xE0; terapia, em compara&#xE7;&#xE3;o com 60% no grupo de cisplatina e ciclofosfamida (P = 0,01). A frequ&#xEA;ncia de resposta completa foi verificada cirurgicamente semelhante nos dois grupos. Sobrevida livre de progress&#xE3;o foi significativamente maior (P &lt;0,001) no grupo de cisplatina-paclitaxel e no grupo de cisplatina e ciclofosfamida (m&#xE9;dia, 18 <em>versus</em> 13 meses). A sobrevida foi tamb&#xE9;m significativamente mais longa (P &lt;0,001) no grupo de cisplatina e paclitaxel (m&#xE9;dia 38 <em>versus</em> 24 meses).</p> <p>Incorporando paclitaxel em terapia de primeira linha melhora a dura&#xE7;&#xE3;o de sobreviv&#xEA;ncia livre de progress&#xE3;o e de sobreviv&#xEA;ncia global em mulheres com c&#xE2;ncer de ov&#xE1;rio est&#xE1;gio III e IV incompletamente ressecado. <sup>25</sup></p> <h4>Indu&#xE7;&#xE3;o de remiss&#xE3;o em plasmacitoma - VBMCP (vincristina, carmustina, melfalano, ciclofosfamida e prednisona)</h4> <p>Um estudo controlado randomizado para testar a hip&#xF3;tese de terapia inicial agressiva utilizando doses elevadas de ciclofosfamida e alfa-2- interferon pode ser superior &#xE0; combina&#xE7;&#xE3;o padr&#xE3;o de agente de alquila&#xE7;&#xE3;o de regimes no tratamento de mieloma recentemente diagnosticada. Eastern Cooperative Oncology Group Study selecionou 268 pacientes n&#xE3;o tratados previamente com mieloma m&#xFA;ltiplo ativo randomizados para vincristina, carmustina (BCNU), melfalano, ciclofosfamida e prednisona (VBMCP) ou VBMCP mais doses elevadas de ciclofosfamida (HiCy) e interferon &#x3B1;2&#x3B2; recombinante (IFN).</p> <p>A resposta objetiva global foi de 62% no regime de VBMCP e 68% no VBMCP + HiCy grupo + IFN. A resposta quase completa (NCR) e resposta completa (CR) taxas foram 8,1% e 8,9%, respectivamente. Sobrevida livre de progress&#xE3;o (PFS) foi de 22,1 e 25,3 meses, respectivamente. A sobrevida global m&#xE9;dia (OS) para os pacientes tratados com VBMCP foi de 37,1 meses e 41,3 meses para aqueles tratados com VBMCP + HiCy + IFN (P = 0,38). As taxas de sobrevida global em 5 anos n&#xE3;o foram significativamente diferentes entre os 2 bra&#xE7;os do estudo, 26,4% e 33%, respectivamente. Toxicidade letal ocorreu em 15 pacientes, incluindo 10 a partir de infec&#xE7;&#xE3;o, mas n&#xE3;o houve diferen&#xE7;a significativa em toxicidades letais entre os dois regimes.</p> <p>O estudo demonstrou um beneficio significativo com adi&#xE7;&#xE3;o de alta dose de ciclofosfamifa e alfa-2 interferon ao VCMCP. <sup>26</sup></p> <p>O Eastern Cooperative Oncology Group (ECOG) realizou uma fase de compara&#xE7;&#xE3;o III de melfalano e prednisona (MP) com vincristina, carmustina (BCNU), melfalano, ciclofosfamida e prednisona (VBMCP), em uma tentativa de determinar qual destes regimes deve ser o padr&#xE3;o para tratamento mieloma m&#xFA;ltiplo.</p> <p>479 pacientes n&#xE3;o tratados previamente com mieloma m&#xFA;ltiplo de 23 institui&#xE7;&#xF5;es ECOG foram inscritos. O tratamento foi atribu&#xED;do de forma aleat&#xF3;ria e consistiu em ciclos de 4 semanas de MP-semana ou 5 ciclos de VBCMP. Ap&#xF3;s 1 ano de terapia de indu&#xE7;&#xE3;o, os pacientes receberam manuten&#xE7;&#xE3;o de MP ou terapia VBMCP em intervalos de 6 e 8 semanas, respectivamente, at&#xE9; reca&#xED;da. Os pacientes que apresentaram falha no tratamento com MP eram eleg&#xED;veis para a terapia de crossover com terapia VBMCP em intervalos de 6 e 8 semanas, respectivamente, at&#xE9; reca&#xED;da. Os pacientes que apresentaram falhas durante o tratamento com MP foram eleg&#xED;veis para a terapia de crossover com VBMCP.