Cristália Imipra

25mg, caixa com 200 comprimidos revestidos (embalagem hospitalar)

Princípio ativo
:
Cloridrato De Imipramina
Classe Terapêutica
:
Anti-Depressivos Todos os Outros
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
C1 Branca 2 vias (Venda Sob Prescrição Médica - Este medicamento pode causar Dependência Física ou Psíquica)
Categoria
:
Antidepressivos
Especialidade
:
Psiquiatria e Neurologia

Bula do medicamento

Imipra, para o que é indicado e para o que serve?

Imipra® pertence ao grupo de medicamentos conhecidos como antidepressivos tricíclicos, que são usados para tratar depressão e distúrbios do humor. Estados de pânico, dores crônicas e incontinência urinária noturna em crianças acima de 5 anos de idade são outras condições psicológicas que podem ser tratadas com Imipra®.

Como o Imipra funciona? 

{"tag":"hr","value":" <h3>Mecanismo de a&#xE7;&#xE3;o</h3> <p>Acredita-se que Imipra<sup>&#xAE;</sup> trabalha aumentando a quantidade de mensageiros qu&#xED;micos (noradrenalina e <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/serotonina/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">serotonina</a>) no c&#xE9;rebro, ou fazendo seus efeitos durarem mais tempo. A imipramina tem v&#xE1;rias propriedades farmacol&#xF3;gicas, incluindo-se as propriedades alfa-adrenol&#xED;tica, anti-histam&#xED;nica, anticolin&#xE9;rgica e bloqueadora do receptor serotonin&#xE9;rgico (5-HT). Contudo, acredita-se que a principal atividade terap&#xEA;utica da imipramina seja a inibi&#xE7;&#xE3;o da recapta&#xE7;&#xE3;o neuronal de noradrenalina (NA) e serotonina (5-HT).</p> <p>A imipramina &#xE9; chamada de bloqueador &quot;misto&quot; da recapta&#xE7;&#xE3;o, isto &#xE9;, ela inibe a recapta&#xE7;&#xE3;o da noradrenalina e da serotonina, aproximadamente na mesma propor&#xE7;&#xE3;o.</p> "}

Quais as contraindicações do Imipra?

Não tome Imipra® se você for alérgico (tiver hipersensibilidade) a cloridrato de imipramina, a qualquer outro antidepressivo tricíclico ou a qualquer outro ingrediente de Imipra® (descrito no início desta bula); já estiver tomando um tipo de antidepressivo conhecido como inibidor da monoaminoxidase (MAO); teve um ataque cardíaco recentemente ou se você tem alguma doença cardíaca séria. Se você não tem certeza se é ou não alérgico, consulte o seu médico. Se qualquer uma das afirmativas se aplicar a você, provavelmente Imipra® não é adequado para o seu tratamento.

Como usar o Imipra?

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não exceda a dose recomendada.

A dose diária habitual no início do tratamento é de 25 mg 1-3 vezes ao dia. O seu médico pode aumentar a dosagem diária gradualmente para 150-200 mg. Esta dosagem deverá ser alcançada até o final da primeira semana e mantida até que uma clara melhora seja observada. A dose de manutenção, que deve ser determinada de forma individual e cautelosamente a dosagem, é geralmente 50-100 mg por dia.

Seu médico irá decidir pela dose mais adequada para o seu caso em particular. Para depressão e distúrbio do humor, a dose diária é normalmente entre 50 mg e 100 mg. Para ataques de pânico, o tratamento é geralmente iniciado com 10 mg por dia, e depois de alguns dias, a dose é aumentada gradualmente para entre 75 mg-150 mg. Para dores crônicas, a dose diária é usualmente entre 25 mg e 75 mg. Para incontinência urinária noturna em crianças (com 5 anos ou mais), a dose diária é normalmente entre 20 mg e 80 mg, dependendo da idade da criança.

Dose máxima diária

Adultos
Depressão e síndromes depressivas

A dose máxima diária não deve ultrapassar 200 mg para adultos não internados e 300 mg para adultos internados.

Pânico

A dose máxima diária não deve ultrapassar 200 mg.

Condições dolorosas crônicas

A dose máxima diária não deve ultrapassar 300 mg.

Pacientes idosos

A dose máxima diária não deve ultrapassar 50 mg. Se necessário, doses superiores às recomendadas devem ser usadas com precaução em pacientes idosos.

Crianças e adolescentes
Enurese noturna (apenas em crianças com 5 anos ou mais, onde terapias alternativas não são consideradas adequadas)

A dose máxima não deve exceder 30 mg para pacientes com idade entre 5-8 anos, 50 mg para pacientes com idade entre 9- 12 anos e 80 mg para pacientes acima de 12 anos.

Tome Imipra® de acordo com a recomendação do seu médico. Não tome mais do que o indicado e nem com maior frequência ou por mais tempo que o indicado.

Estados de depressão e ansiedade crônica requerem tratamento de longa duração com Imipra®. Não altere ou interrompa o tratamento sem antes consultar o seu médico. A duração do tratamento é conforme orientação médica.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Imipra?&nbsp;

{"tag":"hr","value":" <p>Se voc&#xEA; se esquecer de tomar uma dose de Imipra&#xAE;, tome a dose esquecida assim que se lembrar, e depois volte ao esquema habitual. Caso o hor&#xE1;rio da pr&#xF3;xima dose esteja muito pr&#xF3;ximo, n&#xE3;o tome a dose esquecida, tome a pr&#xF3;xima dose do esquema habitual. N&#xE3;o tome o dobro da dose para compensar a dose esquecida. Se voc&#xEA; tiver d&#xFA;vidas, pergunte ao seu m&#xE9;dico.</p> <h3>Interrup&#xE7;&#xE3;o do tratamento</h3> <p>O tratamento com Imipra<sup>&#xAE;</sup> n&#xE3;o deve ser interrompido repentinamente sem o conhecimento ou a orienta&#xE7;&#xE3;o do m&#xE9;dico.</p> <p>O seu m&#xE9;dico pode querer reduzir a dose gradualmente antes de parar o tratamento completamente. Isso serve para prevenir qualquer piora da sua condi&#xE7;&#xE3;o e reduzir o risco de sintomas causados pela descontinua&#xE7;&#xE3;o do medicamento, tais como <a href=\"https://consultaremedios.com.br/dor-febre-e-contusao/dor-de-cabeca-e-enxaqueca/c\" target=\"_blank\">dor de cabe&#xE7;a</a>, <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/nauseas/c\" target=\"_blank\">n&#xE1;usea</a> e desconfortos em geral.</p> <p><strong>Em caso de d&#xFA;vidas, procure orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico ou de seu m&#xE9;dico, ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> "}

Quais cuidados devo ter ao usar o Imipra?

Tome cuidado especial com Imipra® se você:

Pensa em suicídio; tem ataques epilépticos; tem batimentos cardíacos irregulares; tem esquizofrenia; tem glaucoma (aumento da pressão intraocular). Se você tem doença do fígado ou do rim; tem distúrbio sanguíneo; tem dificuldades em urinar ou próstata aumentada; tem a glândula da tireoide hiperativa; toma muita bebida alcoólica; tem prisão de ventre frequente.

Você também deve informar seu médico se está utilizando certos medicamentos utilizados para tratar depressão (incluindo medicamentos obtidos sem prescrição). Exemplos desses medicamentos são: fluoxetina, paroxetina, sertralina, citalopram, fluvoxamina, lítio e outros antidepressivos tricíclicos. Seu médico irá levar em consideração esses itens antes e durante o seu tratamento com Imipra®.

Informação para familiares e cuidadores

Você deve monitorar o seu paciente com depressão quanto a sinais de mudanças de comportamento tais como, ansiedade incomum, inquietação, problemas no sono, irritabilidade, agressividade, excitação exagerada ou outra mudança de comportamento anormal, piora da depressão ou pensamento em suicídio. Se você perceber algum desses sintomas no paciente, relate-os ao médico dele, especialmente se eles forem graves, com início repentino ou se forem sintomas novos (não ocorridos antes).

Você deve avaliar a emergência de tais sintomas, com base no dia a dia, do paciente, especialmente durante o início do tratamento com antidepressivos, e quando a dose for aumentada ou diminuída, uma vez que essas alterações podem ser abruptas. Sintomas como esses podem estar associados a um aumento do risco de pensamento em suicídio ou comportamento suicida e indicam a necessidade de monitoramento próximo do paciente e, possivelmente, alterações na medicação.

Outras medidas de segurança

É importante que o seu médico verifique o seu progresso regularmente para permitir o ajuste de doses e contribuir para a redução de efeitos indesejáveis. Seu médico pode requerer exames de sangue, medir a sua pressão arterial e monitorar o funcionamento do seu coração.

Imipra® pode causar a sensação de boca seca, a qual pode aumentar o risco de deterioração dos dentes. Portanto, durante o tratamento de longa duração, você deve ir ao dentista regularmente.

Caso você use lentes de contato e apresente irritação dos olhos, fale com seu médico.

Antes de se submeter a uma cirurgia ou tratamento dentário, informe o médico ou dentista que você está tomando Imipra®.

Imipra® pode tornar a sua pele mais sensível à luz do sol. Evite expor-se diretamente ao sol e use roupas que cubram bem o corpo e óculos de sol.

Crianças e adolescentes (com menos de 18 anos de idade)

Imipra® não deve ser administrado a crianças ou adolescentes a menos que seja especificamente prescrito pelo médico para o tratamento de incontinência urinária noturna.

Pacientes idosos (com 60 anos de idade ou mais)

Os pacientes idosos geralmente precisam de doses mais baixas do que os pacientes mais jovens. Os efeitos adversos são mais prováveis de ocorrer em pacientes idosos. Seu médico irá informá-lo sobre qualquer recomendação especial em relação à dosagem cuidadosa ou uma observação mais atenciosa.

Dirigir veículos ou operar máquinas

Imipra® pode deixar o paciente sonolento ou menos alerta, ou causar a sensação de visão borrada. Se isso ocorrer com você, não dirija, não opere máquinas e não faça qualquer outra atividade que requeira atenção integral. A ingestão de bebidas alcoólicas pode aumentar a sonolência.

Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.

Gravidez

Informe seu médico sobre a ocorrência de gravidez, na vigência do tratamento ou após o seu término. Informe ao seu médico se está amamentando.

Imipra® não deve ser usado durante a gravidez a não ser que seja especificamente prescrito pelo seu médico. Ele irá avaliar o risco potencial de tomar o medicamento durante a gestação.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Lactação

O ingrediente ativo de Imipra® passa para o leite materno. Portanto, não se recomenda que as mães amamentem seus filhos durante o tratamento.

Imipra® contém lactose, se você tiver intolerância à lactose, informe ao seu médico antes de tomar Imipra®.

Este medicamento contém lactose.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Imipra?

Informe seu médico sobre o aparecimento de qualquer reação desagradável.

Imipra® pode causar alguns efeitos indesejáveis em algumas pessoas. Estes efeitos geralmente não requerem atenção médica, e podem desaparecer no decorrer do tratamento à medida que o seu organismo se acostuma com a medicação.

Consulte o seu médico se os efeitos persistirem ou estiverem incomodando muito.

Os efeitos adversos mais comuns são sonolência, cansaço, boca seca, visão borrada, dor de cabeça, tremor, palpitações, constipação, náusea, vômito, tontura, rubores, transpiração, queda da pressão sanguínea acompanhada de tontura ao levantar-se repentinamente, e ganho de peso. No início do tratamento com imipramina pode ocorrer aumento da ansiedade, mas esta sensação geralmente desaparece dentro de duas semanas.

Outros efeitos indesejáveis podem ocorrer, tais como: cáries dentárias, confusão, desorientação, agitação, distúrbio do sono, excitação exagerada, irritabilidade, agressividade, dificuldade sexual, dormência ou formigamento das extremidades, movimentos involuntários, diminuição da produção de lágrimas, pupilas dilatadas, zumbido, aumento da pressão sanguínea, distúrbios abdominais, feridas na boca, ulceração na língua, sensibilidade da pele ao sol, erupções na pele, perda de cabelo, inchaço do peito e derramamento de leite, edema (inchaço do tornozelo e/ou das mãos e/ou de qualquer outra parte do corpo) e febre. Pacientes com 50 anos ou mais que tomam um medicamento deste grupo são mais propensos a sofrer fraturas ósseas.

Procure o seu médico imediatamente se qualquer uma das seguintes reações ocorrerem, pois elas requerem maior atenção médica: ver coisas ou ouvir sons que não existem, icterícia, reações cutâneas (coceira ou vermelhidão), infecções frequentes com febre e dor de garganta (causada pela diminuição de células brancas no sangue), reações alérgicas com ou sem tosse e dificuldade de respirar, inabilidade para coordenar os movimentos, perda do equilíbrio, dor no olho, dor abdominal grave com constipação, perda de apetite severa, contração muscular repentina, rigidez muscular, espasmos musculares, dificuldade em urinar, batimento cardíaco rápido ou irregular, dificuldade em falar, confusão severa ou delírio, alucinações, convulsões.

Um efeito também reportado, de frequência desconhecida, é a alteração no paladar.

Se você notar qualquer outra reação adversa não mencionada nesta bula, informe ao seu médico.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através de seu serviço de atendimento.

Qual a composição do Imipra?

Cada comprimido revestido contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:221px\"> <p style=\"text-align:center\">Cloridrato de imipramina</p> </td> <td style=\"width:245px\"> <p style=\"text-align:center\">25 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:221px\"> <p style=\"text-align:center\">Excipientes q.s.p.</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:245px\">1 comprimido</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Excipientes: lactose monoidratada, celulose microcristalina, dióxido de silício, croscarmelose sódica, copovidona, talco, estearato de magnésio, hipromelose, etilcelulose, trietil citrato, óxido de ferro vermelho, dióxido de titânio e macrogol.

Apresentação do&nbsp;Imipra

{"tag":"hr","value":" <h3>Comprimidos revestidos de 25 mg</h3> <p>Embalagens com 20 ou 200 comprimidos.</p> <p><strong>Uso oral.</strong></p> <p><strong>Uso adulto e pedi&#xE1;trico acima de 5 anos.</strong></p> <p><strong>Medicamento similar equivalente ao medicamento de refer&#xEA;ncia.</strong></p> "}

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Imipra maior do que a recomendada?

Se você tomar uma grande quantidade de Imipra® acidentalmente, procure orientação médica imediatamente.

Os seguintes sintomas da superdosagem geralmente aparecem dentro de algumas horas:

Sonolência profunda; falta de concentração; aumento, redução ou irregularidades nos batimentos cardíacos; inquietude e agitação, perda de massa muscular, coordenação e rigidez muscular; falta de ar; pode ocorrer também, vômito e febre.

Crianças apresentam uma maior sensibilidade a uma superdose aguda.

Qualquer superdose deve ser considerada grave e pode ser fatal.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Imipra com outros remédios?

Informe ao seu médico sobre qualquer outro medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento com Imipra®.

Tendo em vista que muitos medicamentos interagem com Imipra®, pode ser necessário ajustar as doses ou interromper o tratamento com um desses medicamentos.

