Blau Bromuc

100mg/mL, caixa com 5 ampolas com 3mL de solução de uso intravenoso ou inalatório

Princípio ativo
:
Acetilcisteína
Classe Terapêutica
:
Expectorantes
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Venda Sob Prescrição Médica)
Categoria
:
Expectorante
Especialidade
:
Pneumologia

Bula do medicamento

Bromuc, para o que é indicado e para o que serve?

Este é um medicamento indicado quando se tem dificuldade para expectorar e há muita secreção densa e viscosa, tais como bronquite aguda, bronquite crônica e suas exacerbações (piora do quadro clínico e complicações), enfisema pulmonar (doença crônica caracterizada pelo comprometimento dos pulmões), pneumonia (inflamação nos pulmões e brônquios), atelectasias pulmonares (fechamento dos brônquios), mucoviscidose (doença hereditária que produz muco espesso, também conhecida por fibrose cística). Também é indicado para intoxicação acidental ou voluntária por paracetamol.

Como o Bromuc funciona?

{"tag":"hr","value":" <p>Bromuc &#xE9; um medicamento que ajuda a eliminar as secre&#xE7;&#xF5;es produzidas nos pulm&#xF5;es, facilitando a respira&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>Bromuc modifica as caracter&#xED;sticas da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria (muco) reduzindo sua consist&#xEA;ncia e elasticidade, tornando-a mais fluida ou mais liquefeita, o que facilita a sua elimina&#xE7;&#xE3;o das vias respirat&#xF3;rias.</p> <p>Bromuc funciona ainda como ant&#xED;doto de danos hep&#xE1;ticos provocados pelo paracetamol, regenerando os estoques de uma subst&#xE2;ncia vital para a fun&#xE7;&#xE3;o normal do <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/figado/c\" target=\"_blank\">f&#xED;gado</a> (a glutationa).</p> "}

Quais as contraindicações do Bromuc?

Bromuc é contraindicado para pacientes alérgicos a acetilcisteína e/ou demais componentes de sua formulação.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Este medicamento é contraindicado para uso por crianças menores de 2 anos (exceto para uso intravenoso).

Como usar o Bromuc?

Uso intravenoso

A administração de Bromuc por via intravenosa deve ser realizada por profissional da saúde especializado, com os materiais necessários e suporte médico.

Uso inalatório

A administração para inalação deve proceder da seguinte forma:
  • <li>Romper a ampola no local indicado, protegendo os dedos para n&#xE3;o cort&#xE1;-los;</li> <li>Depositar a dose de Bromuc no copo do <a href="https://consultaremedios.com.br/testes-e-aparelhos/inaladores-e-nebulizadores/c" target="_blank">inalador</a>, podendo utilizar uma seringa para retirar o medicamento da ampola e transportar para o copo. Se for o caso, adicionar outros medicamentos conforme a prescri&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dica e adicionar solu&#xE7;&#xE3;o fisiol&#xF3;gica para completar o volume;</li> <li>Realizar a inala&#xE7;&#xE3;o pelo tempo determinado pelo m&#xE9;dico.</li>

Posologia do Bromuc

{"tag":"hr","value":" <p>O m&#xE9;dico determinar&#xE1; a dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento de acordo com a evolu&#xE7;&#xE3;o cl&#xED;nica; a grande tolerabilidade geral e local do medicamento permite tratamentos prolongados. As doses abaixo descritas poder&#xE3;o ser aumentadas a crit&#xE9;rio m&#xE9;dico.</p> <h3>Uso intravenoso n&#xE3;o como ant&#xED;doto</h3> <p>Bromuc deve ser administrado atrav&#xE9;s da infus&#xE3;o lenta em solu&#xE7;&#xE3;o salina ou solu&#xE7;&#xE3;o glicosada 5%.</p> <h4>Adultos</h4> <p>1 ampola, 1 ou 2 vezes por dia;</p> <h4>Crian&#xE7;as acima de 2 anos</h4> <p>Meia ampola, 1 ou 2 vezes por dia.</p> <h3>Uso intravenoso como ant&#xED;doto</h3> <p>Na intoxica&#xE7;&#xE3;o acidental ou volunt&#xE1;ria por paracetamol, a terapia com acetilciste&#xED;na deve ser iniciada o quanto antes. O tratamento deve ser iniciado dentro de 0 a 8 horas da ingest&#xE3;o do paracetamol. Para uma administra&#xE7;&#xE3;o de acetilciste&#xED;na durante 15 horas ap&#xF3;s a superdosagem de paracetamol, o tratamento &#xE9; praticamente ineficaz, mas h&#xE1; evid&#xEA;ncia na literatura de um tratamento bem sucedido 16 - 24 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol. A inje&#xE7;&#xE3;o &#xE9; administrada por infus&#xE3;o intravenosa. A infus&#xE3;o deve ser realizada lentamente para reduzir o risco de efeitos indesej&#xE1;veis.</p> <h3>Para o tratamento como ant&#xED;doto s&#xE3;o recomendados os seguintes esquemas de tratamento</h3> <h4>Pacientes com peso corporal &#x2265; 40 kg</h4> <h5>Dose de ataque:</h5> <p>150 mg/kg em 200 mL de solu&#xE7;&#xE3;o por 60 min;</p> <h5>Segunda dose:</h5> <p>50 mg/kg em 500 mL por 4 horas;</p> <h5>Terceira dose:</h5> <p>100 mg/kg em 1000 mL por 16 horas.</p> <h4>Pacientes com peso corporal &#x2265; 20 a 40 kg</h4> <h5>Dose de ataque:</h5> <p>150 mg/kg em 100 mL de solu&#xE7;&#xE3;o por 60 min;</p> <h5>Segunda dose:</h5> <p>50 mg/kg em 250 mL por 4 horas;</p> <h5>Terceira dose:</h5> <p>100 mg/kg em 500 mL por 16 horas.</p> <h4>Pacientes com peso corporal abaixo de 20 kg</h4> <p>A solu&#xE7;&#xE3;o deve ser compat&#xED;vel (5% dextrose em &#xE1;gua, 0,45% <a href=\"https://consultaremedios.com.br/cloreto-de-sodio/bula\" target=\"_blank\">cloreto de s&#xF3;dio</a> ou &#xE1;gua para inje&#xE7;&#xE3;o).</p> <h5>Dose de ataque:</h5> <p>150 mg/kg em 3 mL/kg de solu&#xE7;&#xE3;o por 60 min.</p> <h5>Segunda dose:</h5> <p>50 mg/kg em 7 mL/kg por 4 horas.</p> <h5>Terceira dose:</h5> <p>100 mg/kg em 14 mL/kg por 16 horas.</p> <h3>Uso inalat&#xF3;rio</h3> <h4>Tratamento por inala&#xE7;&#xE3;o (adultos e crian&#xE7;as acima de 2 anos)</h4> <p>Utiliza-se 1 ampola em cada sess&#xE3;o, dilu&#xED;da em igual quantidade de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/soros-e-injetaveis/soros/c\" target=\"_blank\">soro fisiol&#xF3;gico</a>, efetuando-se 1 a 2 sess&#xF5;es por dia, durante 5 a 10 dias, de acordo com a necessidade.</p> <p>Devido &#xE0; elevada tolerabilidade do medicamento, a frequ&#xEA;ncia das sess&#xF5;es, as doses e a dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento podem ser modificadas a crit&#xE9;rio m&#xE9;dico, em limites bastante amplos, sem necessidade de diferenciar as doses para adultos das usadas na pediatria.</p> <h4>Instila&#xE7;&#xF5;es endotraqueal ou endobr&#xF4;nquicas (adultos e crian&#xE7;as acima de 2 anos)</h4> <p>Administra-se atrav&#xE9;s da c&#xE2;nula de traqueostomia do tubo endotraqueal ou do broncosc&#xF3;pio, 1 ampola por vez, 1 ou 2 vezes por dia, de acordo com a necessidade.</p> <p><strong>Siga a orienta&#xE7;&#xE3;o de seu m&#xE9;dico, respeitando sempre os hor&#xE1;rios, as doses e a dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento. </strong></p> <p><strong>N&#xE3;o interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu m&#xE9;dico.</strong></p> <h2>O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Bromuc?</h2> <hr> <p>Se voc&#xEA; deixou de fazer uma inala&#xE7;&#xE3;o ou aplica&#xE7;&#xE3;o, dever&#xE1; faz&#xEA;-la o quanto antes, e fazer a inala&#xE7;&#xE3;o ou aplica&#xE7;&#xE3;o seguinte como de costume, isto &#xE9;, na hora regular e sem dobrar a dose.</p> <p><strong>Em caso de d&#xFA;vidas, procure orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico ou de seu m&#xE9;dico, ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> </hr>"}

Quais cuidados devo ter ao usar o Bromuc?

A presença de odor sulfúreo (enxofre) não indica alteração no medicamento, pois é característico do princípio ativo contido no mesmo.

É recomendada precaução quando utilizado por pacientes com úlcera péptica ou histórico de úlcera, especialmente no caso de administração concomitante à outros medicamentos com conhecido efeito irritativo à mucosa gástrica.

A administração da acetilcisteína, principalmente no início do tratamento, pode fluidificar a secreção brônquica e aumentar seu volume. Se efetivamente o paciente não conseguir expectorar pode ser realizada a drenagem postural e/ou outras medidas para drenagem de secreção.

Pacientes que sofrem de asma brônquica devem ser monitorados durante o tratamento. A acetilcisteína deve ser interrompida imediatamente se o paciente apresentar broncoespasmo e um tratamento apropriado deve ser iniciado.

Acetilcisteína deve ser administrada por via intravenosa somente sob supervisão médica. Os efeitos indesejáveis de perfusão de acetilcisteína aparecem mais comumente se o medicamento é administrado rapidamente ou em quantidade excessiva. Portanto as indicações de posologia devem ser rigorosamente seguidas.

Bromuc usado durante a inalação pode ser administrado concomitantemente com vasoconstritores e broncodilatadores comumente utilizados.

Recomenda-se que, no caso de administração concomitante para inalação com outros medicamentos a solução seja preparada na hora e seja utilizada uma vez só para garantir que não haverá comprometimento da estabilidade química da mistura.

Deve-se ter cautela na administração de doses como antídoto em intoxicações por paracetamol em pacientes com peso corporal abaixo dos 40 Kg por causa de possível risco de sobrecarga de líquido com consequente hiponatremia (alteração na concentração de sódio no sangue), convulsão e óbito. Portanto, recomenda-se seguir estritamente as orientações referentes à dosagem do produto.

A administração da acetilcisteína em doses como antídoto em intoxicações por paracetamol pode prolongar o tempo de protrombina (queda do índice de protrombina, elevação de INR ou RNI: relação normatizada internacional).

Bromuc contém 43 mg (1.9 mmol) de sódio por ampola. Essa informação deve ser considerada em pacientes hipertensos ou submetidos a dieta controlada de sódio.

Pacientes portadores de asma brônquica

Devem ser rigorosamente controlados durante o tratamento; se ocorrer broncoespasmo (contração dos brônquios causando dificuldade para respirar ou chiado no peito), suspender o tratamento imediatamente e consultar seu médico.

Na administração por via aerossólica, como pode ocorrer em qualquer aplicação aerossólica e independente do fármaco utilizado, em pacientes predispostos e/ou asmáticos é aconselhável associar um broncodilatador, de modo a prevenir eventuais reações broncoespásticas.

Bromuc não interfere na habilidade de dirigir e operar máquinas enquanto estiver fazendo uso do medicamento.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Bromuc?

As seguintes reações adversas foram relatadas pós-comercialização. Sua frequência não é conhecida (não pode ser estimada através dos dados disponíveis).

Uso inalatório

Hipersensibilidade, broncoespasmo (chiado no peito), rinorreia, estomatite (inflamação da cavidade bucal), vômito, náusea, urticária (placas avermelhadas na pele), rash (erupção cutânea) e prurido (coceira).

Uso intravenoso

Choque anafilático, reação anafilática, reação anafilactóide, hipersensibilidade, taquicardia, broncoespasmo (chiado no peito), dispneia (falta de ar), vômito, náusea, angioedema (inchaço nas mucosas), urticária (placas avermelhadas na pele), rubor, erupção cutânea, prurido (coceira), edema facial, hipotensão e tempo prolongado de protrombina.

Em casos raríssimos houve relato de reações severas da pele, como síndrome de Stevens-Johnson e síndrome de Lyell, com relação temporal com a administração da acetilcisteína. Na maioria dos casos havia envolvimento provável de, pelo menos uma droga co-suspeita na provocação da síndrome muco-cutânea relatada.

Por isso, é preciso consultar o médico assim que ocorrer alguma nova alteração na pele ou em membranas mucosas, onde nesse caso a acetilcisteína deve ser interrompida imediatamente.

