Boehringer Cardizem

30mg, caixa com 50 comprimidos

Princípio ativo
:
Cloridrato De Diltiazem
Classe Terapêutica
:
Antagonistas do Cálcio Puros
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Venda Sob Prescrição Médica)
Categoria
:
Sistema Cardiovascular (Circulação)
Especialidade
:
Cardiologia

Bula do medicamento

Cardizem, para o que é indicado e para o que serve?

Cardizem é indicado para tratamento de pressão alta, angina pectoris (dores fortes no peito e falta de ar) e coronariopatias (problemas nos vasos que irrigam o coração) acompanhadas ou não de pressão alta e/ou taquicardia (palpitações constantes e duradouras).

Quais as contraindicações do Cardizem?

Você não deve usar Cardizem se tiver problema no sistema que controla o ritmo do coração (nó sinoatrial) e/ou bloqueio atrioventricular de 2º ou 3º grau (problema que altera a condução de estímulos elétricos no coração), a não ser que esteja usando marca-passo; insuficiência cardíaca congestiva descompensada (coração inchado descompensado); diminuição acentuada das batidas do coração; alergia a substância ativa ou a qualquer componente da fórmula; se estiver grávida ou caso exista a possibilidade de estar grávida; se estiver fazendo uso de medicamentos com adunaprevir, cloridrato de ivabradina ou mesilato de lomitapida.

Como usar o Cardizem?

Comprimidos 30 mg e 90 mg / Cápsulas 90 mg e 120 mg

Cardizem deve ser tomado por via oral com água, nos horários indicados.

A dose prescrita pelo seu médico pode variar de acordo com a sua idade e sintomas.

Pacientes idosos devem iniciar o tratamento com baixas doses, sob monitoramento médico.

Cardizem deve ser administrado com especial cautela em pacientes com mau funcionamento do fígado.

A segurança de Cardizem não foi estabelecida em pacientes pediátricos.

Exclusivo comprimidos 30 mg e 60 mg

O tratamento deve ser iniciado com 30 mg, 4 vezes ao dia, antes das 3 principais refeições do dia e ao deitar.

A dose deve ser aumentada aos poucos, de um em um, ou de dois em dois dias, se for preciso, até chegar a dose certa, que pode variar de 180 mg a 240 mg ao dia (60 mg, 3 a 4 vezes ao dia), conforme recomendado pelo seu médico.

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem conhecimento do seu médico.

Exclusivo cápsulas 90 mg e 120 mg

A posologia deve ser ajustada de acordo com as necessidades de cada paciente, podendo variar de 90 mg a 360 mg ao dia.

A posologia média usual é de 1 cápsula, duas vezes ao dia (180 mg a 240 mg/dia), pela manhã e à noite (de 12 em 12 horas, se possível).

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem conhecimento do seu médico.

Como o Cardizem funciona?

Cardizem é um antianginoso (reduz as dores fortes no peito), anti-hipertensivo (dilata os vasos sanguíneos reduzindo a pressão arterial) e antiarrítmico (estabiliza o ritmo do coração).

A vantagem de Cardizem em relação aos medicamentos semelhantes é que seu efeito ocorre de forma gradual, e isso o torna mais bem tolerado. O efeito se inicia cerca de 3 horas após ser tomado.

Quais cuidados devo ter ao usar o Cardizem?

Comprimidos 30 mg e 90 mg / Cápsulas 90 mg e 120 mg

Você deve usar Cardizem com cuidado se tiver bloqueio atrioventricular de 1° grau (problema que altera a condução de estímulos elétricos no coração); mau funcionamento do coração, com diminuição dos batimentos do coração e pressão arterial excessivamente baixa. Nesses casos, será necessário o controle constante pelo seu médico.

Recomendam-se cuidados especiais nos casos de mau funcionamento do fígado ou dos rins e com pacientes que usam betabloqueadores (propranolol, atenolol) ou digitálicos (digoxina).

Não interrompa o uso de Cardizem sem antes consultar seu médico. Você não deve interromper o tratamento de forma abrupta: deve-se reduzir a dose gradualmente sob acompanhamento médico.

Dependendo da dose usada, podem ocorrer sintomas de pressão baixa. Em casos raros, pode ocorrer aumento das enzimas do fígado.

Idosos devem usar Cardizem com cautela, pois podem ter a duração do seu efeito aumentado.

Efeitos na capacidade de dirigir e operar máquinas

Você não deve dirigir, operar máquinas ou desempenhar atividades perigosas, como trabalhar em lugares altos, durante o tratamento com Cardizem, pois podem ocorrer tonturas.

Gravidez e Amamentação

O uso de Cardizem não é recomendado durante a gravidez ou para mulheres que possam engravidar e na amamentação, por não haver estudos suficientes com essa população. Estudos em animais demonstraram malformações e toxicidade para a prole.

Se o tratamento com Cardizem for considerado essencial, a amamentação deve ser interrompida durante o tratamento. Cardizem é excretado no leite materno.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Exclusivo comprimidos 30 mg e 90 mg

Cardizem não age rapidamente, porque a sua substância ativa se encontra na matriz do comprimido e é liberada aos poucos. Em alguns casos, essa matriz não é absorvida no intestino e pode ser encontrada nas fezes. Isso não prejudica o funcionamento do medicamento, uma vez que a substância ativa já foi liberada e absorvida.

Exclusivo cápsulas 90 mg e 120 mg

Atenção diabéticos: contém açúcar.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Cardizem?

Reações comuns

Hipersensibilidade (alergia), anorexia (falta de apetite), dor de cabeça profunda, azia.

Reações incomuns

Tontura, dor de cabeça, bradicardia (batimento lento do coração), bloqueio atrioventricular (problema com o ritmo do coração), rubor (vermelhidão na face), constipação (prisão de ventre), enjoo, dor abdominal, desconforto estomacal, erupção cutânea (rash - vermelhidão, descamação e coceira na pele) e mal-estar.

Reações raras

Palpitação, dispepsia (indigestão), boca seca, prurido (coceira), urticária (placas elevadas na pele, geralmente com coceira), sede, edema periférico (inchaço nas pernas e pés), hipotensão (queda da pressão), sonolência, insônia, parada sinusal (parada no estímulo do coração), dor no peito, câimbras na batata da perna, astenia (sensação de fraqueza), icterícia (coloração amarelada dos olhos e da pele), erupção eritematosa multiforme (erupções bolhosas da pele e mucosa), fezes amolecidas e diarreia.

Reações com frequência desconhecida

Sintomas do tipo Parkinson (como rigidez muscular, tremor no repouso, diminuição da mobilidade e instabilidade postural), alterações no ritmo e mau funcionamento do coração, hipertrofia gengival (crescimento excessivo da gengiva), mau funcionamento do fígado; síndrome de Stevens-Johnson (reação inflamatória grave de pele e também das mucosas, levando à formação de vesículas e bolhas), necrólise epidermal (reação que ocorre grande descamação da pele), eritema multiforme (manifestação grave na pele, com surgimento de bolhas); dermatite esfoliativa (pele avermelhada, escamativa, espessa), pustulose exantemática generalizada aguda (lesões na pele ou mucosa com pus, vermelhidão, descamação e coceira), reação de fotossensibilidade (sensibilidade à luz), ginecomastia (crescimento das mamas em homens), aumento das enzimas do fígado, arritmia (distúrbio do batimento ou ritmo cardíaco), mau funcionamento dos rins, assistolia (interrupção do estímulo elétrico ao coração), parestesia (sensações estranhas na pele de frio, calor e formigamento), tremor, poliúria e/ou nictúria (aumento da urina durante o dia e/ou noite), vômitos, aumento de peso, petéquias (pintas de sangue na pele), aumento do fígado, diminuição da contagem de plaquetas e leucócitos (células brancas), dormência.

Você deve interromper o tratamento com Cardizem se ocorrerem alguns desses sintomas:

Tontura, mau funcionamento do coração, reações graves da pele, inflamação da pele com esfoliação, pele avermelhada, bolhas, lesões na pele ou mucosa com pus, coceira, febre, erupção da pele, alteração no funcionamento do fígado ou coloração amarelada da pele.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Cardizem?

Continue tomando as próximas doses regularmente no horário habitual. Não duplique a dose na próxima tomada.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou de cirurgião-dentista.

Qual a composição do Cardizem?

Cardizem 30 mg

Cada comprimido contém:

30 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 27,57 mg de diltiazem.

Excipientes: lactose monoidratada, óleo de rícino hidrogenado, macrogol, estearato de magnésio.

Cardizem 60 mg

Cada comprimido contém:

60 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 55,14 mg de diltiazem.

Excipientes: lactose monoidratada, óleo de rícino hidrogenado, macrogol, estearato de magnésio.

Cardizem SR 90 mg

Cada cápsula contém:

90 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 82,72 mg de diltiazem.

Excipientes: nonpareil-103 (esferas de sacarose), talco, povidona, etilcelulose, sacarose, estearato de magnésio.

Cardizem SR 120 mg

Cada cápsula contém:

120 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 110,29 mg de diltiazem.

Excipientes: nonpareil-103 (esferas de sacarose), talco, povidona, etilcelulose, sacarose, estearato de magnésio.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Cardizem maior do que a recomendada?

Em caso de dose excessiva de Cardizem, os sintomas variam conforme a quantidade ingerida. Pode ocorrer queda da pressão, batimentos cardíacos muito lentos, alteração no ritmo do coração, mau funcionamento do coração. Busque ajuda médica sem atraso.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Cardizem com outros remédios?

Cardizem não deve ser usado em conjunto com os seguintes medicamentos:

Asunaprevir e cloridrato de daclatasvir/asunaprevir/cloridrato de beclabuvir, podendo ocorrer transtornos no fígado e na vesícula biliar; cloridrato de ivabradina, podendo ocorrer bradicardia (batimento lento do coração) excessiva; mesilato de lomitapida, levando à diminuição do seu efeito.

Cardizem deve ser usado com cuidado pois pode aumentar a quantidade no sangue das seguintes substâncias, intensificando seus efeitos:

Digoxina, metildigoxina (pode ser necessário diminuir a dose devido à toxicidade); anti-hipertensivos (ácido nítrico – deve-se monitorar a pressão); betabloqueadores (como propranolol, atenolol, bisoprolol, carvedilol e outros, usados no tratamento de problemas do coração e de hipertensão arterial), podendo ocorrer mau funcionamento do coração, principalmente se você tiver problemas no músculo do coração; antagonistas do cálcio (nifedipino, anlodipino); midazolam (agente sedativo hipnótico); carbamazepina (antiepiléptico, antimaníaco), podendo ocorrer sonolência, enjoo, vômitos e tonturas; selegilina (antiparkinsoniano), com efeitos tóxicos intensificados; teofilina (broncodilatador), podendo ocorrer enjoo, vômitos, cefaleia e insônia; cilostazol (antiplaquetário); apixabana (anticoagulante oral); vinorelbina (usado no câncer); ciclosporina (usado no reumatismo e pós-transplantes), podendo ocorrer efeitos tóxicos nos rins, sendo necessária a redução da dose; tacrolimo, podendo ocorrer distúrbios renais; fenitoína (antiepiléptico), podendo ocorrer falta de coordenação dos movimentos, tonturas, movimentos oculares oscilatórios, rítmicos e repetitivos, e ainda diminuir o efeito de Cardizem; estatinas (como sinvastatina, atorvastatina, rosuvastatina e outros, usados para reduzir o colesterol no sangue), podendo ocorrer eventos adversos como dor muscular, doenças musculares e raros casos de destruição muscular e podendo ainda causar toxicidade nos rins; relaxantes musculares (pancurônio); imipramina, deve-se monitorar sinais e sintomas de toxicidade da imipramina.

O efeito de Cardizem pode aumentar se usado com agentes antiarrítmicos (como amiodarona, mexiletina) intensificando a depressão da estimulação e condução cardíaca; cimetidina (antiulceroso) e medicamentos para HIV (como ritonavir, saquinavir) aumentando o efeito anti-hipertensivo e bradicardia.

O efeito de Cardizem pode diminuir se usado com anti-inflamatórios não hormonais, especialmente indometacina (utilizado em inflamações e reumatismos) e rifampicina (para tuberculose), neste caso pode ser necessário o aumento da dose de Cardizem ou a substituição deste por outro medicamento.

Os anestésicos têm seu efeito aumentado no coração e na circulação com o uso de Cardizem; portanto, se você for passar por cirurgia, não deixe de informar ao anestesista sobre o uso de Cardizem.

Para todas estas interações, os sintomas devem ser informados ao médico, que poderá alterar a dose dos medicamentos ou interromper o uso.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Qual a ação da substância do Cardizem (Cloridrato de Diltiazem)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Efic&#xE1;cia na Angina <em>Pectoris</em> cr&#xF4;nica est&#xE1;vel</h3> <p>Na avalia&#xE7;&#xE3;o da redu&#xE7;&#xE3;o de epis&#xF3;dios de angina est&#xE1;vel, diversos estudos relatam a redu&#xE7;&#xE3;o variando entre 50% a 88,5% por semana. Para a angina de esfor&#xE7;o, a redu&#xE7;&#xE3;o de epis&#xF3;dios por semana, variou entre 42% a 73,6%<sup>1</sup>.</p> <p>A efic&#xE1;cia de Cloridrato de Cloridrato de Diltiazem (Cloridrato de Diltiazem) no tratamento de angina <em>pectoris </em>cr&#xF4;nica est&#xE1;vel foi avaliada por Glasser <em>et al</em><sup>3</sup> em um estudo multic&#xEA;ntrico, randomizado, duplo-cego, em grupos paralelos, controlado com placebo, com controle ativo (para um dos bra&#xE7;os do estudo). Foram admitidos pacientes adultos se cumprissem as condi&#xE7;&#xF5;es a seguir: tivessem <a href=\"https://consultaremedios.com.br/b/angina-cronica\" target=\"_blank\">angina cr&#xF4;nica</a> est&#xE1;vel desencadeada por esfor&#xE7;o f&#xED;sico e aliviada por repouso e uso de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/nitroglicerina/bula\" target=\"_blank\">nitroglicerina</a> sublingual; tivessem doen&#xE7;a arterial coron&#xE1;ria documentada; em duas visitas do per&#xED;odo introdut&#xF3;rio (run-in) fossem capazes de fazer esfor&#xE7;o em esteira por 3-7 min; desenvolvessem angina <em>pectoris </em>mais depress&#xE3;o do segmento ST do ECG em &#x2265;1 mm (acrescentada a qualquer pequena depress&#xE3;o do ST pr&#xE9;-existente), com persist&#xEA;ncia por &#x2265;0,08 s al&#xE9;m do ponto J; a dura&#xE7;&#xE3;o do exerc&#xED;cio na esteira variou &lt; 15% entre as visitas de qualifica&#xE7;&#xE3;o. Ap&#xF3;s o per&#xED;odo introdut&#xF3;rio de 2-3 semanas com placebo, os pacientes foram randomizados para grupos de tratamento com 180, 360 e 420 mg ao deitar-se, 360 mg pela manh&#xE3;, e placebo. Os designados para os&amp;nbsp;grupos com 360 e 420 mg iniciaram com uma dose de 240 mg por 1 semana antes de aumentar para sua dose designada. O per&#xED;odo de tratamento com a dose designada foi de 2 semanas para todos os participantes. Os participantes foram submetidos a um teste em esteira basal e final no per&#xED;odo entre 18-20 horas (n&#xED;vel vale para os pacientes com administra&#xE7;&#xE3;o noturna) e das 7-11 horas (n&#xED;vel vale para os pacientes com administra&#xE7;&#xE3;o matinal).</p> <p>Um total de 311 pacientes concluiu o estudo. Todas as doses com administra&#xE7;&#xE3;o ao deitar-se mostraram um aumento significante (p&lt;0,03) na dura&#xE7;&#xE3;o total do exerc&#xED;cio no n&#xED;vel vale em compara&#xE7;&#xE3;o com o placebo; com a dose de 360 mg administrada ao deitar-se mostrando o maior aumento. Entretanto, a dose matinal de 360 mg mostrou um aumento n&#xE3;o significante (p=0,06) no n&#xED;vel vale em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo. Todas as doses com administra&#xE7;&#xE3;o ao deitar-se tamb&#xE9;m mostraram um aumento significante (p&#x2264;0,0002) na dura&#xE7;&#xE3;o do exerc&#xED;cio entre 7-11 horas em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo; a dose de 360 mg ao deitar-se mostrou uma melhora de quatro vezes em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo, comparativamente &#xE0; dose matinal. O tempo para in&#xED;cio da angina aumentou de forma significante para todas as doses ao deitar-se em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo tanto para o teste de esfor&#xE7;o das 18-20 horas (p&lt;0,02) quanto para o teste das 7-11 horas (p&lt;0,03). Apenas a dose de 360 mg ao deitar-se mostrou um aumento significante (p&lt;0,03) no tempo para in&#xED;cio da isquemia mioc&#xE1;rdica para o teste de esfor&#xE7;o entre 18-20 horas, mas para o teste entre 7-11 horas, todas as doses com administra&#xE7;&#xE3;o ao deitar-se mostraram um aumento significante (p&lt;0,03) em rela&#xE7;&#xE3;o ao placebo<sup>2,3</sup>.</p> <h3>Efic&#xE1;cia no tratamento da Hipertens&#xE3;o</h3> <p>Em estudo da efic&#xE1;cia terap&#xEA;utica de Cloridrato de Diltiazem como monoterapia para hipertens&#xE3;o 52% dos indiv&#xED;duos foram considerados respondedores conforme press&#xE3;o sist&#xF3;lica &lt;140 mm Hg; e 75%, conforme press&#xE3;o diast&#xF3;lica &lt;90 mm Hg, ap&#xF3;s 4 a 8 semanas<sup>1</sup>.</p> <p>A efic&#xE1;cia de Cloridrato de Diltiazem foi avaliada em um estudo multic&#xEA;ntrico, randomizado, duplo-cego, em grupos paralelos de resposta &#xE0; dose, e controlado com placebo realizado por Glasser <em>et al</em><sup>4</sup>. Doses de Cloridrato de Diltiazem 120, 240, 360 e 540 mg/dia foram avaliadas comparativamente a 360 mg/dia pela manh&#xE3; e placebo.</p> <h4>Os adultos participantes foram admitidos ao estudo se cumprissem as condi&#xE7;&#xF5;es a seguir:</h4> <ul> <li>Sua PA m&#xE9;dia sist&#xF3;lica na posi&#xE7;&#xE3;o sentada (sePAS) fosse 7 mm Hg; sua PAD ambulat&#xF3;ria m&#xE9;dia diurna (amPAD) fosse 90-114 mm Hg (inclusive) na avalia&#xE7;&#xE3;o basal. Ap&#xF3;s um per&#xED;odo inicial introdut&#xF3;rio de 3-4 semanas com placebo, 429 homens e mulheres adultos (89,1% dos recrutados) realizaram um tratamento por 7 semanas. As doses noturnas &#x2265;240 mg mostraram redu&#xE7;&#xF5;es da amPAD significantes, relacionadas &#xE0; dose, entre o basal e a avalia&#xE7;&#xE3;o final (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para mudan&#xE7;a entre basal e final na amPAD para as doses de 120, 240, 360 e 540 mg foram respectivamente de -1,92, -4,26, -4,38 e -8,02 mm Hg). Al&#xE9;m disto, a dose noturna de 360 mg se associou com uma redu&#xE7;&#xE3;o significantemente maior na amPAD entre as 6-12 horas do que a dose matinal de 360 mg (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos foi de -3,3 mm Hg; p=0,0004). Foram obtidos resultados similares para a amPAS (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos foi de -5,32 mm Hg; p=0,0004). Ocorreram tamb&#xE9;m redu&#xE7;&#xF5;es m&#xE9;dias relacionadas &#xE0; dose na frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca (FC) desde o basal at&#xE9; a avalia&#xE7;&#xE3;o final, com redu&#xE7;&#xF5;es maiores no per&#xED;odo entre as 6-12 horas. Em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo, apenas doses &#x2265;360 mg mostraram redu&#xE7;&#xF5;es m&#xE9;dias significantes (p&lt;0,05) da FC em 24 horas<sup>2,4</sup>.</li> </ul> <h4>Estudo comparativo com anlodipino</h4> <p>Wright <em>et al</em>.<sup>5</sup> comparou a efic&#xE1;cia da administra&#xE7;&#xE3;o noturna de Cloridrato de Diltiazem com a administra&#xE7;&#xE3;o matinal de anlodipino em um estudo multic&#xEA;ntrico, randomizado, duplo-cego, em grupos paralelos, com controle ativo, para avaliar a dose-para-efeito.</p> <h5>Os participantes foram admitidos se cumprissem as condi&#xE7;&#xF5;es a seguir:</h5> <ul> <li>Fossem adultos de etnia afro-americana; sua sePAD em duas visitas consecutivas introdut&#xF3;rias fosse entre 90-109 mm Hg (inclusive); suas duas leituras de sePAD de qualifica&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o diferissem em mais de 8 mm Hg; a m&#xE9;dia das duas sePAS medidas no mesmo dia fosse &lt;180 mm Hg; sua amPAD fosse 85-109 mm Hg (inclusive); tivessem um intervalo PR no ECG &lt;220 ms na avalia&#xE7;&#xE3;o basal; se fossem diab&#xE9;ticos, seu diabetes deveria estar controlado; eles deveriam ter um esquema de trabalho diurno. Ap&#xF3;s 3-4 semanas do per&#xED;odo introdut&#xF3;rio (run-in) com placebo, os pacientes foram randomizados para receber Cloridrato de Diltiazem 360 mg &#xE0; noite, ou anlodipino 5 mg como dose diurna, e tratados por 6 semanas. Ap&#xF3;s 6 semanas, se a sePAS/sePAD do paciente fosse &#x2265;130/85, as doses eram aumentadas para Cloridrato de Diltiazem 540 mg ou anlodipino 10 mg nas 6 semanas seguintes; os pacientes com PA abaixo deste limite continuaram com a sua dose inicial nas 6 semanas seguintes. Um total de 262 participantes concluiu as 12 semanas do estudo (97,8% dos recrutados). Cloridrato de Diltiazem mostrou redu&#xE7;&#xF5;es significantemente maiores da amPAD do que anlodipino para as primeiras 4 horas ap&#xF3;s o despertar (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os&amp;nbsp;tratamentos foi de 3,5 mm Hg; p&lt;0,0049) e tamb&#xE9;m entre as 6-12 horas (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos de 3,2 mm Hg; p&lt;0,0019). N&#xE3;o houve diferen&#xE7;a significante na modifica&#xE7;&#xE3;o desde o basal na amPAD m&#xE9;dia de 24 horas entre os tratamentos. Durante os tr&#xEA;s intervalos de tempo monitorados, Cloridrato de Diltiazem reduziu a FC, enquanto anlodipino aumentou a FC. As redu&#xE7;&#xF5;es no produto frequ&#xEA;ncia-press&#xE3;o (RPP) foram significantemente maiores (p&#x2264;0,0008) com o tratamento com Cloridrato de Diltiazem do que com anlodipino<sup>2,5</sup>.</li> </ul> <h4>Estudo comparativo com <a href=\"https://consultaremedios.com.br/ramipril/bula\" target=\"_blank\">ramipril</a></h4> <p>A efic&#xE1;cia de Cloridrato de Diltiazem foi comparada com ramipril por White <em>et al</em><sup>6</sup> em um estudo multic&#xEA;ntrico, duplo-cego, randomizado, em grupos paralelos de titula&#xE7;&#xE3;o at&#xE9; o efeito.</p> <h5>Os pacientes adultos foram admitidos ao estudo se cumprissem as condi&#xE7;&#xF5;es a seguir:</h5> <ul> <li>Sua sePAD fosse &#x2265;90, mas 130/85. Um total de 348 pacientes (91,2% dos recrutados) concluiu o estudo. Cloridrato de Diltiazem mostrou redu&#xE7;&#xF5;es significantemente maiores da amPA do que ramipril nas primeiras 4 horas ap&#xF3;s o despertar (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos foi 4,4 mm Hg; p&lt;0,0023 para amPAS; 6,7 mm Hg; p&lt;0,0001 para amPAD), e tamb&#xE9;m para o per&#xED;odo entre 6-12 horas (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos de 3,8 mm Hg; p&lt;0,0045 para amPAS; 6,3 mm Hg, p&lt;0,0001 para amPAD). Os pacientes tratados com Cloridrato de Diltiazem tamb&#xE9;m obtiveram maiores redu&#xE7;&#xF5;es na amPAD m&#xE9;dia de 24 horas, frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca matinal e RPP, do que os tratados com ramipril<sup>2,6</sup>.</li> </ul> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Markhan A, Brogden RN. Cloridrato de Diltiazem. A review of its pharmacology and therapeutic use in older patients. Drugs Aging. 1993;3(4):363-90.<br> 2. Claas, SA, Glasser SP. Long-acting Cloridrato de Diltiazem HCL for the chronotherapeutic treatment of hypertension and chronic stable angina pectoris. Expert Opin. Pharmacother. 2005;6(5): 765-76.<br> 3. Glasser SP, Gana TJ, Pascual LG, Albert KS. Efficacy and safety of a once-daily graded-release Cloridrato de Diltiazem formulation dosed at bedtime compared to placebo and to morning dosing in chronic stable angina pectoris. Am Heart J. 2005;149(2):e1-9.<br> 4. Glasser SP, Neutel JM, Gana TJ, Albert KS. Efficacy and safety of a once daily graded-release Cloridrato de Diltiazem formulation in essential hypertension. Am J Hypertens. 2003;16(1):51-8.<br> 5. Wright JT, Sica DA, Gana TJ, Bohannon K, Pascual LG, Albert KS. Antihypertensive efficacy of night-time graded-release Cloridrato de Diltiazem versus morning amlodipine in African Americans. Am J Hypertens. 2004;17(9):734-42.<br> 6. White WB, Lacourciere Y, Gana T, Pascual MG, Smith DH, Albert KS. Effects of graded-release Cloridrato de Diltiazem versus ramipril, dosed at bedtime, on early morning blood pressure, heart rate, and the rate-pressure product. Am Heart J. 2004;148(4):628-34.</br></br></br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <p>O Cloridrato de Diltiazem &#xE9; um bloqueador dos canais de c&#xE1;lcio, que age inibindo a entrada do &#xED;on c&#xE1;lcio nas c&#xE9;lulas ou a sua mobiliza&#xE7;&#xE3;o dos estoques intracelulares.</p> <p>No tecido vascular, o Cloridrato de Diltiazem relaxa a musculatura lisa arterial. Entretanto, Cloridrato de Diltiazem n&#xE3;o tem efeito no leito venoso.&amp;nbsp;</p> <p>No cora&#xE7;&#xE3;o, o bloqueio dos canais de c&#xE1;lcio pode resultar num efeito inotr&#xF3;pico negativo, uma vez que, dentro do mi&#xF3;cito, o &#xED;on c&#xE1;lcio &#xE9; necess&#xE1;rio para liberar o aparelho contr&#xE1;til, permitindo que a intera&#xE7;&#xE3;o actina-miosina cause a contra&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>O Cloridrato de Diltiazem tamb&#xE9;m possui efeito cronotr&#xF3;pico negativo, na medida em que diminui a condu&#xE7;&#xE3;o atrioventricular e a frequ&#xEA;ncia do marcapasso sinusal.</p> <p>O Cloridrato de Diltiazem diminui a resist&#xEA;ncia vascular coronariana e aumenta o fluxo sangu&#xED;neo coronariano.</p> <p>Causa diminui&#xE7;&#xE3;o da resist&#xEA;ncia vascular perif&#xE9;rica e da press&#xE3;o arterial sist&#xF3;lica e diast&#xF3;lica.</p> <p>Em pacientes com doen&#xE7;a isqu&#xEA;mica coronariana, Cloridrato de Diltiazem reduz o produto frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca x press&#xE3;o arterial durante o exerc&#xED;cio, aumentando a toler&#xE2;ncia ao exerc&#xED;cio sem deprimir o desempenho card&#xED;aco.</p> <p>Na angina do peito por espasmos coronarianos, o efeito antianginoso do Cloridrato de Diltiazem deve-se &#xE0; dilata&#xE7;&#xE3;o das coron&#xE1;rias epic&#xE1;rdicas e subendoc&#xE1;rdicas. Na angina de esfor&#xE7;o, o Cloridrato de Diltiazem proporciona aumento da toler&#xE2;ncia ao exerc&#xED;cio f&#xED;sico, devido &#xE0; redu&#xE7;&#xE3;o do consumo de oxig&#xEA;nio do mioc&#xE1;rdio: o Cloridrato de Diltiazem promove a redu&#xE7;&#xE3;o da frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca e da tens&#xE3;o arterial sist&#xEA;mica, face &#xE0; sobrecarga f&#xED;sica subm&#xE1;xima e m&#xE1;xima, comparado com outros antagonistas do c&#xE1;lcio. Os efeitos sobre o cora&#xE7;&#xE3;o s&#xE3;o acompanhados por diminui&#xE7;&#xE3;o da tens&#xE3;o arterial e da resist&#xEA;ncia perif&#xE9;rica.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <h4>Absor&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>O Cloridrato de Diltiazem &#xE9; quase completamente absorvido pelo trato gastrintestinal.</p> <p>A concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral de comprimidos de 60 mg de Cloridrato de Diltiazem a adultos saud&#xE1;veis do sexo masculino, alcan&#xE7;ou o n&#xED;vel m&#xE1;ximo ap&#xF3;s 3 a 5 horas da administra&#xE7;&#xE3;o, e a partir de ent&#xE3;o diminu&#xED;ram com uma meia-vida de elimina&#xE7;&#xE3;o de 4,5 horas. Com a administra&#xE7;&#xE3;o oral repetida, a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica atingiu um estado de equil&#xED;brio no segundo dia ou ap&#xF3;s. A concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica foi de cerca de 40 ng/ml cerca de 2 a 4 horas ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o em pacientes tratados em longo prazo com administra&#xE7;&#xE3;o de 90 mg/dia divididos em 3 doses.</p> <p>Ap&#xF3;s dose oral &#xFA;nica de 120 mg da formula&#xE7;&#xE3;o SR obt&#xEA;m-se n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos detect&#xE1;veis ap&#xF3;s duas a tr&#xEA;s horas, e n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos de pico ap&#xF3;s 6 a 11 horas.</p> <h4>Metabolismo</h4> <p>Cloridrato de Diltiazem sofre um extenso efeito de metabolismo de primeira passagem, resultando numa biodisponibilidade absoluta (em compara&#xE7;&#xE3;o &#xE0; administra&#xE7;&#xE3;o endovenosa) de cerca de 40%. A liga&#xE7;&#xE3;o de Cloridrato de Diltiazem com prote&#xED;na &#xE9; cerca de 80%. O Cloridrato de Diltiazem &#xE9; submetido a extenso metabolismo, principalmente pela isoenzima CYP3A4 do citocromo P450.</p> <p>Quando Cloridrato de Diltiazem foi administrado oralmente em adultos saud&#xE1;veis do sexo masculino, as principais vias metab&#xF3;licas foram desamina&#xE7;&#xE3;o oxidativa, desmetila&#xE7;&#xE3;o oxidativa, desacetila&#xE7;&#xE3;o e conjuga&#xE7;&#xE3;o.</p> <h4>Elimina&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>Cerca de 2 a 4% da dose &#xE9; excretada na urina como Cloridrato de Diltiazem inalterado e restante excretado como metab&#xF3;litos na bile e urina. O Cloridrato de Diltiazem e seus metab&#xF3;litos s&#xE3;o pouco dialis&#xE1;veis. A meia-vida de Cloridrato de Diltiazem &#xE9; relatada a ser cerca de 3 a 8 horas.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Cardizem?

Mantenha em temperatura ambiente (15 ºC a 30 ºC), protegido da luz e da umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características do medicamento

Cardizem comprimidos&nbsp;30 mg e 60 mg

Os comprimidos são brancos, redondos, planos em ambas as faces, brilhantes e com bordas chanfradas. A face superior apresenta sulco central e a gravação “30D” ou “60D” e a face inferior o logo da empresa.

Cardizem cápsula SR 90 mg

As cápsulas são duras, com tampa marrom, gravado em branco “90 mg” e no corpo amarelo gravado “Cardizem SR”. Dentro das cápsulas há grânulos revestidos brancos.

Cardizem cápsula SR 120 mg

As cápsulas&nbsp;são duras, com tampa marrom-chocolate gravado em branco “120 mg” e no corpo caramelo gravado “Cardizem SR”. Dentro das cápsulas há grânulos revestidos brancos.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Apresentações do Cardizem

Comprimidos de 30 mg e 60 mg

Embalagem com 50 comprimidos.

Uso adulto.

Uso oral.

Cápsula de liberação prolongada de 90 mg e 120 mg

Embalagem com 20 cápsulas.

Uso adulto.

Uso oral.

Dizeres Legais do Cardizem

M.S - 1.0367.0062

Farm. Resp.:
Ana Carolina Scandura Cardillo
CRF-SP 22440

Boehringer Ingelheim do Brasil Quím. e Farm. Ltda.
Rod. Régis Bittencourt, km 286
Itapecerica da Serra – SP
CNPJ 60.831.658/0021-10
Indústria Brasileira



SAC
0800-7016633

Venda sob prescrição médica.

