Blau Arifenicol

1000mg, caixa com 1 frasco com pó para solução de uso intravenoso + 1 frasco com 5mL de diluente

Princípio ativo
:
Succinato Sódico De Cloranfenicol
Classe Terapêutica
:
Cloranfenicois E Associações
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca 2 vias (Antibiótico - Venda Sob Prescrição Médica mediante Retenção da Receita)
Categoria
:
Antibióticos
Especialidade
:
Infectologia

Bula do medicamento

Arifenicol, para o que é indicado e para o que serve?

Infecções oculares superficiais.

Quais as contraindicações do Arifenicol?

Hipersensibilidade aos componentes da fórmula.
Em caso de resfriados, gripes, dor de garganta.

Como usar o Arifenicol?

A administração deve ser feita por via intravenosa, dividida em 4 doses diárias a intervalos de 6 horas.

Adultos

  • <li>50 mg de <a href="https://consultaremedios.com.br/cloranfenicol/bula" target="_blank">cloranfenicol</a> base por quilo de peso por dia. A dose m&#xE1;xima para adultos &#xE9; de 4 g/dia.</li> <li>Em infec&#xE7;&#xF5;es graves, assim como em meningites, a dose pode chegar a 100 mg/kg/dia.</li>
Crianças
  • <li>50 mg (base) por quilo de peso por dia; em prematuros e rec&#xE9;m-nascidos com menos de 2 semanas de vida a dose &#xE9; de 25 mg (base) por quilo de peso por dia.</li>

A concentração sérica deve ser mantida entre 10 a 25 microgramas por mL.

Reconstituição

O profissional da saúde, antes da reconstituição do medicamento, deve verificar a aparência do pó no interior do frasco-ampola, buscando identificar alguma partícula que possa interferir na integridade e na qualidade do medicamento.

Para a reconstituição da solução do frasco-ampola de Succinato Sódico de Cloranfenicol, são necessários 5 mL de água para injetáveis. Para a completa homogeneização da solução, recomenda-se agitar o frasco-ampola vigorosamente antes de retirar a dose a ser injetada.

Com a finalidade de evitar o aparecimento de partículas de borracha após a inserção de agulha no frasco-ampola, proceder da seguinte forma:
{"tag":"ol","value":" <li>Encaixar uma agulha de inje&#xE7;&#xE3;o de no m&#xE1;ximo 0,8 mm de calibre;</li> <li>Encher a seringa com o diluente apropriado;</li> <li>Segurar a seringa verticalmente &#xE0; borracha;</li> <li>Perfurar a tampa dentro da &#xE1;rea marcada, deixando o frasco-ampola firmemente na posi&#xE7;&#xE3;o vertical;</li> <li>&#xC9; recomendado n&#xE3;o perfurar mais de 4 vezes a &#xE1;rea demarcada (ISO 7864).</li> "}
Veja abaixo o procedimento:

Após a reconstituição, o profissional da saúde deverá inspecionar cuidadosamente, antes de sua utilização, se a solução no interior do frasco-ampola está fluida, livre de fragmentos ou de alguma substância que possa comprometer a eficácia e a segurança do medicamento. O profissional não deverá utilizar o produto ao verificar qualquer alteração que possa prejudicar a saúde do paciente. Para evitar problemas de contaminação, deve-se tomar cuidado durante a reconstituição para assegurar assepsia. Succinato Sódico de Cloranfenicolé um pó liófilo produzido na planta farmoquímica e envasado diretamente.

Administração

Succinato Sódico de Cloranfenicoldeve ser administrado por via intravenosa.

A injeção intravenosa deve ser lenta, nunca em menos de 1 minuto.

Conservação depois de aberto

O frasco-ampola de Succinato Sódico de Cloranfenicolnão deve ser aberto.

Succinato Sódico de Cloranfenicol, após a reconstituição, deve ser utilizado imediatamente.

Quais cuidados devo ter ao usar o Arifenicol?

O uso de cloranfenicol deve ser evitado em pacientes com anemia, sangramentos, doenças hepáticas ou renais.

Evitar o uso concomitante com fármacos depressores da medula óssea, alfentanil, hidantoína, fenobarbital, antidiabéticos orais, eritromicina, lincomicinas e com radioterapia.

Evitar o uso durante imunizações ativas. O uso de cloranfenicol pode provocar aumento da incidência de infecções dentárias, cicatrização lenta e sangramento gengival. Pacientes com deficiência de G-6-PD podem ter crises hemolíticas com o uso do medicamento. Pacientes com porfiria têm o risco de crises aumentado.

O cloranfenicol pode provocar depressão da medula óssea, nem sempre reversível.

O risco da depressão medular é maior com tratamentos prolongados, por isso o uso deste medicamento não deve ultrapassar dez dias. Quando são necessários tratamentos mais longos, exames periódicos de controle hematológicos devem ser realizados.

Toxicidade

Não há estudos confirmando a ausência de efeitos mutagênicos, carcinogênicos ou teratogênicos no ser humano. Por isso, apesar da ausência de relatos comprovando a ligação do uso do fármaco com tais efeitos, não se recomenda o uso durante a gravidez.

O principal efeito tóxico do cloranfenicol ocorre na medula óssea, provocando duas alterações: depressão da medula óssea e anemia aplástica. A primeira é provocada pela interferência do fármaco na síntese proteica das células medulares e a segunda tem causa desconhecida. A depressão medular é reversível com a suspensão do fármaco e é dose dependente (em adultos ocorre em pacientes que recebem 4 g ou mais por dia ou com nível sérico acima de 30 microgramas por mL). A aplasia é idiossincrásica, embora bastante rara, é geralmente fatal.

Pode ocorrer neurite óptica em tratamentos prolongados. Diminuição da acuidade visual pode ocorrer, mas é reversível. Neurite periférica, cefaleia, confusão mental, oftalmoplegia, náuseas, vômitos, diarreia, glossite, estomatite e hipersensibilidade são raros. O cloranfenicol pode provocar diminuição da síntese de vitamina K, o que poderia causar sangramento quando o seu uso é prolongado.

Gravidez

Não é recomendável a utilização de cloranfenicol durante a gravidez, apesar de nunca terem sido relatados defeitos teratogênicos relacionados com seu uso. Nas últimas semanas de gestação, a passagem do cloranfenicol para o feto pode levar ao aparecimento da síndrome cinzenta do recém-nascido.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Uso na amamentação

O cloranfenicol passa para o leite materno, podendo provocar depressão medular ou síndrome cinzenta do recém-nascido.

Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco

Uso em recém-nascidos

Em recém-nascidos, o cloranfenicol só deve ser utilizado se não houver outra alternativa de antibioticoterapia; quando usado, a dose deve ser de 25/mg/kg/dia e o nível sérico monitorizado, não devendo ultrapassar 50 microgramas/mL.

Pacientes com insuficiência renal ou hepática

O uso de cloranfenicol deve ser evitado em pacientes com doenças hepáticas ou renais. Caso seja necessária a utilização nesses pacientes, as doses de cloranfenicol devem ser reduzidas.

Pacientes diabéticos

Devem ser advertidos que o cloranfenicol pode provocar falsas reações positivas de glicosúria.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Arifenicol?

