Besins Vagifem

10mcg, caixa com 18 aplicadores preenchidos com comprimidos revestidos de uso vaginal

Princípio ativo
:
Estradiol
Classe Terapêutica
:
Estrógenos Excluindo G3a, G3e, G3f
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Venda Sob Prescrição Médica)
Categoria
:
Fitoterápico
Especialidade
:
Ginecologia

Bula do medicamento

Vagifem, para o que é indicado e para o que serve?

Vagifem® é destinado ao tratamento de atrofia vaginal devido à deficiência de estrógenos em mulheres na pós-menopausa.

Quais as contraindicações do Vagifem?

Você não deve utilizar Vagifem® nas seguintes condições:

  • <li>Se voc&#xEA; tem, teve ou suspeita que tem <a href="https://consultaremedios.com.br/cancer/mama/c" target="_blank">c&#xE2;ncer de mama</a>;</li> <li>Se voc&#xEA; tem, teve ou suspeita que tem <a href="https://consultaremedios.com.br/cancer/c" target="_blank">c&#xE2;ncer</a> sens&#xED;vel a estrog&#xEA;nio, tal como c&#xE2;ncer na parede interna do &#xFA;tero (endom&#xE9;trio);</li> <li>Se voc&#xEA; tem sangramento vaginal sem causa definida;</li> <li>Se voc&#xEA; tem crescimento excessivo da parede interna do &#xFA;tero (hiperplasia endometrial) n&#xE3;o tratada;</li> <li>Se voc&#xEA; tem ou teve um co&#xE1;gulo em algum vaso sangu&#xED;neo (<a href="https://minutosaudavel.com.br/trombose/" rel="noopener" target="_blank">trombose</a>), como nas pernas (trombose venosa profunda) ou pulm&#xF5;es (<a href="https://consultaremedios.com.br/aparelho-respiratorio/embolia-pulmonar/c" target="_blank">embolia pulmonar</a>);</li> <li>Se voc&#xEA; tem uma desordem trombol&#xED;tica (ex.: defici&#xEA;ncia de prote&#xED;na C, prote&#xED;na S ou antitrombina);</li> <li>Se voc&#xEA; tem ou teve recentemente uma doen&#xE7;a causada por co&#xE1;gulos nas art&#xE9;rias, tais como <a href="https://consultaremedios.com.br/sistema-cardiovascular-circulacao/angina/c" target="_blank">angina</a>, derrame ou ataque do cora&#xE7;&#xE3;o;</li> <li>Se&amp;nbsp;voc&#xEA; tem ou se teve uma doen&#xE7;a do <a href="https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/figado/c" target="_blank">f&#xED;gado</a> e seus valores de fun&#xE7;&#xE3;o hep&#xE1;tica nos testes ainda n&#xE3;o retornaram ao normal;</li> <li>Se &#xE9; al&#xE9;rgica (hipersens&#xED;vel) ao componente ativo ou a qualquer um dos excipientes;</li> <li>Se voc&#xEA; tem uma doen&#xE7;a rara do sangue chamada &#x201C;porfiria&#x201D; que pode ser de origem heredit&#xE1;ria.</li>

Este medicamento é contraindicado para uso por lactantes.

Como usar o Vagifem?

Vagifem® é administrado de forma intravaginal, como terapia local de estrogênio com uso de aplicador.