É especialmente importante informar o seu médico se você toma bebida alcoólica todos os dias, ou se estiver tomando um dos seguintes medicamentos: medicamentos usados para controlar a&nbsp;pressão arterial ou o funcionamento do coração, outros antidepressivos, sedativos, tranquilizantes, barbitúricos, antiepilépticos, um medicamento chamado terbinafina, utilizado oralmente para tratar infecções fúngicas de pele, cabelo ou unhas, medicamentos usados para prevenir a formação de coágulos no sangue (anticoagulantes), medicamentos usados para tratar asma ou alergias, medicamentos usados para tratar doença de Parkinson, preparações com hormônios tireoidianos, cimetidina, metilfenidato, contraceptivos orais, estrógenos.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use este medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Qual a ação da substância do Imipra (Cloridrato de Imipramina)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <p>A efic&#xE1;cia do Cloridrato de Imipramina no al&#xED;vio da depress&#xE3;o est&#xE1; bem estabelecida; tamb&#xE9;m tem se revelado &#xFA;til em uma s&#xE9;rie de outros transtornos psiqui&#xE1;tricos <sup>(1)</sup>.</p> <p>As altas taxas cumulativas de remiss&#xE3;o sugerem que os antidepressivos s&#xE3;o eficazes e que os pacientes com depress&#xE3;o diagnosticada corretamente, que recebem o tratamento adequado, t&#xEA;m cerca de 90% de chance de alcan&#xE7;ar um estado de remiss&#xE3;o <sup>(3)</sup>.</p> <p>Estudos cl&#xED;nicos randomizados, duplo-cego para o tratamento da depress&#xE3;o maior demonstraram a efic&#xE1;cia do Cloridrato de Imipramina compar&#xE1;vel a outros antidepressivos (outros ATCs, ISRSs e outras classes de antidepressivos), em doses de, pelo menos, 100 mg <sup>(4-15)</sup>.</p> <p>Quando as doses terap&#xEA;uticas foram utilizadas, os ATCs e os ISRSs tiveram uma taxa de resposta semelhante (cerca de 70%) e um atraso semelhante para o in&#xED;cio de seus efeitos antidepressivos (2 ou mais semanas) <sup>(1,18)</sup> .</p> <p>Em ensaios comparativos entre comprimidos de Cloridrato de Imipramina, sertralina, fluoxetina, fluvoxamina, milnacipram e moclobemida, o intervalo de dose de Cloridrato de Imipramina foi de 50 a 300 mg/dia (dose m&#xE9;dia de 150-220 mg/dia), 50-200 mg/dia de sertralina, 20-60 mg/dia de fluoxetina, 200 mg/dia para a fluvoxamina, 50 mg/dia para a moclobemida e 50mg/dia para milnacipram. As taxas de resposta nestes ensaios variaram de 40 a 70% e os resultados para o Cloridrato de Imipramina foram semelhantes aos medicamentos comparados<sup> (4, 7, 8, 9, 10, 11, 12,13, 14)</sup>.</p> <p>Uma metan&#xE1;lise realizada por Bollini <em>et al</em>, com trinta e tr&#xEA;s estudos, revelou que doses de antidepressivos equivalentes a 100-200 mg de Cloridrato de Imipramina mostraram uma m&#xE9;dia de melhoria de 53% na an&#xE1;lise pela &#x201C;inten&#xE7;&#xE3;o de tratar&#x201D;. Eles conclu&#xED;ram que os antidepressivos s&#xE3;o prescritos frequentemente na pr&#xE1;tica cl&#xED;nica em doses equivalentes a menos de 100 mg de Cloridrato de Imipramina e que nesta dose a taxa de melhora &#xE9; apenas moderadamente menor do que no intervalo terap&#xEA;utico e que os eventos adversos ocorrem significativamente com menor frequ&#xEA;ncia <sup>(2)</sup>.</p> <p>A efic&#xE1;cia dos comprimidos de Cloridrato de Imipramina na preven&#xE7;&#xE3;o de reca&#xED;das em pacientes deprimidos responsivos &#xE0; eletroconvulsoterapia (ECT), com tratamento pr&#xE9;vio falho, foi analisada em um estudo randomizado, controlado por placebo. Houve apenas 18% de recidiva no grupo tratado, em compara&#xE7;&#xE3;o com os 80% no grupo placebo, levando os autores a conclu&#xED;rem que estes pacientes podem se beneficiar do efeito profil&#xE1;tico da mesma classe de medicamentos durante a terapia de manuten&#xE7;&#xE3;o ap&#xF3;s a resposta &#xE0; ECT. Por &#xFA;ltimo, um estudo duplo-cego controlado e outro estudo randomizado aberto abordaram a quest&#xE3;o da diferen&#xE7;a de g&#xEA;nero na resposta ao tratamento com sertralina e Cloridrato de Imipramina. Homens e mulheres com depress&#xE3;o cr&#xF4;nica demonstraram responsividade e tolerabilidade diferente aos ISRSs e aos antidepressivos tric&#xED;clicos. Ambos os ensaios cl&#xED;nicos tornaram evidente que as mulheres s&#xE3;o mais propensas a responder &#xE0; sertralina (72,2% vs 52,1%, com Cloridrato de Imipramina), enquanto os homens responderam similarmente &#xE0; sertralina e ao Cloridrato de Imipramina. Os horm&#xF4;nios sexuais femininos podem aumentar a resposta ao ISRS ou inibir a resposta a antidepressivos tric&#xED;clicos. O ciclo normal de ovula&#xE7;&#xE3;o e a libera&#xE7;&#xE3;o de estrog&#xEA;nio podem ter uma intera&#xE7;&#xE3;o farmacodin&#xE2;mica clinicamente relevante com os antidepressivos serotonin&#xE9;rgicos.</p> <p>Em 2000, Barlow e colaboradores realizaram estudo cl&#xED;nico a fim de avaliar se o medicamento e as terapias psicossociais para o transtorno do p&#xE2;nico (TP) s&#xE3;o, separadamente, mais eficazes do que o placebo, se um tratamento &#xE9; mais eficaz do que o outro, e se a terapia cognitiva combinada (TCC) (ambos os tratamentos) &#xE9; mais eficaz do que a terapia sozinha. Tanto o grupo tratado com Cloridrato de Imipramina quanto o tratado com TCC foram significativamente superiores ao placebo na fase aguda de tratamento, conforme acessado pela Escala de Gravidade de Transtorno do P&#xE2;nico (EGTP) [taxas de resposta para a an&#xE1;lise de &#x201C;inten&#xE7;&#xE3;o de tratar&#x201D; (ITT), 45,8%, 48,7%, e 21,7%]. Ap&#xF3;s 6 meses de manuten&#xE7;&#xE3;o, Cloridrato de Imipramina e TCC foram significativamente mais eficientes do que o placebo em duas escalas &#x2013; EGTP (taxas de repostas, 37,8%, 39,5%, e 13,0%, respectivamente) e Impress&#xE3;o Cl&#xED;nica Global (ICG) (37,8%, 42,1%, e 13,0%, respectivamente). Entre os que responderam ao tratamento, o Cloridrato de Imipramina produziu uma resposta de maior qualidade. A taxa de resposta aguda para o tratamento combinado foi de 60,3% para EGTP e de 64,1% para ICG. A taxa de reposta da manuten&#xE7;&#xE3;o de 6 meses foi 57,1% para a EGTP (P=0,04 vs. TCC sozinha e P=0,03 vs. Cloridrato de Imipramina sozinha) e 56,3% para a ICG (P=0,03 vs. Cloridrato de Imipramina sozinha), mas n&#xE3;o foi significativamente melhor do que TCC com placebo, em ambas an&#xE1;lises. Seis meses ap&#xF3;s descontinua&#xE7;&#xE3;o do tratamento, na an&#xE1;lise ITT, as taxas de respostas de ICG foram de 41,0% para TCC mais placebo, 31,9% para TCC sozinha, 19,7% para o Cloridrato de Imipramina sozinha, 13% para placebo, e 26,3% para TCC combinado com Cloridrato de Imipramina. Com estes resultados, os autores conclu&#xED;ram que a combina&#xE7;&#xE3;o entre Cloridrato de Imipramina e&amp;nbsp;TCC parece conferir vantagem aguda limitada, mas uma vantagem mais substancial at&#xE9; o fim da manuten&#xE7;&#xE3;o <sup>(16)</sup>.</p> <p>Em 1998, Mavissakalian avaliou a efic&#xE1;cia do tratamento sistem&#xE1;tico com 2,25 mg/kg/dia de Cloridrato de Imipramina em uma amostra homog&#xEA;nea de pacientes com transtorno de p&#xE2;nico com agorafobia. No total, 53% dos pacientes tiveram uma resposta significativa e est&#xE1;vel. Foram avaliados diversos par&#xE2;metros cl&#xED;nicos neste estudo e a maioria deles revelou que uma melhora substancial continuou para al&#xE9;m da oitava semana de tratamento. O &#xEA;xito do tratamento foi acompanhado de melhora significativa na sensibilidade de ansiedade, humor disf&#xF3;rico e bemestar funcional<sup> (17)</sup>.</p> <p>Em 2003, Mavissakalian realizou outro estudo com o intuito de comparar o perfil de rea&#xE7;&#xF5;es adversas dos inibidores seletivos da recapta&#xE7;&#xE3;o de serotonina (sertralina) e os antidepressivos tric&#xED;clicos (Cloridrato de Imipramina). Os resultados sugerem que as diferen&#xE7;as nas rea&#xE7;&#xF5;es adversas entre Cloridrato de Imipramina e sertralina s&#xE3;o transit&#xF3;rios e que, com exce&#xE7;&#xE3;o de taquicardia associada ao Cloridrato de Imipramina, as rea&#xE7;&#xF5;es adversas n&#xE3;o sobrecarregam indevidamente os pacientes ao final de 6 meses de cada um dos tratamentos. Mais timidamente, os resultados tamb&#xE9;m sugerem uma melhora mais r&#xE1;pida com Cloridrato de Imipramina do que com a sertralina <sup>(18)</sup>.</p> <p>Em 2009 foi elaborado um Guia Pr&#xE1;tico para Tratamento de Pacientes com Transtorno do P&#xE2;nico desenvolvido por psiquiatras que est&#xE3;o em atividade cl&#xED;nica. O Guia recomenda o uso do Cloridrato de Imipramina no Transtorno do P&#xE2;nico <sup>(19)</sup>.</p> <p>Em revis&#xE3;o realizada em 2007, publicada pela <em>The Cochrane Collaboration</em>, determinou a efic&#xE1;cia analg&#xE9;sica e seguran&#xE7;a de medicamentos antidepressivos na dor neurop&#xE1;tica. Esta revis&#xE3;o foi feita atrav&#xE9;s da avalia&#xE7;&#xE3;o de ensaios cl&#xED;nicos randomizados com antidepressivos em dor neurop&#xE1;tica identificados em diversos bancos de dados. Nesta atualiza&#xE7;&#xE3;o, sessenta e um ensaios de 20 antidepressivos foram considerados eleg&#xED;veis (3.293 participantes) para a inclus&#xE3;o [incluindo 11 estudos adicionais (778 participantes)]. Os antidepressivos tric&#xED;clicos (ATC) foram considerados eficazes pelos autores <sup>(20)</sup>.</p> <p>O Guia publicado pela Federa&#xE7;&#xE3;o Europeia de Sociedades Neurol&#xF3;gicas, em 2010, atualizou as evid&#xEA;ncias existentes acerca do tratamento farmacol&#xF3;gico da dor neurop&#xE1;tica desde 2005. Estudos foram identificados usando o Cochrane Database e o Medline. Os resultados mostraram que a efic&#xE1;cia dos antidepressivos tric&#xED;clicos &#xE9; estabelecida em polineuropatia dolorosa, <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-nevralgia-neuralgia-sintomas-tratamento-e-mais/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">neuralgia</a> p&#xF3;s-herp&#xE9;tica e algumas condi&#xE7;&#xF5;es de dor neurop&#xE1;tica central <sup>(21)</sup>.</p> <p>Em 1968, foi publicado por Kardash e colaboradores o resultado de um estudo cl&#xED;nico com objetivo de determinar a efic&#xE1;cia de Cloridrato de Imipramina em enurese prim&#xE1;ria em crian&#xE7;as. Os participantes foram divididos em quatro grupos: Grupo 1 - Placebo oito semanas (11 pacientes); Grupo 2 - Placebo quatro semanas e, depois, Cloridrato de Imipramina quatro semanas (11 pacientes); Grupo&amp;nbsp;3 - Cloridrato de Imipramina quatro semanas e, depois, placebo quatro semanas (11 pacientes) e; Grupo 4 - Cloridrato de Imipramina oito semanas (12 pacientes). Na compara&#xE7;&#xE3;o entre o grupo tratado e n&#xE3;o tratado, houve diferen&#xE7;a significativa no n&#xFA;mero de epis&#xF3;dios de enurese, onde a m&#xE9;dia do n&#xFA;mero de noites secas por semana, durante 4 semanas, foi de 4,87 no grupo n&#xE3;o tratado e 2,71 no grupo tratado com Cloridrato de Imipramina. De 43 crian&#xE7;as que foram acompanhadas, 20 (46,5%) usando medica&#xE7;&#xE3;o ficaram completamente secas por um per&#xED;odo de oito semanas e 13 (30,2%) destas foram consideradas curadas <sup>(22)</sup>.</p> <p>Fritz e colaboradores realizaram este estudo a fim de determinar a rela&#xE7;&#xE3;o entre o n&#xED;vel da droga s&#xE9;rica e a efic&#xE1;cia do tratamento em crian&#xE7;as enur&#xE9;ticas tratadas com Cloridrato de Imipramina. Como resultado, eles encontraram que a secura m&#xE9;dia aumentou de 27,8% no grupo placebo para 73%, com 2,5 mg/kg de Cloridrato de Imipramina. Ficou, ent&#xE3;o, confirmada a efic&#xE1;cia do Cloridrato de Imipramina sobre o placebo na redu&#xE7;&#xE3;o da frequ&#xEA;ncia de enurese noturna em crian&#xE7;as. A efic&#xE1;cia foi moderadamente, mas significativamente relacionada com o aumento da dose<sup> (23)</sup>.</p> <p>Monda e Douglas realizaram, em 1995, um estudo prospectivo para avaliar as tr&#xEA;s modalidades mais comuns utilizadas no tratamento de enurese noturna: Cloridrato de Imipramina, <a href=\"https://consultaremedios.com.br/acetato-de-desmopressina/bula\" target=\"_blank\">acetato de desmopressina</a> e sistemas de alarme de enurese. Entre 1987 e 1994, foram avaliados 345 pacientes com enurese noturna prim&#xE1;ria monossintom&#xE1;tica. A terapia com Cloridrato de Imipramina foi iniciada com uma dose de 1 mg/kg. Se depois de 2 semanas o paciente permanecesse incontinente, aumentava-se a dosagem para 1,5 mg/kg. Neste estudo, 36% dos doentes tratados com Cloridrato de Imipramina se tornam seco enquanto sob medica&#xE7;&#xE3;o, documentando a efic&#xE1;cia do Cloridrato de Imipramina quando comparado ao grupo apenas de observa&#xE7;&#xE3;o (controle) (p &lt;0,01) <sup>(24)</sup>.</p> <p>Um estudo multic&#xEA;ntrico, duplo cego, randomizado foi realizado com a finalidade de comparar o Cloridrato de Imipramina, a <a href=\"https://consultaremedios.com.br/mianserina/bula\" target=\"_blank\">mianserina</a> e placebo, para identificar um medicamento alternativo eficaz e elucidar a a&#xE7;&#xE3;o do Cloridrato de Imipramina em crian&#xE7;as com enurese. Oitenta crian&#xE7;as (65 meninos e 15 meninas) com idade entre 5-13 anos foram estudadas. Durante o tratamento, o Cloridrato de Imipramina foi superior ao placebo e mianserina (p&lt;0,001) em alcan&#xE7;ar noites secas e reduzir contagens de eventos de enurese. Ela levou a uma melhoria definitiva em 72% das crian&#xE7;as. A mianserina produz um efeito ben&#xE9;fico leve que n&#xE3;o foi superior ao placebo. Houve uma melhoria significativa no n&#xFA;mero de noites secas durante o tratamento com Cloridrato de Imipramina comparado com mianserina e com placebo (p&lt;0,001), mas n&#xE3;o houve diferen&#xE7;a significativa entre os resultados de mianserina e placebo (p=0,92) <sup>(25)</sup>.</p> <p>Nev&#xE9;us e colaboradores realizaram um estudo que visava avaliar a efic&#xE1;cia do&amp;nbsp;Cloridrato de Imipramina e da tolteridina em crian&#xE7;as enur&#xE9;ticas resistentes ao tratamento com alarme e com desmopressina. Para isto, 27 crian&#xE7;as enur&#xE9;ticas resistentes receberam ou placebo, ou <a href=\"https://consultaremedios.com.br/tolterodina/bula\" target=\"_blank\">tolterodina</a> 1-2 mg ou Cloridrato de Imipramina 25-50 mg ao deitar, durante 5 semanas de maneira randomizada, duplo-cego e&amp;nbsp;cruzada. O n&#xFA;mero de noites molhadas durante as &#xFA;ltimas 2 semanas de cada per&#xED;odo de tratamento foi comparado. Para avaliar os efeitos de medicamentos em fun&#xE7;&#xE3;o da bexiga, um novo gr&#xE1;fico de frequ&#xEA;ncia-volume foi completado durante cada per&#xED;odo. Somente o Cloridrato de Imipramina apresentou diferen&#xE7;a estatisticamente significativa em rela&#xE7;&#xE3;o ao placebo (p = 0,001), e tamb&#xE9;m foi superior ao grupo tratado com tolterodina (p = 0,006) <sup>(26)</sup>.</p> <p>As conclus&#xF5;es de revis&#xE3;o da literatura s&#xE3;o consistentes com o uso cont&#xED;nuo de Cloridrato de Imipramina para o tratamento da depress&#xE3;o, transtorno do p&#xE2;nico e condi&#xE7;&#xF5;es dolorosas cr&#xF4;nicas (para adultos) e enurese noturna (pedi&#xE1;trico).</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Baldessarini RJ. Drugs and the treatment of psychiatric disorders. Depression and anxiety disorders. In: Goodman &amp; Gilman. The pharmacological basis of therapeutics. 10th edition. Hardman JG, Limbird LE, editors. McGraw-Hill 2001. Pages 456-459.<br> 2. Bollini P, Pampallona S, Tibaldi G, Kupelnick B, Munizza C. Effectiveness of antidepressants. Meta-analysis of dose-effect relationships in randomised clinical trials. British Journal of Psychiatry 1999; 174:297-303.<br> 3. Quitkin FM, McGranth PJ, Stewart JW, Deliyannides D, Taylor BP, Davies CA, Klein DF. Remission rates with 3 consecutive antidepressant trials: Effectiveness for depressed outpatients. J Clin Psychiatry 2005; 66:670-676.<br> 4. Keller MB, Gelenberg AJ, Hirschfield MA, Rush AJ, Thase ME, Kocsis JH, et al. A doubleblind, randomized trial of sertraline and imipramine. J Clin Psychiatry 1998; 59:598-607.<br> 5. Miller IW, Keitner GI, Schatzberg AF, Klein DN, Thase ME, Rush AJ, et al. Psychosocial before and after treatment with sertraline or imipramine. J Clin Psychiatry 1998;59:608-619.<br> 6. Rush AJ, Koran LM, Keller MB, Markowitz JC, Harrison WM, Miceli RJ, et a. Study and rationale for evaluating the comparative efficacy of sertraline and imipramine as acute, crossover, continuation, and maintenance phase therapies. J Clin Psychiatry 1998; 59:589- 597.<br> 7. Lepola U, Arat&#xF3; M, Zhu Y, Austin C. Sertraline versus imipramine treatment of comorbid panic disorder and mayor depressive disorder. J Clin Psychiatry 2003;64:654-662.<br> 8. Thase ME, Rush AJ, Howland RH, Korstein SG, Kocsis JH, Gelember AJ, et al. Doubleblind switch study of imipramine or sertaline treatment of antidepressant-resistant chronic. Arch Gen Psychiatry 2002; 59:233-29.<br> 9. Rusell JM, Koran LM, Rush J, Hirschfeld MA, Harrison W, Friedman ES, et al. Effect of concurrent anxiety on response to sertraline and imipramine in patients with chronic depression. Depression and Anxiety 2001; 13:18-27.<br> 10. McGrath PJ, Stewart JW, Janal MN, Petkova E, Quitkin FM, Klein DF. A placebo-controlled study of fluoxetine versus imipramine in the acute treatment of atypical depression. Am J Psychiatry 2000;157:344-350.<br> 11. Simon GE, Heiligenstein J, Revicki D,Vonkonff M, Katon WJ, Ludman E, Grothaus L, Wagner E. Long-term outcomes of initial antidepressant drug choice in a &#x201C;Real World&#x201D; randomized trial. Arch Far Med 1999; 8:319-325.<br> 12. Nemeroff CB. Evans DL, Gyulai L, Sachs GS, Bowden CL, Gergel IP, Oakes R, Pitts CD. Double-blind, placebo-controlled comparison of impramine and paroxetine in the treatment of bipolar depression. Am J Psychiatry 2001; 158:906-912.<br> 13. Birkenhager TK, van der Broek WW, Mulder PG, Brujin JA, Moleman P. Comparison of two-phase treatment with imipramine or fluvoxamine, both followed by lithium addition, in inpatients with major depressive disorder. Am J Psychiatry 2004; 161:2060-2065.<br> 14. Van Amerongen AP, Ferry G, Tournoux A. A randomised, double-blind comparison of minacipran and imipramine in the treatment of depression. J Affect Disord. 2002; 72(1):21- 31.<br> 15. Silverstone T. Moclobemide vs. Imipramine in bipolar depression: a multicentre doubleblind clinical trial. Acta Psychiatr Scand. 2001; 104(2): 104-9.<br> 16. Barlow DH, Gorman JM, Shear MK, Woods SW; Cognitive-Behavioral Therapy, Imipramine, or Their Combination for Panic Disorder - A Randomized Controlled Trial; JAMA; May; 283(19); 2000; 2529-2450<br> 17. Mavissakalian MR, Perel JM, Talbott-Green M, Sloan C; Gauging the effectiveness of extended imipramine treatment for panic disorder with agoraphobia; Biol Psychiatry; Jun; 43(11); 1998; 848-854<br> 18. Mavissakalian MR; Imiprmaine vs. Sertraline in Panic Disorder: 24-Week Treatment Completers; Annals of Clinical Psychiatry; Vol. 25(3/4); Sept/Dec; 2003; 171-180<br> 19. Stein MB, Goin MK, Pollack MH, et al.; Practice Guideline for the treatment of patients with panic disorder: Second edition. Am J Psychiatry; 2009; 166 (2):1<br> 20. Saarto, T., Wiffen, P.J.; Antidepressants for neuropathic pain (Review); Cochrane Collaboration; A Cochrane Review. Cochrane Library, Iohn Wiley &amp; Sons, Ltd; (3); 2009<br> 21. Attal N, Cruccu G, Baron R, Haanp&#xE4;&#xE4; M, Hansson P, Jensen TS, Nurmikko T; European Federation of Neurological Societies; EFNS guidelines on the pharmacological treatment of neuropathic pain: 2010 revision; Eur J Neurol.; Sep;17(9); 2010; 1113-e88<br> 22. Kardash S, Hillman ES, Werry J. Efficacy of imipramine in childhood enuresis: a doubleblind control study with placebo. Can Med Assoc J. 1968 Aug 10; 99(6):263-6.<br> 23. Fritz GK, Rockney RM, Yeung AS. Plasma levels and efficacy of imipramine treatment for enuresis. J Am Acad Child Adolesc Psychiatry. 1994 Jan;33(1):60-4.<br> 24. Monda JM, Husmann DA. Primary nocturnal enuresis: a comparison among observation, imipramine, desmopressin acetate and bed-wetting alarm systems. J Urol. 1995 Aug;154(2 Pt 2):745-8.<br> 25. Smellie JM, McGrigor VS, Meadow SR, Rose SJ, Douglas MF. Nocturnal enuresis: a placebo controlled trial of two antidepressant drugs. Arch Dis Child. 1996 Jul;75(1):62-6.<br> 26. Nev&#xE9;us T, Tullus K. Tolterodine and imipramine in refractory enuresis; a placebo-controlled crossover study. Pediatr Nephrol. 2008 Feb;23(2):263-7.</br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <h4>Grupo farmacoterap&#xEA;utico</h4> <p>Antidepressivo tric&#xED;clico. Inibidor da recapta&#xE7;&#xE3;o de noradrenalina e serotonina e, com pot&#xEA;ncia significativamente menor, bloqueador da recapta&#xE7;&#xE3;o de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/dopamina/bula\" target=\"_blank\">dopamina</a> (inibidor n&#xE3;o seletivo da recapta&#xE7;&#xE3;o de monoamina), cuja a&#xE7;&#xE3;o leva ao aumento da concentra&#xE7;&#xE3;o de neurotransmissores na fenda sin&#xE1;ptica.</p> <h4>Mecanismo de a&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>O Cloridrato de Imipramina tem v&#xE1;rias propriedades farmacol&#xF3;gicas, incluindo-se propriedades alfa-adrenol&#xED;tica, anti-histam&#xED;nica, anticolin&#xE9;rgica e bloqueadora do receptor serotonin&#xE9;rgico (5-HT). Contudo, acredita-se que a principal atividade terap&#xEA;utica do Cloridrato de Imipramina seja a inibi&#xE7;&#xE3;o da recapta&#xE7;&#xE3;o neuronal de noradrenalina (NA) e serotonina (5-HT). Cloridrato de Imipramina &#xE9; chamada de bloqueador &#x201C;misto&#x201D; de recapta&#xE7;&#xE3;o, isto &#xE9;, ela inibe a recapta&#xE7;&#xE3;o da noradrenalina e da serotonina aproximadamente na mesma propor&#xE7;&#xE3;o.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <h4>Absor&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>O&amp;nbsp;Cloridrato de Imipramina &#xE9; absorvido r&#xE1;pido e quase que complemente a partir do trato gastrintestinal, atingindo concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica m&#xE1;xima m&#xE9;dia (C<sub>m&#xE1;x</sub>) de 34-137 ng/ml ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o de uma dose, dentro de 1,75-5 horas. A ingest&#xE3;o de alimentos n&#xE3;o afeta a absor&#xE7;&#xE3;o e biodisponibilidade. Durante sua primeira passagem pelo f&#xED;gado, o Cloridrato de Imipramina, administrada por via oral, &#xE9; parcialmente convertida em desipramina, um metab&#xF3;lito que tamb&#xE9;m exibe atividade antidepressiva.</p> <p>Ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral de 50 mg, 3 vezes ao dia durante 10 dias, as concentra&#xE7;&#xF5;es plasm&#xE1;ticas m&#xE9;dias de <em>steady-state</em> (estado do equil&#xED;brio) de Cloridrato de Imipramina e de desipramina foram de 33-85 ng/mL e 43-109 ng/ml, respectivamente.</p> <h4>Distribui&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>Liga&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/proteinas/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">prote&#xED;nas</a> plasm&#xE1;ticas do Cloridrato de Imipramina e da desipramina s&#xE3;o 60-96% e 73-92%, respectivamente. As concentra&#xE7;&#xF5;es de Cloridrato de Imipramina no fluido cerebroespinhal e no plasma s&#xE3;o altamente correlacionadas.</p> <p>O volume aparente de distribui&#xE7;&#xE3;o do Cloridrato de Imipramina e desipramina &#xE9; de 10-20 L/kg e de 10-50 L/kg, respectivamente. Tanto o Cloridrato de Imipramina como seu metab&#xF3;lito desipramina passam para o leite materno em concentra&#xE7;&#xF5;es an&#xE1;logas &#xE0;s encontradas no plasma.</p> <h4>Biotransforma&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>O Cloridrato de Imipramina &#xE9; extensivamente metabolizada no f&#xED;gado. O Cloridrato de Imipramina &#xE9;, primariamente, Ndesmetilada para formar N-desmetil Cloridrato de Imipramina (desipramina) pela CYP3A4, CYP2C19 e CYP1A2. Cloridrato de Imipramina e desipramina sofrem hidroxila&#xE7;&#xE3;o catalisada pela CYP2D6 para formar 2-hidroxi-Cloridrato de Imipramina e 2-hidroxidesipramina. CYP2D6 exibe polimorfismo gen&#xE9;tico e a exposi&#xE7;&#xE3;o de Cloridrato de Imipramina &#xE9; duas vezes maior em metabolizadores extensos em rela&#xE7;&#xE3;o aos metabolizadores pobres.</p> <h4>Elimina&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>O Cloridrato de Imipramina &#xE9; eliminada do organismo com meia-vida m&#xE9;dia de 19 horas.</p> <p>Aproximadamente 80% do f&#xE1;rmaco &#xE9; excretado atrav&#xE9;s da urina e cerca de 20% nas fezes, principalmente na forma de metab&#xF3;litos inativos. As quantidades de Cloridrato de Imipramina inalterada e de seu metab&#xF3;lito ativo desipramina excretados atrav&#xE9;s da urina s&#xE3;o de 5% e 6%, respectivamente.</p> <p>Apenas pequenas quantidades s&#xE3;o excretadas atrav&#xE9;s das fezes.</p> <h4>Popula&#xE7;&#xF5;es especiais</h4> <h5>Efeitos da Idade</h5> <p>Em crian&#xE7;as, o <em>clearance </em>(depura&#xE7;&#xE3;o) m&#xE9;dio e a meia-vida de elimina&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o difere significativamente dos controles em adultos, mas a variabilidade entre pacientes &#xE9; grande.</p> <p>Em fun&#xE7;&#xE3;o do <em>clearance</em> (depura&#xE7;&#xE3;o) metab&#xF3;lico reduzido, as concentra&#xE7;&#xF5;es de Cloridrato de Imipramina s&#xE3;o maiores em pacientes idosos do que em pacientes mais jovens. O Cloridrato de Imipramina deve ser administrada com cautela em pacientes idosos.</p> <h5>Insufici&#xEA;ncia renal</h5> <p>Em pacientes portadores de dist&#xFA;rbios renais graves, n&#xE3;o ocorrem altera&#xE7;&#xF5;es na excre&#xE7;&#xE3;o renal do Cloridrato de Imipramina e de seus metab&#xF3;litos n&#xE3;o conjugados, biologicamente ativos. Entretanto, as concentra&#xE7;&#xF5;es plasm&#xE1;ticas de<em> steady-state </em>(estado de equil&#xED;brio) dos metab&#xF3;litos conjugados, que s&#xE3;o considerados biologicamente inativos s&#xE3;o elevadas. O ac&#xFA;mulo de metab&#xF3;litos inativos&amp;nbsp;pode posteriormente resultar no ac&#xFA;mulo do f&#xE1;rmaco e seu metab&#xF3;lito ativo. Na insufici&#xEA;ncia renal moderada e grave, recomenda-se monitorar o paciente durante o tratamento.</p> <h5>Insufici&#xEA;ncia hep&#xE1;tica</h5> <p>O Cloridrato de Imipramina &#xE9; extensivamente metabolizada no f&#xED;gado pela CYP2D6, CYP3A4, CYP2C19 e CYP1A2 e o comprometimento hep&#xE1;tico pode afetar a sua farmacocin&#xE9;tica. Na insufici&#xEA;ncia hep&#xE1;tica, recomenda-se monitorar o paciente durante o tratamento.</p> <h5>Sensibilidade &#xE9;tnica</h5> <p>Embora o impacto da sensibilidade &#xE9;tnica e racial na farmacocin&#xE9;tica do Cloridrato de Imipramina n&#xE3;o tenha sido estudado extensivamente, o metabolismo do Cloridrato de Imipramina e seu metab&#xF3;lito ativo s&#xE3;o governados por fatores gen&#xE9;ticos que levam ao metabolismo pobre e extensivo do f&#xE1;rmaco e seu metab&#xF3;lito em diferentes popula&#xE7;&#xF5;es.</p> <h5>Estudos cl&#xED;nicos</h5> <p>N&#xE3;o h&#xE1; estudos cl&#xED;nicos recentes realizados com Cloridrato de Imipramina para as indica&#xE7;&#xF5;es reivindicadas.</p> <h3>Dados de seguran&#xE7;a pr&#xE9;-cl&#xED;nicos</h3> <p>Testes de mutagenicidade em camundongos forneceram resultados contradit&#xF3;rios. Um estudo de carcinogenicidade em ratos em dieta n&#xE3;o resultou em nenhuma evid&#xEA;ncia de um potencial carcinog&#xEA;nico do Cloridrato de Imipramina. Estudos experimentais realizados com quatro esp&#xE9;cies (camundongos, rato, coelho e macaco) levaram &#xE0; conclus&#xE3;o de que a administra&#xE7;&#xE3;o oral de Cloridrato de Imipramina n&#xE3;o possui potencial teratog&#xEA;nico. Estudos com altas doses de Cloridrato de Imipramina, administradas parenteralmente, resultaram principalmente em toxidade materna grave e efeitos embriot&#xF3;xicos sendo, portanto, n&#xE3;o conclusivos quanto a efeitos teratog&#xEA;nicos.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Imipra?

