Cristália Tridil

5mg/mL, caixa com 10 ampolas com 5mL de solução de uso intravenoso (embalagem hospitalar)

Princípio ativo
:
Nitroglicerina
Classe Terapêutica
:
Nitritos e Nitratos
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Venda Sob Prescrição Médica)
Categoria
:
Sistema Cardiovascular (Circulação)
Especialidade
:
Cardiologia

Bula do medicamento

Tridil, para o que é indicado e para o que serve?

Este medicamento é indicado para o tratamento de hipertensão perioperatória; para controle de insuficiência cardíaca congestiva, no ajuste do infarto agudo do miocárdio, para tratamento de angina pectoris em pacientes que não respondem à nitroglicerina sublingual e betabloqueadores e para indução de hipotensão intraoperatória.

Como o Tridil funciona?

{"tag":"hr","value":" <p>O Tridil<sup>&#xAE;</sup>, &#xE9; um medicamento chamado de vasodilatador porque dilata os vasos sangu&#xED;neos do corpo. Este medicamento &#xE9; utilizado para baixar a press&#xE3;o arterial, melhorar a circula&#xE7;&#xE3;o do sangue no cora&#xE7;&#xE3;o em casos de <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/dor-no-peito/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">dor no peito</a>, infarto do cora&#xE7;&#xE3;o ou insufici&#xEA;ncia card&#xED;aca.</p> <p>Ele &#xE9; administrado na veia atrav&#xE9;s de uma bomba de infus&#xE3;o (aparelho que controla o tempo de infus&#xE3;o do medicamento) e apenas um m&#xE9;dico pode indicar o seu uso e somente um profissional de sa&#xFA;de deve administr&#xE1;-lo no paciente devido ao risco de queda abrupta da press&#xE3;o arterial quando administrado em doses elevadas ou em doses que n&#xE3;o s&#xE3;o toleradas pelo paciente. Este medicamento apresenta a&#xE7;&#xE3;o r&#xE1;pida al&#xE9;m de permitir um ajuste controlado da dose ao ser administrado na veia, ou seja, a dose &#xE9; ajustada de acordo com a resposta cl&#xED;nica que o paciente apresentar garantindo maior seguran&#xE7;a de uso em casos de rea&#xE7;&#xF5;es adversas. Por isso, o medicamento &#xE9; administrado em hospitais para que o profissional de sa&#xFA;de possa monitorar os sinais vitais (press&#xE3;o arterial, frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca) e tratar uma situa&#xE7;&#xE3;o de emerg&#xEA;ncia caso ela ocorra.</p> "}

Quais as contraindicações do Tridil?

São extremamente raras as reações alérgicas aos nitratos orgânicos, mas existem.

O Tridil® é contraindicado em:

  • <li>Pacientes al&#xE9;rgicos &#xE0; nitroglicerina ou aos componentes da f&#xF3;rmula;</li> <li>Uso associado com inibidores de fosfodiesterase-5 (PDE-5) como sildenafila, <a href="https://consultaremedios.com.br/tadalafila/bula" target="_blank">tadalafila</a>, vardenafila ou lodenafila;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/b/glaucoma-angulo-fechado" target="_blank"/><a href="https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-glaucoma-sintomas-tratamento-causas-e-mais/" rel="noopener" target="_blank">Glaucoma</a> de &#xE2;ngulo fechado;</li> <li>Traumatismo craniano ou hemorragia cerebral (por eleva&#xE7;&#xE3;o da press&#xE3;o intracraniana);</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/doencas-do-sangue/anemia/c" target="_blank">Anemia</a> severa;</li> <li>Hipotens&#xE3;o;</li> <li>Hipovolemia n&#xE3;o corrigida;</li> <li>Circula&#xE7;&#xE3;o cerebral inadequada;</li> <li>Pacientes com tamponamento peric&#xE1;rdico (ac&#xFA;mulo de liquido no peric&#xE1;rdio), cardiomiopatia restritiva (doen&#xE7;a do cora&#xE7;&#xE3;o) ou pericardite (inflama&#xE7;&#xE3;o no peric&#xE1;rdio) constritiva, pois o d&#xE9;bito card&#xED;aco &#xE9; dependente do retorno venoso.</li>

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Como usar o Tridil?

Observação: Não se destina à injeção intravenosa direta.

O Tridil® é um fármaco concentrado, que deve ser diluído antes de sua infusão em Dextrose (5%) para injeção ou Cloreto de Sódio (0,9%) para injeção. O Tridil® não deve ser misturado com outros fármacos.

Diluição inicial

Transferir assepticamente o conteúdo de uma ampola de Tridil® (contendo 25 ou 50 mg de nitroglicerina para um frasco de vidro de 500 mL com Dextrose (5%) para injeção ou Cloreto de sódio (0,9%) para injeção. Isto leva a uma concentração de 50 mcg/mL, ou 100 mcg/mL. A diluição de 5 mg de Tridil® em 100 mL dará também uma concentração final de 50 mcg/mL.

Diluição de Manutenção

É importante considerar os requisitos de fluidos dos pacientes, assim como a duração esperada de infusão, na seleção da diluição apropriada de Tridil® (nitroglicerina). Após a titulação da dose inicial, a concentração da solução poderá ser aumentada, se necessário, para limitar os fluidos dados ao paciente. A concentração de Tridil®&nbsp;não deve exceder 400 mcg/mL. Ver a tabela a seguir.

Se a concentração for ajustada, é necessário lavar ou substituir o equipo de infusão antes de uma nova concentração ser utilizada.

Se o equipo não for lavado ou substituído, pode levar minutos a horas, dependendo do índice de fluxo e o espaço morto do equipo, para a nova concentração ser administrada ao paciente.

Inverter o frasco de vidro com a solução diversas vezes, para assegurar diluição uniforme do Tridil®. Quando armazenado em recipientes de vidro, a solução diluída fica física e quimicamente estável por até 48 horas, à temperatura ambiente, e até por sete dias, sob refrigeração.

A dose é afetada pelo tipo de recipiente e o equipo de administração usado.

Embora a faixa de dose inicial usual para adultos relatados em estudos clínicos seja de 25 mcg/minuto ou mais, estes estudos usaram equipos de administração de PVC.

O uso de tubulação não-absorvente resultará na necessidade de doses reduzidas.

Se uma bomba de infusão peristáltica for usada, o equipo de administração apropriado deve possuir uma câmara de gotejamento que forneça aproximadamente 60 microgotas/mL. A tabela de diluição e administração de Tridil® pode ser usada para calcular a diluição e índice de fluxo de nitroglicerina em microgotas/minuto para atingir a taxa de administração de nitroglicerina desejada. Em geral, inicia-se com uma dose de 5 – 10 mcg/minuto, podendo ser aumentada progressivamente de acordo com a resposta clínica do paciente em relação as metas predeterminadas para cada situação clínica.

Se uma bomba de infusão volumétrica for utilizada, um equipo conector de bomba de infusão volumétrica deve ser utilizado. A tabela de diluição e administração de Tridil® ainda pode ser usada; no entanto, o índice do fluxo será determinado diretamente pela bomba de infusão, independentemente do tamanho da gota das câmaras de gotejamento adequadas ao equipo. Assim, a referência a “microgotas / min” não é aplicável, e o índice de fluxo correspondente em mL/ h, deve ser utilizado para determinar os ajustes da bomba de infusão.

Alguns pacientes com pressão de enchimento ventricular esquerdo normal ou baixa, ou pressão capilar pulmonar (ex: pacientes anginosos sem outras complicações) podem ser hipersensíveis aos efeitos do Tridil®, e podem responder inteiramente às doses, de até 5 mcg/minuto. Estes pacientes requerem titulação especialmente cuidadosa e monitoração.

Não há uma dose ótima fixada para o Tridil®. Devido às variações nas respostas individuais ao fármaco, cada paciente deve ser&nbsp;titulado segundo o nível desejado de função hemodinâmica. Portanto, a monitoração contínua de parâmetros fisiológicos (ou seja, pressão arterial e frequência cardíaca em todos os pacientes, e outras medidas, como pressão capilar pulmonar, quando apropriadas) deve ser realizada para se ter a dose correta. A pressão arterial sistêmica adequada e a pressão de perfusão coronariana devem ser mantidas.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Tridil?

{"tag":"hr","value":" <p>Uma vez que este medicamento &#xE9; administrado por um profissional da sa&#xFA;de em ambiente hospitalar n&#xE3;o dever&#xE1; ocorrer esquecimento do seu uso. Este medicamento &#xE9; utilizado sob demanda (necessidade do paciente) de acordo com crit&#xE9;rio cl&#xED;nico.</p> <p><strong>Em caso de d&#xFA;vidas, procure orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico ou de seu m&#xE9;dico, ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> "}

Quais cuidados devo ter ao usar o Tridil?

Tridil® é destinado apenas para uso intravenoso. Não administrar por injeção intravenosa direta. Deve ser diluído em glicose&nbsp;(5%) ou cloreto de sódio (0,9%) antes da realização da infusão. O equipo usado para infusão pode influenciar na quantidade de nitroglicerina administrada ao paciente e requer atenção para a resposta clínica.

A amplificação dos efeitos vasodilatadores de nitroglicerina pelo uso de sildenafila pode resultar em hipotensão grave. Não foram estudados cuidados de suporte apropriados para esta interação, mas parece razoável iniciar o tratamento da mesma forma que uma overdose de nitrato, com elevação das extremidades e com expansão de volume.

Pode haver ocorrência de grave hipotensão e choque, mesmo com pequenas doses de Tridil®. Este medicamento, portanto, deve ser usado com cuidado nos pacientes que possam ter depleção de volume ou que, por qualquer razão, sejam já hipotensos. A hipotensão induzida por nitroglicerina pode ser acompanhada de bradicardia (batimento cardíaco lento) paradoxal e maior angina pectoris (dor severa com uma sensação de constrição do coração).

A terapia com nitratos poderá agravar a angina provocada pela cardiomiopatia hipertrófica.

Em trabalhadores industriais que tiveram exposição a longo prazo a doses desconhecidas (presumivelmente elevadas) de nitratos orgânicos, a tolerância ocorreu de forma clara. Ocorreu dor no peito, infarto agudo do miocárdio, e até mesmo morte súbita durante a retirada temporária de nitratos de estes trabalhadores, o que demonstra a existência de dependência física verdadeira.

Em vários estudos clínicos, a nitroglicerina foi administrada em pacientes com angina pectoris, durante 12 horas contínuas.

Observou-se um aumento da frequência de crises de angina, em um número pequeno de pacientes durante intervalos sem nitratos, e os pacientes demonstraram rebote hemodinâmico e diminuição da tolerância ao exercício. Não é conhecida a importância dessas observações para a rotina e uso clínico da nitroglicerina intravenosa.

As concentrações menores de nitroglicerina aumentam a precisão potencial de dose, mas estas concentrações aumentam o volume total de fluidos que devem ser administrados ao paciente. A carga total de fluido pode ser um aspecto dominante em pacientes que tem função cardíaca, hepática ou renal comprometida.

As infusões de nitroglicerina somente devem ser administradas através de uma bomba que possa manter uma velocidade controlada de infusão.

Não foi estudada a injeção intracoronariana de nitroglicerina.

Evitar o uso associado com inibidores da fosfodiesterase-5 como a sildenafila, tadalafila, vardenafila ou lodenafila.

Testes Laboratoriais

Devido ao conteúdo de propilenoglicol na nitroglicerina intravenosa, os ensaios de triglicérides séricos que dependem de glicerol oxidase podem dar resultados elevados falsos, em pacientes que recebem esta medicação.

Carcinogênese, Mutagênese e Comprometimento da Fertilidade

Estudos de carcinogênese animal com nitroglicerina injetável não foram realizados.

A nitroglicerina foi fracamente mutagênica em testes de Ames executados em dois laboratórios diferentes.

Não houve evidência de mutagenicidade em um ensaio letal dominante in vivo com ratos tratados com doses de até 363 mg/kg/dia ou em teste citogenético in vitro em tecidos de ratos e cães.

Em um estudo de reprodução com 3 gerações realizado em ratos, não houve evidência clara de teratogenicidade.

Gravidez: Categoria de Risco C

Estudos de teratogenicidade animal não foram conduzidos com injeção de nitroglicerina.

Não há estudos controlados e adequados em mulheres grávidas. A nitroglicerina somente deve ser administrada a uma mulher grávida quando os potenciais benefícios sejam superiores aos riscos e se claramente necessário.

O médico deverá ser imediatamente comunicado em caso de gravidez, durante o uso do medicamento.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Lactantes

Não se sabe se a nitroglicerina é excretada no leite humano. Deve-se ter cautela ao administrar Tridil® a uma lactante.

Uso Pediátrico

Não foi estabelecida a segurança e eficácia em crianças.

Cuidados

A nitroglicerina migra prontamente por muitos plásticos, inclusive o cloreto de polivinila (PVC), plásticos normalmente usados em equipos para aplicação intravenosa. Devido ao problema da absorção de nitroglicerina por um tubo de cloreto de polivinila (PVC), a injeção de nitroglicerina deve ser usada com um tubo de infusão de menor absorção (isto é, tubo não-PVC) disponível, administrado pelo profissional de saúde em ambiente hospitalar.

O produto deve ser administrado de acordo com a orientação dada pelo médico e somente ele deverá recomendar a sua interrupção.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Tridil?

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):

Tontura, cefaleia severa.

Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento):

Hipotensão, hipertensão de rebote, síncope.

Reação muito rara (ocorre em < 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento):

Metemoglobinemia.

Reações adversas com frequências desconhecidas:

Sem informações detalhadas:

Bradiarritmia, aumento do volume plasmático, cefaleia, taquifilaxia, angina instável, enxaqueca sem aura (mais suscetível em infusão de nitroglicerina do que pacientes com episódios de cefaleia tensional), reação anafilactoide.

Relato de caso:

Ectasia de artéria coronária em conjunto com precordialgia persistente, acidose láctica,&nbsp;hiperosmolaridade, coma, trombocitopenia, gota (articular), paralisia do nervo abducente, aumento da pressão intracraniana, Doença de Wernicke (encefalopatia), nitroglicerina associada com intoxicação por etanol e propilenoglicol, angina pectoris (precordialgia persistente, elevação do segmento ST, piora da angina e novas alterações nas ondas T), acidente isquêmico transitório (AIT), bradiarritmia.

Eventos adversos graves:

Reação anafilactoide, aumento da pressão intracraniana e metemoglobinemia.

Reações adversas identificadas durante período de pós-comercialização:

Flebite e urticária.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

Qual a composição do Tridil?

Cada mL contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center; width:653px\">Nitroglicerina</td> <td style=\"text-align:center; width:590px\">5 mg</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:653px\">Ve&#xED;culo est&#xE9;ril qsp</td> <td style=\"text-align:center; width:590px\">1 mL</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Veículo: álcool etílico, propilenoglicol e água para injetáveis.

A solução é estéril, apirogênica e não explosiva.

Apresentação do&nbsp;Tridil

{"tag":"hr","value":" <h3>Solu&#xE7;&#xE3;o injet&#xE1;vel 5mg/mL</h3> <ul> <li>Caixa com 1 e 10 ampolas de 5 mL;</li> <li>Caixa com 1 e 10 ampolas de 10 mL.</li> </ul> <p><strong>Uso adulto.</strong></p> <p><strong>Uso intravenoso n&#xE3;o direto. </strong></p> <p><strong>Diluir antes do uso.</strong></p> "}

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Tridil maior do que a recomendada?

Os efeitos nocivos da nitroglicerina podem ser caracterizados por manifestações sistêmicas, inclusive o aumento da pressão intracraniana seguida de cefaleia persistente, tonturas e febre moderada, vertigem, palpitação, distúrbios visuais, náusea e vômitos (possivelmente com cólica e até mesmo diarreia sanguinolenta); síncope (especificamente na postura ereta); falta de ar e dispneia, posteriormente seguida de menor esforço ventilatório; diaforese com pele ruborizada ou fria e pegajosa; bloqueio cardíaco e bradicardia, paralisia, coma, desmaios e óbito.

Não há disponibilidade de qualquer dado sobre manobras fisiológicas (ex:,manobras para mudança de pH da urina), que possam acelerar a eliminação de nitroglicerina e seus metabólitos ativos. Similarmente, caso houver, não se sabe qual destas substâncias podem normalmente ser removidas do organismo por hemodiálise. Não se conhece nenhum antagonista específico aos efeitos vasodilatadores da nitroglicerina e nenhuma intervenção foi submetida a estudo controlado, como a terapia de nitroglicerina em superdose. A elevação dos membros inferiores do paciente poderá ser suficiente, mas a infusão intravenosa de expansores volêmicos, poderá ser também necessária.

O uso de epinefrina ou outros vasoconstritores neste quadro tem probabilidade de ser mais prejudicial do que benéfico.

Metahemoglobinemia

Íons nitratos liberados durante o metabolismo da nitroglicerina podem oxidar a hemoglobina em metahemoglobina.

Níveis de metahemoglobina são analisáveis na maioria dos laboratórios clínicos. Deve-se suspeitar do diagnóstico em pacientes que apresentam sinais de redução da oferta de oxigênio, apesar do débito cardíaco e pO2 arterial estarem adequados.

Normalmente, o sangue metahemoglobinêmico é descrito como castanho-chocolate sem mudança de cor com exposição ao ar.

Quando a metahemoglobinemia é diagnosticada, o tratamento de escolha é o azul de metileno a 1 a 2 mg/kg por via intravenosa.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou a bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Tridil com outros remédios?

Os efeitos de vasodilatação da nitroglicerina podem ser aditivos aos de outros vasodilatadores.

A administração de infusões de nitroglicerina através do mesmo conjunto de infusão que o de sangue pode resultar em pseudoaglutinação (aglomerado de células sanguíneas, eritrócitos, que podem ser dispersos pela agitação) e hemólise (destruição de células sanguíneas, hemácias). De forma mais geral, a nitroglicerina em dextrose a 5% ou cloreto de sódio a 0,9% não deve ser misturada com qualquer outra medicação, de qualquer espécie.

A nitroglicerina intravenosa pode interferir com o efeito anticoagulante da heparina. A terapia concomitante com heparina deve ser orientada por frequentes avaliações do tempo de tromboplastina parcial ativada (tempo gasto para ocorrer à coagulação do plasma).

Alteplase

A nitroglicerina pode diminuir a concentração sérica de alteplase.

Diazóxido

Pode potencializar o efeito hipotensor dos anti-hipertensivos.

Metilfenidato

Pode diminuir o efeito hipotensor dos anti-hipertensivos.

Inibidores de Fosfodiesterase-5

Podem potencializar o efeito vasodilatador dos nitratos.

Análogos da Prostaciclina

Pode potencializar o efeito hipotensor dos anti-hipertensivos.

Rituximabe

Os anti-hipertensivos podem potencializar o efeito hipotensor do rituximabe.

Rosiglitazona

Os nitratos podem potencializar o efeito adverso da rosiglitazona especificamente o maior risco de isquemia miocárdica.

Álcool

Pode aumentar o efeito hipotensor da nitroglicerina.