  • <li>Rea&#xE7;&#xF5;es hematol&#xF3;gicas: podem se manifestar de duas formas: como uma depress&#xE3;o revers&#xED;vel da medula &#xF3;ssea ou como uma anemia apl&#xE1;stica idiossincr&#xE1;tica. A depress&#xE3;o medular &#xE9; dose dependente e &#xE9; mais comumente observada quando as concentra&#xE7;&#xF5;es s&#xE9;ricas ultrapassam 25 microgramas por mL; esta afec&#xE7;&#xE3;o &#xE9; geralmente revers&#xED;vel com a suspens&#xE3;o do f&#xE1;rmaco. A anemia apl&#xE1;stica &#xE9; uma rea&#xE7;&#xE3;o idiossincr&#xE1;tica grave que ocorre em 1 a cada 25.000 a 40.000 pacientes tratados com cloranfenicol; n&#xE3;o tem rela&#xE7;&#xE3;o com a dose ou dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento; a maioria dos casos est&#xE1; relacionada ao uso oral e seu aparecimento ocorre, geralmente, v&#xE1;rias semanas ou meses ap&#xF3;s o uso do f&#xE1;rmaco. Foram descritos casos raros de <a href="https://consultaremedios.com.br/cancer/leucemia/c" target="_blank">leucemia</a> ap&#xF3;s anemia apl&#xE1;stica provocada pelo cloranfenicol, por&#xE9;m essa correla&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o est&#xE1; ainda totalmente definida.</li> <li>S&#xED;ndrome cinzenta do rec&#xE9;m-nascido: &#xE9; caracterizada por distens&#xE3;o abdominal, v&#xF4;mitos, flacidez, <a href="https://minutosaudavel.com.br/cianose/" rel="noopener" target="_blank">cianose</a>, colapso circulat&#xF3;rio e morte; provavelmente ocorre por ac&#xFA;mulo s&#xE9;rico do f&#xE1;rmaco pela incapacidade do neonato em conjugar e eliminar o cloranfenicol. Se o uso em rec&#xE9;m-nascidos &#xE9; necess&#xE1;rio, a dose deve ser de 25 mg/kg/dia e o n&#xED;vel s&#xE9;rico monitorizado. Adultos com ingest&#xE3;o acidental de doses muito elevadas podem apresentar esta rea&#xE7;&#xE3;o.</li> <li>Neurite &#xF3;ptica ocorre raramente com o uso prolongado, a diminui&#xE7;&#xE3;o da acuidade visual em geral, &#xE9; revers&#xED;vel.</li> <li>Outros sintomas neurol&#xF3;gicos raros: neurite perif&#xE9;rica, cefaleia, depress&#xE3;o, oftalmoplegia e confus&#xE3;o mental.</li> <li>Rea&#xE7;&#xF5;es de hipersensibilidade s&#xE3;o raras.</li> <li>Rea&#xE7;&#xF5;es gastrintestinais como diarreia, n&#xE1;usea, v&#xF4;mitos, glossite e estomatite s&#xE3;o pouco frequentes e sem gravidade.</li>

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária–NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Arifenicol com outros remédios?

  • <li>&#xC1;lcool: pode ocorrer rea&#xE7;&#xF5;es semelhantes ao <a href="https://consultaremedios.com.br/dissulfiram/bula" target="_blank">dissulfiram</a>.</li> <li>Antiepil&#xE9;ticos (fenobarbital e hidanto&#xED;na): podem diminuir a concentra&#xE7;&#xE3;o s&#xE9;rica de cloranfenicol. Al&#xE9;m disso, a inibi&#xE7;&#xE3;o do sistema citocromo P-450 pelo cloranfenicol pode diminuir o metabolismo do fenobarbital e da hidanto&#xED;na, elevando os n&#xED;veis s&#xE9;ricos destes f&#xE1;rmacos.</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/varfarina-sodica/bula" target="_blank">Varfarina</a>: mesma intera&#xE7;&#xE3;o que com fenobarbital.</li> <li>Piridoxina: o cloranfenicol aumenta a excre&#xE7;&#xE3;o renal da piridoxina.</li> <li><a href="https://minutosaudavel.com.br/vitamina-b12/" rel="noopener" target="_blank">Vitamina B12</a>: o cloranfenicol pode reduzir o efeito hematol&#xF3;gico da vitamina B12.</li> <li>Alfentanil: diminui o clearence, com ac&#xFA;mulo s&#xE9;rico.</li> <li>Antidiab&#xE9;ticos orais: o cloranfenicol pode inibir o metabolismo hep&#xE1;tico destes f&#xE1;rmacos, aumentando seus efeitos.</li> <li>Eritromicinas e lincomicinas: o cloranfenicol compete com ambos na liga&#xE7;&#xE3;o com a subunidade 50S dos ribossomas bacterianos, antagonizando seus efeitos; deve-se evitar o uso concomitante.</li> <li>Ativadores de enzimas hep&#xE1;ticas (<a href="https://consultaremedios.com.br/rifampicina/bula" target="_blank">rifampicina</a>, fenobarbital, etc): aumentam a degrada&#xE7;&#xE3;o de cloranfenicol.</li> <li>Penicilinas: pode haver diminui&#xE7;&#xE3;o da a&#xE7;&#xE3;o bactericida das penicilinas.</li>

Interferência em exames laboratoriais

O cloranfenicol pode causar falsos resultados positivos de glicosúria. O teste de Bartiromide é alterado, pois o cloranfenicol provoca aumento da quantidade de PABA recuperada.

