Cristália Imunen

50mg, caixa com 200 comprimidos revestidos (embalagem hospitalar)

Princípio ativo
:
Azatioprina
Classe Terapêutica
:
Outros Imunossupressores
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Venda Sob Prescrição Médica)
Categoria
:
Imunossupressores
Especialidade
:
Dermatologia, Hematologia, Reumatologia, Clínica Médica e Ortopedia

Bula do medicamento

Imunen, para o que é indicado e para o que serve?

Imunen pertence a um grupo de medicamentos chamados de imunossupressores. Esses medicamentos diminuem a força do sistema de proteção e defesa do organismo, o que é necessário quando o corpo se defende de agressores de forma excessiva, inadequada ou indesejável. Em outras palavras como imunossupressor, Imunen é indicado para ajudar o corpo a enfrentar algumas doenças denominadas autoimunes, nas quais o organismo reage contra si mesmo, passando a atacar e prejudicar os próprios órgãos. Também é usado em caso de transplante de órgãos (por exemplo, rim, coração ou fígado), para evitar a rejeição do órgão transplantado.

Algumas das doenças autoimunes são

  • <li><a href="https://minutosaudavel.com.br/artrite-reumatoide/" rel="noopener" target="_blank">Artrite reumatoide</a> grave;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/pele-e-mucosa/lupus/c" target="_blank">L&#xFA;pus eritematoso sist&#xEA;mico</a>;</li> <li>Dermatomiosite/polimiosite;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/infectologia/hepatite/c" target="_blank">Hepatite</a> cr&#xF4;nica ativa autoimune;</li> <li>P&#xEA;nfigo vulgar;</li> <li>Poliarterite nodosa;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/b/anemia-hemolitica" target="_blank"/><a href="https://consultaremedios.com.br/doencas-do-sangue/anemia/c" target="_blank">Anemia</a> hemol&#xED;tica autoimune;</li> <li><a href="https://minutosaudavel.com.br/purpura/" rel="noopener" target="_blank">P&#xFA;rpura</a> trombocitop&#xEA;nica idiop&#xE1;tica refrat&#xE1;ria cr&#xF4;nica.</li>

Seu médico optou por este medicamento para atender você e sua condição. Imunen pode ser usado isoladamente, como terapia única, mas é receitado com mais frequência em combinação com outros medicamentos.

Como o&nbsp;Imunen funciona?

A substância ativa de Imunen é a azatioprina, um derivado da mercaptopurina. Os mecanismos pelos quais essa substância age, reduzindo as reações de defesa do organismo e a força do sistema imunológico (de proteção), ainda não foram esclarecidos com precisão. O efeito terapêutico de Imunen pode tornar-se evidente apenas após semanas ou meses de tratamento.

Quais as contraindicações do Imunen?

Imunen não é indicado para pacientes que têm sensibilidade conhecida à azatioprina ou a qualquer&nbsp;outro componente do medicamento. É mais provável que os pacientes que apresentam sensibilidade à mercaptopurina&nbsp;manifestem sensibilidade também a Imunen.

Gravidez e lactação

Imunen não deve ser administrado a pacientes grávidas ou que pretendam engravidar, a não ser que os benefícios avaliados pelo médico sejam maiores que os riscos para o feto. Como acontece com todos os medicamentos quimioterápicos, a mulher deve adotar medidas adequadas para evitar a gravidez durante o tratamento (dela ou do parceiro) com Imunen.

A mercaptopurina, substância presente na fórmula de Imunen, foi identificada no leite materno.

Categoria D de risco na gravidez.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose. Os médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar alerta à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o diagnóstico precoce e tratamento.

Como usar o Imunen?

Uso exclusivamente oral.

É importante tomar o medicamento na hora certa. Você deve tomá-lo da maneira como seu médico ensinou. Engula o comprimido inteiro, não o quebre.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

Posologia

A quantidade de Imunen pode ser muito diferente para cada pessoa. A sua dose vai depender da condição que seu médico está tratando. O médico lhe dirá quanto tempo deve durar o seu tratamento. Não pare de usar o medicamento antes da hora recomendada. De tempos em tempos, enquanto você estiver tomando Imunen, o médico vai solicitar um exame de sangue para verificar sua contagem de células sanguíneas e alterar a dose do medicamento se necessário.

Adultos

Transplantes

Conforme o regime imunossupressor adotado, seu médico pode recomendar uma dose de até 5 mg por quilo de peso corporal, por via oral, no primeiro dia.

A dose de manutenção pode variar entre 1 e 4 mg por quilo de peso corporal por dia, por via oral, e seu médico deve ajustála de acordo com suas necessidades clínicas e com a tolerância hematológica. As evidências disponíveis parecem indicar que o tratamento com Imunen deve ser mantido indefinidamente, mesmo que sejam necessárias só doses baixas, devido ao risco de rejeição ao transplante.

Outras indicações

A dose inicial, geralmente, é de 1 a 3 mg por quilo de peso corporal por dia, e o médico deve ajustá-la dentro desses limites, conforme a reação clínica (que pode manifestar-se em semanas ou meses) e a tolerância hematológica.