{"tag":"ol","value":" <li>Rasgue uma &#xFA;nica embalagem do blister.<br> <img alt=\"\" src=\"https://uploads.consultaremedios.com.br/ckeditor_assets/pictures/5f85a80e4c5f470022a806ab/original_1.JPG?1602594830\" style=\"height:210px; width:212px\"> </img></br></li> <li>Rasgue uma &#xFA;nica embalagem do blister.</li> <li>Abra a extremidade do &#xEA;mbolo, como mostrado na figura.<br> <img alt=\"\" src=\"https://uploads.consultaremedios.com.br/ckeditor_assets/pictures/5f85a81f4c5f470022a806ae/original_2.JPG?1602594847\" style=\"height:215px; width:212px\"> </img></br></li> <li>Introduza o aplicador cuidadosamente na vagina.<br> <img alt=\"\" src=\"https://uploads.consultaremedios.com.br/ckeditor_assets/pictures/5f85a8834c5f47002ca806d4/original_3.JPG?1602594947\" style=\"height:321px; width:216px\"> </img></br></li> <li>Pare quando puder sentir alguma resist&#xEA;ncia (8 a 10 cm).</li> <li>Para liberar o comprimido, pressione suavemente o bot&#xE3;o at&#xE9; sentir um clique.</li> <li>O comprimido ir&#xE1;, imediatamente, aderir na parede da vagina. N&#xE3;o cair&#xE1; se voc&#xEA; ficar de p&#xE9; ou andar.</li> <li>Retire o aplicador e jogue-o fora.<br> <img alt=\"\" src=\"https://uploads.consultaremedios.com.br/ckeditor_assets/pictures/5f85a89e4c5f47002ca806d5/original_4.JPG?1602594974\" style=\"height:219px; width:220px\"> </img></br></li> "}

Posologia da&nbsp;Vagifem

{"tag":"hr","value":" <h3>Dose inicial</h3> <ul> <li>Um comprimido vaginal de 10 mcg diariamente por 2 semanas.</li> </ul> <h3>Dose de manuten&#xE7;&#xE3;o</h3> <ul> <li>Um comprimido vaginal duas vezes por semana.</li> </ul> <p>O tratamento pode ser iniciado em qualquer dia, que seja conveniente.</p> <p>Para o in&#xED;cio e continuidade do tratamento de sintomas da p&#xF3;s-menopausa, deve-se utilizar a m&#xED;nima dose eficaz, pelo per&#xED;odo mais curto.</p> <p>Vagifem<sup>&#xAE;</sup> &#xE9; uma terapia vaginal local e em mulheres com um &#xFA;tero intacto, n&#xE3;o &#xE9; necess&#xE1;rio tratamento progestag&#xEA;nico (tratamento com horm&#xF4;nio do tipo progest&#xE1;geno) adicional.</p> <p>Vagifem<sup>&#xAE; </sup>pode ser utilizado em mulheres com ou sem &#xFA;tero intacto. Infec&#xE7;&#xF5;es vaginais devem ser tratadas antes do in&#xED;cio da terapia com Vagifem&#xAE;. A experi&#xEA;ncia no tratamento de mulheres acima de 65 anos &#xE9; limitada.</p> <p><strong>Siga a orienta&#xE7;&#xE3;o do seu m&#xE9;dico, respeitando sempre os hor&#xE1;rios, as doses e a dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento. </strong></p> <p><strong>N&#xE3;o interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu m&#xE9;dico. </strong></p> <p><strong>Este medicamento n&#xE3;o deve ser partido, aberto ou mastigado.</strong></p> "}

Como o Vagifem funciona?

Vagifem® tem como princípio ativo o hormônio estradiol, que é idêntico ao estradiol produzido pelos ovários das mulheres. Vagifem® pertence a um grupo de medicamentos chamados de Terapia de Reposição Hormonal (TRH) local. É utilizado para aliviar os sintomas da menopausa na vagina, tal como ressecamento ou irritação. Em termos médicos, isso é conhecido como ‘atrofia vaginal’, que é causada por uma queda nos níveis de estrogênio em seu corpo. Isto acontece naturalmente após a menopausa.

Vagifem® funciona substituindo o estrogênio, que normalmente é produzido nos ovários das mulheres. É utilizado por via vaginal, para que o hormônio seja liberado no local onde é necessário, o que pode aliviar o desconforto na vagina.

A experiência no tratamento de mulheres acima de 65 anos é limitada.

Quais cuidados devo ter ao usar o Vagifem?

