Blau Succitrat

100mg, caixa com 100 frascos-ampola com pó para solução de uso intravenoso ou intramuscular (embalagem hospitalar)

Princípio ativo
:
Cloreto De Suxametônio
Classe Terapêutica
:
Relaxante Muscular De Ação Periférica
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Dispensação Sob Prescrição Médica Restrito a Hospitais)
Categoria
:
Anestésicos
Especialidade
:
Anestesiologia

Bula do medicamento

Succitrat, para o que é indicado e para o que serve?

Succitrat® apresenta, como componente ativo, o cloreto de suxametônio, o qual atua como relaxante muscular de ação ultrarrápida para administração intravenosa. É indicado como adjuvante da anestesia geral, para facilitar a intubação traqueal e proporcionar relaxamento do músculo esquelético durante a cirurgia ou ventilação mecânica.

Quais as contraindicações do Succitrat?

Este medicamento é contraindicado para pacientes com história pessoal ou familiar de hipertermia maligna (doença muscular hereditária latente, potencialmente grave, caracterizada por resposta hipermetabólica após exposição a este medicamento), miopatias (doenças musculares) da musculatura esquelética e conhecida hipersensibilidade aos componentes da fórmula. Também é contraindicado em casos de queimaduras graves, doença neuromuscular degenerativa ou distrófica (doença que altera a composição do tecido neuromuscular e resulta na perda de características originais), paraplegia (perda da capacidade de realizar movimentos devido à ausência de força muscular das pernas), doença na medula espinhal ou trauma múltiplo, uma vez que o suxametônio pode provocar uma hipercalemia (aumento na concentração de potássio no sangue) severa que pode resultar em parada cardíaca. O risco da hipercalemia nesses pacientes aumenta com o tempo e depende da extensão e localização da patologia e atinge seu pico em 7 a 10 dias após ocorrer a patologia. O tempo exato para início e a duração do período de risco não são conhecidos.

Como usar o Succitrat?

Preparar uma solução inicial, adicionando-se ao frasco ampola 2 mL a 10 mL de diluente, obtendo-se uma concentração de: 

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:184px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Cloreto de suxamet&#xF4;nio</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:221px\"><strong>Concentra&#xE7;&#xE3;o ap&#xF3;s reconstitui&#xE7;&#xE3;o em 2 mL</strong></td> <td style=\"width:194px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Concentra&#xE7;&#xE3;o ap&#xF3;s reconstitui&#xE7;&#xE3;o em 10 mL</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:184px\"> <p style=\"text-align:center\">100 mg</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:221px\">50 mg/mL</td> <td style=\"width:194px\"> <p style=\"text-align:center\">10 mg/mL</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:184px\"> <p style=\"text-align:center\">500 mg</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:221px\">250 mg/mL</td> <td style=\"width:194px\"> <p style=\"text-align:center\">50 mg/mL</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

A seguir, as soluções diluídas podem ser preparadas de modo que a concentração final seja de 1 a 2 mg/mL.

Compatibilidade e diluentes

O suxametônio é ácido (pH 3,5) e não deve ser misturado com soluções alcalinas que possuem um pH maior que 8,5 (por exemplo, soluções barbitúricas). Soluções diluídas contendo 1 a 2 mg/mL podem ser preparadas pela adição de 1 g de suxametônio em 500 mL ou 1.000 mL de solução estéril, por exemplo, dextrose 5% ou cloreto de sódio 0,9%.

Soluções diluídas de suxametônio devem ser usadas dentro de 24 horas após a sua preparação. Técnicas assépticas devem ser usadas na preparação da diluição. As soluções de suxametônio devem ser preparadas para o uso de um único paciente. A porção não utilizada da solução diluída de suxametônio deve ser descartada.

Posologia do&nbsp;Succitrat

{"tag":"hr","value":" <p>A posologia do suxamet&#xF4;nio deve ser individualizada e determinada pelo m&#xE9;dico, ap&#xF3;s cuidadosa avalia&#xE7;&#xE3;o do paciente.</p> <h3>Adultos</h3> <h4>Procedimentos cir&#xFA;rgicos curtos</h4> <p>A dose m&#xE9;dia necess&#xE1;ria para produzir o bloqueio neuromuscular e para facilitar a intuba&#xE7;&#xE3;o traqueal &#xE9; de 0,6 mg de suxamet&#xF4;nio por kg de peso administrada por via intravenosa. A dose &#xF3;tima varia de indiv&#xED;duo para indiv&#xED;duo e pode ser de 0,3 a 1,1 mg/kg para adultos. Ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o de doses nesse intervalo, o bloqueio se desenvolve em cerca de 1 minuto; o bloqueio m&#xE1;ximo persiste por 2 minutos e a recupera&#xE7;&#xE3;o ocorre dentro de 4 a 6 minutos. Doses muito maiores podem resultar em bloqueios mais prolongados. Uma dose teste de 5 ou 10 mg pode ser usada para determinar a sensibilidade do paciente e o tempo de recupera&#xE7;&#xE3;o individual.</p> <h4>Procedimentos cir&#xFA;rgicos prolongados</h4> <p>A dose de suxamet&#xF4;nio administrada por infus&#xE3;o depende da dura&#xE7;&#xE3;o do procedimento e do relaxamento muscular necess&#xE1;rio. A dose m&#xE9;dia para um adulto varia entre 2,5 mg e 4,3 mg por minuto.</p> <p>As solu&#xE7;&#xF5;es contendo de 1 a 2 mg/mL de suxamet&#xF4;nio t&#xEA;m sido usadas comumente para infus&#xE3;o cont&#xED;nua. A solu&#xE7;&#xE3;o mais dilu&#xED;da (1 mg/mL) &#xE9;, provavelmente, a preferida pela facilidade do controle da velocidade de administra&#xE7;&#xE3;o e, por isso, do relaxamento. Esta solu&#xE7;&#xE3;o IV contendo 1 mg/mL pode ser administrada a uma velocidade de 0,5 mg (0,5 mL) a 10 mg (10 mL) por minuto para obter o grau de relaxamento necess&#xE1;rio. A quantidade necess&#xE1;ria por minuto ir&#xE1; depender da resposta individual e do grau de relaxamento necess&#xE1;rio.</p> <p>Deve-se evitar a sobrecarga da circula&#xE7;&#xE3;o com o uso de grande volume de fluidos. &#xC9; recomendado que a fun&#xE7;&#xE3;o neuromuscular seja cuidadosamente monitorada com um estimulante do nervo perif&#xE9;rico durante o uso do suxamet&#xF4;nio por infus&#xE3;o com o intuito de evitar a overdose, detectar o desenvolvimento de bloqueio de fase II, acompanhar o grau de recupera&#xE7;&#xE3;o e avaliar os efeitos dos agentes de revers&#xE3;o. Inje&#xE7;&#xF5;es IV intermitentes do suxamet&#xF4;nio podem tamb&#xE9;m ser usadas para produzir o relaxamento muscular em procedimentos prolongados. Uma inje&#xE7;&#xE3;o IV de 0,3 mg/kg a 1,1 mg/kg pode ser aplicada inicialmente, seguida, em intervalos apropriados, de outras inje&#xE7;&#xF5;es de 0,04 mg/kg a 0,07 mg/kg para manter o grau de relaxamento adequado.</p> <h3>Crian&#xE7;as</h3> <p>Para intuba&#xE7;&#xE3;o traqueal de emerg&#xEA;ncia ou em casos em que a imediata garantia das vias respirat&#xF3;rias for necess&#xE1;ria, a dose IV do suxamet&#xF4;nio &#xE9; de 2 mg/kg para crian&#xE7;as pequenas; para crian&#xE7;as maiores e adolescentes, a dose &#xE9; de 1 mg/kg. Raramente, a administra&#xE7;&#xE3;o de bolus IV de suxamet&#xF4;nio em crian&#xE7;as pode resultar em arritmia ventricular maligna e parada card&#xED;aca por <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/rabdomiolise/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">rabdomi&#xF3;lise</a> com hipercalemia. Nesses casos, deve-se suspeitar de uma miopatia subjacente. A administra&#xE7;&#xE3;o de bolus IV em crian&#xE7;as pode resultar em bradicardia profunda ou, raramente, assistolia. A administra&#xE7;&#xE3;o de suxamet&#xF4;nio por infus&#xE3;o intravenosa cont&#xED;nua n&#xE3;o &#xE9; considerada segura em neonatos e crian&#xE7;as devido ao risco de hipertermia maligna.</p> <h3>Uso intramuscular</h3> <p>Se necess&#xE1;rio, o suxamet&#xF4;nio pode ser administrado por via intramuscular quando um vaso adequado estiver inacess&#xED;vel. Uma dose de at&#xE9; 3 a 4 mg/kg pode ser dada, mas n&#xE3;o mais do que 150 mg da dose total deve ser administrada por essa via. O in&#xED;cio da a&#xE7;&#xE3;o do suxamet&#xF4;nio administrado por via intramuscular &#xE9; normalmente observado em cerca de 2 a 3 minutos.</p> <p><strong>Siga a orienta&#xE7;&#xE3;o de seu m&#xE9;dico, respeitando sempre os hor&#xE1;rios, as doses e a dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento.</strong></p> <p><strong>N&#xE3;o interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu m&#xE9;dico</strong></p> "}

Como o Succitrat funciona?

Succitrat® (cloreto de suxametônio) produz paralisia do músculo esquelético pelo bloqueio da transmissão em determinados neurônios (células que compõem o sistema nervoso).

Quais cuidados devo ter ao usar o Succitrat?

Gerais

O suxametônio pode ser usado somente nos casos indicados no controle da respiração artificial e somente quando houver capacidade para instituir respiração por intubação traqueal e para garantir adequada ventilação no paciente, incluindo a administração de oxigênio sobre pressão positiva e eliminação do dióxido de carbono. O médico deve estar preparado para auxiliar e controlar a respiração.

Para evitar o desconforto do paciente, o suxametônio não deve ser administrado antes da indução de inconsciência. Entretanto, em casos de emergência, a administração do suxametônio antes da indução da inconsciência pode ser necessária. O suxametônio é metabolizado (degradado) pela colinesterase sanguínea (enzima presente no sangue) e deve ser usado com cautela em pacientes que se sabe ou suspeitos de serem homozigotos para gene colinesterase plasmático atípico.

Anafilaxia

Foram relatadas reações anafiláticas severas a agentes bloqueadores neuromusculares. Devido à potencial gravidade dessas reações, precauções necessárias devem ser tomadas, como a disponibilidade imediata do tratamento de emergência adequado. Em pacientes que tiveram reações anafiláticas a outros agentes bloqueadores neuromusculares também deve-se ter um cuidado especial, uma vez que a reatividade cruzada entre agentes bloqueadores neuromusculares, tanto despolarizantes quanto não despolarizantes, foi relatada nessa classe de medicamentos.

Hipercalemia

O suxametônio deve ser administrado com grande atenção nos pacientes sofrendo de desequilíbrio eletrolítico (desequilíbrio de íons presentes no sangue, como por exemplo: íons sódio e potássio) e que podem estar com toxicidade digitálica maciça (intoxicação causada pelo uso de medicamentos da classe dos digitálicos, como por exemplo: digoxina e digitoxina), porque, nessas condições, o suxametônio pode induzir arritmia cardíaca grave (anormalidade no sistema elétrico do coração, responsável pelo número de batimentos) ou parada cardíaca devido à hipocalemia (baixa concentração de potássio no sangue). Pacientes com infecção abdominal crônica, hemorragia subaracnoide (extravasamento de sangue no cérebro) ou condições que causam a degeneração do sistema nervoso central e periférico, devem receber o suxametônio com grande cautela devido à possibilidade de ocorrer hipercalemia (altas concentrações de potássio no sangue) severa.

Hipertermia maligna

A administração de suxametônio tem sido associada com hipertermia maligna aguda, um estado metabólico potencialmente fatal do músculo esquelético. O risco de ocorrer hipertermia maligna ao suxametônio aumenta com a administração concomitante de anestésicos voláteis. A hipertermia maligna frequentemente se apresenta como espasmo intratável dos músculos da mandíbula, que pode progredir para rigidez generalizada, aumento da demanda de oxigênio, taquicardia, taquipneia e hiperpirexia profunda.

O resultado bem-sucedido depende do reconhecimento de sinais precoces, como espasmo do músculo mandibular, acidose ou rigidez generalizada, à administração inicial de suxametônio para intubação traqueal ou falha da taquicardia em responder ao aprofundamento da anestesia. Manchas na pele, aumento da temperatura e coagulopatias podem ocorrer mais tarde no decorrer do processo hipermetabólico. O reconhecimento da síndrome é um sinal para descontinuar a anestesia, atentar para o aumento do consumo de oxigênio, correção da acidose, garantir a circulação, garantir a produção adequada de urina e instituir medidas de controle do aumento da temperatura.

A monitoração contínua da temperatura e do volume de CO2 expirado é recomendada para auxiliar no reconhecimento precoce da hipertermia maligna.

Bradicardia

Em crianças e adultos, a incidência da bradicardia (diminuição dos batimentos cardíacos), que pode progredir para assistolia, é maior após a segunda dose de suxametônio. A incidência e a severidade da bradicardia são maiores nas crianças do que nos adultos. O tratamento prévio com anticolinérgicos (por exemplo, atropina) pode reduzir a ocorrência de bradiarritmias.

Pressão intraocular

O suxametônio provoca aumento da pressão intraocular. Não deve ser usado em casos em que o aumento da pressão intraocular é indesejado (por exemplo, glaucoma de ângulo fechado, ferimentos penetrantes no olho), a menos que os benefícios justifiquem os riscos potenciais.

Mistura com outras substâncias

O suxametônio é ácido (pH=3,5) e não deve ser misturado com soluções alcalinas cujo pH seja maior que 8,5 (por exemplo, soluções com barbitúricos).

O suxametônio deve ser usado com cautela em pacientes com fraturas ou espasmos (contrações involuntárias) musculares devido à fasciculação muscular (pequenas contrações de diferentes grupos musculares de forma alternada e repetitiva) inicial que pode causar trauma adicional.

O suxametônio pode causar um aumento transitório na pressão intracraniana; entretanto, a indução anestésica adequada antes da administração do suxametônio irá minimizar este efeito.

O suxametônio pode aumentar a pressão intragástrica que pode resultar em regurgitação (refluxo) e possível aspiração do conteúdo estomacal.

O bloqueio neuromuscular pode ser prolongado em pacientes com hipocalemia ou hipocalcemia (baixas concentrações de cálcio no sangue).

Atividade reduzida da colinesterase plasmática

O suxametônio deve ser usado com cuidado em pacientes com atividade reduzida da colinesterase plasmática (pseudocolinesterase). A possibilidade do prolongamento do bloqueio neuromuscular após administração do suxametônio deve ser considerada em cada paciente. A atividade da colinesterase plasmática pode estar diminuída na presença de anormalidades genéticas da colinesterase plasmática (por exemplo, pacientes heterozigotos ou homozigotos para o gene da colinesterase plasmática atípica), gravidez, doenças hepática ou renal severas, tumores malignos, infecções, queimaduras, anemia, descompensação cardíaca, úlcera péptica ou mixedema (inchaço e degeneração dos tecidos da pele). A atividade da colinesterase plasmática também pode ser diminuída pela administração crônica dos contraceptivos orais, glicocorticoides ou certos inibidores da MAO e por inibidores irreversíveis da colinesterase plasmática (por exemplo, inseticidas organofosforados e certas drogas antineoplásicas).

Pacientes homozigotos para o gene da colinesterase plasmática atípica (1 em cada 2.500 pacientes) são extremamente sensíveis ao bloqueio neuromuscular do suxametônio (1 mg/mL) por infusão intravenosa lenta.

Apneia (parada respiratória transitória) ou paralisia muscular prolongada devem ser tratadas com respiração controlada.

Gravidez

Não se sabe se o suxametônio pode causar danos fetais quando administrado a mulheres grávidas. O suxametônio só pode ser dado a gestantes quando absolutamente necessário. Entretanto, o suxametônio é normalmente usado para produzir relaxamento muscular durante o parto por cesariana. Sabe-se que, em pequenas quantidades, o suxametônio atravessa a barreira placentária; em condições normais, a quantidade da droga que entra na circulação fetal após uma única dose de 1 mg/kg administrada à mãe não deve causar danos ao feto. Uma vez que a quantidade da droga que atravessa a barreira placentária é dependente do gradiente de concentração entre a circulação maternal e fetal, pode ocorrer bloqueio neuromuscular residual (apneia ou flacidez) ao recém-nascido após altas doses repetidas ou na presença de colinesterase plasmática atípica na mãe.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Amamentação

Não se sabe se o suxametônio é excretado no leite materno. A administração de suxametônio em lactantes (mulheres que estão amamentando) deve ser feita com cautela.

Efeitos não estrogênicos

Os níveis de colinesterase plasmática estão diminuídos em aproximadamente 24% durante a gravidez e por vários dias após o parto. Portanto, pode-se esperar que uma proporção maior de pacientes apresente maior sensibilidade (apneia prolongada) ao suxametônio quando grávida do que quando não grávida.

Carcinogênese, mutagênese, prejuízo da fertilidade

Não foram realizados estudos de longo prazo em animais para avaliar o potencial carcinogênico.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Succitrat?

As reações adversas do suxametônio consistem inicialmente no prolongamento de efeitos farmacológicos. O suxametônio causa relaxamento muscular profundo, resultando em depressão respiratória profunda a ponto de apneia; este efeito pode ser prolongado. As reações de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia (reação alérgica), raramente ocorrem.

As seguintes reações adversas adicionais têm sido reportadas:

  • <li>Parada card&#xED;aca;</li> <li>Hipertermia maligna;</li> <li>Arritmia;</li> <li>Bradicardia;</li> <li>Taquicardia (aumento dos batimentos card&#xED;acos);</li> <li>Hipertens&#xE3;o (aumento da press&#xE3;o arterial);</li> <li><a href="https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-hipotensao-pressao-baixa-sintomas-na-gravidez-e-mais/" rel="noopener" target="_blank">Hipotens&#xE3;o</a> (diminui&#xE7;&#xE3;o da press&#xE3;o arterial);</li> <li>Hipercalemia;</li> <li>Depress&#xE3;o respirat&#xF3;ria prolongada ou apneia;</li> <li>Aumento da press&#xE3;o intraocular;</li> <li>Fascicula&#xE7;&#xE3;o muscular;</li> <li>Rigidez maxilar;</li> <li>Dor muscular p&#xF3;s-operat&#xF3;ria;</li> <li>Rabdomi&#xF3;lise com poss&#xED;vel fal&#xEA;ncia renal aguda;</li> <li>Mioglobin&#xFA;ria (elimina&#xE7;&#xE3;o da prote&#xED;na mioglobina na urina);</li> <li>Saliva&#xE7;&#xE3;o excessiva e<em> rash</em> (vermelhid&#xE3;o na pele).</li>

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.

Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

População Especial

Pediatria

Existem raros relatos de disritmia ventricular (perturbação do ritmo do coração) e parada cardíaca secundárias à rabdomiólise (quebra rápida do músculo esquelético) com hipercalemia em crianças aparentemente saudáveis que receberam suxametônio. Descobriu-se que muitas dessas crianças tinham uma miopatia do&nbsp;músculo esquelético, como a distrofia muscular de Duchenne, cujos sinais clínicos não eram óbvios. A síndrome geralmente se apresenta como parada cardíaca súbita em poucos minutos após a administração de suxametônio. Estas crianças são, geralmente, mas não exclusivamente, do sexo masculino e, mais frequentemente, com 8 anos de idade ou menos. Existem relatos também em adolescentes. Muitas dessas crianças apresentaram, posteriormente, miopatia do músculo esquelético. Existem relatos também em adolescentes.

Podem não haver sinais ou sintomas para indicar ao médico quais são os pacientes de risco. Uma vez que é difícil identificar quais são os pacientes de risco, é recomendado que o uso do suxametônio em crianças seja reservado para intubação de emergência ou situações em que a imediata garantia das vias respiratórias for necessária, por exemplo, laringoespasmo (contração involuntária do músculo da laringe), dificuldades respiratórias, ou para uso intramuscular quando um vaso adequado for inacessível.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Succitrat?

Seu médico saberá como proceder no caso de esquecimento de aplicação de dose.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Qual a composição do Succitrat?

Cada frasco-ampola de 100 mg contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:252px\"> <p style=\"text-align:center\">Cloreto de suxamet&#xF4;nio</p> </td> <td style=\"width:253px\"> <p style=\"text-align:center\">100 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Cada frasco-ampola de 500 mg contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:252px\"> <p style=\"text-align:center\">Cloreto de suxamet&#xF4;nio</p> </td> <td style=\"width:253px\"> <p style=\"text-align:center\">500 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Succitrat maior do que a recomendada?

A superdose de bloqueadores neuromusculares pode produzir depressão respiratória prolongada ou apneia e colapso cardiovascular. Para apneia ou paralisia prolongada, deve-se manter a via aérea adequada e administrar ventilação manual ou mecânica. Deve-se manter a respiração artificial até que se comprove a recuperação total da respiração normal.

Pode-se determinar a natureza e o grau de bloqueio neuromuscular usando um estimulante do sistema nervoso periférico. Recomenda-se administrar atropina para reverter os efeitos secundários muscarínicos. Administrar líquidos e vasopressores, segundo as necessidades, para tratar a hipotensão grave e choque.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Succitrat com outros remédios?

As drogas que podem aumentar o bloqueio neuromuscular do suxametônio incluem:

Promazina, oxitocina, alguns antibióticos não penicilínicos, quinidina, bloqueadores beta-adrenérgicos, procainamida, lidocaína, trimetofano, carbonato de lítio, sais de magnésio, quinidina, cloroquina, dietiléter, isofurano, desflurano, metoclopramida e terbutalina. O efeito bloqueador neuromuscular do suxametônio pode ser exacerbado (intensificado) por drogas que reduzem a atividade da colinesterase plasmática (por exemplo, a administração oral crônica de contraceptivos, glicocorticoides e alguns inibidores da MAO) ou por drogas que inibem a colinesterase plasmática irreversivelmente. Caso outros agentes bloqueadores neuromusculares sejam usados durante o mesmo procedimento, a possibilidade de um efeito sinérgico (potencializado) ou antagonista (contrário) deve ser considerada.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Qual a ação da substância do Succitrat (Cloreto de Suxametônio)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <p>Em 26 estudos analisados, o rocur&#xF4;nio foi inferior o&amp;nbsp;Cloreto de Suxamet&#xF4;nio, com um Risco Relativo = 0,87 (95% condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o = 0,81 a 0,94) (N = 1,606). No entanto condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o foram semelhantes ao subgrupo de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/propofol/bula\" target=\"_blank\">propofol</a>, com risco relativo = 0,96 (95% condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o = 0,87 a 1,06) (N = 640).</p> <p>O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio possibilitou excelentes condi&#xE7;&#xF5;es para intuba&#xE7;&#xE3;o mais confi&#xE1;veis que o rocur&#xF4;nio. Em um tratamento de segunda linha, o rocur&#xF4;nio associado ao propofol possibilitou condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o equivalente &#xE0; proporcionada por Cloreto de Suxamet&#xF4;nio.<sup>1</sup></p> <p>As condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o foram clinicamente aceit&#xE1;veis (excelente ou bom) em 91,8% dos pacientes que receberam Cloreto de Suxamet&#xF4;nio e em 84,1% e 87,6% dos pacientes que receberam 2,0 e 2,5 mg/kg de rapacur&#xF4;nio, respectivamente.</p> <p>Em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; porcentagem de condi&#xE7;&#xF5;es clinicamente aceit&#xE1;veis de intuba&#xE7;&#xE3;o, a diferen&#xE7;a calculada (e o limite superior do intervalo de confian&#xE7;a unilateral de 97,5%) entre Cloreto de Suxamet&#xF4;nio e rapacur&#xF4;nio 2,0 mg/kg foi de 7,8% (14,4%) e entre Cloreto de Suxamet&#xF4;nio e rapacur&#xF4;nio 2,5 mg/kg foi e 4,0 (10,2%).<sup>2</sup></p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Perry J, Lee J, Wells G. Are intubation conditions using rocuronium equivalente to those using succinylcholine. Academic Emergency Medicine; Aug 2002; 9, 8; Career ando Technical Education p. 813.<br> 2. Blobner M, Mirakhur R. K, Wierda J. M.K.H et al. Rapacuronium 2.0 or 2.5 mg kg-&#x2019; for rapid-sequence induction: comparison with succinylcholine 1.0 mg kg-&#x2019;. British Journal of Anaesthesia 85 (5): 724-31 (2000).</br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas&amp;nbsp;</h2> <hr> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <p>Os agentes bloqueadores neuromusculares produzem paralisia do m&#xFA;sculo esquel&#xE9;tico pelo bloqueio de transmiss&#xE3;o neural na jun&#xE7;&#xE3;o neuronal. Inicialmente a paralisia &#xE9; seletiva e normalmente aparece na seguinte sequ&#xEA;ncia: m&#xFA;sculo das p&#xE1;lpebras, m&#xFA;sculo da mastiga&#xE7;&#xE3;o, m&#xFA;sculos dos membros, m&#xFA;sculos abdominais, m&#xFA;sculos da glote e, finalmente, os m&#xFA;sculos intercostais e o diafragma.</p> <p>Bloqueadores neuromusculares n&#xE3;o possuem efeitos conhecidos sobre a consci&#xEA;ncia e sobre o limiar da dor.</p> <p>Bloqueadores neuromusculares despolarizantes competem com a acetilcolina pelos receptores colin&#xE9;rgicos da placa motora terminal, e se ligam a esses receptores para produzir a despolariza&#xE7;&#xE3;o. Entretanto, devido a sua alta afinidade pelos receptores colin&#xE9;rgicos e sua resist&#xEA;ncia &#xE0; acetilcolinesterase, eles produzem uma despolariza&#xE7;&#xE3;o mais prolongada do que a acetilcolina. Isto resulta inicialmente em contra&#xE7;&#xF5;es musculares transit&#xF3;rias, seguidas da inibi&#xE7;&#xE3;o da transmiss&#xE3;o neuromuscular. Este tipo de bloqueio n&#xE3;o &#xE9; antagonizado e pode ser acentuado por agentes anticolinesterase. Com o uso prolongado ou repetido dos bloqueadores neuromusculares despolarizantes, um bloqueio neuromuscular semelhante a n&#xE3;o despolariza&#xE7;&#xE3;o pode ser produzido, resultando em depress&#xE3;o respirat&#xF3;ria ou apneia prolongadas.</p> <p>Quando o Cloreto de Suxamet&#xF4;nio &#xE9; administrado durante um per&#xED;odo de tempo prolongado, o bloqueio caracter&#xED;stico de despolariza&#xE7;&#xE3;o da jun&#xE7;&#xE3;o mioneural (bloqueio de fase I) pode mudar para um bloqueio com caracter&#xED;sticas que se assemelham superficialmente a um bloqueio n&#xE3;o despolarizante (bloqueio de fase II). Paralisia ou fraqueza muscular respirat&#xF3;ria prolongada pode ser observada em pacientes que manifestam essa transi&#xE7;&#xE3;o para o bloqueio da Fase II. A transi&#xE7;&#xE3;o do bloqueio de Fase I para Fase II foi relatada em sete dos sete pacientes estudados sob anestesia com <a href=\"https://consultaremedios.com.br/halotano/bula\" target=\"_blank\">halotano</a> ap&#xF3;s uma dose acumulada de 2 a 4 mg / kg de Cloreto de Suxamet&#xF4;nio (administrado em doses repetidas e divididas).</p> <p>O in&#xED;cio do bloqueio da Fase II coincidiu com o in&#xED;cio da taquifilaxia e prolongamento da recupera&#xE7;&#xE3;o espont&#xE2;nea. Em outro estudo, utilizando anestesia balanceada (N<sub>2</sub>O/O<sub>2</sub>/narc&#xF3;tico-tiopental) e infus&#xE3;o de Cloreto de Suxamet&#xF4;nio, a transi&#xE7;&#xE3;o foi menos abrupta, com&amp;nbsp;grande variabilidade individual na dose de Cloreto de Suxamet&#xF4;nio necess&#xE1;ria para produzir bloqueio de Fase II. Dos 32 pacientes estudados, 24 desenvolveram o bloqueio de fase II. A taquifilaxia n&#xE3;o foi associada &#xE0; transi&#xE7;&#xE3;o para o bloqueio de fase II e 50% dos pacientes que desenvolveram o bloqueio de fase II apresentaram recupera&#xE7;&#xE3;o prolongada.</p> <p>Quando se suspeita de bloqueio de fase II em casos de bloqueio neuromuscular prolongado, o diagn&#xF3;stico positivo deve ser feito pela estimula&#xE7;&#xE3;o de nervo perif&#xE9;rico antes da administra&#xE7;&#xE3;o de qualquer droga anticolinester&#xE1;sica. A revers&#xE3;o do bloqueio da Fase II &#xE9; uma decis&#xE3;o m&#xE9;dica que deve ser tomada com base no indiv&#xED;duo, na farmacologia cl&#xED;nica e na experi&#xEA;ncia e julgamento do m&#xE9;dico. A presen&#xE7;a do bloqueio da Fase II &#xE9; indicada pelo desvanecimento das respostas a est&#xED;mulos sucessivos (preferencialmente &#x201C;trem-de-quatro&#x201D;). O uso de uma droga anticolinester&#xE1;sica para reverter o bloqueio da Fase II deve ser acompanhado de doses apropriadas de um medicamento anticolin&#xE9;rgico para evitar dist&#xFA;rbios do ritmo card&#xED;aco.</p> <p>Ap&#xF3;s revers&#xE3;o adequada do bloqueio da Fase II com um agente anticolinester&#xE1;sico, o paciente deve ser continuamente observado por pelo menos 1 hora para sinais de retorno do relaxamento muscular. A revers&#xE3;o n&#xE3;o deve ser tentada a menos que:&amp;nbsp;(1) um estimulador de nervo perif&#xE9;rico seja usado para determinar a presen&#xE7;a de bloqueio de Fase II (j&#xE1; que agentes anticolinester&#xE1;sicos potencializam o bloqueio de Fase I induzido por Cloreto de Suxamet&#xF4;nio), e (2) recupera&#xE7;&#xE3;o espont&#xE2;nea de contra&#xE7;&#xE3;o muscular foi observada durante pelo menos 20 minutos e atingiu um patamar com a continua&#xE7;&#xE3;o da recupera&#xE7;&#xE3;o prosseguindo lentamente; este atraso &#xE9; para assegurar a hidr&#xF3;lise completa do Cloreto de Suxamet&#xF4;nio pela colinesterase do plasma antes da administra&#xE7;&#xE3;o do agente anticolinester&#xE1;sico. Caso o tipo de bloqueio seja diagnosticado incorretamente, a despolariza&#xE7;&#xE3;o do tipo inicialmente induzida por&amp;nbsp;Cloreto de Suxamet&#xF4;nio (ou seja, bloqueio de Fase I) ser&#xE1; prolongada por um agente anticolinester&#xE1;sico.</p> <p>O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio n&#xE3;o tem efeito direto sobre o mioc&#xE1;rdio. O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio estimula tanto os g&#xE2;nglios auton&#xF4;micos quanto os receptores muscar&#xED;nicos, que podem causar altera&#xE7;&#xF5;es no ritmo card&#xED;aco, incluindo parada card&#xED;aca. Altera&#xE7;&#xF5;es no ritmo, incluindo parada card&#xED;aca, tamb&#xE9;m podem resultar de estimula&#xE7;&#xE3;o vagal, que pode ocorrer durante procedimentos cir&#xFA;rgicos, ou de hipercalemia, particularmente em crian&#xE7;as. Esses efeitos s&#xE3;o aprimorados por anest&#xE9;sicos halogenados.</p> <p>Como com outros agentes bloqueadores neuromusculares, o potencial de libera&#xE7;&#xE3;o de histamina est&#xE1; presente ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o de Cloreto de Suxamet&#xF4;nio. Sinais e sintomas de libera&#xE7;&#xE3;o mediada por histamina, como rubor, hipotens&#xE3;o e broncoconstri&#xE7;&#xE3;o s&#xE3;o, no entanto, incomuns no uso cl&#xED;nico normal.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <p>O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio &#xE9; rapidamente hidrolisado &#xE0; succinilmonocolina, e mais lentamente, ao &#xE1;cido succ&#xED;nico e colina. Cerca de 10% da droga &#xE9; excretada de forma inalterada na urina.</p> <p>O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio n&#xE3;o possui a&#xE7;&#xE3;o direta sobre o &#xFA;tero ou outras estruturas com musculatura lisa. Por ser altamente ionizado e ter baixa solubilidade em gorduras, n&#xE3;o atravessa facilmente a placenta. Ocorre taquifilaxia com administra&#xE7;&#xF5;es repetidas.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Succitrat?

Manter o produto em sua embalagem original e conservar em temperatura ambiente entre 15C° e 30°C e proteger da umidade.

Prazo de validade: 24 meses a partir da data de fabricação.

Após o preparo, manter sob refrigeração (entre 2°C e 8°C) por 24 horas.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características do medicamento

Aspecto físico (pó)

Pó branco a quase branco, inodoro, higroscópico, cristalino.

Aspecto físico (após preparo)&nbsp;

Solução límpida, incolor, isenta de partículas visíveis.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Apresentações do Succitrat

Pó para solução injetável 100 mg:

Embalagem contendo 1 ou 10 frascos-ampola.

Pó para solução injetável 500 mg:

Embalagem contendo 1 ou 10 frascos-ampola.

Uso intravenoso ou intramuscular.

Uso exclusivo em anestesiologia.

Uso adulto e pediátrico.

Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência.

Dizeres Legais do Succitrat

MS nº 1.1637.0078

Farm. Resp.:
Eliza Yukie Saito – CRF-SP n° 10.878

Registrado por:
Blau Farmacêutica S.A.
CNPJ 58.430.828/0001-60
Rodovia Raposo Tavares
Km 30,5 n° 2833 - Prédio 100
CEP 06705-030 - Cotia – SP
Indústria Brasileira





Fabricado por:
Blau Farmacêutica S.A.
CNPJ 58.430.828/0013-01
Rua Adherbal Stresser, n° 84
CEP 05566-000 – São Paulo – SP
Indústria Brasileira




Venda sob prescrição médica.

Uso restrito a hospitais.