Quando o resultado do tratamento se tornar evidente, o médico deve considerar a redução da dose de manutenção até o nível mais baixo possível para sustentar esse resultado. Se você não tiver nenhuma melhora em três meses, o médico deve considerar a suspensão do tratamento com Imunen. A dose de manutenção necessária pode variar de menos de 1 a 3mg por quilo de peso corporal por dia, dependendo da sua condição clínica durante o tratamento da melhora dos sintomas e da tolerância hematológica.

Crianças

Transplantes e outras indicações: O médico deve seguir as mesmas dosagens indicadas para adultos.

Idosos

Não existem muitos dados sobre experiências clínicas com a administração de Imunen a pacientes idosos.

Embora os dados disponíveis não representem evidências de que a ocorrência de reações adversas entre os idosos seja maior do que entre os pacientes tratados com Imunen, recomenda-se que as dosagens usadas sejam as menores possíveis dentro da faixa indicada.

O médico deve tomar cuidado especial ao monitorar a resposta hematológica (reações do sangue) e reduzir a dose de manutenção até o mínimo necessário para melhora dos sintomas.

Pacientes com insuficiência renal e/ou hepática: Para os pacientes com insuficiência renal e/ou hepática, o médico deve manter as doses no limite mínimo da faixa recomendada.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o&nbsp;Imunen?

Se você se esquecer de uma dose de Imunen, não tome comprimidos extras para compensar a dose ou as doses perdidas.

Assim que se lembrar, tome o comprimido seguinte na hora habitual e continue o tratamento como antes. Fale com o médico o mais rapidamente possível sobre as doses que você se esqueceu de tomar.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico ou cirurgião-dentista.

Quais cuidados devo ter ao usar o Imunen?

Não tome Imunen nos seguintes casos

  • <li>Se voc&#xEA; for al&#xE9;rgico a Imunen ou a qualquer outro componente deste medicamento;</li> <li>Se voc&#xEA; for al&#xE9;rgico a Purinethol&amp;nbsp;(mercaptopurina), medicamento semelhante a Imunen.</li>

Informe seu médico ou farmacêutico antes de tomar Imunen

  • <li>Se voc&#xEA; est&#xE1; gr&#xE1;vida ou amamentando;</li> <li>Se voc&#xEA; est&#xE1; planejando ter um beb&#xEA;, discuta isso com seu m&#xE9;dico;</li> <li>Se voc&#xEA; sofre de doen&#xE7;a nos rins ou no f&#xED;gado;</li> <li>Se voc&#xEA; &#xE9; portador de uma condi&#xE7;&#xE3;o em que seu corpo produz muito pouco de uma subst&#xE2;ncia qu&#xED;mica natural chamada tiopurina metiltransferase (TPMT);</li> <li>Se voc&#xEA; sofre da condi&#xE7;&#xE3;o conhecida como s&#xED;ndrome de Lesch-Nyhan;</li> <li>Se voc&#xEA; alguma vez j&#xE1; teve <a href="https://minutosaudavel.com.br/catapora/" rel="noopener" target="_blank">catapora</a> ou herpes-z&#xF3;ster.</li>

Não deixe de conversar com seu médico antes de tomar qualquer vacina. Imunen pode afetar os efeitos da vacina ou a sua reação a ela.

Não quebre os comprimidos de Imunen antes de tomá-los. Se você (ou a pessoa que cuida de você) tocar os comprimidos quebrados ou cobertos com pó, não deixe de lavar as mãos imediatamente. É importante que as pessoas que cuidam dos doentes fiquem cientes da necessidade de manusear com segurança este medicamento. Peça o conselho de seu médico ou farmacêutico.

Os pacientes que recebem tratamento com imunossupressores, como Imunen, correm risco maior de desenvolver linfomas não-Hodgkin e outras malignidades, principalmente câncer de pele (melanoma e não melanoma), sarcoma (Kaposi e não-Kaposi) e câncer de colo de útero. Como geralmente acontece com os pacientes que correm risco maior de desenvolver câncer de pele, recomenda-se evitar a exposição aos raios do sol e à radiação ultravioleta; portanto você deve vestir roupas que bloqueiem a luz solar e usar protetor solar com alto fator de proteção.

Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose. Os médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar alerta à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o diagnóstico precoce e tratamento.

Este medicamento contém lactose.