Fitoterápicos

Os fitoterápicos com propriedade hipotensora podem acentuar o efeito dos anti-hipertensivos como, por exemplo, o gengibre, ginseng, cola, alcaçuz, quinino.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Qual a ação da substância do Tridil (Nitroglicerina)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Hipertens&#xE3;o perioperat&#xF3;ria</h3> <p>A Nitroglicerina &#xE9; utilizada efetivamente na preven&#xE7;&#xE3;o e controle da hipertens&#xE3;o e diminui&#xE7;&#xE3;o do consumo de oxig&#xEA;nio pelo mioc&#xE1;rdio quando administrada antes<sup>1,2</sup>, durante<sup>3,4,5,6</sup> e ap&#xF3;s cirurgia de revasculariza&#xE7;&#xE3;o mioc&#xE1;rdica<sup>7,8</sup> e tamb&#xE9;m em outros estudos cl&#xED;nicos<sup>6,9</sup> atrav&#xE9;s de infus&#xE3;o intravenosa na dose m&#xE9;dia de 0,8 a 2,1 mcg/kg/min.</p> <p>Em doses de 32 a 300 mcg/minuto por via intravenosa, a Nitroglicerina produziu uma redu&#xE7;&#xE3;o significativa (20 a 40%) da press&#xE3;o arterial sist&#xF3;lica, press&#xE3;o capilar pulmonar, resist&#xEA;ncia vascular sist&#xEA;mica, press&#xE3;o venosa central e em muitos estudos a press&#xE3;o da art&#xE9;ria pulmonar e resist&#xEA;ncia vascular pulmonar. A diminui&#xE7;&#xE3;o da pr&#xE9; e p&#xF3;s-carga n&#xE3;o foi acompanhada por altera&#xE7;&#xF5;es significativas na frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca, &#xED;ndice card&#xED;aco e &#xED;ndice de volume sist&#xF3;lico.<sup>10</sup></p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong><strong>:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Kaye, S.E.: Dimai, W. and Gattiker, R. Intravenous nitroglycerin during surgery for coronary artery disease. Anaesth Intens Care. 1981; 9: 247-254.<br> 2. Sethna, D.H.; Moffitt, E.A.; Bussell, J.A.; Raymond, M.J.; Matloff, J.M.; Gray, R,J.: Intravenous nitroglycerin and myocardial metabolism during anesthesia in patients undergoing myocardial revascularization. Anesth Analg l982a; 61: 828-833.<br> 3. Bale, R.; Powles, A.; Wyatt, R. I.V. glyceryl trinitrate: Haemodynamic effects and clinical use in cardiac surgery. Brit J Anaesth. 1982; 54: 297-301.&amp;nbsp;<br> 4. Franke, N.: Schmucker, P.; van Ackern, K.; Kreuzer, E.; Reichart, B. Control of afterload by intravenous nitroglycerin in patients undergoing myocardial revascularization. Anaesthetist. 1979; 28: 484-488.<br> 5.Kaplan, J.A. and Jones, E.L. Vasodilator therapy during coronary artery surgery. Comparison of nitroglycerin and nitroprusside. J Thoracic Cardiovasc Surg. 1979; 77:301-309.<br> 6. Tobias, M.A. Comparison of nitroprusside and nitroglycerine for controlling hypertension during coronary artery surgery. Brit J Anaesth. 1981; 53: 891-896.<br> 7. Flaherty, J.T.; Magee, P.A.; Gardner, T.L.; Potter, A. and MacAllister, N.P. Comparison of intravenous nitroglycerin and sodium nitroprusside for treatment of acute hypertension developing after coronary artery bypass surgery. Circulation 1982a; 65: 1072-1077.<br> 8. Stinson. E.B.: Holloway, E.L.; Derby, G.; Oyer, P.E.; Hollingsworth, J.: Griepp, R.B.; Harrison, D.C. Comparative hemodynamic responses to chlorpromazine, nitroprusside, nitroglycerin, and trimethaphan immediately&apos; after open heart operations. Circulation 1975; 51, 52 (Suppl. 1):1-26-33.<br> 9. Stengert, K.B.; Wilsey, B.L.; Hurley, E.J.; Grehl, T.M.; Lurie, A.J.;Klein, R.C.; Upjohn, L.R.: Incremental intravenous nitroglycerin for control of afterload during anesthesia in patients undergoing myocardial revascularization. Anaesthesist 1978a; 27: 223-227.<br> 10. Sorkin EM, Brodgen RN, Romankiewicz JA. Intravenous Glyceryl Trinitrate (Nitroglycerin) A review of its Therapeutic Efficacy. Drugs 1984;27: 45-80</br></br></br></br></br></br></br></br></br></span></p> <h3>Indu&#xE7;&#xE3;o de hipotens&#xE3;o intraoperat&#xF3;ria</h3> <p>Em um estudo aberto com 54 pacientes, Chestnut e cols avaliaram a efic&#xE1;cia da Nitroglicerina intravenosa na indu&#xE7;&#xE3;o de hipotens&#xE3;o intraoperat&#xF3;ria durante procedimentos neurocir&#xFA;rgicos. A press&#xE3;o arterial m&#xE9;dia foi mantida entre 50 a 90 mm Hg. Houve redu&#xE7;&#xE3;o de 47% da press&#xE3;o arterial m&#xE9;dia em 22 pacientes com aneurismas e malforma&#xE7;&#xE3;o arterio-venosas nos quais a dose de Nitroglicerina foi titulada para produzir um efeito normotensivo (press&#xE3;o arterial m&#xE9;dia entre 80 a 90 mm Hg).Os autores concluiram que a Nitroglicerina produziu uma hipotens&#xE3;o controlada r&#xE1;pida com r&#xE1;pido retorno ao n&#xED;vel press&#xF3;rico basal com a descontinua&#xE7;&#xE3;o do f&#xE1;rmaco.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong><strong>:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Chestnut. J.S.: Albin, M.S.: Gonzalez Abola_E., Newfield, P. and Maroon. J.C. Clinical evaluation of intravenous nitroglycerin for neurosurgery. J Neurosurg 1978; 48: 704-711</span></p> <h3>Controle da Insufici&#xEA;ncia Card&#xED;aca Congestiva</h3> <p>A infus&#xE3;o intravenosa de Nitroglicerina melhorou a fun&#xE7;&#xE3;o ventricular esquerda em pacientes com fal&#xEA;ncia ventricular esquerda p&#xF3;s-infarto agudo do mioc&#xE1;rdio<sup>1,2,3,4,5,6,7</sup> A taxa de infus&#xE3;o de 37 mcg/mL em 12 pacientes com fal&#xEA;ncia ventricular esquerda produziu uma redu&#xE7;&#xE3;o de 45% da press&#xE3;o de enchimento ventricular com apenas 7% de queda da press&#xE3;o arterial m&#xE9;dia . Na continua&#xE7;&#xE3;o deste estudo, a taxa de infus&#xE3;o m&#xE9;dia de Nitroglicerina de 57,3 mcg/min diminuiu a press&#xE3;o de enchimento ventricular esquerdo em 51%, press&#xE3;o arterial m&#xE9;dia em 17% e &#xED;ndice card&#xED;aco em 9%.<sup>4,5</sup></p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong><strong>:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Bussmann, W.D.; Schofen, H. and Kaltenbach, M. Effects of intravenous nitroglycerin on haemodynamics and ischemic injury in patients with acute myocardial infarction. European J Cardiol 1978; 8: 61-74.<br> 2. Class. J.J.; Bareiss. P.; Pasquali, J.L.; Meyer, R.; Weryha, A.; Storck, D.; Warter, J. Intravenous nitroglycerin as vasodilator therapy in acute myocardial infarction. Semaine des Hopifaux de Paris 1978; 54: 919-924.<br> 3. Derrida. J.P; Sal, R.; Chiche, P. Nitroglycerin infusion in acute myocardial infarction. New England J Medic 1977; 297: 336.<br> 4. Flaherty, J.T.; Reid, P.R.; Kelly, D.T.; Taylor, D.R.; Weisfeldt, M.L. and Pitt, B. Intravenous nitroglycerin in acute myocardial infarction. Circulation 1975; 51: 132-139.<br> 5. Flaherty, J.T.; Come, P.C.; Baird, M.G.; Rouleau, J.; Taylor, D.R.; Weisfeldt, M.L.; Greene, H.L.; Becker, L.C. and Pitt, B. Effects of intravenous nitroglycerin on left ventricular function and ST segment changes in acute myocardial infarction. British Heart Journal 1976; 38: 612-621.<br> 6. LePailleur, C. Intravenous trinitroglycerin during acute myocardial infarction with cardiac failure. Cooperative study of 68 patients. Nouvelle Presse Medicale 1979; 8: 257-260.<br> 7. Mikhailov, A.A.; Lazutin, V.K.; Zhelnow, V.V.; Simonov, V.I.;Giliarovsky, A.K.; Brown, D.K. Use of nitroglycerin during the acute period of myocardial infarction. Kardiologiya 1981; 21:65-69.</br></br></br></br></br></br></span></p> <h3>Infarto Agudo do Mioc&#xE1;rdio</h3> <p>Estudos prospectivos e randomizados<sup>1,2,3</sup> envolvendo 104 pacientes, foram realizados com infus&#xE3;o de Nitroglicerina durante 48 horas ou placebo iniciada entre as primeiras 18 horas do infarto agudo do mioc&#xE1;rdio.O objetivo era avaliar se a infus&#xE3;o prolongada de Nitroglicerina evitava a progress&#xE3;o da isquemia mioc&#xE1;rdica.</p> <p>A an&#xE1;lise retrospectiva dos grupos de pacientes evidenciou que de acordo com a fase precoce ou tardia do tratamento apenas nos pacientes em que a Nitroglicerina foi iniciada com menos de 10 horas ap&#xF3;s o desencadeamento da dor ocorreu melhor resposta da fra&#xE7;&#xE3;o de eje&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>A avalia&#xE7;&#xE3;o da extens&#xE3;o do infarto do mioc&#xE1;rdio realizada atrav&#xE9;s de doses seriadas de CPK mostrou que a inj&#xFA;ria miocardica foi menos frequente no grupo Nitroglicerina tratado precocemente(8%) que o grupo tratado tardiamente (26%) ou nos 2 grupos que receberam placebo (33% e 18%).<sup>1</sup></p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong><strong>:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Flaherty, J.T.; Becker, L.D.; Weisfeldt, M.L.; Weiss, J.L.; Gerstenblith, G.; Kaltman, C.H. and Bulkley, B.H. Results of a prospective randomized clinical trial of intravenous nitroglycerin in acute myocardial infarction. Circulation 1980; 62 (Supplement 111): 111-82.<br> 2. Flaherty, J.T.; Bulkley, B.H.; Weisfeldt, M.L.; Weiss, J.L.; Gerstenblith, G.; Kallman, C.; Becker, L.C. Importance of early administration of intravenous nitroglycerin to preserve ischemic myocardium. Amer J Cardiol 1981; 47: 490.<br> 3. Flaherty, J.T.; Becker, L.C.; Bulkley, B.H.; Weiss, J.L.; Gerstenblith, G.; Kallman, C.H.; Silverman, K.J.; Wei, J.Y.; Pitt, B.; Weisfeldt, M.L. A randomised prospective trial of intravenous nitroglycerin in patients with acute myocardial infarction. Circulation 1983; 68: 576-588.</br></br></span></p> <h3>Angina <em>pectoris </em> </h3> <p>Estudo aberto realizado em casos de angina inst&#xE1;vel n&#xE3;o responsivos com nitrato oral, betabloqueadores ou bloqueador de canal de c&#xE1;lcio com infus&#xE3;o de Nitroglicerina em infus&#xE3;o cont&#xED;nua apresentaram al&#xED;vio da dor completa ou parcial variando de 36 a 100%.1 Em todos os estudos cl&#xED;nicos a taxa de infus&#xE3;o foi ajustada de acordo com a resposta individual do paciente atrav&#xE9;s do al&#xED;vio da dor, redu&#xE7;&#xE3;o da press&#xE3;o arterial sist&#xF3;lica a um valor pr&#xE9;-determinado<sup>2,3,4</sup>), dose m&#xE1;xima atingida<sup>5</sup> ou presen&#xE7;a de rea&#xE7;&#xF5;es adversas.1,2,5,6A taxa de infus&#xE3;o final variou de 47 a 152 mcg/min entre os in&#xFA;meros estudos e devido &#xE0; grande variabilidade individual dos pacientes. A dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento variou de 3 a 7 dias.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong><strong>:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Kaplan, K.; Davison, R.; Parker, M.; Przybylek, J.; Teagarden, J.R.; Lesch, M. Intravenous nitroglycerin for the treatment of angina at rest unresponsive to standard nitrate therapy. Amer J Cardiol 1983; 51: 694-698.<br> 2. DePace. N.L.; Herling, I.M.; Kotler, M.N.; Hakki, A.H.; Spielmann. S.R.; Segal, B.L. Intravenous nitroglycerin for rest angina. Potential pathophysiologic mechanisms of action. Archives of Internal Medicine 1982; 142: 1806-1809.<br> 3. Mikolich, J.R.; Nicoloff, N.B.; Robinson, P.H. and Logue, R.B. Relief of refractory angina with continuous intravenous infusion of nitroglycerin. Chest 1980; 77: 375-379.<br> 4. Roubin, G.S.; Harris, P.J.: Eckhardt, I.; Hensley, W. and Kelly, D.T. Intravenous nitroglycerine in refractory unstable angina pectoris. Australian and New Zealand Journal of Medicine 1982; 12: 598-602.<br> 5. Dauwe. F.: Affaki, G.; Waters, D.D.; Theroux, P.; Mizgala, H.F. Intravenous nitroglycerin in refractory unstable angina. Amer J Cardiol 1979; 43: 416.<br> 6. Kaplan, J.A. Nitroglycerin for the treatment of hypertension during coronary artery surgery; in Robinson and Kaplan (Eds) The International Symposium on the Clinical use of Tridil, Intravenous Nitroglycerin pp. 26-34 (The Medicine Publishing Foundation, Oxford 1982).</br></br></br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <p>O Nitroglicerina &#xE9; quimicamente intitulado como 1,2,3-trinitrato de propanotriol, e, genericamente denominado Nitroglicerina.</p> <p>Nitroglicerina &#xE9; um vasodilatador coronariano de a&#xE7;&#xE3;o direta que produz um relaxamento da musculatura lisa. Est&#xE1; tamb&#xE9;m indicado para controle da hipertens&#xE3;o arterial perioperat&#xF3;ria, para produzir hipotens&#xE3;o controlada durante interven&#xE7;&#xF5;es cir&#xFA;rgicas, para tratar de emerg&#xEA;ncias hipertensivas, e para tratar a insufici&#xEA;ncia card&#xED;aca congestiva associada com infarto do mioc&#xE1;rdio. Nitroglicerina tamb&#xE9;m tem sido utilizada para tratar a hipertens&#xE3;o pulmonar.</p> <p>Apesar da predomin&#xE2;ncia dos efeitos a n&#xED;vel venoso, a Nitroglicerina produz dilata&#xE7;&#xE3;o, tanto a n&#xED;vel arterial como a n&#xED;vel venoso, em rela&#xE7;&#xE3;o direta com a dose.</p> <p>J&#xE1; a administra&#xE7;&#xE3;o de Nitroglicerina, na forma de solu&#xE7;&#xE3;o injet&#xE1;vel, permite a obten&#xE7;&#xE3;o r&#xE1;pida de altas concentra&#xE7;&#xF5;es de Nitroglicerina na circula&#xE7;&#xE3;o sist&#xEA;mica e pronto in&#xED;cio da terapia, principalmente no tratamento urgente da insufici&#xEA;ncia card&#xED;aca congestiva e da isquemia aguda.</p> <h3>Mecanismo de A&#xE7;&#xE3;o</h3> <p>Semelhante a outros nitritos e nitratos org&#xE2;nicos, a Nitroglicerina &#xE9; convertida em &#xF3;xido n&#xED;trico (NO), um radical reativo livre. O &#xF3;xido n&#xED;trico, composto ativo intermedi&#xE1;rio comum a todos os agentes desta classe, ativa a enzima guanilato ciclase, estimulando a s&#xED;ntese de guanosina 3 &apos;, 5&apos;-monofosfato c&#xED;clico (GMPc). Este segundo mensageiro, em seguida, ativa uma s&#xE9;rie de fosforila&#xE7;&#xF5;es de <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/proteinas/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">prote&#xED;nas</a> quinase dependente nas c&#xE9;lulas do m&#xFA;sculo liso, o que resulta na desfosforila&#xE7;&#xE3;o da cadeia leve da miosina de fibras musculares lisas e posterior libera&#xE7;&#xE3;o de &#xED;ons de c&#xE1;lcio. O estado contr&#xE1;til do m&#xFA;sculo liso &#xE9; normalmente mantido por uma cadeia leve de miosina fosforilada (estimulada por um aumento de &#xED;ons de c&#xE1;lcio).</p> <p>Assim, o nitrito ou nitrato induzido por desfosforila&#xE7;&#xE3;o da cadeia de miosina emite sinais a c&#xE9;lula para libera&#xE7;&#xE3;o de c&#xE1;lcio, e assim, relaxar as c&#xE9;lulas musculares lisas e produzir vasodilata&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>Acredita-se que os nitratos regulam a rela&#xE7;&#xE3;o de oferta e consumo de oxig&#xEA;nio pelo mioc&#xE1;rdio atrav&#xE9;s da redu&#xE7;&#xE3;o da press&#xE3;o arterial sist&#xEA;mica e press&#xE3;o arterial pulmonar (p&#xF3;s-carga) e redu&#xE7;&#xE3;o do d&#xE9;bito card&#xED;aco secund&#xE1;ria &#xE0; dilata&#xE7;&#xE3;o perif&#xE9;rica. Nitratos relaxam os vasos venosos perif&#xE9;ricos diminuindo o retorno venoso para o cora&#xE7;&#xE3;o, reduzindo a pr&#xE9;-carga. Nitratos reduzem a press&#xE3;o arterial e venosa, resultando em uma redu&#xE7;&#xE3;o da tens&#xE3;o na parede ventricular esquerda durante a s&#xED;stole, o que diminui a p&#xF3;s-carga. Assim, o nitrato induz e aumenta a vasodilata&#xE7;&#xE3;o venosa e diminui a capacidade de resist&#xEA;ncia das arter&#xED;olas, reduzindo a pr&#xE9; e a p&#xF3;s-carga e a redu&#xE7;&#xE3;o da demanda de oxig&#xEA;nio card&#xED;aco.</p> <p>O fluxo sangu&#xED;neo coronariano total pode ser aumentado por nitritos e nitratos em pacientes com cora&#xE7;&#xE3;o normal, mas em pacientes com isquemia, a Nitroglicerina n&#xE3;o aumenta o fluxo sangu&#xED;neo coronariano total, apenas redistribui o sangue para &#xE1;reas isqu&#xEA;micas. Este efeito &#xE9; provavelmente devido &#xE0; dilata&#xE7;&#xE3;o preferencial do f&#xE1;rmaco dos vasos da circula&#xE7;&#xE3;o coron&#xE1;ria, que, na presen&#xE7;a de doen&#xE7;a ateroscler&#xF3;tica coronariana, redireciona a distribui&#xE7;&#xE3;o do suprimento sangu&#xED;neo coronariano para &#xE1;reas isqu&#xEA;micas.</p> <p>Nitratos causam um aumento transit&#xF3;rio da frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca e contratilidade mioc&#xE1;rdica, que normalmente aumentaria o consumo de oxig&#xEA;nio pelo mioc&#xE1;rdio, mas o nitrato diminui a tens&#xE3;o da parede ventricular resultando em uma redu&#xE7;&#xE3;o na demanda&amp;nbsp;de oxig&#xEA;nio pelo mioc&#xE1;rdio e melhora da angina <em>pectoris</em>. Al&#xE9;m disso, a Nitroglicerina relaxa todos os outros tipos de m&#xFA;sculo liso, incluindo a musculatura lisa br&#xF4;nquica, biliar, gastrintestinal, uretral e uterina. Nitritos e nitratos s&#xE3;o antagonistas funcionais da acetilcolina, noradrenalina e histamina.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <p>O volume de distribui&#xE7;&#xE3;o de Nitroglicerina &#xE9; de cerca de 3L/kg e a Nitroglicerina &#xE9; eliminada deste volume a taxas extremamente r&#xE1;pidas, apresentando meia-vida s&#xE9;rica de cerca de 3 minutos. Taxas de depura&#xE7;&#xE3;o observadas (perto de 1 L/kg/min) excedem em muito o fluxo sangu&#xED;neo hep&#xE1;tico; os locais conhecidos do metabolismo extra-hep&#xE1;tico incluem os gl&#xF3;bulos vermelhos e as paredes vasculares.</p> <p>Os metab&#xF3;litos de Nitroglicerina, 1,3 - e 1,2-dinitrato de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/glicerina/bula\" target=\"_blank\">glicerina</a>, apresentam meia-vida de cerca de 40 minutos e s&#xE3;o excretados pelos rins. Os dinitratos s&#xE3;o vasodilatadores menos eficazes que a Nitroglicerina, mas s&#xE3;o mais duradouros no soro, e sua contribui&#xE7;&#xE3;o para o efeito geral dos nas infus&#xF5;es de longa dura&#xE7;&#xE3;o da Nitroglicerina n&#xE3;o &#xE9; conhecida. Os dinitratos s&#xE3;o posteriormente metabolizados para mononitratos (n&#xE3;o vasoativos) e, por fim, para glicerol e di&#xF3;xido de carbono.</p></hr>"}

5mg/mL, caixa com 10 ampolas com 10mL de solução de uso intravenoso (embalagem hospitalar)

Princípio ativo
:
Nitroglicerina
Classe Terapêutica
:
Nitritos e Nitratos
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Venda Sob Prescrição Médica)
Categoria
:
Sistema Cardiovascular (Circulação)
Especialidade
:
Cardiologia

Bula do medicamento

Tridil, para o que é indicado e para o que serve?

Este medicamento é indicado para o tratamento de hipertensão perioperatória; para controle de insuficiência cardíaca congestiva, no ajuste do infarto agudo do miocárdio, para tratamento de angina pectoris em pacientes que não respondem à nitroglicerina sublingual e betabloqueadores e para indução de hipotensão intraoperatória.

Como o&nbsp;Tridil funciona?