60mg, caixa com 50 comprimidos

Princípio ativo
:
Cloridrato De Diltiazem
Classe Terapêutica
:
Antagonistas do Cálcio Puros
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Venda Sob Prescrição Médica)
Categoria
:
Sistema Cardiovascular (Circulação)
Especialidade
:
Cardiologia

Bula do medicamento

Cardizem, para o que é indicado e para o que serve?

Cardizem é indicado para tratamento de pressão alta, angina pectoris (dores fortes no peito e falta de ar) e coronariopatias (problemas nos vasos que irrigam o coração) acompanhadas ou não de pressão alta e/ou taquicardia (palpitações constantes e duradouras).

Quais as contraindicações do Cardizem?

Você não deve usar Cardizem se tiver problema no sistema que controla o ritmo do coração (nó sinoatrial) e/ou bloqueio atrioventricular de 2º ou 3º grau (problema que altera a condução de estímulos elétricos no coração), a não ser que esteja usando marca-passo; insuficiência cardíaca congestiva descompensada (coração inchado descompensado); diminuição acentuada das batidas do coração; alergia a substância ativa ou a qualquer componente da fórmula; se estiver grávida ou caso exista a possibilidade de estar grávida; se estiver fazendo uso de medicamentos com adunaprevir, cloridrato de ivabradina ou mesilato de lomitapida.

Como usar o Cardizem?

Comprimidos 30 mg e 90 mg / Cápsulas 90 mg e 120 mg

Cardizem deve ser tomado por via oral com água, nos horários indicados.

A dose prescrita pelo seu médico pode variar de acordo com a sua idade e sintomas.

Pacientes idosos devem iniciar o tratamento com baixas doses, sob monitoramento médico.

Cardizem deve ser administrado com especial cautela em pacientes com mau funcionamento do fígado.

A segurança de Cardizem não foi estabelecida em pacientes pediátricos.

Exclusivo comprimidos 30 mg e 60 mg

O tratamento deve ser iniciado com 30 mg, 4 vezes ao dia, antes das 3 principais refeições do dia e ao deitar.

A dose deve ser aumentada aos poucos, de um em um, ou de dois em dois dias, se for preciso, até chegar a dose certa, que pode variar de 180 mg a 240 mg ao dia (60 mg, 3 a 4 vezes ao dia), conforme recomendado pelo seu médico.

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem conhecimento do seu médico.

Exclusivo cápsulas&nbsp;90 mg e 120 mg

A posologia deve ser ajustada de acordo com as necessidades de cada paciente, podendo variar de 90 mg a 360 mg ao dia.

A posologia média usual é de 1 cápsula, duas vezes ao dia (180 mg a 240 mg/dia), pela manhã e à noite (de 12 em 12 horas, se possível).

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem conhecimento do seu médico.

Como o Cardizem funciona?

Cardizem é um antianginoso (reduz as dores fortes no peito), anti-hipertensivo (dilata os vasos sanguíneos reduzindo a pressão arterial) e antiarrítmico (estabiliza o ritmo do coração).

A vantagem de Cardizem em relação aos medicamentos semelhantes é que seu efeito ocorre de forma gradual, e isso o torna mais bem tolerado. O efeito se inicia cerca de 3 horas após ser tomado.

Quais cuidados devo ter ao usar o Cardizem?

Comprimidos 30 mg e 90 mg / Cápsulas 90 mg e 120 mg

Você deve usar Cardizem com cuidado se tiver bloqueio atrioventricular de 1° grau (problema que altera a condução de estímulos elétricos no coração); mau funcionamento do coração, com diminuição dos batimentos do coração e pressão arterial excessivamente baixa. Nesses casos, será necessário o controle constante pelo seu médico.

Recomendam-se cuidados especiais nos casos de mau funcionamento do fígado ou dos rins e com pacientes que usam betabloqueadores (propranolol, atenolol) ou digitálicos (digoxina).

Não interrompa o uso de Cardizem sem antes consultar seu médico. Você não deve interromper o tratamento de forma abrupta: deve-se reduzir a dose gradualmente sob acompanhamento médico.

Dependendo da dose usada, podem ocorrer sintomas de pressão baixa. Em casos raros, pode ocorrer aumento das enzimas do fígado.

Idosos devem usar Cardizem com cautela, pois podem ter a duração do seu efeito aumentado.

Efeitos na capacidade de dirigir e operar máquinas

Você não deve dirigir, operar máquinas ou desempenhar atividades perigosas, como trabalhar em lugares altos, durante o tratamento com Cardizem, pois podem ocorrer tonturas.

Gravidez e Amamentação

O uso de Cardizem não é recomendado durante a gravidez ou para mulheres que possam engravidar e na amamentação, por não haver estudos suficientes com essa população. Estudos em animais demonstraram malformações e toxicidade para a prole.

Se o tratamento com Cardizem for considerado essencial, a amamentação deve ser interrompida durante o tratamento. Cardizem é excretado no leite materno.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Exclusivo comprimidos 30 mg e 90 mg

Cardizem não age rapidamente, porque a sua substância ativa se encontra na matriz do comprimido e é liberada aos poucos. Em alguns casos, essa matriz não é absorvida no intestino e pode ser encontrada nas fezes. Isso não prejudica o funcionamento do medicamento, uma vez que a substância ativa já foi liberada e absorvida.

Exclusivo cápsulas 90 mg e 120 mg

Atenção diabéticos: contém açúcar.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Cardizem?

Reações comuns

Hipersensibilidade (alergia), anorexia (falta de apetite), dor de cabeça profunda, azia.

Reações incomuns

Tontura, dor de cabeça, bradicardia (batimento lento do coração), bloqueio atrioventricular (problema com o ritmo do coração), rubor (vermelhidão na face), constipação (prisão de ventre), enjoo, dor abdominal, desconforto estomacal, erupção cutânea (rash - vermelhidão, descamação e coceira na pele) e mal-estar.

Reações raras

Palpitação, dispepsia (indigestão), boca seca, prurido (coceira), urticária (placas elevadas na pele, geralmente com coceira), sede, edema periférico (inchaço nas pernas e pés), hipotensão (queda da pressão), sonolência, insônia, parada sinusal (parada no estímulo do coração), dor no peito, câimbras na batata da perna, astenia (sensação de fraqueza), icterícia (coloração amarelada dos olhos e da pele), erupção eritematosa multiforme (erupções bolhosas da pele e mucosa), fezes amolecidas e diarreia.

Reações com frequência desconhecida

Sintomas do tipo Parkinson (como rigidez muscular, tremor no repouso, diminuição da mobilidade e instabilidade postural), alterações no ritmo e mau funcionamento do coração, hipertrofia gengival (crescimento excessivo da gengiva), mau funcionamento do fígado; síndrome de Stevens-Johnson (reação inflamatória grave de pele e também das mucosas, levando à formação de vesículas e bolhas), necrólise epidermal (reação que ocorre grande descamação da pele), eritema multiforme (manifestação grave na pele, com surgimento de bolhas); dermatite esfoliativa (pele avermelhada, escamativa, espessa), pustulose exantemática generalizada aguda (lesões na pele ou mucosa com pus, vermelhidão, descamação e coceira), reação de fotossensibilidade (sensibilidade à luz), ginecomastia (crescimento das mamas em homens), aumento das enzimas do fígado, arritmia (distúrbio do batimento ou ritmo cardíaco), mau funcionamento dos rins, assistolia (interrupção do estímulo elétrico ao coração), parestesia (sensações estranhas na pele de frio, calor e formigamento), tremor, poliúria e/ou nictúria (aumento da urina durante o dia e/ou noite), vômitos, aumento de peso, petéquias (pintas de sangue na pele), aumento do fígado, diminuição da contagem de plaquetas e leucócitos (células brancas), dormência.

Você deve interromper o tratamento com Cardizem se ocorrerem alguns desses sintomas:

Tontura, mau funcionamento do coração, reações graves da pele, inflamação da pele com esfoliação, pele avermelhada, bolhas, lesões na pele ou mucosa com pus, coceira, febre, erupção da pele, alteração no funcionamento do fígado ou coloração amarelada da pele.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Cardizem?

Continue tomando as próximas doses regularmente no horário habitual. Não duplique a dose na próxima tomada.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou de cirurgião-dentista.

Qual a composição do Cardizem?

Cardizem 30 mg

Cada comprimido contém:

30 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 27,57 mg de diltiazem.

Excipientes:&nbsp;lactose monoidratada, óleo de rícino hidrogenado, macrogol, estearato de magnésio.

Cardizem 60 mg

Cada comprimido contém:

60 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 55,14 mg de diltiazem.

Excipientes:&nbsp;lactose monoidratada, óleo de rícino hidrogenado, macrogol, estearato de magnésio.

Cardizem SR 90 mg

Cada cápsula contém:

90 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 82,72 mg de diltiazem.

Excipientes:&nbsp;nonpareil-103 (esferas de sacarose), talco, povidona, etilcelulose, sacarose, estearato de magnésio.

Cardizem SR 120&nbsp;mg

Cada cápsula contém:

120 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 110,29 mg de diltiazem.

Excipientes:&nbsp;nonpareil-103 (esferas de sacarose), talco, povidona, etilcelulose, sacarose, estearato de magnésio.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Cardizem maior do que a recomendada?

Em caso de dose excessiva de Cardizem, os sintomas variam conforme a quantidade ingerida. Pode ocorrer queda da pressão, batimentos cardíacos muito lentos, alteração no ritmo do coração, mau funcionamento do coração. Busque ajuda médica sem atraso.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Cardizem com outros remédios?

Cardizem não deve ser usado em conjunto com os seguintes medicamentos:

Asunaprevir e cloridrato de daclatasvir/asunaprevir/cloridrato de beclabuvir, podendo ocorrer transtornos no fígado e na vesícula biliar; cloridrato de ivabradina, podendo ocorrer bradicardia (batimento lento do coração) excessiva; mesilato de lomitapida, levando à diminuição do seu efeito.

Cardizem deve ser usado com cuidado pois pode aumentar a quantidade no sangue das seguintes substâncias, intensificando seus efeitos:

Digoxina, metildigoxina (pode ser necessário diminuir a dose devido à toxicidade); anti-hipertensivos (ácido nítrico – deve-se monitorar a pressão); betabloqueadores (como propranolol, atenolol, bisoprolol, carvedilol e outros, usados no tratamento de problemas do coração e de hipertensão arterial), podendo ocorrer mau funcionamento do coração, principalmente se você tiver problemas no músculo do coração; antagonistas do cálcio (nifedipino, anlodipino); midazolam (agente sedativo hipnótico); carbamazepina (antiepiléptico, antimaníaco), podendo ocorrer sonolência, enjoo, vômitos e tonturas; selegilina (antiparkinsoniano), com efeitos tóxicos intensificados; teofilina (broncodilatador), podendo ocorrer enjoo, vômitos, cefaleia e insônia; cilostazol (antiplaquetário); apixabana (anticoagulante oral); vinorelbina (usado no câncer); ciclosporina (usado no reumatismo e pós-transplantes), podendo ocorrer efeitos tóxicos nos rins, sendo necessária a redução da dose; tacrolimo, podendo ocorrer distúrbios renais; fenitoína (antiepiléptico), podendo ocorrer falta de coordenação dos movimentos, tonturas, movimentos oculares oscilatórios, rítmicos e repetitivos, e ainda diminuir o efeito de Cardizem; estatinas (como sinvastatina, atorvastatina, rosuvastatina e outros, usados para reduzir o colesterol no sangue), podendo ocorrer eventos adversos como dor muscular, doenças musculares e raros casos de destruição muscular e podendo ainda causar toxicidade nos rins; relaxantes musculares (pancurônio); imipramina, deve-se monitorar sinais e sintomas de toxicidade da imipramina.

O efeito de Cardizem pode aumentar se usado com agentes antiarrítmicos (como amiodarona, mexiletina) intensificando a depressão da estimulação e condução cardíaca; cimetidina (antiulceroso) e medicamentos para HIV (como ritonavir, saquinavir) aumentando o efeito anti-hipertensivo e bradicardia.

O efeito de Cardizem pode diminuir se usado com anti-inflamatórios não hormonais, especialmente indometacina (utilizado em inflamações e reumatismos) e rifampicina (para tuberculose), neste caso pode ser necessário o aumento da dose de Cardizem ou a substituição deste por outro medicamento.

Os anestésicos têm seu efeito aumentado no coração e na circulação com o uso de Cardizem; portanto, se você for passar por cirurgia, não deixe de informar ao anestesista sobre o uso de Cardizem.

Para todas estas interações, os sintomas devem ser informados ao médico, que poderá alterar a dose dos medicamentos ou interromper o uso.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Qual a ação da substância do Cardizem (Cloridrato de Diltiazem)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Efic&#xE1;cia na Angina <em>Pectoris</em> cr&#xF4;nica est&#xE1;vel</h3> <p>Na avalia&#xE7;&#xE3;o da redu&#xE7;&#xE3;o de epis&#xF3;dios de angina est&#xE1;vel, diversos estudos relatam a redu&#xE7;&#xE3;o variando entre 50% a 88,5% por semana. Para a angina de esfor&#xE7;o, a redu&#xE7;&#xE3;o de epis&#xF3;dios por semana, variou entre 42% a 73,6%<sup>1</sup>.</p> <p>A efic&#xE1;cia de Cloridrato de Cloridrato de Diltiazem (Cloridrato de Diltiazem) no tratamento de angina <em>pectoris </em>cr&#xF4;nica est&#xE1;vel foi avaliada por Glasser <em>et al</em><sup>3</sup> em um estudo multic&#xEA;ntrico, randomizado, duplo-cego, em grupos paralelos, controlado com placebo, com controle ativo (para um dos bra&#xE7;os do estudo). Foram admitidos pacientes adultos se cumprissem as condi&#xE7;&#xF5;es a seguir: tivessem <a href=\"https://consultaremedios.com.br/b/angina-cronica\" target=\"_blank\">angina cr&#xF4;nica</a> est&#xE1;vel desencadeada por esfor&#xE7;o f&#xED;sico e aliviada por repouso e uso de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/nitroglicerina/bula\" target=\"_blank\">nitroglicerina</a> sublingual; tivessem doen&#xE7;a arterial coron&#xE1;ria documentada; em duas visitas do per&#xED;odo introdut&#xF3;rio (run-in) fossem capazes de fazer esfor&#xE7;o em esteira por 3-7 min; desenvolvessem angina <em>pectoris </em>mais depress&#xE3;o do segmento ST do ECG em &#x2265;1 mm (acrescentada a qualquer pequena depress&#xE3;o do ST pr&#xE9;-existente), com persist&#xEA;ncia por &#x2265;0,08 s al&#xE9;m do ponto J; a dura&#xE7;&#xE3;o do exerc&#xED;cio na esteira variou &lt; 15% entre as visitas de qualifica&#xE7;&#xE3;o. Ap&#xF3;s o per&#xED;odo introdut&#xF3;rio de 2-3 semanas com placebo, os pacientes foram randomizados para grupos de tratamento com 180, 360 e 420 mg ao deitar-se, 360 mg pela manh&#xE3;, e placebo. Os designados para os&amp;nbsp;grupos com 360 e 420 mg iniciaram com uma dose de 240 mg por 1 semana antes de aumentar para sua dose designada. O per&#xED;odo de tratamento com a dose designada foi de 2 semanas para todos os participantes. Os participantes foram submetidos a um teste em esteira basal e final no per&#xED;odo entre 18-20 horas (n&#xED;vel vale para os pacientes com administra&#xE7;&#xE3;o noturna) e das 7-11 horas (n&#xED;vel vale para os pacientes com administra&#xE7;&#xE3;o matinal).</p> <p>Um total de 311 pacientes concluiu o estudo. Todas as doses com administra&#xE7;&#xE3;o ao deitar-se mostraram um aumento significante (p&lt;0,03) na dura&#xE7;&#xE3;o total do exerc&#xED;cio no n&#xED;vel vale em compara&#xE7;&#xE3;o com o placebo; com a dose de 360 mg administrada ao deitar-se mostrando o maior aumento. Entretanto, a dose matinal de 360 mg mostrou um aumento n&#xE3;o significante (p=0,06) no n&#xED;vel vale em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo. Todas as doses com administra&#xE7;&#xE3;o ao deitar-se tamb&#xE9;m mostraram um aumento significante (p&#x2264;0,0002) na dura&#xE7;&#xE3;o do exerc&#xED;cio entre 7-11 horas em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo; a dose de 360 mg ao deitar-se mostrou uma melhora de quatro vezes em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo, comparativamente &#xE0; dose matinal. O tempo para in&#xED;cio da angina aumentou de forma significante para todas as doses ao deitar-se em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo tanto para o teste de esfor&#xE7;o das 18-20 horas (p&lt;0,02) quanto para o teste das 7-11 horas (p&lt;0,03). Apenas a dose de 360 mg ao deitar-se mostrou um aumento significante (p&lt;0,03) no tempo para in&#xED;cio da isquemia mioc&#xE1;rdica para o teste de esfor&#xE7;o entre 18-20 horas, mas para o teste entre 7-11 horas, todas as doses com administra&#xE7;&#xE3;o ao deitar-se mostraram um aumento significante (p&lt;0,03) em rela&#xE7;&#xE3;o ao placebo<sup>2,3</sup>.</p> <h3>Efic&#xE1;cia no tratamento da Hipertens&#xE3;o</h3> <p>Em estudo da efic&#xE1;cia terap&#xEA;utica de Cloridrato de Diltiazem como monoterapia para hipertens&#xE3;o 52% dos indiv&#xED;duos foram considerados respondedores conforme press&#xE3;o sist&#xF3;lica &lt;140 mm Hg; e 75%, conforme press&#xE3;o diast&#xF3;lica &lt;90 mm Hg, ap&#xF3;s 4 a 8 semanas<sup>1</sup>.</p> <p>A efic&#xE1;cia de Cloridrato de Diltiazem foi avaliada em um estudo multic&#xEA;ntrico, randomizado, duplo-cego, em grupos paralelos de resposta &#xE0; dose, e controlado com placebo realizado por Glasser <em>et al</em><sup>4</sup>. Doses de Cloridrato de Diltiazem 120, 240, 360 e 540 mg/dia foram avaliadas comparativamente a 360 mg/dia pela manh&#xE3; e placebo.</p> <h4>Os adultos participantes foram admitidos ao estudo se cumprissem as condi&#xE7;&#xF5;es a seguir:</h4> <ul> <li>Sua PA m&#xE9;dia sist&#xF3;lica na posi&#xE7;&#xE3;o sentada (sePAS) fosse 7 mm Hg; sua PAD ambulat&#xF3;ria m&#xE9;dia diurna (amPAD) fosse 90-114 mm Hg (inclusive) na avalia&#xE7;&#xE3;o basal. Ap&#xF3;s um per&#xED;odo inicial introdut&#xF3;rio de 3-4 semanas com placebo, 429 homens e mulheres adultos (89,1% dos recrutados) realizaram um tratamento por 7 semanas. As doses noturnas &#x2265;240 mg mostraram redu&#xE7;&#xF5;es da amPAD significantes, relacionadas &#xE0; dose, entre o basal e a avalia&#xE7;&#xE3;o final (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para mudan&#xE7;a entre basal e final na amPAD para as doses de 120, 240, 360 e 540 mg foram respectivamente de -1,92, -4,26, -4,38 e -8,02 mm Hg). Al&#xE9;m disto, a dose noturna de 360 mg se associou com uma redu&#xE7;&#xE3;o significantemente maior na amPAD entre as 6-12 horas do que a dose matinal de 360 mg (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos foi de -3,3 mm Hg; p=0,0004). Foram obtidos resultados similares para a amPAS (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos foi de -5,32 mm Hg; p=0,0004). Ocorreram tamb&#xE9;m redu&#xE7;&#xF5;es m&#xE9;dias relacionadas &#xE0; dose na frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca (FC) desde o basal at&#xE9; a avalia&#xE7;&#xE3;o final, com redu&#xE7;&#xF5;es maiores no per&#xED;odo entre as 6-12 horas. Em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo, apenas doses &#x2265;360 mg mostraram redu&#xE7;&#xF5;es m&#xE9;dias significantes (p&lt;0,05) da FC em 24 horas<sup>2,4</sup>.</li> </ul> <h4>Estudo comparativo com anlodipino</h4> <p>Wright <em>et al</em>.<sup>5</sup> comparou a efic&#xE1;cia da administra&#xE7;&#xE3;o noturna de Cloridrato de Diltiazem com a administra&#xE7;&#xE3;o matinal de anlodipino em um estudo multic&#xEA;ntrico, randomizado, duplo-cego, em grupos paralelos, com controle ativo, para avaliar a dose-para-efeito.</p> <h5>Os participantes foram admitidos se cumprissem as condi&#xE7;&#xF5;es a seguir:</h5> <ul> <li>Fossem adultos de etnia afro-americana; sua sePAD em duas visitas consecutivas introdut&#xF3;rias fosse entre 90-109 mm Hg (inclusive); suas duas leituras de sePAD de qualifica&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o diferissem em mais de 8 mm Hg; a m&#xE9;dia das duas sePAS medidas no mesmo dia fosse &lt;180 mm Hg; sua amPAD fosse 85-109 mm Hg (inclusive); tivessem um intervalo PR no ECG &lt;220 ms na avalia&#xE7;&#xE3;o basal; se fossem diab&#xE9;ticos, seu diabetes deveria estar controlado; eles deveriam ter um esquema de trabalho diurno. Ap&#xF3;s 3-4 semanas do per&#xED;odo introdut&#xF3;rio (run-in) com placebo, os pacientes foram randomizados para receber Cloridrato de Diltiazem 360 mg &#xE0; noite, ou anlodipino 5 mg como dose diurna, e tratados por 6 semanas. Ap&#xF3;s 6 semanas, se a sePAS/sePAD do paciente fosse &#x2265;130/85, as doses eram aumentadas para Cloridrato de Diltiazem 540 mg ou anlodipino 10 mg nas 6 semanas seguintes; os pacientes com PA abaixo deste limite continuaram com a sua dose inicial nas 6 semanas seguintes. Um total de 262 participantes concluiu as 12 semanas do estudo (97,8% dos recrutados). Cloridrato de Diltiazem mostrou redu&#xE7;&#xF5;es significantemente maiores da amPAD do que anlodipino para as primeiras 4 horas ap&#xF3;s o despertar (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os&amp;nbsp;tratamentos foi de 3,5 mm Hg; p&lt;0,0049) e tamb&#xE9;m entre as 6-12 horas (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos de 3,2 mm Hg; p&lt;0,0019). N&#xE3;o houve diferen&#xE7;a significante na modifica&#xE7;&#xE3;o desde o basal na amPAD m&#xE9;dia de 24 horas entre os tratamentos. Durante os tr&#xEA;s intervalos de tempo monitorados, Cloridrato de Diltiazem reduziu a FC, enquanto anlodipino aumentou a FC. As redu&#xE7;&#xF5;es no produto frequ&#xEA;ncia-press&#xE3;o (RPP) foram significantemente maiores (p&#x2264;0,0008) com o tratamento com Cloridrato de Diltiazem do que com anlodipino<sup>2,5</sup>.</li> </ul> <h4>Estudo comparativo com <a href=\"https://consultaremedios.com.br/ramipril/bula\" target=\"_blank\">ramipril</a></h4> <p>A efic&#xE1;cia de Cloridrato de Diltiazem foi comparada com ramipril por White <em>et al</em><sup>6</sup> em um estudo multic&#xEA;ntrico, duplo-cego, randomizado, em grupos paralelos de titula&#xE7;&#xE3;o at&#xE9; o efeito.</p> <h5>Os pacientes adultos foram admitidos ao estudo se cumprissem as condi&#xE7;&#xF5;es a seguir:</h5> <ul> <li>Sua sePAD fosse &#x2265;90, mas 130/85. Um total de 348 pacientes (91,2% dos recrutados) concluiu o estudo. Cloridrato de Diltiazem mostrou redu&#xE7;&#xF5;es significantemente maiores da amPA do que ramipril nas primeiras 4 horas ap&#xF3;s o despertar (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos foi 4,4 mm Hg; p&lt;0,0023 para amPAS; 6,7 mm Hg; p&lt;0,0001 para amPAD), e tamb&#xE9;m para o per&#xED;odo entre 6-12 horas (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos de 3,8 mm Hg; p&lt;0,0045 para amPAS; 6,3 mm Hg, p&lt;0,0001 para amPAD). Os pacientes tratados com Cloridrato de Diltiazem tamb&#xE9;m obtiveram maiores redu&#xE7;&#xF5;es na amPAD m&#xE9;dia de 24 horas, frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca matinal e RPP, do que os tratados com ramipril<sup>2,6</sup>.</li> </ul> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Markhan A, Brogden RN. Cloridrato de Diltiazem. A review of its pharmacology and therapeutic use in older patients. Drugs Aging. 1993;3(4):363-90.<br> 2. Claas, SA, Glasser SP. Long-acting Cloridrato de Diltiazem HCL for the chronotherapeutic treatment of hypertension and chronic stable angina pectoris. Expert Opin. Pharmacother. 2005;6(5): 765-76.<br> 3. Glasser SP, Gana TJ, Pascual LG, Albert KS. Efficacy and safety of a once-daily graded-release Cloridrato de Diltiazem formulation dosed at bedtime compared to placebo and to morning dosing in chronic stable angina pectoris. Am Heart J. 2005;149(2):e1-9.<br> 4. Glasser SP, Neutel JM, Gana TJ, Albert KS. Efficacy and safety of a once daily graded-release Cloridrato de Diltiazem formulation in essential hypertension. Am J Hypertens. 2003;16(1):51-8.<br> 5. Wright JT, Sica DA, Gana TJ, Bohannon K, Pascual LG, Albert KS. Antihypertensive efficacy of night-time graded-release Cloridrato de Diltiazem versus morning amlodipine in African Americans. Am J Hypertens. 2004;17(9):734-42.<br> 6. White WB, Lacourciere Y, Gana T, Pascual MG, Smith DH, Albert KS. Effects of graded-release Cloridrato de Diltiazem versus ramipril, dosed at bedtime, on early morning blood pressure, heart rate, and the rate-pressure product. Am Heart J. 2004;148(4):628-34.</br></br></br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <p>O Cloridrato de Diltiazem &#xE9; um bloqueador dos canais de c&#xE1;lcio, que age inibindo a entrada do &#xED;on c&#xE1;lcio nas c&#xE9;lulas ou a sua mobiliza&#xE7;&#xE3;o dos estoques intracelulares.</p> <p>No tecido vascular, o Cloridrato de Diltiazem relaxa a musculatura lisa arterial. Entretanto, Cloridrato de Diltiazem n&#xE3;o tem efeito no leito venoso.&amp;nbsp;</p> <p>No cora&#xE7;&#xE3;o, o bloqueio dos canais de c&#xE1;lcio pode resultar num efeito inotr&#xF3;pico negativo, uma vez que, dentro do mi&#xF3;cito, o &#xED;on c&#xE1;lcio &#xE9; necess&#xE1;rio para liberar o aparelho contr&#xE1;til, permitindo que a intera&#xE7;&#xE3;o actina-miosina cause a contra&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>O Cloridrato de Diltiazem tamb&#xE9;m possui efeito cronotr&#xF3;pico negativo, na medida em que diminui a condu&#xE7;&#xE3;o atrioventricular e a frequ&#xEA;ncia do marcapasso sinusal.</p> <p>O Cloridrato de Diltiazem diminui a resist&#xEA;ncia vascular coronariana e aumenta o fluxo sangu&#xED;neo coronariano.</p> <p>Causa diminui&#xE7;&#xE3;o da resist&#xEA;ncia vascular perif&#xE9;rica e da press&#xE3;o arterial sist&#xF3;lica e diast&#xF3;lica.</p> <p>Em pacientes com doen&#xE7;a isqu&#xEA;mica coronariana, Cloridrato de Diltiazem reduz o produto frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca x press&#xE3;o arterial durante o exerc&#xED;cio, aumentando a toler&#xE2;ncia ao exerc&#xED;cio sem deprimir o desempenho card&#xED;aco.</p> <p>Na angina do peito por espasmos coronarianos, o efeito antianginoso do Cloridrato de Diltiazem deve-se &#xE0; dilata&#xE7;&#xE3;o das coron&#xE1;rias epic&#xE1;rdicas e subendoc&#xE1;rdicas. Na angina de esfor&#xE7;o, o Cloridrato de Diltiazem proporciona aumento da toler&#xE2;ncia ao exerc&#xED;cio f&#xED;sico, devido &#xE0; redu&#xE7;&#xE3;o do consumo de oxig&#xEA;nio do mioc&#xE1;rdio: o Cloridrato de Diltiazem promove a redu&#xE7;&#xE3;o da frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca e da tens&#xE3;o arterial sist&#xEA;mica, face &#xE0; sobrecarga f&#xED;sica subm&#xE1;xima e m&#xE1;xima, comparado com outros antagonistas do c&#xE1;lcio. Os efeitos sobre o cora&#xE7;&#xE3;o s&#xE3;o acompanhados por diminui&#xE7;&#xE3;o da tens&#xE3;o arterial e da resist&#xEA;ncia perif&#xE9;rica.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <h4>Absor&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>O Cloridrato de Diltiazem &#xE9; quase completamente absorvido pelo trato gastrintestinal.</p> <p>A concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral de comprimidos de 60 mg de Cloridrato de Diltiazem a adultos saud&#xE1;veis do sexo masculino, alcan&#xE7;ou o n&#xED;vel m&#xE1;ximo ap&#xF3;s 3 a 5 horas da administra&#xE7;&#xE3;o, e a partir de ent&#xE3;o diminu&#xED;ram com uma meia-vida de elimina&#xE7;&#xE3;o de 4,5 horas. Com a administra&#xE7;&#xE3;o oral repetida, a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica atingiu um estado de equil&#xED;brio no segundo dia ou ap&#xF3;s. A concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica foi de cerca de 40 ng/ml cerca de 2 a 4 horas ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o em pacientes tratados em longo prazo com administra&#xE7;&#xE3;o de 90 mg/dia divididos em 3 doses.</p> <p>Ap&#xF3;s dose oral &#xFA;nica de 120 mg da formula&#xE7;&#xE3;o SR obt&#xEA;m-se n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos detect&#xE1;veis ap&#xF3;s duas a tr&#xEA;s horas, e n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos de pico ap&#xF3;s 6 a 11 horas.</p> <h4>Metabolismo</h4> <p>Cloridrato de Diltiazem sofre um extenso efeito de metabolismo de primeira passagem, resultando numa biodisponibilidade absoluta (em compara&#xE7;&#xE3;o &#xE0; administra&#xE7;&#xE3;o endovenosa) de cerca de 40%. A liga&#xE7;&#xE3;o de Cloridrato de Diltiazem com prote&#xED;na &#xE9; cerca de 80%. O Cloridrato de Diltiazem &#xE9; submetido a extenso metabolismo, principalmente pela isoenzima CYP3A4 do citocromo P450.</p> <p>Quando Cloridrato de Diltiazem foi administrado oralmente em adultos saud&#xE1;veis do sexo masculino, as principais vias metab&#xF3;licas foram desamina&#xE7;&#xE3;o oxidativa, desmetila&#xE7;&#xE3;o oxidativa, desacetila&#xE7;&#xE3;o e conjuga&#xE7;&#xE3;o.</p> <h4>Elimina&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>Cerca de 2 a 4% da dose &#xE9; excretada na urina como Cloridrato de Diltiazem inalterado e restante excretado como metab&#xF3;litos na bile e urina. O Cloridrato de Diltiazem e seus metab&#xF3;litos s&#xE3;o pouco dialis&#xE1;veis. A meia-vida de Cloridrato de Diltiazem &#xE9; relatada a ser cerca de 3 a 8 horas.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Cardizem?

Mantenha em temperatura ambiente (15 ºC a 30 ºC), protegido da luz e da umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características do medicamento

Cardizem comprimidos&nbsp;30 mg e 60 mg

Os comprimidos são brancos, redondos, planos em ambas as faces, brilhantes e com bordas chanfradas. A face superior apresenta sulco central e a gravação “30D” ou “60D” e a face inferior o logo da empresa.

Cardizem cápsula SR 90 mg

As cápsulas são duras, com tampa marrom, gravado em branco “90 mg” e no corpo amarelo gravado “Cardizem SR”. Dentro das cápsulas há grânulos revestidos brancos.

Cardizem cápsula SR 120 mg

As cápsulas&nbsp;são duras, com tampa marrom-chocolate gravado em branco “120 mg” e no corpo caramelo gravado “Cardizem SR”. Dentro das cápsulas há grânulos revestidos brancos.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Apresentações do Cardizem

Comprimidos de 30 mg e 60 mg

Embalagem com 50 comprimidos.

Uso adulto.

Uso oral.

Cápsula de liberação prolongada de 90 mg e 120 mg

Embalagem com 20 cápsulas.

Uso adulto.

Uso oral.

Dizeres Legais do Cardizem

M.S - 1.0367.0062

Farm. Resp.:
Ana Carolina Scandura Cardillo
CRF-SP 22440

Boehringer Ingelheim do Brasil Quím. e Farm. Ltda.
Rod. Régis Bittencourt, km 286
Itapecerica da Serra – SP
CNPJ 60.831.658/0021-10
Indústria Brasileira



SAC
0800-7016633

Venda sob prescrição médica.