Para o tratamento de sintomas pós-menopausa, a TRH só deve ser iniciada para sintomas que afetem negativamente a qualidade de vida. Em todos os casos, uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios deve ser realizada pelo menos anualmente e a TRH somente deve ser continuada enquanto o benefício compensar o risco.

As evidências sobre os riscos associados à TRH no tratamento da menopausa prematura são limitadas. Devido ao baixo nível de risco absoluto em mulheres mais jovens, no entanto, o equilíbrio de riscos e benefícios para estas mulheres pode ser mais favorável do que em mulheres mais velhas.

Exames/acompanhamentomédico

Antes de iniciar ou retomar a terapia hormonal, deve ser obtido um histórico médico pessoal e familiar completo. Exames físicos (incluindo pélvico e de mama) devem ser orientados nesse sentido e pelas contraindicações e advertências de uso. Durante o tratamento, são recomendados exames periódicos, de frequência e natureza adaptados à mulher individualmente. As mulheres devem estar cientes que as mudanças em seus seios devem ser comunicadas ao seu médico. As investigações incluindo ferramentas apropriadas de imagem, como por exemplo, mamografias, devem ser efetuadas de acordo com as práticas atualmente aceitas de rastreio, modificadas para as necessidades clínicas de cada paciente.

O perfil farmacocinético de Vagifem® mostra que a entrada na corrente sanguínea (absorção sistêmica) do estradiol é muito baixa durante o tratamento, no entanto, sendo um produto de TRH, o seguinte precisa ser considerado, especialmente para o uso a longo prazo ou repetido deste produto.

Condições que necessitam acompanhamento

Se qualquer uma das seguintes condições estiverem presentes, tiver ocorrido anteriormente, e/ou tiver sido agravada durante a gravidez ou tratamento hormonal anterior, a paciente deve ser supervisionada de perto.

Deve ser considerado que estas condições podem reaparecer ou serem agravadas durante o tratamento com estrogênio, em particular:
  • <li><a href="https://minutosaudavel.com.br/mioma-uterino/" rel="noopener" target="_blank">Leiomioma</a> (miomas uterinos) ou <a href="https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-endometriose-sintomas-tratamento-cura-e-mais/" rel="noopener" target="_blank">endometriose</a> (presen&#xE7;a de tecido uterino fora do interior do &#xFA;tero);</li> <li>Fatores de risco para dist&#xFA;rbios tromboemb&#xF3;licos (risco para desenvolvimento de co&#xE1;gulos sangu&#xED;neos);</li> <li>Fatores de risco para tumores dependentes de estr&#xF3;geno, ex.: 1&#xBA; grau de hereditariedade para c&#xE2;ncer de mama (como ter m&#xE3;e, irm&#xE3; ou av&#xF3; com c&#xE2;ncer de mama, por exemplo);</li> <li>Hipertens&#xE3;o (<a href="https://consultaremedios.com.br/pressao-alta/c" target="_blank">press&#xE3;o alta</a>);</li> <li>Dist&#xFA;rbios hep&#xE1;ticos (desordens na fun&#xE7;&#xE3;o do f&#xED;gado, como por ex.: tumor benigno no f&#xED;gado);</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/sistema-cardiovascular-circulacao/diabetes/c" target="_blank">Diabetes</a> <em>mellitus</em>;</li> <li><a href="https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-colelitiase-pedra-na-vesicula-sintomas-e-tratamento/" rel="noopener" target="_blank">Colelit&#xED;ase</a> (c&#xE1;lculo biliar ou pedra na ves&#xED;cula);</li> <li>Enxaqueca ou <a href="https://consultaremedios.com.br/dor-febre-e-contusao/dor-de-cabeca-e-enxaqueca/c" target="_blank">dor de cabe&#xE7;a</a> severa;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/pele-e-mucosa/lupus/c" target="_blank">L&#xFA;pus eritematoso sist&#xEA;mico</a> (doen&#xE7;a do <a href="https://consultaremedios.com.br/sistema-imunologico/c" target="_blank">sistema imunol&#xF3;gico</a> que afeta v&#xE1;rios &#xF3;rg&#xE3;os do corpo);</li> <li>Hist&#xF3;rico de hiperplasia endometrial (crescimento excessivo da parede interna do &#xFA;tero);</li> <li><a href="https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-epilepsia-tipos-causas-sintomas-remedios-tem-cura/" rel="noopener" target="_blank">Epilepsia</a>;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/aparelho-respiratorio/asma/c" target="_blank">Asma</a>;</li> <li>Otosclerose (doen&#xE7;a que afeta t&#xED;mpano e ouvido).</li>