{"tag":"hr","value":" <p>O Tridil<sup>&#xAE;</sup>, &#xE9; um medicamento chamado de vasodilatador porque dilata os vasos sangu&#xED;neos do corpo. Este medicamento &#xE9; utilizado para baixar a press&#xE3;o arterial, melhorar a circula&#xE7;&#xE3;o do sangue no cora&#xE7;&#xE3;o em casos de <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/dor-no-peito/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">dor no peito</a>, infarto do cora&#xE7;&#xE3;o ou insufici&#xEA;ncia card&#xED;aca.</p> <p>Ele &#xE9; administrado na veia atrav&#xE9;s de uma bomba de infus&#xE3;o (aparelho que controla o tempo de infus&#xE3;o do medicamento) e apenas um m&#xE9;dico pode indicar o seu uso e somente um profissional de sa&#xFA;de deve administr&#xE1;-lo no paciente devido ao risco de queda abrupta da press&#xE3;o arterial quando administrado em doses elevadas ou em doses que n&#xE3;o s&#xE3;o toleradas pelo paciente. Este medicamento apresenta a&#xE7;&#xE3;o r&#xE1;pida al&#xE9;m de permitir um ajuste controlado da dose ao ser administrado na veia, ou seja, a dose &#xE9; ajustada de acordo com a resposta cl&#xED;nica que o paciente apresentar garantindo maior seguran&#xE7;a de uso em casos de rea&#xE7;&#xF5;es adversas. Por isso, o medicamento &#xE9; administrado em hospitais para que o profissional de sa&#xFA;de possa monitorar os sinais vitais (press&#xE3;o arterial, frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca) e tratar uma situa&#xE7;&#xE3;o de emerg&#xEA;ncia caso ela ocorra.</p> "}

Quais as contraindicações do Tridil?

São extremamente raras as reações alérgicas aos nitratos orgânicos, mas existem.

O Tridil® é contraindicado em:

  • <li>Pacientes al&#xE9;rgicos &#xE0; nitroglicerina ou aos componentes da f&#xF3;rmula;</li> <li>Uso associado com inibidores de fosfodiesterase-5 (PDE-5) como sildenafila, <a href="https://consultaremedios.com.br/tadalafila/bula" target="_blank">tadalafila</a>, vardenafila ou lodenafila;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/b/glaucoma-angulo-fechado" target="_blank"/><a href="https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-glaucoma-sintomas-tratamento-causas-e-mais/" rel="noopener" target="_blank">Glaucoma</a> de &#xE2;ngulo fechado;</li> <li>Traumatismo craniano ou hemorragia cerebral (por eleva&#xE7;&#xE3;o da press&#xE3;o intracraniana);</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/doencas-do-sangue/anemia/c" target="_blank">Anemia</a> severa;</li> <li>Hipotens&#xE3;o;</li> <li>Hipovolemia n&#xE3;o corrigida;</li> <li>Circula&#xE7;&#xE3;o cerebral inadequada;</li> <li>Pacientes com tamponamento peric&#xE1;rdico (ac&#xFA;mulo de liquido no peric&#xE1;rdio), cardiomiopatia restritiva (doen&#xE7;a do cora&#xE7;&#xE3;o) ou pericardite (inflama&#xE7;&#xE3;o no peric&#xE1;rdio) constritiva, pois o d&#xE9;bito card&#xED;aco &#xE9; dependente do retorno venoso.</li>

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Como usar o Tridil?

Observação: Não se destina à injeção intravenosa direta.

O Tridil® é um fármaco concentrado, que deve ser diluído antes de sua infusão em Dextrose (5%) para injeção ou Cloreto de Sódio (0,9%) para injeção. O Tridil® não deve ser misturado com outros fármacos.

Diluição inicial

Transferir assepticamente o conteúdo de uma ampola de Tridil® (contendo 25 ou 50 mg de nitroglicerina para um frasco de vidro de 500 mL com Dextrose (5%) para injeção ou Cloreto de sódio (0,9%) para injeção. Isto leva a uma concentração de 50 mcg/mL, ou 100 mcg/mL. A diluição de 5 mg de Tridil® em 100 mL dará também uma concentração final de 50 mcg/mL.

Diluição de Manutenção

É importante considerar os requisitos de fluidos dos pacientes, assim como a duração esperada de infusão, na seleção da diluição apropriada de Tridil® (nitroglicerina). Após a titulação da dose inicial, a concentração da solução poderá ser aumentada, se necessário, para limitar os fluidos dados ao paciente. A concentração de Tridil®&nbsp;não deve exceder 400 mcg/mL. Ver a tabela a seguir.

Se a concentração for ajustada, é necessário lavar ou substituir o equipo de infusão antes de uma nova concentração ser utilizada.

Se o equipo não for lavado ou substituído, pode levar minutos a horas, dependendo do índice de fluxo e o espaço morto do equipo, para a nova concentração ser administrada ao paciente.

Inverter o frasco de vidro com a solução diversas vezes, para assegurar diluição uniforme do Tridil®. Quando armazenado em recipientes de vidro, a solução diluída fica física e quimicamente estável por até 48 horas, à temperatura ambiente, e até por sete dias, sob refrigeração.

A dose é afetada pelo tipo de recipiente e o equipo de administração usado.

Embora a faixa de dose inicial usual para adultos relatados em estudos clínicos seja de 25 mcg/minuto ou mais, estes estudos usaram equipos de administração de PVC.

O uso de tubulação não-absorvente resultará na necessidade de doses reduzidas.

Se uma bomba de infusão peristáltica for usada, o equipo de administração apropriado deve possuir uma câmara de gotejamento que forneça aproximadamente 60 microgotas/mL. A tabela de diluição e administração de Tridil® pode ser usada para calcular a diluição e índice de fluxo de nitroglicerina em microgotas/minuto para atingir a taxa de administração de nitroglicerina desejada. Em geral, inicia-se com uma dose de 5 – 10 mcg/minuto, podendo ser aumentada progressivamente de acordo com a resposta clínica do paciente em relação as metas predeterminadas para cada situação clínica.

Se uma bomba de infusão volumétrica for utilizada, um equipo conector de bomba de infusão volumétrica deve ser utilizado. A tabela de diluição e administração de Tridil® ainda pode ser usada; no entanto, o índice do fluxo será determinado diretamente pela bomba de infusão, independentemente do tamanho da gota das câmaras de gotejamento adequadas ao equipo. Assim, a referência a “microgotas / min” não é aplicável, e o índice de fluxo correspondente em mL/ h, deve ser utilizado para determinar os ajustes da bomba de infusão.

Alguns pacientes com pressão de enchimento ventricular esquerdo normal ou baixa, ou pressão capilar pulmonar (ex: pacientes anginosos sem outras complicações) podem ser hipersensíveis aos efeitos do Tridil®, e podem responder inteiramente às doses, de até 5 mcg/minuto. Estes pacientes requerem titulação especialmente cuidadosa e monitoração.

Não há uma dose ótima fixada para o Tridil®. Devido às variações nas respostas individuais ao fármaco, cada paciente deve ser&nbsp;titulado segundo o nível desejado de função hemodinâmica. Portanto, a monitoração contínua de parâmetros fisiológicos (ou seja, pressão arterial e frequência cardíaca em todos os pacientes, e outras medidas, como pressão capilar pulmonar, quando apropriadas) deve ser realizada para se ter a dose correta. A pressão arterial sistêmica adequada e a pressão de perfusão coronariana devem ser mantidas.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Tridil?

{"tag":"hr","value":" <p>Uma vez que este medicamento &#xE9; administrado por um profissional da sa&#xFA;de em ambiente hospitalar n&#xE3;o dever&#xE1; ocorrer esquecimento do seu uso. Este medicamento &#xE9; utilizado sob demanda (necessidade do paciente) de acordo com crit&#xE9;rio cl&#xED;nico.</p> <p><strong>Em caso de d&#xFA;vidas, procure orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico ou de seu m&#xE9;dico, ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> "}

Quais cuidados devo ter ao usar o Tridil?

Tridil® é destinado apenas para uso intravenoso. Não administrar por injeção intravenosa direta. Deve ser diluído em glicose&nbsp;(5%) ou cloreto de sódio (0,9%) antes da realização da infusão. O equipo usado para infusão pode influenciar na quantidade de nitroglicerina administrada ao paciente e requer atenção para a resposta clínica.

A amplificação dos efeitos vasodilatadores de nitroglicerina pelo uso de sildenafila pode resultar em hipotensão grave. Não foram estudados cuidados de suporte apropriados para esta interação, mas parece razoável iniciar o tratamento da mesma forma que uma overdose de nitrato, com elevação das extremidades e com expansão de volume.

Pode haver ocorrência de grave hipotensão e choque, mesmo com pequenas doses de Tridil®. Este medicamento, portanto, deve ser usado com cuidado nos pacientes que possam ter depleção de volume ou que, por qualquer razão, sejam já hipotensos. A hipotensão induzida por nitroglicerina pode ser acompanhada de bradicardia (batimento cardíaco lento) paradoxal e maior angina pectoris (dor severa com uma sensação de constrição do coração).

A terapia com nitratos poderá agravar a angina provocada pela cardiomiopatia hipertrófica.

Em trabalhadores industriais que tiveram exposição a longo prazo a doses desconhecidas (presumivelmente elevadas) de nitratos orgânicos, a tolerância ocorreu de forma clara. Ocorreu dor no peito, infarto agudo do miocárdio, e até mesmo morte súbita durante a retirada temporária de nitratos de estes trabalhadores, o que demonstra a existência de dependência física verdadeira.

Em vários estudos clínicos, a nitroglicerina foi administrada em pacientes com angina pectoris, durante 12 horas contínuas.

Observou-se um aumento da frequência de crises de angina, em um número pequeno de pacientes durante intervalos sem nitratos, e os pacientes demonstraram rebote hemodinâmico e diminuição da tolerância ao exercício. Não é conhecida a importância dessas observações para a rotina e uso clínico da nitroglicerina intravenosa.

As concentrações menores de nitroglicerina aumentam a precisão potencial de dose, mas estas concentrações aumentam o volume total de fluidos que devem ser administrados ao paciente. A carga total de fluido pode ser um aspecto dominante em pacientes que tem função cardíaca, hepática ou renal comprometida.

As infusões de nitroglicerina somente devem ser administradas através de uma bomba que possa manter uma velocidade controlada de infusão.

Não foi estudada a injeção intracoronariana de nitroglicerina.

Evitar o uso associado com inibidores da fosfodiesterase-5 como a sildenafila, tadalafila, vardenafila ou lodenafila.

Testes Laboratoriais

Devido ao conteúdo de propilenoglicol na nitroglicerina intravenosa, os ensaios de triglicérides séricos que dependem de glicerol oxidase podem dar resultados elevados falsos, em pacientes que recebem esta medicação.

Carcinogênese, Mutagênese e Comprometimento da Fertilidade

Estudos de carcinogênese animal com nitroglicerina injetável não foram realizados.

A nitroglicerina foi fracamente mutagênica em testes de Ames executados em dois laboratórios diferentes.

Não houve evidência de mutagenicidade em um ensaio letal dominante in vivo com ratos tratados com doses de até 363 mg/kg/dia ou em teste citogenético in vitro em tecidos de ratos e cães.

Em um estudo de reprodução com 3 gerações realizado em ratos, não houve evidência clara de teratogenicidade.

Gravidez: Categoria de Risco C

Estudos de teratogenicidade animal não foram conduzidos com injeção de nitroglicerina.

Não há estudos controlados e adequados em mulheres grávidas. A nitroglicerina somente deve ser administrada a uma mulher grávida quando os potenciais benefícios sejam superiores aos riscos e se claramente necessário.

O médico deverá ser imediatamente comunicado em caso de gravidez, durante o uso do medicamento.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Lactantes

Não se sabe se a nitroglicerina é excretada no leite humano. Deve-se ter cautela ao administrar Tridil® a uma lactante.

Uso Pediátrico

Não foi estabelecida a segurança e eficácia em crianças.

Cuidados

A nitroglicerina migra prontamente por muitos plásticos, inclusive o cloreto de polivinila (PVC), plásticos normalmente usados em equipos para aplicação intravenosa. Devido ao problema da absorção de nitroglicerina por um tubo de cloreto de polivinila (PVC), a injeção de nitroglicerina deve ser usada com um tubo de infusão de menor absorção (isto é, tubo não-PVC) disponível, administrado pelo profissional de saúde em ambiente hospitalar.

O produto deve ser administrado de acordo com a orientação dada pelo médico e somente ele deverá recomendar a sua interrupção.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Tridil?

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):

Tontura, cefaleia severa.

Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento):

Hipotensão, hipertensão de rebote, síncope.

Reação muito rara (ocorre em < 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento):

Metemoglobinemia.

Reações adversas com frequências desconhecidas:

Sem informações detalhadas:

Bradiarritmia, aumento do volume plasmático, cefaleia, taquifilaxia, angina instável, enxaqueca sem aura (mais suscetível em infusão de nitroglicerina do que pacientes com episódios de cefaleia tensional), reação anafilactoide.

Relato de caso:

Ectasia de artéria coronária em conjunto com precordialgia persistente, acidose láctica,&nbsp;hiperosmolaridade, coma, trombocitopenia, gota (articular), paralisia do nervo abducente, aumento da pressão intracraniana, Doença de Wernicke (encefalopatia), nitroglicerina associada com intoxicação por etanol e propilenoglicol, angina pectoris (precordialgia persistente, elevação do segmento ST, piora da angina e novas alterações nas ondas T), acidente isquêmico transitório (AIT), bradiarritmia.

Eventos adversos graves:

Reação anafilactoide, aumento da pressão intracraniana e metemoglobinemia.

Reações adversas identificadas durante período de pós-comercialização:

Flebite e urticária.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

Qual a composição do Tridil?

Cada mL contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center; width:653px\">Nitroglicerina</td> <td style=\"text-align:center; width:590px\">5 mg</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:653px\">Ve&#xED;culo est&#xE9;ril qsp</td> <td style=\"text-align:center; width:590px\">1 mL</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Veículo: álcool etílico, propilenoglicol e água para injetáveis.

A solução é estéril, apirogênica e não explosiva.

Apresentação do&nbsp;Tridil

{"tag":"hr","value":" <h3>Solu&#xE7;&#xE3;o injet&#xE1;vel 5mg/mL</h3> <ul> <li>Caixa com 1 e 10 ampolas de 5 mL;</li> <li>Caixa com 1 e 10 ampolas de 10 mL.</li> </ul> <p><strong>Uso adulto.</strong></p> <p><strong>Uso intravenoso n&#xE3;o direto. </strong></p> <p><strong>Diluir antes do uso.</strong></p> "}

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Tridil maior do que a recomendada?

Os efeitos nocivos da nitroglicerina podem ser caracterizados por manifestações sistêmicas, inclusive o aumento da pressão intracraniana seguida de cefaleia persistente, tonturas e febre moderada, vertigem, palpitação, distúrbios visuais, náusea e vômitos (possivelmente com cólica e até mesmo diarreia sanguinolenta); síncope (especificamente na postura ereta); falta de ar e dispneia, posteriormente seguida de menor esforço ventilatório; diaforese com pele ruborizada ou fria e pegajosa; bloqueio cardíaco e bradicardia, paralisia, coma, desmaios e óbito.

Não há disponibilidade de qualquer dado sobre manobras fisiológicas (ex:,manobras para mudança de pH da urina), que possam acelerar a eliminação de nitroglicerina e seus metabólitos ativos. Similarmente, caso houver, não se sabe qual destas substâncias podem normalmente ser removidas do organismo por hemodiálise. Não se conhece nenhum antagonista específico aos efeitos vasodilatadores da nitroglicerina e nenhuma intervenção foi submetida a estudo controlado, como a terapia de nitroglicerina em superdose. A elevação dos membros inferiores do paciente poderá ser suficiente, mas a infusão intravenosa de expansores volêmicos, poderá ser também necessária.

O uso de epinefrina ou outros vasoconstritores neste quadro tem probabilidade de ser mais prejudicial do que benéfico.

Metahemoglobinemia

Íons nitratos liberados durante o metabolismo da nitroglicerina podem oxidar a hemoglobina em metahemoglobina.

Níveis de metahemoglobina são analisáveis na maioria dos laboratórios clínicos. Deve-se suspeitar do diagnóstico em pacientes que apresentam sinais de redução da oferta de oxigênio, apesar do débito cardíaco e pO2 arterial estarem adequados.

Normalmente, o sangue metahemoglobinêmico é descrito como castanho-chocolate sem mudança de cor com exposição ao ar.

Quando a metahemoglobinemia é diagnosticada, o tratamento de escolha é o azul de metileno a 1 a 2 mg/kg por via intravenosa.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou a bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Tridil com outros remédios?

Os efeitos de vasodilatação da nitroglicerina podem ser aditivos aos de outros vasodilatadores.

A administração de infusões de nitroglicerina através do mesmo conjunto de infusão que o de sangue pode resultar em pseudoaglutinação (aglomerado de células sanguíneas, eritrócitos, que podem ser dispersos pela agitação) e hemólise (destruição de células sanguíneas, hemácias). De forma mais geral, a nitroglicerina em dextrose a 5% ou cloreto de sódio a 0,9% não deve ser misturada com qualquer outra medicação, de qualquer espécie.

A nitroglicerina intravenosa pode interferir com o efeito anticoagulante da heparina. A terapia concomitante com heparina deve ser orientada por frequentes avaliações do tempo de tromboplastina parcial ativada (tempo gasto para ocorrer à coagulação do plasma).

Alteplase

A nitroglicerina pode diminuir a concentração sérica de alteplase.

Diazóxido

Pode potencializar o efeito hipotensor dos anti-hipertensivos.

Metilfenidato

Pode diminuir o efeito hipotensor dos anti-hipertensivos.

Inibidores de Fosfodiesterase-5

Podem potencializar o efeito vasodilatador dos nitratos.

Análogos da Prostaciclina

Pode potencializar o efeito hipotensor dos anti-hipertensivos.

Rituximabe

Os anti-hipertensivos podem potencializar o efeito hipotensor do rituximabe.

Rosiglitazona

Os nitratos podem potencializar o efeito adverso da rosiglitazona especificamente o maior risco de isquemia miocárdica.

Álcool

Pode aumentar o efeito hipotensor da nitroglicerina.