Interações medicamentosas

Informe seu médico, o mais rapidamente possível, caso você esteja sendo tratado com algum dos seguintes medicamentos
  • <li> <a href="https://consultaremedios.com.br/penicilamina/pa">Penicilamina </a>(usada principalmente no tratamento da artrite reumatoide);</li> <li> <a href="https://consultaremedios.com.br/captopril/pa">Captopril </a>(usado principalmente no tratamento da <a href="https://consultaremedios.com.br/pressao-alta/c" target="_blank">press&#xE3;o alta</a>);</li> <li> <a href="https://consultaremedios.com.br/cimetidina/pa">Cimetidina </a>(usada no tratamento de &#xFA;lceras do est&#xF4;mago e <a href="https://minutosaudavel.com.br/dispepsia-indigestao-o-que-e-sintomas-remedios-e-tipos/" rel="noopener" target="_blank">indigest&#xE3;o</a>);</li> <li> <a href="https://consultaremedios.com.br/indometacina/pa">Indometacina </a>(usada como analg&#xE9;sico e <a href="https://consultaremedios.com.br/dor-febre-e-contusao/anti-inflamatorios/c" target="_blank">anti-inflamat&#xF3;rio</a>);</li> <li>Cotrimoxazol, tamb&#xE9;m conhecido como Bactrim&amp;nbsp;(usado para tratar infec&#xE7;&#xF5;es);</li> <li> <a href="https://consultaremedios.com.br/alopurinol/pa">Alopurinol</a>, oxipurinol ou tiopurinol (usados principalmente no tratamento de <a href="https://consultaremedios.com.br/doencas-dos-ossos/gota/c" target="_blank">gota</a>);</li> <li>Tubocurarina, succinilcolina (utilizadas durante a anestesia);</li> <li> <a href="https://consultaremedios.com.br/furosemida/pa">Furosemida </a>(pode ser usada para reduzir o incha&#xE7;o causado pelo excesso de l&#xED;quido);</li> <li> <a href="https://consultaremedios.com.br/varfarina-sodica/pa">Varfarina </a>(usada para prevenir co&#xE1;gulos sangu&#xED;neos);</li> <li> <a href="https://consultaremedios.com.br/mesalazina/pa">Mesalazina</a>, olsalazina ou <a href="https://consultaremedios.com.br/sulfassalazina/pa">sulfassalazina </a>(usadas principalmente para tratar a <a href="https://minutosaudavel.com.br/colite/" rel="noopener" target="_blank">colite</a> ulcerativa).</li>

A atividade imunossupressora de Imunen pode resultar em uma reação prejudicial a vacinas vivas. Dessa forma, você deve evitar esse tipo de vacina enquanto estiver em tratamento com Imunen.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Imunen?

Reações muito comuns (ocorrem em 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • <li>Infec&#xE7;&#xF5;es por v&#xED;rus, fungos e bact&#xE9;rias (inclusive infec&#xE7;&#xF5;es graves e incomuns, como catapora e <a href="https://minutosaudavel.com.br/herpes-zoster/" rel="noopener" target="_blank">herpes z&#xF3;ster</a>, e as causadas por outros agentes infecciosos) em pacientes transplantados que recebem Imunen isolado ou em combina&#xE7;&#xE3;o com outros medicamentos imunossupressores;</li> <li>Diminui&#xE7;&#xE3;o das c&#xE9;lulas brancas do sangue (c&#xE9;lulas de defesa) devido ao comprometimento da fun&#xE7;&#xE3;o da medula &#xF3;ssea.</li>

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • <li>Diminui&#xE7;&#xE3;o do n&#xFA;mero de plaquetas do sangue, que s&#xE3;o as c&#xE9;lulas respons&#xE1;veis pela coagula&#xE7;&#xE3;o sangu&#xED;nea.</li>

Reações incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • <li>Infec&#xE7;&#xF5;es por v&#xED;rus, fungos e bact&#xE9;rias em outros grupos de pacientes (que n&#xE3;o receberam transplante);</li> <li>Anemia;</li> <li>Hipersensibilidade;</li> <li>Inflama&#xE7;&#xE3;o do p&#xE2;ncreas, particularmente em pacientes que receberam transplante de rim e apresentam doen&#xE7;a inflamat&#xF3;ria intestinal;</li> <li>Colestase, que &#xE9; a diminui&#xE7;&#xE3;o do fluxo de bile (l&#xED;quido produzido pelo f&#xED;gado), e comprometimento das fun&#xE7;&#xF5;es do f&#xED;gado.</li>

Reações raras (ocorrem de 0,01% a 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • <li>Neoplasias (tumores), inclusive linfomas n&#xE3;o-Hodgkin, c&#xE2;ncer de pele (melanoma e n&#xE3;o melanoma), sarcomas (Kaposi e n&#xE3;o-Kaposi), c&#xE2;ncer de colo de &#xFA;tero, <a href="https://consultaremedios.com.br/cancer/leucemia/c" target="_blank">leucemia</a> mieloide aguda e mielodisplasia;</li> <li>Doen&#xE7;as graves do sangue, como agranulocitose, pancitopenia, <a href="https://consultaremedios.com.br/b/anemia-aplastica" target="_blank">anemia apl&#xE1;stica</a>, <a href="https://consultaremedios.com.br/b/anemia-megaloblastica" target="_blank">anemia megalobl&#xE1;stica</a> e hipoplasia eritroc&#xED;tica;</li> <li>Danos ao f&#xED;gado, potencialmente fatais;</li> <li>Queda de <a href="https://consultaremedios.com.br/cuidados-pessoais/cabelos/c" target="_blank">cabelos</a>;</li> <li>Relatos de JC v&#xED;rus associado &#xE0; leucoencefalopatia multifocal progressiva (LMP) foi relatada ap&#xF3;s o uso de azatioprina em combina&#xE7;&#xE3;o com outros agentes imunossupressores.</li>

Reações muito raras (ocorrem em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • <li>S&#xED;ndrome de Stevens-Johnson e necr&#xF3;lise epid&#xE9;rmica t&#xF3;xica, que s&#xE3;o rea&#xE7;&#xF5;es al&#xE9;rgicas graves da pele, muitas vezes fatais;</li> <li>Inflama&#xE7;&#xE3;o revers&#xED;vel dos pulm&#xF5;es;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/nauseas/c" target="_blank">N&#xE1;usea</a> (enjoo), que pode ser aliviada com a administra&#xE7;&#xE3;o dos comprimidos de Imunen ap&#xF3;s as refei&#xE7;&#xF5;es;</li> <li>Inflama&#xE7;&#xF5;es do intestino, como colite, <a href="https://minutosaudavel.com.br/diverticulite/" rel="noopener" target="_blank">diverticulite</a> e perfura&#xE7;&#xE3;o;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/diarreia/c" target="_blank">Diarreia</a> grave (em pacientes com doen&#xE7;as inflamat&#xF3;rias intestinais).</li>

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do&nbsp;medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

População Especial

Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e de operar máquinas

Não existem dados disponíveis sobre o efeito de Imunen na habilidade de dirigir veículos ou de operar máquinas. Verifique a forma como Imunen afeta você antes de executar essas atividades.

