Cristália Anforicin B

50mg, caixa com 1 frasco-ampola com pó para solução de uso intravenoso + diluente (embalagem hospitalar)

Princípio ativo
:
Anfotericina B
Classe Terapêutica
:
Agentes Sistêmicos para Infecções Fúngicas
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca 2 Vias (Antibiótico - Dispensação Sob Prescrição Médica Restrito a Hospitais)
Categoria
:
Antibióticos
Especialidade
:
Dermatologia e Infectologia

Bula do medicamento

Anforicin B, para o que é indicado e para o que serve?

Este medicamento é indicado no tratamento de pacientes com infecções fúngicas progressivas potencialmente graves:

Aspergilose; blastomicose; candidíase disseminada; coccidiodomicose; criptococose; endocardite fúngica; endoftalmite candidiásica; infecções intra-abdominais, incluindo peritonites relacionadas e não relacionadas com o processo de diálise; leishmaniose mucocutânea (embora não seja um fármaco de tratamento primário); meningite criptocócica; meningite fúngica de outras origens; mucormicose (ficomicose); septicemia fúngica; esporotricose disseminada; infecções fúngicas das vias urinárias; meningoencefalite amebiana primária; paracoccidioidomicose. Este fármaco não deve ser usado no tratamento de infecções fúngicas não invasivas. O Anforicin B não tem efeito contra bactérias, inclusive do gênero Rickettsias e vírus.

O produto pode ser administrado em pacientes imunocomprometidos com febre persistente e que não tiveram sucesso na resposta à terapia antibacteriana apropriada.

Como o Anforicin B funciona?

O Anforicin B contém anforicina B, um antibiótico antifúngico derivado do Streptomyces nodosus.

A anfotericina B inibe o crescimento e elimina os fungos, dependendo da concentração obtida nos fluidos corporais e da sensibilidade dos fungos. A anfotericina B age ligando-se à membrana celular do fungo sensível e altera a permeabilidade da membrana provocando extravasamento dos componentes intracelulares.

A anfotericina B é excretada de forma lenta pelos rins, sendo que 2 a 5% de uma dose administrada é eliminada sob a forma biologicamente ativa. Após a suspensão do tratamento, o fármaco pode ser detectado na urina durante um período de 3 a 4 semanas, devido à sua eliminação lenta. A excreção biliar pode representar uma importante via de eliminação. Detalhes de outras vias metabólicas não são conhecidos. Os níveis sanguíneos não são afetados por problemas renais ou hepáticos.

Quais as contraindicações do Anforicin B?

Este medicamento é contraindicado em pacientes com insuficiência renal e em pacientes que tenham demonstrado hipersensibilidade à anfotericina B ou a algum outro componente da formulação, a menos que, na opinião do médico, a condição que requer o tratamento envolva risco de vida e seja sensível somente à terapia com anfotericina B.

Gravidez

Categoria de Risco B.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Como usar o Anforicin B?

Devido ao fato deste produto ser de uso restrito a hospitais ou ambulatórios especializados, de emprego específico e ser manipulado apenas por pessoal treinado, somente podendo ser admistrado pelos mesmos.

Posologia

Anforicin B deve ser administrado por infusão intravenosa lenta, aplicando durante um período de aproximadamente 2 a 6 horas, observando-se as precauções usuais para a terapêutica intravenosa. A concentração recomendada para infusão é de 0,1 mg/mL (1 mg/10 mL).

A tolerância dos pacientes ao Anforicin B é muito variada e a dose deve ser ajustada às necessidades individuais de cada paciente (p. ex.: local e intensidade da infecção, agente etiológico, etc.). Normalmente, a terapia é iniciada com uma dose diária de 0,25 mg/kg de peso corpóreo administrada por um período entre 2 a 6 horas em pacientes com boa função cardiorrenal e dose teste inicial bem-tolerada. Apesar de não estar comprovado o prognóstico de intolerância, pode ser preferível aplicar uma dose-teste inicial (1 mg em 20 mL de solução glicosada a 5%), administrada intravenosamente por 20 a 30 minutos. A temperatura do paciente, pulso, respiração e pressão arterial devem ser anotados a cada 30 minutos durante 2 a 4 horas. Um paciente com uma infecção fúngica severa rapidamente progressiva, com boa função cardiopulmonar e que tolere a dose-teste sem uma reação grave, pode receber 0,3 mg/kg de anfotericina B intravenosamente por um período de 2 a 6 horas. Uma segunda dose menor, i.e., 5 a 10 mg, é recomendada para os pacientes com disfunção cardiopulmonar ou para os que apresentaram reação grave à dose-teste. As doses podem ser gradualmente aumentadas em 5 a 10 mg/dia para uma dose diária final de 0,5 a 1,0 mg/kg.

Atualmente os dados disponíveis são insuficientes para definir a dose total e a duração do tratamento necessárias para a erradicação de micoses específicas (p.ex.: mucormicose). A dose ideal é desconhecida. A dose diária total pode chegar até 1,0 mg/kg de peso corpóreo ou até 1,5 mg/kg quando administrada em dias alternados, em infecções causadas por patógenos menos sensíveis.

Cuidado: em nenhuma circunstância a dose total diária deverá exceder a 1,5 mg/kg. Uma superdose de anfotericina B pode resultar em parada cardio-respiratória.

Uso Adulto

Candidíase

Em infecções disseminadas e/ou graves por Candida, as doses usuais de Anforicin B variam de 0,4 a 0,6 mg/kg/dia por 4 semanas ou mais. Doses de até 1 mg/kg/dia podem ser necessárias dependendo da gravidade da infecção. O tratamento persiste até que se observe claramente uma melhora clínica, podendo haver necessidade de se administrar doses cumulativas totais de até 2 a 4 g em adultos. Doses menores (0,3 mg/kg/dia) podem ser empregadas em circunstâncias especiais, por exemplo, em casos de esofagite (causada por Candida) resistente à terapia local, ou quando a anfotericina B é usada em associação comoutros agentes antifúngicos.

