Blau Citarax

20mg/mL, caixa com 10 frascos-ampola com 5mL de solução de uso intravenosa, subcutânea ou infusão intravenosa

Princípio ativo
:
Citarabina
Classe Terapêutica
:
Agentes Antineoplásicos Antimetabólitos
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Dispensação Sob Prescrição Médica Restrito a Hospitais)
Categoria
:
Leucemia
Especialidade
:
Oncologia

Bula do medicamento

Citarax, para o que é indicado e para o que serve?

Citarax® (citarabina) é principalmente indicado para o tratamento de leucemias agudas não linfocíticas (câncer da medula óssea, também conhecido como “tutano do osso”, que é o órgão responsável pela produção do sangue) em adultos e crianças. É também útil no tratamento de outras leucemias, como leucemia linfocítica aguda e leucemia mielocítica crônica (fase blástica). Citarax® pode ser utilizado sozinho ou em combinação com outros agentes antineoplásicos (que combatem o câncer). Frequentemente, os melhores resultados são obtidos com a terapia combinada.

Têm sido curtas as remissões (desaparecimento temporário da doença) induzidas por Citarax® quando não acompanhadas por terapias de manutenção.

Em regimes de altas doses com ou sem agentes quimioterápicos adicionais, Citarax® mostrou-se efetivo para o tratamento de leucemia de alto risco, leucemia refratária (que não responde ao tratamento padrão) e leucemia recidivante aguda (doença que se ativa novamente).

Como o Citarax funciona?

{"tag":"hr","value":" <p>Citarax<sup>&#xAE;</sup> &#xE9; um agente antineopl&#xE1;sico (que combate o c&#xE2;ncer) que inibe a forma&#xE7;&#xE3;o do DNA (&#xE1;cido desoxirribonucleico - subst&#xE2;ncia ou material gen&#xE9;tico que forma os seres vivos). Tamb&#xE9;m apresenta propriedades antivirais (que combatem v&#xED;rus) e imunossupressoras (que diminuem a resposta do sistema de defesa do organismo).</p> "}

Quais as contraindicações do Citarax?

Citarax® é contraindicado a pacientes hipersensíveis (alérgicos) à citarabina ou a qualquer componente do produto.

Como usar o Citarax?

Este produto é de uso restrito a hospitais ou ambulatórios especializados, com emprego específico em neoplasias malignas (cânceres) e deve ser manipulado apenas por pessoal treinado. Citarax® sempre será preparado e administrado por um médico ou por um profissional de saúde especializado. Citarax® não é ativo por via oral. A posologia e o método de administração variam de acordo com o esquema terapêutico a ser utilizado. Citarax® pode ser administrado por infusão, por injeção intravenosa ou por via subcutânea. Em alguns pacientes ocorreu tromboflebite no local da injeção ou da infusão; raramente relatou-se dor e inflamação nos locais da injeção subcutânea. Na maioria dos casos, entretanto, a medicação foi bem tolerada.

Os pacientes podem tolerar doses totais maiores quando recebem o medicamento por injeção intravenosa rápida quando comparado por infusão lenta. Esse fenômeno está relacionado com a rápida inativação da citarabina e com a curta exposição das células normais e neoplásicas susceptíveis a níveis significativos do medicamento, após injeção rápida. Células normais e neoplásicas respondem aparentemente de modo paralelo a esses diferentes modos de administração; nenhuma vantagem clínica expressiva foi demonstrada para qualquer um deles.

Posologia do&nbsp;Citarax

{"tag":"hr","value":" <h3>Doses Convencionais</h3> <p>Na terapia de indu&#xE7;&#xE3;o de leucemia n&#xE3;o-linfoc&#xED;tica aguda, a dose habitual de Citarax<sup>&#xAE;</sup> em combina&#xE7;&#xE3;o com outros agentes quimioter&#xE1;picos antineopl&#xE1;sicos &#xE9; de 100 mg/m<sup>2</sup> /dia por infus&#xE3;o intravenosa cont&#xED;nua (dias 1 - 7) ou 100 mg/m<sup>2</sup> IV a cada 12 horas (dias 1 - 7).</p> <h3>Doses Altas</h3> <p>2-3 g/m<sup>2</sup> por infus&#xE3;o intravenosa a cada 12 horas por 1-3 horas durante 2-6 dias com ou sem agentes quimioter&#xE1;picos adicionais.</p> <h3>Doses Subcut&#xE2;neas</h3> <p>Em geral a dose &#xE9; 20-100 mg/m<sup>2</sup> dependendo da indica&#xE7;&#xE3;o do tratamento e do regime posol&#xF3;gico utilizado.</p> <p>A literatura deve ser consultada sobre as recomenda&#xE7;&#xF5;es atuais para o uso em leucemia.</p> <h3>Compatibilidades a medicamentos</h3> <p>O Citarax<sup>&#xAE;</sup> &#xE9; compat&#xED;vel com os seguintes medicamentos, em concentra&#xE7;&#xF5;es espec&#xED;ficas, em <a href=\"https://consultaremedios.com.br/glicose/bula\" target=\"_blank\">glicose</a> 5% em &#xE1;gua durante 8 horas: citarabina 0,8 mg/mL e <a href=\"https://consultaremedios.com.br/cefalotina-sodica/bula\" target=\"_blank\">cefalotina s&#xF3;dica</a> 1,0 mg/mL; citarabina 0,4 mg/mL e <a href=\"https://consultaremedios.com.br/fosfato-sodico-de-prednisolona/bula\" target=\"_blank\">fosfato s&#xF3;dico de prednisolona</a> 0,2 mg/mL; citarabina 16 mcg/mL e <a href=\"https://consultaremedios.com.br/sulfato-de-vincristina/bula\" target=\"_blank\">sulfato de vincristina</a> 4 mcg/mL. Citarabina tamb&#xE9;m &#xE9; fisicamente compat&#xED;vel com <a href=\"https://consultaremedios.com.br/metotrexato/bula\" target=\"_blank\">metotrexato</a>.</p> <h3>Uso em Crian&#xE7;as</h3> <p>Semelhante ao uso em adultos.</p> <h3>Uso em Idosos</h3> <p>N&#xE3;o s&#xE3;o conhecidas at&#xE9; o momento recomenda&#xE7;&#xF5;es especiais para os pacientes idosos, aplicando-se as informa&#xE7;&#xF5;es t&#xE9;cnicas j&#xE1; descritas.</p> <p><strong>Siga a orienta&#xE7;&#xE3;o de seu m&#xE9;dico, respeitando sempre os hor&#xE1;rios, as doses e a dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento. N&#xE3;o interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu m&#xE9;dico.</strong></p> <h2>O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o&amp;nbsp;Citarax?</h2> <hr> <p>Como Citarax<sup>&#xAE;</sup> &#xE9; um medicamento de uso exclusivamente hospitalar, o plano de tratamento &#xE9; definido pelo m&#xE9;dico que acompanha o caso. Caso o paciente falte a uma sess&#xE3;o programada de quimioterapia com esse medicamento, ele deve procurar o seu m&#xE9;dico para redefini&#xE7;&#xE3;o da programa&#xE7;&#xE3;o de tratamento. O esquecimento da dose pode comprometer a efic&#xE1;cia do tratamento.</p> <p><strong>Em caso de d&#xFA;vidas, procure orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico ou de seu m&#xE9;dico, ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> </hr>"}

Quais cuidados devo ter ao usar o Citarax?

Citarax® deve ser utilizado apenas sob a supervisão de médicos experientes em quimioterapia antineoplásica (que combate o câncer).

Na terapia de indução (primeira tentativa de diminuir a quantidade de células cancerosas no sangue), devem estar à disposição do paciente e da equipe médica, recursos laboratoriais e de suporte adequados para monitorar a tolerabilidade ao fármaco, proteger e manter pacientes comprometidos pela toxicidade da medicação.

Para avaliar a adequação da terapia com Citarax®, o médico deve considerar os possíveis benefícios ao paciente em relação aos conhecidos efeitos tóxicos do mesmo.

Antes de decidir quanto à terapia ou iniciar o tratamento, o médico deve se familiarizar com as informações seguintes:

Efeitos hematológicos

Citarax® é um potente supressor (inibidor) da medula óssea; o grau da supressão depende da dose e do esquema terapêutico adotado. A terapia deve ser iniciada com cautela em pacientes com supressão da medula óssea preexistente induzida por medicamentos. Pacientes que receberem este fármaco devem estar sob rigorosa supervisão médica e, durante a terapia de indução, a contagem de leucócitos (células de defesa do sangue) e plaquetas (células responsáveis pela coagulação do sangue) deve ser feita diariamente.

Devem ser realizados, frequentemente, exames da medula óssea após o desaparecimento dos blastos (células do sangue que são muito jovens, indicando um aumento da divisão celular, o que é um indicativo de câncer) da circulação sanguínea. Deve-se considerar a suspensão ou modificação do tratamento se a depressão da medula óssea induzida por medicamento resultar em contagem plaquetária inferior a 50.000, ou se a contagem dos granulócitos polimorfonucleares (tipo de células de defesa presentes no sangue) chegar a níveis inferiores a 1.000/mm3 . As contagens de elementos figurados (todos os vários tipos de células presentes no sangue) do sangue podem continuar diminuindo após a suspensão do medicamento e alcançar valores mais baixos após períodos de 12 a 24 dias da interrupção do tratamento. Caso seja indicado, deve-se, reiniciar a terapia quando aparecerem sinais definitivos de recuperação medular. Devem estar à disposição do paciente os recursos para o tratamento de eventuais complicações, possivelmente fatais, consequentes da supressão da medula óssea (infecção, hemorragia devido à trombocitopenia - diminuição das células de coagulação do sangue: plaquetas).

Ocorreram reações anafiláticas (reações alérgicas graves) durante o tratamento com citarabina. Relatou-se anafilaxia que resultou em parada cardiopulmonar (do coração e do pulmão) aguda e exigiu ressuscitação. Esse fato ocorreu imediatamente após a administração intravenosa de citarabina.

Terapia com altas doses

Após terapia com altas doses de citarabina (2-3 g/m2) relatou-se toxicidade pulmonar, gastrintestinal (do estômago e do intestino) e do sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal) grave, diferente daquela observada com os regimes terapêuticos convencionais de citarabina, e por vezes fatal. Essas reações incluem toxicidade reversível da córnea (membrana transparente da frente do olho) e conjuntivite hemorrágica (inflamação ou infecção da membrana que cobre o olho com presença de sangue), que podem ser evitadas ou diminuídas através da administração profilática de colírio de corticosteroide; disfunção cerebral e cerebelar (região do sistema nervoso central responsável pelo equilíbrio e coordenação dos movimentos), geralmente reversível, incluindo alterações de personalidade, sonolência, convulsão e coma; ulceração gastrintestinal grave (ferimento no estômago e intestino), incluindo pneumatose cistoide intestinal (presença de ar na parede do intestino) levando à peritonite (inflamação do peritônio – camada que recobre o abdômen internamente), sepse (infecção generalizada) e abscesso hepático (formação de uma cavidade com acúmulo de pus no fígado); edema pulmonar (acúmulo de líquido nos pulmões); lesão hepática com hiperbilirrubinemia aumentada (excesso de bilirrubina no sangue); necrose (destruição) de alças intestinais e colite necrosante (inflamação grave e fulminante do intestino grosso).

Ocorreram casos graves e alguns fatais de toxicidade pulmonar, síndrome da angústia respiratória em adultos (mau funcionamento grave dos pulmões por acúmulo de líquido) e edema pulmonar (líquido nos pulmões) com esquemas terapêuticos com altas doses de citarabina. Foi observada uma síndrome de angústia respiratória súbita, que progrediu rapidamente a edema pulmonar com cardiomegalia (aumento do coração) evidente radiologicamente (por exame de imagem) após terapia experimental com altas doses de citarabina empregada no tratamento da recaída (volta) de leucemia.

Casos de cardiomiopatia (lesão do músculo do coração) com morte subsequente foram relatados após terapia experimental com altas doses de citarabina em combinação com ciclofosfamida, na preparação para transplante de medula óssea. Isso pode ser dependente do esquema posológico (da dose).

Ocorreram neuropatias periféricas motoras e sensoriais (lesões dos nervos periféricos responsáveis pelos movimentos e pela sensibilidade, respectivamente) após a combinação de altas doses de citarabina, daunorrubicina e asparaginase em pacientes adultos com leucemia não-linfocítica aguda. Deve-se observar o&nbsp;surgimento de neuropatias em pacientes tratados com altas doses de citarabina uma vez que alterações no esquema terapêutico podem ser necessárias para evitar disfunções neurológicas irreversíveis.

Raramente, erupção cutânea (vermelhidão da pele) grave levando à descamação foi relatada. Alopecia (perda de cabelo) total é mais comumente observada com terapia de altas doses do que com esquemas convencionais de tratamento com citarabina.

Quando o medicamento é administrado rapidamente em altas doses por via intravenosa (na veia), os pacientes frequentemente sentem náuseas (enjoos) e podem vomitar por várias horas após a injeção. Esse problema tende a ser menos grave quando o medicamento é administrado por infusão.

