Blau Dopabane

5mg/mL, caixa com 10 ampolas com 10mL de solução de uso intravenoso (embalagem hospitalar)

Princípio ativo
:
Dopamina
Classe Terapêutica
:
Agentes Cardíacos Dopaminérgicos
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Venda Sob Prescrição Médica)
Categoria
:
Sistema Cardiovascular (Circulação)
Especialidade
:
Cardiologia

Bula do medicamento

Dopabane, para o que é indicado e para o que serve?

O Dopabane® é indicado em caso de choque circulatório (como no choque séptico, choque cardiogênico e no infarto agudo do miocárdio, choque anafilático), na hipotensão severa (pressão baixa) na ausência de hipovolemia (hipovolemia é uma situação clínica na qual o volume de sangue no corpo está baixo) e na retenção hidrossalina de etiologia variada.

Como o Dopabane funciona?

{"tag":"hr","value":" <p>A <a href=\"https://consultaremedios.com.br/dopamina/bula\" target=\"_blank\">dopamina</a> &#xE9; um medicamento utilizado para melhorar a press&#xE3;o arterial, melhorar a for&#xE7;a de contra&#xE7;&#xE3;o do cora&#xE7;&#xE3;o e os batimentos card&#xED;acos em situa&#xE7;&#xF5;es de choque grave na qual a queda de press&#xE3;o arterial n&#xE3;o &#xE9; resolvida quando se administra apenas soro pela veia. Em caso de choque circulat&#xF3;rio a dopamina age estimulando as art&#xE9;rias a se contra&#xED;rem, aumentando assim a press&#xE3;o arterial. O tempo de in&#xED;cio de a&#xE7;&#xE3;o do medicamento &#xE9; de 5 minutos.</p> "}

Quais as contraindicações do Dopabane?

O cloridrato de dopamina não deve ser administrado a pacientes com feocromocitoma (tumor na glândula suprarrenal), ou com hipersensibilidade aos componentes da fórmula, hipertireoidismo (hiperfuncionamento da glândula tireóide), em presença de arritmias (taquiarritmias não tratadas ou de fibrilação ventricular).

Paciente idosos, crianças e outros grupos de risco

Em pacientes idosos, devem-se seguir as orientações gerais descritas na bula, porém é recomendável iniciar o tratamento utilizando-se a dose mínima.

A segurança, a eficácia e a dose adequada de Dopabane® não foram ainda estabelecidas para pacientes pediátricos. Contudo, existem relatos na literatura sobre o uso de dopamina em crianças só deverá ser indicado se os benefícios superarem os possíveis riscos. Deve-se sempre considerar que os efeitos da dopamina são dose-dependentes e que existe uma grande variabilidade entre pacientes.

Na insuficiência renal, o uso de dopamina deve ser limitado aos pacientes com adequado volume intravascular que não tenham débito urinário adequado após terem recebido diuréticos apropriados. A dopamina deve ser descontinuada se o paciente não responder à terapia. Caso a oligúria persista, a dopamina deve ser diminuída gradualmente nas 24 horas seguintes.

Em queimados, o metabolismo da dopamina parece ser alterado e a sua utilização parece estar aumentada.

Pacientes com hipertensão arterial respondem de forma intensa à dopamina, mesmo em doses baixas (2 mcg/kg/min). Seu uso pode determinar aumento significante na natriurese e na fração de excreção de sódio, assim como redução da pressão arterial com aumento da frequência cardíaca, ao contrário do que ocorre com pacientes normotensos.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Como usar o Dopabane?

A administração de Dopabane®&nbsp;deve ser limitada a profissionais treinados e em locais onde o adequado monitoramento do paciente seja possível.

O medicamento é de uso exclusivamente intravenoso (no interior das veias). O uso subcutâneo (embaixo da pele) ou intramuscular pode acarretar problemas locais e o produto é inativado quando ingerido por via oral.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Dopabane?

{"tag":"hr","value":" <p>Uma vez que este medicamento &#xE9; administrado por um profissional da sa&#xFA;de em ambiente hospitalar n&#xE3;o dever&#xE1; ocorrer esquecimento do seu uso.</p> <p><strong>Em caso de d&#xFA;vidas, procure orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico ou de seu m&#xE9;dico, ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> "}

Quais cuidados devo ter ao usar o Dopabane?

  • <li>O medicamento &#xE9; de uso exclusivamente intravenoso (no interior das veias). O uso subcut&#xE2;neo (embaixo da pele) ou intramuscular pode acarretar problemas locais e o produto &#xE9; inativado quando ingerido por via oral.</li> <li>O Dopabane<sup>&#xAE;</sup>&amp;nbsp;n&#xE3;o deve ser usado em casos de feocromocitoma (tumor na gl&#xE2;ndula suprarrenal), taquiarritmias (<a href="https://minutosaudavel.com.br/arritmia-cardiaca-o-que-e-sintomas-tratamento-tem-cura/" rel="noopener" target="_blank">arritmia card&#xED;aca</a> que se apresenta com batimentos acelerados) ventriculares ou supraventriculares.</li> <li>O Dopabane<sup>&#xAE;</sup>&amp;nbsp;aumenta a frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca e pode induzir o aparecimento ou agravar arritmias (ventriculares ou supraventriculares).</li> <li>Antes de usar Dopabane<sup>&#xAE;</sup>, as seguintes condi&#xE7;&#xF5;es devem ser corrigidas: hipovolemia (diminui&#xE7;&#xE3;o do volume sangu&#xED;neo), hip&#xF3;xia (redu&#xE7;&#xE3;o da concentra&#xE7;&#xE3;o de oxig&#xEA;nio no sangue), hipercapnia (aumento do g&#xE1;s carb&#xF4;nico no sangue) e acidose (excesso de &#xE1;cido nos flu&#xED;dos corp&#xF3;reos).</li> <li>N&#xE3;o se deve adicionar Dopabane<sup>&#xAE;</sup> a solu&#xE7;&#xF5;es alcalinas, como o <a href="https://consultaremedios.com.br/bicarbonato-de-sodio/bula" target="_blank">bicarbonato de s&#xF3;dio</a>, pois a subst&#xE2;ncia ativa ser&#xE1; inativada.</li> <li>Pacientes que estejam sendo medicados com IMAO dever&#xE3;o receber dosagens reduzidas de Dopabane<sup>&#xAE;</sup> porque a dopamina &#xE9; metabolizada pela MAO e a inibi&#xE7;&#xE3;o desta enzima prolonga e potencializa o efeito do Dopabane<sup>&#xAE;</sup>. A dose inicial, nestes casos, dever&#xE1; ser reduzida at&#xE9; a 1/10 da dose normal.</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/sistema-nervoso-central/antidepressivos/c" target="_blank">Antidepressivos</a> tric&#xED;clicos podem potencializar o efeito cardiovascular de Dopabane<sup>&#xAE;</sup>.</li> <li>A administra&#xE7;&#xE3;o concomitante de doses baixas de Dopabane<sup>&#xAE;</sup> e diur&#xE9;ticos pode aumentar o fluxo urin&#xE1;rio.</li> <li>O uso concomitante de vasopressores (como ergonovina) e algumas drogas ocit&#xF3;cicas podem resultar em hipertens&#xE3;o grave.</li> <li>Efeitos card&#xED;acos da dopamina s&#xE3;o antagonizados por bloqueadores beta-adren&#xE9;rgicos, tais como o <a href="https://consultaremedios.com.br/cloridrato-de-propranolol/bula" target="_blank">propranolol</a> e o metoprolol.</li> <li>A vasoconstri&#xE7;&#xE3;o perif&#xE9;rica causada por altas doses de dopamina &#xE9; antagonizada por bloqueadores alfa-adren&#xE9;rgicos.</li>

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Dopabane?