Fitoterápicos

Os fitoterápicos com propriedade hipotensora podem acentuar o efeito dos anti-hipertensivos como, por exemplo, o gengibre, ginseng, cola, alcaçuz, quinino.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Qual a ação da substância do Tridil (Nitroglicerina)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Hipertens&#xE3;o perioperat&#xF3;ria</h3> <p>A Nitroglicerina &#xE9; utilizada efetivamente na preven&#xE7;&#xE3;o e controle da hipertens&#xE3;o e diminui&#xE7;&#xE3;o do consumo de oxig&#xEA;nio pelo mioc&#xE1;rdio quando administrada antes<sup>1,2</sup>, durante<sup>3,4,5,6</sup> e ap&#xF3;s cirurgia de revasculariza&#xE7;&#xE3;o mioc&#xE1;rdica<sup>7,8</sup> e tamb&#xE9;m em outros estudos cl&#xED;nicos<sup>6,9</sup> atrav&#xE9;s de infus&#xE3;o intravenosa na dose m&#xE9;dia de 0,8 a 2,1 mcg/kg/min.</p> <p>Em doses de 32 a 300 mcg/minuto por via intravenosa, a Nitroglicerina produziu uma redu&#xE7;&#xE3;o significativa (20 a 40%) da press&#xE3;o arterial sist&#xF3;lica, press&#xE3;o capilar pulmonar, resist&#xEA;ncia vascular sist&#xEA;mica, press&#xE3;o venosa central e em muitos estudos a press&#xE3;o da art&#xE9;ria pulmonar e resist&#xEA;ncia vascular pulmonar. A diminui&#xE7;&#xE3;o da pr&#xE9; e p&#xF3;s-carga n&#xE3;o foi acompanhada por altera&#xE7;&#xF5;es significativas na frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca, &#xED;ndice card&#xED;aco e &#xED;ndice de volume sist&#xF3;lico.<sup>10</sup></p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong><strong>:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Kaye, S.E.: Dimai, W. and Gattiker, R. Intravenous nitroglycerin during surgery for coronary artery disease. Anaesth Intens Care. 1981; 9: 247-254.<br> 2. Sethna, D.H.; Moffitt, E.A.; Bussell, J.A.; Raymond, M.J.; Matloff, J.M.; Gray, R,J.: Intravenous nitroglycerin and myocardial metabolism during anesthesia in patients undergoing myocardial revascularization. Anesth Analg l982a; 61: 828-833.<br> 3. Bale, R.; Powles, A.; Wyatt, R. I.V. glyceryl trinitrate: Haemodynamic effects and clinical use in cardiac surgery. Brit J Anaesth. 1982; 54: 297-301.&amp;nbsp;<br> 4. Franke, N.: Schmucker, P.; van Ackern, K.; Kreuzer, E.; Reichart, B. Control of afterload by intravenous nitroglycerin in patients undergoing myocardial revascularization. Anaesthetist. 1979; 28: 484-488.<br> 5.Kaplan, J.A. and Jones, E.L. Vasodilator therapy during coronary artery surgery. Comparison of nitroglycerin and nitroprusside. J Thoracic Cardiovasc Surg. 1979; 77:301-309.<br> 6. Tobias, M.A. Comparison of nitroprusside and nitroglycerine for controlling hypertension during coronary artery surgery. Brit J Anaesth. 1981; 53: 891-896.<br> 7. Flaherty, J.T.; Magee, P.A.; Gardner, T.L.; Potter, A. and MacAllister, N.P. Comparison of intravenous nitroglycerin and sodium nitroprusside for treatment of acute hypertension developing after coronary artery bypass surgery. Circulation 1982a; 65: 1072-1077.<br> 8. Stinson. E.B.: Holloway, E.L.; Derby, G.; Oyer, P.E.; Hollingsworth, J.: Griepp, R.B.; Harrison, D.C. Comparative hemodynamic responses to chlorpromazine, nitroprusside, nitroglycerin, and trimethaphan immediately&apos; after open heart operations. Circulation 1975; 51, 52 (Suppl. 1):1-26-33.<br> 9. Stengert, K.B.; Wilsey, B.L.; Hurley, E.J.; Grehl, T.M.; Lurie, A.J.;Klein, R.C.; Upjohn, L.R.: Incremental intravenous nitroglycerin for control of afterload during anesthesia in patients undergoing myocardial revascularization. Anaesthesist 1978a; 27: 223-227.<br> 10. Sorkin EM, Brodgen RN, Romankiewicz JA. Intravenous Glyceryl Trinitrate (Nitroglycerin) A review of its Therapeutic Efficacy. Drugs 1984;27: 45-80</br></br></br></br></br></br></br></br></br></span></p> <h3>Indu&#xE7;&#xE3;o de hipotens&#xE3;o intraoperat&#xF3;ria</h3> <p>Em um estudo aberto com 54 pacientes, Chestnut e cols avaliaram a efic&#xE1;cia da Nitroglicerina intravenosa na indu&#xE7;&#xE3;o de hipotens&#xE3;o intraoperat&#xF3;ria durante procedimentos neurocir&#xFA;rgicos. A press&#xE3;o arterial m&#xE9;dia foi mantida entre 50 a 90 mm Hg. Houve redu&#xE7;&#xE3;o de 47% da press&#xE3;o arterial m&#xE9;dia em 22 pacientes com aneurismas e malforma&#xE7;&#xE3;o arterio-venosas nos quais a dose de Nitroglicerina foi titulada para produzir um efeito normotensivo (press&#xE3;o arterial m&#xE9;dia entre 80 a 90 mm Hg).Os autores concluiram que a Nitroglicerina produziu uma hipotens&#xE3;o controlada r&#xE1;pida com r&#xE1;pido retorno ao n&#xED;vel press&#xF3;rico basal com a descontinua&#xE7;&#xE3;o do f&#xE1;rmaco.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong><strong>:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Chestnut. J.S.: Albin, M.S.: Gonzalez Abola_E., Newfield, P. and Maroon. J.C. Clinical evaluation of intravenous nitroglycerin for neurosurgery. J Neurosurg 1978; 48: 704-711</span></p> <h3>Controle da Insufici&#xEA;ncia Card&#xED;aca Congestiva</h3> <p>A infus&#xE3;o intravenosa de Nitroglicerina melhorou a fun&#xE7;&#xE3;o ventricular esquerda em pacientes com fal&#xEA;ncia ventricular esquerda p&#xF3;s-infarto agudo do mioc&#xE1;rdio<sup>1,2,3,4,5,6,7</sup> A taxa de infus&#xE3;o de 37 mcg/mL em 12 pacientes com fal&#xEA;ncia ventricular esquerda produziu uma redu&#xE7;&#xE3;o de 45% da press&#xE3;o de enchimento ventricular com apenas 7% de queda da press&#xE3;o arterial m&#xE9;dia . Na continua&#xE7;&#xE3;o deste estudo, a taxa de infus&#xE3;o m&#xE9;dia de Nitroglicerina de 57,3 mcg/min diminuiu a press&#xE3;o de enchimento ventricular esquerdo em 51%, press&#xE3;o arterial m&#xE9;dia em 17% e &#xED;ndice card&#xED;aco em 9%.<sup>4,5</sup></p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong><strong>:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Bussmann, W.D.; Schofen, H. and Kaltenbach, M. Effects of intravenous nitroglycerin on haemodynamics and ischemic injury in patients with acute myocardial infarction. European J Cardiol 1978; 8: 61-74.<br> 2. Class. J.J.; Bareiss. P.; Pasquali, J.L.; Meyer, R.; Weryha, A.; Storck, D.; Warter, J. Intravenous nitroglycerin as vasodilator therapy in acute myocardial infarction. Semaine des Hopifaux de Paris 1978; 54: 919-924.<br> 3. Derrida. J.P; Sal, R.; Chiche, P. Nitroglycerin infusion in acute myocardial infarction. New England J Medic 1977; 297: 336.<br> 4. Flaherty, J.T.; Reid, P.R.; Kelly, D.T.; Taylor, D.R.; Weisfeldt, M.L. and Pitt, B. Intravenous nitroglycerin in acute myocardial infarction. Circulation 1975; 51: 132-139.<br> 5. Flaherty, J.T.; Come, P.C.; Baird, M.G.; Rouleau, J.; Taylor, D.R.; Weisfeldt, M.L.; Greene, H.L.; Becker, L.C. and Pitt, B. Effects of intravenous nitroglycerin on left ventricular function and ST segment changes in acute myocardial infarction. British Heart Journal 1976; 38: 612-621.<br> 6. LePailleur, C. Intravenous trinitroglycerin during acute myocardial infarction with cardiac failure. Cooperative study of 68 patients. Nouvelle Presse Medicale 1979; 8: 257-260.<br> 7. Mikhailov, A.A.; Lazutin, V.K.; Zhelnow, V.V.; Simonov, V.I.;Giliarovsky, A.K.; Brown, D.K. Use of nitroglycerin during the acute period of myocardial infarction. Kardiologiya 1981; 21:65-69.</br></br></br></br></br></br></span></p> <h3>Infarto Agudo do Mioc&#xE1;rdio</h3> <p>Estudos prospectivos e randomizados<sup>1,2,3</sup> envolvendo 104 pacientes, foram realizados com infus&#xE3;o de Nitroglicerina durante 48 horas ou placebo iniciada entre as primeiras 18 horas do infarto agudo do mioc&#xE1;rdio.O objetivo era avaliar se a infus&#xE3;o prolongada de Nitroglicerina evitava a progress&#xE3;o da isquemia mioc&#xE1;rdica.</p> <p>A an&#xE1;lise retrospectiva dos grupos de pacientes evidenciou que de acordo com a fase precoce ou tardia do tratamento apenas nos pacientes em que a Nitroglicerina foi iniciada com menos de 10 horas ap&#xF3;s o desencadeamento da dor ocorreu melhor resposta da fra&#xE7;&#xE3;o de eje&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>A avalia&#xE7;&#xE3;o da extens&#xE3;o do infarto do mioc&#xE1;rdio realizada atrav&#xE9;s de doses seriadas de CPK mostrou que a inj&#xFA;ria miocardica foi menos frequente no grupo Nitroglicerina tratado precocemente(8%) que o grupo tratado tardiamente (26%) ou nos 2 grupos que receberam placebo (33% e 18%).<sup>1</sup></p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong><strong>:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Flaherty, J.T.; Becker, L.D.; Weisfeldt, M.L.; Weiss, J.L.; Gerstenblith, G.; Kaltman, C.H. and Bulkley, B.H. Results of a prospective randomized clinical trial of intravenous nitroglycerin in acute myocardial infarction. Circulation 1980; 62 (Supplement 111): 111-82.<br> 2. Flaherty, J.T.; Bulkley, B.H.; Weisfeldt, M.L.; Weiss, J.L.; Gerstenblith, G.; Kallman, C.; Becker, L.C. Importance of early administration of intravenous nitroglycerin to preserve ischemic myocardium. Amer J Cardiol 1981; 47: 490.<br> 3. Flaherty, J.T.; Becker, L.C.; Bulkley, B.H.; Weiss, J.L.; Gerstenblith, G.; Kallman, C.H.; Silverman, K.J.; Wei, J.Y.; Pitt, B.; Weisfeldt, M.L. A randomised prospective trial of intravenous nitroglycerin in patients with acute myocardial infarction. Circulation 1983; 68: 576-588.</br></br></span></p> <h3>Angina <em>pectoris </em> </h3> <p>Estudo aberto realizado em casos de angina inst&#xE1;vel n&#xE3;o responsivos com nitrato oral, betabloqueadores ou bloqueador de canal de c&#xE1;lcio com infus&#xE3;o de Nitroglicerina em infus&#xE3;o cont&#xED;nua apresentaram al&#xED;vio da dor completa ou parcial variando de 36 a 100%.1 Em todos os estudos cl&#xED;nicos a taxa de infus&#xE3;o foi ajustada de acordo com a resposta individual do paciente atrav&#xE9;s do al&#xED;vio da dor, redu&#xE7;&#xE3;o da press&#xE3;o arterial sist&#xF3;lica a um valor pr&#xE9;-determinado<sup>2,3,4</sup>), dose m&#xE1;xima atingida<sup>5</sup> ou presen&#xE7;a de rea&#xE7;&#xF5;es adversas.1,2,5,6A taxa de infus&#xE3;o final variou de 47 a 152 mcg/min entre os in&#xFA;meros estudos e devido &#xE0; grande variabilidade individual dos pacientes. A dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento variou de 3 a 7 dias.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong><strong>:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Kaplan, K.; Davison, R.; Parker, M.; Przybylek, J.; Teagarden, J.R.; Lesch, M. Intravenous nitroglycerin for the treatment of angina at rest unresponsive to standard nitrate therapy. Amer J Cardiol 1983; 51: 694-698.<br> 2. DePace. N.L.; Herling, I.M.; Kotler, M.N.; Hakki, A.H.; Spielmann. S.R.; Segal, B.L. Intravenous nitroglycerin for rest angina. Potential pathophysiologic mechanisms of action. Archives of Internal Medicine 1982; 142: 1806-1809.<br> 3. Mikolich, J.R.; Nicoloff, N.B.; Robinson, P.H. and Logue, R.B. Relief of refractory angina with continuous intravenous infusion of nitroglycerin. Chest 1980; 77: 375-379.<br> 4. Roubin, G.S.; Harris, P.J.: Eckhardt, I.; Hensley, W. and Kelly, D.T. Intravenous nitroglycerine in refractory unstable angina pectoris. Australian and New Zealand Journal of Medicine 1982; 12: 598-602.<br> 5. Dauwe. F.: Affaki, G.; Waters, D.D.; Theroux, P.; Mizgala, H.F. Intravenous nitroglycerin in refractory unstable angina. Amer J Cardiol 1979; 43: 416.<br> 6. Kaplan, J.A. Nitroglycerin for the treatment of hypertension during coronary artery surgery; in Robinson and Kaplan (Eds) The International Symposium on the Clinical use of Tridil, Intravenous Nitroglycerin pp. 26-34 (The Medicine Publishing Foundation, Oxford 1982).</br></br></br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <p>O Nitroglicerina &#xE9; quimicamente intitulado como 1,2,3-trinitrato de propanotriol, e, genericamente denominado Nitroglicerina.</p> <p>Nitroglicerina &#xE9; um vasodilatador coronariano de a&#xE7;&#xE3;o direta que produz um relaxamento da musculatura lisa. Est&#xE1; tamb&#xE9;m indicado para controle da hipertens&#xE3;o arterial perioperat&#xF3;ria, para produzir hipotens&#xE3;o controlada durante interven&#xE7;&#xF5;es cir&#xFA;rgicas, para tratar de emerg&#xEA;ncias hipertensivas, e para tratar a insufici&#xEA;ncia card&#xED;aca congestiva associada com infarto do mioc&#xE1;rdio. Nitroglicerina tamb&#xE9;m tem sido utilizada para tratar a hipertens&#xE3;o pulmonar.</p> <p>Apesar da predomin&#xE2;ncia dos efeitos a n&#xED;vel venoso, a Nitroglicerina produz dilata&#xE7;&#xE3;o, tanto a n&#xED;vel arterial como a n&#xED;vel venoso, em rela&#xE7;&#xE3;o direta com a dose.</p> <p>J&#xE1; a administra&#xE7;&#xE3;o de Nitroglicerina, na forma de solu&#xE7;&#xE3;o injet&#xE1;vel, permite a obten&#xE7;&#xE3;o r&#xE1;pida de altas concentra&#xE7;&#xF5;es de Nitroglicerina na circula&#xE7;&#xE3;o sist&#xEA;mica e pronto in&#xED;cio da terapia, principalmente no tratamento urgente da insufici&#xEA;ncia card&#xED;aca congestiva e da isquemia aguda.</p> <h3>Mecanismo de A&#xE7;&#xE3;o</h3> <p>Semelhante a outros nitritos e nitratos org&#xE2;nicos, a Nitroglicerina &#xE9; convertida em &#xF3;xido n&#xED;trico (NO), um radical reativo livre. O &#xF3;xido n&#xED;trico, composto ativo intermedi&#xE1;rio comum a todos os agentes desta classe, ativa a enzima guanilato ciclase, estimulando a s&#xED;ntese de guanosina 3 &apos;, 5&apos;-monofosfato c&#xED;clico (GMPc). Este segundo mensageiro, em seguida, ativa uma s&#xE9;rie de fosforila&#xE7;&#xF5;es de <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/proteinas/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">prote&#xED;nas</a> quinase dependente nas c&#xE9;lulas do m&#xFA;sculo liso, o que resulta na desfosforila&#xE7;&#xE3;o da cadeia leve da miosina de fibras musculares lisas e posterior libera&#xE7;&#xE3;o de &#xED;ons de c&#xE1;lcio. O estado contr&#xE1;til do m&#xFA;sculo liso &#xE9; normalmente mantido por uma cadeia leve de miosina fosforilada (estimulada por um aumento de &#xED;ons de c&#xE1;lcio).</p> <p>Assim, o nitrito ou nitrato induzido por desfosforila&#xE7;&#xE3;o da cadeia de miosina emite sinais a c&#xE9;lula para libera&#xE7;&#xE3;o de c&#xE1;lcio, e assim, relaxar as c&#xE9;lulas musculares lisas e produzir vasodilata&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>Acredita-se que os nitratos regulam a rela&#xE7;&#xE3;o de oferta e consumo de oxig&#xEA;nio pelo mioc&#xE1;rdio atrav&#xE9;s da redu&#xE7;&#xE3;o da press&#xE3;o arterial sist&#xEA;mica e press&#xE3;o arterial pulmonar (p&#xF3;s-carga) e redu&#xE7;&#xE3;o do d&#xE9;bito card&#xED;aco secund&#xE1;ria &#xE0; dilata&#xE7;&#xE3;o perif&#xE9;rica. Nitratos relaxam os vasos venosos perif&#xE9;ricos diminuindo o retorno venoso para o cora&#xE7;&#xE3;o, reduzindo a pr&#xE9;-carga. Nitratos reduzem a press&#xE3;o arterial e venosa, resultando em uma redu&#xE7;&#xE3;o da tens&#xE3;o na parede ventricular esquerda durante a s&#xED;stole, o que diminui a p&#xF3;s-carga. Assim, o nitrato induz e aumenta a vasodilata&#xE7;&#xE3;o venosa e diminui a capacidade de resist&#xEA;ncia das arter&#xED;olas, reduzindo a pr&#xE9; e a p&#xF3;s-carga e a redu&#xE7;&#xE3;o da demanda de oxig&#xEA;nio card&#xED;aco.</p> <p>O fluxo sangu&#xED;neo coronariano total pode ser aumentado por nitritos e nitratos em pacientes com cora&#xE7;&#xE3;o normal, mas em pacientes com isquemia, a Nitroglicerina n&#xE3;o aumenta o fluxo sangu&#xED;neo coronariano total, apenas redistribui o sangue para &#xE1;reas isqu&#xEA;micas. Este efeito &#xE9; provavelmente devido &#xE0; dilata&#xE7;&#xE3;o preferencial do f&#xE1;rmaco dos vasos da circula&#xE7;&#xE3;o coron&#xE1;ria, que, na presen&#xE7;a de doen&#xE7;a ateroscler&#xF3;tica coronariana, redireciona a distribui&#xE7;&#xE3;o do suprimento sangu&#xED;neo coronariano para &#xE1;reas isqu&#xEA;micas.</p> <p>Nitratos causam um aumento transit&#xF3;rio da frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca e contratilidade mioc&#xE1;rdica, que normalmente aumentaria o consumo de oxig&#xEA;nio pelo mioc&#xE1;rdio, mas o nitrato diminui a tens&#xE3;o da parede ventricular resultando em uma redu&#xE7;&#xE3;o na demanda&amp;nbsp;de oxig&#xEA;nio pelo mioc&#xE1;rdio e melhora da angina <em>pectoris</em>. Al&#xE9;m disso, a Nitroglicerina relaxa todos os outros tipos de m&#xFA;sculo liso, incluindo a musculatura lisa br&#xF4;nquica, biliar, gastrintestinal, uretral e uterina. Nitritos e nitratos s&#xE3;o antagonistas funcionais da acetilcolina, noradrenalina e histamina.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <p>O volume de distribui&#xE7;&#xE3;o de Nitroglicerina &#xE9; de cerca de 3L/kg e a Nitroglicerina &#xE9; eliminada deste volume a taxas extremamente r&#xE1;pidas, apresentando meia-vida s&#xE9;rica de cerca de 3 minutos. Taxas de depura&#xE7;&#xE3;o observadas (perto de 1 L/kg/min) excedem em muito o fluxo sangu&#xED;neo hep&#xE1;tico; os locais conhecidos do metabolismo extra-hep&#xE1;tico incluem os gl&#xF3;bulos vermelhos e as paredes vasculares.</p> <p>Os metab&#xF3;litos de Nitroglicerina, 1,3 - e 1,2-dinitrato de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/glicerina/bula\" target=\"_blank\">glicerina</a>, apresentam meia-vida de cerca de 40 minutos e s&#xE3;o excretados pelos rins. Os dinitratos s&#xE3;o vasodilatadores menos eficazes que a Nitroglicerina, mas s&#xE3;o mais duradouros no soro, e sua contribui&#xE7;&#xE3;o para o efeito geral dos nas infus&#xF5;es de longa dura&#xE7;&#xE3;o da Nitroglicerina n&#xE3;o &#xE9; conhecida. Os dinitratos s&#xE3;o posteriormente metabolizados para mononitratos (n&#xE3;o vasoativos) e, por fim, para glicerol e di&#xF3;xido de carbono.</p></hr>"}

5mg/mL, caixa com 1 ampola com 10mL de solução de uso intravenoso (embalagem hospitalar)

Princípio ativo
:
Nitroglicerina
Classe Terapêutica
:
Nitritos e Nitratos
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Venda Sob Prescrição Médica)
Categoria
:
Sistema Cardiovascular (Circulação)
Especialidade
:
Cardiologia

Bula do medicamento

Tridil, para o que é indicado e para o que serve?

Este medicamento é indicado para o tratamento de hipertensão perioperatória; para controle de insuficiência cardíaca congestiva, no ajuste do infarto agudo do miocárdio, para tratamento de angina pectoris em pacientes que não respondem à nitroglicerina sublingual e betabloqueadores e para indução de hipotensão intraoperatória.

Como o&nbsp;Tridil funciona?

{"tag":"hr","value":" <p>O Tridil<sup>&#xAE;</sup>, &#xE9; um medicamento chamado de vasodilatador porque dilata os vasos sangu&#xED;neos do corpo. Este medicamento &#xE9; utilizado para baixar a press&#xE3;o arterial, melhorar a circula&#xE7;&#xE3;o do sangue no cora&#xE7;&#xE3;o em casos de <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/dor-no-peito/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">dor no peito</a>, infarto do cora&#xE7;&#xE3;o ou insufici&#xEA;ncia card&#xED;aca.</p> <p>Ele &#xE9; administrado na veia atrav&#xE9;s de uma bomba de infus&#xE3;o (aparelho que controla o tempo de infus&#xE3;o do medicamento) e apenas um m&#xE9;dico pode indicar o seu uso e somente um profissional de sa&#xFA;de deve administr&#xE1;-lo no paciente devido ao risco de queda abrupta da press&#xE3;o arterial quando administrado em doses elevadas ou em doses que n&#xE3;o s&#xE3;o toleradas pelo paciente. Este medicamento apresenta a&#xE7;&#xE3;o r&#xE1;pida al&#xE9;m de permitir um ajuste controlado da dose ao ser administrado na veia, ou seja, a dose &#xE9; ajustada de acordo com a resposta cl&#xED;nica que o paciente apresentar garantindo maior seguran&#xE7;a de uso em casos de rea&#xE7;&#xF5;es adversas. Por isso, o medicamento &#xE9; administrado em hospitais para que o profissional de sa&#xFA;de possa monitorar os sinais vitais (press&#xE3;o arterial, frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca) e tratar uma situa&#xE7;&#xE3;o de emerg&#xEA;ncia caso ela ocorra.</p> "}

Quais as contraindicações do Tridil?

São extremamente raras as reações alérgicas aos nitratos orgânicos, mas existem.