SR 120mg, caixa com 20 cápsulas gelatinosas duras de liberação prolongada

Princípio ativo
:
Cloridrato De Diltiazem
Classe Terapêutica
:
Antagonistas do Cálcio Puros
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Venda Sob Prescrição Médica)
Categoria
:
Sistema Cardiovascular (Circulação)
Especialidade
:
Cardiologia

Bula do medicamento

Cardizem, para o que é indicado e para o que serve?

Cardizem é indicado para tratamento de pressão alta, angina pectoris (dores fortes no peito e falta de ar) e coronariopatias (problemas nos vasos que irrigam o coração) acompanhadas ou não de pressão alta e/ou taquicardia (palpitações constantes e duradouras).

Quais as contraindicações do Cardizem?

Você não deve usar Cardizem se tiver problema no sistema que controla o ritmo do coração (nó sinoatrial) e/ou bloqueio atrioventricular de 2º ou 3º grau (problema que altera a condução de estímulos elétricos no coração), a não ser que esteja usando marca-passo; insuficiência cardíaca congestiva descompensada (coração inchado descompensado); diminuição acentuada das batidas do coração; alergia a substância ativa ou a qualquer componente da fórmula; se estiver grávida ou caso exista a possibilidade de estar grávida; se estiver fazendo uso de medicamentos com adunaprevir, cloridrato de ivabradina ou mesilato de lomitapida.

Como usar o Cardizem?

Comprimidos 30 mg e 90 mg / Cápsulas 90 mg e 120 mg

Cardizem deve ser tomado por via oral com água, nos horários indicados.

A dose prescrita pelo seu médico pode variar de acordo com a sua idade e sintomas.

Pacientes idosos devem iniciar o tratamento com baixas doses, sob monitoramento médico.

Cardizem deve ser administrado com especial cautela em pacientes com mau funcionamento do fígado.

A segurança de Cardizem não foi estabelecida em pacientes pediátricos.

Exclusivo comprimidos 30 mg e 60 mg

O tratamento deve ser iniciado com 30 mg, 4 vezes ao dia, antes das 3 principais refeições do dia e ao deitar.

A dose deve ser aumentada aos poucos, de um em um, ou de dois em dois dias, se for preciso, até chegar a dose certa, que pode variar de 180 mg a 240 mg ao dia (60 mg, 3 a 4 vezes ao dia), conforme recomendado pelo seu médico.

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem conhecimento do seu médico.

Exclusivo cápsulas&nbsp;90 mg e 120 mg

A posologia deve ser ajustada de acordo com as necessidades de cada paciente, podendo variar de 90 mg a 360 mg ao dia.

A posologia média usual é de 1 cápsula, duas vezes ao dia (180 mg a 240 mg/dia), pela manhã e à noite (de 12 em 12 horas, se possível).

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem conhecimento do seu médico.

Como o Cardizem funciona?

Cardizem é um antianginoso (reduz as dores fortes no peito), anti-hipertensivo (dilata os vasos sanguíneos reduzindo a pressão arterial) e antiarrítmico (estabiliza o ritmo do coração).

A vantagem de Cardizem em relação aos medicamentos semelhantes é que seu efeito ocorre de forma gradual, e isso o torna mais bem tolerado. O efeito se inicia cerca de 3 horas após ser tomado.

Quais cuidados devo ter ao usar o Cardizem?

Comprimidos 30 mg e 90 mg / Cápsulas 90 mg e 120 mg

Você deve usar Cardizem com cuidado se tiver bloqueio atrioventricular de 1° grau (problema que altera a condução de estímulos elétricos no coração); mau funcionamento do coração, com diminuição dos batimentos do coração e pressão arterial excessivamente baixa. Nesses casos, será necessário o controle constante pelo seu médico.

Recomendam-se cuidados especiais nos casos de mau funcionamento do fígado ou dos rins e com pacientes que usam betabloqueadores (propranolol, atenolol) ou digitálicos (digoxina).

Não interrompa o uso de Cardizem sem antes consultar seu médico. Você não deve interromper o tratamento de forma abrupta: deve-se reduzir a dose gradualmente sob acompanhamento médico.

Dependendo da dose usada, podem ocorrer sintomas de pressão baixa. Em casos raros, pode ocorrer aumento das enzimas do fígado.

Idosos devem usar Cardizem com cautela, pois podem ter a duração do seu efeito aumentado.

Efeitos na capacidade de dirigir e operar máquinas

Você não deve dirigir, operar máquinas ou desempenhar atividades perigosas, como trabalhar em lugares altos, durante o tratamento com Cardizem, pois podem ocorrer tonturas.

Gravidez e Amamentação

O uso de Cardizem não é recomendado durante a gravidez ou para mulheres que possam engravidar e na amamentação, por não haver estudos suficientes com essa população. Estudos em animais demonstraram malformações e toxicidade para a prole.

Se o tratamento com Cardizem for considerado essencial, a amamentação deve ser interrompida durante o tratamento. Cardizem é excretado no leite materno.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Exclusivo comprimidos 30 mg e 90 mg

Cardizem não age rapidamente, porque a sua substância ativa se encontra na matriz do comprimido e é liberada aos poucos. Em alguns casos, essa matriz não é absorvida no intestino e pode ser encontrada nas fezes. Isso não prejudica o funcionamento do medicamento, uma vez que a substância ativa já foi liberada e absorvida.

Exclusivo cápsulas 90 mg e 120 mg

Atenção diabéticos: contém açúcar.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Cardizem?

Reações comuns

Hipersensibilidade (alergia), anorexia (falta de apetite), dor de cabeça profunda, azia.

Reações incomuns

Tontura, dor de cabeça, bradicardia (batimento lento do coração), bloqueio atrioventricular (problema com o ritmo do coração), rubor (vermelhidão na face), constipação (prisão de ventre), enjoo, dor abdominal, desconforto estomacal, erupção cutânea (rash - vermelhidão, descamação e coceira na pele) e mal-estar.

Reações raras

Palpitação, dispepsia (indigestão), boca seca, prurido (coceira), urticária (placas elevadas na pele, geralmente com coceira), sede, edema periférico (inchaço nas pernas e pés), hipotensão (queda da pressão), sonolência, insônia, parada sinusal (parada no estímulo do coração), dor no peito, câimbras na batata da perna, astenia (sensação de fraqueza), icterícia (coloração amarelada dos olhos e da pele), erupção eritematosa multiforme (erupções bolhosas da pele e mucosa), fezes amolecidas e diarreia.

Reações com frequência desconhecida

Sintomas do tipo Parkinson (como rigidez muscular, tremor no repouso, diminuição da mobilidade e instabilidade postural), alterações no ritmo e mau funcionamento do coração, hipertrofia gengival (crescimento excessivo da gengiva), mau funcionamento do fígado; síndrome de Stevens-Johnson (reação inflamatória grave de pele e também das mucosas, levando à formação de vesículas e bolhas), necrólise epidermal (reação que ocorre grande descamação da pele), eritema multiforme (manifestação grave na pele, com surgimento de bolhas); dermatite esfoliativa (pele avermelhada, escamativa, espessa), pustulose exantemática generalizada aguda (lesões na pele ou mucosa com pus, vermelhidão, descamação e coceira), reação de fotossensibilidade (sensibilidade à luz), ginecomastia (crescimento das mamas em homens), aumento das enzimas do fígado, arritmia (distúrbio do batimento ou ritmo cardíaco), mau funcionamento dos rins, assistolia (interrupção do estímulo elétrico ao coração), parestesia (sensações estranhas na pele de frio, calor e formigamento), tremor, poliúria e/ou nictúria (aumento da urina durante o dia e/ou noite), vômitos, aumento de peso, petéquias (pintas de sangue na pele), aumento do fígado, diminuição da contagem de plaquetas e leucócitos (células brancas), dormência.

Você deve interromper o tratamento com Cardizem se ocorrerem alguns desses sintomas:

Tontura, mau funcionamento do coração, reações graves da pele, inflamação da pele com esfoliação, pele avermelhada, bolhas, lesões na pele ou mucosa com pus, coceira, febre, erupção da pele, alteração no funcionamento do fígado ou coloração amarelada da pele.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Cardizem?

Continue tomando as próximas doses regularmente no horário habitual. Não duplique a dose na próxima tomada.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou de cirurgião-dentista.

Qual a composição do Cardizem?

Cardizem 30 mg

Cada comprimido contém:

30 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 27,57 mg de diltiazem.

Excipientes:&nbsp;lactose monoidratada, óleo de rícino hidrogenado, macrogol, estearato de magnésio.

Cardizem 60 mg

Cada comprimido contém:

60 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 55,14 mg de diltiazem.

Excipientes:&nbsp;lactose monoidratada, óleo de rícino hidrogenado, macrogol, estearato de magnésio.

Cardizem SR 90 mg

Cada cápsula contém:

90 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 82,72 mg de diltiazem.

Excipientes:&nbsp;nonpareil-103 (esferas de sacarose), talco, povidona, etilcelulose, sacarose, estearato de magnésio.

Cardizem SR 120&nbsp;mg

Cada cápsula contém:

120 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 110,29 mg de diltiazem.

Excipientes:&nbsp;nonpareil-103 (esferas de sacarose), talco, povidona, etilcelulose, sacarose, estearato de magnésio.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Cardizem maior do que a recomendada?

Em caso de dose excessiva de Cardizem, os sintomas variam conforme a quantidade ingerida. Pode ocorrer queda da pressão, batimentos cardíacos muito lentos, alteração no ritmo do coração, mau funcionamento do coração. Busque ajuda médica sem atraso.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Cardizem com outros remédios?

Cardizem não deve ser usado em conjunto com os seguintes medicamentos:

Asunaprevir e cloridrato de daclatasvir/asunaprevir/cloridrato de beclabuvir, podendo ocorrer transtornos no fígado e na vesícula biliar; cloridrato de ivabradina, podendo ocorrer bradicardia (batimento lento do coração) excessiva; mesilato de lomitapida, levando à diminuição do seu efeito.

Cardizem deve ser usado com cuidado pois pode aumentar a quantidade no sangue das seguintes substâncias, intensificando seus efeitos:

Digoxina, metildigoxina (pode ser necessário diminuir a dose devido à toxicidade); anti-hipertensivos (ácido nítrico – deve-se monitorar a pressão); betabloqueadores (como propranolol, atenolol, bisoprolol, carvedilol e outros, usados no tratamento de problemas do coração e de hipertensão arterial), podendo ocorrer mau funcionamento do coração, principalmente se você tiver problemas no músculo do coração; antagonistas do cálcio (nifedipino, anlodipino); midazolam (agente sedativo hipnótico); carbamazepina (antiepiléptico, antimaníaco), podendo ocorrer sonolência, enjoo, vômitos e tonturas; selegilina (antiparkinsoniano), com efeitos tóxicos intensificados; teofilina (broncodilatador), podendo ocorrer enjoo, vômitos, cefaleia e insônia; cilostazol (antiplaquetário); apixabana (anticoagulante oral); vinorelbina (usado no câncer); ciclosporina (usado no reumatismo e pós-transplantes), podendo ocorrer efeitos tóxicos nos rins, sendo necessária a redução da dose; tacrolimo, podendo ocorrer distúrbios renais; fenitoína (antiepiléptico), podendo ocorrer falta de coordenação dos movimentos, tonturas, movimentos oculares oscilatórios, rítmicos e repetitivos, e ainda diminuir o efeito de Cardizem; estatinas (como sinvastatina, atorvastatina, rosuvastatina e outros, usados para reduzir o colesterol no sangue), podendo ocorrer eventos adversos como dor muscular, doenças musculares e raros casos de destruição muscular e podendo ainda causar toxicidade nos rins; relaxantes musculares (pancurônio); imipramina, deve-se monitorar sinais e sintomas de toxicidade da imipramina.

O efeito de Cardizem pode aumentar se usado com agentes antiarrítmicos (como amiodarona, mexiletina) intensificando a depressão da estimulação e condução cardíaca; cimetidina (antiulceroso) e medicamentos para HIV (como ritonavir, saquinavir) aumentando o efeito anti-hipertensivo e bradicardia.

O efeito de Cardizem pode diminuir se usado com anti-inflamatórios não hormonais, especialmente indometacina (utilizado em inflamações e reumatismos) e rifampicina (para tuberculose), neste caso pode ser necessário o aumento da dose de Cardizem ou a substituição deste por outro medicamento.

Os anestésicos têm seu efeito aumentado no coração e na circulação com o uso de Cardizem; portanto, se você for passar por cirurgia, não deixe de informar ao anestesista sobre o uso de Cardizem.

Para todas estas interações, os sintomas devem ser informados ao médico, que poderá alterar a dose dos medicamentos ou interromper o uso.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Qual a ação da substância do Cardizem (Cloridrato de Diltiazem)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Efic&#xE1;cia na Angina <em>Pectoris</em> cr&#xF4;nica est&#xE1;vel</h3> <p>Na avalia&#xE7;&#xE3;o da redu&#xE7;&#xE3;o de epis&#xF3;dios de angina est&#xE1;vel, diversos estudos relatam a redu&#xE7;&#xE3;o variando entre 50% a 88,5% por semana. Para a angina de esfor&#xE7;o, a redu&#xE7;&#xE3;o de epis&#xF3;dios por semana, variou entre 42% a 73,6%<sup>1</sup>.</p> <p>A efic&#xE1;cia de Cloridrato de Cloridrato de Diltiazem (Cloridrato de Diltiazem) no tratamento de angina <em>pectoris </em>cr&#xF4;nica est&#xE1;vel foi avaliada por Glasser <em>et al</em><sup>3</sup> em um estudo multic&#xEA;ntrico, randomizado, duplo-cego, em grupos paralelos, controlado com placebo, com controle ativo (para um dos bra&#xE7;os do estudo). Foram admitidos pacientes adultos se cumprissem as condi&#xE7;&#xF5;es a seguir: tivessem <a href=\"https://consultaremedios.com.br/b/angina-cronica\" target=\"_blank\">angina cr&#xF4;nica</a> est&#xE1;vel desencadeada por esfor&#xE7;o f&#xED;sico e aliviada por repouso e uso de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/nitroglicerina/bula\" target=\"_blank\">nitroglicerina</a> sublingual; tivessem doen&#xE7;a arterial coron&#xE1;ria documentada; em duas visitas do per&#xED;odo introdut&#xF3;rio (run-in) fossem capazes de fazer esfor&#xE7;o em esteira por 3-7 min; desenvolvessem angina <em>pectoris </em>mais depress&#xE3;o do segmento ST do ECG em &#x2265;1 mm (acrescentada a qualquer pequena depress&#xE3;o do ST pr&#xE9;-existente), com persist&#xEA;ncia por &#x2265;0,08 s al&#xE9;m do ponto J; a dura&#xE7;&#xE3;o do exerc&#xED;cio na esteira variou &lt; 15% entre as visitas de qualifica&#xE7;&#xE3;o. Ap&#xF3;s o per&#xED;odo introdut&#xF3;rio de 2-3 semanas com placebo, os pacientes foram randomizados para grupos de tratamento com 180, 360 e 420 mg ao deitar-se, 360 mg pela manh&#xE3;, e placebo. Os designados para os&amp;nbsp;grupos com 360 e 420 mg iniciaram com uma dose de 240 mg por 1 semana antes de aumentar para sua dose designada. O per&#xED;odo de tratamento com a dose designada foi de 2 semanas para todos os participantes. Os participantes foram submetidos a um teste em esteira basal e final no per&#xED;odo entre 18-20 horas (n&#xED;vel vale para os pacientes com administra&#xE7;&#xE3;o noturna) e das 7-11 horas (n&#xED;vel vale para os pacientes com administra&#xE7;&#xE3;o matinal).</p> <p>Um total de 311 pacientes concluiu o estudo. Todas as doses com administra&#xE7;&#xE3;o ao deitar-se mostraram um aumento significante (p&lt;0,03) na dura&#xE7;&#xE3;o total do exerc&#xED;cio no n&#xED;vel vale em compara&#xE7;&#xE3;o com o placebo; com a dose de 360 mg administrada ao deitar-se mostrando o maior aumento. Entretanto, a dose matinal de 360 mg mostrou um aumento n&#xE3;o significante (p=0,06) no n&#xED;vel vale em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo. Todas as doses com administra&#xE7;&#xE3;o ao deitar-se tamb&#xE9;m mostraram um aumento significante (p&#x2264;0,0002) na dura&#xE7;&#xE3;o do exerc&#xED;cio entre 7-11 horas em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo; a dose de 360 mg ao deitar-se mostrou uma melhora de quatro vezes em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo, comparativamente &#xE0; dose matinal. O tempo para in&#xED;cio da angina aumentou de forma significante para todas as doses ao deitar-se em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo tanto para o teste de esfor&#xE7;o das 18-20 horas (p&lt;0,02) quanto para o teste das 7-11 horas (p&lt;0,03). Apenas a dose de 360 mg ao deitar-se mostrou um aumento significante (p&lt;0,03) no tempo para in&#xED;cio da isquemia mioc&#xE1;rdica para o teste de esfor&#xE7;o entre 18-20 horas, mas para o teste entre 7-11 horas, todas as doses com administra&#xE7;&#xE3;o ao deitar-se mostraram um aumento significante (p&lt;0,03) em rela&#xE7;&#xE3;o ao placebo<sup>2,3</sup>.</p> <h3>Efic&#xE1;cia no tratamento da Hipertens&#xE3;o</h3> <p>Em estudo da efic&#xE1;cia terap&#xEA;utica de Cloridrato de Diltiazem como monoterapia para hipertens&#xE3;o 52% dos indiv&#xED;duos foram considerados respondedores conforme press&#xE3;o sist&#xF3;lica &lt;140 mm Hg; e 75%, conforme press&#xE3;o diast&#xF3;lica &lt;90 mm Hg, ap&#xF3;s 4 a 8 semanas<sup>1</sup>.</p> <p>A efic&#xE1;cia de Cloridrato de Diltiazem foi avaliada em um estudo multic&#xEA;ntrico, randomizado, duplo-cego, em grupos paralelos de resposta &#xE0; dose, e controlado com placebo realizado por Glasser <em>et al</em><sup>4</sup>. Doses de Cloridrato de Diltiazem 120, 240, 360 e 540 mg/dia foram avaliadas comparativamente a 360 mg/dia pela manh&#xE3; e placebo.</p> <h4>Os adultos participantes foram admitidos ao estudo se cumprissem as condi&#xE7;&#xF5;es a seguir:</h4> <ul> <li>Sua PA m&#xE9;dia sist&#xF3;lica na posi&#xE7;&#xE3;o sentada (sePAS) fosse 7 mm Hg; sua PAD ambulat&#xF3;ria m&#xE9;dia diurna (amPAD) fosse 90-114 mm Hg (inclusive) na avalia&#xE7;&#xE3;o basal. Ap&#xF3;s um per&#xED;odo inicial introdut&#xF3;rio de 3-4 semanas com placebo, 429 homens e mulheres adultos (89,1% dos recrutados) realizaram um tratamento por 7 semanas. As doses noturnas &#x2265;240 mg mostraram redu&#xE7;&#xF5;es da amPAD significantes, relacionadas &#xE0; dose, entre o basal e a avalia&#xE7;&#xE3;o final (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para mudan&#xE7;a entre basal e final na amPAD para as doses de 120, 240, 360 e 540 mg foram respectivamente de -1,92, -4,26, -4,38 e -8,02 mm Hg). Al&#xE9;m disto, a dose noturna de 360 mg se associou com uma redu&#xE7;&#xE3;o significantemente maior na amPAD entre as 6-12 horas do que a dose matinal de 360 mg (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos foi de -3,3 mm Hg; p=0,0004). Foram obtidos resultados similares para a amPAS (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos foi de -5,32 mm Hg; p=0,0004). Ocorreram tamb&#xE9;m redu&#xE7;&#xF5;es m&#xE9;dias relacionadas &#xE0; dose na frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca (FC) desde o basal at&#xE9; a avalia&#xE7;&#xE3;o final, com redu&#xE7;&#xF5;es maiores no per&#xED;odo entre as 6-12 horas. Em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo, apenas doses &#x2265;360 mg mostraram redu&#xE7;&#xF5;es m&#xE9;dias significantes (p&lt;0,05) da FC em 24 horas<sup>2,4</sup>.</li> </ul> <h4>Estudo comparativo com anlodipino</h4> <p>Wright <em>et al</em>.<sup>5</sup> comparou a efic&#xE1;cia da administra&#xE7;&#xE3;o noturna de Cloridrato de Diltiazem com a administra&#xE7;&#xE3;o matinal de anlodipino em um estudo multic&#xEA;ntrico, randomizado, duplo-cego, em grupos paralelos, com controle ativo, para avaliar a dose-para-efeito.</p> <h5>Os participantes foram admitidos se cumprissem as condi&#xE7;&#xF5;es a seguir:</h5> <ul> <li>Fossem adultos de etnia afro-americana; sua sePAD em duas visitas consecutivas introdut&#xF3;rias fosse entre 90-109 mm Hg (inclusive); suas duas leituras de sePAD de qualifica&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o diferissem em mais de 8 mm Hg; a m&#xE9;dia das duas sePAS medidas no mesmo dia fosse &lt;180 mm Hg; sua amPAD fosse 85-109 mm Hg (inclusive); tivessem um intervalo PR no ECG &lt;220 ms na avalia&#xE7;&#xE3;o basal; se fossem diab&#xE9;ticos, seu diabetes deveria estar controlado; eles deveriam ter um esquema de trabalho diurno. Ap&#xF3;s 3-4 semanas do per&#xED;odo introdut&#xF3;rio (run-in) com placebo, os pacientes foram randomizados para receber Cloridrato de Diltiazem 360 mg &#xE0; noite, ou anlodipino 5 mg como dose diurna, e tratados por 6 semanas. Ap&#xF3;s 6 semanas, se a sePAS/sePAD do paciente fosse &#x2265;130/85, as doses eram aumentadas para Cloridrato de Diltiazem 540 mg ou anlodipino 10 mg nas 6 semanas seguintes; os pacientes com PA abaixo deste limite continuaram com a sua dose inicial nas 6 semanas seguintes. Um total de 262 participantes concluiu as 12 semanas do estudo (97,8% dos recrutados). Cloridrato de Diltiazem mostrou redu&#xE7;&#xF5;es significantemente maiores da amPAD do que anlodipino para as primeiras 4 horas ap&#xF3;s o despertar (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os&amp;nbsp;tratamentos foi de 3,5 mm Hg; p&lt;0,0049) e tamb&#xE9;m entre as 6-12 horas (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos de 3,2 mm Hg; p&lt;0,0019). N&#xE3;o houve diferen&#xE7;a significante na modifica&#xE7;&#xE3;o desde o basal na amPAD m&#xE9;dia de 24 horas entre os tratamentos. Durante os tr&#xEA;s intervalos de tempo monitorados, Cloridrato de Diltiazem reduziu a FC, enquanto anlodipino aumentou a FC. As redu&#xE7;&#xF5;es no produto frequ&#xEA;ncia-press&#xE3;o (RPP) foram significantemente maiores (p&#x2264;0,0008) com o tratamento com Cloridrato de Diltiazem do que com anlodipino<sup>2,5</sup>.</li> </ul> <h4>Estudo comparativo com <a href=\"https://consultaremedios.com.br/ramipril/bula\" target=\"_blank\">ramipril</a></h4> <p>A efic&#xE1;cia de Cloridrato de Diltiazem foi comparada com ramipril por White <em>et al</em><sup>6</sup> em um estudo multic&#xEA;ntrico, duplo-cego, randomizado, em grupos paralelos de titula&#xE7;&#xE3;o at&#xE9; o efeito.</p> <h5>Os pacientes adultos foram admitidos ao estudo se cumprissem as condi&#xE7;&#xF5;es a seguir:</h5> <ul> <li>Sua sePAD fosse &#x2265;90, mas 130/85. Um total de 348 pacientes (91,2% dos recrutados) concluiu o estudo. Cloridrato de Diltiazem mostrou redu&#xE7;&#xF5;es significantemente maiores da amPA do que ramipril nas primeiras 4 horas ap&#xF3;s o despertar (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos foi 4,4 mm Hg; p&lt;0,0023 para amPAS; 6,7 mm Hg; p&lt;0,0001 para amPAD), e tamb&#xE9;m para o per&#xED;odo entre 6-12 horas (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos de 3,8 mm Hg; p&lt;0,0045 para amPAS; 6,3 mm Hg, p&lt;0,0001 para amPAD). Os pacientes tratados com Cloridrato de Diltiazem tamb&#xE9;m obtiveram maiores redu&#xE7;&#xF5;es na amPAD m&#xE9;dia de 24 horas, frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca matinal e RPP, do que os tratados com ramipril<sup>2,6</sup>.</li> </ul> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Markhan A, Brogden RN. Cloridrato de Diltiazem. A review of its pharmacology and therapeutic use in older patients. Drugs Aging. 1993;3(4):363-90.<br> 2. Claas, SA, Glasser SP. Long-acting Cloridrato de Diltiazem HCL for the chronotherapeutic treatment of hypertension and chronic stable angina pectoris. Expert Opin. Pharmacother. 2005;6(5): 765-76.<br> 3. Glasser SP, Gana TJ, Pascual LG, Albert KS. Efficacy and safety of a once-daily graded-release Cloridrato de Diltiazem formulation dosed at bedtime compared to placebo and to morning dosing in chronic stable angina pectoris. Am Heart J. 2005;149(2):e1-9.<br> 4. Glasser SP, Neutel JM, Gana TJ, Albert KS. Efficacy and safety of a once daily graded-release Cloridrato de Diltiazem formulation in essential hypertension. Am J Hypertens. 2003;16(1):51-8.<br> 5. Wright JT, Sica DA, Gana TJ, Bohannon K, Pascual LG, Albert KS. Antihypertensive efficacy of night-time graded-release Cloridrato de Diltiazem versus morning amlodipine in African Americans. Am J Hypertens. 2004;17(9):734-42.<br> 6. White WB, Lacourciere Y, Gana T, Pascual MG, Smith DH, Albert KS. Effects of graded-release Cloridrato de Diltiazem versus ramipril, dosed at bedtime, on early morning blood pressure, heart rate, and the rate-pressure product. Am Heart J. 2004;148(4):628-34.</br></br></br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <p>O Cloridrato de Diltiazem &#xE9; um bloqueador dos canais de c&#xE1;lcio, que age inibindo a entrada do &#xED;on c&#xE1;lcio nas c&#xE9;lulas ou a sua mobiliza&#xE7;&#xE3;o dos estoques intracelulares.</p> <p>No tecido vascular, o Cloridrato de Diltiazem relaxa a musculatura lisa arterial. Entretanto, Cloridrato de Diltiazem n&#xE3;o tem efeito no leito venoso.&amp;nbsp;</p> <p>No cora&#xE7;&#xE3;o, o bloqueio dos canais de c&#xE1;lcio pode resultar num efeito inotr&#xF3;pico negativo, uma vez que, dentro do mi&#xF3;cito, o &#xED;on c&#xE1;lcio &#xE9; necess&#xE1;rio para liberar o aparelho contr&#xE1;til, permitindo que a intera&#xE7;&#xE3;o actina-miosina cause a contra&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>O Cloridrato de Diltiazem tamb&#xE9;m possui efeito cronotr&#xF3;pico negativo, na medida em que diminui a condu&#xE7;&#xE3;o atrioventricular e a frequ&#xEA;ncia do marcapasso sinusal.</p> <p>O Cloridrato de Diltiazem diminui a resist&#xEA;ncia vascular coronariana e aumenta o fluxo sangu&#xED;neo coronariano.</p> <p>Causa diminui&#xE7;&#xE3;o da resist&#xEA;ncia vascular perif&#xE9;rica e da press&#xE3;o arterial sist&#xF3;lica e diast&#xF3;lica.</p> <p>Em pacientes com doen&#xE7;a isqu&#xEA;mica coronariana, Cloridrato de Diltiazem reduz o produto frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca x press&#xE3;o arterial durante o exerc&#xED;cio, aumentando a toler&#xE2;ncia ao exerc&#xED;cio sem deprimir o desempenho card&#xED;aco.</p> <p>Na angina do peito por espasmos coronarianos, o efeito antianginoso do Cloridrato de Diltiazem deve-se &#xE0; dilata&#xE7;&#xE3;o das coron&#xE1;rias epic&#xE1;rdicas e subendoc&#xE1;rdicas. Na angina de esfor&#xE7;o, o Cloridrato de Diltiazem proporciona aumento da toler&#xE2;ncia ao exerc&#xED;cio f&#xED;sico, devido &#xE0; redu&#xE7;&#xE3;o do consumo de oxig&#xEA;nio do mioc&#xE1;rdio: o Cloridrato de Diltiazem promove a redu&#xE7;&#xE3;o da frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca e da tens&#xE3;o arterial sist&#xEA;mica, face &#xE0; sobrecarga f&#xED;sica subm&#xE1;xima e m&#xE1;xima, comparado com outros antagonistas do c&#xE1;lcio. Os efeitos sobre o cora&#xE7;&#xE3;o s&#xE3;o acompanhados por diminui&#xE7;&#xE3;o da tens&#xE3;o arterial e da resist&#xEA;ncia perif&#xE9;rica.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <h4>Absor&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>O Cloridrato de Diltiazem &#xE9; quase completamente absorvido pelo trato gastrintestinal.</p> <p>A concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral de comprimidos de 60 mg de Cloridrato de Diltiazem a adultos saud&#xE1;veis do sexo masculino, alcan&#xE7;ou o n&#xED;vel m&#xE1;ximo ap&#xF3;s 3 a 5 horas da administra&#xE7;&#xE3;o, e a partir de ent&#xE3;o diminu&#xED;ram com uma meia-vida de elimina&#xE7;&#xE3;o de 4,5 horas. Com a administra&#xE7;&#xE3;o oral repetida, a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica atingiu um estado de equil&#xED;brio no segundo dia ou ap&#xF3;s. A concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica foi de cerca de 40 ng/ml cerca de 2 a 4 horas ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o em pacientes tratados em longo prazo com administra&#xE7;&#xE3;o de 90 mg/dia divididos em 3 doses.</p> <p>Ap&#xF3;s dose oral &#xFA;nica de 120 mg da formula&#xE7;&#xE3;o SR obt&#xEA;m-se n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos detect&#xE1;veis ap&#xF3;s duas a tr&#xEA;s horas, e n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos de pico ap&#xF3;s 6 a 11 horas.</p> <h4>Metabolismo</h4> <p>Cloridrato de Diltiazem sofre um extenso efeito de metabolismo de primeira passagem, resultando numa biodisponibilidade absoluta (em compara&#xE7;&#xE3;o &#xE0; administra&#xE7;&#xE3;o endovenosa) de cerca de 40%. A liga&#xE7;&#xE3;o de Cloridrato de Diltiazem com prote&#xED;na &#xE9; cerca de 80%. O Cloridrato de Diltiazem &#xE9; submetido a extenso metabolismo, principalmente pela isoenzima CYP3A4 do citocromo P450.</p> <p>Quando Cloridrato de Diltiazem foi administrado oralmente em adultos saud&#xE1;veis do sexo masculino, as principais vias metab&#xF3;licas foram desamina&#xE7;&#xE3;o oxidativa, desmetila&#xE7;&#xE3;o oxidativa, desacetila&#xE7;&#xE3;o e conjuga&#xE7;&#xE3;o.</p> <h4>Elimina&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>Cerca de 2 a 4% da dose &#xE9; excretada na urina como Cloridrato de Diltiazem inalterado e restante excretado como metab&#xF3;litos na bile e urina. O Cloridrato de Diltiazem e seus metab&#xF3;litos s&#xE3;o pouco dialis&#xE1;veis. A meia-vida de Cloridrato de Diltiazem &#xE9; relatada a ser cerca de 3 a 8 horas.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Cardizem?

Mantenha em temperatura ambiente (15 ºC a 30 ºC), protegido da luz e da umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características do medicamento

Cardizem comprimidos&nbsp;30 mg e 60 mg

Os comprimidos são brancos, redondos, planos em ambas as faces, brilhantes e com bordas chanfradas. A face superior apresenta sulco central e a gravação “30D” ou “60D” e a face inferior o logo da empresa.

Cardizem cápsula SR 90 mg

As cápsulas são duras, com tampa marrom, gravado em branco “90 mg” e no corpo amarelo gravado “Cardizem SR”. Dentro das cápsulas há grânulos revestidos brancos.

Cardizem cápsula SR 120 mg

As cápsulas&nbsp;são duras, com tampa marrom-chocolate gravado em branco “120 mg” e no corpo caramelo gravado “Cardizem SR”. Dentro das cápsulas há grânulos revestidos brancos.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Apresentações do Cardizem

Comprimidos de 30 mg e 60 mg

Embalagem com 50 comprimidos.

Uso adulto.

Uso oral.

Cápsula de liberação prolongada de 90 mg e 120 mg

Embalagem com 20 cápsulas.

Uso adulto.

Uso oral.

Dizeres Legais do Cardizem

M.S - 1.0367.0062

Farm. Resp.:
Ana Carolina Scandura Cardillo
CRF-SP 22440

Boehringer Ingelheim do Brasil Quím. e Farm. Ltda.
Rod. Régis Bittencourt, km 286
Itapecerica da Serra – SP
CNPJ 60.831.658/0021-10
Indústria Brasileira



SAC
0800-7016633

Venda sob prescrição médica.