Criptococose

A terapia da criptococose com Anforicin B em pacientes não-imunodeprimidos normalmente requer doses de 0,3 mg/kg/dia por períodos de aproximadamente 4-6 semanas ou até que as culturas semanais dêem resultados negativo durante 1 mês. Em pacientes imunodeprimidos e/ou naqueles com meningite, a anfotericina B pode ser administrada em associação com outros agentes antifúngicos por 6 semanas. Doses diárias maiores de anfotericina B podem ser necessárias empacientes gravemente enfermos ou empacientes em tratamento com anfotericina B isolada.

Em pacientes com meningite criptococócica e com Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA), podem ser necessárias doses maiores (0,7 – 0,8 mg/kg/dia) e o tratamento pode se estender por 12 semanas.

Em pacientes que desenvolveram a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA), cujas culturas dão resultado negativo após um ciclo padrão de tratamento, pode-se considerar uma terapia crônica supressora, por exemplo, de 1 mg/kg/semana.

Coccidioidomicose

Em coccidioidomicose primária que requer tratamento, administra-se Anforicin B em doses de 1,0 até um máximo de 1,5 mg/kg/dia, com doses acumuladas de 0,5 a 2,5 g em adultos, dependendo da gravidade e do local da infecção. Na meningite coccidioidal, podem ser necessárias administrações sistêmica e intratecal, de acordo com as referências padrões.

Blastomicose

Em pacientes gravemente enfermos devido à blastomicose, recomenda-se doses de 0,3 a 1 mg/kg/dia do fármaco, com dose acumulada de 1,5 a 2,5 g em adultos.

Histoplasmose

Em casos de histoplasmose pulmonar crônica ou disseminada, recomenda-se geralmente doses aproximadas de 0,5 a 1 mg/kg/dia, com dose acumulada de 2 a 2,5 g em adultos.

Esporotricose

A terapêutica com anfotericina B intravenosa para esporotricose varia até nove meses com uma dose total de até 2,5 g.

Aspergilose

A aspergilose tem sido tratada com anfotericina via I.V. por um período de até 11 meses. Doses de 0,5 a 1 mg/kg/dia ou mais e doses acumuladas de 2 a 4 g em adultos podem ser necessárias em casos de infecções graves (por exemplo, pneumonia ou fungemia).

A duração do tratamento para micoses graves pode ser de 6 a 12 semanas ou mais.

Mucormicose rinocerebral

Esta doença fulminante, geralmente ocorre em associação com cetoacidose diabética. É imperativo que a rápida recuperação do controle diabético seja realizado para que o tratamento com anfotericina B seja bem sucedido. Uma vez que a mucormicose rinocerebral geralmente segue um curso rapidamente fatal, a conduta terapêutica deve ser necessariamente mais agressiva do que aquela usada em micoses mais indolentes e as doses de anfotericina B tipicamente variam de 0,7 a 1,5 mg/kg por dia.

Uso pediátrico

Utilizar a menor dose efetiva de Anforicin B. A dose para o tratamento de infecções fúngicas invasivas pode variar de 0,5 a 1 mg/kg uma vez ao dia, de acordo com a condição clínica do paciente, considerando se este é imunodeprimido ou não. Em alguns casos, a terapia pode ser consolidada com o uso de um antifúngico oral (ex: fluconazol, itraconazol). A duração do tratamento irá depender da resposta clínica do paciente.

Não ultrapassar a dose de 1,5 mg/kg/dia.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento semo conhecimento do seu médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Anforicin B?

Uma vez que este medicamento é administrado por um profissional da saúde em ambiente hospitalar não deverá ocorrer esquecimento do seu uso.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Quais cuidados devo ter ao usar o Anforicin B?

A anfotericina B pode ser o único tratamento eficaz disponível para as moléstias provocadas por fungos potencialmente fatais. Em cada caso, os prováveis benefícios em termos de sobrevida devem ser pesados contra os possíveis riscos e efeitos adversos perigosos.

Deve-se ter precaução para prevenir uma superdose inadvertida de anfotericina B, que pode resultar em parada cardíaca ou cardiopulmonar potencialmente fatal. A dose deve ser verificada, especialmente se exceder 1,5 mg / kg.

A anfotericina B deve ser administrada somente por via intravenosa e para pacientes sob supervisão clínica rigorosa e por pessoas devidamente treinadas.

Durante o emprego intravenoso da anfotericina B, comumente, você poderá apresentar reações agudas tais como: calafrio, febre, falta de apetite, náuseas, vômitos, cefaleias, dor muscular, dor na articulação e diminuição da pressão arterial 1 a 3 horas após o início da infusão intravenosa. Estas reações são usualmente mais graves com as primeiras doses de anfotericina B e usualmente diminuem com doses subsequentes.

A infusão intravenosa rápida, em menos de 1 hora, particularmente em pacientes com insuficiência renal, deve ser evitada, pois poderá ocorrer aumento de potássio, hipotensão, choque e arritmias (alteração da frequência cardíaca). Em alguns pacientes, a hidratação e a repleção de sódio antes da administração de anfotericina B podem reduzir o risco de desenvolver nefrotoxicidade. A medicação alcalina suplementar pode diminuir as complicações da acidose tubular renal.

Uma vez que foram relatadas reações pulmonares agudas em doentes tratados com anfotericina B durante ou pouco tempo após a transfusão de leucócitos, é aconselhável separar temporariamente estas infusões na medida do possível e monitorar a função pulmonar.

Pacientes submetidos à irradiação total do corpo poderão apresentar leucoencefalopatia após a administração de anfotericina B.