Alguns estudos relatam uma diminuição da taxa de agregação plaquetária na presença de acetilcisteína. A significância clínica dessa reação ainda não foi definida.

Se for observada qualquer outra reação não descrita nesta bula, informe seu médico.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

População Especial

Uso em idosos

Devem-se seguir as orientações gerais descritas para o medicamento, salvo em situações especiais.

Uso pediátrico

Devem-se seguir as orientações gerais descritas para o medicamento, salvo em situações especiais.

Este medicamento é contraindicado para uso por crianças menores de 2 anos (exceto para uso intravenoso).

Gravidez e lactação

Há escassez de dados clínicos sobre mulheres expostas à acetilcisteína durante a gravidez. Estudos com animais não sugerem nenhum efeito nocivo, direto ou indireto, sobre a gravidez, desenvolvimento embriônico-fetal, nascimento ou desenvolvimento pós-natal.

Não há informações disponíveis sobre a excreção pelo leite materno, por isso não se recomenda utilizar este medicamento durante esta fase.

O produto só deve ser usado durante a gravidez e lactação depois de cuidadosa avaliação de risco-benefício.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Qual a composição do Bromuc?

Cada mL da solução injetável contém

100 mg de Acetilcisteína.

Excipientes (edetato dissódico, hidróxido de sódio e, água para injetáveis).

Apresentação do Bromuc

{"tag":"hr","value":" <p>Solu&#xE7;&#xE3;o injet&#xE1;vel contendo 300 mg de acetilciste&#xED;na em 3 mL. Embalagens contendo 5 ou 100 ampolas de 3 mL.</p> <p><strong>Via de administra&#xE7;&#xE3;o injet&#xE1;vel intravenoso e inalat&#xF3;rio.</strong></p> <p><strong>Uso adulto e pedi&#xE1;trico acima de 2 anos (exceto uso intravenoso).</strong></p> "}

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Bromuc maior do que a recomendada?

Uso intravenoso

Os sintomas da superdosagem são semelhantes, mas são mais graves do que os observados em caso de ocorrência de reações adversas.

O tratamento da superdosagem baseia-se na descontinuação imediata da administração da infusão e tratamento sintomático e ressuscitação. Não há antídoto específico. A acetilcisteína é dialisável.

Uso inalatório

Não há relato de casos de superdosagem por via inalatória.

Teoricamente, quando a acetilcisteína é administrada em altas doses, pode ocorrer um alto grau de liquefação de secreções mucopurulentas, especialmente em pacientes com reflexo da tosse ou expectoração inadequados.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Bromuc com outros remédios?

Os estudos de interação foram realizados apenas em adultos.

Acetilcisteína não deve ser administrada concomitantemente com fármacos antitussígenos, pois a redução do reflexo da tosse pode levar ao acúmulo de secreções brônquicas.

A administração concomitante de nitroglicerina e acetilcisteína tem mostrado hipotensão significante e, aumento da dilatação da artéria temporal. Se houver necessidade de tratamento concomitante com nitroglicerina e acetilcisteína, os pacientes devem ser monitorados, pois pode ocorrer hipotensão, inclusive grave, devendo-se ter atenção para a possibilidade de cefaleias.

Avise seu médico ou farmacêutico se você usar medicamentos a base de nitrato, em conjunto com o uso de Bromuc.

Relatos de inativação de antibióticos com acetilcisteína foram encontrados apenas em estudos in vitro onde as substâncias foram misturadas diretamente. Portanto, dissolução (mistura) de formulações de acetilcisteína com outros medicamentos não é recomendada.

Interações com exames laboratoriais

A acetilcisteína pode interferir no método de ensaio colorimétrico de mensuração do salicilato e interferir também, no teste de cetona na urina.

Interações com alimentos

Por ser de uso injetável ou inalatório, não são conhecidas interferências entre o medicamento e alimentos.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento. Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Interação alimentícia: posso usar o Bromuc com alimentos?

Solução Nasal

Por ser de uso nasal não há interferência entre Acetilcisteína nasal e alimentos.

Injetável

Por ser de uso injetável ou inalatório, não são conhecidas interferências entre o medicamento e alimentos.

Comprimido / Granulado / Xarope

Até o momento não foi relatada interação entre Acetilcisteína e alimentos. Não há nenhuma indicação sobre a administração do produto antes ou após as refeições.

