Cristália Lami

10mg/mL, caixa com 1 frasco com 240mL de solução de uso oral + seringa dosadora

Princípio ativo
:
Lamivudina
Classe Terapêutica
:
Antivirais Anti-HIV Inibidores da Transcriptase Reversa Nucleosídeos e Nucleotídeos
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Venda Sob Prescrição Médica)
Categoria
:
Hiv/Aids
Especialidade
:
Infectologia

Bula do medicamento

Lami, para o que é indicado e para o que serve?

Lami, em associação com outros agentes antirretrovirais, é indicado para o tratamento de infecções pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) em adultos e crianças.

Como Lami funciona?

A lamivudina, princípio ativo de Lami, pertence a um grupo de medicamentos antivirais, também conhecidos como antirretrovirais, chamado de inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeo (ITRNs).

Eles são usados para tratar infecções pelo HIV.

Lami não cura a infecção pelo HIV. Este medicamento reduz a quantidade do vírus HIV no seu corpo, mantendo-o em níveis baixos.

Lami também aumenta a contagem de células CD4.

Essas células são um dos tipos de glóbulos brancos do sangue e desempenham importante papel na defesa e manutenção do sistema imune (de defesa), bem como no combate às infecções.

Lami demonstrou reduzir bastante o risco de progressão da doença provocada pelo HIV. A resposta ao tratamento, porém, varia de acordo com o paciente.

Seu médico irá monitorar a eficiência do seu tratamento.

Quais as contraindicações do Lami?

Não use este medicamento caso você seja alérgico à lamivudina ou a qualquer um dos componentes de Lami.

Como usar o Lami?

Uso oral.

Deve-se utilizar a seringa fornecida para medir precisamente a dose recomendada pelo médico.

Siga as instruções abaixo:

{"tag":"ol","value":" <li>Remova a tampa do frasco;</li> "}

{"tag":"ol","value":" <li>Empurre o adaptador pl&#xE1;stico na boca do frasco, segurando-o firmemente;</li> "}

{"tag":"ol","value":" <li>Insira a seringa firmemente no adaptador;</li> "}

{"tag":"ol","value":" <li>Inverta o frasco e puxe o &#xEA;mbolo da seringa at&#xE9; que a quantidade correta seja retirada;</li> "}

{"tag":"ol","value":" <li>Retorne o frasco &#xE0; posi&#xE7;&#xE3;o normal e remova a seringa do adaptador;</li> "}

{"tag":"ol","value":" <li>Tampe o frasco;</li> "}

{"tag":"ol","value":" <li>Administre a dose diretamente na boca, apertando o &#xEA;mbolo lentamente, dando o tempo necess&#xE1;rio para engolir. Se o conte&#xFA;do for espirrado com for&#xE7;a, pode ocorrer engasgo.</li> <li>Ap&#xF3;s o uso, a seringa deve ser cuidadosamente lavada em &#xE1;gua limpa e n&#xE3;o deve ser deixada no frasco.</li> "}

Posologia

Use sempre Lami exatamente como seu médico lhe receitou.

Adultos e crianças acima de 12 anos de idade

A dose usual de Lami em adultos e adolescentes acima de 12 anos é de 300 mg (30 mL) por dia.

Podem ser administrados 150 mg (15 mL) duas vezes ao dia, ou 300 mg (30 mL) uma vez ao dia.

Crianças de 3 meses a 12 anos de idade

A dose recomendada de Lami para crianças de 3 meses a 12 anos de idade é de 4 mg/kg, duas vezes ao dia, até o máximo 300 mg (30 mL)/dia.

Crianças com menos de 3 meses de idade

Os dados são insuficientes para recomendar doses específicas.

Pacientes com insuficiência renal

Se você tem problemas nos rins, sua dose pode ser reduzida. Por favor, siga as instruções fornecidas pelo seu médico.

Pacientes com insuficiência hepática

Não é necessário ajustar a dose em pacientes portadores de disfunção do fígado moderada ou grave, exceto se for acompanhada de insuficiência renal.

Idosos

É aconselhável que se tenha cuidado especial devido a várias alterações associadas a essa faixa etária, como diminuição da função dos rins e alteração dos parâmetros do sangue.

O tratamento com Lami não previne o risco de transmissão do vírus HIV pelo contato sexual ou por contaminação sanguínea.

As precauções apropriadas devem continuar sendo tomadas.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar Lami?

Caso você se esqueça de tomar uma dose, tome-a assim que se lembrar e então continue com o esquema prescrito.

Não tome doses dobradas para repor doses esquecidas.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou do seu médico ou cirurgião-dentista.

Quais cuidados devo ter ao usar o Lami?

A lamivudina não é recomendada para ser usada como único medicamento no tratamento da infecção pelo HIV.

Não pare de tomar a medicação, a não ser por orientação médica.

Você precisará tomar Lami todos os dias.

Este medicamento ajuda a controlar sua condição e retarda o avanço da doença, mas não cura a infecção por HIV. Você pode continuar a desenvolver infecções e outros males associados à doença pelo HIV. Não deixe de visitar seu médico regularmente.

Durante o tratamento, seu médico irá recomendar a realização de exames de sangue, para avaliar seu tratamento e monitorar as possíveis reações adversas.

Os pacientes diabéticos devem levar em consideração que Lami solução oral contém sacarose.

Atenção: Este medicamento contém açúcar.

Transmissão da infecção

Atenção: O tratamento com a lamivudina não demonstrou reduzir o risco de transmissão do HIV por contato sexual ou transfusão de sangue.

Você deve continuar a tomar as devidas precauções para prevenir a transmissão do vírus, como o uso de preservativos e não compartilhar agulhas.

Pacientes com comprometimento renal (nos rins)

Discuta o uso de Lami (lamivudina) com seu médico, caso você tenha problemas nos rins.

A dose padrão de Lami poderá ser reduzida.

Pancreatite

Inflamação do pâncreas (pancreatite) tem sido observada em alguns pacientes que tomam lamivudina.

Entretanto, ainda não está claro se isso se deve ao tratamento com o medicamento ou à doença provocada pelo HIV.

Os sintomas são dores abdominais, náuseas e vômitos.

Se você desenvolver esses sintomas, avise seu médico.