Durante a terapia com anfotericina B, seu médico poderá solicitar monitorização da função renal, do fígado, eletrólitos séricos e dos componentes sanguíneos.

Testes laboratoriais

Os pacientes devem ser monitorizados quanto à concentração de:
  • <li>Nitrog&#xEA;nio ur&#xE9;ico no sangue (BUN);</li> <li>Concentra&#xE7;&#xE3;o s&#xE9;rica de creatinina.</li>

Caso a dose esteja sendo aumentada, deve-se realizar estes testes em dias alternados e, posteriormente, uma vez por semana, durante o tratamento. Caso o BUN e a creatinina aumentem a concentrações clinicamente significativas, poderá ser necessário suspender a medicação até que a função renal melhore.

Carcinogênese, Mutagênese e Comprometimento da Fertilidade

Não foram realizados estudos para se avaliar o potencial do produto em provocar câncer, mutação ou se esta medicação afeta a fertilidade em machos e fêmeas.

Interações medicamentosas

O Anforicin B possui interações com medicações tóxicas aos rins, corticosteroides, corticotrofina, agentes cujos efeitos ou toxicidades possam ser aumentados pela hipocalemia, flucitosina e embora não observada em todos os estudos, pacientes que receberam anfotericina B durante ou logo após transfusão de leucócitos podem apresentar reações pulmonares, fármacos depressores da medula óssea, radioterapia, fármacos eliminadores de potássio, imidazólicos (ex: cetoconazol, miconazol) e medicações nefrotóxicas (ex: cisplatina, pentamidina).

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algumoutro medicamento.

Não use medicamento semo conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Anforicin B?

Reações comuns (>1/100 e <1/10)&nbsp;

Hipotensão, tromboflebite, dor no local da aplicação, diarreia, indigestão, dispepsia, perda de apetite, anorexia, náuseas, vômitos, anemia normocrômica e normocítica, artralgia e mialgia (eventos relativos à infusão e que diminuem com as doses subsequentes), cefaleia, taquipneia, febre às vezes com calafrios (não depende da taxa de infusão), mal estar, tremores.

Reações muito raras (<1/10.000)

Radiarritmia, Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC), Fenômeno de Raynaud, eritema (de mãos, solas, face e pescoço), extravasamento no local da aplicação, hipotermia (em paciente com HIV), aumento de enzimas hepáticas, anafilaxia, déficit neurológico (em dois pacientes com meningite logo após administração intratecal), Parkinsonismo, visão anormal (em paciente com Lupus Eritematoso Sistêmico e Meningite), cisto subconjuntival.

Reações com frequência desconhecida

Assistolia, parada cardíaca, arritmia cardíaca (incluindo bradicardia, taquicardia sinusal, taquicardia atrial multifocal, contrações ventriculares prematuras, fibrilação ventricular, assistolia e parada cardíaca, sendo que essas ocorrências podem estar associadas à hiperpotassemia), cardiomiopatia, hipertensão, fibrilação ventricular, erupção maculopapular, rash, rash maculopapular, prurido, Síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica, hiperpotassemia, distúrbios eletrolíticos como hipocalcemia, hipopotassemia particularmente em administração rápida, hipomagnesemia, Diabetes insipidus nefrogênica, eritropoiese anormal (atraso na recuperação celular hematopoiética normal em pacientes recebendo terapia antifúngica com anfotericina B associada à Flucitosina), agranulocitose, trombocitopenia, hepatite, hepatotoxicidade, falência hepática aguda, hepatite, icterícia, reações anafilactoides, reações de hipersensibilidade, encefalopatia, neuropatia periférica, convulsões, diplopia, perda auditiva, zumbido, delírio tóxico agudo, função renal anormal - comprometimento da função renal (os efeitos na função renal geralmente melhoram com a interrupção da terapia, podem ocorrer danos permanentes, os efeitos são dose dependente), anúria, nefrotoxicidade incluindo falência renal aguda (os efeitos são dose dependente), oligúria, acidose tubular renal (melhoria com a interrupção da terapia), broncoespasmo, chiado, dispneia, falência respiratória, hemoptise, doença bilateral de vias respiratórias.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações inadequadas pelo uso do medicamento . Informe tambémà empresa através do seu serviço de atendimento.

População Especial

Gravidez

A anfotericina B atravessa a barreira placentária. Estudos de reprodução em animais não evidenciaram danos para o feto atribuídos à infusão intravenosa de anfotericina B.

Este medicamento deverá ser empregado durante a gravidez com cuidado e somente se os prováveis benefícios a serem obtidos coma medicação prevaleceremsobre os potenciais riscos envolvidos ao feto.

Este medicamento não ser utilizada por mulheres grávidas sem orientação médica.

Gravidez – Categoria de Risco B.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Lactação

Devido ao fato de que muitos fármacos são excretados no leite humano e considerando-se a toxicidade potencial da anfotericina B, é prudente que os médicos aconselhem as mães para suspenderem a lactação.

Uso Geriátrico

A tolerância dos pacientes ao Anforicin B é muito variada e a dose deve ser ajustada às necessidades individuais de cada paciente (p. ex.: local e intensidade da infecção, agente etiológico, etc.).

Uso em crianças

A segurança e eficácia do uso em pacientes pediátricos não foram estabelecidas por estudos adequados e bem controlados. Pacientes pediátricos com infecções fúngicas sistêmicas foram tratados sem relato de efeitos adversos incomuns.

Para o controle de infecções fúngicas é importante a prevenção da transmissão cruzada. As principais medidas que devemser enfatizadas são: higiene das mãos, precauções de contato e limpeza do ambiente.

Qual a composição do Anforicin B?

Cada frasco-ampola contém:

Anfotericina B: 50mg.

Excipientes: desoxicolato de sódio, fosfato de sódio dibásico, fosfato de sódio monobásico, hidróxido de sódio e ácido clorídrico.