Qual a ação da substância do Arifenicol (Succinato Sódico de Cloranfenicol)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3><a href=\"https://minutosaudavel.com.br/meningite-bacteriana/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Meningite bacteriana</a></h3> <p>O tratamento com cloranfenicol traz excelentes resultados na <a href=\"https://consultaremedios.com.br/infectologia/meningite/c\" target=\"_blank\">meningite</a> causada por H. influenzae, que s&#xE3;o iguais ou superiores aos obtidos com ampicilina<sup>1,2</sup>. Embora seja bacteriost&#xE1;tico contra a maioria dos microrganismos, o cloranfenicol &#xE9; bactericida para muitos pat&#xF3;genos men&#xED;ngeos, como<em> H. influenzae</em><sup>3 </sup>.</p> <h3>Infec&#xE7;&#xF5;es por anaer&#xF3;bios</h3> <p>O cloranfenicol &#xE9; muito eficaz contra a maioria das bact&#xE9;rias anaer&#xF3;bicas, incluindo Bacteroides spp. Mostra-se eficaz no tratamento de infec&#xE7;&#xF5;es intra-abdominais ou abscessos cerebrais graves, que s&#xE3;o comumente causados por microrganismos anaer&#xF3;bicos. Todavia, disp&#xF5;e-se de numerosos agentes alternativos igualmente eficazes e menos t&#xF3;xicos, de modo que o cloranfenicol raramente est&#xE1; indicado nessa condi&#xE7;&#xE3;o<sup>4</sup>.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1 - Jones, F. E.; Hanson, D. R. H. influenzae meningitis treated with ampicillin or chloramphenicol, and subsequent hearing loss. Dev. Med. Child Neurol. c.19, p. 593-597, 1977. in: Chambers, H. F. Antimicrobianos Inibidores da s&#xED;ntese proteica e antibacterianos diversos, c. 47. in: Hardman, J. G.; LimbirdL. E.; Gilman, A. G.; Goodman &amp; Gilman, As bases farmacol&#xF3;gicas da terap&#xEA;utica. 10&#xB0; ed. Rio de Janeiro: MC-Grow-Hill, 2003, p. 948.<br> 2 - Koskiniemi, M.; et al. S. Haemophilus influenzae meningitis. A comparison between chloramphenicol and ampicillin therapy with special reference to impaired hearing. Acta Paediatr. Scand. c.67, p. 17-24, 1978. in: Chambers, H. F. Antimicrobianos Inibidores da s&#xED;ntese prot&#xE9;ica e antibacterianos diversos, c. 47. in: Hardman, J. G.; Limbird&amp;nbsp;L. E.; Gilman, A. G.; Goodman &amp; Gilman, As bases farmacol&#xF3;gicas da terap&#xEA;utica. 10&#xB0; ed. Rio de Janeiro: MC-Grow-Hill, 2003, p. 948.<br> 3 - Rahal, J. J. Jr.; Simberkoff, M. S. Bactericidal and bacteriostatic action of chloramphenicol against meningeal pathogens. Antimicrob. Agents Chemother, c. 16, p. 13-18, 1979. in: Chambers, H. F. Antimicrobianos Inibidores da s&#xED;ntese prot&#xE9;ica e antibacterianos diversos, c. 47. in: Hardman, J. G.; LimbirdL. E.; Gilman&amp;nbsp;, A. G.; Goodman &amp; Gilman, As bases farmacol&#xF3;gicas da terap&#xEA;utica. 10&#xB0; ed. Rio de Janeiro: MC-Grow-Hill, 2003, p. 948.<br> 4 - Chambers, H. F. Antimicrobianos Inibidores da s&#xED;ntese prot&#xE9;ica e antibacterianos diversos, c. 47. in: Hardman, J. G.; Limbird&amp;nbsp;L. E.; Gilman, A. G.; Goodman &amp; Gilman, As bases farmacol&#xF3;gicas da terap&#xEA;utica. 10&#xB0; ed. Rio de Janeiro: MC-Grow-Hill, 2003, p. 948.</br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <p>O cloranfenicol foi isolado de culturas de <em>Streptomyces venezuelae</em> em 1947, o cloranfenicol atualmente &#xE9; produzido sinteticamente. Age, principalmente, como bacteriost&#xE1;tico, interferindo na s&#xED;ntese prot&#xE9;ica bacteriana. Seu espectro de a&#xE7;&#xE3;o &#xE9; bastante pr&#xF3;ximo ao das tetraciclinas e inclui bact&#xE9;rias gram-positivas e gram-negativas, ricketsias e clam&#xED;dias. As principais indica&#xE7;&#xF5;es de uso s&#xE3;o em infec&#xE7;&#xF5;es causadas por <em>Haemophilus influenzae, Salmonella typhi e Bacteroides fragilis</em>. O cloranfenicol inibe a s&#xED;ntese prot&#xE9;ica nas bact&#xE9;rias e, em menor grau, nas c&#xE9;lulas eucari&#xF3;ticas. O f&#xE1;rmaco penetra r&#xE1;pido nas c&#xE9;lulas bacterianas, provavelmente por difus&#xE3;o facilitada.</p> <p>O cloranfenicol atua primariamente atrav&#xE9;s de sua liga&#xE7;&#xE3;o revers&#xED;vel com a subunidade riboss&#xF4;mica 50S (pr&#xF3;ximo ao local de a&#xE7;&#xE3;o dos antibi&#xF3;ticos macrol&#xED;deos e da clindamicina, que ele inibe competitivamente). Embora a&amp;nbsp;liga&#xE7;&#xE3;o do tRNA ao local de reconhecimento do c&#xF3;don na subunidade 30S do ribossoma n&#xE3;o seja atingida, o f&#xE1;rmaco parece impedir a liga&#xE7;&#xE3;o da extremidade contendo amino&#xE1;cido do aminoacil tRNA ao local aceptor na subunidade riboss&#xF4;mica 50S. A intera&#xE7;&#xE3;o entre a peptidiltransferase e seu substrato amino&#xE1;cido n&#xE3;o pode ocorrer, havendo inibi&#xE7;&#xE3;o da forma&#xE7;&#xE3;o de liga&#xE7;&#xE3;o pept&#xED;dica.</p> <p>O cloranfenicol tamb&#xE9;m pode inibir a s&#xED;ntese de prote&#xED;na mitocondrial nas c&#xE9;lulas de mam&#xED;feros, talvez pelo fato de os ribossomas mitocondriais assemelharem-se mais aos ribossomas bacterianos (ambos s&#xE3;o 70S) do que aos ribossomas citoplasm&#xE1;ticos de 80S das c&#xE9;lulas de mam&#xED;feros. A peptidiltransferase dos ribossomas mitocondriais, mas n&#xE3;o dos ribossomas citoplasm&#xE1;ticos, &#xE9; sens&#xED;vel &#xE0; a&#xE7;&#xE3;o inibit&#xF3;ria do cloranfenicol. As c&#xE9;lulas eritropoi&#xE9;ticas dos mam&#xED;feros parecem ser particularmente sens&#xED;veis ao f&#xE1;rmaco.</p> </hr>"}

1000mg, caixa com 100 frascos-ampola com pó para solução de uso intravenoso (embalagem hospitalar)

Princípio ativo
:
Succinato Sódico De Cloranfenicol
Classe Terapêutica
:
Cloranfenicois E Associações
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca 2 vias (Antibiótico - Venda Sob Prescrição Médica mediante Retenção da Receita)
Categoria
:
Antibióticos
Especialidade
:
Infectologia

Bula do medicamento

Arifenicol, para o que é indicado e para o que serve?

Infecções oculares superficiais.

Quais as contraindicações do Arifenicol?

Hipersensibilidade aos componentes da fórmula.
Em caso de resfriados, gripes, dor de garganta.

Como usar o Arifenicol?

A administração deve ser feita por via intravenosa, dividida em 4 doses diárias a intervalos de 6 horas.

Adultos

  • <li>50 mg de <a href="https://consultaremedios.com.br/cloranfenicol/bula" target="_blank">cloranfenicol</a> base por quilo de peso por dia. A dose m&#xE1;xima para adultos &#xE9; de 4 g/dia.</li> <li>Em infec&#xE7;&#xF5;es graves, assim como em meningites, a dose pode chegar a 100 mg/kg/dia.</li>
Crianças
  • <li>50 mg (base) por quilo de peso por dia; em prematuros e rec&#xE9;m-nascidos com menos de 2 semanas de vida a dose &#xE9; de 25 mg (base) por quilo de peso por dia.</li>

A concentração sérica deve ser mantida entre 10 a 25 microgramas por mL.

Reconstituição

O profissional da saúde, antes da reconstituição do medicamento, deve verificar a aparência do pó no interior do frasco-ampola, buscando identificar alguma partícula que possa interferir na integridade e na qualidade do medicamento.

Para a reconstituição da solução do frasco-ampola de Succinato Sódico de Cloranfenicol, são necessários 5 mL de água para injetáveis. Para a completa homogeneização da solução, recomenda-se agitar o frasco-ampola vigorosamente antes de retirar a dose a ser injetada.