SR 90mg, caixa com 20 cápsulas gelatinosas duras de liberação prolongada

Princípio ativo
:
Cloridrato De Diltiazem
Classe Terapêutica
:
Antagonistas do Cálcio Puros
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Venda Sob Prescrição Médica)
Categoria
:
Sistema Cardiovascular (Circulação)
Especialidade
:
Cardiologia

Bula do medicamento

Cardizem, para o que é indicado e para o que serve?

Cardizem é indicado para tratamento de pressão alta, angina pectoris (dores fortes no peito e falta de ar) e coronariopatias (problemas nos vasos que irrigam o coração) acompanhadas ou não de pressão alta e/ou taquicardia (palpitações constantes e duradouras).

Quais as contraindicações do Cardizem?

Você não deve usar Cardizem se tiver problema no sistema que controla o ritmo do coração (nó sinoatrial) e/ou bloqueio atrioventricular de 2º ou 3º grau (problema que altera a condução de estímulos elétricos no coração), a não ser que esteja usando marca-passo; insuficiência cardíaca congestiva descompensada (coração inchado descompensado); diminuição acentuada das batidas do coração; alergia a substância ativa ou a qualquer componente da fórmula; se estiver grávida ou caso exista a possibilidade de estar grávida; se estiver fazendo uso de medicamentos com adunaprevir, cloridrato de ivabradina ou mesilato de lomitapida.

Como usar o Cardizem?

Comprimidos 30 mg e 90 mg / Cápsulas 90 mg e 120 mg

Cardizem deve ser tomado por via oral com água, nos horários indicados.

A dose prescrita pelo seu médico pode variar de acordo com a sua idade e sintomas.

Pacientes idosos devem iniciar o tratamento com baixas doses, sob monitoramento médico.

Cardizem deve ser administrado com especial cautela em pacientes com mau funcionamento do fígado.

A segurança de Cardizem não foi estabelecida em pacientes pediátricos.

Exclusivo comprimidos 30 mg e 60 mg

O tratamento deve ser iniciado com 30 mg, 4 vezes ao dia, antes das 3 principais refeições do dia e ao deitar.

A dose deve ser aumentada aos poucos, de um em um, ou de dois em dois dias, se for preciso, até chegar a dose certa, que pode variar de 180 mg a 240 mg ao dia (60 mg, 3 a 4 vezes ao dia), conforme recomendado pelo seu médico.

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem conhecimento do seu médico.

Exclusivo cápsulas&nbsp;90 mg e 120 mg

A posologia deve ser ajustada de acordo com as necessidades de cada paciente, podendo variar de 90 mg a 360 mg ao dia.

A posologia média usual é de 1 cápsula, duas vezes ao dia (180 mg a 240 mg/dia), pela manhã e à noite (de 12 em 12 horas, se possível).

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem conhecimento do seu médico.

Como o Cardizem funciona?

Cardizem é um antianginoso (reduz as dores fortes no peito), anti-hipertensivo (dilata os vasos sanguíneos reduzindo a pressão arterial) e antiarrítmico (estabiliza o ritmo do coração).

A vantagem de Cardizem em relação aos medicamentos semelhantes é que seu efeito ocorre de forma gradual, e isso o torna mais bem tolerado. O efeito se inicia cerca de 3 horas após ser tomado.

Quais cuidados devo ter ao usar o Cardizem?

Comprimidos 30 mg e 90 mg / Cápsulas 90 mg e 120 mg

Você deve usar Cardizem com cuidado se tiver bloqueio atrioventricular de 1° grau (problema que altera a condução de estímulos elétricos no coração); mau funcionamento do coração, com diminuição dos batimentos do coração e pressão arterial excessivamente baixa. Nesses casos, será necessário o controle constante pelo seu médico.

Recomendam-se cuidados especiais nos casos de mau funcionamento do fígado ou dos rins e com pacientes que usam betabloqueadores (propranolol, atenolol) ou digitálicos (digoxina).

Não interrompa o uso de Cardizem sem antes consultar seu médico. Você não deve interromper o tratamento de forma abrupta: deve-se reduzir a dose gradualmente sob acompanhamento médico.

Dependendo da dose usada, podem ocorrer sintomas de pressão baixa. Em casos raros, pode ocorrer aumento das enzimas do fígado.

Idosos devem usar Cardizem com cautela, pois podem ter a duração do seu efeito aumentado.

Efeitos na capacidade de dirigir e operar máquinas

Você não deve dirigir, operar máquinas ou desempenhar atividades perigosas, como trabalhar em lugares altos, durante o tratamento com Cardizem, pois podem ocorrer tonturas.

Gravidez e Amamentação

O uso de Cardizem não é recomendado durante a gravidez ou para mulheres que possam engravidar e na amamentação, por não haver estudos suficientes com essa população. Estudos em animais demonstraram malformações e toxicidade para a prole.

Se o tratamento com Cardizem for considerado essencial, a amamentação deve ser interrompida durante o tratamento. Cardizem é excretado no leite materno.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Exclusivo comprimidos 30 mg e 90 mg

Cardizem não age rapidamente, porque a sua substância ativa se encontra na matriz do comprimido e é liberada aos poucos. Em alguns casos, essa matriz não é absorvida no intestino e pode ser encontrada nas fezes. Isso não prejudica o funcionamento do medicamento, uma vez que a substância ativa já foi liberada e absorvida.

Exclusivo cápsulas 90 mg e 120 mg

Atenção diabéticos: contém açúcar.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Cardizem?

Reações comuns

Hipersensibilidade (alergia), anorexia (falta de apetite), dor de cabeça profunda, azia.

Reações incomuns

Tontura, dor de cabeça, bradicardia (batimento lento do coração), bloqueio atrioventricular (problema com o ritmo do coração), rubor (vermelhidão na face), constipação (prisão de ventre), enjoo, dor abdominal, desconforto estomacal, erupção cutânea (rash - vermelhidão, descamação e coceira na pele) e mal-estar.

Reações raras

Palpitação, dispepsia (indigestão), boca seca, prurido (coceira), urticária (placas elevadas na pele, geralmente com coceira), sede, edema periférico (inchaço nas pernas e pés), hipotensão (queda da pressão), sonolência, insônia, parada sinusal (parada no estímulo do coração), dor no peito, câimbras na batata da perna, astenia (sensação de fraqueza), icterícia (coloração amarelada dos olhos e da pele), erupção eritematosa multiforme (erupções bolhosas da pele e mucosa), fezes amolecidas e diarreia.

Reações com frequência desconhecida

Sintomas do tipo Parkinson (como rigidez muscular, tremor no repouso, diminuição da mobilidade e instabilidade postural), alterações no ritmo e mau funcionamento do coração, hipertrofia gengival (crescimento excessivo da gengiva), mau funcionamento do fígado; síndrome de Stevens-Johnson (reação inflamatória grave de pele e também das mucosas, levando à formação de vesículas e bolhas), necrólise epidermal (reação que ocorre grande descamação da pele), eritema multiforme (manifestação grave na pele, com surgimento de bolhas); dermatite esfoliativa (pele avermelhada, escamativa, espessa), pustulose exantemática generalizada aguda (lesões na pele ou mucosa com pus, vermelhidão, descamação e coceira), reação de fotossensibilidade (sensibilidade à luz), ginecomastia (crescimento das mamas em homens), aumento das enzimas do fígado, arritmia (distúrbio do batimento ou ritmo cardíaco), mau funcionamento dos rins, assistolia (interrupção do estímulo elétrico ao coração), parestesia (sensações estranhas na pele de frio, calor e formigamento), tremor, poliúria e/ou nictúria (aumento da urina durante o dia e/ou noite), vômitos, aumento de peso, petéquias (pintas de sangue na pele), aumento do fígado, diminuição da contagem de plaquetas e leucócitos (células brancas), dormência.

Você deve interromper o tratamento com Cardizem se ocorrerem alguns desses sintomas:

Tontura, mau funcionamento do coração, reações graves da pele, inflamação da pele com esfoliação, pele avermelhada, bolhas, lesões na pele ou mucosa com pus, coceira, febre, erupção da pele, alteração no funcionamento do fígado ou coloração amarelada da pele.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Cardizem?

Continue tomando as próximas doses regularmente no horário habitual. Não duplique a dose na próxima tomada.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou de cirurgião-dentista.

Qual a composição do Cardizem?

Cardizem 30 mg

Cada comprimido contém:

30 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 27,57 mg de diltiazem.

Excipientes:&nbsp;lactose monoidratada, óleo de rícino hidrogenado, macrogol, estearato de magnésio.

Cardizem 60 mg

Cada comprimido contém:

60 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 55,14 mg de diltiazem.

Excipientes:&nbsp;lactose monoidratada, óleo de rícino hidrogenado, macrogol, estearato de magnésio.

Cardizem SR 90 mg

Cada cápsula contém:

90 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 82,72 mg de diltiazem.

Excipientes:&nbsp;nonpareil-103 (esferas de sacarose), talco, povidona, etilcelulose, sacarose, estearato de magnésio.

Cardizem SR 120&nbsp;mg

Cada cápsula contém:

120 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 110,29 mg de diltiazem.

Excipientes:&nbsp;nonpareil-103 (esferas de sacarose), talco, povidona, etilcelulose, sacarose, estearato de magnésio.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Cardizem maior do que a recomendada?

Em caso de dose excessiva de Cardizem, os sintomas variam conforme a quantidade ingerida. Pode ocorrer queda da pressão, batimentos cardíacos muito lentos, alteração no ritmo do coração, mau funcionamento do coração. Busque ajuda médica sem atraso.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Cardizem com outros remédios?

Cardizem não deve ser usado em conjunto com os seguintes medicamentos:

Asunaprevir e cloridrato de daclatasvir/asunaprevir/cloridrato de beclabuvir, podendo ocorrer transtornos no fígado e na vesícula biliar; cloridrato de ivabradina, podendo ocorrer bradicardia (batimento lento do coração) excessiva; mesilato de lomitapida, levando à diminuição do seu efeito.

Cardizem deve ser usado com cuidado pois pode aumentar a quantidade no sangue das seguintes substâncias, intensificando seus efeitos:

Digoxina, metildigoxina (pode ser necessário diminuir a dose devido à toxicidade); anti-hipertensivos (ácido nítrico – deve-se monitorar a pressão); betabloqueadores (como propranolol, atenolol, bisoprolol, carvedilol e outros, usados no tratamento de problemas do coração e de hipertensão arterial), podendo ocorrer mau funcionamento do coração, principalmente se você tiver problemas no músculo do coração; antagonistas do cálcio (nifedipino, anlodipino); midazolam (agente sedativo hipnótico); carbamazepina (antiepiléptico, antimaníaco), podendo ocorrer sonolência, enjoo, vômitos e tonturas; selegilina (antiparkinsoniano), com efeitos tóxicos intensificados; teofilina (broncodilatador), podendo ocorrer enjoo, vômitos, cefaleia e insônia; cilostazol (antiplaquetário); apixabana (anticoagulante oral); vinorelbina (usado no câncer); ciclosporina (usado no reumatismo e pós-transplantes), podendo ocorrer efeitos tóxicos nos rins, sendo necessária a redução da dose; tacrolimo, podendo ocorrer distúrbios renais; fenitoína (antiepiléptico), podendo ocorrer falta de coordenação dos movimentos, tonturas, movimentos oculares oscilatórios, rítmicos e repetitivos, e ainda diminuir o efeito de Cardizem; estatinas (como sinvastatina, atorvastatina, rosuvastatina e outros, usados para reduzir o colesterol no sangue), podendo ocorrer eventos adversos como dor muscular, doenças musculares e raros casos de destruição muscular e podendo ainda causar toxicidade nos rins; relaxantes musculares (pancurônio); imipramina, deve-se monitorar sinais e sintomas de toxicidade da imipramina.

O efeito de Cardizem pode aumentar se usado com agentes antiarrítmicos (como amiodarona, mexiletina) intensificando a depressão da estimulação e condução cardíaca; cimetidina (antiulceroso) e medicamentos para HIV (como ritonavir, saquinavir) aumentando o efeito anti-hipertensivo e bradicardia.

O efeito de Cardizem pode diminuir se usado com anti-inflamatórios não hormonais, especialmente indometacina (utilizado em inflamações e reumatismos) e rifampicina (para tuberculose), neste caso pode ser necessário o aumento da dose de Cardizem ou a substituição deste por outro medicamento.

Os anestésicos têm seu efeito aumentado no coração e na circulação com o uso de Cardizem; portanto, se você for passar por cirurgia, não deixe de informar ao anestesista sobre o uso de Cardizem.

Para todas estas interações, os sintomas devem ser informados ao médico, que poderá alterar a dose dos medicamentos ou interromper o uso.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Qual a ação da substância do Cardizem (Cloridrato de Diltiazem)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Efic&#xE1;cia na Angina <em>Pectoris</em> cr&#xF4;nica est&#xE1;vel</h3> <p>Na avalia&#xE7;&#xE3;o da redu&#xE7;&#xE3;o de epis&#xF3;dios de angina est&#xE1;vel, diversos estudos relatam a redu&#xE7;&#xE3;o variando entre 50% a 88,5% por semana. Para a angina de esfor&#xE7;o, a redu&#xE7;&#xE3;o de epis&#xF3;dios por semana, variou entre 42% a 73,6%<sup>1</sup>.</p> <p>A efic&#xE1;cia de Cloridrato de Cloridrato de Diltiazem (Cloridrato de Diltiazem) no tratamento de angina <em>pectoris </em>cr&#xF4;nica est&#xE1;vel foi avaliada por Glasser <em>et al</em><sup>3</sup> em um estudo multic&#xEA;ntrico, randomizado, duplo-cego, em grupos paralelos, controlado com placebo, com controle ativo (para um dos bra&#xE7;os do estudo). Foram admitidos pacientes adultos se cumprissem as condi&#xE7;&#xF5;es a seguir: tivessem <a href=\"https://consultaremedios.com.br/b/angina-cronica\" target=\"_blank\">angina cr&#xF4;nica</a> est&#xE1;vel desencadeada por esfor&#xE7;o f&#xED;sico e aliviada por repouso e uso de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/nitroglicerina/bula\" target=\"_blank\">nitroglicerina</a> sublingual; tivessem doen&#xE7;a arterial coron&#xE1;ria documentada; em duas visitas do per&#xED;odo introdut&#xF3;rio (run-in) fossem capazes de fazer esfor&#xE7;o em esteira por 3-7 min; desenvolvessem angina <em>pectoris </em>mais depress&#xE3;o do segmento ST do ECG em &#x2265;1 mm (acrescentada a qualquer pequena depress&#xE3;o do ST pr&#xE9;-existente), com persist&#xEA;ncia por &#x2265;0,08 s al&#xE9;m do ponto J; a dura&#xE7;&#xE3;o do exerc&#xED;cio na esteira variou &lt; 15% entre as visitas de qualifica&#xE7;&#xE3;o. Ap&#xF3;s o per&#xED;odo introdut&#xF3;rio de 2-3 semanas com placebo, os pacientes foram randomizados para grupos de tratamento com 180, 360 e 420 mg ao deitar-se, 360 mg pela manh&#xE3;, e placebo. Os designados para os&amp;nbsp;grupos com 360 e 420 mg iniciaram com uma dose de 240 mg por 1 semana antes de aumentar para sua dose designada. O per&#xED;odo de tratamento com a dose designada foi de 2 semanas para todos os participantes. Os participantes foram submetidos a um teste em esteira basal e final no per&#xED;odo entre 18-20 horas (n&#xED;vel vale para os pacientes com administra&#xE7;&#xE3;o noturna) e das 7-11 horas (n&#xED;vel vale para os pacientes com administra&#xE7;&#xE3;o matinal).</p> <p>Um total de 311 pacientes concluiu o estudo. Todas as doses com administra&#xE7;&#xE3;o ao deitar-se mostraram um aumento significante (p&lt;0,03) na dura&#xE7;&#xE3;o total do exerc&#xED;cio no n&#xED;vel vale em compara&#xE7;&#xE3;o com o placebo; com a dose de 360 mg administrada ao deitar-se mostrando o maior aumento. Entretanto, a dose matinal de 360 mg mostrou um aumento n&#xE3;o significante (p=0,06) no n&#xED;vel vale em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo. Todas as doses com administra&#xE7;&#xE3;o ao deitar-se tamb&#xE9;m mostraram um aumento significante (p&#x2264;0,0002) na dura&#xE7;&#xE3;o do exerc&#xED;cio entre 7-11 horas em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo; a dose de 360 mg ao deitar-se mostrou uma melhora de quatro vezes em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo, comparativamente &#xE0; dose matinal. O tempo para in&#xED;cio da angina aumentou de forma significante para todas as doses ao deitar-se em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo tanto para o teste de esfor&#xE7;o das 18-20 horas (p&lt;0,02) quanto para o teste das 7-11 horas (p&lt;0,03). Apenas a dose de 360 mg ao deitar-se mostrou um aumento significante (p&lt;0,03) no tempo para in&#xED;cio da isquemia mioc&#xE1;rdica para o teste de esfor&#xE7;o entre 18-20 horas, mas para o teste entre 7-11 horas, todas as doses com administra&#xE7;&#xE3;o ao deitar-se mostraram um aumento significante (p&lt;0,03) em rela&#xE7;&#xE3;o ao placebo<sup>2,3</sup>.</p> <h3>Efic&#xE1;cia no tratamento da Hipertens&#xE3;o</h3> <p>Em estudo da efic&#xE1;cia terap&#xEA;utica de Cloridrato de Diltiazem como monoterapia para hipertens&#xE3;o 52% dos indiv&#xED;duos foram considerados respondedores conforme press&#xE3;o sist&#xF3;lica &lt;140 mm Hg; e 75%, conforme press&#xE3;o diast&#xF3;lica &lt;90 mm Hg, ap&#xF3;s 4 a 8 semanas<sup>1</sup>.</p> <p>A efic&#xE1;cia de Cloridrato de Diltiazem foi avaliada em um estudo multic&#xEA;ntrico, randomizado, duplo-cego, em grupos paralelos de resposta &#xE0; dose, e controlado com placebo realizado por Glasser <em>et al</em><sup>4</sup>. Doses de Cloridrato de Diltiazem 120, 240, 360 e 540 mg/dia foram avaliadas comparativamente a 360 mg/dia pela manh&#xE3; e placebo.</p> <h4>Os adultos participantes foram admitidos ao estudo se cumprissem as condi&#xE7;&#xF5;es a seguir:</h4> <ul> <li>Sua PA m&#xE9;dia sist&#xF3;lica na posi&#xE7;&#xE3;o sentada (sePAS) fosse 7 mm Hg; sua PAD ambulat&#xF3;ria m&#xE9;dia diurna (amPAD) fosse 90-114 mm Hg (inclusive) na avalia&#xE7;&#xE3;o basal. Ap&#xF3;s um per&#xED;odo inicial introdut&#xF3;rio de 3-4 semanas com placebo, 429 homens e mulheres adultos (89,1% dos recrutados) realizaram um tratamento por 7 semanas. As doses noturnas &#x2265;240 mg mostraram redu&#xE7;&#xF5;es da amPAD significantes, relacionadas &#xE0; dose, entre o basal e a avalia&#xE7;&#xE3;o final (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para mudan&#xE7;a entre basal e final na amPAD para as doses de 120, 240, 360 e 540 mg foram respectivamente de -1,92, -4,26, -4,38 e -8,02 mm Hg). Al&#xE9;m disto, a dose noturna de 360 mg se associou com uma redu&#xE7;&#xE3;o significantemente maior na amPAD entre as 6-12 horas do que a dose matinal de 360 mg (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos foi de -3,3 mm Hg; p=0,0004). Foram obtidos resultados similares para a amPAS (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos foi de -5,32 mm Hg; p=0,0004). Ocorreram tamb&#xE9;m redu&#xE7;&#xF5;es m&#xE9;dias relacionadas &#xE0; dose na frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca (FC) desde o basal at&#xE9; a avalia&#xE7;&#xE3;o final, com redu&#xE7;&#xF5;es maiores no per&#xED;odo entre as 6-12 horas. Em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo, apenas doses &#x2265;360 mg mostraram redu&#xE7;&#xF5;es m&#xE9;dias significantes (p&lt;0,05) da FC em 24 horas<sup>2,4</sup>.</li> </ul> <h4>Estudo comparativo com anlodipino</h4> <p>Wright <em>et al</em>.<sup>5</sup> comparou a efic&#xE1;cia da administra&#xE7;&#xE3;o noturna de Cloridrato de Diltiazem com a administra&#xE7;&#xE3;o matinal de anlodipino em um estudo multic&#xEA;ntrico, randomizado, duplo-cego, em grupos paralelos, com controle ativo, para avaliar a dose-para-efeito.</p> <h5>Os participantes foram admitidos se cumprissem as condi&#xE7;&#xF5;es a seguir:</h5> <ul> <li>Fossem adultos de etnia afro-americana; sua sePAD em duas visitas consecutivas introdut&#xF3;rias fosse entre 90-109 mm Hg (inclusive); suas duas leituras de sePAD de qualifica&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o diferissem em mais de 8 mm Hg; a m&#xE9;dia das duas sePAS medidas no mesmo dia fosse &lt;180 mm Hg; sua amPAD fosse 85-109 mm Hg (inclusive); tivessem um intervalo PR no ECG &lt;220 ms na avalia&#xE7;&#xE3;o basal; se fossem diab&#xE9;ticos, seu diabetes deveria estar controlado; eles deveriam ter um esquema de trabalho diurno. Ap&#xF3;s 3-4 semanas do per&#xED;odo introdut&#xF3;rio (run-in) com placebo, os pacientes foram randomizados para receber Cloridrato de Diltiazem 360 mg &#xE0; noite, ou anlodipino 5 mg como dose diurna, e tratados por 6 semanas. Ap&#xF3;s 6 semanas, se a sePAS/sePAD do paciente fosse &#x2265;130/85, as doses eram aumentadas para Cloridrato de Diltiazem 540 mg ou anlodipino 10 mg nas 6 semanas seguintes; os pacientes com PA abaixo deste limite continuaram com a sua dose inicial nas 6 semanas seguintes. Um total de 262 participantes concluiu as 12 semanas do estudo (97,8% dos recrutados). Cloridrato de Diltiazem mostrou redu&#xE7;&#xF5;es significantemente maiores da amPAD do que anlodipino para as primeiras 4 horas ap&#xF3;s o despertar (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os&amp;nbsp;tratamentos foi de 3,5 mm Hg; p&lt;0,0049) e tamb&#xE9;m entre as 6-12 horas (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos de 3,2 mm Hg; p&lt;0,0019). N&#xE3;o houve diferen&#xE7;a significante na modifica&#xE7;&#xE3;o desde o basal na amPAD m&#xE9;dia de 24 horas entre os tratamentos. Durante os tr&#xEA;s intervalos de tempo monitorados, Cloridrato de Diltiazem reduziu a FC, enquanto anlodipino aumentou a FC. As redu&#xE7;&#xF5;es no produto frequ&#xEA;ncia-press&#xE3;o (RPP) foram significantemente maiores (p&#x2264;0,0008) com o tratamento com Cloridrato de Diltiazem do que com anlodipino<sup>2,5</sup>.</li> </ul> <h4>Estudo comparativo com <a href=\"https://consultaremedios.com.br/ramipril/bula\" target=\"_blank\">ramipril</a></h4> <p>A efic&#xE1;cia de Cloridrato de Diltiazem foi comparada com ramipril por White <em>et al</em><sup>6</sup> em um estudo multic&#xEA;ntrico, duplo-cego, randomizado, em grupos paralelos de titula&#xE7;&#xE3;o at&#xE9; o efeito.</p> <h5>Os pacientes adultos foram admitidos ao estudo se cumprissem as condi&#xE7;&#xF5;es a seguir:</h5> <ul> <li>Sua sePAD fosse &#x2265;90, mas 130/85. Um total de 348 pacientes (91,2% dos recrutados) concluiu o estudo. Cloridrato de Diltiazem mostrou redu&#xE7;&#xF5;es significantemente maiores da amPA do que ramipril nas primeiras 4 horas ap&#xF3;s o despertar (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos foi 4,4 mm Hg; p&lt;0,0023 para amPAS; 6,7 mm Hg; p&lt;0,0001 para amPAD), e tamb&#xE9;m para o per&#xED;odo entre 6-12 horas (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos de 3,8 mm Hg; p&lt;0,0045 para amPAS; 6,3 mm Hg, p&lt;0,0001 para amPAD). Os pacientes tratados com Cloridrato de Diltiazem tamb&#xE9;m obtiveram maiores redu&#xE7;&#xF5;es na amPAD m&#xE9;dia de 24 horas, frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca matinal e RPP, do que os tratados com ramipril<sup>2,6</sup>.</li> </ul> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Markhan A, Brogden RN. Cloridrato de Diltiazem. A review of its pharmacology and therapeutic use in older patients. Drugs Aging. 1993;3(4):363-90.<br> 2. Claas, SA, Glasser SP. Long-acting Cloridrato de Diltiazem HCL for the chronotherapeutic treatment of hypertension and chronic stable angina pectoris. Expert Opin. Pharmacother. 2005;6(5): 765-76.<br> 3. Glasser SP, Gana TJ, Pascual LG, Albert KS. Efficacy and safety of a once-daily graded-release Cloridrato de Diltiazem formulation dosed at bedtime compared to placebo and to morning dosing in chronic stable angina pectoris. Am Heart J. 2005;149(2):e1-9.<br> 4. Glasser SP, Neutel JM, Gana TJ, Albert KS. Efficacy and safety of a once daily graded-release Cloridrato de Diltiazem formulation in essential hypertension. Am J Hypertens. 2003;16(1):51-8.<br> 5. Wright JT, Sica DA, Gana TJ, Bohannon K, Pascual LG, Albert KS. Antihypertensive efficacy of night-time graded-release Cloridrato de Diltiazem versus morning amlodipine in African Americans. Am J Hypertens. 2004;17(9):734-42.<br> 6. White WB, Lacourciere Y, Gana T, Pascual MG, Smith DH, Albert KS. Effects of graded-release Cloridrato de Diltiazem versus ramipril, dosed at bedtime, on early morning blood pressure, heart rate, and the rate-pressure product. Am Heart J. 2004;148(4):628-34.</br></br></br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <p>O Cloridrato de Diltiazem &#xE9; um bloqueador dos canais de c&#xE1;lcio, que age inibindo a entrada do &#xED;on c&#xE1;lcio nas c&#xE9;lulas ou a sua mobiliza&#xE7;&#xE3;o dos estoques intracelulares.</p> <p>No tecido vascular, o Cloridrato de Diltiazem relaxa a musculatura lisa arterial. Entretanto, Cloridrato de Diltiazem n&#xE3;o tem efeito no leito venoso.&amp;nbsp;</p> <p>No cora&#xE7;&#xE3;o, o bloqueio dos canais de c&#xE1;lcio pode resultar num efeito inotr&#xF3;pico negativo, uma vez que, dentro do mi&#xF3;cito, o &#xED;on c&#xE1;lcio &#xE9; necess&#xE1;rio para liberar o aparelho contr&#xE1;til, permitindo que a intera&#xE7;&#xE3;o actina-miosina cause a contra&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>O Cloridrato de Diltiazem tamb&#xE9;m possui efeito cronotr&#xF3;pico negativo, na medida em que diminui a condu&#xE7;&#xE3;o atrioventricular e a frequ&#xEA;ncia do marcapasso sinusal.</p> <p>O Cloridrato de Diltiazem diminui a resist&#xEA;ncia vascular coronariana e aumenta o fluxo sangu&#xED;neo coronariano.</p> <p>Causa diminui&#xE7;&#xE3;o da resist&#xEA;ncia vascular perif&#xE9;rica e da press&#xE3;o arterial sist&#xF3;lica e diast&#xF3;lica.</p> <p>Em pacientes com doen&#xE7;a isqu&#xEA;mica coronariana, Cloridrato de Diltiazem reduz o produto frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca x press&#xE3;o arterial durante o exerc&#xED;cio, aumentando a toler&#xE2;ncia ao exerc&#xED;cio sem deprimir o desempenho card&#xED;aco.</p> <p>Na angina do peito por espasmos coronarianos, o efeito antianginoso do Cloridrato de Diltiazem deve-se &#xE0; dilata&#xE7;&#xE3;o das coron&#xE1;rias epic&#xE1;rdicas e subendoc&#xE1;rdicas. Na angina de esfor&#xE7;o, o Cloridrato de Diltiazem proporciona aumento da toler&#xE2;ncia ao exerc&#xED;cio f&#xED;sico, devido &#xE0; redu&#xE7;&#xE3;o do consumo de oxig&#xEA;nio do mioc&#xE1;rdio: o Cloridrato de Diltiazem promove a redu&#xE7;&#xE3;o da frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca e da tens&#xE3;o arterial sist&#xEA;mica, face &#xE0; sobrecarga f&#xED;sica subm&#xE1;xima e m&#xE1;xima, comparado com outros antagonistas do c&#xE1;lcio. Os efeitos sobre o cora&#xE7;&#xE3;o s&#xE3;o acompanhados por diminui&#xE7;&#xE3;o da tens&#xE3;o arterial e da resist&#xEA;ncia perif&#xE9;rica.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <h4>Absor&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>O Cloridrato de Diltiazem &#xE9; quase completamente absorvido pelo trato gastrintestinal.</p> <p>A concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral de comprimidos de 60 mg de Cloridrato de Diltiazem a adultos saud&#xE1;veis do sexo masculino, alcan&#xE7;ou o n&#xED;vel m&#xE1;ximo ap&#xF3;s 3 a 5 horas da administra&#xE7;&#xE3;o, e a partir de ent&#xE3;o diminu&#xED;ram com uma meia-vida de elimina&#xE7;&#xE3;o de 4,5 horas. Com a administra&#xE7;&#xE3;o oral repetida, a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica atingiu um estado de equil&#xED;brio no segundo dia ou ap&#xF3;s. A concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica foi de cerca de 40 ng/ml cerca de 2 a 4 horas ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o em pacientes tratados em longo prazo com administra&#xE7;&#xE3;o de 90 mg/dia divididos em 3 doses.</p> <p>Ap&#xF3;s dose oral &#xFA;nica de 120 mg da formula&#xE7;&#xE3;o SR obt&#xEA;m-se n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos detect&#xE1;veis ap&#xF3;s duas a tr&#xEA;s horas, e n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos de pico ap&#xF3;s 6 a 11 horas.</p> <h4>Metabolismo</h4> <p>Cloridrato de Diltiazem sofre um extenso efeito de metabolismo de primeira passagem, resultando numa biodisponibilidade absoluta (em compara&#xE7;&#xE3;o &#xE0; administra&#xE7;&#xE3;o endovenosa) de cerca de 40%. A liga&#xE7;&#xE3;o de Cloridrato de Diltiazem com prote&#xED;na &#xE9; cerca de 80%. O Cloridrato de Diltiazem &#xE9; submetido a extenso metabolismo, principalmente pela isoenzima CYP3A4 do citocromo P450.</p> <p>Quando Cloridrato de Diltiazem foi administrado oralmente em adultos saud&#xE1;veis do sexo masculino, as principais vias metab&#xF3;licas foram desamina&#xE7;&#xE3;o oxidativa, desmetila&#xE7;&#xE3;o oxidativa, desacetila&#xE7;&#xE3;o e conjuga&#xE7;&#xE3;o.</p> <h4>Elimina&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>Cerca de 2 a 4% da dose &#xE9; excretada na urina como Cloridrato de Diltiazem inalterado e restante excretado como metab&#xF3;litos na bile e urina. O Cloridrato de Diltiazem e seus metab&#xF3;litos s&#xE3;o pouco dialis&#xE1;veis. A meia-vida de Cloridrato de Diltiazem &#xE9; relatada a ser cerca de 3 a 8 horas.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Cardizem?

Mantenha em temperatura ambiente (15 ºC a 30 ºC), protegido da luz e da umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características do medicamento

Cardizem comprimidos&nbsp;30 mg e 60 mg

Os comprimidos são brancos, redondos, planos em ambas as faces, brilhantes e com bordas chanfradas. A face superior apresenta sulco central e a gravação “30D” ou “60D” e a face inferior o logo da empresa.

Cardizem cápsula SR 90 mg

As cápsulas são duras, com tampa marrom, gravado em branco “90 mg” e no corpo amarelo gravado “Cardizem SR”. Dentro das cápsulas há grânulos revestidos brancos.

Cardizem cápsula SR 120 mg

As cápsulas&nbsp;são duras, com tampa marrom-chocolate gravado em branco “120 mg” e no corpo caramelo gravado “Cardizem SR”. Dentro das cápsulas há grânulos revestidos brancos.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Apresentações do Cardizem

Comprimidos de 30 mg e 60 mg

Embalagem com 50 comprimidos.

Uso adulto.

Uso oral.

Cápsula de liberação prolongada de 90 mg e 120 mg

Embalagem com 20 cápsulas.

Uso adulto.

Uso oral.

Dizeres Legais do Cardizem

M.S - 1.0367.0062

Farm. Resp.:
Ana Carolina Scandura Cardillo
CRF-SP 22440

Boehringer Ingelheim do Brasil Quím. e Farm. Ltda.
Rod. Régis Bittencourt, km 286
Itapecerica da Serra – SP
CNPJ 60.831.658/0021-10
Indústria Brasileira



SAC
0800-7016633

Venda sob prescrição médica.