Acidose láctica

A classe de medicamentos a qual pertence a lamivudina, os ITRNs, pode causar uma condição chamada acidose láctica (excesso de ácido láctico no sangue), assim como aumento do fígado.

Esse efeito colateral é raro, porém sério, mas grave e pode ser fatal.

A acidose láctica ocorre com mais frequência em mulheres e nos pacientes que tinham doença hepática antes de iniciar o tratamento.

Os sinais de acidose láctica incluem dificuldades para respirar, sonolência, dormência ou fraqueza nos membros, enjoo, vômito e dor de estômago.

Seu médico irá monitorar regularmente esse efeito enquanto você estiver usando Lami.

Redistribuição de gordura

Pode ocorrer redistribuição, acúmulo ou perda de gordura corporal em pacientes que recebem tratamento combinado com antirretrovirais.

Consulte seu médico caso perceba mudanças na sua gordura corporal, como perda de gordura nas pernas, braços ou rosto, acúmulo de gordura na região abdominal ou na parte de trás do pescoço ou parte superior das costas.

Síndrome de reconstituição imune

Dentro das primeiras semanas de tratamento com medicamentos antirretrovirais, alguns pacientes vivendo com HIV, principalmente os que são positivas para esse vírus há algum tempo e com histórico de infecções oportunistas (infecções que podem ocorrer quando o sistema imunológico está enfraquecido), podem desenvolvem reações inflamatórias (como dor, vermelhidão, inchaço e febre) que podem assemelhar-se a infecções e causar problemas graves.

Acredita-se que essas reações sejam causadas pela recuperação parcial da capacidade do organismo de combater infecções, anteriormente reprimida pelo HIV.

Se você ficar preocupado com qualquer novo sintoma ou alteração na sua saúde após o início do tratamento contra o HIV, por favor, converse com seu médico.

Infecções oportunistas

Os pacientes em tratamento com lamivudina ou qualquer outro antirretroviral ainda podem desenvolver infecções oportunistas (infecções que podem ocorrer quando o organismo está enfraquecido), devido a complicações da infecção pelo HIV.

Portanto, o médico deverá acompanhar rigorosamente o seu tratamento.

Coinfecção com hepatite B

Se você tem hepatite B crônica, não interrompa o tratamento sem orientação do seu médico, pois poderá haver recorrência (retorno) de sua hepatite.

Essa recorrência poderá ser mais grave se você tiver uma doença séria no fígado.

Interações medicamentosas

É importante você avisar seu médico sobre qualquer outro medicamento que você usa. Por isso, se você toma ou tomou recentemente algum outro medicamento, informe isso a seu médico. Fale inclusive sobre os que você usa sem prescrição médica.

Outros medicamentos podem afetar a ação de lamivudina, assim como a lamivudina pode afetar a ação de outros medicamentos.

A lamivudina não deve ser administrada junto com zalcitabina e entricitabina.

Alguns medicamentos podem afetar a ação da lamivudina ou tornar mais provável a ocorrência de efeitos secundários, como sulfametoxazol-trimetoprima (também conhecido como cotrimoxazol, um antibiótico utilizado no tratamento de alguns tipos de pneumonia ou toxoplasmose).

Informe seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Lami?

Como todo medicamento, Lami pode causar efeitos colaterais.

Durante o tratamento da infecção por HIV, nem sempre é possível determinar se algumas reações adversas são causadas por Lami, por outros medicamentos que você usa ao mesmo tempo ou pela doença provocada pelo HIV. Por isso, é muito importante que você mantenha seu médico informado sobre qualquer mudança na sua saúde.

Não se alarme com esta lista de efeitos colaterais; você pode não desenvolvê-los.

As reações adversas estão listadas abaixo de acordo com a frequência.

Reações comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • <li>Hiperlactemia (ac&#xFA;mulo de &#xE1;cido l&#xE1;tico no sangue);</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/dor-febre-e-contusao/dor-de-cabeca-e-enxaqueca/c" target="_blank">Dor de cabe&#xE7;a</a>;</li> <li>N&#xE1;useas, v&#xF4;mitos, dor estomacal, <a href="https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/diarreia/c" target="_blank">diarreia</a> (a inflama&#xE7;&#xE3;o do p&#xE2;ncreas pode ser a causa desses sintomas);</li> <li>Erup&#xE7;&#xF5;es na pele (manchas vermelhas e placas pelo corpo, coceira);</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/saude-do-homem/queda-de-cabelo-e-calvicie/c" target="_blank">Queda de cabelo</a>;</li> <li>Dores nas juntas;</li> <li>Dist&#xFA;rbios musculares;</li> <li><a href="https://minutosaudavel.com.br/cansaco/" rel="noopener" target="_blank">Cansa&#xE7;o</a>, febre, sensa&#xE7;&#xE3;o generalizada de mal estar.</li>

Reações incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • <li><a href="https://consultaremedios.com.br/doencas-do-sangue/anemia/c" target="_blank">Anemia</a> (redu&#xE7;&#xE3;o do n&#xFA;mero de gl&#xF3;bulos vermelhos no sangue), neutropenia (redu&#xE7;&#xE3;o do n&#xFA;mero de gl&#xF3;bulos brancos no sangue) e redu&#xE7;&#xE3;o do n&#xFA;mero de plaquetas (componentes do sangue respons&#xE1;veis pela coagula&#xE7;&#xE3;o)&amp;nbsp;(se a produ&#xE7;&#xE3;o de seus gl&#xF3;bulos vermelhos diminuir, voc&#xEA; pode sentir sintomas como cansa&#xE7;o e dificuldade para respirar. A redu&#xE7;&#xE3;o dos gl&#xF3;bulos brancos pode deix&#xE1;-lo mais propenso a infec&#xE7;&#xF5;es. Se sua contagem de plaquetas estiver baixa, voc&#xEA; pode apresentar hematomas (manchas roxas) mais facilmente);</li> <li>Aumento em certas enzimas do f&#xED;gado.</li>

Reações raras (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • <li>Acidose l&#xE1;ctica (excesso de &#xE1;cido l&#xE1;tico no sangue);</li> <li>Inflama&#xE7;&#xE3;o do p&#xE2;ncreas;</li> <li>Ruptura/les&#xE3;o do tecido muscular.</li>

Reações muito raras (ocorrem em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • <li>Anemia acentuada (diminui&#xE7;&#xE3;o acentuada das c&#xE9;lulas vermelhas do sangue);</li> <li>Dorm&#xEA;ncia, sensa&#xE7;&#xE3;o de formigamento ou sensa&#xE7;&#xE3;o de fraqueza nas pernas.</li>

Podem ocorrer mudanças na distribuição da gordura corporal, bem como elevação na concentração de gorduras e de açúcar no sangue.