Com a finalidade de evitar o aparecimento de partículas de borracha após a inserção de agulha no frasco-ampola, proceder da seguinte forma:
{"tag":"ol","value":" <li>Encaixar uma agulha de inje&#xE7;&#xE3;o de no m&#xE1;ximo 0,8 mm de calibre;</li> <li>Encher a seringa com o diluente apropriado;</li> <li>Segurar a seringa verticalmente &#xE0; borracha;</li> <li>Perfurar a tampa dentro da &#xE1;rea marcada, deixando o frasco-ampola firmemente na posi&#xE7;&#xE3;o vertical;</li> <li>&#xC9; recomendado n&#xE3;o perfurar mais de 4 vezes a &#xE1;rea demarcada (ISO 7864).</li> "}
Veja abaixo o procedimento:

Após a reconstituição, o profissional da saúde deverá inspecionar cuidadosamente, antes de sua utilização, se a solução no interior do frasco-ampola está fluida, livre de fragmentos ou de alguma substância que possa comprometer a eficácia e a segurança do medicamento. O profissional não deverá utilizar o produto ao verificar qualquer alteração que possa prejudicar a saúde do paciente. Para evitar problemas de contaminação, deve-se tomar cuidado durante a reconstituição para assegurar assepsia. Succinato Sódico de Cloranfenicolé um pó liófilo produzido na planta farmoquímica e envasado diretamente.

Administração

Succinato Sódico de Cloranfenicoldeve ser administrado por via intravenosa.

A injeção intravenosa deve ser lenta, nunca em menos de 1 minuto.

Conservação depois de aberto

O frasco-ampola de Succinato Sódico de Cloranfenicolnão deve ser aberto.

Succinato Sódico de Cloranfenicol, após a reconstituição, deve ser utilizado imediatamente.

Quais cuidados devo ter ao usar o Arifenicol?

O uso de cloranfenicol deve ser evitado em pacientes com anemia, sangramentos, doenças hepáticas ou renais.

Evitar o uso concomitante com fármacos depressores da medula óssea, alfentanil, hidantoína, fenobarbital, antidiabéticos orais, eritromicina, lincomicinas e com radioterapia.

Evitar o uso durante imunizações ativas. O uso de cloranfenicol pode provocar aumento da incidência de infecções dentárias, cicatrização lenta e sangramento gengival. Pacientes com deficiência de G-6-PD podem ter crises hemolíticas com o uso do medicamento. Pacientes com porfiria têm o risco de crises aumentado.

O cloranfenicol pode provocar depressão da medula óssea, nem sempre reversível.

O risco da depressão medular é maior com tratamentos prolongados, por isso o uso deste medicamento não deve ultrapassar dez dias. Quando são necessários tratamentos mais longos, exames periódicos de controle hematológicos devem ser realizados.

Toxicidade

Não há estudos confirmando a ausência de efeitos mutagênicos, carcinogênicos ou teratogênicos no ser humano. Por isso, apesar da ausência de relatos comprovando a ligação do uso do fármaco com tais efeitos, não se recomenda o uso durante a gravidez.

O principal efeito tóxico do cloranfenicol ocorre na medula óssea, provocando duas alterações: depressão da medula óssea e anemia aplástica. A primeira é provocada pela interferência do fármaco na síntese proteica das células medulares e a segunda tem causa desconhecida. A depressão medular é reversível com a suspensão do fármaco e é dose dependente (em adultos ocorre em pacientes que recebem 4 g ou mais por dia ou com nível sérico acima de 30 microgramas por mL). A aplasia é idiossincrásica, embora bastante rara, é geralmente fatal.

Pode ocorrer neurite óptica em tratamentos prolongados. Diminuição da acuidade visual pode ocorrer, mas é reversível. Neurite periférica, cefaleia, confusão mental, oftalmoplegia, náuseas, vômitos, diarreia, glossite, estomatite e hipersensibilidade são raros. O cloranfenicol pode provocar diminuição da síntese de vitamina K, o que poderia causar sangramento quando o seu uso é prolongado.

Gravidez

Não é recomendável a utilização de cloranfenicol durante a gravidez, apesar de nunca terem sido relatados defeitos teratogênicos relacionados com seu uso. Nas últimas semanas de gestação, a passagem do cloranfenicol para o feto pode levar ao aparecimento da síndrome cinzenta do recém-nascido.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Uso na amamentação

O cloranfenicol passa para o leite materno, podendo provocar depressão medular ou síndrome cinzenta do recém-nascido.

Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco

Uso em recém-nascidos

Em recém-nascidos, o cloranfenicol só deve ser utilizado se não houver outra alternativa de antibioticoterapia; quando usado, a dose deve ser de 25/mg/kg/dia e o nível sérico monitorizado, não devendo ultrapassar 50 microgramas/mL.

Pacientes com insuficiência renal ou hepática

O uso de cloranfenicol deve ser evitado em pacientes com doenças hepáticas ou renais. Caso seja necessária a utilização nesses pacientes, as doses de cloranfenicol devem ser reduzidas.

Pacientes diabéticos

Devem ser advertidos que o cloranfenicol pode provocar falsas reações positivas de glicosúria.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Arifenicol?

  • <li>Rea&#xE7;&#xF5;es hematol&#xF3;gicas: podem se manifestar de duas formas: como uma depress&#xE3;o revers&#xED;vel da medula &#xF3;ssea ou como uma anemia apl&#xE1;stica idiossincr&#xE1;tica. A depress&#xE3;o medular &#xE9; dose dependente e &#xE9; mais comumente observada quando as concentra&#xE7;&#xF5;es s&#xE9;ricas ultrapassam 25 microgramas por mL; esta afec&#xE7;&#xE3;o &#xE9; geralmente revers&#xED;vel com a suspens&#xE3;o do f&#xE1;rmaco. A anemia apl&#xE1;stica &#xE9; uma rea&#xE7;&#xE3;o idiossincr&#xE1;tica grave que ocorre em 1 a cada 25.000 a 40.000 pacientes tratados com cloranfenicol; n&#xE3;o tem rela&#xE7;&#xE3;o com a dose ou dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento; a maioria dos casos est&#xE1; relacionada ao uso oral e seu aparecimento ocorre, geralmente, v&#xE1;rias semanas ou meses ap&#xF3;s o uso do f&#xE1;rmaco. Foram descritos casos raros de <a href="https://consultaremedios.com.br/cancer/leucemia/c" target="_blank">leucemia</a> ap&#xF3;s anemia apl&#xE1;stica provocada pelo cloranfenicol, por&#xE9;m essa correla&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o est&#xE1; ainda totalmente definida.</li> <li>S&#xED;ndrome cinzenta do rec&#xE9;m-nascido: &#xE9; caracterizada por distens&#xE3;o abdominal, v&#xF4;mitos, flacidez, <a href="https://minutosaudavel.com.br/cianose/" rel="noopener" target="_blank">cianose</a>, colapso circulat&#xF3;rio e morte; provavelmente ocorre por ac&#xFA;mulo s&#xE9;rico do f&#xE1;rmaco pela incapacidade do neonato em conjugar e eliminar o cloranfenicol. Se o uso em rec&#xE9;m-nascidos &#xE9; necess&#xE1;rio, a dose deve ser de 25 mg/kg/dia e o n&#xED;vel s&#xE9;rico monitorizado. Adultos com ingest&#xE3;o acidental de doses muito elevadas podem apresentar esta rea&#xE7;&#xE3;o.</li> <li>Neurite &#xF3;ptica ocorre raramente com o uso prolongado, a diminui&#xE7;&#xE3;o da acuidade visual em geral, &#xE9; revers&#xED;vel.</li> <li>Outros sintomas neurol&#xF3;gicos raros: neurite perif&#xE9;rica, cefaleia, depress&#xE3;o, oftalmoplegia e confus&#xE3;o mental.</li> <li>Rea&#xE7;&#xF5;es de hipersensibilidade s&#xE3;o raras.</li> <li>Rea&#xE7;&#xF5;es gastrintestinais como diarreia, n&#xE1;usea, v&#xF4;mitos, glossite e estomatite s&#xE3;o pouco frequentes e sem gravidade.</li>

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária–NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Arifenicol com outros remédios?