O perfil farmacocinético de Vagifem® mostra que há muito baixa absorção de estradiol durante o tratamento. Devido a isto, a recorrência ou agravamento das condições acima mencionadas é menos provável do que com o tratamento sistêmico com estrogênio.

Interrompa imediatamente a utilização e consulte o seu médico

A terapia com Vagifem® deve ser interrompida caso ocorra alguma das seguintes situações:
  • <li><a href="https://minutosaudavel.com.br/ictericia/" rel="noopener" target="_blank">Icter&#xED;cia</a> (presen&#xE7;a de cor amarelada na pele ou na parte branca dos olhos), isto pode ser um sinal de uma doen&#xE7;a do f&#xED;gado;</li> <li>Aumento significativo da press&#xE3;o arterial (sintomas podem ser dor de cabe&#xE7;a, <a href="https://minutosaudavel.com.br/cansaco/" rel="noopener" target="_blank">cansa&#xE7;o</a>, <a href="https://minutosaudavel.com.br/tontura-o-que-pode-ser/" rel="noopener" target="_blank">tontura</a>);</li> <li>Aparecimento de dor de cabe&#xE7;a tipo enxaqueca pela primeira vez;</li> <li>Gravidez.</li>

Vagifem® é uma preparação de estradiol de dose baixa e ação local e, portanto, a ocorrência das condições abaixo mencionadas é menos provável do que com o tratamento sistêmico de estrogênio.

Hiperplasia endometrial (crescimento excessivo da parede interna do útero) e carcinoma (câncer)

Mulheres com útero intacto com sangramento anormal de causa desconhecida ou mulheres com útero intacto que tenham sido previamente tratadas com estrogênios isolados (ex.: sem o uso de progesterona associada) devem ser examinadas com cuidado especial, de forma a excluir estimulação aumentada/risco de câncer do endométrio antes do início do tratamento com Vagifem®.

Em mulheres com útero intacto os riscos de hiperplasia endometrial (crescimento excessivo da parede interna do útero) e câncer são aumentados quando os estrogênios são administrados sozinhos por períodos prolongados. O aumento relatado no risco de câncer endometrial entre usuárias de estrogênio isolado sistêmico varia de 2 a 12 vezes em comparação com as não usuárias, dependendo da duração do tratamento e da dose de estrogênio. Após a interrupção do tratamento, o risco pode permanecer elevado por pelo menos 10 anos.

Durante o tratamento com Vagifem®, um menor grau de entrada na corrente sanguínea pode ocorrer em algumas pacientes, especialmente durante as duas primeiras semanas de administração uma vez ao dia. No entanto, as concentrações médias plasmáticas permanecem dentro da faixa de normalidade na pós-menopausa em todas as pacientes.

A segurança endometrial a longo prazo (mais de um ano) ou o uso repetido de estrogênio administrado localmente via vaginal é incerta. Portanto, se repetido, o tratamento deve ser avaliado pelo menos anualmente, com especial atenção dada a quaisquer sintomas de hiperplasia endometrial (crescimento excessivo da parede interna do útero) ou carcinoma (câncer).

Como regra geral, a terapia de reposição de estrogênio não deve ser prescrita por mais de um ano sem realizar outro exame físico, incluindo os ginecológicos.

Se sangramento ou sangramento de escape (sangramento mínimo) aparecerem a qualquer momento durante a terapia, a razão deve ser investigada, o que pode incluir biópsia endometrial para excluir risco de câncer endometrial.

