EMS Fluiteína Xarope

40mg/mL, caixa com 1 frasco com 120mL de xarope + copo medidor

Princípio ativo
:
Acetilcisteína
Classe Terapêutica
:
Expectorantes
Requer Receita
:
Não
Tipo de prescrição
:
Isento de Prescrição Médica
Categoria
:
Expectorante
Especialidade
:
Pneumologia

Bula do medicamento

Fluiteína Xarope, para o que é indicado e para o que serve?

Este é um medicamento expectorante indicado quando se tem dificuldade para expectorar e há muita secreção densa e viscosa, tais como bronquite aguda, bronquite crônica e suas exacerbações (piora do quadro clínico e complicações), enfisema pulmonar (doença crônica caracterizada pelo comprometimento dos pulmões), pneumonia (inflamação nos pulmões e brônquios), colapso/atelectasias pulmonares (fechamento dos brônquios), mucoviscidose (doença hereditária que produz muco espesso, também conhecida por fibrose cística). Também é indicado para intoxicação acidental ou voluntária por paracetamol.

Como o Fluiteína Xarope funciona?

{"tag":"hr","value":" <p>Fluite&#xED;na &#xE9; um medicamento expectorante que ajuda a eliminar as secre&#xE7;&#xF5;es produzidas nos pulm&#xF5;es, facilitando a respira&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>Fluite&#xED;na modifica as caracter&#xED;sticas da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria (muco) reduzindo sua consist&#xEA;ncia e elasticidade, tornando-a mais fluida ou mais liquefeita, o que facilita a sua elimina&#xE7;&#xE3;o das vias respirat&#xF3;rias. Fluite&#xED;na funciona ainda como ant&#xED;doto de danos hep&#xE1;ticos provocados pelo paracetamol, regenerando os estoques de uma subst&#xE2;ncia vital para a fun&#xE7;&#xE3;o normal do <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/figado/c\" target=\"_blank\">f&#xED;gado</a> (a glutationa).</p> <p>Fluite&#xED;na &#xE9; rapidamente absorvido no trato gastrintestinal. O in&#xED;cio de sua a&#xE7;&#xE3;o ocorre dentro de uma hora ap&#xF3;s sua administra&#xE7;&#xE3;o, quando alcan&#xE7;a concentra&#xE7;&#xF5;es m&#xE1;ximas nas secre&#xE7;&#xF5;es br&#xF4;nquicas.</p> "}

Quais as contraindicações do Fluiteína Xarope?

Fluiteína é contraindicado para pacientes alérgicos a acetilcisteína e/ou demais componentes de sua formulação.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Este medicamento é contraindicado para crianças menores de 2 anos.

Não há contraindicações para o tratamento de overdose de paracetamol com acetilcisteína.

Como usar o Fluiteína Xarope?

Fluiteína é um medicamento que não necessita de prescrição médica obrigatória. Leia as informações da bula antes de utilizá-lo e, se persistirem os sintomas ao fazer uso deste medicamento, suspenda o uso e procure orientação médica.

Fluiteína deve ser administrado somente por via oral e não deve ser diluído.

Posologia do&nbsp;Fluiteína Xarope

{"tag":"hr","value":" <h3>Pedi&#xE1;trico (crian&#xE7;as acima de 2 anos) - Fluite&#xED;na pedi&#xE1;trico 20 mg/mL</h3> <table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:121px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Idade</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:100px\"><strong>Dose</strong></td> <td style=\"width:226px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Freq&#xFC;&#xEA;ncia</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:121px\"> <p style=\"text-align:center\">2 a 4 anos</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:100px\">100 mg (5 mL)</td> <td style=\"width:226px\"> <p style=\"text-align:center\">2 a 3 vezes ao dia ou a crit&#xE9;rio m&#xE9;dico</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:121px\"> <p style=\"text-align:center\">Acima de 4 anos</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:100px\">100 mg (5 mL)</td> <td style=\"width:226px\"> <p style=\"text-align:center\">3 a 4 vezes ao dia ou a crit&#xE9;rio m&#xE9;dico</p> </td> </tr> </tbody> </table> <h3>Adultos - Fluite&#xED;na adulto 40 mg/mL</h3> <p>Dose de 600 mg (15 mL), 1 vez ao dia, de prefer&#xEA;ncia &#xE0; noite.</p> <p>A dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento &#xE9; de 5 a 10 dias, n&#xE3;o desaparecendo os sintomas procure um m&#xE9;dico.</p> <h4>Indica&#xE7;&#xF5;es espec&#xED;ficas para uso adulto e pedi&#xE1;trico</h4> <h5>Complica&#xE7;&#xE3;o Pulmonar da Fibrose C&#xED;stica:</h5> <p><strong>A posologia recomendada para este caso &#xE9; a seguinte:</strong></p> <table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:147px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Crian&#xE7;as acima de 2 anos de idade</strong></p> </td> <td style=\"width:305px\"> <p style=\"text-align:center\">200 mg (10 mL de xarope pedi&#xE1;trico) a cada 8 horas</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:147px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Adultos</strong></p> </td> <td style=\"width:305px\"> <p style=\"text-align:center\">200 mg (5 mL de xarope adulto) a 400 mg (10 mL de xarope adulto) a cada 8 horas</p> </td> </tr> </tbody> </table> <p>A crit&#xE9;rio m&#xE9;dico, as doses acima podem ser aumentadas at&#xE9; o dobro.</p> <h4>Intoxica&#xE7;&#xE3;o acidental ou volunt&#xE1;ria por paracetamol</h4> <p>Por via oral, dose inicial de 140 mg/kg de peso corp&#xF3;reo o mais r&#xE1;pido poss&#xED;vel, dentro de 10 horas da ingest&#xE3;o do agente t&#xF3;xico, seguidas de doses &#xFA;nicas de 70 mg/kg de peso corp&#xF3;reo a cada 4 horas, por 1-3 dias.</p> <p><strong>Siga corretamente o modo de usar. Em caso de d&#xFA;vidas sobre este medicamento, procure orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico.</strong></p> <p><strong>N&#xE3;o desaparecendo os sintomas, procure orienta&#xE7;&#xE3;o de seu m&#xE9;dico ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> <h2>O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Fluite&#xED;na Xarope?</h2> <hr> <p>Caso voc&#xEA; esque&#xE7;a de tomar uma dose, deve tom&#xE1;-la o quanto antes, e tomar a dose seguinte como de costume, isto &#xE9;, na hora regular e sem dobrar a dose.</p> <p><strong>Em caso de d&#xFA;vidas, procure orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico ou de seu m&#xE9;dico, ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> </hr>"}

Quais cuidados devo ter ao usar o Fluiteína Xarope?

A presença de odor sulfúreo (enxofre) não indica alteração no medicamento, pois é característico do princípio ativo contido no mesmo.

É recomendada precaução quando utilizado por pacientes com úlcera péptica ou histórico de úlcera, especialmente no caso de administração concomitante à outros medicamentos com conhecido efeito irritativo à mucosa gástrica.

A administração da acetilcisteína, principalmente no início do tratamento, pode fluidificar a secreção brônquica e aumentar seu volume. Se efetivamente o paciente não conseguir expectorar, deve ser realizada a drenagem postural, aspiração brônquica e/ou outras medidas para drenagem de secreção.

Pacientes portadores de asma brônquica devem ser rigorosamente monitorados durante o tratamento; se ocorrer broncoespasmo (contração dos brônquios causando dificuldade para respirar ou chiado no peito), suspender a acetilcisteína imediatamente e iniciar tratamento adequado.

Fluiteína pode afetar moderadamente o metabolismo da histamina, portanto deve-se ter cautela quando administrar o produto para o tratamento ao longo prazo em pacientes com intolerância à histamina, uma vez que sintomas de intolerância pode ocorrer (dor de cabeça, rinite vasomotora e prurido).

O paciente que utiliza Fluiteína pode dirigir e operar máquinas, pois o medicamento não diminui a atenção e o estado de vigília do paciente.

Atenção pacientes sob dietas restritivas de sódio: Fluiteína em todas as apresentações de uso oral adulto e pediátrico contém sódio.

Fluiteína xarope 20 mg/mL e 40 mg/mL contém p-hidroxibenzoato (metilparabeno e propilparabeno).

Estas substâncias podem causar reações alérgicas (possivelmente tardias).

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Fluiteína Xarope?

Os eventos adversos mais frequentemente associados com a administração oral de acetilcisteína são gastrointestinais. Reações de hipersensibilidade incluindo choque anafilático, reação anafilática/anafilactóide, broncoespasmo, angioedema, rash e prurido tem sido reportados com menor frequência.

Reações incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Hipersensibilidade, cefaleia (dor de cabeça), zumbido no ouvido, taquicardia, vômito, diarreia, estomatite, dor abdominal, náusea, urticária, rash, angioedema (alergia), prurido (coceira), febre e pressão arterial baixa.

Reações raras (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Broncoespasmo (chiado no peito), dispneia (falta de ar) e dispepsia (indigestão).

Reações muito raras (ocorrem em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Choque anafilático, reação anafilática/anafilactóide e hemorragia.

Reação com frequência desconhecida

Edema (inchaço) de face.

Em casos raríssimos houve relato de reações severas da pele, como síndrome de Stevens-Johnson e síndrome de Lyell, com relação temporal com a administração da acetilcisteína. Na maioria dos casos havia envolvimento provável de pelo menos uma droga co-suspeita na provocação da síndrome mucocutânea relatada. Por isso, é preciso consultar o médico assim que ocorrer alguma nova alteração na pele ou em membranas mucosas, a acetilcisteína deve ser interrompida imediatamente.

Também já foi descrita redução da agregação plaquetária com o uso da acetilcisteína. O significado clínico desta alteração ainda não está estabelecido.

Se for observada qualquer outra reação não descrita nesta bula, informe seu médico.

Informe ao seu médico, cirurgião dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.

Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

População Especial

Uso em idosos

Devem-se seguir as orientações gerais descritas para o medicamento, salvo em situações especiais.

Uso pediátrico

Agentes mucolíticos podem induzir obstrução respiratória em crianças abaixo de 2 anos. Devido às características fisiológicas das vias aéreas nessa faixa etária, a habilidade de expectorar pode ser limitada. Portanto agentes mucolíticos não devem ser utilizados em crianças com menos de 2 anos de idade.

Este medicamento é contraindicado para crianças menores de 2 anos.

Gravidez e lactação

Há escassez de dados clínicos sobre mulheres expostas à acetilcisteína durante a gravidez. Estudos com animais não sugerem nenhum efeito nocivo, direto ou indireto, na toxicidade reprodutiva. Como medida de precaução, é preferível evitar o uso de Fluiteína na gravidez.

Não há informações disponíveis sobre o efeito da acetilcisteína na fertilidade humana. Estudos em animais não indicaram efeitos nocivos com relação à fertilidade humana nas dosagens recomendadas.

Não há informações disponíveis sobre a excreção da acetilcisteína e seus metabólitos pelo leite materno.

O produto só deve ser usado durante a gravidez e lactação depois de cuidadosa avaliação de riscobenefício.

O risco para criança amamentada não pode ser excluído.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Qual a composição do Fluiteína Xarope?

Cada mL do xarope 20 mg/mL&nbsp;contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center\">Acetilciste&#xED;na</td> <td style=\"text-align:center\">20 mg</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center\">Ve&#xED;culo*</td> <td style=\"text-align:center\">1 mL</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

*Hietelose, sacarina sódica, ciclamato de sódio, propilparabeno, metilparabeno, hidróxido de sódio, essência de framboesa, edetato dissódico di-hidratado, propilenoglicol, água purificada.

Cada mL do xarope 40 mg/mL&nbsp;contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center\">Acetilciste&#xED;na</td> <td style=\"text-align:center\">40 mg</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center\">Ve&#xED;culo*</td> <td style=\"text-align:center\">1 mL</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

*Hietelose, sacarina sódica, ciclamato de sódio, propilparabeno, metilparabeno, hidróxido de sódio, essência de framboesa, edetato dissódico di-hidratado, propilenoglicol, água purificada.

Conteúdo de sacarina sódica por apresentação:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center; width:139px\"><strong>-</strong></td> <td style=\"text-align:center; width:155px\"><strong>-</strong></td> <td style=\"width:153px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Quantidade por mL de xarope</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:139px\"><strong>Uso</strong></td> <td style=\"text-align:center; width:155px\"><strong>Apresenta&#xE7;&#xE3;o</strong></td> <td style=\"text-align:center; width:153px\"><strong>Sacarina s&#xF3;dica</strong></td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:139px\">Pedi&#xE1;trico (Crian&#xE7;as acima de 2 anos)</td> <td style=\"text-align:center; width:155px\">Xarope 20 mg/mL</td> <td style=\"text-align:center; width:153px\">3,00 mg</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:139px\">Adulto</td> <td style=\"text-align:center; width:155px\">Xarope 40 mg/mL</td> <td style=\"text-align:center; width:153px\">3,00</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Apresentação do&nbsp;Fluiteína Xarope

{"tag":"hr","value":" <h3>Xarope para uso oral 20 mg/mL</h3> <p>Embalagens com 100 ml e 120 ml + copo dosador.</p> <h3>Xarope para uso oral 40 mg/mL</h3> <p>Embalagem 120 ml + copo dosador.</p> <p><strong>Uso oral.</strong></p> <p><strong>Uso adulto e pedi&#xE1;trico acima de 2 anos.</strong></p> "}

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Fluiteína Xarope maior do que a recomendada?

Voluntários saudáveis receberam 11,2 g de acetilcisteína diariamente por três meses sem ocorrência de qualquer evento adverso sério. Doses acima de 500 mg de Fluiteína/kg de peso foram bem toleradas sem nenhum sintoma de envenenamento.

A superdosagem pode levar a sintomas gastrintestinais, como náusea, vômito e diarreia.

Não há antídoto específico para a acetilcisteína e o tratamento é sintomático.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Fluiteína Xarope com outros remédios?

Os estudos de interação foram realizados apenas em adultos.

Fluiteína não deve ser administrado concomitantemente com fármacos antitussígenos, pois a redução do reflexo tussígeno pode levar ao acúmulo de secreções brônquicas.

O uso de carvão ativado pode reduzir o efeito de Fluiteína.

Dissolução de formulações de acetilcisteína com outros medicamentos não é recomendada.

Relatos de inativação de antibióticos com acetilcisteína foram encontrados apenas em estudos in vitro&nbsp;onde as substâncias foram misturadas diretamente. Portanto quando o tratamento com antibiótico oral for necessário é recomendado o uso de acetilcisteína oral 2 horas antes ou depois da administração do antibiótico.

A administração concomitante de nitroglicerina e acetilcisteína causam hipotensão significante e, aumentam a dilatação da artéria temporal. Se houver necessidade de tratamento concomitante com nitroglicerina e acetilcisteína, os pacientes devem ser monitorados, pois pode ocorrer hipotensão, inclusive grave, devendo-se ter atenção para a possibilidade de cefaleias (dor de cabeça).

Avise seu médico ou farmacêutico se você usar medicamentos a base de nitrato, em conjunto com o uso de Fluiteína.

O uso concomitante de acetilcisteína e carbamazepina, podem resultar em níveis subterapêuticos de carbamazepina.

Alterações de exames laboratoriais

A acetilcisteína pode interferir no método de ensaio colorimétrico de mensuração do salicilato e interferir também, no teste de cetona na urina.

Interações com alimentos

Até o momento não foi relatada interação entre Fluiteína e alimentos. Não há nenhuma indicação sobre a administração do produto antes ou após as refeições.

Informe ao seu médico ou cirurgião dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Interação alimentícia: posso usar o Fluiteína Xarope com alimentos?

Solução Nasal

Por ser de uso nasal não há interferência entre Acetilcisteína nasal e alimentos.

Injetável

Por ser de uso injetável ou inalatório, não são conhecidas interferências entre o medicamento e alimentos.

Comprimido / Granulado / Xarope

Até o momento não foi relatada interação entre Acetilcisteína e alimentos. Não há nenhuma indicação sobre a administração do produto antes ou após as refeições.

Qual a ação da substância do Fluiteína Xarope (Acetilcisteína)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Solu&#xE7;&#xE3;o Nasal</h3> <h4>A acetilciste&#xED;na em otorrinolaringologia</h4> <p>Um estudo prospectivo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo avaliou a efic&#xE1;cia de acetilciste&#xED;na com nebulizador por via nasal quatro vezes ao dia em 60 ind&#xED;viduos com diagn&#xF3;stico de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-respiratorio/rinite-alergica/c\" target=\"_blank\">rinite al&#xE9;rgica</a>. Acetilciste&#xED;na era o &#xFA;nico tratamento utilizado em um per&#xED;odo de dois meses. Os participantes que usaram acetilciste&#xED;na relataram menos obstru&#xE7;&#xE3;o nasal, coceira no nariz e rinorreia quando comparados com os que receberam placebo, embora a diferen&#xE7;a fosse significativa (p= 0,028) s&#xF3; no &#xFA;ltimo sintoma (Bousquet J, 2000).</p> <h3>Injet&#xE1;vel</h3> <h4>Compara&#xE7;&#xE3;o da administra&#xE7;&#xE3;o intravenosa e oral</h4> <p>A acetilciste&#xED;na por via intravenosa tem um pico m&#xE1;ximo de concentra&#xE7;&#xE3;o em plasma at&#xE9; 20 vezes maior que uma dose semelhante por via oral (Borgstrom L e <em>cols</em>. 1986).</p> <p>A maior disponibilidade de acetilciste&#xED;na por via intravenosa acontece tanto na forma total como reduzida e poderia ser atribu&#xED;da &#xE0; aus&#xEA;ncia do metabolismo hep&#xE1;tico de primeira passagem que acontece ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral (Olsson B e <em>cols</em>. 1988).</p> <h4>Intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol</h4> <p>A acetilciste&#xED;na &#xE9; recomendada como ant&#xED;doto para a superdose de paracetamol com poss&#xED;vel risco de toxicidade hep&#xE1;tica (Wolf SJ e <em>cols</em>. 2007).</p> <p>Estudo comparou 100 casos de intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol tratados com acetilciste&#xED;na intravenosa e 57 casos que receberam unicamente tratamento de suporte (Prescott LF e <em>cols</em>. 1979). Demonstrou-se uma redu&#xE7;&#xE3;o importante da toxicidade hep&#xE1;tica grave (58% suporte a 2% no grupo acetilciste&#xED;na) quando o tratamento foi administrado nas primeiras 10 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol.</p> <p>Em um estudo de coorte que avaliou 4084 pacientes intoxicados por paracetamol, foram comparados os pacientes que receberam regime de acetilciste&#xED;na por via oral (regime de 72 horas) e por via intravenosa (regime de 20 h). Os pacientes que receberam tratamento endovenoso nas primeiras 12 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol tiveram menor toxicidade hep&#xE1;tica (RR 0,54, CI95% 0,38 a 0,75 &#xE0;s 4 horas; RR 0.84, CI95% 0,71 a 1,00 &#xE0;s 12 horas e 12 minutos). Entre 12 e 18 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, o tratamento endovenoso com acetilciste&#xED;na diminuiu a toxicidade hep&#xE1;tica de forma semelhante ao tratamento oral. Ainda &#xE9; destacada a vantagem de poder utilizar o tratamento endovenoso em pacientes que apresentam v&#xF4;mitos (Yarema MC e <em>cols</em>. 2009). Em estudo com pacientes pedi&#xE1;tricos, a acetilciste&#xED;na intravenosa por 52 horas mostrou efic&#xE1;cia semelhante ao regime com acetilciste&#xED;na oral por 72 horas (Perry HE e Shannon MW. 1998).</p> <h4>A acetilciste&#xED;na na S&#xED;ndrome do Desconforto Respirat&#xF3;rio do Adulto</h4> <p>Estudo controlado em pacientes com S&#xED;ndrome do Desconforto Respirat&#xF3;rio do Adulto avaliou 32 pacientes que receberam acetilciste&#xED;na por via intravenosa e 29 que receberam placebo por infus&#xE3;o cont&#xED;nua nas 72 horas posteriores &#xE0; sua admiss&#xE3;o em terapia intensiva. Os pacientes que receberam acetilciste&#xED;na tiveram melhora r&#xE1;pida nos &#xED;ndices de oxigena&#xE7;&#xE3;o, com diminui&#xE7;&#xE3;o significativa no suporte ventilat&#xF3;rio mec&#xE2;nico no segundo e terceiro dia de tratamento (Suter PM e <em>cols</em>. 1994).</p> <h4>Uso da acetilciste&#xED;na nas atelectasias pulmonares</h4> <p>Pacientes com atelectasias pulmonares foram tratados com lavagem broncosc&#xF3;pica com solu&#xE7;&#xE3;o salina fisiol&#xF3;gica e acetilciste&#xED;na na propor&#xE7;&#xE3;o de 7:3. Resultados radiol&#xF3;gicos positivos foram vistos no seguimento de 48 dos 51 pacientes tratados. Houve completa regress&#xE3;o da <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-atelectasia-pulmonar-tipos-fisioterapia-tem-cura/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">atelectasia</a> em 37 casos e regress&#xE3;o parcial em 11 casos. Entretanto, houve recorr&#xEA;ncia da atelectasia em 8 casos nas 48 horas seguintes (Perruchoud A e <em>cols</em>. 1980).</p> <h4>Instila&#xE7;&#xE3;o de acetilciste&#xED;na para a <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-respiratorio/sinusite/c\" target=\"_blank\">sinusite</a> cr&#xF4;nica</h4> <p>Uma solu&#xE7;&#xE3;o da associa&#xE7;&#xE3;o de 300 mg de acetilciste&#xED;na e 750 mg de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/tianfenicol/bula\" target=\"_blank\">tianfenicol</a> foi usada para realizar instila&#xE7;&#xE3;o local ap&#xF3;s lavagem e drenagem dos seios paranasais em 498 pacientes com sinusite maxilar cr&#xF4;nica. Os pacientes foram tratados at&#xE9; se obter uma lavagem limpa ou uma sinumanometria normal. Em 36,25% dos casos, houve regress&#xE3;o completa do quadro de sinusite cr&#xF4;nica, sem necessidade de interven&#xE7;&#xF5;es adicionais, inclusive cir&#xFA;rgicas (Bertrand B e Eloy P. 1993).</p> <h3>Comprimido / Granulado / Xarope</h3> <h4>Bronquite aguda</h4> <p>Um estudo multic&#xEA;ntrico, prospectivo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo avaliou a efic&#xE1;cia de acetilciste&#xED;na 200 mg 3x/dia via oral formula&#xE7;&#xE3;o granulada por 10 dias no tratamento de 215 pacientes com bronquite aguda. Os participantes foram divididos em tr&#xEA;s grupos de acordo com a presen&#xE7;a ou aus&#xEA;ncia de doen&#xE7;as respirat&#xF3;rias cr&#xF4;nicas (Brocard H. e <em>cols</em>, 1980). Os par&#xE2;metros avaliados (volume e viscosidade da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, intensidade da tosse e pico de fluxo expirat&#xF3;rio) evidenciaram resultados favor&#xE1;veis ao uso de acetilciste&#xED;na de modo significativo, em especial no grupo de participantes com bronquite aguda sem doen&#xE7;a respirat&#xF3;ria cr&#xF4;nica pr&#xE9;via. Ressalta-se entre os dados do estudo o aumento inicial e transit&#xF3;rio significativo de secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria entre os pacientes que utilizaram acetilciste&#xED;na. Entre os pacientes tratados apenas com antibi&#xF3;ticos no grupo placebo, houve decl&#xED;nio gradual do volume de secre&#xE7;&#xE3;o desde o in&#xED;cio do tratamento. Isso refor&#xE7;a a hip&#xF3;tese do efeito positivo de drenagem da secre&#xE7;&#xE3;o devido &#xE0; fluidifica&#xE7;&#xE3;o pelo uso de acetilciste&#xED;na (Brocard H. e <em>cols</em>, 1980).</p> <h4>Bronquite cr&#xF4;nica</h4> <p>Pacientes com bronquite cr&#xF4;nica foram avaliados em um estudo multic&#xEA;ntrico, prospectivo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo e, neste estudo foram inclu&#xED;dos 744 pacientes. Os par&#xE2;metros estudados foram: quantidade e viscosidade da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, dificuldade de expectora&#xE7;&#xE3;o, intensidade da tosse e epis&#xF3;dios de exacerba&#xE7;&#xE3;o em um per&#xED;odo de 6 meses. Os resultados positivos foram estatisticamente significantes em favor do grupo que usou acetilciste&#xED;na 200 mg 2x/dia formula&#xE7;&#xE3;o granulada via oral em todos os itens analisados (Multicenter Study Group, 1980).</p> <p>Um outro estudo foi realizado em pacientes com bronquite cr&#xF4;nica. Este estudo aberto e n&#xE3;o comparativo avaliou 1392 pacientes (por protocolo) com diagn&#xF3;stico de bronquite cr&#xF4;nica em uso de acetilciste&#xED;na 200 mg 3x/dia formula&#xE7;&#xE3;o granulada via oral por 2 meses. Foram analisados viscosidade e aspecto da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, dificuldade de expectora&#xE7;&#xE3;o e intensidade da tosse (Tattersall A. B. e <em>cols</em>, 1983).</p> <p>Ap&#xF3;s 2 meses de tratamento com acetilciste&#xED;na, observou-se uma melhoria na viscosidade da expectora&#xE7;&#xE3;o em 80% dos casos, do car&#xE1;ter da expectora&#xE7;&#xE3;o em 59%, da dificuldade para expectorar em 74% e da gravidade da tosse em 71%. Os resultados confirmam a efic&#xE1;cia da acetilciste&#xED;na sobre os par&#xE2;metros relacionados com a hipersecre&#xE7;&#xE3;o br&#xF4;nquica. Para al&#xE9;m de toda a sintomatologia cl&#xED;nica referida, o desenvolvimento da bronquite cr&#xF4;nica &#xE9; frequentemente associado &#xE0; exist&#xEA;ncia de exacerba&#xE7;&#xF5;es agudas recorrentes do seu processo br&#xF4;nquico, as quais determinam um agravamento da referida sintomatologia (Tattersall A. B. e <em>cols</em>, 1983).</p> <p>A microbiota existente na secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria foi avaliada em um estudo aberto com 22 fumantes sem bronquite cr&#xF4;nica, 19 fumantes com bronquite cr&#xF4;nica e doen&#xE7;a pulmonar obstrutiva cr&#xF4;nica e 14 n&#xE3;o fumantes saud&#xE1;veis, atrav&#xE9;s de broncoscopia e cultura de escovado br&#xF4;nquico com escova protegida. O uso de acetilciste&#xED;na por via oral foi considerado na an&#xE1;lise. N&#xE3;o se verificou diferen&#xE7;a estatisticamente significante em faixas mais baixas na porcentagem de indiv&#xED;duos com cultura positiva entre os grupos. Entre os fatores analisados, o uso de acetilciste&#xED;na via oral foi o &#xFA;nico fator independente a influenciar os resultados bacteriol&#xF3;gicos. O grupo de pacientes com obstru&#xE7;&#xE3;o cr&#xF4;nica das vias a&#xE9;reas em uso de acetilciste&#xED;na via oral teve uma porcentagem menor estatisticamente significante de culturas bacterianas positivas quando comparado ao mesmo grupo que n&#xE3;o fazia uso da medica&#xE7;&#xE3;o (Riise GC e <em>cols, 1994)</em>.</p> <h4>A acetilciste&#xED;na na pediatria</h4> <p>A acetilciste&#xED;na em crian&#xE7;as foi avaliada em um estudo prospectivo, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo. Este estudo avaliou a acetilciste&#xED;na via oral em 50 crian&#xE7;as com infec&#xE7;&#xE3;o aguda das vias respirat&#xF3;rias. Al&#xE9;m do tratamento com antibi&#xF3;tico, as crian&#xE7;as recebiam acetilciste&#xED;na via oral na forma granulada com dose ajustada para idade (100 mg at&#xE9; 2 anos, 200 mg entre 2 e 4 anos e 300 mg acima de 4 anos) ou placebo por 6 dias. Verificaram-se diferen&#xE7;as estatisticamente significantes dos par&#xE2;metros estudados (<a href=\"https://consultaremedios.com.br/dor-febre-e-contusao/c\" target=\"_blank\">febre</a>, ru&#xED;dos respirat&#xF3;rios e tosse) em favor do uso da acetilciste&#xED;na (Biscatti G. e <em>cols</em>, 1972).</p> <h4>Intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol</h4> <p>Diversos estudos cl&#xED;nicos realizados mostraram o efeito protetor da acetilciste&#xED;na sobre o <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/figado/c\" target=\"_blank\">f&#xED;gado</a> dos pacientes intoxicados por paracetamol (Petterson R.G. e <em>cols</em>, 1977; Prescott L.F. <em>e cols</em>, 1977, 1981; Rumack B.H. e <em>cols</em>, 1981; Harrison P.H. e <em>cols</em>, 1990).</p> <p>Um estudo retrospectivo descreve o desfecho de 2540 pacientes suspeitos de overdose de paracetamol. Os pacientes foram tratados com uma dose oral inicial de 140mg/kg de acetilciste&#xED;na seguida por doses de 70 mg/kg a cada 4 horas por 3 dias.</p> <p>Hepatoxicidade foi verificada em 6,1% dos pacientes que tiveram o esquema detratamento de acetilciste&#xED;na por via oral iniciado at&#xE9; 10 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol e em 26,4% dos pacientes quando a acetilciste&#xED;na foi iniciada entre 10 e 24 horas. Entre os pacientes de alto risco que tiveram o esquema de acetilciste&#xED;na iniciado entre 16 e 24 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, 41% desenvolveram hepatoxicidade. Quando iniciada at&#xE9; 8 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, a acetilciste&#xED;na exerceu efeito hepatoprotetor independente da concentra&#xE7;&#xE3;o s&#xE9;rica de paracetamol (Smilkstein MJ. e <em>cols</em>, 1988).</p> <h4>Doen&#xE7;a Pulmonar Obstrutiva Cr&#xF4;nica (DPOC)</h4> <p>Um estudo prospectivo randomizado, duplo-cego, duplo-mascarado, controlado por placebo avaliou 123 pacientes com exacerba&#xE7;&#xE3;o aguda de DPOC.</p> <p>Duas doses de acetilciste&#xED;na foram utilizadas (1200 mg/dia e 600 mg/dia) com o objetivo principal de avaliar a propor&#xE7;&#xE3;o de pacientes com prote&#xED;na C reativa (<a href=\"https://minutosaudavel.com.br/proteina-c-reativa-pcr/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">PCR</a>) em n&#xED;veis normais ap&#xF3;s 10 dias de tratamento. (Zuin R. e <em>cols</em>, 2005).</p> <p>Entre os pacientes com PCR em n&#xED;veis aumentados, uma maior propor&#xE7;&#xE3;o estatisticamente significante de pacientes que tomaram acetilciste&#xED;na tiveram seus n&#xED;veis s&#xE9;ricos de PCR normalizados ap&#xF3;s 10 dias. O uso de 1200 mg/dia de acetilciste&#xED;na foi mais eficaz que o uso de 600 mg/dia.</p> <p>Ambas as dosagens foram mais eficazes que placebo na melhora cl&#xED;nica e de fun&#xE7;&#xE3;o pulmonar avaliada por pico de fluxo expirat&#xF3;rio. &#xC9; especulado que o efeito de acetilciste&#xED;na nos marcadores inflamat&#xF3;rios pode ser devido &#xE0;s propriedades mucol&#xED;tica e <a href=\"https://consultaremedios.com.br/vitaminas-e-minerais/antioxidante/c\" target=\"_blank\">antioxidante</a> (Zuin R. e <em>cols</em>, 2005).</p> <h4>Fibrose C&#xED;stica</h4> <p>Pacientes com fibrose c&#xED;stica foram avaliados em um estudo aberto com 76 pacientes entre crian&#xE7;as e adultos. Este estudo analisou a utiliza&#xE7;&#xE3;o de acetilciste&#xED;na via oral em doses variadas de acordo com a idade ap&#xF3;s a utiliza&#xE7;&#xE3;o de acetilciste&#xED;na inalat&#xF3;ria por pelo menos 1 ano (Stephan U. e <em>cols</em>, 1980).</p> <h5>Foram analisados aspectos como tosse, caracter&#xED;sticas da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, radiografia de t&#xF3;rax e percentis de peso e altura. Concluiu-se que ap&#xF3;s a troca da via de administra&#xE7;&#xE3;o da acetilciste&#xED;na de inalat&#xF3;ria para oral:</h5> <ul> <li>Os sintomas respirat&#xF3;rios melhoraram ou se mantiveram inalterados;</li> <li>A acetilciste&#xED;na via oral pode substituir a via inalat&#xF3;ria quando o tratamento n&#xE3;o estiver se mostrando eficaz;</li> <li>Mesmo que o tratamento via inalat&#xF3;ria esteja sendo eficaz, o tratamento via oral &#xE9; pelo menos n&#xE3;o inferior;</li> <li>A administra&#xE7;&#xE3;o via oral tem vantagens relacionadas &#xE0; facilidade de aplica&#xE7;&#xE3;o da medica&#xE7;&#xE3;o, menor custo e aus&#xEA;ncia dos eventos adversos comuns &#xE0;s medica&#xE7;&#xF5;es de uso inalat&#xF3;rio.</li> </ul> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Solu&#xE7;&#xE3;o Nasal</h3> <h4>Farmacodin&#xE2;mica</h4> <p>O princ&#xED;pio ativo Acetilciste&#xED;na exerce intensa a&#xE7;&#xE3;o mucol&#xED;tico-fluidificante das secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas, despolimerizando os complexos mucoprote&#xED;cos e os &#xE1;cidos nucl&#xE9;icos que d&#xE3;o viscosidade ao escarro e &#xE0;s outras, al&#xE9;m de melhorar a depura&#xE7;&#xE3;o mucociliar. Estas atividades tornam Acetilciste&#xED;na particularmente adequado para o tratamento das afec&#xE7;&#xF5;es agudas e cr&#xF4;nicas do <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-respiratorio/c\" target=\"_blank\">aparelho respirat&#xF3;rio</a> caracterizadas por secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas densas e viscosas.</p> <p>Al&#xE9;m disso, a acetilciste&#xED;na exerce a&#xE7;&#xE3;o antioxidante direta, sendo dotada de um grupo tiol livre (-SH) nucleof&#xED;lico em condi&#xE7;&#xF5;es de interagir diretamente com os grupos eletrof&#xED;licos dos radicais oxidantes. A estrutura da sua mol&#xE9;cula lhe permite, al&#xE9;m disso, atravessar facilmente as membranas celulares. No interior da c&#xE9;lula, a acetilciste&#xED;na &#xE9; desacetilada, ficando assim dispon&#xED;vel a L-ciste&#xED;na, amino&#xE1;cido indispens&#xE1;vel para a s&#xED;ntese da glutationa (GSH). O GSH &#xE9; um tripept&#xED;dio extremamente reativo que se encontra difundido por igual nos diversos tecidos dos organismos animais e &#xE9; essencial para a manuten&#xE7;&#xE3;o da capacidade funcional e da integridade da morfologia celular, pois &#xE9; o mecanismo mais importante de defesa intracelular contra os radicais oxidantes (tanto ex&#xF3;genos como end&#xF3;genos) e contra numerosas subst&#xE2;ncias citot&#xF3;xicas.</p> <p>A acetilcist&#xE9;ina tem demonstrado ser essencial no controle de v&#xE1;rias condi&#xE7;&#xF5;es patol&#xF3;gicas relacionadas ao stress oxidativo, como bronquite aguda e bronquite cr&#xF4;nica.</p> <p>A efic&#xE1;cia terap&#xEA;utica da acetilciste&#xED;na nos processos inflamat&#xF3;rios nasais como a rinite &#xE9; interpretada como sendo devida a sua a&#xE7;&#xE3;o farmacol&#xF3;gica. A redu&#xE7;&#xE3;o da viscosidade do muco facilita a remo&#xE7;&#xE3;o e evita a evolu&#xE7;&#xE3;o para a infec&#xE7;&#xE3;o (sinusite).</p> <p>O efeito antiinflamat&#xF3;rio/antioxidante ocorre atrav&#xE9;s da ciste&#xED;na, precursora da glutationa. A ciste&#xED;na &#xE9; considerada um dos mais importantes antioxidantes presentes na c&#xE9;lula, agindo atrav&#xE9;s da inibi&#xE7;&#xE3;o da quimiotaxia de neutr&#xF3;filos.</p> <p>A acetilciste&#xED;na inibe a produ&#xE7;&#xE3;o de citocinas induzidas por lipopolissacar&#xED;deos ou CD40L das c&#xE9;lulas dendr&#xED;ticas, uma linhagem celular especializada muito importante nas doen&#xE7;as al&#xE9;rgicas. A acetilciste&#xED;na inibe a express&#xE3;o de mol&#xE9;culas coestimuladoras que liberam sinais necess&#xE1;rios para a ativa&#xE7;&#xE3;o dos linf&#xF3;citos T.</p> <p>Foi demonstrado que a rinite al&#xE9;rgica e a asma s&#xE3;o doen&#xE7;as inflamat&#xF3;rias cr&#xF4;nicas das vias a&#xE9;reas, onde uma produ&#xE7;&#xE3;o excessiva de esp&#xE9;cies reativas de oxig&#xEA;nio e o mecanismo antioxidante end&#xF3;geno est&#xE3;o presentes. Conclui-se que uma terapia antioxidante pode ser ben&#xE9;fica.</p> <p>Os dados<em> in vitro</em> da acetilciste&#xED;na na fun&#xE7;&#xE3;o celular do sistema imune, e em particular os dados recentes das c&#xE9;lulas dendr&#xED;ticas e <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/eosinofilos/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">eosin&#xF3;filos</a> humanos, apontaram que a administra&#xE7;&#xE3;o isolada de acetilciste&#xED;na na mucosa nasal pode ter um efeito antiinflamat&#xF3;rio/antioxidante em condi&#xE7;&#xF5;es al&#xE9;rgicas. A administra&#xE7;&#xE3;o t&#xF3;pica diretamente no tecido inflamado torna o efeito poss&#xED;vel devido &#xE0; alta concentra&#xE7;&#xE3;o local, al&#xE9;m de efeito imunomodulador.</p> <h4>Farmacocin&#xE9;tica</h4> <p>Acetilciste&#xED;na nasal pode ser absorvido sistemicamente atrav&#xE9;s da mucosa nasal e do trato gastrintestinal ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o intranasa.</p> <h3>Injet&#xE1;vel</h3> <h4>Farmacodin&#xE2;mica</h4> <p>O princ&#xED;pio ativo Acetilciste&#xED;na &#xE9; a acetilciste&#xED;na exerce intensa a&#xE7;&#xE3;o mucol&#xED;tico fluidificante das secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas, despolimerizando os complexos mucoprote&#xED;cos e os &#xE1;cidos nucl&#xE9;icos que d&#xE3;o viscosidade ao escarro e &#xE0;s outras secre&#xE7;&#xF5;es, al&#xE9;m de melhorar a depura&#xE7;&#xE3;o mucociliar. Estas atividades tornam Acetilciste&#xED;na particularmente adequado para o tratamento das afec&#xE7;&#xF5;es agudas e cr&#xF4;nicas do aparelho respirat&#xF3;rio caracterizadas por secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas densas e viscosas.</p> <p>Al&#xE9;m disso, a acetilciste&#xED;na exerce a&#xE7;&#xE3;o antioxidante direta, sendo dotada de um grupo tiol livre (-SH) nucleof&#xED;lico em condi&#xE7;&#xF5;es de interagir diretamente com os grupos eletrof&#xED;licos dos radicais oxidantes. De particular interesse &#xE9; a recente demonstra&#xE7;&#xE3;o de que a acetilciste&#xED;na protege a alfa-1-antitripsina, enzima inibidora da elastase, de ser inativada pelo &#xE1;cido hipocloroso (HClO), potente agente oxidante que &#xE9; produzido pela enzima mieloperoxidase dos fag&#xF3;citos ativados. A estrutura da sua mol&#xE9;cula lhe permite, al&#xE9;m disso, atravessar facilmente as membranas celulares. No interior da c&#xE9;lula, a acetilciste&#xED;na &#xE9; desacetilada, ficando assim dispon&#xED;vel a L-ciste&#xED;na, amino&#xE1;cido indispens&#xE1;vel para a s&#xED;ntese da glutationa (GSH).</p> <p>O GSH &#xE9; um tripept&#xED;dio extremamente reativo que se encontra difundido por igual nos diversos tecidos dos organismos animais e &#xE9; essencial para a manuten&#xE7;&#xE3;o da capacidade funcional e da integridade da morfologia celular, pois &#xE9; o mecanismo mais importante de defesa intracelular contra os radicais oxidantes (tanto ex&#xF3;genos como end&#xF3;genos) e contra numerosas subst&#xE2;ncias citot&#xF3;xicas, incluindo o paracetamol.</p> <p>O paracetamol exerce sua a&#xE7;&#xE3;o citot&#xF3;xica pelo empobrecimento progressivo de GSH.</p> </hr>"}