O Tridil® é contraindicado em:

  • <li>Pacientes al&#xE9;rgicos &#xE0; nitroglicerina ou aos componentes da f&#xF3;rmula;</li> <li>Uso associado com inibidores de fosfodiesterase-5 (PDE-5) como sildenafila, <a href="https://consultaremedios.com.br/tadalafila/bula" target="_blank">tadalafila</a>, vardenafila ou lodenafila;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/b/glaucoma-angulo-fechado" target="_blank"/><a href="https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-glaucoma-sintomas-tratamento-causas-e-mais/" rel="noopener" target="_blank">Glaucoma</a> de &#xE2;ngulo fechado;</li> <li>Traumatismo craniano ou hemorragia cerebral (por eleva&#xE7;&#xE3;o da press&#xE3;o intracraniana);</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/doencas-do-sangue/anemia/c" target="_blank">Anemia</a> severa;</li> <li>Hipotens&#xE3;o;</li> <li>Hipovolemia n&#xE3;o corrigida;</li> <li>Circula&#xE7;&#xE3;o cerebral inadequada;</li> <li>Pacientes com tamponamento peric&#xE1;rdico (ac&#xFA;mulo de liquido no peric&#xE1;rdio), cardiomiopatia restritiva (doen&#xE7;a do cora&#xE7;&#xE3;o) ou pericardite (inflama&#xE7;&#xE3;o no peric&#xE1;rdio) constritiva, pois o d&#xE9;bito card&#xED;aco &#xE9; dependente do retorno venoso.</li>

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Como usar o Tridil?

Observação: Não se destina à injeção intravenosa direta.

O Tridil® é um fármaco concentrado, que deve ser diluído antes de sua infusão em Dextrose (5%) para injeção ou Cloreto de Sódio (0,9%) para injeção. O Tridil® não deve ser misturado com outros fármacos.

Diluição inicial

Transferir assepticamente o conteúdo de uma ampola de Tridil® (contendo 25 ou 50 mg de nitroglicerina para um frasco de vidro de 500 mL com Dextrose (5%) para injeção ou Cloreto de sódio (0,9%) para injeção. Isto leva a uma concentração de 50 mcg/mL, ou 100 mcg/mL. A diluição de 5 mg de Tridil® em 100 mL dará também uma concentração final de 50 mcg/mL.

Diluição de Manutenção

É importante considerar os requisitos de fluidos dos pacientes, assim como a duração esperada de infusão, na seleção da diluição apropriada de Tridil® (nitroglicerina). Após a titulação da dose inicial, a concentração da solução poderá ser aumentada, se necessário, para limitar os fluidos dados ao paciente. A concentração de Tridil®&nbsp;não deve exceder 400 mcg/mL. Ver a tabela a seguir.

Se a concentração for ajustada, é necessário lavar ou substituir o equipo de infusão antes de uma nova concentração ser utilizada.

Se o equipo não for lavado ou substituído, pode levar minutos a horas, dependendo do índice de fluxo e o espaço morto do equipo, para a nova concentração ser administrada ao paciente.

Inverter o frasco de vidro com a solução diversas vezes, para assegurar diluição uniforme do Tridil®. Quando armazenado em recipientes de vidro, a solução diluída fica física e quimicamente estável por até 48 horas, à temperatura ambiente, e até por sete dias, sob refrigeração.

A dose é afetada pelo tipo de recipiente e o equipo de administração usado.

Embora a faixa de dose inicial usual para adultos relatados em estudos clínicos seja de 25 mcg/minuto ou mais, estes estudos usaram equipos de administração de PVC.

O uso de tubulação não-absorvente resultará na necessidade de doses reduzidas.

Se uma bomba de infusão peristáltica for usada, o equipo de administração apropriado deve possuir uma câmara de gotejamento que forneça aproximadamente 60 microgotas/mL. A tabela de diluição e administração de Tridil® pode ser usada para calcular a diluição e índice de fluxo de nitroglicerina em microgotas/minuto para atingir a taxa de administração de nitroglicerina desejada. Em geral, inicia-se com uma dose de 5 – 10 mcg/minuto, podendo ser aumentada progressivamente de acordo com a resposta clínica do paciente em relação as metas predeterminadas para cada situação clínica.

Se uma bomba de infusão volumétrica for utilizada, um equipo conector de bomba de infusão volumétrica deve ser utilizado. A tabela de diluição e administração de Tridil® ainda pode ser usada; no entanto, o índice do fluxo será determinado diretamente pela bomba de infusão, independentemente do tamanho da gota das câmaras de gotejamento adequadas ao equipo. Assim, a referência a “microgotas / min” não é aplicável, e o índice de fluxo correspondente em mL/ h, deve ser utilizado para determinar os ajustes da bomba de infusão.

Alguns pacientes com pressão de enchimento ventricular esquerdo normal ou baixa, ou pressão capilar pulmonar (ex: pacientes anginosos sem outras complicações) podem ser hipersensíveis aos efeitos do Tridil®, e podem responder inteiramente às doses, de até 5 mcg/minuto. Estes pacientes requerem titulação especialmente cuidadosa e monitoração.

Não há uma dose ótima fixada para o Tridil®. Devido às variações nas respostas individuais ao fármaco, cada paciente deve ser&nbsp;titulado segundo o nível desejado de função hemodinâmica. Portanto, a monitoração contínua de parâmetros fisiológicos (ou seja, pressão arterial e frequência cardíaca em todos os pacientes, e outras medidas, como pressão capilar pulmonar, quando apropriadas) deve ser realizada para se ter a dose correta. A pressão arterial sistêmica adequada e a pressão de perfusão coronariana devem ser mantidas.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Tridil?

{"tag":"hr","value":" <p>Uma vez que este medicamento &#xE9; administrado por um profissional da sa&#xFA;de em ambiente hospitalar n&#xE3;o dever&#xE1; ocorrer esquecimento do seu uso. Este medicamento &#xE9; utilizado sob demanda (necessidade do paciente) de acordo com crit&#xE9;rio cl&#xED;nico.</p> <p><strong>Em caso de d&#xFA;vidas, procure orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico ou de seu m&#xE9;dico, ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> "}

Quais cuidados devo ter ao usar o Tridil?

Tridil® é destinado apenas para uso intravenoso. Não administrar por injeção intravenosa direta. Deve ser diluído em glicose&nbsp;(5%) ou cloreto de sódio (0,9%) antes da realização da infusão. O equipo usado para infusão pode influenciar na quantidade de nitroglicerina administrada ao paciente e requer atenção para a resposta clínica.

A amplificação dos efeitos vasodilatadores de nitroglicerina pelo uso de sildenafila pode resultar em hipotensão grave. Não foram estudados cuidados de suporte apropriados para esta interação, mas parece razoável iniciar o tratamento da mesma forma que uma overdose de nitrato, com elevação das extremidades e com expansão de volume.

Pode haver ocorrência de grave hipotensão e choque, mesmo com pequenas doses de Tridil®. Este medicamento, portanto, deve ser usado com cuidado nos pacientes que possam ter depleção de volume ou que, por qualquer razão, sejam já hipotensos. A hipotensão induzida por nitroglicerina pode ser acompanhada de bradicardia (batimento cardíaco lento) paradoxal e maior angina pectoris (dor severa com uma sensação de constrição do coração).

A terapia com nitratos poderá agravar a angina provocada pela cardiomiopatia hipertrófica.

Em trabalhadores industriais que tiveram exposição a longo prazo a doses desconhecidas (presumivelmente elevadas) de nitratos orgânicos, a tolerância ocorreu de forma clara. Ocorreu dor no peito, infarto agudo do miocárdio, e até mesmo morte súbita durante a retirada temporária de nitratos de estes trabalhadores, o que demonstra a existência de dependência física verdadeira.

Em vários estudos clínicos, a nitroglicerina foi administrada em pacientes com angina pectoris, durante 12 horas contínuas.

Observou-se um aumento da frequência de crises de angina, em um número pequeno de pacientes durante intervalos sem nitratos, e os pacientes demonstraram rebote hemodinâmico e diminuição da tolerância ao exercício. Não é conhecida a importância dessas observações para a rotina e uso clínico da nitroglicerina intravenosa.

As concentrações menores de nitroglicerina aumentam a precisão potencial de dose, mas estas concentrações aumentam o volume total de fluidos que devem ser administrados ao paciente. A carga total de fluido pode ser um aspecto dominante em pacientes que tem função cardíaca, hepática ou renal comprometida.

As infusões de nitroglicerina somente devem ser administradas através de uma bomba que possa manter uma velocidade controlada de infusão.

Não foi estudada a injeção intracoronariana de nitroglicerina.

Evitar o uso associado com inibidores da fosfodiesterase-5 como a sildenafila, tadalafila, vardenafila ou lodenafila.

Testes Laboratoriais

Devido ao conteúdo de propilenoglicol na nitroglicerina intravenosa, os ensaios de triglicérides séricos que dependem de glicerol oxidase podem dar resultados elevados falsos, em pacientes que recebem esta medicação.

Carcinogênese, Mutagênese e Comprometimento da Fertilidade

Estudos de carcinogênese animal com nitroglicerina injetável não foram realizados.

A nitroglicerina foi fracamente mutagênica em testes de Ames executados em dois laboratórios diferentes.

Não houve evidência de mutagenicidade em um ensaio letal dominante in vivo com ratos tratados com doses de até 363 mg/kg/dia ou em teste citogenético in vitro em tecidos de ratos e cães.

Em um estudo de reprodução com 3 gerações realizado em ratos, não houve evidência clara de teratogenicidade.

Gravidez: Categoria de Risco C

Estudos de teratogenicidade animal não foram conduzidos com injeção de nitroglicerina.

Não há estudos controlados e adequados em mulheres grávidas. A nitroglicerina somente deve ser administrada a uma mulher grávida quando os potenciais benefícios sejam superiores aos riscos e se claramente necessário.

O médico deverá ser imediatamente comunicado em caso de gravidez, durante o uso do medicamento.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Lactantes

Não se sabe se a nitroglicerina é excretada no leite humano. Deve-se ter cautela ao administrar Tridil® a uma lactante.

Uso Pediátrico

Não foi estabelecida a segurança e eficácia em crianças.

Cuidados

A nitroglicerina migra prontamente por muitos plásticos, inclusive o cloreto de polivinila (PVC), plásticos normalmente usados em equipos para aplicação intravenosa. Devido ao problema da absorção de nitroglicerina por um tubo de cloreto de polivinila (PVC), a injeção de nitroglicerina deve ser usada com um tubo de infusão de menor absorção (isto é, tubo não-PVC) disponível, administrado pelo profissional de saúde em ambiente hospitalar.

O produto deve ser administrado de acordo com a orientação dada pelo médico e somente ele deverá recomendar a sua interrupção.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Tridil?

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):

Tontura, cefaleia severa.

Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento):

Hipotensão, hipertensão de rebote, síncope.

Reação muito rara (ocorre em < 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento):

Metemoglobinemia.

Reações adversas com frequências desconhecidas:

Sem informações detalhadas:

Bradiarritmia, aumento do volume plasmático, cefaleia, taquifilaxia, angina instável, enxaqueca sem aura (mais suscetível em infusão de nitroglicerina do que pacientes com episódios de cefaleia tensional), reação anafilactoide.

Relato de caso:

Ectasia de artéria coronária em conjunto com precordialgia persistente, acidose láctica,&nbsp;hiperosmolaridade, coma, trombocitopenia, gota (articular), paralisia do nervo abducente, aumento da pressão intracraniana, Doença de Wernicke (encefalopatia), nitroglicerina associada com intoxicação por etanol e propilenoglicol, angina pectoris (precordialgia persistente, elevação do segmento ST, piora da angina e novas alterações nas ondas T), acidente isquêmico transitório (AIT), bradiarritmia.

Eventos adversos graves:

Reação anafilactoide, aumento da pressão intracraniana e metemoglobinemia.

Reações adversas identificadas durante período de pós-comercialização:

Flebite e urticária.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

Qual a composição do Tridil?

Cada mL contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center; width:653px\">Nitroglicerina</td> <td style=\"text-align:center; width:590px\">5 mg</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:653px\">Ve&#xED;culo est&#xE9;ril qsp</td> <td style=\"text-align:center; width:590px\">1 mL</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Veículo: álcool etílico, propilenoglicol e água para injetáveis.

A solução é estéril, apirogênica e não explosiva.

Apresentação do&nbsp;Tridil

{"tag":"hr","value":" <h3>Solu&#xE7;&#xE3;o injet&#xE1;vel 5mg/mL</h3> <ul> <li>Caixa com 1 e 10 ampolas de 5 mL;</li> <li>Caixa com 1 e 10 ampolas de 10 mL.</li> </ul> <p><strong>Uso adulto.</strong></p> <p><strong>Uso intravenoso n&#xE3;o direto. </strong></p> <p><strong>Diluir antes do uso.</strong></p> "}

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Tridil maior do que a recomendada?

Os efeitos nocivos da nitroglicerina podem ser caracterizados por manifestações sistêmicas, inclusive o aumento da pressão intracraniana seguida de cefaleia persistente, tonturas e febre moderada, vertigem, palpitação, distúrbios visuais, náusea e vômitos (possivelmente com cólica e até mesmo diarreia sanguinolenta); síncope (especificamente na postura ereta); falta de ar e dispneia, posteriormente seguida de menor esforço ventilatório; diaforese com pele ruborizada ou fria e pegajosa; bloqueio cardíaco e bradicardia, paralisia, coma, desmaios e óbito.

Não há disponibilidade de qualquer dado sobre manobras fisiológicas (ex:,manobras para mudança de pH da urina), que possam acelerar a eliminação de nitroglicerina e seus metabólitos ativos. Similarmente, caso houver, não se sabe qual destas substâncias podem normalmente ser removidas do organismo por hemodiálise. Não se conhece nenhum antagonista específico aos efeitos vasodilatadores da nitroglicerina e nenhuma intervenção foi submetida a estudo controlado, como a terapia de nitroglicerina em superdose. A elevação dos membros inferiores do paciente poderá ser suficiente, mas a infusão intravenosa de expansores volêmicos, poderá ser também necessária.

O uso de epinefrina ou outros vasoconstritores neste quadro tem probabilidade de ser mais prejudicial do que benéfico.

Metahemoglobinemia

Íons nitratos liberados durante o metabolismo da nitroglicerina podem oxidar a hemoglobina em metahemoglobina.

Níveis de metahemoglobina são analisáveis na maioria dos laboratórios clínicos. Deve-se suspeitar do diagnóstico em pacientes que apresentam sinais de redução da oferta de oxigênio, apesar do débito cardíaco e pO2 arterial estarem adequados.

Normalmente, o sangue metahemoglobinêmico é descrito como castanho-chocolate sem mudança de cor com exposição ao ar.

Quando a metahemoglobinemia é diagnosticada, o tratamento de escolha é o azul de metileno a 1 a 2 mg/kg por via intravenosa.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou a bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Tridil com outros remédios?

Os efeitos de vasodilatação da nitroglicerina podem ser aditivos aos de outros vasodilatadores.

A administração de infusões de nitroglicerina através do mesmo conjunto de infusão que o de sangue pode resultar em pseudoaglutinação (aglomerado de células sanguíneas, eritrócitos, que podem ser dispersos pela agitação) e hemólise (destruição de células sanguíneas, hemácias). De forma mais geral, a nitroglicerina em dextrose a 5% ou cloreto de sódio a 0,9% não deve ser misturada com qualquer outra medicação, de qualquer espécie.

A nitroglicerina intravenosa pode interferir com o efeito anticoagulante da heparina. A terapia concomitante com heparina deve ser orientada por frequentes avaliações do tempo de tromboplastina parcial ativada (tempo gasto para ocorrer à coagulação do plasma).

Alteplase

A nitroglicerina pode diminuir a concentração sérica de alteplase.

Diazóxido

Pode potencializar o efeito hipotensor dos anti-hipertensivos.

Metilfenidato

Pode diminuir o efeito hipotensor dos anti-hipertensivos.

Inibidores de Fosfodiesterase-5

Podem potencializar o efeito vasodilatador dos nitratos.

Análogos da Prostaciclina

Pode potencializar o efeito hipotensor dos anti-hipertensivos.

Rituximabe

Os anti-hipertensivos podem potencializar o efeito hipotensor do rituximabe.

Rosiglitazona

Os nitratos podem potencializar o efeito adverso da rosiglitazona especificamente o maior risco de isquemia miocárdica.

Álcool

Pode aumentar o efeito hipotensor da nitroglicerina.