A mulher deve ser aconselhada a contatar o seu médico caso ocorra sangramento ou sangramento de escape (sangramento mínimo) durante o tratamento com Vagifem®.

O uso de estrogênio isolado (ex.: sem o uso de progesterona associada) pode levar à transformação pré-maligna ou maligna (risco de câncer) nos focos residuais da endometriose. Portanto, é aconselhável ter cuidado ao usar este produto em mulheres que sofreram histerectomia (remoção de parte ou totalidade do útero) por causa de endometriose, especialmente se são conhecidas por terem endometriose residual.

Câncer de mama

A evidência geral sugere um risco aumentado de câncer de mama em mulheres que utilizam estrogênio e progestágeno combinados e possivelmente também TRH de estrogênio isolado (ex.: sem o uso de progesterona associada), dependente da duração da TRH.

O ensaio WHI não constatou aumento no risco de câncer de mama em mulheres histerectomizadas (remoção de parte ou totalidade do útero) usando TRH de estrogênio isolado. Estudos observacionais relataram, em sua maioria, um pequeno aumento no risco de ter câncer de mama diagnosticado, o que é substancialmente menor do que o encontrado em usuárias de combinações de estrogênio e progestágeno.

O risco adicional torna-se aparente dentro de alguns anos de uso, mas retorna à taxa normal dentro de poucos anos (no máximo cinco) após a interrupção do tratamento.

Uma relação entre o risco de câncer de mama e a terapia local de baixa dose de estrogênio vaginal é incerta. A TRH, especialmente o tratamento combinado de estrogênio e progestágeno, aumenta a densidade das imagens mamográficas, o que pode afetar adversamente a detecção radiológica do câncer de mama.

Câncer de ovário

O câncer de ovário é muito mais raro do que o câncer de mama. O uso prolongado (pelo menos de 5 a 10 anos) de produtos de TRH de estrogênio isolado tem sido associado a um risco ligeiramente aumentado de câncer de ovário. Alguns estudos, incluindo o ensaio WHI, sugerem que o uso a longo prazo de TRH combinada pode proporcionar um risco semelhante ou um pouco menor.

Uma relação entre o risco de câncer de ovário e a terapia local de baixa dose de estrogênio vaginal é incerta.

Tromboembolismo venoso (coágulos sanguíneos na veia)

A TRH está associada a um risco de 1,3 a 3 vezes de desenvolver tromboembolismo venoso (TEV), ou seja, trombose venosa profunda ou embolia pulmonar. A ocorrência de tal evento é mais provável no primeiro ano de TRH do que mais tarde.

As pacientes com estados trombofílicos conhecidos têm um maior risco de TEV e a TRH pode aumentar esse risco. A TRH é, portanto, contraindicada para estas pacientes.

Fatores de risco geralmente reconhecidos para TEV incluem o uso de estrogênios, idade avançada, cirurgia de grande porte, imobilização prolongada, obesidade (IMC > 30kg/m²), período de gravidez/pós-parto, lúpus eritematoso sistêmico (LES) e câncer. Não há consenso sobre o possível papel das veias varicosas na TEV.

Uma relação entre tromboembolismo venoso e terapia local de baixa dose de estrogênio vaginal é incerta.

Como em todas as pacientes no pós-operatório, medidas profiláticas devem ser consideradas para prevenir TEV após cirurgia. Caso seja prevista uma imobilização prolongada devido a uma cirurgia programada, é recomendado parar temporariamente a TRH de 4 a 6 semanas antes. O tratamento não deve ser reiniciado até que a mulher esteja completamente móvel.

Em mulheres sem histórico pessoal de TEV, mas com familiar de primeiro grau com histórico de trombose em idade jovem, o exame pode ser oferecido após aconselhamento cuidadoso sobre suas limitações (apenas uma proporção de problemas trombofílicos é identificada pelo exame).