Diluente:

Cada ampola de 10 mL contém:

Água para injetáveis q.s.p: 10,0 mL.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Anforicin B maior do que a recomendada?

A superdose do Anforicin B pode provocar problemas renais e distúrbios eletrolíticos, podendo resultar em parada cardio-respiratória. Se houver suspeita de superdose, descontinuar a terapia e monitorizar o estado clínico do paciente (funções cardio-respiratória, renal e hepática, condição hematológica, eletrólitos séricos) e administrar terapia de suporte conforme necessário. A anfotericina B não é hemodialisável. Antes da reinstituição da terapia, o estado do paciente deve estar estabilizado (incluindo-se correção das deficiências eletrolíticas, etc.).

Para evitar a superdose, não exceder a dose diária de 1,5 mg/kg.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagemou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Anforicin B com outros remédios?

Não foram conduzidos estudos formais de interação de Anfotericina B com outros fármacos. Entretanto, quando administrados concomitantemente, os fármacos descritos abaixo são conhecidos por interagir com a Anfotericina B, podendo assim, interagir com Anfotericina B.

Interações medicamento-medicamento

Agentes antineoplásicos

O uso simultâneo de agentes antineoplásicos e Anfotericina B pode aumentar o potencial para toxicidade renal, broncoespasmo e hipotensão. Deve-se ter muito cuidado quando da administração concomitante de agentes antineoplásicos e Anfotericina B.

Corticosteroides e corticotropina (ACTH)

O uso concomitante de corticosteroides ou corticotropina com Anfotericina B pode potencializar a hipocalemia, podendo predispor o paciente à disfunção cardíaca; se usados concomitantemente com Anfotericina B, os eletrólitos séricos e a função cardíaca devem ser estreitamente monitorados.

Ciclosporina A

Dados de interação medicamentosa de medicamentos contendo Anfotericina B indicam que pacientes recebendo Anfotericina B concomitantemente com altas doses de ciclosporina A apresentaram aumento da creatinina sérica, causada por administração simultânea destes dois fármacos. No entanto, Anfotericina B mostrou ser menos nefrotóxico do que a Anfotericina B convencional.

Glicosídeos digitálicos

O uso concomitante com Anfotericina B pode induzir hipocalemia e potencializar a toxicidade digitálica. Quando administrados concomitantemente com Anfotericina B, os níveis séricos de potássio devem ser estreitamente monitorados.

Flucitosina

O uso concomitante de flucitosina com preparações contendo Anfotericina B pode aumentar a toxicidade da flucitosina por uma possível elevação da sua captação celular e/ou comprometimento da sua excreção renal. Deve-se ter cautela na administração concomitante da flucitosina com Anfotericina B.

Imidazóis (p.ex.: cetoconazol, miconazol, clotrimazol, fluconazol)

Antagonismo entre Anfotericina B e derivados imidazólicos tais como miconazol e cetoconazol, que inibem a síntese de ergosterol, foi reportado tanto em estudos in vitro quanto em animais in vivo. A importância clínica destes achados não foi determinada.

Outros medicamentos nefrotóxicos

O uso simultâneo de Anfotericina B e agentes tais como aminoglicosídeos e pentamidina podem aumentar o potencial de toxicidade renal droga-induzida. O uso simultâneo de Anfotericina B e aminoglicosídeos ou pentamidina requer muito cuidado. Recomenda-se monitoração intensiva da função renal em pacientes que requeiram qualquer combinação de medicamentos nefrotóxicos.

Relaxantes musculoesqueléticos

A hipocalemia induzida pela Anfotericina B pode aumentar o efeito curarizante dos relaxantes músculos-esqueléticos (tubocurarina, por exemplo). Quando administrados simultaneamente com Anfotericina B, os níveis de potássio sérico devem ser monitorados a intervalos frequentes.

Zidovudina

Mielotoxicidade exacerbada e nefrotoxicidade foram observadas em cães que receberam administração simultânea de Anfotericina B (1,5 ou 5,0 mg/kg/dia) e zidovudina durante 30 dias. Ao se usar zidovudina e Anfotericina B simultaneamente, as funções renais e hematológicas devem ser monitoradas a intervalos frequentes.

Interações medicamento-exame laboratorial

Transfusões de leucócitos

Toxicidade pulmonar aguda foi relatada em pacientes recebendo Anfotericina B convencional e transfusões de leucócitos. Não se deve administrar, ao mesmo tempo, transfusões de leucócitos e Anfotericina B.