Gravidez e lactação

O médico não deve receitar Imunen se você estiver grávida ou pretender engravidar, a não ser que os benefícios avaliados por ele sejam maiores que os riscos para o feto. Assim como acontece com todos os medicamentos quimioterápicos, você deve adotar medidas adequadas para evitar a gravidez durante o tratamento (seu ou de seu parceiro) com Imunen. Há relatos de nascimentos prematuros e de bebês que nasceram abaixo do peso normal depois que a mãe usou Imunen, particularmente em combinação com corticosteroides. Há também relatos de abortos espontâneos após a exposição da mãe ou do pai a Imunen.

A substância mercaptopurina foi identificada no leite de mães que recebiam tratamento com Imunen.

Categoria D de risco na gravidez.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Qual a composição do Imunen?

Cada comprimido revestido contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center; width:572px\">Azatioprina</td> <td style=\"text-align:center; width:671px\">50 mg</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:572px\">Excipientes q.s.p.</td> <td style=\"text-align:center; width:671px\">1 comprimido revestido</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Excipientes: lactose monoidratada, amido, amido pré-gelatinizado, crospovidona, estearato de magnésio, ácido esteárico, hipromelose, macrogol, dióxido de titânio, corante amarelo D&C laca nº10 e corante alumínio yellow D&C laca nº6.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Imunen maior do que a recomendada?

Os principais sinais de superdosagem de Imunen são infecções sem causa aparente, úlceras na garganta, contusão e sangramento. Houve o relato de um paciente que ingeriu dose única de 7,5 g de azatioprina. Os efeitos tóxicos imediatos foram náuseas, vômitos e diarreia, seguidos de diminuição moderada das células de defesa do sangue e de anormalidades moderadas da função do fígado. A recuperação ocorreu sem problemas.

A lavagem do estômago, seguida de monitoramento pelo médico, inclusive do sangue, é necessária para permitir o rápido tratamento de qualquer reação adversa provocada por superdosagem.

Se você tomar acidentalmente muitos comprimidos deste medicamento, informe seu médico ou farmacêutico ou entre em contato, quanto antes, com o serviço de emergência do hospital mais próximo.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou a bula do medicamento se possível. Ligue para 0800 722 6001 se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Imunen com outros remédios?

Alopurinol/oxipurinol/tiopurinol

A atividade da xantina oxidase é inibida por alopurinol, oxipurinol e/ou tiopurinol, o que resulta na redução da conversão do ácido 6-tioinosínico, biologicamente ativo, em ácido 6-tioúrico, biologicamente inativo.

Quando se administram o alopurinol, o oxipurinol e/ou o tiopurinol concomitantemente a 6-mercaptopurina ou ao Azatioprina, a dose de ambos deve ser reduzida para um quarto da original.

Outros inibidores da xantina oxidase, como febuxostato, podem diminuir o metabolismo do Azatioprina. A administração concomitante não é recomendada, já que os dados são insuficientes para determinar uma redução adequada da dose.

Agentes neuromusculares

Há evidências clínicas de que a Azatioprina antagoniza o efeito de relaxantes musculares não despolarizantes, como curare, d-tubocurarina e pancurônio. Dados experimentais confirmam que a Azatioprina reverte o bloqueio neuromuscular produzido pela dtubocurarina e mostra que a Azatioprina potencia o bloqueio neuromuscular produzido pela succinilcolina.

Anticoagulantes

A inibição do efeito anticoagulante da varfarina e do acenocumarol foi relatada quando coadministrada com Azatioprina. Desta forma, doses maiores de anticoagulante podem ser necessárias. É recomendado que testes de coagulação sejam monitorados de perto quando os dois fármacos forem administrados concomitantemente.

Ribavirina

A ribavarina inibe a enzima inosina monofosfato desidrogenase (IMPDH), levando a uma menor produção de nucleotídeos ativos de tioguanina.&nbsp;Foi relatada mielossupressão severa com a administração concomitante de Azatioprina e ribavirina. Deste modo, a coadministração não é recomendada.

Agentes citostáticos/mielossupressores

Sempre que possível, deve-se evitar a administração concomitante de drogas citostáticas, ou de drogas que possam ter efeito mielossupressor, como a penicilamina. São conflitantes os dados clínicos sobre interações, resultando em anormalidades hematológicas graves, entre Azatioprina trimetoprima/sulfametoxazol.

Relatos sugeriram a possibilidade de ocorrência de anormalidades hematológicas com a administração concomitante de Azatioprina e inibidores da ECA.

Sugeriu-se também que a cimetidina e a indometacina podem ter efeitos mielossupressores que podem ser aumentados com a administração concomitante de Azatioprina.