  • <li>&#xC1;lcool: pode ocorrer rea&#xE7;&#xF5;es semelhantes ao <a href="https://consultaremedios.com.br/dissulfiram/bula" target="_blank">dissulfiram</a>.</li> <li>Antiepil&#xE9;ticos (fenobarbital e hidanto&#xED;na): podem diminuir a concentra&#xE7;&#xE3;o s&#xE9;rica de cloranfenicol. Al&#xE9;m disso, a inibi&#xE7;&#xE3;o do sistema citocromo P-450 pelo cloranfenicol pode diminuir o metabolismo do fenobarbital e da hidanto&#xED;na, elevando os n&#xED;veis s&#xE9;ricos destes f&#xE1;rmacos.</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/varfarina-sodica/bula" target="_blank">Varfarina</a>: mesma intera&#xE7;&#xE3;o que com fenobarbital.</li> <li>Piridoxina: o cloranfenicol aumenta a excre&#xE7;&#xE3;o renal da piridoxina.</li> <li><a href="https://minutosaudavel.com.br/vitamina-b12/" rel="noopener" target="_blank">Vitamina B12</a>: o cloranfenicol pode reduzir o efeito hematol&#xF3;gico da vitamina B12.</li> <li>Alfentanil: diminui o clearence, com ac&#xFA;mulo s&#xE9;rico.</li> <li>Antidiab&#xE9;ticos orais: o cloranfenicol pode inibir o metabolismo hep&#xE1;tico destes f&#xE1;rmacos, aumentando seus efeitos.</li> <li>Eritromicinas e lincomicinas: o cloranfenicol compete com ambos na liga&#xE7;&#xE3;o com a subunidade 50S dos ribossomas bacterianos, antagonizando seus efeitos; deve-se evitar o uso concomitante.</li> <li>Ativadores de enzimas hep&#xE1;ticas (<a href="https://consultaremedios.com.br/rifampicina/bula" target="_blank">rifampicina</a>, fenobarbital, etc): aumentam a degrada&#xE7;&#xE3;o de cloranfenicol.</li> <li>Penicilinas: pode haver diminui&#xE7;&#xE3;o da a&#xE7;&#xE3;o bactericida das penicilinas.</li>

Interferência em exames laboratoriais

O cloranfenicol pode causar falsos resultados positivos de glicosúria. O teste de Bartiromide é alterado, pois o cloranfenicol provoca aumento da quantidade de PABA recuperada.

Qual a ação da substância do Arifenicol (Succinato Sódico de Cloranfenicol)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3><a href=\"https://minutosaudavel.com.br/meningite-bacteriana/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Meningite bacteriana</a></h3> <p>O tratamento com cloranfenicol traz excelentes resultados na <a href=\"https://consultaremedios.com.br/infectologia/meningite/c\" target=\"_blank\">meningite</a> causada por H. influenzae, que s&#xE3;o iguais ou superiores aos obtidos com ampicilina<sup>1,2</sup>. Embora seja bacteriost&#xE1;tico contra a maioria dos microrganismos, o cloranfenicol &#xE9; bactericida para muitos pat&#xF3;genos men&#xED;ngeos, como<em> H. influenzae</em><sup>3 </sup>.</p> <h3>Infec&#xE7;&#xF5;es por anaer&#xF3;bios</h3> <p>O cloranfenicol &#xE9; muito eficaz contra a maioria das bact&#xE9;rias anaer&#xF3;bicas, incluindo Bacteroides spp. Mostra-se eficaz no tratamento de infec&#xE7;&#xF5;es intra-abdominais ou abscessos cerebrais graves, que s&#xE3;o comumente causados por microrganismos anaer&#xF3;bicos. Todavia, disp&#xF5;e-se de numerosos agentes alternativos igualmente eficazes e menos t&#xF3;xicos, de modo que o cloranfenicol raramente est&#xE1; indicado nessa condi&#xE7;&#xE3;o<sup>4</sup>.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1 - Jones, F. E.; Hanson, D. R. H. influenzae meningitis treated with ampicillin or chloramphenicol, and subsequent hearing loss. Dev. Med. Child Neurol. c.19, p. 593-597, 1977. in: Chambers, H. F. Antimicrobianos Inibidores da s&#xED;ntese proteica e antibacterianos diversos, c. 47. in: Hardman, J. G.; LimbirdL. E.; Gilman, A. G.; Goodman &amp; Gilman, As bases farmacol&#xF3;gicas da terap&#xEA;utica. 10&#xB0; ed. Rio de Janeiro: MC-Grow-Hill, 2003, p. 948.<br> 2 - Koskiniemi, M.; et al. S. Haemophilus influenzae meningitis. A comparison between chloramphenicol and ampicillin therapy with special reference to impaired hearing. Acta Paediatr. Scand. c.67, p. 17-24, 1978. in: Chambers, H. F. Antimicrobianos Inibidores da s&#xED;ntese prot&#xE9;ica e antibacterianos diversos, c. 47. in: Hardman, J. G.; Limbird&amp;nbsp;L. E.; Gilman, A. G.; Goodman &amp; Gilman, As bases farmacol&#xF3;gicas da terap&#xEA;utica. 10&#xB0; ed. Rio de Janeiro: MC-Grow-Hill, 2003, p. 948.<br> 3 - Rahal, J. J. Jr.; Simberkoff, M. S. Bactericidal and bacteriostatic action of chloramphenicol against meningeal pathogens. Antimicrob. Agents Chemother, c. 16, p. 13-18, 1979. in: Chambers, H. F. Antimicrobianos Inibidores da s&#xED;ntese prot&#xE9;ica e antibacterianos diversos, c. 47. in: Hardman, J. G.; LimbirdL. E.; Gilman&amp;nbsp;, A. G.; Goodman &amp; Gilman, As bases farmacol&#xF3;gicas da terap&#xEA;utica. 10&#xB0; ed. Rio de Janeiro: MC-Grow-Hill, 2003, p. 948.<br> 4 - Chambers, H. F. Antimicrobianos Inibidores da s&#xED;ntese prot&#xE9;ica e antibacterianos diversos, c. 47. in: Hardman, J. G.; Limbird&amp;nbsp;L. E.; Gilman, A. G.; Goodman &amp; Gilman, As bases farmacol&#xF3;gicas da terap&#xEA;utica. 10&#xB0; ed. Rio de Janeiro: MC-Grow-Hill, 2003, p. 948.</br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <p>O cloranfenicol foi isolado de culturas de <em>Streptomyces venezuelae</em> em 1947, o cloranfenicol atualmente &#xE9; produzido sinteticamente. Age, principalmente, como bacteriost&#xE1;tico, interferindo na s&#xED;ntese prot&#xE9;ica bacteriana. Seu espectro de a&#xE7;&#xE3;o &#xE9; bastante pr&#xF3;ximo ao das tetraciclinas e inclui bact&#xE9;rias gram-positivas e gram-negativas, ricketsias e clam&#xED;dias. As principais indica&#xE7;&#xF5;es de uso s&#xE3;o em infec&#xE7;&#xF5;es causadas por <em>Haemophilus influenzae, Salmonella typhi e Bacteroides fragilis</em>. O cloranfenicol inibe a s&#xED;ntese prot&#xE9;ica nas bact&#xE9;rias e, em menor grau, nas c&#xE9;lulas eucari&#xF3;ticas. O f&#xE1;rmaco penetra r&#xE1;pido nas c&#xE9;lulas bacterianas, provavelmente por difus&#xE3;o facilitada.</p> <p>O cloranfenicol atua primariamente atrav&#xE9;s de sua liga&#xE7;&#xE3;o revers&#xED;vel com a subunidade riboss&#xF4;mica 50S (pr&#xF3;ximo ao local de a&#xE7;&#xE3;o dos antibi&#xF3;ticos macrol&#xED;deos e da clindamicina, que ele inibe competitivamente). Embora a&amp;nbsp;liga&#xE7;&#xE3;o do tRNA ao local de reconhecimento do c&#xF3;don na subunidade 30S do ribossoma n&#xE3;o seja atingida, o f&#xE1;rmaco parece impedir a liga&#xE7;&#xE3;o da extremidade contendo amino&#xE1;cido do aminoacil tRNA ao local aceptor na subunidade riboss&#xF4;mica 50S. A intera&#xE7;&#xE3;o entre a peptidiltransferase e seu substrato amino&#xE1;cido n&#xE3;o pode ocorrer, havendo inibi&#xE7;&#xE3;o da forma&#xE7;&#xE3;o de liga&#xE7;&#xE3;o pept&#xED;dica.</p> <p>O cloranfenicol tamb&#xE9;m pode inibir a s&#xED;ntese de prote&#xED;na mitocondrial nas c&#xE9;lulas de mam&#xED;feros, talvez pelo fato de os ribossomas mitocondriais assemelharem-se mais aos ribossomas bacterianos (ambos s&#xE3;o 70S) do que aos ribossomas citoplasm&#xE1;ticos de 80S das c&#xE9;lulas de mam&#xED;feros. A peptidiltransferase dos ribossomas mitocondriais, mas n&#xE3;o dos ribossomas citoplasm&#xE1;ticos, &#xE9; sens&#xED;vel &#xE0; a&#xE7;&#xE3;o inibit&#xF3;ria do cloranfenicol. As c&#xE9;lulas eritropoi&#xE9;ticas dos mam&#xED;feros parecem ser particularmente sens&#xED;veis ao f&#xE1;rmaco.</p> </hr>"}