As mudanças na gordura corporal podem incluir perda de gordura nas pernas, braços e face, aumento da gordura na cintura e órgãos internos, aumento das mamas e crescimento da camada de gordura atrás do pescoço.

A incidência dessa reação adversa depende de muitos fatores, entre eles a combinação específica das drogas antirretrovirais.

Informe seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.

Informe a empresa sobre o aparecimento de reações indesejáveis e problemas com este medicamento, entrando em contato através do Sistema de Atendimento ao Consumidor (SAC).

População Especial

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas

Não foi realizado nenhum estudo para investigar o efeito da lamivudina sobre essas atividades.

Devem ser levados em conta as condições clínicas do paciente e o perfil de efeitos adversos deste medicamento quando se pretende estabelecer a capacidade de o paciente tratado com lamivudina dirigir veículos ou operar máquinas.

Gravidez e lactação

Se você está grávida, planejando ficar grávida logo ou está amamentando, por favor, informe seu médico antes de usar este medicamento.

De forma geral, em crianças cujas mães usaram ITRNs durante a gravidez, é provável que o benefício da redução das chances de se transmitir o HIV seja maior do que o risco de o feto sofrer efeitos colaterais.

É importante pesar, cuidadosamente, o benefício de se usar lamivudina durante a gravidez, contra a possibilidade de efeitos adversos na criança antes ou depois do nascimento. Seu médico irá discutir esses riscos com você.

É recomendado que, quando possível, mulheres vivendo com HIV não amamentem seus filhos, para evitar a transmissão do HIV.

Em situações em que o uso de fórmulas infantis não é viável e o aleitamento materno durante o tratamento antirretroviral for considerado, seu médico deverá seguir os guias locais para amamentação e tratamento.

As substâncias ativas de Lami podem ser encontradas no leite materno.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Qual a composição do Lami?

Cada ml&nbsp;de Lami solução contém

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center\">Lamivudina</td> <td> <p style=\"text-align:center\">10 mg</p> </td> </tr> <tr> <td> <p style=\"text-align:center\">Ve&#xED;culo*</p> </td> <td> <p style=\"text-align:center\">1 ml</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

*Sacarose, propilenoglicol, metilparabeno, propilparabeno, citrato de sódio di-hidratado, ácido cítrico, aroma de morango, aroma de banana, ácido clorídrico, hidróxido de sódio e água.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Lami maior do que a recomendada?

A ingestão acidental de grande quantidade de Lami&nbsp;dificilmente lhe causará problemas graves.

Entretanto, você deve consultar seu médico ou farmacêutico o mais rápido possível ou procurar a emergência do hospital mais próximo para aconselhamento.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Ligue para 0800 722 6001 se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Lami com outros remédios?

A probabilidade de qualquer interação é baixa, em virtude de o fármaco apresentar metabolismo limitado e ligação reduzida com as proteínas plasmáticas, com eliminação renal quase completa na sua forma inalterada.

A Lamivudina é predominantemente eliminada pela secreção catiônica orgânica ativa. A possibilidade de interação com outras drogas deve ser considerada, particularmente quando a principal via de eliminação for a secreção renal ativa mediante o transporte catiônico orgânico, como é o caso da trimetoprima. Outras drogas, tais como a ranitidina e a cimetidina, são parcialmente eliminadas através desse mecanismo, mas não demonstraram interação com a Lamivudina.

É pouco provável que ocorram interações clinicamente significativas entre a Lamivudina e drogas que são predominantemente eliminadas tanto pela via de secreção aniônica orgânica ativa quanto pela filtração glomerular.

Efeito da Lamivudina na farmacocinética de outros agentes

In vitro, a Lamivudina demonstra nenhuma ou fraca inibição de fármacos transportadores de ânions orgânicos 1B1 (OATP1B1) , OATP1B3, proteína resistente ao câncer de mama (BCRP) ou glicoproteína P (Pgp), proteína de extrusão de múltiplos fármacos e toxinas 1 (MATE1), MATE2- K ou transportadores de cátions orgânicos 3 (OCT3). Não é esperado, portanto, que a Lamivudina afete as concentrações plasmáticas de fármacos que são substratos desses transportadores.

A Lamivudina é um inibidor de OCT1 e OCT2 in vitro com valores de IC50 de 17 e 33 µM, respectivamente. No entanto, a Lamivudina tem baixo potencial para afetar as concentrações plasmáticas dos substratos de OCT1 e OCT2 a exposição terapêutica dos fármacos (até 300 mg).

Efeito de outros agentes na farmacocinética da Lamivudina

A Lamivudina é de substrato in vitro de MATE1, MATE2 - K e OCT2. A trimetoprima (um inibidor destes transportadores de fármacos) tem demonstrado aumentar as concentrações plasmáticas de Lamivudina. No entanto, esta interação não é considerada clinicamente significativa e nenhum ajuste de dose da Lamivudina é necessário.

A Lamivudina é um substrato do transportador OCT1 de captação hepática. Como a eliminação hepática desempenha um papel menor na depuração de Lamivudina, interações medicamentosas devido à inibição da OCT1 são improváveis de ter significância clínica.

A Lamivudina é um substrato da Pgp e BCRP. No entanto, devido à sua elevada biodisponibilidade, é improvável que estes transportadores desempenhem um papel significante na absorção de deste fármaco. Portanto, é pouco provável que a coadministração de fármacos inibidores destes transportadores de efluxo afete a disposição e eliminação da Lamivudina.

Interações relevantes à Lamivudina

Sorbitol

A coadministração da solução de sorbitol (3,2g; 10,2g; 13,4g) com uma dose única de Lamivudina em solução oral resultou em diminuições dose-dependente de 14%, 32% e 36% na exposição da Lamivudina (AUC) e de 28%, 52% e 55% na Cmáx da Lamivudina em adultos. Quando possível, deve-se evitar a coadministração crônica de medicamentos que contenham sorbitol e Lamivudina . Deve-se considerar um monitoramento mais frequente da carga viral de HIV-1 quando a coadministração crônica não puder ser evitada.