Terapias com doses convencionais

Dor abdominal por inflamação do peritônio (peritonite) e colite guáiaco positiva (colite em que há sangue oculto nas fezes, detectado pelo teste de guáiaco), com neutropenia (diminuição de um tipo de células de defesa no sangue: neutrófilos) e trombocitopenia (diminuição das células de coagulação do sangue: plaquetas) concomitantes, foram relatadas em pacientes tratados com doses convencionais de citarabina em combinação com outros medicamentos. Estes pacientes responderam às medidas terapêuticas não cirúrgicas. Foram relatados casos de paralisia ascendente progressiva tardia (perda dos movimentos que se inicia nos membros inferiores e vai acometendo as partes mais altas do corpo) resultando na morte de crianças com leucemia mieloide aguda, tratadas com citarabina, em doses convencionais, por via intravenosa em combinação com outros medicamentos.

Função hepática (do fígado) e/ou renal (dos rins)

O fígado humano, aparentemente, metaboliza (elimina) parte substancial da dose administrada de citarabina. Especialmente pacientes com função renal ou hepática prejudicada podem apresentar uma probabilidade mais alta de toxicidade do sistema nervoso central após tratamento com altas doses de citarabina. Este medicamento deve ser utilizado com cautela e, se possível, em doses reduzidas, nos pacientes com função hepática ou renal prejudicada.

Devem-se realizar avaliações periódicas das funções medular (da medula óssea) hepática e renal em pacientes sob tratamento com citarabina.

Neurológicos

Casos de reações adversas neurológicas graves que variaram de cefaleia (dor de cabeça) à paralisia, coma e episódios semelhantes a AVC (derrame) foram relatados, principalmente em jovens e adolescentes aos quais foi administrado citarabina por via intravenosa em combinação com metotrexato (outro medicamento) por via intratecal (administração diretamente no sistema nervoso central).

Síndrome da lise tumoral

Como outros medicamentos citotóxicos, citarabina pode induzir hiperuricemia (aumento do ácido úrico no sangue) secundária à rápida lise (destruição) de células neoplásicas (cancerosas). O clínico deve monitorar os níveis sanguíneos de ácido úrico em seu paciente e estar alerta para o uso das medidas de suporte e farmacológicas necessárias para controlar o problema.

Pancreatite

Foi relatada pancreatite aguda (inflamação do pâncreas) em pacientes tratados com citarabina em combinação com outros fármacos.

Efeitos imunossupressores/aumento da suscetibilidade às infecções

A administração de vacinas com antígenos (patógenos) vivos ou atenuados em pacientes imunocomprometidos (com diminuição da função do sistema de defesa do organismo) por agentes quimioterápicos, incluindo citarabina, pode resultar em infecções graves ou fatais. A vacinação com antígenos vivos deve ser evitada em pacientes recebendo citarabina. Vacinas com antígenos mortos ou inativos podem ser administradas, no entanto a resposta à vacina pode estar diminuída.

Efeitos na habilidade de dirigir e operar máquinas

O efeito da citarabina na habilidade de dirigir ou operar máquinas não foi avaliado sistematicamente.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Citarax?

O principal efeito tóxico da citarabina é supressão (diminuição da função) da medula óssea, com leucopenia (redução de células de defesa no sangue), trombocitopenia (diminuição das células de coagulação do sangue: plaquetas) e anemia (diminuição da quantidade de células vermelhas do sangue: hemácias). A toxicidade menos grave inclui náuseas (enjoos), vômitos, diarreia e dor abdominal, ulceração oral (feridas na mucosa da boca) e disfunção hepática (do fígado)

Distúrbios sanguíneo e linfático

Como a citarabina é um supressor da medula óssea, podem ocorrer anemia, leucopenia (redução de células de defesa do sangue), trombocitopenia (diminuição das células de coagulação do sangue: plaquetas), megaloblastose (presença de células grandes e imaturas no sangue) e redução de reticulócitos (células vermelhas jovens) como resultado de sua administração. A gravidade dessas reações depende da dose e do esquema terapêutico. Pode-se esperar, a ocorrência de alterações celulares na morfologia em esfregaços de medula óssea e de sangue periférico (exames feitos para avaliar a aparência das células do sangue).

Infecções e infestações

Infecções virais, bacterianas, fúngicas, parasitárias ou saprofíticas (família de bactérias), em qualquer local do corpo, podem estar associadas ao uso de citarabina sozinha ou combinada com outros agentes imunossupressores após doses imunossupressoras (que afetam as células de defesa) ou humoral (substâncias de defesa: anticorpos). Essas infecções podem ser leves, mas também podem ser graves e até fatais.

Distúrbios dos tecidos musculoesquelético e conjuntivo

Síndrome da citarabina

Caracteriza-se por febre, mialgia (dor muscular), dor óssea, ocasionalmente dor torácica, rash maculopapular (com formação de manchas vermelhas e lesões elevadas na pele), conjuntivite (inflamação ou infecção da membrana que cobre o olho) e mal-estar. Geralmente ocorre 6-12 horas após a administração do medicamento. Os corticosteroides mostraram ser benéficos no tratamento ou prevenção&nbsp;dessa síndrome. Se os sintomas forem considerados tratáveis, o uso de corticosteroides deve ser considerado, assim como a continuação da terapia com citarabina.

As reações adversas relatadas são listadas abaixo por frequência.

Reações Adversas (Terapia convencional e em altas doses)

Reações muito comuns (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Sepse (infecção grave), pneumonia, infecção (pode ser leve, mas pode ser severa e por vezes fatal), insuficiência da medula óssea (mau funcionamento do órgão do corpo responsável pela produção de células do sangue), trombocitopenia (diminuição das células de coagulação do sangue: plaquetas), anemia (diminuição da quantidade de células vermelhas do sangue: hemácias), anemia megaloblástica (tipo de anemia em que tamanho das células vermelhas do sangue é maior que o normal), leucopenia (redução de células de defesa no sangue), diminuição na contagem de reticulócitos (células vermelhas jovens), estomatite (inflamação da mucosa da boca), ulceração oral (ferida na boca ou língua), inflamação ou úlcera (ferida) anal (do ânus), diarreia, vômitos, náuseas, dor abdominal, disfunção hepática (funcionamento anormal do fígado), alopecia (perda de cabelo), rash (erupção) cutâneo, síndrome da citarabina, febre, biópsia de medula óssea anormal (exame do órgão do corpo que produz as células do sangue), teste de esfregaço sanguíneo anormal (tipo de exame de sangue obtido diretamente do órgão produtor das células sanguíneas).

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Ulceração cutânea (ferida na pele).

Reações com frequência não conhecida (não podem ser estimadas a partir dos dados disponíveis)

Celulite (inflamação da pele e do tecido subcutâneo – abaixo da pele) no local da injeção, reação anafilática (reação alérgica grave), edema (inchaço) alérgico, diminuição do apetite, neurotoxicidade (efeito tóxico sobre o sistema nervoso), neurite (inflamação de um nervo), tonturas, cefaleia (dor de cabeça), conjuntivite (inflamação ou infecção da membrana que cobre o olho, que pode ocorrer com erupções (manchas) ou pode ser hemorrágica com terapia em alta dose), pericardite (inflamação do pericárdio – membrana que recobre o coração), tromboflebite (formação de um coágulo dentro de uma veia, com inflamação desta veia), falta de ar, dor de garganta, pancreatite (inflamação no pâncreas), ulceração esofágica (formação de úlceras no esôfago), esofagite (inflamação do esôfago), icterícia (coloração amarelada da pele e mucosas por acúmulo de pigmentos biliares), síndrome eritrodisestesia palmo-plantar (vermelhidão das mãos e pés com alteração da sensibilidade), urticária (alergia da pele), prurido (coceira), sardas, disfunção renal (função anormal dos rins), dor torácica (dor na região do tórax), reações no local da injeção (dor e inflamação nos locais de injeções subcutâneas).

Reações adversas relatadas em associação com terapia em altas doses

Reações muito comuns (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Disfunções cerebrais e cerebelares (no cerebelo), sonolência, distúrbios da córnea (membrana transparente da frente do olho), síndrome de angústia respiratória aguda (doença dos pulmões que causa falta de ar intensa), edema pulmonar (presença de liquido no tecido pulmonar que leva a falta de ar intensa).

Reações comuns (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Colite necrosante (inflamação grave e fulminante do intestino grosso), esfoliação da pele (descamação da pele).

Reações com frequência não conhecida (não podem ser estimadas a partir dos dados disponíveis)

Abscesso (coleção de pus) no fígado, mudanças na personalidade (mudança de personalidade foi relatada em associação com disfunção cerebral e cerebelar), coma, convulsão (ataque epiléptico), neuropatia periférica (disfunção dos neurônios que pode levar a perda sensorial, atrofia e fraqueza muscular, e decréscimos nos reflexos profundos) motora e sensorial, cardiomiopatia (lesões do músculo do coração) seguidas de morte, necrose gastrintestinal (falta de oxigênio para os tecidos do estomago e intestinos que leva a morte desses tecidos), úlcera (ferida) gastrintestinal, pneumatose intestinal (presença de gás na parede do intestino), peritonite (inflamação do tecido que recobre os órgãos do abdômen), dano hepático (no fígado), hiperbilirrubinemia (grande quantidade de substâncias biliares no sangue).

Outras Reações Adversas

Uma pneumonite intersticial difusa (inflamação dos pulmões), sem causa evidente, que pode ter sido relacionada ao uso de citarabina, foi relatada por pacientes tratados com doses experimentais intermediárias de citarbina (1 g/m2) com e sem outros agentes quimioterápicos (meta-AMSA, daunorrubicina, VP-16).

Relatou-se uma síndrome de angústia respiratória súbita rapidamente progredindo para edema pulmonar e cardiomegalia (aumento do coração) evidente radiologicamente (por exame de imagem), após a administração experimental de citarabina em altas doses, no tratamento de recidiva de leucemia; resultados fatais foram relatados para esta síndrome.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

População Especial

Uso em Crianças

As advertências e precauções para as crianças são as mesmas daquelas descritas para pacientes adultos.

Uso durante a gravidez

Não existem estudos sobre o uso de citarabina em mulheres grávidas. A citarabina é teratogênica (causa malformações no feto) em algumas espécies animais. O uso do medicamento em mulheres que estão grávidas ou que podem engravidar deve ser realizado apenas após serem considerados o benefício potencial e os danos&nbsp;potenciais tanto para mãe quanto para o feto. Mulheres potencialmente férteis devem ser orientadas para evitar a gravidez.

Filhos de mães expostas a citarabina durante a gravidez (como terapia única ou em combinação com outros medicamentos) nasceram normais; alguns deles nasceram prematuros ou com baixo peso. Algumas das crianças normais foram acompanhadas desde a 6ª semana até 7 anos após a exposição, não mostrando qualquer anormalidade. Uma criança aparentemente normal faleceu aos 90 dias de vida devido à gastroenterite (inflamação do estômago e do intestino).

Anormalidades congênitas (de nascimento) foram relatadas, particularmente em casos nos quais o feto foi exposto à citarabina durante o primeiro trimestre (3 primeiros meses) da gravidez. Isso inclui defeitos nos membros distais superiores (antebraços) e inferiores (pernas) e deformidades nas extremidades (mãos e pés) e nas orelhas.

Relatos de pancitopenia (diminuição de todas as células do sangue), leucopenia (redução de células de defesa no sangue), anemia (diminuição da quantidade de células vermelhas do sangue hemácias), trombocitopenia (diminuição das células de coagulação do sangue: plaquetas), anormalidades nos eletrólitos (componentes minerais do sangue), eosinofilia (aumento do número de um tipo de célula de defesa do sangue: eosinófilo) transitória, aumento nos níveis de IgM (tipo de componente de defesa do sangue) e hiperpirexia (aumento da temperatura do corpo), sepse e morte ocorreram durante o período neonatal com crianças expostas à citarabina in útero. Algumas destas crianças também eram prematuras.

Foram realizados abortos terapêuticos em mulheres em terapia com citarabina. Foram relatados casos de fetos normais e de fetos com baço aumentado e trissomia de cromossomo C no tecido coriônico (doença genética relacionada a componentes da placenta).

Devido ao perigo potencial de ocorrer anomalias durante a terapia citotóxica (de combate ao câncer), principalmente durante o primeiro trimestre de gravidez, a paciente que estiver grávida ou engravidar durante o tratamento com Citarax® deve ser orientada quanto ao risco potencial para o feto e a conveniência da continuidade da gravidez. Existe um risco definido, embora consideravelmente reduzido, se o tratamento é iniciado durante o segundo ou terceiro trimestre da gravidez. Embora tenham nascido crianças normais de pacientes tratadas com citarabina durante os três trimestres de gravidez, recomenda-se o acompanhamento dessas crianças.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Uso durante a lactação (amamentação)

Não se sabe se citarabina é excretada (eliminada) no leite materno. Como muitos fármacos são excretados no leite materno e considerando-se o risco potencial de reações adversas graves em lactentes, deve-se decidir entre descontinuar a amamentação ou a medicação, levando-se em conta a importância da medicação para a mãe.

Qual a composição do Citarax?