1000mg, caixa com 50 frascos ampola com pó para solução de uso intravenoso + 50 ampolas com 5mL de diluente

Princípio ativo
:
Succinato Sódico De Cloranfenicol
Classe Terapêutica
:
Cloranfenicois E Associações
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca 2 vias (Antibiótico - Venda Sob Prescrição Médica mediante Retenção da Receita)
Categoria
:
Antibióticos
Especialidade
:
Infectologia

Bula do medicamento

Arifenicol, para o que é indicado e para o que serve?

Infecções oculares superficiais.

Quais as contraindicações do Arifenicol?

Hipersensibilidade aos componentes da fórmula.
Em caso de resfriados, gripes, dor de garganta.

Como usar o Arifenicol?

A administração deve ser feita por via intravenosa, dividida em 4 doses diárias a intervalos de 6 horas.

Adultos

  • <li>50 mg de <a href="https://consultaremedios.com.br/cloranfenicol/bula" target="_blank">cloranfenicol</a> base por quilo de peso por dia. A dose m&#xE1;xima para adultos &#xE9; de 4 g/dia.</li> <li>Em infec&#xE7;&#xF5;es graves, assim como em meningites, a dose pode chegar a 100 mg/kg/dia.</li>
Crianças
  • <li>50 mg (base) por quilo de peso por dia; em prematuros e rec&#xE9;m-nascidos com menos de 2 semanas de vida a dose &#xE9; de 25 mg (base) por quilo de peso por dia.</li>

A concentração sérica deve ser mantida entre 10 a 25 microgramas por mL.

Reconstituição

O profissional da saúde, antes da reconstituição do medicamento, deve verificar a aparência do pó no interior do frasco-ampola, buscando identificar alguma partícula que possa interferir na integridade e na qualidade do medicamento.

Para a reconstituição da solução do frasco-ampola de Succinato Sódico de Cloranfenicol, são necessários 5 mL de água para injetáveis. Para a completa homogeneização da solução, recomenda-se agitar o frasco-ampola vigorosamente antes de retirar a dose a ser injetada.

Com a finalidade de evitar o aparecimento de partículas de borracha após a inserção de agulha no frasco-ampola, proceder da seguinte forma:
{"tag":"ol","value":" <li>Encaixar uma agulha de inje&#xE7;&#xE3;o de no m&#xE1;ximo 0,8 mm de calibre;</li> <li>Encher a seringa com o diluente apropriado;</li> <li>Segurar a seringa verticalmente &#xE0; borracha;</li> <li>Perfurar a tampa dentro da &#xE1;rea marcada, deixando o frasco-ampola firmemente na posi&#xE7;&#xE3;o vertical;</li> <li>&#xC9; recomendado n&#xE3;o perfurar mais de 4 vezes a &#xE1;rea demarcada (ISO 7864).</li> "}
Veja abaixo o procedimento:

Após a reconstituição, o profissional da saúde deverá inspecionar cuidadosamente, antes de sua utilização, se a solução no interior do frasco-ampola está fluida, livre de fragmentos ou de alguma substância que possa comprometer a eficácia e a segurança do medicamento. O profissional não deverá utilizar o produto ao verificar qualquer alteração que possa prejudicar a saúde do paciente. Para evitar problemas de contaminação, deve-se tomar cuidado durante a reconstituição para assegurar assepsia. Succinato Sódico de Cloranfenicolé um pó liófilo produzido na planta farmoquímica e envasado diretamente.

Administração

Succinato Sódico de Cloranfenicoldeve ser administrado por via intravenosa.

A injeção intravenosa deve ser lenta, nunca em menos de 1 minuto.

Conservação depois de aberto

O frasco-ampola de Succinato Sódico de Cloranfenicolnão deve ser aberto.

Succinato Sódico de Cloranfenicol, após a reconstituição, deve ser utilizado imediatamente.

Quais cuidados devo ter ao usar o Arifenicol?

O uso de cloranfenicol deve ser evitado em pacientes com anemia, sangramentos, doenças hepáticas ou renais.

Evitar o uso concomitante com fármacos depressores da medula óssea, alfentanil, hidantoína, fenobarbital, antidiabéticos orais, eritromicina, lincomicinas e com radioterapia.

Evitar o uso durante imunizações ativas. O uso de cloranfenicol pode provocar aumento da incidência de infecções dentárias, cicatrização lenta e sangramento gengival. Pacientes com deficiência de G-6-PD podem ter crises hemolíticas com o uso do medicamento. Pacientes com porfiria têm o risco de crises aumentado.

O cloranfenicol pode provocar depressão da medula óssea, nem sempre reversível.

O risco da depressão medular é maior com tratamentos prolongados, por isso o uso deste medicamento não deve ultrapassar dez dias. Quando são necessários tratamentos mais longos, exames periódicos de controle hematológicos devem ser realizados.

Toxicidade

Não há estudos confirmando a ausência de efeitos mutagênicos, carcinogênicos ou teratogênicos no ser humano. Por isso, apesar da ausência de relatos comprovando a ligação do uso do fármaco com tais efeitos, não se recomenda o uso durante a gravidez.