Qual a ação da substância do Anforicin B (Anfotericina B)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Infec&#xE7;&#xF5;es F&#xFA;ngicas</h3> <p>Duzentos e oitenta e dois pacientes refrat&#xE1;rios ou intolerantes &#xE0; Anfotericina B convencional, ou para os quais esta mostrou-se nefrot&#xF3;xica, portadores de aspergiloses (n=111), candid&#xED;ases (n=87), zigomicoses (n=25), criptococoses (n=16), fusarioses (n=11) e outras infec&#xE7;&#xF5;es f&#xFA;ngicas, foram tratados com Anfotericina B em tr&#xEA;s estudos abertos. Os resultados destes estudos demonstraram a efetividade de Anfotericina B no tratamento de infec&#xE7;&#xF5;es f&#xFA;ngicas invasivas.</p> <h3>Efeitos sobre a fun&#xE7;&#xE3;o renal</h3> <p>Pacientes com aspergilose que iniciaram o tratamento com Anfotericina B com n&#xED;veis de creatinina s&#xE9;rica acima de 2,5 mg/dL apresentaram decl&#xED;nio do n&#xED;vel deste par&#xE2;metro durante o tratamento (Figura 1). Em um estudo retrospectivo de controle os n&#xED;veis de creatinina s&#xE9;rica de pacientes tratados com Anfotericina B apresentaram-se mais baixos quando comparados com os n&#xED;veis dos pacientes tratados com Anfotericina B convencional (Figura 1).</p> <p><strong>Figura 1: Altera&#xE7;&#xF5;es do n&#xED;vel m&#xE9;dio de creatinina s&#xE9;rica ao longo do tempo Pacientes com aspergilose e creatinina s&#xE9;rica &gt; 2,5 mg/dL na condi&#xE7;&#xE3;o basal</strong></p> <p style=\"text-align:center\"><strong><img alt=\"\" src=\"https://uploads.consultaremedios.com.br/ckeditor_assets/pictures/5d717c6bde373c0022db216a/original_FIGURA-1.PNG?1567718507\" style=\"width:50%\"/></strong></p> <p>[ ]&amp;nbsp;= N&#xFA;mero de pacientes em cada ponto de tempo.</p> <p><strong>Nota: </strong>As curvas n&#xE3;o representam a evolu&#xE7;&#xE3;o cl&#xED;nica de um paciente, mas sim a evolu&#xE7;&#xE3;o cl&#xED;nica de uma coorte de pacientes em um estudo aberto.</p> <p><strong>Figura 2: Altera&#xE7;&#xF5;es do n&#xED;vel m&#xE9;dio de creatinina s&#xE9;rica ao longo do tempo Pacientes com infec&#xE7;&#xF5;es f&#xFA;ngicas e creatinina s&#xE9;rica &gt; 2,5 mg/dL na condi&#xE7;&#xE3;o basal</strong></p> <p style=\"text-align:center\"><strong><img alt=\"\" src=\"https://uploads.consultaremedios.com.br/ckeditor_assets/pictures/5d717cb8de373c002bdb214d/original_FIGURA-2.PNG?1567718584\" style=\"width:50%\"/></strong></p> <p>[ ] = N&#xFA;mero de pacientes em cada ponto de tempo.</p> <p><strong>Nota: </strong>As curvas n&#xE3;o representam a evolu&#xE7;&#xE3;o cl&#xED;nica de um paciente, mas sim a evolu&#xE7;&#xE3;o cl&#xED;nica de uma coorte de pacientes em um estudo aberto.</p> <p>Em um estudo randomizado de Anfotericina B para o tratamento de candid&#xED;ase invasiva em pacientes com fun&#xE7;&#xE3;o renal normal ao in&#xED;cio do estudo, a incid&#xEA;ncia de nefrotoxicidade foi significativamente menor no grupo tratado com Anfotericina B na dose de 5 mg/kg/dia do que no grupo tratado com Anfotericina B convencional na dose de 0,7 mg/kg/dia.</p> <p>Apesar de geralmente observar-se menor nefrotoxicidade de Anfotericina B na dose de 5 mg/kg/dia quando comparado com terapia com Anfotericina B convencional na dose de 0,6-1,0 mg/kg/dia, &#xE9; poss&#xED;vel, ainda assim, verificar-se toxicidade renal dose-limitante com Anfotericina B. A toxicidade renal de doses superiores a 5 mg/kg/dia de Anfotericina B n&#xE3;o foi formalmente estudada.</p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <p><strong>Grupo Farmacoterap&#xEA;utico:</strong> Antimic&#xF3;ticos para Uso Sist&#xEA;mico.<br> <strong>C&#xF3;digo ATC: </strong>J02AA01.</br></p> <p>Anfotericina B &#xE9; uma suspens&#xE3;o est&#xE9;ril, apirog&#xEA;nica, para infus&#xE3;o intravenosa.</p> <p>Anfotericina B consiste de Anfotericina B complexada com dois fosfolip&#xED;dios em raz&#xE3;o molar de f&#xE1;rmaco-lip&#xED;dio de 1:1. Os dois fosfolip&#xED;dios, L-&#x3B1;-dimiristoilfosfatidilcolina (DMPC) e L-&#x3B1;-dimiristoilfosfatidilglicerol (DMPG), est&#xE3;o presentes em raz&#xE3;o molar de 7:3. Anfotericina B &#xE9; uma suspens&#xE3;o amarela e opaca, com pH entre 5 e 7.</p> <p><strong>Nota: </strong>A encapsula&#xE7;&#xE3;o lipossomal ou a incorpora&#xE7;&#xE3;o em um complexo lip&#xED;dico pode afetar substancialmente as propriedades funcionais do f&#xE1;rmaco, em compara&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s propriedades do f&#xE1;rmaco n&#xE3;o encapsulado ou n&#xE3;o complexado a lip&#xED;dios. Adicionalmente, diferentes produtos lipossomais ou complexos lip&#xED;dicos diferentes, com um mesmo princ&#xED;pio ativo, podem diferir na composi&#xE7;&#xE3;o qu&#xED;mica e na forma f&#xED;sica do componente lip&#xED;dico. Tais diferen&#xE7;as podem afetar as propriedades funcionais dos medicamentos.</p> <h3>A Anfotericina B, um polieno, &#xE9; um <a href=\"https://consultaremedios.com.br/infeccoes/antibioticos/c\" target=\"_blank\">antibi&#xF3;tico</a> <a href=\"https://consultaremedios.com.br/antifungico/c\" target=\"_blank\">antif&#xFA;ngico</a> produzido por uma cepa de <em>Streptomyces nodosus</em>. &#xC9; quimicamente designado como:</h3> <p>[1R-(1R*,3S*,5R*,6R*,9R*,11R*,15S*,16R*,17R*,18S*,19E,21E,23E,25E,27E,29E,31E,33R*,35S*, 36R*,37S*)]-33-[(3-Amino-3,6-dideoxi-b-D-manopirasonil)oxi]-1,3,5,6,9,11,17,37-octahidroxi-15,16,18-trimetil-13-oxo-14,39- dioxabiciclo[33.3.1]nonatriaconta-19,21,23,25,27,29,31-heptaeno-36-&#xE1;cido carbox&#xED;lico.</p> <p><strong>Apresenta peso molecular de 924,09 e f&#xF3;rmula molecular C<sub>47</sub>H<sub>73</sub>NO<sub>17</sub>. Sua f&#xF3;rmula estrutural &#xE9;:</strong></p> <p style=\"text-align:center\"><img alt=\"\" src=\"https://uploads.consultaremedios.com.br/ckeditor_assets/pictures/5d717d43de373c0022db216d/original_FIGURA-3.PNG?1567718723\" style=\"width:30%\"/></p> <h3>Propriedades Farmacodin&#xE2;micas</h3> <h4>Mecanismo de A&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>Anfotericina B&amp;nbsp;age atrav&#xE9;s liga&#xE7;&#xE3;o aos esteroides da membrana celular de fungos suscet&#xED;veis, resultando em uma altera&#xE7;&#xE3;o da permeabilidade da membrana. As membranas celulares dos mam&#xED;feros tamb&#xE9;m cont&#xEA;m esteroides, acreditando-se que os danos &#xE0;s c&#xE9;lulas humanas ocorrem por interm&#xE9;dio do mesmo mecanismo de a&#xE7;&#xE3;o.