Qual a ação da substância do Bromuc (Acetilcisteína)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Solu&#xE7;&#xE3;o Nasal</h3> <h4>A acetilciste&#xED;na em otorrinolaringologia</h4> <p>Um estudo prospectivo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo avaliou a efic&#xE1;cia de acetilciste&#xED;na com nebulizador por via nasal quatro vezes ao dia em 60 ind&#xED;viduos com diagn&#xF3;stico de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-respiratorio/rinite-alergica/c\" target=\"_blank\">rinite al&#xE9;rgica</a>. Acetilciste&#xED;na era o &#xFA;nico tratamento utilizado em um per&#xED;odo de dois meses. Os participantes que usaram acetilciste&#xED;na relataram menos obstru&#xE7;&#xE3;o nasal, coceira no nariz e rinorreia quando comparados com os que receberam placebo, embora a diferen&#xE7;a fosse significativa (p= 0,028) s&#xF3; no &#xFA;ltimo sintoma (Bousquet J, 2000).</p> <h3>Injet&#xE1;vel</h3> <h4>Compara&#xE7;&#xE3;o da administra&#xE7;&#xE3;o intravenosa e oral</h4> <p>A acetilciste&#xED;na por via intravenosa tem um pico m&#xE1;ximo de concentra&#xE7;&#xE3;o em plasma at&#xE9; 20 vezes maior que uma dose semelhante por via oral (Borgstrom L e <em>cols</em>. 1986).</p> <p>A maior disponibilidade de acetilciste&#xED;na por via intravenosa acontece tanto na forma total como reduzida e poderia ser atribu&#xED;da &#xE0; aus&#xEA;ncia do metabolismo hep&#xE1;tico de primeira passagem que acontece ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral (Olsson B e <em>cols</em>. 1988).</p> <h4>Intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol</h4> <p>A acetilciste&#xED;na &#xE9; recomendada como ant&#xED;doto para a superdose de paracetamol com poss&#xED;vel risco de toxicidade hep&#xE1;tica (Wolf SJ e <em>cols</em>. 2007).</p> <p>Estudo comparou 100 casos de intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol tratados com acetilciste&#xED;na intravenosa e 57 casos que receberam unicamente tratamento de suporte (Prescott LF e <em>cols</em>. 1979). Demonstrou-se uma redu&#xE7;&#xE3;o importante da toxicidade hep&#xE1;tica grave (58% suporte a 2% no grupo acetilciste&#xED;na) quando o tratamento foi administrado nas primeiras 10 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol.</p> <p>Em um estudo de coorte que avaliou 4084 pacientes intoxicados por paracetamol, foram comparados os pacientes que receberam regime de acetilciste&#xED;na por via oral (regime de 72 horas) e por via intravenosa (regime de 20 h). Os pacientes que receberam tratamento endovenoso nas primeiras 12 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol tiveram menor toxicidade hep&#xE1;tica (RR 0,54, CI95% 0,38 a 0,75 &#xE0;s 4 horas; RR 0.84, CI95% 0,71 a 1,00 &#xE0;s 12 horas e 12 minutos). Entre 12 e 18 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, o tratamento endovenoso com acetilciste&#xED;na diminuiu a toxicidade hep&#xE1;tica de forma semelhante ao tratamento oral. Ainda &#xE9; destacada a vantagem de poder utilizar o tratamento endovenoso em pacientes que apresentam v&#xF4;mitos (Yarema MC e <em>cols</em>. 2009). Em estudo com pacientes pedi&#xE1;tricos, a acetilciste&#xED;na intravenosa por 52 horas mostrou efic&#xE1;cia semelhante ao regime com acetilciste&#xED;na oral por 72 horas (Perry HE e Shannon MW. 1998).</p> <h4>A acetilciste&#xED;na na S&#xED;ndrome do Desconforto Respirat&#xF3;rio do Adulto</h4> <p>Estudo controlado em pacientes com S&#xED;ndrome do Desconforto Respirat&#xF3;rio do Adulto avaliou 32 pacientes que receberam acetilciste&#xED;na por via intravenosa e 29 que receberam placebo por infus&#xE3;o cont&#xED;nua nas 72 horas posteriores &#xE0; sua admiss&#xE3;o em terapia intensiva. Os pacientes que receberam acetilciste&#xED;na tiveram melhora r&#xE1;pida nos &#xED;ndices de oxigena&#xE7;&#xE3;o, com diminui&#xE7;&#xE3;o significativa no suporte ventilat&#xF3;rio mec&#xE2;nico no segundo e terceiro dia de tratamento (Suter PM e <em>cols</em>. 1994).</p> <h4>Uso da acetilciste&#xED;na nas atelectasias pulmonares</h4> <p>Pacientes com atelectasias pulmonares foram tratados com lavagem broncosc&#xF3;pica com solu&#xE7;&#xE3;o salina fisiol&#xF3;gica e acetilciste&#xED;na na propor&#xE7;&#xE3;o de 7:3. Resultados radiol&#xF3;gicos positivos foram vistos no seguimento de 48 dos 51 pacientes tratados. Houve completa regress&#xE3;o da <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-atelectasia-pulmonar-tipos-fisioterapia-tem-cura/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">atelectasia</a> em 37 casos e regress&#xE3;o parcial em 11 casos. Entretanto, houve recorr&#xEA;ncia da atelectasia em 8 casos nas 48 horas seguintes (Perruchoud A e <em>cols</em>. 1980).</p> <h4>Instila&#xE7;&#xE3;o de acetilciste&#xED;na para a <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-respiratorio/sinusite/c\" target=\"_blank\">sinusite</a> cr&#xF4;nica</h4> <p>Uma solu&#xE7;&#xE3;o da associa&#xE7;&#xE3;o de 300 mg de acetilciste&#xED;na e 750 mg de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/tianfenicol/bula\" target=\"_blank\">tianfenicol</a> foi usada para realizar instila&#xE7;&#xE3;o local ap&#xF3;s lavagem e drenagem dos seios paranasais em 498 pacientes com sinusite maxilar cr&#xF4;nica. Os pacientes foram tratados at&#xE9; se obter uma lavagem limpa ou uma sinumanometria normal. Em 36,25% dos casos, houve regress&#xE3;o completa do quadro de sinusite cr&#xF4;nica, sem necessidade de interven&#xE7;&#xF5;es adicionais, inclusive cir&#xFA;rgicas (Bertrand B e Eloy P. 1993).</p> <h3>Comprimido / Granulado / Xarope</h3> <h4>Bronquite aguda</h4> <p>Um estudo multic&#xEA;ntrico, prospectivo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo avaliou a efic&#xE1;cia de acetilciste&#xED;na 200 mg 3x/dia via oral formula&#xE7;&#xE3;o granulada por 10 dias no tratamento de 215 pacientes com bronquite aguda. Os participantes foram divididos em tr&#xEA;s grupos de acordo com a presen&#xE7;a ou aus&#xEA;ncia de doen&#xE7;as respirat&#xF3;rias cr&#xF4;nicas (Brocard H. e <em>cols</em>, 1980). Os par&#xE2;metros avaliados (volume e viscosidade da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, intensidade da tosse e pico de fluxo expirat&#xF3;rio) evidenciaram resultados favor&#xE1;veis ao uso de acetilciste&#xED;na de modo significativo, em especial no grupo de participantes com bronquite aguda sem doen&#xE7;a respirat&#xF3;ria cr&#xF4;nica pr&#xE9;via. Ressalta-se entre os dados do estudo o aumento inicial e transit&#xF3;rio significativo de secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria entre os pacientes que utilizaram acetilciste&#xED;na. Entre os pacientes tratados apenas com antibi&#xF3;ticos no grupo placebo, houve decl&#xED;nio gradual do volume de secre&#xE7;&#xE3;o desde o in&#xED;cio do tratamento. Isso refor&#xE7;a a hip&#xF3;tese do efeito positivo de drenagem da secre&#xE7;&#xE3;o devido &#xE0; fluidifica&#xE7;&#xE3;o pelo uso de acetilciste&#xED;na (Brocard H. e <em>cols</em>, 1980).</p> <h4>Bronquite cr&#xF4;nica</h4> <p>Pacientes com bronquite cr&#xF4;nica foram avaliados em um estudo multic&#xEA;ntrico, prospectivo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo e, neste estudo foram inclu&#xED;dos 744 pacientes. Os par&#xE2;metros estudados foram: quantidade e viscosidade da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, dificuldade de expectora&#xE7;&#xE3;o, intensidade da tosse e epis&#xF3;dios de exacerba&#xE7;&#xE3;o em um per&#xED;odo de 6 meses. Os resultados positivos foram estatisticamente significantes em favor do grupo que usou acetilciste&#xED;na 200 mg 2x/dia formula&#xE7;&#xE3;o granulada via oral em todos os itens analisados (Multicenter Study Group, 1980).</p> <p>Um outro estudo foi realizado em pacientes com bronquite cr&#xF4;nica. Este estudo aberto e n&#xE3;o comparativo avaliou 1392 pacientes (por protocolo) com diagn&#xF3;stico de bronquite cr&#xF4;nica em uso de acetilciste&#xED;na 200 mg 3x/dia formula&#xE7;&#xE3;o granulada via oral por 2 meses. Foram analisados viscosidade e aspecto da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, dificuldade de expectora&#xE7;&#xE3;o e intensidade da tosse (Tattersall A. B. e <em>cols</em>, 1983).</p> <p>Ap&#xF3;s 2 meses de tratamento com acetilciste&#xED;na, observou-se uma melhoria na viscosidade da expectora&#xE7;&#xE3;o em 80% dos casos, do car&#xE1;ter da expectora&#xE7;&#xE3;o em 59%, da dificuldade para expectorar em 74% e da gravidade da tosse em 71%. Os resultados confirmam a efic&#xE1;cia da acetilciste&#xED;na sobre os par&#xE2;metros relacionados com a hipersecre&#xE7;&#xE3;o br&#xF4;nquica. Para al&#xE9;m de toda a sintomatologia cl&#xED;nica referida, o desenvolvimento da bronquite cr&#xF4;nica &#xE9; frequentemente associado &#xE0; exist&#xEA;ncia de exacerba&#xE7;&#xF5;es agudas recorrentes do seu processo br&#xF4;nquico, as quais determinam um agravamento da referida sintomatologia (Tattersall A. B. e <em>cols</em>, 1983).</p> <p>A microbiota existente na secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria foi avaliada em um estudo aberto com 22 fumantes sem bronquite cr&#xF4;nica, 19 fumantes com bronquite cr&#xF4;nica e doen&#xE7;a pulmonar obstrutiva cr&#xF4;nica e 14 n&#xE3;o fumantes saud&#xE1;veis, atrav&#xE9;s de broncoscopia e cultura de escovado br&#xF4;nquico com escova protegida. O uso de acetilciste&#xED;na por via oral foi considerado na an&#xE1;lise. N&#xE3;o se verificou diferen&#xE7;a estatisticamente significante em faixas mais baixas na porcentagem de indiv&#xED;duos com cultura positiva entre os grupos. Entre os fatores analisados, o uso de acetilciste&#xED;na via oral foi o &#xFA;nico fator independente a influenciar os resultados bacteriol&#xF3;gicos. O grupo de pacientes com obstru&#xE7;&#xE3;o cr&#xF4;nica das vias a&#xE9;reas em uso de acetilciste&#xED;na via oral teve uma porcentagem menor estatisticamente significante de culturas bacterianas positivas quando comparado ao mesmo grupo que n&#xE3;o fazia uso da medica&#xE7;&#xE3;o (Riise GC e <em>cols, 1994)</em>.</p> <h4>A acetilciste&#xED;na na pediatria</h4> <p>A acetilciste&#xED;na em crian&#xE7;as foi avaliada em um estudo prospectivo, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo. Este estudo avaliou a acetilciste&#xED;na via oral em 50 crian&#xE7;as com infec&#xE7;&#xE3;o aguda das vias respirat&#xF3;rias. Al&#xE9;m do tratamento com antibi&#xF3;tico, as crian&#xE7;as recebiam acetilciste&#xED;na via oral na forma granulada com dose ajustada para idade (100 mg at&#xE9; 2 anos, 200 mg entre 2 e 4 anos e 300 mg acima de 4 anos) ou placebo por 6 dias. Verificaram-se diferen&#xE7;as estatisticamente significantes dos par&#xE2;metros estudados (<a href=\"https://consultaremedios.com.br/dor-febre-e-contusao/c\" target=\"_blank\">febre</a>, ru&#xED;dos respirat&#xF3;rios e tosse) em favor do uso da acetilciste&#xED;na (Biscatti G. e <em>cols</em>, 1972).</p> <h4>Intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol</h4> <p>Diversos estudos cl&#xED;nicos realizados mostraram o efeito protetor da acetilciste&#xED;na sobre o <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/figado/c\" target=\"_blank\">f&#xED;gado</a> dos pacientes intoxicados por paracetamol (Petterson R.G. e <em>cols</em>, 1977; Prescott L.F. <em>e cols</em>, 1977, 1981; Rumack B.H. e <em>cols</em>, 1981; Harrison P.H. e <em>cols</em>, 1990).</p> <p>Um estudo retrospectivo descreve o desfecho de 2540 pacientes suspeitos de overdose de paracetamol. Os pacientes foram tratados com uma dose oral inicial de 140mg/kg de acetilciste&#xED;na seguida por doses de 70 mg/kg a cada 4 horas por 3 dias.