Não existem dados que suportem uma estimativa de frequência das reações adversas.

A frequência e a incidência dos eventos adversos não estão bem definidas devido às próprias condições para as quais o fármaco está indicado.

Sistema Cardiovascular

Arritmia ventricular (com doses muito elevadas), batimentos ectópicos, taquicardia, dor anginosa, palpitação, distúrbios da condução cardíaca, Complexo QRS alargado, bradicardia, hipotensão, hipertensão e vasoconstrição.

Sistema Respiratório

Dispneia.

Sistema Gastrointestinal

Náusea e vômito.

Sistema Metabólico / Nutricional

Azotemia.

Sistema Nervoso Central

Dor de cabeça e ansiedade.

Sistema dermatológico

Piloereção.

Outros

Gangrena das extremidades ocorreu quando doses moderadas a altas foram administradas por períodos prolongados ou em pacientes com doença vascular oclusiva recebendo baixas doses de dopamina. Os poucos casos de cianose periférica foram relatados. Informe seu médico sobre o aparecimento de reações desagradáveis. As mais frequentes são náuseas, vômitos, taquicardia, batimentos ectópicos, dor precordial, dispneia, cefaleia e vasoconstrição indicada por aumento desproporcional na pressão diastólica.

Efeitos desagradáveis incluindo náuseas, vômitos, taquicardia, batimentos ectópicos, dor precordial, dispneia, cefaleia e vasoconstrição indicada por aumento desproporcional na pressão diastólica. Ocasionalmente podem aparecer azotemia, bradicardia, anormalidades na condução cardíaca e piloereção. Pode ocorrer hipertensão associada a superdosagem. Uma vez que a dopamina é metabolizada pela MAO, a dose deve ser grandemente reduzida em pacientes recentemente tratados com substâncias que inibem esta enzima.

Em pacientes com distúrbios vasculares preexistentes, foram observadas alterações periféricas de tipo isquêmico com tendência à estase vascular e gangrena.

A meia-vida plasmática de Dopabane® é de cerca de 2 minutos, o que significa que eventuais efeitos colaterais podem ser controlados com a suspensão temporária ou definitiva da administração.

Os efeitos colaterais mais frequentes observados com a infusão intravenosa de Dopabane® foram batimentos ectópicos, taquicardia, dor anginosa, palpitações, hipotensão, vasoconstrição, náuseas e vômitos, cefaleia e dispneia, especialmente com o uso de altas doses. Ocasionalmente foram relacionadas bradicardia e condução cardíaca aberrante, piloereção e azotemia. Hipertensão arterial foi relatada no caso de superdose. A frequência e a incidência dos eventos adversos não estão bem definidas devido às próprias condições para as quais o fármaco está indicado.

De forma similar à norepinefrina, Dopabane® provoca descamação e necrose isquêmica tecidual superficial da pele se ocorrer extravasamento. Para antagonizar o efeito vasoconstritor de um eventual extravasamento podem ser infiltrados na área afetada 5 a 10 mg de fentolamina diluídos em 10 a 15 mL de solução salina fisiológica, minimizando o aparecimento da necrose e da descamação. A infusão de dopamina, mesmo em doses baixas, pode diminuir a concentração sérica de prolactina em pacientes graves.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

Qual a composição do Dopabane?

Cada mL da solução injetável contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:257px\"> <p style=\"text-align:center\">Cloridrato de dopamina</p> </td> <td style=\"width:219px\"> <p style=\"text-align:center\">5 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:257px\"> <p style=\"text-align:center\">Excipientes*q.s.p</p> </td> <td style=\"width:219px\"> <p style=\"text-align:center\">1 mL</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

*Cloreto de sódio, metabissulfito de sódio e água para injetáveis.

Apresentação do Dopabane

{"tag":"hr","value":" <p>Solu&#xE7;&#xE3;o injet&#xE1;vel contendo 5 mg de cloridrato de dopamina em cada mL. Embalagem contendo 10 ampolas de 10 mL.</p> <p><strong>Via de administra&#xE7;&#xE3;o: intravenosa.</strong></p> <p><strong>Uso adulto e pedi&#xE1;trico.</strong></p> "}

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Dopabane maior do que a recomendada?

No caso de administração acidental de uma superdose, evidenciada por uma excessiva elevação da pressão sanguínea, deve-se reduzir a velocidade de administração ou descontinuar temporariamente o Dopabane® até que as condições do paciente estabilizem-se. Como a duração de ação da dopamina é bastante curta, não há necessidade de cuidados adicionais. Caso estas medidas não estabilizem as condições do paciente, usar fentolamina, agente bloqueador alfaadrenérgico de curta duração, por via intravenosa.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Dopabane com outros remédios?