Conservar a embalagem fechada, em temperatura ambiente, entre 15 e 30°C, protegida da luz e umidade.

O prazo de validade é de 24 meses a partir da data de fabricação impressa na embalagem. Não utilize medicamento vencido.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas

Comprimido convexo, revestido, sem sulco, com logotipo e na cor marrom.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Fontes consultadas

  • <li><em>Bula do Profissional do Medicamento Tofranil<sup>&#xAE;</sup>.</em></li>

Dizeres Legais do Imipra

MS nº 1.0298.0023

Farm. Resp.:
Dr. José Carlos Módolo
CRF-SP nº 10.446

Crisália&nbsp;Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.
Rodovia Itapira-Lindóia, km 14
Itapira / SP
CNPJ 44.734.671/0001-51
Indústria Brasileira



SAC:
0800-7011918

Venda sob prescrição médica.&nbsp;

Só pode ser vendido com retenção da receita.

Nº lote, data de fabricação e validade: vide cartucho.

25mg, caixa com 20 comprimidos revestidos

Princípio ativo
:
Cloridrato De Imipramina
Classe Terapêutica
:
Anti-Depressivos Todos os Outros
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
C1 Branca 2 vias (Venda Sob Prescrição Médica - Este medicamento pode causar Dependência Física ou Psíquica)
Categoria
:
Antidepressivos
Especialidade
:
Psiquiatria e Neurologia

Bula do medicamento

Imipra, para o que é indicado e para o que serve?

Imipra® pertence ao grupo de medicamentos conhecidos como antidepressivos tricíclicos, que são usados para tratar depressão e distúrbios do humor. Estados de pânico, dores crônicas e incontinência urinária noturna em crianças acima de 5 anos de idade são outras condições psicológicas que podem ser tratadas com Imipra®.

Como o&nbsp;Imipra funciona?&nbsp;

{"tag":"hr","value":" <h3>Mecanismo de a&#xE7;&#xE3;o</h3> <p>Acredita-se que Imipra<sup>&#xAE;</sup> trabalha aumentando a quantidade de mensageiros qu&#xED;micos (noradrenalina e <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/serotonina/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">serotonina</a>) no c&#xE9;rebro, ou fazendo seus efeitos durarem mais tempo. A imipramina tem v&#xE1;rias propriedades farmacol&#xF3;gicas, incluindo-se as propriedades alfa-adrenol&#xED;tica, anti-histam&#xED;nica, anticolin&#xE9;rgica e bloqueadora do receptor serotonin&#xE9;rgico (5-HT). Contudo, acredita-se que a principal atividade terap&#xEA;utica da imipramina seja a inibi&#xE7;&#xE3;o da recapta&#xE7;&#xE3;o neuronal de noradrenalina (NA) e serotonina (5-HT).</p> <p>A imipramina &#xE9; chamada de bloqueador &quot;misto&quot; da recapta&#xE7;&#xE3;o, isto &#xE9;, ela inibe a recapta&#xE7;&#xE3;o da noradrenalina e da serotonina, aproximadamente na mesma propor&#xE7;&#xE3;o.</p> "}

Quais as contraindicações do Imipra?

Não tome Imipra® se você for alérgico (tiver hipersensibilidade) a cloridrato de imipramina, a qualquer outro antidepressivo tricíclico ou a qualquer outro ingrediente de Imipra® (descrito no início desta bula); já estiver tomando um tipo de antidepressivo conhecido como inibidor da monoaminoxidase (MAO); teve um ataque cardíaco recentemente ou se você tem alguma doença cardíaca séria. Se você não tem certeza se é ou não alérgico, consulte o seu médico. Se qualquer uma das afirmativas se aplicar a você, provavelmente Imipra® não é adequado para o seu tratamento.

Como usar o Imipra?

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não exceda a dose recomendada.

A dose diária habitual no início do tratamento é de 25 mg 1-3 vezes ao dia. O seu médico pode aumentar a dosagem diária gradualmente para 150-200 mg. Esta dosagem deverá ser alcançada até o final da primeira semana e mantida até que uma clara melhora seja observada. A dose de manutenção, que deve ser determinada de forma individual e cautelosamente a dosagem, é geralmente 50-100 mg por dia.

Seu médico irá decidir pela dose mais adequada para o seu caso em particular. Para depressão e distúrbio do humor, a dose diária é normalmente entre 50 mg e 100 mg. Para ataques de pânico, o tratamento é geralmente iniciado com 10 mg por dia, e depois de alguns dias, a dose é aumentada gradualmente para entre 75 mg-150 mg. Para dores crônicas, a dose diária é usualmente entre 25 mg e 75 mg. Para incontinência urinária noturna em crianças (com 5 anos ou mais), a dose diária é normalmente entre 20 mg e 80 mg, dependendo da idade da criança.

Dose máxima diária

Adultos
Depressão e síndromes depressivas

A dose máxima diária não deve ultrapassar 200 mg para adultos não internados e 300 mg para adultos internados.

Pânico

A dose máxima diária não deve ultrapassar 200 mg.

Condições dolorosas crônicas

A dose máxima diária não deve ultrapassar 300 mg.

Pacientes idosos

A dose máxima diária não deve ultrapassar 50 mg. Se necessário, doses superiores às recomendadas devem ser usadas com precaução em pacientes idosos.

Crianças e adolescentes
Enurese noturna (apenas em crianças com 5 anos ou mais, onde terapias alternativas não são consideradas adequadas)

A dose máxima não deve exceder 30 mg para pacientes com idade entre 5-8 anos, 50 mg para pacientes com idade entre 9- 12 anos e 80 mg para pacientes acima de 12 anos.

Tome Imipra® de acordo com a recomendação do seu médico. Não tome mais do que o indicado e nem com maior frequência ou por mais tempo que o indicado.