20mg/mL, caixa com 1 frasco com 120mL de xarope + copo medidor

Princípio ativo
:
Acetilcisteína
Classe Terapêutica
:
Expectorantes
Requer Receita
:
Não
Tipo de prescrição
:
Isento de Prescrição Médica
Categoria
:
Expectorante
Especialidade
:
Pneumologia

Bula do medicamento

Fluiteína Xarope, para o que é indicado e para o que serve?

Este é um medicamento expectorante indicado quando se tem dificuldade para expectorar e há muita secreção densa e viscosa, tais como bronquite aguda, bronquite crônica e suas exacerbações (piora do quadro clínico e complicações), enfisema pulmonar (doença crônica caracterizada pelo comprometimento dos pulmões), pneumonia (inflamação nos pulmões e brônquios), colapso/atelectasias pulmonares (fechamento dos brônquios), mucoviscidose (doença hereditária que produz muco espesso, também conhecida por fibrose cística). Também é indicado para intoxicação acidental ou voluntária por paracetamol.

Como o&nbsp;Fluiteína Xarope funciona?

{"tag":"hr","value":" <p>Fluite&#xED;na &#xE9; um medicamento expectorante que ajuda a eliminar as secre&#xE7;&#xF5;es produzidas nos pulm&#xF5;es, facilitando a respira&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>Fluite&#xED;na modifica as caracter&#xED;sticas da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria (muco) reduzindo sua consist&#xEA;ncia e elasticidade, tornando-a mais fluida ou mais liquefeita, o que facilita a sua elimina&#xE7;&#xE3;o das vias respirat&#xF3;rias. Fluite&#xED;na funciona ainda como ant&#xED;doto de danos hep&#xE1;ticos provocados pelo paracetamol, regenerando os estoques de uma subst&#xE2;ncia vital para a fun&#xE7;&#xE3;o normal do <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/figado/c\" target=\"_blank\">f&#xED;gado</a> (a glutationa).</p> <p>Fluite&#xED;na &#xE9; rapidamente absorvido no trato gastrintestinal. O in&#xED;cio de sua a&#xE7;&#xE3;o ocorre dentro de uma hora ap&#xF3;s sua administra&#xE7;&#xE3;o, quando alcan&#xE7;a concentra&#xE7;&#xF5;es m&#xE1;ximas nas secre&#xE7;&#xF5;es br&#xF4;nquicas.</p> "}

Quais as contraindicações do Fluiteína Xarope?

Fluiteína é contraindicado para pacientes alérgicos a acetilcisteína e/ou demais componentes de sua formulação.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Este medicamento é contraindicado para crianças menores de 2 anos.

Não há contraindicações para o tratamento de overdose de paracetamol com acetilcisteína.

Como usar o Fluiteína Xarope?

Fluiteína é um medicamento que não necessita de prescrição médica obrigatória. Leia as informações da bula antes de utilizá-lo e, se persistirem os sintomas ao fazer uso deste medicamento, suspenda o uso e procure orientação médica.

Fluiteína deve ser administrado somente por via oral e não deve ser diluído.

Posologia do&nbsp;Fluiteína Xarope

{"tag":"hr","value":" <h3>Pedi&#xE1;trico (crian&#xE7;as acima de 2 anos) - Fluite&#xED;na pedi&#xE1;trico 20 mg/mL</h3> <table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:121px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Idade</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:100px\"><strong>Dose</strong></td> <td style=\"width:226px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Freq&#xFC;&#xEA;ncia</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:121px\"> <p style=\"text-align:center\">2 a 4 anos</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:100px\">100 mg (5 mL)</td> <td style=\"width:226px\"> <p style=\"text-align:center\">2 a 3 vezes ao dia ou a crit&#xE9;rio m&#xE9;dico</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:121px\"> <p style=\"text-align:center\">Acima de 4 anos</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:100px\">100 mg (5 mL)</td> <td style=\"width:226px\"> <p style=\"text-align:center\">3 a 4 vezes ao dia ou a crit&#xE9;rio m&#xE9;dico</p> </td> </tr> </tbody> </table> <h3>Adultos - Fluite&#xED;na adulto 40 mg/mL</h3> <p>Dose de 600 mg (15 mL), 1 vez ao dia, de prefer&#xEA;ncia &#xE0; noite.</p> <p>A dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento &#xE9; de 5 a 10 dias, n&#xE3;o desaparecendo os sintomas procure um m&#xE9;dico.</p> <h4>Indica&#xE7;&#xF5;es espec&#xED;ficas para uso adulto e pedi&#xE1;trico</h4> <h5>Complica&#xE7;&#xE3;o Pulmonar da Fibrose C&#xED;stica:</h5> <p><strong>A posologia recomendada para este caso &#xE9; a seguinte:</strong></p> <table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:147px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Crian&#xE7;as acima de 2 anos de idade</strong></p> </td> <td style=\"width:305px\"> <p style=\"text-align:center\">200 mg (10 mL de xarope pedi&#xE1;trico) a cada 8 horas</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:147px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Adultos</strong></p> </td> <td style=\"width:305px\"> <p style=\"text-align:center\">200 mg (5 mL de xarope adulto) a 400 mg (10 mL de xarope adulto) a cada 8 horas</p> </td> </tr> </tbody> </table> <p>A crit&#xE9;rio m&#xE9;dico, as doses acima podem ser aumentadas at&#xE9; o dobro.</p> <h4>Intoxica&#xE7;&#xE3;o acidental ou volunt&#xE1;ria por paracetamol</h4> <p>Por via oral, dose inicial de 140 mg/kg de peso corp&#xF3;reo o mais r&#xE1;pido poss&#xED;vel, dentro de 10 horas da ingest&#xE3;o do agente t&#xF3;xico, seguidas de doses &#xFA;nicas de 70 mg/kg de peso corp&#xF3;reo a cada 4 horas, por 1-3 dias.</p> <p><strong>Siga corretamente o modo de usar. Em caso de d&#xFA;vidas sobre este medicamento, procure orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico.</strong></p> <p><strong>N&#xE3;o desaparecendo os sintomas, procure orienta&#xE7;&#xE3;o de seu m&#xE9;dico ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> <h2>O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Fluite&#xED;na Xarope?</h2> <hr> <p>Caso voc&#xEA; esque&#xE7;a de tomar uma dose, deve tom&#xE1;-la o quanto antes, e tomar a dose seguinte como de costume, isto &#xE9;, na hora regular e sem dobrar a dose.</p> <p><strong>Em caso de d&#xFA;vidas, procure orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico ou de seu m&#xE9;dico, ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> </hr>"}

Quais cuidados devo ter ao usar o Fluiteína Xarope?

A presença de odor sulfúreo (enxofre) não indica alteração no medicamento, pois é característico do princípio ativo contido no mesmo.

É recomendada precaução quando utilizado por pacientes com úlcera péptica ou histórico de úlcera, especialmente no caso de administração concomitante à outros medicamentos com conhecido efeito irritativo à mucosa gástrica.

A administração da acetilcisteína, principalmente no início do tratamento, pode fluidificar a secreção brônquica e aumentar seu volume. Se efetivamente o paciente não conseguir expectorar, deve ser realizada a drenagem postural, aspiração brônquica e/ou outras medidas para drenagem de secreção.

Pacientes portadores de asma brônquica devem ser rigorosamente monitorados durante o tratamento; se ocorrer broncoespasmo (contração dos brônquios causando dificuldade para respirar ou chiado no peito), suspender a acetilcisteína imediatamente e iniciar tratamento adequado.

Fluiteína pode afetar moderadamente o metabolismo da histamina, portanto deve-se ter cautela quando administrar o produto para o tratamento ao longo prazo em pacientes com intolerância à histamina, uma vez que sintomas de intolerância pode ocorrer (dor de cabeça, rinite vasomotora e prurido).

O paciente que utiliza Fluiteína pode dirigir e operar máquinas, pois o medicamento não diminui a atenção e o estado de vigília do paciente.

Atenção pacientes sob dietas restritivas de sódio: Fluiteína em todas as apresentações de uso oral adulto e pediátrico contém sódio.

Fluiteína xarope 20 mg/mL e 40 mg/mL contém p-hidroxibenzoato (metilparabeno e propilparabeno).

Estas substâncias podem causar reações alérgicas (possivelmente tardias).

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Fluiteína Xarope?

Os eventos adversos mais frequentemente associados com a administração oral de acetilcisteína são gastrointestinais. Reações de hipersensibilidade incluindo choque anafilático, reação anafilática/anafilactóide, broncoespasmo, angioedema, rash e prurido tem sido reportados com menor frequência.

Reações incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Hipersensibilidade, cefaleia (dor de cabeça), zumbido no ouvido, taquicardia, vômito, diarreia, estomatite, dor abdominal, náusea, urticária, rash, angioedema (alergia), prurido (coceira), febre e pressão arterial baixa.

Reações raras (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Broncoespasmo (chiado no peito), dispneia (falta de ar) e dispepsia (indigestão).

Reações muito raras (ocorrem em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Choque anafilático, reação anafilática/anafilactóide e hemorragia.

Reação com frequência desconhecida

Edema (inchaço) de face.

Em casos raríssimos houve relato de reações severas da pele, como síndrome de Stevens-Johnson e síndrome de Lyell, com relação temporal com a administração da acetilcisteína. Na maioria dos casos havia envolvimento provável de pelo menos uma droga co-suspeita na provocação da síndrome mucocutânea relatada. Por isso, é preciso consultar o médico assim que ocorrer alguma nova alteração na pele ou em membranas mucosas, a acetilcisteína deve ser interrompida imediatamente.

Também já foi descrita redução da agregação plaquetária com o uso da acetilcisteína. O significado clínico desta alteração ainda não está estabelecido.

Se for observada qualquer outra reação não descrita nesta bula, informe seu médico.

Informe ao seu médico, cirurgião dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.

Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

População Especial

Uso em idosos

Devem-se seguir as orientações gerais descritas para o medicamento, salvo em situações especiais.

Uso pediátrico

Agentes mucolíticos podem induzir obstrução respiratória em crianças abaixo de 2 anos. Devido às características fisiológicas das vias aéreas nessa faixa etária, a habilidade de expectorar pode ser limitada. Portanto agentes mucolíticos não devem ser utilizados em crianças com menos de 2 anos de idade.

Este medicamento é contraindicado para crianças menores de 2 anos.

Gravidez e lactação

Há escassez de dados clínicos sobre mulheres expostas à acetilcisteína durante a gravidez. Estudos com animais não sugerem nenhum efeito nocivo, direto ou indireto, na toxicidade reprodutiva. Como medida de precaução, é preferível evitar o uso de Fluiteína na gravidez.

Não há informações disponíveis sobre o efeito da acetilcisteína na fertilidade humana. Estudos em animais não indicaram efeitos nocivos com relação à fertilidade humana nas dosagens recomendadas.

Não há informações disponíveis sobre a excreção da acetilcisteína e seus metabólitos pelo leite materno.

O produto só deve ser usado durante a gravidez e lactação depois de cuidadosa avaliação de riscobenefício.

O risco para criança amamentada não pode ser excluído.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Qual a composição do Fluiteína Xarope?

Cada mL do xarope 20 mg/mL&nbsp;contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center\">Acetilciste&#xED;na</td> <td style=\"text-align:center\">20 mg</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center\">Ve&#xED;culo*</td> <td style=\"text-align:center\">1 mL</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

*Hietelose, sacarina sódica, ciclamato de sódio, propilparabeno, metilparabeno, hidróxido de sódio, essência de framboesa, edetato dissódico di-hidratado, propilenoglicol, água purificada.

Cada mL do xarope 40 mg/mL&nbsp;contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center\">Acetilciste&#xED;na</td> <td style=\"text-align:center\">40 mg</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center\">Ve&#xED;culo*</td> <td style=\"text-align:center\">1 mL</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

*Hietelose, sacarina sódica, ciclamato de sódio, propilparabeno, metilparabeno, hidróxido de sódio, essência de framboesa, edetato dissódico di-hidratado, propilenoglicol, água purificada.

Conteúdo de sacarina sódica por apresentação:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center; width:139px\"><strong>-</strong></td> <td style=\"text-align:center; width:155px\"><strong>-</strong></td> <td style=\"width:153px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Quantidade por mL de xarope</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:139px\"><strong>Uso</strong></td> <td style=\"text-align:center; width:155px\"><strong>Apresenta&#xE7;&#xE3;o</strong></td> <td style=\"text-align:center; width:153px\"><strong>Sacarina s&#xF3;dica</strong></td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:139px\">Pedi&#xE1;trico (Crian&#xE7;as acima de 2 anos)</td> <td style=\"text-align:center; width:155px\">Xarope 20 mg/mL</td> <td style=\"text-align:center; width:153px\">3,00 mg</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:139px\">Adulto</td> <td style=\"text-align:center; width:155px\">Xarope 40 mg/mL</td> <td style=\"text-align:center; width:153px\">3,00</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Apresentação do&nbsp;Fluiteína Xarope

{"tag":"hr","value":" <h3>Xarope para uso oral 20 mg/mL</h3> <p>Embalagens com 100 ml e 120 ml + copo dosador.</p> <h3>Xarope para uso oral 40 mg/mL</h3> <p>Embalagem 120 ml + copo dosador.</p> <p><strong>Uso oral.</strong></p> <p><strong>Uso adulto e pedi&#xE1;trico acima de 2 anos.</strong></p> "}

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Fluiteína Xarope maior do que a recomendada?

Voluntários saudáveis receberam 11,2 g de acetilcisteína diariamente por três meses sem ocorrência de qualquer evento adverso sério. Doses acima de 500 mg de Fluiteína/kg de peso foram bem toleradas sem nenhum sintoma de envenenamento.

A superdosagem pode levar a sintomas gastrintestinais, como náusea, vômito e diarreia.

Não há antídoto específico para a acetilcisteína e o tratamento é sintomático.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Fluiteína Xarope com outros remédios?

Os estudos de interação foram realizados apenas em adultos.

Fluiteína não deve ser administrado concomitantemente com fármacos antitussígenos, pois a redução do reflexo tussígeno pode levar ao acúmulo de secreções brônquicas.

O uso de carvão ativado pode reduzir o efeito de Fluiteína.

Dissolução de formulações de acetilcisteína com outros medicamentos não é recomendada.

Relatos de inativação de antibióticos com acetilcisteína foram encontrados apenas em estudos in vitro&nbsp;onde as substâncias foram misturadas diretamente. Portanto quando o tratamento com antibiótico oral for necessário é recomendado o uso de acetilcisteína oral 2 horas antes ou depois da administração do antibiótico.

A administração concomitante de nitroglicerina e acetilcisteína causam hipotensão significante e, aumentam a dilatação da artéria temporal. Se houver necessidade de tratamento concomitante com nitroglicerina e acetilcisteína, os pacientes devem ser monitorados, pois pode ocorrer hipotensão, inclusive grave, devendo-se ter atenção para a possibilidade de cefaleias (dor de cabeça).

Avise seu médico ou farmacêutico se você usar medicamentos a base de nitrato, em conjunto com o uso de Fluiteína.

O uso concomitante de acetilcisteína e carbamazepina, podem resultar em níveis subterapêuticos de carbamazepina.

Alterações de exames laboratoriais

A acetilcisteína pode interferir no método de ensaio colorimétrico de mensuração do salicilato e interferir também, no teste de cetona na urina.

Interações com alimentos

Até o momento não foi relatada interação entre Fluiteína e alimentos. Não há nenhuma indicação sobre a administração do produto antes ou após as refeições.

Informe ao seu médico ou cirurgião dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Interação alimentícia: posso usar o Fluiteína Xarope com alimentos?

Solução Nasal

Por ser de uso nasal não há interferência entre Acetilcisteína nasal e alimentos.

Injetável

Por ser de uso injetável ou inalatório, não são conhecidas interferências entre o medicamento e alimentos.

Comprimido / Granulado / Xarope

Até o momento não foi relatada interação entre Acetilcisteína e alimentos. Não há nenhuma indicação sobre a administração do produto antes ou após as refeições.