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Qual a ação da substância do Dopabane (Dopamina)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <p>A Dopamina &#xE9; um agonista adren&#xE9;rgico intravenoso que mimetiza a a&#xE7;&#xE3;o da Dopamina end&#xF3;gena. A Dopamina end&#xF3;gena &#xE9; um neurotransmissor e precursor metab&#xF3;lico da noradrenalina e da adrenalina. Os efeitos hemodin&#xE2;micos da Dopamina s&#xE3;o dose-dependente. A Dopamina tem v&#xE1;rios usos cl&#xED;nicos devido &#xE0; sua a&#xE7;&#xE3;o inotr&#xF3;pica, cronotr&#xF3;pica e vasopressora.</p> <p>Em doses baixas, dilata os vasos sangu&#xED;neos renais e mesent&#xE9;ricos, atrav&#xE9;s da estimula&#xE7;&#xE3;o de receptores dopamin&#xE9;rgicos espec&#xED;ficos, melhorando o fluxo sangu&#xED;neo renal e mesent&#xE9;rico e a excre&#xE7;&#xE3;o de s&#xF3;dio. Em doses mais elevadas, a Dopamina estimula os receptores &#x3B2;-adren&#xE9;rgicos do mioc&#xE1;rdio, enquanto que em doses ainda mais elevadas estimula os receptores &#x3B1;-adren&#xE9;rgicos e eleva a press&#xE3;o arterial.</p> <p>A Dopamina apresenta vantagens quando comparada &#xE0; noradrenalina: aumenta o d&#xE9;bito card&#xED;aco, o fluxo sangu&#xED;neo global, o fluxo sangu&#xED;neo renal e hepatoespl&#xE2;ncnico.</p> <p>A Dopamina &#xE9; o agente vasopressor de primeira linha recomendado para o tratamento do choque s&#xE9;ptico. Em pacientes com sinais cl&#xED;nicos de choque e hipotens&#xE3;o n&#xE3;o responsivos &#xE0; reposi&#xE7;&#xE3;o vol&#xEA;mica agressiva inicial, a Dopamina &#xE9; o agente de primeira linha para o aumento da press&#xE3;o arterial. A cateteriza&#xE7;&#xE3;o da art&#xE9;ria pulmonar &#xE9; &#xFA;til para orientar a terapia.</p> <p>Estudos cl&#xED;nicos evidenciaram que a Dopamina elevou a press&#xE3;o arterial m&#xE9;dia em 24% dos pacientes s&#xE9;pticos que permaneciam hipotensos ap&#xF3;s expans&#xE3;o vol&#xEA;mica. A Dopamina elevou a press&#xE3;o arterial m&#xE9;dia e d&#xE9;bito card&#xED;aco devido ao aumento do volume sist&#xF3;lico e em menor influ&#xEA;ncia na frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca. A dose m&#xE9;dia de Dopamina necess&#xE1;ria para a restaura&#xE7;&#xE3;o da press&#xE3;o arterial foi de 15 mcg/kg/min.</p> <p>Durante a ressuscita&#xE7;&#xE3;o cardiopulmonar, a Dopamina pode ser usada para tratar hipotens&#xE3;o arterial, principalmente quando ele &#xE9; associado com bradicardia sintom&#xE1;tica ou ap&#xF3;s o retorno da circula&#xE7;&#xE3;o espont&#xE2;nea.</p> <p>V&#xE1;rios estudos sugerem que a Dopamina parenteral dado de forma intermitente ou cont&#xED;nua melhora a sintomatologia de pacientes cuidadosamente selecionados com insufici&#xEA;ncia card&#xED;aca sintom&#xE1;tica grave e avan&#xE7;ada.</p> <p>A Dopamina apresenta indica&#xE7;&#xE3;o de uso no choque anafil&#xE1;tico em decorr&#xEA;ncia do aumento de permeabilidade vascular, vasodlilata&#xE7;&#xE3;o e hipotens&#xE3;o. A dose recomendada &#xE9; de 2 a 20 mcg/kg/minuto.</p> <p>Embora infus&#xF5;es de Dopamina em dose baixa dilatem arter&#xED;olas renais e aumentam o fluxo sangu&#xED;neo renal e taxa de filtra&#xE7;&#xE3;o glomerular, estudos cl&#xED;nicos n&#xE3;o demonstram que a Dopamina &#xE9; eficaz no tratamento da insufici&#xEA;ncia renal aguda olig&#xFA;rica.</p> <p>O uso rotineiro da Dopamina em baixa dose para o tratamento ou preven&#xE7;&#xE3;o de insufici&#xEA;ncia renal aguda n&#xE3;o &#xE9; mais recomendado.</p> <p>Al&#xE9;m disso, as evid&#xEA;ncias de ensaios cl&#xED;nicos recentes demonstram que Dopamina em dose baixa n&#xE3;o impede a insufici&#xEA;ncia renal aguda em pacientes criticamente doentes com disfun&#xE7;&#xE3;o renal inicial.</p> <h3>Reten&#xE7;&#xE3;o hidrossalina de etiologia variada</h3> <p>&amp;nbsp;Diversos estudos demonstraram um aumento significativo da diurese natriur&#xE9;tica com o uso de baixas doses de Dopamina.</p> <p>A Dopamina tamb&#xE9;m estimula receptores dopamin&#xE9;rgicos. Este est&#xED;mulo resulta em aumento da perfus&#xE3;o espl&#xE2;ncnica e renal facilitando a resolu&#xE7;&#xE3;o do <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-edema-pulmonar-causas-sintomas-tratamento-tem-cura/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">edema pulmonar</a>.</p> <p>Doses baixas de Dopamina produzem um aumento do d&#xE9;bito urin&#xE1;rio em pacientes cr&#xED;ticos de terapia intensiva euvol&#xEA;micos e olig&#xFA;ricos.</p> <h3>Preparo pr&#xE9;-operat&#xF3;rio de pacientes de alto risco</h3> <p>As diretrizes do Surviving sepsis campaign 2008 recomendam que baixas doses de Dopamina n&#xE3;o devam ser utilizadas para prote&#xE7;&#xE3;o renal.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">Vincent JL, Biston P, Devriendt J, Brasseur A, De Backer D. Dopamine versus norepinephrine: is one better? Minerva Anestesiol. 2009 May;75(5):333-7.<br> Beale RJ, Hollenberg SM, Vincent JL, et al. Vasopressor and inotropic support in septic shock: an evidencebased review. Crit Care Med 2004;32:S455-65.<br> Sakr Y, Reinhart K, Vincent JL, et al. Does dopamine administration in shock influence outcome? Results of the Sepsis Occurrence in Acutely Ill Patients (SOAP) Study. Crit Care Med 2006;34:589-97.<br> Dellinger RP, Levy MM, Carlet JM, Bion J, Parker MM, Jaeschke R, Reinhart K, Angus DC, Brun-Buisson C, Beale R,Calandra T, Dhainaut JF, Gerlach H, Harvey M, Marini JJ, Marshall J, Ranieri M, Ramsay G, Sevransky J, Thompson BT, Townsend S, Vender JS, Zimmerman JL, Vincent JL. Surviving Sepsis Campaign: International guidelines for management of severe sepsis and septic shock: 2008. 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A solu&#xE7;&#xE3;o injet&#xE1;vel &#xE9; incolor ou levemente amarelada.</p> <p>A Dopamina &#xE9; um agente simpaticomim&#xE9;tico formado normalmente no organismo pela descarboxila&#xE7;&#xE3;o da levodopa, sendo tanto um neurotransmissor (principalmente no c&#xE9;rebro), como um precursor qu&#xED;mico da norepinefrina.