</p> <p>Hepatoxicidade foi verificada em 6,1% dos pacientes que tiveram o esquema detratamento de acetilciste&#xED;na por via oral iniciado at&#xE9; 10 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol e em 26,4% dos pacientes quando a acetilciste&#xED;na foi iniciada entre 10 e 24 horas. Entre os pacientes de alto risco que tiveram o esquema de acetilciste&#xED;na iniciado entre 16 e 24 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, 41% desenvolveram hepatoxicidade. Quando iniciada at&#xE9; 8 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, a acetilciste&#xED;na exerceu efeito hepatoprotetor independente da concentra&#xE7;&#xE3;o s&#xE9;rica de paracetamol (Smilkstein MJ. e <em>cols</em>, 1988).</p> <h4>Doen&#xE7;a Pulmonar Obstrutiva Cr&#xF4;nica (DPOC)</h4> <p>Um estudo prospectivo randomizado, duplo-cego, duplo-mascarado, controlado por placebo avaliou 123 pacientes com exacerba&#xE7;&#xE3;o aguda de DPOC.</p> <p>Duas doses de acetilciste&#xED;na foram utilizadas (1200 mg/dia e 600 mg/dia) com o objetivo principal de avaliar a propor&#xE7;&#xE3;o de pacientes com prote&#xED;na C reativa (<a href=\"https://minutosaudavel.com.br/proteina-c-reativa-pcr/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">PCR</a>) em n&#xED;veis normais ap&#xF3;s 10 dias de tratamento. (Zuin R. e <em>cols</em>, 2005).</p> <p>Entre os pacientes com PCR em n&#xED;veis aumentados, uma maior propor&#xE7;&#xE3;o estatisticamente significante de pacientes que tomaram acetilciste&#xED;na tiveram seus n&#xED;veis s&#xE9;ricos de PCR normalizados ap&#xF3;s 10 dias. O uso de 1200 mg/dia de acetilciste&#xED;na foi mais eficaz que o uso de 600 mg/dia.</p> <p>Ambas as dosagens foram mais eficazes que placebo na melhora cl&#xED;nica e de fun&#xE7;&#xE3;o pulmonar avaliada por pico de fluxo expirat&#xF3;rio. &#xC9; especulado que o efeito de acetilciste&#xED;na nos marcadores inflamat&#xF3;rios pode ser devido &#xE0;s propriedades mucol&#xED;tica e <a href=\"https://consultaremedios.com.br/vitaminas-e-minerais/antioxidante/c\" target=\"_blank\">antioxidante</a> (Zuin R. e <em>cols</em>, 2005).</p> <h4>Fibrose C&#xED;stica</h4> <p>Pacientes com fibrose c&#xED;stica foram avaliados em um estudo aberto com 76 pacientes entre crian&#xE7;as e adultos. Este estudo analisou a utiliza&#xE7;&#xE3;o de acetilciste&#xED;na via oral em doses variadas de acordo com a idade ap&#xF3;s a utiliza&#xE7;&#xE3;o de acetilciste&#xED;na inalat&#xF3;ria por pelo menos 1 ano (Stephan U. e <em>cols</em>, 1980).</p> <h5>Foram analisados aspectos como tosse, caracter&#xED;sticas da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, radiografia de t&#xF3;rax e percentis de peso e altura. Concluiu-se que ap&#xF3;s a troca da via de administra&#xE7;&#xE3;o da acetilciste&#xED;na de inalat&#xF3;ria para oral:</h5> <ul> <li>Os sintomas respirat&#xF3;rios melhoraram ou se mantiveram inalterados;</li> <li>A acetilciste&#xED;na via oral pode substituir a via inalat&#xF3;ria quando o tratamento n&#xE3;o estiver se mostrando eficaz;</li> <li>Mesmo que o tratamento via inalat&#xF3;ria esteja sendo eficaz, o tratamento via oral &#xE9; pelo menos n&#xE3;o inferior;</li> <li>A administra&#xE7;&#xE3;o via oral tem vantagens relacionadas &#xE0; facilidade de aplica&#xE7;&#xE3;o da medica&#xE7;&#xE3;o, menor custo e aus&#xEA;ncia dos eventos adversos comuns &#xE0;s medica&#xE7;&#xF5;es de uso inalat&#xF3;rio.</li> </ul> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Solu&#xE7;&#xE3;o Nasal</h3> <h4>Farmacodin&#xE2;mica</h4> <p>O princ&#xED;pio ativo Acetilciste&#xED;na exerce intensa a&#xE7;&#xE3;o mucol&#xED;tico-fluidificante das secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas, despolimerizando os complexos mucoprote&#xED;cos e os &#xE1;cidos nucl&#xE9;icos que d&#xE3;o viscosidade ao escarro e &#xE0;s outras, al&#xE9;m de melhorar a depura&#xE7;&#xE3;o mucociliar. Estas atividades tornam Acetilciste&#xED;na particularmente adequado para o tratamento das afec&#xE7;&#xF5;es agudas e cr&#xF4;nicas do <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-respiratorio/c\" target=\"_blank\">aparelho respirat&#xF3;rio</a> caracterizadas por secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas densas e viscosas.</p> <p>Al&#xE9;m disso, a acetilciste&#xED;na exerce a&#xE7;&#xE3;o antioxidante direta, sendo dotada de um grupo tiol livre (-SH) nucleof&#xED;lico em condi&#xE7;&#xF5;es de interagir diretamente com os grupos eletrof&#xED;licos dos radicais oxidantes. A estrutura da sua mol&#xE9;cula lhe permite, al&#xE9;m disso, atravessar facilmente as membranas celulares. No interior da c&#xE9;lula, a acetilciste&#xED;na &#xE9; desacetilada, ficando assim dispon&#xED;vel a L-ciste&#xED;na, amino&#xE1;cido indispens&#xE1;vel para a s&#xED;ntese da glutationa (GSH). O GSH &#xE9; um tripept&#xED;dio extremamente reativo que se encontra difundido por igual nos diversos tecidos dos organismos animais e &#xE9; essencial para a manuten&#xE7;&#xE3;o da capacidade funcional e da integridade da morfologia celular, pois &#xE9; o mecanismo mais importante de defesa intracelular contra os radicais oxidantes (tanto ex&#xF3;genos como end&#xF3;genos) e contra numerosas subst&#xE2;ncias citot&#xF3;xicas.</p> <p>A acetilcist&#xE9;ina tem demonstrado ser essencial no controle de v&#xE1;rias condi&#xE7;&#xF5;es patol&#xF3;gicas relacionadas ao stress oxidativo, como bronquite aguda e bronquite cr&#xF4;nica.</p> <p>A efic&#xE1;cia terap&#xEA;utica da acetilciste&#xED;na nos processos inflamat&#xF3;rios nasais como a rinite &#xE9; interpretada como sendo devida a sua a&#xE7;&#xE3;o farmacol&#xF3;gica. A redu&#xE7;&#xE3;o da viscosidade do muco facilita a remo&#xE7;&#xE3;o e evita a evolu&#xE7;&#xE3;o para a infec&#xE7;&#xE3;o (sinusite).</p> <p>O efeito antiinflamat&#xF3;rio/antioxidante ocorre atrav&#xE9;s da ciste&#xED;na, precursora da glutationa. A ciste&#xED;na &#xE9; considerada um dos mais importantes antioxidantes presentes na c&#xE9;lula, agindo atrav&#xE9;s da inibi&#xE7;&#xE3;o da quimiotaxia de neutr&#xF3;filos.</p> <p>A acetilciste&#xED;na inibe a produ&#xE7;&#xE3;o de citocinas induzidas por lipopolissacar&#xED;deos ou CD40L das c&#xE9;lulas dendr&#xED;ticas, uma linhagem celular especializada muito importante nas doen&#xE7;as al&#xE9;rgicas. A acetilciste&#xED;na inibe a express&#xE3;o de mol&#xE9;culas coestimuladoras que liberam sinais necess&#xE1;rios para a ativa&#xE7;&#xE3;o dos linf&#xF3;citos T.</p> <p>Foi demonstrado que a rinite al&#xE9;rgica e a asma s&#xE3;o doen&#xE7;as inflamat&#xF3;rias cr&#xF4;nicas das vias a&#xE9;reas, onde uma produ&#xE7;&#xE3;o excessiva de esp&#xE9;cies reativas de oxig&#xEA;nio e o mecanismo antioxidante end&#xF3;geno est&#xE3;o presentes. Conclui-se que uma terapia antioxidante pode ser ben&#xE9;fica.</p> <p>Os dados<em> in vitro</em> da acetilciste&#xED;na na fun&#xE7;&#xE3;o celular do sistema imune, e em particular os dados recentes das c&#xE9;lulas dendr&#xED;ticas e <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/eosinofilos/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">eosin&#xF3;filos</a> humanos, apontaram que a administra&#xE7;&#xE3;o isolada de acetilciste&#xED;na na mucosa nasal pode ter um efeito antiinflamat&#xF3;rio/antioxidante em condi&#xE7;&#xF5;es al&#xE9;rgicas. A administra&#xE7;&#xE3;o t&#xF3;pica diretamente no tecido inflamado torna o efeito poss&#xED;vel devido &#xE0; alta concentra&#xE7;&#xE3;o local, al&#xE9;m de efeito imunomodulador.</p> <h4>Farmacocin&#xE9;tica</h4> <p>Acetilciste&#xED;na nasal pode ser absorvido sistemicamente atrav&#xE9;s da mucosa nasal e do trato gastrintestinal ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o intranasa.</p> <h3>Injet&#xE1;vel</h3> <h4>Farmacodin&#xE2;mica</h4> <p>O princ&#xED;pio ativo Acetilciste&#xED;na &#xE9; a acetilciste&#xED;na exerce intensa a&#xE7;&#xE3;o mucol&#xED;tico fluidificante das secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas, despolimerizando os complexos mucoprote&#xED;cos e os &#xE1;cidos nucl&#xE9;icos que d&#xE3;o viscosidade ao escarro e &#xE0;s outras secre&#xE7;&#xF5;es, al&#xE9;m de melhorar a depura&#xE7;&#xE3;o mucociliar. Estas atividades tornam Acetilciste&#xED;na particularmente adequado para o tratamento das afec&#xE7;&#xF5;es agudas e cr&#xF4;nicas do aparelho respirat&#xF3;rio caracterizadas por secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas densas e viscosas.</p> <p>Al&#xE9;m disso, a acetilciste&#xED;na exerce a&#xE7;&#xE3;o antioxidante direta, sendo dotada de um grupo tiol livre (-SH) nucleof&#xED;lico em condi&#xE7;&#xF5;es de interagir diretamente com os grupos eletrof&#xED;licos dos radicais oxidantes. De particular interesse &#xE9; a recente demonstra&#xE7;&#xE3;o de que a acetilciste&#xED;na protege a alfa-1-antitripsina, enzima inibidora da elastase, de ser inativada pelo &#xE1;cido hipocloroso (HClO), potente agente oxidante que &#xE9; produzido pela enzima mieloperoxidase dos fag&#xF3;citos ativados. A estrutura da sua mol&#xE9;cula lhe permite, al&#xE9;m disso, atravessar facilmente as membranas celulares. No interior da c&#xE9;lula, a acetilciste&#xED;na &#xE9; desacetilada, ficando assim dispon&#xED;vel a L-ciste&#xED;na, amino&#xE1;cido indispens&#xE1;vel para a s&#xED;ntese da glutationa (GSH).</p> <p>O GSH &#xE9; um tripept&#xED;dio extremamente reativo que se encontra difundido por igual nos diversos tecidos dos organismos animais e &#xE9; essencial para a manuten&#xE7;&#xE3;o da capacidade funcional e da integridade da morfologia celular, pois &#xE9; o mecanismo mais importante de defesa intracelular contra os radicais oxidantes (tanto ex&#xF3;genos como end&#xF3;genos) e contra numerosas subst&#xE2;ncias citot&#xF3;xicas, incluindo o paracetamol.</p> <p>O paracetamol exerce sua a&#xE7;&#xE3;o citot&#xF3;xica pelo empobrecimento progressivo de GSH.</p> <p>A acetilciste&#xED;na desempenha seu principal papel mantendo n&#xED;veis adequados de GSH, contribuindo, assim para a prote&#xE7;&#xE3;o celular. Portanto a acetilciste&#xED;na &#xE9; um ant&#xED;doto espec&#xED;fico para intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol.</p> <p>A acetilciste&#xED;na reduz a toxicidade hep&#xE1;tica do NAPQI (N-acetil-p-benzoquinonaimina), o metab&#xF3;lito intermedi&#xE1;rio altamente reativo ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de uma alta dose de paracetamol, pelos seguintes mecanismos:</p> <p>A acetilciste&#xED;na atua como um precursor para a s&#xED;ntese de glutationa e, portanto, mant&#xE9;m a glutationa celular em um n&#xED;vel suficiente para inativar o NAPQI. Acredita-se que este seja o principal mecanismo pelo qual a acetilciste&#xED;na atua nos est&#xE1;gios iniciais da toxicidade do paracetamol, com benef&#xED;cio observado principalmente em pacientes tratados dentro de 8-10 horas ap&#xF3;s a superdosagem.</p> <p>Quando o tratamento com acetilciste&#xED;na &#xE9; iniciado mais de 8 a 10 horas ap&#xF3;s a sobredosagem de paracetamol, a sua efic&#xE1;cia na preven&#xE7;&#xE3;o da hepatotoxicidade (com base nos indicadores s&#xE9;ricos) diminui progressivamente com o prolongamento do intervalo de tratamento com overdose (o tempo entre a sobredosagem de paracetamol e o in&#xED;cio do tratamento).</p> <p>A acetilciste&#xED;na demonstrou ser ainda eficaz quando a perfus&#xE3;o &#xE9; iniciada at&#xE9; 12 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, quando a maior parte do analg&#xE9;sico ter&#xE1; sido metabolizada no seu metab&#xF3;lito reativo. Nesse est&#xE1;gio, acredita-se que a acetilciste&#xED;na atue reduzindo os grupos tiol oxidados nas enzimas-chave.</p> <p>H&#xE1; evid&#xEA;ncias de que ainda pode ser ben&#xE9;fico quando administrado at&#xE9; 24 horas ap&#xF3;s a superdosagem. Nesta fase tardia da hepatotoxicidade do paracetamol, os efeitos ben&#xE9;ficos da acetilciste&#xED;na podem ser devidos &#xE0; sua capacidade de melhorar a hemodin&#xE2;mica sist&#xEA;mica e o transporte de oxig&#xEA;nio, embora o mecanismo pelo qual isso possa ocorrer ainda n&#xE3;o tenha sido determinado.</p> <h4>Farmacocin&#xE9;tica</h4></hr>"}