500mg, caixa com 1 frasco-ampola com pó para solução de uso intravenoso ou intramuscular (embalagem hospitalar)

Princípio ativo
:
Cloreto De Suxametônio
Classe Terapêutica
:
Relaxante Muscular De Ação Periférica
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Dispensação Sob Prescrição Médica Restrito a Hospitais)
Categoria
:
Anestésicos
Especialidade
:
Anestesiologia

Bula do medicamento

Succitrat, para o que é indicado e para o que serve?

Succitrat® apresenta, como componente ativo, o cloreto de suxametônio, o qual atua como relaxante muscular de ação ultrarrápida para administração intravenosa. É indicado como adjuvante da anestesia geral, para facilitar a intubação traqueal e proporcionar relaxamento do músculo esquelético durante a cirurgia ou ventilação mecânica.

Quais as contraindicações do Succitrat?

Este medicamento é contraindicado para pacientes com história pessoal ou familiar de hipertermia maligna (doença muscular hereditária latente, potencialmente grave, caracterizada por resposta hipermetabólica após exposição a este medicamento), miopatias (doenças musculares) da musculatura esquelética e conhecida hipersensibilidade aos componentes da fórmula. Também é contraindicado em casos de queimaduras graves, doença neuromuscular degenerativa ou distrófica (doença que altera a composição do tecido neuromuscular e resulta na perda de características originais), paraplegia (perda da capacidade de realizar movimentos devido à ausência de força muscular das pernas), doença na medula espinhal ou trauma múltiplo, uma vez que o suxametônio pode provocar uma hipercalemia (aumento na concentração de potássio no sangue) severa que pode resultar em parada cardíaca. O risco da hipercalemia nesses pacientes aumenta com o tempo e depende da extensão e localização da patologia e atinge seu pico em 7 a 10 dias após ocorrer a patologia. O tempo exato para início e a duração do período de risco não são conhecidos.

Como usar o Succitrat?

Preparar uma solução inicial, adicionando-se ao frasco ampola 2 mL a 10 mL de diluente, obtendo-se uma concentração de:&nbsp;

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:184px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Cloreto de suxamet&#xF4;nio</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:221px\"><strong>Concentra&#xE7;&#xE3;o ap&#xF3;s reconstitui&#xE7;&#xE3;o em 2 mL</strong></td> <td style=\"width:194px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Concentra&#xE7;&#xE3;o ap&#xF3;s reconstitui&#xE7;&#xE3;o em 10 mL</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:184px\"> <p style=\"text-align:center\">100 mg</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:221px\">50 mg/mL</td> <td style=\"width:194px\"> <p style=\"text-align:center\">10 mg/mL</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:184px\"> <p style=\"text-align:center\">500 mg</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:221px\">250 mg/mL</td> <td style=\"width:194px\"> <p style=\"text-align:center\">50 mg/mL</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

A seguir, as soluções diluídas podem ser preparadas de modo que a concentração final seja de 1 a 2 mg/mL.

Compatibilidade e diluentes

O suxametônio é ácido (pH 3,5) e não deve ser misturado com soluções alcalinas que possuem um pH maior que 8,5 (por exemplo, soluções barbitúricas). Soluções diluídas contendo 1 a 2 mg/mL podem ser preparadas pela adição de 1 g de suxametônio em 500 mL ou 1.000 mL de solução estéril, por exemplo, dextrose 5% ou cloreto de sódio 0,9%.

Soluções diluídas de suxametônio devem ser usadas dentro de 24 horas após a sua preparação. Técnicas assépticas devem ser usadas na preparação da diluição. As soluções de suxametônio devem ser preparadas para o uso de um único paciente. A porção não utilizada da solução diluída de suxametônio deve ser descartada.

Posologia do&nbsp;Succitrat

{"tag":"hr","value":" <p>A posologia do suxamet&#xF4;nio deve ser individualizada e determinada pelo m&#xE9;dico, ap&#xF3;s cuidadosa avalia&#xE7;&#xE3;o do paciente.</p> <h3>Adultos</h3> <h4>Procedimentos cir&#xFA;rgicos curtos</h4> <p>A dose m&#xE9;dia necess&#xE1;ria para produzir o bloqueio neuromuscular e para facilitar a intuba&#xE7;&#xE3;o traqueal &#xE9; de 0,6 mg de suxamet&#xF4;nio por kg de peso administrada por via intravenosa. A dose &#xF3;tima varia de indiv&#xED;duo para indiv&#xED;duo e pode ser de 0,3 a 1,1 mg/kg para adultos. Ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o de doses nesse intervalo, o bloqueio se desenvolve em cerca de 1 minuto; o bloqueio m&#xE1;ximo persiste por 2 minutos e a recupera&#xE7;&#xE3;o ocorre dentro de 4 a 6 minutos. Doses muito maiores podem resultar em bloqueios mais prolongados. Uma dose teste de 5 ou 10 mg pode ser usada para determinar a sensibilidade do paciente e o tempo de recupera&#xE7;&#xE3;o individual.</p> <h4>Procedimentos cir&#xFA;rgicos prolongados</h4> <p>A dose de suxamet&#xF4;nio administrada por infus&#xE3;o depende da dura&#xE7;&#xE3;o do procedimento e do relaxamento muscular necess&#xE1;rio. A dose m&#xE9;dia para um adulto varia entre 2,5 mg e 4,3 mg por minuto.</p> <p>As solu&#xE7;&#xF5;es contendo de 1 a 2 mg/mL de suxamet&#xF4;nio t&#xEA;m sido usadas comumente para infus&#xE3;o cont&#xED;nua. A solu&#xE7;&#xE3;o mais dilu&#xED;da (1 mg/mL) &#xE9;, provavelmente, a preferida pela facilidade do controle da velocidade de administra&#xE7;&#xE3;o e, por isso, do relaxamento. Esta solu&#xE7;&#xE3;o IV contendo 1 mg/mL pode ser administrada a uma velocidade de 0,5 mg (0,5 mL) a 10 mg (10 mL) por minuto para obter o grau de relaxamento necess&#xE1;rio. A quantidade necess&#xE1;ria por minuto ir&#xE1; depender da resposta individual e do grau de relaxamento necess&#xE1;rio.</p> <p>Deve-se evitar a sobrecarga da circula&#xE7;&#xE3;o com o uso de grande volume de fluidos. &#xC9; recomendado que a fun&#xE7;&#xE3;o neuromuscular seja cuidadosamente monitorada com um estimulante do nervo perif&#xE9;rico durante o uso do suxamet&#xF4;nio por infus&#xE3;o com o intuito de evitar a overdose, detectar o desenvolvimento de bloqueio de fase II, acompanhar o grau de recupera&#xE7;&#xE3;o e avaliar os efeitos dos agentes de revers&#xE3;o. Inje&#xE7;&#xF5;es IV intermitentes do suxamet&#xF4;nio podem tamb&#xE9;m ser usadas para produzir o relaxamento muscular em procedimentos prolongados. Uma inje&#xE7;&#xE3;o IV de 0,3 mg/kg a 1,1 mg/kg pode ser aplicada inicialmente, seguida, em intervalos apropriados, de outras inje&#xE7;&#xF5;es de 0,04 mg/kg a 0,07 mg/kg para manter o grau de relaxamento adequado.</p> <h3>Crian&#xE7;as</h3> <p>Para intuba&#xE7;&#xE3;o traqueal de emerg&#xEA;ncia ou em casos em que a imediata garantia das vias respirat&#xF3;rias for necess&#xE1;ria, a dose IV do suxamet&#xF4;nio &#xE9; de 2 mg/kg para crian&#xE7;as pequenas; para crian&#xE7;as maiores e adolescentes, a dose &#xE9; de 1 mg/kg. Raramente, a administra&#xE7;&#xE3;o de bolus IV de suxamet&#xF4;nio em crian&#xE7;as pode resultar em arritmia ventricular maligna e parada card&#xED;aca por <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/rabdomiolise/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">rabdomi&#xF3;lise</a> com hipercalemia. Nesses casos, deve-se suspeitar de uma miopatia subjacente. A administra&#xE7;&#xE3;o de bolus IV em crian&#xE7;as pode resultar em bradicardia profunda ou, raramente, assistolia. A administra&#xE7;&#xE3;o de suxamet&#xF4;nio por infus&#xE3;o intravenosa cont&#xED;nua n&#xE3;o &#xE9; considerada segura em neonatos e crian&#xE7;as devido ao risco de hipertermia maligna.</p> <h3>Uso intramuscular</h3> <p>Se necess&#xE1;rio, o suxamet&#xF4;nio pode ser administrado por via intramuscular quando um vaso adequado estiver inacess&#xED;vel. Uma dose de at&#xE9; 3 a 4 mg/kg pode ser dada, mas n&#xE3;o mais do que 150 mg da dose total deve ser administrada por essa via. O in&#xED;cio da a&#xE7;&#xE3;o do suxamet&#xF4;nio administrado por via intramuscular &#xE9; normalmente observado em cerca de 2 a 3 minutos.</p> <p><strong>Siga a orienta&#xE7;&#xE3;o de seu m&#xE9;dico, respeitando sempre os hor&#xE1;rios, as doses e a dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento.</strong></p> <p><strong>N&#xE3;o interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu m&#xE9;dico</strong></p> "}

Como o Succitrat funciona?

Succitrat® (cloreto de suxametônio) produz paralisia do músculo esquelético pelo bloqueio da transmissão em determinados neurônios (células que compõem o sistema nervoso).

Quais cuidados devo ter ao usar o Succitrat?

Gerais

O suxametônio pode ser usado somente nos casos indicados no controle da respiração artificial e somente quando houver capacidade para instituir respiração por intubação traqueal e para garantir adequada ventilação no paciente, incluindo a administração de oxigênio sobre pressão positiva e eliminação do dióxido de carbono. O médico deve estar preparado para auxiliar e controlar a respiração.

Para evitar o desconforto do paciente, o suxametônio não deve ser administrado antes da indução de inconsciência. Entretanto, em casos de emergência, a administração do suxametônio antes da indução da inconsciência pode ser necessária. O suxametônio é metabolizado (degradado) pela colinesterase sanguínea (enzima presente no sangue) e deve ser usado com cautela em pacientes que se sabe ou suspeitos de serem homozigotos para gene colinesterase plasmático atípico.

Anafilaxia

Foram relatadas reações anafiláticas severas a agentes bloqueadores neuromusculares. Devido à potencial gravidade dessas reações, precauções necessárias devem ser tomadas, como a disponibilidade imediata do tratamento de emergência adequado. Em pacientes que tiveram reações anafiláticas a outros agentes bloqueadores neuromusculares também deve-se ter um cuidado especial, uma vez que a reatividade cruzada entre agentes bloqueadores neuromusculares, tanto despolarizantes quanto não despolarizantes, foi relatada nessa classe de medicamentos.

Hipercalemia

O suxametônio deve ser administrado com grande atenção nos pacientes sofrendo de desequilíbrio eletrolítico (desequilíbrio de íons presentes no sangue, como por exemplo: íons sódio e potássio) e que podem estar com toxicidade digitálica maciça (intoxicação causada pelo uso de medicamentos da classe dos digitálicos, como por exemplo: digoxina e digitoxina), porque, nessas condições, o suxametônio pode induzir arritmia cardíaca grave (anormalidade no sistema elétrico do coração, responsável pelo número de batimentos) ou parada cardíaca devido à hipocalemia (baixa concentração de potássio no sangue). Pacientes com infecção abdominal crônica, hemorragia subaracnoide (extravasamento de sangue no cérebro) ou condições que causam a degeneração do sistema nervoso central e periférico, devem receber o suxametônio com grande cautela devido à possibilidade de ocorrer hipercalemia (altas concentrações de potássio no sangue) severa.

Hipertermia maligna

A administração de suxametônio tem sido associada com hipertermia maligna aguda, um estado metabólico potencialmente fatal do músculo esquelético. O risco de ocorrer hipertermia maligna ao suxametônio aumenta com a administração concomitante de anestésicos voláteis. A hipertermia maligna frequentemente se apresenta como espasmo intratável dos músculos da mandíbula, que pode progredir para rigidez generalizada, aumento da demanda de oxigênio, taquicardia, taquipneia e hiperpirexia profunda.

O resultado bem-sucedido depende do reconhecimento de sinais precoces, como espasmo do músculo mandibular, acidose ou rigidez generalizada, à administração inicial de suxametônio para intubação traqueal ou falha da taquicardia em responder ao aprofundamento da anestesia. Manchas na pele, aumento da temperatura e coagulopatias podem ocorrer mais tarde no decorrer do processo hipermetabólico. O reconhecimento da síndrome é um sinal para descontinuar a anestesia, atentar para o aumento do consumo de oxigênio, correção da acidose, garantir a circulação, garantir a produção adequada de urina e instituir medidas de controle do aumento da temperatura.

A monitoração contínua da temperatura e do volume de CO2 expirado é recomendada para auxiliar no reconhecimento precoce da hipertermia maligna.

Bradicardia

Em crianças e adultos, a incidência da bradicardia (diminuição dos batimentos cardíacos), que pode progredir para assistolia, é maior após a segunda dose de suxametônio. A incidência e a severidade da bradicardia são maiores nas crianças do que nos adultos. O tratamento prévio com anticolinérgicos (por exemplo, atropina) pode reduzir a ocorrência de bradiarritmias.

Pressão intraocular

O suxametônio provoca aumento da pressão intraocular. Não deve ser usado em casos em que o aumento da pressão intraocular é indesejado (por exemplo, glaucoma de ângulo fechado, ferimentos penetrantes no olho), a menos que os benefícios justifiquem os riscos potenciais.

Mistura com outras substâncias

O suxametônio é ácido (pH=3,5) e não deve ser misturado com soluções alcalinas cujo pH seja maior que 8,5 (por exemplo, soluções com barbitúricos).

O suxametônio deve ser usado com cautela em pacientes com fraturas ou espasmos (contrações involuntárias) musculares devido à fasciculação muscular (pequenas contrações de diferentes grupos musculares de forma alternada e repetitiva) inicial que pode causar trauma adicional.

O suxametônio pode causar um aumento transitório na pressão intracraniana; entretanto, a indução anestésica adequada antes da administração do suxametônio irá minimizar este efeito.

O suxametônio pode aumentar a pressão intragástrica que pode resultar em regurgitação (refluxo) e possível aspiração do conteúdo estomacal.

O bloqueio neuromuscular pode ser prolongado em pacientes com hipocalemia ou hipocalcemia (baixas concentrações de cálcio no sangue).

Atividade reduzida da colinesterase plasmática

O suxametônio deve ser usado com cuidado em pacientes com atividade reduzida da colinesterase plasmática (pseudocolinesterase). A possibilidade do prolongamento do bloqueio neuromuscular após administração do suxametônio deve ser considerada em cada paciente. A atividade da colinesterase plasmática pode estar diminuída na presença de anormalidades genéticas da colinesterase plasmática (por exemplo, pacientes heterozigotos ou homozigotos para o gene da colinesterase plasmática atípica), gravidez, doenças hepática ou renal severas, tumores malignos, infecções, queimaduras, anemia, descompensação cardíaca, úlcera péptica ou mixedema (inchaço e degeneração dos tecidos da pele). A atividade da colinesterase plasmática também pode ser diminuída pela administração crônica dos contraceptivos orais, glicocorticoides ou certos inibidores da MAO e por inibidores irreversíveis da colinesterase plasmática (por exemplo, inseticidas organofosforados e certas drogas antineoplásicas).

Pacientes homozigotos para o gene da colinesterase plasmática atípica (1 em cada 2.500 pacientes) são extremamente sensíveis ao bloqueio neuromuscular do suxametônio (1 mg/mL) por infusão intravenosa lenta.

Apneia (parada respiratória transitória) ou paralisia muscular prolongada devem ser tratadas com respiração controlada.

Gravidez

Não se sabe se o suxametônio pode causar danos fetais quando administrado a mulheres grávidas. O suxametônio só pode ser dado a gestantes quando absolutamente necessário. Entretanto, o suxametônio é normalmente usado para produzir relaxamento muscular durante o parto por cesariana. Sabe-se que, em pequenas quantidades, o suxametônio atravessa a barreira placentária; em condições normais, a quantidade da droga que entra na circulação fetal após uma única dose de 1 mg/kg administrada à mãe não deve causar danos ao feto. Uma vez que a quantidade da droga que atravessa a barreira placentária é dependente do gradiente de concentração entre a circulação maternal e fetal, pode ocorrer bloqueio neuromuscular residual (apneia ou flacidez) ao recém-nascido após altas doses repetidas ou na presença de colinesterase plasmática atípica na mãe.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Amamentação

Não se sabe se o suxametônio é excretado no leite materno. A administração de suxametônio em lactantes (mulheres que estão amamentando) deve ser feita com cautela.

Efeitos não estrogênicos

Os níveis de colinesterase plasmática estão diminuídos em aproximadamente 24% durante a gravidez e por vários dias após o parto. Portanto, pode-se esperar que uma proporção maior de pacientes apresente maior sensibilidade (apneia prolongada) ao suxametônio quando grávida do que quando não grávida.

Carcinogênese, mutagênese, prejuízo da fertilidade

Não foram realizados estudos de longo prazo em animais para avaliar o potencial carcinogênico.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Succitrat?

As reações adversas do suxametônio consistem inicialmente no prolongamento de efeitos farmacológicos. O suxametônio causa relaxamento muscular profundo, resultando em depressão respiratória profunda a ponto de apneia; este efeito pode ser prolongado. As reações de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia (reação alérgica), raramente ocorrem.

As seguintes reações adversas adicionais têm sido reportadas:

  • <li>Parada card&#xED;aca;</li> <li>Hipertermia maligna;</li> <li>Arritmia;</li> <li>Bradicardia;</li> <li>Taquicardia (aumento dos batimentos card&#xED;acos);</li> <li>Hipertens&#xE3;o (aumento da press&#xE3;o arterial);</li> <li><a href="https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-hipotensao-pressao-baixa-sintomas-na-gravidez-e-mais/" rel="noopener" target="_blank">Hipotens&#xE3;o</a> (diminui&#xE7;&#xE3;o da press&#xE3;o arterial);</li> <li>Hipercalemia;</li> <li>Depress&#xE3;o respirat&#xF3;ria prolongada ou apneia;</li> <li>Aumento da press&#xE3;o intraocular;</li> <li>Fascicula&#xE7;&#xE3;o muscular;</li> <li>Rigidez maxilar;</li> <li>Dor muscular p&#xF3;s-operat&#xF3;ria;</li> <li>Rabdomi&#xF3;lise com poss&#xED;vel fal&#xEA;ncia renal aguda;</li> <li>Mioglobin&#xFA;ria (elimina&#xE7;&#xE3;o da prote&#xED;na mioglobina na urina);</li> <li>Saliva&#xE7;&#xE3;o excessiva e<em> rash</em> (vermelhid&#xE3;o na pele).</li>

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.

Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

População Especial

Pediatria

Existem raros relatos de disritmia ventricular (perturbação do ritmo do coração) e parada cardíaca secundárias à rabdomiólise (quebra rápida do músculo esquelético) com hipercalemia em crianças aparentemente saudáveis que receberam suxametônio. Descobriu-se que muitas dessas crianças tinham uma miopatia do&nbsp;músculo esquelético, como a distrofia muscular de Duchenne, cujos sinais clínicos não eram óbvios. A síndrome geralmente se apresenta como parada cardíaca súbita em poucos minutos após a administração de suxametônio. Estas crianças são, geralmente, mas não exclusivamente, do sexo masculino e, mais frequentemente, com 8 anos de idade ou menos. Existem relatos também em adolescentes. Muitas dessas crianças apresentaram, posteriormente, miopatia do músculo esquelético. Existem relatos também em adolescentes.

Podem não haver sinais ou sintomas para indicar ao médico quais são os pacientes de risco. Uma vez que é difícil identificar quais são os pacientes de risco, é recomendado que o uso do suxametônio em crianças seja reservado para intubação de emergência ou situações em que a imediata garantia das vias respiratórias for necessária, por exemplo, laringoespasmo (contração involuntária do músculo da laringe), dificuldades respiratórias, ou para uso intramuscular quando um vaso adequado for inacessível.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Succitrat?

Seu médico saberá como proceder no caso de esquecimento de aplicação de dose.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Qual a composição do Succitrat?

Cada frasco-ampola de 100 mg contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:252px\"> <p style=\"text-align:center\">Cloreto de suxamet&#xF4;nio</p> </td> <td style=\"width:253px\"> <p style=\"text-align:center\">100 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Cada frasco-ampola de 500 mg contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:252px\"> <p style=\"text-align:center\">Cloreto de suxamet&#xF4;nio</p> </td> <td style=\"width:253px\"> <p style=\"text-align:center\">500 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Succitrat maior do que a recomendada?

A superdose de bloqueadores neuromusculares pode produzir depressão respiratória prolongada ou apneia e colapso cardiovascular. Para apneia ou paralisia prolongada, deve-se manter a via aérea adequada e administrar ventilação manual ou mecânica. Deve-se manter a respiração artificial até que se comprove a recuperação total da respiração normal.

Pode-se determinar a natureza e o grau de bloqueio neuromuscular usando um estimulante do sistema nervoso periférico. Recomenda-se administrar atropina para reverter os efeitos secundários muscarínicos. Administrar líquidos e vasopressores, segundo as necessidades, para tratar a hipotensão grave e choque.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Succitrat com outros remédios?

As drogas que podem aumentar o bloqueio neuromuscular do suxametônio incluem:

Promazina, oxitocina, alguns antibióticos não penicilínicos, quinidina, bloqueadores beta-adrenérgicos, procainamida, lidocaína, trimetofano, carbonato de lítio, sais de magnésio, quinidina, cloroquina, dietiléter, isofurano, desflurano, metoclopramida e terbutalina. O efeito bloqueador neuromuscular do suxametônio pode ser exacerbado (intensificado) por drogas que reduzem a atividade da colinesterase plasmática (por exemplo, a administração oral crônica de contraceptivos, glicocorticoides e alguns inibidores da MAO) ou por drogas que inibem a colinesterase plasmática irreversivelmente. Caso outros agentes bloqueadores neuromusculares sejam usados durante o mesmo procedimento, a possibilidade de um efeito sinérgico (potencializado) ou antagonista (contrário) deve ser considerada.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Qual a ação da substância do Succitrat (Cloreto de Suxametônio)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <p>Em 26 estudos analisados, o rocur&#xF4;nio foi inferior o&amp;nbsp;Cloreto de Suxamet&#xF4;nio, com um Risco Relativo = 0,87 (95% condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o = 0,81 a 0,94) (N = 1,606). No entanto condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o foram semelhantes ao subgrupo de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/propofol/bula\" target=\"_blank\">propofol</a>, com risco relativo = 0,96 (95% condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o = 0,87 a 1,06) (N = 640).</p> <p>O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio possibilitou excelentes condi&#xE7;&#xF5;es para intuba&#xE7;&#xE3;o mais confi&#xE1;veis que o rocur&#xF4;nio. Em um tratamento de segunda linha, o rocur&#xF4;nio associado ao propofol possibilitou condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o equivalente &#xE0; proporcionada por Cloreto de Suxamet&#xF4;nio.<sup>1</sup></p> <p>As condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o foram clinicamente aceit&#xE1;veis (excelente ou bom) em 91,8% dos pacientes que receberam Cloreto de Suxamet&#xF4;nio e em 84,1% e 87,6% dos pacientes que receberam 2,0 e 2,5 mg/kg de rapacur&#xF4;nio, respectivamente.</p> <p>Em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; porcentagem de condi&#xE7;&#xF5;es clinicamente aceit&#xE1;veis de intuba&#xE7;&#xE3;o, a diferen&#xE7;a calculada (e o limite superior do intervalo de confian&#xE7;a unilateral de 97,5%) entre Cloreto de Suxamet&#xF4;nio e rapacur&#xF4;nio 2,0 mg/kg foi de 7,8% (14,4%) e entre Cloreto de Suxamet&#xF4;nio e rapacur&#xF4;nio 2,5 mg/kg foi e 4,0 (10,2%).<sup>2</sup></p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Perry J, Lee J, Wells G. Are intubation conditions using rocuronium equivalente to those using succinylcholine. Academic Emergency Medicine; Aug 2002; 9, 8; Career ando Technical Education p. 813.<br> 2. Blobner M, Mirakhur R. K, Wierda J. M.K.H et al. Rapacuronium 2.0 or 2.5 mg kg-&#x2019; for rapid-sequence induction: comparison with succinylcholine 1.0 mg kg-&#x2019;. British Journal of Anaesthesia 85 (5): 724-31 (2000).</br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas&amp;nbsp;</h2> <hr> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <p>Os agentes bloqueadores neuromusculares produzem paralisia do m&#xFA;sculo esquel&#xE9;tico pelo bloqueio de transmiss&#xE3;o neural na jun&#xE7;&#xE3;o neuronal. Inicialmente a paralisia &#xE9; seletiva e normalmente aparece na seguinte sequ&#xEA;ncia: m&#xFA;sculo das p&#xE1;lpebras, m&#xFA;sculo da mastiga&#xE7;&#xE3;o, m&#xFA;sculos dos membros, m&#xFA;sculos abdominais, m&#xFA;sculos da glote e, finalmente, os m&#xFA;sculos intercostais e o diafragma.</p> <p>Bloqueadores neuromusculares n&#xE3;o possuem efeitos conhecidos sobre a consci&#xEA;ncia e sobre o limiar da dor.</p> <p>Bloqueadores neuromusculares despolarizantes competem com a acetilcolina pelos receptores colin&#xE9;rgicos da placa motora terminal, e se ligam a esses receptores para produzir a despolariza&#xE7;&#xE3;o. Entretanto, devido a sua alta afinidade pelos receptores colin&#xE9;rgicos e sua resist&#xEA;ncia &#xE0; acetilcolinesterase, eles produzem uma despolariza&#xE7;&#xE3;o mais prolongada do que a acetilcolina. Isto resulta inicialmente em contra&#xE7;&#xF5;es musculares transit&#xF3;rias, seguidas da inibi&#xE7;&#xE3;o da transmiss&#xE3;o neuromuscular. Este tipo de bloqueio n&#xE3;o &#xE9; antagonizado e pode ser acentuado por agentes anticolinesterase. Com o uso prolongado ou repetido dos bloqueadores neuromusculares despolarizantes, um bloqueio neuromuscular semelhante a n&#xE3;o despolariza&#xE7;&#xE3;o pode ser produzido, resultando em depress&#xE3;o respirat&#xF3;ria ou apneia prolongadas.</p> <p>Quando o Cloreto de Suxamet&#xF4;nio &#xE9; administrado durante um per&#xED;odo de tempo prolongado, o bloqueio caracter&#xED;stico de despolariza&#xE7;&#xE3;o da jun&#xE7;&#xE3;o mioneural (bloqueio de fase I) pode mudar para um bloqueio com caracter&#xED;sticas que se assemelham superficialmente a um bloqueio n&#xE3;o despolarizante (bloqueio de fase II). Paralisia ou fraqueza muscular respirat&#xF3;ria prolongada pode ser observada em pacientes que manifestam essa transi&#xE7;&#xE3;o para o bloqueio da Fase II. A transi&#xE7;&#xE3;o do bloqueio de Fase I para Fase II foi relatada em sete dos sete pacientes estudados sob anestesia com <a href=\"https://consultaremedios.com.br/halotano/bula\" target=\"_blank\">halotano</a> ap&#xF3;s uma dose acumulada de 2 a 4 mg / kg de Cloreto de Suxamet&#xF4;nio (administrado em doses repetidas e divididas).</p> <p>O in&#xED;cio do bloqueio da Fase II coincidiu com o in&#xED;cio da taquifilaxia e prolongamento da recupera&#xE7;&#xE3;o espont&#xE2;nea. Em outro estudo, utilizando anestesia balanceada (N<sub>2</sub>O/O<sub>2</sub>/narc&#xF3;tico-tiopental) e infus&#xE3;o de Cloreto de Suxamet&#xF4;nio, a transi&#xE7;&#xE3;o foi menos abrupta, com&amp;nbsp;grande variabilidade individual na dose de Cloreto de Suxamet&#xF4;nio necess&#xE1;ria para produzir bloqueio de Fase II. Dos 32 pacientes estudados, 24 desenvolveram o bloqueio de fase II. A taquifilaxia n&#xE3;o foi associada &#xE0; transi&#xE7;&#xE3;o para o bloqueio de fase II e 50% dos pacientes que desenvolveram o bloqueio de fase II apresentaram recupera&#xE7;&#xE3;o prolongada.</p> <p>Quando se suspeita de bloqueio de fase II em casos de bloqueio neuromuscular prolongado, o diagn&#xF3;stico positivo deve ser feito pela estimula&#xE7;&#xE3;o de nervo perif&#xE9;rico antes da administra&#xE7;&#xE3;o de qualquer droga anticolinester&#xE1;sica. A revers&#xE3;o do bloqueio da Fase II &#xE9; uma decis&#xE3;o m&#xE9;dica que deve ser tomada com base no indiv&#xED;duo, na farmacologia cl&#xED;nica e na experi&#xEA;ncia e julgamento do m&#xE9;dico. A presen&#xE7;a do bloqueio da Fase II &#xE9; indicada pelo desvanecimento das respostas a est&#xED;mulos sucessivos (preferencialmente &#x201C;trem-de-quatro&#x201D;). O uso de uma droga anticolinester&#xE1;sica para reverter o bloqueio da Fase II deve ser acompanhado de doses apropriadas de um medicamento anticolin&#xE9;rgico para evitar dist&#xFA;rbios do ritmo card&#xED;aco.</p> <p>Ap&#xF3;s revers&#xE3;o adequada do bloqueio da Fase II com um agente anticolinester&#xE1;sico, o paciente deve ser continuamente observado por pelo menos 1 hora para sinais de retorno do relaxamento muscular. A revers&#xE3;o n&#xE3;o deve ser tentada a menos que:&amp;nbsp;(1) um estimulador de nervo perif&#xE9;rico seja usado para determinar a presen&#xE7;a de bloqueio de Fase II (j&#xE1; que agentes anticolinester&#xE1;sicos potencializam o bloqueio de Fase I induzido por Cloreto de Suxamet&#xF4;nio), e (2) recupera&#xE7;&#xE3;o espont&#xE2;nea de contra&#xE7;&#xE3;o muscular foi observada durante pelo menos 20 minutos e atingiu um patamar com a continua&#xE7;&#xE3;o da recupera&#xE7;&#xE3;o prosseguindo lentamente; este atraso &#xE9; para assegurar a hidr&#xF3;lise completa do Cloreto de Suxamet&#xF4;nio pela colinesterase do plasma antes da administra&#xE7;&#xE3;o do agente anticolinester&#xE1;sico. Caso o tipo de bloqueio seja diagnosticado incorretamente, a despolariza&#xE7;&#xE3;o do tipo inicialmente induzida por&amp;nbsp;Cloreto de Suxamet&#xF4;nio (ou seja, bloqueio de Fase I) ser&#xE1; prolongada por um agente anticolinester&#xE1;sico.</p> <p>O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio n&#xE3;o tem efeito direto sobre o mioc&#xE1;rdio. O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio estimula tanto os g&#xE2;nglios auton&#xF4;micos quanto os receptores muscar&#xED;nicos, que podem causar altera&#xE7;&#xF5;es no ritmo card&#xED;aco, incluindo parada card&#xED;aca. Altera&#xE7;&#xF5;es no ritmo, incluindo parada card&#xED;aca, tamb&#xE9;m podem resultar de estimula&#xE7;&#xE3;o vagal, que pode ocorrer durante procedimentos cir&#xFA;rgicos, ou de hipercalemia, particularmente em crian&#xE7;as. Esses efeitos s&#xE3;o aprimorados por anest&#xE9;sicos halogenados.</p> <p>Como com outros agentes bloqueadores neuromusculares, o potencial de libera&#xE7;&#xE3;o de histamina est&#xE1; presente ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o de Cloreto de Suxamet&#xF4;nio. Sinais e sintomas de libera&#xE7;&#xE3;o mediada por histamina, como rubor, hipotens&#xE3;o e broncoconstri&#xE7;&#xE3;o s&#xE3;o, no entanto, incomuns no uso cl&#xED;nico normal.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <p>O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio &#xE9; rapidamente hidrolisado &#xE0; succinilmonocolina, e mais lentamente, ao &#xE1;cido succ&#xED;nico e colina. Cerca de 10% da droga &#xE9; excretada de forma inalterada na urina.</p> <p>O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio n&#xE3;o possui a&#xE7;&#xE3;o direta sobre o &#xFA;tero ou outras estruturas com musculatura lisa. Por ser altamente ionizado e ter baixa solubilidade em gorduras, n&#xE3;o atravessa facilmente a placenta. Ocorre taquifilaxia com administra&#xE7;&#xF5;es repetidas.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Succitrat?

Manter o produto em sua embalagem original e conservar em temperatura ambiente entre 15C° e 30°C e proteger da umidade.

Prazo de validade: 24 meses a partir da data de fabricação.

Após o preparo, manter sob refrigeração (entre 2°C e 8°C) por 24 horas.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características do medicamento

Aspecto físico (pó)

Pó branco a quase branco, inodoro, higroscópico, cristalino.

Aspecto físico (após preparo)&nbsp;

Solução límpida, incolor, isenta de partículas visíveis.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Apresentações do Succitrat

Pó para solução injetável 100 mg:

Embalagem contendo 1 ou 10 frascos-ampola.

Pó para solução injetável 500 mg:

Embalagem contendo 1 ou 10 frascos-ampola.

Uso intravenoso ou intramuscular.

Uso exclusivo em anestesiologia.

Uso adulto e pediátrico.

Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência.

Dizeres Legais do Succitrat

MS nº 1.1637.0078

Farm. Resp.:
Eliza Yukie Saito – CRF-SP n° 10.878

Registrado por:
Blau Farmacêutica S.A.
CNPJ 58.430.828/0001-60
Rodovia Raposo Tavares
Km 30,5 n° 2833 - Prédio 100
CEP 06705-030 - Cotia – SP
Indústria Brasileira





Fabricado por:
Blau Farmacêutica S.A.
CNPJ 58.430.828/0013-01
Rua Adherbal Stresser, n° 84
CEP 05566-000 – São Paulo – SP
Indústria Brasileira




Venda sob prescrição médica.

Uso restrito a hospitais.