</p> <p>Apresenta caracter&#xED;sticas distintas das demais catecolaminas uma vez que, ao contr&#xE1;rio da norepinefrina, <a href=\"https://consultaremedios.com.br/epinefrina/bula\" target=\"_blank\">epinefrina</a> e isoproterenol, a Dopamina aumenta o fluxo sangu&#xED;neo para o rim em baixas doses, mas n&#xE3;o aumenta a frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca nem a press&#xE3;o arterial sist&#xEA;mica. No homem normal, a infus&#xE3;o da Dopamina diminui a resist&#xEA;ncia perif&#xE9;rica e causa vasodilata&#xE7;&#xE3;o mesent&#xE9;rica e renal.</p> <p>O fluxo sangu&#xED;neo renal, a taxa de filtra&#xE7;&#xE3;o glomerular, o fluxo urin&#xE1;rio e a excre&#xE7;&#xE3;o de s&#xF3;dio s&#xE3;o aumentados. A Dopamina tamb&#xE9;m tem efeito direto sobre o cora&#xE7;&#xE3;o: o d&#xE9;bito card&#xED;aco diminui, mas existe frequentemente pequena altera&#xE7;&#xE3;o na press&#xE3;o arterial ou na frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca. Os maiores efeitos cardiovasculares s&#xE3;o resultado da a&#xE7;&#xE3;o desta subst&#xE2;ncia sobre os receptores adren&#xE9;rgicos alfa e beta e sobre&amp;nbsp;os receptores dopam&#xED;nicos espec&#xED;ficos nos vasos renais e mesent&#xE9;ricos; a vasodilata&#xE7;&#xE3;o renal e mesent&#xE9;rica n&#xE3;o &#xE9; bloqueada por subst&#xE2;ncias bloqueadoras alfa e beta.</p> <h3>Propriedades Farmacodin&#xE2;micas</h3> <p>A Dopamina &#xE9; um agente adren&#xE9;rgico precursor da norepinefrina que estimula receptores dopamin&#xE9;rgicos, beta1-adren&#xE9;rgicos e alfa-adren&#xE9;rgicos, dependendo da dose utilizada. Doses baixas de Dopamina (0,5 a 2mcg/kg/min) estimulam os receptores dopamin&#xE9;rgicos a provocar vasodilata&#xE7;&#xE3;o cerebral, renal e mesent&#xE9;rica, mas o t&#xF4;nus venoso &#xE9; aumentado em decorr&#xEA;ncia da estimula&#xE7;&#xE3;o alfa-adren&#xE9;rgica.</p> <p>O d&#xE9;bito urin&#xE1;rio pode aumentar, mas a frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca e a press&#xE3;o arterial geralmente n&#xE3;o se alteram.</p> <p>Com taxas de infus&#xE3;o de 2 a 10 mcg/kg/min, a Dopamina estimula os receptores beta1 e alfa-adren&#xE9;rgicos. A estimula&#xE7;&#xE3;o beta1-adren&#xE9;rgica aumenta o d&#xE9;bito card&#xED;aco, que parcialmente antagoniza a vasoconstri&#xE7;&#xE3;o por est&#xED;mulo alfa-adren&#xE9;rgico. Em consequ&#xEA;ncia, ocorre aumento do d&#xE9;bito card&#xED;aco e discreto aumento da resist&#xEA;ncia vascular sist&#xEA;mica. Com doses acima de 2,5mcg/kg/min a Dopamina produz substancial aumento no t&#xF4;nus venoso e na press&#xE3;o venosa central.</p> <p>Com velocidade de infus&#xE3;o maior do que 10mcg/kg/min os efeitos alfa-adren&#xE9;rgicos da Dopamina predominam, o que resulta em vasoconstri&#xE7;&#xE3;o renal, mesent&#xE9;rica, arterial perif&#xE9;rica e venosa, com aumento expressivo da resist&#xEA;ncia vascular sist&#xEA;mica e pulmonar, com consequente aumento da pr&#xE9;-carga. Taxas de infus&#xE3;o superiores a 20mcg/kg/min produzem efeitos hemodin&#xE2;micos semelhantes aos da norepinefrina, predominando a estimula&#xE7;&#xE3;o de receptores alfa de Dopamina, causando vasoconstri&#xE7;&#xE3;o e prevalecendo os efeitos dopamin&#xE9;rgicos, revertendo a vasodilata&#xE7;&#xE3;o renal (diminui&#xE7;&#xE3;o do fluxo sangu&#xED;neo renal) e a natriurese. A a&#xE7;&#xE3;o inotr&#xF3;pica da Dopamina no cora&#xE7;&#xE3;o est&#xE1; associada com um menor efeito de acelera&#xE7;&#xE3;o card&#xED;aca e uma incid&#xEA;ncia mais baixa de arritmias.</p> <p>A Dopamina n&#xE3;o &#xE9; somente um precursor de epinefrina e uma causa da libera&#xE7;&#xE3;o de catecolaminas end&#xF3;genas, mas alguns dos seus efeitos cardiovasculares ocorrem pela estimula&#xE7;&#xE3;o dos receptores espec&#xED;ficos de Dopamina.</p> <p>Como ocorre com todos os agentes vasoativos, existe substancial variabilidade de resposta &#xE0; Dopamina, a qual &#xE9; ainda dependente do estado cl&#xED;nico do paciente quando da administra&#xE7;&#xE3;o do f&#xE1;rmaco. Assim, a dose da droga deve ser ajustada ao efeito hemodin&#xE2;mico desejado. A Dopamina aumenta o trabalho do mioc&#xE1;rdio sem aumentar compensatoriamente o fluxo coron&#xE1;rio. A despropor&#xE7;&#xE3;o entre oferta e consumo de oxig&#xEA;nio pode resultar em isquemia mioc&#xE1;rdica.</p> <h3>Propriedades Farmacocin&#xE9;ticas</h3> <p>O in&#xED;cio da atividade da Dopamina ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o intravenosa (efeito dopamin&#xE9;rgico) &#xE9; de 5 minutos e a dura&#xE7;&#xE3;o do efeito de uma dose &#xFA;nica &#xE9; de 10 minutos.</p> <p>A meia-vida de distribui&#xE7;&#xE3;o da Dopamina &#xE9; de 1,8 minutos, a uma taxa de infus&#xE3;o de 1 a 20mcg/kg/min por 1 a 6 dias (crian&#xE7;a de 3 meses a 13 anos) e o volume de distribui&#xE7;&#xE3;o aparente varia de 1,81 a 2,45 L/Kg.</p> <p>Em estudos com animais, comprovou-se que a Dopamina atravessa a barreira placent&#xE1;ria.</p> <p>Em crian&#xE7;as, cruza a barreira hematoencef&#xE1;lica, embora em adultos isto n&#xE3;o ocorra de forma significante.</p> <p>Setenta e cinco por cento de uma dose &#xE9; metabolizada no <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/figado/c\" target=\"_blank\">f&#xED;gado</a>, rins e plasma em &#xE1;cido homovan&#xED;lico inativo, e 25% &#xE9; metabolizada em epinefrina nas termina&#xE7;&#xF5;es nervosas adren&#xE9;rgicas.</p> <p>Parecem existir marcantes diferen&#xE7;as na taxa de degrada&#xE7;&#xE3;o metab&#xF3;lica da Dopamina ex&#xF3;gena em fun&#xE7;&#xE3;o da idade e da concentra&#xE7;&#xE3;o em crian&#xE7;as gravemente doentes, o que determina varia&#xE7;&#xF5;es interindividuais nas concentra&#xE7;&#xF5;es plasm&#xE1;ticas de equil&#xED;brio em pacientes recebendo taxas de infus&#xE3;o similares.</p> <p>Em queimados, o metabolismo encontra-se diminu&#xED;do e a utiliza&#xE7;&#xE3;o da Dopamina parece ser aumentada.</p> <p>Cerca de 80% do f&#xE1;rmaco &#xE9; excretado pela urina como &#xE1;cido homovan&#xED;lico e seus metab&#xF3;licos da epinefrina, em 24 horas; uma pequena parte &#xE9; excretada de forma inalterada.</p> <p>A meia-vida plasm&#xE1;tica foi de 2 minutos e a meia-vida de elimina&#xE7;&#xE3;o em crian&#xE7;as foi de 26 minutos e em lactentes, foi de 7 minutos.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Dopabane?