Cada frasco-ampola de 5 mL contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td> <p style=\"text-align:center\">Citarabina</p> </td> <td> <p style=\"text-align:center\">100 mg</p> </td> </tr> <tr> <td> <p style=\"text-align:center\">Excipientes* q.s.p</p> </td> <td> <p style=\"text-align:center\">5 mL</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

*Hidróxido de sódio, ácido clorídrico (para ajuste de pH quando necessário) e água para injetáveis.

Cada frasco-ampola de 10 mL contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td> <p style=\"text-align:center\">Citarabina</p> </td> <td> <p style=\"text-align:center\">500 mg</p> </td> </tr> <tr> <td> <p style=\"text-align:center\">Excipientes* q.s.p</p> </td> <td> <p style=\"text-align:center\">10 mL</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

*Hidróxido de sódio, ácido clorídrico (para ajuste de pH quando necessário) e água para injetáveis.

Apresentação do&nbsp;Citarax

{"tag":"hr","value":" <h3>Solu&#xE7;&#xE3;o injet&#xE1;vel</h3> <p>Embalagens contendo 10 frascos-ampola de solu&#xE7;&#xE3;o injet&#xE1;vel (20 mg/mL) com 100 mg/5 mL de citarabina ou 10 frascos-ampola de solu&#xE7;&#xE3;o injet&#xE1;vel (50 mg/mL) com 500 mg/10 mL de citarabina.</p> <p><strong>Via de administra&#xE7;&#xE3;o: Injet&#xE1;vel por via intravenosa, subcut&#xE2;nea ou infus&#xE3;o intravenosa.</strong></p> <p><strong>Cuidado: agente citot&#xF3;xico.</strong></p> <p><strong>Uso adulto e pedi&#xE1;trico.</strong></p> "}

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Citarax maior do que a recomendada?

Não existe antídoto para uma superdose de citarabina. A administração de 12 doses de 4,5 g/m2,&nbsp;por infusão intravenosa, durante 1 hora, a cada 12 horas, causou um aumento inaceitável e toxicidade irreversível do sistema nervoso central e morte.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Citarax com outros remédios?

Sempre avise ao seu médico todas as medicações que você toma quando ele for prescrever uma medicação nova. O médico precisa avaliar se as medicações reagem entre si alterando suas ações: isso se chama interação medicamentosa.

Digoxina

Foram observadas diminuições reversíveis nas concentrações plasmáticas (no sangue) no estado de equilíbrio de digoxina (remédio para o coração) e na excreção renal de glicosídeos (remédio para o coração) em pacientes recebendo beta-acetildigoxina e esquemas quimioterápicos contendo ciclofosfamida, vincristina e prednisona com ou sem citarabina ou procarbazina. Não houve alterações aparentes nas concentrações plasmáticas de digitoxina (remédio para o coração) no estado de equilíbrio. Portanto, recomenda-se o monitoramento dos níveis plasmáticos de digoxina em pacientes recebendo esquemas quimioterápicos combinados similares ao acima descrito. A utilização de digitoxina por tais pacientes pode ser uma alternativa.

Gentamicina

Um estudo de interação in vitro entre gentamicina e citarabinamostrou um antagonismo (reação oposta) relacionado à citarabina quanto à susceptibilidade (sensibilidade ou capacidade de sofrer a ação lesiva do antibiótico) de cepas de K. pneumoniae. Esse estudo sugere que, em pacientes tratados com&nbsp;citarabina e recebendo gentamicina devido a uma infecção por K. pneumoniae, a ausência de uma resposta terapêutica imediata pode indicar a necessidade de uma reavaliação do tratamento antibacteriano (tratamento com antibiótico).

Fluorocitosina

Evidências clínicas mostraram uma possível inibição da eficácia da terapia com fluorocitosina pela citarabina, possivelmente devido à potencial inibição competitiva de sua captação.