Zidovudina

Um aumento discreto na Cmáx da zidovudina (28%) foi observado quando essa droga é administrada em associação com a Lamivudina. Contudo, a área sob a curva não foi significativamente alterada. A zidovudina não exerce efeito sobre a farmacocinética da Lamivudina.

Trimetoprima/sulfametoxazol

A administração de trimetoprima/sulfametoxazol, nas doses de 160 mg/800 mg, aumentou a concentração da Lamivudina em aproximadamente 40%, devido ao componente trimetoprima. No entanto, a menos que o paciente tenha alteração da função renal, nenhum ajuste de dosagem da Lamivudina é necessário. A Lamivudina não exerce nenhum efeito sobre a farmacocinética da trimetoprima e do sulfametoxazol. Os efeitos da associação da Lamivudina com doses maiores de trimetoprima/sulfametoxazol para o tratamento da pneumonia por Pneumocystis jiroveci e toxoplasmose não foram estudados.

Entricitabina

Lamivudina pode inibir a fosforilação intracelular da entricitabina quando os dois produtos são administrados concomitantemente. Além disso, o mecanismo de resistência viral tanto para Lamivudina quanto para entricitabina é mediado através de mutação no mesmo gene da transcriptase reversa viral (M184V) e, consequentemente, a eficácia terapêutica desta combinação pode ser limitada. Assim, não é recomendado o uso de Lamivudina em combinação com entricitabina ou associações em dose fixa contendo entricitabina.