180mg, caixa com 16 cápsulas gelatinosas duras de liberação prolongada

Princípio ativo
:
Cloridrato De Diltiazem
Classe Terapêutica
:
Antagonistas do Cálcio Puros
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Venda Sob Prescrição Médica)
Categoria
:
Sistema Cardiovascular (Circulação)
Especialidade
:
Cardiologia

Bula do medicamento

Cardizem, para o que é indicado e para o que serve?

Cardizem é indicado para tratamento de pressão alta, angina pectoris (dores fortes no peito e falta de ar) e coronariopatias (problemas nos vasos que irrigam o coração) acompanhadas ou não de pressão alta e/ou taquicardia (palpitações constantes e duradouras).

Quais as contraindicações do Cardizem?

Você não deve usar Cardizem se tiver problema no sistema que controla o ritmo do coração (nó sinoatrial) e/ou bloqueio atrioventricular de 2º ou 3º grau (problema que altera a condução de estímulos elétricos no coração), a não ser que esteja usando marca-passo; insuficiência cardíaca congestiva descompensada (coração inchado descompensado); diminuição acentuada das batidas do coração; alergia a substância ativa ou a qualquer componente da fórmula; se estiver grávida ou caso exista a possibilidade de estar grávida; se estiver fazendo uso de medicamentos com adunaprevir, cloridrato de ivabradina ou mesilato de lomitapida.

Como usar o Cardizem?

Comprimidos 30 mg e 90 mg / Cápsulas 90 mg e 120 mg

Cardizem deve ser tomado por via oral com água, nos horários indicados.

A dose prescrita pelo seu médico pode variar de acordo com a sua idade e sintomas.

Pacientes idosos devem iniciar o tratamento com baixas doses, sob monitoramento médico.

Cardizem deve ser administrado com especial cautela em pacientes com mau funcionamento do fígado.

A segurança de Cardizem não foi estabelecida em pacientes pediátricos.

Exclusivo comprimidos 30 mg e 60 mg

O tratamento deve ser iniciado com 30 mg, 4 vezes ao dia, antes das 3 principais refeições do dia e ao deitar.

A dose deve ser aumentada aos poucos, de um em um, ou de dois em dois dias, se for preciso, até chegar a dose certa, que pode variar de 180 mg a 240 mg ao dia (60 mg, 3 a 4 vezes ao dia), conforme recomendado pelo seu médico.

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem conhecimento do seu médico.

Exclusivo cápsulas&nbsp;90 mg e 120 mg

A posologia deve ser ajustada de acordo com as necessidades de cada paciente, podendo variar de 90 mg a 360 mg ao dia.

A posologia média usual é de 1 cápsula, duas vezes ao dia (180 mg a 240 mg/dia), pela manhã e à noite (de 12 em 12 horas, se possível).

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem conhecimento do seu médico.

Como o Cardizem funciona?

Cardizem é um antianginoso (reduz as dores fortes no peito), anti-hipertensivo (dilata os vasos sanguíneos reduzindo a pressão arterial) e antiarrítmico (estabiliza o ritmo do coração).

A vantagem de Cardizem em relação aos medicamentos semelhantes é que seu efeito ocorre de forma gradual, e isso o torna mais bem tolerado. O efeito se inicia cerca de 3 horas após ser tomado.

Quais cuidados devo ter ao usar o Cardizem?

Comprimidos 30 mg e 90 mg / Cápsulas 90 mg e 120 mg

Você deve usar Cardizem com cuidado se tiver bloqueio atrioventricular de 1° grau (problema que altera a condução de estímulos elétricos no coração); mau funcionamento do coração, com diminuição dos batimentos do coração e pressão arterial excessivamente baixa. Nesses casos, será necessário o controle constante pelo seu médico.

Recomendam-se cuidados especiais nos casos de mau funcionamento do fígado ou dos rins e com pacientes que usam betabloqueadores (propranolol, atenolol) ou digitálicos (digoxina).

Não interrompa o uso de Cardizem sem antes consultar seu médico. Você não deve interromper o tratamento de forma abrupta: deve-se reduzir a dose gradualmente sob acompanhamento médico.

Dependendo da dose usada, podem ocorrer sintomas de pressão baixa. Em casos raros, pode ocorrer aumento das enzimas do fígado.

Idosos devem usar Cardizem com cautela, pois podem ter a duração do seu efeito aumentado.

Efeitos na capacidade de dirigir e operar máquinas

Você não deve dirigir, operar máquinas ou desempenhar atividades perigosas, como trabalhar em lugares altos, durante o tratamento com Cardizem, pois podem ocorrer tonturas.

Gravidez e Amamentação

O uso de Cardizem não é recomendado durante a gravidez ou para mulheres que possam engravidar e na amamentação, por não haver estudos suficientes com essa população. Estudos em animais demonstraram malformações e toxicidade para a prole.

Se o tratamento com Cardizem for considerado essencial, a amamentação deve ser interrompida durante o tratamento. Cardizem é excretado no leite materno.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Exclusivo comprimidos 30 mg e 90 mg

Cardizem não age rapidamente, porque a sua substância ativa se encontra na matriz do comprimido e é liberada aos poucos. Em alguns casos, essa matriz não é absorvida no intestino e pode ser encontrada nas fezes. Isso não prejudica o funcionamento do medicamento, uma vez que a substância ativa já foi liberada e absorvida.

Exclusivo cápsulas 90 mg e 120 mg

Atenção diabéticos: contém açúcar.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Cardizem?

Reações comuns

Hipersensibilidade (alergia), anorexia (falta de apetite), dor de cabeça profunda, azia.

Reações incomuns

Tontura, dor de cabeça, bradicardia (batimento lento do coração), bloqueio atrioventricular (problema com o ritmo do coração), rubor (vermelhidão na face), constipação (prisão de ventre), enjoo, dor abdominal, desconforto estomacal, erupção cutânea (rash - vermelhidão, descamação e coceira na pele) e mal-estar.

Reações raras

Palpitação, dispepsia (indigestão), boca seca, prurido (coceira), urticária (placas elevadas na pele, geralmente com coceira), sede, edema periférico (inchaço nas pernas e pés), hipotensão (queda da pressão), sonolência, insônia, parada sinusal (parada no estímulo do coração), dor no peito, câimbras na batata da perna, astenia (sensação de fraqueza), icterícia (coloração amarelada dos olhos e da pele), erupção eritematosa multiforme (erupções bolhosas da pele e mucosa), fezes amolecidas e diarreia.

Reações com frequência desconhecida

Sintomas do tipo Parkinson (como rigidez muscular, tremor no repouso, diminuição da mobilidade e instabilidade postural), alterações no ritmo e mau funcionamento do coração, hipertrofia gengival (crescimento excessivo da gengiva), mau funcionamento do fígado; síndrome de Stevens-Johnson (reação inflamatória grave de pele e também das mucosas, levando à formação de vesículas e bolhas), necrólise epidermal (reação que ocorre grande descamação da pele), eritema multiforme (manifestação grave na pele, com surgimento de bolhas); dermatite esfoliativa (pele avermelhada, escamativa, espessa), pustulose exantemática generalizada aguda (lesões na pele ou mucosa com pus, vermelhidão, descamação e coceira), reação de fotossensibilidade (sensibilidade à luz), ginecomastia (crescimento das mamas em homens), aumento das enzimas do fígado, arritmia (distúrbio do batimento ou ritmo cardíaco), mau funcionamento dos rins, assistolia (interrupção do estímulo elétrico ao coração), parestesia (sensações estranhas na pele de frio, calor e formigamento), tremor, poliúria e/ou nictúria (aumento da urina durante o dia e/ou noite), vômitos, aumento de peso, petéquias (pintas de sangue na pele), aumento do fígado, diminuição da contagem de plaquetas e leucócitos (células brancas), dormência.

Você deve interromper o tratamento com Cardizem se ocorrerem alguns desses sintomas:

Tontura, mau funcionamento do coração, reações graves da pele, inflamação da pele com esfoliação, pele avermelhada, bolhas, lesões na pele ou mucosa com pus, coceira, febre, erupção da pele, alteração no funcionamento do fígado ou coloração amarelada da pele.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Cardizem?

Continue tomando as próximas doses regularmente no horário habitual. Não duplique a dose na próxima tomada.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou de cirurgião-dentista.

Qual a composição do Cardizem?

Cardizem 30 mg

Cada comprimido contém:

30 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 27,57 mg de diltiazem.

Excipientes:&nbsp;lactose monoidratada, óleo de rícino hidrogenado, macrogol, estearato de magnésio.

Cardizem 60 mg

Cada comprimido contém:

60 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 55,14 mg de diltiazem.

Excipientes:&nbsp;lactose monoidratada, óleo de rícino hidrogenado, macrogol, estearato de magnésio.

Cardizem SR 90 mg

Cada cápsula contém:

90 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 82,72 mg de diltiazem.

Excipientes:&nbsp;nonpareil-103 (esferas de sacarose), talco, povidona, etilcelulose, sacarose, estearato de magnésio.

Cardizem SR 120&nbsp;mg

Cada cápsula contém:

120 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 110,29 mg de diltiazem.

Excipientes:&nbsp;nonpareil-103 (esferas de sacarose), talco, povidona, etilcelulose, sacarose, estearato de magnésio.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Cardizem maior do que a recomendada?

Em caso de dose excessiva de Cardizem, os sintomas variam conforme a quantidade ingerida. Pode ocorrer queda da pressão, batimentos cardíacos muito lentos, alteração no ritmo do coração, mau funcionamento do coração. Busque ajuda médica sem atraso.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Cardizem com outros remédios?

Cardizem não deve ser usado em conjunto com os seguintes medicamentos:

Asunaprevir e cloridrato de daclatasvir/asunaprevir/cloridrato de beclabuvir, podendo ocorrer transtornos no fígado e na vesícula biliar; cloridrato de ivabradina, podendo ocorrer bradicardia (batimento lento do coração) excessiva; mesilato de lomitapida, levando à diminuição do seu efeito.

Cardizem deve ser usado com cuidado pois pode aumentar a quantidade no sangue das seguintes substâncias, intensificando seus efeitos:

Digoxina, metildigoxina (pode ser necessário diminuir a dose devido à toxicidade); anti-hipertensivos (ácido nítrico – deve-se monitorar a pressão); betabloqueadores (como propranolol, atenolol, bisoprolol, carvedilol e outros, usados no tratamento de problemas do coração e de hipertensão arterial), podendo ocorrer mau funcionamento do coração, principalmente se você tiver problemas no músculo do coração; antagonistas do cálcio (nifedipino, anlodipino); midazolam (agente sedativo hipnótico); carbamazepina (antiepiléptico, antimaníaco), podendo ocorrer sonolência, enjoo, vômitos e tonturas; selegilina (antiparkinsoniano), com efeitos tóxicos intensificados; teofilina (broncodilatador), podendo ocorrer enjoo, vômitos, cefaleia e insônia; cilostazol (antiplaquetário); apixabana (anticoagulante oral); vinorelbina (usado no câncer); ciclosporina (usado no reumatismo e pós-transplantes), podendo ocorrer efeitos tóxicos nos rins, sendo necessária a redução da dose; tacrolimo, podendo ocorrer distúrbios renais; fenitoína (antiepiléptico), podendo ocorrer falta de coordenação dos movimentos, tonturas, movimentos oculares oscilatórios, rítmicos e repetitivos, e ainda diminuir o efeito de Cardizem; estatinas (como sinvastatina, atorvastatina, rosuvastatina e outros, usados para reduzir o colesterol no sangue), podendo ocorrer eventos adversos como dor muscular, doenças musculares e raros casos de destruição muscular e podendo ainda causar toxicidade nos rins; relaxantes musculares (pancurônio); imipramina, deve-se monitorar sinais e sintomas de toxicidade da imipramina.

O efeito de Cardizem pode aumentar se usado com agentes antiarrítmicos (como amiodarona, mexiletina) intensificando a depressão da estimulação e condução cardíaca; cimetidina (antiulceroso) e medicamentos para HIV (como ritonavir, saquinavir) aumentando o efeito anti-hipertensivo e bradicardia.

O efeito de Cardizem pode diminuir se usado com anti-inflamatórios não hormonais, especialmente indometacina (utilizado em inflamações e reumatismos) e rifampicina (para tuberculose), neste caso pode ser necessário o aumento da dose de Cardizem ou a substituição deste por outro medicamento.

Os anestésicos têm seu efeito aumentado no coração e na circulação com o uso de Cardizem; portanto, se você for passar por cirurgia, não deixe de informar ao anestesista sobre o uso de Cardizem.

Para todas estas interações, os sintomas devem ser informados ao médico, que poderá alterar a dose dos medicamentos ou interromper o uso.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Qual a ação da substância do Cardizem (Cloridrato de Diltiazem)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Efic&#xE1;cia na Angina <em>Pectoris</em> cr&#xF4;nica est&#xE1;vel</h3> <p>Na avalia&#xE7;&#xE3;o da redu&#xE7;&#xE3;o de epis&#xF3;dios de angina est&#xE1;vel, diversos estudos relatam a redu&#xE7;&#xE3;o variando entre 50% a 88,5% por semana. Para a angina de esfor&#xE7;o, a redu&#xE7;&#xE3;o de epis&#xF3;dios por semana, variou entre 42% a 73,6%<sup>1</sup>.</p> <p>A efic&#xE1;cia de Cloridrato de Cloridrato de Diltiazem (Cloridrato de Diltiazem) no tratamento de angina <em>pectoris </em>cr&#xF4;nica est&#xE1;vel foi avaliada por Glasser <em>et al</em><sup>3</sup> em um estudo multic&#xEA;ntrico, randomizado, duplo-cego, em grupos paralelos, controlado com placebo, com controle ativo (para um dos bra&#xE7;os do estudo). Foram admitidos pacientes adultos se cumprissem as condi&#xE7;&#xF5;es a seguir: tivessem <a href=\"https://consultaremedios.com.br/b/angina-cronica\" target=\"_blank\">angina cr&#xF4;nica</a> est&#xE1;vel desencadeada por esfor&#xE7;o f&#xED;sico e aliviada por repouso e uso de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/nitroglicerina/bula\" target=\"_blank\">nitroglicerina</a> sublingual; tivessem doen&#xE7;a arterial coron&#xE1;ria documentada; em duas visitas do per&#xED;odo introdut&#xF3;rio (run-in) fossem capazes de fazer esfor&#xE7;o em esteira por 3-7 min; desenvolvessem angina <em>pectoris </em>mais depress&#xE3;o do segmento ST do ECG em &#x2265;1 mm (acrescentada a qualquer pequena depress&#xE3;o do ST pr&#xE9;-existente), com persist&#xEA;ncia por &#x2265;0,08 s al&#xE9;m do ponto J; a dura&#xE7;&#xE3;o do exerc&#xED;cio na esteira variou &lt; 15% entre as visitas de qualifica&#xE7;&#xE3;o. Ap&#xF3;s o per&#xED;odo introdut&#xF3;rio de 2-3 semanas com placebo, os pacientes foram randomizados para grupos de tratamento com 180, 360 e 420 mg ao deitar-se, 360 mg pela manh&#xE3;, e placebo. Os designados para os&amp;nbsp;grupos com 360 e 420 mg iniciaram com uma dose de 240 mg por 1 semana antes de aumentar para sua dose designada. O per&#xED;odo de tratamento com a dose designada foi de 2 semanas para todos os participantes. Os participantes foram submetidos a um teste em esteira basal e final no per&#xED;odo entre 18-20 horas (n&#xED;vel vale para os pacientes com administra&#xE7;&#xE3;o noturna) e das 7-11 horas (n&#xED;vel vale para os pacientes com administra&#xE7;&#xE3;o matinal).</p> <p>Um total de 311 pacientes concluiu o estudo. Todas as doses com administra&#xE7;&#xE3;o ao deitar-se mostraram um aumento significante (p&lt;0,03) na dura&#xE7;&#xE3;o total do exerc&#xED;cio no n&#xED;vel vale em compara&#xE7;&#xE3;o com o placebo; com a dose de 360 mg administrada ao deitar-se mostrando o maior aumento. Entretanto, a dose matinal de 360 mg mostrou um aumento n&#xE3;o significante (p=0,06) no n&#xED;vel vale em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo. Todas as doses com administra&#xE7;&#xE3;o ao deitar-se tamb&#xE9;m mostraram um aumento significante (p&#x2264;0,0002) na dura&#xE7;&#xE3;o do exerc&#xED;cio entre 7-11 horas em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo; a dose de 360 mg ao deitar-se mostrou uma melhora de quatro vezes em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo, comparativamente &#xE0; dose matinal. O tempo para in&#xED;cio da angina aumentou de forma significante para todas as doses ao deitar-se em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo tanto para o teste de esfor&#xE7;o das 18-20 horas (p&lt;0,02) quanto para o teste das 7-11 horas (p&lt;0,03). Apenas a dose de 360 mg ao deitar-se mostrou um aumento significante (p&lt;0,03) no tempo para in&#xED;cio da isquemia mioc&#xE1;rdica para o teste de esfor&#xE7;o entre 18-20 horas, mas para o teste entre 7-11 horas, todas as doses com administra&#xE7;&#xE3;o ao deitar-se mostraram um aumento significante (p&lt;0,03) em rela&#xE7;&#xE3;o ao placebo<sup>2,3</sup>.</p> <h3>Efic&#xE1;cia no tratamento da Hipertens&#xE3;o</h3> <p>Em estudo da efic&#xE1;cia terap&#xEA;utica de Cloridrato de Diltiazem como monoterapia para hipertens&#xE3;o 52% dos indiv&#xED;duos foram considerados respondedores conforme press&#xE3;o sist&#xF3;lica &lt;140 mm Hg; e 75%, conforme press&#xE3;o diast&#xF3;lica &lt;90 mm Hg, ap&#xF3;s 4 a 8 semanas<sup>1</sup>.</p> <p>A efic&#xE1;cia de Cloridrato de Diltiazem foi avaliada em um estudo multic&#xEA;ntrico, randomizado, duplo-cego, em grupos paralelos de resposta &#xE0; dose, e controlado com placebo realizado por Glasser <em>et al</em><sup>4</sup>. Doses de Cloridrato de Diltiazem 120, 240, 360 e 540 mg/dia foram avaliadas comparativamente a 360 mg/dia pela manh&#xE3; e placebo.</p> <h4>Os adultos participantes foram admitidos ao estudo se cumprissem as condi&#xE7;&#xF5;es a seguir:</h4> <ul> <li>Sua PA m&#xE9;dia sist&#xF3;lica na posi&#xE7;&#xE3;o sentada (sePAS) fosse 7 mm Hg; sua PAD ambulat&#xF3;ria m&#xE9;dia diurna (amPAD) fosse 90-114 mm Hg (inclusive) na avalia&#xE7;&#xE3;o basal. Ap&#xF3;s um per&#xED;odo inicial introdut&#xF3;rio de 3-4 semanas com placebo, 429 homens e mulheres adultos (89,1% dos recrutados) realizaram um tratamento por 7 semanas. As doses noturnas &#x2265;240 mg mostraram redu&#xE7;&#xF5;es da amPAD significantes, relacionadas &#xE0; dose, entre o basal e a avalia&#xE7;&#xE3;o final (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para mudan&#xE7;a entre basal e final na amPAD para as doses de 120, 240, 360 e 540 mg foram respectivamente de -1,92, -4,26, -4,38 e -8,02 mm Hg). Al&#xE9;m disto, a dose noturna de 360 mg se associou com uma redu&#xE7;&#xE3;o significantemente maior na amPAD entre as 6-12 horas do que a dose matinal de 360 mg (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos foi de -3,3 mm Hg; p=0,0004). Foram obtidos resultados similares para a amPAS (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos foi de -5,32 mm Hg; p=0,0004). Ocorreram tamb&#xE9;m redu&#xE7;&#xF5;es m&#xE9;dias relacionadas &#xE0; dose na frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca (FC) desde o basal at&#xE9; a avalia&#xE7;&#xE3;o final, com redu&#xE7;&#xF5;es maiores no per&#xED;odo entre as 6-12 horas. Em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo, apenas doses &#x2265;360 mg mostraram redu&#xE7;&#xF5;es m&#xE9;dias significantes (p&lt;0,05) da FC em 24 horas<sup>2,4</sup>.</li> </ul> <h4>Estudo comparativo com anlodipino</h4> <p>Wright <em>et al</em>.<sup>5</sup> comparou a efic&#xE1;cia da administra&#xE7;&#xE3;o noturna de Cloridrato de Diltiazem com a administra&#xE7;&#xE3;o matinal de anlodipino em um estudo multic&#xEA;ntrico, randomizado, duplo-cego, em grupos paralelos, com controle ativo, para avaliar a dose-para-efeito.</p> <h5>Os participantes foram admitidos se cumprissem as condi&#xE7;&#xF5;es a seguir:</h5> <ul> <li>Fossem adultos de etnia afro-americana; sua sePAD em duas visitas consecutivas introdut&#xF3;rias fosse entre 90-109 mm Hg (inclusive); suas duas leituras de sePAD de qualifica&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o diferissem em mais de 8 mm Hg; a m&#xE9;dia das duas sePAS medidas no mesmo dia fosse &lt;180 mm Hg; sua amPAD fosse 85-109 mm Hg (inclusive); tivessem um intervalo PR no ECG &lt;220 ms na avalia&#xE7;&#xE3;o basal; se fossem diab&#xE9;ticos, seu diabetes deveria estar controlado; eles deveriam ter um esquema de trabalho diurno. Ap&#xF3;s 3-4 semanas do per&#xED;odo introdut&#xF3;rio (run-in) com placebo, os pacientes foram randomizados para receber Cloridrato de Diltiazem 360 mg &#xE0; noite, ou anlodipino 5 mg como dose diurna, e tratados por 6 semanas. Ap&#xF3;s 6 semanas, se a sePAS/sePAD do paciente fosse &#x2265;130/85, as doses eram aumentadas para Cloridrato de Diltiazem 540 mg ou anlodipino 10 mg nas 6 semanas seguintes; os pacientes com PA abaixo deste limite continuaram com a sua dose inicial nas 6 semanas seguintes. Um total de 262 participantes concluiu as 12 semanas do estudo (97,8% dos recrutados). Cloridrato de Diltiazem mostrou redu&#xE7;&#xF5;es significantemente maiores da amPAD do que anlodipino para as primeiras 4 horas ap&#xF3;s o despertar (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os&amp;nbsp;tratamentos foi de 3,5 mm Hg; p&lt;0,0049) e tamb&#xE9;m entre as 6-12 horas (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos de 3,2 mm Hg; p&lt;0,0019). N&#xE3;o houve diferen&#xE7;a significante na modifica&#xE7;&#xE3;o desde o basal na amPAD m&#xE9;dia de 24 horas entre os tratamentos. Durante os tr&#xEA;s intervalos de tempo monitorados, Cloridrato de Diltiazem reduziu a FC, enquanto anlodipino aumentou a FC. As redu&#xE7;&#xF5;es no produto frequ&#xEA;ncia-press&#xE3;o (RPP) foram significantemente maiores (p&#x2264;0,0008) com o tratamento com Cloridrato de Diltiazem do que com anlodipino<sup>2,5</sup>.</li> </ul> <h4>Estudo comparativo com <a href=\"https://consultaremedios.com.br/ramipril/bula\" target=\"_blank\">ramipril</a></h4> <p>A efic&#xE1;cia de Cloridrato de Diltiazem foi comparada com ramipril por White <em>et al</em><sup>6</sup> em um estudo multic&#xEA;ntrico, duplo-cego, randomizado, em grupos paralelos de titula&#xE7;&#xE3;o at&#xE9; o efeito.</p> <h5>Os pacientes adultos foram admitidos ao estudo se cumprissem as condi&#xE7;&#xF5;es a seguir:</h5> <ul> <li>Sua sePAD fosse &#x2265;90, mas 130/85. Um total de 348 pacientes (91,2% dos recrutados) concluiu o estudo. Cloridrato de Diltiazem mostrou redu&#xE7;&#xF5;es significantemente maiores da amPA do que ramipril nas primeiras 4 horas ap&#xF3;s o despertar (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos foi 4,4 mm Hg; p&lt;0,0023 para amPAS; 6,7 mm Hg; p&lt;0,0001 para amPAD), e tamb&#xE9;m para o per&#xED;odo entre 6-12 horas (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos de 3,8 mm Hg; p&lt;0,0045 para amPAS; 6,3 mm Hg, p&lt;0,0001 para amPAD). Os pacientes tratados com Cloridrato de Diltiazem tamb&#xE9;m obtiveram maiores redu&#xE7;&#xF5;es na amPAD m&#xE9;dia de 24 horas, frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca matinal e RPP, do que os tratados com ramipril<sup>2,6</sup>.</li> </ul> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Markhan A, Brogden RN. Cloridrato de Diltiazem. A review of its pharmacology and therapeutic use in older patients. Drugs Aging. 1993;3(4):363-90.<br> 2. Claas, SA, Glasser SP. Long-acting Cloridrato de Diltiazem HCL for the chronotherapeutic treatment of hypertension and chronic stable angina pectoris. Expert Opin. Pharmacother. 2005;6(5): 765-76.<br> 3. Glasser SP, Gana TJ, Pascual LG, Albert KS. Efficacy and safety of a once-daily graded-release Cloridrato de Diltiazem formulation dosed at bedtime compared to placebo and to morning dosing in chronic stable angina pectoris. Am Heart J. 2005;149(2):e1-9.<br> 4. Glasser SP, Neutel JM, Gana TJ, Albert KS. Efficacy and safety of a once daily graded-release Cloridrato de Diltiazem formulation in essential hypertension. Am J Hypertens. 2003;16(1):51-8.<br> 5. Wright JT, Sica DA, Gana TJ, Bohannon K, Pascual LG, Albert KS. Antihypertensive efficacy of night-time graded-release Cloridrato de Diltiazem versus morning amlodipine in African Americans. Am J Hypertens. 2004;17(9):734-42.<br> 6. White WB, Lacourciere Y, Gana T, Pascual MG, Smith DH, Albert KS. Effects of graded-release Cloridrato de Diltiazem versus ramipril, dosed at bedtime, on early morning blood pressure, heart rate, and the rate-pressure product. Am Heart J. 2004;148(4):628-34.</br></br></br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <p>O Cloridrato de Diltiazem &#xE9; um bloqueador dos canais de c&#xE1;lcio, que age inibindo a entrada do &#xED;on c&#xE1;lcio nas c&#xE9;lulas ou a sua mobiliza&#xE7;&#xE3;o dos estoques intracelulares.</p> <p>No tecido vascular, o Cloridrato de Diltiazem relaxa a musculatura lisa arterial. Entretanto, Cloridrato de Diltiazem n&#xE3;o tem efeito no leito venoso.&amp;nbsp;</p> <p>No cora&#xE7;&#xE3;o, o bloqueio dos canais de c&#xE1;lcio pode resultar num efeito inotr&#xF3;pico negativo, uma vez que, dentro do mi&#xF3;cito, o &#xED;on c&#xE1;lcio &#xE9; necess&#xE1;rio para liberar o aparelho contr&#xE1;til, permitindo que a intera&#xE7;&#xE3;o actina-miosina cause a contra&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>O Cloridrato de Diltiazem tamb&#xE9;m possui efeito cronotr&#xF3;pico negativo, na medida em que diminui a condu&#xE7;&#xE3;o atrioventricular e a frequ&#xEA;ncia do marcapasso sinusal.</p> <p>O Cloridrato de Diltiazem diminui a resist&#xEA;ncia vascular coronariana e aumenta o fluxo sangu&#xED;neo coronariano.</p> <p>Causa diminui&#xE7;&#xE3;o da resist&#xEA;ncia vascular perif&#xE9;rica e da press&#xE3;o arterial sist&#xF3;lica e diast&#xF3;lica.</p> <p>Em pacientes com doen&#xE7;a isqu&#xEA;mica coronariana, Cloridrato de Diltiazem reduz o produto frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca x press&#xE3;o arterial durante o exerc&#xED;cio, aumentando a toler&#xE2;ncia ao exerc&#xED;cio sem deprimir o desempenho card&#xED;aco.</p> <p>Na angina do peito por espasmos coronarianos, o efeito antianginoso do Cloridrato de Diltiazem deve-se &#xE0; dilata&#xE7;&#xE3;o das coron&#xE1;rias epic&#xE1;rdicas e subendoc&#xE1;rdicas. Na angina de esfor&#xE7;o, o Cloridrato de Diltiazem proporciona aumento da toler&#xE2;ncia ao exerc&#xED;cio f&#xED;sico, devido &#xE0; redu&#xE7;&#xE3;o do consumo de oxig&#xEA;nio do mioc&#xE1;rdio: o Cloridrato de Diltiazem promove a redu&#xE7;&#xE3;o da frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca e da tens&#xE3;o arterial sist&#xEA;mica, face &#xE0; sobrecarga f&#xED;sica subm&#xE1;xima e m&#xE1;xima, comparado com outros antagonistas do c&#xE1;lcio. Os efeitos sobre o cora&#xE7;&#xE3;o s&#xE3;o acompanhados por diminui&#xE7;&#xE3;o da tens&#xE3;o arterial e da resist&#xEA;ncia perif&#xE9;rica.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <h4>Absor&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>O Cloridrato de Diltiazem &#xE9; quase completamente absorvido pelo trato gastrintestinal.</p> <p>A concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral de comprimidos de 60 mg de Cloridrato de Diltiazem a adultos saud&#xE1;veis do sexo masculino, alcan&#xE7;ou o n&#xED;vel m&#xE1;ximo ap&#xF3;s 3 a 5 horas da administra&#xE7;&#xE3;o, e a partir de ent&#xE3;o diminu&#xED;ram com uma meia-vida de elimina&#xE7;&#xE3;o de 4,5 horas. Com a administra&#xE7;&#xE3;o oral repetida, a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica atingiu um estado de equil&#xED;brio no segundo dia ou ap&#xF3;s. A concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica foi de cerca de 40 ng/ml cerca de 2 a 4 horas ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o em pacientes tratados em longo prazo com administra&#xE7;&#xE3;o de 90 mg/dia divididos em 3 doses.</p> <p>Ap&#xF3;s dose oral &#xFA;nica de 120 mg da formula&#xE7;&#xE3;o SR obt&#xEA;m-se n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos detect&#xE1;veis ap&#xF3;s duas a tr&#xEA;s horas, e n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos de pico ap&#xF3;s 6 a 11 horas.</p> <h4>Metabolismo</h4> <p>Cloridrato de Diltiazem sofre um extenso efeito de metabolismo de primeira passagem, resultando numa biodisponibilidade absoluta (em compara&#xE7;&#xE3;o &#xE0; administra&#xE7;&#xE3;o endovenosa) de cerca de 40%. A liga&#xE7;&#xE3;o de Cloridrato de Diltiazem com prote&#xED;na &#xE9; cerca de 80%. O Cloridrato de Diltiazem &#xE9; submetido a extenso metabolismo, principalmente pela isoenzima CYP3A4 do citocromo P450.</p> <p>Quando Cloridrato de Diltiazem foi administrado oralmente em adultos saud&#xE1;veis do sexo masculino, as principais vias metab&#xF3;licas foram desamina&#xE7;&#xE3;o oxidativa, desmetila&#xE7;&#xE3;o oxidativa, desacetila&#xE7;&#xE3;o e conjuga&#xE7;&#xE3;o.</p> <h4>Elimina&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>Cerca de 2 a 4% da dose &#xE9; excretada na urina como Cloridrato de Diltiazem inalterado e restante excretado como metab&#xF3;litos na bile e urina. O Cloridrato de Diltiazem e seus metab&#xF3;litos s&#xE3;o pouco dialis&#xE1;veis. A meia-vida de Cloridrato de Diltiazem &#xE9; relatada a ser cerca de 3 a 8 horas.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Cardizem?

Mantenha em temperatura ambiente (15 ºC a 30 ºC), protegido da luz e da umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características do medicamento

Cardizem comprimidos&nbsp;30 mg e 60 mg

Os comprimidos são brancos, redondos, planos em ambas as faces, brilhantes e com bordas chanfradas. A face superior apresenta sulco central e a gravação “30D” ou “60D” e a face inferior o logo da empresa.

Cardizem cápsula SR 90 mg

As cápsulas são duras, com tampa marrom, gravado em branco “90 mg” e no corpo amarelo gravado “Cardizem SR”. Dentro das cápsulas há grânulos revestidos brancos.

Cardizem cápsula SR 120 mg

As cápsulas&nbsp;são duras, com tampa marrom-chocolate gravado em branco “120 mg” e no corpo caramelo gravado “Cardizem SR”. Dentro das cápsulas há grânulos revestidos brancos.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Apresentações do Cardizem

Comprimidos de 30 mg e 60 mg

Embalagem com 50 comprimidos.

Uso adulto.

Uso oral.

Cápsula de liberação prolongada de 90 mg e 120 mg

Embalagem com 20 cápsulas.

Uso adulto.

Uso oral.

Dizeres Legais do Cardizem

M.S - 1.0367.0062

Farm. Resp.:
Ana Carolina Scandura Cardillo
CRF-SP 22440

Boehringer Ingelheim do Brasil Quím. e Farm. Ltda.
Rod. Régis Bittencourt, km 286
Itapecerica da Serra – SP
CNPJ 60.831.658/0021-10
Indústria Brasileira



SAC
0800-7016633

Venda sob prescrição médica.