Qual a ação da substância do Fluiteína Xarope (Acetilcisteína)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Solu&#xE7;&#xE3;o Nasal</h3> <h4>A acetilciste&#xED;na em otorrinolaringologia</h4> <p>Um estudo prospectivo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo avaliou a efic&#xE1;cia de acetilciste&#xED;na com nebulizador por via nasal quatro vezes ao dia em 60 ind&#xED;viduos com diagn&#xF3;stico de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-respiratorio/rinite-alergica/c\" target=\"_blank\">rinite al&#xE9;rgica</a>. Acetilciste&#xED;na era o &#xFA;nico tratamento utilizado em um per&#xED;odo de dois meses. Os participantes que usaram acetilciste&#xED;na relataram menos obstru&#xE7;&#xE3;o nasal, coceira no nariz e rinorreia quando comparados com os que receberam placebo, embora a diferen&#xE7;a fosse significativa (p= 0,028) s&#xF3; no &#xFA;ltimo sintoma (Bousquet J, 2000).</p> <h3>Injet&#xE1;vel</h3> <h4>Compara&#xE7;&#xE3;o da administra&#xE7;&#xE3;o intravenosa e oral</h4> <p>A acetilciste&#xED;na por via intravenosa tem um pico m&#xE1;ximo de concentra&#xE7;&#xE3;o em plasma at&#xE9; 20 vezes maior que uma dose semelhante por via oral (Borgstrom L e <em>cols</em>. 1986).</p> <p>A maior disponibilidade de acetilciste&#xED;na por via intravenosa acontece tanto na forma total como reduzida e poderia ser atribu&#xED;da &#xE0; aus&#xEA;ncia do metabolismo hep&#xE1;tico de primeira passagem que acontece ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral (Olsson B e <em>cols</em>. 1988).</p> <h4>Intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol</h4> <p>A acetilciste&#xED;na &#xE9; recomendada como ant&#xED;doto para a superdose de paracetamol com poss&#xED;vel risco de toxicidade hep&#xE1;tica (Wolf SJ e <em>cols</em>. 2007).</p> <p>Estudo comparou 100 casos de intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol tratados com acetilciste&#xED;na intravenosa e 57 casos que receberam unicamente tratamento de suporte (Prescott LF e <em>cols</em>. 1979). Demonstrou-se uma redu&#xE7;&#xE3;o importante da toxicidade hep&#xE1;tica grave (58% suporte a 2% no grupo acetilciste&#xED;na) quando o tratamento foi administrado nas primeiras 10 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol.</p> <p>Em um estudo de coorte que avaliou 4084 pacientes intoxicados por paracetamol, foram comparados os pacientes que receberam regime de acetilciste&#xED;na por via oral (regime de 72 horas) e por via intravenosa (regime de 20 h). Os pacientes que receberam tratamento endovenoso nas primeiras 12 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol tiveram menor toxicidade hep&#xE1;tica (RR 0,54, CI95% 0,38 a 0,75 &#xE0;s 4 horas; RR 0.84, CI95% 0,71 a 1,00 &#xE0;s 12 horas e 12 minutos). Entre 12 e 18 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, o tratamento endovenoso com acetilciste&#xED;na diminuiu a toxicidade hep&#xE1;tica de forma semelhante ao tratamento oral. Ainda &#xE9; destacada a vantagem de poder utilizar o tratamento endovenoso em pacientes que apresentam v&#xF4;mitos (Yarema MC e <em>cols</em>. 2009). Em estudo com pacientes pedi&#xE1;tricos, a acetilciste&#xED;na intravenosa por 52 horas mostrou efic&#xE1;cia semelhante ao regime com acetilciste&#xED;na oral por 72 horas (Perry HE e Shannon MW. 1998).</p> <h4>A acetilciste&#xED;na na S&#xED;ndrome do Desconforto Respirat&#xF3;rio do Adulto</h4> <p>Estudo controlado em pacientes com S&#xED;ndrome do Desconforto Respirat&#xF3;rio do Adulto avaliou 32 pacientes que receberam acetilciste&#xED;na por via intravenosa e 29 que receberam placebo por infus&#xE3;o cont&#xED;nua nas 72 horas posteriores &#xE0; sua admiss&#xE3;o em terapia intensiva. Os pacientes que receberam acetilciste&#xED;na tiveram melhora r&#xE1;pida nos &#xED;ndices de oxigena&#xE7;&#xE3;o, com diminui&#xE7;&#xE3;o significativa no suporte ventilat&#xF3;rio mec&#xE2;nico no segundo e terceiro dia de tratamento (Suter PM e <em>cols</em>. 1994).</p> <h4>Uso da acetilciste&#xED;na nas atelectasias pulmonares</h4> <p>Pacientes com atelectasias pulmonares foram tratados com lavagem broncosc&#xF3;pica com solu&#xE7;&#xE3;o salina fisiol&#xF3;gica e acetilciste&#xED;na na propor&#xE7;&#xE3;o de 7:3. Resultados radiol&#xF3;gicos positivos foram vistos no seguimento de 48 dos 51 pacientes tratados. Houve completa regress&#xE3;o da <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-atelectasia-pulmonar-tipos-fisioterapia-tem-cura/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">atelectasia</a> em 37 casos e regress&#xE3;o parcial em 11 casos. Entretanto, houve recorr&#xEA;ncia da atelectasia em 8 casos nas 48 horas seguintes (Perruchoud A e <em>cols</em>. 1980).</p> <h4>Instila&#xE7;&#xE3;o de acetilciste&#xED;na para a <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-respiratorio/sinusite/c\" target=\"_blank\">sinusite</a> cr&#xF4;nica</h4> <p>Uma solu&#xE7;&#xE3;o da associa&#xE7;&#xE3;o de 300 mg de acetilciste&#xED;na e 750 mg de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/tianfenicol/bula\" target=\"_blank\">tianfenicol</a> foi usada para realizar instila&#xE7;&#xE3;o local ap&#xF3;s lavagem e drenagem dos seios paranasais em 498 pacientes com sinusite maxilar cr&#xF4;nica. Os pacientes foram tratados at&#xE9; se obter uma lavagem limpa ou uma sinumanometria normal. Em 36,25% dos casos, houve regress&#xE3;o completa do quadro de sinusite cr&#xF4;nica, sem necessidade de interven&#xE7;&#xF5;es adicionais, inclusive cir&#xFA;rgicas (Bertrand B e Eloy P. 1993).</p> <h3>Comprimido / Granulado / Xarope</h3> <h4>Bronquite aguda</h4> <p>Um estudo multic&#xEA;ntrico, prospectivo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo avaliou a efic&#xE1;cia de acetilciste&#xED;na 200 mg 3x/dia via oral formula&#xE7;&#xE3;o granulada por 10 dias no tratamento de 215 pacientes com bronquite aguda. Os participantes foram divididos em tr&#xEA;s grupos de acordo com a presen&#xE7;a ou aus&#xEA;ncia de doen&#xE7;as respirat&#xF3;rias cr&#xF4;nicas (Brocard H. e <em>cols</em>, 1980). Os par&#xE2;metros avaliados (volume e viscosidade da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, intensidade da tosse e pico de fluxo expirat&#xF3;rio) evidenciaram resultados favor&#xE1;veis ao uso de acetilciste&#xED;na de modo significativo, em especial no grupo de participantes com bronquite aguda sem doen&#xE7;a respirat&#xF3;ria cr&#xF4;nica pr&#xE9;via. Ressalta-se entre os dados do estudo o aumento inicial e transit&#xF3;rio significativo de secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria entre os pacientes que utilizaram acetilciste&#xED;na. Entre os pacientes tratados apenas com antibi&#xF3;ticos no grupo placebo, houve decl&#xED;nio gradual do volume de secre&#xE7;&#xE3;o desde o in&#xED;cio do tratamento. Isso refor&#xE7;a a hip&#xF3;tese do efeito positivo de drenagem da secre&#xE7;&#xE3;o devido &#xE0; fluidifica&#xE7;&#xE3;o pelo uso de acetilciste&#xED;na (Brocard H. e <em>cols</em>, 1980).</p> <h4>Bronquite cr&#xF4;nica</h4> <p>Pacientes com bronquite cr&#xF4;nica foram avaliados em um estudo multic&#xEA;ntrico, prospectivo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo e, neste estudo foram inclu&#xED;dos 744 pacientes. Os par&#xE2;metros estudados foram: quantidade e viscosidade da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, dificuldade de expectora&#xE7;&#xE3;o, intensidade da tosse e epis&#xF3;dios de exacerba&#xE7;&#xE3;o em um per&#xED;odo de 6 meses. Os resultados positivos foram estatisticamente significantes em favor do grupo que usou acetilciste&#xED;na 200 mg 2x/dia formula&#xE7;&#xE3;o granulada via oral em todos os itens analisados (Multicenter Study Group, 1980).</p> <p>Um outro estudo foi realizado em pacientes com bronquite cr&#xF4;nica. Este estudo aberto e n&#xE3;o comparativo avaliou 1392 pacientes (por protocolo) com diagn&#xF3;stico de bronquite cr&#xF4;nica em uso de acetilciste&#xED;na 200 mg 3x/dia formula&#xE7;&#xE3;o granulada via oral por 2 meses. Foram analisados viscosidade e aspecto da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, dificuldade de expectora&#xE7;&#xE3;o e intensidade da tosse (Tattersall A. B. e <em>cols</em>, 1983).</p> <p>Ap&#xF3;s 2 meses de tratamento com acetilciste&#xED;na, observou-se uma melhoria na viscosidade da expectora&#xE7;&#xE3;o em 80% dos casos, do car&#xE1;ter da expectora&#xE7;&#xE3;o em 59%, da dificuldade para expectorar em 74% e da gravidade da tosse em 71%. Os resultados confirmam a efic&#xE1;cia da acetilciste&#xED;na sobre os par&#xE2;metros relacionados com a hipersecre&#xE7;&#xE3;o br&#xF4;nquica. Para al&#xE9;m de toda a sintomatologia cl&#xED;nica referida, o desenvolvimento da bronquite cr&#xF4;nica &#xE9; frequentemente associado &#xE0; exist&#xEA;ncia de exacerba&#xE7;&#xF5;es agudas recorrentes do seu processo br&#xF4;nquico, as quais determinam um agravamento da referida sintomatologia (Tattersall A. B. e <em>cols</em>, 1983).</p> <p>A microbiota existente na secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria foi avaliada em um estudo aberto com 22 fumantes sem bronquite cr&#xF4;nica, 19 fumantes com bronquite cr&#xF4;nica e doen&#xE7;a pulmonar obstrutiva cr&#xF4;nica e 14 n&#xE3;o fumantes saud&#xE1;veis, atrav&#xE9;s de broncoscopia e cultura de escovado br&#xF4;nquico com escova protegida. O uso de acetilciste&#xED;na por via oral foi considerado na an&#xE1;lise. N&#xE3;o se verificou diferen&#xE7;a estatisticamente significante em faixas mais baixas na porcentagem de indiv&#xED;duos com cultura positiva entre os grupos. Entre os fatores analisados, o uso de acetilciste&#xED;na via oral foi o &#xFA;nico fator independente a influenciar os resultados bacteriol&#xF3;gicos. O grupo de pacientes com obstru&#xE7;&#xE3;o cr&#xF4;nica das vias a&#xE9;reas em uso de acetilciste&#xED;na via oral teve uma porcentagem menor estatisticamente significante de culturas bacterianas positivas quando comparado ao mesmo grupo que n&#xE3;o fazia uso da medica&#xE7;&#xE3;o (Riise GC e <em>cols, 1994)</em>.</p> <h4>A acetilciste&#xED;na na pediatria</h4> <p>A acetilciste&#xED;na em crian&#xE7;as foi avaliada em um estudo prospectivo, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo. Este estudo avaliou a acetilciste&#xED;na via oral em 50 crian&#xE7;as com infec&#xE7;&#xE3;o aguda das vias respirat&#xF3;rias. Al&#xE9;m do tratamento com antibi&#xF3;tico, as crian&#xE7;as recebiam acetilciste&#xED;na via oral na forma granulada com dose ajustada para idade (100 mg at&#xE9; 2 anos, 200 mg entre 2 e 4 anos e 300 mg acima de 4 anos) ou placebo por 6 dias. Verificaram-se diferen&#xE7;as estatisticamente significantes dos par&#xE2;metros estudados (<a href=\"https://consultaremedios.com.br/dor-febre-e-contusao/c\" target=\"_blank\">febre</a>, ru&#xED;dos respirat&#xF3;rios e tosse) em favor do uso da acetilciste&#xED;na (Biscatti G. e <em>cols</em>, 1972).</p> <h4>Intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol</h4> <p>Diversos estudos cl&#xED;nicos realizados mostraram o efeito protetor da acetilciste&#xED;na sobre o <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/figado/c\" target=\"_blank\">f&#xED;gado</a> dos pacientes intoxicados por paracetamol (Petterson R.G. e <em>cols</em>, 1977; Prescott L.F. <em>e cols</em>, 1977, 1981; Rumack B.H. e <em>cols</em>, 1981; Harrison P.H. e <em>cols</em>, 1990).</p> <p>Um estudo retrospectivo descreve o desfecho de 2540 pacientes suspeitos de overdose de paracetamol. Os pacientes foram tratados com uma dose oral inicial de 140mg/kg de acetilciste&#xED;na seguida por doses de 70 mg/kg a cada 4 horas por 3 dias.</p> <p>Hepatoxicidade foi verificada em 6,1% dos pacientes que tiveram o esquema detratamento de acetilciste&#xED;na por via oral iniciado at&#xE9; 10 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol e em 26,4% dos pacientes quando a acetilciste&#xED;na foi iniciada entre 10 e 24 horas. Entre os pacientes de alto risco que tiveram o esquema de acetilciste&#xED;na iniciado entre 16 e 24 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, 41% desenvolveram hepatoxicidade. Quando iniciada at&#xE9; 8 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, a acetilciste&#xED;na exerceu efeito hepatoprotetor independente da concentra&#xE7;&#xE3;o s&#xE9;rica de paracetamol (Smilkstein MJ. e <em>cols</em>, 1988).</p> <h4>Doen&#xE7;a Pulmonar Obstrutiva Cr&#xF4;nica (DPOC)</h4> <p>Um estudo prospectivo randomizado, duplo-cego, duplo-mascarado, controlado por placebo avaliou 123 pacientes com exacerba&#xE7;&#xE3;o aguda de DPOC.</p> <p>Duas doses de acetilciste&#xED;na foram utilizadas (1200 mg/dia e 600 mg/dia) com o objetivo principal de avaliar a propor&#xE7;&#xE3;o de pacientes com prote&#xED;na C reativa (<a href=\"https://minutosaudavel.com.br/proteina-c-reativa-pcr/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">PCR</a>) em n&#xED;veis normais ap&#xF3;s 10 dias de tratamento. (Zuin R. e <em>cols</em>, 2005).</p> <p>Entre os pacientes com PCR em n&#xED;veis aumentados, uma maior propor&#xE7;&#xE3;o estatisticamente significante de pacientes que tomaram acetilciste&#xED;na tiveram seus n&#xED;veis s&#xE9;ricos de PCR normalizados ap&#xF3;s 10 dias. O uso de 1200 mg/dia de acetilciste&#xED;na foi mais eficaz que o uso de 600 mg/dia.</p> <p>Ambas as dosagens foram mais eficazes que placebo na melhora cl&#xED;nica e de fun&#xE7;&#xE3;o pulmonar avaliada por pico de fluxo expirat&#xF3;rio. &#xC9; especulado que o efeito de acetilciste&#xED;na nos marcadores inflamat&#xF3;rios pode ser devido &#xE0;s propriedades mucol&#xED;tica e <a href=\"https://consultaremedios.com.br/vitaminas-e-minerais/antioxidante/c\" target=\"_blank\">antioxidante</a> (Zuin R. e <em>cols</em>, 2005).</p> <h4>Fibrose C&#xED;stica</h4> <p>Pacientes com fibrose c&#xED;stica foram avaliados em um estudo aberto com 76 pacientes entre crian&#xE7;as e adultos. Este estudo analisou a utiliza&#xE7;&#xE3;o de acetilciste&#xED;na via oral em doses variadas de acordo com a idade ap&#xF3;s a utiliza&#xE7;&#xE3;o de acetilciste&#xED;na inalat&#xF3;ria por pelo menos 1 ano (Stephan U. e <em>cols</em>, 1980).</p> <h5>Foram analisados aspectos como tosse, caracter&#xED;sticas da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, radiografia de t&#xF3;rax e percentis de peso e altura. Concluiu-se que ap&#xF3;s a troca da via de administra&#xE7;&#xE3;o da acetilciste&#xED;na de inalat&#xF3;ria para oral:</h5> <ul> <li>Os sintomas respirat&#xF3;rios melhoraram ou se mantiveram inalterados;</li> <li>A acetilciste&#xED;na via oral pode substituir a via inalat&#xF3;ria quando o tratamento n&#xE3;o estiver se mostrando eficaz;</li> <li>Mesmo que o tratamento via inalat&#xF3;ria esteja sendo eficaz, o tratamento via oral &#xE9; pelo menos n&#xE3;o inferior;</li> <li>A administra&#xE7;&#xE3;o via oral tem vantagens relacionadas &#xE0; facilidade de aplica&#xE7;&#xE3;o da medica&#xE7;&#xE3;o, menor custo e aus&#xEA;ncia dos eventos adversos comuns &#xE0;s medica&#xE7;&#xF5;es de uso inalat&#xF3;rio.</li> </ul> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Solu&#xE7;&#xE3;o Nasal</h3> <h4>Farmacodin&#xE2;mica</h4> <p>O princ&#xED;pio ativo Acetilciste&#xED;na exerce intensa a&#xE7;&#xE3;o mucol&#xED;tico-fluidificante das secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas, despolimerizando os complexos mucoprote&#xED;cos e os &#xE1;cidos nucl&#xE9;icos que d&#xE3;o viscosidade ao escarro e &#xE0;s outras, al&#xE9;m de melhorar a depura&#xE7;&#xE3;o mucociliar. Estas atividades tornam Acetilciste&#xED;na particularmente adequado para o tratamento das afec&#xE7;&#xF5;es agudas e cr&#xF4;nicas do <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-respiratorio/c\" target=\"_blank\">aparelho respirat&#xF3;rio</a> caracterizadas por secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas densas e viscosas.</p> <p>Al&#xE9;m disso, a acetilciste&#xED;na exerce a&#xE7;&#xE3;o antioxidante direta, sendo dotada de um grupo tiol livre (-SH) nucleof&#xED;lico em condi&#xE7;&#xF5;es de interagir diretamente com os grupos eletrof&#xED;licos dos radicais oxidantes. A estrutura da sua mol&#xE9;cula lhe permite, al&#xE9;m disso, atravessar facilmente as membranas celulares. No interior da c&#xE9;lula, a acetilciste&#xED;na &#xE9; desacetilada, ficando assim dispon&#xED;vel a L-ciste&#xED;na, amino&#xE1;cido indispens&#xE1;vel para a s&#xED;ntese da glutationa (GSH). O GSH &#xE9; um tripept&#xED;dio extremamente reativo que se encontra difundido por igual nos diversos tecidos dos organismos animais e &#xE9; essencial para a manuten&#xE7;&#xE3;o da capacidade funcional e da integridade da morfologia celular, pois &#xE9; o mecanismo mais importante de defesa intracelular contra os radicais oxidantes (tanto ex&#xF3;genos como end&#xF3;genos) e contra numerosas subst&#xE2;ncias citot&#xF3;xicas.</p> <p>A acetilcist&#xE9;ina tem demonstrado ser essencial no controle de v&#xE1;rias condi&#xE7;&#xF5;es patol&#xF3;gicas relacionadas ao stress oxidativo, como bronquite aguda e bronquite cr&#xF4;nica.</p> <p>A efic&#xE1;cia terap&#xEA;utica da acetilciste&#xED;na nos processos inflamat&#xF3;rios nasais como a rinite &#xE9; interpretada como sendo devida a sua a&#xE7;&#xE3;o farmacol&#xF3;gica. A redu&#xE7;&#xE3;o da viscosidade do muco facilita a remo&#xE7;&#xE3;o e evita a evolu&#xE7;&#xE3;o para a infec&#xE7;&#xE3;o (sinusite).</p> <p>O efeito antiinflamat&#xF3;rio/antioxidante ocorre atrav&#xE9;s da ciste&#xED;na, precursora da glutationa. A ciste&#xED;na &#xE9; considerada um dos mais importantes antioxidantes presentes na c&#xE9;lula, agindo atrav&#xE9;s da inibi&#xE7;&#xE3;o da quimiotaxia de neutr&#xF3;filos.</p> <p>A acetilciste&#xED;na inibe a produ&#xE7;&#xE3;o de citocinas induzidas por lipopolissacar&#xED;deos ou CD40L das c&#xE9;lulas dendr&#xED;ticas, uma linhagem celular especializada muito importante nas doen&#xE7;as al&#xE9;rgicas. A acetilciste&#xED;na inibe a express&#xE3;o de mol&#xE9;culas coestimuladoras que liberam sinais necess&#xE1;rios para a ativa&#xE7;&#xE3;o dos linf&#xF3;citos T.</p> <p>Foi demonstrado que a rinite al&#xE9;rgica e a asma s&#xE3;o doen&#xE7;as inflamat&#xF3;rias cr&#xF4;nicas das vias a&#xE9;reas, onde uma produ&#xE7;&#xE3;o excessiva de esp&#xE9;cies reativas de oxig&#xEA;nio e o mecanismo antioxidante end&#xF3;geno est&#xE3;o presentes. Conclui-se que uma terapia antioxidante pode ser ben&#xE9;fica.</p> <p>Os dados<em> in vitro</em> da acetilciste&#xED;na na fun&#xE7;&#xE3;o celular do sistema imune, e em particular os dados recentes das c&#xE9;lulas dendr&#xED;ticas e <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/eosinofilos/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">eosin&#xF3;filos</a> humanos, apontaram que a administra&#xE7;&#xE3;o isolada de acetilciste&#xED;na na mucosa nasal pode ter um efeito antiinflamat&#xF3;rio/antioxidante em condi&#xE7;&#xF5;es al&#xE9;rgicas. A administra&#xE7;&#xE3;o t&#xF3;pica diretamente no tecido inflamado torna o efeito poss&#xED;vel devido &#xE0; alta concentra&#xE7;&#xE3;o local, al&#xE9;m de efeito imunomodulador.</p> <h4>Farmacocin&#xE9;tica</h4> <p>Acetilciste&#xED;na nasal pode ser absorvido sistemicamente atrav&#xE9;s da mucosa nasal e do trato gastrintestinal ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o intranasa.</p> <h3>Injet&#xE1;vel</h3> <h4>Farmacodin&#xE2;mica</h4> <p>O princ&#xED;pio ativo Acetilciste&#xED;na &#xE9; a acetilciste&#xED;na exerce intensa a&#xE7;&#xE3;o mucol&#xED;tico fluidificante das secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas, despolimerizando os complexos mucoprote&#xED;cos e os &#xE1;cidos nucl&#xE9;icos que d&#xE3;o viscosidade ao escarro e &#xE0;s outras secre&#xE7;&#xF5;es, al&#xE9;m de melhorar a depura&#xE7;&#xE3;o mucociliar. Estas atividades tornam Acetilciste&#xED;na particularmente adequado para o tratamento das afec&#xE7;&#xF5;es agudas e cr&#xF4;nicas do aparelho respirat&#xF3;rio caracterizadas por secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas densas e viscosas.</p> <p>Al&#xE9;m disso, a acetilciste&#xED;na exerce a&#xE7;&#xE3;o antioxidante direta, sendo dotada de um grupo tiol livre (-SH) nucleof&#xED;lico em condi&#xE7;&#xF5;es de interagir diretamente com os grupos eletrof&#xED;licos dos radicais oxidantes. De particular interesse &#xE9; a recente demonstra&#xE7;&#xE3;o de que a acetilciste&#xED;na protege a alfa-1-antitripsina, enzima inibidora da elastase, de ser inativada pelo &#xE1;cido hipocloroso (HClO), potente agente oxidante que &#xE9; produzido pela enzima mieloperoxidase dos fag&#xF3;citos ativados. A estrutura da sua mol&#xE9;cula lhe permite, al&#xE9;m disso, atravessar facilmente as membranas celulares. No interior da c&#xE9;lula, a acetilciste&#xED;na &#xE9; desacetilada, ficando assim dispon&#xED;vel a L-ciste&#xED;na, amino&#xE1;cido indispens&#xE1;vel para a s&#xED;ntese da glutationa (GSH).</p> <p>O GSH &#xE9; um tripept&#xED;dio extremamente reativo que se encontra difundido por igual nos diversos tecidos dos organismos animais e &#xE9; essencial para a manuten&#xE7;&#xE3;o da capacidade funcional e da integridade da morfologia celular, pois &#xE9; o mecanismo mais importante de defesa intracelular contra os radicais oxidantes (tanto ex&#xF3;genos como end&#xF3;genos) e contra numerosas subst&#xE2;ncias citot&#xF3;xicas, incluindo o paracetamol.</p> <p>O paracetamol exerce sua a&#xE7;&#xE3;o citot&#xF3;xica pelo empobrecimento progressivo de GSH.</p> <p>A acetilciste&#xED;na desempenha seu principal papel mantendo n&#xED;veis adequados de GSH, contribuindo, assim para a prote&#xE7;&#xE3;o celular. Portanto a acetilciste&#xED;na &#xE9; um ant&#xED;doto espec&#xED;fico para intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol.</p> <p>A acetilciste&#xED;na reduz a toxicidade hep&#xE1;tica do NAPQI (N-acetil-p-benzoquinonaimina), o metab&#xF3;lito intermedi&#xE1;rio altamente reativo ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de uma alta dose de paracetamol, pelos seguintes mecanismos:</p> <p>A acetilciste&#xED;na atua como um precursor para a s&#xED;ntese de glutationa e, portanto, mant&#xE9;m a glutationa celular em um n&#xED;vel suficiente para inativar o NAPQI. Acredita-se que este seja o principal mecanismo pelo qual a acetilciste&#xED;na atua nos est&#xE1;gios iniciais da toxicidade do paracetamol, com benef&#xED;cio observado principalmente em pacientes tratados dentro de 8-10 horas ap&#xF3;s a superdosagem.</p> <p>Quando o tratamento com acetilciste&#xED;na &#xE9; iniciado mais de 8 a 10 horas ap&#xF3;s a sobredosagem de paracetamol, a sua efic&#xE1;cia na preven&#xE7;&#xE3;o da hepatotoxicidade (com base nos indicadores s&#xE9;ricos) diminui progressivamente com o prolongamento do intervalo de tratamento com overdose (o tempo entre a sobredosagem de paracetamol e o in&#xED;cio do tratamento).</p> <p>A acetilciste&#xED;na demonstrou ser ainda eficaz quando a perfus&#xE3;o &#xE9; iniciada at&#xE9; 12 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, quando a maior parte do analg&#xE9;sico ter&#xE1; sido metabolizada no seu metab&#xF3;lito reativo. Nesse est&#xE1;gio, acredita-se que a acetilciste&#xED;na atue reduzindo os grupos tiol oxidados nas enzimas-chave.</p> <p>H&#xE1; evid&#xEA;ncias de que ainda pode ser ben&#xE9;fico quando administrado at&#xE9; 24 horas ap&#xF3;s a superdosagem. Nesta fase tardia da hepatotoxicidade do paracetamol, os efeitos ben&#xE9;ficos da acetilciste&#xED;na podem ser devidos &#xE0; sua capacidade de melhorar a hemodin&#xE2;mica sist&#xEA;mica e o transporte de oxig&#xEA;nio, embora o mecanismo pelo qual isso possa ocorrer ainda n&#xE3;o tenha sido determinado.</p> <h4>Farmacocin&#xE9;tica</h4> <h5>Absor&#xE7;&#xE3;o:</h5> <h6>Administra&#xE7;&#xE3;o Oral</h6> <p>Em humanos, a acetilciste&#xED;na &#xE9; completamente absorvida ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral. Devido ao metabolismo na parede intestinal e o efeito de primeira passagem, a biodisponibilidade da acetilciste&#xED;na ingerida oralmente &#xE9; muito baixa (cerca de 10%). N&#xE3;o foram referidas diferen&#xE7;as entre as v&#xE1;rias formas farmac&#xEA;uticas. Em pacientes com diferentes doen&#xE7;as respirat&#xF3;rias ou card&#xED;acas, a concentra&#xE7;&#xE3;o m&#xE1;xima no plasma &#xE9; obtida entre uma e tr&#xEA;s horas ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o e, os n&#xED;veis permaneceram elevados por um per&#xED;odo de 24 horas.</p> <h6>Administra&#xE7;&#xE3;o Intravenosa como Ant&#xED;doto</h6> <p>Ap&#xF3;s a infus&#xE3;o intravenosa, utilizando a modelagem de 20 horas, os n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos de acetilciste&#xED;na atingiram 300-900 mg / L poucos minutos ap&#xF3;s o in&#xED;cio da infus&#xE3;o, diminuindo para 11 - 90mg / L no final da infus&#xE3;o.</p> <h5>Distribui&#xE7;&#xE3;o:</h5> <p>A acetilciste&#xED;na &#xE9; distribu&#xED;da na forma n&#xE3;o metabolizada (20%) e metabolizada - ativa (80%) e, pode ser encontrada principalmente no f&#xED;gado, rins, pulm&#xF5;es e secre&#xE7;&#xF5;es br&#xF4;nquicas.</p> <p>O volume de distribui&#xE7;&#xE3;o da acetilciste&#xED;na varia de 0,33 a 0,47 L/kg. A liga&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/proteinas/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">prote&#xED;nas</a> &#xE9; de cerca de 50% ap&#xF3;s 4 horas da administra&#xE7;&#xE3;o da dose e cai para 20% em 12 horas.</p> <p>N&#xE3;o h&#xE1; informa&#xE7;&#xF5;es sobre se a acetilciste&#xED;na atravessa a barreira hematoencef&#xE1;lica ou se &#xE9; excretada no leite materno.</p> <p>A acetilciste&#xED;na atravessa a placenta.</p> <h5>Metabolismo:</h5> <p>A acetilciste&#xED;na passa por um metabolismo r&#xE1;pido e extensivo na parede intestinal e f&#xED;gado ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral.</p> <p>O composto resultante, ciste&#xED;na, &#xE9; considerado o metab&#xF3;lito ativo. Ap&#xF3;s essa fase de transforma&#xE7;&#xE3;o, a acetilciste&#xED;na e a ciste&#xED;na compartilham a mesma via metab&#xF3;lica.</p> <p>O <em>clearance</em> renal pode representar cerca de 30% do <em>clearance</em> total do organismo. Ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral a meia vida terminal de acetilciste&#xED;na total &#xE9; de 6,25 h.</p> <h5>Excre&#xE7;&#xE3;o:</h5> <p>Ap&#xF3;s uma dose intravenosa &#xFA;nica de acetilciste&#xED;na, a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica de acetilciste&#xED;na total mostra um decl&#xED;nio poli-exponencial com uma semivida terminal (T1 / 2) de 5,6 horas. A depura&#xE7;&#xE3;o renal foi definida em 0,11 litros / h / kg e pode representar cerca de 30% da depura&#xE7;&#xE3;o corporal total.</p> <h5>Linearidade / N&#xE3;o Linearidade:</h5> <p>A farmacocin&#xE9;tica da acetilciste&#xED;na &#xE9; proporcional &#xE0; dose administrada no intervalo de dose entre 200-3200 mg / m<sup>2</sup> para AUC e C<sub>max</sub>.</p> <h5>Pacientes Pedi&#xE1;tricos:</h5> <p>A meia-vida terminal m&#xE9;dia da acetilciste&#xED;na &#xE9; maior nos neonatos (11 horas) do que nos adultos (5,6 horas) 8,25. Nenhuma informa&#xE7;&#xE3;o est&#xE1; dispon&#xED;vel em outras faixas et&#xE1;rias.</p> <h5>Insufici&#xEA;ncia Hep&#xE1;tica:</h5> <p>Em indiv&#xED;duos com insufici&#xEA;ncia hep&#xE1;tica grave, associada a <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/cirrose/c\" target=\"_blank\">cirrose</a> alco&#xF3;lica (pontua&#xE7;&#xE3;o de 7-14 na escala de Child-Pugh) ou <a href=\"https://consultaremedios.com.br/b/cirrose-biliar-primaria\" target=\"_blank\">cirrose biliar prim&#xE1;ria</a> ou secund&#xE1;ria (5-7 na escala de Child-Pugh), a semi-vida de elimina&#xE7;&#xE3;o (T1 / 2) aumentou 80% a elimina&#xE7;&#xE3;o diminuiu em 30%, em compara&#xE7;&#xE3;o ao grupo controle 8. Insufici&#xEA;ncia renal N&#xE3;o h&#xE1; dados farmacocin&#xE9;ticos dispon&#xED;veis em pacientes com insufici&#xEA;ncia renal.</p> <h4>Dados Pr&#xE9; Clinicos</h4> <p>Os dados n&#xE3;o cl&#xED;nicos n&#xE3;o revelam riscos especiais para o ser humano, com base em estudos convencionais de farmacologia de seguran&#xE7;a, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e toxicidade para a reprodu&#xE7;&#xE3;o e desenvolvimento. O tratamento com altas doses em ratas prenhes e coelhos n&#xE3;o revelou evid&#xEA;ncia de comprometimento da fertilidade feminina ou dano ao feto devido &#xE0; acetilciste&#xED;na. O tratamento de ratos machos durante 15 semanas com acetilciste&#xED;na a uma dose oral considerada suficiente em excesso, em compara&#xE7;&#xE3;o com a dose humana recomendada, n&#xE3;o afetou a fertilidade ou o desempenho reprodutivo geral dos animais.</p> <h3>Comprimido / Granulado / Xarope</h3> <h4>Farmacodin&#xE2;mica</h4> <p>O princ&#xED;pio ativo do Acetilciste&#xED;na &#xE9; a acetilciste&#xED;na, que exerce intensa a&#xE7;&#xE3;o mucol&#xED;tico fluidificante das secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas, despolimerizando os complexos mucoproteicos e os &#xE1;cidos nucl&#xE9;icos que d&#xE3;o viscosidade ao escarro e &#xE0;s outras secre&#xE7;&#xF5;es, al&#xE9;m de melhorar a depura&#xE7;&#xE3;o mucociliar. Estas atividades tornam Acetilciste&#xED;na particularmente adequado para o tratamento das afec&#xE7;&#xF5;es agudas e cr&#xF4;nicas do aparelho respirat&#xF3;rio caracterizadas por secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas densas e viscosas.</p> <p>Al&#xE9;m disso, a acetilciste&#xED;na exerce a&#xE7;&#xE3;o antioxidante direta, sendo dotada de um grupo tiol livre (-SH) nucleof&#xED;lico em condi&#xE7;&#xF5;es de interagir diretamente com os grupos eletrof&#xED;licos dos radicais oxidantes. De particular interesse &#xE9; a recente demonstra&#xE7;&#xE3;o de que a acetilciste&#xED;na protege a alfa-1-antitripsina, enzima inibidora da elastase, de ser inativada pelo &#xE1;cido hipocloroso (HClO), potente agente oxidante que &#xE9; produzido pela enzima mieloperoxidase dos fag&#xF3;citos ativados. A estrutura da sua mol&#xE9;cula lhe permite, al&#xE9;m disso, atravessar facilmente as membranas celulares. No interior da c&#xE9;lula, a acetilciste&#xED;na &#xE9; desacetilada, ficando assim dispon&#xED;vel a L-ciste&#xED;na, amino&#xE1;cido indispens&#xE1;vel para a s&#xED;ntese da glutationa (GSH).</p> <p>O GSH &#xE9; um tripept&#xED;dio extremamente reativo que se encontra difundido por igual nos diversos tecidos dos organismos animais e &#xE9; essencial para a manuten&#xE7;&#xE3;o da capacidade funcional e da integridade da morfologia celular, pois &#xE9; o mecanismo mais importante de defesa intracelular contra os radicais oxidantes (tanto ex&#xF3;genos como end&#xF3;genos) e contra numerosas subst&#xE2;ncias citot&#xF3;xicas, incluindo o paracetamol.</p> <p>O paracetamol exerce sua a&#xE7;&#xE3;o citot&#xF3;xica pelo empobrecimento progressivo de GSH. A acetilciste&#xED;na desempenha seu principal papel mantendo n&#xED;veis adequados de GSH, contribuindo, assim para a prote&#xE7;&#xE3;o celular. Portanto a acetilciste&#xED;na &#xE9; um ant&#xED;doto espec&#xED;fico para intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol.</p> <h4>Farmacocin&#xE9;tica</h4> <h5>Absor&#xE7;&#xE3;o:</h5> <p>Em humanos, a acetilciste&#xED;na &#xE9; completamente absorvida ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral.</p> <p>Devido ao metabolismo na parede intestinal e o efeito de primeira passagem, a biodisponibilidade da acetilciste&#xED;na ingerida oralmente &#xE9; muito baixa (cerca de 10%). N&#xE3;o foram referidas diferen&#xE7;as entre as v&#xE1;rias formas farmac&#xEA;uticas. Em pacientes com diferentes doen&#xE7;as respirat&#xF3;rias ou card&#xED;acas, a concentra&#xE7;&#xE3;o m&#xE1;xima no plasma &#xE9; obtida entre duas a tr&#xEA;s horas ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o e os n&#xED;veis permaneceram elevados por um per&#xED;odo de 24 horas.</p> <h5>Distribui&#xE7;&#xE3;o:</h5> <p>A acetilciste&#xED;na &#xE9; distribu&#xED;da na forma n&#xE3;o metabolizada (20%) e metabolizada - ativa (80%) e pode se encontrada principalmente no f&#xED;gado, rins, pulm&#xF5;es e secre&#xE7;&#xF5;es br&#xF4;nquicas.</p> <p>O volume de distribui&#xE7;&#xE3;o da acetilciste&#xED;na varia de 0,33 a 0,47 L/kg. A liga&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s prote&#xED;nas &#xE9; de cerca de 50% ap&#xF3;s 4 horas da administra&#xE7;&#xE3;o da dose e cai para 20% em 12 horas.</p> <h5>Metabolismo:</h5> <p>A acetilciste&#xED;napassa por um metabolismo r&#xE1;pido e extensivo na parede intestinal e f&#xED;gado ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral.</p> <h5>Excre&#xE7;&#xE3;o:</h5> <p>O composto resultante, ciste&#xED;na, &#xE9; considerado o metab&#xF3;lito ativo. Ap&#xF3;s essa fase de transforma&#xE7;&#xE3;o, a acetilciste&#xED;na e a ciste&#xED;na compartilham a mesma via metab&#xF3;lica.</p> <p>O <em>clearance</em> renal pode representar cerca de 30% do <em>clearance</em> total do organismo. Ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral a meia vida terminal de acetilciste&#xED;na total &#xE9; de 6,25 h.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Fluiteína Xarope?

Manter à temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC). Proteger da luz e manter em lugar seco.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Após aberto, válido por 14 dias.

Características físicas

Fluiteína&nbsp;apresenta-se através de uma solução límpida, incolor, com sabor e odor de framboesa, isento de partículas e impurezas.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Dizeres Legais do Fluiteína Xarope

Registro MS-1.0235.0588

Farmacêutico Responsável:
Dr. Ronoel Caza de Dio
CRF-SP 19.710

EMS S/A
Rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença, Km 08, Chácara Assay
CEP: 13186-901
Hortolândia/SP
CNPJ nº. 57.507.378/0003-65
Indústria Brasileira




SAC
0800 191914

Siga corretamente o modo de usar, não desaparecendo os sintomas procure orientação médica.

40mg/mL, caixa com 1 frasco com 100mL de xarope + copo medidor

Princípio ativo
:
Acetilcisteína
Classe Terapêutica
:
Expectorantes
Requer Receita
:
Não
Tipo de prescrição
:
Isento de Prescrição Médica
Categoria
:
Expectorante
Especialidade
:
Pneumologia

Bula do medicamento

Fluiteína Xarope, para o que é indicado e para o que serve?

Este é um medicamento expectorante indicado quando se tem dificuldade para expectorar e há muita secreção densa e viscosa, tais como bronquite aguda, bronquite crônica e suas exacerbações (piora do quadro clínico e complicações), enfisema pulmonar (doença crônica caracterizada pelo comprometimento dos pulmões), pneumonia (inflamação nos pulmões e brônquios), colapso/atelectasias pulmonares (fechamento dos brônquios), mucoviscidose (doença hereditária que produz muco espesso, também conhecida por fibrose cística). Também é indicado para intoxicação acidental ou voluntária por paracetamol.

Como o&nbsp;Fluiteína Xarope funciona?