Conservar Dopabane® em temperatura ambiente entre 15oC e 30oC e protegido da luz.

Prazo de validade: 24 meses a partir da data de fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Conservação depois de aberto

Não guardar a ampola depois de aberta, consumir todo o conteúdo da ampola no momento de abertura da mesma.

Características do medicamento

Dopabane® apresenta-se na forma de solução injetável límpida, incolor à levemente amarelada e isenta de partículas visíveis.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Dizeres Legais do Dopabane

Reg. MS nº 1.1637.0120

Farm. Resp.:
Eliza Yukie Saito
CRF-SP n° 10.878

Fabricado por:
Blau Farmacêutica S.A.
CNPJ 58.430.828/0013-01
Rua Adherbal Stresser, 84
CEP 05566-000 – São Paulo – SP
Indústria Brasileira




Registrado por:
Blau Farmacêutica S.A.
CNPJ 58.430.828/0001-60
Rodovia Raposo Tavares Km 30,5 n° 2833 - Prédio 100
CEP 06705-030 – Cotia – SP
Indústria Brasileira




Venda sob prescrição médica.

Uso restrito a hospitais.

5mg/mL, caixa com 10 ampolas com 10mL de solução de uso intravenoso (embalagem hospitalar)

Princípio ativo
:
Dopamina
Classe Terapêutica
:
Agentes Cardíacos Dopaminérgicos
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Venda Sob Prescrição Médica)
Categoria
:
Sistema Cardiovascular (Circulação)
Especialidade
:
Cardiologia

Bula do medicamento

Dopabane, para o que é indicado e para o que serve?

O Dopabane® é indicado em caso de choque circulatório (como no choque séptico, choque cardiogênico e no infarto agudo do miocárdio, choque anafilático), na hipotensão severa (pressão baixa) na ausência de hipovolemia (hipovolemia é uma situação clínica na qual o volume de sangue no corpo está baixo) e na retenção hidrossalina de etiologia variada.

Como o Dopabane funciona?

{"tag":"hr","value":" <p>A <a href=\"https://consultaremedios.com.br/dopamina/bula\" target=\"_blank\">dopamina</a> &#xE9; um medicamento utilizado para melhorar a press&#xE3;o arterial, melhorar a for&#xE7;a de contra&#xE7;&#xE3;o do cora&#xE7;&#xE3;o e os batimentos card&#xED;acos em situa&#xE7;&#xF5;es de choque grave na qual a queda de press&#xE3;o arterial n&#xE3;o &#xE9; resolvida quando se administra apenas soro pela veia. Em caso de choque circulat&#xF3;rio a dopamina age estimulando as art&#xE9;rias a se contra&#xED;rem, aumentando assim a press&#xE3;o arterial. O tempo de in&#xED;cio de a&#xE7;&#xE3;o do medicamento &#xE9; de 5 minutos.</p> "}

Quais as contraindicações do Dopabane?

O cloridrato de dopamina não deve ser administrado a pacientes com feocromocitoma (tumor na glândula suprarrenal), ou com hipersensibilidade aos componentes da fórmula, hipertireoidismo (hiperfuncionamento da glândula tireóide), em presença de arritmias (taquiarritmias não tratadas ou de fibrilação ventricular).

Paciente idosos, crianças e outros grupos de risco

Em pacientes idosos, devem-se seguir as orientações gerais descritas na bula, porém é recomendável iniciar o tratamento utilizando-se a dose mínima.

A segurança, a eficácia e a dose adequada de Dopabane® não foram ainda estabelecidas para pacientes pediátricos. Contudo, existem relatos na literatura sobre o uso de dopamina em crianças só deverá ser indicado se os benefícios superarem os possíveis riscos. Deve-se sempre considerar que os efeitos da dopamina são dose-dependentes e que existe uma grande variabilidade entre pacientes.

Na insuficiência renal, o uso de dopamina deve ser limitado aos pacientes com adequado volume intravascular que não tenham débito urinário adequado após terem recebido diuréticos apropriados. A dopamina deve ser descontinuada se o paciente não responder à terapia. Caso a oligúria persista, a dopamina deve ser diminuída gradualmente nas 24 horas seguintes.

Em queimados, o metabolismo da dopamina parece ser alterado e a sua utilização parece estar aumentada.

Pacientes com hipertensão arterial respondem de forma intensa à dopamina, mesmo em doses baixas (2 mcg/kg/min). Seu uso pode determinar aumento significante na natriurese e na fração de excreção de sódio, assim como redução da pressão arterial com aumento da frequência cardíaca, ao contrário do que ocorre com pacientes normotensos.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Como usar o Dopabane?

A administração de Dopabane®&nbsp;deve ser limitada a profissionais treinados e em locais onde o adequado monitoramento do paciente seja possível.

O medicamento é de uso exclusivamente intravenoso (no interior das veias). O uso subcutâneo (embaixo da pele) ou intramuscular pode acarretar problemas locais e o produto é inativado quando ingerido por via oral.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Dopabane?

{"tag":"hr","value":" <p>Uma vez que este medicamento &#xE9; administrado por um profissional da sa&#xFA;de em ambiente hospitalar n&#xE3;o dever&#xE1; ocorrer esquecimento do seu uso.</p> <p><strong>Em caso de d&#xFA;vidas, procure orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico ou de seu m&#xE9;dico, ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> "}

Quais cuidados devo ter ao usar o Dopabane?

  • <li>O medicamento &#xE9; de uso exclusivamente intravenoso (no interior das veias). O uso subcut&#xE2;neo (embaixo da pele) ou intramuscular pode acarretar problemas locais e o produto &#xE9; inativado quando ingerido por via oral.</li> <li>O Dopabane<sup>&#xAE;</sup>&amp;nbsp;n&#xE3;o deve ser usado em casos de feocromocitoma (tumor na gl&#xE2;ndula suprarrenal), taquiarritmias (<a href="https://minutosaudavel.com.br/arritmia-cardiaca-o-que-e-sintomas-tratamento-tem-cura/" rel="noopener" target="_blank">arritmia card&#xED;aca</a> que se apresenta com batimentos acelerados) ventriculares ou supraventriculares.</li> <li>O Dopabane<sup>&#xAE;</sup>&amp;nbsp;aumenta a frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca e pode induzir o aparecimento ou agravar arritmias (ventriculares ou supraventriculares).</li> <li>Antes de usar Dopabane<sup>&#xAE;</sup>, as seguintes condi&#xE7;&#xF5;es devem ser corrigidas: hipovolemia (diminui&#xE7;&#xE3;o do volume sangu&#xED;neo), hip&#xF3;xia (redu&#xE7;&#xE3;o da concentra&#xE7;&#xE3;o de oxig&#xEA;nio no sangue), hipercapnia (aumento do g&#xE1;s carb&#xF4;nico no sangue) e acidose (excesso de &#xE1;cido nos flu&#xED;dos corp&#xF3;reos).</li> <li>N&#xE3;o se deve adicionar Dopabane<sup>&#xAE;</sup> a solu&#xE7;&#xF5;es alcalinas, como o <a href="https://consultaremedios.com.br/bicarbonato-de-sodio/bula" target="_blank">bicarbonato de s&#xF3;dio</a>, pois a subst&#xE2;ncia ativa ser&#xE1; inativada.</li> <li>Pacientes que estejam sendo medicados com IMAO dever&#xE3;o receber dosagens reduzidas de Dopabane<sup>&#xAE;</sup> porque a dopamina &#xE9; metabolizada pela MAO e a inibi&#xE7;&#xE3;o desta enzima prolonga e potencializa o efeito do Dopabane<sup>&#xAE;</sup>. A dose inicial, nestes casos, dever&#xE1; ser reduzida at&#xE9; a 1/10 da dose normal.</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/sistema-nervoso-central/antidepressivos/c" target="_blank">Antidepressivos</a> tric&#xED;clicos podem potencializar o efeito cardiovascular de Dopabane<sup>&#xAE;</sup>.</li> <li>A administra&#xE7;&#xE3;o concomitante de doses baixas de Dopabane<sup>&#xAE;</sup> e diur&#xE9;ticos pode aumentar o fluxo urin&#xE1;rio.</li> <li>O uso concomitante de vasopressores (como ergonovina) e algumas drogas ocit&#xF3;cicas podem resultar em hipertens&#xE3;o grave.</li> <li>Efeitos card&#xED;acos da dopamina s&#xE3;o antagonizados por bloqueadores beta-adren&#xE9;rgicos, tais como o <a href="https://consultaremedios.com.br/cloridrato-de-propranolol/bula" target="_blank">propranolol</a> e o metoprolol.</li> <li>A vasoconstri&#xE7;&#xE3;o perif&#xE9;rica causada por altas doses de dopamina &#xE9; antagonizada por bloqueadores alfa-adren&#xE9;rgicos.</li>