Fitoterápicos

Os fitoterápicos com propriedade hipotensora podem acentuar o efeito dos anti-hipertensivos como, por exemplo, o gengibre, ginseng, cola, alcaçuz, quinino.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Qual a ação da substância do Tridil (Nitroglicerina)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Hipertens&#xE3;o perioperat&#xF3;ria</h3> <p>A Nitroglicerina &#xE9; utilizada efetivamente na preven&#xE7;&#xE3;o e controle da hipertens&#xE3;o e diminui&#xE7;&#xE3;o do consumo de oxig&#xEA;nio pelo mioc&#xE1;rdio quando administrada antes<sup>1,2</sup>, durante<sup>3,4,5,6</sup> e ap&#xF3;s cirurgia de revasculariza&#xE7;&#xE3;o mioc&#xE1;rdica<sup>7,8</sup> e tamb&#xE9;m em outros estudos cl&#xED;nicos<sup>6,9</sup> atrav&#xE9;s de infus&#xE3;o intravenosa na dose m&#xE9;dia de 0,8 a 2,1 mcg/kg/min.</p> <p>Em doses de 32 a 300 mcg/minuto por via intravenosa, a Nitroglicerina produziu uma redu&#xE7;&#xE3;o significativa (20 a 40%) da press&#xE3;o arterial sist&#xF3;lica, press&#xE3;o capilar pulmonar, resist&#xEA;ncia vascular sist&#xEA;mica, press&#xE3;o venosa central e em muitos estudos a press&#xE3;o da art&#xE9;ria pulmonar e resist&#xEA;ncia vascular pulmonar. A diminui&#xE7;&#xE3;o da pr&#xE9; e p&#xF3;s-carga n&#xE3;o foi acompanhada por altera&#xE7;&#xF5;es significativas na frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca, &#xED;ndice card&#xED;aco e &#xED;ndice de volume sist&#xF3;lico.<sup>10</sup></p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong><strong>:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Kaye, S.E.: Dimai, W. and Gattiker, R. Intravenous nitroglycerin during surgery for coronary artery disease. Anaesth Intens Care. 1981; 9: 247-254.<br> 2. Sethna, D.H.; Moffitt, E.A.; Bussell, J.A.; Raymond, M.J.; Matloff, J.M.; Gray, R,J.: Intravenous nitroglycerin and myocardial metabolism during anesthesia in patients undergoing myocardial revascularization. Anesth Analg l982a; 61: 828-833.<br> 3. Bale, R.; Powles, A.; Wyatt, R. I.V. glyceryl trinitrate: Haemodynamic effects and clinical use in cardiac surgery. Brit J Anaesth. 1982; 54: 297-301.&amp;nbsp;<br> 4. Franke, N.: Schmucker, P.; van Ackern, K.; Kreuzer, E.; Reichart, B. Control of afterload by intravenous nitroglycerin in patients undergoing myocardial revascularization. Anaesthetist. 1979; 28: 484-488.<br> 5.Kaplan, J.A. and Jones, E.L. Vasodilator therapy during coronary artery surgery. Comparison of nitroglycerin and nitroprusside. J Thoracic Cardiovasc Surg. 1979; 77:301-309.<br> 6. Tobias, M.A. Comparison of nitroprusside and nitroglycerine for controlling hypertension during coronary artery surgery. Brit J Anaesth. 1981; 53: 891-896.<br> 7. Flaherty, J.T.; Magee, P.A.; Gardner, T.L.; Potter, A. and MacAllister, N.P. Comparison of intravenous nitroglycerin and sodium nitroprusside for treatment of acute hypertension developing after coronary artery bypass surgery. Circulation 1982a; 65: 1072-1077.<br> 8. Stinson. E.B.: Holloway, E.L.; Derby, G.; Oyer, P.E.; Hollingsworth, J.: Griepp, R.B.; Harrison, D.C. Comparative hemodynamic responses to chlorpromazine, nitroprusside, nitroglycerin, and trimethaphan immediately&apos; after open heart operations. Circulation 1975; 51, 52 (Suppl. 1):1-26-33.<br> 9. Stengert, K.B.; Wilsey, B.L.; Hurley, E.J.; Grehl, T.M.; Lurie, A.J.;Klein, R.C.; Upjohn, L.R.: Incremental intravenous nitroglycerin for control of afterload during anesthesia in patients undergoing myocardial revascularization. Anaesthesist 1978a; 27: 223-227.<br> 10. Sorkin EM, Brodgen RN, Romankiewicz JA. Intravenous Glyceryl Trinitrate (Nitroglycerin) A review of its Therapeutic Efficacy. Drugs 1984;27: 45-80</br></br></br></br></br></br></br></br></br></span></p> <h3>Indu&#xE7;&#xE3;o de hipotens&#xE3;o intraoperat&#xF3;ria</h3> <p>Em um estudo aberto com 54 pacientes, Chestnut e cols avaliaram a efic&#xE1;cia da Nitroglicerina intravenosa na indu&#xE7;&#xE3;o de hipotens&#xE3;o intraoperat&#xF3;ria durante procedimentos neurocir&#xFA;rgicos. A press&#xE3;o arterial m&#xE9;dia foi mantida entre 50 a 90 mm Hg. Houve redu&#xE7;&#xE3;o de 47% da press&#xE3;o arterial m&#xE9;dia em 22 pacientes com aneurismas e malforma&#xE7;&#xE3;o arterio-venosas nos quais a dose de Nitroglicerina foi titulada para produzir um efeito normotensivo (press&#xE3;o arterial m&#xE9;dia entre 80 a 90 mm Hg).Os autores concluiram que a Nitroglicerina produziu uma hipotens&#xE3;o controlada r&#xE1;pida com r&#xE1;pido retorno ao n&#xED;vel press&#xF3;rico basal com a descontinua&#xE7;&#xE3;o do f&#xE1;rmaco.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong><strong>:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Chestnut. J.S.: Albin, M.S.: Gonzalez Abola_E., Newfield, P. and Maroon. J.C. Clinical evaluation of intravenous nitroglycerin for neurosurgery. J Neurosurg 1978; 48: 704-711</span></p> <h3>Controle da Insufici&#xEA;ncia Card&#xED;aca Congestiva</h3> <p>A infus&#xE3;o intravenosa de Nitroglicerina melhorou a fun&#xE7;&#xE3;o ventricular esquerda em pacientes com fal&#xEA;ncia ventricular esquerda p&#xF3;s-infarto agudo do mioc&#xE1;rdio<sup>1,2,3,4,5,6,7</sup> A taxa de infus&#xE3;o de 37 mcg/mL em 12 pacientes com fal&#xEA;ncia ventricular esquerda produziu uma redu&#xE7;&#xE3;o de 45% da press&#xE3;o de enchimento ventricular com apenas 7% de queda da press&#xE3;o arterial m&#xE9;dia . Na continua&#xE7;&#xE3;o deste estudo, a taxa de infus&#xE3;o m&#xE9;dia de Nitroglicerina de 57,3 mcg/min diminuiu a press&#xE3;o de enchimento ventricular esquerdo em 51%, press&#xE3;o arterial m&#xE9;dia em 17% e &#xED;ndice card&#xED;aco em 9%.<sup>4,5</sup></p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong><strong>:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Bussmann, W.D.; Schofen, H. and Kaltenbach, M. Effects of intravenous nitroglycerin on haemodynamics and ischemic injury in patients with acute myocardial infarction. European J Cardiol 1978; 8: 61-74.<br> 2. Class. J.J.; Bareiss. P.; Pasquali, J.L.; Meyer, R.; Weryha, A.; Storck, D.; Warter, J. Intravenous nitroglycerin as vasodilator therapy in acute myocardial infarction. Semaine des Hopifaux de Paris 1978; 54: 919-924.<br> 3. Derrida. J.P; Sal, R.; Chiche, P. Nitroglycerin infusion in acute myocardial infarction. New England J Medic 1977; 297: 336.<br> 4. Flaherty, J.T.; Reid, P.R.; Kelly, D.T.; Taylor, D.R.; Weisfeldt, M.L. and Pitt, B. Intravenous nitroglycerin in acute myocardial infarction. Circulation 1975; 51: 132-139.<br> 5. Flaherty, J.T.; Come, P.C.; Baird, M.G.; Rouleau, J.; Taylor, D.R.; Weisfeldt, M.L.; Greene, H.L.; Becker, L.C. and Pitt, B. Effects of intravenous nitroglycerin on left ventricular function and ST segment changes in acute myocardial infarction. British Heart Journal 1976; 38: 612-621.<br> 6. LePailleur, C. Intravenous trinitroglycerin during acute myocardial infarction with cardiac failure. Cooperative study of 68 patients. Nouvelle Presse Medicale 1979; 8: 257-260.<br> 7. Mikhailov, A.A.; Lazutin, V.K.; Zhelnow, V.V.; Simonov, V.I.;Giliarovsky, A.K.; Brown, D.K. Use of nitroglycerin during the acute period of myocardial infarction. Kardiologiya 1981; 21:65-69.</br></br></br></br></br></br></span></p> <h3>Infarto Agudo do Mioc&#xE1;rdio</h3> <p>Estudos prospectivos e randomizados<sup>1,2,3</sup> envolvendo 104 pacientes, foram realizados com infus&#xE3;o de Nitroglicerina durante 48 horas ou placebo iniciada entre as primeiras 18 horas do infarto agudo do mioc&#xE1;rdio.O objetivo era avaliar se a infus&#xE3;o prolongada de Nitroglicerina evitava a progress&#xE3;o da isquemia mioc&#xE1;rdica.</p> <p>A an&#xE1;lise retrospectiva dos grupos de pacientes evidenciou que de acordo com a fase precoce ou tardia do tratamento apenas nos pacientes em que a Nitroglicerina foi iniciada com menos de 10 horas ap&#xF3;s o desencadeamento da dor ocorreu melhor resposta da fra&#xE7;&#xE3;o de eje&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>A avalia&#xE7;&#xE3;o da extens&#xE3;o do infarto do mioc&#xE1;rdio realizada atrav&#xE9;s de doses seriadas de CPK mostrou que a inj&#xFA;ria miocardica foi menos frequente no grupo Nitroglicerina tratado precocemente(8%) que o grupo tratado tardiamente (26%) ou nos 2 grupos que receberam placebo (33% e 18%).<sup>1</sup></p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong><strong>:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Flaherty, J.T.; Becker, L.D.; Weisfeldt, M.L.; Weiss, J.L.; Gerstenblith, G.; Kaltman, C.H. and Bulkley, B.H. Results of a prospective randomized clinical trial of intravenous nitroglycerin in acute myocardial infarction. Circulation 1980; 62 (Supplement 111): 111-82.<br> 2. Flaherty, J.T.; Bulkley, B.H.; Weisfeldt, M.L.; Weiss, J.L.; Gerstenblith, G.; Kallman, C.; Becker, L.C. Importance of early administration of intravenous nitroglycerin to preserve ischemic myocardium. Amer J Cardiol 1981; 47: 490.<br> 3. Flaherty, J.T.; Becker, L.C.; Bulkley, B.H.; Weiss, J.L.; Gerstenblith, G.; Kallman, C.H.; Silverman, K.J.; Wei, J.Y.; Pitt, B.; Weisfeldt, M.L. A randomised prospective trial of intravenous nitroglycerin in patients with acute myocardial infarction. Circulation 1983; 68: 576-588.</br></br></span></p> <h3>Angina <em>pectoris </em> </h3> <p>Estudo aberto realizado em casos de angina inst&#xE1;vel n&#xE3;o responsivos com nitrato oral, betabloqueadores ou bloqueador de canal de c&#xE1;lcio com infus&#xE3;o de Nitroglicerina em infus&#xE3;o cont&#xED;nua apresentaram al&#xED;vio da dor completa ou parcial variando de 36 a 100%.1 Em todos os estudos cl&#xED;nicos a taxa de infus&#xE3;o foi ajustada de acordo com a resposta individual do paciente atrav&#xE9;s do al&#xED;vio da dor, redu&#xE7;&#xE3;o da press&#xE3;o arterial sist&#xF3;lica a um valor pr&#xE9;-determinado<sup>2,3,4</sup>), dose m&#xE1;xima atingida<sup>5</sup> ou presen&#xE7;a de rea&#xE7;&#xF5;es adversas.1,2,5,6A taxa de infus&#xE3;o final variou de 47 a 152 mcg/min entre os in&#xFA;meros estudos e devido &#xE0; grande variabilidade individual dos pacientes. A dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento variou de 3 a 7 dias.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong><strong>:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Kaplan, K.; Davison, R.; Parker, M.; Przybylek, J.; Teagarden, J.R.; Lesch, M. Intravenous nitroglycerin for the treatment of angina at rest unresponsive to standard nitrate therapy. Amer J Cardiol 1983; 51: 694-698.<br> 2. DePace. N.L.; Herling, I.M.; Kotler, M.N.; Hakki, A.H.; Spielmann. S.R.; Segal, B.L. Intravenous nitroglycerin for rest angina. Potential pathophysiologic mechanisms of action. Archives of Internal Medicine 1982; 142: 1806-1809.<br> 3. Mikolich, J.R.; Nicoloff, N.B.; Robinson, P.H. and Logue, R.B. Relief of refractory angina with continuous intravenous infusion of nitroglycerin. Chest 1980; 77: 375-379.<br> 4. Roubin, G.S.; Harris, P.J.: Eckhardt, I.; Hensley, W. and Kelly, D.T. Intravenous nitroglycerine in refractory unstable angina pectoris. Australian and New Zealand Journal of Medicine 1982; 12: 598-602.<br> 5. Dauwe. F.: Affaki, G.; Waters, D.D.; Theroux, P.; Mizgala, H.F. Intravenous nitroglycerin in refractory unstable angina. Amer J Cardiol 1979; 43: 416.<br> 6. Kaplan, J.A. Nitroglycerin for the treatment of hypertension during coronary artery surgery; in Robinson and Kaplan (Eds) The International Symposium on the Clinical use of Tridil, Intravenous Nitroglycerin pp. 26-34 (The Medicine Publishing Foundation, Oxford 1982).</br></br></br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <p>O Nitroglicerina &#xE9; quimicamente intitulado como 1,2,3-trinitrato de propanotriol, e, genericamente denominado Nitroglicerina.</p> <p>Nitroglicerina &#xE9; um vasodilatador coronariano de a&#xE7;&#xE3;o direta que produz um relaxamento da musculatura lisa. Est&#xE1; tamb&#xE9;m indicado para controle da hipertens&#xE3;o arterial perioperat&#xF3;ria, para produzir hipotens&#xE3;o controlada durante interven&#xE7;&#xF5;es cir&#xFA;rgicas, para tratar de emerg&#xEA;ncias hipertensivas, e para tratar a insufici&#xEA;ncia card&#xED;aca congestiva associada com infarto do mioc&#xE1;rdio. Nitroglicerina tamb&#xE9;m tem sido utilizada para tratar a hipertens&#xE3;o pulmonar.</p> <p>Apesar da predomin&#xE2;ncia dos efeitos a n&#xED;vel venoso, a Nitroglicerina produz dilata&#xE7;&#xE3;o, tanto a n&#xED;vel arterial como a n&#xED;vel venoso, em rela&#xE7;&#xE3;o direta com a dose.</p> <p>J&#xE1; a administra&#xE7;&#xE3;o de Nitroglicerina, na forma de solu&#xE7;&#xE3;o injet&#xE1;vel, permite a obten&#xE7;&#xE3;o r&#xE1;pida de altas concentra&#xE7;&#xF5;es de Nitroglicerina na circula&#xE7;&#xE3;o sist&#xEA;mica e pronto in&#xED;cio da terapia, principalmente no tratamento urgente da insufici&#xEA;ncia card&#xED;aca congestiva e da isquemia aguda.</p> <h3>Mecanismo de A&#xE7;&#xE3;o</h3> <p>Semelhante a outros nitritos e nitratos org&#xE2;nicos, a Nitroglicerina &#xE9; convertida em &#xF3;xido n&#xED;trico (NO), um radical reativo livre. O &#xF3;xido n&#xED;trico, composto ativo intermedi&#xE1;rio comum a todos os agentes desta classe, ativa a enzima guanilato ciclase, estimulando a s&#xED;ntese de guanosina 3 &apos;, 5&apos;-monofosfato c&#xED;clico (GMPc). Este segundo mensageiro, em seguida, ativa uma s&#xE9;rie de fosforila&#xE7;&#xF5;es de <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/proteinas/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">prote&#xED;nas</a> quinase dependente nas c&#xE9;lulas do m&#xFA;sculo liso, o que resulta na desfosforila&#xE7;&#xE3;o da cadeia leve da miosina de fibras musculares lisas e posterior libera&#xE7;&#xE3;o de &#xED;ons de c&#xE1;lcio. O estado contr&#xE1;til do m&#xFA;sculo liso &#xE9; normalmente mantido por uma cadeia leve de miosina fosforilada (estimulada por um aumento de &#xED;ons de c&#xE1;lcio).</p> <p>Assim, o nitrito ou nitrato induzido por desfosforila&#xE7;&#xE3;o da cadeia de miosina emite sinais a c&#xE9;lula para libera&#xE7;&#xE3;o de c&#xE1;lcio, e assim, relaxar as c&#xE9;lulas musculares lisas e produzir vasodilata&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>Acredita-se que os nitratos regulam a rela&#xE7;&#xE3;o de oferta e consumo de oxig&#xEA;nio pelo mioc&#xE1;rdio atrav&#xE9;s da redu&#xE7;&#xE3;o da press&#xE3;o arterial sist&#xEA;mica e press&#xE3;o arterial pulmonar (p&#xF3;s-carga) e redu&#xE7;&#xE3;o do d&#xE9;bito card&#xED;aco secund&#xE1;ria &#xE0; dilata&#xE7;&#xE3;o perif&#xE9;rica. Nitratos relaxam os vasos venosos perif&#xE9;ricos diminuindo o retorno venoso para o cora&#xE7;&#xE3;o, reduzindo a pr&#xE9;-carga. Nitratos reduzem a press&#xE3;o arterial e venosa, resultando em uma redu&#xE7;&#xE3;o da tens&#xE3;o na parede ventricular esquerda durante a s&#xED;stole, o que diminui a p&#xF3;s-carga. Assim, o nitrato induz e aumenta a vasodilata&#xE7;&#xE3;o venosa e diminui a capacidade de resist&#xEA;ncia das arter&#xED;olas, reduzindo a pr&#xE9; e a p&#xF3;s-carga e a redu&#xE7;&#xE3;o da demanda de oxig&#xEA;nio card&#xED;aco.</p> <p>O fluxo sangu&#xED;neo coronariano total pode ser aumentado por nitritos e nitratos em pacientes com cora&#xE7;&#xE3;o normal, mas em pacientes com isquemia, a Nitroglicerina n&#xE3;o aumenta o fluxo sangu&#xED;neo coronariano total, apenas redistribui o sangue para &#xE1;reas isqu&#xEA;micas. Este efeito &#xE9; provavelmente devido &#xE0; dilata&#xE7;&#xE3;o preferencial do f&#xE1;rmaco dos vasos da circula&#xE7;&#xE3;o coron&#xE1;ria, que, na presen&#xE7;a de doen&#xE7;a ateroscler&#xF3;tica coronariana, redireciona a distribui&#xE7;&#xE3;o do suprimento sangu&#xED;neo coronariano para &#xE1;reas isqu&#xEA;micas.</p> <p>Nitratos causam um aumento transit&#xF3;rio da frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca e contratilidade mioc&#xE1;rdica, que normalmente aumentaria o consumo de oxig&#xEA;nio pelo mioc&#xE1;rdio, mas o nitrato diminui a tens&#xE3;o da parede ventricular resultando em uma redu&#xE7;&#xE3;o na demanda&amp;nbsp;de oxig&#xEA;nio pelo mioc&#xE1;rdio e melhora da angina <em>pectoris</em>. Al&#xE9;m disso, a Nitroglicerina relaxa todos os outros tipos de m&#xFA;sculo liso, incluindo a musculatura lisa br&#xF4;nquica, biliar, gastrintestinal, uretral e uterina. Nitritos e nitratos s&#xE3;o antagonistas funcionais da acetilcolina, noradrenalina e histamina.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <p>O volume de distribui&#xE7;&#xE3;o de Nitroglicerina &#xE9; de cerca de 3L/kg e a Nitroglicerina &#xE9; eliminada deste volume a taxas extremamente r&#xE1;pidas, apresentando meia-vida s&#xE9;rica de cerca de 3 minutos. Taxas de depura&#xE7;&#xE3;o observadas (perto de 1 L/kg/min) excedem em muito o fluxo sangu&#xED;neo hep&#xE1;tico; os locais conhecidos do metabolismo extra-hep&#xE1;tico incluem os gl&#xF3;bulos vermelhos e as paredes vasculares.</p> <p>Os metab&#xF3;litos de Nitroglicerina, 1,3 - e 1,2-dinitrato de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/glicerina/bula\" target=\"_blank\">glicerina</a>, apresentam meia-vida de cerca de 40 minutos e s&#xE3;o excretados pelos rins. Os dinitratos s&#xE3;o vasodilatadores menos eficazes que a Nitroglicerina, mas s&#xE3;o mais duradouros no soro, e sua contribui&#xE7;&#xE3;o para o efeito geral dos nas infus&#xF5;es de longa dura&#xE7;&#xE3;o da Nitroglicerina n&#xE3;o &#xE9; conhecida. Os dinitratos s&#xE3;o posteriormente metabolizados para mononitratos (n&#xE3;o vasoativos) e, por fim, para glicerol e di&#xF3;xido de carbono.</p> <p>Para evitar o desenvolvimento de toler&#xE2;ncia &#xE0; Nitroglicerina, sabe-se que intervalos livres do f&#xE1;rmaco de 10 a 12 horas s&#xE3;o suficientes; intervalos mais curtos n&#xE3;o foram bem estudados. Num ensaio clico bem controlado, os indiv&#xED;duos que receberam Nitroglicerina pareceram apresentar um efeito rebote ou de retirada, de modo que a toler&#xE2;ncia ao exerc&#xED;cio no final do intervalo di&#xE1;rio livre do f&#xE1;rmaco foi menor do que o exibido pelo grupo paralelo que recebeu o placebo.</p> <p>A Nitroglicerina pode ser administrada por via oral, spray (lingual), sublingual, intrabucal, t&#xF3;pica, ou via intravenosa. Independentemente da via de administra&#xE7;&#xE3;o, nitratos org&#xE2;nicos s&#xE3;o metabolizados pela enzima glutationa-org&#xE2;nica nitrato redutase, de modo que a biotransforma&#xE7;&#xE3;o sist&#xEA;mica ou hep&#xE1;tica pr&#xE9;-sist&#xEA;mica &#xE9; o fator determinante da biodisponibilidade e dura&#xE7;&#xE3;o da a&#xE7;&#xE3;o das v&#xE1;rias prepara&#xE7;&#xF5;es. O in&#xED;cio de a&#xE7;&#xE3;o para a Nitroglicerina &#xE9; imediata ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o IV.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Tridil?

Conservar o medicamento em temperatura ambiente, entre 15 e 30oC, protegido da luz.

O prazo de validade é de 24 meses, a partir da data de fabricação. O medicamento não deve ser utilizado após ter o prazo de validade vencido, pois a ação terapêutica fica sensivelmente diminuída.

A influência de fatores ambientais e químicos pode diminuir os benefícios terapêuticos do produto.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas

Solução injetável apresenta-se como uma solução límpida, incolor a levemente amarelada, essencialmente livre de partículas visíveis.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Dizeres Legais do Tridil

MS N.º 1.0298.0133

Farm. Resp.:
José Carlos Módolo
CRF-SP N.º 10.446

Cristália Prod. Quím. Farm. Ltda.
Rodovia Itapira-Lindoia, km 14 – Itapira – SP
CNPJ n.º 44.734.671/0001-51 – Indústria Brasileira

Nº de lote, data de fabricação e prazo de validade: vide cartucho/caixa.

Fabricado por:
Cristália Prod. Quím. Farm. Ltda.
Av. Nossa Senhora da Assunção, 574 – Butantã – São Paulo – SP
CNPJ nº 44.734.671/0008-28 – Indústria Brasileira


SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente):
0800-7011918

Venda sob prescrição médica.

Uso restrito a hospitais.

5mg/mL, caixa com 1 ampola com 5mL de solução de uso intravenoso (embalagem hospitalar)

Princípio ativo
:
Nitroglicerina
Classe Terapêutica
:
Nitritos e Nitratos
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Venda Sob Prescrição Médica)
Categoria
:
Sistema Cardiovascular (Circulação)
Especialidade
:
Cardiologia

Bula do medicamento

Tridil, para o que é indicado e para o que serve?

Este medicamento é indicado para o tratamento de hipertensão perioperatória; para controle de insuficiência cardíaca congestiva, no ajuste do infarto agudo do miocárdio, para tratamento de angina pectoris em pacientes que não respondem à nitroglicerina sublingual e betabloqueadores e para indução de hipotensão intraoperatória.

Como o&nbsp;Tridil funciona?