{"tag":"hr","value":" <p>Fluite&#xED;na &#xE9; um medicamento expectorante que ajuda a eliminar as secre&#xE7;&#xF5;es produzidas nos pulm&#xF5;es, facilitando a respira&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>Fluite&#xED;na modifica as caracter&#xED;sticas da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria (muco) reduzindo sua consist&#xEA;ncia e elasticidade, tornando-a mais fluida ou mais liquefeita, o que facilita a sua elimina&#xE7;&#xE3;o das vias respirat&#xF3;rias. Fluite&#xED;na funciona ainda como ant&#xED;doto de danos hep&#xE1;ticos provocados pelo paracetamol, regenerando os estoques de uma subst&#xE2;ncia vital para a fun&#xE7;&#xE3;o normal do <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/figado/c\" target=\"_blank\">f&#xED;gado</a> (a glutationa).</p> <p>Fluite&#xED;na &#xE9; rapidamente absorvido no trato gastrintestinal. O in&#xED;cio de sua a&#xE7;&#xE3;o ocorre dentro de uma hora ap&#xF3;s sua administra&#xE7;&#xE3;o, quando alcan&#xE7;a concentra&#xE7;&#xF5;es m&#xE1;ximas nas secre&#xE7;&#xF5;es br&#xF4;nquicas.</p> "}

Quais as contraindicações do Fluiteína Xarope?

Fluiteína é contraindicado para pacientes alérgicos a acetilcisteína e/ou demais componentes de sua formulação.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Este medicamento é contraindicado para crianças menores de 2 anos.

Não há contraindicações para o tratamento de overdose de paracetamol com acetilcisteína.

Como usar o Fluiteína Xarope?

Fluiteína é um medicamento que não necessita de prescrição médica obrigatória. Leia as informações da bula antes de utilizá-lo e, se persistirem os sintomas ao fazer uso deste medicamento, suspenda o uso e procure orientação médica.

Fluiteína deve ser administrado somente por via oral e não deve ser diluído.

Posologia do&nbsp;Fluiteína Xarope

{"tag":"hr","value":" <h3>Pedi&#xE1;trico (crian&#xE7;as acima de 2 anos) - Fluite&#xED;na pedi&#xE1;trico 20 mg/mL</h3> <table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:121px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Idade</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:100px\"><strong>Dose</strong></td> <td style=\"width:226px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Freq&#xFC;&#xEA;ncia</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:121px\"> <p style=\"text-align:center\">2 a 4 anos</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:100px\">100 mg (5 mL)</td> <td style=\"width:226px\"> <p style=\"text-align:center\">2 a 3 vezes ao dia ou a crit&#xE9;rio m&#xE9;dico</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:121px\"> <p style=\"text-align:center\">Acima de 4 anos</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:100px\">100 mg (5 mL)</td> <td style=\"width:226px\"> <p style=\"text-align:center\">3 a 4 vezes ao dia ou a crit&#xE9;rio m&#xE9;dico</p> </td> </tr> </tbody> </table> <h3>Adultos - Fluite&#xED;na adulto 40 mg/mL</h3> <p>Dose de 600 mg (15 mL), 1 vez ao dia, de prefer&#xEA;ncia &#xE0; noite.</p> <p>A dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento &#xE9; de 5 a 10 dias, n&#xE3;o desaparecendo os sintomas procure um m&#xE9;dico.</p> <h4>Indica&#xE7;&#xF5;es espec&#xED;ficas para uso adulto e pedi&#xE1;trico</h4> <h5>Complica&#xE7;&#xE3;o Pulmonar da Fibrose C&#xED;stica:</h5> <p><strong>A posologia recomendada para este caso &#xE9; a seguinte:</strong></p> <table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:147px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Crian&#xE7;as acima de 2 anos de idade</strong></p> </td> <td style=\"width:305px\"> <p style=\"text-align:center\">200 mg (10 mL de xarope pedi&#xE1;trico) a cada 8 horas</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:147px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Adultos</strong></p> </td> <td style=\"width:305px\"> <p style=\"text-align:center\">200 mg (5 mL de xarope adulto) a 400 mg (10 mL de xarope adulto) a cada 8 horas</p> </td> </tr> </tbody> </table> <p>A crit&#xE9;rio m&#xE9;dico, as doses acima podem ser aumentadas at&#xE9; o dobro.</p> <h4>Intoxica&#xE7;&#xE3;o acidental ou volunt&#xE1;ria por paracetamol</h4> <p>Por via oral, dose inicial de 140 mg/kg de peso corp&#xF3;reo o mais r&#xE1;pido poss&#xED;vel, dentro de 10 horas da ingest&#xE3;o do agente t&#xF3;xico, seguidas de doses &#xFA;nicas de 70 mg/kg de peso corp&#xF3;reo a cada 4 horas, por 1-3 dias.</p> <p><strong>Siga corretamente o modo de usar. Em caso de d&#xFA;vidas sobre este medicamento, procure orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico.</strong></p> <p><strong>N&#xE3;o desaparecendo os sintomas, procure orienta&#xE7;&#xE3;o de seu m&#xE9;dico ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> <h2>O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Fluite&#xED;na Xarope?</h2> <hr> <p>Caso voc&#xEA; esque&#xE7;a de tomar uma dose, deve tom&#xE1;-la o quanto antes, e tomar a dose seguinte como de costume, isto &#xE9;, na hora regular e sem dobrar a dose.</p> <p><strong>Em caso de d&#xFA;vidas, procure orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico ou de seu m&#xE9;dico, ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> </hr>"}

Quais cuidados devo ter ao usar o Fluiteína Xarope?

A presença de odor sulfúreo (enxofre) não indica alteração no medicamento, pois é característico do princípio ativo contido no mesmo.

É recomendada precaução quando utilizado por pacientes com úlcera péptica ou histórico de úlcera, especialmente no caso de administração concomitante à outros medicamentos com conhecido efeito irritativo à mucosa gástrica.

A administração da acetilcisteína, principalmente no início do tratamento, pode fluidificar a secreção brônquica e aumentar seu volume. Se efetivamente o paciente não conseguir expectorar, deve ser realizada a drenagem postural, aspiração brônquica e/ou outras medidas para drenagem de secreção.

Pacientes portadores de asma brônquica devem ser rigorosamente monitorados durante o tratamento; se ocorrer broncoespasmo (contração dos brônquios causando dificuldade para respirar ou chiado no peito), suspender a acetilcisteína imediatamente e iniciar tratamento adequado.

Fluiteína pode afetar moderadamente o metabolismo da histamina, portanto deve-se ter cautela quando administrar o produto para o tratamento ao longo prazo em pacientes com intolerância à histamina, uma vez que sintomas de intolerância pode ocorrer (dor de cabeça, rinite vasomotora e prurido).

O paciente que utiliza Fluiteína pode dirigir e operar máquinas, pois o medicamento não diminui a atenção e o estado de vigília do paciente.

Atenção pacientes sob dietas restritivas de sódio: Fluiteína em todas as apresentações de uso oral adulto e pediátrico contém sódio.

Fluiteína xarope 20 mg/mL e 40 mg/mL contém p-hidroxibenzoato (metilparabeno e propilparabeno).

Estas substâncias podem causar reações alérgicas (possivelmente tardias).

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Fluiteína Xarope?

Os eventos adversos mais frequentemente associados com a administração oral de acetilcisteína são gastrointestinais. Reações de hipersensibilidade incluindo choque anafilático, reação anafilática/anafilactóide, broncoespasmo, angioedema, rash e prurido tem sido reportados com menor frequência.

Reações incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Hipersensibilidade, cefaleia (dor de cabeça), zumbido no ouvido, taquicardia, vômito, diarreia, estomatite, dor abdominal, náusea, urticária, rash, angioedema (alergia), prurido (coceira), febre e pressão arterial baixa.

Reações raras (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Broncoespasmo (chiado no peito), dispneia (falta de ar) e dispepsia (indigestão).

Reações muito raras (ocorrem em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Choque anafilático, reação anafilática/anafilactóide e hemorragia.

Reação com frequência desconhecida

Edema (inchaço) de face.

Em casos raríssimos houve relato de reações severas da pele, como síndrome de Stevens-Johnson e síndrome de Lyell, com relação temporal com a administração da acetilcisteína. Na maioria dos casos havia envolvimento provável de pelo menos uma droga co-suspeita na provocação da síndrome mucocutânea relatada. Por isso, é preciso consultar o médico assim que ocorrer alguma nova alteração na pele ou em membranas mucosas, a acetilcisteína deve ser interrompida imediatamente.

Também já foi descrita redução da agregação plaquetária com o uso da acetilcisteína. O significado clínico desta alteração ainda não está estabelecido.

Se for observada qualquer outra reação não descrita nesta bula, informe seu médico.

Informe ao seu médico, cirurgião dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.

Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

População Especial

Uso em idosos

Devem-se seguir as orientações gerais descritas para o medicamento, salvo em situações especiais.

Uso pediátrico

Agentes mucolíticos podem induzir obstrução respiratória em crianças abaixo de 2 anos. Devido às características fisiológicas das vias aéreas nessa faixa etária, a habilidade de expectorar pode ser limitada. Portanto agentes mucolíticos não devem ser utilizados em crianças com menos de 2 anos de idade.

Este medicamento é contraindicado para crianças menores de 2 anos.

Gravidez e lactação

Há escassez de dados clínicos sobre mulheres expostas à acetilcisteína durante a gravidez. Estudos com animais não sugerem nenhum efeito nocivo, direto ou indireto, na toxicidade reprodutiva. Como medida de precaução, é preferível evitar o uso de Fluiteína na gravidez.

Não há informações disponíveis sobre o efeito da acetilcisteína na fertilidade humana. Estudos em animais não indicaram efeitos nocivos com relação à fertilidade humana nas dosagens recomendadas.

Não há informações disponíveis sobre a excreção da acetilcisteína e seus metabólitos pelo leite materno.

O produto só deve ser usado durante a gravidez e lactação depois de cuidadosa avaliação de riscobenefício.

O risco para criança amamentada não pode ser excluído.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Qual a composição do Fluiteína Xarope?

Cada mL do xarope 20 mg/mL&nbsp;contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center\">Acetilciste&#xED;na</td> <td style=\"text-align:center\">20 mg</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center\">Ve&#xED;culo*</td> <td style=\"text-align:center\">1 mL</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

*Hietelose, sacarina sódica, ciclamato de sódio, propilparabeno, metilparabeno, hidróxido de sódio, essência de framboesa, edetato dissódico di-hidratado, propilenoglicol, água purificada.

Cada mL do xarope 40 mg/mL&nbsp;contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center\">Acetilciste&#xED;na</td> <td style=\"text-align:center\">40 mg</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center\">Ve&#xED;culo*</td> <td style=\"text-align:center\">1 mL</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

*Hietelose, sacarina sódica, ciclamato de sódio, propilparabeno, metilparabeno, hidróxido de sódio, essência de framboesa, edetato dissódico di-hidratado, propilenoglicol, água purificada.

Conteúdo de sacarina sódica por apresentação:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center; width:139px\"><strong>-</strong></td> <td style=\"text-align:center; width:155px\"><strong>-</strong></td> <td style=\"width:153px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Quantidade por mL de xarope</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:139px\"><strong>Uso</strong></td> <td style=\"text-align:center; width:155px\"><strong>Apresenta&#xE7;&#xE3;o</strong></td> <td style=\"text-align:center; width:153px\"><strong>Sacarina s&#xF3;dica</strong></td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:139px\">Pedi&#xE1;trico (Crian&#xE7;as acima de 2 anos)</td> <td style=\"text-align:center; width:155px\">Xarope 20 mg/mL</td> <td style=\"text-align:center; width:153px\">3,00 mg</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:139px\">Adulto</td> <td style=\"text-align:center; width:155px\">Xarope 40 mg/mL</td> <td style=\"text-align:center; width:153px\">3,00</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Apresentação do&nbsp;Fluiteína Xarope

{"tag":"hr","value":" <h3>Xarope para uso oral 20 mg/mL</h3> <p>Embalagens com 100 ml e 120 ml + copo dosador.</p> <h3>Xarope para uso oral 40 mg/mL</h3> <p>Embalagem 120 ml + copo dosador.</p> <p><strong>Uso oral.</strong></p> <p><strong>Uso adulto e pedi&#xE1;trico acima de 2 anos.</strong></p> "}

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Fluiteína Xarope maior do que a recomendada?

Voluntários saudáveis receberam 11,2 g de acetilcisteína diariamente por três meses sem ocorrência de qualquer evento adverso sério. Doses acima de 500 mg de Fluiteína/kg de peso foram bem toleradas sem nenhum sintoma de envenenamento.

A superdosagem pode levar a sintomas gastrintestinais, como náusea, vômito e diarreia.

Não há antídoto específico para a acetilcisteína e o tratamento é sintomático.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Fluiteína Xarope com outros remédios?

Os estudos de interação foram realizados apenas em adultos.

Fluiteína não deve ser administrado concomitantemente com fármacos antitussígenos, pois a redução do reflexo tussígeno pode levar ao acúmulo de secreções brônquicas.

O uso de carvão ativado pode reduzir o efeito de Fluiteína.

Dissolução de formulações de acetilcisteína com outros medicamentos não é recomendada.

Relatos de inativação de antibióticos com acetilcisteína foram encontrados apenas em estudos in vitro&nbsp;onde as substâncias foram misturadas diretamente. Portanto quando o tratamento com antibiótico oral for necessário é recomendado o uso de acetilcisteína oral 2 horas antes ou depois da administração do antibiótico.

A administração concomitante de nitroglicerina e acetilcisteína causam hipotensão significante e, aumentam a dilatação da artéria temporal. Se houver necessidade de tratamento concomitante com nitroglicerina e acetilcisteína, os pacientes devem ser monitorados, pois pode ocorrer hipotensão, inclusive grave, devendo-se ter atenção para a possibilidade de cefaleias (dor de cabeça).

Avise seu médico ou farmacêutico se você usar medicamentos a base de nitrato, em conjunto com o uso de Fluiteína.

O uso concomitante de acetilcisteína e carbamazepina, podem resultar em níveis subterapêuticos de carbamazepina.

Alterações de exames laboratoriais

A acetilcisteína pode interferir no método de ensaio colorimétrico de mensuração do salicilato e interferir também, no teste de cetona na urina.

Interações com alimentos

Até o momento não foi relatada interação entre Fluiteína e alimentos. Não há nenhuma indicação sobre a administração do produto antes ou após as refeições.

Informe ao seu médico ou cirurgião dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Interação alimentícia: posso usar o Fluiteína Xarope com alimentos?

Solução Nasal

Por ser de uso nasal não há interferência entre Acetilcisteína nasal e alimentos.

Injetável

Por ser de uso injetável ou inalatório, não são conhecidas interferências entre o medicamento e alimentos.

Comprimido / Granulado / Xarope

Até o momento não foi relatada interação entre Acetilcisteína e alimentos. Não há nenhuma indicação sobre a administração do produto antes ou após as refeições.