240mg, caixa com 16 cápsulas gelatinosas duras de liberação prolongada

Princípio ativo
:
Cloridrato De Diltiazem
Classe Terapêutica
:
Antagonistas do Cálcio Puros
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Venda Sob Prescrição Médica)
Categoria
:
Sistema Cardiovascular (Circulação)
Especialidade
:
Cardiologia

Bula do medicamento

Cardizem, para o que é indicado e para o que serve?

Cardizem é indicado para tratamento de pressão alta, angina pectoris (dores fortes no peito e falta de ar) e coronariopatias (problemas nos vasos que irrigam o coração) acompanhadas ou não de pressão alta e/ou taquicardia (palpitações constantes e duradouras).

Quais as contraindicações do Cardizem?

Você não deve usar Cardizem se tiver problema no sistema que controla o ritmo do coração (nó sinoatrial) e/ou bloqueio atrioventricular de 2º ou 3º grau (problema que altera a condução de estímulos elétricos no coração), a não ser que esteja usando marca-passo; insuficiência cardíaca congestiva descompensada (coração inchado descompensado); diminuição acentuada das batidas do coração; alergia a substância ativa ou a qualquer componente da fórmula; se estiver grávida ou caso exista a possibilidade de estar grávida; se estiver fazendo uso de medicamentos com adunaprevir, cloridrato de ivabradina ou mesilato de lomitapida.

Como usar o Cardizem?

Comprimidos 30 mg e 90 mg / Cápsulas 90 mg e 120 mg

Cardizem deve ser tomado por via oral com água, nos horários indicados.

A dose prescrita pelo seu médico pode variar de acordo com a sua idade e sintomas.

Pacientes idosos devem iniciar o tratamento com baixas doses, sob monitoramento médico.

Cardizem deve ser administrado com especial cautela em pacientes com mau funcionamento do fígado.

A segurança de Cardizem não foi estabelecida em pacientes pediátricos.

Exclusivo comprimidos 30 mg e 60 mg

O tratamento deve ser iniciado com 30 mg, 4 vezes ao dia, antes das 3 principais refeições do dia e ao deitar.

A dose deve ser aumentada aos poucos, de um em um, ou de dois em dois dias, se for preciso, até chegar a dose certa, que pode variar de 180 mg a 240 mg ao dia (60 mg, 3 a 4 vezes ao dia), conforme recomendado pelo seu médico.

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem conhecimento do seu médico.

Exclusivo cápsulas&nbsp;90 mg e 120 mg

A posologia deve ser ajustada de acordo com as necessidades de cada paciente, podendo variar de 90 mg a 360 mg ao dia.

A posologia média usual é de 1 cápsula, duas vezes ao dia (180 mg a 240 mg/dia), pela manhã e à noite (de 12 em 12 horas, se possível).

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem conhecimento do seu médico.

Como o Cardizem funciona?

Cardizem é um antianginoso (reduz as dores fortes no peito), anti-hipertensivo (dilata os vasos sanguíneos reduzindo a pressão arterial) e antiarrítmico (estabiliza o ritmo do coração).

A vantagem de Cardizem em relação aos medicamentos semelhantes é que seu efeito ocorre de forma gradual, e isso o torna mais bem tolerado. O efeito se inicia cerca de 3 horas após ser tomado.

Quais cuidados devo ter ao usar o Cardizem?

Comprimidos 30 mg e 90 mg / Cápsulas 90 mg e 120 mg

Você deve usar Cardizem com cuidado se tiver bloqueio atrioventricular de 1° grau (problema que altera a condução de estímulos elétricos no coração); mau funcionamento do coração, com diminuição dos batimentos do coração e pressão arterial excessivamente baixa. Nesses casos, será necessário o controle constante pelo seu médico.

Recomendam-se cuidados especiais nos casos de mau funcionamento do fígado ou dos rins e com pacientes que usam betabloqueadores (propranolol, atenolol) ou digitálicos (digoxina).

Não interrompa o uso de Cardizem sem antes consultar seu médico. Você não deve interromper o tratamento de forma abrupta: deve-se reduzir a dose gradualmente sob acompanhamento médico.

Dependendo da dose usada, podem ocorrer sintomas de pressão baixa. Em casos raros, pode ocorrer aumento das enzimas do fígado.

Idosos devem usar Cardizem com cautela, pois podem ter a duração do seu efeito aumentado.

Efeitos na capacidade de dirigir e operar máquinas

Você não deve dirigir, operar máquinas ou desempenhar atividades perigosas, como trabalhar em lugares altos, durante o tratamento com Cardizem, pois podem ocorrer tonturas.

Gravidez e Amamentação

O uso de Cardizem não é recomendado durante a gravidez ou para mulheres que possam engravidar e na amamentação, por não haver estudos suficientes com essa população. Estudos em animais demonstraram malformações e toxicidade para a prole.

Se o tratamento com Cardizem for considerado essencial, a amamentação deve ser interrompida durante o tratamento. Cardizem é excretado no leite materno.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Exclusivo comprimidos 30 mg e 90 mg

Cardizem não age rapidamente, porque a sua substância ativa se encontra na matriz do comprimido e é liberada aos poucos. Em alguns casos, essa matriz não é absorvida no intestino e pode ser encontrada nas fezes. Isso não prejudica o funcionamento do medicamento, uma vez que a substância ativa já foi liberada e absorvida.

Exclusivo cápsulas 90 mg e 120 mg

Atenção diabéticos: contém açúcar.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Cardizem?

Reações comuns

Hipersensibilidade (alergia), anorexia (falta de apetite), dor de cabeça profunda, azia.

Reações incomuns

Tontura, dor de cabeça, bradicardia (batimento lento do coração), bloqueio atrioventricular (problema com o ritmo do coração), rubor (vermelhidão na face), constipação (prisão de ventre), enjoo, dor abdominal, desconforto estomacal, erupção cutânea (rash - vermelhidão, descamação e coceira na pele) e mal-estar.

Reações raras

Palpitação, dispepsia (indigestão), boca seca, prurido (coceira), urticária (placas elevadas na pele, geralmente com coceira), sede, edema periférico (inchaço nas pernas e pés), hipotensão (queda da pressão), sonolência, insônia, parada sinusal (parada no estímulo do coração), dor no peito, câimbras na batata da perna, astenia (sensação de fraqueza), icterícia (coloração amarelada dos olhos e da pele), erupção eritematosa multiforme (erupções bolhosas da pele e mucosa), fezes amolecidas e diarreia.

Reações com frequência desconhecida

Sintomas do tipo Parkinson (como rigidez muscular, tremor no repouso, diminuição da mobilidade e instabilidade postural), alterações no ritmo e mau funcionamento do coração, hipertrofia gengival (crescimento excessivo da gengiva), mau funcionamento do fígado; síndrome de Stevens-Johnson (reação inflamatória grave de pele e também das mucosas, levando à formação de vesículas e bolhas), necrólise epidermal (reação que ocorre grande descamação da pele), eritema multiforme (manifestação grave na pele, com surgimento de bolhas); dermatite esfoliativa (pele avermelhada, escamativa, espessa), pustulose exantemática generalizada aguda (lesões na pele ou mucosa com pus, vermelhidão, descamação e coceira), reação de fotossensibilidade (sensibilidade à luz), ginecomastia (crescimento das mamas em homens), aumento das enzimas do fígado, arritmia (distúrbio do batimento ou ritmo cardíaco), mau funcionamento dos rins, assistolia (interrupção do estímulo elétrico ao coração), parestesia (sensações estranhas na pele de frio, calor e formigamento), tremor, poliúria e/ou nictúria (aumento da urina durante o dia e/ou noite), vômitos, aumento de peso, petéquias (pintas de sangue na pele), aumento do fígado, diminuição da contagem de plaquetas e leucócitos (células brancas), dormência.

Você deve interromper o tratamento com Cardizem se ocorrerem alguns desses sintomas:

Tontura, mau funcionamento do coração, reações graves da pele, inflamação da pele com esfoliação, pele avermelhada, bolhas, lesões na pele ou mucosa com pus, coceira, febre, erupção da pele, alteração no funcionamento do fígado ou coloração amarelada da pele.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Cardizem?

Continue tomando as próximas doses regularmente no horário habitual. Não duplique a dose na próxima tomada.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou de cirurgião-dentista.

Qual a composição do Cardizem?

Cardizem 30 mg

Cada comprimido contém:

30 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 27,57 mg de diltiazem.

Excipientes:&nbsp;lactose monoidratada, óleo de rícino hidrogenado, macrogol, estearato de magnésio.

Cardizem 60 mg

Cada comprimido contém:

60 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 55,14 mg de diltiazem.

Excipientes:&nbsp;lactose monoidratada, óleo de rícino hidrogenado, macrogol, estearato de magnésio.

Cardizem SR 90 mg

Cada cápsula contém:

90 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 82,72 mg de diltiazem.

Excipientes:&nbsp;nonpareil-103 (esferas de sacarose), talco, povidona, etilcelulose, sacarose, estearato de magnésio.

Cardizem SR 120&nbsp;mg

Cada cápsula contém:

120 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 110,29 mg de diltiazem.

Excipientes:&nbsp;nonpareil-103 (esferas de sacarose), talco, povidona, etilcelulose, sacarose, estearato de magnésio.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Cardizem maior do que a recomendada?

Em caso de dose excessiva de Cardizem, os sintomas variam conforme a quantidade ingerida. Pode ocorrer queda da pressão, batimentos cardíacos muito lentos, alteração no ritmo do coração, mau funcionamento do coração. Busque ajuda médica sem atraso.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Cardizem com outros remédios?

Cardizem não deve ser usado em conjunto com os seguintes medicamentos:

Asunaprevir e cloridrato de daclatasvir/asunaprevir/cloridrato de beclabuvir, podendo ocorrer transtornos no fígado e na vesícula biliar; cloridrato de ivabradina, podendo ocorrer bradicardia (batimento lento do coração) excessiva; mesilato de lomitapida, levando à diminuição do seu efeito.

Cardizem deve ser usado com cuidado pois pode aumentar a quantidade no sangue das seguintes substâncias, intensificando seus efeitos:

Digoxina, metildigoxina (pode ser necessário diminuir a dose devido à toxicidade); anti-hipertensivos (ácido nítrico – deve-se monitorar a pressão); betabloqueadores (como propranolol, atenolol, bisoprolol, carvedilol e outros, usados no tratamento de problemas do coração e de hipertensão arterial), podendo ocorrer mau funcionamento do coração, principalmente se você tiver problemas no músculo do coração; antagonistas do cálcio (nifedipino, anlodipino); midazolam (agente sedativo hipnótico); carbamazepina (antiepiléptico, antimaníaco), podendo ocorrer sonolência, enjoo, vômitos e tonturas; selegilina (antiparkinsoniano), com efeitos tóxicos intensificados; teofilina (broncodilatador), podendo ocorrer enjoo, vômitos, cefaleia e insônia; cilostazol (antiplaquetário); apixabana (anticoagulante oral); vinorelbina (usado no câncer); ciclosporina (usado no reumatismo e pós-transplantes), podendo ocorrer efeitos tóxicos nos rins, sendo necessária a redução da dose; tacrolimo, podendo ocorrer distúrbios renais; fenitoína (antiepiléptico), podendo ocorrer falta de coordenação dos movimentos, tonturas, movimentos oculares oscilatórios, rítmicos e repetitivos, e ainda diminuir o efeito de Cardizem; estatinas (como sinvastatina, atorvastatina, rosuvastatina e outros, usados para reduzir o colesterol no sangue), podendo ocorrer eventos adversos como dor muscular, doenças musculares e raros casos de destruição muscular e podendo ainda causar toxicidade nos rins; relaxantes musculares (pancurônio); imipramina, deve-se monitorar sinais e sintomas de toxicidade da imipramina.

O efeito de Cardizem pode aumentar se usado com agentes antiarrítmicos (como amiodarona, mexiletina) intensificando a depressão da estimulação e condução cardíaca; cimetidina (antiulceroso) e medicamentos para HIV (como ritonavir, saquinavir) aumentando o efeito anti-hipertensivo e bradicardia.

O efeito de Cardizem pode diminuir se usado com anti-inflamatórios não hormonais, especialmente indometacina (utilizado em inflamações e reumatismos) e rifampicina (para tuberculose), neste caso pode ser necessário o aumento da dose de Cardizem ou a substituição deste por outro medicamento.

Os anestésicos têm seu efeito aumentado no coração e na circulação com o uso de Cardizem; portanto, se você for passar por cirurgia, não deixe de informar ao anestesista sobre o uso de Cardizem.

Para todas estas interações, os sintomas devem ser informados ao médico, que poderá alterar a dose dos medicamentos ou interromper o uso.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Qual a ação da substância do Cardizem (Cloridrato de Diltiazem)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Efic&#xE1;cia na Angina <em>Pectoris</em> cr&#xF4;nica est&#xE1;vel</h3> <p>Na avalia&#xE7;&#xE3;o da redu&#xE7;&#xE3;o de epis&#xF3;dios de angina est&#xE1;vel, diversos estudos relatam a redu&#xE7;&#xE3;o variando entre 50% a 88,5% por semana. Para a angina de esfor&#xE7;o, a redu&#xE7;&#xE3;o de epis&#xF3;dios por semana, variou entre 42% a 73,6%<sup>1</sup>.</p> <p>A efic&#xE1;cia de Cloridrato de Cloridrato de Diltiazem (Cloridrato de Diltiazem) no tratamento de angina <em>pectoris </em>cr&#xF4;nica est&#xE1;vel foi avaliada por Glasser <em>et al</em><sup>3</sup> em um estudo multic&#xEA;ntrico, randomizado, duplo-cego, em grupos paralelos, controlado com placebo, com controle ativo (para um dos bra&#xE7;os do estudo). Foram admitidos pacientes adultos se cumprissem as condi&#xE7;&#xF5;es a seguir: tivessem <a href=\"https://consultaremedios.com.br/b/angina-cronica\" target=\"_blank\">angina cr&#xF4;nica</a> est&#xE1;vel desencadeada por esfor&#xE7;o f&#xED;sico e aliviada por repouso e uso de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/nitroglicerina/bula\" target=\"_blank\">nitroglicerina</a> sublingual; tivessem doen&#xE7;a arterial coron&#xE1;ria documentada; em duas visitas do per&#xED;odo introdut&#xF3;rio (run-in) fossem capazes de fazer esfor&#xE7;o em esteira por 3-7 min; desenvolvessem angina <em>pectoris </em>mais depress&#xE3;o do segmento ST do ECG em &#x2265;1 mm (acrescentada a qualquer pequena depress&#xE3;o do ST pr&#xE9;-existente), com persist&#xEA;ncia por &#x2265;0,08 s al&#xE9;m do ponto J; a dura&#xE7;&#xE3;o do exerc&#xED;cio na esteira variou &lt; 15% entre as visitas de qualifica&#xE7;&#xE3;o. Ap&#xF3;s o per&#xED;odo introdut&#xF3;rio de 2-3 semanas com placebo, os pacientes foram randomizados para grupos de tratamento com 180, 360 e 420 mg ao deitar-se, 360 mg pela manh&#xE3;, e placebo. Os designados para os&amp;nbsp;grupos com 360 e 420 mg iniciaram com uma dose de 240 mg por 1 semana antes de aumentar para sua dose designada. O per&#xED;odo de tratamento com a dose designada foi de 2 semanas para todos os participantes. Os participantes foram submetidos a um teste em esteira basal e final no per&#xED;odo entre 18-20 horas (n&#xED;vel vale para os pacientes com administra&#xE7;&#xE3;o noturna) e das 7-11 horas (n&#xED;vel vale para os pacientes com administra&#xE7;&#xE3;o matinal).</p> <p>Um total de 311 pacientes concluiu o estudo. Todas as doses com administra&#xE7;&#xE3;o ao deitar-se mostraram um aumento significante (p&lt;0,03) na dura&#xE7;&#xE3;o total do exerc&#xED;cio no n&#xED;vel vale em compara&#xE7;&#xE3;o com o placebo; com a dose de 360 mg administrada ao deitar-se mostrando o maior aumento. Entretanto, a dose matinal de 360 mg mostrou um aumento n&#xE3;o significante (p=0,06) no n&#xED;vel vale em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo. Todas as doses com administra&#xE7;&#xE3;o ao deitar-se tamb&#xE9;m mostraram um aumento significante (p&#x2264;0,0002) na dura&#xE7;&#xE3;o do exerc&#xED;cio entre 7-11 horas em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo; a dose de 360 mg ao deitar-se mostrou uma melhora de quatro vezes em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo, comparativamente &#xE0; dose matinal. O tempo para in&#xED;cio da angina aumentou de forma significante para todas as doses ao deitar-se em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo tanto para o teste de esfor&#xE7;o das 18-20 horas (p&lt;0,02) quanto para o teste das 7-11 horas (p&lt;0,03). Apenas a dose de 360 mg ao deitar-se mostrou um aumento significante (p&lt;0,03) no tempo para in&#xED;cio da isquemia mioc&#xE1;rdica para o teste de esfor&#xE7;o entre 18-20 horas, mas para o teste entre 7-11 horas, todas as doses com administra&#xE7;&#xE3;o ao deitar-se mostraram um aumento significante (p&lt;0,03) em rela&#xE7;&#xE3;o ao placebo<sup>2,3</sup>.</p> <h3>Efic&#xE1;cia no tratamento da Hipertens&#xE3;o</h3> <p>Em estudo da efic&#xE1;cia terap&#xEA;utica de Cloridrato de Diltiazem como monoterapia para hipertens&#xE3;o 52% dos indiv&#xED;duos foram considerados respondedores conforme press&#xE3;o sist&#xF3;lica &lt;140 mm Hg; e 75%, conforme press&#xE3;o diast&#xF3;lica &lt;90 mm Hg, ap&#xF3;s 4 a 8 semanas<sup>1</sup>.</p> <p>A efic&#xE1;cia de Cloridrato de Diltiazem foi avaliada em um estudo multic&#xEA;ntrico, randomizado, duplo-cego, em grupos paralelos de resposta &#xE0; dose, e controlado com placebo realizado por Glasser <em>et al</em><sup>4</sup>. Doses de Cloridrato de Diltiazem 120, 240, 360 e 540 mg/dia foram avaliadas comparativamente a 360 mg/dia pela manh&#xE3; e placebo.</p> <h4>Os adultos participantes foram admitidos ao estudo se cumprissem as condi&#xE7;&#xF5;es a seguir:</h4> <ul> <li>Sua PA m&#xE9;dia sist&#xF3;lica na posi&#xE7;&#xE3;o sentada (sePAS) fosse 7 mm Hg; sua PAD ambulat&#xF3;ria m&#xE9;dia diurna (amPAD) fosse 90-114 mm Hg (inclusive) na avalia&#xE7;&#xE3;o basal. Ap&#xF3;s um per&#xED;odo inicial introdut&#xF3;rio de 3-4 semanas com placebo, 429 homens e mulheres adultos (89,1% dos recrutados) realizaram um tratamento por 7 semanas. As doses noturnas &#x2265;240 mg mostraram redu&#xE7;&#xF5;es da amPAD significantes, relacionadas &#xE0; dose, entre o basal e a avalia&#xE7;&#xE3;o final (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para mudan&#xE7;a entre basal e final na amPAD para as doses de 120, 240, 360 e 540 mg foram respectivamente de -1,92, -4,26, -4,38 e -8,02 mm Hg). Al&#xE9;m disto, a dose noturna de 360 mg se associou com uma redu&#xE7;&#xE3;o significantemente maior na amPAD entre as 6-12 horas do que a dose matinal de 360 mg (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos foi de -3,3 mm Hg; p=0,0004). Foram obtidos resultados similares para a amPAS (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos foi de -5,32 mm Hg; p=0,0004). Ocorreram tamb&#xE9;m redu&#xE7;&#xF5;es m&#xE9;dias relacionadas &#xE0; dose na frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca (FC) desde o basal at&#xE9; a avalia&#xE7;&#xE3;o final, com redu&#xE7;&#xF5;es maiores no per&#xED;odo entre as 6-12 horas. Em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo, apenas doses &#x2265;360 mg mostraram redu&#xE7;&#xF5;es m&#xE9;dias significantes (p&lt;0,05) da FC em 24 horas<sup>2,4</sup>.</li> </ul> <h4>Estudo comparativo com anlodipino</h4> <p>Wright <em>et al</em>.<sup>5</sup> comparou a efic&#xE1;cia da administra&#xE7;&#xE3;o noturna de Cloridrato de Diltiazem com a administra&#xE7;&#xE3;o matinal de anlodipino em um estudo multic&#xEA;ntrico, randomizado, duplo-cego, em grupos paralelos, com controle ativo, para avaliar a dose-para-efeito.</p> <h5>Os participantes foram admitidos se cumprissem as condi&#xE7;&#xF5;es a seguir:</h5> <ul> <li>Fossem adultos de etnia afro-americana; sua sePAD em duas visitas consecutivas introdut&#xF3;rias fosse entre 90-109 mm Hg (inclusive); suas duas leituras de sePAD de qualifica&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o diferissem em mais de 8 mm Hg; a m&#xE9;dia das duas sePAS medidas no mesmo dia fosse &lt;180 mm Hg; sua amPAD fosse 85-109 mm Hg (inclusive); tivessem um intervalo PR no ECG &lt;220 ms na avalia&#xE7;&#xE3;o basal; se fossem diab&#xE9;ticos, seu diabetes deveria estar controlado; eles deveriam ter um esquema de trabalho diurno. Ap&#xF3;s 3-4 semanas do per&#xED;odo introdut&#xF3;rio (run-in) com placebo, os pacientes foram randomizados para receber Cloridrato de Diltiazem 360 mg &#xE0; noite, ou anlodipino 5 mg como dose diurna, e tratados por 6 semanas. Ap&#xF3;s 6 semanas, se a sePAS/sePAD do paciente fosse &#x2265;130/85, as doses eram aumentadas para Cloridrato de Diltiazem 540 mg ou anlodipino 10 mg nas 6 semanas seguintes; os pacientes com PA abaixo deste limite continuaram com a sua dose inicial nas 6 semanas seguintes. Um total de 262 participantes concluiu as 12 semanas do estudo (97,8% dos recrutados). Cloridrato de Diltiazem mostrou redu&#xE7;&#xF5;es significantemente maiores da amPAD do que anlodipino para as primeiras 4 horas ap&#xF3;s o despertar (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os&amp;nbsp;tratamentos foi de 3,5 mm Hg; p&lt;0,0049) e tamb&#xE9;m entre as 6-12 horas (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos de 3,2 mm Hg; p&lt;0,0019). N&#xE3;o houve diferen&#xE7;a significante na modifica&#xE7;&#xE3;o desde o basal na amPAD m&#xE9;dia de 24 horas entre os tratamentos. Durante os tr&#xEA;s intervalos de tempo monitorados, Cloridrato de Diltiazem reduziu a FC, enquanto anlodipino aumentou a FC. As redu&#xE7;&#xF5;es no produto frequ&#xEA;ncia-press&#xE3;o (RPP) foram significantemente maiores (p&#x2264;0,0008) com o tratamento com Cloridrato de Diltiazem do que com anlodipino<sup>2,5</sup>.</li> </ul> <h4>Estudo comparativo com <a href=\"https://consultaremedios.com.br/ramipril/bula\" target=\"_blank\">ramipril</a></h4> <p>A efic&#xE1;cia de Cloridrato de Diltiazem foi comparada com ramipril por White <em>et al</em><sup>6</sup> em um estudo multic&#xEA;ntrico, duplo-cego, randomizado, em grupos paralelos de titula&#xE7;&#xE3;o at&#xE9; o efeito.</p> <h5>Os pacientes adultos foram admitidos ao estudo se cumprissem as condi&#xE7;&#xF5;es a seguir:</h5> <ul> <li>Sua sePAD fosse &#x2265;90, mas 130/85. Um total de 348 pacientes (91,2% dos recrutados) concluiu o estudo. Cloridrato de Diltiazem mostrou redu&#xE7;&#xF5;es significantemente maiores da amPA do que ramipril nas primeiras 4 horas ap&#xF3;s o despertar (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos foi 4,4 mm Hg; p&lt;0,0023 para amPAS; 6,7 mm Hg; p&lt;0,0001 para amPAD), e tamb&#xE9;m para o per&#xED;odo entre 6-12 horas (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos de 3,8 mm Hg; p&lt;0,0045 para amPAS; 6,3 mm Hg, p&lt;0,0001 para amPAD). Os pacientes tratados com Cloridrato de Diltiazem tamb&#xE9;m obtiveram maiores redu&#xE7;&#xF5;es na amPAD m&#xE9;dia de 24 horas, frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca matinal e RPP, do que os tratados com ramipril<sup>2,6</sup>.</li> </ul> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Markhan A, Brogden RN. Cloridrato de Diltiazem. A review of its pharmacology and therapeutic use in older patients. Drugs Aging. 1993;3(4):363-90.<br> 2. Claas, SA, Glasser SP. Long-acting Cloridrato de Diltiazem HCL for the chronotherapeutic treatment of hypertension and chronic stable angina pectoris. Expert Opin. Pharmacother. 2005;6(5): 765-76.<br> 3. Glasser SP, Gana TJ, Pascual LG, Albert KS. Efficacy and safety of a once-daily graded-release Cloridrato de Diltiazem formulation dosed at bedtime compared to placebo and to morning dosing in chronic stable angina pectoris. Am Heart J. 2005;149(2):e1-9.<br> 4. Glasser SP, Neutel JM, Gana TJ, Albert KS. Efficacy and safety of a once daily graded-release Cloridrato de Diltiazem formulation in essential hypertension. Am J Hypertens. 2003;16(1):51-8.<br> 5. Wright JT, Sica DA, Gana TJ, Bohannon K, Pascual LG, Albert KS. Antihypertensive efficacy of night-time graded-release Cloridrato de Diltiazem versus morning amlodipine in African Americans. Am J Hypertens. 2004;17(9):734-42.<br> 6. White WB, Lacourciere Y, Gana T, Pascual MG, Smith DH, Albert KS. Effects of graded-release Cloridrato de Diltiazem versus ramipril, dosed at bedtime, on early morning blood pressure, heart rate, and the rate-pressure product. Am Heart J. 2004;148(4):628-34.</br></br></br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <p>O Cloridrato de Diltiazem &#xE9; um bloqueador dos canais de c&#xE1;lcio, que age inibindo a entrada do &#xED;on c&#xE1;lcio nas c&#xE9;lulas ou a sua mobiliza&#xE7;&#xE3;o dos estoques intracelulares.</p> <p>No tecido vascular, o Cloridrato de Diltiazem relaxa a musculatura lisa arterial. Entretanto, Cloridrato de Diltiazem n&#xE3;o tem efeito no leito venoso.&amp;nbsp;</p> <p>No cora&#xE7;&#xE3;o, o bloqueio dos canais de c&#xE1;lcio pode resultar num efeito inotr&#xF3;pico negativo, uma vez que, dentro do mi&#xF3;cito, o &#xED;on c&#xE1;lcio &#xE9; necess&#xE1;rio para liberar o aparelho contr&#xE1;til, permitindo que a intera&#xE7;&#xE3;o actina-miosina cause a contra&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>O Cloridrato de Diltiazem tamb&#xE9;m possui efeito cronotr&#xF3;pico negativo, na medida em que diminui a condu&#xE7;&#xE3;o atrioventricular e a frequ&#xEA;ncia do marcapasso sinusal.</p> <p>O Cloridrato de Diltiazem diminui a resist&#xEA;ncia vascular coronariana e aumenta o fluxo sangu&#xED;neo coronariano.</p> <p>Causa diminui&#xE7;&#xE3;o da resist&#xEA;ncia vascular perif&#xE9;rica e da press&#xE3;o arterial sist&#xF3;lica e diast&#xF3;lica.</p> <p>Em pacientes com doen&#xE7;a isqu&#xEA;mica coronariana, Cloridrato de Diltiazem reduz o produto frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca x press&#xE3;o arterial durante o exerc&#xED;cio, aumentando a toler&#xE2;ncia ao exerc&#xED;cio sem deprimir o desempenho card&#xED;aco.</p> <p>Na angina do peito por espasmos coronarianos, o efeito antianginoso do Cloridrato de Diltiazem deve-se &#xE0; dilata&#xE7;&#xE3;o das coron&#xE1;rias epic&#xE1;rdicas e subendoc&#xE1;rdicas. Na angina de esfor&#xE7;o, o Cloridrato de Diltiazem proporciona aumento da toler&#xE2;ncia ao exerc&#xED;cio f&#xED;sico, devido &#xE0; redu&#xE7;&#xE3;o do consumo de oxig&#xEA;nio do mioc&#xE1;rdio: o Cloridrato de Diltiazem promove a redu&#xE7;&#xE3;o da frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca e da tens&#xE3;o arterial sist&#xEA;mica, face &#xE0; sobrecarga f&#xED;sica subm&#xE1;xima e m&#xE1;xima, comparado com outros antagonistas do c&#xE1;lcio. Os efeitos sobre o cora&#xE7;&#xE3;o s&#xE3;o acompanhados por diminui&#xE7;&#xE3;o da tens&#xE3;o arterial e da resist&#xEA;ncia perif&#xE9;rica.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <h4>Absor&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>O Cloridrato de Diltiazem &#xE9; quase completamente absorvido pelo trato gastrintestinal.</p> <p>A concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral de comprimidos de 60 mg de Cloridrato de Diltiazem a adultos saud&#xE1;veis do sexo masculino, alcan&#xE7;ou o n&#xED;vel m&#xE1;ximo ap&#xF3;s 3 a 5 horas da administra&#xE7;&#xE3;o, e a partir de ent&#xE3;o diminu&#xED;ram com uma meia-vida de elimina&#xE7;&#xE3;o de 4,5 horas. Com a administra&#xE7;&#xE3;o oral repetida, a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica atingiu um estado de equil&#xED;brio no segundo dia ou ap&#xF3;s. A concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica foi de cerca de 40 ng/ml cerca de 2 a 4 horas ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o em pacientes tratados em longo prazo com administra&#xE7;&#xE3;o de 90 mg/dia divididos em 3 doses.</p> <p>Ap&#xF3;s dose oral &#xFA;nica de 120 mg da formula&#xE7;&#xE3;o SR obt&#xEA;m-se n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos detect&#xE1;veis ap&#xF3;s duas a tr&#xEA;s horas, e n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos de pico ap&#xF3;s 6 a 11 horas.</p> <h4>Metabolismo</h4> <p>Cloridrato de Diltiazem sofre um extenso efeito de metabolismo de primeira passagem, resultando numa biodisponibilidade absoluta (em compara&#xE7;&#xE3;o &#xE0; administra&#xE7;&#xE3;o endovenosa) de cerca de 40%. A liga&#xE7;&#xE3;o de Cloridrato de Diltiazem com prote&#xED;na &#xE9; cerca de 80%. O Cloridrato de Diltiazem &#xE9; submetido a extenso metabolismo, principalmente pela isoenzima CYP3A4 do citocromo P450.</p> <p>Quando Cloridrato de Diltiazem foi administrado oralmente em adultos saud&#xE1;veis do sexo masculino, as principais vias metab&#xF3;licas foram desamina&#xE7;&#xE3;o oxidativa, desmetila&#xE7;&#xE3;o oxidativa, desacetila&#xE7;&#xE3;o e conjuga&#xE7;&#xE3;o.</p> <h4>Elimina&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>Cerca de 2 a 4% da dose &#xE9; excretada na urina como Cloridrato de Diltiazem inalterado e restante excretado como metab&#xF3;litos na bile e urina. O Cloridrato de Diltiazem e seus metab&#xF3;litos s&#xE3;o pouco dialis&#xE1;veis. A meia-vida de Cloridrato de Diltiazem &#xE9; relatada a ser cerca de 3 a 8 horas.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Cardizem?

Mantenha em temperatura ambiente (15 ºC a 30 ºC), protegido da luz e da umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características do medicamento

Cardizem comprimidos&nbsp;30 mg e 60 mg

Os comprimidos são brancos, redondos, planos em ambas as faces, brilhantes e com bordas chanfradas. A face superior apresenta sulco central e a gravação “30D” ou “60D” e a face inferior o logo da empresa.

Cardizem cápsula SR 90 mg

As cápsulas são duras, com tampa marrom, gravado em branco “90 mg” e no corpo amarelo gravado “Cardizem SR”. Dentro das cápsulas há grânulos revestidos brancos.

Cardizem cápsula SR 120 mg

As cápsulas&nbsp;são duras, com tampa marrom-chocolate gravado em branco “120 mg” e no corpo caramelo gravado “Cardizem SR”. Dentro das cápsulas há grânulos revestidos brancos.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Apresentações do Cardizem

Comprimidos de 30 mg e 60 mg

Embalagem com 50 comprimidos.

Uso adulto.

Uso oral.

Cápsula de liberação prolongada de 90 mg e 120 mg

Embalagem com 20 cápsulas.

Uso adulto.

Uso oral.

Dizeres Legais do Cardizem

M.S - 1.0367.0062

Farm. Resp.:
Ana Carolina Scandura Cardillo
CRF-SP 22440

Boehringer Ingelheim do Brasil Quím. e Farm. Ltda.
Rod. Régis Bittencourt, km 286
Itapecerica da Serra – SP
CNPJ 60.831.658/0021-10
Indústria Brasileira



SAC
0800-7016633

Venda sob prescrição médica.