O principal efeito tóxico do cloranfenicol ocorre na medula óssea, provocando duas alterações: depressão da medula óssea e anemia aplástica. A primeira é provocada pela interferência do fármaco na síntese proteica das células medulares e a segunda tem causa desconhecida. A depressão medular é reversível com a suspensão do fármaco e é dose dependente (em adultos ocorre em pacientes que recebem 4 g ou mais por dia ou com nível sérico acima de 30 microgramas por mL). A aplasia é idiossincrásica, embora bastante rara, é geralmente fatal.

Pode ocorrer neurite óptica em tratamentos prolongados. Diminuição da acuidade visual pode ocorrer, mas é reversível. Neurite periférica, cefaleia, confusão mental, oftalmoplegia, náuseas, vômitos, diarreia, glossite, estomatite e hipersensibilidade são raros. O cloranfenicol pode provocar diminuição da síntese de vitamina K, o que poderia causar sangramento quando o seu uso é prolongado.

Gravidez

Não é recomendável a utilização de cloranfenicol durante a gravidez, apesar de nunca terem sido relatados defeitos teratogênicos relacionados com seu uso. Nas últimas semanas de gestação, a passagem do cloranfenicol para o feto pode levar ao aparecimento da síndrome cinzenta do recém-nascido.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Uso na amamentação

O cloranfenicol passa para o leite materno, podendo provocar depressão medular ou síndrome cinzenta do recém-nascido.

Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco

Uso em recém-nascidos

Em recém-nascidos, o cloranfenicol só deve ser utilizado se não houver outra alternativa de antibioticoterapia; quando usado, a dose deve ser de 25/mg/kg/dia e o nível sérico monitorizado, não devendo ultrapassar 50 microgramas/mL.

Pacientes com insuficiência renal ou hepática

O uso de cloranfenicol deve ser evitado em pacientes com doenças hepáticas ou renais. Caso seja necessária a utilização nesses pacientes, as doses de cloranfenicol devem ser reduzidas.

Pacientes diabéticos

Devem ser advertidos que o cloranfenicol pode provocar falsas reações positivas de glicosúria.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Arifenicol?

  • <li>Rea&#xE7;&#xF5;es hematol&#xF3;gicas: podem se manifestar de duas formas: como uma depress&#xE3;o revers&#xED;vel da medula &#xF3;ssea ou como uma anemia apl&#xE1;stica idiossincr&#xE1;tica. A depress&#xE3;o medular &#xE9; dose dependente e &#xE9; mais comumente observada quando as concentra&#xE7;&#xF5;es s&#xE9;ricas ultrapassam 25 microgramas por mL; esta afec&#xE7;&#xE3;o &#xE9; geralmente revers&#xED;vel com a suspens&#xE3;o do f&#xE1;rmaco. A anemia apl&#xE1;stica &#xE9; uma rea&#xE7;&#xE3;o idiossincr&#xE1;tica grave que ocorre em 1 a cada 25.000 a 40.000 pacientes tratados com cloranfenicol; n&#xE3;o tem rela&#xE7;&#xE3;o com a dose ou dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento; a maioria dos casos est&#xE1; relacionada ao uso oral e seu aparecimento ocorre, geralmente, v&#xE1;rias semanas ou meses ap&#xF3;s o uso do f&#xE1;rmaco. Foram descritos casos raros de <a href="https://consultaremedios.com.br/cancer/leucemia/c" target="_blank">leucemia</a> ap&#xF3;s anemia apl&#xE1;stica provocada pelo cloranfenicol, por&#xE9;m essa correla&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o est&#xE1; ainda totalmente definida.</li> <li>S&#xED;ndrome cinzenta do rec&#xE9;m-nascido: &#xE9; caracterizada por distens&#xE3;o abdominal, v&#xF4;mitos, flacidez, <a href="https://minutosaudavel.com.br/cianose/" rel="noopener" target="_blank">cianose</a>, colapso circulat&#xF3;rio e morte; provavelmente ocorre por ac&#xFA;mulo s&#xE9;rico do f&#xE1;rmaco pela incapacidade do neonato em conjugar e eliminar o cloranfenicol. Se o uso em rec&#xE9;m-nascidos &#xE9; necess&#xE1;rio, a dose deve ser de 25 mg/kg/dia e o n&#xED;vel s&#xE9;rico monitorizado. Adultos com ingest&#xE3;o acidental de doses muito elevadas podem apresentar esta rea&#xE7;&#xE3;o.</li> <li>Neurite &#xF3;ptica ocorre raramente com o uso prolongado, a diminui&#xE7;&#xE3;o da acuidade visual em geral, &#xE9; revers&#xED;vel.</li> <li>Outros sintomas neurol&#xF3;gicos raros: neurite perif&#xE9;rica, cefaleia, depress&#xE3;o, oftalmoplegia e confus&#xE3;o mental.</li> <li>Rea&#xE7;&#xF5;es de hipersensibilidade s&#xE3;o raras.</li> <li>Rea&#xE7;&#xF5;es gastrintestinais como diarreia, n&#xE1;usea, v&#xF4;mitos, glossite e estomatite s&#xE3;o pouco frequentes e sem gravidade.</li>

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária–NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Arifenicol com outros remédios?

  • <li>&#xC1;lcool: pode ocorrer rea&#xE7;&#xF5;es semelhantes ao <a href="https://consultaremedios.com.br/dissulfiram/bula" target="_blank">dissulfiram</a>.</li> <li>Antiepil&#xE9;ticos (fenobarbital e hidanto&#xED;na): podem diminuir a concentra&#xE7;&#xE3;o s&#xE9;rica de cloranfenicol. Al&#xE9;m disso, a inibi&#xE7;&#xE3;o do sistema citocromo P-450 pelo cloranfenicol pode diminuir o metabolismo do fenobarbital e da hidanto&#xED;na, elevando os n&#xED;veis s&#xE9;ricos destes f&#xE1;rmacos.</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/varfarina-sodica/bula" target="_blank">Varfarina</a>: mesma intera&#xE7;&#xE3;o que com fenobarbital.</li> <li>Piridoxina: o cloranfenicol aumenta a excre&#xE7;&#xE3;o renal da piridoxina.</li> <li><a href="https://minutosaudavel.com.br/vitamina-b12/" rel="noopener" target="_blank">Vitamina B12</a>: o cloranfenicol pode reduzir o efeito hematol&#xF3;gico da vitamina B12.</li> <li>Alfentanil: diminui o clearence, com ac&#xFA;mulo s&#xE9;rico.</li> <li>Antidiab&#xE9;ticos orais: o cloranfenicol pode inibir o metabolismo hep&#xE1;tico destes f&#xE1;rmacos, aumentando seus efeitos.</li> <li>Eritromicinas e lincomicinas: o cloranfenicol compete com ambos na liga&#xE7;&#xE3;o com a subunidade 50S dos ribossomas bacterianos, antagonizando seus efeitos; deve-se evitar o uso concomitante.</li> <li>Ativadores de enzimas hep&#xE1;ticas (<a href="https://consultaremedios.com.br/rifampicina/bula" target="_blank">rifampicina</a>, fenobarbital, etc): aumentam a degrada&#xE7;&#xE3;o de cloranfenicol.</li> <li>Penicilinas: pode haver diminui&#xE7;&#xE3;o da a&#xE7;&#xE3;o bactericida das penicilinas.</li>

Interferência em exames laboratoriais

O cloranfenicol pode causar falsos resultados positivos de glicosúria. O teste de Bartiromide é alterado, pois o cloranfenicol provoca aumento da quantidade de PABA recuperada.