Qual a ação da substância do Fluiteína Xarope (Acetilcisteína)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Solu&#xE7;&#xE3;o Nasal</h3> <h4>A acetilciste&#xED;na em otorrinolaringologia</h4> <p>Um estudo prospectivo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo avaliou a efic&#xE1;cia de acetilciste&#xED;na com nebulizador por via nasal quatro vezes ao dia em 60 ind&#xED;viduos com diagn&#xF3;stico de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-respiratorio/rinite-alergica/c\" target=\"_blank\">rinite al&#xE9;rgica</a>. Acetilciste&#xED;na era o &#xFA;nico tratamento utilizado em um per&#xED;odo de dois meses. Os participantes que usaram acetilciste&#xED;na relataram menos obstru&#xE7;&#xE3;o nasal, coceira no nariz e rinorreia quando comparados com os que receberam placebo, embora a diferen&#xE7;a fosse significativa (p= 0,028) s&#xF3; no &#xFA;ltimo sintoma (Bousquet J, 2000).</p> <h3>Injet&#xE1;vel</h3> <h4>Compara&#xE7;&#xE3;o da administra&#xE7;&#xE3;o intravenosa e oral</h4> <p>A acetilciste&#xED;na por via intravenosa tem um pico m&#xE1;ximo de concentra&#xE7;&#xE3;o em plasma at&#xE9; 20 vezes maior que uma dose semelhante por via oral (Borgstrom L e <em>cols</em>. 1986).</p> <p>A maior disponibilidade de acetilciste&#xED;na por via intravenosa acontece tanto na forma total como reduzida e poderia ser atribu&#xED;da &#xE0; aus&#xEA;ncia do metabolismo hep&#xE1;tico de primeira passagem que acontece ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral (Olsson B e <em>cols</em>. 1988).</p> <h4>Intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol</h4> <p>A acetilciste&#xED;na &#xE9; recomendada como ant&#xED;doto para a superdose de paracetamol com poss&#xED;vel risco de toxicidade hep&#xE1;tica (Wolf SJ e <em>cols</em>. 2007).</p> <p>Estudo comparou 100 casos de intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol tratados com acetilciste&#xED;na intravenosa e 57 casos que receberam unicamente tratamento de suporte (Prescott LF e <em>cols</em>. 1979). Demonstrou-se uma redu&#xE7;&#xE3;o importante da toxicidade hep&#xE1;tica grave (58% suporte a 2% no grupo acetilciste&#xED;na) quando o tratamento foi administrado nas primeiras 10 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol.</p> <p>Em um estudo de coorte que avaliou 4084 pacientes intoxicados por paracetamol, foram comparados os pacientes que receberam regime de acetilciste&#xED;na por via oral (regime de 72 horas) e por via intravenosa (regime de 20 h). Os pacientes que receberam tratamento endovenoso nas primeiras 12 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol tiveram menor toxicidade hep&#xE1;tica (RR 0,54, CI95% 0,38 a 0,75 &#xE0;s 4 horas; RR 0.84, CI95% 0,71 a 1,00 &#xE0;s 12 horas e 12 minutos). Entre 12 e 18 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, o tratamento endovenoso com acetilciste&#xED;na diminuiu a toxicidade hep&#xE1;tica de forma semelhante ao tratamento oral. Ainda &#xE9; destacada a vantagem de poder utilizar o tratamento endovenoso em pacientes que apresentam v&#xF4;mitos (Yarema MC e <em>cols</em>. 2009). Em estudo com pacientes pedi&#xE1;tricos, a acetilciste&#xED;na intravenosa por 52 horas mostrou efic&#xE1;cia semelhante ao regime com acetilciste&#xED;na oral por 72 horas (Perry HE e Shannon MW. 1998).</p> <h4>A acetilciste&#xED;na na S&#xED;ndrome do Desconforto Respirat&#xF3;rio do Adulto</h4> <p>Estudo controlado em pacientes com S&#xED;ndrome do Desconforto Respirat&#xF3;rio do Adulto avaliou 32 pacientes que receberam acetilciste&#xED;na por via intravenosa e 29 que receberam placebo por infus&#xE3;o cont&#xED;nua nas 72 horas posteriores &#xE0; sua admiss&#xE3;o em terapia intensiva. Os pacientes que receberam acetilciste&#xED;na tiveram melhora r&#xE1;pida nos &#xED;ndices de oxigena&#xE7;&#xE3;o, com diminui&#xE7;&#xE3;o significativa no suporte ventilat&#xF3;rio mec&#xE2;nico no segundo e terceiro dia de tratamento (Suter PM e <em>cols</em>. 1994).</p> <h4>Uso da acetilciste&#xED;na nas atelectasias pulmonares</h4> <p>Pacientes com atelectasias pulmonares foram tratados com lavagem broncosc&#xF3;pica com solu&#xE7;&#xE3;o salina fisiol&#xF3;gica e acetilciste&#xED;na na propor&#xE7;&#xE3;o de 7:3. Resultados radiol&#xF3;gicos positivos foram vistos no seguimento de 48 dos 51 pacientes tratados. Houve completa regress&#xE3;o da <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-atelectasia-pulmonar-tipos-fisioterapia-tem-cura/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">atelectasia</a> em 37 casos e regress&#xE3;o parcial em 11 casos. Entretanto, houve recorr&#xEA;ncia da atelectasia em 8 casos nas 48 horas seguintes (Perruchoud A e <em>cols</em>. 1980).</p> <h4>Instila&#xE7;&#xE3;o de acetilciste&#xED;na para a <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-respiratorio/sinusite/c\" target=\"_blank\">sinusite</a> cr&#xF4;nica</h4> <p>Uma solu&#xE7;&#xE3;o da associa&#xE7;&#xE3;o de 300 mg de acetilciste&#xED;na e 750 mg de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/tianfenicol/bula\" target=\"_blank\">tianfenicol</a> foi usada para realizar instila&#xE7;&#xE3;o local ap&#xF3;s lavagem e drenagem dos seios paranasais em 498 pacientes com sinusite maxilar cr&#xF4;nica. Os pacientes foram tratados at&#xE9; se obter uma lavagem limpa ou uma sinumanometria normal. Em 36,25% dos casos, houve regress&#xE3;o completa do quadro de sinusite cr&#xF4;nica, sem necessidade de interven&#xE7;&#xF5;es adicionais, inclusive cir&#xFA;rgicas (Bertrand B e Eloy P. 1993).</p> <h3>Comprimido / Granulado / Xarope</h3> <h4>Bronquite aguda</h4> <p>Um estudo multic&#xEA;ntrico, prospectivo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo avaliou a efic&#xE1;cia de acetilciste&#xED;na 200 mg 3x/dia via oral formula&#xE7;&#xE3;o granulada por 10 dias no tratamento de 215 pacientes com bronquite aguda. Os participantes foram divididos em tr&#xEA;s grupos de acordo com a presen&#xE7;a ou aus&#xEA;ncia de doen&#xE7;as respirat&#xF3;rias cr&#xF4;nicas (Brocard H. e <em>cols</em>, 1980). Os par&#xE2;metros avaliados (volume e viscosidade da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, intensidade da tosse e pico de fluxo expirat&#xF3;rio) evidenciaram resultados favor&#xE1;veis ao uso de acetilciste&#xED;na de modo significativo, em especial no grupo de participantes com bronquite aguda sem doen&#xE7;a respirat&#xF3;ria cr&#xF4;nica pr&#xE9;via. Ressalta-se entre os dados do estudo o aumento inicial e transit&#xF3;rio significativo de secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria entre os pacientes que utilizaram acetilciste&#xED;na. Entre os pacientes tratados apenas com antibi&#xF3;ticos no grupo placebo, houve decl&#xED;nio gradual do volume de secre&#xE7;&#xE3;o desde o in&#xED;cio do tratamento. Isso refor&#xE7;a a hip&#xF3;tese do efeito positivo de drenagem da secre&#xE7;&#xE3;o devido &#xE0; fluidifica&#xE7;&#xE3;o pelo uso de acetilciste&#xED;na (Brocard H. e <em>cols</em>, 1980).</p> <h4>Bronquite cr&#xF4;nica</h4> <p>Pacientes com bronquite cr&#xF4;nica foram avaliados em um estudo multic&#xEA;ntrico, prospectivo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo e, neste estudo foram inclu&#xED;dos 744 pacientes. Os par&#xE2;metros estudados foram: quantidade e viscosidade da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, dificuldade de expectora&#xE7;&#xE3;o, intensidade da tosse e epis&#xF3;dios de exacerba&#xE7;&#xE3;o em um per&#xED;odo de 6 meses. Os resultados positivos foram estatisticamente significantes em favor do grupo que usou acetilciste&#xED;na 200 mg 2x/dia formula&#xE7;&#xE3;o granulada via oral em todos os itens analisados (Multicenter Study Group, 1980).</p> <p>Um outro estudo foi realizado em pacientes com bronquite cr&#xF4;nica. Este estudo aberto e n&#xE3;o comparativo avaliou 1392 pacientes (por protocolo) com diagn&#xF3;stico de bronquite cr&#xF4;nica em uso de acetilciste&#xED;na 200 mg 3x/dia formula&#xE7;&#xE3;o granulada via oral por 2 meses. Foram analisados viscosidade e aspecto da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, dificuldade de expectora&#xE7;&#xE3;o e intensidade da tosse (Tattersall A. B. e <em>cols</em>, 1983).</p> <p>Ap&#xF3;s 2 meses de tratamento com acetilciste&#xED;na, observou-se uma melhoria na viscosidade da expectora&#xE7;&#xE3;o em 80% dos casos, do car&#xE1;ter da expectora&#xE7;&#xE3;o em 59%, da dificuldade para expectorar em 74% e da gravidade da tosse em 71%. Os resultados confirmam a efic&#xE1;cia da acetilciste&#xED;na sobre os par&#xE2;metros relacionados com a hipersecre&#xE7;&#xE3;o br&#xF4;nquica. Para al&#xE9;m de toda a sintomatologia cl&#xED;nica referida, o desenvolvimento da bronquite cr&#xF4;nica &#xE9; frequentemente associado &#xE0; exist&#xEA;ncia de exacerba&#xE7;&#xF5;es agudas recorrentes do seu processo br&#xF4;nquico, as quais determinam um agravamento da referida sintomatologia (Tattersall A. B. e <em>cols</em>, 1983).</p> <p>A microbiota existente na secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria foi avaliada em um estudo aberto com 22 fumantes sem bronquite cr&#xF4;nica, 19 fumantes com bronquite cr&#xF4;nica e doen&#xE7;a pulmonar obstrutiva cr&#xF4;nica e 14 n&#xE3;o fumantes saud&#xE1;veis, atrav&#xE9;s de broncoscopia e cultura de escovado br&#xF4;nquico com escova protegida. O uso de acetilciste&#xED;na por via oral foi considerado na an&#xE1;lise. N&#xE3;o se verificou diferen&#xE7;a estatisticamente significante em faixas mais baixas na porcentagem de indiv&#xED;duos com cultura positiva entre os grupos. Entre os fatores analisados, o uso de acetilciste&#xED;na via oral foi o &#xFA;nico fator independente a influenciar os resultados bacteriol&#xF3;gicos. O grupo de pacientes com obstru&#xE7;&#xE3;o cr&#xF4;nica das vias a&#xE9;reas em uso de acetilciste&#xED;na via oral teve uma porcentagem menor estatisticamente significante de culturas bacterianas positivas quando comparado ao mesmo grupo que n&#xE3;o fazia uso da medica&#xE7;&#xE3;o (Riise GC e <em>cols, 1994)</em>.</p> <h4>A acetilciste&#xED;na na pediatria</h4> <p>A acetilciste&#xED;na em crian&#xE7;as foi avaliada em um estudo prospectivo, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo. Este estudo avaliou a acetilciste&#xED;na via oral em 50 crian&#xE7;as com infec&#xE7;&#xE3;o aguda das vias respirat&#xF3;rias. Al&#xE9;m do tratamento com antibi&#xF3;tico, as crian&#xE7;as recebiam acetilciste&#xED;na via oral na forma granulada com dose ajustada para idade (100 mg at&#xE9; 2 anos, 200 mg entre 2 e 4 anos e 300 mg acima de 4 anos) ou placebo por 6 dias. Verificaram-se diferen&#xE7;as estatisticamente significantes dos par&#xE2;metros estudados (<a href=\"https://consultaremedios.com.br/dor-febre-e-contusao/c\" target=\"_blank\">febre</a>, ru&#xED;dos respirat&#xF3;rios e tosse) em favor do uso da acetilciste&#xED;na (Biscatti G. e <em>cols</em>, 1972).</p> <h4>Intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol</h4> <p>Diversos estudos cl&#xED;nicos realizados mostraram o efeito protetor da acetilciste&#xED;na sobre o <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/figado/c\" target=\"_blank\">f&#xED;gado</a> dos pacientes intoxicados por paracetamol (Petterson R.G. e <em>cols</em>, 1977; Prescott L.F. <em>e cols</em>, 1977, 1981; Rumack B.H. e <em>cols</em>, 1981; Harrison P.H. e <em>cols</em>, 1990).</p> <p>Um estudo retrospectivo descreve o desfecho de 2540 pacientes suspeitos de overdose de paracetamol. Os pacientes foram tratados com uma dose oral inicial de 140mg/kg de acetilciste&#xED;na seguida por doses de 70 mg/kg a cada 4 horas por 3 dias.</p> <p>Hepatoxicidade foi verificada em 6,1% dos pacientes que tiveram o esquema detratamento de acetilciste&#xED;na por via oral iniciado at&#xE9; 10 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol e em 26,4% dos pacientes quando a acetilciste&#xED;na foi iniciada entre 10 e 24 horas. Entre os pacientes de alto risco que tiveram o esquema de acetilciste&#xED;na iniciado entre 16 e 24 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, 41% desenvolveram hepatoxicidade. Quando iniciada at&#xE9; 8 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, a acetilciste&#xED;na exerceu efeito hepatoprotetor independente da concentra&#xE7;&#xE3;o s&#xE9;rica de paracetamol (Smilkstein MJ. e <em>cols</em>, 1988).</p> <h4>Doen&#xE7;a Pulmonar Obstrutiva Cr&#xF4;nica (DPOC)</h4> <p>Um estudo prospectivo randomizado, duplo-cego, duplo-mascarado, controlado por placebo avaliou 123 pacientes com exacerba&#xE7;&#xE3;o aguda de DPOC.</p> <p>Duas doses de acetilciste&#xED;na foram utilizadas (1200 mg/dia e 600 mg/dia) com o objetivo principal de avaliar a propor&#xE7;&#xE3;o de pacientes com prote&#xED;na C reativa (<a href=\"https://minutosaudavel.com.br/proteina-c-reativa-pcr/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">PCR</a>) em n&#xED;veis normais ap&#xF3;s 10 dias de tratamento. (Zuin R. e <em>cols</em>, 2005).</p> <p>Entre os pacientes com PCR em n&#xED;veis aumentados, uma maior propor&#xE7;&#xE3;o estatisticamente significante de pacientes que tomaram acetilciste&#xED;na tiveram seus n&#xED;veis s&#xE9;ricos de PCR normalizados ap&#xF3;s 10 dias. O uso de 1200 mg/dia de acetilciste&#xED;na foi mais eficaz que o uso de 600 mg/dia.</p> <p>Ambas as dosagens foram mais eficazes que placebo na melhora cl&#xED;nica e de fun&#xE7;&#xE3;o pulmonar avaliada por pico de fluxo expirat&#xF3;rio. &#xC9; especulado que o efeito de acetilciste&#xED;na nos marcadores inflamat&#xF3;rios pode ser devido &#xE0;s propriedades mucol&#xED;tica e <a href=\"https://consultaremedios.com.br/vitaminas-e-minerais/antioxidante/c\" target=\"_blank\">antioxidante</a> (Zuin R. e <em>cols</em>, 2005).</p> <h4>Fibrose C&#xED;stica</h4> <p>Pacientes com fibrose c&#xED;stica foram avaliados em um estudo aberto com 76 pacientes entre crian&#xE7;as e adultos. Este estudo analisou a utiliza&#xE7;&#xE3;o de acetilciste&#xED;na via oral em doses variadas de acordo com a idade ap&#xF3;s a utiliza&#xE7;&#xE3;o de acetilciste&#xED;na inalat&#xF3;ria por pelo menos 1 ano (Stephan U. e <em>cols</em>, 1980).</p> <h5>Foram analisados aspectos como tosse, caracter&#xED;sticas da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, radiografia de t&#xF3;rax e percentis de peso e altura. Concluiu-se que ap&#xF3;s a troca da via de administra&#xE7;&#xE3;o da acetilciste&#xED;na de inalat&#xF3;ria para oral:</h5> <ul> <li>Os sintomas respirat&#xF3;rios melhoraram ou se mantiveram inalterados;</li> <li>A acetilciste&#xED;na via oral pode substituir a via inalat&#xF3;ria quando o tratamento n&#xE3;o estiver se mostrando eficaz;</li> <li>Mesmo que o tratamento via inalat&#xF3;ria esteja sendo eficaz, o tratamento via oral &#xE9; pelo menos n&#xE3;o inferior;</li> <li>A administra&#xE7;&#xE3;o via oral tem vantagens relacionadas &#xE0; facilidade de aplica&#xE7;&#xE3;o da medica&#xE7;&#xE3;o, menor custo e aus&#xEA;ncia dos eventos adversos comuns &#xE0;s medica&#xE7;&#xF5;es de uso inalat&#xF3;rio.</li> </ul> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Solu&#xE7;&#xE3;o Nasal</h3> <h4>Farmacodin&#xE2;mica</h4> <p>O princ&#xED;pio ativo Acetilciste&#xED;na exerce intensa a&#xE7;&#xE3;o mucol&#xED;tico-fluidificante das secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas, despolimerizando os complexos mucoprote&#xED;cos e os &#xE1;cidos nucl&#xE9;icos que d&#xE3;o viscosidade ao escarro e &#xE0;s outras, al&#xE9;m de melhorar a depura&#xE7;&#xE3;o mucociliar. Estas atividades tornam Acetilciste&#xED;na particularmente adequado para o tratamento das afec&#xE7;&#xF5;es agudas e cr&#xF4;nicas do <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-respiratorio/c\" target=\"_blank\">aparelho respirat&#xF3;rio</a> caracterizadas por secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas densas e viscosas.</p> <p>Al&#xE9;m disso, a acetilciste&#xED;na exerce a&#xE7;&#xE3;o antioxidante direta, sendo dotada de um grupo tiol livre (-SH) nucleof&#xED;lico em condi&#xE7;&#xF5;es de interagir diretamente com os grupos eletrof&#xED;licos dos radicais oxidantes. A estrutura da sua mol&#xE9;cula lhe permite, al&#xE9;m disso, atravessar facilmente as membranas celulares. No interior da c&#xE9;lula, a acetilciste&#xED;na &#xE9; desacetilada, ficando assim dispon&#xED;vel a L-ciste&#xED;na, amino&#xE1;cido indispens&#xE1;vel para a s&#xED;ntese da glutationa (GSH). O GSH &#xE9; um tripept&#xED;dio extremamente reativo que se encontra difundido por igual nos diversos tecidos dos organismos animais e &#xE9; essencial para a manuten&#xE7;&#xE3;o da capacidade funcional e da integridade da morfologia celular, pois &#xE9; o mecanismo mais importante de defesa intracelular contra os radicais oxidantes (tanto ex&#xF3;genos como end&#xF3;genos) e contra numerosas subst&#xE2;ncias citot&#xF3;xicas.</p> <p>A acetilcist&#xE9;ina tem demonstrado ser essencial no controle de v&#xE1;rias condi&#xE7;&#xF5;es patol&#xF3;gicas relacionadas ao stress oxidativo, como bronquite aguda e bronquite cr&#xF4;nica.</p> <p>A efic&#xE1;cia terap&#xEA;utica da acetilciste&#xED;na nos processos inflamat&#xF3;rios nasais como a rinite &#xE9; interpretada como sendo devida a sua a&#xE7;&#xE3;o farmacol&#xF3;gica. A redu&#xE7;&#xE3;o da viscosidade do muco facilita a remo&#xE7;&#xE3;o e evita a evolu&#xE7;&#xE3;o para a infec&#xE7;&#xE3;o (sinusite).</p> <p>O efeito antiinflamat&#xF3;rio/antioxidante ocorre atrav&#xE9;s da ciste&#xED;na, precursora da glutationa. A ciste&#xED;na &#xE9; considerada um dos mais importantes antioxidantes presentes na c&#xE9;lula, agindo atrav&#xE9;s da inibi&#xE7;&#xE3;o da quimiotaxia de neutr&#xF3;filos.</p> <p>A acetilciste&#xED;na inibe a produ&#xE7;&#xE3;o de citocinas induzidas por lipopolissacar&#xED;deos ou CD40L das c&#xE9;lulas dendr&#xED;ticas, uma linhagem celular especializada muito importante nas doen&#xE7;as al&#xE9;rgicas. A acetilciste&#xED;na inibe a express&#xE3;o de mol&#xE9;culas coestimuladoras que liberam sinais necess&#xE1;rios para a ativa&#xE7;&#xE3;o dos linf&#xF3;citos T.</p> <p>Foi demonstrado que a rinite al&#xE9;rgica e a asma s&#xE3;o doen&#xE7;as inflamat&#xF3;rias cr&#xF4;nicas das vias a&#xE9;reas, onde uma produ&#xE7;&#xE3;o excessiva de esp&#xE9;cies reativas de oxig&#xEA;nio e o mecanismo antioxidante end&#xF3;geno est&#xE3;o presentes. Conclui-se que uma terapia antioxidante pode ser ben&#xE9;fica.</p> <p>Os dados<em> in vitro</em> da acetilciste&#xED;na na fun&#xE7;&#xE3;o celular do sistema imune, e em particular os dados recentes das c&#xE9;lulas dendr&#xED;ticas e <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/eosinofilos/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">eosin&#xF3;filos</a> humanos, apontaram que a administra&#xE7;&#xE3;o isolada de acetilciste&#xED;na na mucosa nasal pode ter um efeito antiinflamat&#xF3;rio/antioxidante em condi&#xE7;&#xF5;es al&#xE9;rgicas. A administra&#xE7;&#xE3;o t&#xF3;pica diretamente no tecido inflamado torna o efeito poss&#xED;vel devido &#xE0; alta concentra&#xE7;&#xE3;o local, al&#xE9;m de efeito imunomodulador.</p> <h4>Farmacocin&#xE9;tica</h4> <p>Acetilciste&#xED;na nasal pode ser absorvido sistemicamente atrav&#xE9;s da mucosa nasal e do trato gastrintestinal ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o intranasa.</p> <h3>Injet&#xE1;vel</h3> <h4>Farmacodin&#xE2;mica</h4> <p>O princ&#xED;pio ativo Acetilciste&#xED;na &#xE9; a acetilciste&#xED;na exerce intensa a&#xE7;&#xE3;o mucol&#xED;tico fluidificante das secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas, despolimerizando os complexos mucoprote&#xED;cos e os &#xE1;cidos nucl&#xE9;icos que d&#xE3;o viscosidade ao escarro e &#xE0;s outras secre&#xE7;&#xF5;es, al&#xE9;m de melhorar a depura&#xE7;&#xE3;o mucociliar. Estas atividades tornam Acetilciste&#xED;na particularmente adequado para o tratamento das afec&#xE7;&#xF5;es agudas e cr&#xF4;nicas do aparelho respirat&#xF3;rio caracterizadas por secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas densas e viscosas.</p> <p>Al&#xE9;m disso, a acetilciste&#xED;na exerce a&#xE7;&#xE3;o antioxidante direta, sendo dotada de um grupo tiol livre (-SH) nucleof&#xED;lico em condi&#xE7;&#xF5;es de interagir diretamente com os grupos eletrof&#xED;licos dos radicais oxidantes. De particular interesse &#xE9; a recente demonstra&#xE7;&#xE3;o de que a acetilciste&#xED;na protege a alfa-1-antitripsina, enzima inibidora da elastase, de ser inativada pelo &#xE1;cido hipocloroso (HClO), potente agente oxidante que &#xE9; produzido pela enzima mieloperoxidase dos fag&#xF3;citos ativados. A estrutura da sua mol&#xE9;cula lhe permite, al&#xE9;m disso, atravessar facilmente as membranas celulares. No interior da c&#xE9;lula, a acetilciste&#xED;na &#xE9; desacetilada, ficando assim dispon&#xED;vel a L-ciste&#xED;na, amino&#xE1;cido indispens&#xE1;vel para a s&#xED;ntese da glutationa (GSH).</p> <p>O GSH &#xE9; um tripept&#xED;dio extremamente reativo que se encontra difundido por igual nos diversos tecidos dos organismos animais e &#xE9; essencial para a manuten&#xE7;&#xE3;o da capacidade funcional e da integridade da morfologia celular, pois &#xE9; o mecanismo mais importante de defesa intracelular contra os radicais oxidantes (tanto ex&#xF3;genos como end&#xF3;genos) e contra numerosas subst&#xE2;ncias citot&#xF3;xicas, incluindo o paracetamol.</p> <p>O paracetamol exerce sua a&#xE7;&#xE3;o citot&#xF3;xica pelo empobrecimento progressivo de GSH.</p> <p>A acetilciste&#xED;na desempenha seu principal papel mantendo n&#xED;veis adequados de GSH, contribuindo, assim para a prote&#xE7;&#xE3;o celular. Portanto a acetilciste&#xED;na &#xE9; um ant&#xED;doto espec&#xED;fico para intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol.</p> <p>A acetilciste&#xED;na reduz a toxicidade hep&#xE1;tica do NAPQI (N-acetil-p-benzoquinonaimina), o metab&#xF3;lito intermedi&#xE1;rio altamente reativo ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de uma alta dose de paracetamol, pelos seguintes mecanismos:</p> <p>A acetilciste&#xED;na atua como um precursor para a s&#xED;ntese de glutationa e, portanto, mant&#xE9;m a glutationa celular em um n&#xED;vel suficiente para inativar o NAPQI. Acredita-se que este seja o principal mecanismo pelo qual a acetilciste&#xED;na atua nos est&#xE1;gios iniciais da toxicidade do paracetamol, com benef&#xED;cio observado principalmente em pacientes tratados dentro de 8-10 horas ap&#xF3;s a superdosagem.</p> <p>Quando o tratamento com acetilciste&#xED;na &#xE9; iniciado mais de 8 a 10 horas ap&#xF3;s a sobredosagem de paracetamol, a sua efic&#xE1;cia na preven&#xE7;&#xE3;o da hepatotoxicidade (com base nos indicadores s&#xE9;ricos) diminui progressivamente com o prolongamento do intervalo de tratamento com overdose (o tempo entre a sobredosagem de paracetamol e o in&#xED;cio do tratamento).</p> <p>A acetilciste&#xED;na demonstrou ser ainda eficaz quando a perfus&#xE3;o &#xE9; iniciada at&#xE9; 12 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, quando a maior parte do analg&#xE9;sico ter&#xE1; sido metabolizada no seu metab&#xF3;lito reativo. Nesse est&#xE1;gio, acredita-se que a acetilciste&#xED;na atue reduzindo os grupos tiol oxidados nas enzimas-chave.</p> <p>H&#xE1; evid&#xEA;ncias de que ainda pode ser ben&#xE9;fico quando administrado at&#xE9; 24 horas ap&#xF3;s a superdosagem. Nesta fase tardia da hepatotoxicidade do paracetamol, os efeitos ben&#xE9;ficos da acetilciste&#xED;na podem ser devidos &#xE0; sua capacidade de melhorar a hemodin&#xE2;mica sist&#xEA;mica e o transporte de oxig&#xEA;nio, embora o mecanismo pelo qual isso possa ocorrer ainda n&#xE3;o tenha sido determinado.</p> <h4>Farmacocin&#xE9;tica</h4> <h5>Absor&#xE7;&#xE3;o:</h5> <h6>Administra&#xE7;&#xE3;o Oral</h6> <p>Em humanos, a acetilciste&#xED;na &#xE9; completamente absorvida ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral. Devido ao metabolismo na parede intestinal e o efeito de primeira passagem, a biodisponibilidade da acetilciste&#xED;na ingerida oralmente &#xE9; muito baixa (cerca de 10%). N&#xE3;o foram referidas diferen&#xE7;as entre as v&#xE1;rias formas farmac&#xEA;uticas. Em pacientes com diferentes doen&#xE7;as respirat&#xF3;rias ou card&#xED;acas, a concentra&#xE7;&#xE3;o m&#xE1;xima no plasma &#xE9; obtida entre uma e tr&#xEA;s horas ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o e, os n&#xED;veis permaneceram elevados por um per&#xED;odo de 24 horas.</p> <h6>Administra&#xE7;&#xE3;o Intravenosa como Ant&#xED;doto</h6> <p>Ap&#xF3;s a infus&#xE3;o intravenosa, utilizando a modelagem de 20 horas, os n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos de acetilciste&#xED;na atingiram 300-900 mg / L poucos minutos ap&#xF3;s o in&#xED;cio da infus&#xE3;o, diminuindo para 11 - 90mg / L no final da infus&#xE3;o.</p> <h5>Distribui&#xE7;&#xE3;o:</h5> <p>A acetilciste&#xED;na &#xE9; distribu&#xED;da na forma n&#xE3;o metabolizada (20%) e metabolizada - ativa (80%) e, pode ser encontrada principalmente no f&#xED;gado, rins, pulm&#xF5;es e secre&#xE7;&#xF5;es br&#xF4;nquicas.</p> <p>O volume de distribui&#xE7;&#xE3;o da acetilciste&#xED;na varia de 0,33 a 0,47 L/kg. A liga&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/proteinas/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">prote&#xED;nas</a> &#xE9; de cerca de 50% ap&#xF3;s 4 horas da administra&#xE7;&#xE3;o da dose e cai para 20% em 12 horas.</p> <p>N&#xE3;o h&#xE1; informa&#xE7;&#xF5;es sobre se a acetilciste&#xED;na atravessa a barreira hematoencef&#xE1;lica ou se &#xE9; excretada no leite materno.</p> <p>A acetilciste&#xED;na atravessa a placenta.</p> <h5>Metabolismo:</h5> <p>A acetilciste&#xED;na passa por um metabolismo r&#xE1;pido e extensivo na parede intestinal e f&#xED;gado ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral.</p> <p>O composto resultante, ciste&#xED;na, &#xE9; considerado o metab&#xF3;lito ativo. Ap&#xF3;s essa fase de transforma&#xE7;&#xE3;o, a acetilciste&#xED;na e a ciste&#xED;na compartilham a mesma via metab&#xF3;lica.</p> <p>O <em>clearance</em> renal pode representar cerca de 30% do <em>clearance</em> total do organismo. Ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral a meia vida terminal de acetilciste&#xED;na total &#xE9; de 6,25 h.</p> <h5>Excre&#xE7;&#xE3;o:</h5> <p>Ap&#xF3;s uma dose intravenosa &#xFA;nica de acetilciste&#xED;na, a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica de acetilciste&#xED;na total mostra um decl&#xED;nio poli-exponencial com uma semivida terminal (T1 / 2) de 5,6 horas. A depura&#xE7;&#xE3;o renal foi definida em 0,11 litros / h / kg e pode representar cerca de 30% da depura&#xE7;&#xE3;o corporal total.</p> <h5>Linearidade / N&#xE3;o Linearidade:</h5> <p>A farmacocin&#xE9;tica da acetilciste&#xED;na &#xE9; proporcional &#xE0; dose administrada no intervalo de dose entre 200-3200 mg / m<sup>2</sup> para AUC e C<sub>max</sub>.</p> <h5>Pacientes Pedi&#xE1;tricos:</h5> <p>A meia-vida terminal m&#xE9;dia da acetilciste&#xED;na &#xE9; maior nos neonatos (11 horas) do que nos adultos (5,6 horas) 8,25. Nenhuma informa&#xE7;&#xE3;o est&#xE1; dispon&#xED;vel em outras faixas et&#xE1;rias.</p> <h5>Insufici&#xEA;ncia Hep&#xE1;tica:</h5> <p>Em indiv&#xED;duos com insufici&#xEA;ncia hep&#xE1;tica grave, associada a <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/cirrose/c\" target=\"_blank\">cirrose</a> alco&#xF3;lica (pontua&#xE7;&#xE3;o de 7-14 na escala de Child-Pugh) ou <a href=\"https://consultaremedios.com.br/b/cirrose-biliar-primaria\" target=\"_blank\">cirrose biliar prim&#xE1;ria</a> ou secund&#xE1;ria (5-7 na escala de Child-Pugh), a semi-vida de elimina&#xE7;&#xE3;o (T1 / 2) aumentou 80% a elimina&#xE7;&#xE3;o diminuiu em 30%, em compara&#xE7;&#xE3;o ao grupo controle 8. Insufici&#xEA;ncia renal N&#xE3;o h&#xE1; dados farmacocin&#xE9;ticos dispon&#xED;veis em pacientes com insufici&#xEA;ncia renal.</p> <h4>Dados Pr&#xE9; Clinicos</h4> <p>Os dados n&#xE3;o cl&#xED;nicos n&#xE3;o revelam riscos especiais para o ser humano, com base em estudos convencionais de farmacologia de seguran&#xE7;a, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e toxicidade para a reprodu&#xE7;&#xE3;o e desenvolvimento. O tratamento com altas doses em ratas prenhes e coelhos n&#xE3;o revelou evid&#xEA;ncia de comprometimento da fertilidade feminina ou dano ao feto devido &#xE0; acetilciste&#xED;na. O tratamento de ratos machos durante 15 semanas com acetilciste&#xED;na a uma dose oral considerada suficiente em excesso, em compara&#xE7;&#xE3;o com a dose humana recomendada, n&#xE3;o afetou a fertilidade ou o desempenho reprodutivo geral dos animais.</p> <h3>Comprimido / Granulado / Xarope</h3> <h4>Farmacodin&#xE2;mica</h4> <p>O princ&#xED;pio ativo do Acetilciste&#xED;na &#xE9; a acetilciste&#xED;na, que exerce intensa a&#xE7;&#xE3;o mucol&#xED;tico fluidificante das secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas, despolimerizando os complexos mucoproteicos e os &#xE1;cidos nucl&#xE9;icos que d&#xE3;o viscosidade ao escarro e &#xE0;s outras secre&#xE7;&#xF5;es, al&#xE9;m de melhorar a depura&#xE7;&#xE3;o mucociliar. Estas atividades tornam Acetilciste&#xED;na particularmente adequado para o tratamento das afec&#xE7;&#xF5;es agudas e cr&#xF4;nicas do aparelho respirat&#xF3;rio caracterizadas por secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas densas e viscosas.</p> <p>Al&#xE9;m disso, a acetilciste&#xED;na exerce a&#xE7;&#xE3;o antioxidante direta, sendo dotada de um grupo tiol livre (-SH) nucleof&#xED;lico em condi&#xE7;&#xF5;es de interagir diretamente com os grupos eletrof&#xED;licos dos radicais oxidantes. De particular interesse &#xE9; a recente demonstra&#xE7;&#xE3;o de que a acetilciste&#xED;na protege a alfa-1-antitripsina, enzima inibidora da elastase, de ser inativada pelo &#xE1;cido hipocloroso (HClO), potente agente oxidante que &#xE9; produzido pela enzima mieloperoxidase dos fag&#xF3;citos ativados. A estrutura da sua mol&#xE9;cula lhe permite, al&#xE9;m disso, atravessar facilmente as membranas celulares. No interior da c&#xE9;lula, a acetilciste&#xED;na &#xE9; desacetilada, ficando assim dispon&#xED;vel a L-ciste&#xED;na, amino&#xE1;cido indispens&#xE1;vel para a s&#xED;ntese da glutationa (GSH).</p> <p>O GSH &#xE9; um tripept&#xED;dio extremamente reativo que se encontra difundido por igual nos diversos tecidos dos organismos animais e &#xE9; essencial para a manuten&#xE7;&#xE3;o da capacidade funcional e da integridade da morfologia celular, pois &#xE9; o mecanismo mais importante de defesa intracelular contra os radicais oxidantes (tanto ex&#xF3;genos como end&#xF3;genos) e contra numerosas subst&#xE2;ncias citot&#xF3;xicas, incluindo o paracetamol.</p> <p>O paracetamol exerce sua a&#xE7;&#xE3;o citot&#xF3;xica pelo empobrecimento progressivo de GSH. A acetilciste&#xED;na desempenha seu principal papel mantendo n&#xED;veis adequados de GSH, contribuindo, assim para a prote&#xE7;&#xE3;o celular. Portanto a acetilciste&#xED;na &#xE9; um ant&#xED;doto espec&#xED;fico para intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol.</p> <h4>Farmacocin&#xE9;tica</h4> <h5>Absor&#xE7;&#xE3;o:</h5> <p>Em humanos, a acetilciste&#xED;na &#xE9; completamente absorvida ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral.</p> <p>Devido ao metabolismo na parede intestinal e o efeito de primeira passagem, a biodisponibilidade da acetilciste&#xED;na ingerida oralmente &#xE9; muito baixa (cerca de 10%). N&#xE3;o foram referidas diferen&#xE7;as entre as v&#xE1;rias formas farmac&#xEA;uticas. Em pacientes com diferentes doen&#xE7;as respirat&#xF3;rias ou card&#xED;acas, a concentra&#xE7;&#xE3;o m&#xE1;xima no plasma &#xE9; obtida entre duas a tr&#xEA;s horas ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o e os n&#xED;veis permaneceram elevados por um per&#xED;odo de 24 horas.</p> <h5>Distribui&#xE7;&#xE3;o:</h5> <p>A acetilciste&#xED;na &#xE9; distribu&#xED;da na forma n&#xE3;o metabolizada (20%) e metabolizada - ativa (80%) e pode se encontrada principalmente no f&#xED;gado, rins, pulm&#xF5;es e secre&#xE7;&#xF5;es br&#xF4;nquicas.</p> <p>O volume de distribui&#xE7;&#xE3;o da acetilciste&#xED;na varia de 0,33 a 0,47 L/kg. A liga&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s prote&#xED;nas &#xE9; de cerca de 50% ap&#xF3;s 4 horas da administra&#xE7;&#xE3;o da dose e cai para 20% em 12 horas.</p> <h5>Metabolismo:</h5> <p>A acetilciste&#xED;napassa por um metabolismo r&#xE1;pido e extensivo na parede intestinal e f&#xED;gado ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral.</p> <h5>Excre&#xE7;&#xE3;o:</h5> <p>O composto resultante, ciste&#xED;na, &#xE9; considerado o metab&#xF3;lito ativo. Ap&#xF3;s essa fase de transforma&#xE7;&#xE3;o, a acetilciste&#xED;na e a ciste&#xED;na compartilham a mesma via metab&#xF3;lica.</p> <p>O <em>clearance</em> renal pode representar cerca de 30% do <em>clearance</em> total do organismo. Ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral a meia vida terminal de acetilciste&#xED;na total &#xE9; de 6,25 h.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Fluiteína Xarope?

Manter à temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC). Proteger da luz e manter em lugar seco.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Após aberto, válido por 14 dias.

Características físicas

Fluiteína&nbsp;apresenta-se através de uma solução límpida, incolor, com sabor e odor de framboesa, isento de partículas e impurezas.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Dizeres Legais do Fluiteína Xarope

Registro MS-1.0235.0588

Farmacêutico Responsável:
Dr. Ronoel Caza de Dio
CRF-SP 19.710

EMS S/A
Rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença, Km 08, Chácara Assay
CEP: 13186-901
Hortolândia/SP
CNPJ nº. 57.507.378/0003-65
Indústria Brasileira




SAC
0800 191914

Siga corretamente o modo de usar, não desaparecendo os sintomas procure orientação médica.

40mg/mL, caixa com 1 frasco com 60mL de xarope + copo medidor

Princípio ativo
:
Acetilcisteína
Classe Terapêutica
:
Expectorantes
Requer Receita
:
Não
Tipo de prescrição
:
Isento de Prescrição Médica
Categoria
:
Expectorante
Especialidade
:
Pneumologia

Bula do medicamento

Fluiteína Xarope, para o que é indicado e para o que serve?

Este é um medicamento expectorante indicado quando se tem dificuldade para expectorar e há muita secreção densa e viscosa, tais como bronquite aguda, bronquite crônica e suas exacerbações (piora do quadro clínico e complicações), enfisema pulmonar (doença crônica caracterizada pelo comprometimento dos pulmões), pneumonia (inflamação nos pulmões e brônquios), colapso/atelectasias pulmonares (fechamento dos brônquios), mucoviscidose (doença hereditária que produz muco espesso, também conhecida por fibrose cística). Também é indicado para intoxicação acidental ou voluntária por paracetamol.

Como o&nbsp;Fluiteína Xarope funciona?

{"tag":"hr","value":" <p>Fluite&#xED;na &#xE9; um medicamento expectorante que ajuda a eliminar as secre&#xE7;&#xF5;es produzidas nos pulm&#xF5;es, facilitando a respira&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>Fluite&#xED;na modifica as caracter&#xED;sticas da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria (muco) reduzindo sua consist&#xEA;ncia e elasticidade, tornando-a mais fluida ou mais liquefeita, o que facilita a sua elimina&#xE7;&#xE3;o das vias respirat&#xF3;rias. Fluite&#xED;na funciona ainda como ant&#xED;doto de danos hep&#xE1;ticos provocados pelo paracetamol, regenerando os estoques de uma subst&#xE2;ncia vital para a fun&#xE7;&#xE3;o normal do <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/figado/c\" target=\"_blank\">f&#xED;gado</a> (a glutationa).</p> <p>Fluite&#xED;na &#xE9; rapidamente absorvido no trato gastrintestinal. O in&#xED;cio de sua a&#xE7;&#xE3;o ocorre dentro de uma hora ap&#xF3;s sua administra&#xE7;&#xE3;o, quando alcan&#xE7;a concentra&#xE7;&#xF5;es m&#xE1;ximas nas secre&#xE7;&#xF5;es br&#xF4;nquicas.</p> "}

Quais as contraindicações do Fluiteína Xarope?

Fluiteína é contraindicado para pacientes alérgicos a acetilcisteína e/ou demais componentes de sua formulação.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Este medicamento é contraindicado para crianças menores de 2 anos.

Não há contraindicações para o tratamento de overdose de paracetamol com acetilcisteína.

Como usar o Fluiteína Xarope?

Fluiteína é um medicamento que não necessita de prescrição médica obrigatória. Leia as informações da bula antes de utilizá-lo e, se persistirem os sintomas ao fazer uso deste medicamento, suspenda o uso e procure orientação médica.

Fluiteína deve ser administrado somente por via oral e não deve ser diluído.

Posologia do&nbsp;Fluiteína Xarope

{"tag":"hr","value":" <h3>Pedi&#xE1;trico (crian&#xE7;as acima de 2 anos) - Fluite&#xED;na pedi&#xE1;trico 20 mg/mL</h3> <table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:121px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Idade</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:100px\"><strong>Dose</strong></td> <td style=\"width:226px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Freq&#xFC;&#xEA;ncia</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:121px\"> <p style=\"text-align:center\">2 a 4 anos</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:100px\">100 mg (5 mL)</td> <td style=\"width:226px\"> <p style=\"text-align:center\">2 a 3 vezes ao dia ou a crit&#xE9;rio m&#xE9;dico</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:121px\"> <p style=\"text-align:center\">Acima de 4 anos</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:100px\">100 mg (5 mL)</td> <td style=\"width:226px\"> <p style=\"text-align:center\">3 a 4 vezes ao dia ou a crit&#xE9;rio m&#xE9;dico</p> </td> </tr> </tbody> </table> <h3>Adultos - Fluite&#xED;na adulto 40 mg/mL</h3> <p>Dose de 600 mg (15 mL), 1 vez ao dia, de prefer&#xEA;ncia &#xE0; noite.</p> <p>A dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento &#xE9; de 5 a 10 dias, n&#xE3;o desaparecendo os sintomas procure um m&#xE9;dico.</p> <h4>Indica&#xE7;&#xF5;es espec&#xED;ficas para uso adulto e pedi&#xE1;trico</h4> <h5>Complica&#xE7;&#xE3;o Pulmonar da Fibrose C&#xED;stica:</h5> <p><strong>A posologia recomendada para este caso &#xE9; a seguinte:</strong></p> <table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:147px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Crian&#xE7;as acima de 2 anos de idade</strong></p> </td> <td style=\"width:305px\"> <p style=\"text-align:center\">200 mg (10 mL de xarope pedi&#xE1;trico) a cada 8 horas</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:147px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Adultos</strong></p> </td> <td style=\"width:305px\"> <p style=\"text-align:center\">200 mg (5 mL de xarope adulto) a 400 mg (10 mL de xarope adulto) a cada 8 horas</p> </td> </tr> </tbody> </table> <p>A crit&#xE9;rio m&#xE9;dico, as doses acima podem ser aumentadas at&#xE9; o dobro.</p> <h4>Intoxica&#xE7;&#xE3;o acidental ou volunt&#xE1;ria por paracetamol</h4> <p>Por via oral, dose inicial de 140 mg/kg de peso corp&#xF3;reo o mais r&#xE1;pido poss&#xED;vel, dentro de 10 horas da ingest&#xE3;o do agente t&#xF3;xico, seguidas de doses &#xFA;nicas de 70 mg/kg de peso corp&#xF3;reo a cada 4 horas, por 1-3 dias.</p> <p><strong>Siga corretamente o modo de usar. Em caso de d&#xFA;vidas sobre este medicamento, procure orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico.</strong></p> <p><strong>N&#xE3;o desaparecendo os sintomas, procure orienta&#xE7;&#xE3;o de seu m&#xE9;dico ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> <h2>O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Fluite&#xED;na Xarope?</h2> <hr> <p>Caso voc&#xEA; esque&#xE7;a de tomar uma dose, deve tom&#xE1;-la o quanto antes, e tomar a dose seguinte como de costume, isto &#xE9;, na hora regular e sem dobrar a dose.</p> <p><strong>Em caso de d&#xFA;vidas, procure orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico ou de seu m&#xE9;dico, ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> </hr>"}

Quais cuidados devo ter ao usar o Fluiteína Xarope?

A presença de odor sulfúreo (enxofre) não indica alteração no medicamento, pois é característico do princípio ativo contido no mesmo.

É recomendada precaução quando utilizado por pacientes com úlcera péptica ou histórico de úlcera, especialmente no caso de administração concomitante à outros medicamentos com conhecido efeito irritativo à mucosa gástrica.

A administração da acetilcisteína, principalmente no início do tratamento, pode fluidificar a secreção brônquica e aumentar seu volume. Se efetivamente o paciente não conseguir expectorar, deve ser realizada a drenagem postural, aspiração brônquica e/ou outras medidas para drenagem de secreção.

Pacientes portadores de asma brônquica devem ser rigorosamente monitorados durante o tratamento; se ocorrer broncoespasmo (contração dos brônquios causando dificuldade para respirar ou chiado no peito), suspender a acetilcisteína imediatamente e iniciar tratamento adequado.

Fluiteína pode afetar moderadamente o metabolismo da histamina, portanto deve-se ter cautela quando administrar o produto para o tratamento ao longo prazo em pacientes com intolerância à histamina, uma vez que sintomas de intolerância pode ocorrer (dor de cabeça, rinite vasomotora e prurido).

O paciente que utiliza Fluiteína pode dirigir e operar máquinas, pois o medicamento não diminui a atenção e o estado de vigília do paciente.

Atenção pacientes sob dietas restritivas de sódio: Fluiteína em todas as apresentações de uso oral adulto e pediátrico contém sódio.

Fluiteína xarope 20 mg/mL e 40 mg/mL contém p-hidroxibenzoato (metilparabeno e propilparabeno).

Estas substâncias podem causar reações alérgicas (possivelmente tardias).

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Fluiteína Xarope?

Os eventos adversos mais frequentemente associados com a administração oral de acetilcisteína são gastrointestinais. Reações de hipersensibilidade incluindo choque anafilático, reação anafilática/anafilactóide, broncoespasmo, angioedema, rash e prurido tem sido reportados com menor frequência.

Reações incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Hipersensibilidade, cefaleia (dor de cabeça), zumbido no ouvido, taquicardia, vômito, diarreia, estomatite, dor abdominal, náusea, urticária, rash, angioedema (alergia), prurido (coceira), febre e pressão arterial baixa.

Reações raras (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Broncoespasmo (chiado no peito), dispneia (falta de ar) e dispepsia (indigestão).

Reações muito raras (ocorrem em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Choque anafilático, reação anafilática/anafilactóide e hemorragia.

Reação com frequência desconhecida

Edema (inchaço) de face.

Em casos raríssimos houve relato de reações severas da pele, como síndrome de Stevens-Johnson e síndrome de Lyell, com relação temporal com a administração da acetilcisteína. Na maioria dos casos havia envolvimento provável de pelo menos uma droga co-suspeita na provocação da síndrome mucocutânea relatada. Por isso, é preciso consultar o médico assim que ocorrer alguma nova alteração na pele ou em membranas mucosas, a acetilcisteína deve ser interrompida imediatamente.

Também já foi descrita redução da agregação plaquetária com o uso da acetilcisteína. O significado clínico desta alteração ainda não está estabelecido.

Se for observada qualquer outra reação não descrita nesta bula, informe seu médico.

Informe ao seu médico, cirurgião dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.

Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

População Especial

Uso em idosos

Devem-se seguir as orientações gerais descritas para o medicamento, salvo em situações especiais.

Uso pediátrico

Agentes mucolíticos podem induzir obstrução respiratória em crianças abaixo de 2 anos. Devido às características fisiológicas das vias aéreas nessa faixa etária, a habilidade de expectorar pode ser limitada. Portanto agentes mucolíticos não devem ser utilizados em crianças com menos de 2 anos de idade.

Este medicamento é contraindicado para crianças menores de 2 anos.

Gravidez e lactação

Há escassez de dados clínicos sobre mulheres expostas à acetilcisteína durante a gravidez. Estudos com animais não sugerem nenhum efeito nocivo, direto ou indireto, na toxicidade reprodutiva. Como medida de precaução, é preferível evitar o uso de Fluiteína na gravidez.

Não há informações disponíveis sobre o efeito da acetilcisteína na fertilidade humana. Estudos em animais não indicaram efeitos nocivos com relação à fertilidade humana nas dosagens recomendadas.

Não há informações disponíveis sobre a excreção da acetilcisteína e seus metabólitos pelo leite materno.

O produto só deve ser usado durante a gravidez e lactação depois de cuidadosa avaliação de riscobenefício.

O risco para criança amamentada não pode ser excluído.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Qual a composição do Fluiteína Xarope?

Cada mL do xarope 20 mg/mL&nbsp;contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center\">Acetilciste&#xED;na</td> <td style=\"text-align:center\">20 mg</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center\">Ve&#xED;culo*</td> <td style=\"text-align:center\">1 mL</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

*Hietelose, sacarina sódica, ciclamato de sódio, propilparabeno, metilparabeno, hidróxido de sódio, essência de framboesa, edetato dissódico di-hidratado, propilenoglicol, água purificada.