30mg, caixa com 20 comprimidos

Princípio ativo
:
Cloridrato De Diltiazem
Classe Terapêutica
:
Antagonistas do Cálcio Puros
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Venda Sob Prescrição Médica)
Categoria
:
Sistema Cardiovascular (Circulação)
Especialidade
:
Cardiologia

Bula do medicamento

Cardizem, para o que é indicado e para o que serve?

Cardizem é indicado para tratamento de pressão alta, angina pectoris (dores fortes no peito e falta de ar) e coronariopatias (problemas nos vasos que irrigam o coração) acompanhadas ou não de pressão alta e/ou taquicardia (palpitações constantes e duradouras).

Quais as contraindicações do Cardizem?

Você não deve usar Cardizem se tiver problema no sistema que controla o ritmo do coração (nó sinoatrial) e/ou bloqueio atrioventricular de 2º ou 3º grau (problema que altera a condução de estímulos elétricos no coração), a não ser que esteja usando marca-passo; insuficiência cardíaca congestiva descompensada (coração inchado descompensado); diminuição acentuada das batidas do coração; alergia a substância ativa ou a qualquer componente da fórmula; se estiver grávida ou caso exista a possibilidade de estar grávida; se estiver fazendo uso de medicamentos com adunaprevir, cloridrato de ivabradina ou mesilato de lomitapida.

Como usar o Cardizem?

Comprimidos 30 mg e 90 mg / Cápsulas 90 mg e 120 mg

Cardizem deve ser tomado por via oral com água, nos horários indicados.

A dose prescrita pelo seu médico pode variar de acordo com a sua idade e sintomas.

Pacientes idosos devem iniciar o tratamento com baixas doses, sob monitoramento médico.

Cardizem deve ser administrado com especial cautela em pacientes com mau funcionamento do fígado.

A segurança de Cardizem não foi estabelecida em pacientes pediátricos.

Exclusivo comprimidos 30 mg e 60 mg

O tratamento deve ser iniciado com 30 mg, 4 vezes ao dia, antes das 3 principais refeições do dia e ao deitar.

A dose deve ser aumentada aos poucos, de um em um, ou de dois em dois dias, se for preciso, até chegar a dose certa, que pode variar de 180 mg a 240 mg ao dia (60 mg, 3 a 4 vezes ao dia), conforme recomendado pelo seu médico.

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem conhecimento do seu médico.

Exclusivo cápsulas&nbsp;90 mg e 120 mg

A posologia deve ser ajustada de acordo com as necessidades de cada paciente, podendo variar de 90 mg a 360 mg ao dia.

A posologia média usual é de 1 cápsula, duas vezes ao dia (180 mg a 240 mg/dia), pela manhã e à noite (de 12 em 12 horas, se possível).

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem conhecimento do seu médico.

Como o Cardizem funciona?

Cardizem é um antianginoso (reduz as dores fortes no peito), anti-hipertensivo (dilata os vasos sanguíneos reduzindo a pressão arterial) e antiarrítmico (estabiliza o ritmo do coração).

A vantagem de Cardizem em relação aos medicamentos semelhantes é que seu efeito ocorre de forma gradual, e isso o torna mais bem tolerado. O efeito se inicia cerca de 3 horas após ser tomado.

Quais cuidados devo ter ao usar o Cardizem?

Comprimidos 30 mg e 90 mg / Cápsulas 90 mg e 120 mg

Você deve usar Cardizem com cuidado se tiver bloqueio atrioventricular de 1° grau (problema que altera a condução de estímulos elétricos no coração); mau funcionamento do coração, com diminuição dos batimentos do coração e pressão arterial excessivamente baixa. Nesses casos, será necessário o controle constante pelo seu médico.

Recomendam-se cuidados especiais nos casos de mau funcionamento do fígado ou dos rins e com pacientes que usam betabloqueadores (propranolol, atenolol) ou digitálicos (digoxina).

Não interrompa o uso de Cardizem sem antes consultar seu médico. Você não deve interromper o tratamento de forma abrupta: deve-se reduzir a dose gradualmente sob acompanhamento médico.

Dependendo da dose usada, podem ocorrer sintomas de pressão baixa. Em casos raros, pode ocorrer aumento das enzimas do fígado.

Idosos devem usar Cardizem com cautela, pois podem ter a duração do seu efeito aumentado.

Efeitos na capacidade de dirigir e operar máquinas

Você não deve dirigir, operar máquinas ou desempenhar atividades perigosas, como trabalhar em lugares altos, durante o tratamento com Cardizem, pois podem ocorrer tonturas.

Gravidez e Amamentação

O uso de Cardizem não é recomendado durante a gravidez ou para mulheres que possam engravidar e na amamentação, por não haver estudos suficientes com essa população. Estudos em animais demonstraram malformações e toxicidade para a prole.

Se o tratamento com Cardizem for considerado essencial, a amamentação deve ser interrompida durante o tratamento. Cardizem é excretado no leite materno.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Exclusivo comprimidos 30 mg e 90 mg

Cardizem não age rapidamente, porque a sua substância ativa se encontra na matriz do comprimido e é liberada aos poucos. Em alguns casos, essa matriz não é absorvida no intestino e pode ser encontrada nas fezes. Isso não prejudica o funcionamento do medicamento, uma vez que a substância ativa já foi liberada e absorvida.

Exclusivo cápsulas 90 mg e 120 mg

Atenção diabéticos: contém açúcar.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Cardizem?

Reações comuns

Hipersensibilidade (alergia), anorexia (falta de apetite), dor de cabeça profunda, azia.

Reações incomuns

Tontura, dor de cabeça, bradicardia (batimento lento do coração), bloqueio atrioventricular (problema com o ritmo do coração), rubor (vermelhidão na face), constipação (prisão de ventre), enjoo, dor abdominal, desconforto estomacal, erupção cutânea (rash - vermelhidão, descamação e coceira na pele) e mal-estar.

Reações raras

Palpitação, dispepsia (indigestão), boca seca, prurido (coceira), urticária (placas elevadas na pele, geralmente com coceira), sede, edema periférico (inchaço nas pernas e pés), hipotensão (queda da pressão), sonolência, insônia, parada sinusal (parada no estímulo do coração), dor no peito, câimbras na batata da perna, astenia (sensação de fraqueza), icterícia (coloração amarelada dos olhos e da pele), erupção eritematosa multiforme (erupções bolhosas da pele e mucosa), fezes amolecidas e diarreia.

Reações com frequência desconhecida

Sintomas do tipo Parkinson (como rigidez muscular, tremor no repouso, diminuição da mobilidade e instabilidade postural), alterações no ritmo e mau funcionamento do coração, hipertrofia gengival (crescimento excessivo da gengiva), mau funcionamento do fígado; síndrome de Stevens-Johnson (reação inflamatória grave de pele e também das mucosas, levando à formação de vesículas e bolhas), necrólise epidermal (reação que ocorre grande descamação da pele), eritema multiforme (manifestação grave na pele, com surgimento de bolhas); dermatite esfoliativa (pele avermelhada, escamativa, espessa), pustulose exantemática generalizada aguda (lesões na pele ou mucosa com pus, vermelhidão, descamação e coceira), reação de fotossensibilidade (sensibilidade à luz), ginecomastia (crescimento das mamas em homens), aumento das enzimas do fígado, arritmia (distúrbio do batimento ou ritmo cardíaco), mau funcionamento dos rins, assistolia (interrupção do estímulo elétrico ao coração), parestesia (sensações estranhas na pele de frio, calor e formigamento), tremor, poliúria e/ou nictúria (aumento da urina durante o dia e/ou noite), vômitos, aumento de peso, petéquias (pintas de sangue na pele), aumento do fígado, diminuição da contagem de plaquetas e leucócitos (células brancas), dormência.

Você deve interromper o tratamento com Cardizem se ocorrerem alguns desses sintomas:

Tontura, mau funcionamento do coração, reações graves da pele, inflamação da pele com esfoliação, pele avermelhada, bolhas, lesões na pele ou mucosa com pus, coceira, febre, erupção da pele, alteração no funcionamento do fígado ou coloração amarelada da pele.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Cardizem?

Continue tomando as próximas doses regularmente no horário habitual. Não duplique a dose na próxima tomada.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou de cirurgião-dentista.

Qual a composição do Cardizem?

Cardizem 30 mg

Cada comprimido contém:

30 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 27,57 mg de diltiazem.

Excipientes:&nbsp;lactose monoidratada, óleo de rícino hidrogenado, macrogol, estearato de magnésio.

Cardizem 60 mg

Cada comprimido contém:

60 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 55,14 mg de diltiazem.

Excipientes:&nbsp;lactose monoidratada, óleo de rícino hidrogenado, macrogol, estearato de magnésio.

Cardizem SR 90 mg

Cada cápsula contém:

90 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 82,72 mg de diltiazem.

Excipientes:&nbsp;nonpareil-103 (esferas de sacarose), talco, povidona, etilcelulose, sacarose, estearato de magnésio.

Cardizem SR 120&nbsp;mg

Cada cápsula contém:

120 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 110,29 mg de diltiazem.

Excipientes:&nbsp;nonpareil-103 (esferas de sacarose), talco, povidona, etilcelulose, sacarose, estearato de magnésio.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Cardizem maior do que a recomendada?

Em caso de dose excessiva de Cardizem, os sintomas variam conforme a quantidade ingerida. Pode ocorrer queda da pressão, batimentos cardíacos muito lentos, alteração no ritmo do coração, mau funcionamento do coração. Busque ajuda médica sem atraso.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Cardizem com outros remédios?

Cardizem não deve ser usado em conjunto com os seguintes medicamentos:

Asunaprevir e cloridrato de daclatasvir/asunaprevir/cloridrato de beclabuvir, podendo ocorrer transtornos no fígado e na vesícula biliar; cloridrato de ivabradina, podendo ocorrer bradicardia (batimento lento do coração) excessiva; mesilato de lomitapida, levando à diminuição do seu efeito.

Cardizem deve ser usado com cuidado pois pode aumentar a quantidade no sangue das seguintes substâncias, intensificando seus efeitos:

Digoxina, metildigoxina (pode ser necessário diminuir a dose devido à toxicidade); anti-hipertensivos (ácido nítrico – deve-se monitorar a pressão); betabloqueadores (como propranolol, atenolol, bisoprolol, carvedilol e outros, usados no tratamento de problemas do coração e de hipertensão arterial), podendo ocorrer mau funcionamento do coração, principalmente se você tiver problemas no músculo do coração; antagonistas do cálcio (nifedipino, anlodipino); midazolam (agente sedativo hipnótico); carbamazepina (antiepiléptico, antimaníaco), podendo ocorrer sonolência, enjoo, vômitos e tonturas; selegilina (antiparkinsoniano), com efeitos tóxicos intensificados; teofilina (broncodilatador), podendo ocorrer enjoo, vômitos, cefaleia e insônia; cilostazol (antiplaquetário); apixabana (anticoagulante oral); vinorelbina (usado no câncer); ciclosporina (usado no reumatismo e pós-transplantes), podendo ocorrer efeitos tóxicos nos rins, sendo necessária a redução da dose; tacrolimo, podendo ocorrer distúrbios renais; fenitoína (antiepiléptico), podendo ocorrer falta de coordenação dos movimentos, tonturas, movimentos oculares oscilatórios, rítmicos e repetitivos, e ainda diminuir o efeito de Cardizem; estatinas (como sinvastatina, atorvastatina, rosuvastatina e outros, usados para reduzir o colesterol no sangue), podendo ocorrer eventos adversos como dor muscular, doenças musculares e raros casos de destruição muscular e podendo ainda causar toxicidade nos rins; relaxantes musculares (pancurônio); imipramina, deve-se monitorar sinais e sintomas de toxicidade da imipramina.

O efeito de Cardizem pode aumentar se usado com agentes antiarrítmicos (como amiodarona, mexiletina) intensificando a depressão da estimulação e condução cardíaca; cimetidina (antiulceroso) e medicamentos para HIV (como ritonavir, saquinavir) aumentando o efeito anti-hipertensivo e bradicardia.

O efeito de Cardizem pode diminuir se usado com anti-inflamatórios não hormonais, especialmente indometacina (utilizado em inflamações e reumatismos) e rifampicina (para tuberculose), neste caso pode ser necessário o aumento da dose de Cardizem ou a substituição deste por outro medicamento.

Os anestésicos têm seu efeito aumentado no coração e na circulação com o uso de Cardizem; portanto, se você for passar por cirurgia, não deixe de informar ao anestesista sobre o uso de Cardizem.

Para todas estas interações, os sintomas devem ser informados ao médico, que poderá alterar a dose dos medicamentos ou interromper o uso.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Qual a ação da substância do Cardizem (Cloridrato de Diltiazem)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Efic&#xE1;cia na Angina <em>Pectoris</em> cr&#xF4;nica est&#xE1;vel</h3> <p>Na avalia&#xE7;&#xE3;o da redu&#xE7;&#xE3;o de epis&#xF3;dios de angina est&#xE1;vel, diversos estudos relatam a redu&#xE7;&#xE3;o variando entre 50% a 88,5% por semana. Para a angina de esfor&#xE7;o, a redu&#xE7;&#xE3;o de epis&#xF3;dios por semana, variou entre 42% a 73,6%<sup>1</sup>.</p> <p>A efic&#xE1;cia de Cloridrato de Cloridrato de Diltiazem (Cloridrato de Diltiazem) no tratamento de angina <em>pectoris </em>cr&#xF4;nica est&#xE1;vel foi avaliada por Glasser <em>et al</em><sup>3</sup> em um estudo multic&#xEA;ntrico, randomizado, duplo-cego, em grupos paralelos, controlado com placebo, com controle ativo (para um dos bra&#xE7;os do estudo). Foram admitidos pacientes adultos se cumprissem as condi&#xE7;&#xF5;es a seguir: tivessem <a href=\"https://consultaremedios.com.br/b/angina-cronica\" target=\"_blank\">angina cr&#xF4;nica</a> est&#xE1;vel desencadeada por esfor&#xE7;o f&#xED;sico e aliviada por repouso e uso de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/nitroglicerina/bula\" target=\"_blank\">nitroglicerina</a> sublingual; tivessem doen&#xE7;a arterial coron&#xE1;ria documentada; em duas visitas do per&#xED;odo introdut&#xF3;rio (run-in) fossem capazes de fazer esfor&#xE7;o em esteira por 3-7 min; desenvolvessem angina <em>pectoris </em>mais depress&#xE3;o do segmento ST do ECG em &#x2265;1 mm (acrescentada a qualquer pequena depress&#xE3;o do ST pr&#xE9;-existente), com persist&#xEA;ncia por &#x2265;0,08 s al&#xE9;m do ponto J; a dura&#xE7;&#xE3;o do exerc&#xED;cio na esteira variou &lt; 15% entre as visitas de qualifica&#xE7;&#xE3;o. Ap&#xF3;s o per&#xED;odo introdut&#xF3;rio de 2-3 semanas com placebo, os pacientes foram randomizados para grupos de tratamento com 180, 360 e 420 mg ao deitar-se, 360 mg pela manh&#xE3;, e placebo. Os designados para os&amp;nbsp;grupos com 360 e 420 mg iniciaram com uma dose de 240 mg por 1 semana antes de aumentar para sua dose designada. O per&#xED;odo de tratamento com a dose designada foi de 2 semanas para todos os participantes. Os participantes foram submetidos a um teste em esteira basal e final no per&#xED;odo entre 18-20 horas (n&#xED;vel vale para os pacientes com administra&#xE7;&#xE3;o noturna) e das 7-11 horas (n&#xED;vel vale para os pacientes com administra&#xE7;&#xE3;o matinal).</p> <p>Um total de 311 pacientes concluiu o estudo. Todas as doses com administra&#xE7;&#xE3;o ao deitar-se mostraram um aumento significante (p&lt;0,03) na dura&#xE7;&#xE3;o total do exerc&#xED;cio no n&#xED;vel vale em compara&#xE7;&#xE3;o com o placebo; com a dose de 360 mg administrada ao deitar-se mostrando o maior aumento. Entretanto, a dose matinal de 360 mg mostrou um aumento n&#xE3;o significante (p=0,06) no n&#xED;vel vale em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo. Todas as doses com administra&#xE7;&#xE3;o ao deitar-se tamb&#xE9;m mostraram um aumento significante (p&#x2264;0,0002) na dura&#xE7;&#xE3;o do exerc&#xED;cio entre 7-11 horas em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo; a dose de 360 mg ao deitar-se mostrou uma melhora de quatro vezes em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo, comparativamente &#xE0; dose matinal. O tempo para in&#xED;cio da angina aumentou de forma significante para todas as doses ao deitar-se em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo tanto para o teste de esfor&#xE7;o das 18-20 horas (p&lt;0,02) quanto para o teste das 7-11 horas (p&lt;0,03). Apenas a dose de 360 mg ao deitar-se mostrou um aumento significante (p&lt;0,03) no tempo para in&#xED;cio da isquemia mioc&#xE1;rdica para o teste de esfor&#xE7;o entre 18-20 horas, mas para o teste entre 7-11 horas, todas as doses com administra&#xE7;&#xE3;o ao deitar-se mostraram um aumento significante (p&lt;0,03) em rela&#xE7;&#xE3;o ao placebo<sup>2,3</sup>.</p> <h3>Efic&#xE1;cia no tratamento da Hipertens&#xE3;o</h3> <p>Em estudo da efic&#xE1;cia terap&#xEA;utica de Cloridrato de Diltiazem como monoterapia para hipertens&#xE3;o 52% dos indiv&#xED;duos foram considerados respondedores conforme press&#xE3;o sist&#xF3;lica &lt;140 mm Hg; e 75%, conforme press&#xE3;o diast&#xF3;lica &lt;90 mm Hg, ap&#xF3;s 4 a 8 semanas<sup>1</sup>.</p> <p>A efic&#xE1;cia de Cloridrato de Diltiazem foi avaliada em um estudo multic&#xEA;ntrico, randomizado, duplo-cego, em grupos paralelos de resposta &#xE0; dose, e controlado com placebo realizado por Glasser <em>et al</em><sup>4</sup>. Doses de Cloridrato de Diltiazem 120, 240, 360 e 540 mg/dia foram avaliadas comparativamente a 360 mg/dia pela manh&#xE3; e placebo.</p> <h4>Os adultos participantes foram admitidos ao estudo se cumprissem as condi&#xE7;&#xF5;es a seguir:</h4> <ul> <li>Sua PA m&#xE9;dia sist&#xF3;lica na posi&#xE7;&#xE3;o sentada (sePAS) fosse 7 mm Hg; sua PAD ambulat&#xF3;ria m&#xE9;dia diurna (amPAD) fosse 90-114 mm Hg (inclusive) na avalia&#xE7;&#xE3;o basal. Ap&#xF3;s um per&#xED;odo inicial introdut&#xF3;rio de 3-4 semanas com placebo, 429 homens e mulheres adultos (89,1% dos recrutados) realizaram um tratamento por 7 semanas. As doses noturnas &#x2265;240 mg mostraram redu&#xE7;&#xF5;es da amPAD significantes, relacionadas &#xE0; dose, entre o basal e a avalia&#xE7;&#xE3;o final (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para mudan&#xE7;a entre basal e final na amPAD para as doses de 120, 240, 360 e 540 mg foram respectivamente de -1,92, -4,26, -4,38 e -8,02 mm Hg). Al&#xE9;m disto, a dose noturna de 360 mg se associou com uma redu&#xE7;&#xE3;o significantemente maior na amPAD entre as 6-12 horas do que a dose matinal de 360 mg (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos foi de -3,3 mm Hg; p=0,0004). Foram obtidos resultados similares para a amPAS (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos foi de -5,32 mm Hg; p=0,0004). Ocorreram tamb&#xE9;m redu&#xE7;&#xF5;es m&#xE9;dias relacionadas &#xE0; dose na frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca (FC) desde o basal at&#xE9; a avalia&#xE7;&#xE3;o final, com redu&#xE7;&#xF5;es maiores no per&#xED;odo entre as 6-12 horas. Em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo, apenas doses &#x2265;360 mg mostraram redu&#xE7;&#xF5;es m&#xE9;dias significantes (p&lt;0,05) da FC em 24 horas<sup>2,4</sup>.</li> </ul> <h4>Estudo comparativo com anlodipino</h4> <p>Wright <em>et al</em>.<sup>5</sup> comparou a efic&#xE1;cia da administra&#xE7;&#xE3;o noturna de Cloridrato de Diltiazem com a administra&#xE7;&#xE3;o matinal de anlodipino em um estudo multic&#xEA;ntrico, randomizado, duplo-cego, em grupos paralelos, com controle ativo, para avaliar a dose-para-efeito.</p> <h5>Os participantes foram admitidos se cumprissem as condi&#xE7;&#xF5;es a seguir:</h5> <ul> <li>Fossem adultos de etnia afro-americana; sua sePAD em duas visitas consecutivas introdut&#xF3;rias fosse entre 90-109 mm Hg (inclusive); suas duas leituras de sePAD de qualifica&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o diferissem em mais de 8 mm Hg; a m&#xE9;dia das duas sePAS medidas no mesmo dia fosse &lt;180 mm Hg; sua amPAD fosse 85-109 mm Hg (inclusive); tivessem um intervalo PR no ECG &lt;220 ms na avalia&#xE7;&#xE3;o basal; se fossem diab&#xE9;ticos, seu diabetes deveria estar controlado; eles deveriam ter um esquema de trabalho diurno. Ap&#xF3;s 3-4 semanas do per&#xED;odo introdut&#xF3;rio (run-in) com placebo, os pacientes foram randomizados para receber Cloridrato de Diltiazem 360 mg &#xE0; noite, ou anlodipino 5 mg como dose diurna, e tratados por 6 semanas. Ap&#xF3;s 6 semanas, se a sePAS/sePAD do paciente fosse &#x2265;130/85, as doses eram aumentadas para Cloridrato de Diltiazem 540 mg ou anlodipino 10 mg nas 6 semanas seguintes; os pacientes com PA abaixo deste limite continuaram com a sua dose inicial nas 6 semanas seguintes. Um total de 262 participantes concluiu as 12 semanas do estudo (97,8% dos recrutados). Cloridrato de Diltiazem mostrou redu&#xE7;&#xF5;es significantemente maiores da amPAD do que anlodipino para as primeiras 4 horas ap&#xF3;s o despertar (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os&amp;nbsp;tratamentos foi de 3,5 mm Hg; p&lt;0,0049) e tamb&#xE9;m entre as 6-12 horas (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos de 3,2 mm Hg; p&lt;0,0019). N&#xE3;o houve diferen&#xE7;a significante na modifica&#xE7;&#xE3;o desde o basal na amPAD m&#xE9;dia de 24 horas entre os tratamentos. Durante os tr&#xEA;s intervalos de tempo monitorados, Cloridrato de Diltiazem reduziu a FC, enquanto anlodipino aumentou a FC. As redu&#xE7;&#xF5;es no produto frequ&#xEA;ncia-press&#xE3;o (RPP) foram significantemente maiores (p&#x2264;0,0008) com o tratamento com Cloridrato de Diltiazem do que com anlodipino<sup>2,5</sup>.</li> </ul> <h4>Estudo comparativo com <a href=\"https://consultaremedios.com.br/ramipril/bula\" target=\"_blank\">ramipril</a></h4> <p>A efic&#xE1;cia de Cloridrato de Diltiazem foi comparada com ramipril por White <em>et al</em><sup>6</sup> em um estudo multic&#xEA;ntrico, duplo-cego, randomizado, em grupos paralelos de titula&#xE7;&#xE3;o at&#xE9; o efeito.</p> <h5>Os pacientes adultos foram admitidos ao estudo se cumprissem as condi&#xE7;&#xF5;es a seguir:</h5> <ul> <li>Sua sePAD fosse &#x2265;90, mas 130/85. Um total de 348 pacientes (91,2% dos recrutados) concluiu o estudo. Cloridrato de Diltiazem mostrou redu&#xE7;&#xF5;es significantemente maiores da amPA do que ramipril nas primeiras 4 horas ap&#xF3;s o despertar (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos foi 4,4 mm Hg; p&lt;0,0023 para amPAS; 6,7 mm Hg; p&lt;0,0001 para amPAD), e tamb&#xE9;m para o per&#xED;odo entre 6-12 horas (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos de 3,8 mm Hg; p&lt;0,0045 para amPAS; 6,3 mm Hg, p&lt;0,0001 para amPAD). Os pacientes tratados com Cloridrato de Diltiazem tamb&#xE9;m obtiveram maiores redu&#xE7;&#xF5;es na amPAD m&#xE9;dia de 24 horas, frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca matinal e RPP, do que os tratados com ramipril<sup>2,6</sup>.</li> </ul> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Markhan A, Brogden RN. Cloridrato de Diltiazem. A review of its pharmacology and therapeutic use in older patients. Drugs Aging. 1993;3(4):363-90.<br> 2. Claas, SA, Glasser SP. Long-acting Cloridrato de Diltiazem HCL for the chronotherapeutic treatment of hypertension and chronic stable angina pectoris. Expert Opin. Pharmacother. 2005;6(5): 765-76.<br> 3. Glasser SP, Gana TJ, Pascual LG, Albert KS. Efficacy and safety of a once-daily graded-release Cloridrato de Diltiazem formulation dosed at bedtime compared to placebo and to morning dosing in chronic stable angina pectoris. Am Heart J. 2005;149(2):e1-9.<br> 4. Glasser SP, Neutel JM, Gana TJ, Albert KS. Efficacy and safety of a once daily graded-release Cloridrato de Diltiazem formulation in essential hypertension. Am J Hypertens. 2003;16(1):51-8.<br> 5. Wright JT, Sica DA, Gana TJ, Bohannon K, Pascual LG, Albert KS. Antihypertensive efficacy of night-time graded-release Cloridrato de Diltiazem versus morning amlodipine in African Americans. Am J Hypertens. 2004;17(9):734-42.<br> 6. White WB, Lacourciere Y, Gana T, Pascual MG, Smith DH, Albert KS. Effects of graded-release Cloridrato de Diltiazem versus ramipril, dosed at bedtime, on early morning blood pressure, heart rate, and the rate-pressure product. Am Heart J. 2004;148(4):628-34.</br></br></br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <p>O Cloridrato de Diltiazem &#xE9; um bloqueador dos canais de c&#xE1;lcio, que age inibindo a entrada do &#xED;on c&#xE1;lcio nas c&#xE9;lulas ou a sua mobiliza&#xE7;&#xE3;o dos estoques intracelulares.</p> <p>No tecido vascular, o Cloridrato de Diltiazem relaxa a musculatura lisa arterial. Entretanto, Cloridrato de Diltiazem n&#xE3;o tem efeito no leito venoso.&amp;nbsp;</p> <p>No cora&#xE7;&#xE3;o, o bloqueio dos canais de c&#xE1;lcio pode resultar num efeito inotr&#xF3;pico negativo, uma vez que, dentro do mi&#xF3;cito, o &#xED;on c&#xE1;lcio &#xE9; necess&#xE1;rio para liberar o aparelho contr&#xE1;til, permitindo que a intera&#xE7;&#xE3;o actina-miosina cause a contra&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>O Cloridrato de Diltiazem tamb&#xE9;m possui efeito cronotr&#xF3;pico negativo, na medida em que diminui a condu&#xE7;&#xE3;o atrioventricular e a frequ&#xEA;ncia do marcapasso sinusal.</p> <p>O Cloridrato de Diltiazem diminui a resist&#xEA;ncia vascular coronariana e aumenta o fluxo sangu&#xED;neo coronariano.</p> <p>Causa diminui&#xE7;&#xE3;o da resist&#xEA;ncia vascular perif&#xE9;rica e da press&#xE3;o arterial sist&#xF3;lica e diast&#xF3;lica.</p> <p>Em pacientes com doen&#xE7;a isqu&#xEA;mica coronariana, Cloridrato de Diltiazem reduz o produto frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca x press&#xE3;o arterial durante o exerc&#xED;cio, aumentando a toler&#xE2;ncia ao exerc&#xED;cio sem deprimir o desempenho card&#xED;aco.</p> <p>Na angina do peito por espasmos coronarianos, o efeito antianginoso do Cloridrato de Diltiazem deve-se &#xE0; dilata&#xE7;&#xE3;o das coron&#xE1;rias epic&#xE1;rdicas e subendoc&#xE1;rdicas. Na angina de esfor&#xE7;o, o Cloridrato de Diltiazem proporciona aumento da toler&#xE2;ncia ao exerc&#xED;cio f&#xED;sico, devido &#xE0; redu&#xE7;&#xE3;o do consumo de oxig&#xEA;nio do mioc&#xE1;rdio: o Cloridrato de Diltiazem promove a redu&#xE7;&#xE3;o da frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca e da tens&#xE3;o arterial sist&#xEA;mica, face &#xE0; sobrecarga f&#xED;sica subm&#xE1;xima e m&#xE1;xima, comparado com outros antagonistas do c&#xE1;lcio. Os efeitos sobre o cora&#xE7;&#xE3;o s&#xE3;o acompanhados por diminui&#xE7;&#xE3;o da tens&#xE3;o arterial e da resist&#xEA;ncia perif&#xE9;rica.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <h4>Absor&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>O Cloridrato de Diltiazem &#xE9; quase completamente absorvido pelo trato gastrintestinal.</p> <p>A concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral de comprimidos de 60 mg de Cloridrato de Diltiazem a adultos saud&#xE1;veis do sexo masculino, alcan&#xE7;ou o n&#xED;vel m&#xE1;ximo ap&#xF3;s 3 a 5 horas da administra&#xE7;&#xE3;o, e a partir de ent&#xE3;o diminu&#xED;ram com uma meia-vida de elimina&#xE7;&#xE3;o de 4,5 horas. Com a administra&#xE7;&#xE3;o oral repetida, a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica atingiu um estado de equil&#xED;brio no segundo dia ou ap&#xF3;s. A concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica foi de cerca de 40 ng/ml cerca de 2 a 4 horas ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o em pacientes tratados em longo prazo com administra&#xE7;&#xE3;o de 90 mg/dia divididos em 3 doses.</p> <p>Ap&#xF3;s dose oral &#xFA;nica de 120 mg da formula&#xE7;&#xE3;o SR obt&#xEA;m-se n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos detect&#xE1;veis ap&#xF3;s duas a tr&#xEA;s horas, e n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos de pico ap&#xF3;s 6 a 11 horas.</p> <h4>Metabolismo</h4> <p>Cloridrato de Diltiazem sofre um extenso efeito de metabolismo de primeira passagem, resultando numa biodisponibilidade absoluta (em compara&#xE7;&#xE3;o &#xE0; administra&#xE7;&#xE3;o endovenosa) de cerca de 40%. A liga&#xE7;&#xE3;o de Cloridrato de Diltiazem com prote&#xED;na &#xE9; cerca de 80%. O Cloridrato de Diltiazem &#xE9; submetido a extenso metabolismo, principalmente pela isoenzima CYP3A4 do citocromo P450.</p> <p>Quando Cloridrato de Diltiazem foi administrado oralmente em adultos saud&#xE1;veis do sexo masculino, as principais vias metab&#xF3;licas foram desamina&#xE7;&#xE3;o oxidativa, desmetila&#xE7;&#xE3;o oxidativa, desacetila&#xE7;&#xE3;o e conjuga&#xE7;&#xE3;o.</p> <h4>Elimina&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>Cerca de 2 a 4% da dose &#xE9; excretada na urina como Cloridrato de Diltiazem inalterado e restante excretado como metab&#xF3;litos na bile e urina. O Cloridrato de Diltiazem e seus metab&#xF3;litos s&#xE3;o pouco dialis&#xE1;veis. A meia-vida de Cloridrato de Diltiazem &#xE9; relatada a ser cerca de 3 a 8 horas.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Cardizem?

Mantenha em temperatura ambiente (15 ºC a 30 ºC), protegido da luz e da umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características do medicamento

Cardizem comprimidos&nbsp;30 mg e 60 mg

Os comprimidos são brancos, redondos, planos em ambas as faces, brilhantes e com bordas chanfradas. A face superior apresenta sulco central e a gravação “30D” ou “60D” e a face inferior o logo da empresa.

Cardizem cápsula SR 90 mg

As cápsulas são duras, com tampa marrom, gravado em branco “90 mg” e no corpo amarelo gravado “Cardizem SR”. Dentro das cápsulas há grânulos revestidos brancos.

Cardizem cápsula SR 120 mg

As cápsulas&nbsp;são duras, com tampa marrom-chocolate gravado em branco “120 mg” e no corpo caramelo gravado “Cardizem SR”. Dentro das cápsulas há grânulos revestidos brancos.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Apresentações do Cardizem

Comprimidos de 30 mg e 60 mg

Embalagem com 50 comprimidos.

Uso adulto.

Uso oral.

Cápsula de liberação prolongada de 90 mg e 120 mg

Embalagem com 20 cápsulas.

Uso adulto.

Uso oral.

Dizeres Legais do Cardizem

M.S - 1.0367.0062

Farm. Resp.:
Ana Carolina Scandura Cardillo
CRF-SP 22440

Boehringer Ingelheim do Brasil Quím. e Farm. Ltda.
Rod. Régis Bittencourt, km 286
Itapecerica da Serra – SP
CNPJ 60.831.658/0021-10
Indústria Brasileira



SAC
0800-7016633

Venda sob prescrição médica.