</p> <h4>Atividade <em>in vitro</em> e<em> in vivo</em> </h4> <p>Anfotericina B mostrou atividade <em>in vitro</em> contra <em>Aspergillus sp</em>. (n=3) e <em>Candida sp</em>. (n=10), com CIMs geralmente &lt; 1 &#xB5;g/mL. Dependendo das esp&#xE9;cies e cepas de <em>Aspergillus</em> e <em>Candida </em>testadas, diferen&#xE7;as significativas<em> in vitro</em> na suscetibilidade &#xE0; Anfotericina B (CIMs variando de 0,1 a &gt; 10 &#xB5;g/ml) foram relatadas. Entretanto, n&#xE3;o foram estabelecidas t&#xE9;cnicas padronizadas para testes de suscetibilidade de agentes antif&#xFA;ngicos, e os resultados dos estudos de suscetibilidade necessariamente n&#xE3;o se correlacionam com os resultados cl&#xED;nicos.</p> <p>Anfotericina B &#xE9; ativo em modelos animais contra<em> Aspergillus fumigatus, Candida albicans, C. guillermondi, C. stellatoideae e C. tropicalis, Cryptococcus sp., Coccidioidomyces sp., Histoplasma sp. e Blastomyces sp.</em>, nos quais os objetivos foram a elimina&#xE7;&#xE3;o dos microrganismos do(s) &#xF3;rg&#xE3;o(s) alvo(s) e/ou o aumento da sobrevida dos animais infectados.</p> <h3>Propriedades Farmacocin&#xE9;ticas</h3> <p>O ensaio usado para dosar a Anfotericina B no sangue ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o de Anfotericina B n&#xE3;o distingue a Anfotericina B complexada com fosfolip&#xED;dios, de Anfotericina B, da Anfotericina B n&#xE3;o complexada.</p> <p>A farmacocin&#xE9;tica da Anfotericina B ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o de Anfotericina B &#xE9; n&#xE3;o linear. O volume de distribui&#xE7;&#xE3;o e a depura&#xE7;&#xE3;o do sangue aumentam com o aumento da dose de Anfotericina B, resultando em aumentos n&#xE3;o proporcionais das concentra&#xE7;&#xF5;es sangu&#xED;neas de Anfotericina B na faixa de doses de 0,6 - 5,0 mg/kg/dia.</p> <p><strong>Os par&#xE2;metros farmacocin&#xE9;ticos da Anfotericina B no sangue total ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o de Anfotericina B e desoxicolato de Anfotericina B s&#xE3;o:</strong></p> <table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td colspan=\"3\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Par&#xE2;metros farmacocin&#xE9;ticos da Anfotericina B no sangue total em pacientes aos quais se administraram doses m&#xFA;ltiplas de Anfotericina B ou desoxicolato de Anfotericina B</strong></p> </td> </tr> <tr> <td> <p style=\"text-align:center\"><strong>Par&#xE2;metro farmacocin&#xE9;tico</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center\"><strong>Anfotericina B 5,0 mg/kg/dia por 5-7 dias M&#xE9;dia &#xB1; SD</strong></td> <td> <p style=\"text-align:center\"><strong>Anfotericina B 0,6 mg/kg/dia por 42 dias 1 M&#xE9;dia &#xB1; SD</strong></p> </td> </tr> <tr> <td> <p style=\"text-align:center\">Concentra&#xE7;&#xE3;o m&#xE1;xima (&#x3BC;g/ml)</p> </td> <td style=\"text-align:center\">1,7 &#xB1; 0,8 (n=10) <sup>2</sup> </td> <td> <p style=\"text-align:center\">1,1 &#xB1; 0,2 (n=5)</p> </td> </tr> <tr> <td> <p style=\"text-align:center\">Concentra&#xE7;&#xE3;o ao final do intervalo entre as doses (&#x3BC;g/ml)</p> </td> <td style=\"text-align:center\">0,6 &#xB1; 0,3 (n=10) <sup>2</sup> </td> <td> <p style=\"text-align:center\">0,4 &#xB1; 0,2 (n=5)</p> </td> </tr> <tr> <td> <p style=\"text-align:center\">&#xC1;rea sob a curva concentra&#xE7;&#xE3;o sangu&#xED;nea/tempo (AUC<sub>0-24h</sub> ) (&#xB5;g*h/mL)</p> </td> <td style=\"text-align:center\">14 &#xB1; 7 (n=14) <sup>2,3</sup> </td> <td> <p style=\"text-align:center\">17,1 &#xB1; 5 (n=5)</p> </td> </tr> <tr> <td> <p style=\"text-align:center\">Depura&#xE7;&#xE3;o (mL/h*kg)</p> </td> <td style=\"text-align:center\">436 &#xB1; 188,5 (n=14) <sup>2,3</sup> </td> <td> <p style=\"text-align:center\">38 &#xB1; 15 (n=5)</p> </td> </tr> <tr> <td> <p style=\"text-align:center\">Volume de distribui&#xE7;&#xE3;o aparente (Vd<sub>&#xE1;rea</sub> ) (L/kg)</p> </td> <td style=\"text-align:center\">131 &#xB1; 57,7 (n=8) <sup>3</sup> </td> <td> <p style=\"text-align:center\">5 &#xB1; 2,8 (n=5)</p> </td> </tr> <tr> <td> <p style=\"text-align:center\">Meia-vida de elimina&#xE7;&#xE3;o terminal (h)</p> </td> <td style=\"text-align:center\">173,4 &#xB1; 78 (n=8) <sup>3</sup> </td> <td> <p style=\"text-align:center\">91,1 &#xB1; 40,9 (n=5)</p> </td> </tr> <tr> <td> <p style=\"text-align:center\">Quantidade excretada na urina nas 24 horas ap&#xF3;s a &#xFA;ltima dose (% da dose) <sup>4</sup></p> </td> <td style=\"text-align:center\">0,9 &#xB1; 0,4 (n=8) <sup>3</sup> </td> <td> <p style=\"text-align:center\">9,6 &#xB1; 2,5 (n=8)</p> </td> </tr> </tbody> </table> <p><sup>1</sup> Dados de pacientes com leishmaniose mucocut&#xE2;nea. Velocidade de infus&#xE3;o de 0,25 mg/kg/h.<br> <sup>2</sup> Dados de estudos em pacientes com <a href=\"https://consultaremedios.com.br/cancer/c\" target=\"_blank\">c&#xE2;ncer</a> citologicamente comprovado sendo tratados com quimioterapia ou pacientes neutrop&#xEA;nicos com infec&#xE7;&#xE3;o f&#xFA;ngica presumida ou comprovada. Velocidade de infus&#xE3;o de 2,5 mg/kg/h.<br> <sup>3</sup> Dados de pacientes com leishmaniose mucocut&#xE2;nea. Velocidade de infus&#xE3;o de 4 mg/kg/h.<br> <sup>4</sup> Percentagem da dose excretada em 24 horas ap&#xF3;s a &#xFA;ltima dose.</br></br></br></p> <p>O grande volume de distribui&#xE7;&#xE3;o e a alta depura&#xE7;&#xE3;o sangu&#xED;nea da Anfotericina B ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o de Anfotericina B provavelmente refletem capta&#xE7;&#xE3;o pelos tecidos. A longa meia-vida de elimina&#xE7;&#xE3;o final provavelmente reflete uma lenta redistribui&#xE7;&#xE3;o dos tecidos. Embora a Anfotericina B seja excretada lentamente, existe uma pequena acumula&#xE7;&#xE3;o no sangue ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o de m&#xFA;ltiplas doses. A AUC da Anfotericina B aumentou aproximadamente 34% a partir do dia 1 ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o de Anfotericina B, na dose de 5 mg/kg/dia durante 7 dias. Os efeitos do g&#xEA;nero ou da ra&#xE7;a sobre a farmacocin&#xE9;tica de Anfotericina B n&#xE3;o foram estudados.