Metotrexato

Citarabina administrada via intravenosa concomitantemente com metotrexato via intratecal pode aumentar o risco de reações adversas neurológicas severas como dor de cabeça, paralisia, coma e episódios semelhantes a AVC.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Qual a ação da substância do Citarax (Citarabina)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Leucemia Mieloide Aguda</h3> <p>A Citarabina &#xE9; um dos agentes individuais mais eficazes no tratamento da leucemia n&#xE3;o linfoc&#xED;tica aguda ou leucemia mieloide aguda (LMA). A Citarabina faz parte da maioria dos regimes de indu&#xE7;&#xE3;o em LMA e as doses comumente empregadas s&#xE3;o 100-200 mg/m<sup>2</sup> e pode ser coadministrada com outras drogas/quimioter&#xE1;picos. At&#xE9; 80% de remiss&#xE3;o completa (RC) foi alcan&#xE7;ada em pacientes com menos de 40 anos de idade. Apesar da terapia de manuten&#xE7;&#xE3;o, muitos destes pacientes tiveram uma reca&#xED;da e apenas 20% - 30% dos pacientes obtiveram sobrevida em 5 anos. Assim livre de doen&#xE7;a, o desafio &#xE9; erradicar a doen&#xE7;a subcl&#xED;nica em remiss&#xE3;o.</p> <p>A efic&#xE1;cia pode ser melhorada pelo emprego de doses superiores a 100-200 mg/m<sup>2</sup> , particularmente em pacientes que n&#xE3;o respondem a regimes de dose padr&#xE3;o ou naqueles que tem reca&#xED;da. Altas doses de Citarabina (HDARAC), de 1-3 g/m<sup>2</sup> , foram empregadas para superar resist&#xEA;ncia aos medicamentos e penetrar no SNC. A Citarabina pode ser administrada sozinha como um tratamento de indu&#xE7;&#xE3;o ou em combina&#xE7;&#xE3;o com antraciclinas, ansacrina ou L-asparaginase (ASP). Foram observadas taxas RC de 25% - 84%.</p> <p>Altas doses de Citarabina em combina&#xE7;&#xE3;o com <a href=\"https://consultaremedios.com.br/etoposideo/bula\" target=\"_blank\">etopos&#xED;deo</a> e daunorrubicina s&#xE3;o eficazes no tratamento de LMA. Taxas de RC 82,4% e 74,8% foram observadas em pacientes com idade mais jovens do que 46 anos e para os pacientes com idade de 46 anos e mais velhos, respectivamente. Uma alta dose de Citarabina em regime de consolida&#xE7;&#xE3;o produziu resultados superiores em pacientes com LMA com idade acima de 60 anos com citogen&#xE9;tica de risco intermedi&#xE1;rio.</p> <p>A Citarabina em combina&#xE7;&#xE3;o com an&#xE1;logos da purina e antraciclinas foi eficaz em pacientes com LMA que reca&#xED;ram ou que n&#xE3;o foram tratados previamente. Altas doses de Citarabina tamb&#xE9;m foram administradas no tratamento p&#xF3;s-remiss&#xE3;o de leucemias e observaram-se melhorias na dura&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dia da remiss&#xE3;o e sobrevida livre de doen&#xE7;a. Em sua pesquisa, Schiller <em>et al </em>utilizou Citarabina numa dose de 200-500 mg/m2 por via intravenosa em 2-3 cursos, intermitente ou continuamente at&#xE9; 7 dias, em 123 pacientes adultos. O per&#xED;odo de acompanhamento m&#xE9;dio de 4,8 anos mostrou que 40 pacientes ficaram vivos (28 em RC), com uma dura&#xE7;&#xE3;o mediana de 12,8 meses e a sobrevida livre de doen&#xE7;a aos 5 anos de 26% &#xB1; 8%. Eles sugeriram que a idade acima de 45 anos e sexo masculino foram fatores progn&#xF3;sticos negativos.</p> <p>A Citarabina foi eficaz em combina&#xE7;&#xE3;o com fludarabina e ansacrina, seguida de regimes de condicionamento de intensidade reduzida e transplante alog&#xEA;nico de c&#xE9;lulas hematopoi&#xE9;ticas estaminais em pacientes com LMA refrat&#xE1;ria ou recidivante.</p> <p>A Citarabina em combina&#xE7;&#xE3;o com inibidores da topoisomerase (ansacrina, mitoxantrona), an&#xE1;logos da purina e do fator estimulante de col&#xF4;nia granul&#xF3;citos, demostraram atividade encorajadora no tratamento da LMA.</p> <p>Estudos combinando gentuzumabe ozogamicina, homoharringtonina, antraciclinas, vorinostate Citarabina encontraram resultados eficazes no tratamento da LMA.</p> <p>O uso de uma dose intermedi&#xE1;ria de Ara-C (1 g/m<sup>2</sup> de 12 h &#xD7; 12h) verificou-se ser eficaz no tratamento principalmente da falha e reca&#xED;da da LMA, leucemia linfoc&#xED;tica aguda (LLA) e <a href=\"https://consultaremedios.com.br/cancer/linfoma/c\" target=\"_blank\">linfoma</a> n&#xE3;o Hodgkin linfobl&#xE1;stico.</p> <p>A Citarabina em baixas doses (LD-AraC) &#xE9; considerada como o padr&#xE3;o de tratamento em doentes idosos com leucemia mieloide aguda (LMA) que n&#xE3;o podem receber quimioterapia intensiva. Entre 2000 e 2014, 60 pacientes receberam 20 mg uma ou duas vezes ao dia por via subcut&#xE2;nea durante 10 dias consecutivos a cada 4-6 semanas. Taxa de remiss&#xE3;o completa com LD-AraC foi de 7% <em>versus</em> 56% com quimioterapia intensiva e 21% com agentes de hipometila&#xE7;&#xE3;o. Sobrevida global (SG) mediana dos pacientes tratados com LD-AraC foi de 9,6 meses com SG de 12% em 3 anos. Sobrevida com LD-AraC foi melhor do que com apenas os melhores cuidados de suporte - BSC (P = 0,001). Apesar de n&#xE3;o ser estatisticamente significativa, agentes quimioter&#xE1;picos e hipometilantes em dose intensa tendem a ser melhor do que LD-AraC em termos de SG (mediana: 12,4 meses e 16,1 meses, respectivamente). Apesar de uma tend&#xEA;ncia a favor de esquemas intensivos de agentes quimioter&#xE1;picos e hipometilantes sobre LD-AraC, nenhuma vantagem real foi demonstrada, enquanto LD-AraC mostrou uma vantagem significativa comparativamente ao BSC.</p> <p>Ciclos de altas doses de Citarabina (HDC) foram associados com maior sobrevida livre de falhas e sobrevida global do que 1 curso de HDC. Os pacientes inclu&#xED;dos no estudo &#x2013; CALGB - com leucemia mieloide aguda e o cari&#xF3;tipo t (8; 21) foram analisados retrospectivamente para determinar o desfecho ap&#xF3;s 1 (n = 29) 3 ou 4 ciclos (n = 21) de HDC. A terapia de indu&#xE7;&#xE3;o consistiu em Citarabina e daunorrubicina. Terapia de intensifica&#xE7;&#xE3;o inclu&#xED;a um curso ou at&#xE9; 4 cursos de Citarabina. Todos os pacientes obtiveram uma resposta completa ap&#xF3;s a terapia de indu&#xE7;&#xE3;o. Apenas 4 pacientes tiveram uma reca&#xED;da da LMA ap&#xF3;s 3 ou mais cursos de HDC. A sobrevida livre de doen&#xE7;a em 5 anos e sobrevida global em 5 anos foram de 38% e 44% ap&#xF3;s um curso de HDC, respectivamente, e 71% e 76% ap&#xF3;s 3 ou mais cursos de HDC, respectivamente.</p> <p>Altas doses de Citarabina foram eficazes quando usado com o transplante aut&#xF3;logo de medula &#xF3;ssea (TMO) em um estudo de 60 pacientes com leucemia mieloide aguda (LMA). Os pacientes com LMA em remiss&#xE3;o foram primeiramente tratados com dose elevada de Citarabina 3 g/m2 como terapia de consolida&#xE7;&#xE3;o. Ap&#xF3;s a recupera&#xE7;&#xE3;o hematopoi&#xE9;tica e avalia&#xE7;&#xE3;o da medula &#xF3;ssea, 44 pacientes foram submetidos ao TMO. A probabilidade cumulativa de 2 anos de sobrevida livre de doen&#xE7;a foi de 49% para todos os pacientes que entraram no estudo, e 61% para os pacientes que receberam TMO aut&#xF3;logo. A probabilidade de reca&#xED;da para todos os pacientes foi de 44%, e 33% para os pacientes que foram submetidos a TMO.</p> <p>Em uma an&#xE1;lise ITT de adolescentes e adultos n&#xE3;o tratados previamente (idade entre 16 e 55 anos) com leucemia mieloide aguda (LMA) que receberam quimioterapia de indu&#xE7;&#xE3;o padr&#xE3;o, n&#xE3;o houve diferen&#xE7;as significativas na sobrevida livre de doen&#xE7;a entre os pacientes randomizados para receber altas doses de Citarabina (n = 117) ou aqueles que se submeteram ao transplante aut&#xF3;logo de medula &#xF3;ssea (n = 116), ou aqueles eleg&#xED;veis que se submeteram ao transplante alog&#xEA;nico de medula (n = 113). Sobrevida p&#xF3;s-remiss&#xE3;o no grupo que se submeteu a altas doses de Citarabina foi melhor do que no grupo de transplante aut&#xF3;logo de medula (p = 0,05) ou o grupo de transplante alog&#xEA;nico de medula (p = 0,04). A sobrevida global pode ter sido afetada por um maior n&#xFA;mero de transplante alog&#xEA;nico de medula no grupo submetido &#xE0; Citarabina em dose elevada.</p> <p>O regime FLAG (fludarabina , Citarabina e <a href=\"https://consultaremedios.com.br/filgrastim/bula\" target=\"_blank\">filgrastim</a>) provocou uma taxa de remiss&#xE3;o completa de 56% em uma coorte de 41 pacientes com leucemia mieloide aguda (LMA) de m&#xE1;-progn&#xF3;stico (resistente, reincidente ou secund&#xE1;ria). Os indiv&#xED;duos receberam um curso de indu&#xE7;&#xE3;o &#xFA;nica de FLAG, seguido por um curso de consolida&#xE7;&#xE3;o se bem sucedida. O in&#xED;cio mediano e dura&#xE7;&#xE3;o da remiss&#xE3;o completa foram 27 dias e 15 meses, respectivamente. N&#xE3;o foram observadas diferen&#xE7;as significativas de g&#xEA;nero ou relacionadas com a idade nas taxas de resposta. As toxicidades de FLAG foram toler&#xE1;veis, com uma not&#xE1;vel aus&#xEA;ncia de neurotoxicidade. A sobrevida global mediana desta coorte foi de 11 meses.</p> <p>O regime de CAT (ciclofosfamida, Citarabina, e topotecana) resultou na remiss&#xE3;o completa em 17% dos pacientes com leucemia aguda recidivante ou refrat&#xE1;ria. 52 pacientes tinham leucemia mieloide aguda (LMA - 12 refrat&#xE1;rias, 40 recidivantes) e 11 pacientes tiveram leucemia linfoc&#xED;tica aguda (LLA - 3 refrat&#xE1;rias, 8 recidivantes). A remiss&#xE3;o completa (RC) foi alcan&#xE7;ada em 11 pacientes (10 pacientes com LMA, 1 paciente com LLA). A dura&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dia da RC foi de 9 semanas e sobrevida m&#xE9;dia foi de 10 semanas; 10% dos pacientes ainda estavam vivos aos 12 meses.</p> <p>Altas doses de Citarabina em associa&#xE7;&#xE3;o com mitoxantrona foi eficaz no tratamento da leucemia mieloide aguda (LMA) e pacientes com anemia refrat&#xE1;ria com excesso de blastos em transforma&#xE7;&#xE3;o (RAEBIT - n = 47). Remiss&#xE3;o completa ocorreu em 45% dos pacientes (11 de 14 com LMA em primeira reca&#xED;da, 4 de 8 com RAEBIT; e 4 de 6 pacientes com LMA) idosos n&#xE3;o tratados anteriormente. Ap&#xF3;s re-indu&#xE7;&#xE3;o, 8 dos 9 doentes com LMA (menos de 60 anos de idade) foram capazes de submeter-se a terapia intensiva (ou seja, transplante de medula &#xF3;ssea) com recupera&#xE7;&#xE3;o hematol&#xF3;gica bem sucedida.</p> <p>A terapia de combina&#xE7;&#xE3;o com altas doses de etopos&#xED;deo e Citarabina (sem uma antraciclina) resultou em remiss&#xE3;o completa em 26 de 41 pacientes (63%) com leucemia mieloide aguda recidiva ou refrat&#xE1;ria. A remiss&#xE3;o completa tamb&#xE9;m foi observada em 10 dos 18 pacientes (56%) com leucemia linfoc&#xED;tica aguda refrat&#xE1;ria ou recidivante. Em 9 pacientes com leucemia reincidente ap&#xF3;s o transplante de medula &#xF3;ssea alog&#xEA;nico, maus resultados foram alcan&#xE7;ados em apenas 2 pacientes que atingiram remiss&#xE3;o completa de curta dura&#xE7;&#xE3;o. Foram observados 7 mortes relacionadas com o tratamento. Este estudo indica que a taxa de resposta elevada pode ser conseguida em pacientes com leucemia mieloide aguda recidivante ou refrat&#xE1;ria, sem a utiliza&#xE7;&#xE3;o de uma antraciclina.</p> <p>Doses intermedi&#xE1;rias de Citarabina, a uma taxa de infus&#xE3;o moderada ao longo de um per&#xED;odo de tempo prolongado demonstrou alta efic&#xE1;cia e baixa mortalidade relacionada ao tratamento (leucemia mieloide aguda/n = 40). Foram utilizadas tr&#xEA;s estrat&#xE9;gias de dosagem variantes. No geral, 32 dos 40 pacientes (80%) obtiveram remiss&#xE3;o completa (RC) ap&#xF3;s o tratamento de indu&#xE7;&#xE3;o (27 ap&#xF3;s um &#xFA;nico curso e 5 depois de um segundo curso de indu&#xE7;&#xE3;o). 2 indiv&#xED;duos alcan&#xE7;aram remiss&#xE3;o parcial e 5 n&#xE3;o tiveram resposta. Aos 3 anos, a taxa de sobrevida global estimada foi de 56%, com 47% de todos os pacientes livres de falha do tratamento. 10 dos 32 que alcan&#xE7;aram RC tiveram uma reca&#xED;da, enquanto 59% daqueles que atingiram RC estavam livres de leucemia ap&#xF3;s 2 anos. Coleta de c&#xE9;lulas tronco foi bem sucedida em 71% dos eleg&#xED;veis para altas doses de quimioterapia. A mortalidade relacionada com o tratamento ocorreu em 1 paciente (2,5%).</p> <p>A adi&#xE7;&#xE3;o de Citarabina em dose elevada e mitoxantrona (HAM) para o tratamento de crian&#xE7;as com leucemia mieloide aguda de alto risco (LMA; n = 310) produziu uma taxa de remiss&#xE3;o completa de 78% e uma probabilidade de sobrevida livre de eventos em 5 anos (SLE) de 44%. Pacientes rec&#xE9;m-diagnosticados com LMA com idades entre 0 e 17 anos (n = 471) foram randomizados para terapia de indu&#xE7;&#xE3;o com Citarabina (AraC), daunorrubicina, e etopos&#xED;deo (ADE) ou Citarabina, idarrubicina e etopos&#xED;deo (AIE) imediatamente ap&#xF3;s o diagn&#xF3;stico. Ap&#xF3;s a terapia de indu&#xE7;&#xE3;o, os pacientes foram randomizados de acordo com o n&#xED;vel de risco. Pacientes de alto risco (n = 310) receberam HAM seguido de terapia de consolida&#xE7;&#xE3;o ou terapia de consolida&#xE7;&#xE3;o seguido de HAM. Os doentes aleatorizados para HAM precoce (n = 98) atingiram uma RC de 88% e uma probabilidade de SLE em 5 anos de 52% e os doentes randomizados para HAM tardiamente (n = 98) atingiram uma RC de 85% e uma SLE em 5 anos de 45%. Houve uma melhora significativa na RC e na SLE em 5 anos em pacientes de alto risco no presente estudo em compara&#xE7;&#xE3;o com controles hist&#xF3;ricos de pacientes de alto risco que receberam dois ciclos de intensifica&#xE7;&#xE3;o ap&#xF3;s o tratamento de consolida&#xE7;&#xE3;o com Citarabina em altas doses e etopos&#xED;deo, mas n&#xE3;o receberam HAM (CR = 78%<em> versus</em> 68%; p = 0,007; 5 anos EFS = 44% <em>versus</em> 33%; p = 0,01).</p> <p>A fludarabina seguida por Citarabina com fator estimulador de col&#xF4;nias de granul&#xF3;citos (regime FLAG) provocou remiss&#xE3;o completa em 70% de 19 crian&#xE7;as (m&#xE9;dia de idade de 6,4 anos) com leucemia mieloide aguda reincidente ou refrat&#xE1;ria (LMA) ou leucemia linfoc&#xED;tica aguda (LLA). 20% e 10% foram classificados como respondedores parciais e n&#xE3;o respondedores, respectivamente. 13 pacientes receberam transplante de medula &#xF3;ssea. Em uma m&#xE9;dia de 11,7 meses de seguimento ap&#xF3;s a terapia FLAG, a taxa de sobreviv&#xEA;ncia foi de 37%. Os investigadores conclu&#xED;ram que o esquema FLAG &#xE9; um regime aceit&#xE1;vel em termos de efic&#xE1;cia e tolerabilidade nesta popula&#xE7;&#xE3;o de alto risco, especialmente quando a quimioterapia intensiva pr&#xE9;via predisp&#xF5;e cardiotoxicidade relacionada com a antraciclina.</p> <p>Remiss&#xE3;o completa foi alcan&#xE7;ada em 11 de 22 crian&#xE7;as com leucemia mieloide aguda ap&#xF3;s 2 ciclos de Citarabina com daunorrubicina. A terapia de consolida&#xE7;&#xE3;o consistiu de 3 cursos de Citarabina mais <a href=\"https://consultaremedios.com.br/tioguanina/bula\" target=\"_blank\">tioguanina</a> e 1 curso de ciclofosfamida.</p> <p>A quimioterapia intensiva, incluindo a daunorrubicina, como parte do regime de indu&#xE7;&#xE3;o e tratamento, foi semelhante ao transplante aut&#xF3;logo de medula &#xF3;ssea (TMO) na sobrevida livre de eventos em crian&#xE7;as com leucemia mieloide aguda (LMA). As crian&#xE7;as com LMA passaram por duas sess&#xF5;es de quimioterapia de indu&#xE7;&#xE3;o que consistia no seguinte esquema: daunorrubicina 45 mg/ m2 nos dias 1, 2 e 3; Citarabina 100 mg/m<sup>2</sup> atrav&#xE9;s de infus&#xE3;o cont&#xED;nua nos dias 1 a 7; tioguanina via oral 100 mg/m<sup>2</sup> nos dias 1 a 7; altas doses de Citarabina 3 g/m<sup>2</sup> em infus&#xE3;o de 3 horas a cada 12 horas em 6 doses; Citarabina intratecal de 40 mg/m2 nos dias 1 e 8. O segundo ciclo&amp;nbsp;foi repetido no dia 15, mas sem a Citarabina. Os pacientes que estavam em remiss&#xE3;o foram ent&#xE3;o randomizados para quimioterapia intensiva ou transplante de medula &#xF3;ssea (TMO). Todos os pacientes foram submetidos a etopos&#xED;deo e terapia de consolida&#xE7;&#xE3;o com <a href=\"https://consultaremedios.com.br/azacitidina/bula\" target=\"_blank\">azacitidina</a>. Quimioterapia intensiva de consolida&#xE7;&#xE3;o consistiu de v&#xE1;rios agentes, incluindo a daunorrubicina, a Citarabina, tioguanina, etopos&#xED;deo, e azacitidina. Dos pacientes eleg&#xED;veis para a randomiza&#xE7;&#xE3;o (n = 232), a taxa de sobreviv&#xEA;ncia livre de eventos em 3 anos foi de 36% para o grupo que realizou quimioterapia intensiva e 38% para o grupo de TMO. No entanto, o grupo TMO apresentou uma menor taxa de reca&#xED;da (31% <em>versus </em>58%, p inferior a 0,05), mas uma maior taxa de mortalidade relacionada ao tratamento (15% <em>versus</em> 2,7%, p inferior a 0,05) do que o grupo que recebeu quimioterapia.</p> <h3>Leucemia Mieloide Cr&#xF4;nica</h3> <p>A Citarabina em alta dose foi um regime eficaz para o tratamento da leucemia mieloide cr&#xF4;nica (LMC) na fase bl&#xE1;stica. Regimes de tratamento com vindesina - prednisolona (VDSP) ou citosina - arabinos&#xED;deo - vindesina - prednisolona (VDS-CP) ou citosina-arabinosideo-vindesina-prednisolona-mercaptopurina-6, devem ser os tratamentos de escolha em pacientes com crise bl&#xE1;stica da leucemia mieloide cr&#xF4;nica tamb&#xE9;m com morfologia linfoide ou mieloide.</p> <p>A daunorrubicina combinada com doses fixas de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/mesilato-de-imatinibe/bula\" target=\"_blank\">mesilato de imatinibe</a> e Citarabina, seguidos pelo transplante de c&#xE9;lulas tronco ou terapia de manuten&#xE7;&#xE3;o com agente &#xFA;nico foi bem tolerado e apresentou uma alta taxa de resposta. Mais de 55% dos pacientes obtiveram resposta completa hematol&#xF3;gica (RCH).</p> <p>A adi&#xE7;&#xE3;o de Citarabina ao imatinibe como uma terapia inicial para doentes com LMC foi associada a uma elevada taxa de resposta molecular completa. As taxas de sobrevida livre de progress&#xE3;o e as taxas de sobrevida global em 5 anos foram de 92% e 96%, respectivamente.</p> <p>Em pacientes com LMC, a combina&#xE7;&#xE3;o de interferon alfa com Citarabina demonstrou uma melhora na resposta hematol&#xF3;gica completa, resposta citogen&#xE9;tica superior e taxas de sobrevida superiores em 3 e 5 anos em compara&#xE7;&#xE3;o com interferon alfa isolado.</p> <p/>"}

50mg/mL, caixa com 10 frascos-ampola com 10mL de solução de uso intravenosa, subcutânea ou infusão intravenosa

Princípio ativo
:
Citarabina
Classe Terapêutica
:
Agentes Antineoplásicos Antimetabólitos
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Dispensação Sob Prescrição Médica Restrito a Hospitais)
Categoria
:
Leucemia
Especialidade
:
Oncologia

Bula do medicamento

Citarax, para o que é indicado e para o que serve?