100mg, caixa com 1 frascos-ampola com pó para solução de uso intravenoso ou intramuscular (embalagem hospitalar)

Princípio ativo
:
Cloreto De Suxametônio
Classe Terapêutica
:
Relaxante Muscular De Ação Periférica
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Dispensação Sob Prescrição Médica Restrito a Hospitais)
Categoria
:
Anestésicos
Especialidade
:
Anestesiologia

Bula do medicamento

Succitrat, para o que é indicado e para o que serve?

Succitrat® apresenta, como componente ativo, o cloreto de suxametônio, o qual atua como relaxante muscular de ação ultrarrápida para administração intravenosa. É indicado como adjuvante da anestesia geral, para facilitar a intubação traqueal e proporcionar relaxamento do músculo esquelético durante a cirurgia ou ventilação mecânica.

Quais as contraindicações do Succitrat?

Este medicamento é contraindicado para pacientes com história pessoal ou familiar de hipertermia maligna (doença muscular hereditária latente, potencialmente grave, caracterizada por resposta hipermetabólica após exposição a este medicamento), miopatias (doenças musculares) da musculatura esquelética e conhecida hipersensibilidade aos componentes da fórmula. Também é contraindicado em casos de queimaduras graves, doença neuromuscular degenerativa ou distrófica (doença que altera a composição do tecido neuromuscular e resulta na perda de características originais), paraplegia (perda da capacidade de realizar movimentos devido à ausência de força muscular das pernas), doença na medula espinhal ou trauma múltiplo, uma vez que o suxametônio pode provocar uma hipercalemia (aumento na concentração de potássio no sangue) severa que pode resultar em parada cardíaca. O risco da hipercalemia nesses pacientes aumenta com o tempo e depende da extensão e localização da patologia e atinge seu pico em 7 a 10 dias após ocorrer a patologia. O tempo exato para início e a duração do período de risco não são conhecidos.

Como usar o Succitrat?

Preparar uma solução inicial, adicionando-se ao frasco ampola 2 mL a 10 mL de diluente, obtendo-se uma concentração de:&nbsp;

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:184px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Cloreto de suxamet&#xF4;nio</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:221px\"><strong>Concentra&#xE7;&#xE3;o ap&#xF3;s reconstitui&#xE7;&#xE3;o em 2 mL</strong></td> <td style=\"width:194px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Concentra&#xE7;&#xE3;o ap&#xF3;s reconstitui&#xE7;&#xE3;o em 10 mL</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:184px\"> <p style=\"text-align:center\">100 mg</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:221px\">50 mg/mL</td> <td style=\"width:194px\"> <p style=\"text-align:center\">10 mg/mL</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:184px\"> <p style=\"text-align:center\">500 mg</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:221px\">250 mg/mL</td> <td style=\"width:194px\"> <p style=\"text-align:center\">50 mg/mL</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

A seguir, as soluções diluídas podem ser preparadas de modo que a concentração final seja de 1 a 2 mg/mL.

Compatibilidade e diluentes

O suxametônio é ácido (pH 3,5) e não deve ser misturado com soluções alcalinas que possuem um pH maior que 8,5 (por exemplo, soluções barbitúricas). Soluções diluídas contendo 1 a 2 mg/mL podem ser preparadas pela adição de 1 g de suxametônio em 500 mL ou 1.000 mL de solução estéril, por exemplo, dextrose 5% ou cloreto de sódio 0,9%.

Soluções diluídas de suxametônio devem ser usadas dentro de 24 horas após a sua preparação. Técnicas assépticas devem ser usadas na preparação da diluição. As soluções de suxametônio devem ser preparadas para o uso de um único paciente. A porção não utilizada da solução diluída de suxametônio deve ser descartada.

Posologia do&nbsp;Succitrat

{"tag":"hr","value":" <p>A posologia do suxamet&#xF4;nio deve ser individualizada e determinada pelo m&#xE9;dico, ap&#xF3;s cuidadosa avalia&#xE7;&#xE3;o do paciente.</p> <h3>Adultos</h3> <h4>Procedimentos cir&#xFA;rgicos curtos</h4> <p>A dose m&#xE9;dia necess&#xE1;ria para produzir o bloqueio neuromuscular e para facilitar a intuba&#xE7;&#xE3;o traqueal &#xE9; de 0,6 mg de suxamet&#xF4;nio por kg de peso administrada por via intravenosa. A dose &#xF3;tima varia de indiv&#xED;duo para indiv&#xED;duo e pode ser de 0,3 a 1,1 mg/kg para adultos. Ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o de doses nesse intervalo, o bloqueio se desenvolve em cerca de 1 minuto; o bloqueio m&#xE1;ximo persiste por 2 minutos e a recupera&#xE7;&#xE3;o ocorre dentro de 4 a 6 minutos. Doses muito maiores podem resultar em bloqueios mais prolongados. Uma dose teste de 5 ou 10 mg pode ser usada para determinar a sensibilidade do paciente e o tempo de recupera&#xE7;&#xE3;o individual.</p> <h4>Procedimentos cir&#xFA;rgicos prolongados</h4> <p>A dose de suxamet&#xF4;nio administrada por infus&#xE3;o depende da dura&#xE7;&#xE3;o do procedimento e do relaxamento muscular necess&#xE1;rio. A dose m&#xE9;dia para um adulto varia entre 2,5 mg e 4,3 mg por minuto.</p> <p>As solu&#xE7;&#xF5;es contendo de 1 a 2 mg/mL de suxamet&#xF4;nio t&#xEA;m sido usadas comumente para infus&#xE3;o cont&#xED;nua. A solu&#xE7;&#xE3;o mais dilu&#xED;da (1 mg/mL) &#xE9;, provavelmente, a preferida pela facilidade do controle da velocidade de administra&#xE7;&#xE3;o e, por isso, do relaxamento. Esta solu&#xE7;&#xE3;o IV contendo 1 mg/mL pode ser administrada a uma velocidade de 0,5 mg (0,5 mL) a 10 mg (10 mL) por minuto para obter o grau de relaxamento necess&#xE1;rio. A quantidade necess&#xE1;ria por minuto ir&#xE1; depender da resposta individual e do grau de relaxamento necess&#xE1;rio.</p> <p>Deve-se evitar a sobrecarga da circula&#xE7;&#xE3;o com o uso de grande volume de fluidos. &#xC9; recomendado que a fun&#xE7;&#xE3;o neuromuscular seja cuidadosamente monitorada com um estimulante do nervo perif&#xE9;rico durante o uso do suxamet&#xF4;nio por infus&#xE3;o com o intuito de evitar a overdose, detectar o desenvolvimento de bloqueio de fase II, acompanhar o grau de recupera&#xE7;&#xE3;o e avaliar os efeitos dos agentes de revers&#xE3;o. Inje&#xE7;&#xF5;es IV intermitentes do suxamet&#xF4;nio podem tamb&#xE9;m ser usadas para produzir o relaxamento muscular em procedimentos prolongados. Uma inje&#xE7;&#xE3;o IV de 0,3 mg/kg a 1,1 mg/kg pode ser aplicada inicialmente, seguida, em intervalos apropriados, de outras inje&#xE7;&#xF5;es de 0,04 mg/kg a 0,07 mg/kg para manter o grau de relaxamento adequado.</p> <h3>Crian&#xE7;as</h3> <p>Para intuba&#xE7;&#xE3;o traqueal de emerg&#xEA;ncia ou em casos em que a imediata garantia das vias respirat&#xF3;rias for necess&#xE1;ria, a dose IV do suxamet&#xF4;nio &#xE9; de 2 mg/kg para crian&#xE7;as pequenas; para crian&#xE7;as maiores e adolescentes, a dose &#xE9; de 1 mg/kg. Raramente, a administra&#xE7;&#xE3;o de bolus IV de suxamet&#xF4;nio em crian&#xE7;as pode resultar em arritmia ventricular maligna e parada card&#xED;aca por <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/rabdomiolise/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">rabdomi&#xF3;lise</a> com hipercalemia. Nesses casos, deve-se suspeitar de uma miopatia subjacente. A administra&#xE7;&#xE3;o de bolus IV em crian&#xE7;as pode resultar em bradicardia profunda ou, raramente, assistolia. A administra&#xE7;&#xE3;o de suxamet&#xF4;nio por infus&#xE3;o intravenosa cont&#xED;nua n&#xE3;o &#xE9; considerada segura em neonatos e crian&#xE7;as devido ao risco de hipertermia maligna.</p> <h3>Uso intramuscular</h3> <p>Se necess&#xE1;rio, o suxamet&#xF4;nio pode ser administrado por via intramuscular quando um vaso adequado estiver inacess&#xED;vel. Uma dose de at&#xE9; 3 a 4 mg/kg pode ser dada, mas n&#xE3;o mais do que 150 mg da dose total deve ser administrada por essa via. O in&#xED;cio da a&#xE7;&#xE3;o do suxamet&#xF4;nio administrado por via intramuscular &#xE9; normalmente observado em cerca de 2 a 3 minutos.</p> <p><strong>Siga a orienta&#xE7;&#xE3;o de seu m&#xE9;dico, respeitando sempre os hor&#xE1;rios, as doses e a dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento.</strong></p> <p><strong>N&#xE3;o interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu m&#xE9;dico</strong></p> "}

Como o Succitrat funciona?

Succitrat® (cloreto de suxametônio) produz paralisia do músculo esquelético pelo bloqueio da transmissão em determinados neurônios (células que compõem o sistema nervoso).

Quais cuidados devo ter ao usar o Succitrat?

Gerais

O suxametônio pode ser usado somente nos casos indicados no controle da respiração artificial e somente quando houver capacidade para instituir respiração por intubação traqueal e para garantir adequada ventilação no paciente, incluindo a administração de oxigênio sobre pressão positiva e eliminação do dióxido de carbono. O médico deve estar preparado para auxiliar e controlar a respiração.

Para evitar o desconforto do paciente, o suxametônio não deve ser administrado antes da indução de inconsciência. Entretanto, em casos de emergência, a administração do suxametônio antes da indução da inconsciência pode ser necessária. O suxametônio é metabolizado (degradado) pela colinesterase sanguínea (enzima presente no sangue) e deve ser usado com cautela em pacientes que se sabe ou suspeitos de serem homozigotos para gene colinesterase plasmático atípico.

Anafilaxia

Foram relatadas reações anafiláticas severas a agentes bloqueadores neuromusculares. Devido à potencial gravidade dessas reações, precauções necessárias devem ser tomadas, como a disponibilidade imediata do tratamento de emergência adequado. Em pacientes que tiveram reações anafiláticas a outros agentes bloqueadores neuromusculares também deve-se ter um cuidado especial, uma vez que a reatividade cruzada entre agentes bloqueadores neuromusculares, tanto despolarizantes quanto não despolarizantes, foi relatada nessa classe de medicamentos.

Hipercalemia

O suxametônio deve ser administrado com grande atenção nos pacientes sofrendo de desequilíbrio eletrolítico (desequilíbrio de íons presentes no sangue, como por exemplo: íons sódio e potássio) e que podem estar com toxicidade digitálica maciça (intoxicação causada pelo uso de medicamentos da classe dos digitálicos, como por exemplo: digoxina e digitoxina), porque, nessas condições, o suxametônio pode induzir arritmia cardíaca grave (anormalidade no sistema elétrico do coração, responsável pelo número de batimentos) ou parada cardíaca devido à hipocalemia (baixa concentração de potássio no sangue). Pacientes com infecção abdominal crônica, hemorragia subaracnoide (extravasamento de sangue no cérebro) ou condições que causam a degeneração do sistema nervoso central e periférico, devem receber o suxametônio com grande cautela devido à possibilidade de ocorrer hipercalemia (altas concentrações de potássio no sangue) severa.

Hipertermia maligna

A administração de suxametônio tem sido associada com hipertermia maligna aguda, um estado metabólico potencialmente fatal do músculo esquelético. O risco de ocorrer hipertermia maligna ao suxametônio aumenta com a administração concomitante de anestésicos voláteis. A hipertermia maligna frequentemente se apresenta como espasmo intratável dos músculos da mandíbula, que pode progredir para rigidez generalizada, aumento da demanda de oxigênio, taquicardia, taquipneia e hiperpirexia profunda.

O resultado bem-sucedido depende do reconhecimento de sinais precoces, como espasmo do músculo mandibular, acidose ou rigidez generalizada, à administração inicial de suxametônio para intubação traqueal ou falha da taquicardia em responder ao aprofundamento da anestesia. Manchas na pele, aumento da temperatura e coagulopatias podem ocorrer mais tarde no decorrer do processo hipermetabólico. O reconhecimento da síndrome é um sinal para descontinuar a anestesia, atentar para o aumento do consumo de oxigênio, correção da acidose, garantir a circulação, garantir a produção adequada de urina e instituir medidas de controle do aumento da temperatura.

A monitoração contínua da temperatura e do volume de CO2 expirado é recomendada para auxiliar no reconhecimento precoce da hipertermia maligna.

Bradicardia

Em crianças e adultos, a incidência da bradicardia (diminuição dos batimentos cardíacos), que pode progredir para assistolia, é maior após a segunda dose de suxametônio. A incidência e a severidade da bradicardia são maiores nas crianças do que nos adultos. O tratamento prévio com anticolinérgicos (por exemplo, atropina) pode reduzir a ocorrência de bradiarritmias.

Pressão intraocular

O suxametônio provoca aumento da pressão intraocular. Não deve ser usado em casos em que o aumento da pressão intraocular é indesejado (por exemplo, glaucoma de ângulo fechado, ferimentos penetrantes no olho), a menos que os benefícios justifiquem os riscos potenciais.

Mistura com outras substâncias

O suxametônio é ácido (pH=3,5) e não deve ser misturado com soluções alcalinas cujo pH seja maior que 8,5 (por exemplo, soluções com barbitúricos).

O suxametônio deve ser usado com cautela em pacientes com fraturas ou espasmos (contrações involuntárias) musculares devido à fasciculação muscular (pequenas contrações de diferentes grupos musculares de forma alternada e repetitiva) inicial que pode causar trauma adicional.

O suxametônio pode causar um aumento transitório na pressão intracraniana; entretanto, a indução anestésica adequada antes da administração do suxametônio irá minimizar este efeito.

O suxametônio pode aumentar a pressão intragástrica que pode resultar em regurgitação (refluxo) e possível aspiração do conteúdo estomacal.

O bloqueio neuromuscular pode ser prolongado em pacientes com hipocalemia ou hipocalcemia (baixas concentrações de cálcio no sangue).

Atividade reduzida da colinesterase plasmática

O suxametônio deve ser usado com cuidado em pacientes com atividade reduzida da colinesterase plasmática (pseudocolinesterase). A possibilidade do prolongamento do bloqueio neuromuscular após administração do suxametônio deve ser considerada em cada paciente. A atividade da colinesterase plasmática pode estar diminuída na presença de anormalidades genéticas da colinesterase plasmática (por exemplo, pacientes heterozigotos ou homozigotos para o gene da colinesterase plasmática atípica), gravidez, doenças hepática ou renal severas, tumores malignos, infecções, queimaduras, anemia, descompensação cardíaca, úlcera péptica ou mixedema (inchaço e degeneração dos tecidos da pele). A atividade da colinesterase plasmática também pode ser diminuída pela administração crônica dos contraceptivos orais, glicocorticoides ou certos inibidores da MAO e por inibidores irreversíveis da colinesterase plasmática (por exemplo, inseticidas organofosforados e certas drogas antineoplásicas).

Pacientes homozigotos para o gene da colinesterase plasmática atípica (1 em cada 2.500 pacientes) são extremamente sensíveis ao bloqueio neuromuscular do suxametônio (1 mg/mL) por infusão intravenosa lenta.

Apneia (parada respiratória transitória) ou paralisia muscular prolongada devem ser tratadas com respiração controlada.

Gravidez

Não se sabe se o suxametônio pode causar danos fetais quando administrado a mulheres grávidas. O suxametônio só pode ser dado a gestantes quando absolutamente necessário. Entretanto, o suxametônio é normalmente usado para produzir relaxamento muscular durante o parto por cesariana. Sabe-se que, em pequenas quantidades, o suxametônio atravessa a barreira placentária; em condições normais, a quantidade da droga que entra na circulação fetal após uma única dose de 1 mg/kg administrada à mãe não deve causar danos ao feto. Uma vez que a quantidade da droga que atravessa a barreira placentária é dependente do gradiente de concentração entre a circulação maternal e fetal, pode ocorrer bloqueio neuromuscular residual (apneia ou flacidez) ao recém-nascido após altas doses repetidas ou na presença de colinesterase plasmática atípica na mãe.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Amamentação

Não se sabe se o suxametônio é excretado no leite materno. A administração de suxametônio em lactantes (mulheres que estão amamentando) deve ser feita com cautela.

Efeitos não estrogênicos

Os níveis de colinesterase plasmática estão diminuídos em aproximadamente 24% durante a gravidez e por vários dias após o parto. Portanto, pode-se esperar que uma proporção maior de pacientes apresente maior sensibilidade (apneia prolongada) ao suxametônio quando grávida do que quando não grávida.

Carcinogênese, mutagênese, prejuízo da fertilidade

Não foram realizados estudos de longo prazo em animais para avaliar o potencial carcinogênico.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Succitrat?

As reações adversas do suxametônio consistem inicialmente no prolongamento de efeitos farmacológicos. O suxametônio causa relaxamento muscular profundo, resultando em depressão respiratória profunda a ponto de apneia; este efeito pode ser prolongado. As reações de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia (reação alérgica), raramente ocorrem.

As seguintes reações adversas adicionais têm sido reportadas:

  • <li>Parada card&#xED;aca;</li> <li>Hipertermia maligna;</li> <li>Arritmia;</li> <li>Bradicardia;</li> <li>Taquicardia (aumento dos batimentos card&#xED;acos);</li> <li>Hipertens&#xE3;o (aumento da press&#xE3;o arterial);</li> <li><a href="https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-hipotensao-pressao-baixa-sintomas-na-gravidez-e-mais/" rel="noopener" target="_blank">Hipotens&#xE3;o</a> (diminui&#xE7;&#xE3;o da press&#xE3;o arterial);</li> <li>Hipercalemia;</li> <li>Depress&#xE3;o respirat&#xF3;ria prolongada ou apneia;</li> <li>Aumento da press&#xE3;o intraocular;</li> <li>Fascicula&#xE7;&#xE3;o muscular;</li> <li>Rigidez maxilar;</li> <li>Dor muscular p&#xF3;s-operat&#xF3;ria;</li> <li>Rabdomi&#xF3;lise com poss&#xED;vel fal&#xEA;ncia renal aguda;</li> <li>Mioglobin&#xFA;ria (elimina&#xE7;&#xE3;o da prote&#xED;na mioglobina na urina);</li> <li>Saliva&#xE7;&#xE3;o excessiva e<em> rash</em> (vermelhid&#xE3;o na pele).</li>

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.

Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

População Especial

Pediatria

Existem raros relatos de disritmia ventricular (perturbação do ritmo do coração) e parada cardíaca secundárias à rabdomiólise (quebra rápida do músculo esquelético) com hipercalemia em crianças aparentemente saudáveis que receberam suxametônio. Descobriu-se que muitas dessas crianças tinham uma miopatia do&nbsp;músculo esquelético, como a distrofia muscular de Duchenne, cujos sinais clínicos não eram óbvios. A síndrome geralmente se apresenta como parada cardíaca súbita em poucos minutos após a administração de suxametônio. Estas crianças são, geralmente, mas não exclusivamente, do sexo masculino e, mais frequentemente, com 8 anos de idade ou menos. Existem relatos também em adolescentes. Muitas dessas crianças apresentaram, posteriormente, miopatia do músculo esquelético. Existem relatos também em adolescentes.

Podem não haver sinais ou sintomas para indicar ao médico quais são os pacientes de risco. Uma vez que é difícil identificar quais são os pacientes de risco, é recomendado que o uso do suxametônio em crianças seja reservado para intubação de emergência ou situações em que a imediata garantia das vias respiratórias for necessária, por exemplo, laringoespasmo (contração involuntária do músculo da laringe), dificuldades respiratórias, ou para uso intramuscular quando um vaso adequado for inacessível.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Succitrat?

Seu médico saberá como proceder no caso de esquecimento de aplicação de dose.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Qual a composição do Succitrat?

Cada frasco-ampola de 100 mg contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:252px\"> <p style=\"text-align:center\">Cloreto de suxamet&#xF4;nio</p> </td> <td style=\"width:253px\"> <p style=\"text-align:center\">100 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Cada frasco-ampola de 500 mg contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:252px\"> <p style=\"text-align:center\">Cloreto de suxamet&#xF4;nio</p> </td> <td style=\"width:253px\"> <p style=\"text-align:center\">500 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Succitrat maior do que a recomendada?

A superdose de bloqueadores neuromusculares pode produzir depressão respiratória prolongada ou apneia e colapso cardiovascular. Para apneia ou paralisia prolongada, deve-se manter a via aérea adequada e administrar ventilação manual ou mecânica. Deve-se manter a respiração artificial até que se comprove a recuperação total da respiração normal.

Pode-se determinar a natureza e o grau de bloqueio neuromuscular usando um estimulante do sistema nervoso periférico. Recomenda-se administrar atropina para reverter os efeitos secundários muscarínicos. Administrar líquidos e vasopressores, segundo as necessidades, para tratar a hipotensão grave e choque.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Succitrat com outros remédios?

As drogas que podem aumentar o bloqueio neuromuscular do suxametônio incluem:

Promazina, oxitocina, alguns antibióticos não penicilínicos, quinidina, bloqueadores beta-adrenérgicos, procainamida, lidocaína, trimetofano, carbonato de lítio, sais de magnésio, quinidina, cloroquina, dietiléter, isofurano, desflurano, metoclopramida e terbutalina. O efeito bloqueador neuromuscular do suxametônio pode ser exacerbado (intensificado) por drogas que reduzem a atividade da colinesterase plasmática (por exemplo, a administração oral crônica de contraceptivos, glicocorticoides e alguns inibidores da MAO) ou por drogas que inibem a colinesterase plasmática irreversivelmente. Caso outros agentes bloqueadores neuromusculares sejam usados durante o mesmo procedimento, a possibilidade de um efeito sinérgico (potencializado) ou antagonista (contrário) deve ser considerada.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Qual a ação da substância do Succitrat (Cloreto de Suxametônio)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <p>Em 26 estudos analisados, o rocur&#xF4;nio foi inferior o&amp;nbsp;Cloreto de Suxamet&#xF4;nio, com um Risco Relativo = 0,87 (95% condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o = 0,81 a 0,94) (N = 1,606). No entanto condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o foram semelhantes ao subgrupo de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/propofol/bula\" target=\"_blank\">propofol</a>, com risco relativo = 0,96 (95% condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o = 0,87 a 1,06) (N = 640).</p> <p>O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio possibilitou excelentes condi&#xE7;&#xF5;es para intuba&#xE7;&#xE3;o mais confi&#xE1;veis que o rocur&#xF4;nio. Em um tratamento de segunda linha, o rocur&#xF4;nio associado ao propofol possibilitou condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o equivalente &#xE0; proporcionada por Cloreto de Suxamet&#xF4;nio.<sup>1</sup></p> <p>As condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o foram clinicamente aceit&#xE1;veis (excelente ou bom) em 91,8% dos pacientes que receberam Cloreto de Suxamet&#xF4;nio e em 84,1% e 87,6% dos pacientes que receberam 2,0 e 2,5 mg/kg de rapacur&#xF4;nio, respectivamente.</p> <p>Em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; porcentagem de condi&#xE7;&#xF5;es clinicamente aceit&#xE1;veis de intuba&#xE7;&#xE3;o, a diferen&#xE7;a calculada (e o limite superior do intervalo de confian&#xE7;a unilateral de 97,5%) entre Cloreto de Suxamet&#xF4;nio e rapacur&#xF4;nio 2,0 mg/kg foi de 7,8% (14,4%) e entre Cloreto de Suxamet&#xF4;nio e rapacur&#xF4;nio 2,5 mg/kg foi e 4,0 (10,2%).<sup>2</sup></p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Perry J, Lee J, Wells G. Are intubation conditions using rocuronium equivalente to those using succinylcholine. Academic Emergency Medicine; Aug 2002; 9, 8; Career ando Technical Education p. 813.<br> 2. Blobner M, Mirakhur R. K, Wierda J. M.K.H et al. Rapacuronium 2.0 or 2.5 mg kg-&#x2019; for rapid-sequence induction: comparison with succinylcholine 1.0 mg kg-&#x2019;. British Journal of Anaesthesia 85 (5): 724-31 (2000).</br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas&amp;nbsp;</h2> <hr> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <p>Os agentes bloqueadores neuromusculares produzem paralisia do m&#xFA;sculo esquel&#xE9;tico pelo bloqueio de transmiss&#xE3;o neural na jun&#xE7;&#xE3;o neuronal. Inicialmente a paralisia &#xE9; seletiva e normalmente aparece na seguinte sequ&#xEA;ncia: m&#xFA;sculo das p&#xE1;lpebras, m&#xFA;sculo da mastiga&#xE7;&#xE3;o, m&#xFA;sculos dos membros, m&#xFA;sculos abdominais, m&#xFA;sculos da glote e, finalmente, os m&#xFA;sculos intercostais e o diafragma.</p> <p>Bloqueadores neuromusculares n&#xE3;o possuem efeitos conhecidos sobre a consci&#xEA;ncia e sobre o limiar da dor.</p> <p>Bloqueadores neuromusculares despolarizantes competem com a acetilcolina pelos receptores colin&#xE9;rgicos da placa motora terminal, e se ligam a esses receptores para produzir a despolariza&#xE7;&#xE3;o. Entretanto, devido a sua alta afinidade pelos receptores colin&#xE9;rgicos e sua resist&#xEA;ncia &#xE0; acetilcolinesterase, eles produzem uma despolariza&#xE7;&#xE3;o mais prolongada do que a acetilcolina. Isto resulta inicialmente em contra&#xE7;&#xF5;es musculares transit&#xF3;rias, seguidas da inibi&#xE7;&#xE3;o da transmiss&#xE3;o neuromuscular. Este tipo de bloqueio n&#xE3;o &#xE9; antagonizado e pode ser acentuado por agentes anticolinesterase. Com o uso prolongado ou repetido dos bloqueadores neuromusculares despolarizantes, um bloqueio neuromuscular semelhante a n&#xE3;o despolariza&#xE7;&#xE3;o pode ser produzido, resultando em depress&#xE3;o respirat&#xF3;ria ou apneia prolongadas.</p> <p>Quando o Cloreto de Suxamet&#xF4;nio &#xE9; administrado durante um per&#xED;odo de tempo prolongado, o bloqueio caracter&#xED;stico de despolariza&#xE7;&#xE3;o da jun&#xE7;&#xE3;o mioneural (bloqueio de fase I) pode mudar para um bloqueio com caracter&#xED;sticas que se assemelham superficialmente a um bloqueio n&#xE3;o despolarizante (bloqueio de fase II). Paralisia ou fraqueza muscular respirat&#xF3;ria prolongada pode ser observada em pacientes que manifestam essa transi&#xE7;&#xE3;o para o bloqueio da Fase II. A transi&#xE7;&#xE3;o do bloqueio de Fase I para Fase II foi relatada em sete dos sete pacientes estudados sob anestesia com <a href=\"https://consultaremedios.com.br/halotano/bula\" target=\"_blank\">halotano</a> ap&#xF3;s uma dose acumulada de 2 a 4 mg / kg de Cloreto de Suxamet&#xF4;nio (administrado em doses repetidas e divididas).</p> <p>O in&#xED;cio do bloqueio da Fase II coincidiu com o in&#xED;cio da taquifilaxia e prolongamento da recupera&#xE7;&#xE3;o espont&#xE2;nea. Em outro estudo, utilizando anestesia balanceada (N<sub>2</sub>O/O<sub>2</sub>/narc&#xF3;tico-tiopental) e infus&#xE3;o de Cloreto de Suxamet&#xF4;nio, a transi&#xE7;&#xE3;o foi menos abrupta, com&amp;nbsp;grande variabilidade individual na dose de Cloreto de Suxamet&#xF4;nio necess&#xE1;ria para produzir bloqueio de Fase II. Dos 32 pacientes estudados, 24 desenvolveram o bloqueio de fase II. A taquifilaxia n&#xE3;o foi associada &#xE0; transi&#xE7;&#xE3;o para o bloqueio de fase II e 50% dos pacientes que desenvolveram o bloqueio de fase II apresentaram recupera&#xE7;&#xE3;o prolongada.</p> <p>Quando se suspeita de bloqueio de fase II em casos de bloqueio neuromuscular prolongado, o diagn&#xF3;stico positivo deve ser feito pela estimula&#xE7;&#xE3;o de nervo perif&#xE9;rico antes da administra&#xE7;&#xE3;o de qualquer droga anticolinester&#xE1;sica. A revers&#xE3;o do bloqueio da Fase II &#xE9; uma decis&#xE3;o m&#xE9;dica que deve ser tomada com base no indiv&#xED;duo, na farmacologia cl&#xED;nica e na experi&#xEA;ncia e julgamento do m&#xE9;dico. A presen&#xE7;a do bloqueio da Fase II &#xE9; indicada pelo desvanecimento das respostas a est&#xED;mulos sucessivos (preferencialmente &#x201C;trem-de-quatro&#x201D;). O uso de uma droga anticolinester&#xE1;sica para reverter o bloqueio da Fase II deve ser acompanhado de doses apropriadas de um medicamento anticolin&#xE9;rgico para evitar dist&#xFA;rbios do ritmo card&#xED;aco.</p> <p>Ap&#xF3;s revers&#xE3;o adequada do bloqueio da Fase II com um agente anticolinester&#xE1;sico, o paciente deve ser continuamente observado por pelo menos 1 hora para sinais de retorno do relaxamento muscular. A revers&#xE3;o n&#xE3;o deve ser tentada a menos que:&amp;nbsp;(1) um estimulador de nervo perif&#xE9;rico seja usado para determinar a presen&#xE7;a de bloqueio de Fase II (j&#xE1; que agentes anticolinester&#xE1;sicos potencializam o bloqueio de Fase I induzido por Cloreto de Suxamet&#xF4;nio), e (2) recupera&#xE7;&#xE3;o espont&#xE2;nea de contra&#xE7;&#xE3;o muscular foi observada durante pelo menos 20 minutos e atingiu um patamar com a continua&#xE7;&#xE3;o da recupera&#xE7;&#xE3;o prosseguindo lentamente; este atraso &#xE9; para assegurar a hidr&#xF3;lise completa do Cloreto de Suxamet&#xF4;nio pela colinesterase do plasma antes da administra&#xE7;&#xE3;o do agente anticolinester&#xE1;sico. Caso o tipo de bloqueio seja diagnosticado incorretamente, a despolariza&#xE7;&#xE3;o do tipo inicialmente induzida por&amp;nbsp;Cloreto de Suxamet&#xF4;nio (ou seja, bloqueio de Fase I) ser&#xE1; prolongada por um agente anticolinester&#xE1;sico.</p> <p>O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio n&#xE3;o tem efeito direto sobre o mioc&#xE1;rdio. O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio estimula tanto os g&#xE2;nglios auton&#xF4;micos quanto os receptores muscar&#xED;nicos, que podem causar altera&#xE7;&#xF5;es no ritmo card&#xED;aco, incluindo parada card&#xED;aca. Altera&#xE7;&#xF5;es no ritmo, incluindo parada card&#xED;aca, tamb&#xE9;m podem resultar de estimula&#xE7;&#xE3;o vagal, que pode ocorrer durante procedimentos cir&#xFA;rgicos, ou de hipercalemia, particularmente em crian&#xE7;as. Esses efeitos s&#xE3;o aprimorados por anest&#xE9;sicos halogenados.</p> <p>Como com outros agentes bloqueadores neuromusculares, o potencial de libera&#xE7;&#xE3;o de histamina est&#xE1; presente ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o de Cloreto de Suxamet&#xF4;nio. Sinais e sintomas de libera&#xE7;&#xE3;o mediada por histamina, como rubor, hipotens&#xE3;o e broncoconstri&#xE7;&#xE3;o s&#xE3;o, no entanto, incomuns no uso cl&#xED;nico normal.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <p>O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio &#xE9; rapidamente hidrolisado &#xE0; succinilmonocolina, e mais lentamente, ao &#xE1;cido succ&#xED;nico e colina. Cerca de 10% da droga &#xE9; excretada de forma inalterada na urina.</p> <p>O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio n&#xE3;o possui a&#xE7;&#xE3;o direta sobre o &#xFA;tero ou outras estruturas com musculatura lisa. Por ser altamente ionizado e ter baixa solubilidade em gorduras, n&#xE3;o atravessa facilmente a placenta. Ocorre taquifilaxia com administra&#xE7;&#xF5;es repetidas.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Succitrat?

Manter o produto em sua embalagem original e conservar em temperatura ambiente entre 15C° e 30°C e proteger da umidade.

Prazo de validade: 24 meses a partir da data de fabricação.

Após o preparo, manter sob refrigeração (entre 2°C e 8°C) por 24 horas.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características do medicamento

Aspecto físico (pó)

Pó branco a quase branco, inodoro, higroscópico, cristalino.

Aspecto físico (após preparo)&nbsp;

Solução límpida, incolor, isenta de partículas visíveis.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Apresentações do Succitrat

Pó para solução injetável 100 mg:

Embalagem contendo 1 ou 10 frascos-ampola.

Pó para solução injetável 500 mg:

Embalagem contendo 1 ou 10 frascos-ampola.

Uso intravenoso ou intramuscular.

Uso exclusivo em anestesiologia.

Uso adulto e pediátrico.

Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência.

Dizeres Legais do Succitrat

MS nº 1.1637.0078

Farm. Resp.:
Eliza Yukie Saito – CRF-SP n° 10.878

Registrado por:
Blau Farmacêutica S.A.
CNPJ 58.430.828/0001-60
Rodovia Raposo Tavares
Km 30,5 n° 2833 - Prédio 100
CEP 06705-030 - Cotia – SP
Indústria Brasileira





Fabricado por:
Blau Farmacêutica S.A.
CNPJ 58.430.828/0013-01
Rua Adherbal Stresser, n° 84
CEP 05566-000 – São Paulo – SP
Indústria Brasileira




Venda sob prescrição médica.

Uso restrito a hospitais.