Estados de depressão e ansiedade crônica requerem tratamento de longa duração com Imipra®. Não altere ou interrompa o tratamento sem antes consultar o seu médico. A duração do tratamento é conforme orientação médica.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Imipra?&nbsp;

{"tag":"hr","value":" <p>Se voc&#xEA; se esquecer de tomar uma dose de Imipra&#xAE;, tome a dose esquecida assim que se lembrar, e depois volte ao esquema habitual. Caso o hor&#xE1;rio da pr&#xF3;xima dose esteja muito pr&#xF3;ximo, n&#xE3;o tome a dose esquecida, tome a pr&#xF3;xima dose do esquema habitual. N&#xE3;o tome o dobro da dose para compensar a dose esquecida. Se voc&#xEA; tiver d&#xFA;vidas, pergunte ao seu m&#xE9;dico.</p> <h3>Interrup&#xE7;&#xE3;o do tratamento</h3> <p>O tratamento com Imipra<sup>&#xAE;</sup> n&#xE3;o deve ser interrompido repentinamente sem o conhecimento ou a orienta&#xE7;&#xE3;o do m&#xE9;dico.</p> <p>O seu m&#xE9;dico pode querer reduzir a dose gradualmente antes de parar o tratamento completamente. Isso serve para prevenir qualquer piora da sua condi&#xE7;&#xE3;o e reduzir o risco de sintomas causados pela descontinua&#xE7;&#xE3;o do medicamento, tais como <a href=\"https://consultaremedios.com.br/dor-febre-e-contusao/dor-de-cabeca-e-enxaqueca/c\" target=\"_blank\">dor de cabe&#xE7;a</a>, <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/nauseas/c\" target=\"_blank\">n&#xE1;usea</a> e desconfortos em geral.</p> <p><strong>Em caso de d&#xFA;vidas, procure orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico ou de seu m&#xE9;dico, ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> "}

Quais cuidados devo ter ao usar o Imipra?

Tome cuidado especial com Imipra® se você:

Pensa em suicídio; tem ataques epilépticos; tem batimentos cardíacos irregulares; tem esquizofrenia; tem glaucoma (aumento da pressão intraocular). Se você tem doença do fígado ou do rim; tem distúrbio sanguíneo; tem dificuldades em urinar ou próstata aumentada; tem a glândula da tireoide hiperativa; toma muita bebida alcoólica; tem prisão de ventre frequente.

Você também deve informar seu médico se está utilizando certos medicamentos utilizados para tratar depressão (incluindo medicamentos obtidos sem prescrição). Exemplos desses medicamentos são: fluoxetina, paroxetina, sertralina, citalopram, fluvoxamina, lítio e outros antidepressivos tricíclicos. Seu médico irá levar em consideração esses itens antes e durante o seu tratamento com Imipra®.

Informação para familiares e cuidadores

Você deve monitorar o seu paciente com depressão quanto a sinais de mudanças de comportamento tais como, ansiedade incomum, inquietação, problemas no sono, irritabilidade, agressividade, excitação exagerada ou outra mudança de comportamento anormal, piora da depressão ou pensamento em suicídio. Se você perceber algum desses sintomas no paciente, relate-os ao médico dele, especialmente se eles forem graves, com início repentino ou se forem sintomas novos (não ocorridos antes).

Você deve avaliar a emergência de tais sintomas, com base no dia a dia, do paciente, especialmente durante o início do tratamento com antidepressivos, e quando a dose for aumentada ou diminuída, uma vez que essas alterações podem ser abruptas. Sintomas como esses podem estar associados a um aumento do risco de pensamento em suicídio ou comportamento suicida e indicam a necessidade de monitoramento próximo do paciente e, possivelmente, alterações na medicação.

Outras medidas de segurança

É importante que o seu médico verifique o seu progresso regularmente para permitir o ajuste de doses e contribuir para a redução de efeitos indesejáveis. Seu médico pode requerer exames de sangue, medir a sua pressão arterial e monitorar o funcionamento do seu coração.

Imipra® pode causar a sensação de boca seca, a qual pode aumentar o risco de deterioração dos dentes. Portanto, durante o tratamento de longa duração, você deve ir ao dentista regularmente.

Caso você use lentes de contato e apresente irritação dos olhos, fale com seu médico.

Antes de se submeter a uma cirurgia ou tratamento dentário, informe o médico ou dentista que você está tomando Imipra®.

Imipra® pode tornar a sua pele mais sensível à luz do sol. Evite expor-se diretamente ao sol e use roupas que cubram bem o corpo e óculos de sol.

Crianças e adolescentes (com menos de 18 anos de idade)

Imipra® não deve ser administrado a crianças ou adolescentes a menos que seja especificamente prescrito pelo médico para o tratamento de incontinência urinária noturna.

Pacientes idosos (com 60 anos de idade ou mais)

Os pacientes idosos geralmente precisam de doses mais baixas do que os pacientes mais jovens. Os efeitos adversos são mais prováveis de ocorrer em pacientes idosos. Seu médico irá informá-lo sobre qualquer recomendação especial em relação à dosagem cuidadosa ou uma observação mais atenciosa.

Dirigir veículos ou operar máquinas

Imipra® pode deixar o paciente sonolento ou menos alerta, ou causar a sensação de visão borrada. Se isso ocorrer com você, não dirija, não opere máquinas e não faça qualquer outra atividade que requeira atenção integral. A ingestão de bebidas alcoólicas pode aumentar a sonolência.

Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.

Gravidez

Informe seu médico sobre a ocorrência de gravidez, na vigência do tratamento ou após o seu término. Informe ao seu médico se está amamentando.

Imipra® não deve ser usado durante a gravidez a não ser que seja especificamente prescrito pelo seu médico. Ele irá avaliar o risco potencial de tomar o medicamento durante a gestação.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Lactação

O ingrediente ativo de Imipra® passa para o leite materno. Portanto, não se recomenda que as mães amamentem seus filhos durante o tratamento.

Imipra® contém lactose, se você tiver intolerância à lactose, informe ao seu médico antes de tomar Imipra®.

Este medicamento contém lactose.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Imipra?

Informe seu médico sobre o aparecimento de qualquer reação desagradável.

Imipra® pode causar alguns efeitos indesejáveis em algumas pessoas. Estes efeitos geralmente não requerem atenção médica, e podem desaparecer no decorrer do tratamento à medida que o seu organismo se acostuma com a medicação.

Consulte o seu médico se os efeitos persistirem ou estiverem incomodando muito.

Os efeitos adversos mais comuns são sonolência, cansaço, boca seca, visão borrada, dor de cabeça, tremor, palpitações, constipação, náusea, vômito, tontura, rubores, transpiração, queda da pressão sanguínea acompanhada de tontura ao levantar-se repentinamente, e ganho de peso. No início do tratamento com imipramina pode ocorrer aumento da ansiedade, mas esta sensação geralmente desaparece dentro de duas semanas.

Outros efeitos indesejáveis podem ocorrer, tais como: cáries dentárias, confusão, desorientação, agitação, distúrbio do sono, excitação exagerada, irritabilidade, agressividade, dificuldade sexual, dormência ou formigamento das extremidades, movimentos involuntários, diminuição da produção de lágrimas, pupilas dilatadas, zumbido, aumento da pressão sanguínea, distúrbios abdominais, feridas na boca, ulceração na língua, sensibilidade da pele ao sol, erupções na pele, perda de cabelo, inchaço do peito e derramamento de leite, edema (inchaço do tornozelo e/ou das mãos e/ou de qualquer outra parte do corpo) e febre. Pacientes com 50 anos ou mais que tomam um medicamento deste grupo são mais propensos a sofrer fraturas ósseas.

Procure o seu médico imediatamente se qualquer uma das seguintes reações ocorrerem, pois elas requerem maior atenção médica: ver coisas ou ouvir sons que não existem, icterícia, reações cutâneas (coceira ou vermelhidão), infecções frequentes com febre e dor de garganta (causada pela diminuição de células brancas no sangue), reações alérgicas com ou sem tosse e dificuldade de respirar, inabilidade para coordenar os movimentos, perda do equilíbrio, dor no olho, dor abdominal grave com constipação, perda de apetite severa, contração muscular repentina, rigidez muscular, espasmos musculares, dificuldade em urinar, batimento cardíaco rápido ou irregular, dificuldade em falar, confusão severa ou delírio, alucinações, convulsões.

Um efeito também reportado, de frequência desconhecida, é a alteração no paladar.

Se você notar qualquer outra reação adversa não mencionada nesta bula, informe ao seu médico.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através de seu serviço de atendimento.

Qual a composição do Imipra?

Cada comprimido revestido contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:221px\"> <p style=\"text-align:center\">Cloridrato de imipramina</p> </td> <td style=\"width:245px\"> <p style=\"text-align:center\">25 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:221px\"> <p style=\"text-align:center\">Excipientes q.s.p.</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:245px\">1 comprimido</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Excipientes: lactose monoidratada, celulose microcristalina, dióxido de silício, croscarmelose sódica, copovidona, talco, estearato de magnésio, hipromelose, etilcelulose, trietil citrato, óxido de ferro vermelho, dióxido de titânio e macrogol.

Apresentação do&nbsp;Imipra

{"tag":"hr","value":" <h3>Comprimidos revestidos de 25 mg</h3> <p>Embalagens com 20 ou 200 comprimidos.</p> <p><strong>Uso oral.</strong></p> <p><strong>Uso adulto e pedi&#xE1;trico acima de 5 anos.</strong></p> <p><strong>Medicamento similar equivalente ao medicamento de refer&#xEA;ncia.</strong></p> "}

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Imipra maior do que a recomendada?

Se você tomar uma grande quantidade de Imipra® acidentalmente, procure orientação médica imediatamente.

Os seguintes sintomas da superdosagem geralmente aparecem dentro de algumas horas:

Sonolência profunda; falta de concentração; aumento, redução ou irregularidades nos batimentos cardíacos; inquietude e agitação, perda de massa muscular, coordenação e rigidez muscular; falta de ar; pode ocorrer também, vômito e febre.

Crianças apresentam uma maior sensibilidade a uma superdose aguda.

Qualquer superdose deve ser considerada grave e pode ser fatal.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Imipra com outros remédios?

Informe ao seu médico sobre qualquer outro medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento com Imipra®.

Tendo em vista que muitos medicamentos interagem com Imipra®, pode ser necessário ajustar as doses ou interromper o tratamento com um desses medicamentos.