Citarax® (citarabina) é principalmente indicado para o tratamento de leucemias agudas não linfocíticas (câncer da medula óssea, também conhecido como “tutano do osso”, que é o órgão responsável pela produção do sangue) em adultos e crianças. É também útil no tratamento de outras leucemias, como leucemia linfocítica aguda e leucemia mielocítica crônica (fase blástica). Citarax® pode ser utilizado sozinho ou em combinação com outros agentes antineoplásicos (que combatem o câncer). Frequentemente, os melhores resultados são obtidos com a terapia combinada.

Têm sido curtas as remissões (desaparecimento temporário da doença) induzidas por Citarax® quando não acompanhadas por terapias de manutenção.

Em regimes de altas doses com ou sem agentes quimioterápicos adicionais, Citarax® mostrou-se efetivo para o tratamento de leucemia de alto risco, leucemia refratária (que não responde ao tratamento padrão) e leucemia recidivante aguda (doença que se ativa novamente).

Como o&nbsp;Citarax funciona?

{"tag":"hr","value":" <p>Citarax<sup>&#xAE;</sup> &#xE9; um agente antineopl&#xE1;sico (que combate o c&#xE2;ncer) que inibe a forma&#xE7;&#xE3;o do DNA (&#xE1;cido desoxirribonucleico - subst&#xE2;ncia ou material gen&#xE9;tico que forma os seres vivos). Tamb&#xE9;m apresenta propriedades antivirais (que combatem v&#xED;rus) e imunossupressoras (que diminuem a resposta do sistema de defesa do organismo).</p> "}

Quais as contraindicações do Citarax?

Citarax® é contraindicado a pacientes hipersensíveis (alérgicos) à citarabina ou a qualquer componente do produto.

Como usar o Citarax?

Este produto é de uso restrito a hospitais ou ambulatórios especializados, com emprego específico em neoplasias malignas (cânceres) e deve ser manipulado apenas por pessoal treinado. Citarax® sempre será preparado e administrado por um médico ou por um profissional de saúde especializado. Citarax® não é ativo por via oral. A posologia e o método de administração variam de acordo com o esquema terapêutico a ser utilizado. Citarax® pode ser administrado por infusão, por injeção intravenosa ou por via subcutânea. Em alguns pacientes ocorreu tromboflebite no local da injeção ou da infusão; raramente relatou-se dor e inflamação nos locais da injeção subcutânea. Na maioria dos casos, entretanto, a medicação foi bem tolerada.

Os pacientes podem tolerar doses totais maiores quando recebem o medicamento por injeção intravenosa rápida quando comparado por infusão lenta. Esse fenômeno está relacionado com a rápida inativação da citarabina e com a curta exposição das células normais e neoplásicas susceptíveis a níveis significativos do medicamento, após injeção rápida. Células normais e neoplásicas respondem aparentemente de modo paralelo a esses diferentes modos de administração; nenhuma vantagem clínica expressiva foi demonstrada para qualquer um deles.

Posologia do&nbsp;Citarax

{"tag":"hr","value":" <h3>Doses Convencionais</h3> <p>Na terapia de indu&#xE7;&#xE3;o de leucemia n&#xE3;o-linfoc&#xED;tica aguda, a dose habitual de Citarax<sup>&#xAE;</sup> em combina&#xE7;&#xE3;o com outros agentes quimioter&#xE1;picos antineopl&#xE1;sicos &#xE9; de 100 mg/m<sup>2</sup> /dia por infus&#xE3;o intravenosa cont&#xED;nua (dias 1 - 7) ou 100 mg/m<sup>2</sup> IV a cada 12 horas (dias 1 - 7).</p> <h3>Doses Altas</h3> <p>2-3 g/m<sup>2</sup> por infus&#xE3;o intravenosa a cada 12 horas por 1-3 horas durante 2-6 dias com ou sem agentes quimioter&#xE1;picos adicionais.</p> <h3>Doses Subcut&#xE2;neas</h3> <p>Em geral a dose &#xE9; 20-100 mg/m<sup>2</sup> dependendo da indica&#xE7;&#xE3;o do tratamento e do regime posol&#xF3;gico utilizado.</p> <p>A literatura deve ser consultada sobre as recomenda&#xE7;&#xF5;es atuais para o uso em leucemia.</p> <h3>Compatibilidades a medicamentos</h3> <p>O Citarax<sup>&#xAE;</sup> &#xE9; compat&#xED;vel com os seguintes medicamentos, em concentra&#xE7;&#xF5;es espec&#xED;ficas, em <a href=\"https://consultaremedios.com.br/glicose/bula\" target=\"_blank\">glicose</a> 5% em &#xE1;gua durante 8 horas: citarabina 0,8 mg/mL e <a href=\"https://consultaremedios.com.br/cefalotina-sodica/bula\" target=\"_blank\">cefalotina s&#xF3;dica</a> 1,0 mg/mL; citarabina 0,4 mg/mL e <a href=\"https://consultaremedios.com.br/fosfato-sodico-de-prednisolona/bula\" target=\"_blank\">fosfato s&#xF3;dico de prednisolona</a> 0,2 mg/mL; citarabina 16 mcg/mL e <a href=\"https://consultaremedios.com.br/sulfato-de-vincristina/bula\" target=\"_blank\">sulfato de vincristina</a> 4 mcg/mL. Citarabina tamb&#xE9;m &#xE9; fisicamente compat&#xED;vel com <a href=\"https://consultaremedios.com.br/metotrexato/bula\" target=\"_blank\">metotrexato</a>.</p> <h3>Uso em Crian&#xE7;as</h3> <p>Semelhante ao uso em adultos.</p> <h3>Uso em Idosos</h3> <p>N&#xE3;o s&#xE3;o conhecidas at&#xE9; o momento recomenda&#xE7;&#xF5;es especiais para os pacientes idosos, aplicando-se as informa&#xE7;&#xF5;es t&#xE9;cnicas j&#xE1; descritas.</p> <p><strong>Siga a orienta&#xE7;&#xE3;o de seu m&#xE9;dico, respeitando sempre os hor&#xE1;rios, as doses e a dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento. N&#xE3;o interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu m&#xE9;dico.</strong></p> <h2>O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o&amp;nbsp;Citarax?</h2> <hr> <p>Como Citarax<sup>&#xAE;</sup> &#xE9; um medicamento de uso exclusivamente hospitalar, o plano de tratamento &#xE9; definido pelo m&#xE9;dico que acompanha o caso. Caso o paciente falte a uma sess&#xE3;o programada de quimioterapia com esse medicamento, ele deve procurar o seu m&#xE9;dico para redefini&#xE7;&#xE3;o da programa&#xE7;&#xE3;o de tratamento. O esquecimento da dose pode comprometer a efic&#xE1;cia do tratamento.</p> <p><strong>Em caso de d&#xFA;vidas, procure orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico ou de seu m&#xE9;dico, ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> </hr>"}

Quais cuidados devo ter ao usar o Citarax?

Citarax® deve ser utilizado apenas sob a supervisão de médicos experientes em quimioterapia antineoplásica (que combate o câncer).

Na terapia de indução (primeira tentativa de diminuir a quantidade de células cancerosas no sangue), devem estar à disposição do paciente e da equipe médica, recursos laboratoriais e de suporte adequados para monitorar a tolerabilidade ao fármaco, proteger e manter pacientes comprometidos pela toxicidade da medicação.

Para avaliar a adequação da terapia com Citarax®, o médico deve considerar os possíveis benefícios ao paciente em relação aos conhecidos efeitos tóxicos do mesmo.

Antes de decidir quanto à terapia ou iniciar o tratamento, o médico deve se familiarizar com as informações seguintes:

Efeitos hematológicos

Citarax® é um potente supressor (inibidor) da medula óssea; o grau da supressão depende da dose e do esquema terapêutico adotado. A terapia deve ser iniciada com cautela em pacientes com supressão da medula óssea preexistente induzida por medicamentos. Pacientes que receberem este fármaco devem estar sob rigorosa supervisão médica e, durante a terapia de indução, a contagem de leucócitos (células de defesa do sangue) e plaquetas (células responsáveis pela coagulação do sangue) deve ser feita diariamente.

Devem ser realizados, frequentemente, exames da medula óssea após o desaparecimento dos blastos (células do sangue que são muito jovens, indicando um aumento da divisão celular, o que é um indicativo de câncer) da circulação sanguínea. Deve-se considerar a suspensão ou modificação do tratamento se a depressão da medula óssea induzida por medicamento resultar em contagem plaquetária inferior a 50.000, ou se a contagem dos granulócitos polimorfonucleares (tipo de células de defesa presentes no sangue) chegar a níveis inferiores a 1.000/mm3 . As contagens de elementos figurados (todos os vários tipos de células presentes no sangue) do sangue podem continuar diminuindo após a suspensão do medicamento e alcançar valores mais baixos após períodos de 12 a 24 dias da interrupção do tratamento. Caso seja indicado, deve-se, reiniciar a terapia quando aparecerem sinais definitivos de recuperação medular. Devem estar à disposição do paciente os recursos para o tratamento de eventuais complicações, possivelmente fatais, consequentes da supressão da medula óssea (infecção, hemorragia devido à trombocitopenia - diminuição das células de coagulação do sangue: plaquetas).

Ocorreram reações anafiláticas (reações alérgicas graves) durante o tratamento com citarabina. Relatou-se anafilaxia que resultou em parada cardiopulmonar (do coração e do pulmão) aguda e exigiu ressuscitação. Esse fato ocorreu imediatamente após a administração intravenosa de citarabina.

Terapia com altas doses

Após terapia com altas doses de citarabina (2-3 g/m2) relatou-se toxicidade pulmonar, gastrintestinal (do estômago e do intestino) e do sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal) grave, diferente daquela observada com os regimes terapêuticos convencionais de citarabina, e por vezes fatal. Essas reações incluem toxicidade reversível da córnea (membrana transparente da frente do olho) e conjuntivite hemorrágica (inflamação ou infecção da membrana que cobre o olho com presença de sangue), que podem ser evitadas ou diminuídas através da administração profilática de colírio de corticosteroide; disfunção cerebral e cerebelar (região do sistema nervoso central responsável pelo equilíbrio e coordenação dos movimentos), geralmente reversível, incluindo alterações de personalidade, sonolência, convulsão e coma; ulceração gastrintestinal grave (ferimento no estômago e intestino), incluindo pneumatose cistoide intestinal (presença de ar na parede do intestino) levando à peritonite (inflamação do peritônio – camada que recobre o abdômen internamente), sepse (infecção generalizada) e abscesso hepático (formação de uma cavidade com acúmulo de pus no fígado); edema pulmonar (acúmulo de líquido nos pulmões); lesão hepática com hiperbilirrubinemia aumentada (excesso de bilirrubina no sangue); necrose (destruição) de alças intestinais e colite necrosante (inflamação grave e fulminante do intestino grosso).

Ocorreram casos graves e alguns fatais de toxicidade pulmonar, síndrome da angústia respiratória em adultos (mau funcionamento grave dos pulmões por acúmulo de líquido) e edema pulmonar (líquido nos pulmões) com esquemas terapêuticos com altas doses de citarabina. Foi observada uma síndrome de angústia respiratória súbita, que progrediu rapidamente a edema pulmonar com cardiomegalia (aumento do coração) evidente radiologicamente (por exame de imagem) após terapia experimental com altas doses de citarabina empregada no tratamento da recaída (volta) de leucemia.

Casos de cardiomiopatia (lesão do músculo do coração) com morte subsequente foram relatados após terapia experimental com altas doses de citarabina em combinação com ciclofosfamida, na preparação para transplante de medula óssea. Isso pode ser dependente do esquema posológico (da dose).

Ocorreram neuropatias periféricas motoras e sensoriais (lesões dos nervos periféricos responsáveis pelos movimentos e pela sensibilidade, respectivamente) após a combinação de altas doses de citarabina, daunorrubicina e asparaginase em pacientes adultos com leucemia não-linfocítica aguda. Deve-se observar o&nbsp;surgimento de neuropatias em pacientes tratados com altas doses de citarabina uma vez que alterações no esquema terapêutico podem ser necessárias para evitar disfunções neurológicas irreversíveis.

Raramente, erupção cutânea (vermelhidão da pele) grave levando à descamação foi relatada. Alopecia (perda de cabelo) total é mais comumente observada com terapia de altas doses do que com esquemas convencionais de tratamento com citarabina.

Quando o medicamento é administrado rapidamente em altas doses por via intravenosa (na veia), os pacientes frequentemente sentem náuseas (enjoos) e podem vomitar por várias horas após a injeção. Esse problema tende a ser menos grave quando o medicamento é administrado por infusão.