Qual a ação da substância do Arifenicol (Succinato Sódico de Cloranfenicol)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3><a href=\"https://minutosaudavel.com.br/meningite-bacteriana/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Meningite bacteriana</a></h3> <p>O tratamento com cloranfenicol traz excelentes resultados na <a href=\"https://consultaremedios.com.br/infectologia/meningite/c\" target=\"_blank\">meningite</a> causada por H. influenzae, que s&#xE3;o iguais ou superiores aos obtidos com ampicilina<sup>1,2</sup>. Embora seja bacteriost&#xE1;tico contra a maioria dos microrganismos, o cloranfenicol &#xE9; bactericida para muitos pat&#xF3;genos men&#xED;ngeos, como<em> H. influenzae</em><sup>3 </sup>.</p> <h3>Infec&#xE7;&#xF5;es por anaer&#xF3;bios</h3> <p>O cloranfenicol &#xE9; muito eficaz contra a maioria das bact&#xE9;rias anaer&#xF3;bicas, incluindo Bacteroides spp. Mostra-se eficaz no tratamento de infec&#xE7;&#xF5;es intra-abdominais ou abscessos cerebrais graves, que s&#xE3;o comumente causados por microrganismos anaer&#xF3;bicos. Todavia, disp&#xF5;e-se de numerosos agentes alternativos igualmente eficazes e menos t&#xF3;xicos, de modo que o cloranfenicol raramente est&#xE1; indicado nessa condi&#xE7;&#xE3;o<sup>4</sup>.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1 - Jones, F. E.; Hanson, D. R. H. influenzae meningitis treated with ampicillin or chloramphenicol, and subsequent hearing loss. Dev. Med. Child Neurol. c.19, p. 593-597, 1977. in: Chambers, H. F. Antimicrobianos Inibidores da s&#xED;ntese proteica e antibacterianos diversos, c. 47. in: Hardman, J. G.; LimbirdL. E.; Gilman, A. G.; Goodman &amp; Gilman, As bases farmacol&#xF3;gicas da terap&#xEA;utica. 10&#xB0; ed. Rio de Janeiro: MC-Grow-Hill, 2003, p. 948.<br> 2 - Koskiniemi, M.; et al. S. Haemophilus influenzae meningitis. A comparison between chloramphenicol and ampicillin therapy with special reference to impaired hearing. Acta Paediatr. Scand. c.67, p. 17-24, 1978. in: Chambers, H. F. Antimicrobianos Inibidores da s&#xED;ntese prot&#xE9;ica e antibacterianos diversos, c. 47. in: Hardman, J. G.; Limbird&amp;nbsp;L. E.; Gilman, A. G.; Goodman &amp; Gilman, As bases farmacol&#xF3;gicas da terap&#xEA;utica. 10&#xB0; ed. Rio de Janeiro: MC-Grow-Hill, 2003, p. 948.<br> 3 - Rahal, J. J. Jr.; Simberkoff, M. S. Bactericidal and bacteriostatic action of chloramphenicol against meningeal pathogens. Antimicrob. Agents Chemother, c. 16, p. 13-18, 1979. in: Chambers, H. F. Antimicrobianos Inibidores da s&#xED;ntese prot&#xE9;ica e antibacterianos diversos, c. 47. in: Hardman, J. G.; LimbirdL. E.; Gilman&amp;nbsp;, A. G.; Goodman &amp; Gilman, As bases farmacol&#xF3;gicas da terap&#xEA;utica. 10&#xB0; ed. Rio de Janeiro: MC-Grow-Hill, 2003, p. 948.<br> 4 - Chambers, H. F. Antimicrobianos Inibidores da s&#xED;ntese prot&#xE9;ica e antibacterianos diversos, c. 47. in: Hardman, J. G.; Limbird&amp;nbsp;L. E.; Gilman, A. G.; Goodman &amp; Gilman, As bases farmacol&#xF3;gicas da terap&#xEA;utica. 10&#xB0; ed. Rio de Janeiro: MC-Grow-Hill, 2003, p. 948.</br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <p>O cloranfenicol foi isolado de culturas de <em>Streptomyces venezuelae</em> em 1947, o cloranfenicol atualmente &#xE9; produzido sinteticamente. Age, principalmente, como bacteriost&#xE1;tico, interferindo na s&#xED;ntese prot&#xE9;ica bacteriana. Seu espectro de a&#xE7;&#xE3;o &#xE9; bastante pr&#xF3;ximo ao das tetraciclinas e inclui bact&#xE9;rias gram-positivas e gram-negativas, ricketsias e clam&#xED;dias. As principais indica&#xE7;&#xF5;es de uso s&#xE3;o em infec&#xE7;&#xF5;es causadas por <em>Haemophilus influenzae, Salmonella typhi e Bacteroides fragilis</em>. O cloranfenicol inibe a s&#xED;ntese prot&#xE9;ica nas bact&#xE9;rias e, em menor grau, nas c&#xE9;lulas eucari&#xF3;ticas. O f&#xE1;rmaco penetra r&#xE1;pido nas c&#xE9;lulas bacterianas, provavelmente por difus&#xE3;o facilitada.</p> <p>O cloranfenicol atua primariamente atrav&#xE9;s de sua liga&#xE7;&#xE3;o revers&#xED;vel com a subunidade riboss&#xF4;mica 50S (pr&#xF3;ximo ao local de a&#xE7;&#xE3;o dos antibi&#xF3;ticos macrol&#xED;deos e da clindamicina, que ele inibe competitivamente). Embora a&amp;nbsp;liga&#xE7;&#xE3;o do tRNA ao local de reconhecimento do c&#xF3;don na subunidade 30S do ribossoma n&#xE3;o seja atingida, o f&#xE1;rmaco parece impedir a liga&#xE7;&#xE3;o da extremidade contendo amino&#xE1;cido do aminoacil tRNA ao local aceptor na subunidade riboss&#xF4;mica 50S. A intera&#xE7;&#xE3;o entre a peptidiltransferase e seu substrato amino&#xE1;cido n&#xE3;o pode ocorrer, havendo inibi&#xE7;&#xE3;o da forma&#xE7;&#xE3;o de liga&#xE7;&#xE3;o pept&#xED;dica.</p> <p>O cloranfenicol tamb&#xE9;m pode inibir a s&#xED;ntese de prote&#xED;na mitocondrial nas c&#xE9;lulas de mam&#xED;feros, talvez pelo fato de os ribossomas mitocondriais assemelharem-se mais aos ribossomas bacterianos (ambos s&#xE3;o 70S) do que aos ribossomas citoplasm&#xE1;ticos de 80S das c&#xE9;lulas de mam&#xED;feros. A peptidiltransferase dos ribossomas mitocondriais, mas n&#xE3;o dos ribossomas citoplasm&#xE1;ticos, &#xE9; sens&#xED;vel &#xE0; a&#xE7;&#xE3;o inibit&#xF3;ria do cloranfenicol. As c&#xE9;lulas eritropoi&#xE9;ticas dos mam&#xED;feros parecem ser particularmente sens&#xED;veis ao f&#xE1;rmaco.</p> </hr>"}

Fabricante: Blau

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