É especialmente importante informar o seu médico se você toma bebida alcoólica todos os dias, ou se estiver tomando um dos seguintes medicamentos: medicamentos usados para controlar a&nbsp;pressão arterial ou o funcionamento do coração, outros antidepressivos, sedativos, tranquilizantes, barbitúricos, antiepilépticos, um medicamento chamado terbinafina, utilizado oralmente para tratar infecções fúngicas de pele, cabelo ou unhas, medicamentos usados para prevenir a formação de coágulos no sangue (anticoagulantes), medicamentos usados para tratar asma ou alergias, medicamentos usados para tratar doença de Parkinson, preparações com hormônios tireoidianos, cimetidina, metilfenidato, contraceptivos orais, estrógenos.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use este medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Qual a ação da substância do Imipra (Cloridrato de Imipramina)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <p>A efic&#xE1;cia do Cloridrato de Imipramina no al&#xED;vio da depress&#xE3;o est&#xE1; bem estabelecida; tamb&#xE9;m tem se revelado &#xFA;til em uma s&#xE9;rie de outros transtornos psiqui&#xE1;tricos <sup>(1)</sup>.</p> <p>As altas taxas cumulativas de remiss&#xE3;o sugerem que os antidepressivos s&#xE3;o eficazes e que os pacientes com depress&#xE3;o diagnosticada corretamente, que recebem o tratamento adequado, t&#xEA;m cerca de 90% de chance de alcan&#xE7;ar um estado de remiss&#xE3;o <sup>(3)</sup>.</p> <p>Estudos cl&#xED;nicos randomizados, duplo-cego para o tratamento da depress&#xE3;o maior demonstraram a efic&#xE1;cia do Cloridrato de Imipramina compar&#xE1;vel a outros antidepressivos (outros ATCs, ISRSs e outras classes de antidepressivos), em doses de, pelo menos, 100 mg <sup>(4-15)</sup>.</p> <p>Quando as doses terap&#xEA;uticas foram utilizadas, os ATCs e os ISRSs tiveram uma taxa de resposta semelhante (cerca de 70%) e um atraso semelhante para o in&#xED;cio de seus efeitos antidepressivos (2 ou mais semanas) <sup>(1,18)</sup> .</p> <p>Em ensaios comparativos entre comprimidos de Cloridrato de Imipramina, sertralina, fluoxetina, fluvoxamina, milnacipram e moclobemida, o intervalo de dose de Cloridrato de Imipramina foi de 50 a 300 mg/dia (dose m&#xE9;dia de 150-220 mg/dia), 50-200 mg/dia de sertralina, 20-60 mg/dia de fluoxetina, 200 mg/dia para a fluvoxamina, 50 mg/dia para a moclobemida e 50mg/dia para milnacipram. As taxas de resposta nestes ensaios variaram de 40 a 70% e os resultados para o Cloridrato de Imipramina foram semelhantes aos medicamentos comparados<sup> (4, 7, 8, 9, 10, 11, 12,13, 14)</sup>.</p> <p>Uma metan&#xE1;lise realizada por Bollini <em>et al</em>, com trinta e tr&#xEA;s estudos, revelou que doses de antidepressivos equivalentes a 100-200 mg de Cloridrato de Imipramina mostraram uma m&#xE9;dia de melhoria de 53% na an&#xE1;lise pela &#x201C;inten&#xE7;&#xE3;o de tratar&#x201D;. Eles conclu&#xED;ram que os antidepressivos s&#xE3;o prescritos frequentemente na pr&#xE1;tica cl&#xED;nica em doses equivalentes a menos de 100 mg de Cloridrato de Imipramina e que nesta dose a taxa de melhora &#xE9; apenas moderadamente menor do que no intervalo terap&#xEA;utico e que os eventos adversos ocorrem significativamente com menor frequ&#xEA;ncia <sup>(2)</sup>.</p> <p>A efic&#xE1;cia dos comprimidos de Cloridrato de Imipramina na preven&#xE7;&#xE3;o de reca&#xED;das em pacientes deprimidos responsivos &#xE0; eletroconvulsoterapia (ECT), com tratamento pr&#xE9;vio falho, foi analisada em um estudo randomizado, controlado por placebo. Houve apenas 18% de recidiva no grupo tratado, em compara&#xE7;&#xE3;o com os 80% no grupo placebo, levando os autores a conclu&#xED;rem que estes pacientes podem se beneficiar do efeito profil&#xE1;tico da mesma classe de medicamentos durante a terapia de manuten&#xE7;&#xE3;o ap&#xF3;s a resposta &#xE0; ECT. Por &#xFA;ltimo, um estudo duplo-cego controlado e outro estudo randomizado aberto abordaram a quest&#xE3;o da diferen&#xE7;a de g&#xEA;nero na resposta ao tratamento com sertralina e Cloridrato de Imipramina. Homens e mulheres com depress&#xE3;o cr&#xF4;nica demonstraram responsividade e tolerabilidade diferente aos ISRSs e aos antidepressivos tric&#xED;clicos. Ambos os ensaios cl&#xED;nicos tornaram evidente que as mulheres s&#xE3;o mais propensas a responder &#xE0; sertralina (72,2% vs 52,1%, com Cloridrato de Imipramina), enquanto os homens responderam similarmente &#xE0; sertralina e ao Cloridrato de Imipramina. Os horm&#xF4;nios sexuais femininos podem aumentar a resposta ao ISRS ou inibir a resposta a antidepressivos tric&#xED;clicos. O ciclo normal de ovula&#xE7;&#xE3;o e a libera&#xE7;&#xE3;o de estrog&#xEA;nio podem ter uma intera&#xE7;&#xE3;o farmacodin&#xE2;mica clinicamente relevante com os antidepressivos serotonin&#xE9;rgicos.</p> <p>Em 2000, Barlow e colaboradores realizaram estudo cl&#xED;nico a fim de avaliar se o medicamento e as terapias psicossociais para o transtorno do p&#xE2;nico (TP) s&#xE3;o, separadamente, mais eficazes do que o placebo, se um tratamento &#xE9; mais eficaz do que o outro, e se a terapia cognitiva combinada (TCC) (ambos os tratamentos) &#xE9; mais eficaz do que a terapia sozinha. Tanto o grupo tratado com Cloridrato de Imipramina quanto o tratado com TCC foram significativamente superiores ao placebo na fase aguda de tratamento, conforme acessado pela Escala de Gravidade de Transtorno do P&#xE2;nico (EGTP) [taxas de resposta para a an&#xE1;lise de &#x201C;inten&#xE7;&#xE3;o de tratar&#x201D; (ITT), 45,8%, 48,7%, e 21,7%]. Ap&#xF3;s 6 meses de manuten&#xE7;&#xE3;o, Cloridrato de Imipramina e TCC foram significativamente mais eficientes do que o placebo em duas escalas &#x2013; EGTP (taxas de repostas, 37,8%, 39,5%, e 13,0%, respectivamente) e Impress&#xE3;o Cl&#xED;nica Global (ICG) (37,8%, 42,1%, e 13,0%, respectivamente). Entre os que responderam ao tratamento, o Cloridrato de Imipramina produziu uma resposta de maior qualidade. A taxa de resposta aguda para o tratamento combinado foi de 60,3% para EGTP e de 64,1% para ICG. A taxa de reposta da manuten&#xE7;&#xE3;o de 6 meses foi 57,1% para a EGTP (P=0,04 vs. TCC sozinha e P=0,03 vs. Cloridrato de Imipramina sozinha) e 56,3% para a ICG (P=0,03 vs. Cloridrato de Imipramina sozinha), mas n&#xE3;o foi significativamente melhor do que TCC com placebo, em ambas an&#xE1;lises. Seis meses ap&#xF3;s descontinua&#xE7;&#xE3;o do tratamento, na an&#xE1;lise ITT, as taxas de respostas de ICG foram de 41,0% para TCC mais placebo, 31,9% para TCC sozinha, 19,7% para o Cloridrato de Imipramina sozinha, 13% para placebo, e 26,3% para TCC combinado com Cloridrato de Imipramina. Com estes resultados, os autores conclu&#xED;ram que a combina&#xE7;&#xE3;o entre Cloridrato de Imipramina e&amp;nbsp;TCC parece conferir vantagem aguda limitada, mas uma vantagem mais substancial at&#xE9; o fim da manuten&#xE7;&#xE3;o <sup>(16)</sup>.</p> <p>Em 1998, Mavissakalian avaliou a efic&#xE1;cia do tratamento sistem&#xE1;tico com 2,25 mg/kg/dia de Cloridrato de Imipramina em uma amostra homog&#xEA;nea de pacientes com transtorno de p&#xE2;nico com agorafobia. No total, 53% dos pacientes tiveram uma resposta significativa e est&#xE1;vel. Foram avaliados diversos par&#xE2;metros cl&#xED;nicos neste estudo e a maioria deles revelou que uma melhora substancial continuou para al&#xE9;m da oitava semana de tratamento. O &#xEA;xito do tratamento foi acompanhado de melhora significativa na sensibilidade de ansiedade, humor disf&#xF3;rico e bemestar funcional<sup> (17)</sup>.</p> <p>Em 2003, Mavissakalian realizou outro estudo com o intuito de comparar o perfil de rea&#xE7;&#xF5;es adversas dos inibidores seletivos da recapta&#xE7;&#xE3;o de serotonina (sertralina) e os antidepressivos tric&#xED;clicos (Cloridrato de Imipramina). Os resultados sugerem que as diferen&#xE7;as nas rea&#xE7;&#xF5;es adversas entre Cloridrato de Imipramina e sertralina s&#xE3;o transit&#xF3;rios e que, com exce&#xE7;&#xE3;o de taquicardia associada ao Cloridrato de Imipramina, as rea&#xE7;&#xF5;es adversas n&#xE3;o sobrecarregam indevidamente os pacientes ao final de 6 meses de cada um dos tratamentos. Mais timidamente, os resultados tamb&#xE9;m sugerem uma melhora mais r&#xE1;pida com Cloridrato de Imipramina do que com a sertralina <sup>(18)</sup>.</p> <p>Em 2009 foi elaborado um Guia Pr&#xE1;tico para Tratamento de Pacientes com Transtorno do P&#xE2;nico desenvolvido por psiquiatras que est&#xE3;o em atividade cl&#xED;nica. O Guia recomenda o uso do Cloridrato de Imipramina no Transtorno do P&#xE2;nico <sup>(19)</sup>.</p> <p>Em revis&#xE3;o realizada em 2007, publicada pela <em>The Cochrane Collaboration</em>, determinou a efic&#xE1;cia analg&#xE9;sica e seguran&#xE7;a de medicamentos antidepressivos na dor neurop&#xE1;tica. Esta revis&#xE3;o foi feita atrav&#xE9;s da avalia&#xE7;&#xE3;o de ensaios cl&#xED;nicos randomizados com antidepressivos em dor neurop&#xE1;tica identificados em diversos bancos de dados. Nesta atualiza&#xE7;&#xE3;o, sessenta e um ensaios de 20 antidepressivos foram considerados eleg&#xED;veis (3.293 participantes) para a inclus&#xE3;o [incluindo 11 estudos adicionais (778 participantes)]. Os antidepressivos tric&#xED;clicos (ATC) foram considerados eficazes pelos autores <sup>(20)</sup>.</p> <p>O Guia publicado pela Federa&#xE7;&#xE3;o Europeia de Sociedades Neurol&#xF3;gicas, em 2010, atualizou as evid&#xEA;ncias existentes acerca do tratamento farmacol&#xF3;gico da dor neurop&#xE1;tica desde 2005. Estudos foram identificados usando o Cochrane Database e o Medline. Os resultados mostraram que a efic&#xE1;cia dos antidepressivos tric&#xED;clicos &#xE9; estabelecida em polineuropatia dolorosa, <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-nevralgia-neuralgia-sintomas-tratamento-e-mais/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">neuralgia</a> p&#xF3;s-herp&#xE9;tica e algumas condi&#xE7;&#xF5;es de dor neurop&#xE1;tica central <sup>(21)</sup>.</p> <p>Em 1968, foi publicado por Kardash e colaboradores o resultado de um estudo cl&#xED;nico com objetivo de determinar a efic&#xE1;cia de Cloridrato de Imipramina em enurese prim&#xE1;ria em crian&#xE7;as. Os participantes foram divididos em quatro grupos: Grupo 1 - Placebo oito semanas (11 pacientes); Grupo 2 - Placebo quatro semanas e, depois, Cloridrato de Imipramina quatro semanas (11 pacientes); Grupo&amp;nbsp;3 - Cloridrato de Imipramina quatro semanas e, depois, placebo quatro semanas (11 pacientes) e; Grupo 4 - Cloridrato de Imipramina oito semanas (12 pacientes). Na compara&#xE7;&#xE3;o entre o grupo tratado e n&#xE3;o tratado, houve diferen&#xE7;a significativa no n&#xFA;mero de epis&#xF3;dios de enurese, onde a m&#xE9;dia do n&#xFA;mero de noites secas por semana, durante 4 semanas, foi de 4,87 no grupo n&#xE3;o tratado e 2,71 no grupo tratado com Cloridrato de Imipramina. De 43 crian&#xE7;as que foram acompanhadas, 20 (46,5%) usando medica&#xE7;&#xE3;o ficaram completamente secas por um per&#xED;odo de oito semanas e 13 (30,2%) destas foram consideradas curadas <sup>(22)</sup>.</p> <p>Fritz e colaboradores realizaram este estudo a fim de determinar a rela&#xE7;&#xE3;o entre o n&#xED;vel da droga s&#xE9;rica e a efic&#xE1;cia do tratamento em crian&#xE7;as enur&#xE9;ticas tratadas com Cloridrato de Imipramina. Como resultado, eles encontraram que a secura m&#xE9;dia aumentou de 27,8% no grupo placebo para 73%, com 2,5 mg/kg de Cloridrato de Imipramina. Ficou, ent&#xE3;o, confirmada a efic&#xE1;cia do Cloridrato de Imipramina sobre o placebo na redu&#xE7;&#xE3;o da frequ&#xEA;ncia de enurese noturna em crian&#xE7;as. A efic&#xE1;cia foi moderadamente, mas significativamente relacionada com o aumento da dose<sup> (23)</sup>.</p> <p>Monda e Douglas realizaram, em 1995, um estudo prospectivo para avaliar as tr&#xEA;s modalidades mais comuns utilizadas no tratamento de enurese noturna: Cloridrato de Imipramina, <a href=\"https://consultaremedios.com.br/acetato-de-desmopressina/bula\" target=\"_blank\">acetato de desmopressina</a> e sistemas de alarme de enurese. Entre 1987 e 1994, foram avaliados 345 pacientes com enurese noturna prim&#xE1;ria monossintom&#xE1;tica. A terapia com Cloridrato de Imipramina foi iniciada com uma dose de 1 mg/kg. Se depois de 2 semanas o paciente permanecesse incontinente, aumentava-se a dosagem para 1,5 mg/kg. Neste estudo, 36% dos doentes tratados com Cloridrato de Imipramina se tornam seco enquanto sob medica&#xE7;&#xE3;o, documentando a efic&#xE1;cia do Cloridrato de Imipramina quando comparado ao grupo apenas de observa&#xE7;&#xE3;o (controle) (p &lt;0,01) <sup>(24)</sup>.</p> <p>Um estudo multic&#xEA;ntrico, duplo cego, randomizado foi realizado com a finalidade de comparar o Cloridrato de Imipramina, a <a href=\"https://consultaremedios.com.br/mianserina/bula\" target=\"_blank\">mianserina</a> e placebo, para identificar um medicamento alternativo eficaz e elucidar a a&#xE7;&#xE3;o do Cloridrato de Imipramina em crian&#xE7;as com enurese. Oitenta crian&#xE7;as (65 meninos e 15 meninas) com idade entre 5-13 anos foram estudadas. Durante o tratamento, o Cloridrato de Imipramina foi superior ao placebo e mianserina (p&lt;0,001) em alcan&#xE7;ar noites secas e reduzir contagens de eventos de enurese. Ela levou a uma melhoria definitiva em 72% das crian&#xE7;as. A mianserina produz um efeito ben&#xE9;fico leve que n&#xE3;o foi superior ao placebo. Houve uma melhoria significativa no n&#xFA;mero de noites secas durante o tratamento com Cloridrato de Imipramina comparado com mianserina e com placebo (p&lt;0,001), mas n&#xE3;o houve diferen&#xE7;a significativa entre os resultados de mianserina e placebo (p=0,92) <sup>(25)</sup>.</p> <p>Nev&#xE9;us e colaboradores realizaram um estudo que visava avaliar a efic&#xE1;cia do&amp;nbsp;Cloridrato de Imipramina e da tolteridina em crian&#xE7;as enur&#xE9;ticas resistentes ao tratamento com alarme e com desmopressina. Para isto, 27 crian&#xE7;as enur&#xE9;ticas resistentes receberam ou placebo, ou <a href=\"https://consultaremedios.com.br/tolterodina/bula\" target=\"_blank\">tolterodina</a> 1-2 mg ou Cloridrato de Imipramina 25-50 mg ao deitar, durante 5 semanas de maneira randomizada, duplo-cego e&amp;nbsp;cruzada. O n&#xFA;mero de noites molhadas durante as &#xFA;ltimas 2 semanas de cada per&#xED;odo de tratamento foi comparado. Para avaliar os efeitos de medicamentos em fun&#xE7;&#xE3;o da bexiga, um novo gr&#xE1;fico de frequ&#xEA;ncia-volume foi completado durante cada per&#xED;odo. Somente o Cloridrato de Imipramina apresentou diferen&#xE7;a estatisticamente significativa em rela&#xE7;&#xE3;o ao placebo (p = 0,001), e tamb&#xE9;m foi superior ao grupo tratado com tolterodina (p = 0,006) <sup>(26)</sup>.</p> <p>As conclus&#xF5;es de revis&#xE3;o da literatura s&#xE3;o consistentes com o uso cont&#xED;nuo de Cloridrato de Imipramina para o tratamento da depress&#xE3;o, transtorno do p&#xE2;nico e condi&#xE7;&#xF5;es dolorosas cr&#xF4;nicas (para adultos) e enurese noturna (pedi&#xE1;trico).</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Baldessarini RJ. Drugs and the treatment of psychiatric disorders. Depression and anxiety disorders. In: Goodman &amp; Gilman. The pharmacological basis of therapeutics. 10th edition. Hardman JG, Limbird LE, editors. McGraw-Hill 2001. Pages 456-459.<br> 2. Bollini P, Pampallona S, Tibaldi G, Kupelnick B, Munizza C. Effectiveness of antidepressants. Meta-analysis of dose-effect relationships in randomised clinical trials. British Journal of Psychiatry 1999; 174:297-303.<br> 3. Quitkin FM, McGranth PJ, Stewart JW, Deliyannides D, Taylor BP, Davies CA, Klein DF. Remission rates with 3 consecutive antidepressant trials: Effectiveness for depressed outpatients. J Clin Psychiatry 2005; 66:670-676.<br> 4. Keller MB, Gelenberg AJ, Hirschfield MA, Rush AJ, Thase ME, Kocsis JH, et al. A doubleblind, randomized trial of sertraline and imipramine. J Clin Psychiatry 1998; 59:598-607.<br> 5. Miller IW, Keitner GI, Schatzberg AF, Klein DN, Thase ME, Rush AJ, et al. Psychosocial before and after treatment with sertraline or imipramine. J Clin Psychiatry 1998;59:608-619.<br> 6. Rush AJ, Koran LM, Keller MB, Markowitz JC, Harrison WM, Miceli RJ, et a. Study and rationale for evaluating the comparative efficacy of sertraline and imipramine as acute, crossover, continuation, and maintenance phase therapies. J Clin Psychiatry 1998; 59:589- 597.<br> 7. Lepola U, Arat&#xF3; M, Zhu Y, Austin C. Sertraline versus imipramine treatment of comorbid panic disorder and mayor depressive disorder. J Clin Psychiatry 2003;64:654-662.<br> 8. Thase ME, Rush AJ, Howland RH, Korstein SG, Kocsis JH, Gelember AJ, et al. Doubleblind switch study of imipramine or sertaline treatment of antidepressant-resistant chronic. Arch Gen Psychiatry 2002; 59:233-29.<br> 9. Rusell JM, Koran LM, Rush J, Hirschfeld MA, Harrison W, Friedman ES, et al. Effect of concurrent anxiety on response to sertraline and imipramine in patients with chronic depression. Depression and Anxiety 2001; 13:18-27.<br> 10. McGrath PJ, Stewart JW, Janal MN, Petkova E, Quitkin FM, Klein DF. A placebo-controlled study of fluoxetine versus imipramine in the acute treatment of atypical depression. Am J Psychiatry 2000;157:344-350.<br> 11. Simon GE, Heiligenstein J, Revicki D,Vonkonff M, Katon WJ, Ludman E, Grothaus L, Wagner E. Long-term outcomes of initial antidepressant drug choice in a &#x201C;Real World&#x201D; randomized trial. Arch Far Med 1999; 8:319-325.<br> 12. Nemeroff CB. Evans DL, Gyulai L, Sachs GS, Bowden CL, Gergel IP, Oakes R, Pitts CD. Double-blind, placebo-controlled comparison of impramine and paroxetine in the treatment of bipolar depression. Am J Psychiatry 2001; 158:906-912.<br> 13. Birkenhager TK, van der Broek WW, Mulder PG, Brujin JA, Moleman P. Comparison of two-phase treatment with imipramine or fluvoxamine, both followed by lithium addition, in inpatients with major depressive disorder. Am J Psychiatry 2004; 161:2060-2065.<br> 14. Van Amerongen AP, Ferry G, Tournoux A. A randomised, double-blind comparison of minacipran and imipramine in the treatment of depression. J Affect Disord. 2002; 72(1):21- 31.<br> 15. Silverstone T. Moclobemide vs. Imipramine in bipolar depression: a multicentre doubleblind clinical trial. Acta Psychiatr Scand. 2001; 104(2): 104-9.<br> 16. Barlow DH, Gorman JM, Shear MK, Woods SW; Cognitive-Behavioral Therapy, Imipramine, or Their Combination for Panic Disorder - A Randomized Controlled Trial; JAMA; May; 283(19); 2000; 2529-2450<br> 17. Mavissakalian MR, Perel JM, Talbott-Green M, Sloan C; Gauging the effectiveness of extended imipramine treatment for panic disorder with agoraphobia; Biol Psychiatry; Jun; 43(11); 1998; 848-854<br> 18. Mavissakalian MR; Imiprmaine vs. Sertraline in Panic Disorder: 24-Week Treatment Completers; Annals of Clinical Psychiatry; Vol. 25(3/4); Sept/Dec; 2003; 171-180<br> 19. Stein MB, Goin MK, Pollack MH, et al.; Practice Guideline for the treatment of patients with panic disorder: Second edition. Am J Psychiatry; 2009; 166 (2):1<br> 20. Saarto, T., Wiffen, P.J.; Antidepressants for neuropathic pain (Review); Cochrane Collaboration; A Cochrane Review. Cochrane Library, Iohn Wiley &amp; Sons, Ltd; (3); 2009<br> 21. Attal N, Cruccu G, Baron R, Haanp&#xE4;&#xE4; M, Hansson P, Jensen TS, Nurmikko T; European Federation of Neurological Societies; EFNS guidelines on the pharmacological treatment of neuropathic pain: 2010 revision; Eur J Neurol.; Sep;17(9); 2010; 1113-e88<br> 22. Kardash S, Hillman ES, Werry J. Efficacy of imipramine in childhood enuresis: a doubleblind control study with placebo. Can Med Assoc J. 1968 Aug 10; 99(6):263-6.<br> 23. Fritz GK, Rockney RM, Yeung AS. Plasma levels and efficacy of imipramine treatment for enuresis. J Am Acad Child Adolesc Psychiatry. 1994 Jan;33(1):60-4.<br> 24. Monda JM, Husmann DA. Primary nocturnal enuresis: a comparison among observation, imipramine, desmopressin acetate and bed-wetting alarm systems. J Urol. 1995 Aug;154(2 Pt 2):745-8.<br> 25. Smellie JM, McGrigor VS, Meadow SR, Rose SJ, Douglas MF. Nocturnal enuresis: a placebo controlled trial of two antidepressant drugs. Arch Dis Child. 1996 Jul;75(1):62-6.<br> 26. Nev&#xE9;us T, Tullus K. Tolterodine and imipramine in refractory enuresis; a placebo-controlled crossover study. Pediatr Nephrol. 2008 Feb;23(2):263-7.</br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <h4>Grupo farmacoterap&#xEA;utico</h4> <p>Antidepressivo tric&#xED;clico. Inibidor da recapta&#xE7;&#xE3;o de noradrenalina e serotonina e, com pot&#xEA;ncia significativamente menor, bloqueador da recapta&#xE7;&#xE3;o de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/dopamina/bula\" target=\"_blank\">dopamina</a> (inibidor n&#xE3;o seletivo da recapta&#xE7;&#xE3;o de monoamina), cuja a&#xE7;&#xE3;o leva ao aumento da concentra&#xE7;&#xE3;o de neurotransmissores na fenda sin&#xE1;ptica.</p> <h4>Mecanismo de a&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>O Cloridrato de Imipramina tem v&#xE1;rias propriedades farmacol&#xF3;gicas, incluindo-se propriedades alfa-adrenol&#xED;tica, anti-histam&#xED;nica, anticolin&#xE9;rgica e bloqueadora do receptor serotonin&#xE9;rgico (5-HT). Contudo, acredita-se que a principal atividade terap&#xEA;utica do Cloridrato de Imipramina seja a inibi&#xE7;&#xE3;o da recapta&#xE7;&#xE3;o neuronal de noradrenalina (NA) e serotonina (5-HT). Cloridrato de Imipramina &#xE9; chamada de bloqueador &#x201C;misto&#x201D; de recapta&#xE7;&#xE3;o, isto &#xE9;, ela inibe a recapta&#xE7;&#xE3;o da noradrenalina e da serotonina aproximadamente na mesma propor&#xE7;&#xE3;o.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <h4>Absor&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>O&amp;nbsp;Cloridrato de Imipramina &#xE9; absorvido r&#xE1;pido e quase que complemente a partir do trato gastrintestinal, atingindo concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica m&#xE1;xima m&#xE9;dia (C<sub>m&#xE1;x</sub>) de 34-137 ng/ml ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o de uma dose, dentro de 1,75-5 horas. A ingest&#xE3;o de alimentos n&#xE3;o afeta a absor&#xE7;&#xE3;o e biodisponibilidade. Durante sua primeira passagem pelo f&#xED;gado, o Cloridrato de Imipramina, administrada por via oral, &#xE9; parcialmente convertida em desipramina, um metab&#xF3;lito que tamb&#xE9;m exibe atividade antidepressiva.</p> <p>Ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral de 50 mg, 3 vezes ao dia durante 10 dias, as concentra&#xE7;&#xF5;es plasm&#xE1;ticas m&#xE9;dias de <em>steady-state</em> (estado do equil&#xED;brio) de Cloridrato de Imipramina e de desipramina foram de 33-85 ng/mL e 43-109 ng/ml, respectivamente.</p> <h4>Distribui&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>Liga&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/proteinas/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">prote&#xED;nas</a> plasm&#xE1;ticas do Cloridrato de Imipramina e da desipramina s&#xE3;o 60-96% e 73-92%, respectivamente. As concentra&#xE7;&#xF5;es de Cloridrato de Imipramina no fluido cerebroespinhal e no plasma s&#xE3;o altamente correlacionadas.</p> <p>O volume aparente de distribui&#xE7;&#xE3;o do Cloridrato de Imipramina e desipramina &#xE9; de 10-20 L/kg e de 10-50 L/kg, respectivamente. Tanto o Cloridrato de Imipramina como seu metab&#xF3;lito desipramina passam para o leite materno em concentra&#xE7;&#xF5;es an&#xE1;logas &#xE0;s encontradas no plasma.</p> <h4>Biotransforma&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>O Cloridrato de Imipramina &#xE9; extensivamente metabolizada no f&#xED;gado. O Cloridrato de Imipramina &#xE9;, primariamente, Ndesmetilada para formar N-desmetil Cloridrato de Imipramina (desipramina) pela CYP3A4, CYP2C19 e CYP1A2. Cloridrato de Imipramina e desipramina sofrem hidroxila&#xE7;&#xE3;o catalisada pela CYP2D6 para formar 2-hidroxi-Cloridrato de Imipramina e 2-hidroxidesipramina. CYP2D6 exibe polimorfismo gen&#xE9;tico e a exposi&#xE7;&#xE3;o de Cloridrato de Imipramina &#xE9; duas vezes maior em metabolizadores extensos em rela&#xE7;&#xE3;o aos metabolizadores pobres.</p> <h4>Elimina&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>O Cloridrato de Imipramina &#xE9; eliminada do organismo com meia-vida m&#xE9;dia de 19 horas.</p> <p>Aproximadamente 80% do f&#xE1;rmaco &#xE9; excretado atrav&#xE9;s da urina e cerca de 20% nas fezes, principalmente na forma de metab&#xF3;litos inativos. As quantidades de Cloridrato de Imipramina inalterada e de seu metab&#xF3;lito ativo desipramina excretados atrav&#xE9;s da urina s&#xE3;o de 5% e 6%, respectivamente.</p> <p>Apenas pequenas quantidades s&#xE3;o excretadas atrav&#xE9;s das fezes.</p> <h4>Popula&#xE7;&#xF5;es especiais</h4> <h5>Efeitos da Idade</h5> <p>Em crian&#xE7;as, o <em>clearance </em>(depura&#xE7;&#xE3;o) m&#xE9;dio e a meia-vida de elimina&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o difere significativamente dos controles em adultos, mas a variabilidade entre pacientes &#xE9; grande.</p> <p>Em fun&#xE7;&#xE3;o do <em>clearance</em> (depura&#xE7;&#xE3;o) metab&#xF3;lico reduzido, as concentra&#xE7;&#xF5;es de Cloridrato de Imipramina s&#xE3;o maiores em pacientes idosos do que em pacientes mais jovens. O Cloridrato de Imipramina deve ser administrada com cautela em pacientes idosos.</p> <h5>Insufici&#xEA;ncia renal</h5> <p>Em pacientes portadores de dist&#xFA;rbios renais graves, n&#xE3;o ocorrem altera&#xE7;&#xF5;es na excre&#xE7;&#xE3;o renal do Cloridrato de Imipramina e de seus metab&#xF3;litos n&#xE3;o conjugados, biologicamente ativos. Entretanto, as concentra&#xE7;&#xF5;es plasm&#xE1;ticas de<em> steady-state </em>(estado de equil&#xED;brio) dos metab&#xF3;litos conjugados, que s&#xE3;o considerados biologicamente inativos s&#xE3;o elevadas. O ac&#xFA;mulo de metab&#xF3;litos inativos&amp;nbsp;pode posteriormente resultar no ac&#xFA;mulo do f&#xE1;rmaco e seu metab&#xF3;lito ativo. Na insufici&#xEA;ncia renal moderada e grave, recomenda-se monitorar o paciente durante o tratamento.</p> <h5>Insufici&#xEA;ncia hep&#xE1;tica</h5> <p>O Cloridrato de Imipramina &#xE9; extensivamente metabolizada no f&#xED;gado pela CYP2D6, CYP3A4, CYP2C19 e CYP1A2 e o comprometimento hep&#xE1;tico pode afetar a sua farmacocin&#xE9;tica. Na insufici&#xEA;ncia hep&#xE1;tica, recomenda-se monitorar o paciente durante o tratamento.</p> <h5>Sensibilidade &#xE9;tnica</h5> <p>Embora o impacto da sensibilidade &#xE9;tnica e racial na farmacocin&#xE9;tica do Cloridrato de Imipramina n&#xE3;o tenha sido estudado extensivamente, o metabolismo do Cloridrato de Imipramina e seu metab&#xF3;lito ativo s&#xE3;o governados por fatores gen&#xE9;ticos que levam ao metabolismo pobre e extensivo do f&#xE1;rmaco e seu metab&#xF3;lito em diferentes popula&#xE7;&#xF5;es.</p> <h5>Estudos cl&#xED;nicos</h5> <p>N&#xE3;o h&#xE1; estudos cl&#xED;nicos recentes realizados com Cloridrato de Imipramina para as indica&#xE7;&#xF5;es reivindicadas.</p> <h3/></hr>"}