Se for identificado um problema trombofílico que segregue com trombose em membros da família, ou se o problema for 'grave' (por exemplo, deficiência de antitrombina, proteína S ou proteína C, ou uma combinação de problemas) a TRH é contraindicada.

As mulheres já em tratamento crônico com anticoagulante requerem uma análise cuidadosa do risco-benefício do uso da TRH.

Caso se desenvolva TEV após iniciar a terapia, o medicamento deve ser descontinuado. As pacientes devem entrar imediatamente em contato com seus médicos quando perceberem um potencial sintoma tromboembólico (por exemplo, inchaço doloroso de uma perna, dor súbita no peito, dispneia).

Doença arterial coronária (DAC)

Não há evidências de ensaios clínicos randomizados controlados de proteção contra infarto do miocárdio em mulheres com ou sem DAC existente, que receberam terapia combinada de estrogênio e progestágeno ou de estrogênio isolada (ex.: sem o uso de progesterona associada).

Os dados controlados randomizados não indicaram risco aumentado de DAC em mulheres histerectomizadas usando a terapia de estrogênio isolada.

Acidente vascular cerebral isquêmico (derrame)

As terapias combinadas de estrogênio e progestágeno e de estrogênio isolada (ex.: sem o uso de progesterona associada), estão associadas a um aumento de até 1,5 vez no risco de AVC isquêmico. O risco relativo não muda com a idade ou o tempo desde a menopausa. No entanto, como o risco normal de incidência de AVC é fortemente dependente da idade, o risco geral de AVC em mulheres que usam a TRH aumenta com a idade. Uma relação entre AVC isquêmico e a terapia local de baixa dose de estrogênio vaginal é incerta.

Outras condições

Estrogênios podem causar retenção de líquidos, e, portanto, as pacientes com disfunção cardíaca ou renal devem ser cuidadosamente observadas.

Mulheres com hipertrigliceridemia (níveis elevados de gordura/triglicérides no sangue) preexistente devem ser seguidas de perto durante a terapia de reposição estrogênica ou de reposição hormonal, uma vez que raros casos de grandes aumentos de triglicérides plasmáticos levando à pancreatite foram relatados com a terapia de estrogênio nesta condição.

A relação entre a hipertrigliceridemia (níveis elevados de gordura/triglicérides no sangue) preexistente e a terapia local de baixa dose de estrogênio vaginal é desconhecida.

Os estrogênios podem aumentar os níveis de proteínas transportadoras no sangue tais como a globulina ligadora de tiroxina (TBG), globulina ligadora de corticosteroide (CBG), globulina ligadora de hormônios sexuais (SHBG) e outras proteínas do plasma (substrato de angiotensina/renina, alfa-1 antitripsina, ceruloplasmina), ocasionando aumento dos níveis circulantes de hormônios tireoidianos T3 ou T4, corticosteroides e esteroides sexuais, mas não a concentração livre ou biologicamente ativa destes.

É provável que estes efeitos estejam menos pronunciados devido a entrada mínima do estradiol na corrente sanguínea com a administração vaginal local.

A TRH não melhora a função cognitiva. Há algumas evidências do ensaio WHI do aumento do risco de provável demência em mulheres que começam a utilizar a TRH contínua combinada ou de estrogênio isolada após a idade de 65 anos.

O aplicador intravaginal pode causar pequenos traumas locais, especialmente em mulheres com atrofia vaginal grave.

Capacidade de dirigir e operar máquinas

Não há efeitos conhecidos.

Gravidez

Vagifem® não é indicado durante a gravidez. Caso ocorra a gravidez durante tratamento com Vagifem®, o tratamento deve ser retirado imediatamente. Os resultados da maioria dos estudos epidemiológicos até a atualidade relevantes para a exposição fetal inadvertida aos estrogênios não indicam efeitos teratogênicos (malformação fetal) ou fetotóxicos (tóxicos para o feto).&nbsp;

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento.

Lactação

Vagifem® não é indicado durante a lactação.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Vagifem?