500mg, caixa com 10 frascos-ampola com pó para solução de uso intavenoso ou intramuscular (embalagem hospitalar)

Princípio ativo
:
Cloreto De Suxametônio
Classe Terapêutica
:
Relaxante Muscular De Ação Periférica
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Dispensação Sob Prescrição Médica Restrito a Hospitais)
Categoria
:
Anestésicos
Especialidade
:
Anestesiologia

Bula do medicamento

Succitrat, para o que é indicado e para o que serve?

Succitrat® apresenta, como componente ativo, o cloreto de suxametônio, o qual atua como relaxante muscular de ação ultrarrápida para administração intravenosa. É indicado como adjuvante da anestesia geral, para facilitar a intubação traqueal e proporcionar relaxamento do músculo esquelético durante a cirurgia ou ventilação mecânica.

Quais as contraindicações do Succitrat?

Este medicamento é contraindicado para pacientes com história pessoal ou familiar de hipertermia maligna (doença muscular hereditária latente, potencialmente grave, caracterizada por resposta hipermetabólica após exposição a este medicamento), miopatias (doenças musculares) da musculatura esquelética e conhecida hipersensibilidade aos componentes da fórmula. Também é contraindicado em casos de queimaduras graves, doença neuromuscular degenerativa ou distrófica (doença que altera a composição do tecido neuromuscular e resulta na perda de características originais), paraplegia (perda da capacidade de realizar movimentos devido à ausência de força muscular das pernas), doença na medula espinhal ou trauma múltiplo, uma vez que o suxametônio pode provocar uma hipercalemia (aumento na concentração de potássio no sangue) severa que pode resultar em parada cardíaca. O risco da hipercalemia nesses pacientes aumenta com o tempo e depende da extensão e localização da patologia e atinge seu pico em 7 a 10 dias após ocorrer a patologia. O tempo exato para início e a duração do período de risco não são conhecidos.

Como usar o Succitrat?

Preparar uma solução inicial, adicionando-se ao frasco ampola 2 mL a 10 mL de diluente, obtendo-se uma concentração de:&nbsp;

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:184px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Cloreto de suxamet&#xF4;nio</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:221px\"><strong>Concentra&#xE7;&#xE3;o ap&#xF3;s reconstitui&#xE7;&#xE3;o em 2 mL</strong></td> <td style=\"width:194px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Concentra&#xE7;&#xE3;o ap&#xF3;s reconstitui&#xE7;&#xE3;o em 10 mL</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:184px\"> <p style=\"text-align:center\">100 mg</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:221px\">50 mg/mL</td> <td style=\"width:194px\"> <p style=\"text-align:center\">10 mg/mL</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:184px\"> <p style=\"text-align:center\">500 mg</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:221px\">250 mg/mL</td> <td style=\"width:194px\"> <p style=\"text-align:center\">50 mg/mL</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

A seguir, as soluções diluídas podem ser preparadas de modo que a concentração final seja de 1 a 2 mg/mL.

Compatibilidade e diluentes

O suxametônio é ácido (pH 3,5) e não deve ser misturado com soluções alcalinas que possuem um pH maior que 8,5 (por exemplo, soluções barbitúricas). Soluções diluídas contendo 1 a 2 mg/mL podem ser preparadas pela adição de 1 g de suxametônio em 500 mL ou 1.000 mL de solução estéril, por exemplo, dextrose 5% ou cloreto de sódio 0,9%.

Soluções diluídas de suxametônio devem ser usadas dentro de 24 horas após a sua preparação. Técnicas assépticas devem ser usadas na preparação da diluição. As soluções de suxametônio devem ser preparadas para o uso de um único paciente. A porção não utilizada da solução diluída de suxametônio deve ser descartada.

Posologia do&nbsp;Succitrat

{"tag":"hr","value":" <p>A posologia do suxamet&#xF4;nio deve ser individualizada e determinada pelo m&#xE9;dico, ap&#xF3;s cuidadosa avalia&#xE7;&#xE3;o do paciente.</p> <h3>Adultos</h3> <h4>Procedimentos cir&#xFA;rgicos curtos</h4> <p>A dose m&#xE9;dia necess&#xE1;ria para produzir o bloqueio neuromuscular e para facilitar a intuba&#xE7;&#xE3;o traqueal &#xE9; de 0,6 mg de suxamet&#xF4;nio por kg de peso administrada por via intravenosa. A dose &#xF3;tima varia de indiv&#xED;duo para indiv&#xED;duo e pode ser de 0,3 a 1,1 mg/kg para adultos. Ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o de doses nesse intervalo, o bloqueio se desenvolve em cerca de 1 minuto; o bloqueio m&#xE1;ximo persiste por 2 minutos e a recupera&#xE7;&#xE3;o ocorre dentro de 4 a 6 minutos. Doses muito maiores podem resultar em bloqueios mais prolongados. Uma dose teste de 5 ou 10 mg pode ser usada para determinar a sensibilidade do paciente e o tempo de recupera&#xE7;&#xE3;o individual.</p> <h4>Procedimentos cir&#xFA;rgicos prolongados</h4> <p>A dose de suxamet&#xF4;nio administrada por infus&#xE3;o depende da dura&#xE7;&#xE3;o do procedimento e do relaxamento muscular necess&#xE1;rio. A dose m&#xE9;dia para um adulto varia entre 2,5 mg e 4,3 mg por minuto.</p> <p>As solu&#xE7;&#xF5;es contendo de 1 a 2 mg/mL de suxamet&#xF4;nio t&#xEA;m sido usadas comumente para infus&#xE3;o cont&#xED;nua. A solu&#xE7;&#xE3;o mais dilu&#xED;da (1 mg/mL) &#xE9;, provavelmente, a preferida pela facilidade do controle da velocidade de administra&#xE7;&#xE3;o e, por isso, do relaxamento. Esta solu&#xE7;&#xE3;o IV contendo 1 mg/mL pode ser administrada a uma velocidade de 0,5 mg (0,5 mL) a 10 mg (10 mL) por minuto para obter o grau de relaxamento necess&#xE1;rio. A quantidade necess&#xE1;ria por minuto ir&#xE1; depender da resposta individual e do grau de relaxamento necess&#xE1;rio.</p> <p>Deve-se evitar a sobrecarga da circula&#xE7;&#xE3;o com o uso de grande volume de fluidos. &#xC9; recomendado que a fun&#xE7;&#xE3;o neuromuscular seja cuidadosamente monitorada com um estimulante do nervo perif&#xE9;rico durante o uso do suxamet&#xF4;nio por infus&#xE3;o com o intuito de evitar a overdose, detectar o desenvolvimento de bloqueio de fase II, acompanhar o grau de recupera&#xE7;&#xE3;o e avaliar os efeitos dos agentes de revers&#xE3;o. Inje&#xE7;&#xF5;es IV intermitentes do suxamet&#xF4;nio podem tamb&#xE9;m ser usadas para produzir o relaxamento muscular em procedimentos prolongados. Uma inje&#xE7;&#xE3;o IV de 0,3 mg/kg a 1,1 mg/kg pode ser aplicada inicialmente, seguida, em intervalos apropriados, de outras inje&#xE7;&#xF5;es de 0,04 mg/kg a 0,07 mg/kg para manter o grau de relaxamento adequado.</p> <h3>Crian&#xE7;as</h3> <p>Para intuba&#xE7;&#xE3;o traqueal de emerg&#xEA;ncia ou em casos em que a imediata garantia das vias respirat&#xF3;rias for necess&#xE1;ria, a dose IV do suxamet&#xF4;nio &#xE9; de 2 mg/kg para crian&#xE7;as pequenas; para crian&#xE7;as maiores e adolescentes, a dose &#xE9; de 1 mg/kg. Raramente, a administra&#xE7;&#xE3;o de bolus IV de suxamet&#xF4;nio em crian&#xE7;as pode resultar em arritmia ventricular maligna e parada card&#xED;aca por <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/rabdomiolise/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">rabdomi&#xF3;lise</a> com hipercalemia. Nesses casos, deve-se suspeitar de uma miopatia subjacente. A administra&#xE7;&#xE3;o de bolus IV em crian&#xE7;as pode resultar em bradicardia profunda ou, raramente, assistolia. A administra&#xE7;&#xE3;o de suxamet&#xF4;nio por infus&#xE3;o intravenosa cont&#xED;nua n&#xE3;o &#xE9; considerada segura em neonatos e crian&#xE7;as devido ao risco de hipertermia maligna.</p> <h3>Uso intramuscular</h3> <p>Se necess&#xE1;rio, o suxamet&#xF4;nio pode ser administrado por via intramuscular quando um vaso adequado estiver inacess&#xED;vel. Uma dose de at&#xE9; 3 a 4 mg/kg pode ser dada, mas n&#xE3;o mais do que 150 mg da dose total deve ser administrada por essa via. O in&#xED;cio da a&#xE7;&#xE3;o do suxamet&#xF4;nio administrado por via intramuscular &#xE9; normalmente observado em cerca de 2 a 3 minutos.</p> <p><strong>Siga a orienta&#xE7;&#xE3;o de seu m&#xE9;dico, respeitando sempre os hor&#xE1;rios, as doses e a dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento.</strong></p> <p><strong>N&#xE3;o interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu m&#xE9;dico</strong></p> "}

Como o Succitrat funciona?

Succitrat® (cloreto de suxametônio) produz paralisia do músculo esquelético pelo bloqueio da transmissão em determinados neurônios (células que compõem o sistema nervoso).

Quais cuidados devo ter ao usar o Succitrat?

Gerais

O suxametônio pode ser usado somente nos casos indicados no controle da respiração artificial e somente quando houver capacidade para instituir respiração por intubação traqueal e para garantir adequada ventilação no paciente, incluindo a administração de oxigênio sobre pressão positiva e eliminação do dióxido de carbono. O médico deve estar preparado para auxiliar e controlar a respiração.

Para evitar o desconforto do paciente, o suxametônio não deve ser administrado antes da indução de inconsciência. Entretanto, em casos de emergência, a administração do suxametônio antes da indução da inconsciência pode ser necessária. O suxametônio é metabolizado (degradado) pela colinesterase sanguínea (enzima presente no sangue) e deve ser usado com cautela em pacientes que se sabe ou suspeitos de serem homozigotos para gene colinesterase plasmático atípico.

Anafilaxia

Foram relatadas reações anafiláticas severas a agentes bloqueadores neuromusculares. Devido à potencial gravidade dessas reações, precauções necessárias devem ser tomadas, como a disponibilidade imediata do tratamento de emergência adequado. Em pacientes que tiveram reações anafiláticas a outros agentes bloqueadores neuromusculares também deve-se ter um cuidado especial, uma vez que a reatividade cruzada entre agentes bloqueadores neuromusculares, tanto despolarizantes quanto não despolarizantes, foi relatada nessa classe de medicamentos.

Hipercalemia

O suxametônio deve ser administrado com grande atenção nos pacientes sofrendo de desequilíbrio eletrolítico (desequilíbrio de íons presentes no sangue, como por exemplo: íons sódio e potássio) e que podem estar com toxicidade digitálica maciça (intoxicação causada pelo uso de medicamentos da classe dos digitálicos, como por exemplo: digoxina e digitoxina), porque, nessas condições, o suxametônio pode induzir arritmia cardíaca grave (anormalidade no sistema elétrico do coração, responsável pelo número de batimentos) ou parada cardíaca devido à hipocalemia (baixa concentração de potássio no sangue). Pacientes com infecção abdominal crônica, hemorragia subaracnoide (extravasamento de sangue no cérebro) ou condições que causam a degeneração do sistema nervoso central e periférico, devem receber o suxametônio com grande cautela devido à possibilidade de ocorrer hipercalemia (altas concentrações de potássio no sangue) severa.

Hipertermia maligna

A administração de suxametônio tem sido associada com hipertermia maligna aguda, um estado metabólico potencialmente fatal do músculo esquelético. O risco de ocorrer hipertermia maligna ao suxametônio aumenta com a administração concomitante de anestésicos voláteis. A hipertermia maligna frequentemente se apresenta como espasmo intratável dos músculos da mandíbula, que pode progredir para rigidez generalizada, aumento da demanda de oxigênio, taquicardia, taquipneia e hiperpirexia profunda.

O resultado bem-sucedido depende do reconhecimento de sinais precoces, como espasmo do músculo mandibular, acidose ou rigidez generalizada, à administração inicial de suxametônio para intubação traqueal ou falha da taquicardia em responder ao aprofundamento da anestesia. Manchas na pele, aumento da temperatura e coagulopatias podem ocorrer mais tarde no decorrer do processo hipermetabólico. O reconhecimento da síndrome é um sinal para descontinuar a anestesia, atentar para o aumento do consumo de oxigênio, correção da acidose, garantir a circulação, garantir a produção adequada de urina e instituir medidas de controle do aumento da temperatura.

A monitoração contínua da temperatura e do volume de CO2 expirado é recomendada para auxiliar no reconhecimento precoce da hipertermia maligna.

Bradicardia

Em crianças e adultos, a incidência da bradicardia (diminuição dos batimentos cardíacos), que pode progredir para assistolia, é maior após a segunda dose de suxametônio. A incidência e a severidade da bradicardia são maiores nas crianças do que nos adultos. O tratamento prévio com anticolinérgicos (por exemplo, atropina) pode reduzir a ocorrência de bradiarritmias.

Pressão intraocular

O suxametônio provoca aumento da pressão intraocular. Não deve ser usado em casos em que o aumento da pressão intraocular é indesejado (por exemplo, glaucoma de ângulo fechado, ferimentos penetrantes no olho), a menos que os benefícios justifiquem os riscos potenciais.

Mistura com outras substâncias

O suxametônio é ácido (pH=3,5) e não deve ser misturado com soluções alcalinas cujo pH seja maior que 8,5 (por exemplo, soluções com barbitúricos).

O suxametônio deve ser usado com cautela em pacientes com fraturas ou espasmos (contrações involuntárias) musculares devido à fasciculação muscular (pequenas contrações de diferentes grupos musculares de forma alternada e repetitiva) inicial que pode causar trauma adicional.

O suxametônio pode causar um aumento transitório na pressão intracraniana; entretanto, a indução anestésica adequada antes da administração do suxametônio irá minimizar este efeito.

O suxametônio pode aumentar a pressão intragástrica que pode resultar em regurgitação (refluxo) e possível aspiração do conteúdo estomacal.

O bloqueio neuromuscular pode ser prolongado em pacientes com hipocalemia ou hipocalcemia (baixas concentrações de cálcio no sangue).

Atividade reduzida da colinesterase plasmática

O suxametônio deve ser usado com cuidado em pacientes com atividade reduzida da colinesterase plasmática (pseudocolinesterase). A possibilidade do prolongamento do bloqueio neuromuscular após administração do suxametônio deve ser considerada em cada paciente. A atividade da colinesterase plasmática pode estar diminuída na presença de anormalidades genéticas da colinesterase plasmática (por exemplo, pacientes heterozigotos ou homozigotos para o gene da colinesterase plasmática atípica), gravidez, doenças hepática ou renal severas, tumores malignos, infecções, queimaduras, anemia, descompensação cardíaca, úlcera péptica ou mixedema (inchaço e degeneração dos tecidos da pele). A atividade da colinesterase plasmática também pode ser diminuída pela administração crônica dos contraceptivos orais, glicocorticoides ou certos inibidores da MAO e por inibidores irreversíveis da colinesterase plasmática (por exemplo, inseticidas organofosforados e certas drogas antineoplásicas).

Pacientes homozigotos para o gene da colinesterase plasmática atípica (1 em cada 2.500 pacientes) são extremamente sensíveis ao bloqueio neuromuscular do suxametônio (1 mg/mL) por infusão intravenosa lenta.

Apneia (parada respiratória transitória) ou paralisia muscular prolongada devem ser tratadas com respiração controlada.

Gravidez

Não se sabe se o suxametônio pode causar danos fetais quando administrado a mulheres grávidas. O suxametônio só pode ser dado a gestantes quando absolutamente necessário. Entretanto, o suxametônio é normalmente usado para produzir relaxamento muscular durante o parto por cesariana. Sabe-se que, em pequenas quantidades, o suxametônio atravessa a barreira placentária; em condições normais, a quantidade da droga que entra na circulação fetal após uma única dose de 1 mg/kg administrada à mãe não deve causar danos ao feto. Uma vez que a quantidade da droga que atravessa a barreira placentária é dependente do gradiente de concentração entre a circulação maternal e fetal, pode ocorrer bloqueio neuromuscular residual (apneia ou flacidez) ao recém-nascido após altas doses repetidas ou na presença de colinesterase plasmática atípica na mãe.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Amamentação

Não se sabe se o suxametônio é excretado no leite materno. A administração de suxametônio em lactantes (mulheres que estão amamentando) deve ser feita com cautela.

Efeitos não estrogênicos

Os níveis de colinesterase plasmática estão diminuídos em aproximadamente 24% durante a gravidez e por vários dias após o parto. Portanto, pode-se esperar que uma proporção maior de pacientes apresente maior sensibilidade (apneia prolongada) ao suxametônio quando grávida do que quando não grávida.

Carcinogênese, mutagênese, prejuízo da fertilidade

Não foram realizados estudos de longo prazo em animais para avaliar o potencial carcinogênico.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Succitrat?

As reações adversas do suxametônio consistem inicialmente no prolongamento de efeitos farmacológicos. O suxametônio causa relaxamento muscular profundo, resultando em depressão respiratória profunda a ponto de apneia; este efeito pode ser prolongado. As reações de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia (reação alérgica), raramente ocorrem.

As seguintes reações adversas adicionais têm sido reportadas:

  • <li>Parada card&#xED;aca;</li> <li>Hipertermia maligna;</li> <li>Arritmia;</li> <li>Bradicardia;</li> <li>Taquicardia (aumento dos batimentos card&#xED;acos);</li> <li>Hipertens&#xE3;o (aumento da press&#xE3;o arterial);</li> <li><a href="https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-hipotensao-pressao-baixa-sintomas-na-gravidez-e-mais/" rel="noopener" target="_blank">Hipotens&#xE3;o</a> (diminui&#xE7;&#xE3;o da press&#xE3;o arterial);</li> <li>Hipercalemia;</li> <li>Depress&#xE3;o respirat&#xF3;ria prolongada ou apneia;</li> <li>Aumento da press&#xE3;o intraocular;</li> <li>Fascicula&#xE7;&#xE3;o muscular;</li> <li>Rigidez maxilar;</li> <li>Dor muscular p&#xF3;s-operat&#xF3;ria;</li> <li>Rabdomi&#xF3;lise com poss&#xED;vel fal&#xEA;ncia renal aguda;</li> <li>Mioglobin&#xFA;ria (elimina&#xE7;&#xE3;o da prote&#xED;na mioglobina na urina);</li> <li>Saliva&#xE7;&#xE3;o excessiva e<em> rash</em> (vermelhid&#xE3;o na pele).</li>

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.

Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

População Especial

Pediatria

Existem raros relatos de disritmia ventricular (perturbação do ritmo do coração) e parada cardíaca secundárias à rabdomiólise (quebra rápida do músculo esquelético) com hipercalemia em crianças aparentemente saudáveis que receberam suxametônio. Descobriu-se que muitas dessas crianças tinham uma miopatia do&nbsp;músculo esquelético, como a distrofia muscular de Duchenne, cujos sinais clínicos não eram óbvios. A síndrome geralmente se apresenta como parada cardíaca súbita em poucos minutos após a administração de suxametônio. Estas crianças são, geralmente, mas não exclusivamente, do sexo masculino e, mais frequentemente, com 8 anos de idade ou menos. Existem relatos também em adolescentes. Muitas dessas crianças apresentaram, posteriormente, miopatia do músculo esquelético. Existem relatos também em adolescentes.

Podem não haver sinais ou sintomas para indicar ao médico quais são os pacientes de risco. Uma vez que é difícil identificar quais são os pacientes de risco, é recomendado que o uso do suxametônio em crianças seja reservado para intubação de emergência ou situações em que a imediata garantia das vias respiratórias for necessária, por exemplo, laringoespasmo (contração involuntária do músculo da laringe), dificuldades respiratórias, ou para uso intramuscular quando um vaso adequado for inacessível.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Succitrat?

Seu médico saberá como proceder no caso de esquecimento de aplicação de dose.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Qual a composição do Succitrat?

Cada frasco-ampola de 100 mg contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:252px\"> <p style=\"text-align:center\">Cloreto de suxamet&#xF4;nio</p> </td> <td style=\"width:253px\"> <p style=\"text-align:center\">100 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Cada frasco-ampola de 500 mg contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:252px\"> <p style=\"text-align:center\">Cloreto de suxamet&#xF4;nio</p> </td> <td style=\"width:253px\"> <p style=\"text-align:center\">500 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Succitrat maior do que a recomendada?

A superdose de bloqueadores neuromusculares pode produzir depressão respiratória prolongada ou apneia e colapso cardiovascular. Para apneia ou paralisia prolongada, deve-se manter a via aérea adequada e administrar ventilação manual ou mecânica. Deve-se manter a respiração artificial até que se comprove a recuperação total da respiração normal.

Pode-se determinar a natureza e o grau de bloqueio neuromuscular usando um estimulante do sistema nervoso periférico. Recomenda-se administrar atropina para reverter os efeitos secundários muscarínicos. Administrar líquidos e vasopressores, segundo as necessidades, para tratar a hipotensão grave e choque.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Succitrat com outros remédios?

As drogas que podem aumentar o bloqueio neuromuscular do suxametônio incluem:

Promazina, oxitocina, alguns antibióticos não penicilínicos, quinidina, bloqueadores beta-adrenérgicos, procainamida, lidocaína, trimetofano, carbonato de lítio, sais de magnésio, quinidina, cloroquina, dietiléter, isofurano, desflurano, metoclopramida e terbutalina. O efeito bloqueador neuromuscular do suxametônio pode ser exacerbado (intensificado) por drogas que reduzem a atividade da colinesterase plasmática (por exemplo, a administração oral crônica de contraceptivos, glicocorticoides e alguns inibidores da MAO) ou por drogas que inibem a colinesterase plasmática irreversivelmente. Caso outros agentes bloqueadores neuromusculares sejam usados durante o mesmo procedimento, a possibilidade de um efeito sinérgico (potencializado) ou antagonista (contrário) deve ser considerada.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Qual a ação da substância do Succitrat (Cloreto de Suxametônio)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <p>Em 26 estudos analisados, o rocur&#xF4;nio foi inferior o&amp;nbsp;Cloreto de Suxamet&#xF4;nio, com um Risco Relativo = 0,87 (95% condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o = 0,81 a 0,94) (N = 1,606). No entanto condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o foram semelhantes ao subgrupo de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/propofol/bula\" target=\"_blank\">propofol</a>, com risco relativo = 0,96 (95% condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o = 0,87 a 1,06) (N = 640).</p> <p>O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio possibilitou excelentes condi&#xE7;&#xF5;es para intuba&#xE7;&#xE3;o mais confi&#xE1;veis que o rocur&#xF4;nio. Em um tratamento de segunda linha, o rocur&#xF4;nio associado ao propofol possibilitou condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o equivalente &#xE0; proporcionada por Cloreto de Suxamet&#xF4;nio.<sup>1</sup></p> <p>As condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o foram clinicamente aceit&#xE1;veis (excelente ou bom) em 91,8% dos pacientes que receberam Cloreto de Suxamet&#xF4;nio e em 84,1% e 87,6% dos pacientes que receberam 2,0 e 2,5 mg/kg de rapacur&#xF4;nio, respectivamente.</p> <p>Em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; porcentagem de condi&#xE7;&#xF5;es clinicamente aceit&#xE1;veis de intuba&#xE7;&#xE3;o, a diferen&#xE7;a calculada (e o limite superior do intervalo de confian&#xE7;a unilateral de 97,5%) entre Cloreto de Suxamet&#xF4;nio e rapacur&#xF4;nio 2,0 mg/kg foi de 7,8% (14,4%) e entre Cloreto de Suxamet&#xF4;nio e rapacur&#xF4;nio 2,5 mg/kg foi e 4,0 (10,2%).<sup>2</sup></p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Perry J, Lee J, Wells G. Are intubation conditions using rocuronium equivalente to those using succinylcholine. Academic Emergency Medicine; Aug 2002; 9, 8; Career ando Technical Education p. 813.<br> 2. Blobner M, Mirakhur R. K, Wierda J. M.K.H et al. Rapacuronium 2.0 or 2.5 mg kg-&#x2019; for rapid-sequence induction: comparison with succinylcholine 1.0 mg kg-&#x2019;. British Journal of Anaesthesia 85 (5): 724-31 (2000).</br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas&amp;nbsp;</h2> <hr> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <p>Os agentes bloqueadores neuromusculares produzem paralisia do m&#xFA;sculo esquel&#xE9;tico pelo bloqueio de transmiss&#xE3;o neural na jun&#xE7;&#xE3;o neuronal. Inicialmente a paralisia &#xE9; seletiva e normalmente aparece na seguinte sequ&#xEA;ncia: m&#xFA;sculo das p&#xE1;lpebras, m&#xFA;sculo da mastiga&#xE7;&#xE3;o, m&#xFA;sculos dos membros, m&#xFA;sculos abdominais, m&#xFA;sculos da glote e, finalmente, os m&#xFA;sculos intercostais e o diafragma.</p> <p>Bloqueadores neuromusculares n&#xE3;o possuem efeitos conhecidos sobre a consci&#xEA;ncia e sobre o limiar da dor.</p> <p>Bloqueadores neuromusculares despolarizantes competem com a acetilcolina pelos receptores colin&#xE9;rgicos da placa motora terminal, e se ligam a esses receptores para produzir a despolariza&#xE7;&#xE3;o. Entretanto, devido a sua alta afinidade pelos receptores colin&#xE9;rgicos e sua resist&#xEA;ncia &#xE0; acetilcolinesterase, eles produzem uma despolariza&#xE7;&#xE3;o mais prolongada do que a acetilcolina. Isto resulta inicialmente em contra&#xE7;&#xF5;es musculares transit&#xF3;rias, seguidas da inibi&#xE7;&#xE3;o da transmiss&#xE3;o neuromuscular. Este tipo de bloqueio n&#xE3;o &#xE9; antagonizado e pode ser acentuado por agentes anticolinesterase. Com o uso prolongado ou repetido dos bloqueadores neuromusculares despolarizantes, um bloqueio neuromuscular semelhante a n&#xE3;o despolariza&#xE7;&#xE3;o pode ser produzido, resultando em depress&#xE3;o respirat&#xF3;ria ou apneia prolongadas.</p> <p>Quando o Cloreto de Suxamet&#xF4;nio &#xE9; administrado durante um per&#xED;odo de tempo prolongado, o bloqueio caracter&#xED;stico de despolariza&#xE7;&#xE3;o da jun&#xE7;&#xE3;o mioneural (bloqueio de fase I) pode mudar para um bloqueio com caracter&#xED;sticas que se assemelham superficialmente a um bloqueio n&#xE3;o despolarizante (bloqueio de fase II). Paralisia ou fraqueza muscular respirat&#xF3;ria prolongada pode ser observada em pacientes que manifestam essa transi&#xE7;&#xE3;o para o bloqueio da Fase II. A transi&#xE7;&#xE3;o do bloqueio de Fase I para Fase II foi relatada em sete dos sete pacientes estudados sob anestesia com <a href=\"https://consultaremedios.com.br/halotano/bula\" target=\"_blank\">halotano</a> ap&#xF3;s uma dose acumulada de 2 a 4 mg / kg de Cloreto de Suxamet&#xF4;nio (administrado em doses repetidas e divididas).</p> <p>O in&#xED;cio do bloqueio da Fase II coincidiu com o in&#xED;cio da taquifilaxia e prolongamento da recupera&#xE7;&#xE3;o espont&#xE2;nea. Em outro estudo, utilizando anestesia balanceada (N<sub>2</sub>O/O<sub>2</sub>/narc&#xF3;tico-tiopental) e infus&#xE3;o de Cloreto de Suxamet&#xF4;nio, a transi&#xE7;&#xE3;o foi menos abrupta, com&amp;nbsp;grande variabilidade individual na dose de Cloreto de Suxamet&#xF4;nio necess&#xE1;ria para produzir bloqueio de Fase II. Dos 32 pacientes estudados, 24 desenvolveram o bloqueio de fase II. A taquifilaxia n&#xE3;o foi associada &#xE0; transi&#xE7;&#xE3;o para o bloqueio de fase II e 50% dos pacientes que desenvolveram o bloqueio de fase II apresentaram recupera&#xE7;&#xE3;o prolongada.</p> <p>Quando se suspeita de bloqueio de fase II em casos de bloqueio neuromuscular prolongado, o diagn&#xF3;stico positivo deve ser feito pela estimula&#xE7;&#xE3;o de nervo perif&#xE9;rico antes da administra&#xE7;&#xE3;o de qualquer droga anticolinester&#xE1;sica. A revers&#xE3;o do bloqueio da Fase II &#xE9; uma decis&#xE3;o m&#xE9;dica que deve ser tomada com base no indiv&#xED;duo, na farmacologia cl&#xED;nica e na experi&#xEA;ncia e julgamento do m&#xE9;dico. A presen&#xE7;a do bloqueio da Fase II &#xE9; indicada pelo desvanecimento das respostas a est&#xED;mulos sucessivos (preferencialmente &#x201C;trem-de-quatro&#x201D;). O uso de uma droga anticolinester&#xE1;sica para reverter o bloqueio da Fase II deve ser acompanhado de doses apropriadas de um medicamento anticolin&#xE9;rgico para evitar dist&#xFA;rbios do ritmo card&#xED;aco.</p> <p>Ap&#xF3;s revers&#xE3;o adequada do bloqueio da Fase II com um agente anticolinester&#xE1;sico, o paciente deve ser continuamente observado por pelo menos 1 hora para sinais de retorno do relaxamento muscular. A revers&#xE3;o n&#xE3;o deve ser tentada a menos que:&amp;nbsp;(1) um estimulador de nervo perif&#xE9;rico seja usado para determinar a presen&#xE7;a de bloqueio de Fase II (j&#xE1; que agentes anticolinester&#xE1;sicos potencializam o bloqueio de Fase I induzido por Cloreto de Suxamet&#xF4;nio), e (2) recupera&#xE7;&#xE3;o espont&#xE2;nea de contra&#xE7;&#xE3;o muscular foi observada durante pelo menos 20 minutos e atingiu um patamar com a continua&#xE7;&#xE3;o da recupera&#xE7;&#xE3;o prosseguindo lentamente; este atraso &#xE9; para assegurar a hidr&#xF3;lise completa do Cloreto de Suxamet&#xF4;nio pela colinesterase do plasma antes da administra&#xE7;&#xE3;o do agente anticolinester&#xE1;sico. Caso o tipo de bloqueio seja diagnosticado incorretamente, a despolariza&#xE7;&#xE3;o do tipo inicialmente induzida por&amp;nbsp;Cloreto de Suxamet&#xF4;nio (ou seja, bloqueio de Fase I) ser&#xE1; prolongada por um agente anticolinester&#xE1;sico.</p> <p>O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio n&#xE3;o tem efeito direto sobre o mioc&#xE1;rdio. O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio estimula tanto os g&#xE2;nglios auton&#xF4;micos quanto os receptores muscar&#xED;nicos, que podem causar altera&#xE7;&#xF5;es no ritmo card&#xED;aco, incluindo parada card&#xED;aca. Altera&#xE7;&#xF5;es no ritmo, incluindo parada card&#xED;aca, tamb&#xE9;m podem resultar de estimula&#xE7;&#xE3;o vagal, que pode ocorrer durante procedimentos cir&#xFA;rgicos, ou de hipercalemia, particularmente em crian&#xE7;as. Esses efeitos s&#xE3;o aprimorados por anest&#xE9;sicos halogenados.</p> <p>Como com outros agentes bloqueadores neuromusculares, o potencial de libera&#xE7;&#xE3;o de histamina est&#xE1; presente ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o de Cloreto de Suxamet&#xF4;nio. Sinais e sintomas de libera&#xE7;&#xE3;o mediada por histamina, como rubor, hipotens&#xE3;o e broncoconstri&#xE7;&#xE3;o s&#xE3;o, no entanto, incomuns no uso cl&#xED;nico normal.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <p>O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio &#xE9; rapidamente hidrolisado &#xE0; succinilmonocolina, e mais lentamente, ao &#xE1;cido succ&#xED;nico e colina. Cerca de 10% da droga &#xE9; excretada de forma inalterada na urina.</p> <p>O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio n&#xE3;o possui a&#xE7;&#xE3;o direta sobre o &#xFA;tero ou outras estruturas com musculatura lisa. Por ser altamente ionizado e ter baixa solubilidade em gorduras, n&#xE3;o atravessa facilmente a placenta. Ocorre taquifilaxia com administra&#xE7;&#xF5;es repetidas.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Succitrat?

Manter o produto em sua embalagem original e conservar em temperatura ambiente entre 15C° e 30°C e proteger da umidade.

Prazo de validade: 24 meses a partir da data de fabricação.

Após o preparo, manter sob refrigeração (entre 2°C e 8°C) por 24 horas.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características do medicamento

Aspecto físico (pó)

Pó branco a quase branco, inodoro, higroscópico, cristalino.

Aspecto físico (após preparo)&nbsp;

Solução límpida, incolor, isenta de partículas visíveis.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Apresentações do Succitrat

Pó para solução injetável 100 mg:

Embalagem contendo 1 ou 10 frascos-ampola.

Pó para solução injetável 500 mg:

Embalagem contendo 1 ou 10 frascos-ampola.

Uso intravenoso ou intramuscular.

Uso exclusivo em anestesiologia.

Uso adulto e pediátrico.

Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência.

Dizeres Legais do Succitrat

MS nº 1.1637.0078

Farm. Resp.:
Eliza Yukie Saito – CRF-SP n° 10.878

Registrado por:
Blau Farmacêutica S.A.
CNPJ 58.430.828/0001-60
Rodovia Raposo Tavares
Km 30,5 n° 2833 - Prédio 100
CEP 06705-030 - Cotia – SP
Indústria Brasileira





Fabricado por:
Blau Farmacêutica S.A.
CNPJ 58.430.828/0013-01
Rua Adherbal Stresser, n° 84
CEP 05566-000 – São Paulo – SP
Indústria Brasileira




Venda sob prescrição médica.

Uso restrito a hospitais.