</p> <p>Respostas objetivas foram obtidas em 51% dos pacientes que receberam MP, em compara&#xE7;&#xE3;o com 72% dos pacientes que receberam VBMCP (P &lt;0,001). A dura&#xE7;&#xE3;o da resposta tamb&#xE9;m foi superior com VBMCP (m&#xE9;dia, 18 meses com MP <em>versus</em> 24 meses com VB MC P ; P = 0,007). A sobrevida global n&#xE3;o foi significativamente diferente entre MP e VBMCP (P = 0,30). A sobrevida em 5 anos para VBMCP foi de 26%, em compara&#xE7;&#xE3;o com 19% para o MP. VBMCP foi associado com n&#xE1;usea, toxicidade do nervo perif&#xE9;rico, alopecia e neutropenia, mas a taxa de infec&#xE7;&#xE3;o foi igual &#xE0; observada com MP. Ambos os regimes geralmente foram bem tolerados. A principal exce&#xE7;&#xE3;o foi em pacientes idosos que foram confinados &#xE0; cama, tiveram um risco maior de morte com VBMCP. Os dois regimes produziram uma incid&#xEA;ncia semelhante de s&#xED;ndrome mielodispl&#xE1;sica secund&#xE1;ria tarde e leucemia aguda. VBMCP Crossover para pacientes que n&#xE3;o responderam com MP foi apenas minimamente eficaz, com uma taxa de resposta objetiva de 20% e sobrevida m&#xE9;dia de 11 meses ap&#xF3;s o crossover.</p> <p>VBMCP &#xE9; mais eficaz do que MP em produzir e sustentar a remiss&#xE3;o do mieloma m&#xFA;ltiplo. Est&#xE1; associado com uma vantagem de sobrevida marginal e uma maior probabilidade de sobrevida de aproximadamente 5 anos para os pacientes que conseguem tolerar quimioterapia de combina&#xE7;&#xE3;o intensa moderadamente. C&#xE2;ncer 1997; 79: 1561-7. <sup>27</sup></p> <p>Resultados de um estudo prospectivo randomizado realizado pela Intergroupe Francais du Mye&apos;lome (IFM 90) suportam a terapia de c&#xE9;lulas com altas doses hematopoi&#xE9;ticas aut&#xF3;logas (HDT),com aumento de taxas de resposta completa observadas, sobrevida livre de progress&#xE3;o (PFS) e sobrevida global (OS) estendidas em compara&#xE7;&#xE3;o com as terapias de dose padr&#xE3;o (SDT) para pacientes com mieloma m&#xFA;ltiplo (MM).</p> <p>Em 1993 tr&#xEA;s grupos cooperativos da Am&#xE9;rica do Norte iniciaram um estudo prospectivo randomizado (S9321) comparando HDT (melfalano [MEL] 140 mg/m<sup>2</sup> mais irradia&#xE7;&#xE3;o total do corpo 12 Gy) com SDT usando a vincristina, carmustina, MEL, ciclofosfamida e regime de prednisona. Respondedores em ambos os bra&#xE7;os (&#x2265; 75%) foram aleatoriamente selecionados para interferon (IFN) ou nenhum tratamento de manuten&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>No per&#xED;odo m&#xE9;dio de acompanhamento de 76 meses, n&#xE3;o foram observadas diferen&#xE7;as nas taxas de resposta entre os 2 bra&#xE7;os do estudo (HDT, N = 261 pacientes; SDT, N = 255 pacientes). Desta forma, PFS e dura&#xE7;&#xF5;es de OS n&#xE3;o diferiram entre o HDT e bra&#xE7;os SDT, com estimativas de PFS, de 17% e 16%, de 7 anos, respectivamente, e OS de 37% e 42%, respectivamente. Dos 242 pacientes que alcan&#xE7;aram redu&#xE7;&#xE3;o do tumor, pelo menos em 75%, n&#xE3;o foram observadas nenhuma diferen&#xE7;a em PFS ou OS entre os 121 pacientes aleatoriamente randomizados para IFN e 121 pacientes aleatoriamente selecionados para nenhuma terapia de manuten&#xE7;&#xE3;o. Entre 157 pacientes reincidentes no SDT, 87 receberam um autotransplante de salvamento; seu tempo m&#xE9;dio de sobrevida de 30 meses foi apenas um pouco melhor do que o tempo de sobrevida dos pacientes restantes que foram geridos com mais SDT (23 meses; P = 0,13).