Eventos adversos relacionados ao estrogênio, como dor na mama, edema periférico e sangramentos pósmenopausa foram relatados em taxas muito baixas, semelhantes ao placebo, com Vagifem® 10 microgramas, mas se ocorrerem, estão geralmente presentes apenas no início do tratamento. Os eventos adversos observados com maior frequência em pacientes tratadas com Vagifem® 10 microgramas, em comparação com o placebo,&nbsp;e que possivelmente estão relacionados ao tratamento são apresentados abaixo.

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td> <p style=\"text-align:center\"><strong>Classe de &#xF3;rg&#xE3;o do sistema</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center\"><strong>Comum (_&gt;1/100 a &lt; 1/10)</strong></td> <td style=\"text-align:center\"><strong>Incomum (1/1.000 a &lt; 1/100)</strong></td> <td> <p style=\"text-align:center\"><strong>Raro (1/10.000 a &lt; 1/1.000)</strong></p> </td> </tr> <tr> <td> <p style=\"text-align:center\"><strong>Infec&#xE7;&#xF5;es e infesta&#xE7;&#xF5;es</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center\">&amp;nbsp;</td> <td style=\"text-align:center\">Infec&#xE7;&#xE3;o mic&#xF3;tica vulvovaginal</td> <td style=\"text-align:center\">&amp;nbsp;</td> </tr> <tr> <td> <p style=\"text-align:center\"><strong>Dist&#xFA;rbios do sistema nervoso</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center\">Dor de cabe&#xE7;a</td> <td style=\"text-align:center\">&amp;nbsp;</td> <td style=\"text-align:center\">&amp;nbsp;</td> </tr> <tr> <td> <p style=\"text-align:center\"><strong>Dist&#xFA;rbios gastrointestinais</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center\">Dor de est&#xF4;mago</td> <td style=\"text-align:center\"><a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/nauseas/c\" target=\"_blank\">N&#xE1;useas</a> (Enjoo</td> <td style=\"text-align:center\">&amp;nbsp;</td> </tr> <tr> <td> <p style=\"text-align:center\"><strong>Dist&#xFA;rbios do sistema reprodutivo e da mama</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center\">Sangramento vaginal, corrimento vaginal ou desconforto vaginal</td> <td style=\"text-align:center\">&amp;nbsp;</td> <td style=\"text-align:center\">&amp;nbsp;</td> </tr> <tr> <td> <p style=\"text-align:center\"><strong>Dist&#xFA;rbios de pele e do tecido subcut&#xE2;neo</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center\">&amp;nbsp;</td> <td style=\"text-align:center\">Les&#xF5;es na pele</td> <td style=\"text-align:center\">&amp;nbsp;</td> </tr> <tr> <td> <p style=\"text-align:center\"><strong>Investiga&#xE7;&#xF5;es</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center\">&amp;nbsp;</td> <td style=\"text-align:center\">Aumento de peso</td> <td style=\"text-align:center\">&amp;nbsp;</td> </tr> <tr> <td> <p style=\"text-align:center\"><strong>Dist&#xFA;rbios vasculares</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center\">&amp;nbsp;</td> <td style=\"text-align:center\">Ondas de calor Press&#xE3;o alta</td> <td style=\"text-align:center\">&amp;nbsp;</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Reações Adversas Medicamentosas de fontes de pós-comercialização

Além das reações adversas medicamentosas mencionadas acima, aquelas apresentadas a seguir têm sido relatadas espontaneamente para pacientes tratadas com Vagifem® 25 microgramas e são consideradas como possivelmente relacionadas ao tratamento. A taxa de relatos destas reações adversas espontâneas é muito rara (< 1/10.000 paciente-anos).