500mg, caixa com 20 frascos-ampola com pó para solução de uso intavenoso ou intramuscular (embalagem hospitalar)

Princípio ativo
:
Cloreto De Suxametônio
Classe Terapêutica
:
Relaxante Muscular De Ação Periférica
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Dispensação Sob Prescrição Médica Restrito a Hospitais)
Categoria
:
Anestésicos
Especialidade
:
Anestesiologia

Bula do medicamento

Succitrat, para o que é indicado e para o que serve?

Succitrat® apresenta, como componente ativo, o cloreto de suxametônio, o qual atua como relaxante muscular de ação ultrarrápida para administração intravenosa. É indicado como adjuvante da anestesia geral, para facilitar a intubação traqueal e proporcionar relaxamento do músculo esquelético durante a cirurgia ou ventilação mecânica.

Quais as contraindicações do Succitrat?

Este medicamento é contraindicado para pacientes com história pessoal ou familiar de hipertermia maligna (doença muscular hereditária latente, potencialmente grave, caracterizada por resposta hipermetabólica após exposição a este medicamento), miopatias (doenças musculares) da musculatura esquelética e conhecida hipersensibilidade aos componentes da fórmula. Também é contraindicado em casos de queimaduras graves, doença neuromuscular degenerativa ou distrófica (doença que altera a composição do tecido neuromuscular e resulta na perda de características originais), paraplegia (perda da capacidade de realizar movimentos devido à ausência de força muscular das pernas), doença na medula espinhal ou trauma múltiplo, uma vez que o suxametônio pode provocar uma hipercalemia (aumento na concentração de potássio no sangue) severa que pode resultar em parada cardíaca. O risco da hipercalemia nesses pacientes aumenta com o tempo e depende da extensão e localização da patologia e atinge seu pico em 7 a 10 dias após ocorrer a patologia. O tempo exato para início e a duração do período de risco não são conhecidos.

Como usar o Succitrat?

Preparar uma solução inicial, adicionando-se ao frasco ampola 2 mL a 10 mL de diluente, obtendo-se uma concentração de:&nbsp;

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:184px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Cloreto de suxamet&#xF4;nio</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:221px\"><strong>Concentra&#xE7;&#xE3;o ap&#xF3;s reconstitui&#xE7;&#xE3;o em 2 mL</strong></td> <td style=\"width:194px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Concentra&#xE7;&#xE3;o ap&#xF3;s reconstitui&#xE7;&#xE3;o em 10 mL</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:184px\"> <p style=\"text-align:center\">100 mg</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:221px\">50 mg/mL</td> <td style=\"width:194px\"> <p style=\"text-align:center\">10 mg/mL</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:184px\"> <p style=\"text-align:center\">500 mg</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:221px\">250 mg/mL</td> <td style=\"width:194px\"> <p style=\"text-align:center\">50 mg/mL</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

A seguir, as soluções diluídas podem ser preparadas de modo que a concentração final seja de 1 a 2 mg/mL.

Compatibilidade e diluentes

O suxametônio é ácido (pH 3,5) e não deve ser misturado com soluções alcalinas que possuem um pH maior que 8,5 (por exemplo, soluções barbitúricas). Soluções diluídas contendo 1 a 2 mg/mL podem ser preparadas pela adição de 1 g de suxametônio em 500 mL ou 1.000 mL de solução estéril, por exemplo, dextrose 5% ou cloreto de sódio 0,9%.

Soluções diluídas de suxametônio devem ser usadas dentro de 24 horas após a sua preparação. Técnicas assépticas devem ser usadas na preparação da diluição. As soluções de suxametônio devem ser preparadas para o uso de um único paciente. A porção não utilizada da solução diluída de suxametônio deve ser descartada.

Posologia do&nbsp;Succitrat

{"tag":"hr","value":" <p>A posologia do suxamet&#xF4;nio deve ser individualizada e determinada pelo m&#xE9;dico, ap&#xF3;s cuidadosa avalia&#xE7;&#xE3;o do paciente.</p> <h3>Adultos</h3> <h4>Procedimentos cir&#xFA;rgicos curtos</h4> <p>A dose m&#xE9;dia necess&#xE1;ria para produzir o bloqueio neuromuscular e para facilitar a intuba&#xE7;&#xE3;o traqueal &#xE9; de 0,6 mg de suxamet&#xF4;nio por kg de peso administrada por via intravenosa. A dose &#xF3;tima varia de indiv&#xED;duo para indiv&#xED;duo e pode ser de 0,3 a 1,1 mg/kg para adultos. Ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o de doses nesse intervalo, o bloqueio se desenvolve em cerca de 1 minuto; o bloqueio m&#xE1;ximo persiste por 2 minutos e a recupera&#xE7;&#xE3;o ocorre dentro de 4 a 6 minutos. Doses muito maiores podem resultar em bloqueios mais prolongados. Uma dose teste de 5 ou 10 mg pode ser usada para determinar a sensibilidade do paciente e o tempo de recupera&#xE7;&#xE3;o individual.</p> <h4>Procedimentos cir&#xFA;rgicos prolongados</h4> <p>A dose de suxamet&#xF4;nio administrada por infus&#xE3;o depende da dura&#xE7;&#xE3;o do procedimento e do relaxamento muscular necess&#xE1;rio. A dose m&#xE9;dia para um adulto varia entre 2,5 mg e 4,3 mg por minuto.</p> <p>As solu&#xE7;&#xF5;es contendo de 1 a 2 mg/mL de suxamet&#xF4;nio t&#xEA;m sido usadas comumente para infus&#xE3;o cont&#xED;nua. A solu&#xE7;&#xE3;o mais dilu&#xED;da (1 mg/mL) &#xE9;, provavelmente, a preferida pela facilidade do controle da velocidade de administra&#xE7;&#xE3;o e, por isso, do relaxamento. Esta solu&#xE7;&#xE3;o IV contendo 1 mg/mL pode ser administrada a uma velocidade de 0,5 mg (0,5 mL) a 10 mg (10 mL) por minuto para obter o grau de relaxamento necess&#xE1;rio. A quantidade necess&#xE1;ria por minuto ir&#xE1; depender da resposta individual e do grau de relaxamento necess&#xE1;rio.</p> <p>Deve-se evitar a sobrecarga da circula&#xE7;&#xE3;o com o uso de grande volume de fluidos. &#xC9; recomendado que a fun&#xE7;&#xE3;o neuromuscular seja cuidadosamente monitorada com um estimulante do nervo perif&#xE9;rico durante o uso do suxamet&#xF4;nio por infus&#xE3;o com o intuito de evitar a overdose, detectar o desenvolvimento de bloqueio de fase II, acompanhar o grau de recupera&#xE7;&#xE3;o e avaliar os efeitos dos agentes de revers&#xE3;o. Inje&#xE7;&#xF5;es IV intermitentes do suxamet&#xF4;nio podem tamb&#xE9;m ser usadas para produzir o relaxamento muscular em procedimentos prolongados. Uma inje&#xE7;&#xE3;o IV de 0,3 mg/kg a 1,1 mg/kg pode ser aplicada inicialmente, seguida, em intervalos apropriados, de outras inje&#xE7;&#xF5;es de 0,04 mg/kg a 0,07 mg/kg para manter o grau de relaxamento adequado.</p> <h3>Crian&#xE7;as</h3> <p>Para intuba&#xE7;&#xE3;o traqueal de emerg&#xEA;ncia ou em casos em que a imediata garantia das vias respirat&#xF3;rias for necess&#xE1;ria, a dose IV do suxamet&#xF4;nio &#xE9; de 2 mg/kg para crian&#xE7;as pequenas; para crian&#xE7;as maiores e adolescentes, a dose &#xE9; de 1 mg/kg. Raramente, a administra&#xE7;&#xE3;o de bolus IV de suxamet&#xF4;nio em crian&#xE7;as pode resultar em arritmia ventricular maligna e parada card&#xED;aca por <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/rabdomiolise/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">rabdomi&#xF3;lise</a> com hipercalemia. Nesses casos, deve-se suspeitar de uma miopatia subjacente. A administra&#xE7;&#xE3;o de bolus IV em crian&#xE7;as pode resultar em bradicardia profunda ou, raramente, assistolia. A administra&#xE7;&#xE3;o de suxamet&#xF4;nio por infus&#xE3;o intravenosa cont&#xED;nua n&#xE3;o &#xE9; considerada segura em neonatos e crian&#xE7;as devido ao risco de hipertermia maligna.</p> <h3>Uso intramuscular</h3> <p>Se necess&#xE1;rio, o suxamet&#xF4;nio pode ser administrado por via intramuscular quando um vaso adequado estiver inacess&#xED;vel. Uma dose de at&#xE9; 3 a 4 mg/kg pode ser dada, mas n&#xE3;o mais do que 150 mg da dose total deve ser administrada por essa via. O in&#xED;cio da a&#xE7;&#xE3;o do suxamet&#xF4;nio administrado por via intramuscular &#xE9; normalmente observado em cerca de 2 a 3 minutos.</p> <p><strong>Siga a orienta&#xE7;&#xE3;o de seu m&#xE9;dico, respeitando sempre os hor&#xE1;rios, as doses e a dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento.</strong></p> <p><strong>N&#xE3;o interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu m&#xE9;dico</strong></p> "}

Como o Succitrat funciona?

Succitrat® (cloreto de suxametônio) produz paralisia do músculo esquelético pelo bloqueio da transmissão em determinados neurônios (células que compõem o sistema nervoso).

Quais cuidados devo ter ao usar o Succitrat?

Gerais

O suxametônio pode ser usado somente nos casos indicados no controle da respiração artificial e somente quando houver capacidade para instituir respiração por intubação traqueal e para garantir adequada ventilação no paciente, incluindo a administração de oxigênio sobre pressão positiva e eliminação do dióxido de carbono. O médico deve estar preparado para auxiliar e controlar a respiração.

Para evitar o desconforto do paciente, o suxametônio não deve ser administrado antes da indução de inconsciência. Entretanto, em casos de emergência, a administração do suxametônio antes da indução da inconsciência pode ser necessária. O suxametônio é metabolizado (degradado) pela colinesterase sanguínea (enzima presente no sangue) e deve ser usado com cautela em pacientes que se sabe ou suspeitos de serem homozigotos para gene colinesterase plasmático atípico.

Anafilaxia

Foram relatadas reações anafiláticas severas a agentes bloqueadores neuromusculares. Devido à potencial gravidade dessas reações, precauções necessárias devem ser tomadas, como a disponibilidade imediata do tratamento de emergência adequado. Em pacientes que tiveram reações anafiláticas a outros agentes bloqueadores neuromusculares também deve-se ter um cuidado especial, uma vez que a reatividade cruzada entre agentes bloqueadores neuromusculares, tanto despolarizantes quanto não despolarizantes, foi relatada nessa classe de medicamentos.

Hipercalemia

O suxametônio deve ser administrado com grande atenção nos pacientes sofrendo de desequilíbrio eletrolítico (desequilíbrio de íons presentes no sangue, como por exemplo: íons sódio e potássio) e que podem estar com toxicidade digitálica maciça (intoxicação causada pelo uso de medicamentos da classe dos digitálicos, como por exemplo: digoxina e digitoxina), porque, nessas condições, o suxametônio pode induzir arritmia cardíaca grave (anormalidade no sistema elétrico do coração, responsável pelo número de batimentos) ou parada cardíaca devido à hipocalemia (baixa concentração de potássio no sangue). Pacientes com infecção abdominal crônica, hemorragia subaracnoide (extravasamento de sangue no cérebro) ou condições que causam a degeneração do sistema nervoso central e periférico, devem receber o suxametônio com grande cautela devido à possibilidade de ocorrer hipercalemia (altas concentrações de potássio no sangue) severa.

Hipertermia maligna

A administração de suxametônio tem sido associada com hipertermia maligna aguda, um estado metabólico potencialmente fatal do músculo esquelético. O risco de ocorrer hipertermia maligna ao suxametônio aumenta com a administração concomitante de anestésicos voláteis. A hipertermia maligna frequentemente se apresenta como espasmo intratável dos músculos da mandíbula, que pode progredir para rigidez generalizada, aumento da demanda de oxigênio, taquicardia, taquipneia e hiperpirexia profunda.

O resultado bem-sucedido depende do reconhecimento de sinais precoces, como espasmo do músculo mandibular, acidose ou rigidez generalizada, à administração inicial de suxametônio para intubação traqueal ou falha da taquicardia em responder ao aprofundamento da anestesia. Manchas na pele, aumento da temperatura e coagulopatias podem ocorrer mais tarde no decorrer do processo hipermetabólico. O reconhecimento da síndrome é um sinal para descontinuar a anestesia, atentar para o aumento do consumo de oxigênio, correção da acidose, garantir a circulação, garantir a produção adequada de urina e instituir medidas de controle do aumento da temperatura.

A monitoração contínua da temperatura e do volume de CO2 expirado é recomendada para auxiliar no reconhecimento precoce da hipertermia maligna.

Bradicardia

Em crianças e adultos, a incidência da bradicardia (diminuição dos batimentos cardíacos), que pode progredir para assistolia, é maior após a segunda dose de suxametônio. A incidência e a severidade da bradicardia são maiores nas crianças do que nos adultos. O tratamento prévio com anticolinérgicos (por exemplo, atropina) pode reduzir a ocorrência de bradiarritmias.

Pressão intraocular

O suxametônio provoca aumento da pressão intraocular. Não deve ser usado em casos em que o aumento da pressão intraocular é indesejado (por exemplo, glaucoma de ângulo fechado, ferimentos penetrantes no olho), a menos que os benefícios justifiquem os riscos potenciais.

Mistura com outras substâncias

O suxametônio é ácido (pH=3,5) e não deve ser misturado com soluções alcalinas cujo pH seja maior que 8,5 (por exemplo, soluções com barbitúricos).

O suxametônio deve ser usado com cautela em pacientes com fraturas ou espasmos (contrações involuntárias) musculares devido à fasciculação muscular (pequenas contrações de diferentes grupos musculares de forma alternada e repetitiva) inicial que pode causar trauma adicional.

O suxametônio pode causar um aumento transitório na pressão intracraniana; entretanto, a indução anestésica adequada antes da administração do suxametônio irá minimizar este efeito.

O suxametônio pode aumentar a pressão intragástrica que pode resultar em regurgitação (refluxo) e possível aspiração do conteúdo estomacal.

O bloqueio neuromuscular pode ser prolongado em pacientes com hipocalemia ou hipocalcemia (baixas concentrações de cálcio no sangue).

Atividade reduzida da colinesterase plasmática

O suxametônio deve ser usado com cuidado em pacientes com atividade reduzida da colinesterase plasmática (pseudocolinesterase). A possibilidade do prolongamento do bloqueio neuromuscular após administração do suxametônio deve ser considerada em cada paciente. A atividade da colinesterase plasmática pode estar diminuída na presença de anormalidades genéticas da colinesterase plasmática (por exemplo, pacientes heterozigotos ou homozigotos para o gene da colinesterase plasmática atípica), gravidez, doenças hepática ou renal severas, tumores malignos, infecções, queimaduras, anemia, descompensação cardíaca, úlcera péptica ou mixedema (inchaço e degeneração dos tecidos da pele). A atividade da colinesterase plasmática também pode ser diminuída pela administração crônica dos contraceptivos orais, glicocorticoides ou certos inibidores da MAO e por inibidores irreversíveis da colinesterase plasmática (por exemplo, inseticidas organofosforados e certas drogas antineoplásicas).

Pacientes homozigotos para o gene da colinesterase plasmática atípica (1 em cada 2.500 pacientes) são extremamente sensíveis ao bloqueio neuromuscular do suxametônio (1 mg/mL) por infusão intravenosa lenta.

Apneia (parada respiratória transitória) ou paralisia muscular prolongada devem ser tratadas com respiração controlada.

Gravidez

Não se sabe se o suxametônio pode causar danos fetais quando administrado a mulheres grávidas. O suxametônio só pode ser dado a gestantes quando absolutamente necessário. Entretanto, o suxametônio é normalmente usado para produzir relaxamento muscular durante o parto por cesariana. Sabe-se que, em pequenas quantidades, o suxametônio atravessa a barreira placentária; em condições normais, a quantidade da droga que entra na circulação fetal após uma única dose de 1 mg/kg administrada à mãe não deve causar danos ao feto. Uma vez que a quantidade da droga que atravessa a barreira placentária é dependente do gradiente de concentração entre a circulação maternal e fetal, pode ocorrer bloqueio neuromuscular residual (apneia ou flacidez) ao recém-nascido após altas doses repetidas ou na presença de colinesterase plasmática atípica na mãe.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Amamentação

Não se sabe se o suxametônio é excretado no leite materno. A administração de suxametônio em lactantes (mulheres que estão amamentando) deve ser feita com cautela.

Efeitos não estrogênicos

Os níveis de colinesterase plasmática estão diminuídos em aproximadamente 24% durante a gravidez e por vários dias após o parto. Portanto, pode-se esperar que uma proporção maior de pacientes apresente maior sensibilidade (apneia prolongada) ao suxametônio quando grávida do que quando não grávida.

Carcinogênese, mutagênese, prejuízo da fertilidade

Não foram realizados estudos de longo prazo em animais para avaliar o potencial carcinogênico.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Succitrat?

As reações adversas do suxametônio consistem inicialmente no prolongamento de efeitos farmacológicos. O suxametônio causa relaxamento muscular profundo, resultando em depressão respiratória profunda a ponto de apneia; este efeito pode ser prolongado. As reações de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia (reação alérgica), raramente ocorrem.

As seguintes reações adversas adicionais têm sido reportadas:

  • <li>Parada card&#xED;aca;</li> <li>Hipertermia maligna;</li> <li>Arritmia;</li> <li>Bradicardia;</li> <li>Taquicardia (aumento dos batimentos card&#xED;acos);</li> <li>Hipertens&#xE3;o (aumento da press&#xE3;o arterial);</li> <li><a href="https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-hipotensao-pressao-baixa-sintomas-na-gravidez-e-mais/" rel="noopener" target="_blank">Hipotens&#xE3;o</a> (diminui&#xE7;&#xE3;o da press&#xE3;o arterial);</li> <li>Hipercalemia;</li> <li>Depress&#xE3;o respirat&#xF3;ria prolongada ou apneia;</li> <li>Aumento da press&#xE3;o intraocular;</li> <li>Fascicula&#xE7;&#xE3;o muscular;</li> <li>Rigidez maxilar;</li> <li>Dor muscular p&#xF3;s-operat&#xF3;ria;</li> <li>Rabdomi&#xF3;lise com poss&#xED;vel fal&#xEA;ncia renal aguda;</li> <li>Mioglobin&#xFA;ria (elimina&#xE7;&#xE3;o da prote&#xED;na mioglobina na urina);</li> <li>Saliva&#xE7;&#xE3;o excessiva e<em> rash</em> (vermelhid&#xE3;o na pele).</li>

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.

Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

População Especial

Pediatria

Existem raros relatos de disritmia ventricular (perturbação do ritmo do coração) e parada cardíaca secundárias à rabdomiólise (quebra rápida do músculo esquelético) com hipercalemia em crianças aparentemente saudáveis que receberam suxametônio. Descobriu-se que muitas dessas crianças tinham uma miopatia do&nbsp;músculo esquelético, como a distrofia muscular de Duchenne, cujos sinais clínicos não eram óbvios. A síndrome geralmente se apresenta como parada cardíaca súbita em poucos minutos após a administração de suxametônio. Estas crianças são, geralmente, mas não exclusivamente, do sexo masculino e, mais frequentemente, com 8 anos de idade ou menos. Existem relatos também em adolescentes. Muitas dessas crianças apresentaram, posteriormente, miopatia do músculo esquelético. Existem relatos também em adolescentes.

Podem não haver sinais ou sintomas para indicar ao médico quais são os pacientes de risco. Uma vez que é difícil identificar quais são os pacientes de risco, é recomendado que o uso do suxametônio em crianças seja reservado para intubação de emergência ou situações em que a imediata garantia das vias respiratórias for necessária, por exemplo, laringoespasmo (contração involuntária do músculo da laringe), dificuldades respiratórias, ou para uso intramuscular quando um vaso adequado for inacessível.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Succitrat?

Seu médico saberá como proceder no caso de esquecimento de aplicação de dose.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Qual a composição do Succitrat?

Cada frasco-ampola de 100 mg contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:252px\"> <p style=\"text-align:center\">Cloreto de suxamet&#xF4;nio</p> </td> <td style=\"width:253px\"> <p style=\"text-align:center\">100 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Cada frasco-ampola de 500 mg contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:252px\"> <p style=\"text-align:center\">Cloreto de suxamet&#xF4;nio</p> </td> <td style=\"width:253px\"> <p style=\"text-align:center\">500 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Succitrat maior do que a recomendada?

A superdose de bloqueadores neuromusculares pode produzir depressão respiratória prolongada ou apneia e colapso cardiovascular. Para apneia ou paralisia prolongada, deve-se manter a via aérea adequada e administrar ventilação manual ou mecânica. Deve-se manter a respiração artificial até que se comprove a recuperação total da respiração normal.

Pode-se determinar a natureza e o grau de bloqueio neuromuscular usando um estimulante do sistema nervoso periférico. Recomenda-se administrar atropina para reverter os efeitos secundários muscarínicos. Administrar líquidos e vasopressores, segundo as necessidades, para tratar a hipotensão grave e choque.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Succitrat com outros remédios?

As drogas que podem aumentar o bloqueio neuromuscular do suxametônio incluem:

Promazina, oxitocina, alguns antibióticos não penicilínicos, quinidina, bloqueadores beta-adrenérgicos, procainamida, lidocaína, trimetofano, carbonato de lítio, sais de magnésio, quinidina, cloroquina, dietiléter, isofurano, desflurano, metoclopramida e terbutalina. O efeito bloqueador neuromuscular do suxametônio pode ser exacerbado (intensificado) por drogas que reduzem a atividade da colinesterase plasmática (por exemplo, a administração oral crônica de contraceptivos, glicocorticoides e alguns inibidores da MAO) ou por drogas que inibem a colinesterase plasmática irreversivelmente. Caso outros agentes bloqueadores neuromusculares sejam usados durante o mesmo procedimento, a possibilidade de um efeito sinérgico (potencializado) ou antagonista (contrário) deve ser considerada.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Qual a ação da substância do Succitrat (Cloreto de Suxametônio)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <p>Em 26 estudos analisados, o rocur&#xF4;nio foi inferior o&amp;nbsp;Cloreto de Suxamet&#xF4;nio, com um Risco Relativo = 0,87 (95% condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o = 0,81 a 0,94) (N = 1,606). No entanto condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o foram semelhantes ao subgrupo de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/propofol/bula\" target=\"_blank\">propofol</a>, com risco relativo = 0,96 (95% condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o = 0,87 a 1,06) (N = 640).</p> <p>O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio possibilitou excelentes condi&#xE7;&#xF5;es para intuba&#xE7;&#xE3;o mais confi&#xE1;veis que o rocur&#xF4;nio. Em um tratamento de segunda linha, o rocur&#xF4;nio associado ao propofol possibilitou condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o equivalente &#xE0; proporcionada por Cloreto de Suxamet&#xF4;nio.<sup>1</sup></p> <p>As condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o foram clinicamente aceit&#xE1;veis (excelente ou bom) em 91,8% dos pacientes que receberam Cloreto de Suxamet&#xF4;nio e em 84,1% e 87,6% dos pacientes que receberam 2,0 e 2,5 mg/kg de rapacur&#xF4;nio, respectivamente.</p> <p>Em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; porcentagem de condi&#xE7;&#xF5;es clinicamente aceit&#xE1;veis de intuba&#xE7;&#xE3;o, a diferen&#xE7;a calculada (e o limite superior do intervalo de confian&#xE7;a unilateral de 97,5%) entre Cloreto de Suxamet&#xF4;nio e rapacur&#xF4;nio 2,0 mg/kg foi de 7,8% (14,4%) e entre Cloreto de Suxamet&#xF4;nio e rapacur&#xF4;nio 2,5 mg/kg foi e 4,0 (10,2%).<sup>2</sup></p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Perry J, Lee J, Wells G. Are intubation conditions using rocuronium equivalente to those using succinylcholine. Academic Emergency Medicine; Aug 2002; 9, 8; Career ando Technical Education p. 813.<br> 2. Blobner M, Mirakhur R. K, Wierda J. M.K.H et al. Rapacuronium 2.0 or 2.5 mg kg-&#x2019; for rapid-sequence induction: comparison with succinylcholine 1.0 mg kg-&#x2019;. British Journal of Anaesthesia 85 (5): 724-31 (2000).</br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas&amp;nbsp;</h2> <hr> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <p>Os agentes bloqueadores neuromusculares produzem paralisia do m&#xFA;sculo esquel&#xE9;tico pelo bloqueio de transmiss&#xE3;o neural na jun&#xE7;&#xE3;o neuronal. Inicialmente a paralisia &#xE9; seletiva e normalmente aparece na seguinte sequ&#xEA;ncia: m&#xFA;sculo das p&#xE1;lpebras, m&#xFA;sculo da mastiga&#xE7;&#xE3;o, m&#xFA;sculos dos membros, m&#xFA;sculos abdominais, m&#xFA;sculos da glote e, finalmente, os m&#xFA;sculos intercostais e o diafragma.</p> <p>Bloqueadores neuromusculares n&#xE3;o possuem efeitos conhecidos sobre a consci&#xEA;ncia e sobre o limiar da dor.</p> <p>Bloqueadores neuromusculares despolarizantes competem com a acetilcolina pelos receptores colin&#xE9;rgicos da placa motora terminal, e se ligam a esses receptores para produzir a despolariza&#xE7;&#xE3;o. Entretanto, devido a sua alta afinidade pelos receptores colin&#xE9;rgicos e sua resist&#xEA;ncia &#xE0; acetilcolinesterase, eles produzem uma despolariza&#xE7;&#xE3;o mais prolongada do que a acetilcolina. Isto resulta inicialmente em contra&#xE7;&#xF5;es musculares transit&#xF3;rias, seguidas da inibi&#xE7;&#xE3;o da transmiss&#xE3;o neuromuscular. Este tipo de bloqueio n&#xE3;o &#xE9; antagonizado e pode ser acentuado por agentes anticolinesterase. Com o uso prolongado ou repetido dos bloqueadores neuromusculares despolarizantes, um bloqueio neuromuscular semelhante a n&#xE3;o despolariza&#xE7;&#xE3;o pode ser produzido, resultando em depress&#xE3;o respirat&#xF3;ria ou apneia prolongadas.</p> <p>Quando o Cloreto de Suxamet&#xF4;nio &#xE9; administrado durante um per&#xED;odo de tempo prolongado, o bloqueio caracter&#xED;stico de despolariza&#xE7;&#xE3;o da jun&#xE7;&#xE3;o mioneural (bloqueio de fase I) pode mudar para um bloqueio com caracter&#xED;sticas que se assemelham superficialmente a um bloqueio n&#xE3;o despolarizante (bloqueio de fase II). Paralisia ou fraqueza muscular respirat&#xF3;ria prolongada pode ser observada em pacientes que manifestam essa transi&#xE7;&#xE3;o para o bloqueio da Fase II. A transi&#xE7;&#xE3;o do bloqueio de Fase I para Fase II foi relatada em sete dos sete pacientes estudados sob anestesia com <a href=\"https://consultaremedios.com.br/halotano/bula\" target=\"_blank\">halotano</a> ap&#xF3;s uma dose acumulada de 2 a 4 mg / kg de Cloreto de Suxamet&#xF4;nio (administrado em doses repetidas e divididas).</p> <p>O in&#xED;cio do bloqueio da Fase II coincidiu com o in&#xED;cio da taquifilaxia e prolongamento da recupera&#xE7;&#xE3;o espont&#xE2;nea. Em outro estudo, utilizando anestesia balanceada (N<sub>2</sub>O/O<sub>2</sub>/narc&#xF3;tico-tiopental) e infus&#xE3;o de Cloreto de Suxamet&#xF4;nio, a transi&#xE7;&#xE3;o foi menos abrupta, com&amp;nbsp;grande variabilidade individual na dose de Cloreto de Suxamet&#xF4;nio necess&#xE1;ria para produzir bloqueio de Fase II. Dos 32 pacientes estudados, 24 desenvolveram o bloqueio de fase II. A taquifilaxia n&#xE3;o foi associada &#xE0; transi&#xE7;&#xE3;o para o bloqueio de fase II e 50% dos pacientes que desenvolveram o bloqueio de fase II apresentaram recupera&#xE7;&#xE3;o prolongada.</p> <p>Quando se suspeita de bloqueio de fase II em casos de bloqueio neuromuscular prolongado, o diagn&#xF3;stico positivo deve ser feito pela estimula&#xE7;&#xE3;o de nervo perif&#xE9;rico antes da administra&#xE7;&#xE3;o de qualquer droga anticolinester&#xE1;sica. A revers&#xE3;o do bloqueio da Fase II &#xE9; uma decis&#xE3;o m&#xE9;dica que deve ser tomada com base no indiv&#xED;duo, na farmacologia cl&#xED;nica e na experi&#xEA;ncia e julgamento do m&#xE9;dico. A presen&#xE7;a do bloqueio da Fase II &#xE9; indicada pelo desvanecimento das respostas a est&#xED;mulos sucessivos (preferencialmente &#x201C;trem-de-quatro&#x201D;). O uso de uma droga anticolinester&#xE1;sica para reverter o bloqueio da Fase II deve ser acompanhado de doses apropriadas de um medicamento anticolin&#xE9;rgico para evitar dist&#xFA;rbios do ritmo card&#xED;aco.</p> <p>Ap&#xF3;s revers&#xE3;o adequada do bloqueio da Fase II com um agente anticolinester&#xE1;sico, o paciente deve ser continuamente observado por pelo menos 1 hora para sinais de retorno do relaxamento muscular. A revers&#xE3;o n&#xE3;o deve ser tentada a menos que:&amp;nbsp;(1) um estimulador de nervo perif&#xE9;rico seja usado para determinar a presen&#xE7;a de bloqueio de Fase II (j&#xE1; que agentes anticolinester&#xE1;sicos potencializam o bloqueio de Fase I induzido por Cloreto de Suxamet&#xF4;nio), e (2) recupera&#xE7;&#xE3;o espont&#xE2;nea de contra&#xE7;&#xE3;o muscular foi observada durante pelo menos 20 minutos e atingiu um patamar com a continua&#xE7;&#xE3;o da recupera&#xE7;&#xE3;o prosseguindo lentamente; este atraso &#xE9; para assegurar a hidr&#xF3;lise completa do Cloreto de Suxamet&#xF4;nio pela colinesterase do plasma antes da administra&#xE7;&#xE3;o do agente anticolinester&#xE1;sico. Caso o tipo de bloqueio seja diagnosticado incorretamente, a despolariza&#xE7;&#xE3;o do tipo inicialmente induzida por&amp;nbsp;Cloreto de Suxamet&#xF4;nio (ou seja, bloqueio de Fase I) ser&#xE1; prolongada por um agente anticolinester&#xE1;sico.</p> <p>O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio n&#xE3;o tem efeito direto sobre o mioc&#xE1;rdio. O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio estimula tanto os g&#xE2;nglios auton&#xF4;micos quanto os receptores muscar&#xED;nicos, que podem causar altera&#xE7;&#xF5;es no ritmo card&#xED;aco, incluindo parada card&#xED;aca. Altera&#xE7;&#xF5;es no ritmo, incluindo parada card&#xED;aca, tamb&#xE9;m podem resultar de estimula&#xE7;&#xE3;o vagal, que pode ocorrer durante procedimentos cir&#xFA;rgicos, ou de hipercalemia, particularmente em crian&#xE7;as. Esses efeitos s&#xE3;o aprimorados por anest&#xE9;sicos halogenados.</p> <p>Como com outros agentes bloqueadores neuromusculares, o potencial de libera&#xE7;&#xE3;o de histamina est&#xE1; presente ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o de Cloreto de Suxamet&#xF4;nio. Sinais e sintomas de libera&#xE7;&#xE3;o mediada por histamina, como rubor, hipotens&#xE3;o e broncoconstri&#xE7;&#xE3;o s&#xE3;o, no entanto, incomuns no uso cl&#xED;nico normal.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <p>O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio &#xE9; rapidamente hidrolisado &#xE0; succinilmonocolina, e mais lentamente, ao &#xE1;cido succ&#xED;nico e colina. Cerca de 10% da droga &#xE9; excretada de forma inalterada na urina.</p> <p>O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio n&#xE3;o possui a&#xE7;&#xE3;o direta sobre o &#xFA;tero ou outras estruturas com musculatura lisa. Por ser altamente ionizado e ter baixa solubilidade em gorduras, n&#xE3;o atravessa facilmente a placenta. Ocorre taquifilaxia com administra&#xE7;&#xF5;es repetidas.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Succitrat?

Manter o produto em sua embalagem original e conservar em temperatura ambiente entre 15C° e 30°C e proteger da umidade.

Prazo de validade: 24 meses a partir da data de fabricação.

Após o preparo, manter sob refrigeração (entre 2°C e 8°C) por 24 horas.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características do medicamento

Aspecto físico (pó)

Pó branco a quase branco, inodoro, higroscópico, cristalino.

Aspecto físico (após preparo)&nbsp;

Solução límpida, incolor, isenta de partículas visíveis.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Apresentações do Succitrat

Pó para solução injetável 100 mg:

Embalagem contendo 1 ou 10 frascos-ampola.

Pó para solução injetável 500 mg:

Embalagem contendo 1 ou 10 frascos-ampola.

Uso intravenoso ou intramuscular.

Uso exclusivo em anestesiologia.

Uso adulto e pediátrico.

Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência.

Dizeres Legais do Succitrat

MS nº 1.1637.0078

Farm. Resp.:
Eliza Yukie Saito – CRF-SP n° 10.878

Registrado por:
Blau Farmacêutica S.A.
CNPJ 58.430.828/0001-60
Rodovia Raposo Tavares
Km 30,5 n° 2833 - Prédio 100
CEP 06705-030 - Cotia – SP
Indústria Brasileira





Fabricado por:
Blau Farmacêutica S.A.
CNPJ 58.430.828/0013-01
Rua Adherbal Stresser, n° 84
CEP 05566-000 – São Paulo – SP
Indústria Brasileira




Venda sob prescrição médica.

Uso restrito a hospitais.