</p> <p>Os regimes HDT e SDT utilizados em S9321 produziram tempo de dura&#xE7;&#xE3;o compar&#xE1;veis de PFS e OS de. Terapia de manuten&#xE7;&#xE3;o IFN n&#xE3;o beneficiou os pacientes que conseguiram &#x2265; 75% de redu&#xE7;&#xE3;o do tumor em cada bra&#xE7;o. <sup>28</sup></p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. 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Untch &amp; G. von Minckwitz, on behalf of the German Breast Group Investigators; Neoadjuvant bevacizumab and anthracycline &#x2013; taxane-based chemotherapy in 678 triple-negative primary breast cancers; results from the geparquinto study (GBG44);Annals of Oncology; 2013; Volume 24: 2978-2984.<br> 3. Joan M. Bull, MD, Douglass C. Tormey, MD, PhD, Shou-Hua Li, PhD, Paulo P, Carbone, MD, Geofrey Falkson, MD, Johannes B lom, MD, Elliot Perlin, MD, AND Richard Simon, PhD; A randomized comparative trial of Adriamycin versus methotrexate in combination drug therapy; American Cancer Society; 1978; Volume 41: 1649-1657.<br> 4. 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Este taut&#xF4;mero submete-se a convers&#xE3;o enzim&#xE1;tica para metab&#xF3;litos ativos e inativos (em particular, a mostarda de fosfaramida e acrole&#xED;na).</p> <p>O efeito citot&#xF3;xico de ciclofosfamida &#xE9; devido &#xE0; intera&#xE7;&#xE3;o de seus metab&#xF3;litos alquilantes e o DNA. A alquila&#xE7;&#xE3;o resulta em fraturas na fita e cross-linking do DNA. Durante o ciclo celular, a passagem pela fase G2 &#xE9; retardada. Os efeitos citot&#xF3;xicos n&#xE3;o s&#xE3;o espec&#xED;ficos para a fase do&amp;nbsp;ciclo celular. Acrole&#xED;na n&#xE3;o tem qualquer atividade antineopl&#xE1;sica, mas &#xE9; respons&#xE1;vel pelos efeitos colaterais urot&#xF3;xicos. O efeito imunossupressor de ciclofosfamida est&#xE1; sendo discutindo.</p> <p>A resist&#xEA;ncia cruzada, principalmente com agentes antineopl&#xE1;sicos estruturalmente relacionados com a <a href=\"https://consultaremedios.com.br/ifosfamida/bula\" target=\"_blank\">ifosfamida</a>, mas tamb&#xE9;m com outros agentes alquilantes, n&#xE3;o pode ser exclu&#xED;da.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <p>Os n&#xED;veis sangu&#xED;neos ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o intravenosa e administra&#xE7;&#xE3;o por via oral s&#xE3;o bioequivalentes.</p> <h4>Absor&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>A ciclofosfamida &#xE9; completamente absorvida a partir do trato gastrointestinal. Em seres humanos, a concentra&#xE7;&#xE3;o no plasma da subst&#xE2;ncia e de seus metab&#xF3;litos cai drasticamente dentro de 24 horas ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o intravenosa &#xFA;nica de ciclofosfamida marcada radioativamente, em que as concentra&#xE7;&#xF5;es plasm&#xE1;ticas detect&#xE1;veis podem estar presentes por at&#xE9; 72 horas.</p> <h4>Metabolismo</h4> <p>Sob condi&#xE7;&#xF5;es <em>in vitro</em>, a ciclofosfamida &#xE9; inativa. A bioativa&#xE7;&#xE3;o s&#xF3; ocorre no organismo. Pacientes com insufici&#xEA;ncia hep&#xE1;tica t&#xEA;m atraso no metabolismo de ciclofosfamida. Em casos patologicamente com diminui&#xE7;&#xE3;o da atividade da colinesterase, existe, por conseguinte, um aumento da meia-vida no soro. A ciclofosfamida foi detectada no l&#xED;quido cefalorraquidiano e no leite materno. A ciclofosfamida e seus metab&#xF3;litos ultrapassam a barreira placent&#xE1;ria.