Terapias com doses convencionais

Dor abdominal por inflamação do peritônio (peritonite) e colite guáiaco positiva (colite em que há sangue oculto nas fezes, detectado pelo teste de guáiaco), com neutropenia (diminuição de um tipo de células de defesa no sangue: neutrófilos) e trombocitopenia (diminuição das células de coagulação do sangue: plaquetas) concomitantes, foram relatadas em pacientes tratados com doses convencionais de citarabina em combinação com outros medicamentos. Estes pacientes responderam às medidas terapêuticas não cirúrgicas. Foram relatados casos de paralisia ascendente progressiva tardia (perda dos movimentos que se inicia nos membros inferiores e vai acometendo as partes mais altas do corpo) resultando na morte de crianças com leucemia mieloide aguda, tratadas com citarabina, em doses convencionais, por via intravenosa em combinação com outros medicamentos.

Função hepática (do fígado) e/ou renal (dos rins)

O fígado humano, aparentemente, metaboliza (elimina) parte substancial da dose administrada de citarabina. Especialmente pacientes com função renal ou hepática prejudicada podem apresentar uma probabilidade mais alta de toxicidade do sistema nervoso central após tratamento com altas doses de citarabina. Este medicamento deve ser utilizado com cautela e, se possível, em doses reduzidas, nos pacientes com função hepática ou renal prejudicada.

Devem-se realizar avaliações periódicas das funções medular (da medula óssea) hepática e renal em pacientes sob tratamento com citarabina.

Neurológicos

Casos de reações adversas neurológicas graves que variaram de cefaleia (dor de cabeça) à paralisia, coma e episódios semelhantes a AVC (derrame) foram relatados, principalmente em jovens e adolescentes aos quais foi administrado citarabina por via intravenosa em combinação com metotrexato (outro medicamento) por via intratecal (administração diretamente no sistema nervoso central).

Síndrome da lise tumoral

Como outros medicamentos citotóxicos, citarabina pode induzir hiperuricemia (aumento do ácido úrico no sangue) secundária à rápida lise (destruição) de células neoplásicas (cancerosas). O clínico deve monitorar os níveis sanguíneos de ácido úrico em seu paciente e estar alerta para o uso das medidas de suporte e farmacológicas necessárias para controlar o problema.

Pancreatite

Foi relatada pancreatite aguda (inflamação do pâncreas) em pacientes tratados com citarabina em combinação com outros fármacos.

Efeitos imunossupressores/aumento da suscetibilidade às infecções

A administração de vacinas com antígenos (patógenos) vivos ou atenuados em pacientes imunocomprometidos (com diminuição da função do sistema de defesa do organismo) por agentes quimioterápicos, incluindo citarabina, pode resultar em infecções graves ou fatais. A vacinação com antígenos vivos deve ser evitada em pacientes recebendo citarabina. Vacinas com antígenos mortos ou inativos podem ser administradas, no entanto a resposta à vacina pode estar diminuída.

Efeitos na habilidade de dirigir e operar máquinas

O efeito da citarabina na habilidade de dirigir ou operar máquinas não foi avaliado sistematicamente.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Citarax?

O principal efeito tóxico da citarabina é supressão (diminuição da função) da medula óssea, com leucopenia (redução de células de defesa no sangue), trombocitopenia (diminuição das células de coagulação do sangue: plaquetas) e anemia (diminuição da quantidade de células vermelhas do sangue: hemácias). A toxicidade menos grave inclui náuseas (enjoos), vômitos, diarreia e dor abdominal, ulceração oral (feridas na mucosa da boca) e disfunção hepática (do fígado)

Distúrbios sanguíneo e linfático

Como a citarabina é um supressor da medula óssea, podem ocorrer anemia, leucopenia (redução de células de defesa do sangue), trombocitopenia (diminuição das células de coagulação do sangue: plaquetas), megaloblastose (presença de células grandes e imaturas no sangue) e redução de reticulócitos (células vermelhas jovens) como resultado de sua administração. A gravidade dessas reações depende da dose e do esquema terapêutico. Pode-se esperar, a ocorrência de alterações celulares na morfologia em esfregaços de medula óssea e de sangue periférico (exames feitos para avaliar a aparência das células do sangue).

Infecções e infestações

Infecções virais, bacterianas, fúngicas, parasitárias ou saprofíticas (família de bactérias), em qualquer local do corpo, podem estar associadas ao uso de citarabina sozinha ou combinada com outros agentes imunossupressores após doses imunossupressoras (que afetam as células de defesa) ou humoral (substâncias de defesa: anticorpos). Essas infecções podem ser leves, mas também podem ser graves e até fatais.

Distúrbios dos tecidos musculoesquelético e conjuntivo

Síndrome da citarabina

Caracteriza-se por febre, mialgia (dor muscular), dor óssea, ocasionalmente dor torácica, rash maculopapular (com formação de manchas vermelhas e lesões elevadas na pele), conjuntivite (inflamação ou infecção da membrana que cobre o olho) e mal-estar. Geralmente ocorre 6-12 horas após a administração do medicamento. Os corticosteroides mostraram ser benéficos no tratamento ou prevenção&nbsp;dessa síndrome. Se os sintomas forem considerados tratáveis, o uso de corticosteroides deve ser considerado, assim como a continuação da terapia com citarabina.

As reações adversas relatadas são listadas abaixo por frequência.

Reações Adversas (Terapia convencional e em altas doses)

Reações muito comuns (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Sepse (infecção grave), pneumonia, infecção (pode ser leve, mas pode ser severa e por vezes fatal), insuficiência da medula óssea (mau funcionamento do órgão do corpo responsável pela produção de células do sangue), trombocitopenia (diminuição das células de coagulação do sangue: plaquetas), anemia (diminuição da quantidade de células vermelhas do sangue: hemácias), anemia megaloblástica (tipo de anemia em que tamanho das células vermelhas do sangue é maior que o normal), leucopenia (redução de células de defesa no sangue), diminuição na contagem de reticulócitos (células vermelhas jovens), estomatite (inflamação da mucosa da boca), ulceração oral (ferida na boca ou língua), inflamação ou úlcera (ferida) anal (do ânus), diarreia, vômitos, náuseas, dor abdominal, disfunção hepática (funcionamento anormal do fígado), alopecia (perda de cabelo), rash (erupção) cutâneo, síndrome da citarabina, febre, biópsia de medula óssea anormal (exame do órgão do corpo que produz as células do sangue), teste de esfregaço sanguíneo anormal (tipo de exame de sangue obtido diretamente do órgão produtor das células sanguíneas).

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Ulceração cutânea (ferida na pele).

Reações com frequência não conhecida (não podem ser estimadas a partir dos dados disponíveis)

Celulite (inflamação da pele e do tecido subcutâneo – abaixo da pele) no local da injeção, reação anafilática (reação alérgica grave), edema (inchaço) alérgico, diminuição do apetite, neurotoxicidade (efeito tóxico sobre o sistema nervoso), neurite (inflamação de um nervo), tonturas, cefaleia (dor de cabeça), conjuntivite (inflamação ou infecção da membrana que cobre o olho, que pode ocorrer com erupções (manchas) ou pode ser hemorrágica com terapia em alta dose), pericardite (inflamação do pericárdio – membrana que recobre o coração), tromboflebite (formação de um coágulo dentro de uma veia, com inflamação desta veia), falta de ar, dor de garganta, pancreatite (inflamação no pâncreas), ulceração esofágica (formação de úlceras no esôfago), esofagite (inflamação do esôfago), icterícia (coloração amarelada da pele e mucosas por acúmulo de pigmentos biliares), síndrome eritrodisestesia palmo-plantar (vermelhidão das mãos e pés com alteração da sensibilidade), urticária (alergia da pele), prurido (coceira), sardas, disfunção renal (função anormal dos rins), dor torácica (dor na região do tórax), reações no local da injeção (dor e inflamação nos locais de injeções subcutâneas).

Reações adversas relatadas em associação com terapia em altas doses

Reações muito comuns (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Disfunções cerebrais e cerebelares (no cerebelo), sonolência, distúrbios da córnea (membrana transparente da frente do olho), síndrome de angústia respiratória aguda (doença dos pulmões que causa falta de ar intensa), edema pulmonar (presença de liquido no tecido pulmonar que leva a falta de ar intensa).

Reações comuns (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Colite necrosante (inflamação grave e fulminante do intestino grosso), esfoliação da pele (descamação da pele).

Reações com frequência não conhecida (não podem ser estimadas a partir dos dados disponíveis)

Abscesso (coleção de pus) no fígado, mudanças na personalidade (mudança de personalidade foi relatada em associação com disfunção cerebral e cerebelar), coma, convulsão (ataque epiléptico), neuropatia periférica (disfunção dos neurônios que pode levar a perda sensorial, atrofia e fraqueza muscular, e decréscimos nos reflexos profundos) motora e sensorial, cardiomiopatia (lesões do músculo do coração) seguidas de morte, necrose gastrintestinal (falta de oxigênio para os tecidos do estomago e intestinos que leva a morte desses tecidos), úlcera (ferida) gastrintestinal, pneumatose intestinal (presença de gás na parede do intestino), peritonite (inflamação do tecido que recobre os órgãos do abdômen), dano hepático (no fígado), hiperbilirrubinemia (grande quantidade de substâncias biliares no sangue).

Outras Reações Adversas

Uma pneumonite intersticial difusa (inflamação dos pulmões), sem causa evidente, que pode ter sido relacionada ao uso de citarabina, foi relatada por pacientes tratados com doses experimentais intermediárias de citarbina (1 g/m2) com e sem outros agentes quimioterápicos (meta-AMSA, daunorrubicina, VP-16).

Relatou-se uma síndrome de angústia respiratória súbita rapidamente progredindo para edema pulmonar e cardiomegalia (aumento do coração) evidente radiologicamente (por exame de imagem), após a administração experimental de citarabina em altas doses, no tratamento de recidiva de leucemia; resultados fatais foram relatados para esta síndrome.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

População Especial

Uso em Crianças

As advertências e precauções para as crianças são as mesmas daquelas descritas para pacientes adultos.

Uso durante a gravidez

Não existem estudos sobre o uso de citarabina em mulheres grávidas. A citarabina é teratogênica (causa malformações no feto) em algumas espécies animais. O uso do medicamento em mulheres que estão grávidas ou que podem engravidar deve ser realizado apenas após serem considerados o benefício potencial e os danos&nbsp;potenciais tanto para mãe quanto para o feto. Mulheres potencialmente férteis devem ser orientadas para evitar a gravidez.

Filhos de mães expostas a citarabina durante a gravidez (como terapia única ou em combinação com outros medicamentos) nasceram normais; alguns deles nasceram prematuros ou com baixo peso. Algumas das crianças normais foram acompanhadas desde a 6ª semana até 7 anos após a exposição, não mostrando qualquer anormalidade. Uma criança aparentemente normal faleceu aos 90 dias de vida devido à gastroenterite (inflamação do estômago e do intestino).

Anormalidades congênitas (de nascimento) foram relatadas, particularmente em casos nos quais o feto foi exposto à citarabina durante o primeiro trimestre (3 primeiros meses) da gravidez. Isso inclui defeitos nos membros distais superiores (antebraços) e inferiores (pernas) e deformidades nas extremidades (mãos e pés) e nas orelhas.

Relatos de pancitopenia (diminuição de todas as células do sangue), leucopenia (redução de células de defesa no sangue), anemia (diminuição da quantidade de células vermelhas do sangue hemácias), trombocitopenia (diminuição das células de coagulação do sangue: plaquetas), anormalidades nos eletrólitos (componentes minerais do sangue), eosinofilia (aumento do número de um tipo de célula de defesa do sangue: eosinófilo) transitória, aumento nos níveis de IgM (tipo de componente de defesa do sangue) e hiperpirexia (aumento da temperatura do corpo), sepse e morte ocorreram durante o período neonatal com crianças expostas à citarabina in útero. Algumas destas crianças também eram prematuras.

Foram realizados abortos terapêuticos em mulheres em terapia com citarabina. Foram relatados casos de fetos normais e de fetos com baço aumentado e trissomia de cromossomo C no tecido coriônico (doença genética relacionada a componentes da placenta).

Devido ao perigo potencial de ocorrer anomalias durante a terapia citotóxica (de combate ao câncer), principalmente durante o primeiro trimestre de gravidez, a paciente que estiver grávida ou engravidar durante o tratamento com Citarax® deve ser orientada quanto ao risco potencial para o feto e a conveniência da continuidade da gravidez. Existe um risco definido, embora consideravelmente reduzido, se o tratamento é iniciado durante o segundo ou terceiro trimestre da gravidez. Embora tenham nascido crianças normais de pacientes tratadas com citarabina durante os três trimestres de gravidez, recomenda-se o acompanhamento dessas crianças.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Uso durante a lactação (amamentação)

Não se sabe se citarabina é excretada (eliminada) no leite materno. Como muitos fármacos são excretados no leite materno e considerando-se o risco potencial de reações adversas graves em lactentes, deve-se decidir entre descontinuar a amamentação ou a medicação, levando-se em conta a importância da medicação para a mãe.

Qual a composição do Citarax?