100mg/mL, caixa com 100 ampolas com 3mL de solução de uso intravenoso ou inalatório

Princípio ativo
:
Acetilcisteína
Classe Terapêutica
:
Expectorantes
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Venda Sob Prescrição Médica)
Categoria
:
Expectorante
Especialidade
:
Pneumologia

Bula do medicamento

Bromuc, para o que é indicado e para o que serve?

Este é um medicamento indicado quando se tem dificuldade para expectorar e há muita secreção densa e viscosa, tais como bronquite aguda, bronquite crônica e suas exacerbações (piora do quadro clínico e complicações), enfisema pulmonar (doença crônica caracterizada pelo comprometimento dos pulmões), pneumonia (inflamação nos pulmões e brônquios), atelectasias pulmonares (fechamento dos brônquios), mucoviscidose (doença hereditária que produz muco espesso, também conhecida por fibrose cística). Também é indicado para intoxicação acidental ou voluntária por paracetamol.

Como o Bromuc funciona?

{"tag":"hr","value":" <p>Bromuc &#xE9; um medicamento que ajuda a eliminar as secre&#xE7;&#xF5;es produzidas nos pulm&#xF5;es, facilitando a respira&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>Bromuc modifica as caracter&#xED;sticas da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria (muco) reduzindo sua consist&#xEA;ncia e elasticidade, tornando-a mais fluida ou mais liquefeita, o que facilita a sua elimina&#xE7;&#xE3;o das vias respirat&#xF3;rias.</p> <p>Bromuc funciona ainda como ant&#xED;doto de danos hep&#xE1;ticos provocados pelo paracetamol, regenerando os estoques de uma subst&#xE2;ncia vital para a fun&#xE7;&#xE3;o normal do <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/figado/c\" target=\"_blank\">f&#xED;gado</a> (a glutationa).</p> "}

Quais as contraindicações do Bromuc?

Bromuc é contraindicado para pacientes alérgicos a acetilcisteína e/ou demais componentes de sua formulação.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Este medicamento é contraindicado para uso por crianças menores de 2 anos (exceto para uso intravenoso).

Como usar o Bromuc?

Uso intravenoso

A administração de Bromuc por via intravenosa deve ser realizada por profissional da saúde especializado, com os materiais necessários e suporte médico.

Uso inalatório

A administração para inalação deve proceder da seguinte forma:
  • <li>Romper a ampola no local indicado, protegendo os dedos para n&#xE3;o cort&#xE1;-los;</li> <li>Depositar a dose de Bromuc no copo do <a href="https://consultaremedios.com.br/testes-e-aparelhos/inaladores-e-nebulizadores/c" target="_blank">inalador</a>, podendo utilizar uma seringa para retirar o medicamento da ampola e transportar para o copo. Se for o caso, adicionar outros medicamentos conforme a prescri&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dica e adicionar solu&#xE7;&#xE3;o fisiol&#xF3;gica para completar o volume;</li> <li>Realizar a inala&#xE7;&#xE3;o pelo tempo determinado pelo m&#xE9;dico.</li>

Posologia do Bromuc

{"tag":"hr","value":" <p>O m&#xE9;dico determinar&#xE1; a dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento de acordo com a evolu&#xE7;&#xE3;o cl&#xED;nica; a grande tolerabilidade geral e local do medicamento permite tratamentos prolongados. As doses abaixo descritas poder&#xE3;o ser aumentadas a crit&#xE9;rio m&#xE9;dico.</p> <h3>Uso intravenoso n&#xE3;o como ant&#xED;doto</h3> <p>Bromuc deve ser administrado atrav&#xE9;s da infus&#xE3;o lenta em solu&#xE7;&#xE3;o salina ou solu&#xE7;&#xE3;o glicosada 5%.</p> <h4>Adultos</h4> <p>1 ampola, 1 ou 2 vezes por dia;</p> <h4>Crian&#xE7;as acima de 2 anos</h4> <p>Meia ampola, 1 ou 2 vezes por dia.</p> <h3>Uso intravenoso como ant&#xED;doto</h3> <p>Na intoxica&#xE7;&#xE3;o acidental ou volunt&#xE1;ria por paracetamol, a terapia com acetilciste&#xED;na deve ser iniciada o quanto antes. O tratamento deve ser iniciado dentro de 0 a 8 horas da ingest&#xE3;o do paracetamol. Para uma administra&#xE7;&#xE3;o de acetilciste&#xED;na durante 15 horas ap&#xF3;s a superdosagem de paracetamol, o tratamento &#xE9; praticamente ineficaz, mas h&#xE1; evid&#xEA;ncia na literatura de um tratamento bem sucedido 16 - 24 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol. A inje&#xE7;&#xE3;o &#xE9; administrada por infus&#xE3;o intravenosa. A infus&#xE3;o deve ser realizada lentamente para reduzir o risco de efeitos indesej&#xE1;veis.</p> <h3>Para o tratamento como ant&#xED;doto s&#xE3;o recomendados os seguintes esquemas de tratamento</h3> <h4>Pacientes com peso corporal &#x2265; 40 kg</h4> <h5>Dose de ataque:</h5> <p>150 mg/kg em 200 mL de solu&#xE7;&#xE3;o por 60 min;</p> <h5>Segunda dose:</h5> <p>50 mg/kg em 500 mL por 4 horas;</p> <h5>Terceira dose:</h5> <p>100 mg/kg em 1000 mL por 16 horas.</p> <h4>Pacientes com peso corporal &#x2265; 20 a 40 kg</h4> <h5>Dose de ataque:</h5> <p>150 mg/kg em 100 mL de solu&#xE7;&#xE3;o por 60 min;</p> <h5>Segunda dose:</h5> <p>50 mg/kg em 250 mL por 4 horas;</p> <h5>Terceira dose:</h5> <p>100 mg/kg em 500 mL por 16 horas.</p> <h4>Pacientes com peso corporal abaixo de 20 kg</h4> <p>A solu&#xE7;&#xE3;o deve ser compat&#xED;vel (5% dextrose em &#xE1;gua, 0,45% <a href=\"https://consultaremedios.com.br/cloreto-de-sodio/bula\" target=\"_blank\">cloreto de s&#xF3;dio</a> ou &#xE1;gua para inje&#xE7;&#xE3;o).</p> <h5>Dose de ataque:</h5> <p>150 mg/kg em 3 mL/kg de solu&#xE7;&#xE3;o por 60 min.</p> <h5>Segunda dose:</h5> <p>50 mg/kg em 7 mL/kg por 4 horas.</p> <h5>Terceira dose:</h5> <p>100 mg/kg em 14 mL/kg por 16 horas.</p> <h3>Uso inalat&#xF3;rio</h3> <h4>Tratamento por inala&#xE7;&#xE3;o (adultos e crian&#xE7;as acima de 2 anos)</h4> <p>Utiliza-se 1 ampola em cada sess&#xE3;o, dilu&#xED;da em igual quantidade de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/soros-e-injetaveis/soros/c\" target=\"_blank\">soro fisiol&#xF3;gico</a>, efetuando-se 1 a 2 sess&#xF5;es por dia, durante 5 a 10 dias, de acordo com a necessidade.</p> <p>Devido &#xE0; elevada tolerabilidade do medicamento, a frequ&#xEA;ncia das sess&#xF5;es, as doses e a dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento podem ser modificadas a crit&#xE9;rio m&#xE9;dico, em limites bastante amplos, sem necessidade de diferenciar as doses para adultos das usadas na pediatria.</p> <h4>Instila&#xE7;&#xF5;es endotraqueal ou endobr&#xF4;nquicas (adultos e crian&#xE7;as acima de 2 anos)</h4> <p>Administra-se atrav&#xE9;s da c&#xE2;nula de traqueostomia do tubo endotraqueal ou do broncosc&#xF3;pio, 1 ampola por vez, 1 ou 2 vezes por dia, de acordo com a necessidade.</p> <p><strong>Siga a orienta&#xE7;&#xE3;o de seu m&#xE9;dico, respeitando sempre os hor&#xE1;rios, as doses e a dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento. </strong></p> <p><strong>N&#xE3;o interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu m&#xE9;dico.</strong></p> <h2>O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Bromuc?</h2> <hr> <p>Se voc&#xEA; deixou de fazer uma inala&#xE7;&#xE3;o ou aplica&#xE7;&#xE3;o, dever&#xE1; faz&#xEA;-la o quanto antes, e fazer a inala&#xE7;&#xE3;o ou aplica&#xE7;&#xE3;o seguinte como de costume, isto &#xE9;, na hora regular e sem dobrar a dose.</p> <p><strong>Em caso de d&#xFA;vidas, procure orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico ou de seu m&#xE9;dico, ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> </hr>"}