100mg, caixa com 20 frascos-ampola com pó para solução de uso intavenoso ou intramuscular (embalagem hospitalar)

Princípio ativo
:
Cloreto De Suxametônio
Classe Terapêutica
:
Relaxante Muscular De Ação Periférica
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Dispensação Sob Prescrição Médica Restrito a Hospitais)
Categoria
:
Anestésicos
Especialidade
:
Anestesiologia

Bula do medicamento

Succitrat, para o que é indicado e para o que serve?

Succitrat® apresenta, como componente ativo, o cloreto de suxametônio, o qual atua como relaxante muscular de ação ultrarrápida para administração intravenosa. É indicado como adjuvante da anestesia geral, para facilitar a intubação traqueal e proporcionar relaxamento do músculo esquelético durante a cirurgia ou ventilação mecânica.

Quais as contraindicações do Succitrat?

Este medicamento é contraindicado para pacientes com história pessoal ou familiar de hipertermia maligna (doença muscular hereditária latente, potencialmente grave, caracterizada por resposta hipermetabólica após exposição a este medicamento), miopatias (doenças musculares) da musculatura esquelética e conhecida hipersensibilidade aos componentes da fórmula. Também é contraindicado em casos de queimaduras graves, doença neuromuscular degenerativa ou distrófica (doença que altera a composição do tecido neuromuscular e resulta na perda de características originais), paraplegia (perda da capacidade de realizar movimentos devido à ausência de força muscular das pernas), doença na medula espinhal ou trauma múltiplo, uma vez que o suxametônio pode provocar uma hipercalemia (aumento na concentração de potássio no sangue) severa que pode resultar em parada cardíaca. O risco da hipercalemia nesses pacientes aumenta com o tempo e depende da extensão e localização da patologia e atinge seu pico em 7 a 10 dias após ocorrer a patologia. O tempo exato para início e a duração do período de risco não são conhecidos.

Como usar o Succitrat?

Preparar uma solução inicial, adicionando-se ao frasco ampola 2 mL a 10 mL de diluente, obtendo-se uma concentração de:&nbsp;

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:184px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Cloreto de suxamet&#xF4;nio</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:221px\"><strong>Concentra&#xE7;&#xE3;o ap&#xF3;s reconstitui&#xE7;&#xE3;o em 2 mL</strong></td> <td style=\"width:194px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Concentra&#xE7;&#xE3;o ap&#xF3;s reconstitui&#xE7;&#xE3;o em 10 mL</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:184px\"> <p style=\"text-align:center\">100 mg</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:221px\">50 mg/mL</td> <td style=\"width:194px\"> <p style=\"text-align:center\">10 mg/mL</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:184px\"> <p style=\"text-align:center\">500 mg</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:221px\">250 mg/mL</td> <td style=\"width:194px\"> <p style=\"text-align:center\">50 mg/mL</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

A seguir, as soluções diluídas podem ser preparadas de modo que a concentração final seja de 1 a 2 mg/mL.

Compatibilidade e diluentes

O suxametônio é ácido (pH 3,5) e não deve ser misturado com soluções alcalinas que possuem um pH maior que 8,5 (por exemplo, soluções barbitúricas). Soluções diluídas contendo 1 a 2 mg/mL podem ser preparadas pela adição de 1 g de suxametônio em 500 mL ou 1.000 mL de solução estéril, por exemplo, dextrose 5% ou cloreto de sódio 0,9%.

Soluções diluídas de suxametônio devem ser usadas dentro de 24 horas após a sua preparação. Técnicas assépticas devem ser usadas na preparação da diluição. As soluções de suxametônio devem ser preparadas para o uso de um único paciente. A porção não utilizada da solução diluída de suxametônio deve ser descartada.

Posologia do&nbsp;Succitrat

{"tag":"hr","value":" <p>A posologia do suxamet&#xF4;nio deve ser individualizada e determinada pelo m&#xE9;dico, ap&#xF3;s cuidadosa avalia&#xE7;&#xE3;o do paciente.</p> <h3>Adultos</h3> <h4>Procedimentos cir&#xFA;rgicos curtos</h4> <p>A dose m&#xE9;dia necess&#xE1;ria para produzir o bloqueio neuromuscular e para facilitar a intuba&#xE7;&#xE3;o traqueal &#xE9; de 0,6 mg de suxamet&#xF4;nio por kg de peso administrada por via intravenosa. A dose &#xF3;tima varia de indiv&#xED;duo para indiv&#xED;duo e pode ser de 0,3 a 1,1 mg/kg para adultos. Ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o de doses nesse intervalo, o bloqueio se desenvolve em cerca de 1 minuto; o bloqueio m&#xE1;ximo persiste por 2 minutos e a recupera&#xE7;&#xE3;o ocorre dentro de 4 a 6 minutos. Doses muito maiores podem resultar em bloqueios mais prolongados. Uma dose teste de 5 ou 10 mg pode ser usada para determinar a sensibilidade do paciente e o tempo de recupera&#xE7;&#xE3;o individual.</p> <h4>Procedimentos cir&#xFA;rgicos prolongados</h4> <p>A dose de suxamet&#xF4;nio administrada por infus&#xE3;o depende da dura&#xE7;&#xE3;o do procedimento e do relaxamento muscular necess&#xE1;rio. A dose m&#xE9;dia para um adulto varia entre 2,5 mg e 4,3 mg por minuto.</p> <p>As solu&#xE7;&#xF5;es contendo de 1 a 2 mg/mL de suxamet&#xF4;nio t&#xEA;m sido usadas comumente para infus&#xE3;o cont&#xED;nua. A solu&#xE7;&#xE3;o mais dilu&#xED;da (1 mg/mL) &#xE9;, provavelmente, a preferida pela facilidade do controle da velocidade de administra&#xE7;&#xE3;o e, por isso, do relaxamento. Esta solu&#xE7;&#xE3;o IV contendo 1 mg/mL pode ser administrada a uma velocidade de 0,5 mg (0,5 mL) a 10 mg (10 mL) por minuto para obter o grau de relaxamento necess&#xE1;rio. A quantidade necess&#xE1;ria por minuto ir&#xE1; depender da resposta individual e do grau de relaxamento necess&#xE1;rio.</p> <p>Deve-se evitar a sobrecarga da circula&#xE7;&#xE3;o com o uso de grande volume de fluidos. &#xC9; recomendado que a fun&#xE7;&#xE3;o neuromuscular seja cuidadosamente monitorada com um estimulante do nervo perif&#xE9;rico durante o uso do suxamet&#xF4;nio por infus&#xE3;o com o intuito de evitar a overdose, detectar o desenvolvimento de bloqueio de fase II, acompanhar o grau de recupera&#xE7;&#xE3;o e avaliar os efeitos dos agentes de revers&#xE3;o. Inje&#xE7;&#xF5;es IV intermitentes do suxamet&#xF4;nio podem tamb&#xE9;m ser usadas para produzir o relaxamento muscular em procedimentos prolongados. Uma inje&#xE7;&#xE3;o IV de 0,3 mg/kg a 1,1 mg/kg pode ser aplicada inicialmente, seguida, em intervalos apropriados, de outras inje&#xE7;&#xF5;es de 0,04 mg/kg a 0,07 mg/kg para manter o grau de relaxamento adequado.</p> <h3>Crian&#xE7;as</h3> <p>Para intuba&#xE7;&#xE3;o traqueal de emerg&#xEA;ncia ou em casos em que a imediata garantia das vias respirat&#xF3;rias for necess&#xE1;ria, a dose IV do suxamet&#xF4;nio &#xE9; de 2 mg/kg para crian&#xE7;as pequenas; para crian&#xE7;as maiores e adolescentes, a dose &#xE9; de 1 mg/kg. Raramente, a administra&#xE7;&#xE3;o de bolus IV de suxamet&#xF4;nio em crian&#xE7;as pode resultar em arritmia ventricular maligna e parada card&#xED;aca por <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/rabdomiolise/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">rabdomi&#xF3;lise</a> com hipercalemia. Nesses casos, deve-se suspeitar de uma miopatia subjacente. A administra&#xE7;&#xE3;o de bolus IV em crian&#xE7;as pode resultar em bradicardia profunda ou, raramente, assistolia. A administra&#xE7;&#xE3;o de suxamet&#xF4;nio por infus&#xE3;o intravenosa cont&#xED;nua n&#xE3;o &#xE9; considerada segura em neonatos e crian&#xE7;as devido ao risco de hipertermia maligna.</p> <h3>Uso intramuscular</h3> <p>Se necess&#xE1;rio, o suxamet&#xF4;nio pode ser administrado por via intramuscular quando um vaso adequado estiver inacess&#xED;vel. Uma dose de at&#xE9; 3 a 4 mg/kg pode ser dada, mas n&#xE3;o mais do que 150 mg da dose total deve ser administrada por essa via. O in&#xED;cio da a&#xE7;&#xE3;o do suxamet&#xF4;nio administrado por via intramuscular &#xE9; normalmente observado em cerca de 2 a 3 minutos.</p> <p><strong>Siga a orienta&#xE7;&#xE3;o de seu m&#xE9;dico, respeitando sempre os hor&#xE1;rios, as doses e a dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento.</strong></p> <p><strong>N&#xE3;o interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu m&#xE9;dico</strong></p> "}

Como o Succitrat funciona?

Succitrat® (cloreto de suxametônio) produz paralisia do músculo esquelético pelo bloqueio da transmissão em determinados neurônios (células que compõem o sistema nervoso).

Quais cuidados devo ter ao usar o Succitrat?

Gerais

O suxametônio pode ser usado somente nos casos indicados no controle da respiração artificial e somente quando houver capacidade para instituir respiração por intubação traqueal e para garantir adequada ventilação no paciente, incluindo a administração de oxigênio sobre pressão positiva e eliminação do dióxido de carbono. O médico deve estar preparado para auxiliar e controlar a respiração.

Para evitar o desconforto do paciente, o suxametônio não deve ser administrado antes da indução de inconsciência. Entretanto, em casos de emergência, a administração do suxametônio antes da indução da inconsciência pode ser necessária. O suxametônio é metabolizado (degradado) pela colinesterase sanguínea (enzima presente no sangue) e deve ser usado com cautela em pacientes que se sabe ou suspeitos de serem homozigotos para gene colinesterase plasmático atípico.

Anafilaxia

Foram relatadas reações anafiláticas severas a agentes bloqueadores neuromusculares. Devido à potencial gravidade dessas reações, precauções necessárias devem ser tomadas, como a disponibilidade imediata do tratamento de emergência adequado. Em pacientes que tiveram reações anafiláticas a outros agentes bloqueadores neuromusculares também deve-se ter um cuidado especial, uma vez que a reatividade cruzada entre agentes bloqueadores neuromusculares, tanto despolarizantes quanto não despolarizantes, foi relatada nessa classe de medicamentos.

Hipercalemia

O suxametônio deve ser administrado com grande atenção nos pacientes sofrendo de desequilíbrio eletrolítico (desequilíbrio de íons presentes no sangue, como por exemplo: íons sódio e potássio) e que podem estar com toxicidade digitálica maciça (intoxicação causada pelo uso de medicamentos da classe dos digitálicos, como por exemplo: digoxina e digitoxina), porque, nessas condições, o suxametônio pode induzir arritmia cardíaca grave (anormalidade no sistema elétrico do coração, responsável pelo número de batimentos) ou parada cardíaca devido à hipocalemia (baixa concentração de potássio no sangue). Pacientes com infecção abdominal crônica, hemorragia subaracnoide (extravasamento de sangue no cérebro) ou condições que causam a degeneração do sistema nervoso central e periférico, devem receber o suxametônio com grande cautela devido à possibilidade de ocorrer hipercalemia (altas concentrações de potássio no sangue) severa.

Hipertermia maligna

A administração de suxametônio tem sido associada com hipertermia maligna aguda, um estado metabólico potencialmente fatal do músculo esquelético. O risco de ocorrer hipertermia maligna ao suxametônio aumenta com a administração concomitante de anestésicos voláteis. A hipertermia maligna frequentemente se apresenta como espasmo intratável dos músculos da mandíbula, que pode progredir para rigidez generalizada, aumento da demanda de oxigênio, taquicardia, taquipneia e hiperpirexia profunda.

O resultado bem-sucedido depende do reconhecimento de sinais precoces, como espasmo do músculo mandibular, acidose ou rigidez generalizada, à administração inicial de suxametônio para intubação traqueal ou falha da taquicardia em responder ao aprofundamento da anestesia. Manchas na pele, aumento da temperatura e coagulopatias podem ocorrer mais tarde no decorrer do processo hipermetabólico. O reconhecimento da síndrome é um sinal para descontinuar a anestesia, atentar para o aumento do consumo de oxigênio, correção da acidose, garantir a circulação, garantir a produção adequada de urina e instituir medidas de controle do aumento da temperatura.

A monitoração contínua da temperatura e do volume de CO2 expirado é recomendada para auxiliar no reconhecimento precoce da hipertermia maligna.

Bradicardia

Em crianças e adultos, a incidência da bradicardia (diminuição dos batimentos cardíacos), que pode progredir para assistolia, é maior após a segunda dose de suxametônio. A incidência e a severidade da bradicardia são maiores nas crianças do que nos adultos. O tratamento prévio com anticolinérgicos (por exemplo, atropina) pode reduzir a ocorrência de bradiarritmias.

Pressão intraocular

O suxametônio provoca aumento da pressão intraocular. Não deve ser usado em casos em que o aumento da pressão intraocular é indesejado (por exemplo, glaucoma de ângulo fechado, ferimentos penetrantes no olho), a menos que os benefícios justifiquem os riscos potenciais.

Mistura com outras substâncias

O suxametônio é ácido (pH=3,5) e não deve ser misturado com soluções alcalinas cujo pH seja maior que 8,5 (por exemplo, soluções com barbitúricos).

O suxametônio deve ser usado com cautela em pacientes com fraturas ou espasmos (contrações involuntárias) musculares devido à fasciculação muscular (pequenas contrações de diferentes grupos musculares de forma alternada e repetitiva) inicial que pode causar trauma adicional.

O suxametônio pode causar um aumento transitório na pressão intracraniana; entretanto, a indução anestésica adequada antes da administração do suxametônio irá minimizar este efeito.

O suxametônio pode aumentar a pressão intragástrica que pode resultar em regurgitação (refluxo) e possível aspiração do conteúdo estomacal.

O bloqueio neuromuscular pode ser prolongado em pacientes com hipocalemia ou hipocalcemia (baixas concentrações de cálcio no sangue).

Atividade reduzida da colinesterase plasmática

O suxametônio deve ser usado com cuidado em pacientes com atividade reduzida da colinesterase plasmática (pseudocolinesterase). A possibilidade do prolongamento do bloqueio neuromuscular após administração do suxametônio deve ser considerada em cada paciente. A atividade da colinesterase plasmática pode estar diminuída na presença de anormalidades genéticas da colinesterase plasmática (por exemplo, pacientes heterozigotos ou homozigotos para o gene da colinesterase plasmática atípica), gravidez, doenças hepática ou renal severas, tumores malignos, infecções, queimaduras, anemia, descompensação cardíaca, úlcera péptica ou mixedema (inchaço e degeneração dos tecidos da pele). A atividade da colinesterase plasmática também pode ser diminuída pela administração crônica dos contraceptivos orais, glicocorticoides ou certos inibidores da MAO e por inibidores irreversíveis da colinesterase plasmática (por exemplo, inseticidas organofosforados e certas drogas antineoplásicas).

Pacientes homozigotos para o gene da colinesterase plasmática atípica (1 em cada 2.500 pacientes) são extremamente sensíveis ao bloqueio neuromuscular do suxametônio (1 mg/mL) por infusão intravenosa lenta.

Apneia (parada respiratória transitória) ou paralisia muscular prolongada devem ser tratadas com respiração controlada.

Gravidez

Não se sabe se o suxametônio pode causar danos fetais quando administrado a mulheres grávidas. O suxametônio só pode ser dado a gestantes quando absolutamente necessário. Entretanto, o suxametônio é normalmente usado para produzir relaxamento muscular durante o parto por cesariana. Sabe-se que, em pequenas quantidades, o suxametônio atravessa a barreira placentária; em condições normais, a quantidade da droga que entra na circulação fetal após uma única dose de 1 mg/kg administrada à mãe não deve causar danos ao feto. Uma vez que a quantidade da droga que atravessa a barreira placentária é dependente do gradiente de concentração entre a circulação maternal e fetal, pode ocorrer bloqueio neuromuscular residual (apneia ou flacidez) ao recém-nascido após altas doses repetidas ou na presença de colinesterase plasmática atípica na mãe.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Amamentação

Não se sabe se o suxametônio é excretado no leite materno. A administração de suxametônio em lactantes (mulheres que estão amamentando) deve ser feita com cautela.

Efeitos não estrogênicos

Os níveis de colinesterase plasmática estão diminuídos em aproximadamente 24% durante a gravidez e por vários dias após o parto. Portanto, pode-se esperar que uma proporção maior de pacientes apresente maior sensibilidade (apneia prolongada) ao suxametônio quando grávida do que quando não grávida.

Carcinogênese, mutagênese, prejuízo da fertilidade

Não foram realizados estudos de longo prazo em animais para avaliar o potencial carcinogênico.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Succitrat?

As reações adversas do suxametônio consistem inicialmente no prolongamento de efeitos farmacológicos. O suxametônio causa relaxamento muscular profundo, resultando em depressão respiratória profunda a ponto de apneia; este efeito pode ser prolongado. As reações de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia (reação alérgica), raramente ocorrem.

As seguintes reações adversas adicionais têm sido reportadas:

  • <li>Parada card&#xED;aca;</li> <li>Hipertermia maligna;</li> <li>Arritmia;</li> <li>Bradicardia;</li> <li>Taquicardia (aumento dos batimentos card&#xED;acos);</li> <li>Hipertens&#xE3;o (aumento da press&#xE3;o arterial);</li> <li><a href="https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-hipotensao-pressao-baixa-sintomas-na-gravidez-e-mais/" rel="noopener" target="_blank">Hipotens&#xE3;o</a> (diminui&#xE7;&#xE3;o da press&#xE3;o arterial);</li> <li>Hipercalemia;</li> <li>Depress&#xE3;o respirat&#xF3;ria prolongada ou apneia;</li> <li>Aumento da press&#xE3;o intraocular;</li> <li>Fascicula&#xE7;&#xE3;o muscular;</li> <li>Rigidez maxilar;</li> <li>Dor muscular p&#xF3;s-operat&#xF3;ria;</li> <li>Rabdomi&#xF3;lise com poss&#xED;vel fal&#xEA;ncia renal aguda;</li> <li>Mioglobin&#xFA;ria (elimina&#xE7;&#xE3;o da prote&#xED;na mioglobina na urina);</li> <li>Saliva&#xE7;&#xE3;o excessiva e<em> rash</em> (vermelhid&#xE3;o na pele).</li>

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.

Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

População Especial

Pediatria

Existem raros relatos de disritmia ventricular (perturbação do ritmo do coração) e parada cardíaca secundárias à rabdomiólise (quebra rápida do músculo esquelético) com hipercalemia em crianças aparentemente saudáveis que receberam suxametônio. Descobriu-se que muitas dessas crianças tinham uma miopatia do&nbsp;músculo esquelético, como a distrofia muscular de Duchenne, cujos sinais clínicos não eram óbvios. A síndrome geralmente se apresenta como parada cardíaca súbita em poucos minutos após a administração de suxametônio. Estas crianças são, geralmente, mas não exclusivamente, do sexo masculino e, mais frequentemente, com 8 anos de idade ou menos. Existem relatos também em adolescentes. Muitas dessas crianças apresentaram, posteriormente, miopatia do músculo esquelético. Existem relatos também em adolescentes.

Podem não haver sinais ou sintomas para indicar ao médico quais são os pacientes de risco. Uma vez que é difícil identificar quais são os pacientes de risco, é recomendado que o uso do suxametônio em crianças seja reservado para intubação de emergência ou situações em que a imediata garantia das vias respiratórias for necessária, por exemplo, laringoespasmo (contração involuntária do músculo da laringe), dificuldades respiratórias, ou para uso intramuscular quando um vaso adequado for inacessível.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Succitrat?

Seu médico saberá como proceder no caso de esquecimento de aplicação de dose.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Qual a composição do Succitrat?

Cada frasco-ampola de 100 mg contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:252px\"> <p style=\"text-align:center\">Cloreto de suxamet&#xF4;nio</p> </td> <td style=\"width:253px\"> <p style=\"text-align:center\">100 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Cada frasco-ampola de 500 mg contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:252px\"> <p style=\"text-align:center\">Cloreto de suxamet&#xF4;nio</p> </td> <td style=\"width:253px\"> <p style=\"text-align:center\">500 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Succitrat maior do que a recomendada?

A superdose de bloqueadores neuromusculares pode produzir depressão respiratória prolongada ou apneia e colapso cardiovascular. Para apneia ou paralisia prolongada, deve-se manter a via aérea adequada e administrar ventilação manual ou mecânica. Deve-se manter a respiração artificial até que se comprove a recuperação total da respiração normal.

Pode-se determinar a natureza e o grau de bloqueio neuromuscular usando um estimulante do sistema nervoso periférico. Recomenda-se administrar atropina para reverter os efeitos secundários muscarínicos. Administrar líquidos e vasopressores, segundo as necessidades, para tratar a hipotensão grave e choque.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Succitrat com outros remédios?

As drogas que podem aumentar o bloqueio neuromuscular do suxametônio incluem:

Promazina, oxitocina, alguns antibióticos não penicilínicos, quinidina, bloqueadores beta-adrenérgicos, procainamida, lidocaína, trimetofano, carbonato de lítio, sais de magnésio, quinidina, cloroquina, dietiléter, isofurano, desflurano, metoclopramida e terbutalina. O efeito bloqueador neuromuscular do suxametônio pode ser exacerbado (intensificado) por drogas que reduzem a atividade da colinesterase plasmática (por exemplo, a administração oral crônica de contraceptivos, glicocorticoides e alguns inibidores da MAO) ou por drogas que inibem a colinesterase plasmática irreversivelmente. Caso outros agentes bloqueadores neuromusculares sejam usados durante o mesmo procedimento, a possibilidade de um efeito sinérgico (potencializado) ou antagonista (contrário) deve ser considerada.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Qual a ação da substância do Succitrat (Cloreto de Suxametônio)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <p>Em 26 estudos analisados, o rocur&#xF4;nio foi inferior o&amp;nbsp;Cloreto de Suxamet&#xF4;nio, com um Risco Relativo = 0,87 (95% condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o = 0,81 a 0,94) (N = 1,606). No entanto condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o foram semelhantes ao subgrupo de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/propofol/bula\" target=\"_blank\">propofol</a>, com risco relativo = 0,96 (95% condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o = 0,87 a 1,06) (N = 640).</p> <p>O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio possibilitou excelentes condi&#xE7;&#xF5;es para intuba&#xE7;&#xE3;o mais confi&#xE1;veis que o rocur&#xF4;nio. Em um tratamento de segunda linha, o rocur&#xF4;nio associado ao propofol possibilitou condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o equivalente &#xE0; proporcionada por Cloreto de Suxamet&#xF4;nio.<sup>1</sup></p> <p>As condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o foram clinicamente aceit&#xE1;veis (excelente ou bom) em 91,8% dos pacientes que receberam Cloreto de Suxamet&#xF4;nio e em 84,1% e 87,6% dos pacientes que receberam 2,0 e 2,5 mg/kg de rapacur&#xF4;nio, respectivamente.</p> <p>Em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; porcentagem de condi&#xE7;&#xF5;es clinicamente aceit&#xE1;veis de intuba&#xE7;&#xE3;o, a diferen&#xE7;a calculada (e o limite superior do intervalo de confian&#xE7;a unilateral de 97,5%) entre Cloreto de Suxamet&#xF4;nio e rapacur&#xF4;nio 2,0 mg/kg foi de 7,8% (14,4%) e entre Cloreto de Suxamet&#xF4;nio e rapacur&#xF4;nio 2,5 mg/kg foi e 4,0 (10,2%).<sup>2</sup></p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Perry J, Lee J, Wells G. Are intubation conditions using rocuronium equivalente to those using succinylcholine. Academic Emergency Medicine; Aug 2002; 9, 8; Career ando Technical Education p. 813.<br> 2. Blobner M, Mirakhur R. K, Wierda J. M.K.H et al. Rapacuronium 2.0 or 2.5 mg kg-&#x2019; for rapid-sequence induction: comparison with succinylcholine 1.0 mg kg-&#x2019;. British Journal of Anaesthesia 85 (5): 724-31 (2000).</br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas&amp;nbsp;</h2> <hr> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <p>Os agentes bloqueadores neuromusculares produzem paralisia do m&#xFA;sculo esquel&#xE9;tico pelo bloqueio de transmiss&#xE3;o neural na jun&#xE7;&#xE3;o neuronal. Inicialmente a paralisia &#xE9; seletiva e normalmente aparece na seguinte sequ&#xEA;ncia: m&#xFA;sculo das p&#xE1;lpebras, m&#xFA;sculo da mastiga&#xE7;&#xE3;o, m&#xFA;sculos dos membros, m&#xFA;sculos abdominais, m&#xFA;sculos da glote e, finalmente, os m&#xFA;sculos intercostais e o diafragma.</p> <p>Bloqueadores neuromusculares n&#xE3;o possuem efeitos conhecidos sobre a consci&#xEA;ncia e sobre o limiar da dor.</p> <p>Bloqueadores neuromusculares despolarizantes competem com a acetilcolina pelos receptores colin&#xE9;rgicos da placa motora terminal, e se ligam a esses receptores para produzir a despolariza&#xE7;&#xE3;o. Entretanto, devido a sua alta afinidade pelos receptores colin&#xE9;rgicos e sua resist&#xEA;ncia &#xE0; acetilcolinesterase, eles produzem uma despolariza&#xE7;&#xE3;o mais prolongada do que a acetilcolina. Isto resulta inicialmente em contra&#xE7;&#xF5;es musculares transit&#xF3;rias, seguidas da inibi&#xE7;&#xE3;o da transmiss&#xE3;o neuromuscular. Este tipo de bloqueio n&#xE3;o &#xE9; antagonizado e pode ser acentuado por agentes anticolinesterase. Com o uso prolongado ou repetido dos bloqueadores neuromusculares despolarizantes, um bloqueio neuromuscular semelhante a n&#xE3;o despolariza&#xE7;&#xE3;o pode ser produzido, resultando em depress&#xE3;o respirat&#xF3;ria ou apneia prolongadas.</p> <p>Quando o Cloreto de Suxamet&#xF4;nio &#xE9; administrado durante um per&#xED;odo de tempo prolongado, o bloqueio caracter&#xED;stico de despolariza&#xE7;&#xE3;o da jun&#xE7;&#xE3;o mioneural (bloqueio de fase I) pode mudar para um bloqueio com caracter&#xED;sticas que se assemelham superficialmente a um bloqueio n&#xE3;o despolarizante (bloqueio de fase II). Paralisia ou fraqueza muscular respirat&#xF3;ria prolongada pode ser observada em pacientes que manifestam essa transi&#xE7;&#xE3;o para o bloqueio da Fase II. A transi&#xE7;&#xE3;o do bloqueio de Fase I para Fase II foi relatada em sete dos sete pacientes estudados sob anestesia com <a href=\"https://consultaremedios.com.br/halotano/bula\" target=\"_blank\">halotano</a> ap&#xF3;s uma dose acumulada de 2 a 4 mg / kg de Cloreto de Suxamet&#xF4;nio (administrado em doses repetidas e divididas).</p> <p>O in&#xED;cio do bloqueio da Fase II coincidiu com o in&#xED;cio da taquifilaxia e prolongamento da recupera&#xE7;&#xE3;o espont&#xE2;nea. Em outro estudo, utilizando anestesia balanceada (N<sub>2</sub>O/O<sub>2</sub>/narc&#xF3;tico-tiopental) e infus&#xE3;o de Cloreto de Suxamet&#xF4;nio, a transi&#xE7;&#xE3;o foi menos abrupta, com&amp;nbsp;grande variabilidade individual na dose de Cloreto de Suxamet&#xF4;nio necess&#xE1;ria para produzir bloqueio de Fase II. Dos 32 pacientes estudados, 24 desenvolveram o bloqueio de fase II. A taquifilaxia n&#xE3;o foi associada &#xE0; transi&#xE7;&#xE3;o para o bloqueio de fase II e 50% dos pacientes que desenvolveram o bloqueio de fase II apresentaram recupera&#xE7;&#xE3;o prolongada.</p> <p>Quando se suspeita de bloqueio de fase II em casos de bloqueio neuromuscular prolongado, o diagn&#xF3;stico positivo deve ser feito pela estimula&#xE7;&#xE3;o de nervo perif&#xE9;rico antes da administra&#xE7;&#xE3;o de qualquer droga anticolinester&#xE1;sica. A revers&#xE3;o do bloqueio da Fase II &#xE9; uma decis&#xE3;o m&#xE9;dica que deve ser tomada com base no indiv&#xED;duo, na farmacologia cl&#xED;nica e na experi&#xEA;ncia e julgamento do m&#xE9;dico. A presen&#xE7;a do bloqueio da Fase II &#xE9; indicada pelo desvanecimento das respostas a est&#xED;mulos sucessivos (preferencialmente &#x201C;trem-de-quatro&#x201D;). O uso de uma droga anticolinester&#xE1;sica para reverter o bloqueio da Fase II deve ser acompanhado de doses apropriadas de um medicamento anticolin&#xE9;rgico para evitar dist&#xFA;rbios do ritmo card&#xED;aco.</p> <p>Ap&#xF3;s revers&#xE3;o adequada do bloqueio da Fase II com um agente anticolinester&#xE1;sico, o paciente deve ser continuamente observado por pelo menos 1 hora para sinais de retorno do relaxamento muscular. A revers&#xE3;o n&#xE3;o deve ser tentada a menos que:&amp;nbsp;(1) um estimulador de nervo perif&#xE9;rico seja usado para determinar a presen&#xE7;a de bloqueio de Fase II (j&#xE1; que agentes anticolinester&#xE1;sicos potencializam o bloqueio de Fase I induzido por Cloreto de Suxamet&#xF4;nio), e (2) recupera&#xE7;&#xE3;o espont&#xE2;nea de contra&#xE7;&#xE3;o muscular foi observada durante pelo menos 20 minutos e atingiu um patamar com a continua&#xE7;&#xE3;o da recupera&#xE7;&#xE3;o prosseguindo lentamente; este atraso &#xE9; para assegurar a hidr&#xF3;lise completa do Cloreto de Suxamet&#xF4;nio pela colinesterase do plasma antes da administra&#xE7;&#xE3;o do agente anticolinester&#xE1;sico. Caso o tipo de bloqueio seja diagnosticado incorretamente, a despolariza&#xE7;&#xE3;o do tipo inicialmente induzida por&amp;nbsp;Cloreto de Suxamet&#xF4;nio (ou seja, bloqueio de Fase I) ser&#xE1; prolongada por um agente anticolinester&#xE1;sico.</p> <p>O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio n&#xE3;o tem efeito direto sobre o mioc&#xE1;rdio. O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio estimula tanto os g&#xE2;nglios auton&#xF4;micos quanto os receptores muscar&#xED;nicos, que podem causar altera&#xE7;&#xF5;es no ritmo card&#xED;aco, incluindo parada card&#xED;aca. Altera&#xE7;&#xF5;es no ritmo, incluindo parada card&#xED;aca, tamb&#xE9;m podem resultar de estimula&#xE7;&#xE3;o vagal, que pode ocorrer durante procedimentos cir&#xFA;rgicos, ou de hipercalemia, particularmente em crian&#xE7;as. Esses efeitos s&#xE3;o aprimorados por anest&#xE9;sicos halogenados.</p> <p>Como com outros agentes bloqueadores neuromusculares, o potencial de libera&#xE7;&#xE3;o de histamina est&#xE1; presente ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o de Cloreto de Suxamet&#xF4;nio. Sinais e sintomas de libera&#xE7;&#xE3;o mediada por histamina, como rubor, hipotens&#xE3;o e broncoconstri&#xE7;&#xE3;o s&#xE3;o, no entanto, incomuns no uso cl&#xED;nico normal.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <p>O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio &#xE9; rapidamente hidrolisado &#xE0; succinilmonocolina, e mais lentamente, ao &#xE1;cido succ&#xED;nico e colina. Cerca de 10% da droga &#xE9; excretada de forma inalterada na urina.</p> <p>O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio n&#xE3;o possui a&#xE7;&#xE3;o direta sobre o &#xFA;tero ou outras estruturas com musculatura lisa. Por ser altamente ionizado e ter baixa solubilidade em gorduras, n&#xE3;o atravessa facilmente a placenta. Ocorre taquifilaxia com administra&#xE7;&#xF5;es repetidas.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Succitrat?

Manter o produto em sua embalagem original e conservar em temperatura ambiente entre 15C° e 30°C e proteger da umidade.

Prazo de validade: 24 meses a partir da data de fabricação.

Após o preparo, manter sob refrigeração (entre 2°C e 8°C) por 24 horas.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características do medicamento

Aspecto físico (pó)

Pó branco a quase branco, inodoro, higroscópico, cristalino.

Aspecto físico (após preparo)&nbsp;

Solução límpida, incolor, isenta de partículas visíveis.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Apresentações do Succitrat

Pó para solução injetável 100 mg:

Embalagem contendo 1 ou 10 frascos-ampola.

Pó para solução injetável 500 mg:

Embalagem contendo 1 ou 10 frascos-ampola.

Uso intravenoso ou intramuscular.

Uso exclusivo em anestesiologia.

Uso adulto e pediátrico.

Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência.

Dizeres Legais do Succitrat

MS nº 1.1637.0078

Farm. Resp.:
Eliza Yukie Saito – CRF-SP n° 10.878

Registrado por:
Blau Farmacêutica S.A.
CNPJ 58.430.828/0001-60
Rodovia Raposo Tavares
Km 30,5 n° 2833 - Prédio 100
CEP 06705-030 - Cotia – SP
Indústria Brasileira





Fabricado por:
Blau Farmacêutica S.A.
CNPJ 58.430.828/0013-01
Rua Adherbal Stresser, n° 84
CEP 05566-000 – São Paulo – SP
Indústria Brasileira




Venda sob prescrição médica.

Uso restrito a hospitais.