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Dopabane?

Não existem dados que suportem uma estimativa de frequência das reações adversas.

A frequência e a incidência dos eventos adversos não estão bem definidas devido às próprias condições para as quais o fármaco está indicado.

Sistema Cardiovascular

Arritmia ventricular (com doses muito elevadas), batimentos ectópicos, taquicardia, dor anginosa, palpitação, distúrbios da condução cardíaca, Complexo QRS alargado, bradicardia, hipotensão, hipertensão e vasoconstrição.

Sistema Respiratório

Dispneia.

Sistema Gastrointestinal

Náusea e vômito.

Sistema Metabólico / Nutricional

Azotemia.

Sistema Nervoso Central

Dor de cabeça e ansiedade.

Sistema dermatológico

Piloereção.

Outros

Gangrena das extremidades ocorreu quando doses moderadas a altas foram administradas por períodos prolongados ou em pacientes com doença vascular oclusiva recebendo baixas doses de dopamina. Os poucos casos de cianose periférica foram relatados. Informe seu médico sobre o aparecimento de reações desagradáveis. As mais frequentes são náuseas, vômitos, taquicardia, batimentos ectópicos, dor precordial, dispneia, cefaleia e vasoconstrição indicada por aumento desproporcional na pressão diastólica.

Efeitos desagradáveis incluindo náuseas, vômitos, taquicardia, batimentos ectópicos, dor precordial, dispneia, cefaleia e vasoconstrição indicada por aumento desproporcional na pressão diastólica. Ocasionalmente podem aparecer azotemia, bradicardia, anormalidades na condução cardíaca e piloereção. Pode ocorrer hipertensão associada a superdosagem. Uma vez que a dopamina é metabolizada pela MAO, a dose deve ser grandemente reduzida em pacientes recentemente tratados com substâncias que inibem esta enzima.

Em pacientes com distúrbios vasculares preexistentes, foram observadas alterações periféricas de tipo isquêmico com tendência à estase vascular e gangrena.

A meia-vida plasmática de Dopabane® é de cerca de 2 minutos, o que significa que eventuais efeitos colaterais podem ser controlados com a suspensão temporária ou definitiva da administração.

Os efeitos colaterais mais frequentes observados com a infusão intravenosa de Dopabane® foram batimentos ectópicos, taquicardia, dor anginosa, palpitações, hipotensão, vasoconstrição, náuseas e vômitos, cefaleia e dispneia, especialmente com o uso de altas doses. Ocasionalmente foram relacionadas bradicardia e condução cardíaca aberrante, piloereção e azotemia. Hipertensão arterial foi relatada no caso de superdose. A frequência e a incidência dos eventos adversos não estão bem definidas devido às próprias condições para as quais o fármaco está indicado.

De forma similar à norepinefrina, Dopabane® provoca descamação e necrose isquêmica tecidual superficial da pele se ocorrer extravasamento. Para antagonizar o efeito vasoconstritor de um eventual extravasamento podem ser infiltrados na área afetada 5 a 10 mg de fentolamina diluídos em 10 a 15 mL de solução salina fisiológica, minimizando o aparecimento da necrose e da descamação. A infusão de dopamina, mesmo em doses baixas, pode diminuir a concentração sérica de prolactina em pacientes graves.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

Qual a composição do Dopabane?

Cada mL da solução injetável contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:257px\"> <p style=\"text-align:center\">Cloridrato de dopamina</p> </td> <td style=\"width:219px\"> <p style=\"text-align:center\">5 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:257px\"> <p style=\"text-align:center\">Excipientes*q.s.p</p> </td> <td style=\"width:219px\"> <p style=\"text-align:center\">1 mL</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

*Cloreto de sódio, metabissulfito de sódio e água para injetáveis.

Apresentação do Dopabane

{"tag":"hr","value":" <p>Solu&#xE7;&#xE3;o injet&#xE1;vel contendo 5 mg de cloridrato de dopamina em cada mL. Embalagem contendo 10 ampolas de 10 mL.</p> <p><strong>Via de administra&#xE7;&#xE3;o: intravenosa.</strong></p> <p><strong>Uso adulto e pedi&#xE1;trico.</strong></p> "}

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Dopabane maior do que a recomendada?

No caso de administração acidental de uma superdose, evidenciada por uma excessiva elevação da pressão sanguínea, deve-se reduzir a velocidade de administração ou descontinuar temporariamente o Dopabane® até que as condições do paciente estabilizem-se. Como a duração de ação da dopamina é bastante curta, não há necessidade de cuidados adicionais. Caso estas medidas não estabilizem as condições do paciente, usar fentolamina, agente bloqueador alfaadrenérgico de curta duração, por via intravenosa.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Dopabane com outros remédios?