Qual a ação da substância do Lami (Lamivudina)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <p>Lamivudina reduziu em 50% a dosagem s&#xE9;rica do RNA-HIV 1 em 75% dos pacientes, quando usado isoladamente, e em 94% dos pacientes, quando usado em combina&#xE7;&#xE3;o com a zidovudina<sup>1</sup>.</p> <h3><em>The Antiretroviral Pregnancy Registry</em></h3> <p>O <em>Antiretroviral Pregnancy Registry</em> recebeu relatos prospectivos de mais de 11.000 casos de exposi&#xE7;&#xE3;o &#xE0; Lamivudina durante a gravidez que resultaram em beb&#xEA;s nascidos com vida. Estes compreendem mais de 4.200 exposi&#xE7;&#xF5;es durante o primeiro trimestre e mais de 6.900 exposi&#xE7;&#xF5;es durante o segundo/terceiro trimestre, sendo o n&#xFA;mero de nascimentos com defici&#xEA;ncias cong&#xEA;nitas de 135 198, respectivamente. A preval&#xEA;ncia (IC 95%) das defici&#xEA;ncias cong&#xEA;nitas no primeiro trimestre foi de 3,2% (2,6; 3,7%) e no segundo/terceiro trimestre de 2,8% (2,4; 3,2%). Dentre as gr&#xE1;vidas da popula&#xE7;&#xE3;o de refer&#xEA;ncia, a taxa de base das defici&#xEA;ncias cong&#xEA;nitas foi de 2,7%. N&#xE3;o houve aumento do risco das principais defici&#xEA;ncias cong&#xEA;nitas para Lamivudina comparando com a taxa de base observada nos registros (<em>Pregnancy Registry</em>).</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1 ERON, JJ. et al. Treatment with lamivudine, zidovudine, or both in HIV-positive patients with 200 to 500 CD4+ cells per cubic millimeter. North American HIV Working Party. N Engl J Med, 333(25): 1662-1669, 1995.</span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Propriedades Farmacodin&#xE2;micas</h3> <h4>Grupo farmacoterap&#xEA;utico</h4> <p>An&#xE1;logos de nucleos&#xED;deos.</p> <p>A Lamivudina &#xE9; um potente inibidor seletivo da replica&#xE7;&#xE3;o de HIV-1 e HIV-2 <em>in vitro</em>. &#xC9; tamb&#xE9;m ativa contra isolados cl&#xED;nicos de HIV resistentes a zidovudina. A Lamivudina &#xE9; metabolizada intracelularmente ao 5&#x2019;-trifosfato, a mol&#xE9;cula ativa, cuja meia-vida intracelular &#xE9; de 16-19 horas. O 5&#x2019;-trifosfato de Lamivudina &#xE9; um inibidor fraco das atividades dependentes do RNA e do DNA da transcriptase reversa do HIV. Seu principal mecanismo de a&#xE7;&#xE3;o &#xE9; o t&#xE9;rmino da cadeia de transcriptase reversa do HIV. N&#xE3;o foi observado antagonismo <em>in vitro</em> com a Lamivudina e outros antirretrovirais (agentes testados: abacavir, didanosina, <a href=\"https://consultaremedios.com.br/nevirapina/bula\" target=\"_blank\">nevirapina</a>, zalcitabina e zidovudina).</p> <p>A Lamivudina n&#xE3;o interfere no metabolismo dos desoxinucleot&#xED;deos celulares e exerce pouco efeito sobre o conte&#xFA;do de DNA de mitoc&#xF4;ndrias e c&#xE9;lulas de mam&#xED;feros.</p> <p><em>In vitro</em>, a Lamivudina demonstra baixa citotoxicidade em linf&#xF3;citos do sangue perif&#xE9;rico, linhagens celulares estabelecidas de linf&#xF3;citos e mon&#xF3;citos macr&#xF3;fagos e em uma variedade de c&#xE9;lulas-m&#xE3;e medulares. Portanto, possui, <em>in vitro</em>, alto &#xED;ndice terap&#xEA;utico.</p> <p>A resist&#xEA;ncia do HIV-1 &#xE0; Lamivudina envolve o desenvolvimento de uma altera&#xE7;&#xE3;o no amino&#xE1;cido M184V pr&#xF3;ximo ao s&#xED;tio ativo da transcriptase reversa (TR) viral. Essa variante surge tanto <em>in vitro </em>quanto em pacientes vivendo com HIV-1 tratados com terapia antirretroviral que cont&#xE9;m Lamivudina. Os mutantes M184V apresenta suscetibilidade altamente reduzida &#xE0; Lamivudina e capacidade de replica&#xE7;&#xE3;o viral diminu&#xED;da<em> in vitro</em>. Estudos<em> in vitro</em> indicam que os isolados virais resistentes &#xE0; zidovudina podem tornar-se sens&#xED;veis a este f&#xE1;rmaco quando simultaneamente adquirem resist&#xEA;ncia &#xE0; Lamivudina. A relev&#xE2;ncia cl&#xED;nica de tais descobertas ainda n&#xE3;o est&#xE1; bem definida.</p> <p>A resist&#xEA;ncia cruzada conferida pela transcriptase reversa do M184V &#xE9; limitada &#xE0; classe de agentes antirretrovirais inibidores de nucleos&#xED;deos. A zidovudina e a <a href=\"https://consultaremedios.com.br/estavudina/pa\" target=\"_blank\">estavudina</a> mant&#xEA;m sua atividade antirretroviral contra o HIV-1 resistente &#xE0; Lamivudina. O abacavir mant&#xE9;m sua atividade antirretroviral contra o HIV-1 resistente &#xE0; Lamivudina, abrigando somente a muta&#xE7;&#xE3;o do M184V. O M184V TR mutante apresenta suscetibilidade &#xE0; didanosina e &#xE0; zalcitabina quatro vezes menor. A signific&#xE2;ncia cl&#xED;nica dessas descobertas permanece&amp;nbsp;desconhecida. Os testes de sensibilidade<em> in vitro </em>ainda n&#xE3;o foram padronizados, e os resultados podem variar de acordo com fatores metodol&#xF3;gicos.</p> <p>Demonstrou-se nos estudos cl&#xED;nicos que a Lamivudina em combina&#xE7;&#xE3;o com a zidovudina reduz a carga viral do HIV-1 e aumenta a contagem de c&#xE9;lulas CD4. Os desfechos cl&#xED;nicos indicam que a Lamivudina em combina&#xE7;&#xE3;o com a zidovudina, ou combinada com regimes de tratamento que cont&#xEA;m zidovudina, resulta em redu&#xE7;&#xE3;o significativa do risco de progress&#xE3;o da doen&#xE7;a e da mortalidade.</p> <p>Relatou-se redu&#xE7;&#xE3;o da sensibilidade<em> in vitro</em> &#xE0; Lamivudina em v&#xED;rus isolados de pacientes que receberam terapia com Lamivudina . Al&#xE9;m disso, estudos cl&#xED;nicos revelaram evid&#xEA;ncias de que Lamivudina mais zidovudina retardam o aparecimento de v&#xED;rus isolados resistentes &#xE0; zidovudina em indiv&#xED;duos que n&#xE3;o receberam terapia antirretroviral pr&#xE9;via.</p> <p>A Lamivudina tem sido amplamente usada como um dos componentes da terapia antirretroviral combinada a outros agentes da mesma classe (inibidores da transcriptase reversa an&#xE1;logos de nucleos&#xED;deos) ou de classes diferentes (inibidores da protease e inibidores da transcriptase reversa n&#xE3;o-an&#xE1;logos de nucleos&#xED;deos).