Cada mL do xarope 40 mg/mL&nbsp;contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center\">Acetilciste&#xED;na</td> <td style=\"text-align:center\">40 mg</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center\">Ve&#xED;culo*</td> <td style=\"text-align:center\">1 mL</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

*Hietelose, sacarina sódica, ciclamato de sódio, propilparabeno, metilparabeno, hidróxido de sódio, essência de framboesa, edetato dissódico di-hidratado, propilenoglicol, água purificada.

Conteúdo de sacarina sódica por apresentação:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center; width:139px\"><strong>-</strong></td> <td style=\"text-align:center; width:155px\"><strong>-</strong></td> <td style=\"width:153px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Quantidade por mL de xarope</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:139px\"><strong>Uso</strong></td> <td style=\"text-align:center; width:155px\"><strong>Apresenta&#xE7;&#xE3;o</strong></td> <td style=\"text-align:center; width:153px\"><strong>Sacarina s&#xF3;dica</strong></td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:139px\">Pedi&#xE1;trico (Crian&#xE7;as acima de 2 anos)</td> <td style=\"text-align:center; width:155px\">Xarope 20 mg/mL</td> <td style=\"text-align:center; width:153px\">3,00 mg</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:139px\">Adulto</td> <td style=\"text-align:center; width:155px\">Xarope 40 mg/mL</td> <td style=\"text-align:center; width:153px\">3,00</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Apresentação do&nbsp;Fluiteína Xarope

{"tag":"hr","value":" <h3>Xarope para uso oral 20 mg/mL</h3> <p>Embalagens com 100 ml e 120 ml + copo dosador.</p> <h3>Xarope para uso oral 40 mg/mL</h3> <p>Embalagem 120 ml + copo dosador.</p> <p><strong>Uso oral.</strong></p> <p><strong>Uso adulto e pedi&#xE1;trico acima de 2 anos.</strong></p> "}

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Fluiteína Xarope maior do que a recomendada?

Voluntários saudáveis receberam 11,2 g de acetilcisteína diariamente por três meses sem ocorrência de qualquer evento adverso sério. Doses acima de 500 mg de Fluiteína/kg de peso foram bem toleradas sem nenhum sintoma de envenenamento.

A superdosagem pode levar a sintomas gastrintestinais, como náusea, vômito e diarreia.

Não há antídoto específico para a acetilcisteína e o tratamento é sintomático.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Fluiteína Xarope com outros remédios?

Os estudos de interação foram realizados apenas em adultos.

Fluiteína não deve ser administrado concomitantemente com fármacos antitussígenos, pois a redução do reflexo tussígeno pode levar ao acúmulo de secreções brônquicas.

O uso de carvão ativado pode reduzir o efeito de Fluiteína.

Dissolução de formulações de acetilcisteína com outros medicamentos não é recomendada.

Relatos de inativação de antibióticos com acetilcisteína foram encontrados apenas em estudos in vitro&nbsp;onde as substâncias foram misturadas diretamente. Portanto quando o tratamento com antibiótico oral for necessário é recomendado o uso de acetilcisteína oral 2 horas antes ou depois da administração do antibiótico.

A administração concomitante de nitroglicerina e acetilcisteína causam hipotensão significante e, aumentam a dilatação da artéria temporal. Se houver necessidade de tratamento concomitante com nitroglicerina e acetilcisteína, os pacientes devem ser monitorados, pois pode ocorrer hipotensão, inclusive grave, devendo-se ter atenção para a possibilidade de cefaleias (dor de cabeça).

Avise seu médico ou farmacêutico se você usar medicamentos a base de nitrato, em conjunto com o uso de Fluiteína.

O uso concomitante de acetilcisteína e carbamazepina, podem resultar em níveis subterapêuticos de carbamazepina.

Alterações de exames laboratoriais

A acetilcisteína pode interferir no método de ensaio colorimétrico de mensuração do salicilato e interferir também, no teste de cetona na urina.

Interações com alimentos

Até o momento não foi relatada interação entre Fluiteína e alimentos. Não há nenhuma indicação sobre a administração do produto antes ou após as refeições.

Informe ao seu médico ou cirurgião dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Interação alimentícia: posso usar o Fluiteína Xarope com alimentos?

Solução Nasal

Por ser de uso nasal não há interferência entre Acetilcisteína nasal e alimentos.

Injetável

Por ser de uso injetável ou inalatório, não são conhecidas interferências entre o medicamento e alimentos.

Comprimido / Granulado / Xarope

Até o momento não foi relatada interação entre Acetilcisteína e alimentos. Não há nenhuma indicação sobre a administração do produto antes ou após as refeições.

Qual a ação da substância do Fluiteína Xarope (Acetilcisteína)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Solu&#xE7;&#xE3;o Nasal</h3> <h4>A acetilciste&#xED;na em otorrinolaringologia</h4> <p>Um estudo prospectivo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo avaliou a efic&#xE1;cia de acetilciste&#xED;na com nebulizador por via nasal quatro vezes ao dia em 60 ind&#xED;viduos com diagn&#xF3;stico de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-respiratorio/rinite-alergica/c\" target=\"_blank\">rinite al&#xE9;rgica</a>. Acetilciste&#xED;na era o &#xFA;nico tratamento utilizado em um per&#xED;odo de dois meses. Os participantes que usaram acetilciste&#xED;na relataram menos obstru&#xE7;&#xE3;o nasal, coceira no nariz e rinorreia quando comparados com os que receberam placebo, embora a diferen&#xE7;a fosse significativa (p= 0,028) s&#xF3; no &#xFA;ltimo sintoma (Bousquet J, 2000).</p> <h3>Injet&#xE1;vel</h3> <h4>Compara&#xE7;&#xE3;o da administra&#xE7;&#xE3;o intravenosa e oral</h4> <p>A acetilciste&#xED;na por via intravenosa tem um pico m&#xE1;ximo de concentra&#xE7;&#xE3;o em plasma at&#xE9; 20 vezes maior que uma dose semelhante por via oral (Borgstrom L e <em>cols</em>. 1986).</p> <p>A maior disponibilidade de acetilciste&#xED;na por via intravenosa acontece tanto na forma total como reduzida e poderia ser atribu&#xED;da &#xE0; aus&#xEA;ncia do metabolismo hep&#xE1;tico de primeira passagem que acontece ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral (Olsson B e <em>cols</em>. 1988).</p> <h4>Intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol</h4> <p>A acetilciste&#xED;na &#xE9; recomendada como ant&#xED;doto para a superdose de paracetamol com poss&#xED;vel risco de toxicidade hep&#xE1;tica (Wolf SJ e <em>cols</em>. 2007).</p> <p>Estudo comparou 100 casos de intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol tratados com acetilciste&#xED;na intravenosa e 57 casos que receberam unicamente tratamento de suporte (Prescott LF e <em>cols</em>. 1979). Demonstrou-se uma redu&#xE7;&#xE3;o importante da toxicidade hep&#xE1;tica grave (58% suporte a 2% no grupo acetilciste&#xED;na) quando o tratamento foi administrado nas primeiras 10 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol.</p> <p>Em um estudo de coorte que avaliou 4084 pacientes intoxicados por paracetamol, foram comparados os pacientes que receberam regime de acetilciste&#xED;na por via oral (regime de 72 horas) e por via intravenosa (regime de 20 h). Os pacientes que receberam tratamento endovenoso nas primeiras 12 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol tiveram menor toxicidade hep&#xE1;tica (RR 0,54, CI95% 0,38 a 0,75 &#xE0;s 4 horas; RR 0.84, CI95% 0,71 a 1,00 &#xE0;s 12 horas e 12 minutos). Entre 12 e 18 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, o tratamento endovenoso com acetilciste&#xED;na diminuiu a toxicidade hep&#xE1;tica de forma semelhante ao tratamento oral. Ainda &#xE9; destacada a vantagem de poder utilizar o tratamento endovenoso em pacientes que apresentam v&#xF4;mitos (Yarema MC e <em>cols</em>. 2009). Em estudo com pacientes pedi&#xE1;tricos, a acetilciste&#xED;na intravenosa por 52 horas mostrou efic&#xE1;cia semelhante ao regime com acetilciste&#xED;na oral por 72 horas (Perry HE e Shannon MW. 1998).</p> <h4>A acetilciste&#xED;na na S&#xED;ndrome do Desconforto Respirat&#xF3;rio do Adulto</h4> <p>Estudo controlado em pacientes com S&#xED;ndrome do Desconforto Respirat&#xF3;rio do Adulto avaliou 32 pacientes que receberam acetilciste&#xED;na por via intravenosa e 29 que receberam placebo por infus&#xE3;o cont&#xED;nua nas 72 horas posteriores &#xE0; sua admiss&#xE3;o em terapia intensiva. Os pacientes que receberam acetilciste&#xED;na tiveram melhora r&#xE1;pida nos &#xED;ndices de oxigena&#xE7;&#xE3;o, com diminui&#xE7;&#xE3;o significativa no suporte ventilat&#xF3;rio mec&#xE2;nico no segundo e terceiro dia de tratamento (Suter PM e <em>cols</em>. 1994).</p> <h4>Uso da acetilciste&#xED;na nas atelectasias pulmonares</h4> <p>Pacientes com atelectasias pulmonares foram tratados com lavagem broncosc&#xF3;pica com solu&#xE7;&#xE3;o salina fisiol&#xF3;gica e acetilciste&#xED;na na propor&#xE7;&#xE3;o de 7:3. Resultados radiol&#xF3;gicos positivos foram vistos no seguimento de 48 dos 51 pacientes tratados. Houve completa regress&#xE3;o da <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-atelectasia-pulmonar-tipos-fisioterapia-tem-cura/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">atelectasia</a> em 37 casos e regress&#xE3;o parcial em 11 casos. Entretanto, houve recorr&#xEA;ncia da atelectasia em 8 casos nas 48 horas seguintes (Perruchoud A e <em>cols</em>. 1980).</p> <h4>Instila&#xE7;&#xE3;o de acetilciste&#xED;na para a <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-respiratorio/sinusite/c\" target=\"_blank\">sinusite</a> cr&#xF4;nica</h4> <p>Uma solu&#xE7;&#xE3;o da associa&#xE7;&#xE3;o de 300 mg de acetilciste&#xED;na e 750 mg de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/tianfenicol/bula\" target=\"_blank\">tianfenicol</a> foi usada para realizar instila&#xE7;&#xE3;o local ap&#xF3;s lavagem e drenagem dos seios paranasais em 498 pacientes com sinusite maxilar cr&#xF4;nica. Os pacientes foram tratados at&#xE9; se obter uma lavagem limpa ou uma sinumanometria normal. Em 36,25% dos casos, houve regress&#xE3;o completa do quadro de sinusite cr&#xF4;nica, sem necessidade de interven&#xE7;&#xF5;es adicionais, inclusive cir&#xFA;rgicas (Bertrand B e Eloy P. 1993).</p> <h3>Comprimido / Granulado / Xarope</h3> <h4>Bronquite aguda</h4> <p>Um estudo multic&#xEA;ntrico, prospectivo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo avaliou a efic&#xE1;cia de acetilciste&#xED;na 200 mg 3x/dia via oral formula&#xE7;&#xE3;o granulada por 10 dias no tratamento de 215 pacientes com bronquite aguda. Os participantes foram divididos em tr&#xEA;s grupos de acordo com a presen&#xE7;a ou aus&#xEA;ncia de doen&#xE7;as respirat&#xF3;rias cr&#xF4;nicas (Brocard H. e <em>cols</em>, 1980). Os par&#xE2;metros avaliados (volume e viscosidade da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, intensidade da tosse e pico de fluxo expirat&#xF3;rio) evidenciaram resultados favor&#xE1;veis ao uso de acetilciste&#xED;na de modo significativo, em especial no grupo de participantes com bronquite aguda sem doen&#xE7;a respirat&#xF3;ria cr&#xF4;nica pr&#xE9;via. Ressalta-se entre os dados do estudo o aumento inicial e transit&#xF3;rio significativo de secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria entre os pacientes que utilizaram acetilciste&#xED;na. Entre os pacientes tratados apenas com antibi&#xF3;ticos no grupo placebo, houve decl&#xED;nio gradual do volume de secre&#xE7;&#xE3;o desde o in&#xED;cio do tratamento. Isso refor&#xE7;a a hip&#xF3;tese do efeito positivo de drenagem da secre&#xE7;&#xE3;o devido &#xE0; fluidifica&#xE7;&#xE3;o pelo uso de acetilciste&#xED;na (Brocard H. e <em>cols</em>, 1980).</p> <h4>Bronquite cr&#xF4;nica</h4> <p>Pacientes com bronquite cr&#xF4;nica foram avaliados em um estudo multic&#xEA;ntrico, prospectivo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo e, neste estudo foram inclu&#xED;dos 744 pacientes. Os par&#xE2;metros estudados foram: quantidade e viscosidade da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, dificuldade de expectora&#xE7;&#xE3;o, intensidade da tosse e epis&#xF3;dios de exacerba&#xE7;&#xE3;o em um per&#xED;odo de 6 meses. Os resultados positivos foram estatisticamente significantes em favor do grupo que usou acetilciste&#xED;na 200 mg 2x/dia formula&#xE7;&#xE3;o granulada via oral em todos os itens analisados (Multicenter Study Group, 1980).</p> <p>Um outro estudo foi realizado em pacientes com bronquite cr&#xF4;nica. Este estudo aberto e n&#xE3;o comparativo avaliou 1392 pacientes (por protocolo) com diagn&#xF3;stico de bronquite cr&#xF4;nica em uso de acetilciste&#xED;na 200 mg 3x/dia formula&#xE7;&#xE3;o granulada via oral por 2 meses. Foram analisados viscosidade e aspecto da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, dificuldade de expectora&#xE7;&#xE3;o e intensidade da tosse (Tattersall A. B. e <em>cols</em>, 1983).</p> <p>Ap&#xF3;s 2 meses de tratamento com acetilciste&#xED;na, observou-se uma melhoria na viscosidade da expectora&#xE7;&#xE3;o em 80% dos casos, do car&#xE1;ter da expectora&#xE7;&#xE3;o em 59%, da dificuldade para expectorar em 74% e da gravidade da tosse em 71%. Os resultados confirmam a efic&#xE1;cia da acetilciste&#xED;na sobre os par&#xE2;metros relacionados com a hipersecre&#xE7;&#xE3;o br&#xF4;nquica. Para al&#xE9;m de toda a sintomatologia cl&#xED;nica referida, o desenvolvimento da bronquite cr&#xF4;nica &#xE9; frequentemente associado &#xE0; exist&#xEA;ncia de exacerba&#xE7;&#xF5;es agudas recorrentes do seu processo br&#xF4;nquico, as quais determinam um agravamento da referida sintomatologia (Tattersall A. B. e <em>cols</em>, 1983).</p> <p>A microbiota existente na secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria foi avaliada em um estudo aberto com 22 fumantes sem bronquite cr&#xF4;nica, 19 fumantes com bronquite cr&#xF4;nica e doen&#xE7;a pulmonar obstrutiva cr&#xF4;nica e 14 n&#xE3;o fumantes saud&#xE1;veis, atrav&#xE9;s de broncoscopia e cultura de escovado br&#xF4;nquico com escova protegida. O uso de acetilciste&#xED;na por via oral foi considerado na an&#xE1;lise. N&#xE3;o se verificou diferen&#xE7;a estatisticamente significante em faixas mais baixas na porcentagem de indiv&#xED;duos com cultura positiva entre os grupos. Entre os fatores analisados, o uso de acetilciste&#xED;na via oral foi o &#xFA;nico fator independente a influenciar os resultados bacteriol&#xF3;gicos. O grupo de pacientes com obstru&#xE7;&#xE3;o cr&#xF4;nica das vias a&#xE9;reas em uso de acetilciste&#xED;na via oral teve uma porcentagem menor estatisticamente significante de culturas bacterianas positivas quando comparado ao mesmo grupo que n&#xE3;o fazia uso da medica&#xE7;&#xE3;o (Riise GC e <em>cols, 1994)</em>.</p> <h4>A acetilciste&#xED;na na pediatria</h4> <p>A acetilciste&#xED;na em crian&#xE7;as foi avaliada em um estudo prospectivo, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo. Este estudo avaliou a acetilciste&#xED;na via oral em 50 crian&#xE7;as com infec&#xE7;&#xE3;o aguda das vias respirat&#xF3;rias. Al&#xE9;m do tratamento com antibi&#xF3;tico, as crian&#xE7;as recebiam acetilciste&#xED;na via oral na forma granulada com dose ajustada para idade (100 mg at&#xE9; 2 anos, 200 mg entre 2 e 4 anos e 300 mg acima de 4 anos) ou placebo por 6 dias. Verificaram-se diferen&#xE7;as estatisticamente significantes dos par&#xE2;metros estudados (<a href=\"https://consultaremedios.com.br/dor-febre-e-contusao/c\" target=\"_blank\">febre</a>, ru&#xED;dos respirat&#xF3;rios e tosse) em favor do uso da acetilciste&#xED;na (Biscatti G. e <em>cols</em>, 1972).</p> <h4>Intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol</h4> <p>Diversos estudos cl&#xED;nicos realizados mostraram o efeito protetor da acetilciste&#xED;na sobre o <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/figado/c\" target=\"_blank\">f&#xED;gado</a> dos pacientes intoxicados por paracetamol (Petterson R.G. e <em>cols</em>, 1977; Prescott L.F. <em>e cols</em>, 1977, 1981; Rumack B.H. e <em>cols</em>, 1981; Harrison P.H. e <em>cols</em>, 1990).</p> <p>Um estudo retrospectivo descreve o desfecho de 2540 pacientes suspeitos de overdose de paracetamol. Os pacientes foram tratados com uma dose oral inicial de 140mg/kg de acetilciste&#xED;na seguida por doses de 70 mg/kg a cada 4 horas por 3 dias.</p> <p>Hepatoxicidade foi verificada em 6,1% dos pacientes que tiveram o esquema detratamento de acetilciste&#xED;na por via oral iniciado at&#xE9; 10 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol e em 26,4% dos pacientes quando a acetilciste&#xED;na foi iniciada entre 10 e 24 horas. Entre os pacientes de alto risco que tiveram o esquema de acetilciste&#xED;na iniciado entre 16 e 24 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, 41% desenvolveram hepatoxicidade. Quando iniciada at&#xE9; 8 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, a acetilciste&#xED;na exerceu efeito hepatoprotetor independente da concentra&#xE7;&#xE3;o s&#xE9;rica de paracetamol (Smilkstein MJ. e <em>cols</em>, 1988).</p> <h4>Doen&#xE7;a Pulmonar Obstrutiva Cr&#xF4;nica (DPOC)</h4> <p>Um estudo prospectivo randomizado, duplo-cego, duplo-mascarado, controlado por placebo avaliou 123 pacientes com exacerba&#xE7;&#xE3;o aguda de DPOC.</p> <p>Duas doses de acetilciste&#xED;na foram utilizadas (1200 mg/dia e 600 mg/dia) com o objetivo principal de avaliar a propor&#xE7;&#xE3;o de pacientes com prote&#xED;na C reativa (<a href=\"https://minutosaudavel.com.br/proteina-c-reativa-pcr/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">PCR</a>) em n&#xED;veis normais ap&#xF3;s 10 dias de tratamento. (Zuin R. e <em>cols</em>, 2005).</p> <p>Entre os pacientes com PCR em n&#xED;veis aumentados, uma maior propor&#xE7;&#xE3;o estatisticamente significante de pacientes que tomaram acetilciste&#xED;na tiveram seus n&#xED;veis s&#xE9;ricos de PCR normalizados ap&#xF3;s 10 dias. O uso de 1200 mg/dia de acetilciste&#xED;na foi mais eficaz que o uso de 600 mg/dia.</p> <p>Ambas as dosagens foram mais eficazes que placebo na melhora cl&#xED;nica e de fun&#xE7;&#xE3;o pulmonar avaliada por pico de fluxo expirat&#xF3;rio. &#xC9; especulado que o efeito de acetilciste&#xED;na nos marcadores inflamat&#xF3;rios pode ser devido &#xE0;s propriedades mucol&#xED;tica e <a href=\"https://consultaremedios.com.br/vitaminas-e-minerais/antioxidante/c\" target=\"_blank\">antioxidante</a> (Zuin R. e <em>cols</em>, 2005).</p> <h4>Fibrose C&#xED;stica</h4> <p>Pacientes com fibrose c&#xED;stica foram avaliados em um estudo aberto com 76 pacientes entre crian&#xE7;as e adultos. Este estudo analisou a utiliza&#xE7;&#xE3;o de acetilciste&#xED;na via oral em doses variadas de acordo com a idade ap&#xF3;s a utiliza&#xE7;&#xE3;o de acetilciste&#xED;na inalat&#xF3;ria por pelo menos 1 ano (Stephan U. e <em>cols</em>, 1980).</p> <h5>Foram analisados aspectos como tosse, caracter&#xED;sticas da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, radiografia de t&#xF3;rax e percentis de peso e altura. Concluiu-se que ap&#xF3;s a troca da via de administra&#xE7;&#xE3;o da acetilciste&#xED;na de inalat&#xF3;ria para oral:</h5> <ul> <li>Os sintomas respirat&#xF3;rios melhoraram ou se mantiveram inalterados;</li> <li>A acetilciste&#xED;na via oral pode substituir a via inalat&#xF3;ria quando o tratamento n&#xE3;o estiver se mostrando eficaz;</li> <li>Mesmo que o tratamento via inalat&#xF3;ria esteja sendo eficaz, o tratamento via oral &#xE9; pelo menos n&#xE3;o inferior;</li> <li>A administra&#xE7;&#xE3;o via oral tem vantagens relacionadas &#xE0; facilidade de aplica&#xE7;&#xE3;o da medica&#xE7;&#xE3;o, menor custo e aus&#xEA;ncia dos eventos adversos comuns &#xE0;s medica&#xE7;&#xF5;es de uso inalat&#xF3;rio.</li> </ul> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Solu&#xE7;&#xE3;o Nasal</h3> <h4>Farmacodin&#xE2;mica</h4> <p>O princ&#xED;pio ativo Acetilciste&#xED;na exerce intensa a&#xE7;&#xE3;o mucol&#xED;tico-fluidificante das secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas, despolimerizando os complexos mucoprote&#xED;cos e os &#xE1;cidos nucl&#xE9;icos que d&#xE3;o viscosidade ao escarro e &#xE0;s outras, al&#xE9;m de melhorar a depura&#xE7;&#xE3;o mucociliar. Estas atividades tornam Acetilciste&#xED;na particularmente adequado para o tratamento das afec&#xE7;&#xF5;es agudas e cr&#xF4;nicas do <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-respiratorio/c\" target=\"_blank\">aparelho respirat&#xF3;rio</a> caracterizadas por secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas densas e viscosas.</p> <p>Al&#xE9;m disso, a acetilciste&#xED;na exerce a&#xE7;&#xE3;o antioxidante direta, sendo dotada de um grupo tiol livre (-SH) nucleof&#xED;lico em condi&#xE7;&#xF5;es de interagir diretamente com os grupos eletrof&#xED;licos dos radicais oxidantes. A estrutura da sua mol&#xE9;cula lhe permite, al&#xE9;m disso, atravessar facilmente as membranas celulares. No interior da c&#xE9;lula, a acetilciste&#xED;na &#xE9; desacetilada, ficando assim dispon&#xED;vel a L-ciste&#xED;na, amino&#xE1;cido indispens&#xE1;vel para a s&#xED;ntese da glutationa (GSH). O GSH &#xE9; um tripept&#xED;dio extremamente reativo que se encontra difundido por igual nos diversos tecidos dos organismos animais e &#xE9; essencial para a manuten&#xE7;&#xE3;o da capacidade funcional e da integridade da morfologia celular, pois &#xE9; o mecanismo mais importante de defesa intracelular contra os radicais oxidantes (tanto ex&#xF3;genos como end&#xF3;genos) e contra numerosas subst&#xE2;ncias citot&#xF3;xicas.</p> <p>A acetilcist&#xE9;ina tem demonstrado ser essencial no controle de v&#xE1;rias condi&#xE7;&#xF5;es patol&#xF3;gicas relacionadas ao stress oxidativo, como bronquite aguda e bronquite cr&#xF4;nica.</p> <p>A efic&#xE1;cia terap&#xEA;utica da acetilciste&#xED;na nos processos inflamat&#xF3;rios nasais como a rinite &#xE9; interpretada como sendo devida a sua a&#xE7;&#xE3;o farmacol&#xF3;gica. A redu&#xE7;&#xE3;o da viscosidade do muco facilita a remo&#xE7;&#xE3;o e evita a evolu&#xE7;&#xE3;o para a infec&#xE7;&#xE3;o (sinusite).</p> <p>O efeito antiinflamat&#xF3;rio/antioxidante ocorre atrav&#xE9;s da ciste&#xED;na, precursora da glutationa. A ciste&#xED;na &#xE9; considerada um dos mais importantes antioxidantes presentes na c&#xE9;lula, agindo atrav&#xE9;s da inibi&#xE7;&#xE3;o da quimiotaxia de neutr&#xF3;filos.</p> <p>A acetilciste&#xED;na inibe a produ&#xE7;&#xE3;o de citocinas induzidas por lipopolissacar&#xED;deos ou CD40L das c&#xE9;lulas dendr&#xED;ticas, uma linhagem celular especializada muito importante nas doen&#xE7;as al&#xE9;rgicas. A acetilciste&#xED;na inibe a express&#xE3;o de mol&#xE9;culas coestimuladoras que liberam sinais necess&#xE1;rios para a ativa&#xE7;&#xE3;o dos linf&#xF3;citos T.</p> <p>Foi demonstrado que a rinite al&#xE9;rgica e a asma s&#xE3;o doen&#xE7;as inflamat&#xF3;rias cr&#xF4;nicas das vias a&#xE9;reas, onde uma produ&#xE7;&#xE3;o excessiva de esp&#xE9;cies reativas de oxig&#xEA;nio e o mecanismo antioxidante end&#xF3;geno est&#xE3;o presentes. Conclui-se que uma terapia antioxidante pode ser ben&#xE9;fica.</p> <p>Os dados<em> in vitro</em> da acetilciste&#xED;na na fun&#xE7;&#xE3;o celular do sistema imune, e em particular os dados recentes das c&#xE9;lulas dendr&#xED;ticas e <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/eosinofilos/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">eosin&#xF3;filos</a> humanos, apontaram que a administra&#xE7;&#xE3;o isolada de acetilciste&#xED;na na mucosa nasal pode ter um efeito antiinflamat&#xF3;rio/antioxidante em condi&#xE7;&#xF5;es al&#xE9;rgicas. A administra&#xE7;&#xE3;o t&#xF3;pica diretamente no tecido inflamado torna o efeito poss&#xED;vel devido &#xE0; alta concentra&#xE7;&#xE3;o local, al&#xE9;m de efeito imunomodulador.</p> <h4>Farmacocin&#xE9;tica</h4> <p>Acetilciste&#xED;na nasal pode ser absorvido sistemicamente atrav&#xE9;s da mucosa nasal e do trato gastrintestinal ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o intranasa.</p> <h3>Injet&#xE1;vel</h3> <h4>Farmacodin&#xE2;mica</h4> <p>O princ&#xED;pio ativo Acetilciste&#xED;na &#xE9; a acetilciste&#xED;na exerce intensa a&#xE7;&#xE3;o mucol&#xED;tico fluidificante das secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas, despolimerizando os complexos mucoprote&#xED;cos e os &#xE1;cidos nucl&#xE9;icos que d&#xE3;o viscosidade ao escarro e &#xE0;s outras secre&#xE7;&#xF5;es, al&#xE9;m de melhorar a depura&#xE7;&#xE3;o mucociliar. Estas atividades tornam Acetilciste&#xED;na particularmente adequado para o tratamento das afec&#xE7;&#xF5;es agudas e cr&#xF4;nicas do aparelho respirat&#xF3;rio caracterizadas por secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas densas e viscosas.</p> <p>Al&#xE9;m disso, a acetilciste&#xED;na exerce a&#xE7;&#xE3;o antioxidante direta, sendo dotada de um grupo tiol livre (-SH) nucleof&#xED;lico em condi&#xE7;&#xF5;es de interagir diretamente com os grupos eletrof&#xED;licos dos radicais oxidantes. De particular interesse &#xE9; a recente demonstra&#xE7;&#xE3;o de que a acetilciste&#xED;na protege a alfa-1-antitripsina, enzima inibidora da elastase, de ser inativada pelo &#xE1;cido hipocloroso (HClO), potente agente oxidante que &#xE9; produzido pela enzima mieloperoxidase dos fag&#xF3;citos ativados. A estrutura da sua mol&#xE9;cula lhe permite, al&#xE9;m disso, atravessar facilmente as membranas celulares. No interior da c&#xE9;lula, a acetilciste&#xED;na &#xE9; desacetilada, ficando assim dispon&#xED;vel a L-ciste&#xED;na, amino&#xE1;cido indispens&#xE1;vel para a s&#xED;ntese da glutationa (GSH).</p> <p>O GSH &#xE9; um tripept&#xED;dio extremamente reativo que se encontra difundido por igual nos diversos tecidos dos organismos animais e &#xE9; essencial para a manuten&#xE7;&#xE3;o da capacidade funcional e da integridade da morfologia celular, pois &#xE9; o mecanismo mais importante de defesa intracelular contra os radicais oxidantes (tanto ex&#xF3;genos como end&#xF3;genos) e contra numerosas subst&#xE2;ncias citot&#xF3;xicas, incluindo o paracetamol.</p> <p>O paracetamol exerce sua a&#xE7;&#xE3;o citot&#xF3;xica pelo empobrecimento progressivo de GSH.</p> <p>A acetilciste&#xED;na desempenha seu principal papel mantendo n&#xED;veis adequados de GSH, contribuindo, assim para a prote&#xE7;&#xE3;o celular. Portanto a acetilciste&#xED;na &#xE9; um ant&#xED;doto espec&#xED;fico para intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol.</p> <p>A acetilciste&#xED;na reduz a toxicidade hep&#xE1;tica do NAPQI (N-acetil-p-benzoquinonaimina), o metab&#xF3;lito intermedi&#xE1;rio altamente reativo ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de uma alta dose de paracetamol, pelos seguintes mecanismos:</p> <p>A acetilciste&#xED;na atua como um precursor para a s&#xED;ntese de glutationa e, portanto, mant&#xE9;m a glutationa celular em um n&#xED;vel suficiente para inativar o NAPQI. Acredita-se que este seja o principal mecanismo pelo qual a acetilciste&#xED;na atua nos est&#xE1;gios iniciais da toxicidade do paracetamol, com benef&#xED;cio observado principalmente em pacientes tratados dentro de 8-10 horas ap&#xF3;s a superdosagem.</p> <p>Quando o tratamento com acetilciste&#xED;na &#xE9; iniciado mais de 8 a 10 horas ap&#xF3;s a sobredosagem de paracetamol, a sua efic&#xE1;cia na preven&#xE7;&#xE3;o da hepatotoxicidade (com base nos indicadores s&#xE9;ricos) diminui progressivamente com o prolongamento do intervalo de tratamento com overdose (o tempo entre a sobredosagem de paracetamol e o in&#xED;cio do tratamento).</p> <p>A acetilciste&#xED;na demonstrou ser ainda eficaz quando a perfus&#xE3;o &#xE9; iniciada at&#xE9; 12 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, quando a maior parte do analg&#xE9;sico ter&#xE1; sido metabolizada no seu metab&#xF3;lito reativo. Nesse est&#xE1;gio, acredita-se que a acetilciste&#xED;na atue reduzindo os grupos tiol oxidados nas enzimas-chave.</p> <p>H&#xE1; evid&#xEA;ncias de que ainda pode ser ben&#xE9;fico quando administrado at&#xE9; 24 horas ap&#xF3;s a superdosagem. Nesta fase tardia da hepatotoxicidade do paracetamol, os efeitos ben&#xE9;ficos da acetilciste&#xED;na podem ser devidos &#xE0; sua capacidade de melhorar a hemodin&#xE2;mica sist&#xEA;mica e o transporte de oxig&#xEA;nio, embora o mecanismo pelo qual isso possa ocorrer ainda n&#xE3;o tenha sido determinado.</p> <h4>Farmacocin&#xE9;tica</h4> <h5>Absor&#xE7;&#xE3;o:</h5> <h6>Administra&#xE7;&#xE3;o Oral</h6> <p>Em humanos, a acetilciste&#xED;na &#xE9; completamente absorvida ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral. Devido ao metabolismo na parede intestinal e o efeito de primeira passagem, a biodisponibilidade da acetilciste&#xED;na ingerida oralmente &#xE9; muito baixa (cerca de 10%). N&#xE3;o foram referidas diferen&#xE7;as entre as v&#xE1;rias formas farmac&#xEA;uticas. Em pacientes com diferentes doen&#xE7;as respirat&#xF3;rias ou card&#xED;acas, a concentra&#xE7;&#xE3;o m&#xE1;xima no plasma &#xE9; obtida entre uma e tr&#xEA;s horas ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o e, os n&#xED;veis permaneceram elevados por um per&#xED;odo de 24 horas.</p> <h6>Administra&#xE7;&#xE3;o Intravenosa como Ant&#xED;doto</h6> <p>Ap&#xF3;s a infus&#xE3;o intravenosa, utilizando a modelagem de 20 horas, os n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos de acetilciste&#xED;na atingiram 300-900 mg / L poucos minutos ap&#xF3;s o in&#xED;cio da infus&#xE3;o, diminuindo para 11 - 90mg / L no final da infus&#xE3;o.</p> <h5>Distribui&#xE7;&#xE3;o:</h5> <p>A acetilciste&#xED;na &#xE9; distribu&#xED;da na forma n&#xE3;o metabolizada (20%) e metabolizada - ativa (80%) e, pode ser encontrada principalmente no f&#xED;gado, rins, pulm&#xF5;es e secre&#xE7;&#xF5;es br&#xF4;nquicas.</p> <p>O volume de distribui&#xE7;&#xE3;o da acetilciste&#xED;na varia de 0,33 a 0,47 L/kg. A liga&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/proteinas/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">prote&#xED;nas</a> &#xE9; de cerca de 50% ap&#xF3;s 4 horas da administra&#xE7;&#xE3;o da dose e cai para 20% em 12 horas.</p> <p>N&#xE3;o h&#xE1; informa&#xE7;&#xF5;es sobre se a acetilciste&#xED;na atravessa a barreira hematoencef&#xE1;lica ou se &#xE9; excretada no leite materno.</p> <p>A acetilciste&#xED;na atravessa a placenta.</p> <h5>Metabolismo:</h5> <p>A acetilciste&#xED;na passa por um metabolismo r&#xE1;pido e extensivo na parede intestinal e f&#xED;gado ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral.</p> <p>O composto resultante, ciste&#xED;na, &#xE9; considerado o metab&#xF3;lito ativo. Ap&#xF3;s essa fase de transforma&#xE7;&#xE3;o, a acetilciste&#xED;na e a ciste&#xED;na compartilham a mesma via metab&#xF3;lica.</p> <p>O <em>clearance</em> renal pode representar cerca de 30% do <em>clearance</em> total do organismo. Ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral a meia vida terminal de acetilciste&#xED;na total &#xE9; de 6,25 h.</p> <h5>Excre&#xE7;&#xE3;o:</h5> <p>Ap&#xF3;s uma dose intravenosa &#xFA;nica de acetilciste&#xED;na, a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica de acetilciste&#xED;na total mostra um decl&#xED;nio poli-exponencial com uma semivida terminal (T1 / 2) de 5,6 horas. A depura&#xE7;&#xE3;o renal foi definida em 0,11 litros / h / kg e pode representar cerca de 30% da depura&#xE7;&#xE3;o corporal total.</p> <h5>Linearidade / N&#xE3;o Linearidade:</h5> <p>A farmacocin&#xE9;tica da acetilciste&#xED;na &#xE9; proporcional &#xE0; dose administrada no intervalo de dose entre 200-3200 mg / m<sup>2</sup> para AUC e C<sub>max</sub>.</p> <h5>Pacientes Pedi&#xE1;tricos:</h5> <p>A meia-vida terminal m&#xE9;dia da acetilciste&#xED;na &#xE9; maior nos neonatos (11 horas) do que nos adultos (5,6 horas) 8,25. Nenhuma informa&#xE7;&#xE3;o est&#xE1; dispon&#xED;vel em outras faixas et&#xE1;rias.</p> <h5>Insufici&#xEA;ncia Hep&#xE1;tica:</h5> <p>Em indiv&#xED;duos com insufici&#xEA;ncia hep&#xE1;tica grave, associada a <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/cirrose/c\" target=\"_blank\">cirrose</a> alco&#xF3;lica (pontua&#xE7;&#xE3;o de 7-14 na escala de Child-Pugh) ou <a href=\"https://consultaremedios.com.br/b/cirrose-biliar-primaria\" target=\"_blank\">cirrose biliar prim&#xE1;ria</a> ou secund&#xE1;ria (5-7 na escala de Child-Pugh), a semi-vida de elimina&#xE7;&#xE3;o (T1 / 2) aumentou 80% a elimina&#xE7;&#xE3;o diminuiu em 30%, em compara&#xE7;&#xE3;o ao grupo controle 8. Insufici&#xEA;ncia renal N&#xE3;o h&#xE1; dados farmacocin&#xE9;ticos dispon&#xED;veis em pacientes com insufici&#xEA;ncia renal.</p> <h4>Dados Pr&#xE9; Clinicos</h4> <p>Os dados n&#xE3;o cl&#xED;nicos n&#xE3;o revelam riscos especiais para o ser humano, com base em estudos convencionais de farmacologia de seguran&#xE7;a, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e toxicidade para a reprodu&#xE7;&#xE3;o e desenvolvimento. O tratamento com altas doses em ratas prenhes e coelhos n&#xE3;o revelou evid&#xEA;ncia de comprometimento da fertilidade feminina ou dano ao feto devido &#xE0; acetilciste&#xED;na. O tratamento de ratos machos durante 15 semanas com acetilciste&#xED;na a uma dose oral considerada suficiente em excesso, em compara&#xE7;&#xE3;o com a dose humana recomendada, n&#xE3;o afetou a fertilidade ou o desempenho reprodutivo geral dos animais.</p> <h3>Comprimido / Granulado / Xarope</h3> <h4>Farmacodin&#xE2;mica</h4> <p>O princ&#xED;pio ativo do Acetilciste&#xED;na &#xE9; a acetilciste&#xED;na, que exerce intensa a&#xE7;&#xE3;o mucol&#xED;tico fluidificante das secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas, despolimerizando os complexos mucoproteicos e os &#xE1;cidos nucl&#xE9;icos que d&#xE3;o viscosidade ao escarro e &#xE0;s outras secre&#xE7;&#xF5;es, al&#xE9;m de melhorar a depura&#xE7;&#xE3;o mucociliar. Estas atividades tornam Acetilciste&#xED;na particularmente adequado para o tratamento das afec&#xE7;&#xF5;es agudas e cr&#xF4;nicas do aparelho respirat&#xF3;rio caracterizadas por secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas densas e viscosas.</p> <p>Al&#xE9;m disso, a acetilciste&#xED;na exerce a&#xE7;&#xE3;o antioxidante direta, sendo dotada de um grupo tiol livre (-SH) nucleof&#xED;lico em condi&#xE7;&#xF5;es de interagir diretamente com os grupos eletrof&#xED;licos dos radicais oxidantes. De particular interesse &#xE9; a recente demonstra&#xE7;&#xE3;o de que a acetilciste&#xED;na protege a alfa-1-antitripsina, enzima inibidora da elastase, de ser inativada pelo &#xE1;cido hipocloroso (HClO), potente agente oxidante que &#xE9; produzido pela enzima mieloperoxidase dos fag&#xF3;citos ativados. A estrutura da sua mol&#xE9;cula lhe permite, al&#xE9;m disso, atravessar facilmente as membranas celulares. No interior da c&#xE9;lula, a acetilciste&#xED;na &#xE9; desacetilada, ficando assim dispon&#xED;vel a L-ciste&#xED;na, amino&#xE1;cido indispens&#xE1;vel para a s&#xED;ntese da glutationa (GSH).</p> <p>O GSH &#xE9; um tripept&#xED;dio extremamente reativo que se encontra difundido por igual nos diversos tecidos dos organismos animais e &#xE9; essencial para a manuten&#xE7;&#xE3;o da capacidade funcional e da integridade da morfologia celular, pois &#xE9; o mecanismo mais importante de defesa intracelular contra os radicais oxidantes (tanto ex&#xF3;genos como end&#xF3;genos) e contra numerosas subst&#xE2;ncias citot&#xF3;xicas, incluindo o paracetamol.</p> <p>O paracetamol exerce sua a&#xE7;&#xE3;o citot&#xF3;xica pelo empobrecimento progressivo de GSH. A acetilciste&#xED;na desempenha seu principal papel mantendo n&#xED;veis adequados de GSH, contribuindo, assim para a prote&#xE7;&#xE3;o celular. Portanto a acetilciste&#xED;na &#xE9; um ant&#xED;doto espec&#xED;fico para intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol.</p> <h4>Farmacocin&#xE9;tica</h4> <h5>Absor&#xE7;&#xE3;o:</h5> <p>Em humanos, a acetilciste&#xED;na &#xE9; completamente absorvida ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral.</p> <p>Devido ao metabolismo na parede intestinal e o efeito de primeira passagem, a biodisponibilidade da acetilciste&#xED;na ingerida oralmente &#xE9; muito baixa (cerca de 10%). N&#xE3;o foram referidas diferen&#xE7;as entre as v&#xE1;rias formas farmac&#xEA;uticas. Em pacientes com diferentes doen&#xE7;as respirat&#xF3;rias ou card&#xED;acas, a concentra&#xE7;&#xE3;o m&#xE1;xima no plasma &#xE9; obtida entre duas a tr&#xEA;s horas ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o e os n&#xED;veis permaneceram elevados por um per&#xED;odo de 24 horas.</p> <h5>Distribui&#xE7;&#xE3;o:</h5> <p>A acetilciste&#xED;na &#xE9; distribu&#xED;da na forma n&#xE3;o metabolizada (20%) e metabolizada - ativa (80%) e pode se encontrada principalmente no f&#xED;gado, rins, pulm&#xF5;es e secre&#xE7;&#xF5;es br&#xF4;nquicas.</p> <p>O volume de distribui&#xE7;&#xE3;o da acetilciste&#xED;na varia de 0,33 a 0,47 L/kg. A liga&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s prote&#xED;nas &#xE9; de cerca de 50% ap&#xF3;s 4 horas da administra&#xE7;&#xE3;o da dose e cai para 20% em 12 horas.</p> <h5>Metabolismo:</h5> <p>A acetilciste&#xED;napassa por um metabolismo r&#xE1;pido e extensivo na parede intestinal e f&#xED;gado ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral.</p> <h5>Excre&#xE7;&#xE3;o:</h5> <p>O composto resultante, ciste&#xED;na, &#xE9; considerado o metab&#xF3;lito ativo. Ap&#xF3;s essa fase de transforma&#xE7;&#xE3;o, a acetilciste&#xED;na e a ciste&#xED;na compartilham a mesma via metab&#xF3;lica.</p> <p>O <em>clearance</em> renal pode representar cerca de 30% do <em>clearance</em> total do organismo. Ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral a meia vida terminal de acetilciste&#xED;na total &#xE9; de 6,25 h.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Fluiteína Xarope?