25mg, caixa com 20 comprimidos revestidos

Princípio ativo
:
Cloridrato De Imipramina
Classe Terapêutica
:
Anti-Depressivos Todos os Outros
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
C1 Branca 2 vias (Venda Sob Prescrição Médica - Este medicamento pode causar Dependência Física ou Psíquica)
Categoria
:
Antidepressivos
Especialidade
:
Psiquiatria e Neurologia

Bula do medicamento

Imipra, para o que é indicado e para o que serve?

Imipra® pertence ao grupo de medicamentos conhecidos como antidepressivos tricíclicos, que são usados para tratar depressão e distúrbios do humor. Estados de pânico, dores crônicas e incontinência urinária noturna em crianças acima de 5 anos de idade são outras condições psicológicas que podem ser tratadas com Imipra®.

Como o&nbsp;Imipra funciona?&nbsp;

{"tag":"hr","value":" <h3>Mecanismo de a&#xE7;&#xE3;o</h3> <p>Acredita-se que Imipra<sup>&#xAE;</sup> trabalha aumentando a quantidade de mensageiros qu&#xED;micos (noradrenalina e <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/serotonina/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">serotonina</a>) no c&#xE9;rebro, ou fazendo seus efeitos durarem mais tempo. A imipramina tem v&#xE1;rias propriedades farmacol&#xF3;gicas, incluindo-se as propriedades alfa-adrenol&#xED;tica, anti-histam&#xED;nica, anticolin&#xE9;rgica e bloqueadora do receptor serotonin&#xE9;rgico (5-HT). Contudo, acredita-se que a principal atividade terap&#xEA;utica da imipramina seja a inibi&#xE7;&#xE3;o da recapta&#xE7;&#xE3;o neuronal de noradrenalina (NA) e serotonina (5-HT).</p> <p>A imipramina &#xE9; chamada de bloqueador &quot;misto&quot; da recapta&#xE7;&#xE3;o, isto &#xE9;, ela inibe a recapta&#xE7;&#xE3;o da noradrenalina e da serotonina, aproximadamente na mesma propor&#xE7;&#xE3;o.</p> "}

Quais as contraindicações do Imipra?

Não tome Imipra® se você for alérgico (tiver hipersensibilidade) a cloridrato de imipramina, a qualquer outro antidepressivo tricíclico ou a qualquer outro ingrediente de Imipra® (descrito no início desta bula); já estiver tomando um tipo de antidepressivo conhecido como inibidor da monoaminoxidase (MAO); teve um ataque cardíaco recentemente ou se você tem alguma doença cardíaca séria. Se você não tem certeza se é ou não alérgico, consulte o seu médico. Se qualquer uma das afirmativas se aplicar a você, provavelmente Imipra® não é adequado para o seu tratamento.

Como usar o Imipra?

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não exceda a dose recomendada.

A dose diária habitual no início do tratamento é de 25 mg 1-3 vezes ao dia. O seu médico pode aumentar a dosagem diária gradualmente para 150-200 mg. Esta dosagem deverá ser alcançada até o final da primeira semana e mantida até que uma clara melhora seja observada. A dose de manutenção, que deve ser determinada de forma individual e cautelosamente a dosagem, é geralmente 50-100 mg por dia.

Seu médico irá decidir pela dose mais adequada para o seu caso em particular. Para depressão e distúrbio do humor, a dose diária é normalmente entre 50 mg e 100 mg. Para ataques de pânico, o tratamento é geralmente iniciado com 10 mg por dia, e depois de alguns dias, a dose é aumentada gradualmente para entre 75 mg-150 mg. Para dores crônicas, a dose diária é usualmente entre 25 mg e 75 mg. Para incontinência urinária noturna em crianças (com 5 anos ou mais), a dose diária é normalmente entre 20 mg e 80 mg, dependendo da idade da criança.

Dose máxima diária

Adultos
Depressão e síndromes depressivas

A dose máxima diária não deve ultrapassar 200 mg para adultos não internados e 300 mg para adultos internados.

Pânico

A dose máxima diária não deve ultrapassar 200 mg.

Condições dolorosas crônicas

A dose máxima diária não deve ultrapassar 300 mg.

Pacientes idosos

A dose máxima diária não deve ultrapassar 50 mg. Se necessário, doses superiores às recomendadas devem ser usadas com precaução em pacientes idosos.

Crianças e adolescentes
Enurese noturna (apenas em crianças com 5 anos ou mais, onde terapias alternativas não são consideradas adequadas)

A dose máxima não deve exceder 30 mg para pacientes com idade entre 5-8 anos, 50 mg para pacientes com idade entre 9- 12 anos e 80 mg para pacientes acima de 12 anos.

Tome Imipra® de acordo com a recomendação do seu médico. Não tome mais do que o indicado e nem com maior frequência ou por mais tempo que o indicado.

Estados de depressão e ansiedade crônica requerem tratamento de longa duração com Imipra®. Não altere ou interrompa o tratamento sem antes consultar o seu médico. A duração do tratamento é conforme orientação médica.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Imipra?&nbsp;

{"tag":"hr","value":" <p>Se voc&#xEA; se esquecer de tomar uma dose de Imipra&#xAE;, tome a dose esquecida assim que se lembrar, e depois volte ao esquema habitual. Caso o hor&#xE1;rio da pr&#xF3;xima dose esteja muito pr&#xF3;ximo, n&#xE3;o tome a dose esquecida, tome a pr&#xF3;xima dose do esquema habitual. N&#xE3;o tome o dobro da dose para compensar a dose esquecida. Se voc&#xEA; tiver d&#xFA;vidas, pergunte ao seu m&#xE9;dico.</p> <h3>Interrup&#xE7;&#xE3;o do tratamento</h3> <p>O tratamento com Imipra<sup>&#xAE;</sup> n&#xE3;o deve ser interrompido repentinamente sem o conhecimento ou a orienta&#xE7;&#xE3;o do m&#xE9;dico.</p> <p>O seu m&#xE9;dico pode querer reduzir a dose gradualmente antes de parar o tratamento completamente. Isso serve para prevenir qualquer piora da sua condi&#xE7;&#xE3;o e reduzir o risco de sintomas causados pela descontinua&#xE7;&#xE3;o do medicamento, tais como <a href=\"https://consultaremedios.com.br/dor-febre-e-contusao/dor-de-cabeca-e-enxaqueca/c\" target=\"_blank\">dor de cabe&#xE7;a</a>, <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/nauseas/c\" target=\"_blank\">n&#xE1;usea</a> e desconfortos em geral.</p> <p><strong>Em caso de d&#xFA;vidas, procure orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico ou de seu m&#xE9;dico, ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> "}

Quais cuidados devo ter ao usar o Imipra?

Tome cuidado especial com Imipra® se você:

Pensa em suicídio; tem ataques epilépticos; tem batimentos cardíacos irregulares; tem esquizofrenia; tem glaucoma (aumento da pressão intraocular). Se você tem doença do fígado ou do rim; tem distúrbio sanguíneo; tem dificuldades em urinar ou próstata aumentada; tem a glândula da tireoide hiperativa; toma muita bebida alcoólica; tem prisão de ventre frequente.

Você também deve informar seu médico se está utilizando certos medicamentos utilizados para tratar depressão (incluindo medicamentos obtidos sem prescrição). Exemplos desses medicamentos são: fluoxetina, paroxetina, sertralina, citalopram, fluvoxamina, lítio e outros antidepressivos tricíclicos. Seu médico irá levar em consideração esses itens antes e durante o seu tratamento com Imipra®.

Informação para familiares e cuidadores

Você deve monitorar o seu paciente com depressão quanto a sinais de mudanças de comportamento tais como, ansiedade incomum, inquietação, problemas no sono, irritabilidade, agressividade, excitação exagerada ou outra mudança de comportamento anormal, piora da depressão ou pensamento em suicídio. Se você perceber algum desses sintomas no paciente, relate-os ao médico dele, especialmente se eles forem graves, com início repentino ou se forem sintomas novos (não ocorridos antes).

Você deve avaliar a emergência de tais sintomas, com base no dia a dia, do paciente, especialmente durante o início do tratamento com antidepressivos, e quando a dose for aumentada ou diminuída, uma vez que essas alterações podem ser abruptas. Sintomas como esses podem estar associados a um aumento do risco de pensamento em suicídio ou comportamento suicida e indicam a necessidade de monitoramento próximo do paciente e, possivelmente, alterações na medicação.

Outras medidas de segurança

É importante que o seu médico verifique o seu progresso regularmente para permitir o ajuste de doses e contribuir para a redução de efeitos indesejáveis. Seu médico pode requerer exames de sangue, medir a sua pressão arterial e monitorar o funcionamento do seu coração.

Imipra® pode causar a sensação de boca seca, a qual pode aumentar o risco de deterioração dos dentes. Portanto, durante o tratamento de longa duração, você deve ir ao dentista regularmente.

Caso você use lentes de contato e apresente irritação dos olhos, fale com seu médico.

Antes de se submeter a uma cirurgia ou tratamento dentário, informe o médico ou dentista que você está tomando Imipra®.

Imipra® pode tornar a sua pele mais sensível à luz do sol. Evite expor-se diretamente ao sol e use roupas que cubram bem o corpo e óculos de sol.

Crianças e adolescentes (com menos de 18 anos de idade)

Imipra® não deve ser administrado a crianças ou adolescentes a menos que seja especificamente prescrito pelo médico para o tratamento de incontinência urinária noturna.

Pacientes idosos (com 60 anos de idade ou mais)

Os pacientes idosos geralmente precisam de doses mais baixas do que os pacientes mais jovens. Os efeitos adversos são mais prováveis de ocorrer em pacientes idosos. Seu médico irá informá-lo sobre qualquer recomendação especial em relação à dosagem cuidadosa ou uma observação mais atenciosa.

Dirigir veículos ou operar máquinas

Imipra® pode deixar o paciente sonolento ou menos alerta, ou causar a sensação de visão borrada. Se isso ocorrer com você, não dirija, não opere máquinas e não faça qualquer outra atividade que requeira atenção integral. A ingestão de bebidas alcoólicas pode aumentar a sonolência.

Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.

Gravidez

Informe seu médico sobre a ocorrência de gravidez, na vigência do tratamento ou após o seu término. Informe ao seu médico se está amamentando.

Imipra® não deve ser usado durante a gravidez a não ser que seja especificamente prescrito pelo seu médico. Ele irá avaliar o risco potencial de tomar o medicamento durante a gestação.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Lactação

O ingrediente ativo de Imipra® passa para o leite materno. Portanto, não se recomenda que as mães amamentem seus filhos durante o tratamento.

Imipra® contém lactose, se você tiver intolerância à lactose, informe ao seu médico antes de tomar Imipra®.

Este medicamento contém lactose.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Imipra?

Informe seu médico sobre o aparecimento de qualquer reação desagradável.

Imipra® pode causar alguns efeitos indesejáveis em algumas pessoas. Estes efeitos geralmente não requerem atenção médica, e podem desaparecer no decorrer do tratamento à medida que o seu organismo se acostuma com a medicação.

Consulte o seu médico se os efeitos persistirem ou estiverem incomodando muito.

Os efeitos adversos mais comuns são sonolência, cansaço, boca seca, visão borrada, dor de cabeça, tremor, palpitações, constipação, náusea, vômito, tontura, rubores, transpiração, queda da pressão sanguínea acompanhada de tontura ao levantar-se repentinamente, e ganho de peso. No início do tratamento com imipramina pode ocorrer aumento da ansiedade, mas esta sensação geralmente desaparece dentro de duas semanas.

Outros efeitos indesejáveis podem ocorrer, tais como: cáries dentárias, confusão, desorientação, agitação, distúrbio do sono, excitação exagerada, irritabilidade, agressividade, dificuldade sexual, dormência ou formigamento das extremidades, movimentos involuntários, diminuição da produção de lágrimas, pupilas dilatadas, zumbido, aumento da pressão sanguínea, distúrbios abdominais, feridas na boca, ulceração na língua, sensibilidade da pele ao sol, erupções na pele, perda de cabelo, inchaço do peito e derramamento de leite, edema (inchaço do tornozelo e/ou das mãos e/ou de qualquer outra parte do corpo) e febre. Pacientes com 50 anos ou mais que tomam um medicamento deste grupo são mais propensos a sofrer fraturas ósseas.

Procure o seu médico imediatamente se qualquer uma das seguintes reações ocorrerem, pois elas requerem maior atenção médica: ver coisas ou ouvir sons que não existem, icterícia, reações cutâneas (coceira ou vermelhidão), infecções frequentes com febre e dor de garganta (causada pela diminuição de células brancas no sangue), reações alérgicas com ou sem tosse e dificuldade de respirar, inabilidade para coordenar os movimentos, perda do equilíbrio, dor no olho, dor abdominal grave com constipação, perda de apetite severa, contração muscular repentina, rigidez muscular, espasmos musculares, dificuldade em urinar, batimento cardíaco rápido ou irregular, dificuldade em falar, confusão severa ou delírio, alucinações, convulsões.