</p> <p><strong>As concentra&#xE7;&#xF5;es tissulares de Anfotericina B (descritas na tabela abaixo) foram obtidas da aut&#xF3;psia de um paciente submetido a transplante card&#xED;aco que recebeu tr&#xEA;s doses de Anfotericina B de 5,3 mg/kg/dia:</strong></p> <table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td colspan=\"2\" style=\"width:498px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Concentra&#xE7;&#xF5;es Tissulares</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:613px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>&#xD3;rg&#xE3;o</strong></p> </td> <td style=\"width:613px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Concentra&#xE7;&#xE3;o Tissular de Anfotericina B (&#xB5;g/g)</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:613px\"> <p style=\"text-align:center\">Ba&#xE7;o</p> </td> <td style=\"width:613px\"> <p style=\"text-align:center\">290</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:613px\"> <p style=\"text-align:center\">Pulm&#xE3;o</p> </td> <td style=\"width:613px\"> <p style=\"text-align:center\">222</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:613px\"> <p style=\"text-align:center\"><a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/figado/c\" target=\"_blank\">F&#xED;gado</a></p> </td> <td style=\"width:613px\"> <p style=\"text-align:center\">196</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:613px\"> <p style=\"text-align:center\">N&#xF3;dulos Linf&#xE1;ticos</p> </td> <td style=\"width:613px\"> <p style=\"text-align:center\">7,6</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:613px\"> <p style=\"text-align:center\">Rim</p> </td> <td style=\"width:613px\"> <p style=\"text-align:center\">6,9</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:613px\"> <p style=\"text-align:center\">Cora&#xE7;&#xE3;o</p> </td> <td style=\"width:613px\"> <p style=\"text-align:center\">5</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:613px\"> <p style=\"text-align:center\">C&#xE9;rebro</p> </td> <td style=\"width:613px\"> <p style=\"text-align:center\">1,6</p> </td> </tr> </tbody> </table> <p>Este padr&#xE3;o de distribui&#xE7;&#xE3;o &#xE9; consistente com o observado em estudos pr&#xE9;-cl&#xED;nicos em c&#xE3;es, nos quais as maiores concentra&#xE7;&#xF5;es de Anfotericina B, ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o de Anfotericina B, foram observadas no f&#xED;gado, ba&#xE7;o e pulm&#xE3;o; entretanto, a rela&#xE7;&#xE3;o entre as concentra&#xE7;&#xF5;es tissulares de Anfotericina B, quando administrada como Anfotericina B, e sua atividade biol&#xF3;gica &#xE9; desconhecida.</p> <h4>Popula&#xE7;&#xF5;es Especiais</h4> <h5>Insufici&#xEA;ncia Hep&#xE1;tica</h5> <p>O efeito da insufici&#xEA;ncia hep&#xE1;tica sobre a disponibilidade de Anfotericina B n&#xE3;o &#xE9; conhecido, por&#xE9;m observa-se em estudo que mesmo quando h&#xE1; comprometimento hep&#xE1;tico por infec&#xE7;&#xE3;o f&#xFA;ngica invasiva, as enzimas hep&#xE1;ticas se mantiveram inalteradas na vig&#xEA;ncia do tratamento e a concentra&#xE7;&#xE3;o hep&#xE1;tica de Anfotericina B permaneceu alta.</p> <p>Pacientes com insufici&#xEA;ncia hep&#xE1;tica devido &#xE0; infec&#xE7;&#xE3;o, doen&#xE7;a do enxerto contra o hospedeiro, outras doen&#xE7;as hep&#xE1;ticas ou administra&#xE7;&#xE3;o concomitante de f&#xE1;rmacos hepatot&#xF3;xicos foram tratados com sucesso com Anfotericina B.</p> <h5>Insufici&#xEA;ncia Renal</h5> <p>Estudos demonstram a seguran&#xE7;a de Anfotericina B em pacientes com insufici&#xEA;ncia renal, e mesmo em pacientes com tend&#xEA;ncia &#xE0; disfun&#xE7;&#xE3;o renal. A dose ideal n&#xE3;o foi estabelecida, mesmo assim, os estudos relatam que n&#xE3;o existe dose limite para a nefrotoxicidade, mesmo sendo essa dose maior que 5 mg/kg/dia. Conclui-se ainda que os n&#xED;veis s&#xE9;ricos de creatinina devem ser monitorados durante o tratamento.</p> <p>Sendo Anfotericina B uma droga potencialmente nefrot&#xF3;xica, deve ser realizado um monitoramento da fun&#xE7;&#xE3;o renal antes de iniciar o tratamento em pacientes com doen&#xE7;a renal pr&#xE9;-existente ou que j&#xE1; tiveram insufici&#xEA;ncia renal e, regularmente, durante a terapia.</p> <p>Anfotericina B pode ser administrado em pacientes durante a di&#xE1;lise renal ou hemofiltra&#xE7;&#xE3;o. Os n&#xED;veis s&#xE9;ricos de pot&#xE1;ssio e magn&#xE9;sio s&#xE9;ricos devem ser monitorados regularmente.</p> <p><a href=\"https://consultaremedios.com.br/produtos-hospitalares/hemodialise/c\" target=\"_blank\">Hemodi&#xE1;lise</a> ou di&#xE1;lise peritoneal n&#xE3;o aumentam visivelmente a taxa de elimina&#xE7;&#xE3;o da Anfotericina B.</p> <h5>Pacientes Idosos</h5> <p>A farmacocin&#xE9;tica e a farmacodin&#xE2;mica em pacientes idosos (&#x2265; 65 anos de idade) n&#xE3;o foram estudadas, entretanto infec&#xE7;&#xF5;es f&#xFA;ngicas sist&#xEA;micas t&#xEA;m sido tratadas em pacientes idosos (&#x2265; 65 anos de idade) em doses compar&#xE1;veis &#xE0; dose recomendada para o peso corporal.</p> <h5>Pacientes Pedi&#xE1;tricos</h5> <p>Estudos em pacientes pedi&#xE1;tricos indicam que a efic&#xE1;cia do tratamento foi mantida tanto nas doses m&#xED;nimas como nas doses m&#xE1;ximas. Al&#xE9;m disso, a toxicidade foi diminu&#xED;da nas doses menores. Anfotericina B foi estudado em neonatos e foi constatado que o medicamento &#xE9; seguro e eficaz no tratamento nesta faixa et&#xE1;ria com candid&#xED;ase invasiva na dosagem de 2,5 mg/kg/dia &#xE0; 5 mg/kg/dia. Os resultados deste estudo indicaram que n&#xE3;o h&#xE1; diferen&#xE7;a na disposi&#xE7;&#xE3;o de Anfotericina B em neonatos e grupos de outras idades.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Anforicin B?