Aminossalicilatos

Existem evidências in vitro de que os derivados de aminossalicilatos (por exemplo olsalazina, mesalazina e sulfassalazina) inibem a enzima TPMT (tiopurina metiltransferase), portanto eles devem ser administrados com cuidado a pacientes em terapia com Azatioprina.

Vacinas

A atividade imunossupressora de Azatioprina pode resultar em resposta atípica e potencialmente deletéria a vacinas vivas. Recomenda-se, portanto, que os pacientes não recebam vacinas vivas até pelo menos três meses após o término do tratamento com Azatioprina.Observou-se redução da resposta a vacinas com agentes inativos, semelhante à resposta à vacina contra hepatite B, em alguns pacientes tratados com uma combinação de Azatioprina com corticosteroides.

Um pequeno estudo clínico apontou que as doses terapêuticas habituais de Azatioprina não afetam de forma deletéria a resposta a vacinas polivalentes contra pneumococos, de acordo com a avaliação da concentração média de anticorpos específicos anticapsulares.

Metotrexato

O metotrexato (20 mg/m2 por via oral) aumentou a ASC de 6-mercaptopurina em aproximadamente 31% e o metotrexato (2 ou 5 g/m2 por via intravenosa) aumentou a ASC de 6-mercaptopurina em 69 e 93%, respectivamente. Portanto, quando Azatioprina é administrado concomitantemente ao metotrexado em doses elevadas, a dose deve ser ajustada para manter uma contagem adequada de glóbulos brancos.

Infliximabe

Uma interação foi observada entre Azatioprina e infliximabe. Os pacientes que estavam em tratamento com Azatioprina apresentaram aumentos transitórios nos níveis do nucleotídeo 6-tioguanina (um metabólito ativo da azatioprina) e uma diminuição na contagem média de leucócitos nas primeiras semanas após a infusão com infliximabe, que retornarou aos níveis anteriores após três meses.

Outras interações

Há evidências de que a furosemida pode prejudicar in vitro o metabolismo da Azatioprina pelo tecido hepático humano. A relevância clínica desse achado ainda é desconhecida.

Deficiência na enzima tiopurina metiltransferase (TPMT)

Pacientes que tenham pouca ou não tenham a atividade hereditária da enzima tiopurina metiltransferase (TPMT) tem um risco aumentado de toxicidade severa pela Azatioprina a partir de doses convencionais de Azatioprina e geralmente requerem uma redução substancial da dose. A dose inicial ideal para pacientes com deficiência homozigótica não está estabelecida.

Variante NUDT15

Pacientes que tenham a mutação do gene NUDT15 possuem maior risco de toxicidade severa com tiopurina, como leucopenia e alopecia com doses convencionais. Desta forma, é geralmente requerida uma redução substancial da dose. A dose ideal para início em pacientes homozigotos deficientes não está esclarecida.