Cada frasco-ampola de 5 mL contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td> <p style=\"text-align:center\">Citarabina</p> </td> <td> <p style=\"text-align:center\">100 mg</p> </td> </tr> <tr> <td> <p style=\"text-align:center\">Excipientes* q.s.p</p> </td> <td> <p style=\"text-align:center\">5 mL</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

*Hidróxido de sódio, ácido clorídrico (para ajuste de pH quando necessário) e água para injetáveis.

Cada frasco-ampola de 10 mL contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td> <p style=\"text-align:center\">Citarabina</p> </td> <td> <p style=\"text-align:center\">500 mg</p> </td> </tr> <tr> <td> <p style=\"text-align:center\">Excipientes* q.s.p</p> </td> <td> <p style=\"text-align:center\">10 mL</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

*Hidróxido de sódio, ácido clorídrico (para ajuste de pH quando necessário) e água para injetáveis.

Apresentação do&nbsp;Citarax

{"tag":"hr","value":" <h3>Solu&#xE7;&#xE3;o injet&#xE1;vel</h3> <p>Embalagens contendo 10 frascos-ampola de solu&#xE7;&#xE3;o injet&#xE1;vel (20 mg/mL) com 100 mg/5 mL de citarabina ou 10 frascos-ampola de solu&#xE7;&#xE3;o injet&#xE1;vel (50 mg/mL) com 500 mg/10 mL de citarabina.</p> <p><strong>Via de administra&#xE7;&#xE3;o: Injet&#xE1;vel por via intravenosa, subcut&#xE2;nea ou infus&#xE3;o intravenosa.</strong></p> <p><strong>Cuidado: agente citot&#xF3;xico.</strong></p> <p><strong>Uso adulto e pedi&#xE1;trico.</strong></p> "}

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Citarax maior do que a recomendada?

Não existe antídoto para uma superdose de citarabina. A administração de 12 doses de 4,5 g/m2,&nbsp;por infusão intravenosa, durante 1 hora, a cada 12 horas, causou um aumento inaceitável e toxicidade irreversível do sistema nervoso central e morte.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Citarax com outros remédios?

Sempre avise ao seu médico todas as medicações que você toma quando ele for prescrever uma medicação nova. O médico precisa avaliar se as medicações reagem entre si alterando suas ações: isso se chama interação medicamentosa.

Digoxina

Foram observadas diminuições reversíveis nas concentrações plasmáticas (no sangue) no estado de equilíbrio de digoxina (remédio para o coração) e na excreção renal de glicosídeos (remédio para o coração) em pacientes recebendo beta-acetildigoxina e esquemas quimioterápicos contendo ciclofosfamida, vincristina e prednisona com ou sem citarabina ou procarbazina. Não houve alterações aparentes nas concentrações plasmáticas de digitoxina (remédio para o coração) no estado de equilíbrio. Portanto, recomenda-se o monitoramento dos níveis plasmáticos de digoxina em pacientes recebendo esquemas quimioterápicos combinados similares ao acima descrito. A utilização de digitoxina por tais pacientes pode ser uma alternativa.

Gentamicina

Um estudo de interação in vitro entre gentamicina e citarabinamostrou um antagonismo (reação oposta) relacionado à citarabina quanto à susceptibilidade (sensibilidade ou capacidade de sofrer a ação lesiva do antibiótico) de cepas de K. pneumoniae. Esse estudo sugere que, em pacientes tratados com&nbsp;citarabina e recebendo gentamicina devido a uma infecção por K. pneumoniae, a ausência de uma resposta terapêutica imediata pode indicar a necessidade de uma reavaliação do tratamento antibacteriano (tratamento com antibiótico).

Fluorocitosina

Evidências clínicas mostraram uma possível inibição da eficácia da terapia com fluorocitosina pela citarabina, possivelmente devido à potencial inibição competitiva de sua captação.