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Qual a ação da substância do Dopabane (Dopamina)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <p>A Dopamina &#xE9; um agonista adren&#xE9;rgico intravenoso que mimetiza a a&#xE7;&#xE3;o da Dopamina end&#xF3;gena. A Dopamina end&#xF3;gena &#xE9; um neurotransmissor e precursor metab&#xF3;lico da noradrenalina e da adrenalina. Os efeitos hemodin&#xE2;micos da Dopamina s&#xE3;o dose-dependente. A Dopamina tem v&#xE1;rios usos cl&#xED;nicos devido &#xE0; sua a&#xE7;&#xE3;o inotr&#xF3;pica, cronotr&#xF3;pica e vasopressora.</p> <p>Em doses baixas, dilata os vasos sangu&#xED;neos renais e mesent&#xE9;ricos, atrav&#xE9;s da estimula&#xE7;&#xE3;o de receptores dopamin&#xE9;rgicos espec&#xED;ficos, melhorando o fluxo sangu&#xED;neo renal e mesent&#xE9;rico e a excre&#xE7;&#xE3;o de s&#xF3;dio. Em doses mais elevadas, a Dopamina estimula os receptores &#x3B2;-adren&#xE9;rgicos do mioc&#xE1;rdio, enquanto que em doses ainda mais elevadas estimula os receptores &#x3B1;-adren&#xE9;rgicos e eleva a press&#xE3;o arterial.</p> <p>A Dopamina apresenta vantagens quando comparada &#xE0; noradrenalina: aumenta o d&#xE9;bito card&#xED;aco, o fluxo sangu&#xED;neo global, o fluxo sangu&#xED;neo renal e hepatoespl&#xE2;ncnico.</p> <p>A Dopamina &#xE9; o agente vasopressor de primeira linha recomendado para o tratamento do choque s&#xE9;ptico. Em pacientes com sinais cl&#xED;nicos de choque e hipotens&#xE3;o n&#xE3;o responsivos &#xE0; reposi&#xE7;&#xE3;o vol&#xEA;mica agressiva inicial, a Dopamina &#xE9; o agente de primeira linha para o aumento da press&#xE3;o arterial. A cateteriza&#xE7;&#xE3;o da art&#xE9;ria pulmonar &#xE9; &#xFA;til para orientar a terapia.</p> <p>Estudos cl&#xED;nicos evidenciaram que a Dopamina elevou a press&#xE3;o arterial m&#xE9;dia em 24% dos pacientes s&#xE9;pticos que permaneciam hipotensos ap&#xF3;s expans&#xE3;o vol&#xEA;mica. A Dopamina elevou a press&#xE3;o arterial m&#xE9;dia e d&#xE9;bito card&#xED;aco devido ao aumento do volume sist&#xF3;lico e em menor influ&#xEA;ncia na frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca. A dose m&#xE9;dia de Dopamina necess&#xE1;ria para a restaura&#xE7;&#xE3;o da press&#xE3;o arterial foi de 15 mcg/kg/min.</p> <p>Durante a ressuscita&#xE7;&#xE3;o cardiopulmonar, a Dopamina pode ser usada para tratar hipotens&#xE3;o arterial, principalmente quando ele &#xE9; associado com bradicardia sintom&#xE1;tica ou ap&#xF3;s o retorno da circula&#xE7;&#xE3;o espont&#xE2;nea.</p> <p>V&#xE1;rios estudos sugerem que a Dopamina parenteral dado de forma intermitente ou cont&#xED;nua melhora a sintomatologia de pacientes cuidadosamente selecionados com insufici&#xEA;ncia card&#xED;aca sintom&#xE1;tica grave e avan&#xE7;ada.</p> <p>A Dopamina apresenta indica&#xE7;&#xE3;o de uso no choque anafil&#xE1;tico em decorr&#xEA;ncia do aumento de permeabilidade vascular, vasodlilata&#xE7;&#xE3;o e hipotens&#xE3;o. A dose recomendada &#xE9; de 2 a 20 mcg/kg/minuto.</p> <p>Embora infus&#xF5;es de Dopamina em dose baixa dilatem arter&#xED;olas renais e aumentam o fluxo sangu&#xED;neo renal e taxa de filtra&#xE7;&#xE3;o glomerular, estudos cl&#xED;nicos n&#xE3;o demonstram que a Dopamina &#xE9; eficaz no tratamento da insufici&#xEA;ncia renal aguda olig&#xFA;rica.</p> <p>O uso rotineiro da Dopamina em baixa dose para o tratamento ou preven&#xE7;&#xE3;o de insufici&#xEA;ncia renal aguda n&#xE3;o &#xE9; mais recomendado.</p> <p>Al&#xE9;m disso, as evid&#xEA;ncias de ensaios cl&#xED;nicos recentes demonstram que Dopamina em dose baixa n&#xE3;o impede a insufici&#xEA;ncia renal aguda em pacientes criticamente doentes com disfun&#xE7;&#xE3;o renal inicial.</p> <h3>Reten&#xE7;&#xE3;o hidrossalina de etiologia variada</h3> <p>&amp;nbsp;Diversos estudos demonstraram um aumento significativo da diurese natriur&#xE9;tica com o uso de baixas doses de Dopamina.</p> <p>A Dopamina tamb&#xE9;m estimula receptores dopamin&#xE9;rgicos. Este est&#xED;mulo resulta em aumento da perfus&#xE3;o espl&#xE2;ncnica e renal facilitando a resolu&#xE7;&#xE3;o do <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-edema-pulmonar-causas-sintomas-tratamento-tem-cura/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">edema pulmonar</a>.</p> <p>Doses baixas de Dopamina produzem um aumento do d&#xE9;bito urin&#xE1;rio em pacientes cr&#xED;ticos de terapia intensiva euvol&#xEA;micos e olig&#xFA;ricos.</p> <h3>Preparo pr&#xE9;-operat&#xF3;rio de pacientes de alto risco</h3> <p>As diretrizes do Surviving sepsis campaign 2008 recomendam que baixas doses de Dopamina n&#xE3;o devam ser utilizadas para prote&#xE7;&#xE3;o renal.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">Vincent JL, Biston P, Devriendt J, Brasseur A, De Backer D. Dopamine versus norepinephrine: is one better? Minerva Anestesiol. 2009 May;75(5):333-7.<br> Beale RJ, Hollenberg SM, Vincent JL, et al. 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A solu&#xE7;&#xE3;o injet&#xE1;vel &#xE9; incolor ou levemente amarelada.</p> <p>A Dopamina &#xE9; um agente simpaticomim&#xE9;tico formado normalmente no organismo pela descarboxila&#xE7;&#xE3;o da levodopa, sendo tanto um neurotransmissor (principalmente no c&#xE9;rebro), como um precursor qu&#xED;mico da norepinefrina.</p> <p>Apresenta caracter&#xED;sticas distintas das demais catecolaminas uma vez que, ao contr&#xE1;rio da norepinefrina, <a href=\"https://consultaremedios.com.br/epinefrina/bula\" target=\"_blank\">epinefrina</a> e isoproterenol, a Dopamina aumenta o fluxo sangu&#xED;neo para o rim em baixas doses, mas n&#xE3;o aumenta a frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca nem a press&#xE3;o arterial sist&#xEA;mica. No homem normal, a infus&#xE3;o da Dopamina diminui a resist&#xEA;ncia perif&#xE9;rica e causa vasodilata&#xE7;&#xE3;o mesent&#xE9;rica e renal.