Qual a ação da substância do Imunen (Azatioprina)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <p>Resultados do estudo mostram que sessenta pacientes (83%) permaneceram em remiss&#xE3;o ao receber o Azatioprina, isolada, para uma m&#xE9;dia de 67 meses (varia&#xE7;&#xE3;o 12- 128). Das 48 bi&#xF3;psias de f&#xED;gado de acompanhamento em 42 pacientes, 45 mostraram a doen&#xE7;a inativa ou m&#xED;nima, e 3 mostraram doen&#xE7;a moderada (2, ap&#xF3;s um ano de terapia e 1 depois de oito anos). O efeito adverso mais comum foi artralgia (em 38 pacientes). Em um grupo que utilizou maior dose de Azatioprina, quatro pacientes apresentaram mielossupress&#xE3;o, definida como uma diminui&#xE7;&#xE3;o nos leuc&#xF3;citos e plaquetas para menos de 4000 e 150 mil por mil&#xED;metro c&#xFA;bico, respectivamente. Dois destes pacientes (ambos com pancitopenia) apresentaram reca&#xED;da quando a Azatioprina foi retirada, nos outros dois, a remiss&#xE3;o foi mantida com a reintrodu&#xE7;&#xE3;o de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/prednisona/bula\" target=\"_blank\">prednisona</a>.</p> <p>Desenvolveu-se linfopenia em 32 dos 56 pacientes tratados com 2 mg de Azatioprina/kg/dia por mais de dois anos. Durante a fase de acompanhamento, nove pacientes evolu&#xED;ram &#xE0; &#xF3;bito: um por insufici&#xEA;ncia hep&#xE1;tica e oito de causas n&#xE3;o diretamente relacionadas &#xE0; doen&#xE7;a hep&#xE1;tica. Conclui-se, ent&#xE3;o, que muitos pacientes com hepatite autoimune que tenham estado em remiss&#xE3;o completa por pelo menos um ano com a prednisona e Azatioprina podem permanecer em remiss&#xE3;o atrav&#xE9;s da administra&#xE7;&#xE3;o de uma maior dose de Azatioprina, isolada. <sup>[1]</sup></p> <p>Em outro estudo, foi feita uma revis&#xE3;o de literatura, indicando que a remiss&#xE3;o &#xE9; uma normaliza&#xE7;&#xE3;o completa de todos os par&#xE2;metros inflamat&#xF3;rios incluindo histologia. Isto &#xE9;, de fato, o objetivo de todos os regimes de tratamento e que garante o melhor progn&#xF3;stico. A remiss&#xE3;o pode ser sustentada com monoterapia com Azatioprina de 2 mg/kg. A remiss&#xE3;o pode ser alcan&#xE7;ada em 65 de 75% dos pacientes ap&#xF3;s 24 meses de tratamento. <sup>[2]</sup></p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;fica</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">[1] Johnson PJ, McFarlane IG, Williams R.Azathioprine for long-term maintenance of remission in autoimmune hepatitis.N Engl J Med. 1995 Oct 12;333(15):958-63.<br> [2] Strassburg CP, Manns MP, Treatment of Autoimmune Hepatitis.Semin Liver Dis 2009;293273&#x2013;285.</br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Propriedades farmacodin&#xE2;micas</h3> <h4>Mecanismo de a&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>A Azatioprina &#xE9; uma pr&#xF3;-droga da 6-mercaptopurina (6-MP). A 6-MP &#xE9; inativa, mas age como um antagonista da purina e requer capta&#xE7;&#xE3;o celular e anabolismo intracelular aos nucleot&#xED;deos da tioguanina (TGNs) para imunossupress&#xE3;o. Os TGN e outros metab&#xF3;litos (por exemplo, ribonucleot&#xED;deos de 6-metil-mecaptopurina) inibem a s&#xED;ntese de novo de purina e as interconvers&#xF5;es de nucleot&#xED;deos de purina. Os TGNs s&#xE3;o tamb&#xE9;m incorporados em &#xE1;cidos nucleicos, o que contribui para os efeitos imunossupressores da droga. Outros potenciais mecanismos da Azatioprina incluem a inibi&#xE7;&#xE3;o de muitas vias na bioss&#xED;ntese de &#xE1;cidos nucleicos, impedindo assim a prolifera&#xE7;&#xE3;o de c&#xE9;lulas envolvidas na determina&#xE7;&#xE3;o e amplifica&#xE7;&#xE3;o da resposta imune. Por causa desses mecanismos, o efeito terap&#xEA;utico da Azatioprina pode se mostrar evidente somente ap&#xF3;s v&#xE1;rias semanas ou meses de tratamento.</p> <p>A atividade do radical metilnitroimidazol, um metab&#xF3;lito da Azatioprina, mas n&#xE3;o da 6- MP, n&#xE3;o foi definida claramente. No entanto, em v&#xE1;rios sistemas parece modificar a atividade da Azatioprina em compara&#xE7;&#xE3;o com a atividade da 6-MP.</p> <h4>Efeitos farmacodin&#xE2;micos</h4> <p>Os n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos de Azatioprina e 6-MP n&#xE3;o se correlacionam bem com a efic&#xE1;cia terap&#xEA;utica ou toxicidade da Azatioprina e, portanto, n&#xE3;o t&#xEA;m valor progn&#xF3;stico.</p> <h3>Propriedades farmacocin&#xE9;ticas</h3> <h4>Absor&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>A absor&#xE7;&#xE3;o da Azatioprina &#xE9; incompleta e vari&#xE1;vel. A biodisponibilidade absoluta m&#xE9;dia (faixa) de 6-MP ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o de 50 mg de Azatioprina &#xE9; de 47% (27 - 80%). A extens&#xE3;o da absor&#xE7;&#xE3;o da Azatioprina &#xE9; semelhante em todo o trato gastrointestinal, incluindo o est&#xF4;mago, o jejuno e o ceco. No entanto, a extens&#xE3;o da absor&#xE7;&#xE3;o de 6-MP, ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o de Azatioprina &#xE9; vari&#xE1;vel e difere entre os locais de absor&#xE7;&#xE3;o, com a maior extens&#xE3;o de absor&#xE7;&#xE3;o no jejuno, seguida pelo est&#xF4;mago e depois pelo ceco.