</p> <p>Evid&#xEA;ncias de estudos cl&#xED;nicos de pacientes pedi&#xE1;tricos recebendo Lamivudina com outros f&#xE1;rmacos antirretrovirais (abacavir, nevirapina/efavirenz ou zidovudina) demonstraram que o perfil de resist&#xEA;ncia observado em pacientes pedi&#xE1;tricos &#xE9; similar ao observado em adultos, com rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s substitui&#xE7;&#xF5;es genot&#xED;picas detectadas e a frequ&#xEA;ncia relativa destas.</p> <p>Crian&#xE7;as recebendo Lamivudina solu&#xE7;&#xE3;o oral em combina&#xE7;&#xE3;o a outros antirretrovirais em solu&#xE7;&#xE3;o oral desenvolveram resist&#xEA;ncia viral com maior frequ&#xEA;ncia que as crian&#xE7;as recebendo comprimidos. (ver Estudos Cl&#xED;nicos e Propriedades Farmacocin&#xE9;ticas, abaixo).</p> <p>Terapias antirretrovirais m&#xFA;ltiplas que cont&#xEA;m Lamivudina t&#xEA;m demonstrado efetividade tanto em pacientes que nunca receberam terapia antirretroviral como naqueles que apresentam o v&#xED;rus com muta&#xE7;&#xF5;es do M184V. A rela&#xE7;&#xE3;o entre a suscetibilidade do HIV<em> in vitro</em> &#xE0; Lamivudina e a resposta cl&#xED;nica &#xE0; terapia ainda est&#xE1; em fase de investiga&#xE7;&#xE3;o.</p> <h3>Profilaxia p&#xF3;s-exposi&#xE7;&#xE3;o</h3> <p>Diretrizes reconhecidas internacionalmente (Centro de Controle e Preven&#xE7;&#xE3;o de Doen&#xE7;as dos Estados Unidos, junho de 1998) recomendam que uma combina&#xE7;&#xE3;o de zidovudina e Lamivudina seja administrada rapidamente (preferencialmente em at&#xE9; duas horas) ap&#xF3;s exposi&#xE7;&#xE3;o acidental a sangue infectado por HIV (por exemplo, perfura&#xE7;&#xE3;o com agulha). Em casos de maior risco de infec&#xE7;&#xE3;o, deve ser inclu&#xED;do nesse tratamento um inibidor da protease. &#xC9; recomend&#xE1;vel que a profilaxia antirretroviral seja mantida por quatro semanas. Nenhum estudo cl&#xED;nico controlado foi realizado em outros casos de profilaxia ap&#xF3;s exposi&#xE7;&#xE3;o, e dados que apoiem essa indica&#xE7;&#xE3;o s&#xE3;o limitados. A soroconvers&#xE3;o pode ocorrer, apesar do tratamento imediato com agentes antirretrovirais.</p> <h3>Propriedades Farmacocin&#xE9;ticas</h3> <h4>Absor&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>A Lamivudina &#xE9; bem absorvida no n&#xED;vel gastrintestinal, e a biodisponibilidade da droga por via oral em adultos situa-se normalmente entre 80% e 85%. Ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral, o tempo m&#xE9;dio (t<sub>m&#xE1;x</sub>) para atingir a concentra&#xE7;&#xE3;o s&#xE9;rica m&#xE1;xima (C<sub>m&#xE1;x</sub>) &#xE9; de cerca de uma hora. Em doses terap&#xEA;uticas, isto &#xE9;, 4 mg/kg/dia (em duas doses, com intervalo de 12 horas), a C<sub>m&#xE1;x</sub> &#xE9; da ordem de 1-1,9 &#xB5;g/mL. N&#xE3;o &#xE9; necess&#xE1;rio nenhum ajuste da dose quando a Lamivudina &#xE9; administrada junto com alimentos, visto n&#xE3;o haver altera&#xE7;&#xE3;o da sua biodisponibilidade (baseada na AUC), mesmo tendo sido observados atraso do T<sub>m&#xE1;x</sub> e redu&#xE7;&#xE3;o da C<sub>m&#xE1;x</sub> (redu&#xE7;&#xE3;o de at&#xE9; 47%). N&#xE3;o &#xE9; esperado que a administra&#xE7;&#xE3;o dos comprimidos macerados, misturados com l&#xED;quidos ou com uma pequena por&#xE7;&#xE3;o de comida semiss&#xF3;lida (pastosa), tenha impacto na qualidade farmac&#xEA;utica de Lamivudina . Portanto, n&#xE3;o &#xE9; esperada nenhuma altera&#xE7;&#xE3;o no efeito cl&#xED;nico. Essa conclus&#xE3;o &#xE9; baseada nas caracter&#xED;sticas f&#xED;sico-qu&#xED;micas e farmacocin&#xE9;ticas da subst&#xE2;ncia ativa e no comportamento da dissolu&#xE7;&#xE3;o <em>in vitro</em> dos comprimidos de Lamivudina em &#xE1;gua, assumindo-se que o paciente macere e transfira 100% do comprimido (ou da metade do comprimido, conforme a dose recomendada) e engula imediatamente.</p> <h5>Exclusivo Comprimidos Revestidos</h5> <p>A administra&#xE7;&#xE3;o de dois comprimidos de 150 mg &#xE9; bioequivalente a de um comprimido de 300 mg em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; AUC&#x221E;, C<sub>m&#xE1;x</sub> e T<sub>m&#xE1;x</sub>. Em adultos, a administra&#xE7;&#xE3;o de comprimidos &#xE9; bioequivalente &#xE0; de solu&#xE7;&#xE3;o oral em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; AUC&#x221E; e C<sub>m&#xE1;x</sub>. Foram observadas diferen&#xE7;as na absor&#xE7;&#xE3;o entre popula&#xE7;&#xF5;es de adultos e popula&#xE7;&#xF5;es pedi&#xE1;tricas.</p> <h4>Distribui&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>Com base em estudos com o medicamento por via intravenosa, constatou-se que o volume m&#xE9;dio de distribui&#xE7;&#xE3;o &#xE9; de 1,3 L/kg, e a meiavida terminal m&#xE9;dia de elimina&#xE7;&#xE3;o, de cinco a sete horas. A Lamivudina exibe farmacocin&#xE9;tica linear na faixa de doses terap&#xEA;uticas e caracteriza-se por sua baixa liga&#xE7;&#xE3;o &#xE0; principal prote&#xED;na plasm&#xE1;tica, a albumina. Dados limitados demonstraram que a Lamivudina penetra no <a href=\"https://consultaremedios.com.br/sistema-nervoso-central/c\" target=\"_blank\">sistema nervoso central</a> e atinge o l&#xED;quido cefalorraquidiano (LCR). A rela&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dia entre a concentra&#xE7;&#xE3;o de Lamivudina no LCR e no soro, dentro de duas a quatro horas ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral, foi de cerca de 0,12. O verdadeiro grau de penetra&#xE7;&#xE3;o e a rela&#xE7;&#xE3;o com qualquer efic&#xE1;cia cl&#xED;nica s&#xE3;o desconhecidos.</p> <h4>Metabolismo e elimina&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>O <em>clearance </em>sist&#xEA;mico m&#xE9;dio da Lamivudina &#xE9; de aproximadamente 0,32 L/h/kg, com <em>clearance </em>predominantemente renal (&gt; 70%) atrav&#xE9;s de secre&#xE7;&#xE3;o tubular ativa (sistema de transporte cati&#xF4;nico org&#xE2;nico), por&#xE9;m com pouco metabolismo hep&#xE1;tico (&lt; 10%). A mol&#xE9;cula ativa, 5&#x2019;-trifosfato de Lamivudina intracelular, possui meia-vida prolongada na c&#xE9;lula (16 a 19 horas), em compara&#xE7;&#xE3;o &#xE0; meiavida da Lamivudina plasm&#xE1;tica (cinco a sete horas). Em 60 volunt&#xE1;rios adultos sadios, Lamivudina 300 mg administrado uma vez ao dia demonstrou ser farmacocineticamente equivalente, no estado de equil&#xED;brio, a Lamivudina 150 mg administrado duas vezes ao dia, em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; AUC24 e &#xE0; C<sub>m&#xE1;x</sub> do trifosfato intracelular.