</p> <p>O fluxo sangu&#xED;neo renal, a taxa de filtra&#xE7;&#xE3;o glomerular, o fluxo urin&#xE1;rio e a excre&#xE7;&#xE3;o de s&#xF3;dio s&#xE3;o aumentados. A Dopamina tamb&#xE9;m tem efeito direto sobre o cora&#xE7;&#xE3;o: o d&#xE9;bito card&#xED;aco diminui, mas existe frequentemente pequena altera&#xE7;&#xE3;o na press&#xE3;o arterial ou na frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca. Os maiores efeitos cardiovasculares s&#xE3;o resultado da a&#xE7;&#xE3;o desta subst&#xE2;ncia sobre os receptores adren&#xE9;rgicos alfa e beta e sobre&amp;nbsp;os receptores dopam&#xED;nicos espec&#xED;ficos nos vasos renais e mesent&#xE9;ricos; a vasodilata&#xE7;&#xE3;o renal e mesent&#xE9;rica n&#xE3;o &#xE9; bloqueada por subst&#xE2;ncias bloqueadoras alfa e beta.</p> <h3>Propriedades Farmacodin&#xE2;micas</h3> <p>A Dopamina &#xE9; um agente adren&#xE9;rgico precursor da norepinefrina que estimula receptores dopamin&#xE9;rgicos, beta1-adren&#xE9;rgicos e alfa-adren&#xE9;rgicos, dependendo da dose utilizada. Doses baixas de Dopamina (0,5 a 2mcg/kg/min) estimulam os receptores dopamin&#xE9;rgicos a provocar vasodilata&#xE7;&#xE3;o cerebral, renal e mesent&#xE9;rica, mas o t&#xF4;nus venoso &#xE9; aumentado em decorr&#xEA;ncia da estimula&#xE7;&#xE3;o alfa-adren&#xE9;rgica.</p> <p>O d&#xE9;bito urin&#xE1;rio pode aumentar, mas a frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca e a press&#xE3;o arterial geralmente n&#xE3;o se alteram.</p> <p>Com taxas de infus&#xE3;o de 2 a 10 mcg/kg/min, a Dopamina estimula os receptores beta1 e alfa-adren&#xE9;rgicos. A estimula&#xE7;&#xE3;o beta1-adren&#xE9;rgica aumenta o d&#xE9;bito card&#xED;aco, que parcialmente antagoniza a vasoconstri&#xE7;&#xE3;o por est&#xED;mulo alfa-adren&#xE9;rgico. Em consequ&#xEA;ncia, ocorre aumento do d&#xE9;bito card&#xED;aco e discreto aumento da resist&#xEA;ncia vascular sist&#xEA;mica. Com doses acima de 2,5mcg/kg/min a Dopamina produz substancial aumento no t&#xF4;nus venoso e na press&#xE3;o venosa central.</p> <p>Com velocidade de infus&#xE3;o maior do que 10mcg/kg/min os efeitos alfa-adren&#xE9;rgicos da Dopamina predominam, o que resulta em vasoconstri&#xE7;&#xE3;o renal, mesent&#xE9;rica, arterial perif&#xE9;rica e venosa, com aumento expressivo da resist&#xEA;ncia vascular sist&#xEA;mica e pulmonar, com consequente aumento da pr&#xE9;-carga. Taxas de infus&#xE3;o superiores a 20mcg/kg/min produzem efeitos hemodin&#xE2;micos semelhantes aos da norepinefrina, predominando a estimula&#xE7;&#xE3;o de receptores alfa de Dopamina, causando vasoconstri&#xE7;&#xE3;o e prevalecendo os efeitos dopamin&#xE9;rgicos, revertendo a vasodilata&#xE7;&#xE3;o renal (diminui&#xE7;&#xE3;o do fluxo sangu&#xED;neo renal) e a natriurese. A a&#xE7;&#xE3;o inotr&#xF3;pica da Dopamina no cora&#xE7;&#xE3;o est&#xE1; associada com um menor efeito de acelera&#xE7;&#xE3;o card&#xED;aca e uma incid&#xEA;ncia mais baixa de arritmias.</p> <p>A Dopamina n&#xE3;o &#xE9; somente um precursor de epinefrina e uma causa da libera&#xE7;&#xE3;o de catecolaminas end&#xF3;genas, mas alguns dos seus efeitos cardiovasculares ocorrem pela estimula&#xE7;&#xE3;o dos receptores espec&#xED;ficos de Dopamina.</p> <p>Como ocorre com todos os agentes vasoativos, existe substancial variabilidade de resposta &#xE0; Dopamina, a qual &#xE9; ainda dependente do estado cl&#xED;nico do paciente quando da administra&#xE7;&#xE3;o do f&#xE1;rmaco. Assim, a dose da droga deve ser ajustada ao efeito hemodin&#xE2;mico desejado. A Dopamina aumenta o trabalho do mioc&#xE1;rdio sem aumentar compensatoriamente o fluxo coron&#xE1;rio. A despropor&#xE7;&#xE3;o entre oferta e consumo de oxig&#xEA;nio pode resultar em isquemia mioc&#xE1;rdica.</p> <h3>Propriedades Farmacocin&#xE9;ticas</h3> <p>O in&#xED;cio da atividade da Dopamina ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o intravenosa (efeito dopamin&#xE9;rgico) &#xE9; de 5 minutos e a dura&#xE7;&#xE3;o do efeito de uma dose &#xFA;nica &#xE9; de 10 minutos.</p> <p>A meia-vida de distribui&#xE7;&#xE3;o da Dopamina &#xE9; de 1,8 minutos, a uma taxa de infus&#xE3;o de 1 a 20mcg/kg/min por 1 a 6 dias (crian&#xE7;a de 3 meses a 13 anos) e o volume de distribui&#xE7;&#xE3;o aparente varia de 1,81 a 2,45 L/Kg.</p> <p>Em estudos com animais, comprovou-se que a Dopamina atravessa a barreira placent&#xE1;ria.</p> <p>Em crian&#xE7;as, cruza a barreira hematoencef&#xE1;lica, embora em adultos isto n&#xE3;o ocorra de forma significante.</p> <p>Setenta e cinco por cento de uma dose &#xE9; metabolizada no <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/figado/c\" target=\"_blank\">f&#xED;gado</a>, rins e plasma em &#xE1;cido homovan&#xED;lico inativo, e 25% &#xE9; metabolizada em epinefrina nas termina&#xE7;&#xF5;es nervosas adren&#xE9;rgicas.</p> <p>Parecem existir marcantes diferen&#xE7;as na taxa de degrada&#xE7;&#xE3;o metab&#xF3;lica da Dopamina ex&#xF3;gena em fun&#xE7;&#xE3;o da idade e da concentra&#xE7;&#xE3;o em crian&#xE7;as gravemente doentes, o que determina varia&#xE7;&#xF5;es interindividuais nas concentra&#xE7;&#xF5;es plasm&#xE1;ticas de equil&#xED;brio em pacientes recebendo taxas de infus&#xE3;o similares.</p> <p>Em queimados, o metabolismo encontra-se diminu&#xED;do e a utiliza&#xE7;&#xE3;o da Dopamina parece ser aumentada.</p> <p>Cerca de 80% do f&#xE1;rmaco &#xE9; excretado pela urina como &#xE1;cido homovan&#xED;lico e seus metab&#xF3;licos da epinefrina, em 24 horas; uma pequena parte &#xE9; excretada de forma inalterada.</p> <p>A meia-vida plasm&#xE1;tica foi de 2 minutos e a meia-vida de elimina&#xE7;&#xE3;o em crian&#xE7;as foi de 26 minutos e em lactentes, foi de 7 minutos.</p> </hr>"}

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