  • <li>Neoplasmas benignos e malignos (incluindo cistos e p&#xF3;lipos): c&#xE2;ncer de mama, c&#xE2;ncer de endom&#xE9;trio;</li> <li>Dist&#xFA;rbios do sistema imunol&#xF3;gico: rea&#xE7;&#xF5;es de hipersensibilidade generalizada (por exemplo, rea&#xE7;&#xE3;o/choque anafil&#xE1;tico);</li> <li>Dist&#xFA;rbios do metabolismo e nutri&#xE7;&#xE3;o: reten&#xE7;&#xE3;o de l&#xED;quidos;</li> <li>Transtornos psiqui&#xE1;tricos: <a href="https://consultaremedios.com.br/sistema-nervoso-central/insonia/c" target="_blank">ins&#xF4;nia</a>;</li> <li>Dist&#xFA;rbios do sistema nervoso: enxaqueca agravada;</li> <li>Dist&#xFA;rbios vasculares: trombose venosa profunda;</li> <li>Dist&#xFA;rbios gastrointestinais: <a href="https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/diarreia/c" target="_blank">diarreia</a>;</li> <li>Dist&#xFA;rbios de pele e do tecido subcut&#xE2;neo: <a href="https://minutosaudavel.com.br/urticaria/" rel="noopener" target="_blank">urtic&#xE1;ria</a> (pele irritada), erup&#xE7;&#xE3;o cut&#xE2;nea eritematosa (les&#xE3;o vermelha na pele), erup&#xE7;&#xE3;o cut&#xE2;nea pruriginosa (les&#xE3;o na pele que co&#xE7;a), prurido genital (coceira na vagina);</li> <li>Dist&#xFA;rbios do sistema reprodutivo e da mama: hiperplasia endometrial (crescimento excessivo da parede interna do &#xFA;tero), irrita&#xE7;&#xE3;o vaginal, dor vaginal, <a href="https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-vaginismo-causas-sintomas-tratamento-tem-cura/" rel="noopener" target="_blank">vaginismo</a>, ulcera&#xE7;&#xE3;o vaginal;</li> <li>Dist&#xFA;rbios gerais e condi&#xE7;&#xF5;es do local de administra&#xE7;&#xE3;o: inefic&#xE1;cia terap&#xEA;utica;</li> <li>Investiga&#xE7;&#xF5;es: aumento de peso, aumento do estr&#xF3;geno sangu&#xED;neo.</li>

Outras reações adversas foram relatadas em associação com o tratamento de estrogênio.

As estimativas de risco foram delineadas a partir da exposição sistêmica e não se sabe como estas se aplicam aos tratamentos locais

  • <li>Infarto do mioc&#xE1;rdio, doen&#xE7;a card&#xED;aca congestiva;</li> <li>Acidente vascular cerebral;</li> <li>Doen&#xE7;a da ves&#xED;cula biliar;</li> <li>Dist&#xFA;rbios de pele e subcut&#xE2;neos: <a href="https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-melasma-tipos-tratamentos-clareadores-te-cura/" rel="noopener" target="_blank">cloasma</a> (manchas descoloridas na pele, em especial na face), eritema multiforme ou nodoso (manchas avermelhadas doloridas ou castanhas na pele), <a href="https://minutosaudavel.com.br/purpura/" rel="noopener" target="_blank">p&#xFA;rpura</a> vascular (manchas arroxeadas na pele);</li> <li>Aumento no tamanho de miomas;</li> <li>Epilepsia;</li> <li>Desordens da libido;</li> <li>Deteriora&#xE7;&#xE3;o da asma;</li> <li>Prov&#xE1;vel dem&#xEA;ncia acima dos 65 anos.</li>

Risco de câncer de mama

As estimativas de risco foram delineadas a partir da exposição sistêmica e não se sabe como estas se aplicam aos tratamentos locais.

Relata-se aumentado em até 2 vezes o risco de ter câncer de mama diagnosticado em mulheres que utilizam a terapia combinada de estrogênio e progestágeno por mais de 5 anos.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Vagifem?

Em caso de esquecimento, utilize o medicamento assim que se lembrar. Não dobre a dose para repor a que foi esquecida.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Fabricante: Besins

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