</p> <p>A probabilidade de intera&#xE7;&#xE3;o medicamentosa adversa entre a Lamivudina e outros medicamentos &#xE9; baixa, devido ao seu metabolismo, &#xE0; limitada liga&#xE7;&#xE3;o com as prote&#xED;nas plasm&#xE1;ticas e &#xE0; elimina&#xE7;&#xE3;o quase total da droga por via renal na sua forma inalterada.</p> <h4>Farmacocin&#xE9;tica em crian&#xE7;as</h4> <p>A biodisponibilidade absoluta de Lamivudina (aproximadamente 58% a 66%) &#xE9; reduzida e mais vari&#xE1;vel em crian&#xE7;as menores de 12 anos. Em crian&#xE7;as, a administra&#xE7;&#xE3;o de Lamivudina em comprimidos coadministrada a outros antirretrovirais em comprimidos apresentou maior AUC&#x221E; e C<sub>m&#xE1;x</sub> plasm&#xE1;tica que a administra&#xE7;&#xE3;o em solu&#xE7;&#xE3;o oral coadministrada a outros antirretrovirais em solu&#xE7;&#xE3;o oral. As crian&#xE7;as que receberam Lamivudina em solu&#xE7;&#xE3;o oral, de acordo com a posologia recomendada, alcan&#xE7;aram uma exposi&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica de Lamivudina com uma faixa de valores semelhante &#xE0; observada em adultos. As crian&#xE7;as que receberam Lamivudina em comprimidos, de acordo com a posologia recomendada, alcan&#xE7;aram exposi&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica de Lamivudina maior do que as crian&#xE7;as que receberam Lamivudina em solu&#xE7;&#xE3;o oral. Isso porque s&#xE3;o administradas doses maiores por mg/kg com Lamivudina em comprimidos e esta forma farmac&#xEA;utica apresenta uma maior biodisponibilidade. Estudos farmacocin&#xE9;ticos em pacientes pedi&#xE1;tricos com as apresenta&#xE7;&#xF5;es em comprimidos e solu&#xE7;&#xE3;o oral demonstraram que o esquema de dose &#xFA;nica di&#xE1;ria fornece AUC0-24 equivalente ao esquema de dose em duas vezes ao dia, da mesma dose di&#xE1;ria total.</p> <p>Existem dados farmacocin&#xE9;ticos limitados sobre pacientes com menos de 3 meses. Em neonatos com uma semana de vida, o <em>clearance </em>da Lamivudina oral &#xE9; reduzido em compara&#xE7;&#xE3;o ao de pacientes pedi&#xE1;tricos, provavelmente pela fun&#xE7;&#xE3;o renal imatura e absor&#xE7;&#xE3;o vari&#xE1;vel.</p> <p>Portanto, para alcan&#xE7;ar uma concentra&#xE7;&#xE3;o similar &#xE0; de adultos e crian&#xE7;as, a dose recomendada para neonatos &#xE9; de 2 mg/kg, duas vezes ao dia. N&#xE3;o existem dados dispon&#xED;veis em neonatos acima de uma semana de idade.</p> <h4>Farmacocin&#xE9;tica em idosos</h4> <p>N&#xE3;o h&#xE1; dados farmacocin&#xE9;ticos em pacientes com mais de 65 anos de idade.</p> <h4>Farmacocin&#xE9;tica em pacientes com insufici&#xEA;ncia renal</h4> <p>Em pacientes com insufici&#xEA;ncia renal, a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica da Lamivudina (&#xE1;rea sob a curva &#x2013; AUC) &#xE9; aumentada devido &#xE0; diminui&#xE7;&#xE3;o do <em>clearance</em>. A dosagem da Lamivudina dever&#xE1; ser reduzida para os pacientes com <em>clearance </em>da creatinina &lt; 50 mL/min.</p> <h4>Farmacocin&#xE9;tica em pacientes com insufici&#xEA;ncia hep&#xE1;tica</h4> <p>Dados obtidos em pacientes com insufici&#xEA;ncia hep&#xE1;tica de moderada a grave demonstram que a farmacocin&#xE9;tica da Lamivudina n&#xE3;o &#xE9; afetada de maneira significativa pela insufici&#xEA;ncia hep&#xE1;tica.</p> <h4>Farmacocin&#xE9;tica durante a gravidez</h4> <p>A farmacocin&#xE9;tica da Lamivudina em gr&#xE1;vidas &#xE9; similar &#xE0; de mulheres adultas n&#xE3;o-gr&#xE1;vidas. Em humanos, de acordo com a transmiss&#xE3;o passiva da Lamivudina atrav&#xE9;s da placenta, a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica no rec&#xE9;m-nascido &#xE9; similar &#xE0; da m&#xE3;e e &#xE0; do soro do cord&#xE3;o umbilical no parto.</p> <h3>Estudos Cl&#xED;nicos</h3> <p>Uma compara&#xE7;&#xE3;o randomizada de um regime incluindo doses de abacavir e Lamivudina administradas uma vez versus duas vezes ao dia foi realizada por um estudo multic&#xEA;ntrico, randomizado, controlado de pacientes pedi&#xE1;tricos vivendo com HIV. Mil duzentos e seis pacientes pedi&#xE1;tricos com idades entre 3 meses a 17 anos foram inscritos no estudo ARROW (COL105677) e a dose foi administrada de acordo com o peso - recomenda&#xE7;&#xF5;es de faixa de dosagem nas diretrizes de tratamento da Organiza&#xE7;&#xE3;o Mundial da Sa&#xFA;de (Terapia antirretroviral da infec&#xE7;&#xE3;o por HIV em beb&#xEA;s e crian&#xE7;as, 2006). Ap&#xF3;s 36 semanas de um regime incluindo abacavir e Lamivudina duas vezes por dia, 669 pacientes eleg&#xED;veis foram randomizados para continuar com a administra&#xE7;&#xE3;o de duas vezes ao dia ou para alternar com abacavir e Lamivudina uma vez ao dia, durante pelo menos 96 semanas.</p> <h4>Os resultados est&#xE3;o resumidos na tabela abaixo:</h4> <p><strong>Resposta Virol&#xF3;gica baseada no RNA do HIV-1 com menos de 80 c&#xF3;pias/mL na Semana 48 e Semana 96 com administra&#xE7;&#xE3;o abacavir + Lamivudina uma vez ao dia ou duas vezes randomizados do ARROW (Estudo Observacional)</strong></p> <table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center; width:485px\">-</td> <td style=\"text-align:center; width:388px\"><strong>Duas vezes ao dia N (%)</strong></td> <td style=\"width:348px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Uma vez ao dia N (%)</strong></p> </td> </tr> <tr> <td colspan=\"3\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Semana 0 (ap&#xF3;s &#x2265; 36 Semanas de tratamento)</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:485px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>RNA do HIV-1 &lt; 80 c&#xF3;pias/mL</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:388px\">250/331 (76)</td> <td style=\"width:348px\"> <p style=\"text-align:center\">237/335 (71)</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:485px\"> <p style=\"text-align:center\">Diferen&#xE7;a do risco (uma vez ao dia - duas vezes ao dia)</p> </td> <td colspan=\"2\" rowspan=\"1\" style=\"width:741px\"> <p style=\"text-align:center\">4.8% (95% IC -11,5% a +1,9%), p=0,16</p> </td> </tr> <tr> <td colspan=\"3\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Semana 