{"tag":"hr","value":" <p>O Tridil<sup>&#xAE;</sup>, &#xE9; um medicamento chamado de vasodilatador porque dilata os vasos sangu&#xED;neos do corpo. Este medicamento &#xE9; utilizado para baixar a press&#xE3;o arterial, melhorar a circula&#xE7;&#xE3;o do sangue no cora&#xE7;&#xE3;o em casos de <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/dor-no-peito/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">dor no peito</a>, infarto do cora&#xE7;&#xE3;o ou insufici&#xEA;ncia card&#xED;aca.</p> <p>Ele &#xE9; administrado na veia atrav&#xE9;s de uma bomba de infus&#xE3;o (aparelho que controla o tempo de infus&#xE3;o do medicamento) e apenas um m&#xE9;dico pode indicar o seu uso e somente um profissional de sa&#xFA;de deve administr&#xE1;-lo no paciente devido ao risco de queda abrupta da press&#xE3;o arterial quando administrado em doses elevadas ou em doses que n&#xE3;o s&#xE3;o toleradas pelo paciente. Este medicamento apresenta a&#xE7;&#xE3;o r&#xE1;pida al&#xE9;m de permitir um ajuste controlado da dose ao ser administrado na veia, ou seja, a dose &#xE9; ajustada de acordo com a resposta cl&#xED;nica que o paciente apresentar garantindo maior seguran&#xE7;a de uso em casos de rea&#xE7;&#xF5;es adversas. Por isso, o medicamento &#xE9; administrado em hospitais para que o profissional de sa&#xFA;de possa monitorar os sinais vitais (press&#xE3;o arterial, frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca) e tratar uma situa&#xE7;&#xE3;o de emerg&#xEA;ncia caso ela ocorra.</p> "}

Quais as contraindicações do Tridil?

São extremamente raras as reações alérgicas aos nitratos orgânicos, mas existem.

O Tridil® é contraindicado em:

  • <li>Pacientes al&#xE9;rgicos &#xE0; nitroglicerina ou aos componentes da f&#xF3;rmula;</li> <li>Uso associado com inibidores de fosfodiesterase-5 (PDE-5) como sildenafila, <a href="https://consultaremedios.com.br/tadalafila/bula" target="_blank">tadalafila</a>, vardenafila ou lodenafila;</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/b/glaucoma-angulo-fechado" target="_blank"/><a href="https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-glaucoma-sintomas-tratamento-causas-e-mais/" rel="noopener" target="_blank">Glaucoma</a> de &#xE2;ngulo fechado;</li> <li>Traumatismo craniano ou hemorragia cerebral (por eleva&#xE7;&#xE3;o da press&#xE3;o intracraniana);</li> <li><a href="https://consultaremedios.com.br/doencas-do-sangue/anemia/c" target="_blank">Anemia</a> severa;</li> <li>Hipotens&#xE3;o;</li> <li>Hipovolemia n&#xE3;o corrigida;</li> <li>Circula&#xE7;&#xE3;o cerebral inadequada;</li> <li>Pacientes com tamponamento peric&#xE1;rdico (ac&#xFA;mulo de liquido no peric&#xE1;rdio), cardiomiopatia restritiva (doen&#xE7;a do cora&#xE7;&#xE3;o) ou pericardite (inflama&#xE7;&#xE3;o no peric&#xE1;rdio) constritiva, pois o d&#xE9;bito card&#xED;aco &#xE9; dependente do retorno venoso.</li>

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Como usar o Tridil?

Observação: Não se destina à injeção intravenosa direta.

O Tridil® é um fármaco concentrado, que deve ser diluído antes de sua infusão em Dextrose (5%) para injeção ou Cloreto de Sódio (0,9%) para injeção. O Tridil® não deve ser misturado com outros fármacos.

Diluição inicial

Transferir assepticamente o conteúdo de uma ampola de Tridil® (contendo 25 ou 50 mg de nitroglicerina para um frasco de vidro de 500 mL com Dextrose (5%) para injeção ou Cloreto de sódio (0,9%) para injeção. Isto leva a uma concentração de 50 mcg/mL, ou 100 mcg/mL. A diluição de 5 mg de Tridil® em 100 mL dará também uma concentração final de 50 mcg/mL.

Diluição de Manutenção

É importante considerar os requisitos de fluidos dos pacientes, assim como a duração esperada de infusão, na seleção da diluição apropriada de Tridil® (nitroglicerina). Após a titulação da dose inicial, a concentração da solução poderá ser aumentada, se necessário, para limitar os fluidos dados ao paciente. A concentração de Tridil®&nbsp;não deve exceder 400 mcg/mL. Ver a tabela a seguir.

Se a concentração for ajustada, é necessário lavar ou substituir o equipo de infusão antes de uma nova concentração ser utilizada.

Se o equipo não for lavado ou substituído, pode levar minutos a horas, dependendo do índice de fluxo e o espaço morto do equipo, para a nova concentração ser administrada ao paciente.

Inverter o frasco de vidro com a solução diversas vezes, para assegurar diluição uniforme do Tridil®. Quando armazenado em recipientes de vidro, a solução diluída fica física e quimicamente estável por até 48 horas, à temperatura ambiente, e até por sete dias, sob refrigeração.

A dose é afetada pelo tipo de recipiente e o equipo de administração usado.

Embora a faixa de dose inicial usual para adultos relatados em estudos clínicos seja de 25 mcg/minuto ou mais, estes estudos usaram equipos de administração de PVC.

O uso de tubulação não-absorvente resultará na necessidade de doses reduzidas.

Se uma bomba de infusão peristáltica for usada, o equipo de administração apropriado deve possuir uma câmara de gotejamento que forneça aproximadamente 60 microgotas/mL. A tabela de diluição e administração de Tridil® pode ser usada para calcular a diluição e índice de fluxo de nitroglicerina em microgotas/minuto para atingir a taxa de administração de nitroglicerina desejada. Em geral, inicia-se com uma dose de 5 – 10 mcg/minuto, podendo ser aumentada progressivamente de acordo com a resposta clínica do paciente em relação as metas predeterminadas para cada situação clínica.

Se uma bomba de infusão volumétrica for utilizada, um equipo conector de bomba de infusão volumétrica deve ser utilizado. A tabela de diluição e administração de Tridil® ainda pode ser usada; no entanto, o índice do fluxo será determinado diretamente pela bomba de infusão, independentemente do tamanho da gota das câmaras de gotejamento adequadas ao equipo. Assim, a referência a “microgotas / min” não é aplicável, e o índice de fluxo correspondente em mL/ h, deve ser utilizado para determinar os ajustes da bomba de infusão.

Alguns pacientes com pressão de enchimento ventricular esquerdo normal ou baixa, ou pressão capilar pulmonar (ex: pacientes anginosos sem outras complicações) podem ser hipersensíveis aos efeitos do Tridil®, e podem responder inteiramente às doses, de até 5 mcg/minuto. Estes pacientes requerem titulação especialmente cuidadosa e monitoração.

Não há uma dose ótima fixada para o Tridil®. Devido às variações nas respostas individuais ao fármaco, cada paciente deve ser&nbsp;titulado segundo o nível desejado de função hemodinâmica. Portanto, a monitoração contínua de parâmetros fisiológicos (ou seja, pressão arterial e frequência cardíaca em todos os pacientes, e outras medidas, como pressão capilar pulmonar, quando apropriadas) deve ser realizada para se ter a dose correta. A pressão arterial sistêmica adequada e a pressão de perfusão coronariana devem ser mantidas.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Tridil?

{"tag":"hr","value":" <p>Uma vez que este medicamento &#xE9; administrado por um profissional da sa&#xFA;de em ambiente hospitalar n&#xE3;o dever&#xE1; ocorrer esquecimento do seu uso. Este medicamento &#xE9; utilizado sob demanda (necessidade do paciente) de acordo com crit&#xE9;rio cl&#xED;nico.</p> <p><strong>Em caso de d&#xFA;vidas, procure orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico ou de seu m&#xE9;dico, ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> "}

Quais cuidados devo ter ao usar o Tridil?

Tridil® é destinado apenas para uso intravenoso. Não administrar por injeção intravenosa direta. Deve ser diluído em glicose&nbsp;(5%) ou cloreto de sódio (0,9%) antes da realização da infusão. O equipo usado para infusão pode influenciar na quantidade de nitroglicerina administrada ao paciente e requer atenção para a resposta clínica.

A amplificação dos efeitos vasodilatadores de nitroglicerina pelo uso de sildenafila pode resultar em hipotensão grave. Não foram estudados cuidados de suporte apropriados para esta interação, mas parece razoável iniciar o tratamento da mesma forma que uma overdose de nitrato, com elevação das extremidades e com expansão de volume.

Pode haver ocorrência de grave hipotensão e choque, mesmo com pequenas doses de Tridil®. Este medicamento, portanto, deve ser usado com cuidado nos pacientes que possam ter depleção de volume ou que, por qualquer razão, sejam já hipotensos. A hipotensão induzida por nitroglicerina pode ser acompanhada de bradicardia (batimento cardíaco lento) paradoxal e maior angina pectoris (dor severa com uma sensação de constrição do coração).

A terapia com nitratos poderá agravar a angina provocada pela cardiomiopatia hipertrófica.

Em trabalhadores industriais que tiveram exposição a longo prazo a doses desconhecidas (presumivelmente elevadas) de nitratos orgânicos, a tolerância ocorreu de forma clara. Ocorreu dor no peito, infarto agudo do miocárdio, e até mesmo morte súbita durante a retirada temporária de nitratos de estes trabalhadores, o que demonstra a existência de dependência física verdadeira.

Em vários estudos clínicos, a nitroglicerina foi administrada em pacientes com angina pectoris, durante 12 horas contínuas.

Observou-se um aumento da frequência de crises de angina, em um número pequeno de pacientes durante intervalos sem nitratos, e os pacientes demonstraram rebote hemodinâmico e diminuição da tolerância ao exercício. Não é conhecida a importância dessas observações para a rotina e uso clínico da nitroglicerina intravenosa.

As concentrações menores de nitroglicerina aumentam a precisão potencial de dose, mas estas concentrações aumentam o volume total de fluidos que devem ser administrados ao paciente. A carga total de fluido pode ser um aspecto dominante em pacientes que tem função cardíaca, hepática ou renal comprometida.

As infusões de nitroglicerina somente devem ser administradas através de uma bomba que possa manter uma velocidade controlada de infusão.

Não foi estudada a injeção intracoronariana de nitroglicerina.

Evitar o uso associado com inibidores da fosfodiesterase-5 como a sildenafila, tadalafila, vardenafila ou lodenafila.

Testes Laboratoriais

Devido ao conteúdo de propilenoglicol na nitroglicerina intravenosa, os ensaios de triglicérides séricos que dependem de glicerol oxidase podem dar resultados elevados falsos, em pacientes que recebem esta medicação.

Carcinogênese, Mutagênese e Comprometimento da Fertilidade

Estudos de carcinogênese animal com nitroglicerina injetável não foram realizados.

A nitroglicerina foi fracamente mutagênica em testes de Ames executados em dois laboratórios diferentes.

Não houve evidência de mutagenicidade em um ensaio letal dominante in vivo com ratos tratados com doses de até 363 mg/kg/dia ou em teste citogenético in vitro em tecidos de ratos e cães.

Em um estudo de reprodução com 3 gerações realizado em ratos, não houve evidência clara de teratogenicidade.

Gravidez: Categoria de Risco C

Estudos de teratogenicidade animal não foram conduzidos com injeção de nitroglicerina.

Não há estudos controlados e adequados em mulheres grávidas. A nitroglicerina somente deve ser administrada a uma mulher grávida quando os potenciais benefícios sejam superiores aos riscos e se claramente necessário.

O médico deverá ser imediatamente comunicado em caso de gravidez, durante o uso do medicamento.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Lactantes

Não se sabe se a nitroglicerina é excretada no leite humano. Deve-se ter cautela ao administrar Tridil® a uma lactante.

Uso Pediátrico

Não foi estabelecida a segurança e eficácia em crianças.

Cuidados

A nitroglicerina migra prontamente por muitos plásticos, inclusive o cloreto de polivinila (PVC), plásticos normalmente usados em equipos para aplicação intravenosa. Devido ao problema da absorção de nitroglicerina por um tubo de cloreto de polivinila (PVC), a injeção de nitroglicerina deve ser usada com um tubo de infusão de menor absorção (isto é, tubo não-PVC) disponível, administrado pelo profissional de saúde em ambiente hospitalar.

O produto deve ser administrado de acordo com a orientação dada pelo médico e somente ele deverá recomendar a sua interrupção.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Tridil?

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):

Tontura, cefaleia severa.

Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento):

Hipotensão, hipertensão de rebote, síncope.

Reação muito rara (ocorre em < 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento):

Metemoglobinemia.

Reações adversas com frequências desconhecidas:

Sem informações detalhadas:

Bradiarritmia, aumento do volume plasmático, cefaleia, taquifilaxia, angina instável, enxaqueca sem aura (mais suscetível em infusão de nitroglicerina do que pacientes com episódios de cefaleia tensional), reação anafilactoide.

Relato de caso:

Ectasia de artéria coronária em conjunto com precordialgia persistente, acidose láctica,&nbsp;hiperosmolaridade, coma, trombocitopenia, gota (articular), paralisia do nervo abducente, aumento da pressão intracraniana, Doença de Wernicke (encefalopatia), nitroglicerina associada com intoxicação por etanol e propilenoglicol, angina pectoris (precordialgia persistente, elevação do segmento ST, piora da angina e novas alterações nas ondas T), acidente isquêmico transitório (AIT), bradiarritmia.

Eventos adversos graves:

Reação anafilactoide, aumento da pressão intracraniana e metemoglobinemia.

Reações adversas identificadas durante período de pós-comercialização:

Flebite e urticária.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

Qual a composição do Tridil?

Cada mL contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center; width:653px\">Nitroglicerina</td> <td style=\"text-align:center; width:590px\">5 mg</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:653px\">Ve&#xED;culo est&#xE9;ril qsp</td> <td style=\"text-align:center; width:590px\">1 mL</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Veículo: álcool etílico, propilenoglicol e água para injetáveis.

A solução é estéril, apirogênica e não explosiva.

Apresentação do&nbsp;Tridil

{"tag":"hr","value":" <h3>Solu&#xE7;&#xE3;o injet&#xE1;vel 5mg/mL</h3> <ul> <li>Caixa com 1 e 10 ampolas de 5 mL;</li> <li>Caixa com 1 e 10 ampolas de 10 mL.</li> </ul> <p><strong>Uso adulto.</strong></p> <p><strong>Uso intravenoso n&#xE3;o direto. </strong></p> <p><strong>Diluir antes do uso.</strong></p> "}

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Tridil maior do que a recomendada?

Os efeitos nocivos da nitroglicerina podem ser caracterizados por manifestações sistêmicas, inclusive o aumento da pressão intracraniana seguida de cefaleia persistente, tonturas e febre moderada, vertigem, palpitação, distúrbios visuais, náusea e vômitos (possivelmente com cólica e até mesmo diarreia sanguinolenta); síncope (especificamente na postura ereta); falta de ar e dispneia, posteriormente seguida de menor esforço ventilatório; diaforese com pele ruborizada ou fria e pegajosa; bloqueio cardíaco e bradicardia, paralisia, coma, desmaios e óbito.

Não há disponibilidade de qualquer dado sobre manobras fisiológicas (ex:,manobras para mudança de pH da urina), que possam acelerar a eliminação de nitroglicerina e seus metabólitos ativos. Similarmente, caso houver, não se sabe qual destas substâncias podem normalmente ser removidas do organismo por hemodiálise. Não se conhece nenhum antagonista específico aos efeitos vasodilatadores da nitroglicerina e nenhuma intervenção foi submetida a estudo controlado, como a terapia de nitroglicerina em superdose. A elevação dos membros inferiores do paciente poderá ser suficiente, mas a infusão intravenosa de expansores volêmicos, poderá ser também necessária.

O uso de epinefrina ou outros vasoconstritores neste quadro tem probabilidade de ser mais prejudicial do que benéfico.

Metahemoglobinemia

Íons nitratos liberados durante o metabolismo da nitroglicerina podem oxidar a hemoglobina em metahemoglobina.

Níveis de metahemoglobina são analisáveis na maioria dos laboratórios clínicos. Deve-se suspeitar do diagnóstico em pacientes que apresentam sinais de redução da oferta de oxigênio, apesar do débito cardíaco e pO2 arterial estarem adequados.

Normalmente, o sangue metahemoglobinêmico é descrito como castanho-chocolate sem mudança de cor com exposição ao ar.

Quando a metahemoglobinemia é diagnosticada, o tratamento de escolha é o azul de metileno a 1 a 2 mg/kg por via intravenosa.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou a bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Tridil com outros remédios?

Os efeitos de vasodilatação da nitroglicerina podem ser aditivos aos de outros vasodilatadores.

A administração de infusões de nitroglicerina através do mesmo conjunto de infusão que o de sangue pode resultar em pseudoaglutinação (aglomerado de células sanguíneas, eritrócitos, que podem ser dispersos pela agitação) e hemólise (destruição de células sanguíneas, hemácias). De forma mais geral, a nitroglicerina em dextrose a 5% ou cloreto de sódio a 0,9% não deve ser misturada com qualquer outra medicação, de qualquer espécie.

A nitroglicerina intravenosa pode interferir com o efeito anticoagulante da heparina. A terapia concomitante com heparina deve ser orientada por frequentes avaliações do tempo de tromboplastina parcial ativada (tempo gasto para ocorrer à coagulação do plasma).

Alteplase

A nitroglicerina pode diminuir a concentração sérica de alteplase.

Diazóxido

Pode potencializar o efeito hipotensor dos anti-hipertensivos.

Metilfenidato

Pode diminuir o efeito hipotensor dos anti-hipertensivos.

Inibidores de Fosfodiesterase-5

Podem potencializar o efeito vasodilatador dos nitratos.

Análogos da Prostaciclina

Pode potencializar o efeito hipotensor dos anti-hipertensivos.

Rituximabe

Os anti-hipertensivos podem potencializar o efeito hipotensor do rituximabe.

Rosiglitazona

Os nitratos podem potencializar o efeito adverso da rosiglitazona especificamente o maior risco de isquemia miocárdica.

Álcool

Pode aumentar o efeito hipotensor da nitroglicerina.