Um efeito também reportado, de frequência desconhecida, é a alteração no paladar.

Se você notar qualquer outra reação adversa não mencionada nesta bula, informe ao seu médico.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através de seu serviço de atendimento.

Qual a composição do Imipra?

Cada comprimido revestido contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:221px\"> <p style=\"text-align:center\">Cloridrato de imipramina</p> </td> <td style=\"width:245px\"> <p style=\"text-align:center\">25 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:221px\"> <p style=\"text-align:center\">Excipientes q.s.p.</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:245px\">1 comprimido</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Excipientes: lactose monoidratada, celulose microcristalina, dióxido de silício, croscarmelose sódica, copovidona, talco, estearato de magnésio, hipromelose, etilcelulose, trietil citrato, óxido de ferro vermelho, dióxido de titânio e macrogol.

Apresentação do&nbsp;Imipra

{"tag":"hr","value":" <h3>Comprimidos revestidos de 25 mg</h3> <p>Embalagens com 20 ou 200 comprimidos.</p> <p><strong>Uso oral.</strong></p> <p><strong>Uso adulto e pedi&#xE1;trico acima de 5 anos.</strong></p> <p><strong>Medicamento similar equivalente ao medicamento de refer&#xEA;ncia.</strong></p> "}

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Imipra maior do que a recomendada?

Se você tomar uma grande quantidade de Imipra® acidentalmente, procure orientação médica imediatamente.

Os seguintes sintomas da superdosagem geralmente aparecem dentro de algumas horas:

Sonolência profunda; falta de concentração; aumento, redução ou irregularidades nos batimentos cardíacos; inquietude e agitação, perda de massa muscular, coordenação e rigidez muscular; falta de ar; pode ocorrer também, vômito e febre.

Crianças apresentam uma maior sensibilidade a uma superdose aguda.

Qualquer superdose deve ser considerada grave e pode ser fatal.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Imipra com outros remédios?

Informe ao seu médico sobre qualquer outro medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento com Imipra®.

Tendo em vista que muitos medicamentos interagem com Imipra®, pode ser necessário ajustar as doses ou interromper o tratamento com um desses medicamentos.