48</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:485px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>NA do HIV-1 &lt; 80 c&#xF3;pias/mL</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:388px\">242/331 (73)</td> <td style=\"width:348px\"> <p style=\"text-align:center\">236/330 (72)</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:485px\"> <p style=\"text-align:center\">Diferen&#xE7;a do risco (uma vez ao dia - duas vezes ao dia)</p> </td> <td colspan=\"2\" rowspan=\"1\" style=\"text-align:center; width:741px\">-1,6% (95% IC -8,4% a +5,2%), p=0,65</td> </tr> <tr> <td colspan=\"3\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Semana 96</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:485px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>NA do HIV-1 &lt; 80 c&#xF3;pias/mL</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:388px\">234/326 (72)</td> <td style=\"width:348px\"> <p style=\"text-align:center\">230/331 (69)</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:485px\"> <p style=\"text-align:center\">Diferen&#xE7;a do risco (uma vez ao dia - duas vezes ao dia)</p> </td> <td colspan=\"2\" rowspan=\"1\" style=\"text-align:center; width:741px\">-2,3% (95% IC -9,3% a +4,7%), p=0,52</td> </tr> </tbody> </table> <p>O grupo com administra&#xE7;&#xE3;o de abacavir/Lamivudina uma vez ao dia demonstrou ser n&#xE3;o-inferior ao grupo de duas vezes ao dia, de acordo com a margem de n&#xE3;o-inferioridade pr&#xE9;-especificada de -12%, para o objetivo prim&#xE1;rio de &lt;80 c&#xF3;pias/mL na semana 48, bem como na&amp;nbsp;semana 96 (objetivo secund&#xE1;rio) e todos os outros limites testados (&lt;200 c&#xF3;pias/mL, &lt;400 c&#xF3;pias/mL, &lt;1000 c&#xF3;pias/mL), os quais todos ficaram dentro dessa margem de n&#xE3;o-inferioridade. As an&#xE1;lises de subgrupos de testes para heterogeneidade da administra&#xE7;&#xE3;o uma vez ao dia versus duas vezes ao dia n&#xE3;o demonstraram efeito significativo do sexo, idade, ou carga viral na randomiza&#xE7;&#xE3;o. Conclus&#xF5;es suportaram a n&#xE3;o-inferioridade, independentemente do m&#xE9;todo de an&#xE1;lise.</p> <p>No momento da randomiza&#xE7;&#xE3;o para esquema de dosagem uma vez ao dia vs duas vezes ao dia (Semana 0), os pacientes que receberam formula&#xE7;&#xE3;o em comprimidos tiveram uma supress&#xE3;o da taxa de carga viral maior que os que receberam alguma formula&#xE7;&#xE3;o em solu&#xE7;&#xE3;o oral. Essas diferen&#xE7;as foram observadas em cada grupo de idade diferente estudado. As diferen&#xE7;as na taxa de supress&#xE3;o entre comprimidos e solu&#xE7;&#xF5;es permaneceram durante a Semana 96 com o esquema de dosagem de uma vez ao dia.</p> <p><strong>Propor&#xE7;&#xE3;o de indiv&#xED;duos fazendo uso de abacavir + Lamivudina nos regimes uma vez ao dia vs duas vezes ao dia. Randomiza&#xE7;&#xE3;o do Estudo ARROW com RNA do HIV-1 plasm&#xE1;tico &lt; 80 c&#xF3;pias/mL. An&#xE1;lise dos subgrupos por formula&#xE7;&#xE3;o.</strong></p> <table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center; width:479px\">-</td> <td style=\"text-align:center; width:387px\"><strong>Duas vezes ao dia RNA do HIV-1 plasm&#xE1;tico &lt;80 c/mL: n/N (%)</strong></td> <td style=\"width:355px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Uma vez ao dia RNA do HIV-1 plasm&#xE1;tico &lt;80 c/mL: n/N (%)</strong></p> </td> </tr> <tr> <td colspan=\"3\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Semana 0 (ap&#xF3;s 36 semanas de tratamento)</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:479px\"> <p style=\"text-align:center\">Qualquer regime em solu&#xE7;&#xE3;o a qualquer tempo</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:387px\">14/26 (54)</td> <td style=\"width:355px\"> <p style=\"text-align:center\">15/30 (50)</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:479px\"> <p style=\"text-align:center\">Todos os regimes com comprimidos durante todo o tratamento</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:387px\">236/305 (77)</td> <td style=\"width:355px\"> <p style=\"text-align:center\">222/305 (73)</p> </td> </tr> <tr> <td colspan=\"3\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Semana 96</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:479px\"> <p style=\"text-align:center\">Qualquer regime em solu&#xE7;&#xE3;o a qualquer tempo</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:387px\">13/26 (50)</td> <td style=\"width:355px\"> <p style=\"text-align:center\">17/30 (57)</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:479px\"> <p style=\"text-align:center\">Todos os regimes com comprimidos durante todo o tratamento</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:387px\">221/300 (74)</td> <td style=\"width:355px\"> <p style=\"text-align:center\">213/301 (71)</p> </td> </tr> </tbody> </table> <p>An&#xE1;lise da resist&#xEA;ncia genot&#xED;pica foi realizada em amostras com RNA do HIV-1 plasm&#xE1;tico &gt; 1000 c&#xF3;pias/mL. Mais casos de resist&#xEA;ncia foram detectados entre os pacientes que receberam Lamivudina em solu&#xE7;&#xE3;o oral em combina&#xE7;&#xE3;o a outros antirretrovirais em solu&#xE7;&#xE3;o, comparado com aqueles que receberam doses similares em comprimidos. Isto &#xE9; consistente com as menores taxas de supress&#xE3;o antiviral observada nesses pacientes.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Lami?

Lami solução deve ser armazenado em sua embalagem original e em temperatura entre 15°C e 30ºC e protegido da luz.

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Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas

Solução límpida, isenta de partículas, incolor a levemente amarelada, com odor característico e sabor adocicado.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o médico ou o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Dizeres Legais do Lami

Reg. MS Nº 1.0298.0245

Farmacêutico Responsável:
Dr. José Carlos Módolo
CRF-SP nº 10.446

Cristália – Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.
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Fabricante: Cristália

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