</p> <p>Apesar de n&#xE3;o se ter estudos sobre efeitos de alimentos com Azatioprina, estudos farmacocin&#xE9;ticos com a 6-MP foram realizados. A biodisponibilidade relativa m&#xE9;dia da 6-MP foi aproximadamente 26% menor ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o com alimentos ou leite quando comparada com administra&#xE7;&#xE3;o em jejum (da noite para o dia seguinte). 6-MP n&#xE3;o &#xE9; est&#xE1;vel no leite devido &#xE0; presen&#xE7;a de xantina oxidase (30% de degrada&#xE7;&#xE3;o em 30 minutos). A Azatioprina deve ser administrada pelo menos uma hora antes ou tr&#xEA;s horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de alimentos ou leite.</p> <h4>Distribui&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>O volume de distribui&#xE7;&#xE3;o no estado estacion&#xE1;rio (Vdss) da Azatioprina &#xE9; desconhecido. A m&#xE9;dia (&#xB1; SD) do Vdss aparente da 6-MP &#xE9; de 0,9 (&#xB1; 0,8)L/kg, embora isso possa ser subestimado, uma vez que a 6-MP &#xE9; eliminada por todo o corpo (e n&#xE3;o apenas no f&#xED;gado).</p> <p>Aproximadamente 30% da Azatioprina &#xE9; ligada &#xE0;s <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/proteinas/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">prote&#xED;nas</a>.</p> <p>As concentra&#xE7;&#xF5;es de 6-MP no l&#xED;quido cefalorraquidiano (LCR) s&#xE3;o baixas ou insignificantes ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral de 6-MP.</p> <h4>Biotransforma&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>A Azatioprina &#xE9; rapidamente metabolizada <em>in vivo</em> pela glutationa-S-transferase em 6- MP e um radical de metilnitroimidazol. A mol&#xE9;cula de 6-MP cruza prontamente as membranas celulares e &#xE9; extensivamente metabolizada por v&#xE1;rias vias de m&#xFA;ltiplas etapas gerando metab&#xF3;litos ativos e inativos, sem que exista uma enzima predominante. Devido ao metabolismo complexo, a inibi&#xE7;&#xE3;o da uma enzima n&#xE3;o explica todos os casos de inefetividade terap&#xEA;utica e/ou mielossupress&#xE3;o pronunciada. As enzimas predominantes respons&#xE1;veis pelo metabolismo do 6-MP ou seus metab&#xF3;litos subsequentes s&#xE3;o: a enzima polim&#xF3;rfica tiopurina S-metiltransferase (TPMT), xantina&amp;nbsp;oxidase, inosina monofosfato desidrogenase (IMPDH) e hipoxantina guanina fosfribosiltransferase (HPRT). Enzimas adicionais envolvidas na forma&#xE7;&#xE3;o de metab&#xF3;litos ativos e inativos s&#xE3;o: a guanosina monofosfato sintetase (GMPS, que forma TGNs) e a inosina trifosfato pirofosfatase (ITPase). A pr&#xF3;pria Azatioprina tamb&#xE9;m &#xE9; metabolizada pela alde&#xED;do oxidase para formar 8-hidroxi Azatioprina, que pode ser ativa. Existem tamb&#xE9;m v&#xE1;rios metab&#xF3;litos inativos formados por outras vias.</p> <p>H&#xE1; evid&#xEA;ncias de que polimorfismos nos genes que codificam os diferentes sistemas enzim&#xE1;ticos envolvidos com o metabolismo da Azatioprina podem prever rea&#xE7;&#xF5;es adversas a medicamentos na terapia com Azatioprina.</p> <h5>Tiopurina S-Metil-Transferase (TPMT)</h5> <p>A atividade da TPMT &#xE9; inversamente relacionada &#xE0; concentra&#xE7;&#xE3;o de nucleot&#xED;deos de tioguanina derivada de 6-MP de hem&#xE1;cias, com maiores concentra&#xE7;&#xF5;es de nucleot&#xED;deos de tioguanina resultando em maiores redu&#xE7;&#xF5;es nas contagens de gl&#xF3;bulos brancos e neutr&#xF3;filos. Indiv&#xED;duos com defici&#xEA;ncia de TPMT desenvolvem concentra&#xE7;&#xF5;es muito elevadas de nucleot&#xED;deos de tioguanina citot&#xF3;xicos.</p> <p>O teste genot&#xED;pico pode determinar o padr&#xE3;o al&#xE9;lico de um paciente. Atualmente, tr&#xEA;s alelos - TPMT * 2, TPMT * 3A e TPMT * 3C - s&#xE3;o respons&#xE1;veis por cerca de 95% dos indiv&#xED;duos com n&#xED;veis reduzidos de atividade da TPMT. Aproximadamente 0,3% (1: 300) dos pacientes t&#xEA;m dois alelos n&#xE3;o funcionais (homozigotos deficientes) do gene TPMT e t&#xEA;m pouca ou nenhuma atividade enzim&#xE1;tica detect&#xE1;vel. Aproximadamente 10% dos pacientes t&#xEA;m um alelo n&#xE3;o funcional TPMT (heterozigoto) que leva a uma atividade TPMT baixa ou intermedi&#xE1;ria e 90% dos indiv&#xED;duos t&#xEA;m atividade TPMT normal com dois alelos funcionais. Tamb&#xE9;m pode haver um grupo de aproximadamente 2% que tenha uma atividade TPMT muito alta. O teste fenot&#xED;pico determina o n&#xED;vel de nucleot&#xED;deos de tiopurina ou a atividade da TPMT nas c&#xE9;lulas vermelhas do sangue e tamb&#xE9;m pode ser informativo.