Quais cuidados devo ter ao usar o Bromuc?

A presença de odor sulfúreo (enxofre) não indica alteração no medicamento, pois é característico do princípio ativo contido no mesmo.

É recomendada precaução quando utilizado por pacientes com úlcera péptica ou histórico de úlcera, especialmente no caso de administração concomitante à outros medicamentos com conhecido efeito irritativo à mucosa gástrica.

A administração da acetilcisteína, principalmente no início do tratamento, pode fluidificar a secreção brônquica e aumentar seu volume. Se efetivamente o paciente não conseguir expectorar pode ser realizada a drenagem postural e/ou outras medidas para drenagem de secreção.

Pacientes que sofrem de asma brônquica devem ser monitorados durante o tratamento. A acetilcisteína deve ser interrompida imediatamente se o paciente apresentar broncoespasmo e um tratamento apropriado deve ser iniciado.

Acetilcisteína deve ser administrada por via intravenosa somente sob supervisão médica. Os efeitos indesejáveis de perfusão de acetilcisteína aparecem mais comumente se o medicamento é administrado rapidamente ou em quantidade excessiva. Portanto as indicações de posologia devem ser rigorosamente seguidas.

Bromuc usado durante a inalação pode ser administrado concomitantemente com vasoconstritores e broncodilatadores comumente utilizados.

Recomenda-se que, no caso de administração concomitante para inalação com outros medicamentos a solução seja preparada na hora e seja utilizada uma vez só para garantir que não haverá comprometimento da estabilidade química da mistura.

Deve-se ter cautela na administração de doses como antídoto em intoxicações por paracetamol em pacientes com peso corporal abaixo dos 40 Kg por causa de possível risco de sobrecarga de líquido com consequente hiponatremia (alteração na concentração de sódio no sangue), convulsão e óbito. Portanto, recomenda-se seguir estritamente as orientações referentes à dosagem do produto.

A administração da acetilcisteína em doses como antídoto em intoxicações por paracetamol pode prolongar o tempo de protrombina (queda do índice de protrombina, elevação de INR ou RNI: relação normatizada internacional).

Bromuc contém 43 mg (1.9 mmol) de sódio por ampola. Essa informação deve ser considerada em pacientes hipertensos ou submetidos a dieta controlada de sódio.

Pacientes portadores de asma brônquica

Devem ser rigorosamente controlados durante o tratamento; se ocorrer broncoespasmo (contração dos brônquios causando dificuldade para respirar ou chiado no peito), suspender o tratamento imediatamente e consultar seu médico.

Na administração por via aerossólica, como pode ocorrer em qualquer aplicação aerossólica e independente do fármaco utilizado, em pacientes predispostos e/ou asmáticos é aconselhável associar um broncodilatador, de modo a prevenir eventuais reações broncoespásticas.

Bromuc não interfere na habilidade de dirigir e operar máquinas enquanto estiver fazendo uso do medicamento.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Bromuc?

As seguintes reações adversas foram relatadas pós-comercialização. Sua frequência não é conhecida (não pode ser estimada através dos dados disponíveis).

Uso inalatório

Hipersensibilidade, broncoespasmo (chiado no peito), rinorreia, estomatite (inflamação da cavidade bucal), vômito, náusea, urticária (placas avermelhadas na pele), rash (erupção cutânea) e prurido (coceira).

Uso intravenoso

Choque anafilático, reação anafilática, reação anafilactóide, hipersensibilidade, taquicardia, broncoespasmo (chiado no peito), dispneia (falta de ar), vômito, náusea, angioedema (inchaço nas mucosas), urticária (placas avermelhadas na pele), rubor, erupção cutânea, prurido (coceira), edema facial, hipotensão e tempo prolongado de protrombina.

Em casos raríssimos houve relato de reações severas da pele, como síndrome de Stevens-Johnson e síndrome de Lyell, com relação temporal com a administração da acetilcisteína. Na maioria dos casos havia envolvimento provável de, pelo menos uma droga co-suspeita na provocação da síndrome muco-cutânea relatada.

Por isso, é preciso consultar o médico assim que ocorrer alguma nova alteração na pele ou em membranas mucosas, onde nesse caso a acetilcisteína deve ser interrompida imediatamente.

Alguns estudos relatam uma diminuição da taxa de agregação plaquetária na presença de acetilcisteína. A significância clínica dessa reação ainda não foi definida.

Se for observada qualquer outra reação não descrita nesta bula, informe seu médico.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

População Especial

Uso em idosos

Devem-se seguir as orientações gerais descritas para o medicamento, salvo em situações especiais.

Uso pediátrico

Devem-se seguir as orientações gerais descritas para o medicamento, salvo em situações especiais.

Este medicamento é contraindicado para uso por crianças menores de 2 anos (exceto para uso intravenoso).

Gravidez e lactação

Há escassez de dados clínicos sobre mulheres expostas à acetilcisteína durante a gravidez. Estudos com animais não sugerem nenhum efeito nocivo, direto ou indireto, sobre a gravidez, desenvolvimento embriônico-fetal, nascimento ou desenvolvimento pós-natal.

Não há informações disponíveis sobre a excreção pelo leite materno, por isso não se recomenda utilizar este medicamento durante esta fase.

O produto só deve ser usado durante a gravidez e lactação depois de cuidadosa avaliação de risco-benefício.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Qual a composição do Bromuc?

Cada mL da solução injetável contém

100 mg de Acetilcisteína.

Excipientes (edetato dissódico, hidróxido de sódio e, água para injetáveis).

Apresentação do Bromuc

{"tag":"hr","value":" <p>Solu&#xE7;&#xE3;o injet&#xE1;vel contendo 300 mg de acetilciste&#xED;na em 3 mL. Embalagens contendo 5 ou 100 ampolas de 3 mL.</p> <p><strong>Via de administra&#xE7;&#xE3;o injet&#xE1;vel intravenoso e inalat&#xF3;rio.</strong></p> <p><strong>Uso adulto e pedi&#xE1;trico acima de 2 anos (exceto uso intravenoso).</strong></p> "}

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Bromuc maior do que a recomendada?

Uso intravenoso

Os sintomas da superdosagem são semelhantes, mas são mais graves do que os observados em caso de ocorrência de reações adversas.

O tratamento da superdosagem baseia-se na descontinuação imediata da administração da infusão e tratamento sintomático e ressuscitação. Não há antídoto específico. A acetilcisteína é dialisável.

Uso inalatório

Não há relato de casos de superdosagem por via inalatória.

Teoricamente, quando a acetilcisteína é administrada em altas doses, pode ocorrer um alto grau de liquefação de secreções mucopurulentas, especialmente em pacientes com reflexo da tosse ou expectoração inadequados.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Bromuc com outros remédios?

Os estudos de interação foram realizados apenas em adultos.

Acetilcisteína não deve ser administrada concomitantemente com fármacos antitussígenos, pois a redução do reflexo da tosse pode levar ao acúmulo de secreções brônquicas.

A administração concomitante de nitroglicerina e acetilcisteína tem mostrado hipotensão significante e, aumento da dilatação da artéria temporal. Se houver necessidade de tratamento concomitante com nitroglicerina e acetilcisteína, os pacientes devem ser monitorados, pois pode ocorrer hipotensão, inclusive grave, devendo-se ter atenção para a possibilidade de cefaleias.

Avise seu médico ou farmacêutico se você usar medicamentos a base de nitrato, em conjunto com o uso de Bromuc.

Relatos de inativação de antibióticos com acetilcisteína foram encontrados apenas em estudos in vitro onde as substâncias foram misturadas diretamente. Portanto, dissolução (mistura) de formulações de acetilcisteína com outros medicamentos não é recomendada.

Interações com exames laboratoriais

A acetilcisteína pode interferir no método de ensaio colorimétrico de mensuração do salicilato e interferir também, no teste de cetona na urina.

Interações com alimentos

Por ser de uso injetável ou inalatório, não são conhecidas interferências entre o medicamento e alimentos.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento. Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Interação alimentícia: posso usar o Bromuc com alimentos?

Solução Nasal

Por ser de uso nasal não há interferência entre Acetilcisteína nasal e alimentos.

Injetável

Por ser de uso injetável ou inalatório, não são conhecidas interferências entre o medicamento e alimentos.

Comprimido / Granulado / Xarope

Até o momento não foi relatada interação entre Acetilcisteína e alimentos. Não há nenhuma indicação sobre a administração do produto antes ou após as refeições.