Fitoterápicos

Os fitoterápicos com propriedade hipotensora podem acentuar o efeito dos anti-hipertensivos como, por exemplo, o gengibre, ginseng, cola, alcaçuz, quinino.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Qual a ação da substância do Tridil (Nitroglicerina)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Hipertens&#xE3;o perioperat&#xF3;ria</h3> <p>A Nitroglicerina &#xE9; utilizada efetivamente na preven&#xE7;&#xE3;o e controle da hipertens&#xE3;o e diminui&#xE7;&#xE3;o do consumo de oxig&#xEA;nio pelo mioc&#xE1;rdio quando administrada antes<sup>1,2</sup>, durante<sup>3,4,5,6</sup> e ap&#xF3;s cirurgia de revasculariza&#xE7;&#xE3;o mioc&#xE1;rdica<sup>7,8</sup> e tamb&#xE9;m em outros estudos cl&#xED;nicos<sup>6,9</sup> atrav&#xE9;s de infus&#xE3;o intravenosa na dose m&#xE9;dia de 0,8 a 2,1 mcg/kg/min.</p> <p>Em doses de 32 a 300 mcg/minuto por via intravenosa, a Nitroglicerina produziu uma redu&#xE7;&#xE3;o significativa (20 a 40%) da press&#xE3;o arterial sist&#xF3;lica, press&#xE3;o capilar pulmonar, resist&#xEA;ncia vascular sist&#xEA;mica, press&#xE3;o venosa central e em muitos estudos a press&#xE3;o da art&#xE9;ria pulmonar e resist&#xEA;ncia vascular pulmonar. A diminui&#xE7;&#xE3;o da pr&#xE9; e p&#xF3;s-carga n&#xE3;o foi acompanhada por altera&#xE7;&#xF5;es significativas na frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca, &#xED;ndice card&#xED;aco e &#xED;ndice de volume sist&#xF3;lico.<sup>10</sup></p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong><strong>:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Kaye, S.E.: Dimai, W. and Gattiker, R. Intravenous nitroglycerin during surgery for coronary artery disease. Anaesth Intens Care. 1981; 9: 247-254.<br> 2. Sethna, D.H.; Moffitt, E.A.; Bussell, J.A.; Raymond, M.J.; Matloff, J.M.; Gray, R,J.: Intravenous nitroglycerin and myocardial metabolism during anesthesia in patients undergoing myocardial revascularization. Anesth Analg l982a; 61: 828-833.<br> 3. Bale, R.; Powles, A.; Wyatt, R. I.V. glyceryl trinitrate: Haemodynamic effects and clinical use in cardiac surgery. Brit J Anaesth. 1982; 54: 297-301.&amp;nbsp;<br> 4. Franke, N.: Schmucker, P.; van Ackern, K.; Kreuzer, E.; Reichart, B. Control of afterload by intravenous nitroglycerin in patients undergoing myocardial revascularization. Anaesthetist. 1979; 28: 484-488.<br> 5.Kaplan, J.A. and Jones, E.L. Vasodilator therapy during coronary artery surgery. Comparison of nitroglycerin and nitroprusside. J Thoracic Cardiovasc Surg. 1979; 77:301-309.<br> 6. Tobias, M.A. Comparison of nitroprusside and nitroglycerine for controlling hypertension during coronary artery surgery. Brit J Anaesth. 1981; 53: 891-896.<br> 7. Flaherty, J.T.; Magee, P.A.; Gardner, T.L.; Potter, A. and MacAllister, N.P. Comparison of intravenous nitroglycerin and sodium nitroprusside for treatment of acute hypertension developing after coronary artery bypass surgery. Circulation 1982a; 65: 1072-1077.<br> 8. Stinson. E.B.: Holloway, E.L.; Derby, G.; Oyer, P.E.; Hollingsworth, J.: Griepp, R.B.; Harrison, D.C. Comparative hemodynamic responses to chlorpromazine, nitroprusside, nitroglycerin, and trimethaphan immediately&apos; after open heart operations. Circulation 1975; 51, 52 (Suppl. 1):1-26-33.<br> 9. Stengert, K.B.; Wilsey, B.L.; Hurley, E.J.; Grehl, T.M.; Lurie, A.J.;Klein, R.C.; Upjohn, L.R.: Incremental intravenous nitroglycerin for control of afterload during anesthesia in patients undergoing myocardial revascularization. Anaesthesist 1978a; 27: 223-227.<br> 10. Sorkin EM, Brodgen RN, Romankiewicz JA. Intravenous Glyceryl Trinitrate (Nitroglycerin) A review of its Therapeutic Efficacy. Drugs 1984;27: 45-80</br></br></br></br></br></br></br></br></br></span></p> <h3>Indu&#xE7;&#xE3;o de hipotens&#xE3;o intraoperat&#xF3;ria</h3> <p>Em um estudo aberto com 54 pacientes, Chestnut e cols avaliaram a efic&#xE1;cia da Nitroglicerina intravenosa na indu&#xE7;&#xE3;o de hipotens&#xE3;o intraoperat&#xF3;ria durante procedimentos neurocir&#xFA;rgicos. A press&#xE3;o arterial m&#xE9;dia foi mantida entre 50 a 90 mm Hg. Houve redu&#xE7;&#xE3;o de 47% da press&#xE3;o arterial m&#xE9;dia em 22 pacientes com aneurismas e malforma&#xE7;&#xE3;o arterio-venosas nos quais a dose de Nitroglicerina foi titulada para produzir um efeito normotensivo (press&#xE3;o arterial m&#xE9;dia entre 80 a 90 mm Hg).Os autores concluiram que a Nitroglicerina produziu uma hipotens&#xE3;o controlada r&#xE1;pida com r&#xE1;pido retorno ao n&#xED;vel press&#xF3;rico basal com a descontinua&#xE7;&#xE3;o do f&#xE1;rmaco.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong><strong>:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Chestnut. J.S.: Albin, M.S.: Gonzalez Abola_E., Newfield, P. and Maroon. J.C. Clinical evaluation of intravenous nitroglycerin for neurosurgery. J Neurosurg 1978; 48: 704-711</span></p> <h3>Controle da Insufici&#xEA;ncia Card&#xED;aca Congestiva</h3> <p>A infus&#xE3;o intravenosa de Nitroglicerina melhorou a fun&#xE7;&#xE3;o ventricular esquerda em pacientes com fal&#xEA;ncia ventricular esquerda p&#xF3;s-infarto agudo do mioc&#xE1;rdio<sup>1,2,3,4,5,6,7</sup> A taxa de infus&#xE3;o de 37 mcg/mL em 12 pacientes com fal&#xEA;ncia ventricular esquerda produziu uma redu&#xE7;&#xE3;o de 45% da press&#xE3;o de enchimento ventricular com apenas 7% de queda da press&#xE3;o arterial m&#xE9;dia . Na continua&#xE7;&#xE3;o deste estudo, a taxa de infus&#xE3;o m&#xE9;dia de Nitroglicerina de 57,3 mcg/min diminuiu a press&#xE3;o de enchimento ventricular esquerdo em 51%, press&#xE3;o arterial m&#xE9;dia em 17% e &#xED;ndice card&#xED;aco em 9%.<sup>4,5</sup></p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong><strong>:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Bussmann, W.D.; Schofen, H. and Kaltenbach, M. Effects of intravenous nitroglycerin on haemodynamics and ischemic injury in patients with acute myocardial infarction. European J Cardiol 1978; 8: 61-74.<br> 2. Class. J.J.; Bareiss. P.; Pasquali, J.L.; Meyer, R.; Weryha, A.; Storck, D.; Warter, J. Intravenous nitroglycerin as vasodilator therapy in acute myocardial infarction. Semaine des Hopifaux de Paris 1978; 54: 919-924.<br> 3. Derrida. J.P; Sal, R.; Chiche, P. Nitroglycerin infusion in acute myocardial infarction. New England J Medic 1977; 297: 336.<br> 4. Flaherty, J.T.; Reid, P.R.; Kelly, D.T.; Taylor, D.R.; Weisfeldt, M.L. and Pitt, B. Intravenous nitroglycerin in acute myocardial infarction. Circulation 1975; 51: 132-139.<br> 5. Flaherty, J.T.; Come, P.C.; Baird, M.G.; Rouleau, J.; Taylor, D.R.; Weisfeldt, M.L.; Greene, H.L.; Becker, L.C. and Pitt, B. Effects of intravenous nitroglycerin on left ventricular function and ST segment changes in acute myocardial infarction. British Heart Journal 1976; 38: 612-621.<br> 6. LePailleur, C. Intravenous trinitroglycerin during acute myocardial infarction with cardiac failure. Cooperative study of 68 patients. Nouvelle Presse Medicale 1979; 8: 257-260.<br> 7. Mikhailov, A.A.; Lazutin, V.K.; Zhelnow, V.V.; Simonov, V.I.;Giliarovsky, A.K.; Brown, D.K. Use of nitroglycerin during the acute period of myocardial infarction. Kardiologiya 1981; 21:65-69.</br></br></br></br></br></br></span></p> <h3>Infarto Agudo do Mioc&#xE1;rdio</h3> <p>Estudos prospectivos e randomizados<sup>1,2,3</sup> envolvendo 104 pacientes, foram realizados com infus&#xE3;o de Nitroglicerina durante 48 horas ou placebo iniciada entre as primeiras 18 horas do infarto agudo do mioc&#xE1;rdio.O objetivo era avaliar se a infus&#xE3;o prolongada de Nitroglicerina evitava a progress&#xE3;o da isquemia mioc&#xE1;rdica.</p> <p>A an&#xE1;lise retrospectiva dos grupos de pacientes evidenciou que de acordo com a fase precoce ou tardia do tratamento apenas nos pacientes em que a Nitroglicerina foi iniciada com menos de 10 horas ap&#xF3;s o desencadeamento da dor ocorreu melhor resposta da fra&#xE7;&#xE3;o de eje&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>A avalia&#xE7;&#xE3;o da extens&#xE3;o do infarto do mioc&#xE1;rdio realizada atrav&#xE9;s de doses seriadas de CPK mostrou que a inj&#xFA;ria miocardica foi menos frequente no grupo Nitroglicerina tratado precocemente(8%) que o grupo tratado tardiamente (26%) ou nos 2 grupos que receberam placebo (33% e 18%).<sup>1</sup></p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong><strong>:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Flaherty, J.T.; Becker, L.D.; Weisfeldt, M.L.; Weiss, J.L.; Gerstenblith, G.; Kaltman, C.H. and Bulkley, B.H. Results of a prospective randomized clinical trial of intravenous nitroglycerin in acute myocardial infarction. Circulation 1980; 62 (Supplement 111): 111-82.<br> 2. Flaherty, J.T.; Bulkley, B.H.; Weisfeldt, M.L.; Weiss, J.L.; Gerstenblith, G.; Kallman, C.; Becker, L.C. Importance of early administration of intravenous nitroglycerin to preserve ischemic myocardium. Amer J Cardiol 1981; 47: 490.<br> 3. Flaherty, J.T.; Becker, L.C.; Bulkley, B.H.; Weiss, J.L.; Gerstenblith, G.; Kallman, C.H.; Silverman, K.J.; Wei, J.Y.; Pitt, B.; Weisfeldt, M.L. A randomised prospective trial of intravenous nitroglycerin in patients with acute myocardial infarction. Circulation 1983; 68: 576-588.</br></br></span></p> <h3>Angina <em>pectoris </em> </h3> <p>Estudo aberto realizado em casos de angina inst&#xE1;vel n&#xE3;o responsivos com nitrato oral, betabloqueadores ou bloqueador de canal de c&#xE1;lcio com infus&#xE3;o de Nitroglicerina em infus&#xE3;o cont&#xED;nua apresentaram al&#xED;vio da dor completa ou parcial variando de 36 a 100%.1 Em todos os estudos cl&#xED;nicos a taxa de infus&#xE3;o foi ajustada de acordo com a resposta individual do paciente atrav&#xE9;s do al&#xED;vio da dor, redu&#xE7;&#xE3;o da press&#xE3;o arterial sist&#xF3;lica a um valor pr&#xE9;-determinado<sup>2,3,4</sup>), dose m&#xE1;xima atingida<sup>5</sup> ou presen&#xE7;a de rea&#xE7;&#xF5;es adversas.1,2,5,6A taxa de infus&#xE3;o final variou de 47 a 152 mcg/min entre os in&#xFA;meros estudos e devido &#xE0; grande variabilidade individual dos pacientes. A dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento variou de 3 a 7 dias.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong><strong>:</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1. Kaplan, K.; Davison, R.; Parker, M.; Przybylek, J.; Teagarden, J.R.; Lesch, M. Intravenous nitroglycerin for the treatment of angina at rest unresponsive to standard nitrate therapy. Amer J Cardiol 1983; 51: 694-698.<br> 2. DePace. N.L.; Herling, I.M.; Kotler, M.N.; Hakki, A.H.; Spielmann. S.R.; Segal, B.L. Intravenous nitroglycerin for rest angina. Potential pathophysiologic mechanisms of action. Archives of Internal Medicine 1982; 142: 1806-1809.<br> 3. Mikolich, J.R.; Nicoloff, N.B.; Robinson, P.H. and Logue, R.B. Relief of refractory angina with continuous intravenous infusion of nitroglycerin. Chest 1980; 77: 375-379.<br> 4. Roubin, G.S.; Harris, P.J.: Eckhardt, I.; Hensley, W. and Kelly, D.T. Intravenous nitroglycerine in refractory unstable angina pectoris. Australian and New Zealand Journal of Medicine 1982; 12: 598-602.<br> 5. Dauwe. F.: Affaki, G.; Waters, D.D.; Theroux, P.; Mizgala, H.F. Intravenous nitroglycerin in refractory unstable angina. Amer J Cardiol 1979; 43: 416.<br> 6. Kaplan, J.A. Nitroglycerin for the treatment of hypertension during coronary artery surgery; in Robinson and Kaplan (Eds) The International Symposium on the Clinical use of Tridil, Intravenous Nitroglycerin pp. 26-34 (The Medicine Publishing Foundation, Oxford 1982).</br></br></br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <p>O Nitroglicerina &#xE9; quimicamente intitulado como 1,2,3-trinitrato de propanotriol, e, genericamente denominado Nitroglicerina.</p> <p>Nitroglicerina &#xE9; um vasodilatador coronariano de a&#xE7;&#xE3;o direta que produz um relaxamento da musculatura lisa. Est&#xE1; tamb&#xE9;m indicado para controle da hipertens&#xE3;o arterial perioperat&#xF3;ria, para produzir hipotens&#xE3;o controlada durante interven&#xE7;&#xF5;es cir&#xFA;rgicas, para tratar de emerg&#xEA;ncias hipertensivas, e para tratar a insufici&#xEA;ncia card&#xED;aca congestiva associada com infarto do mioc&#xE1;rdio. Nitroglicerina tamb&#xE9;m tem sido utilizada para tratar a hipertens&#xE3;o pulmonar.</p> <p>Apesar da predomin&#xE2;ncia dos efeitos a n&#xED;vel venoso, a Nitroglicerina produz dilata&#xE7;&#xE3;o, tanto a n&#xED;vel arterial como a n&#xED;vel venoso, em rela&#xE7;&#xE3;o direta com a dose.</p> <p>J&#xE1; a administra&#xE7;&#xE3;o de Nitroglicerina, na forma de solu&#xE7;&#xE3;o injet&#xE1;vel, permite a obten&#xE7;&#xE3;o r&#xE1;pida de altas concentra&#xE7;&#xF5;es de Nitroglicerina na circula&#xE7;&#xE3;o sist&#xEA;mica e pronto in&#xED;cio da terapia, principalmente no tratamento urgente da insufici&#xEA;ncia card&#xED;aca congestiva e da isquemia aguda.</p> <h3>Mecanismo de A&#xE7;&#xE3;o</h3> <p>Semelhante a outros nitritos e nitratos org&#xE2;nicos, a Nitroglicerina &#xE9; convertida em &#xF3;xido n&#xED;trico (NO), um radical reativo livre. O &#xF3;xido n&#xED;trico, composto ativo intermedi&#xE1;rio comum a todos os agentes desta classe, ativa a enzima guanilato ciclase, estimulando a s&#xED;ntese de guanosina 3 &apos;, 5&apos;-monofosfato c&#xED;clico (GMPc). Este segundo mensageiro, em seguida, ativa uma s&#xE9;rie de fosforila&#xE7;&#xF5;es de <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/proteinas/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">prote&#xED;nas</a> quinase dependente nas c&#xE9;lulas do m&#xFA;sculo liso, o que resulta na desfosforila&#xE7;&#xE3;o da cadeia leve da miosina de fibras musculares lisas e posterior libera&#xE7;&#xE3;o de &#xED;ons de c&#xE1;lcio. O estado contr&#xE1;til do m&#xFA;sculo liso &#xE9; normalmente mantido por uma cadeia leve de miosina fosforilada (estimulada por um aumento de &#xED;ons de c&#xE1;lcio).</p> <p>Assim, o nitrito ou nitrato induzido por desfosforila&#xE7;&#xE3;o da cadeia de miosina emite sinais a c&#xE9;lula para libera&#xE7;&#xE3;o de c&#xE1;lcio, e assim, relaxar as c&#xE9;lulas musculares lisas e produzir vasodilata&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>Acredita-se que os nitratos regulam a rela&#xE7;&#xE3;o de oferta e consumo de oxig&#xEA;nio pelo mioc&#xE1;rdio atrav&#xE9;s da redu&#xE7;&#xE3;o da press&#xE3;o arterial sist&#xEA;mica e press&#xE3;o arterial pulmonar (p&#xF3;s-carga) e redu&#xE7;&#xE3;o do d&#xE9;bito card&#xED;aco secund&#xE1;ria &#xE0; dilata&#xE7;&#xE3;o perif&#xE9;rica. Nitratos relaxam os vasos venosos perif&#xE9;ricos diminuindo o retorno venoso para o cora&#xE7;&#xE3;o, reduzindo a pr&#xE9;-carga. Nitratos reduzem a press&#xE3;o arterial e venosa, resultando em uma redu&#xE7;&#xE3;o da tens&#xE3;o na parede ventricular esquerda durante a s&#xED;stole, o que diminui a p&#xF3;s-carga. Assim, o nitrato induz e aumenta a vasodilata&#xE7;&#xE3;o venosa e diminui a capacidade de resist&#xEA;ncia das arter&#xED;olas, reduzindo a pr&#xE9; e a p&#xF3;s-carga e a redu&#xE7;&#xE3;o da demanda de oxig&#xEA;nio card&#xED;aco.</p> <p>O fluxo sangu&#xED;neo coronariano total pode ser aumentado por nitritos e nitratos em pacientes com cora&#xE7;&#xE3;o normal, mas em pacientes com isquemia, a Nitroglicerina n&#xE3;o aumenta o fluxo sangu&#xED;neo coronariano total, apenas redistribui o sangue para &#xE1;reas isqu&#xEA;micas. Este efeito &#xE9; provavelmente devido &#xE0; dilata&#xE7;&#xE3;o preferencial do f&#xE1;rmaco dos vasos da circula&#xE7;&#xE3;o coron&#xE1;ria, que, na presen&#xE7;a de doen&#xE7;a ateroscler&#xF3;tica coronariana, redireciona a distribui&#xE7;&#xE3;o do suprimento sangu&#xED;neo coronariano para &#xE1;reas isqu&#xEA;micas.</p> <p>Nitratos causam um aumento transit&#xF3;rio da frequ&#xEA;ncia card&#xED;aca e contratilidade mioc&#xE1;rdica, que normalmente aumentaria o consumo de oxig&#xEA;nio pelo mioc&#xE1;rdio, mas o nitrato diminui a tens&#xE3;o da parede ventricular resultando em uma redu&#xE7;&#xE3;o na demanda&amp;nbsp;de oxig&#xEA;nio pelo mioc&#xE1;rdio e melhora da angina <em>pectoris</em>. Al&#xE9;m disso, a Nitroglicerina relaxa todos os outros tipos de m&#xFA;sculo liso, incluindo a musculatura lisa br&#xF4;nquica, biliar, gastrintestinal, uretral e uterina. Nitritos e nitratos s&#xE3;o antagonistas funcionais da acetilcolina, noradrenalina e histamina.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <p>O volume de distribui&#xE7;&#xE3;o de Nitroglicerina &#xE9; de cerca de 3L/kg e a Nitroglicerina &#xE9; eliminada deste volume a taxas extremamente r&#xE1;pidas, apresentando meia-vida s&#xE9;rica de cerca de 3 minutos. Taxas de depura&#xE7;&#xE3;o observadas (perto de 1 L/kg/min) excedem em muito o fluxo sangu&#xED;neo hep&#xE1;tico; os locais conhecidos do metabolismo extra-hep&#xE1;tico incluem os gl&#xF3;bulos vermelhos e as paredes vasculares.</p> <p>Os metab&#xF3;litos de Nitroglicerina, 1,3 - e 1,2-dinitrato de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/glicerina/bula\" target=\"_blank\">glicerina</a>, apresentam meia-vida de cerca de 40 minutos e s&#xE3;o excretados pelos rins. Os dinitratos s&#xE3;o vasodilatadores menos eficazes que a Nitroglicerina, mas s&#xE3;o mais duradouros no soro, e sua contribui&#xE7;&#xE3;o para o efeito geral dos nas infus&#xF5;es de longa dura&#xE7;&#xE3;o da Nitroglicerina n&#xE3;o &#xE9; conhecida. Os dinitratos s&#xE3;o posteriormente metabolizados para mononitratos (n&#xE3;o vasoativos) e, por fim, para glicerol e di&#xF3;xido de carbono.</p> <p>Para evitar o desenvolvimento de toler&#xE2;ncia &#xE0; Nitroglicerina, sabe-se que intervalos livres do f&#xE1;rmaco de 10 a 12 horas s&#xE3;o suficientes; intervalos mais curtos n&#xE3;o foram bem estudados. Num ensaio clico bem controlado, os indiv&#xED;duos que receberam Nitroglicerina pareceram apresentar um efeito rebote ou de retirada, de modo que a toler&#xE2;ncia ao exerc&#xED;cio no final do intervalo di&#xE1;rio livre do f&#xE1;rmaco foi menor do que o exibido pelo grupo paralelo que recebeu o placebo.</p> <p>A Nitroglicerina pode ser administrada por via oral, spray (lingual), sublingual, intrabucal, t&#xF3;pica, ou via intravenosa. Independentemente da via de administra&#xE7;&#xE3;o, nitratos org&#xE2;nicos s&#xE3;o metabolizados pela enzima glutationa-org&#xE2;nica nitrato redutase, de modo que a biotransforma&#xE7;&#xE3;o sist&#xEA;mica ou hep&#xE1;tica pr&#xE9;-sist&#xEA;mica &#xE9; o fator determinante da biodisponibilidade e dura&#xE7;&#xE3;o da a&#xE7;&#xE3;o das v&#xE1;rias prepara&#xE7;&#xF5;es. O in&#xED;cio de a&#xE7;&#xE3;o para a Nitroglicerina &#xE9; imediata ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o IV.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Tridil?

Conservar o medicamento em temperatura ambiente, entre 15 e 30oC, protegido da luz.

O prazo de validade é de 24 meses, a partir da data de fabricação. O medicamento não deve ser utilizado após ter o prazo de validade vencido, pois a ação terapêutica fica sensivelmente diminuída.

A influência de fatores ambientais e químicos pode diminuir os benefícios terapêuticos do produto.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas

Solução injetável apresenta-se como uma solução límpida, incolor a levemente amarelada, essencialmente livre de partículas visíveis.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Dizeres Legais do Tridil

MS N.º 1.0298.0133

Farm. Resp.:
José Carlos Módolo
CRF-SP N.º 10.446

Cristália Prod. Quím. Farm. Ltda.
Rodovia Itapira-Lindoia, km 14 – Itapira – SP
CNPJ n.º 44.734.671/0001-51 – Indústria Brasileira

Nº de lote, data de fabricação e prazo de validade: vide cartucho/caixa.

Fabricado por:
Cristália Prod. Quím. Farm. Ltda.
Av. Nossa Senhora da Assunção, 574 – Butantã – São Paulo – SP
CNPJ nº 44.734.671/0008-28 – Indústria Brasileira


SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente):
0800-7011918

Venda sob prescrição médica.

Uso restrito a hospitais.

Fabricante: Cristália

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