Manter à temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC). Proteger da luz e manter em lugar seco.

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Fluiteína&nbsp;apresenta-se através de uma solução límpida, incolor, com sabor e odor de framboesa, isento de partículas e impurezas.

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Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Dizeres Legais do Fluiteína Xarope

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Farmacêutico Responsável:
Dr. Ronoel Caza de Dio
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Siga corretamente o modo de usar, não desaparecendo os sintomas procure orientação médica.

20mg/mL, caixa com 1 frasco com 100mL de xarope + copo medidor

Princípio ativo
:
Acetilcisteína
Classe Terapêutica
:
Expectorantes
Requer Receita
:
Não
Tipo de prescrição
:
Isento de Prescrição Médica
Categoria
:
Expectorante
Especialidade
:
Pneumologia

Bula do medicamento

Fluiteína Xarope, para o que é indicado e para o que serve?

Este é um medicamento expectorante indicado quando se tem dificuldade para expectorar e há muita secreção densa e viscosa, tais como bronquite aguda, bronquite crônica e suas exacerbações (piora do quadro clínico e complicações), enfisema pulmonar (doença crônica caracterizada pelo comprometimento dos pulmões), pneumonia (inflamação nos pulmões e brônquios), colapso/atelectasias pulmonares (fechamento dos brônquios), mucoviscidose (doença hereditária que produz muco espesso, também conhecida por fibrose cística). Também é indicado para intoxicação acidental ou voluntária por paracetamol.

Como o&nbsp;Fluiteína Xarope funciona?

{"tag":"hr","value":" <p>Fluite&#xED;na &#xE9; um medicamento expectorante que ajuda a eliminar as secre&#xE7;&#xF5;es produzidas nos pulm&#xF5;es, facilitando a respira&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>Fluite&#xED;na modifica as caracter&#xED;sticas da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria (muco) reduzindo sua consist&#xEA;ncia e elasticidade, tornando-a mais fluida ou mais liquefeita, o que facilita a sua elimina&#xE7;&#xE3;o das vias respirat&#xF3;rias. Fluite&#xED;na funciona ainda como ant&#xED;doto de danos hep&#xE1;ticos provocados pelo paracetamol, regenerando os estoques de uma subst&#xE2;ncia vital para a fun&#xE7;&#xE3;o normal do <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/figado/c\" target=\"_blank\">f&#xED;gado</a> (a glutationa).</p> <p>Fluite&#xED;na &#xE9; rapidamente absorvido no trato gastrintestinal. O in&#xED;cio de sua a&#xE7;&#xE3;o ocorre dentro de uma hora ap&#xF3;s sua administra&#xE7;&#xE3;o, quando alcan&#xE7;a concentra&#xE7;&#xF5;es m&#xE1;ximas nas secre&#xE7;&#xF5;es br&#xF4;nquicas.</p> "}

Quais as contraindicações do Fluiteína Xarope?

Fluiteína é contraindicado para pacientes alérgicos a acetilcisteína e/ou demais componentes de sua formulação.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Este medicamento é contraindicado para crianças menores de 2 anos.

Não há contraindicações para o tratamento de overdose de paracetamol com acetilcisteína.

Como usar o Fluiteína Xarope?

Fluiteína é um medicamento que não necessita de prescrição médica obrigatória. Leia as informações da bula antes de utilizá-lo e, se persistirem os sintomas ao fazer uso deste medicamento, suspenda o uso e procure orientação médica.

Fluiteína deve ser administrado somente por via oral e não deve ser diluído.

Posologia do&nbsp;Fluiteína Xarope

{"tag":"hr","value":" <h3>Pedi&#xE1;trico (crian&#xE7;as acima de 2 anos) - Fluite&#xED;na pedi&#xE1;trico 20 mg/mL</h3> <table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:121px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Idade</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:100px\"><strong>Dose</strong></td> <td style=\"width:226px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Freq&#xFC;&#xEA;ncia</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:121px\"> <p style=\"text-align:center\">2 a 4 anos</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:100px\">100 mg (5 mL)</td> <td style=\"width:226px\"> <p style=\"text-align:center\">2 a 3 vezes ao dia ou a crit&#xE9;rio m&#xE9;dico</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:121px\"> <p style=\"text-align:center\">Acima de 4 anos</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:100px\">100 mg (5 mL)</td> <td style=\"width:226px\"> <p style=\"text-align:center\">3 a 4 vezes ao dia ou a crit&#xE9;rio m&#xE9;dico</p> </td> </tr> </tbody> </table> <h3>Adultos - Fluite&#xED;na adulto 40 mg/mL</h3> <p>Dose de 600 mg (15 mL), 1 vez ao dia, de prefer&#xEA;ncia &#xE0; noite.</p> <p>A dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento &#xE9; de 5 a 10 dias, n&#xE3;o desaparecendo os sintomas procure um m&#xE9;dico.</p> <h4>Indica&#xE7;&#xF5;es espec&#xED;ficas para uso adulto e pedi&#xE1;trico</h4> <h5>Complica&#xE7;&#xE3;o Pulmonar da Fibrose C&#xED;stica:</h5> <p><strong>A posologia recomendada para este caso &#xE9; a seguinte:</strong></p> <table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:147px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Crian&#xE7;as acima de 2 anos de idade</strong></p> </td> <td style=\"width:305px\"> <p style=\"text-align:center\">200 mg (10 mL de xarope pedi&#xE1;trico) a cada 8 horas</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:147px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Adultos</strong></p> </td> <td style=\"width:305px\"> <p style=\"text-align:center\">200 mg (5 mL de xarope adulto) a 400 mg (10 mL de xarope adulto) a cada 8 horas</p> </td> </tr> </tbody> </table> <p>A crit&#xE9;rio m&#xE9;dico, as doses acima podem ser aumentadas at&#xE9; o dobro.</p> <h4>Intoxica&#xE7;&#xE3;o acidental ou volunt&#xE1;ria por paracetamol</h4> <p>Por via oral, dose inicial de 140 mg/kg de peso corp&#xF3;reo o mais r&#xE1;pido poss&#xED;vel, dentro de 10 horas da ingest&#xE3;o do agente t&#xF3;xico, seguidas de doses &#xFA;nicas de 70 mg/kg de peso corp&#xF3;reo a cada 4 horas, por 1-3 dias.</p> <p><strong>Siga corretamente o modo de usar. Em caso de d&#xFA;vidas sobre este medicamento, procure orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico.</strong></p> <p><strong>N&#xE3;o desaparecendo os sintomas, procure orienta&#xE7;&#xE3;o de seu m&#xE9;dico ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> <h2>O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Fluite&#xED;na Xarope?</h2> <hr> <p>Caso voc&#xEA; esque&#xE7;a de tomar uma dose, deve tom&#xE1;-la o quanto antes, e tomar a dose seguinte como de costume, isto &#xE9;, na hora regular e sem dobrar a dose.</p> <p><strong>Em caso de d&#xFA;vidas, procure orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico ou de seu m&#xE9;dico, ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> </hr>"}

Quais cuidados devo ter ao usar o Fluiteína Xarope?

A presença de odor sulfúreo (enxofre) não indica alteração no medicamento, pois é característico do princípio ativo contido no mesmo.

É recomendada precaução quando utilizado por pacientes com úlcera péptica ou histórico de úlcera, especialmente no caso de administração concomitante à outros medicamentos com conhecido efeito irritativo à mucosa gástrica.

A administração da acetilcisteína, principalmente no início do tratamento, pode fluidificar a secreção brônquica e aumentar seu volume. Se efetivamente o paciente não conseguir expectorar, deve ser realizada a drenagem postural, aspiração brônquica e/ou outras medidas para drenagem de secreção.

Pacientes portadores de asma brônquica devem ser rigorosamente monitorados durante o tratamento; se ocorrer broncoespasmo (contração dos brônquios causando dificuldade para respirar ou chiado no peito), suspender a acetilcisteína imediatamente e iniciar tratamento adequado.

Fluiteína pode afetar moderadamente o metabolismo da histamina, portanto deve-se ter cautela quando administrar o produto para o tratamento ao longo prazo em pacientes com intolerância à histamina, uma vez que sintomas de intolerância pode ocorrer (dor de cabeça, rinite vasomotora e prurido).

O paciente que utiliza Fluiteína pode dirigir e operar máquinas, pois o medicamento não diminui a atenção e o estado de vigília do paciente.

Atenção pacientes sob dietas restritivas de sódio: Fluiteína em todas as apresentações de uso oral adulto e pediátrico contém sódio.

Fluiteína xarope 20 mg/mL e 40 mg/mL contém p-hidroxibenzoato (metilparabeno e propilparabeno).

Estas substâncias podem causar reações alérgicas (possivelmente tardias).

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Fluiteína Xarope?

Os eventos adversos mais frequentemente associados com a administração oral de acetilcisteína são gastrointestinais. Reações de hipersensibilidade incluindo choque anafilático, reação anafilática/anafilactóide, broncoespasmo, angioedema, rash e prurido tem sido reportados com menor frequência.

Reações incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Hipersensibilidade, cefaleia (dor de cabeça), zumbido no ouvido, taquicardia, vômito, diarreia, estomatite, dor abdominal, náusea, urticária, rash, angioedema (alergia), prurido (coceira), febre e pressão arterial baixa.

Reações raras (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Broncoespasmo (chiado no peito), dispneia (falta de ar) e dispepsia (indigestão).

Reações muito raras (ocorrem em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Choque anafilático, reação anafilática/anafilactóide e hemorragia.

Reação com frequência desconhecida

Edema (inchaço) de face.

Em casos raríssimos houve relato de reações severas da pele, como síndrome de Stevens-Johnson e síndrome de Lyell, com relação temporal com a administração da acetilcisteína. Na maioria dos casos havia envolvimento provável de pelo menos uma droga co-suspeita na provocação da síndrome mucocutânea relatada. Por isso, é preciso consultar o médico assim que ocorrer alguma nova alteração na pele ou em membranas mucosas, a acetilcisteína deve ser interrompida imediatamente.

Também já foi descrita redução da agregação plaquetária com o uso da acetilcisteína. O significado clínico desta alteração ainda não está estabelecido.

Se for observada qualquer outra reação não descrita nesta bula, informe seu médico.

Informe ao seu médico, cirurgião dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.

Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

População Especial

Uso em idosos

Devem-se seguir as orientações gerais descritas para o medicamento, salvo em situações especiais.

Uso pediátrico

Agentes mucolíticos podem induzir obstrução respiratória em crianças abaixo de 2 anos. Devido às características fisiológicas das vias aéreas nessa faixa etária, a habilidade de expectorar pode ser limitada. Portanto agentes mucolíticos não devem ser utilizados em crianças com menos de 2 anos de idade.

Este medicamento é contraindicado para crianças menores de 2 anos.

Gravidez e lactação

Há escassez de dados clínicos sobre mulheres expostas à acetilcisteína durante a gravidez. Estudos com animais não sugerem nenhum efeito nocivo, direto ou indireto, na toxicidade reprodutiva. Como medida de precaução, é preferível evitar o uso de Fluiteína na gravidez.

Não há informações disponíveis sobre o efeito da acetilcisteína na fertilidade humana. Estudos em animais não indicaram efeitos nocivos com relação à fertilidade humana nas dosagens recomendadas.

Não há informações disponíveis sobre a excreção da acetilcisteína e seus metabólitos pelo leite materno.

O produto só deve ser usado durante a gravidez e lactação depois de cuidadosa avaliação de riscobenefício.

O risco para criança amamentada não pode ser excluído.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Qual a composição do Fluiteína Xarope?

Cada mL do xarope 20 mg/mL&nbsp;contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center\">Acetilciste&#xED;na</td> <td style=\"text-align:center\">20 mg</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center\">Ve&#xED;culo*</td> <td style=\"text-align:center\">1 mL</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

*Hietelose, sacarina sódica, ciclamato de sódio, propilparabeno, metilparabeno, hidróxido de sódio, essência de framboesa, edetato dissódico di-hidratado, propilenoglicol, água purificada.

Cada mL do xarope 40 mg/mL&nbsp;contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center\">Acetilciste&#xED;na</td> <td style=\"text-align:center\">40 mg</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center\">Ve&#xED;culo*</td> <td style=\"text-align:center\">1 mL</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

*Hietelose, sacarina sódica, ciclamato de sódio, propilparabeno, metilparabeno, hidróxido de sódio, essência de framboesa, edetato dissódico di-hidratado, propilenoglicol, água purificada.

Conteúdo de sacarina sódica por apresentação:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center; width:139px\"><strong>-</strong></td> <td style=\"text-align:center; width:155px\"><strong>-</strong></td> <td style=\"width:153px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Quantidade por mL de xarope</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:139px\"><strong>Uso</strong></td> <td style=\"text-align:center; width:155px\"><strong>Apresenta&#xE7;&#xE3;o</strong></td> <td style=\"text-align:center; width:153px\"><strong>Sacarina s&#xF3;dica</strong></td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:139px\">Pedi&#xE1;trico (Crian&#xE7;as acima de 2 anos)</td> <td style=\"text-align:center; width:155px\">Xarope 20 mg/mL</td> <td style=\"text-align:center; width:153px\">3,00 mg</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:139px\">Adulto</td> <td style=\"text-align:center; width:155px\">Xarope 40 mg/mL</td> <td style=\"text-align:center; width:153px\">3,00</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Apresentação do&nbsp;Fluiteína Xarope

{"tag":"hr","value":" <h3>Xarope para uso oral 20 mg/mL</h3> <p>Embalagens com 100 ml e 120 ml + copo dosador.</p> <h3>Xarope para uso oral 40 mg/mL</h3> <p>Embalagem 120 ml + copo dosador.</p> <p><strong>Uso oral.</strong></p> <p><strong>Uso adulto e pedi&#xE1;trico acima de 2 anos.</strong></p> "}

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Fluiteína Xarope maior do que a recomendada?

Voluntários saudáveis receberam 11,2 g de acetilcisteína diariamente por três meses sem ocorrência de qualquer evento adverso sério. Doses acima de 500 mg de Fluiteína/kg de peso foram bem toleradas sem nenhum sintoma de envenenamento.

A superdosagem pode levar a sintomas gastrintestinais, como náusea, vômito e diarreia.

Não há antídoto específico para a acetilcisteína e o tratamento é sintomático.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Fluiteína Xarope com outros remédios?

Os estudos de interação foram realizados apenas em adultos.

Fluiteína não deve ser administrado concomitantemente com fármacos antitussígenos, pois a redução do reflexo tussígeno pode levar ao acúmulo de secreções brônquicas.

O uso de carvão ativado pode reduzir o efeito de Fluiteína.

Dissolução de formulações de acetilcisteína com outros medicamentos não é recomendada.

Relatos de inativação de antibióticos com acetilcisteína foram encontrados apenas em estudos in vitro&nbsp;onde as substâncias foram misturadas diretamente. Portanto quando o tratamento com antibiótico oral for necessário é recomendado o uso de acetilcisteína oral 2 horas antes ou depois da administração do antibiótico.

A administração concomitante de nitroglicerina e acetilcisteína causam hipotensão significante e, aumentam a dilatação da artéria temporal. Se houver necessidade de tratamento concomitante com nitroglicerina e acetilcisteína, os pacientes devem ser monitorados, pois pode ocorrer hipotensão, inclusive grave, devendo-se ter atenção para a possibilidade de cefaleias (dor de cabeça).

Avise seu médico ou farmacêutico se você usar medicamentos a base de nitrato, em conjunto com o uso de Fluiteína.

O uso concomitante de acetilcisteína e carbamazepina, podem resultar em níveis subterapêuticos de carbamazepina.

Alterações de exames laboratoriais

A acetilcisteína pode interferir no método de ensaio colorimétrico de mensuração do salicilato e interferir também, no teste de cetona na urina.

Interações com alimentos

Até o momento não foi relatada interação entre Fluiteína e alimentos. Não há nenhuma indicação sobre a administração do produto antes ou após as refeições.

Informe ao seu médico ou cirurgião dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Interação alimentícia: posso usar o Fluiteína Xarope com alimentos?

Solução Nasal

Por ser de uso nasal não há interferência entre Acetilcisteína nasal e alimentos.

Injetável

Por ser de uso injetável ou inalatório, não são conhecidas interferências entre o medicamento e alimentos.

Comprimido / Granulado / Xarope

Até o momento não foi relatada interação entre Acetilcisteína e alimentos. Não há nenhuma indicação sobre a administração do produto antes ou após as refeições.