</p> <h5>Variantes NUDT15 R139C (NUDT15 c.415C&gt; T)</h5> <p>Estudos recentes indicam que existe uma forte associa&#xE7;&#xE3;o entre as variantes NUDT15 NUDT15 c.415C&gt; T [p.Arg139Cys] (tamb&#xE9;m conhecido como NUDT15 R139C [rs116855232]), que parece levar a uma perda de fun&#xE7;&#xE3;o da enzima NUDT15, e toxicidade mediada por tiopurina, como leucopenia e alopecia. A frequ&#xEA;ncia do NUDT15 c.415C&gt; T tem uma variabilidade &#xE9;tnica de 9,8% em asi&#xE1;ticos do leste, 3,9% em hisp&#xE2;nicos, 0,2% em europeus e 0,0% em africanos, indicando um risco aumentado para a popula&#xE7;&#xE3;o asi&#xE1;tica. Os pacientes que s&#xE3;o homozigotos da variante NUDT15 (alelos de risco NUDT15 T) correm um risco maior de toxicidade com tiopurina em compara&#xE7;&#xE3;o com os homozigotos C.</p> <p>Doses reduzidas de tiopurina para pacientes portadores das variantes NUDT15 podem diminuir o risco de toxicidade. Portanto, a an&#xE1;lise genot&#xED;pica que determina o gen&#xF3;tipo NUDT15 deve ser determinada antes de iniciar o tratamento com tiopurina para todos os pacientes, incluindo pacientes pedi&#xE1;tricos. O m&#xE9;dico prescritor &#xE9; aconselhado a estabelecer se a redu&#xE7;&#xE3;o da dose &#xE9; necess&#xE1;ria com base na resposta do paciente ao tratamento, bem como no seu perfil gen&#xE9;tico.</p> <p>Pacientes com variantes tanto no NUDT15 quanto nas enzimas TPMT s&#xE3;o significativamente menos tolerantes &#xE0; tiopurinas do que aqueles com alelos de risco em apenas um desses dois genes.</p> <p>O mecanismo preciso da toxicidade relacionada &#xE0; tiopurina associada ao NUDT15 n&#xE3;o est&#xE1; esclarecido.</p> <h4>Elimina&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>Ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral de 100 mg de 35S-azatioprina, 50% da radioatividade foi excretada na urina ao longo de 24 horas e 12% nas fezes ap&#xF3;s 24 horas. Na urina, o composto principal era o metab&#xF3;lito oxidado inativo do &#xE1;cido tiourico. Menos de 2% foram excretados na urina como Azatioprina ou 6-MP. A Azatioprina tem uma alta taxa de extra&#xE7;&#xE3;o com uma depura&#xE7;&#xE3;o total maior que 3L/min em volunt&#xE1;rios normais. N&#xE3;o existem dados sobre a depura&#xE7;&#xE3;o renal ou sobre a meia-vida da Azatioprina. A depura&#xE7;&#xE3;o renal de 6-MP e a meia-vida de 6-MP s&#xE3;o 191 mL/min/m<sup>2</sup> e 0,9 horas, respectivamente. A mercaptopurina, um metab&#xF3;lito da Azatioprina, foi identificada no colostro e no leite materno de mulheres em tratamento com Azatioprina.</p> <h4>Popula&#xE7;&#xF5;es especiais</h4> <h5>Idosos</h5> <p>N&#xE3;o h&#xE1; estudos espec&#xED;ficos realizados com idosos.</p> <h5>Popula&#xE7;&#xE3;o pedi&#xE1;trica com sobrepeso</h5> <p>Em um estudo cl&#xED;nico nos EUA, 18 crian&#xE7;as (com idades entre 3 e 14 anos) foram divididas igualmente em dois grupos; rela&#xE7;&#xF5;es peso/altura tanto acima quanto abaixo do 75&#xBA; percentil. Cada crian&#xE7;a estava em tratamento de manuten&#xE7;&#xE3;o com 6-MP e a dosagem foi calculada com base na sua &#xE1;rea de superf&#xED;cie corporal. A ASC m&#xE9;dia (0-&#x221E;) de 6-MP no grupo acima do 75&#xBA; percentil foi 2,4 vezes menor do que para o grupo abaixo do 75&#xBA; percentil. Portanto, as crian&#xE7;as consideradas com sobrepeso podem necessitar de doses de Azatioprina no limite superior da faixa, recomendando-se ainda uma monitoriza&#xE7;&#xE3;o cuidadosa da resposta ao tratamento.</p> <h5>Insufici&#xEA;ncia renal</h5> <p>Estudos com Azatioprina n&#xE3;o mostraram diferen&#xE7;as na farmacocin&#xE9;tica de 6-MP em pacientes ur&#xEA;micos em compara&#xE7;&#xE3;o com pacientes transplantados renais. Uma vez que pouco se sabe sobre os metab&#xF3;litos ativos da Azatioprina na insufici&#xEA;ncia renal, deve considerar-se a redu&#xE7;&#xE3;o da dose em doentes apresentando esse quadro.</p> <p>A Azatioprina e/ou seus metab&#xF3;litos s&#xE3;o eliminados por <a href=\"https://consultaremedios.com.br/produtos-hospitalares/hemodialise/c\" target=\"_blank\">hemodi&#xE1;lise</a>, com aproximadamente 45% dos metab&#xF3;litos radioativos eliminados durante a di&#xE1;lise de oito horas.</p> <h5>Insufici&#xEA;ncia hep&#xE1;tica</h5> <p>Um estudo com Azatioprina foi realizado em tr&#xEA;s grupos de pacientes de transplante renal: aqueles sem doen&#xE7;a hep&#xE1;tica, aqueles com insufici&#xEA;ncia hep&#xE1;tica (mas sem <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/cirrose/c\" target=\"_blank\">cirrose</a>) e aqueles com insufici&#xEA;ncia hep&#xE1;tica e cirrose. O estudo demonstrou que a exposi&#xE7;&#xE3;o a 6-mercaptopurina foi 1,6 vezes maior em pacientes com insufici&#xEA;ncia&amp;nbsp;hep&#xE1;tica (mas sem cirrose) e seis vezes maior em pacientes com insufici&#xEA;ncia hep&#xE1;tica e cirrose, em compara&#xE7;&#xE3;o com pacientes sem doen&#xE7;a hep&#xE1;tica. Portanto, deve-se considerar a redu&#xE7;&#xE3;o da dose em pacientes com insufici&#xEA;ncia hep&#xE1;tica.</p> </hr>"}

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