Qual a ação da substância do Bromuc (Acetilcisteína)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Solu&#xE7;&#xE3;o Nasal</h3> <h4>A acetilciste&#xED;na em otorrinolaringologia</h4> <p>Um estudo prospectivo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo avaliou a efic&#xE1;cia de acetilciste&#xED;na com nebulizador por via nasal quatro vezes ao dia em 60 ind&#xED;viduos com diagn&#xF3;stico de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-respiratorio/rinite-alergica/c\" target=\"_blank\">rinite al&#xE9;rgica</a>. Acetilciste&#xED;na era o &#xFA;nico tratamento utilizado em um per&#xED;odo de dois meses. Os participantes que usaram acetilciste&#xED;na relataram menos obstru&#xE7;&#xE3;o nasal, coceira no nariz e rinorreia quando comparados com os que receberam placebo, embora a diferen&#xE7;a fosse significativa (p= 0,028) s&#xF3; no &#xFA;ltimo sintoma (Bousquet J, 2000).</p> <h3>Injet&#xE1;vel</h3> <h4>Compara&#xE7;&#xE3;o da administra&#xE7;&#xE3;o intravenosa e oral</h4> <p>A acetilciste&#xED;na por via intravenosa tem um pico m&#xE1;ximo de concentra&#xE7;&#xE3;o em plasma at&#xE9; 20 vezes maior que uma dose semelhante por via oral (Borgstrom L e <em>cols</em>. 1986).</p> <p>A maior disponibilidade de acetilciste&#xED;na por via intravenosa acontece tanto na forma total como reduzida e poderia ser atribu&#xED;da &#xE0; aus&#xEA;ncia do metabolismo hep&#xE1;tico de primeira passagem que acontece ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral (Olsson B e <em>cols</em>. 1988).</p> <h4>Intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol</h4> <p>A acetilciste&#xED;na &#xE9; recomendada como ant&#xED;doto para a superdose de paracetamol com poss&#xED;vel risco de toxicidade hep&#xE1;tica (Wolf SJ e <em>cols</em>. 2007).</p> <p>Estudo comparou 100 casos de intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol tratados com acetilciste&#xED;na intravenosa e 57 casos que receberam unicamente tratamento de suporte (Prescott LF e <em>cols</em>. 1979). Demonstrou-se uma redu&#xE7;&#xE3;o importante da toxicidade hep&#xE1;tica grave (58% suporte a 2% no grupo acetilciste&#xED;na) quando o tratamento foi administrado nas primeiras 10 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol.</p> <p>Em um estudo de coorte que avaliou 4084 pacientes intoxicados por paracetamol, foram comparados os pacientes que receberam regime de acetilciste&#xED;na por via oral (regime de 72 horas) e por via intravenosa (regime de 20 h). Os pacientes que receberam tratamento endovenoso nas primeiras 12 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol tiveram menor toxicidade hep&#xE1;tica (RR 0,54, CI95% 0,38 a 0,75 &#xE0;s 4 horas; RR 0.84, CI95% 0,71 a 1,00 &#xE0;s 12 horas e 12 minutos). Entre 12 e 18 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, o tratamento endovenoso com acetilciste&#xED;na diminuiu a toxicidade hep&#xE1;tica de forma semelhante ao tratamento oral. Ainda &#xE9; destacada a vantagem de poder utilizar o tratamento endovenoso em pacientes que apresentam v&#xF4;mitos (Yarema MC e <em>cols</em>. 2009). Em estudo com pacientes pedi&#xE1;tricos, a acetilciste&#xED;na intravenosa por 52 horas mostrou efic&#xE1;cia semelhante ao regime com acetilciste&#xED;na oral por 72 horas (Perry HE e Shannon MW. 1998).</p> <h4>A acetilciste&#xED;na na S&#xED;ndrome do Desconforto Respirat&#xF3;rio do Adulto</h4> <p>Estudo controlado em pacientes com S&#xED;ndrome do Desconforto Respirat&#xF3;rio do Adulto avaliou 32 pacientes que receberam acetilciste&#xED;na por via intravenosa e 29 que receberam placebo por infus&#xE3;o cont&#xED;nua nas 72 horas posteriores &#xE0; sua admiss&#xE3;o em terapia intensiva. Os pacientes que receberam acetilciste&#xED;na tiveram melhora r&#xE1;pida nos &#xED;ndices de oxigena&#xE7;&#xE3;o, com diminui&#xE7;&#xE3;o significativa no suporte ventilat&#xF3;rio mec&#xE2;nico no segundo e terceiro dia de tratamento (Suter PM e <em>cols</em>. 1994).</p> <h4>Uso da acetilciste&#xED;na nas atelectasias pulmonares</h4> <p>Pacientes com atelectasias pulmonares foram tratados com lavagem broncosc&#xF3;pica com solu&#xE7;&#xE3;o salina fisiol&#xF3;gica e acetilciste&#xED;na na propor&#xE7;&#xE3;o de 7:3. Resultados radiol&#xF3;gicos positivos foram vistos no seguimento de 48 dos 51 pacientes tratados. Houve completa regress&#xE3;o da <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-atelectasia-pulmonar-tipos-fisioterapia-tem-cura/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">atelectasia</a> em 37 casos e regress&#xE3;o parcial em 11 casos. Entretanto, houve recorr&#xEA;ncia da atelectasia em 8 casos nas 48 horas seguintes (Perruchoud A e <em>cols</em>. 1980).</p> <h4>Instila&#xE7;&#xE3;o de acetilciste&#xED;na para a <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-respiratorio/sinusite/c\" target=\"_blank\">sinusite</a> cr&#xF4;nica</h4> <p>Uma solu&#xE7;&#xE3;o da associa&#xE7;&#xE3;o de 300 mg de acetilciste&#xED;na e 750 mg de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/tianfenicol/bula\" target=\"_blank\">tianfenicol</a> foi usada para realizar instila&#xE7;&#xE3;o local ap&#xF3;s lavagem e drenagem dos seios paranasais em 498 pacientes com sinusite maxilar cr&#xF4;nica. Os pacientes foram tratados at&#xE9; se obter uma lavagem limpa ou uma sinumanometria normal. Em 36,25% dos casos, houve regress&#xE3;o completa do quadro de sinusite cr&#xF4;nica, sem necessidade de interven&#xE7;&#xF5;es adicionais, inclusive cir&#xFA;rgicas (Bertrand B e Eloy P. 1993).</p> <h3>Comprimido / Granulado / Xarope</h3> <h4>Bronquite aguda</h4> <p>Um estudo multic&#xEA;ntrico, prospectivo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo avaliou a efic&#xE1;cia de acetilciste&#xED;na 200 mg 3x/dia via oral formula&#xE7;&#xE3;o granulada por 10 dias no tratamento de 215 pacientes com bronquite aguda. Os participantes foram divididos em tr&#xEA;s grupos de acordo com a presen&#xE7;a ou aus&#xEA;ncia de doen&#xE7;as respirat&#xF3;rias cr&#xF4;nicas (Brocard H. e <em>cols</em>, 1980). Os par&#xE2;metros avaliados (volume e viscosidade da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, intensidade da tosse e pico de fluxo expirat&#xF3;rio) evidenciaram resultados favor&#xE1;veis ao uso de acetilciste&#xED;na de modo significativo, em especial no grupo de participantes com bronquite aguda sem doen&#xE7;a respirat&#xF3;ria cr&#xF4;nica pr&#xE9;via. Ressalta-se entre os dados do estudo o aumento inicial e transit&#xF3;rio significativo de secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria entre os pacientes que utilizaram acetilciste&#xED;na. Entre os pacientes tratados apenas com antibi&#xF3;ticos no grupo placebo, houve decl&#xED;nio gradual do volume de secre&#xE7;&#xE3;o desde o in&#xED;cio do tratamento. Isso refor&#xE7;a a hip&#xF3;tese do efeito positivo de drenagem da secre&#xE7;&#xE3;o devido &#xE0; fluidifica&#xE7;&#xE3;o pelo uso de acetilciste&#xED;na (Brocard H. e <em>cols</em>, 1980).</p> <h4>Bronquite cr&#xF4;nica</h4> <p>Pacientes com bronquite cr&#xF4;nica foram avaliados em um estudo multic&#xEA;ntrico, prospectivo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo e, neste estudo foram inclu&#xED;dos 744 pacientes. Os par&#xE2;metros estudados foram: quantidade e viscosidade da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, dificuldade de expectora&#xE7;&#xE3;o, intensidade da tosse e epis&#xF3;dios de exacerba&#xE7;&#xE3;o em um per&#xED;odo de 6 meses. Os resultados positivos foram estatisticamente significantes em favor do grupo que usou acetilciste&#xED;na 200 mg 2x/dia formula&#xE7;&#xE3;o granulada via oral em todos os itens analisados (Multicenter Study Group, 1980).</p> <p>Um outro estudo foi realizado em pacientes com bronquite cr&#xF4;nica. Este estudo aberto e n&#xE3;o comparativo avaliou 1392 pacientes (por protocolo) com diagn&#xF3;stico de bronquite cr&#xF4;nica em uso de acetilciste&#xED;na 200 mg 3x/dia formula&#xE7;&#xE3;o granulada via oral por 2 meses. Foram analisados viscosidade e aspecto da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, dificuldade de expectora&#xE7;&#xE3;o e intensidade da tosse (Tattersall A. B. e <em>cols</em>, 1983).</p> <p>Ap&#xF3;s 2 meses de tratamento com acetilciste&#xED;na, observou-se uma melhoria na viscosidade da expectora&#xE7;&#xE3;o em 80% dos casos, do car&#xE1;ter da expectora&#xE7;&#xE3;o em 59%, da dificuldade para expectorar em 74% e da gravidade da tosse em 71%. Os resultados confirmam a efic&#xE1;cia da acetilciste&#xED;na sobre os par&#xE2;metros relacionados com a hipersecre&#xE7;&#xE3;o br&#xF4;nquica. Para al&#xE9;m de toda a sintomatologia cl&#xED;nica referida, o desenvolvimento da bronquite cr&#xF4;nica &#xE9; frequentemente associado &#xE0; exist&#xEA;ncia de exacerba&#xE7;&#xF5;es agudas recorrentes do seu processo br&#xF4;nquico, as quais determinam um agravamento da referida sintomatologia (Tattersall A. B. e <em>cols</em>, 1983).</p> <p>A microbiota existente na secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria foi avaliada em um estudo aberto com 22 fumantes sem bronquite cr&#xF4;nica, 19 fumantes com bronquite cr&#xF4;nica e doen&#xE7;a pulmonar obstrutiva cr&#xF4;nica e 14 n&#xE3;o fumantes saud&#xE1;veis, atrav&#xE9;s de broncoscopia e cultura de escovado br&#xF4;nquico com escova protegida. O uso de acetilciste&#xED;na por via oral foi considerado na an&#xE1;lise. N&#xE3;o se verificou diferen&#xE7;a estatisticamente significante em faixas mais baixas na porcentagem de indiv&#xED;duos com cultura positiva entre os grupos. Entre os fatores analisados, o uso de acetilciste&#xED;na via oral foi o &#xFA;nico fator independente a influenciar os resultados bacteriol&#xF3;gicos. O grupo de pacientes com obstru&#xE7;&#xE3;o cr&#xF4;nica das vias a&#xE9;reas em uso de acetilciste&#xED;na via oral teve uma porcentagem menor estatisticamente significante de culturas bacterianas positivas quando comparado ao mesmo grupo que n&#xE3;o fazia uso da medica&#xE7;&#xE3;o (Riise GC e <em>cols, 1994)</em>.</p> <h4>A acetilciste&#xED;na na pediatria</h4> <p>A acetilciste&#xED;na em crian&#xE7;as foi avaliada em um estudo prospectivo, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo. Este estudo avaliou a acetilciste&#xED;na via oral em 50 crian&#xE7;as com infec&#xE7;&#xE3;o aguda das vias respirat&#xF3;rias. Al&#xE9;m do tratamento com antibi&#xF3;tico, as crian&#xE7;as recebiam acetilciste&#xED;na via oral na forma granulada com dose ajustada para idade (100 mg at&#xE9; 2 anos, 200 mg entre 2 e 4 anos e 300 mg acima de 4 anos) ou placebo por 6 dias. Verificaram-se diferen&#xE7;as estatisticamente significantes dos par&#xE2;metros estudados (<a href=\"https://consultaremedios.com.br/dor-febre-e-contusao/c\" target=\"_blank\">febre</a>, ru&#xED;dos respirat&#xF3;rios e tosse) em favor do uso da acetilciste&#xED;na (Biscatti G. e <em>cols</em>, 1972).</p> <h4>Intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol</h4> <p>Diversos estudos cl&#xED;nicos realizados mostraram o efeito protetor da acetilciste&#xED;na sobre o <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/figado/c\" target=\"_blank\">f&#xED;gado</a> dos pacientes intoxicados por paracetamol (Petterson R.G. e <em>cols</em>, 1977; Prescott L.F. <em>e cols</em>, 1977, 1981; Rumack B.H. e <em>cols</em>, 1981; Harrison P.H. e <em>cols</em>, 1990).</p> <p>Um estudo retrospectivo descreve o desfecho de 2540 pacientes suspeitos de overdose de paracetamol. Os pacientes foram tratados com uma dose oral inicial de 140mg/kg de acetilciste&#xED;na seguida por doses de 70 mg/kg a cada 4 horas por 3 dias.</p> <p>Hepatoxicidade foi verificada em 6,1% dos pacientes que tiveram o esquema detratamento de acetilciste&#xED;na por via oral iniciado at&#xE9; 10 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol e em 26,4% dos pacientes quando a acetilciste&#xED;na foi iniciada entre 10 e 24 horas. Entre os pacientes de alto risco que tiveram o esquema de acetilciste&#xED;na iniciado entre 16 e 24 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, 41% desenvolveram hepatoxicidade. Quando iniciada at&#xE9; 8 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, a acetilciste&#xED;na exerceu efeito hepatoprotetor independente da concentra&#xE7;&#xE3;o s&#xE9;rica de paracetamol (Smilkstein MJ. e <em>cols</em>, 1988).</p> <h4>Doen&#xE7;a Pulmonar Obstrutiva Cr&#xF4;nica (DPOC)</h4> <p>Um estudo prospectivo randomizado, duplo-cego, duplo-mascarado, controlado por placebo avaliou 123 pacientes com exacerba&#xE7;&#xE3;o aguda de DPOC.</p> <p>Duas doses de acetilciste&#xED;na foram utilizadas (1200 mg/dia e 600 mg/dia) com o objetivo principal de avaliar a propor&#xE7;&#xE3;o de pacientes com prote&#xED;na C reativa (<a href=\"https://minutosaudavel.com.br/proteina-c-reativa-pcr/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">PCR</a>) em n&#xED;veis normais ap&#xF3;s 10 dias de tratamento. (Zuin R. e <em>cols</em>, 2005).</p> <p>Entre os pacientes com PCR em n&#xED;veis aumentados, uma maior propor&#xE7;&#xE3;o estatisticamente significante de pacientes que tomaram acetilciste&#xED;na tiveram seus n&#xED;veis s&#xE9;ricos de PCR normalizados ap&#xF3;s 10 dias. O uso de 1200 mg/dia de acetilciste&#xED;na foi mais eficaz que o uso de 600 mg/dia.</p> <p>Ambas as dosagens foram mais eficazes que placebo na melhora cl&#xED;nica e de fun&#xE7;&#xE3;o pulmonar avaliada por pico de fluxo expirat&#xF3;rio. &#xC9; especulado que o efeito de acetilciste&#xED;na nos marcadores inflamat&#xF3;rios pode ser devido &#xE0;s propriedades mucol&#xED;tica e <a href=\"https://consultaremedios.com.br/vitaminas-e-minerais/antioxidante/c\" target=\"_blank\">antioxidante</a> (Zuin R. e <em>cols</em>, 2005).</p> <h4>Fibrose C&#xED;stica</h4> <p>Pacientes com fibrose c&#xED;stica foram avaliados em um estudo aberto com 76 pacientes entre crian&#xE7;as e adultos. Este estudo analisou a utiliza&#xE7;&#xE3;o de acetilciste&#xED;na via oral em doses variadas de acordo com a idade ap&#xF3;s a utiliza&#xE7;&#xE3;o de acetilciste&#xED;na inalat&#xF3;ria por pelo menos 1 ano (Stephan U. e <em>cols</em>, 1980).</p> <h5>Foram analisados aspectos como tosse, caracter&#xED;sticas da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, radiografia de t&#xF3;rax e percentis de peso e altura. Concluiu-se que ap&#xF3;s a troca da via de administra&#xE7;&#xE3;o da acetilciste&#xED;na de inalat&#xF3;ria para oral:</h5> <ul> <li>Os sintomas respirat&#xF3;rios melhoraram ou se mantiveram inalterados;</li> <li>A acetilciste&#xED;na via oral pode substituir a via inalat&#xF3;ria quando o tratamento n&#xE3;o estiver se mostrando eficaz;</li> <li>Mesmo que o tratamento via inalat&#xF3;ria esteja sendo eficaz, o tratamento via oral &#xE9; pelo menos n&#xE3;o inferior;</li> <li>A administra&#xE7;&#xE3;o via oral tem vantagens relacionadas &#xE0; facilidade de aplica&#xE7;&#xE3;o da medica&#xE7;&#xE3;o, menor custo e aus&#xEA;ncia dos eventos adversos comuns &#xE0;s medica&#xE7;&#xF5;es de uso inalat&#xF3;rio.</li> </ul> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Solu&#xE7;&#xE3;o Nasal</h3> <h4>Farmacodin&#xE2;mica</h4> <p>O princ&#xED;pio ativo Acetilciste&#xED;na exerce intensa a&#xE7;&#xE3;o mucol&#xED;tico-fluidificante das secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas, despolimerizando os complexos mucoprote&#xED;cos e os &#xE1;cidos nucl&#xE9;icos que d&#xE3;o viscosidade ao escarro e &#xE0;s outras, al&#xE9;m de melhorar a depura&#xE7;&#xE3;o mucociliar. Estas atividades tornam Acetilciste&#xED;na particularmente adequado para o tratamento das afec&#xE7;&#xF5;es agudas e cr&#xF4;nicas do <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-respiratorio/c\" target=\"_blank\">aparelho respirat&#xF3;rio</a> caracterizadas por secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas densas e viscosas.</p> <p>Al&#xE9;m disso, a acetilciste&#xED;na exerce a&#xE7;&#xE3;o antioxidante direta, sendo dotada de um grupo tiol livre (-SH) nucleof&#xED;lico em condi&#xE7;&#xF5;es de interagir diretamente com os grupos eletrof&#xED;licos dos radicais oxidantes. A estrutura da sua mol&#xE9;cula lhe permite, al&#xE9;m disso, atravessar facilmente as membranas celulares. No interior da c&#xE9;lula, a acetilciste&#xED;na &#xE9; desacetilada, ficando assim dispon&#xED;vel a L-ciste&#xED;na, amino&#xE1;cido indispens&#xE1;vel para a s&#xED;ntese da glutationa (GSH). O GSH &#xE9; um tripept&#xED;dio extremamente reativo que se encontra difundido por igual nos diversos tecidos dos organismos animais e &#xE9; essencial para a manuten&#xE7;&#xE3;o da capacidade funcional e da integridade da morfologia celular, pois &#xE9; o mecanismo mais importante de defesa intracelular contra os radicais oxidantes (tanto ex&#xF3;genos como end&#xF3;genos) e contra numerosas subst&#xE2;ncias citot&#xF3;xicas.