60mg, caixa com 20 comprimidos

Princípio ativo
:
Cloridrato De Diltiazem
Classe Terapêutica
:
Antagonistas do Cálcio Puros
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Venda Sob Prescrição Médica)
Categoria
:
Sistema Cardiovascular (Circulação)
Especialidade
:
Cardiologia

Bula do medicamento

Cardizem, para o que é indicado e para o que serve?

Cardizem é indicado para tratamento de pressão alta, angina pectoris (dores fortes no peito e falta de ar) e coronariopatias (problemas nos vasos que irrigam o coração) acompanhadas ou não de pressão alta e/ou taquicardia (palpitações constantes e duradouras).

Quais as contraindicações do Cardizem?

Você não deve usar Cardizem se tiver problema no sistema que controla o ritmo do coração (nó sinoatrial) e/ou bloqueio atrioventricular de 2º ou 3º grau (problema que altera a condução de estímulos elétricos no coração), a não ser que esteja usando marca-passo; insuficiência cardíaca congestiva descompensada (coração inchado descompensado); diminuição acentuada das batidas do coração; alergia a substância ativa ou a qualquer componente da fórmula; se estiver grávida ou caso exista a possibilidade de estar grávida; se estiver fazendo uso de medicamentos com adunaprevir, cloridrato de ivabradina ou mesilato de lomitapida.

Como usar o Cardizem?

Comprimidos 30 mg e 90 mg / Cápsulas 90 mg e 120 mg

Cardizem deve ser tomado por via oral com água, nos horários indicados.

A dose prescrita pelo seu médico pode variar de acordo com a sua idade e sintomas.

Pacientes idosos devem iniciar o tratamento com baixas doses, sob monitoramento médico.

Cardizem deve ser administrado com especial cautela em pacientes com mau funcionamento do fígado.

A segurança de Cardizem não foi estabelecida em pacientes pediátricos.

Exclusivo comprimidos 30 mg e 60 mg

O tratamento deve ser iniciado com 30 mg, 4 vezes ao dia, antes das 3 principais refeições do dia e ao deitar.

A dose deve ser aumentada aos poucos, de um em um, ou de dois em dois dias, se for preciso, até chegar a dose certa, que pode variar de 180 mg a 240 mg ao dia (60 mg, 3 a 4 vezes ao dia), conforme recomendado pelo seu médico.

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem conhecimento do seu médico.

Exclusivo cápsulas&nbsp;90 mg e 120 mg

A posologia deve ser ajustada de acordo com as necessidades de cada paciente, podendo variar de 90 mg a 360 mg ao dia.

A posologia média usual é de 1 cápsula, duas vezes ao dia (180 mg a 240 mg/dia), pela manhã e à noite (de 12 em 12 horas, se possível).

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem conhecimento do seu médico.

Como o Cardizem funciona?

Cardizem é um antianginoso (reduz as dores fortes no peito), anti-hipertensivo (dilata os vasos sanguíneos reduzindo a pressão arterial) e antiarrítmico (estabiliza o ritmo do coração).

A vantagem de Cardizem em relação aos medicamentos semelhantes é que seu efeito ocorre de forma gradual, e isso o torna mais bem tolerado. O efeito se inicia cerca de 3 horas após ser tomado.

Quais cuidados devo ter ao usar o Cardizem?

Comprimidos 30 mg e 90 mg / Cápsulas 90 mg e 120 mg

Você deve usar Cardizem com cuidado se tiver bloqueio atrioventricular de 1° grau (problema que altera a condução de estímulos elétricos no coração); mau funcionamento do coração, com diminuição dos batimentos do coração e pressão arterial excessivamente baixa. Nesses casos, será necessário o controle constante pelo seu médico.

Recomendam-se cuidados especiais nos casos de mau funcionamento do fígado ou dos rins e com pacientes que usam betabloqueadores (propranolol, atenolol) ou digitálicos (digoxina).

Não interrompa o uso de Cardizem sem antes consultar seu médico. Você não deve interromper o tratamento de forma abrupta: deve-se reduzir a dose gradualmente sob acompanhamento médico.

Dependendo da dose usada, podem ocorrer sintomas de pressão baixa. Em casos raros, pode ocorrer aumento das enzimas do fígado.

Idosos devem usar Cardizem com cautela, pois podem ter a duração do seu efeito aumentado.

Efeitos na capacidade de dirigir e operar máquinas

Você não deve dirigir, operar máquinas ou desempenhar atividades perigosas, como trabalhar em lugares altos, durante o tratamento com Cardizem, pois podem ocorrer tonturas.

Gravidez e Amamentação

O uso de Cardizem não é recomendado durante a gravidez ou para mulheres que possam engravidar e na amamentação, por não haver estudos suficientes com essa população. Estudos em animais demonstraram malformações e toxicidade para a prole.

Se o tratamento com Cardizem for considerado essencial, a amamentação deve ser interrompida durante o tratamento. Cardizem é excretado no leite materno.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Exclusivo comprimidos 30 mg e 90 mg

Cardizem não age rapidamente, porque a sua substância ativa se encontra na matriz do comprimido e é liberada aos poucos. Em alguns casos, essa matriz não é absorvida no intestino e pode ser encontrada nas fezes. Isso não prejudica o funcionamento do medicamento, uma vez que a substância ativa já foi liberada e absorvida.

Exclusivo cápsulas 90 mg e 120 mg

Atenção diabéticos: contém açúcar.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Cardizem?

Reações comuns

Hipersensibilidade (alergia), anorexia (falta de apetite), dor de cabeça profunda, azia.

Reações incomuns

Tontura, dor de cabeça, bradicardia (batimento lento do coração), bloqueio atrioventricular (problema com o ritmo do coração), rubor (vermelhidão na face), constipação (prisão de ventre), enjoo, dor abdominal, desconforto estomacal, erupção cutânea (rash - vermelhidão, descamação e coceira na pele) e mal-estar.

Reações raras

Palpitação, dispepsia (indigestão), boca seca, prurido (coceira), urticária (placas elevadas na pele, geralmente com coceira), sede, edema periférico (inchaço nas pernas e pés), hipotensão (queda da pressão), sonolência, insônia, parada sinusal (parada no estímulo do coração), dor no peito, câimbras na batata da perna, astenia (sensação de fraqueza), icterícia (coloração amarelada dos olhos e da pele), erupção eritematosa multiforme (erupções bolhosas da pele e mucosa), fezes amolecidas e diarreia.

Reações com frequência desconhecida

Sintomas do tipo Parkinson (como rigidez muscular, tremor no repouso, diminuição da mobilidade e instabilidade postural), alterações no ritmo e mau funcionamento do coração, hipertrofia gengival (crescimento excessivo da gengiva), mau funcionamento do fígado; síndrome de Stevens-Johnson (reação inflamatória grave de pele e também das mucosas, levando à formação de vesículas e bolhas), necrólise epidermal (reação que ocorre grande descamação da pele), eritema multiforme (manifestação grave na pele, com surgimento de bolhas); dermatite esfoliativa (pele avermelhada, escamativa, espessa), pustulose exantemática generalizada aguda (lesões na pele ou mucosa com pus, vermelhidão, descamação e coceira), reação de fotossensibilidade (sensibilidade à luz), ginecomastia (crescimento das mamas em homens), aumento das enzimas do fígado, arritmia (distúrbio do batimento ou ritmo cardíaco), mau funcionamento dos rins, assistolia (interrupção do estímulo elétrico ao coração), parestesia (sensações estranhas na pele de frio, calor e formigamento), tremor, poliúria e/ou nictúria (aumento da urina durante o dia e/ou noite), vômitos, aumento de peso, petéquias (pintas de sangue na pele), aumento do fígado, diminuição da contagem de plaquetas e leucócitos (células brancas), dormência.

Você deve interromper o tratamento com Cardizem se ocorrerem alguns desses sintomas:

Tontura, mau funcionamento do coração, reações graves da pele, inflamação da pele com esfoliação, pele avermelhada, bolhas, lesões na pele ou mucosa com pus, coceira, febre, erupção da pele, alteração no funcionamento do fígado ou coloração amarelada da pele.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Cardizem?

Continue tomando as próximas doses regularmente no horário habitual. Não duplique a dose na próxima tomada.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou de cirurgião-dentista.

Qual a composição do Cardizem?

Cardizem 30 mg

Cada comprimido contém:

30 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 27,57 mg de diltiazem.

Excipientes:&nbsp;lactose monoidratada, óleo de rícino hidrogenado, macrogol, estearato de magnésio.

Cardizem 60 mg

Cada comprimido contém:

60 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 55,14 mg de diltiazem.

Excipientes:&nbsp;lactose monoidratada, óleo de rícino hidrogenado, macrogol, estearato de magnésio.

Cardizem SR 90 mg

Cada cápsula contém:

90 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 82,72 mg de diltiazem.

Excipientes:&nbsp;nonpareil-103 (esferas de sacarose), talco, povidona, etilcelulose, sacarose, estearato de magnésio.

Cardizem SR 120&nbsp;mg

Cada cápsula contém:

120 mg de cloridrato de diltiazem, correspondentes a 110,29 mg de diltiazem.

Excipientes:&nbsp;nonpareil-103 (esferas de sacarose), talco, povidona, etilcelulose, sacarose, estearato de magnésio.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Cardizem maior do que a recomendada?

Em caso de dose excessiva de Cardizem, os sintomas variam conforme a quantidade ingerida. Pode ocorrer queda da pressão, batimentos cardíacos muito lentos, alteração no ritmo do coração, mau funcionamento do coração. Busque ajuda médica sem atraso.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Cardizem com outros remédios?

Cardizem não deve ser usado em conjunto com os seguintes medicamentos:

Asunaprevir e cloridrato de daclatasvir/asunaprevir/cloridrato de beclabuvir, podendo ocorrer transtornos no fígado e na vesícula biliar; cloridrato de ivabradina, podendo ocorrer bradicardia (batimento lento do coração) excessiva; mesilato de lomitapida, levando à diminuição do seu efeito.

Cardizem deve ser usado com cuidado pois pode aumentar a quantidade no sangue das seguintes substâncias, intensificando seus efeitos:

Digoxina, metildigoxina (pode ser necessário diminuir a dose devido à toxicidade); anti-hipertensivos (ácido nítrico – deve-se monitorar a pressão); betabloqueadores (como propranolol, atenolol, bisoprolol, carvedilol e outros, usados no tratamento de problemas do coração e de hipertensão arterial), podendo ocorrer mau funcionamento do coração, principalmente se você tiver problemas no músculo do coração; antagonistas do cálcio (nifedipino, anlodipino); midazolam (agente sedativo hipnótico); carbamazepina (antiepiléptico, antimaníaco), podendo ocorrer sonolência, enjoo, vômitos e tonturas; selegilina (antiparkinsoniano), com efeitos tóxicos intensificados; teofilina (broncodilatador), podendo ocorrer enjoo, vômitos, cefaleia e insônia; cilostazol (antiplaquetário); apixabana (anticoagulante oral); vinorelbina (usado no câncer); ciclosporina (usado no reumatismo e pós-transplantes), podendo ocorrer efeitos tóxicos nos rins, sendo necessária a redução da dose; tacrolimo, podendo ocorrer distúrbios renais; fenitoína (antiepiléptico), podendo ocorrer falta de coordenação dos movimentos, tonturas, movimentos oculares oscilatórios, rítmicos e repetitivos, e ainda diminuir o efeito de Cardizem; estatinas (como sinvastatina, atorvastatina, rosuvastatina e outros, usados para reduzir o colesterol no sangue), podendo ocorrer eventos adversos como dor muscular, doenças musculares e raros casos de destruição muscular e podendo ainda causar toxicidade nos rins; relaxantes musculares (pancurônio); imipramina, deve-se monitorar sinais e sintomas de toxicidade da imipramina.

O efeito de Cardizem pode aumentar se usado com agentes antiarrítmicos (como amiodarona, mexiletina) intensificando a depressão da estimulação e condução cardíaca; cimetidina (antiulceroso) e medicamentos para HIV (como ritonavir, saquinavir) aumentando o efeito anti-hipertensivo e bradicardia.

O efeito de Cardizem pode diminuir se usado com anti-inflamatórios não hormonais, especialmente indometacina (utilizado em inflamações e reumatismos) e rifampicina (para tuberculose), neste caso pode ser necessário o aumento da dose de Cardizem ou a substituição deste por outro medicamento.

Os anestésicos têm seu efeito aumentado no coração e na circulação com o uso de Cardizem; portanto, se você for passar por cirurgia, não deixe de informar ao anestesista sobre o uso de Cardizem.

Para todas estas interações, os sintomas devem ser informados ao médico, que poderá alterar a dose dos medicamentos ou interromper o uso.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Qual a ação da substância do Cardizem (Cloridrato de Diltiazem)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Efic&#xE1;cia na Angina <em>Pectoris</em> cr&#xF4;nica est&#xE1;vel</h3> <p>Na avalia&#xE7;&#xE3;o da redu&#xE7;&#xE3;o de epis&#xF3;dios de angina est&#xE1;vel, diversos estudos relatam a redu&#xE7;&#xE3;o variando entre 50% a 88,5% por semana. Para a angina de esfor&#xE7;o, a redu&#xE7;&#xE3;o de epis&#xF3;dios por semana, variou entre 42% a 73,6%<sup>1</sup>.</p> <p>A efic&#xE1;cia de Cloridrato de Cloridrato de Diltiazem (Cloridrato de Diltiazem) no tratamento de angina <em>pectoris </em>cr&#xF4;nica est&#xE1;vel foi avaliada por Glasser <em>et al</em><sup>3</sup> em um estudo multic&#xEA;ntrico, randomizado, duplo-cego, em grupos paralelos, controlado com placebo, com controle ativo (para um dos bra&#xE7;os do estudo). Foram admitidos pacientes adultos se cumprissem as condi&#xE7;&#xF5;es a seguir: tivessem <a href=\"https://consultaremedios.com.br/b/angina-cronica\" target=\"_blank\">angina cr&#xF4;nica</a> est&#xE1;vel desencadeada por esfor&#xE7;o f&#xED;sico e aliviada por repouso e uso de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/nitroglicerina/bula\" target=\"_blank\">nitroglicerina</a> sublingual; tivessem doen&#xE7;a arterial coron&#xE1;ria documentada; em duas visitas do per&#xED;odo introdut&#xF3;rio (run-in) fossem capazes de fazer esfor&#xE7;o em esteira por 3-7 min; desenvolvessem angina <em>pectoris </em>mais depress&#xE3;o do segmento ST do ECG em &#x2265;1 mm (acrescentada a qualquer pequena depress&#xE3;o do ST pr&#xE9;-existente), com persist&#xEA;ncia por &#x2265;0,08 s al&#xE9;m do ponto J; a dura&#xE7;&#xE3;o do exerc&#xED;cio na esteira variou &lt; 15% entre as visitas de qualifica&#xE7;&#xE3;o. Ap&#xF3;s o per&#xED;odo introdut&#xF3;rio de 2-3 semanas com placebo, os pacientes foram randomizados para grupos de tratamento com 180, 360 e 420 mg ao deitar-se, 360 mg pela manh&#xE3;, e placebo. Os designados para os&amp;nbsp;grupos com 360 e 420 mg iniciaram com uma dose de 240 mg por 1 semana antes de aumentar para sua dose designada. O per&#xED;odo de tratamento com a dose designada foi de 2 semanas para todos os participantes. Os participantes foram submetidos a um teste em esteira basal e final no per&#xED;odo entre 18-20 horas (n&#xED;vel vale para os pacientes com administra&#xE7;&#xE3;o noturna) e das 7-11 horas (n&#xED;vel vale para os pacientes com administra&#xE7;&#xE3;o matinal).</p> <p>Um total de 311 pacientes concluiu o estudo. Todas as doses com administra&#xE7;&#xE3;o ao deitar-se mostraram um aumento significante (p&lt;0,03) na dura&#xE7;&#xE3;o total do exerc&#xED;cio no n&#xED;vel vale em compara&#xE7;&#xE3;o com o placebo; com a dose de 360 mg administrada ao deitar-se mostrando o maior aumento. Entretanto, a dose matinal de 360 mg mostrou um aumento n&#xE3;o significante (p=0,06) no n&#xED;vel vale em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo. Todas as doses com administra&#xE7;&#xE3;o ao deitar-se tamb&#xE9;m mostraram um aumento significante (p&#x2264;0,0002) na dura&#xE7;&#xE3;o do exerc&#xED;cio entre 7-11 horas em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo; a dose de 360 mg ao deitar-se mostrou uma melhora de quatro vezes em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo, comparativamente &#xE0; dose matinal. O tempo para in&#xED;cio da angina aumentou de forma significante para todas as doses ao deitar-se em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo tanto para o teste de esfor&#xE7;o das 18-20 horas (p&lt;0,02) quanto para o teste das 7-11 horas (p&lt;0,03). Apenas a dose de 360 mg ao deitar-se mostrou um aumento significante (p&lt;0,03) no tempo para in&#xED;cio da isquemia mioc&#xE1;rdica para o teste de esfor&#xE7;o entre 18-20 horas, mas para o teste entre 7-11 horas, todas as doses com administra&#xE7;&#xE3;o ao deitar-se mostraram um aumento significante (p&lt;0,03) em rela&#xE7;&#xE3;o ao placebo<sup>2,3</sup>.</p> <h3>Efic&#xE1;cia no tratamento da Hipertens&#xE3;o</h3> <p>Em estudo da efic&#xE1;cia terap&#xEA;utica de Cloridrato de Diltiazem como monoterapia para hipertens&#xE3;o 52% dos indiv&#xED;duos foram considerados respondedores conforme press&#xE3;o sist&#xF3;lica &lt;140 mm Hg; e 75%, conforme press&#xE3;o diast&#xF3;lica &lt;90 mm Hg, ap&#xF3;s 4 a 8 semanas<sup>1</sup>.</p> <p>A efic&#xE1;cia de Cloridrato de Diltiazem foi avaliada em um estudo multic&#xEA;ntrico, randomizado, duplo-cego, em grupos paralelos de resposta &#xE0; dose, e controlado com placebo realizado por Glasser <em>et al</em><sup>4</sup>. Doses de Cloridrato de Diltiazem 120, 240, 360 e 540 mg/dia foram avaliadas comparativamente a 360 mg/dia pela manh&#xE3; e placebo.</p> <h4>Os adultos participantes foram admitidos ao estudo se cumprissem as condi&#xE7;&#xF5;es a seguir:</h4> <ul> <li>Sua PA m&#xE9;dia sist&#xF3;lica na posi&#xE7;&#xE3;o sentada (sePAS) fosse 7 mm Hg; sua PAD ambulat&#xF3;ria m&#xE9;dia diurna (amPAD) fosse 90-114 mm Hg (inclusive) na avalia&#xE7;&#xE3;o basal. Ap&#xF3;s um per&#xED;odo inicial introdut&#xF3;rio de 3-4 semanas com placebo, 429 homens e mulheres adultos (89,1% dos recrutados) realizaram um tratamento por 7 semanas. As doses noturnas &#x2265;240 mg mostraram redu&#xE7;&#xF5;es da amPAD significantes, relacionadas &#xE0; dose, entre o basal e a avalia&#xE7;&#xE3;o final (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para mudan&#xE7;a entre basal e final na amPAD para as doses de 120, 240, 360 e 540 mg foram respectivamente de -1,92, -4,26, -4,38 e -8,02 mm Hg). Al&#xE9;m disto, a dose noturna de 360 mg se associou com uma redu&#xE7;&#xE3;o significantemente maior na amPAD entre as 6-12 horas do que a dose matinal de 360 mg (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos foi de -3,3 mm Hg; p=0,0004). Foram obtidos resultados similares para a amPAS (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos foi de -5,32 mm Hg; p=0,0004). Ocorreram tamb&#xE9;m redu&#xE7;&#xF5;es m&#xE9;dias relacionadas &#xE0; dose na frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca (FC) desde o basal at&#xE9; a avalia&#xE7;&#xE3;o final, com redu&#xE7;&#xF5;es maiores no per&#xED;odo entre as 6-12 horas. Em compara&#xE7;&#xE3;o ao placebo, apenas doses &#x2265;360 mg mostraram redu&#xE7;&#xF5;es m&#xE9;dias significantes (p&lt;0,05) da FC em 24 horas<sup>2,4</sup>.</li> </ul> <h4>Estudo comparativo com anlodipino</h4> <p>Wright <em>et al</em>.<sup>5</sup> comparou a efic&#xE1;cia da administra&#xE7;&#xE3;o noturna de Cloridrato de Diltiazem com a administra&#xE7;&#xE3;o matinal de anlodipino em um estudo multic&#xEA;ntrico, randomizado, duplo-cego, em grupos paralelos, com controle ativo, para avaliar a dose-para-efeito.</p> <h5>Os participantes foram admitidos se cumprissem as condi&#xE7;&#xF5;es a seguir:</h5> <ul> <li>Fossem adultos de etnia afro-americana; sua sePAD em duas visitas consecutivas introdut&#xF3;rias fosse entre 90-109 mm Hg (inclusive); suas duas leituras de sePAD de qualifica&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o diferissem em mais de 8 mm Hg; a m&#xE9;dia das duas sePAS medidas no mesmo dia fosse &lt;180 mm Hg; sua amPAD fosse 85-109 mm Hg (inclusive); tivessem um intervalo PR no ECG &lt;220 ms na avalia&#xE7;&#xE3;o basal; se fossem diab&#xE9;ticos, seu diabetes deveria estar controlado; eles deveriam ter um esquema de trabalho diurno. Ap&#xF3;s 3-4 semanas do per&#xED;odo introdut&#xF3;rio (run-in) com placebo, os pacientes foram randomizados para receber Cloridrato de Diltiazem 360 mg &#xE0; noite, ou anlodipino 5 mg como dose diurna, e tratados por 6 semanas. Ap&#xF3;s 6 semanas, se a sePAS/sePAD do paciente fosse &#x2265;130/85, as doses eram aumentadas para Cloridrato de Diltiazem 540 mg ou anlodipino 10 mg nas 6 semanas seguintes; os pacientes com PA abaixo deste limite continuaram com a sua dose inicial nas 6 semanas seguintes. Um total de 262 participantes concluiu as 12 semanas do estudo (97,8% dos recrutados). Cloridrato de Diltiazem mostrou redu&#xE7;&#xF5;es significantemente maiores da amPAD do que anlodipino para as primeiras 4 horas ap&#xF3;s o despertar (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os&amp;nbsp;tratamentos foi de 3,5 mm Hg; p&lt;0,0049) e tamb&#xE9;m entre as 6-12 horas (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos de 3,2 mm Hg; p&lt;0,0019). N&#xE3;o houve diferen&#xE7;a significante na modifica&#xE7;&#xE3;o desde o basal na amPAD m&#xE9;dia de 24 horas entre os tratamentos. Durante os tr&#xEA;s intervalos de tempo monitorados, Cloridrato de Diltiazem reduziu a FC, enquanto anlodipino aumentou a FC. As redu&#xE7;&#xF5;es no produto frequ&#xEA;ncia-press&#xE3;o (RPP) foram significantemente maiores (p&#x2264;0,0008) com o tratamento com Cloridrato de Diltiazem do que com anlodipino<sup>2,5</sup>.</li> </ul> <h4>Estudo comparativo com <a href=\"https://consultaremedios.com.br/ramipril/bula\" target=\"_blank\">ramipril</a></h4> <p>A efic&#xE1;cia de Cloridrato de Diltiazem foi comparada com ramipril por White <em>et al</em><sup>6</sup> em um estudo multic&#xEA;ntrico, duplo-cego, randomizado, em grupos paralelos de titula&#xE7;&#xE3;o at&#xE9; o efeito.</p> <h5>Os pacientes adultos foram admitidos ao estudo se cumprissem as condi&#xE7;&#xF5;es a seguir:</h5> <ul> <li>Sua sePAD fosse &#x2265;90, mas 130/85. Um total de 348 pacientes (91,2% dos recrutados) concluiu o estudo. Cloridrato de Diltiazem mostrou redu&#xE7;&#xF5;es significantemente maiores da amPA do que ramipril nas primeiras 4 horas ap&#xF3;s o despertar (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos foi 4,4 mm Hg; p&lt;0,0023 para amPAS; 6,7 mm Hg; p&lt;0,0001 para amPAD), e tamb&#xE9;m para o per&#xED;odo entre 6-12 horas (m&#xE9;dia dos quadrados m&#xED;nimos para a diferen&#xE7;a entre os tratamentos de 3,8 mm Hg; p&lt;0,0045 para amPAS; 6,3 mm Hg, p&lt;0,0001 para amPAD). Os pacientes tratados com Cloridrato de Diltiazem tamb&#xE9;m obtiveram maiores redu&#xE7;&#xF5;es na amPAD m&#xE9;dia de 24 horas, frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca matinal e RPP, do que os tratados com ramipril<sup>2,6</sup>.</li> </ul> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Markhan A, Brogden RN. Cloridrato de Diltiazem. A review of its pharmacology and therapeutic use in older patients. Drugs Aging. 1993;3(4):363-90.<br> 2. Claas, SA, Glasser SP. Long-acting Cloridrato de Diltiazem HCL for the chronotherapeutic treatment of hypertension and chronic stable angina pectoris. Expert Opin. Pharmacother. 2005;6(5): 765-76.<br> 3. Glasser SP, Gana TJ, Pascual LG, Albert KS. Efficacy and safety of a once-daily graded-release Cloridrato de Diltiazem formulation dosed at bedtime compared to placebo and to morning dosing in chronic stable angina pectoris. Am Heart J. 2005;149(2):e1-9.<br> 4. Glasser SP, Neutel JM, Gana TJ, Albert KS. Efficacy and safety of a once daily graded-release Cloridrato de Diltiazem formulation in essential hypertension. Am J Hypertens. 2003;16(1):51-8.<br> 5. Wright JT, Sica DA, Gana TJ, Bohannon K, Pascual LG, Albert KS. Antihypertensive efficacy of night-time graded-release Cloridrato de Diltiazem versus morning amlodipine in African Americans. Am J Hypertens. 2004;17(9):734-42.<br> 6. White WB, Lacourciere Y, Gana T, Pascual MG, Smith DH, Albert KS. Effects of graded-release Cloridrato de Diltiazem versus ramipril, dosed at bedtime, on early morning blood pressure, heart rate, and the rate-pressure product. Am Heart J. 2004;148(4):628-34.</br></br></br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <p>O Cloridrato de Diltiazem &#xE9; um bloqueador dos canais de c&#xE1;lcio, que age inibindo a entrada do &#xED;on c&#xE1;lcio nas c&#xE9;lulas ou a sua mobiliza&#xE7;&#xE3;o dos estoques intracelulares.</p> <p>No tecido vascular, o Cloridrato de Diltiazem relaxa a musculatura lisa arterial. Entretanto, Cloridrato de Diltiazem n&#xE3;o tem efeito no leito venoso.&amp;nbsp;</p> <p>No cora&#xE7;&#xE3;o, o bloqueio dos canais de c&#xE1;lcio pode resultar num efeito inotr&#xF3;pico negativo, uma vez que, dentro do mi&#xF3;cito, o &#xED;on c&#xE1;lcio &#xE9; necess&#xE1;rio para liberar o aparelho contr&#xE1;til, permitindo que a intera&#xE7;&#xE3;o actina-miosina cause a contra&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>O Cloridrato de Diltiazem tamb&#xE9;m possui efeito cronotr&#xF3;pico negativo, na medida em que diminui a condu&#xE7;&#xE3;o atrioventricular e a frequ&#xEA;ncia do marcapasso sinusal.</p> <p>O Cloridrato de Diltiazem diminui a resist&#xEA;ncia vascular coronariana e aumenta o fluxo sangu&#xED;neo coronariano.</p> <p>Causa diminui&#xE7;&#xE3;o da resist&#xEA;ncia vascular perif&#xE9;rica e da press&#xE3;o arterial sist&#xF3;lica e diast&#xF3;lica.</p> <p>Em pacientes com doen&#xE7;a isqu&#xEA;mica coronariana, Cloridrato de Diltiazem reduz o produto frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca x press&#xE3;o arterial durante o exerc&#xED;cio, aumentando a toler&#xE2;ncia ao exerc&#xED;cio sem deprimir o desempenho card&#xED;aco.</p> <p>Na angina do peito por espasmos coronarianos, o efeito antianginoso do Cloridrato de Diltiazem deve-se &#xE0; dilata&#xE7;&#xE3;o das coron&#xE1;rias epic&#xE1;rdicas e subendoc&#xE1;rdicas. Na angina de esfor&#xE7;o, o Cloridrato de Diltiazem proporciona aumento da toler&#xE2;ncia ao exerc&#xED;cio f&#xED;sico, devido &#xE0; redu&#xE7;&#xE3;o do consumo de oxig&#xEA;nio do mioc&#xE1;rdio: o Cloridrato de Diltiazem promove a redu&#xE7;&#xE3;o da frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca e da tens&#xE3;o arterial sist&#xEA;mica, face &#xE0; sobrecarga f&#xED;sica subm&#xE1;xima e m&#xE1;xima, comparado com outros antagonistas do c&#xE1;lcio. Os efeitos sobre o cora&#xE7;&#xE3;o s&#xE3;o acompanhados por diminui&#xE7;&#xE3;o da tens&#xE3;o arterial e da resist&#xEA;ncia perif&#xE9;rica.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <h4>Absor&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>O Cloridrato de Diltiazem &#xE9; quase completamente absorvido pelo trato gastrintestinal.</p> <p>A concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral de comprimidos de 60 mg de Cloridrato de Diltiazem a adultos saud&#xE1;veis do sexo masculino, alcan&#xE7;ou o n&#xED;vel m&#xE1;ximo ap&#xF3;s 3 a 5 horas da administra&#xE7;&#xE3;o, e a partir de ent&#xE3;o diminu&#xED;ram com uma meia-vida de elimina&#xE7;&#xE3;o de 4,5 horas. Com a administra&#xE7;&#xE3;o oral repetida, a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica atingiu um estado de equil&#xED;brio no segundo dia ou ap&#xF3;s. A concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica foi de cerca de 40 ng/ml cerca de 2 a 4 horas ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o em pacientes tratados em longo prazo com administra&#xE7;&#xE3;o de 90 mg/dia divididos em 3 doses.</p> <p>Ap&#xF3;s dose oral &#xFA;nica de 120 mg da formula&#xE7;&#xE3;o SR obt&#xEA;m-se n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos detect&#xE1;veis ap&#xF3;s duas a tr&#xEA;s horas, e n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos de pico ap&#xF3;s 6 a 11 horas.</p> <h4>Metabolismo</h4> <p>Cloridrato de Diltiazem sofre um extenso efeito de metabolismo de primeira passagem, resultando numa biodisponibilidade absoluta (em compara&#xE7;&#xE3;o &#xE0; administra&#xE7;&#xE3;o endovenosa) de cerca de 40%. A liga&#xE7;&#xE3;o de Cloridrato de Diltiazem com prote&#xED;na &#xE9; cerca de 80%. O Cloridrato de Diltiazem &#xE9; submetido a extenso metabolismo, principalmente pela isoenzima CYP3A4 do citocromo P450.</p> <p>Quando Cloridrato de Diltiazem foi administrado oralmente em adultos saud&#xE1;veis do sexo masculino, as principais vias metab&#xF3;licas foram desamina&#xE7;&#xE3;o oxidativa, desmetila&#xE7;&#xE3;o oxidativa, desacetila&#xE7;&#xE3;o e conjuga&#xE7;&#xE3;o.</p> <h4>Elimina&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>Cerca de 2 a 4% da dose &#xE9; excretada na urina como Cloridrato de Diltiazem inalterado e restante excretado como metab&#xF3;litos na bile e urina. O Cloridrato de Diltiazem e seus metab&#xF3;litos s&#xE3;o pouco dialis&#xE1;veis. A meia-vida de Cloridrato de Diltiazem &#xE9; relatada a ser cerca de 3 a 8 horas.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Cardizem?

Mantenha em temperatura ambiente (15 ºC a 30 ºC), protegido da luz e da umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características do medicamento

Cardizem comprimidos&nbsp;30 mg e 60 mg

Os comprimidos são brancos, redondos, planos em ambas as faces, brilhantes e com bordas chanfradas. A face superior apresenta sulco central e a gravação “30D” ou “60D” e a face inferior o logo da empresa.

Cardizem cápsula SR 90 mg

As cápsulas são duras, com tampa marrom, gravado em branco “90 mg” e no corpo amarelo gravado “Cardizem SR”. Dentro das cápsulas há grânulos revestidos brancos.

Cardizem cápsula SR 120 mg

As cápsulas&nbsp;são duras, com tampa marrom-chocolate gravado em branco “120 mg” e no corpo caramelo gravado “Cardizem SR”. Dentro das cápsulas há grânulos revestidos brancos.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Apresentações do Cardizem

Comprimidos de 30 mg e 60 mg

Embalagem com 50 comprimidos.

Uso adulto.

Uso oral.

Cápsula de liberação prolongada de 90 mg e 120 mg

Embalagem com 20 cápsulas.

Uso adulto.

Uso oral.

Dizeres Legais do Cardizem

M.S - 1.0367.0062

Farm. Resp.:
Ana Carolina Scandura Cardillo
CRF-SP 22440

Boehringer Ingelheim do Brasil Quím. e Farm. Ltda.
Rod. Régis Bittencourt, km 286
Itapecerica da Serra – SP
CNPJ 60.831.658/0021-10
Indústria Brasileira



SAC
0800-7016633

Venda sob prescrição médica.

Fabricante: Boehringer

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