500mg, caixa com 100 frascos-ampola com pó para solução de uso intravenoso ou intramuscular (embalagem hospitalar)

Princípio ativo
:
Cloreto De Suxametônio
Classe Terapêutica
:
Relaxante Muscular De Ação Periférica
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Dispensação Sob Prescrição Médica Restrito a Hospitais)
Categoria
:
Anestésicos
Especialidade
:
Anestesiologia

Bula do medicamento

Succitrat, para o que é indicado e para o que serve?

Succitrat® apresenta, como componente ativo, o cloreto de suxametônio, o qual atua como relaxante muscular de ação ultrarrápida para administração intravenosa. É indicado como adjuvante da anestesia geral, para facilitar a intubação traqueal e proporcionar relaxamento do músculo esquelético durante a cirurgia ou ventilação mecânica.

Quais as contraindicações do Succitrat?

Este medicamento é contraindicado para pacientes com história pessoal ou familiar de hipertermia maligna (doença muscular hereditária latente, potencialmente grave, caracterizada por resposta hipermetabólica após exposição a este medicamento), miopatias (doenças musculares) da musculatura esquelética e conhecida hipersensibilidade aos componentes da fórmula. Também é contraindicado em casos de queimaduras graves, doença neuromuscular degenerativa ou distrófica (doença que altera a composição do tecido neuromuscular e resulta na perda de características originais), paraplegia (perda da capacidade de realizar movimentos devido à ausência de força muscular das pernas), doença na medula espinhal ou trauma múltiplo, uma vez que o suxametônio pode provocar uma hipercalemia (aumento na concentração de potássio no sangue) severa que pode resultar em parada cardíaca. O risco da hipercalemia nesses pacientes aumenta com o tempo e depende da extensão e localização da patologia e atinge seu pico em 7 a 10 dias após ocorrer a patologia. O tempo exato para início e a duração do período de risco não são conhecidos.

Como usar o Succitrat?

Preparar uma solução inicial, adicionando-se ao frasco ampola 2 mL a 10 mL de diluente, obtendo-se uma concentração de:&nbsp;

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:184px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Cloreto de suxamet&#xF4;nio</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:221px\"><strong>Concentra&#xE7;&#xE3;o ap&#xF3;s reconstitui&#xE7;&#xE3;o em 2 mL</strong></td> <td style=\"width:194px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Concentra&#xE7;&#xE3;o ap&#xF3;s reconstitui&#xE7;&#xE3;o em 10 mL</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:184px\"> <p style=\"text-align:center\">100 mg</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:221px\">50 mg/mL</td> <td style=\"width:194px\"> <p style=\"text-align:center\">10 mg/mL</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:184px\"> <p style=\"text-align:center\">500 mg</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:221px\">250 mg/mL</td> <td style=\"width:194px\"> <p style=\"text-align:center\">50 mg/mL</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

A seguir, as soluções diluídas podem ser preparadas de modo que a concentração final seja de 1 a 2 mg/mL.

Compatibilidade e diluentes

O suxametônio é ácido (pH 3,5) e não deve ser misturado com soluções alcalinas que possuem um pH maior que 8,5 (por exemplo, soluções barbitúricas). Soluções diluídas contendo 1 a 2 mg/mL podem ser preparadas pela adição de 1 g de suxametônio em 500 mL ou 1.000 mL de solução estéril, por exemplo, dextrose 5% ou cloreto de sódio 0,9%.

Soluções diluídas de suxametônio devem ser usadas dentro de 24 horas após a sua preparação. Técnicas assépticas devem ser usadas na preparação da diluição. As soluções de suxametônio devem ser preparadas para o uso de um único paciente. A porção não utilizada da solução diluída de suxametônio deve ser descartada.

Posologia do&nbsp;Succitrat

{"tag":"hr","value":" <p>A posologia do suxamet&#xF4;nio deve ser individualizada e determinada pelo m&#xE9;dico, ap&#xF3;s cuidadosa avalia&#xE7;&#xE3;o do paciente.</p> <h3>Adultos</h3> <h4>Procedimentos cir&#xFA;rgicos curtos</h4> <p>A dose m&#xE9;dia necess&#xE1;ria para produzir o bloqueio neuromuscular e para facilitar a intuba&#xE7;&#xE3;o traqueal &#xE9; de 0,6 mg de suxamet&#xF4;nio por kg de peso administrada por via intravenosa. A dose &#xF3;tima varia de indiv&#xED;duo para indiv&#xED;duo e pode ser de 0,3 a 1,1 mg/kg para adultos. Ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o de doses nesse intervalo, o bloqueio se desenvolve em cerca de 1 minuto; o bloqueio m&#xE1;ximo persiste por 2 minutos e a recupera&#xE7;&#xE3;o ocorre dentro de 4 a 6 minutos. Doses muito maiores podem resultar em bloqueios mais prolongados. Uma dose teste de 5 ou 10 mg pode ser usada para determinar a sensibilidade do paciente e o tempo de recupera&#xE7;&#xE3;o individual.</p> <h4>Procedimentos cir&#xFA;rgicos prolongados</h4> <p>A dose de suxamet&#xF4;nio administrada por infus&#xE3;o depende da dura&#xE7;&#xE3;o do procedimento e do relaxamento muscular necess&#xE1;rio. A dose m&#xE9;dia para um adulto varia entre 2,5 mg e 4,3 mg por minuto.</p> <p>As solu&#xE7;&#xF5;es contendo de 1 a 2 mg/mL de suxamet&#xF4;nio t&#xEA;m sido usadas comumente para infus&#xE3;o cont&#xED;nua. A solu&#xE7;&#xE3;o mais dilu&#xED;da (1 mg/mL) &#xE9;, provavelmente, a preferida pela facilidade do controle da velocidade de administra&#xE7;&#xE3;o e, por isso, do relaxamento. Esta solu&#xE7;&#xE3;o IV contendo 1 mg/mL pode ser administrada a uma velocidade de 0,5 mg (0,5 mL) a 10 mg (10 mL) por minuto para obter o grau de relaxamento necess&#xE1;rio. A quantidade necess&#xE1;ria por minuto ir&#xE1; depender da resposta individual e do grau de relaxamento necess&#xE1;rio.</p> <p>Deve-se evitar a sobrecarga da circula&#xE7;&#xE3;o com o uso de grande volume de fluidos. &#xC9; recomendado que a fun&#xE7;&#xE3;o neuromuscular seja cuidadosamente monitorada com um estimulante do nervo perif&#xE9;rico durante o uso do suxamet&#xF4;nio por infus&#xE3;o com o intuito de evitar a overdose, detectar o desenvolvimento de bloqueio de fase II, acompanhar o grau de recupera&#xE7;&#xE3;o e avaliar os efeitos dos agentes de revers&#xE3;o. Inje&#xE7;&#xF5;es IV intermitentes do suxamet&#xF4;nio podem tamb&#xE9;m ser usadas para produzir o relaxamento muscular em procedimentos prolongados. Uma inje&#xE7;&#xE3;o IV de 0,3 mg/kg a 1,1 mg/kg pode ser aplicada inicialmente, seguida, em intervalos apropriados, de outras inje&#xE7;&#xF5;es de 0,04 mg/kg a 0,07 mg/kg para manter o grau de relaxamento adequado.</p> <h3>Crian&#xE7;as</h3> <p>Para intuba&#xE7;&#xE3;o traqueal de emerg&#xEA;ncia ou em casos em que a imediata garantia das vias respirat&#xF3;rias for necess&#xE1;ria, a dose IV do suxamet&#xF4;nio &#xE9; de 2 mg/kg para crian&#xE7;as pequenas; para crian&#xE7;as maiores e adolescentes, a dose &#xE9; de 1 mg/kg. Raramente, a administra&#xE7;&#xE3;o de bolus IV de suxamet&#xF4;nio em crian&#xE7;as pode resultar em arritmia ventricular maligna e parada card&#xED;aca por <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/rabdomiolise/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">rabdomi&#xF3;lise</a> com hipercalemia. Nesses casos, deve-se suspeitar de uma miopatia subjacente. A administra&#xE7;&#xE3;o de bolus IV em crian&#xE7;as pode resultar em bradicardia profunda ou, raramente, assistolia. A administra&#xE7;&#xE3;o de suxamet&#xF4;nio por infus&#xE3;o intravenosa cont&#xED;nua n&#xE3;o &#xE9; considerada segura em neonatos e crian&#xE7;as devido ao risco de hipertermia maligna.</p> <h3>Uso intramuscular</h3> <p>Se necess&#xE1;rio, o suxamet&#xF4;nio pode ser administrado por via intramuscular quando um vaso adequado estiver inacess&#xED;vel. Uma dose de at&#xE9; 3 a 4 mg/kg pode ser dada, mas n&#xE3;o mais do que 150 mg da dose total deve ser administrada por essa via. O in&#xED;cio da a&#xE7;&#xE3;o do suxamet&#xF4;nio administrado por via intramuscular &#xE9; normalmente observado em cerca de 2 a 3 minutos.</p> <p><strong>Siga a orienta&#xE7;&#xE3;o de seu m&#xE9;dico, respeitando sempre os hor&#xE1;rios, as doses e a dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento.</strong></p> <p><strong>N&#xE3;o interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu m&#xE9;dico</strong></p> "}

Como o Succitrat funciona?

Succitrat® (cloreto de suxametônio) produz paralisia do músculo esquelético pelo bloqueio da transmissão em determinados neurônios (células que compõem o sistema nervoso).

Quais cuidados devo ter ao usar o Succitrat?

Gerais

O suxametônio pode ser usado somente nos casos indicados no controle da respiração artificial e somente quando houver capacidade para instituir respiração por intubação traqueal e para garantir adequada ventilação no paciente, incluindo a administração de oxigênio sobre pressão positiva e eliminação do dióxido de carbono. O médico deve estar preparado para auxiliar e controlar a respiração.

Para evitar o desconforto do paciente, o suxametônio não deve ser administrado antes da indução de inconsciência. Entretanto, em casos de emergência, a administração do suxametônio antes da indução da inconsciência pode ser necessária. O suxametônio é metabolizado (degradado) pela colinesterase sanguínea (enzima presente no sangue) e deve ser usado com cautela em pacientes que se sabe ou suspeitos de serem homozigotos para gene colinesterase plasmático atípico.

Anafilaxia

Foram relatadas reações anafiláticas severas a agentes bloqueadores neuromusculares. Devido à potencial gravidade dessas reações, precauções necessárias devem ser tomadas, como a disponibilidade imediata do tratamento de emergência adequado. Em pacientes que tiveram reações anafiláticas a outros agentes bloqueadores neuromusculares também deve-se ter um cuidado especial, uma vez que a reatividade cruzada entre agentes bloqueadores neuromusculares, tanto despolarizantes quanto não despolarizantes, foi relatada nessa classe de medicamentos.

Hipercalemia

O suxametônio deve ser administrado com grande atenção nos pacientes sofrendo de desequilíbrio eletrolítico (desequilíbrio de íons presentes no sangue, como por exemplo: íons sódio e potássio) e que podem estar com toxicidade digitálica maciça (intoxicação causada pelo uso de medicamentos da classe dos digitálicos, como por exemplo: digoxina e digitoxina), porque, nessas condições, o suxametônio pode induzir arritmia cardíaca grave (anormalidade no sistema elétrico do coração, responsável pelo número de batimentos) ou parada cardíaca devido à hipocalemia (baixa concentração de potássio no sangue). Pacientes com infecção abdominal crônica, hemorragia subaracnoide (extravasamento de sangue no cérebro) ou condições que causam a degeneração do sistema nervoso central e periférico, devem receber o suxametônio com grande cautela devido à possibilidade de ocorrer hipercalemia (altas concentrações de potássio no sangue) severa.

Hipertermia maligna

A administração de suxametônio tem sido associada com hipertermia maligna aguda, um estado metabólico potencialmente fatal do músculo esquelético. O risco de ocorrer hipertermia maligna ao suxametônio aumenta com a administração concomitante de anestésicos voláteis. A hipertermia maligna frequentemente se apresenta como espasmo intratável dos músculos da mandíbula, que pode progredir para rigidez generalizada, aumento da demanda de oxigênio, taquicardia, taquipneia e hiperpirexia profunda.

O resultado bem-sucedido depende do reconhecimento de sinais precoces, como espasmo do músculo mandibular, acidose ou rigidez generalizada, à administração inicial de suxametônio para intubação traqueal ou falha da taquicardia em responder ao aprofundamento da anestesia. Manchas na pele, aumento da temperatura e coagulopatias podem ocorrer mais tarde no decorrer do processo hipermetabólico. O reconhecimento da síndrome é um sinal para descontinuar a anestesia, atentar para o aumento do consumo de oxigênio, correção da acidose, garantir a circulação, garantir a produção adequada de urina e instituir medidas de controle do aumento da temperatura.

A monitoração contínua da temperatura e do volume de CO2 expirado é recomendada para auxiliar no reconhecimento precoce da hipertermia maligna.

Bradicardia

Em crianças e adultos, a incidência da bradicardia (diminuição dos batimentos cardíacos), que pode progredir para assistolia, é maior após a segunda dose de suxametônio. A incidência e a severidade da bradicardia são maiores nas crianças do que nos adultos. O tratamento prévio com anticolinérgicos (por exemplo, atropina) pode reduzir a ocorrência de bradiarritmias.

Pressão intraocular

O suxametônio provoca aumento da pressão intraocular. Não deve ser usado em casos em que o aumento da pressão intraocular é indesejado (por exemplo, glaucoma de ângulo fechado, ferimentos penetrantes no olho), a menos que os benefícios justifiquem os riscos potenciais.

Mistura com outras substâncias

O suxametônio é ácido (pH=3,5) e não deve ser misturado com soluções alcalinas cujo pH seja maior que 8,5 (por exemplo, soluções com barbitúricos).

O suxametônio deve ser usado com cautela em pacientes com fraturas ou espasmos (contrações involuntárias) musculares devido à fasciculação muscular (pequenas contrações de diferentes grupos musculares de forma alternada e repetitiva) inicial que pode causar trauma adicional.

O suxametônio pode causar um aumento transitório na pressão intracraniana; entretanto, a indução anestésica adequada antes da administração do suxametônio irá minimizar este efeito.

O suxametônio pode aumentar a pressão intragástrica que pode resultar em regurgitação (refluxo) e possível aspiração do conteúdo estomacal.

O bloqueio neuromuscular pode ser prolongado em pacientes com hipocalemia ou hipocalcemia (baixas concentrações de cálcio no sangue).

Atividade reduzida da colinesterase plasmática

O suxametônio deve ser usado com cuidado em pacientes com atividade reduzida da colinesterase plasmática (pseudocolinesterase). A possibilidade do prolongamento do bloqueio neuromuscular após administração do suxametônio deve ser considerada em cada paciente. A atividade da colinesterase plasmática pode estar diminuída na presença de anormalidades genéticas da colinesterase plasmática (por exemplo, pacientes heterozigotos ou homozigotos para o gene da colinesterase plasmática atípica), gravidez, doenças hepática ou renal severas, tumores malignos, infecções, queimaduras, anemia, descompensação cardíaca, úlcera péptica ou mixedema (inchaço e degeneração dos tecidos da pele). A atividade da colinesterase plasmática também pode ser diminuída pela administração crônica dos contraceptivos orais, glicocorticoides ou certos inibidores da MAO e por inibidores irreversíveis da colinesterase plasmática (por exemplo, inseticidas organofosforados e certas drogas antineoplásicas).

Pacientes homozigotos para o gene da colinesterase plasmática atípica (1 em cada 2.500 pacientes) são extremamente sensíveis ao bloqueio neuromuscular do suxametônio (1 mg/mL) por infusão intravenosa lenta.

Apneia (parada respiratória transitória) ou paralisia muscular prolongada devem ser tratadas com respiração controlada.

Gravidez

Não se sabe se o suxametônio pode causar danos fetais quando administrado a mulheres grávidas. O suxametônio só pode ser dado a gestantes quando absolutamente necessário. Entretanto, o suxametônio é normalmente usado para produzir relaxamento muscular durante o parto por cesariana. Sabe-se que, em pequenas quantidades, o suxametônio atravessa a barreira placentária; em condições normais, a quantidade da droga que entra na circulação fetal após uma única dose de 1 mg/kg administrada à mãe não deve causar danos ao feto. Uma vez que a quantidade da droga que atravessa a barreira placentária é dependente do gradiente de concentração entre a circulação maternal e fetal, pode ocorrer bloqueio neuromuscular residual (apneia ou flacidez) ao recém-nascido após altas doses repetidas ou na presença de colinesterase plasmática atípica na mãe.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Amamentação

Não se sabe se o suxametônio é excretado no leite materno. A administração de suxametônio em lactantes (mulheres que estão amamentando) deve ser feita com cautela.

Efeitos não estrogênicos

Os níveis de colinesterase plasmática estão diminuídos em aproximadamente 24% durante a gravidez e por vários dias após o parto. Portanto, pode-se esperar que uma proporção maior de pacientes apresente maior sensibilidade (apneia prolongada) ao suxametônio quando grávida do que quando não grávida.

Carcinogênese, mutagênese, prejuízo da fertilidade

Não foram realizados estudos de longo prazo em animais para avaliar o potencial carcinogênico.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Succitrat?

As reações adversas do suxametônio consistem inicialmente no prolongamento de efeitos farmacológicos. O suxametônio causa relaxamento muscular profundo, resultando em depressão respiratória profunda a ponto de apneia; este efeito pode ser prolongado. As reações de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia (reação alérgica), raramente ocorrem.

As seguintes reações adversas adicionais têm sido reportadas:

  • <li>Parada card&#xED;aca;</li> <li>Hipertermia maligna;</li> <li>Arritmia;</li> <li>Bradicardia;</li> <li>Taquicardia (aumento dos batimentos card&#xED;acos);</li> <li>Hipertens&#xE3;o (aumento da press&#xE3;o arterial);</li> <li><a href="https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-hipotensao-pressao-baixa-sintomas-na-gravidez-e-mais/" rel="noopener" target="_blank">Hipotens&#xE3;o</a> (diminui&#xE7;&#xE3;o da press&#xE3;o arterial);</li> <li>Hipercalemia;</li> <li>Depress&#xE3;o respirat&#xF3;ria prolongada ou apneia;</li> <li>Aumento da press&#xE3;o intraocular;</li> <li>Fascicula&#xE7;&#xE3;o muscular;</li> <li>Rigidez maxilar;</li> <li>Dor muscular p&#xF3;s-operat&#xF3;ria;</li> <li>Rabdomi&#xF3;lise com poss&#xED;vel fal&#xEA;ncia renal aguda;</li> <li>Mioglobin&#xFA;ria (elimina&#xE7;&#xE3;o da prote&#xED;na mioglobina na urina);</li> <li>Saliva&#xE7;&#xE3;o excessiva e<em> rash</em> (vermelhid&#xE3;o na pele).</li>

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.

Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

População Especial

Pediatria

Existem raros relatos de disritmia ventricular (perturbação do ritmo do coração) e parada cardíaca secundárias à rabdomiólise (quebra rápida do músculo esquelético) com hipercalemia em crianças aparentemente saudáveis que receberam suxametônio. Descobriu-se que muitas dessas crianças tinham uma miopatia do&nbsp;músculo esquelético, como a distrofia muscular de Duchenne, cujos sinais clínicos não eram óbvios. A síndrome geralmente se apresenta como parada cardíaca súbita em poucos minutos após a administração de suxametônio. Estas crianças são, geralmente, mas não exclusivamente, do sexo masculino e, mais frequentemente, com 8 anos de idade ou menos. Existem relatos também em adolescentes. Muitas dessas crianças apresentaram, posteriormente, miopatia do músculo esquelético. Existem relatos também em adolescentes.

Podem não haver sinais ou sintomas para indicar ao médico quais são os pacientes de risco. Uma vez que é difícil identificar quais são os pacientes de risco, é recomendado que o uso do suxametônio em crianças seja reservado para intubação de emergência ou situações em que a imediata garantia das vias respiratórias for necessária, por exemplo, laringoespasmo (contração involuntária do músculo da laringe), dificuldades respiratórias, ou para uso intramuscular quando um vaso adequado for inacessível.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Succitrat?

Seu médico saberá como proceder no caso de esquecimento de aplicação de dose.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Qual a composição do Succitrat?

Cada frasco-ampola de 100 mg contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:252px\"> <p style=\"text-align:center\">Cloreto de suxamet&#xF4;nio</p> </td> <td style=\"width:253px\"> <p style=\"text-align:center\">100 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Cada frasco-ampola de 500 mg contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:252px\"> <p style=\"text-align:center\">Cloreto de suxamet&#xF4;nio</p> </td> <td style=\"width:253px\"> <p style=\"text-align:center\">500 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Succitrat maior do que a recomendada?

A superdose de bloqueadores neuromusculares pode produzir depressão respiratória prolongada ou apneia e colapso cardiovascular. Para apneia ou paralisia prolongada, deve-se manter a via aérea adequada e administrar ventilação manual ou mecânica. Deve-se manter a respiração artificial até que se comprove a recuperação total da respiração normal.

Pode-se determinar a natureza e o grau de bloqueio neuromuscular usando um estimulante do sistema nervoso periférico. Recomenda-se administrar atropina para reverter os efeitos secundários muscarínicos. Administrar líquidos e vasopressores, segundo as necessidades, para tratar a hipotensão grave e choque.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Succitrat com outros remédios?

As drogas que podem aumentar o bloqueio neuromuscular do suxametônio incluem:

Promazina, oxitocina, alguns antibióticos não penicilínicos, quinidina, bloqueadores beta-adrenérgicos, procainamida, lidocaína, trimetofano, carbonato de lítio, sais de magnésio, quinidina, cloroquina, dietiléter, isofurano, desflurano, metoclopramida e terbutalina. O efeito bloqueador neuromuscular do suxametônio pode ser exacerbado (intensificado) por drogas que reduzem a atividade da colinesterase plasmática (por exemplo, a administração oral crônica de contraceptivos, glicocorticoides e alguns inibidores da MAO) ou por drogas que inibem a colinesterase plasmática irreversivelmente. Caso outros agentes bloqueadores neuromusculares sejam usados durante o mesmo procedimento, a possibilidade de um efeito sinérgico (potencializado) ou antagonista (contrário) deve ser considerada.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Qual a ação da substância do Succitrat (Cloreto de Suxametônio)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <p>Em 26 estudos analisados, o rocur&#xF4;nio foi inferior o&amp;nbsp;Cloreto de Suxamet&#xF4;nio, com um Risco Relativo = 0,87 (95% condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o = 0,81 a 0,94) (N = 1,606). No entanto condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o foram semelhantes ao subgrupo de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/propofol/bula\" target=\"_blank\">propofol</a>, com risco relativo = 0,96 (95% condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o = 0,87 a 1,06) (N = 640).</p> <p>O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio possibilitou excelentes condi&#xE7;&#xF5;es para intuba&#xE7;&#xE3;o mais confi&#xE1;veis que o rocur&#xF4;nio. Em um tratamento de segunda linha, o rocur&#xF4;nio associado ao propofol possibilitou condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o equivalente &#xE0; proporcionada por Cloreto de Suxamet&#xF4;nio.<sup>1</sup></p> <p>As condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o foram clinicamente aceit&#xE1;veis (excelente ou bom) em 91,8% dos pacientes que receberam Cloreto de Suxamet&#xF4;nio e em 84,1% e 87,6% dos pacientes que receberam 2,0 e 2,5 mg/kg de rapacur&#xF4;nio, respectivamente.</p> <p>Em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; porcentagem de condi&#xE7;&#xF5;es clinicamente aceit&#xE1;veis de intuba&#xE7;&#xE3;o, a diferen&#xE7;a calculada (e o limite superior do intervalo de confian&#xE7;a unilateral de 97,5%) entre Cloreto de Suxamet&#xF4;nio e rapacur&#xF4;nio 2,0 mg/kg foi de 7,8% (14,4%) e entre Cloreto de Suxamet&#xF4;nio e rapacur&#xF4;nio 2,5 mg/kg foi e 4,0 (10,2%).<sup>2</sup></p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Perry J, Lee J, Wells G. Are intubation conditions using rocuronium equivalente to those using succinylcholine. Academic Emergency Medicine; Aug 2002; 9, 8; Career ando Technical Education p. 813.<br> 2. Blobner M, Mirakhur R. K, Wierda J. M.K.H et al. Rapacuronium 2.0 or 2.5 mg kg-&#x2019; for rapid-sequence induction: comparison with succinylcholine 1.0 mg kg-&#x2019;. British Journal of Anaesthesia 85 (5): 724-31 (2000).</br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas&amp;nbsp;</h2> <hr> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <p>Os agentes bloqueadores neuromusculares produzem paralisia do m&#xFA;sculo esquel&#xE9;tico pelo bloqueio de transmiss&#xE3;o neural na jun&#xE7;&#xE3;o neuronal. Inicialmente a paralisia &#xE9; seletiva e normalmente aparece na seguinte sequ&#xEA;ncia: m&#xFA;sculo das p&#xE1;lpebras, m&#xFA;sculo da mastiga&#xE7;&#xE3;o, m&#xFA;sculos dos membros, m&#xFA;sculos abdominais, m&#xFA;sculos da glote e, finalmente, os m&#xFA;sculos intercostais e o diafragma.</p> <p>Bloqueadores neuromusculares n&#xE3;o possuem efeitos conhecidos sobre a consci&#xEA;ncia e sobre o limiar da dor.</p> <p>Bloqueadores neuromusculares despolarizantes competem com a acetilcolina pelos receptores colin&#xE9;rgicos da placa motora terminal, e se ligam a esses receptores para produzir a despolariza&#xE7;&#xE3;o. Entretanto, devido a sua alta afinidade pelos receptores colin&#xE9;rgicos e sua resist&#xEA;ncia &#xE0; acetilcolinesterase, eles produzem uma despolariza&#xE7;&#xE3;o mais prolongada do que a acetilcolina. Isto resulta inicialmente em contra&#xE7;&#xF5;es musculares transit&#xF3;rias, seguidas da inibi&#xE7;&#xE3;o da transmiss&#xE3;o neuromuscular. Este tipo de bloqueio n&#xE3;o &#xE9; antagonizado e pode ser acentuado por agentes anticolinesterase. Com o uso prolongado ou repetido dos bloqueadores neuromusculares despolarizantes, um bloqueio neuromuscular semelhante a n&#xE3;o despolariza&#xE7;&#xE3;o pode ser produzido, resultando em depress&#xE3;o respirat&#xF3;ria ou apneia prolongadas.</p> <p>Quando o Cloreto de Suxamet&#xF4;nio &#xE9; administrado durante um per&#xED;odo de tempo prolongado, o bloqueio caracter&#xED;stico de despolariza&#xE7;&#xE3;o da jun&#xE7;&#xE3;o mioneural (bloqueio de fase I) pode mudar para um bloqueio com caracter&#xED;sticas que se assemelham superficialmente a um bloqueio n&#xE3;o despolarizante (bloqueio de fase II). Paralisia ou fraqueza muscular respirat&#xF3;ria prolongada pode ser observada em pacientes que manifestam essa transi&#xE7;&#xE3;o para o bloqueio da Fase II. A transi&#xE7;&#xE3;o do bloqueio de Fase I para Fase II foi relatada em sete dos sete pacientes estudados sob anestesia com <a href=\"https://consultaremedios.com.br/halotano/bula\" target=\"_blank\">halotano</a> ap&#xF3;s uma dose acumulada de 2 a 4 mg / kg de Cloreto de Suxamet&#xF4;nio (administrado em doses repetidas e divididas).</p> <p>O in&#xED;cio do bloqueio da Fase II coincidiu com o in&#xED;cio da taquifilaxia e prolongamento da recupera&#xE7;&#xE3;o espont&#xE2;nea. Em outro estudo, utilizando anestesia balanceada (N<sub>2</sub>O/O<sub>2</sub>/narc&#xF3;tico-tiopental) e infus&#xE3;o de Cloreto de Suxamet&#xF4;nio, a transi&#xE7;&#xE3;o foi menos abrupta, com&amp;nbsp;grande variabilidade individual na dose de Cloreto de Suxamet&#xF4;nio necess&#xE1;ria para produzir bloqueio de Fase II. Dos 32 pacientes estudados, 24 desenvolveram o bloqueio de fase II. A taquifilaxia n&#xE3;o foi associada &#xE0; transi&#xE7;&#xE3;o para o bloqueio de fase II e 50% dos pacientes que desenvolveram o bloqueio de fase II apresentaram recupera&#xE7;&#xE3;o prolongada.</p> <p>Quando se suspeita de bloqueio de fase II em casos de bloqueio neuromuscular prolongado, o diagn&#xF3;stico positivo deve ser feito pela estimula&#xE7;&#xE3;o de nervo perif&#xE9;rico antes da administra&#xE7;&#xE3;o de qualquer droga anticolinester&#xE1;sica. A revers&#xE3;o do bloqueio da Fase II &#xE9; uma decis&#xE3;o m&#xE9;dica que deve ser tomada com base no indiv&#xED;duo, na farmacologia cl&#xED;nica e na experi&#xEA;ncia e julgamento do m&#xE9;dico. A presen&#xE7;a do bloqueio da Fase II &#xE9; indicada pelo desvanecimento das respostas a est&#xED;mulos sucessivos (preferencialmente &#x201C;trem-de-quatro&#x201D;). O uso de uma droga anticolinester&#xE1;sica para reverter o bloqueio da Fase II deve ser acompanhado de doses apropriadas de um medicamento anticolin&#xE9;rgico para evitar dist&#xFA;rbios do ritmo card&#xED;aco.</p> <p>Ap&#xF3;s revers&#xE3;o adequada do bloqueio da Fase II com um agente anticolinester&#xE1;sico, o paciente deve ser continuamente observado por pelo menos 1 hora para sinais de retorno do relaxamento muscular. A revers&#xE3;o n&#xE3;o deve ser tentada a menos que:&amp;nbsp;(1) um estimulador de nervo perif&#xE9;rico seja usado para determinar a presen&#xE7;a de bloqueio de Fase II (j&#xE1; que agentes anticolinester&#xE1;sicos potencializam o bloqueio de Fase I induzido por Cloreto de Suxamet&#xF4;nio), e (2) recupera&#xE7;&#xE3;o espont&#xE2;nea de contra&#xE7;&#xE3;o muscular foi observada durante pelo menos 20 minutos e atingiu um patamar com a continua&#xE7;&#xE3;o da recupera&#xE7;&#xE3;o prosseguindo lentamente; este atraso &#xE9; para assegurar a hidr&#xF3;lise completa do Cloreto de Suxamet&#xF4;nio pela colinesterase do plasma antes da administra&#xE7;&#xE3;o do agente anticolinester&#xE1;sico. Caso o tipo de bloqueio seja diagnosticado incorretamente, a despolariza&#xE7;&#xE3;o do tipo inicialmente induzida por&amp;nbsp;Cloreto de Suxamet&#xF4;nio (ou seja, bloqueio de Fase I) ser&#xE1; prolongada por um agente anticolinester&#xE1;sico.</p> <p>O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio n&#xE3;o tem efeito direto sobre o mioc&#xE1;rdio. O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio estimula tanto os g&#xE2;nglios auton&#xF4;micos quanto os receptores muscar&#xED;nicos, que podem causar altera&#xE7;&#xF5;es no ritmo card&#xED;aco, incluindo parada card&#xED;aca. Altera&#xE7;&#xF5;es no ritmo, incluindo parada card&#xED;aca, tamb&#xE9;m podem resultar de estimula&#xE7;&#xE3;o vagal, que pode ocorrer durante procedimentos cir&#xFA;rgicos, ou de hipercalemia, particularmente em crian&#xE7;as. Esses efeitos s&#xE3;o aprimorados por anest&#xE9;sicos halogenados.</p> <p>Como com outros agentes bloqueadores neuromusculares, o potencial de libera&#xE7;&#xE3;o de histamina est&#xE1; presente ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o de Cloreto de Suxamet&#xF4;nio. Sinais e sintomas de libera&#xE7;&#xE3;o mediada por histamina, como rubor, hipotens&#xE3;o e broncoconstri&#xE7;&#xE3;o s&#xE3;o, no entanto, incomuns no uso cl&#xED;nico normal.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <p>O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio &#xE9; rapidamente hidrolisado &#xE0; succinilmonocolina, e mais lentamente, ao &#xE1;cido succ&#xED;nico e colina. Cerca de 10% da droga &#xE9; excretada de forma inalterada na urina.</p> <p>O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio n&#xE3;o possui a&#xE7;&#xE3;o direta sobre o &#xFA;tero ou outras estruturas com musculatura lisa. Por ser altamente ionizado e ter baixa solubilidade em gorduras, n&#xE3;o atravessa facilmente a placenta. Ocorre taquifilaxia com administra&#xE7;&#xF5;es repetidas.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Succitrat?

Manter o produto em sua embalagem original e conservar em temperatura ambiente entre 15C° e 30°C e proteger da umidade.

Prazo de validade: 24 meses a partir da data de fabricação.

Após o preparo, manter sob refrigeração (entre 2°C e 8°C) por 24 horas.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características do medicamento

Aspecto físico (pó)

Pó branco a quase branco, inodoro, higroscópico, cristalino.

Aspecto físico (após preparo)&nbsp;

Solução límpida, incolor, isenta de partículas visíveis.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Apresentações do Succitrat

Pó para solução injetável 100 mg:

Embalagem contendo 1 ou 10 frascos-ampola.

Pó para solução injetável 500 mg:

Embalagem contendo 1 ou 10 frascos-ampola.

Uso intravenoso ou intramuscular.

Uso exclusivo em anestesiologia.

Uso adulto e pediátrico.

Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência.

Dizeres Legais do Succitrat

MS nº 1.1637.0078

Farm. Resp.:
Eliza Yukie Saito – CRF-SP n° 10.878

Registrado por:
Blau Farmacêutica S.A.
CNPJ 58.430.828/0001-60
Rodovia Raposo Tavares
Km 30,5 n° 2833 - Prédio 100
CEP 06705-030 - Cotia – SP
Indústria Brasileira





Fabricado por:
Blau Farmacêutica S.A.
CNPJ 58.430.828/0013-01
Rua Adherbal Stresser, n° 84
CEP 05566-000 – São Paulo – SP
Indústria Brasileira




Venda sob prescrição médica.

Uso restrito a hospitais.