</p> <p>A acetilcist&#xE9;ina tem demonstrado ser essencial no controle de v&#xE1;rias condi&#xE7;&#xF5;es patol&#xF3;gicas relacionadas ao stress oxidativo, como bronquite aguda e bronquite cr&#xF4;nica.</p> <p>A efic&#xE1;cia terap&#xEA;utica da acetilciste&#xED;na nos processos inflamat&#xF3;rios nasais como a rinite &#xE9; interpretada como sendo devida a sua a&#xE7;&#xE3;o farmacol&#xF3;gica. A redu&#xE7;&#xE3;o da viscosidade do muco facilita a remo&#xE7;&#xE3;o e evita a evolu&#xE7;&#xE3;o para a infec&#xE7;&#xE3;o (sinusite).</p> <p>O efeito antiinflamat&#xF3;rio/antioxidante ocorre atrav&#xE9;s da ciste&#xED;na, precursora da glutationa. A ciste&#xED;na &#xE9; considerada um dos mais importantes antioxidantes presentes na c&#xE9;lula, agindo atrav&#xE9;s da inibi&#xE7;&#xE3;o da quimiotaxia de neutr&#xF3;filos.</p> <p>A acetilciste&#xED;na inibe a produ&#xE7;&#xE3;o de citocinas induzidas por lipopolissacar&#xED;deos ou CD40L das c&#xE9;lulas dendr&#xED;ticas, uma linhagem celular especializada muito importante nas doen&#xE7;as al&#xE9;rgicas. A acetilciste&#xED;na inibe a express&#xE3;o de mol&#xE9;culas coestimuladoras que liberam sinais necess&#xE1;rios para a ativa&#xE7;&#xE3;o dos linf&#xF3;citos T.</p> <p>Foi demonstrado que a rinite al&#xE9;rgica e a asma s&#xE3;o doen&#xE7;as inflamat&#xF3;rias cr&#xF4;nicas das vias a&#xE9;reas, onde uma produ&#xE7;&#xE3;o excessiva de esp&#xE9;cies reativas de oxig&#xEA;nio e o mecanismo antioxidante end&#xF3;geno est&#xE3;o presentes. Conclui-se que uma terapia antioxidante pode ser ben&#xE9;fica.</p> <p>Os dados<em> in vitro</em> da acetilciste&#xED;na na fun&#xE7;&#xE3;o celular do sistema imune, e em particular os dados recentes das c&#xE9;lulas dendr&#xED;ticas e <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/eosinofilos/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">eosin&#xF3;filos</a> humanos, apontaram que a administra&#xE7;&#xE3;o isolada de acetilciste&#xED;na na mucosa nasal pode ter um efeito antiinflamat&#xF3;rio/antioxidante em condi&#xE7;&#xF5;es al&#xE9;rgicas. A administra&#xE7;&#xE3;o t&#xF3;pica diretamente no tecido inflamado torna o efeito poss&#xED;vel devido &#xE0; alta concentra&#xE7;&#xE3;o local, al&#xE9;m de efeito imunomodulador.</p> <h4>Farmacocin&#xE9;tica</h4> <p>Acetilciste&#xED;na nasal pode ser absorvido sistemicamente atrav&#xE9;s da mucosa nasal e do trato gastrintestinal ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o intranasa.</p> <h3>Injet&#xE1;vel</h3> <h4>Farmacodin&#xE2;mica</h4> <p>O princ&#xED;pio ativo Acetilciste&#xED;na &#xE9; a acetilciste&#xED;na exerce intensa a&#xE7;&#xE3;o mucol&#xED;tico fluidificante das secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas, despolimerizando os complexos mucoprote&#xED;cos e os &#xE1;cidos nucl&#xE9;icos que d&#xE3;o viscosidade ao escarro e &#xE0;s outras secre&#xE7;&#xF5;es, al&#xE9;m de melhorar a depura&#xE7;&#xE3;o mucociliar. Estas atividades tornam Acetilciste&#xED;na particularmente adequado para o tratamento das afec&#xE7;&#xF5;es agudas e cr&#xF4;nicas do aparelho respirat&#xF3;rio caracterizadas por secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas densas e viscosas.</p> <p>Al&#xE9;m disso, a acetilciste&#xED;na exerce a&#xE7;&#xE3;o antioxidante direta, sendo dotada de um grupo tiol livre (-SH) nucleof&#xED;lico em condi&#xE7;&#xF5;es de interagir diretamente com os grupos eletrof&#xED;licos dos radicais oxidantes. De particular interesse &#xE9; a recente demonstra&#xE7;&#xE3;o de que a acetilciste&#xED;na protege a alfa-1-antitripsina, enzima inibidora da elastase, de ser inativada pelo &#xE1;cido hipocloroso (HClO), potente agente oxidante que &#xE9; produzido pela enzima mieloperoxidase dos fag&#xF3;citos ativados. A estrutura da sua mol&#xE9;cula lhe permite, al&#xE9;m disso, atravessar facilmente as membranas celulares. No interior da c&#xE9;lula, a acetilciste&#xED;na &#xE9; desacetilada, ficando assim dispon&#xED;vel a L-ciste&#xED;na, amino&#xE1;cido indispens&#xE1;vel para a s&#xED;ntese da glutationa (GSH).</p> <p>O GSH &#xE9; um tripept&#xED;dio extremamente reativo que se encontra difundido por igual nos diversos tecidos dos organismos animais e &#xE9; essencial para a manuten&#xE7;&#xE3;o da capacidade funcional e da integridade da morfologia celular, pois &#xE9; o mecanismo mais importante de defesa intracelular contra os radicais oxidantes (tanto ex&#xF3;genos como end&#xF3;genos) e contra numerosas subst&#xE2;ncias citot&#xF3;xicas, incluindo o paracetamol.</p> <p>O paracetamol exerce sua a&#xE7;&#xE3;o citot&#xF3;xica pelo empobrecimento progressivo de GSH.</p> <p>A acetilciste&#xED;na desempenha seu principal papel mantendo n&#xED;veis adequados de GSH, contribuindo, assim para a prote&#xE7;&#xE3;o celular. Portanto a acetilciste&#xED;na &#xE9; um ant&#xED;doto espec&#xED;fico para intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol.</p> <p>A acetilciste&#xED;na reduz a toxicidade hep&#xE1;tica do NAPQI (N-acetil-p-benzoquinonaimina), o metab&#xF3;lito intermedi&#xE1;rio altamente reativo ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de uma alta dose de paracetamol, pelos seguintes mecanismos:</p> <p>A acetilciste&#xED;na atua como um precursor para a s&#xED;ntese de glutationa e, portanto, mant&#xE9;m a glutationa celular em um n&#xED;vel suficiente para inativar o NAPQI. Acredita-se que este seja o principal mecanismo pelo qual a acetilciste&#xED;na atua nos est&#xE1;gios iniciais da toxicidade do paracetamol, com benef&#xED;cio observado principalmente em pacientes tratados dentro de 8-10 horas ap&#xF3;s a superdosagem.</p> <p>Quando o tratamento com acetilciste&#xED;na &#xE9; iniciado mais de 8 a 10 horas ap&#xF3;s a sobredosagem de paracetamol, a sua efic&#xE1;cia na preven&#xE7;&#xE3;o da hepatotoxicidade (com base nos indicadores s&#xE9;ricos) diminui progressivamente com o prolongamento do intervalo de tratamento com overdose (o tempo entre a sobredosagem de paracetamol e o in&#xED;cio do tratamento).</p> <p>A acetilciste&#xED;na demonstrou ser ainda eficaz quando a perfus&#xE3;o &#xE9; iniciada at&#xE9; 12 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, quando a maior parte do analg&#xE9;sico ter&#xE1; sido metabolizada no seu metab&#xF3;lito reativo. Nesse est&#xE1;gio, acredita-se que a acetilciste&#xED;na atue reduzindo os grupos tiol oxidados nas enzimas-chave.</p> <p>H&#xE1; evid&#xEA;ncias de que ainda pode ser ben&#xE9;fico quando administrado at&#xE9; 24 horas ap&#xF3;s a superdosagem. Nesta fase tardia da hepatotoxicidade do paracetamol, os efeitos ben&#xE9;ficos da acetilciste&#xED;na podem ser devidos &#xE0; sua capacidade de melhorar a hemodin&#xE2;mica sist&#xEA;mica e o transporte de oxig&#xEA;nio, embora o mecanismo pelo qual isso possa ocorrer ainda n&#xE3;o tenha sido determinado.</p> <h4>Farmacocin&#xE9;tica</h4> <h5>Absor&#xE7;&#xE3;o:</h5> <h6>Administra&#xE7;&#xE3;o Oral</h6> <p>Em humanos, a acetilciste&#xED;na &#xE9; completamente absorvida ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral. Devido ao metabolismo na parede intestinal e o efeito de primeira passagem, a biodisponibilidade da acetilciste&#xED;na ingerida oralmente &#xE9; muito baixa (cerca de 10%). N&#xE3;o foram referidas diferen&#xE7;as entre as v&#xE1;rias formas farmac&#xEA;uticas. Em pacientes com diferentes doen&#xE7;as respirat&#xF3;rias ou card&#xED;acas, a concentra&#xE7;&#xE3;o m&#xE1;xima no plasma &#xE9; obtida entre uma e tr&#xEA;s horas ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o e, os n&#xED;veis permaneceram elevados por um per&#xED;odo de 24 horas.</p> <h6>Administra&#xE7;&#xE3;o Intravenosa como Ant&#xED;doto</h6> <p>Ap&#xF3;s a infus&#xE3;o intravenosa, utilizando a modelagem de 20 horas, os n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos de acetilciste&#xED;na atingiram 300-900 mg / L poucos minutos ap&#xF3;s o in&#xED;cio da infus&#xE3;o, diminuindo para 11 - 90mg / L no final da infus&#xE3;o.</p> <h5>Distribui&#xE7;&#xE3;o:</h5> <p>A acetilciste&#xED;na &#xE9; distribu&#xED;da na forma n&#xE3;o metabolizada (20%) e metabolizada - ativa (80%) e, pode ser encontrada principalmente no f&#xED;gado, rins, pulm&#xF5;es e secre&#xE7;&#xF5;es br&#xF4;nquicas.</p> <p>O volume de distribui&#xE7;&#xE3;o da acetilciste&#xED;na varia de 0,33 a 0,47 L/kg. A liga&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/proteinas/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">prote&#xED;nas</a> &#xE9; de cerca de 50% ap&#xF3;s 4 horas da administra&#xE7;&#xE3;o da dose e cai para 20% em 12 horas.</p> <p>N&#xE3;o h&#xE1; informa&#xE7;&#xF5;es sobre se a acetilciste&#xED;na atravessa a barreira hematoencef&#xE1;lica ou se &#xE9; excretada no leite materno.</p> <p>A acetilciste&#xED;na atravessa a placenta.</p> <h5>Metabolismo:</h5> <p>A acetilciste&#xED;na passa por um metabolismo r&#xE1;pido e extensivo na parede intestinal e f&#xED;gado ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral.</p> <p>O composto resultante, ciste&#xED;na, &#xE9; considerado o metab&#xF3;lito ativo. Ap&#xF3;s essa fase de transforma&#xE7;&#xE3;o, a acetilciste&#xED;na e a ciste&#xED;na compartilham a mesma via metab&#xF3;lica.</p> <p>O <em>clearance</em> renal pode representar cerca de 30% do <em>clearance</em> total do organismo. Ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral a meia vida terminal de acetilciste&#xED;na total &#xE9; de 6,25 h.</p> <h5>Excre&#xE7;&#xE3;o:</h5> <p>Ap&#xF3;s uma dose intravenosa &#xFA;nica de acetilciste&#xED;na, a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica de acetilciste&#xED;na total mostra um decl&#xED;nio poli-exponencial com uma semivida terminal (T1 / 2) de 5,6 horas. A depura&#xE7;&#xE3;o renal foi definida em 0,11 litros / h / kg e pode representar cerca de 30% da depura&#xE7;&#xE3;o corporal total.</p> <h5>Linearidade / N&#xE3;o Linearidade:</h5> <p>A farmacocin&#xE9;tica da acetilciste&#xED;na &#xE9; proporcional &#xE0; dose administrada no intervalo de dose entre 200-3200 mg / m<sup>2</sup> para AUC e C<sub>max</sub>.</p> <h5>Pacientes Pedi&#xE1;tricos:</h5> <p>A meia-vida terminal m&#xE9;dia da acetilciste&#xED;na &#xE9; maior nos neonatos (11 horas) do que nos adultos (5,6 horas) 8,25. Nenhuma informa&#xE7;&#xE3;o est&#xE1; dispon&#xED;vel em outras faixas et&#xE1;rias.</p> <h5>Insufici&#xEA;ncia Hep&#xE1;tica:</h5> <p>Em indiv&#xED;duos com insufici&#xEA;ncia hep&#xE1;tica grave, associada a <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/cirrose/c\" target=\"_blank\">cirrose</a> alco&#xF3;lica (pontua&#xE7;&#xE3;o de 7-14 na escala de Child-Pugh) ou <a href=\"https://consultaremedios.com.br/b/cirrose-biliar-primaria\" target=\"_blank\">cirrose biliar prim&#xE1;ria</a> ou secund&#xE1;ria (5-7 na escala de Child-Pugh), a semi-vida de elimina&#xE7;&#xE3;o (T1 / 2) aumentou 80% a elimina&#xE7;&#xE3;o diminuiu em 30%, em compara&#xE7;&#xE3;o ao grupo controle 8. Insufici&#xEA;ncia renal N&#xE3;o h&#xE1; dados farmacocin&#xE9;ticos dispon&#xED;veis em pacientes com insufici&#xEA;ncia renal.</p> <h4>Dados Pr&#xE9; Clinicos</h4> <p>Os dados n&#xE3;o cl&#xED;nicos n&#xE3;o revelam riscos especiais para o ser humano, com base em estudos convencionais de farmacologia de seguran&#xE7;a, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e toxicidade para a reprodu&#xE7;&#xE3;o e desenvolvimento. O tratamento com altas doses em ratas prenhes e coelhos n&#xE3;o revelou evid&#xEA;ncia de comprometimento da fertilidade feminina ou dano ao feto devido &#xE0; acetilciste&#xED;na. O tratamento de ratos machos durante 15 semanas com acetilciste&#xED;na a uma dose oral considerada suficiente em excesso, em compara&#xE7;&#xE3;o com a dose humana recomendada, n&#xE3;o afetou a fertilidade ou o desempenho reprodutivo geral dos animais.</p> <h3>Comprimido / Granulado / Xarope</h3> <h4>Farmacodin&#xE2;mica</h4> <p>O princ&#xED;pio ativo do Acetilciste&#xED;na &#xE9; a acetilciste&#xED;na, que exerce intensa a&#xE7;&#xE3;o mucol&#xED;tico fluidificante das secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas, despolimerizando os complexos mucoproteicos e os &#xE1;cidos nucl&#xE9;icos que d&#xE3;o viscosidade ao escarro e &#xE0;s outras secre&#xE7;&#xF5;es, al&#xE9;m de melhorar a depura&#xE7;&#xE3;o mucociliar. Estas atividades tornam Acetilciste&#xED;na particularmente adequado para o tratamento das afec&#xE7;&#xF5;es agudas e cr&#xF4;nicas do aparelho respirat&#xF3;rio caracterizadas por secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas densas e viscosas.</p> <p>Al&#xE9;m disso, a acetilciste&#xED;na exerce a&#xE7;&#xE3;o antioxidante direta, sendo dotada de um grupo tiol livre (-SH) nucleof&#xED;lico em condi&#xE7;&#xF5;es de interagir diretamente com os grupos eletrof&#xED;licos dos radicais oxidantes. De particular interesse &#xE9; a recente demonstra&#xE7;&#xE3;o de que a acetilciste&#xED;na protege a alfa-1-antitripsina, enzima inibidora da elastase, de ser inativada pelo &#xE1;cido hipocloroso (HClO), potente agente oxidante que &#xE9; produzido pela enzima mieloperoxidase dos fag&#xF3;citos ativados. A estrutura da sua mol&#xE9;cula lhe permite, al&#xE9;m disso, atravessar facilmente as membranas celulares. No interior da c&#xE9;lula, a acetilciste&#xED;na &#xE9; desacetilada, ficando assim dispon&#xED;vel a L-ciste&#xED;na, amino&#xE1;cido indispens&#xE1;vel para a s&#xED;ntese da glutationa (GSH).</p> <p>O GSH &#xE9; um tripept&#xED;dio extremamente reativo que se encontra difundido por igual nos diversos tecidos dos organismos animais e &#xE9; essencial para a manuten&#xE7;&#xE3;o da capacidade funcional e da integridade da morfologia celular, pois &#xE9; o mecanismo mais importante de defesa intracelular contra os radicais oxidantes (tanto ex&#xF3;genos como end&#xF3;genos) e contra numerosas subst&#xE2;ncias citot&#xF3;xicas, incluindo o paracetamol.</p> <p>O paracetamol exerce sua a&#xE7;&#xE3;o citot&#xF3;xica pelo empobrecimento progressivo de GSH. A acetilciste&#xED;na desempenha seu principal papel mantendo n&#xED;veis adequados de GSH, contribuindo, assim para a prote&#xE7;&#xE3;o celular. Portanto a acetilciste&#xED;na &#xE9; um ant&#xED;doto espec&#xED;fico para intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol.</p> <h4>Farmacocin&#xE9;tica</h4> <h5>Absor&#xE7;&#xE3;o:</h5> <p>Em humanos, a acetilciste&#xED;na &#xE9; completamente absorvida ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral.</p> <p>Devido ao metabolismo na parede intestinal e o efeito de primeira passagem, a biodisponibilidade da acetilciste&#xED;na ingerida oralmente &#xE9; muito baixa (cerca de 10%). N&#xE3;o foram referidas diferen&#xE7;as entre as v&#xE1;rias formas farmac&#xEA;uticas. Em pacientes com diferentes doen&#xE7;as respirat&#xF3;rias ou card&#xED;acas, a concentra&#xE7;&#xE3;o m&#xE1;xima no plasma &#xE9; obtida entre duas a tr&#xEA;s horas ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o e os n&#xED;veis permaneceram elevados por um per&#xED;odo de 24 horas.</p> <h5>Distribui&#xE7;&#xE3;o:</h5> <p>A acetilciste&#xED;na &#xE9; distribu&#xED;da na forma n&#xE3;o metabolizada (20%) e metabolizada - ativa (80%) e pode se encontrada principalmente no f&#xED;gado, rins, pulm&#xF5;es e secre&#xE7;&#xF5;es br&#xF4;nquicas.</p> <p>O volume de distribui&#xE7;&#xE3;o da acetilciste&#xED;na varia de 0,33 a 0,47 L/kg. A liga&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s prote&#xED;nas &#xE9; de cerca de 50% ap&#xF3;s 4 horas da administra&#xE7;&#xE3;o da dose e cai para 20% em 12 horas.</p> <h5>Metabolismo:</h5> <p>A acetilciste&#xED;napassa por um metabolismo r&#xE1;pido e extensivo na parede intestinal e f&#xED;gado ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral.</p> <h5>Excre&#xE7;&#xE3;o:</h5> <p>O composto resultante, ciste&#xED;na, &#xE9; considerado o metab&#xF3;lito ativo. Ap&#xF3;s essa fase de transforma&#xE7;&#xE3;o, a acetilciste&#xED;na e a ciste&#xED;na compartilham a mesma via metab&#xF3;lica.</p> <p>O <em>clearance</em> renal pode representar cerca de 30% do <em>clearance</em> total do organismo. Ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral a meia vida terminal de acetilciste&#xED;na total &#xE9; de 6,25 h.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Bromuc?

Conserve o medicamento na embalagem original e em temperatura ambiente entre 15°C e 30°C e protegido da luz. Você deve abrir a ampola de acetilcisteína no momento do uso.

Prazo de validade: 36 meses a partir da data de fabricação.

Após aberto, válido por 24 horas, se conservado em geladeira, para uso endotraqueal ou aerossolterapia. Estas medidas não se aplicam para o uso injetável do medicamento.

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Fabricante: Blau

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