</p> <h4>Elimina&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>A ciclofosfamida tem uma meia-vida de aproximadamente 7 horas em adultos e aproximadamente 4 horas em crian&#xE7;as. A ciclofosfamida n&#xE3;o sofre nenhuma liga&#xE7;&#xE3;o de prote&#xED;na significativa. No entanto, a taxa de liga&#xE7;&#xE3;o de prote&#xED;na plasm&#xE1;tica dos seus metab&#xF3;litos &#xE9; de aproximadamente 50%. A ciclofosfamida e seus metab&#xF3;litos s&#xE3;o excretados principalmente por via renal. A modifica&#xE7;&#xE3;o da dose est&#xE1; indicada em pacientes com insufici&#xEA;ncia renal. Uma recomenda&#xE7;&#xE3;o comum &#xE9; a redu&#xE7;&#xE3;o da dose de 50%, na presen&#xE7;a de uma taxa de filtra&#xE7;&#xE3;o glomerular inferior a 10 ml/min.</p> <p>Uma redu&#xE7;&#xE3;o da dose de at&#xE9; 25% &#xE9; recomendada na presen&#xE7;a dos n&#xED;veis s&#xE9;ricos de bilirrubina no soro entre 3,1 e 5 mg/ml.</p> <h3>Rela&#xE7;&#xF5;es de farmacocin&#xE9;tica/farmacodin&#xE2;mica</h3> <p>Ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o intravenosa de dose elevada no contexto de transplante de medula &#xF3;ssea alog&#xEA;nica, a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica de ciclofosfamida nativa apresenta uma cin&#xE9;tica de primeira ordem linear. Um aumento da dose intra individual pelo fator 8 n&#xE3;o altera os par&#xE2;metros farmacocin&#xE9;ticos para ciclofosfamida ativa, menos de 15% da dose administrada &#xE9; excretada na forma inalterada atrav&#xE9;s da urina.</p> <p>No entanto, em compara&#xE7;&#xE3;o com uma terapia de ciclofosfamida convencional os metabolitos inativos s&#xE3;o aumentados, o que indica a satura&#xE7;&#xE3;o dos sistemas de enzimas de ativa&#xE7;&#xE3;o, mas n&#xE3;o os passos que levam a metaboliza&#xE7;&#xE3;o dos metab&#xF3;litos inativos.</p> <p>Durante o curso de uma terapia de doses elevadas de ciclofosfamida de v&#xE1;rios dias, as &#xE1;reas sob a curva de diminui&#xE7;&#xE3;o da subst&#xE2;ncia m&#xE3;e &#xE9; suscept&#xED;vel de tempo de concentra&#xE7;&#xE3;o no plasma devido &#xE0; autoindu&#xE7;&#xE3;o da atividade de metaboliza&#xE7;&#xE3;o de microssomas.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Genuxal Injetável?

Conservar o produto em temperatura inferior a 25°C. Proteger da luz e umidade. Desde que respeitados os cuidados de armazenamento o medicamento apresenta uma validade de 36 meses a contar da data de sua fabricação.

A solução reconstituída deve ser utilizada o mais rapidamente possível. Caso não seja utilizada, após a reconstituição com solução de cloreto de sódio 0,9% ou solução de glicose 5%, a solução reconstituída permanece estável por 24 horas, sob refrigeração.

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Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Após o preparo, válido por 24 horas, sob refrigeração.

Aspectos físicos

O Genuxal é apresentado em pó branco e cristalino. Depois de preparada, a solução resultante deverá apresentar-se absolutamente límpida.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Fontes consultadas

  • <li><em>Bula do Profissional do Medicamento Genuxal.</em></li>

Dizeres Legais do Genuxal Injetável

Reg. MS nº 1.0683.0168.

Farm. Resp.:
Cintia Priscilla Guedes.
CRF-SP 62.366.

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