Antes da reconstituição, Anforicin B deve ser mantido sob refrigeração (temperatura entre 2ºC e 8ºC) e protegido da luz.

Após a reconstituição, as soluções concentradas (5 mg/mL) em água para injetáveis, mantém sua potência durante 24 horas em temperatura ambiente e protegidas da luz, ou por uma semana em refrigerador.

As soluções diluídas para infusão intravenosa (0,1 mg/mL ou menos) em glicose a 5% injetável devem ser utilizadas imediatamente após efetuada a diluição.

O prazo de validade é de 36 meses a partir da data de fabricação impressa na embalagem.

Não use o medicamento comprazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Aspectos físicos e organolépticos

Anforicin B é um pó liofilizado amarelo, uniforme e isento de partículas estranhas.

Após a reconstituição com 10 mL de água para injetáveis, apresenta-se como uma solução límpida, amarela e praticamente isenta de partículas.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utiliza-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance de crianças.

Dizeres Legais do Anforicin B

Nº do lote, data de fabricação e prazo de validade:
Vide rótulo/caixa

Registro M.S.: 1.0298.0229

Farm. Resp.:
Dr. José CarlosMódolo
CRF-SP N.º 10.446

Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.
Rodovia Itapira-Lindóia, km 14 - Itapira-SP
CNPJ N.º 44.734.671/0001-51
Indústria Brasileira


Uso sob prescrição médica.&nbsp;

Uso restrito a hospitais.

Fabricante: Cristália

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