Metotrexato

Citarabina administrada via intravenosa concomitantemente com metotrexato via intratecal pode aumentar o risco de reações adversas neurológicas severas como dor de cabeça, paralisia, coma e episódios semelhantes a AVC.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Qual a ação da substância do Citarax (Citarabina)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Leucemia Mieloide Aguda</h3> <p>A Citarabina &#xE9; um dos agentes individuais mais eficazes no tratamento da leucemia n&#xE3;o linfoc&#xED;tica aguda ou leucemia mieloide aguda (LMA). A Citarabina faz parte da maioria dos regimes de indu&#xE7;&#xE3;o em LMA e as doses comumente empregadas s&#xE3;o 100-200 mg/m<sup>2</sup> e pode ser coadministrada com outras drogas/quimioter&#xE1;picos. At&#xE9; 80% de remiss&#xE3;o completa (RC) foi alcan&#xE7;ada em pacientes com menos de 40 anos de idade. Apesar da terapia de manuten&#xE7;&#xE3;o, muitos destes pacientes tiveram uma reca&#xED;da e apenas 20% - 30% dos pacientes obtiveram sobrevida em 5 anos. Assim livre de doen&#xE7;a, o desafio &#xE9; erradicar a doen&#xE7;a subcl&#xED;nica em remiss&#xE3;o.</p> <p>A efic&#xE1;cia pode ser melhorada pelo emprego de doses superiores a 100-200 mg/m<sup>2</sup> , particularmente em pacientes que n&#xE3;o respondem a regimes de dose padr&#xE3;o ou naqueles que tem reca&#xED;da. Altas doses de Citarabina (HDARAC), de 1-3 g/m<sup>2</sup> , foram empregadas para superar resist&#xEA;ncia aos medicamentos e penetrar no SNC. A Citarabina pode ser administrada sozinha como um tratamento de indu&#xE7;&#xE3;o ou em combina&#xE7;&#xE3;o com antraciclinas, ansacrina ou L-asparaginase (ASP). Foram observadas taxas RC de 25% - 84%.</p> <p>Altas doses de Citarabina em combina&#xE7;&#xE3;o com <a href=\"https://consultaremedios.com.br/etoposideo/bula\" target=\"_blank\">etopos&#xED;deo</a> e daunorrubicina s&#xE3;o eficazes no tratamento de LMA. Taxas de RC 82,4% e 74,8% foram observadas em pacientes com idade mais jovens do que 46 anos e para os pacientes com idade de 46 anos e mais velhos, respectivamente. Uma alta dose de Citarabina em regime de consolida&#xE7;&#xE3;o produziu resultados superiores em pacientes com LMA com idade acima de 60 anos com citogen&#xE9;tica de risco intermedi&#xE1;rio.</p> <p>A Citarabina em combina&#xE7;&#xE3;o com an&#xE1;logos da purina e antraciclinas foi eficaz em pacientes com LMA que reca&#xED;ram ou que n&#xE3;o foram tratados previamente. Altas doses de Citarabina tamb&#xE9;m foram administradas no tratamento p&#xF3;s-remiss&#xE3;o de leucemias e observaram-se melhorias na dura&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dia da remiss&#xE3;o e sobrevida livre de doen&#xE7;a. Em sua pesquisa, Schiller <em>et al </em>utilizou Citarabina numa dose de 200-500 mg/m2 por via intravenosa em 2-3 cursos, intermitente ou continuamente at&#xE9; 7 dias, em 123 pacientes adultos. O per&#xED;odo de acompanhamento m&#xE9;dio de 4,8 anos mostrou que 40 pacientes ficaram vivos (28 em RC), com uma dura&#xE7;&#xE3;o mediana de 12,8 meses e a sobrevida livre de doen&#xE7;a aos 5 anos de 26% &#xB1; 8%. Eles sugeriram que a idade acima de 45 anos e sexo masculino foram fatores progn&#xF3;sticos negativos.</p> <p>A Citarabina foi eficaz em combina&#xE7;&#xE3;o com fludarabina e ansacrina, seguida de regimes de condicionamento de intensidade reduzida e transplante alog&#xEA;nico de c&#xE9;lulas hematopoi&#xE9;ticas estaminais em pacientes com LMA refrat&#xE1;ria ou recidivante.</p> <p>A Citarabina em combina&#xE7;&#xE3;o com inibidores da topoisomerase (ansacrina, mitoxantrona), an&#xE1;logos da purina e do fator estimulante de col&#xF4;nia granul&#xF3;citos, demostraram atividade encorajadora no tratamento da LMA.</p> <p>Estudos combinando gentuzumabe ozogamicina, homoharringtonina, antraciclinas, vorinostate Citarabina encontraram resultados eficazes no tratamento da LMA.</p> <p>O uso de uma dose intermedi&#xE1;ria de Ara-C (1 g/m<sup>2</sup> de 12 h &#xD7; 12h) verificou-se ser eficaz no tratamento principalmente da falha e reca&#xED;da da LMA, leucemia linfoc&#xED;tica aguda (LLA) e <a href=\"https://consultaremedios.com.br/cancer/linfoma/c\" target=\"_blank\">linfoma</a> n&#xE3;o Hodgkin linfobl&#xE1;stico.</p> <p>A Citarabina em baixas doses (LD-AraC) &#xE9; considerada como o padr&#xE3;o de tratamento em doentes idosos com leucemia mieloide aguda (LMA) que n&#xE3;o podem receber quimioterapia intensiva. Entre 2000 e 2014, 60 pacientes receberam 20 mg uma ou duas vezes ao dia por via subcut&#xE2;nea durante 10 dias consecutivos a cada 4-6 semanas. Taxa de remiss&#xE3;o completa com LD-AraC foi de 7% <em>versus</em> 56% com quimioterapia intensiva e 21% com agentes de hipometila&#xE7;&#xE3;o. Sobrevida global (SG) mediana dos pacientes tratados com LD-AraC foi de 9,6 meses com SG de 12% em 3 anos. Sobrevida com LD-AraC foi melhor do que com apenas os melhores cuidados de suporte - BSC (P = 0,001). Apesar de n&#xE3;o ser estatisticamente significativa, agentes quimioter&#xE1;picos e hipometilantes em dose intensa tendem a ser melhor do que LD-AraC em termos de SG (mediana: 12,4 meses e 16,1 meses, respectivamente). Apesar de uma tend&#xEA;ncia a favor de esquemas intensivos de agentes quimioter&#xE1;picos e hipometilantes sobre LD-AraC, nenhuma vantagem real foi demonstrada, enquanto LD-AraC mostrou uma vantagem significativa comparativamente ao BSC.</p> <p>Ciclos de altas doses de Citarabina (HDC) foram associados com maior sobrevida livre de falhas e sobrevida global do que 1 curso de HDC. Os pacientes inclu&#xED;dos no estudo &#x2013; CALGB - com leucemia mieloide aguda e o cari&#xF3;tipo t (8; 21) foram analisados retrospectivamente para determinar o desfecho ap&#xF3;s 1 (n = 29) 3 ou 4 ciclos (n = 21) de HDC. A terapia de indu&#xE7;&#xE3;o consistiu em Citarabina e daunorrubicina. Terapia de intensifica&#xE7;&#xE3;o inclu&#xED;a um curso ou at&#xE9; 4 cursos de Citarabina. Todos os pacientes obtiveram uma resposta completa ap&#xF3;s a terapia de indu&#xE7;&#xE3;o. Apenas 4 pacientes tiveram uma reca&#xED;da da LMA ap&#xF3;s 3 ou mais cursos de HDC. A sobrevida livre de doen&#xE7;a em 5 anos e sobrevida global em 5 anos foram de 38% e 44% ap&#xF3;s um curso de HDC, respectivamente, e 71% e 76% ap&#xF3;s 3 ou mais cursos de HDC, respectivamente.</p> <p>Altas doses de Citarabina foram eficazes quando usado com o transplante aut&#xF3;logo de medula &#xF3;ssea (TMO) em um estudo de 60 pacientes com leucemia mieloide aguda (LMA). Os pacientes com LMA em remiss&#xE3;o foram primeiramente tratados com dose elevada de Citarabina 3 g/m2 como terapia de consolida&#xE7;&#xE3;o. Ap&#xF3;s a recupera&#xE7;&#xE3;o hematopoi&#xE9;tica e avalia&#xE7;&#xE3;o da medula &#xF3;ssea, 44 pacientes foram submetidos ao TMO. A probabilidade cumulativa de 2 anos de sobrevida livre de doen&#xE7;a foi de 49% para todos os pacientes que entraram no estudo, e 61% para os pacientes que receberam TMO aut&#xF3;logo. A probabilidade de reca&#xED;da para todos os pacientes foi de 44%, e 33% para os pacientes que foram submetidos a TMO.</p> <p>Em uma an&#xE1;lise ITT de adolescentes e adultos n&#xE3;o tratados previamente (idade entre 16 e 55 anos) com leucemia mieloide aguda (LMA) que receberam quimioterapia de indu&#xE7;&#xE3;o padr&#xE3;o, n&#xE3;o houve diferen&#xE7;as significativas na sobrevida livre de doen&#xE7;a entre os pacientes randomizados para receber altas doses de Citarabina (n = 117) ou aqueles que se submeteram ao transplante aut&#xF3;logo de medula &#xF3;ssea (n = 116), ou aqueles eleg&#xED;veis que se submeteram ao transplante alog&#xEA;nico de medula (n = 113). Sobrevida p&#xF3;s-remiss&#xE3;o no grupo que se submeteu a altas doses de Citarabina foi melhor do que no grupo de transplante aut&#xF3;logo de medula (p = 0,05) ou o grupo de transplante alog&#xEA;nico de medula (p = 0,04). A sobrevida global pode ter sido afetada por um maior n&#xFA;mero de transplante alog&#xEA;nico de medula no grupo submetido &#xE0; Citarabina em dose elevada.</p> <p>O regime FLAG (fludarabina , Citarabina e <a href=\"https://consultaremedios.com.br/filgrastim/bula\" target=\"_blank\">filgrastim</a>) provocou uma taxa de remiss&#xE3;o completa de 56% em uma coorte de 41 pacientes com leucemia mieloide aguda (LMA) de m&#xE1;-progn&#xF3;stico (resistente, reincidente ou secund&#xE1;ria). Os indiv&#xED;duos receberam um curso de indu&#xE7;&#xE3;o &#xFA;nica de FLAG, seguido por um curso de consolida&#xE7;&#xE3;o se bem sucedida. O in&#xED;cio mediano e dura&#xE7;&#xE3;o da remiss&#xE3;o completa foram 27 dias e 15 meses, respectivamente. N&#xE3;o foram observadas diferen&#xE7;as significativas de g&#xEA;nero ou relacionadas com a idade nas taxas de resposta. As toxicidades de FLAG foram toler&#xE1;veis, com uma not&#xE1;vel aus&#xEA;ncia de neurotoxicidade. A sobrevida global mediana desta coorte foi de 11 meses.</p> <p>O regime de CAT (ciclofosfamida, Citarabina, e topotecana) resultou na remiss&#xE3;o completa em 17% dos pacientes com leucemia aguda recidivante ou refrat&#xE1;ria. 52 pacientes tinham leucemia mieloide aguda (LMA - 12 refrat&#xE1;rias, 40 recidivantes) e 11 pacientes tiveram leucemia linfoc&#xED;tica aguda (LLA - 3 refrat&#xE1;rias, 8 recidivantes). A remiss&#xE3;o completa (RC) foi alcan&#xE7;ada em 11 pacientes (10 pacientes com LMA, 1 paciente com LLA). A dura&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dia da RC foi de 9 semanas e sobrevida m&#xE9;dia foi de 10 semanas; 10% dos pacientes ainda estavam vivos aos 12 meses.</p> <p>Altas doses de Citarabina em associa&#xE7;&#xE3;o com mitoxantrona foi eficaz no tratamento da leucemia mieloide aguda (LMA) e pacientes com anemia refrat&#xE1;ria com excesso de blastos em transforma&#xE7;&#xE3;o (RAEBIT - n = 47). Remiss&#xE3;o completa ocorreu em 45% dos pacientes (11 de 14 com LMA em primeira reca&#xED;da, 4 de 8 com RAEBIT; e 4 de 6 pacientes com LMA) idosos n&#xE3;o tratados anteriormente. Ap&#xF3;s re-indu&#xE7;&#xE3;o, 8 dos 9 doentes com LMA (menos de 60 anos de idade) foram capazes de submeter-se a terapia intensiva (ou seja, transplante de medula &#xF3;ssea) com recupera&#xE7;&#xE3;o hematol&#xF3;gica bem sucedida.</p> <p>A terapia de combina&#xE7;&#xE3;o com altas doses de etopos&#xED;deo e Citarabina (sem uma antraciclina) resultou em remiss&#xE3;o completa em 26 de 41 pacientes (63%) com leucemia mieloide aguda recidiva ou refrat&#xE1;ria. A remiss&#xE3;o completa tamb&#xE9;m foi observada em 10 dos 18 pacientes (56%) com leucemia linfoc&#xED;tica aguda refrat&#xE1;ria ou recidivante. Em 9 pacientes com leucemia reincidente ap&#xF3;s o transplante de medula &#xF3;ssea alog&#xEA;nico, maus resultados foram alcan&#xE7;ados em apenas 2 pacientes que atingiram remiss&#xE3;o completa de curta dura&#xE7;&#xE3;o. Foram observados 7 mortes relacionadas com o tratamento. Este estudo indica que a taxa de resposta elevada pode ser conseguida em pacientes com leucemia mieloide aguda recidivante ou refrat&#xE1;ria, sem a utiliza&#xE7;&#xE3;o de uma antraciclina.</p> <p>Doses intermedi&#xE1;rias de Citarabina, a uma taxa de infus&#xE3;o moderada ao longo de um per&#xED;odo de tempo prolongado demonstrou alta efic&#xE1;cia e baixa mortalidade relacionada ao tratamento (leucemia mieloide aguda/n = 40). Foram utilizadas tr&#xEA;s estrat&#xE9;gias de dosagem variantes. No geral, 32 dos 40 pacientes (80%) obtiveram remiss&#xE3;o completa (RC) ap&#xF3;s o tratamento de indu&#xE7;&#xE3;o (27 ap&#xF3;s um &#xFA;nico curso e 5 depois de um segundo curso de indu&#xE7;&#xE3;o). 2 indiv&#xED;duos alcan&#xE7;aram remiss&#xE3;o parcial e 5 n&#xE3;o tiveram resposta. Aos 3 anos, a taxa de sobrevida global estimada foi de 56%, com 47% de todos os pacientes livres de falha do tratamento. 10 dos 32 que alcan&#xE7;aram RC tiveram uma reca&#xED;da, enquanto 59% daqueles que atingiram RC estavam livres de leucemia ap&#xF3;s 2 anos. Coleta de c&#xE9;lulas tronco foi bem sucedida em 71% dos eleg&#xED;veis para altas doses de quimioterapia. A mortalidade relacionada com o tratamento ocorreu em 1 paciente (2,5%).</p> <p>A adi&#xE7;&#xE3;o de Citarabina em dose elevada e mitoxantrona (HAM) para o tratamento de crian&#xE7;as com leucemia mieloide aguda de alto risco (LMA; n = 310) produziu uma taxa de remiss&#xE3;o completa de 78% e uma probabilidade de sobrevida livre de eventos em 5 anos (SLE) de 44%. Pacientes rec&#xE9;m-diagnosticados com LMA com idades entre 0 e 17 anos (n = 471) foram randomizados para terapia de indu&#xE7;&#xE3;o com Citarabina (AraC), daunorrubicina, e etopos&#xED;deo (ADE) ou Citarabina, idarrubicina e etopos&#xED;deo (AIE) imediatamente ap&#xF3;s o diagn&#xF3;stico. Ap&#xF3;s a terapia de indu&#xE7;&#xE3;o, os pacientes foram randomizados de acordo com o n&#xED;vel de risco. Pacientes de alto risco (n = 310) receberam HAM seguido de terapia de consolida&#xE7;&#xE3;o ou terapia de consolida&#xE7;&#xE3;o seguido de HAM. Os doentes aleatorizados para HAM precoce (n = 98) atingiram uma RC de 88% e uma probabilidade de SLE em 5 anos de 52% e os doentes randomizados para HAM tardiamente (n = 98) atingiram uma RC de 85% e uma SLE em 5 anos de 45%. Houve uma melhora significativa na RC e na SLE em 5 anos em pacientes de alto risco no presente estudo em compara&#xE7;&#xE3;o com controles hist&#xF3;ricos de pacientes de alto risco que receberam dois ciclos de intensifica&#xE7;&#xE3;o ap&#xF3;s o tratamento de consolida&#xE7;&#xE3;o com Citarabina em altas doses e etopos&#xED;deo, mas n&#xE3;o receberam HAM (CR = 78%<em> versus</em> 68%; p = 0,007; 5 anos EFS = 44% <em>versus</em> 33%; p = 0,01).</p> <p>A fludarabina seguida por Citarabina com fator estimulador de col&#xF4;nias de granul&#xF3;citos (regime FLAG) provocou remiss&#xE3;o completa em 70% de 19 crian&#xE7;as (m&#xE9;dia de idade de 6,4 anos) com leucemia mieloide aguda reincidente ou refrat&#xE1;ria (LMA) ou leucemia linfoc&#xED;tica aguda (LLA). 20% e 10% foram classificados como respondedores parciais e n&#xE3;o respondedores, respectivamente. 13 pacientes receberam transplante de medula &#xF3;ssea. Em uma m&#xE9;dia de 11,7 meses de seguimento ap&#xF3;s a terapia FLAG, a taxa de sobreviv&#xEA;ncia foi de 37%. Os investigadores conclu&#xED;ram que o esquema FLAG &#xE9; um regime aceit&#xE1;vel em termos de efic&#xE1;cia e tolerabilidade nesta popula&#xE7;&#xE3;o de alto risco, especialmente quando a quimioterapia intensiva pr&#xE9;via predisp&#xF5;e cardiotoxicidade relacionada com a antraciclina.</p> <p>Remiss&#xE3;o completa foi alcan&#xE7;ada em 11 de 22 crian&#xE7;as com leucemia mieloide aguda ap&#xF3;s 2 ciclos de Citarabina com daunorrubicina. A terapia de consolida&#xE7;&#xE3;o consistiu de 3 cursos de Citarabina mais <a href=\"https://consultaremedios.com.br/tioguanina/bula\" target=\"_blank\">tioguanina</a> e 1 curso de ciclofosfamida.</p> <p>A quimioterapia intensiva, incluindo a daunorrubicina, como parte do regime de indu&#xE7;&#xE3;o e tratamento, foi semelhante ao transplante aut&#xF3;logo de medula &#xF3;ssea (TMO) na sobrevida livre de eventos em crian&#xE7;as com leucemia mieloide aguda (LMA). As crian&#xE7;as com LMA passaram por duas sess&#xF5;es de quimioterapia de indu&#xE7;&#xE3;o que consistia no seguinte esquema: daunorrubicina 45 mg/ m2 nos dias 1, 2 e 3; Citarabina 100 mg/m<sup>2</sup> atrav&#xE9;s de infus&#xE3;o cont&#xED;nua nos dias 1 a 7; tioguanina via oral 100 mg/m<sup>2</sup> nos dias 1 a 7; altas doses de Citarabina 3 g/m<sup>2</sup> em infus&#xE3;o de 3 horas a cada 12 horas em 6 doses; Citarabina intratecal de 40 mg/m2 nos dias 1 e 8. O segundo ciclo&amp;nbsp;foi repetido no dia 15, mas sem a Citarabina. Os pacientes que estavam em remiss&#xE3;o foram ent&#xE3;o randomizados para quimioterapia intensiva ou transplante de medula &#xF3;ssea (TMO). Todos os pacientes foram submetidos a etopos&#xED;deo e terapia de consolida&#xE7;&#xE3;o com <a href=\"https://consultaremedios.com.br/azacitidina/bula\" target=\"_blank\">azacitidina</a>. Quimioterapia intensiva de consolida&#xE7;&#xE3;o consistiu de v&#xE1;rios agentes, incluindo a daunorrubicina, a Citarabina, tioguanina, etopos&#xED;deo, e azacitidina. Dos pacientes eleg&#xED;veis para a randomiza&#xE7;&#xE3;o (n = 232), a taxa de sobreviv&#xEA;ncia livre de eventos em 3 anos foi de 36% para o grupo que realizou quimioterapia intensiva e 38% para o grupo de TMO. No entanto, o grupo TMO apresentou uma menor taxa de reca&#xED;da (31% <em>versus </em>58%, p inferior a 0,05), mas uma maior taxa de mortalidade relacionada ao tratamento (15% <em>versus</em> 2,7%, p inferior a 0,05) do que o grupo que recebeu quimioterapia.</p> <h3>Leucemia Mieloide Cr&#xF4;nica</h3> <p>A Citarabina em alta dose foi um regime eficaz para o tratamento da leucemia mieloide cr&#xF4;nica (LMC) na fase bl&#xE1;stica. Regimes de tratamento com vindesina - prednisolona (VDSP) ou citosina - arabinos&#xED;deo - vindesina - prednisolona (VDS-CP) ou citosina-arabinosideo-vindesina-prednisolona-mercaptopurina-6, devem ser os tratamentos de escolha em pacientes com crise bl&#xE1;stica da leucemia mieloide cr&#xF4;nica tamb&#xE9;m com morfologia linfoide ou mieloide.</p> <p>A daunorrubicina combinada com doses fixas de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/mesilato-de-imatinibe/bula\" target=\"_blank\">mesilato de imatinibe</a> e Citarabina, seguidos pelo transplante de c&#xE9;lulas tronco ou terapia de manuten&#xE7;&#xE3;o com agente &#xFA;nico foi bem tolerado e apresentou uma alta taxa de resposta. Mais de 55% dos pacientes obtiveram resposta completa hematol&#xF3;gica (RCH).</p> <p>A adi&#xE7;&#xE3;o de Citarabina ao imatinibe como uma terapia inicial para doentes com LMC foi associada a uma elevada taxa de resposta molecular completa. As taxas de sobrevida livre de progress&#xE3;o e as taxas de sobrevida global em 5 anos foram de 92% e 96%, respectivamente.</p> <p>Em pacientes com LMC, a combina&#xE7;&#xE3;o de interferon alfa com Citarabina demonstrou uma melhora na resposta hematol&#xF3;gica completa, resposta citogen&#xE9;tica superior e taxas de sobrevida superiores em 3 e 5 anos em compara&#xE7;&#xE3;o com interferon alfa isolado.</p> <p/>"}

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