É especialmente importante informar o seu médico se você toma bebida alcoólica todos os dias, ou se estiver tomando um dos seguintes medicamentos: medicamentos usados para controlar a&nbsp;pressão arterial ou o funcionamento do coração, outros antidepressivos, sedativos, tranquilizantes, barbitúricos, antiepilépticos, um medicamento chamado terbinafina, utilizado oralmente para tratar infecções fúngicas de pele, cabelo ou unhas, medicamentos usados para prevenir a formação de coágulos no sangue (anticoagulantes), medicamentos usados para tratar asma ou alergias, medicamentos usados para tratar doença de Parkinson, preparações com hormônios tireoidianos, cimetidina, metilfenidato, contraceptivos orais, estrógenos.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use este medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Qual a ação da substância do Imipra (Cloridrato de Imipramina)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <p>A efic&#xE1;cia do Cloridrato de Imipramina no al&#xED;vio da depress&#xE3;o est&#xE1; bem estabelecida; tamb&#xE9;m tem se revelado &#xFA;til em uma s&#xE9;rie de outros transtornos psiqui&#xE1;tricos <sup>(1)</sup>.</p> <p>As altas taxas cumulativas de remiss&#xE3;o sugerem que os antidepressivos s&#xE3;o eficazes e que os pacientes com depress&#xE3;o diagnosticada corretamente, que recebem o tratamento adequado, t&#xEA;m cerca de 90% de chance de alcan&#xE7;ar um estado de remiss&#xE3;o <sup>(3)</sup>.</p> <p>Estudos cl&#xED;nicos randomizados, duplo-cego para o tratamento da depress&#xE3;o maior demonstraram a efic&#xE1;cia do Cloridrato de Imipramina compar&#xE1;vel a outros antidepressivos (outros ATCs, ISRSs e outras classes de antidepressivos), em doses de, pelo menos, 100 mg <sup>(4-15)</sup>.</p> <p>Quando as doses terap&#xEA;uticas foram utilizadas, os ATCs e os ISRSs tiveram uma taxa de resposta semelhante (cerca de 70%) e um atraso semelhante para o in&#xED;cio de seus efeitos antidepressivos (2 ou mais semanas) <sup>(1,18)</sup> .</p> <p>Em ensaios comparativos entre comprimidos de Cloridrato de Imipramina, sertralina, fluoxetina, fluvoxamina, milnacipram e moclobemida, o intervalo de dose de Cloridrato de Imipramina foi de 50 a 300 mg/dia (dose m&#xE9;dia de 150-220 mg/dia), 50-200 mg/dia de sertralina, 20-60 mg/dia de fluoxetina, 200 mg/dia para a fluvoxamina, 50 mg/dia para a moclobemida e 50mg/dia para milnacipram. As taxas de resposta nestes ensaios variaram de 40 a 70% e os resultados para o Cloridrato de Imipramina foram semelhantes aos medicamentos comparados<sup> (4, 7, 8, 9, 10, 11, 12,13, 14)</sup>.</p> <p>Uma metan&#xE1;lise realizada por Bollini <em>et al</em>, com trinta e tr&#xEA;s estudos, revelou que doses de antidepressivos equivalentes a 100-200 mg de Cloridrato de Imipramina mostraram uma m&#xE9;dia de melhoria de 53% na an&#xE1;lise pela &#x201C;inten&#xE7;&#xE3;o de tratar&#x201D;. Eles conclu&#xED;ram que os antidepressivos s&#xE3;o prescritos frequentemente na pr&#xE1;tica cl&#xED;nica em doses equivalentes a menos de 100 mg de Cloridrato de Imipramina e que nesta dose a taxa de melhora &#xE9; apenas moderadamente menor do que no intervalo terap&#xEA;utico e que os eventos adversos ocorrem significativamente com menor frequ&#xEA;ncia <sup>(2)</sup>.</p> <p>A efic&#xE1;cia dos comprimidos de Cloridrato de Imipramina na preven&#xE7;&#xE3;o de reca&#xED;das em pacientes deprimidos responsivos &#xE0; eletroconvulsoterapia (ECT), com tratamento pr&#xE9;vio falho, foi analisada em um estudo randomizado, controlado por placebo. Houve apenas 18% de recidiva no grupo tratado, em compara&#xE7;&#xE3;o com os 80% no grupo placebo, levando os autores a conclu&#xED;rem que estes pacientes podem se beneficiar do efeito profil&#xE1;tico da mesma classe de medicamentos durante a terapia de manuten&#xE7;&#xE3;o ap&#xF3;s a resposta &#xE0; ECT. Por &#xFA;ltimo, um estudo duplo-cego controlado e outro estudo randomizado aberto abordaram a quest&#xE3;o da diferen&#xE7;a de g&#xEA;nero na resposta ao tratamento com sertralina e Cloridrato de Imipramina. Homens e mulheres com depress&#xE3;o cr&#xF4;nica demonstraram responsividade e tolerabilidade diferente aos ISRSs e aos antidepressivos tric&#xED;clicos. Ambos os ensaios cl&#xED;nicos tornaram evidente que as mulheres s&#xE3;o mais propensas a responder &#xE0; sertralina (72,2% vs 52,1%, com Cloridrato de Imipramina), enquanto os homens responderam similarmente &#xE0; sertralina e ao Cloridrato de Imipramina. Os horm&#xF4;nios sexuais femininos podem aumentar a resposta ao ISRS ou inibir a resposta a antidepressivos tric&#xED;clicos. O ciclo normal de ovula&#xE7;&#xE3;o e a libera&#xE7;&#xE3;o de estrog&#xEA;nio podem ter uma intera&#xE7;&#xE3;o farmacodin&#xE2;mica clinicamente relevante com os antidepressivos serotonin&#xE9;rgicos.</p> <p>Em 2000, Barlow e colaboradores realizaram estudo cl&#xED;nico a fim de avaliar se o medicamento e as terapias psicossociais para o transtorno do p&#xE2;nico (TP) s&#xE3;o, separadamente, mais eficazes do que o placebo, se um tratamento &#xE9; mais eficaz do que o outro, e se a terapia cognitiva combinada (TCC) (ambos os tratamentos) &#xE9; mais eficaz do que a terapia sozinha. Tanto o grupo tratado com Cloridrato de Imipramina quanto o tratado com TCC foram significativamente superiores ao placebo na fase aguda de tratamento, conforme acessado pela Escala de Gravidade de Transtorno do P&#xE2;nico (EGTP) [taxas de resposta para a an&#xE1;lise de &#x201C;inten&#xE7;&#xE3;o de tratar&#x201D; (ITT), 45,8%, 48,7%, e 21,7%]. Ap&#xF3;s 6 meses de manuten&#xE7;&#xE3;o, Cloridrato de Imipramina e TCC foram significativamente mais eficientes do que o placebo em duas escalas &#x2013; EGTP (taxas de repostas, 37,8%, 39,5%, e 13,0%, respectivamente) e Impress&#xE3;o Cl&#xED;nica Global (ICG) (37,8%, 42,1%, e 13,0%, respectivamente). Entre os que responderam ao tratamento, o Cloridrato de Imipramina produziu uma resposta de maior qualidade. A taxa de resposta aguda para o tratamento combinado foi de 60,3% para EGTP e de 64,1% para ICG. A taxa de reposta da manuten&#xE7;&#xE3;o de 6 meses foi 57,1% para a EGTP (P=0,04 vs. TCC sozinha e P=0,03 vs. Cloridrato de Imipramina sozinha) e 56,3% para a ICG (P=0,03 vs. Cloridrato de Imipramina sozinha), mas n&#xE3;o foi significativamente melhor do que TCC com placebo, em ambas an&#xE1;lises. Seis meses ap&#xF3;s descontinua&#xE7;&#xE3;o do tratamento, na an&#xE1;lise ITT, as taxas de respostas de ICG foram de 41,0% para TCC mais placebo, 31,9% para TCC sozinha, 19,7% para o Cloridrato de Imipramina sozinha, 13% para placebo, e 26,3% para TCC combinado com Cloridrato de Imipramina. Com estes resultados, os autores conclu&#xED;ram que a combina&#xE7;&#xE3;o entre Cloridrato de Imipramina e&amp;nbsp;TCC parece conferir vantagem aguda limitada, mas uma vantagem mais substancial at&#xE9; o fim da manuten&#xE7;&#xE3;o <sup>(16)</sup>.</p> <p>Em 1998, Mavissakalian avaliou a efic&#xE1;cia do tratamento sistem&#xE1;tico com 2,25 mg/kg/dia de Cloridrato de Imipramina em uma amostra homog&#xEA;nea de pacientes com transtorno de p&#xE2;nico com agorafobia. No total, 53% dos pacientes tiveram uma resposta significativa e est&#xE1;vel. Foram avaliados diversos par&#xE2;metros cl&#xED;nicos neste estudo e a maioria deles revelou que uma melhora substancial continuou para al&#xE9;m da oitava semana de tratamento. O &#xEA;xito do tratamento foi acompanhado de melhora significativa na sensibilidade de ansiedade, humor disf&#xF3;rico e bemestar funcional<sup> (17)</sup>.</p> <p>Em 2003, Mavissakalian realizou outro estudo com o intuito de comparar o perfil de rea&#xE7;&#xF5;es adversas dos inibidores seletivos da recapta&#xE7;&#xE3;o de serotonina (sertralina) e os antidepressivos tric&#xED;clicos (Cloridrato de Imipramina). Os resultados sugerem que as diferen&#xE7;as nas rea&#xE7;&#xF5;es adversas entre Cloridrato de Imipramina e sertralina s&#xE3;o transit&#xF3;rios e que, com exce&#xE7;&#xE3;o de taquicardia associada ao Cloridrato de Imipramina, as rea&#xE7;&#xF5;es adversas n&#xE3;o sobrecarregam indevidamente os pacientes ao final de 6 meses de cada um dos tratamentos. Mais timidamente, os resultados tamb&#xE9;m sugerem uma melhora mais r&#xE1;pida com Cloridrato de Imipramina do que com a sertralina <sup>(18)</sup>.</p> <p>Em 2009 foi elaborado um Guia Pr&#xE1;tico para Tratamento de Pacientes com Transtorno do P&#xE2;nico desenvolvido por psiquiatras que est&#xE3;o em atividade cl&#xED;nica. O Guia recomenda o uso do Cloridrato de Imipramina no Transtorno do P&#xE2;nico <sup>(19)</sup>.</p> <p>Em revis&#xE3;o realizada em 2007, publicada pela <em>The Cochrane Collaboration</em>, determinou a efic&#xE1;cia analg&#xE9;sica e seguran&#xE7;a de medicamentos antidepressivos na dor neurop&#xE1;tica. Esta revis&#xE3;o foi feita atrav&#xE9;s da avalia&#xE7;&#xE3;o de ensaios cl&#xED;nicos randomizados com antidepressivos em dor neurop&#xE1;tica identificados em diversos bancos de dados. Nesta atualiza&#xE7;&#xE3;o, sessenta e um ensaios de 20 antidepressivos foram considerados eleg&#xED;veis (3.293 participantes) para a inclus&#xE3;o [incluindo 11 estudos adicionais (778 participantes)]. Os antidepressivos tric&#xED;clicos (ATC) foram considerados eficazes pelos autores <sup>(20)</sup>.</p> <p>O Guia publicado pela Federa&#xE7;&#xE3;o Europeia de Sociedades Neurol&#xF3;gicas, em 2010, atualizou as evid&#xEA;ncias existentes acerca do tratamento farmacol&#xF3;gico da dor neurop&#xE1;tica desde 2005. Estudos foram identificados usando o Cochrane Database e o Medline. Os resultados mostraram que a efic&#xE1;cia dos antidepressivos tric&#xED;clicos &#xE9; estabelecida em polineuropatia dolorosa, <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-nevralgia-neuralgia-sintomas-tratamento-e-mais/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">neuralgia</a> p&#xF3;s-herp&#xE9;tica e algumas condi&#xE7;&#xF5;es de dor neurop&#xE1;tica central <sup>(21)</sup>.</p> <p>Em 1968, foi publicado por Kardash e colaboradores o resultado de um estudo cl&#xED;nico com objetivo de determinar a efic&#xE1;cia de Cloridrato de Imipramina em enurese prim&#xE1;ria em crian&#xE7;as. Os participantes foram divididos em quatro grupos: Grupo 1 - Placebo oito semanas (11 pacientes); Grupo 2 - Placebo quatro semanas e, depois, Cloridrato de Imipramina quatro semanas (11 pacientes); Grupo&amp;nbsp;3 - Cloridrato de Imipramina quatro semanas e, depois, placebo quatro semanas (11 pacientes) e; Grupo 4 - Cloridrato de Imipramina oito semanas (12 pacientes). Na compara&#xE7;&#xE3;o entre o grupo tratado e n&#xE3;o tratado, houve diferen&#xE7;a significativa no n&#xFA;mero de epis&#xF3;dios de enurese, onde a m&#xE9;dia do n&#xFA;mero de noites secas por semana, durante 4 semanas, foi de 4,87 no grupo n&#xE3;o tratado e 2,71 no grupo tratado com Cloridrato de Imipramina. De 43 crian&#xE7;as que foram acompanhadas, 20 (46,5%) usando medica&#xE7;&#xE3;o ficaram completamente secas por um per&#xED;odo de oito semanas e 13 (30,2%) destas foram consideradas curadas <sup>(22)</sup>.</p> <p>Fritz e colaboradores realizaram este estudo a fim de determinar a rela&#xE7;&#xE3;o entre o n&#xED;vel da droga s&#xE9;rica e a efic&#xE1;cia do tratamento em crian&#xE7;as enur&#xE9;ticas tratadas com Cloridrato de Imipramina. Como resultado, eles encontraram que a secura m&#xE9;dia aumentou de 27,8% no grupo placebo para 73%, com 2,5 mg/kg de Cloridrato de Imipramina. Ficou, ent&#xE3;o, confirmada a efic&#xE1;cia do Cloridrato de Imipramina sobre o placebo na redu&#xE7;&#xE3;o da frequ&#xEA;ncia de enurese noturna em crian&#xE7;as. A efic&#xE1;cia foi moderadamente, mas significativamente relacionada com o aumento da dose<sup> (23)</sup>.</p> <p>Monda e Douglas realizaram, em 1995, um estudo prospectivo para avaliar as tr&#xEA;s modalidades mais comuns utilizadas no tratamento de enurese noturna: Cloridrato de Imipramina, <a href=\"https://consultaremedios.com.br/acetato-de-desmopressina/bula\" target=\"_blank\">acetato de desmopressina</a> e sistemas de alarme de enurese. Entre 1987 e 1994, foram avaliados 345 pacientes com enurese noturna prim&#xE1;ria monossintom&#xE1;tica. A terapia com Cloridrato de Imipramina foi iniciada com uma dose de 1 mg/kg. Se depois de 2 semanas o paciente permanecesse incontinente, aumentava-se a dosagem para 1,5 mg/kg. Neste estudo, 36% dos doentes tratados com Cloridrato de Imipramina se tornam seco enquanto sob medica&#xE7;&#xE3;o, documentando a efic&#xE1;cia do Cloridrato de Imipramina quando comparado ao grupo apenas de observa&#xE7;&#xE3;o (controle) (p &lt;0,01) <sup>(24)</sup>.</p> <p>Um estudo multic&#xEA;ntrico, duplo cego, randomizado foi realizado com a finalidade de comparar o Cloridrato de Imipramina, a <a href=\"https://consultaremedios.com.br/mianserina/bula\" target=\"_blank\">mianserina</a> e placebo, para identificar um medicamento alternativo eficaz e elucidar a a&#xE7;&#xE3;o do Cloridrato de Imipramina em crian&#xE7;as com enurese. Oitenta crian&#xE7;as (65 meninos e 15 meninas) com idade entre 5-13 anos foram estudadas. Durante o tratamento, o Cloridrato de Imipramina foi superior ao placebo e mianserina (p&lt;0,001) em alcan&#xE7;ar noites secas e reduzir contagens de eventos de enurese. Ela levou a uma melhoria definitiva em 72% das crian&#xE7;as. A mianserina produz um efeito ben&#xE9;fico leve que n&#xE3;o foi superior ao placebo. Houve uma melhoria significativa no n&#xFA;mero de noites secas durante o tratamento com Cloridrato de Imipramina comparado com mianserina e com placebo (p&lt;0,001), mas n&#xE3;o houve diferen&#xE7;a significativa entre os resultados de mianserina e placebo (p=0,92) <sup>(25)</sup>.</p> <p>Nev&#xE9;us e colaboradores realizaram um estudo que visava avaliar a efic&#xE1;cia do&amp;nbsp;Cloridrato de Imipramina e da tolteridina em crian&#xE7;as enur&#xE9;ticas resistentes ao tratamento com alarme e com desmopressina. Para isto, 27 crian&#xE7;as enur&#xE9;ticas resistentes receberam ou placebo, ou <a href=\"https://consultaremedios.com.br/tolterodina/bula\" target=\"_blank\">tolterodina</a> 1-2 mg ou Cloridrato de Imipramina 25-50 mg ao deitar, durante 5 semanas de maneira randomizada, duplo-cego e&amp;nbsp;cruzada. O n&#xFA;mero de noites molhadas durante as &#xFA;ltimas 2 semanas de cada per&#xED;odo de tratamento foi comparado. Para avaliar os efeitos de medicamentos em fun&#xE7;&#xE3;o da bexiga, um novo gr&#xE1;fico de frequ&#xEA;ncia-volume foi completado durante cada per&#xED;odo. Somente o Cloridrato de Imipramina apresentou diferen&#xE7;a estatisticamente significativa em rela&#xE7;&#xE3;o ao placebo (p = 0,001), e tamb&#xE9;m foi superior ao grupo tratado com tolterodina (p = 0,006) <sup>(26)</sup>.</p> <p>As conclus&#xF5;es de revis&#xE3;o da literatura s&#xE3;o consistentes com o uso cont&#xED;nuo de Cloridrato de Imipramina para o tratamento da depress&#xE3;o, transtorno do p&#xE2;nico e condi&#xE7;&#xF5;es dolorosas cr&#xF4;nicas (para adultos) e enurese noturna (pedi&#xE1;trico).</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Baldessarini RJ. Drugs and the treatment of psychiatric disorders. Depression and anxiety disorders. In: Goodman &amp; Gilman. The pharmacological basis of therapeutics. 10th edition. Hardman JG, Limbird LE, editors. McGraw-Hill 2001. Pages 456-459.<br> 2. Bollini P, Pampallona S, Tibaldi G, Kupelnick B, Munizza C. Effectiveness of antidepressants. Meta-analysis of dose-effect relationships in randomised clinical trials. British Journal of Psychiatry 1999; 174:297-303.<br> 3. Quitkin FM, McGranth PJ, Stewart JW, Deliyannides D, Taylor BP, Davies CA, Klein DF. Remission rates with 3 consecutive antidepressant trials: Effectiveness for depressed outpatients. J Clin Psychiatry 2005; 66:670-676.<br> 4. Keller MB, Gelenberg AJ, Hirschfield MA, Rush AJ, Thase ME, Kocsis JH, et al. A doubleblind, randomized trial of sertraline and imipramine. J Clin Psychiatry 1998; 59:598-607.<br> 5. Miller IW, Keitner GI, Schatzberg AF, Klein DN, Thase ME, Rush AJ, et al. Psychosocial before and after treatment with sertraline or imipramine. J Clin Psychiatry 1998;59:608-619.<br> 6. Rush AJ, Koran LM, Keller MB, Markowitz JC, Harrison WM, Miceli RJ, et a. Study and rationale for evaluating the comparative efficacy of sertraline and imipramine as acute, crossover, continuation, and maintenance phase therapies. J Clin Psychiatry 1998; 59:589- 597.<br> 7. Lepola U, Arat&#xF3; M, Zhu Y, Austin C. Sertraline versus imipramine treatment of comorbid panic disorder and mayor depressive disorder. J Clin Psychiatry 2003;64:654-662.<br> 8. Thase ME, Rush AJ, Howland RH, Korstein SG, Kocsis JH, Gelember AJ, et al. Doubleblind switch study of imipramine or sertaline treatment of antidepressant-resistant chronic. Arch Gen Psychiatry 2002; 59:233-29.<br> 9. Rusell JM, Koran LM, Rush J, Hirschfeld MA, Harrison W, Friedman ES, et al. Effect of concurrent anxiety on response to sertraline and imipramine in patients with chronic depression. Depression and Anxiety 2001; 13:18-27.<br> 10. McGrath PJ, Stewart JW, Janal MN, Petkova E, Quitkin FM, Klein DF. A placebo-controlled study of fluoxetine versus imipramine in the acute treatment of atypical depression. Am J Psychiatry 2000;157:344-350.<br> 11. Simon GE, Heiligenstein J, Revicki D,Vonkonff M, Katon WJ, Ludman E, Grothaus L, Wagner E. Long-term outcomes of initial antidepressant drug choice in a &#x201C;Real World&#x201D; randomized trial. Arch Far Med 1999; 8:319-325.<br> 12. Nemeroff CB. Evans DL, Gyulai L, Sachs GS, Bowden CL, Gergel IP, Oakes R, Pitts CD. Double-blind, placebo-controlled comparison of impramine and paroxetine in the treatment of bipolar depression. Am J Psychiatry 2001; 158:906-912.<br> 13. Birkenhager TK, van der Broek WW, Mulder PG, Brujin JA, Moleman P. Comparison of two-phase treatment with imipramine or fluvoxamine, both followed by lithium addition, in inpatients with major depressive disorder. Am J Psychiatry 2004; 161:2060-2065.<br> 14. Van Amerongen AP, Ferry G, Tournoux A. A randomised, double-blind comparison of minacipran and imipramine in the treatment of depression. J Affect Disord. 2002; 72(1):21- 31.<br> 15. Silverstone T. Moclobemide vs. Imipramine in bipolar depression: a multicentre doubleblind clinical trial. Acta Psychiatr Scand. 2001; 104(2): 104-9.<br> 16. Barlow DH, Gorman JM, Shear MK, Woods SW; Cognitive-Behavioral Therapy, Imipramine, or Their Combination for Panic Disorder - A Randomized Controlled Trial; JAMA; May; 283(19); 2000; 2529-2450<br> 17. Mavissakalian MR, Perel JM, Talbott-Green M, Sloan C; Gauging the effectiveness of extended imipramine treatment for panic disorder with agoraphobia; Biol Psychiatry; Jun; 43(11); 1998; 848-854<br> 18. Mavissakalian MR; Imiprmaine vs. Sertraline in Panic Disorder: 24-Week Treatment Completers; Annals of Clinical Psychiatry; Vol. 25(3/4); Sept/Dec; 2003; 171-180<br> 19. Stein MB, Goin MK, Pollack MH, et al.; Practice Guideline for the treatment of patients with panic disorder: Second edition. Am J Psychiatry; 2009; 166 (2):1<br> 20. Saarto, T., Wiffen, P.J.; Antidepressants for neuropathic pain (Review); Cochrane Collaboration; A Cochrane Review. Cochrane Library, Iohn Wiley &amp; Sons, Ltd; (3); 2009<br> 21. Attal N, Cruccu G, Baron R, Haanp&#xE4;&#xE4; M, Hansson P, Jensen TS, Nurmikko T; European Federation of Neurological Societies; EFNS guidelines on the pharmacological treatment of neuropathic pain: 2010 revision; Eur J Neurol.; Sep;17(9); 2010; 1113-e88<br> 22. Kardash S, Hillman ES, Werry J. Efficacy of imipramine in childhood enuresis: a doubleblind control study with placebo. Can Med Assoc J. 1968 Aug 10; 99(6):263-6.<br> 23. Fritz GK, Rockney RM, Yeung AS. Plasma levels and efficacy of imipramine treatment for enuresis. J Am Acad Child Adolesc Psychiatry. 1994 Jan;33(1):60-4.<br> 24. Monda JM, Husmann DA. Primary nocturnal enuresis: a comparison among observation, imipramine, desmopressin acetate and bed-wetting alarm systems. J Urol. 1995 Aug;154(2 Pt 2):745-8.<br> 25. Smellie JM, McGrigor VS, Meadow SR, Rose SJ, Douglas MF. Nocturnal enuresis: a placebo controlled trial of two antidepressant drugs. Arch Dis Child. 1996 Jul;75(1):62-6.<br> 26. Nev&#xE9;us T, Tullus K. Tolterodine and imipramine in refractory enuresis; a placebo-controlled crossover study. Pediatr Nephrol. 2008 Feb;23(2):263-7.</br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <h4>Grupo farmacoterap&#xEA;utico</h4> <p>Antidepressivo tric&#xED;clico. Inibidor da recapta&#xE7;&#xE3;o de noradrenalina e serotonina e, com pot&#xEA;ncia significativamente menor, bloqueador da recapta&#xE7;&#xE3;o de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/dopamina/bula\" target=\"_blank\">dopamina</a> (inibidor n&#xE3;o seletivo da recapta&#xE7;&#xE3;o de monoamina), cuja a&#xE7;&#xE3;o leva ao aumento da concentra&#xE7;&#xE3;o de neurotransmissores na fenda sin&#xE1;ptica.</p> <h4>Mecanismo de a&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>O Cloridrato de Imipramina tem v&#xE1;rias propriedades farmacol&#xF3;gicas, incluindo-se propriedades alfa-adrenol&#xED;tica, anti-histam&#xED;nica, anticolin&#xE9;rgica e bloqueadora do receptor serotonin&#xE9;rgico (5-HT). Contudo, acredita-se que a principal atividade terap&#xEA;utica do Cloridrato de Imipramina seja a inibi&#xE7;&#xE3;o da recapta&#xE7;&#xE3;o neuronal de noradrenalina (NA) e serotonina (5-HT). Cloridrato de Imipramina &#xE9; chamada de bloqueador &#x201C;misto&#x201D; de recapta&#xE7;&#xE3;o, isto &#xE9;, ela inibe a recapta&#xE7;&#xE3;o da noradrenalina e da serotonina aproximadamente na mesma propor&#xE7;&#xE3;o.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <h4>Absor&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>O&amp;nbsp;Cloridrato de Imipramina &#xE9; absorvido r&#xE1;pido e quase que complemente a partir do trato gastrintestinal, atingindo concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica m&#xE1;xima m&#xE9;dia (C<sub>m&#xE1;x</sub>) de 34-137 ng/ml ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o de uma dose, dentro de 1,75-5 horas. A ingest&#xE3;o de alimentos n&#xE3;o afeta a absor&#xE7;&#xE3;o e biodisponibilidade. Durante sua primeira passagem pelo f&#xED;gado, o Cloridrato de Imipramina, administrada por via oral, &#xE9; parcialmente convertida em desipramina, um metab&#xF3;lito que tamb&#xE9;m exibe atividade antidepressiva.</p> <p>Ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral de 50 mg, 3 vezes ao dia durante 10 dias, as concentra&#xE7;&#xF5;es plasm&#xE1;ticas m&#xE9;dias de <em>steady-state</em> (estado do equil&#xED;brio) de Cloridrato de Imipramina e de desipramina foram de 33-85 ng/mL e 43-109 ng/ml, respectivamente.</p> <h4>Distribui&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>Liga&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/proteinas/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">prote&#xED;nas</a> plasm&#xE1;ticas do Cloridrato de Imipramina e da desipramina s&#xE3;o 60-96% e 73-92%, respectivamente. As concentra&#xE7;&#xF5;es de Cloridrato de Imipramina no fluido cerebroespinhal e no plasma s&#xE3;o altamente correlacionadas.</p> <p>O volume aparente de distribui&#xE7;&#xE3;o do Cloridrato de Imipramina e desipramina &#xE9; de 10-20 L/kg e de 10-50 L/kg, respectivamente. Tanto o Cloridrato de Imipramina como seu metab&#xF3;lito desipramina passam para o leite materno em concentra&#xE7;&#xF5;es an&#xE1;logas &#xE0;s encontradas no plasma.</p> <h4>Biotransforma&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>O Cloridrato de Imipramina &#xE9; extensivamente metabolizada no f&#xED;gado. O Cloridrato de Imipramina &#xE9;, primariamente, Ndesmetilada para formar N-desmetil Cloridrato de Imipramina (desipramina) pela CYP3A4, CYP2C19 e CYP1A2. Cloridrato de Imipramina e desipramina sofrem hidroxila&#xE7;&#xE3;o catalisada pela CYP2D6 para formar 2-hidroxi-Cloridrato de Imipramina e 2-hidroxidesipramina. CYP2D6 exibe polimorfismo gen&#xE9;tico e a exposi&#xE7;&#xE3;o de Cloridrato de Imipramina &#xE9; duas vezes maior em metabolizadores extensos em rela&#xE7;&#xE3;o aos metabolizadores pobres.</p> <h4>Elimina&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>O Cloridrato de Imipramina &#xE9; eliminada do organismo com meia-vida m&#xE9;dia de 19 horas.</p> <p>Aproximadamente 80% do f&#xE1;rmaco &#xE9; excretado atrav&#xE9;s da urina e cerca de 20% nas fezes, principalmente na forma de metab&#xF3;litos inativos. As quantidades de Cloridrato de Imipramina inalterada e de seu metab&#xF3;lito ativo desipramina excretados atrav&#xE9;s da urina s&#xE3;o de 5% e 6%, respectivamente.</p> <p>Apenas pequenas quantidades s&#xE3;o excretadas atrav&#xE9;s das fezes.</p> <h4>Popula&#xE7;&#xF5;es especiais</h4> <h5>Efeitos da Idade</h5> <p>Em crian&#xE7;as, o <em>clearance </em>(depura&#xE7;&#xE3;o) m&#xE9;dio e a meia-vida de elimina&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o difere significativamente dos controles em adultos, mas a variabilidade entre pacientes &#xE9; grande.</p> <p>Em fun&#xE7;&#xE3;o do <em>clearance</em> (depura&#xE7;&#xE3;o) metab&#xF3;lico reduzido, as concentra&#xE7;&#xF5;es de Cloridrato de Imipramina s&#xE3;o maiores em pacientes idosos do que em pacientes mais jovens. O Cloridrato de Imipramina deve ser administrada com cautela em pacientes idosos.</p> <h5>Insufici&#xEA;ncia renal</h5> <p>Em pacientes portadores de dist&#xFA;rbios renais graves, n&#xE3;o ocorrem altera&#xE7;&#xF5;es na excre&#xE7;&#xE3;o renal do Cloridrato de Imipramina e de seus metab&#xF3;litos n&#xE3;o conjugados, biologicamente ativos. Entretanto, as concentra&#xE7;&#xF5;es plasm&#xE1;ticas de<em> steady-state </em>(estado de equil&#xED;brio) dos metab&#xF3;litos conjugados, que s&#xE3;o considerados biologicamente inativos s&#xE3;o elevadas. O ac&#xFA;mulo de metab&#xF3;litos inativos&amp;nbsp;pode posteriormente resultar no ac&#xFA;mulo do f&#xE1;rmaco e seu metab&#xF3;lito ativo. Na insufici&#xEA;ncia renal moderada e grave, recomenda-se monitorar o paciente durante o tratamento.</p> <h5>Insufici&#xEA;ncia hep&#xE1;tica</h5> <p>O Cloridrato de Imipramina &#xE9; extensivamente metabolizada no f&#xED;gado pela CYP2D6, CYP3A4, CYP2C19 e CYP1A2 e o comprometimento hep&#xE1;tico pode afetar a sua farmacocin&#xE9;tica. Na insufici&#xEA;ncia hep&#xE1;tica, recomenda-se monitorar o paciente durante o tratamento.</p> <h5>Sensibilidade &#xE9;tnica</h5> <p>Embora o impacto da sensibilidade &#xE9;tnica e racial na farmacocin&#xE9;tica do Cloridrato de Imipramina n&#xE3;o tenha sido estudado extensivamente, o metabolismo do Cloridrato de Imipramina e seu metab&#xF3;lito ativo s&#xE3;o governados por fatores gen&#xE9;ticos que levam ao metabolismo pobre e extensivo do f&#xE1;rmaco e seu metab&#xF3;lito em diferentes popula&#xE7;&#xF5;es.</p> <h5>Estudos cl&#xED;nicos</h5> <p>N&#xE3;o h&#xE1; estudos cl&#xED;nicos recentes realizados com Cloridrato de Imipramina para as indica&#xE7;&#xF5;es reivindicadas.</p> <h3>Dados de seguran&#xE7;a pr&#xE9;-cl&#xED;nicos</h3> <p>Testes de mutagenicidade em camundongos forneceram resultados contradit&#xF3;rios. Um estudo de carcinogenicidade em ratos em dieta n&#xE3;o resultou em nenhuma evid&#xEA;ncia de um potencial carcinog&#xEA;nico do Cloridrato de Imipramina. Estudos experimentais realizados com quatro esp&#xE9;cies (camundongos, rato, coelho e macaco) levaram &#xE0; conclus&#xE3;o de que a administra&#xE7;&#xE3;o oral de Cloridrato de Imipramina n&#xE3;o possui potencial teratog&#xEA;nico. Estudos com altas doses de Cloridrato de Imipramina, administradas parenteralmente, resultaram principalmente em toxidade materna grave e efeitos embriot&#xF3;xicos sendo, portanto, n&#xE3;o conclusivos quanto a efeitos teratog&#xEA;nicos.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Imipra?

Conservar a embalagem fechada, em temperatura ambiente, entre 15 e 30°C, protegida da luz e umidade.

O prazo de validade é de 24 meses a partir da data de fabricação impressa na embalagem. Não utilize medicamento vencido.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas

Comprimido convexo, revestido, sem sulco, com logotipo e na cor marrom.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Fontes consultadas

  • <li><em>Bula do Profissional do Medicamento Tofranil<sup>&#xAE;</sup>.</em></li>

Dizeres Legais do Imipra

MS nº 1.0298.0023

Farm. Resp.:
Dr. José Carlos Módolo
CRF-SP nº 10.446

Crisália&nbsp;Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.
Rodovia Itapira-Lindóia, km 14
Itapira / SP
CNPJ 44.734.671/0001-51
Indústria Brasileira



SAC:
0800-7011918

Venda sob prescrição médica.&nbsp;

Só pode ser vendido com retenção da receita.

Nº lote, data de fabricação e validade: vide cartucho.

Fabricante: Cristália

© 2021 Medicamento Lab.