100mg, caixa com 10 frascos-ampola com pó para solução de uso intavenoso ou intramuscular (embalagem hospitalar)

Princípio ativo
:
Cloreto De Suxametônio
Classe Terapêutica
:
Relaxante Muscular De Ação Periférica
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Dispensação Sob Prescrição Médica Restrito a Hospitais)
Categoria
:
Anestésicos
Especialidade
:
Anestesiologia

Bula do medicamento

Succitrat, para o que é indicado e para o que serve?

Succitrat® apresenta, como componente ativo, o cloreto de suxametônio, o qual atua como relaxante muscular de ação ultrarrápida para administração intravenosa. É indicado como adjuvante da anestesia geral, para facilitar a intubação traqueal e proporcionar relaxamento do músculo esquelético durante a cirurgia ou ventilação mecânica.

Quais as contraindicações do Succitrat?

Este medicamento é contraindicado para pacientes com história pessoal ou familiar de hipertermia maligna (doença muscular hereditária latente, potencialmente grave, caracterizada por resposta hipermetabólica após exposição a este medicamento), miopatias (doenças musculares) da musculatura esquelética e conhecida hipersensibilidade aos componentes da fórmula. Também é contraindicado em casos de queimaduras graves, doença neuromuscular degenerativa ou distrófica (doença que altera a composição do tecido neuromuscular e resulta na perda de características originais), paraplegia (perda da capacidade de realizar movimentos devido à ausência de força muscular das pernas), doença na medula espinhal ou trauma múltiplo, uma vez que o suxametônio pode provocar uma hipercalemia (aumento na concentração de potássio no sangue) severa que pode resultar em parada cardíaca. O risco da hipercalemia nesses pacientes aumenta com o tempo e depende da extensão e localização da patologia e atinge seu pico em 7 a 10 dias após ocorrer a patologia. O tempo exato para início e a duração do período de risco não são conhecidos.

Como usar o Succitrat?

Preparar uma solução inicial, adicionando-se ao frasco ampola 2 mL a 10 mL de diluente, obtendo-se uma concentração de:&nbsp;

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:184px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Cloreto de suxamet&#xF4;nio</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:221px\"><strong>Concentra&#xE7;&#xE3;o ap&#xF3;s reconstitui&#xE7;&#xE3;o em 2 mL</strong></td> <td style=\"width:194px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Concentra&#xE7;&#xE3;o ap&#xF3;s reconstitui&#xE7;&#xE3;o em 10 mL</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:184px\"> <p style=\"text-align:center\">100 mg</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:221px\">50 mg/mL</td> <td style=\"width:194px\"> <p style=\"text-align:center\">10 mg/mL</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:184px\"> <p style=\"text-align:center\">500 mg</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:221px\">250 mg/mL</td> <td style=\"width:194px\"> <p style=\"text-align:center\">50 mg/mL</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

A seguir, as soluções diluídas podem ser preparadas de modo que a concentração final seja de 1 a 2 mg/mL.

Compatibilidade e diluentes

O suxametônio é ácido (pH 3,5) e não deve ser misturado com soluções alcalinas que possuem um pH maior que 8,5 (por exemplo, soluções barbitúricas). Soluções diluídas contendo 1 a 2 mg/mL podem ser preparadas pela adição de 1 g de suxametônio em 500 mL ou 1.000 mL de solução estéril, por exemplo, dextrose 5% ou cloreto de sódio 0,9%.

Soluções diluídas de suxametônio devem ser usadas dentro de 24 horas após a sua preparação. Técnicas assépticas devem ser usadas na preparação da diluição. As soluções de suxametônio devem ser preparadas para o uso de um único paciente. A porção não utilizada da solução diluída de suxametônio deve ser descartada.

Posologia do&nbsp;Succitrat

{"tag":"hr","value":" <p>A posologia do suxamet&#xF4;nio deve ser individualizada e determinada pelo m&#xE9;dico, ap&#xF3;s cuidadosa avalia&#xE7;&#xE3;o do paciente.</p> <h3>Adultos</h3> <h4>Procedimentos cir&#xFA;rgicos curtos</h4> <p>A dose m&#xE9;dia necess&#xE1;ria para produzir o bloqueio neuromuscular e para facilitar a intuba&#xE7;&#xE3;o traqueal &#xE9; de 0,6 mg de suxamet&#xF4;nio por kg de peso administrada por via intravenosa. A dose &#xF3;tima varia de indiv&#xED;duo para indiv&#xED;duo e pode ser de 0,3 a 1,1 mg/kg para adultos. Ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o de doses nesse intervalo, o bloqueio se desenvolve em cerca de 1 minuto; o bloqueio m&#xE1;ximo persiste por 2 minutos e a recupera&#xE7;&#xE3;o ocorre dentro de 4 a 6 minutos. Doses muito maiores podem resultar em bloqueios mais prolongados. Uma dose teste de 5 ou 10 mg pode ser usada para determinar a sensibilidade do paciente e o tempo de recupera&#xE7;&#xE3;o individual.</p> <h4>Procedimentos cir&#xFA;rgicos prolongados</h4> <p>A dose de suxamet&#xF4;nio administrada por infus&#xE3;o depende da dura&#xE7;&#xE3;o do procedimento e do relaxamento muscular necess&#xE1;rio. A dose m&#xE9;dia para um adulto varia entre 2,5 mg e 4,3 mg por minuto.</p> <p>As solu&#xE7;&#xF5;es contendo de 1 a 2 mg/mL de suxamet&#xF4;nio t&#xEA;m sido usadas comumente para infus&#xE3;o cont&#xED;nua. A solu&#xE7;&#xE3;o mais dilu&#xED;da (1 mg/mL) &#xE9;, provavelmente, a preferida pela facilidade do controle da velocidade de administra&#xE7;&#xE3;o e, por isso, do relaxamento. Esta solu&#xE7;&#xE3;o IV contendo 1 mg/mL pode ser administrada a uma velocidade de 0,5 mg (0,5 mL) a 10 mg (10 mL) por minuto para obter o grau de relaxamento necess&#xE1;rio. A quantidade necess&#xE1;ria por minuto ir&#xE1; depender da resposta individual e do grau de relaxamento necess&#xE1;rio.</p> <p>Deve-se evitar a sobrecarga da circula&#xE7;&#xE3;o com o uso de grande volume de fluidos. &#xC9; recomendado que a fun&#xE7;&#xE3;o neuromuscular seja cuidadosamente monitorada com um estimulante do nervo perif&#xE9;rico durante o uso do suxamet&#xF4;nio por infus&#xE3;o com o intuito de evitar a overdose, detectar o desenvolvimento de bloqueio de fase II, acompanhar o grau de recupera&#xE7;&#xE3;o e avaliar os efeitos dos agentes de revers&#xE3;o. Inje&#xE7;&#xF5;es IV intermitentes do suxamet&#xF4;nio podem tamb&#xE9;m ser usadas para produzir o relaxamento muscular em procedimentos prolongados. Uma inje&#xE7;&#xE3;o IV de 0,3 mg/kg a 1,1 mg/kg pode ser aplicada inicialmente, seguida, em intervalos apropriados, de outras inje&#xE7;&#xF5;es de 0,04 mg/kg a 0,07 mg/kg para manter o grau de relaxamento adequado.</p> <h3>Crian&#xE7;as</h3> <p>Para intuba&#xE7;&#xE3;o traqueal de emerg&#xEA;ncia ou em casos em que a imediata garantia das vias respirat&#xF3;rias for necess&#xE1;ria, a dose IV do suxamet&#xF4;nio &#xE9; de 2 mg/kg para crian&#xE7;as pequenas; para crian&#xE7;as maiores e adolescentes, a dose &#xE9; de 1 mg/kg. Raramente, a administra&#xE7;&#xE3;o de bolus IV de suxamet&#xF4;nio em crian&#xE7;as pode resultar em arritmia ventricular maligna e parada card&#xED;aca por <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/rabdomiolise/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">rabdomi&#xF3;lise</a> com hipercalemia. Nesses casos, deve-se suspeitar de uma miopatia subjacente. A administra&#xE7;&#xE3;o de bolus IV em crian&#xE7;as pode resultar em bradicardia profunda ou, raramente, assistolia. A administra&#xE7;&#xE3;o de suxamet&#xF4;nio por infus&#xE3;o intravenosa cont&#xED;nua n&#xE3;o &#xE9; considerada segura em neonatos e crian&#xE7;as devido ao risco de hipertermia maligna.</p> <h3>Uso intramuscular</h3> <p>Se necess&#xE1;rio, o suxamet&#xF4;nio pode ser administrado por via intramuscular quando um vaso adequado estiver inacess&#xED;vel. Uma dose de at&#xE9; 3 a 4 mg/kg pode ser dada, mas n&#xE3;o mais do que 150 mg da dose total deve ser administrada por essa via. O in&#xED;cio da a&#xE7;&#xE3;o do suxamet&#xF4;nio administrado por via intramuscular &#xE9; normalmente observado em cerca de 2 a 3 minutos.</p> <p><strong>Siga a orienta&#xE7;&#xE3;o de seu m&#xE9;dico, respeitando sempre os hor&#xE1;rios, as doses e a dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento.</strong></p> <p><strong>N&#xE3;o interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu m&#xE9;dico</strong></p> "}

Como o Succitrat funciona?

Succitrat® (cloreto de suxametônio) produz paralisia do músculo esquelético pelo bloqueio da transmissão em determinados neurônios (células que compõem o sistema nervoso).

Quais cuidados devo ter ao usar o Succitrat?

Gerais

O suxametônio pode ser usado somente nos casos indicados no controle da respiração artificial e somente quando houver capacidade para instituir respiração por intubação traqueal e para garantir adequada ventilação no paciente, incluindo a administração de oxigênio sobre pressão positiva e eliminação do dióxido de carbono. O médico deve estar preparado para auxiliar e controlar a respiração.

Para evitar o desconforto do paciente, o suxametônio não deve ser administrado antes da indução de inconsciência. Entretanto, em casos de emergência, a administração do suxametônio antes da indução da inconsciência pode ser necessária. O suxametônio é metabolizado (degradado) pela colinesterase sanguínea (enzima presente no sangue) e deve ser usado com cautela em pacientes que se sabe ou suspeitos de serem homozigotos para gene colinesterase plasmático atípico.

Anafilaxia

Foram relatadas reações anafiláticas severas a agentes bloqueadores neuromusculares. Devido à potencial gravidade dessas reações, precauções necessárias devem ser tomadas, como a disponibilidade imediata do tratamento de emergência adequado. Em pacientes que tiveram reações anafiláticas a outros agentes bloqueadores neuromusculares também deve-se ter um cuidado especial, uma vez que a reatividade cruzada entre agentes bloqueadores neuromusculares, tanto despolarizantes quanto não despolarizantes, foi relatada nessa classe de medicamentos.

Hipercalemia

O suxametônio deve ser administrado com grande atenção nos pacientes sofrendo de desequilíbrio eletrolítico (desequilíbrio de íons presentes no sangue, como por exemplo: íons sódio e potássio) e que podem estar com toxicidade digitálica maciça (intoxicação causada pelo uso de medicamentos da classe dos digitálicos, como por exemplo: digoxina e digitoxina), porque, nessas condições, o suxametônio pode induzir arritmia cardíaca grave (anormalidade no sistema elétrico do coração, responsável pelo número de batimentos) ou parada cardíaca devido à hipocalemia (baixa concentração de potássio no sangue). Pacientes com infecção abdominal crônica, hemorragia subaracnoide (extravasamento de sangue no cérebro) ou condições que causam a degeneração do sistema nervoso central e periférico, devem receber o suxametônio com grande cautela devido à possibilidade de ocorrer hipercalemia (altas concentrações de potássio no sangue) severa.

Hipertermia maligna

A administração de suxametônio tem sido associada com hipertermia maligna aguda, um estado metabólico potencialmente fatal do músculo esquelético. O risco de ocorrer hipertermia maligna ao suxametônio aumenta com a administração concomitante de anestésicos voláteis. A hipertermia maligna frequentemente se apresenta como espasmo intratável dos músculos da mandíbula, que pode progredir para rigidez generalizada, aumento da demanda de oxigênio, taquicardia, taquipneia e hiperpirexia profunda.

O resultado bem-sucedido depende do reconhecimento de sinais precoces, como espasmo do músculo mandibular, acidose ou rigidez generalizada, à administração inicial de suxametônio para intubação traqueal ou falha da taquicardia em responder ao aprofundamento da anestesia. Manchas na pele, aumento da temperatura e coagulopatias podem ocorrer mais tarde no decorrer do processo hipermetabólico. O reconhecimento da síndrome é um sinal para descontinuar a anestesia, atentar para o aumento do consumo de oxigênio, correção da acidose, garantir a circulação, garantir a produção adequada de urina e instituir medidas de controle do aumento da temperatura.

A monitoração contínua da temperatura e do volume de CO2 expirado é recomendada para auxiliar no reconhecimento precoce da hipertermia maligna.

Bradicardia

Em crianças e adultos, a incidência da bradicardia (diminuição dos batimentos cardíacos), que pode progredir para assistolia, é maior após a segunda dose de suxametônio. A incidência e a severidade da bradicardia são maiores nas crianças do que nos adultos. O tratamento prévio com anticolinérgicos (por exemplo, atropina) pode reduzir a ocorrência de bradiarritmias.

Pressão intraocular

O suxametônio provoca aumento da pressão intraocular. Não deve ser usado em casos em que o aumento da pressão intraocular é indesejado (por exemplo, glaucoma de ângulo fechado, ferimentos penetrantes no olho), a menos que os benefícios justifiquem os riscos potenciais.

Mistura com outras substâncias

O suxametônio é ácido (pH=3,5) e não deve ser misturado com soluções alcalinas cujo pH seja maior que 8,5 (por exemplo, soluções com barbitúricos).

O suxametônio deve ser usado com cautela em pacientes com fraturas ou espasmos (contrações involuntárias) musculares devido à fasciculação muscular (pequenas contrações de diferentes grupos musculares de forma alternada e repetitiva) inicial que pode causar trauma adicional.

O suxametônio pode causar um aumento transitório na pressão intracraniana; entretanto, a indução anestésica adequada antes da administração do suxametônio irá minimizar este efeito.

O suxametônio pode aumentar a pressão intragástrica que pode resultar em regurgitação (refluxo) e possível aspiração do conteúdo estomacal.

O bloqueio neuromuscular pode ser prolongado em pacientes com hipocalemia ou hipocalcemia (baixas concentrações de cálcio no sangue).

Atividade reduzida da colinesterase plasmática

O suxametônio deve ser usado com cuidado em pacientes com atividade reduzida da colinesterase plasmática (pseudocolinesterase). A possibilidade do prolongamento do bloqueio neuromuscular após administração do suxametônio deve ser considerada em cada paciente. A atividade da colinesterase plasmática pode estar diminuída na presença de anormalidades genéticas da colinesterase plasmática (por exemplo, pacientes heterozigotos ou homozigotos para o gene da colinesterase plasmática atípica), gravidez, doenças hepática ou renal severas, tumores malignos, infecções, queimaduras, anemia, descompensação cardíaca, úlcera péptica ou mixedema (inchaço e degeneração dos tecidos da pele). A atividade da colinesterase plasmática também pode ser diminuída pela administração crônica dos contraceptivos orais, glicocorticoides ou certos inibidores da MAO e por inibidores irreversíveis da colinesterase plasmática (por exemplo, inseticidas organofosforados e certas drogas antineoplásicas).

Pacientes homozigotos para o gene da colinesterase plasmática atípica (1 em cada 2.500 pacientes) são extremamente sensíveis ao bloqueio neuromuscular do suxametônio (1 mg/mL) por infusão intravenosa lenta.

Apneia (parada respiratória transitória) ou paralisia muscular prolongada devem ser tratadas com respiração controlada.

Gravidez

Não se sabe se o suxametônio pode causar danos fetais quando administrado a mulheres grávidas. O suxametônio só pode ser dado a gestantes quando absolutamente necessário. Entretanto, o suxametônio é normalmente usado para produzir relaxamento muscular durante o parto por cesariana. Sabe-se que, em pequenas quantidades, o suxametônio atravessa a barreira placentária; em condições normais, a quantidade da droga que entra na circulação fetal após uma única dose de 1 mg/kg administrada à mãe não deve causar danos ao feto. Uma vez que a quantidade da droga que atravessa a barreira placentária é dependente do gradiente de concentração entre a circulação maternal e fetal, pode ocorrer bloqueio neuromuscular residual (apneia ou flacidez) ao recém-nascido após altas doses repetidas ou na presença de colinesterase plasmática atípica na mãe.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Amamentação

Não se sabe se o suxametônio é excretado no leite materno. A administração de suxametônio em lactantes (mulheres que estão amamentando) deve ser feita com cautela.

Efeitos não estrogênicos

Os níveis de colinesterase plasmática estão diminuídos em aproximadamente 24% durante a gravidez e por vários dias após o parto. Portanto, pode-se esperar que uma proporção maior de pacientes apresente maior sensibilidade (apneia prolongada) ao suxametônio quando grávida do que quando não grávida.

Carcinogênese, mutagênese, prejuízo da fertilidade

Não foram realizados estudos de longo prazo em animais para avaliar o potencial carcinogênico.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Succitrat?

As reações adversas do suxametônio consistem inicialmente no prolongamento de efeitos farmacológicos. O suxametônio causa relaxamento muscular profundo, resultando em depressão respiratória profunda a ponto de apneia; este efeito pode ser prolongado. As reações de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia (reação alérgica), raramente ocorrem.

As seguintes reações adversas adicionais têm sido reportadas:

  • <li>Parada card&#xED;aca;</li> <li>Hipertermia maligna;</li> <li>Arritmia;</li> <li>Bradicardia;</li> <li>Taquicardia (aumento dos batimentos card&#xED;acos);</li> <li>Hipertens&#xE3;o (aumento da press&#xE3;o arterial);</li> <li><a href="https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-hipotensao-pressao-baixa-sintomas-na-gravidez-e-mais/" rel="noopener" target="_blank">Hipotens&#xE3;o</a> (diminui&#xE7;&#xE3;o da press&#xE3;o arterial);</li> <li>Hipercalemia;</li> <li>Depress&#xE3;o respirat&#xF3;ria prolongada ou apneia;</li> <li>Aumento da press&#xE3;o intraocular;</li> <li>Fascicula&#xE7;&#xE3;o muscular;</li> <li>Rigidez maxilar;</li> <li>Dor muscular p&#xF3;s-operat&#xF3;ria;</li> <li>Rabdomi&#xF3;lise com poss&#xED;vel fal&#xEA;ncia renal aguda;</li> <li>Mioglobin&#xFA;ria (elimina&#xE7;&#xE3;o da prote&#xED;na mioglobina na urina);</li> <li>Saliva&#xE7;&#xE3;o excessiva e<em> rash</em> (vermelhid&#xE3;o na pele).</li>

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.

Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

População Especial

Pediatria

Existem raros relatos de disritmia ventricular (perturbação do ritmo do coração) e parada cardíaca secundárias à rabdomiólise (quebra rápida do músculo esquelético) com hipercalemia em crianças aparentemente saudáveis que receberam suxametônio. Descobriu-se que muitas dessas crianças tinham uma miopatia do&nbsp;músculo esquelético, como a distrofia muscular de Duchenne, cujos sinais clínicos não eram óbvios. A síndrome geralmente se apresenta como parada cardíaca súbita em poucos minutos após a administração de suxametônio. Estas crianças são, geralmente, mas não exclusivamente, do sexo masculino e, mais frequentemente, com 8 anos de idade ou menos. Existem relatos também em adolescentes. Muitas dessas crianças apresentaram, posteriormente, miopatia do músculo esquelético. Existem relatos também em adolescentes.

Podem não haver sinais ou sintomas para indicar ao médico quais são os pacientes de risco. Uma vez que é difícil identificar quais são os pacientes de risco, é recomendado que o uso do suxametônio em crianças seja reservado para intubação de emergência ou situações em que a imediata garantia das vias respiratórias for necessária, por exemplo, laringoespasmo (contração involuntária do músculo da laringe), dificuldades respiratórias, ou para uso intramuscular quando um vaso adequado for inacessível.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Succitrat?

Seu médico saberá como proceder no caso de esquecimento de aplicação de dose.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Qual a composição do Succitrat?

Cada frasco-ampola de 100 mg contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:252px\"> <p style=\"text-align:center\">Cloreto de suxamet&#xF4;nio</p> </td> <td style=\"width:253px\"> <p style=\"text-align:center\">100 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Cada frasco-ampola de 500 mg contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:252px\"> <p style=\"text-align:center\">Cloreto de suxamet&#xF4;nio</p> </td> <td style=\"width:253px\"> <p style=\"text-align:center\">500 mg</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Succitrat maior do que a recomendada?

A superdose de bloqueadores neuromusculares pode produzir depressão respiratória prolongada ou apneia e colapso cardiovascular. Para apneia ou paralisia prolongada, deve-se manter a via aérea adequada e administrar ventilação manual ou mecânica. Deve-se manter a respiração artificial até que se comprove a recuperação total da respiração normal.

Pode-se determinar a natureza e o grau de bloqueio neuromuscular usando um estimulante do sistema nervoso periférico. Recomenda-se administrar atropina para reverter os efeitos secundários muscarínicos. Administrar líquidos e vasopressores, segundo as necessidades, para tratar a hipotensão grave e choque.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Succitrat com outros remédios?

As drogas que podem aumentar o bloqueio neuromuscular do suxametônio incluem:

Promazina, oxitocina, alguns antibióticos não penicilínicos, quinidina, bloqueadores beta-adrenérgicos, procainamida, lidocaína, trimetofano, carbonato de lítio, sais de magnésio, quinidina, cloroquina, dietiléter, isofurano, desflurano, metoclopramida e terbutalina. O efeito bloqueador neuromuscular do suxametônio pode ser exacerbado (intensificado) por drogas que reduzem a atividade da colinesterase plasmática (por exemplo, a administração oral crônica de contraceptivos, glicocorticoides e alguns inibidores da MAO) ou por drogas que inibem a colinesterase plasmática irreversivelmente. Caso outros agentes bloqueadores neuromusculares sejam usados durante o mesmo procedimento, a possibilidade de um efeito sinérgico (potencializado) ou antagonista (contrário) deve ser considerada.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Qual a ação da substância do Succitrat (Cloreto de Suxametônio)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <p>Em 26 estudos analisados, o rocur&#xF4;nio foi inferior o&amp;nbsp;Cloreto de Suxamet&#xF4;nio, com um Risco Relativo = 0,87 (95% condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o = 0,81 a 0,94) (N = 1,606). No entanto condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o foram semelhantes ao subgrupo de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/propofol/bula\" target=\"_blank\">propofol</a>, com risco relativo = 0,96 (95% condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o = 0,87 a 1,06) (N = 640).</p> <p>O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio possibilitou excelentes condi&#xE7;&#xF5;es para intuba&#xE7;&#xE3;o mais confi&#xE1;veis que o rocur&#xF4;nio. Em um tratamento de segunda linha, o rocur&#xF4;nio associado ao propofol possibilitou condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o equivalente &#xE0; proporcionada por Cloreto de Suxamet&#xF4;nio.<sup>1</sup></p> <p>As condi&#xE7;&#xF5;es de intuba&#xE7;&#xE3;o foram clinicamente aceit&#xE1;veis (excelente ou bom) em 91,8% dos pacientes que receberam Cloreto de Suxamet&#xF4;nio e em 84,1% e 87,6% dos pacientes que receberam 2,0 e 2,5 mg/kg de rapacur&#xF4;nio, respectivamente.</p> <p>Em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; porcentagem de condi&#xE7;&#xF5;es clinicamente aceit&#xE1;veis de intuba&#xE7;&#xE3;o, a diferen&#xE7;a calculada (e o limite superior do intervalo de confian&#xE7;a unilateral de 97,5%) entre Cloreto de Suxamet&#xF4;nio e rapacur&#xF4;nio 2,0 mg/kg foi de 7,8% (14,4%) e entre Cloreto de Suxamet&#xF4;nio e rapacur&#xF4;nio 2,5 mg/kg foi e 4,0 (10,2%).<sup>2</sup></p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Perry J, Lee J, Wells G. Are intubation conditions using rocuronium equivalente to those using succinylcholine. Academic Emergency Medicine; Aug 2002; 9, 8; Career ando Technical Education p. 813.<br> 2. Blobner M, Mirakhur R. K, Wierda J. M.K.H et al. Rapacuronium 2.0 or 2.5 mg kg-&#x2019; for rapid-sequence induction: comparison with succinylcholine 1.0 mg kg-&#x2019;. British Journal of Anaesthesia 85 (5): 724-31 (2000).</br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas&amp;nbsp;</h2> <hr> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <p>Os agentes bloqueadores neuromusculares produzem paralisia do m&#xFA;sculo esquel&#xE9;tico pelo bloqueio de transmiss&#xE3;o neural na jun&#xE7;&#xE3;o neuronal. Inicialmente a paralisia &#xE9; seletiva e normalmente aparece na seguinte sequ&#xEA;ncia: m&#xFA;sculo das p&#xE1;lpebras, m&#xFA;sculo da mastiga&#xE7;&#xE3;o, m&#xFA;sculos dos membros, m&#xFA;sculos abdominais, m&#xFA;sculos da glote e, finalmente, os m&#xFA;sculos intercostais e o diafragma.</p> <p>Bloqueadores neuromusculares n&#xE3;o possuem efeitos conhecidos sobre a consci&#xEA;ncia e sobre o limiar da dor.</p> <p>Bloqueadores neuromusculares despolarizantes competem com a acetilcolina pelos receptores colin&#xE9;rgicos da placa motora terminal, e se ligam a esses receptores para produzir a despolariza&#xE7;&#xE3;o. Entretanto, devido a sua alta afinidade pelos receptores colin&#xE9;rgicos e sua resist&#xEA;ncia &#xE0; acetilcolinesterase, eles produzem uma despolariza&#xE7;&#xE3;o mais prolongada do que a acetilcolina. Isto resulta inicialmente em contra&#xE7;&#xF5;es musculares transit&#xF3;rias, seguidas da inibi&#xE7;&#xE3;o da transmiss&#xE3;o neuromuscular. Este tipo de bloqueio n&#xE3;o &#xE9; antagonizado e pode ser acentuado por agentes anticolinesterase. Com o uso prolongado ou repetido dos bloqueadores neuromusculares despolarizantes, um bloqueio neuromuscular semelhante a n&#xE3;o despolariza&#xE7;&#xE3;o pode ser produzido, resultando em depress&#xE3;o respirat&#xF3;ria ou apneia prolongadas.</p> <p>Quando o Cloreto de Suxamet&#xF4;nio &#xE9; administrado durante um per&#xED;odo de tempo prolongado, o bloqueio caracter&#xED;stico de despolariza&#xE7;&#xE3;o da jun&#xE7;&#xE3;o mioneural (bloqueio de fase I) pode mudar para um bloqueio com caracter&#xED;sticas que se assemelham superficialmente a um bloqueio n&#xE3;o despolarizante (bloqueio de fase II). Paralisia ou fraqueza muscular respirat&#xF3;ria prolongada pode ser observada em pacientes que manifestam essa transi&#xE7;&#xE3;o para o bloqueio da Fase II. A transi&#xE7;&#xE3;o do bloqueio de Fase I para Fase II foi relatada em sete dos sete pacientes estudados sob anestesia com <a href=\"https://consultaremedios.com.br/halotano/bula\" target=\"_blank\">halotano</a> ap&#xF3;s uma dose acumulada de 2 a 4 mg / kg de Cloreto de Suxamet&#xF4;nio (administrado em doses repetidas e divididas).</p> <p>O in&#xED;cio do bloqueio da Fase II coincidiu com o in&#xED;cio da taquifilaxia e prolongamento da recupera&#xE7;&#xE3;o espont&#xE2;nea. Em outro estudo, utilizando anestesia balanceada (N<sub>2</sub>O/O<sub>2</sub>/narc&#xF3;tico-tiopental) e infus&#xE3;o de Cloreto de Suxamet&#xF4;nio, a transi&#xE7;&#xE3;o foi menos abrupta, com&amp;nbsp;grande variabilidade individual na dose de Cloreto de Suxamet&#xF4;nio necess&#xE1;ria para produzir bloqueio de Fase II. Dos 32 pacientes estudados, 24 desenvolveram o bloqueio de fase II. A taquifilaxia n&#xE3;o foi associada &#xE0; transi&#xE7;&#xE3;o para o bloqueio de fase II e 50% dos pacientes que desenvolveram o bloqueio de fase II apresentaram recupera&#xE7;&#xE3;o prolongada.</p> <p>Quando se suspeita de bloqueio de fase II em casos de bloqueio neuromuscular prolongado, o diagn&#xF3;stico positivo deve ser feito pela estimula&#xE7;&#xE3;o de nervo perif&#xE9;rico antes da administra&#xE7;&#xE3;o de qualquer droga anticolinester&#xE1;sica. A revers&#xE3;o do bloqueio da Fase II &#xE9; uma decis&#xE3;o m&#xE9;dica que deve ser tomada com base no indiv&#xED;duo, na farmacologia cl&#xED;nica e na experi&#xEA;ncia e julgamento do m&#xE9;dico. A presen&#xE7;a do bloqueio da Fase II &#xE9; indicada pelo desvanecimento das respostas a est&#xED;mulos sucessivos (preferencialmente &#x201C;trem-de-quatro&#x201D;). O uso de uma droga anticolinester&#xE1;sica para reverter o bloqueio da Fase II deve ser acompanhado de doses apropriadas de um medicamento anticolin&#xE9;rgico para evitar dist&#xFA;rbios do ritmo card&#xED;aco.</p> <p>Ap&#xF3;s revers&#xE3;o adequada do bloqueio da Fase II com um agente anticolinester&#xE1;sico, o paciente deve ser continuamente observado por pelo menos 1 hora para sinais de retorno do relaxamento muscular. A revers&#xE3;o n&#xE3;o deve ser tentada a menos que:&amp;nbsp;(1) um estimulador de nervo perif&#xE9;rico seja usado para determinar a presen&#xE7;a de bloqueio de Fase II (j&#xE1; que agentes anticolinester&#xE1;sicos potencializam o bloqueio de Fase I induzido por Cloreto de Suxamet&#xF4;nio), e (2) recupera&#xE7;&#xE3;o espont&#xE2;nea de contra&#xE7;&#xE3;o muscular foi observada durante pelo menos 20 minutos e atingiu um patamar com a continua&#xE7;&#xE3;o da recupera&#xE7;&#xE3;o prosseguindo lentamente; este atraso &#xE9; para assegurar a hidr&#xF3;lise completa do Cloreto de Suxamet&#xF4;nio pela colinesterase do plasma antes da administra&#xE7;&#xE3;o do agente anticolinester&#xE1;sico. Caso o tipo de bloqueio seja diagnosticado incorretamente, a despolariza&#xE7;&#xE3;o do tipo inicialmente induzida por&amp;nbsp;Cloreto de Suxamet&#xF4;nio (ou seja, bloqueio de Fase I) ser&#xE1; prolongada por um agente anticolinester&#xE1;sico.</p> <p>O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio n&#xE3;o tem efeito direto sobre o mioc&#xE1;rdio. O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio estimula tanto os g&#xE2;nglios auton&#xF4;micos quanto os receptores muscar&#xED;nicos, que podem causar altera&#xE7;&#xF5;es no ritmo card&#xED;aco, incluindo parada card&#xED;aca. Altera&#xE7;&#xF5;es no ritmo, incluindo parada card&#xED;aca, tamb&#xE9;m podem resultar de estimula&#xE7;&#xE3;o vagal, que pode ocorrer durante procedimentos cir&#xFA;rgicos, ou de hipercalemia, particularmente em crian&#xE7;as. Esses efeitos s&#xE3;o aprimorados por anest&#xE9;sicos halogenados.</p> <p>Como com outros agentes bloqueadores neuromusculares, o potencial de libera&#xE7;&#xE3;o de histamina est&#xE1; presente ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o de Cloreto de Suxamet&#xF4;nio. Sinais e sintomas de libera&#xE7;&#xE3;o mediada por histamina, como rubor, hipotens&#xE3;o e broncoconstri&#xE7;&#xE3;o s&#xE3;o, no entanto, incomuns no uso cl&#xED;nico normal.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <p>O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio &#xE9; rapidamente hidrolisado &#xE0; succinilmonocolina, e mais lentamente, ao &#xE1;cido succ&#xED;nico e colina. Cerca de 10% da droga &#xE9; excretada de forma inalterada na urina.</p> <p>O Cloreto de Suxamet&#xF4;nio n&#xE3;o possui a&#xE7;&#xE3;o direta sobre o &#xFA;tero ou outras estruturas com musculatura lisa. Por ser altamente ionizado e ter baixa solubilidade em gorduras, n&#xE3;o atravessa facilmente a placenta. Ocorre taquifilaxia com administra&#xE7;&#xF5;es repetidas.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Succitrat?

Manter o produto em sua embalagem original e conservar em temperatura ambiente entre 15C° e 30°C e proteger da umidade.

Prazo de validade: 24 meses a partir da data de fabricação.

Após o preparo, manter sob refrigeração (entre 2°C e 8°C) por 24 horas.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características do medicamento

Aspecto físico (pó)

Pó branco a quase branco, inodoro, higroscópico, cristalino.

Aspecto físico (após preparo)&nbsp;

Solução límpida, incolor, isenta de partículas visíveis.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Apresentações do Succitrat

Pó para solução injetável 100 mg:

Embalagem contendo 1 ou 10 frascos-ampola.

Pó para solução injetável 500 mg:

Embalagem contendo 1 ou 10 frascos-ampola.

Uso intravenoso ou intramuscular.

Uso exclusivo em anestesiologia.

Uso adulto e pediátrico.

Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência.

Dizeres Legais do Succitrat

MS nº 1.1637.0078

Farm. Resp.:
Eliza Yukie Saito – CRF-SP n° 10.878

Registrado por:
Blau Farmacêutica S.A.
CNPJ 58.430.828/0001-60
Rodovia Raposo Tavares
Km 30,5 n° 2833 - Prédio 100
CEP 06705-030 - Cotia – SP
Indústria Brasileira





Fabricado por:
Blau Farmacêutica S.A.
CNPJ 58.430.828/0013-01
Rua Adherbal Stresser, n° 84
CEP 05566-000 – São Paulo – SP
Indústria Brasileira




Venda sob prescrição médica.

Uso restrito a hospitais.

Fabricante: Blau

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