Qual a ação da substância do Fluiteína Xarope (Acetilcisteína)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Solu&#xE7;&#xE3;o Nasal</h3> <h4>A acetilciste&#xED;na em otorrinolaringologia</h4> <p>Um estudo prospectivo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo avaliou a efic&#xE1;cia de acetilciste&#xED;na com nebulizador por via nasal quatro vezes ao dia em 60 ind&#xED;viduos com diagn&#xF3;stico de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-respiratorio/rinite-alergica/c\" target=\"_blank\">rinite al&#xE9;rgica</a>. Acetilciste&#xED;na era o &#xFA;nico tratamento utilizado em um per&#xED;odo de dois meses. Os participantes que usaram acetilciste&#xED;na relataram menos obstru&#xE7;&#xE3;o nasal, coceira no nariz e rinorreia quando comparados com os que receberam placebo, embora a diferen&#xE7;a fosse significativa (p= 0,028) s&#xF3; no &#xFA;ltimo sintoma (Bousquet J, 2000).</p> <h3>Injet&#xE1;vel</h3> <h4>Compara&#xE7;&#xE3;o da administra&#xE7;&#xE3;o intravenosa e oral</h4> <p>A acetilciste&#xED;na por via intravenosa tem um pico m&#xE1;ximo de concentra&#xE7;&#xE3;o em plasma at&#xE9; 20 vezes maior que uma dose semelhante por via oral (Borgstrom L e <em>cols</em>. 1986).</p> <p>A maior disponibilidade de acetilciste&#xED;na por via intravenosa acontece tanto na forma total como reduzida e poderia ser atribu&#xED;da &#xE0; aus&#xEA;ncia do metabolismo hep&#xE1;tico de primeira passagem que acontece ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral (Olsson B e <em>cols</em>. 1988).</p> <h4>Intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol</h4> <p>A acetilciste&#xED;na &#xE9; recomendada como ant&#xED;doto para a superdose de paracetamol com poss&#xED;vel risco de toxicidade hep&#xE1;tica (Wolf SJ e <em>cols</em>. 2007).</p> <p>Estudo comparou 100 casos de intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol tratados com acetilciste&#xED;na intravenosa e 57 casos que receberam unicamente tratamento de suporte (Prescott LF e <em>cols</em>. 1979). Demonstrou-se uma redu&#xE7;&#xE3;o importante da toxicidade hep&#xE1;tica grave (58% suporte a 2% no grupo acetilciste&#xED;na) quando o tratamento foi administrado nas primeiras 10 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol.</p> <p>Em um estudo de coorte que avaliou 4084 pacientes intoxicados por paracetamol, foram comparados os pacientes que receberam regime de acetilciste&#xED;na por via oral (regime de 72 horas) e por via intravenosa (regime de 20 h). Os pacientes que receberam tratamento endovenoso nas primeiras 12 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol tiveram menor toxicidade hep&#xE1;tica (RR 0,54, CI95% 0,38 a 0,75 &#xE0;s 4 horas; RR 0.84, CI95% 0,71 a 1,00 &#xE0;s 12 horas e 12 minutos). Entre 12 e 18 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, o tratamento endovenoso com acetilciste&#xED;na diminuiu a toxicidade hep&#xE1;tica de forma semelhante ao tratamento oral. Ainda &#xE9; destacada a vantagem de poder utilizar o tratamento endovenoso em pacientes que apresentam v&#xF4;mitos (Yarema MC e <em>cols</em>. 2009). Em estudo com pacientes pedi&#xE1;tricos, a acetilciste&#xED;na intravenosa por 52 horas mostrou efic&#xE1;cia semelhante ao regime com acetilciste&#xED;na oral por 72 horas (Perry HE e Shannon MW. 1998).</p> <h4>A acetilciste&#xED;na na S&#xED;ndrome do Desconforto Respirat&#xF3;rio do Adulto</h4> <p>Estudo controlado em pacientes com S&#xED;ndrome do Desconforto Respirat&#xF3;rio do Adulto avaliou 32 pacientes que receberam acetilciste&#xED;na por via intravenosa e 29 que receberam placebo por infus&#xE3;o cont&#xED;nua nas 72 horas posteriores &#xE0; sua admiss&#xE3;o em terapia intensiva. Os pacientes que receberam acetilciste&#xED;na tiveram melhora r&#xE1;pida nos &#xED;ndices de oxigena&#xE7;&#xE3;o, com diminui&#xE7;&#xE3;o significativa no suporte ventilat&#xF3;rio mec&#xE2;nico no segundo e terceiro dia de tratamento (Suter PM e <em>cols</em>. 1994).</p> <h4>Uso da acetilciste&#xED;na nas atelectasias pulmonares</h4> <p>Pacientes com atelectasias pulmonares foram tratados com lavagem broncosc&#xF3;pica com solu&#xE7;&#xE3;o salina fisiol&#xF3;gica e acetilciste&#xED;na na propor&#xE7;&#xE3;o de 7:3. Resultados radiol&#xF3;gicos positivos foram vistos no seguimento de 48 dos 51 pacientes tratados. Houve completa regress&#xE3;o da <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-atelectasia-pulmonar-tipos-fisioterapia-tem-cura/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">atelectasia</a> em 37 casos e regress&#xE3;o parcial em 11 casos. Entretanto, houve recorr&#xEA;ncia da atelectasia em 8 casos nas 48 horas seguintes (Perruchoud A e <em>cols</em>. 1980).</p> <h4>Instila&#xE7;&#xE3;o de acetilciste&#xED;na para a <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-respiratorio/sinusite/c\" target=\"_blank\">sinusite</a> cr&#xF4;nica</h4> <p>Uma solu&#xE7;&#xE3;o da associa&#xE7;&#xE3;o de 300 mg de acetilciste&#xED;na e 750 mg de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/tianfenicol/bula\" target=\"_blank\">tianfenicol</a> foi usada para realizar instila&#xE7;&#xE3;o local ap&#xF3;s lavagem e drenagem dos seios paranasais em 498 pacientes com sinusite maxilar cr&#xF4;nica. Os pacientes foram tratados at&#xE9; se obter uma lavagem limpa ou uma sinumanometria normal. Em 36,25% dos casos, houve regress&#xE3;o completa do quadro de sinusite cr&#xF4;nica, sem necessidade de interven&#xE7;&#xF5;es adicionais, inclusive cir&#xFA;rgicas (Bertrand B e Eloy P. 1993).</p> <h3>Comprimido / Granulado / Xarope</h3> <h4>Bronquite aguda</h4> <p>Um estudo multic&#xEA;ntrico, prospectivo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo avaliou a efic&#xE1;cia de acetilciste&#xED;na 200 mg 3x/dia via oral formula&#xE7;&#xE3;o granulada por 10 dias no tratamento de 215 pacientes com bronquite aguda. Os participantes foram divididos em tr&#xEA;s grupos de acordo com a presen&#xE7;a ou aus&#xEA;ncia de doen&#xE7;as respirat&#xF3;rias cr&#xF4;nicas (Brocard H. e <em>cols</em>, 1980). Os par&#xE2;metros avaliados (volume e viscosidade da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, intensidade da tosse e pico de fluxo expirat&#xF3;rio) evidenciaram resultados favor&#xE1;veis ao uso de acetilciste&#xED;na de modo significativo, em especial no grupo de participantes com bronquite aguda sem doen&#xE7;a respirat&#xF3;ria cr&#xF4;nica pr&#xE9;via. Ressalta-se entre os dados do estudo o aumento inicial e transit&#xF3;rio significativo de secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria entre os pacientes que utilizaram acetilciste&#xED;na. Entre os pacientes tratados apenas com antibi&#xF3;ticos no grupo placebo, houve decl&#xED;nio gradual do volume de secre&#xE7;&#xE3;o desde o in&#xED;cio do tratamento. Isso refor&#xE7;a a hip&#xF3;tese do efeito positivo de drenagem da secre&#xE7;&#xE3;o devido &#xE0; fluidifica&#xE7;&#xE3;o pelo uso de acetilciste&#xED;na (Brocard H. e <em>cols</em>, 1980).</p> <h4>Bronquite cr&#xF4;nica</h4> <p>Pacientes com bronquite cr&#xF4;nica foram avaliados em um estudo multic&#xEA;ntrico, prospectivo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo e, neste estudo foram inclu&#xED;dos 744 pacientes. Os par&#xE2;metros estudados foram: quantidade e viscosidade da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, dificuldade de expectora&#xE7;&#xE3;o, intensidade da tosse e epis&#xF3;dios de exacerba&#xE7;&#xE3;o em um per&#xED;odo de 6 meses. Os resultados positivos foram estatisticamente significantes em favor do grupo que usou acetilciste&#xED;na 200 mg 2x/dia formula&#xE7;&#xE3;o granulada via oral em todos os itens analisados (Multicenter Study Group, 1980).</p> <p>Um outro estudo foi realizado em pacientes com bronquite cr&#xF4;nica. Este estudo aberto e n&#xE3;o comparativo avaliou 1392 pacientes (por protocolo) com diagn&#xF3;stico de bronquite cr&#xF4;nica em uso de acetilciste&#xED;na 200 mg 3x/dia formula&#xE7;&#xE3;o granulada via oral por 2 meses. Foram analisados viscosidade e aspecto da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, dificuldade de expectora&#xE7;&#xE3;o e intensidade da tosse (Tattersall A. B. e <em>cols</em>, 1983).</p> <p>Ap&#xF3;s 2 meses de tratamento com acetilciste&#xED;na, observou-se uma melhoria na viscosidade da expectora&#xE7;&#xE3;o em 80% dos casos, do car&#xE1;ter da expectora&#xE7;&#xE3;o em 59%, da dificuldade para expectorar em 74% e da gravidade da tosse em 71%. Os resultados confirmam a efic&#xE1;cia da acetilciste&#xED;na sobre os par&#xE2;metros relacionados com a hipersecre&#xE7;&#xE3;o br&#xF4;nquica. Para al&#xE9;m de toda a sintomatologia cl&#xED;nica referida, o desenvolvimento da bronquite cr&#xF4;nica &#xE9; frequentemente associado &#xE0; exist&#xEA;ncia de exacerba&#xE7;&#xF5;es agudas recorrentes do seu processo br&#xF4;nquico, as quais determinam um agravamento da referida sintomatologia (Tattersall A. B. e <em>cols</em>, 1983).</p> <p>A microbiota existente na secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria foi avaliada em um estudo aberto com 22 fumantes sem bronquite cr&#xF4;nica, 19 fumantes com bronquite cr&#xF4;nica e doen&#xE7;a pulmonar obstrutiva cr&#xF4;nica e 14 n&#xE3;o fumantes saud&#xE1;veis, atrav&#xE9;s de broncoscopia e cultura de escovado br&#xF4;nquico com escova protegida. O uso de acetilciste&#xED;na por via oral foi considerado na an&#xE1;lise. N&#xE3;o se verificou diferen&#xE7;a estatisticamente significante em faixas mais baixas na porcentagem de indiv&#xED;duos com cultura positiva entre os grupos. Entre os fatores analisados, o uso de acetilciste&#xED;na via oral foi o &#xFA;nico fator independente a influenciar os resultados bacteriol&#xF3;gicos. O grupo de pacientes com obstru&#xE7;&#xE3;o cr&#xF4;nica das vias a&#xE9;reas em uso de acetilciste&#xED;na via oral teve uma porcentagem menor estatisticamente significante de culturas bacterianas positivas quando comparado ao mesmo grupo que n&#xE3;o fazia uso da medica&#xE7;&#xE3;o (Riise GC e <em>cols, 1994)</em>.</p> <h4>A acetilciste&#xED;na na pediatria</h4> <p>A acetilciste&#xED;na em crian&#xE7;as foi avaliada em um estudo prospectivo, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo. Este estudo avaliou a acetilciste&#xED;na via oral em 50 crian&#xE7;as com infec&#xE7;&#xE3;o aguda das vias respirat&#xF3;rias. Al&#xE9;m do tratamento com antibi&#xF3;tico, as crian&#xE7;as recebiam acetilciste&#xED;na via oral na forma granulada com dose ajustada para idade (100 mg at&#xE9; 2 anos, 200 mg entre 2 e 4 anos e 300 mg acima de 4 anos) ou placebo por 6 dias. Verificaram-se diferen&#xE7;as estatisticamente significantes dos par&#xE2;metros estudados (<a href=\"https://consultaremedios.com.br/dor-febre-e-contusao/c\" target=\"_blank\">febre</a>, ru&#xED;dos respirat&#xF3;rios e tosse) em favor do uso da acetilciste&#xED;na (Biscatti G. e <em>cols</em>, 1972).</p> <h4>Intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol</h4> <p>Diversos estudos cl&#xED;nicos realizados mostraram o efeito protetor da acetilciste&#xED;na sobre o <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/figado/c\" target=\"_blank\">f&#xED;gado</a> dos pacientes intoxicados por paracetamol (Petterson R.G. e <em>cols</em>, 1977; Prescott L.F. <em>e cols</em>, 1977, 1981; Rumack B.H. e <em>cols</em>, 1981; Harrison P.H. e <em>cols</em>, 1990).</p> <p>Um estudo retrospectivo descreve o desfecho de 2540 pacientes suspeitos de overdose de paracetamol. Os pacientes foram tratados com uma dose oral inicial de 140mg/kg de acetilciste&#xED;na seguida por doses de 70 mg/kg a cada 4 horas por 3 dias.</p> <p>Hepatoxicidade foi verificada em 6,1% dos pacientes que tiveram o esquema detratamento de acetilciste&#xED;na por via oral iniciado at&#xE9; 10 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol e em 26,4% dos pacientes quando a acetilciste&#xED;na foi iniciada entre 10 e 24 horas. Entre os pacientes de alto risco que tiveram o esquema de acetilciste&#xED;na iniciado entre 16 e 24 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, 41% desenvolveram hepatoxicidade. Quando iniciada at&#xE9; 8 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, a acetilciste&#xED;na exerceu efeito hepatoprotetor independente da concentra&#xE7;&#xE3;o s&#xE9;rica de paracetamol (Smilkstein MJ. e <em>cols</em>, 1988).</p> <h4>Doen&#xE7;a Pulmonar Obstrutiva Cr&#xF4;nica (DPOC)</h4> <p>Um estudo prospectivo randomizado, duplo-cego, duplo-mascarado, controlado por placebo avaliou 123 pacientes com exacerba&#xE7;&#xE3;o aguda de DPOC.</p> <p>Duas doses de acetilciste&#xED;na foram utilizadas (1200 mg/dia e 600 mg/dia) com o objetivo principal de avaliar a propor&#xE7;&#xE3;o de pacientes com prote&#xED;na C reativa (<a href=\"https://minutosaudavel.com.br/proteina-c-reativa-pcr/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">PCR</a>) em n&#xED;veis normais ap&#xF3;s 10 dias de tratamento. (Zuin R. e <em>cols</em>, 2005).</p> <p>Entre os pacientes com PCR em n&#xED;veis aumentados, uma maior propor&#xE7;&#xE3;o estatisticamente significante de pacientes que tomaram acetilciste&#xED;na tiveram seus n&#xED;veis s&#xE9;ricos de PCR normalizados ap&#xF3;s 10 dias. O uso de 1200 mg/dia de acetilciste&#xED;na foi mais eficaz que o uso de 600 mg/dia.</p> <p>Ambas as dosagens foram mais eficazes que placebo na melhora cl&#xED;nica e de fun&#xE7;&#xE3;o pulmonar avaliada por pico de fluxo expirat&#xF3;rio. &#xC9; especulado que o efeito de acetilciste&#xED;na nos marcadores inflamat&#xF3;rios pode ser devido &#xE0;s propriedades mucol&#xED;tica e <a href=\"https://consultaremedios.com.br/vitaminas-e-minerais/antioxidante/c\" target=\"_blank\">antioxidante</a> (Zuin R. e <em>cols</em>, 2005).</p> <h4>Fibrose C&#xED;stica</h4> <p>Pacientes com fibrose c&#xED;stica foram avaliados em um estudo aberto com 76 pacientes entre crian&#xE7;as e adultos. Este estudo analisou a utiliza&#xE7;&#xE3;o de acetilciste&#xED;na via oral em doses variadas de acordo com a idade ap&#xF3;s a utiliza&#xE7;&#xE3;o de acetilciste&#xED;na inalat&#xF3;ria por pelo menos 1 ano (Stephan U. e <em>cols</em>, 1980).</p> <h5>Foram analisados aspectos como tosse, caracter&#xED;sticas da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, radiografia de t&#xF3;rax e percentis de peso e altura. Concluiu-se que ap&#xF3;s a troca da via de administra&#xE7;&#xE3;o da acetilciste&#xED;na de inalat&#xF3;ria para oral:</h5> <ul> <li>Os sintomas respirat&#xF3;rios melhoraram ou se mantiveram inalterados;</li> <li>A acetilciste&#xED;na via oral pode substituir a via inalat&#xF3;ria quando o tratamento n&#xE3;o estiver se mostrando eficaz;</li> <li>Mesmo que o tratamento via inalat&#xF3;ria esteja sendo eficaz, o tratamento via oral &#xE9; pelo menos n&#xE3;o inferior;</li> <li>A administra&#xE7;&#xE3;o via oral tem vantagens relacionadas &#xE0; facilidade de aplica&#xE7;&#xE3;o da medica&#xE7;&#xE3;o, menor custo e aus&#xEA;ncia dos eventos adversos comuns &#xE0;s medica&#xE7;&#xF5;es de uso inalat&#xF3;rio.</li> </ul> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Solu&#xE7;&#xE3;o Nasal</h3> <h4>Farmacodin&#xE2;mica</h4> <p>O princ&#xED;pio ativo Acetilciste&#xED;na exerce intensa a&#xE7;&#xE3;o mucol&#xED;tico-fluidificante das secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas, despolimerizando os complexos mucoprote&#xED;cos e os &#xE1;cidos nucl&#xE9;icos que d&#xE3;o viscosidade ao escarro e &#xE0;s outras, al&#xE9;m de melhorar a depura&#xE7;&#xE3;o mucociliar. Estas atividades tornam Acetilciste&#xED;na particularmente adequado para o tratamento das afec&#xE7;&#xF5;es agudas e cr&#xF4;nicas do <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-respiratorio/c\" target=\"_blank\">aparelho respirat&#xF3;rio</a> caracterizadas por secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas densas e viscosas.</p> <p>Al&#xE9;m disso, a acetilciste&#xED;na exerce a&#xE7;&#xE3;o antioxidante direta, sendo dotada de um grupo tiol livre (-SH) nucleof&#xED;lico em condi&#xE7;&#xF5;es de interagir diretamente com os grupos eletrof&#xED;licos dos radicais oxidantes. A estrutura da sua mol&#xE9;cula lhe permite, al&#xE9;m disso, atravessar facilmente as membranas celulares. No interior da c&#xE9;lula, a acetilciste&#xED;na &#xE9; desacetilada, ficando assim dispon&#xED;vel a L-ciste&#xED;na, amino&#xE1;cido indispens&#xE1;vel para a s&#xED;ntese da glutationa (GSH). O GSH &#xE9; um tripept&#xED;dio extremamente reativo que se encontra difundido por igual nos diversos tecidos dos organismos animais e &#xE9; essencial para a manuten&#xE7;&#xE3;o da capacidade funcional e da integridade da morfologia celular, pois &#xE9; o mecanismo mais importante de defesa intracelular contra os radicais oxidantes (tanto ex&#xF3;genos como end&#xF3;genos) e contra numerosas subst&#xE2;ncias citot&#xF3;xicas.</p> <p>A acetilcist&#xE9;ina tem demonstrado ser essencial no controle de v&#xE1;rias condi&#xE7;&#xF5;es patol&#xF3;gicas relacionadas ao stress oxidativo, como bronquite aguda e bronquite cr&#xF4;nica.</p> <p>A efic&#xE1;cia terap&#xEA;utica da acetilciste&#xED;na nos processos inflamat&#xF3;rios nasais como a rinite &#xE9; interpretada como sendo devida a sua a&#xE7;&#xE3;o farmacol&#xF3;gica. A redu&#xE7;&#xE3;o da viscosidade do muco facilita a remo&#xE7;&#xE3;o e evita a evolu&#xE7;&#xE3;o para a infec&#xE7;&#xE3;o (sinusite).</p> <p>O efeito antiinflamat&#xF3;rio/antioxidante ocorre atrav&#xE9;s da ciste&#xED;na, precursora da glutationa. A ciste&#xED;na &#xE9; considerada um dos mais importantes antioxidantes presentes na c&#xE9;lula, agindo atrav&#xE9;s da inibi&#xE7;&#xE3;o da quimiotaxia de neutr&#xF3;filos.</p> <p>A acetilciste&#xED;na inibe a produ&#xE7;&#xE3;o de citocinas induzidas por lipopolissacar&#xED;deos ou CD40L das c&#xE9;lulas dendr&#xED;ticas, uma linhagem celular especializada muito importante nas doen&#xE7;as al&#xE9;rgicas. A acetilciste&#xED;na inibe a express&#xE3;o de mol&#xE9;culas coestimuladoras que liberam sinais necess&#xE1;rios para a ativa&#xE7;&#xE3;o dos linf&#xF3;citos T.</p> <p>Foi demonstrado que a rinite al&#xE9;rgica e a asma s&#xE3;o doen&#xE7;as inflamat&#xF3;rias cr&#xF4;nicas das vias a&#xE9;reas, onde uma produ&#xE7;&#xE3;o excessiva de esp&#xE9;cies reativas de oxig&#xEA;nio e o mecanismo antioxidante end&#xF3;geno est&#xE3;o presentes. Conclui-se que uma terapia antioxidante pode ser ben&#xE9;fica.</p> <p>Os dados<em> in vitro</em> da acetilciste&#xED;na na fun&#xE7;&#xE3;o celular do sistema imune, e em particular os dados recentes das c&#xE9;lulas dendr&#xED;ticas e <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/eosinofilos/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">eosin&#xF3;filos</a> humanos, apontaram que a administra&#xE7;&#xE3;o isolada de acetilciste&#xED;na na mucosa nasal pode ter um efeito antiinflamat&#xF3;rio/antioxidante em condi&#xE7;&#xF5;es al&#xE9;rgicas. A administra&#xE7;&#xE3;o t&#xF3;pica diretamente no tecido inflamado torna o efeito poss&#xED;vel devido &#xE0; alta concentra&#xE7;&#xE3;o local, al&#xE9;m de efeito imunomodulador.</p> <h4>Farmacocin&#xE9;tica</h4> <p>Acetilciste&#xED;na nasal pode ser absorvido sistemicamente atrav&#xE9;s da mucosa nasal e do trato gastrintestinal ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o intranasa.</p> <h3>Injet&#xE1;vel</h3> <h4>Farmacodin&#xE2;mica</h4> <p>O princ&#xED;pio ativo Acetilciste&#xED;na &#xE9; a acetilciste&#xED;na exerce intensa a&#xE7;&#xE3;o mucol&#xED;tico fluidificante das secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas, despolimerizando os complexos mucoprote&#xED;cos e os &#xE1;cidos nucl&#xE9;icos que d&#xE3;o viscosidade ao escarro e &#xE0;s outras secre&#xE7;&#xF5;es, al&#xE9;m de melhorar a depura&#xE7;&#xE3;o mucociliar. Estas atividades tornam Acetilciste&#xED;na particularmente adequado para o tratamento das afec&#xE7;&#xF5;es agudas e cr&#xF4;nicas do aparelho respirat&#xF3;rio caracterizadas por secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas densas e viscosas.</p> <p>Al&#xE9;m disso, a acetilciste&#xED;na exerce a&#xE7;&#xE3;o antioxidante direta, sendo dotada de um grupo tiol livre (-SH) nucleof&#xED;lico em condi&#xE7;&#xF5;es de interagir diretamente com os grupos eletrof&#xED;licos dos radicais oxidantes. De particular interesse &#xE9; a recente demonstra&#xE7;&#xE3;o de que a acetilciste&#xED;na protege a alfa-1-antitripsina, enzima inibidora da elastase, de ser inativada pelo &#xE1;cido hipocloroso (HClO), potente agente oxidante que &#xE9; produzido pela enzima mieloperoxidase dos fag&#xF3;citos ativados. A estrutura da sua mol&#xE9;cula lhe permite, al&#xE9;m disso, atravessar facilmente as membranas celulares. No interior da c&#xE9;lula, a acetilciste&#xED;na &#xE9; desacetilada, ficando assim dispon&#xED;vel a L-ciste&#xED;na, amino&#xE1;cido indispens&#xE1;vel para a s&#xED;ntese da glutationa (GSH).</p> <p>O GSH &#xE9; um tripept&#xED;dio extremamente reativo que se encontra difundido por igual nos diversos tecidos dos organismos animais e &#xE9; essencial para a manuten&#xE7;&#xE3;o da capacidade funcional e da integridade da morfologia celular, pois &#xE9; o mecanismo mais importante de defesa intracelular contra os radicais oxidantes (tanto ex&#xF3;genos como end&#xF3;genos) e contra numerosas subst&#xE2;ncias citot&#xF3;xicas, incluindo o paracetamol.</p> <p>O paracetamol exerce sua a&#xE7;&#xE3;o citot&#xF3;xica pelo empobrecimento progressivo de GSH.</p> <p>A acetilciste&#xED;na desempenha seu principal papel mantendo n&#xED;veis adequados de GSH, contribuindo, assim para a prote&#xE7;&#xE3;o celular. Portanto a acetilciste&#xED;na &#xE9; um ant&#xED;doto espec&#xED;fico para intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol.</p> <p>A acetilciste&#xED;na reduz a toxicidade hep&#xE1;tica do NAPQI (N-acetil-p-benzoquinonaimina), o metab&#xF3;lito intermedi&#xE1;rio altamente reativo ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de uma alta dose de paracetamol, pelos seguintes mecanismos:</p> <p>A acetilciste&#xED;na atua como um precursor para a s&#xED;ntese de glutationa e, portanto, mant&#xE9;m a glutationa celular em um n&#xED;vel suficiente para inativar o NAPQI. Acredita-se que este seja o principal mecanismo pelo qual a acetilciste&#xED;na atua nos est&#xE1;gios iniciais da toxicidade do paracetamol, com benef&#xED;cio observado principalmente em pacientes tratados dentro de 8-10 horas ap&#xF3;s a superdosagem.</p> <p>Quando o tratamento com acetilciste&#xED;na &#xE9; iniciado mais de 8 a 10 horas ap&#xF3;s a sobredosagem de paracetamol, a sua efic&#xE1;cia na preven&#xE7;&#xE3;o da hepatotoxicidade (com base nos indicadores s&#xE9;ricos) diminui progressivamente com o prolongamento do intervalo de tratamento com overdose (o tempo entre a sobredosagem de paracetamol e o in&#xED;cio do tratamento).</p> <p>A acetilciste&#xED;na demonstrou ser ainda eficaz quando a perfus&#xE3;o &#xE9; iniciada at&#xE9; 12 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, quando a maior parte do analg&#xE9;sico ter&#xE1; sido metabolizada no seu metab&#xF3;lito reativo. Nesse est&#xE1;gio, acredita-se que a acetilciste&#xED;na atue reduzindo os grupos tiol oxidados nas enzimas-chave.</p> <p>H&#xE1; evid&#xEA;ncias de que ainda pode ser ben&#xE9;fico quando administrado at&#xE9; 24 horas ap&#xF3;s a superdosagem. Nesta fase tardia da hepatotoxicidade do paracetamol, os efeitos ben&#xE9;ficos da acetilciste&#xED;na podem ser devidos &#xE0; sua capacidade de melhorar a hemodin&#xE2;mica sist&#xEA;mica e o transporte de oxig&#xEA;nio, embora o mecanismo pelo qual isso possa ocorrer ainda n&#xE3;o tenha sido determinado.</p> <h4>Farmacocin&#xE9;tica</h4> <h5>Absor&#xE7;&#xE3;o:</h5> <h6>Administra&#xE7;&#xE3;o Oral</h6> <p>Em humanos, a acetilciste&#xED;na &#xE9; completamente absorvida ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral. Devido ao metabolismo na parede intestinal e o efeito de primeira passagem, a biodisponibilidade da acetilciste&#xED;na ingerida oralmente &#xE9; muito baixa (cerca de 10%). N&#xE3;o foram referidas diferen&#xE7;as entre as v&#xE1;rias formas farmac&#xEA;uticas. Em pacientes com diferentes doen&#xE7;as respirat&#xF3;rias ou card&#xED;acas, a concentra&#xE7;&#xE3;o m&#xE1;xima no plasma &#xE9; obtida entre uma e tr&#xEA;s horas ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o e, os n&#xED;veis permaneceram elevados por um per&#xED;odo de 24 horas.</p> <h6>Administra&#xE7;&#xE3;o Intravenosa como Ant&#xED;doto</h6> <p>Ap&#xF3;s a infus&#xE3;o intravenosa, utilizando a modelagem de 20 horas, os n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos de acetilciste&#xED;na atingiram 300-900 mg / L poucos minutos ap&#xF3;s o in&#xED;cio da infus&#xE3;o, diminuindo para 11 - 90mg / L no final da infus&#xE3;o.</p> <h5>Distribui&#xE7;&#xE3;o:</h5> <p>A acetilciste&#xED;na &#xE9; distribu&#xED;da na forma n&#xE3;o metabolizada (20%) e metabolizada - ativa (80%) e, pode ser encontrada principalmente no f&#xED;gado, rins, pulm&#xF5;es e secre&#xE7;&#xF5;es br&#xF4;nquicas.</p> <p>O volume de distribui&#xE7;&#xE3;o da acetilciste&#xED;na varia de 0,33 a 0,47 L/kg. A liga&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/proteinas/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">prote&#xED;nas</a> &#xE9; de cerca de 50% ap&#xF3;s 4 horas da administra&#xE7;&#xE3;o da dose e cai para 20% em 12 horas.</p> <p>N&#xE3;o h&#xE1; informa&#xE7;&#xF5;es sobre se a acetilciste&#xED;na atravessa a barreira hematoencef&#xE1;lica ou se &#xE9; excretada no leite materno.</p> <p>A acetilciste&#xED;na atravessa a placenta.</p> <h5>Metabolismo:</h5> <p>A acetilciste&#xED;na passa por um metabolismo r&#xE1;pido e extensivo na parede intestinal e f&#xED;gado ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral.</p> <p>O composto resultante, ciste&#xED;na, &#xE9; considerado o metab&#xF3;lito ativo. Ap&#xF3;s essa fase de transforma&#xE7;&#xE3;o, a acetilciste&#xED;na e a ciste&#xED;na compartilham a mesma via metab&#xF3;lica.</p> <p>O <em>clearance</em> renal pode representar cerca de 30% do <em>clearance</em> total do organismo. Ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral a meia vida terminal de acetilciste&#xED;na total &#xE9; de 6,25 h.</p> <h5>Excre&#xE7;&#xE3;o:</h5> <p>Ap&#xF3;s uma dose intravenosa &#xFA;nica de acetilciste&#xED;na, a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica de acetilciste&#xED;na total mostra um decl&#xED;nio poli-exponencial com uma semivida terminal (T1 / 2) de 5,6 horas. A depura&#xE7;&#xE3;o renal foi definida em 0,11 litros / h / kg e pode representar cerca de 30% da depura&#xE7;&#xE3;o corporal total.</p> <h5>Linearidade / N&#xE3;o Linearidade:</h5> <p>A farmacocin&#xE9;tica da acetilciste&#xED;na &#xE9; proporcional &#xE0; dose administrada no intervalo de dose entre 200-3200 mg / m<sup>2</sup> para AUC e C<sub>max</sub>.</p> <h5>Pacientes Pedi&#xE1;tricos:</h5> <p>A meia-vida terminal m&#xE9;dia da acetilciste&#xED;na &#xE9; maior nos neonatos (11 horas) do que nos adultos (5,6 horas) 8,25. Nenhuma informa&#xE7;&#xE3;o est&#xE1; dispon&#xED;vel em outras faixas et&#xE1;rias.</p></hr>"}

40mg/mL, caixa com 1 frasco com 200mL de xarope + copo medidor

Princípio ativo
:
Acetilcisteína
Classe Terapêutica
:
Expectorantes
Requer Receita
:
Não
Tipo de prescrição
:
Isento de Prescrição Médica
Categoria
:
Expectorante
Especialidade
:
Pneumologia

Bula do medicamento

Fluiteína Xarope, para o que é indicado e para o que serve?

Este é um medicamento expectorante indicado quando se tem dificuldade para expectorar e há muita secreção densa e viscosa, tais como bronquite aguda, bronquite crônica e suas exacerbações (piora do quadro clínico e complicações), enfisema pulmonar (doença crônica caracterizada pelo comprometimento dos pulmões), pneumonia (inflamação nos pulmões e brônquios), colapso/atelectasias pulmonares (fechamento dos brônquios), mucoviscidose (doença hereditária que produz muco espesso, também conhecida por fibrose cística). Também é indicado para intoxicação acidental ou voluntária por paracetamol.

Como o&nbsp;Fluiteína Xarope funciona?

{"tag":"hr","value":" <p>Fluite&#xED;na &#xE9; um medicamento expectorante que ajuda a eliminar as secre&#xE7;&#xF5;es produzidas nos pulm&#xF5;es, facilitando a respira&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>Fluite&#xED;na modifica as caracter&#xED;sticas da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria (muco) reduzindo sua consist&#xEA;ncia e elasticidade, tornando-a mais fluida ou mais liquefeita, o que facilita a sua elimina&#xE7;&#xE3;o das vias respirat&#xF3;rias. Fluite&#xED;na funciona ainda como ant&#xED;doto de danos hep&#xE1;ticos provocados pelo paracetamol, regenerando os estoques de uma subst&#xE2;ncia vital para a fun&#xE7;&#xE3;o normal do <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/figado/c\" target=\"_blank\">f&#xED;gado</a> (a glutationa).</p> <p>Fluite&#xED;na &#xE9; rapidamente absorvido no trato gastrintestinal. O in&#xED;cio de sua a&#xE7;&#xE3;o ocorre dentro de uma hora ap&#xF3;s sua administra&#xE7;&#xE3;o, quando alcan&#xE7;a concentra&#xE7;&#xF5;es m&#xE1;ximas nas secre&#xE7;&#xF5;es br&#xF4;nquicas.</p> "}

Quais as contraindicações do Fluiteína Xarope?

Fluiteína é contraindicado para pacientes alérgicos a acetilcisteína e/ou demais componentes de sua formulação.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Este medicamento é contraindicado para crianças menores de 2 anos.

Não há contraindicações para o tratamento de overdose de paracetamol com acetilcisteína.

Como usar o Fluiteína Xarope?

Fluiteína é um medicamento que não necessita de prescrição médica obrigatória. Leia as informações da bula antes de utilizá-lo e, se persistirem os sintomas ao fazer uso deste medicamento, suspenda o uso e procure orientação médica.

Fluiteína deve ser administrado somente por via oral e não deve ser diluído.

Posologia do&nbsp;Fluiteína Xarope

{"tag":"hr","value":" <h3>Pedi&#xE1;trico (crian&#xE7;as acima de 2 anos) - Fluite&#xED;na pedi&#xE1;trico 20 mg/mL</h3> <table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:121px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Idade</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:100px\"><strong>Dose</strong></td> <td style=\"width:226px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Freq&#xFC;&#xEA;ncia</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:121px\"> <p style=\"text-align:center\">2 a 4 anos</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:100px\">100 mg (5 mL)</td> <td style=\"width:226px\"> <p style=\"text-align:center\">2 a 3 vezes ao dia ou a crit&#xE9;rio m&#xE9;dico</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:121px\"> <p style=\"text-align:center\">Acima de 4 anos</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:100px\">100 mg (5 mL)</td> <td style=\"width:226px\"> <p style=\"text-align:center\">3 a 4 vezes ao dia ou a crit&#xE9;rio m&#xE9;dico</p> </td> </tr> </tbody> </table> <h3>Adultos - Fluite&#xED;na adulto 40 mg/mL</h3> <p>Dose de 600 mg (15 mL), 1 vez ao dia, de prefer&#xEA;ncia &#xE0; noite.</p> <p>A dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento &#xE9; de 5 a 10 dias, n&#xE3;o desaparecendo os sintomas procure um m&#xE9;dico.</p> <h4>Indica&#xE7;&#xF5;es espec&#xED;ficas para uso adulto e pedi&#xE1;trico</h4> <h5>Complica&#xE7;&#xE3;o Pulmonar da Fibrose C&#xED;stica:</h5> <p><strong>A posologia recomendada para este caso &#xE9; a seguinte:</strong></p> <table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:147px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Crian&#xE7;as acima de 2 anos de idade</strong></p> </td> <td style=\"width:305px\"> <p style=\"text-align:center\">200 mg (10 mL de xarope pedi&#xE1;trico) a cada 8 horas</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:147px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Adultos</strong></p> </td> <td style=\"width:305px\"> <p style=\"text-align:center\">200 mg (5 mL de xarope adulto) a 400 mg (10 mL de xarope adulto) a cada 8 horas</p> </td> </tr> </tbody> </table> <p>A crit&#xE9;rio m&#xE9;dico, as doses acima podem ser aumentadas at&#xE9; o dobro.</p> <h4>Intoxica&#xE7;&#xE3;o acidental ou volunt&#xE1;ria por paracetamol</h4> <p>Por via oral, dose inicial de 140 mg/kg de peso corp&#xF3;reo o mais r&#xE1;pido poss&#xED;vel, dentro de 10 horas da ingest&#xE3;o do agente t&#xF3;xico, seguidas de doses &#xFA;nicas de 70 mg/kg de peso corp&#xF3;reo a cada 4 horas, por 1-3 dias.</p> <p><strong>Siga corretamente o modo de usar. Em caso de d&#xFA;vidas sobre este medicamento, procure orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico.</strong></p> <p><strong>N&#xE3;o desaparecendo os sintomas, procure orienta&#xE7;&#xE3;o de seu m&#xE9;dico ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> <h2>O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Fluite&#xED;na Xarope?</h2> <hr> <p>Caso voc&#xEA; esque&#xE7;a de tomar uma dose, deve tom&#xE1;-la o quanto antes, e tomar a dose seguinte como de costume, isto &#xE9;, na hora regular e sem dobrar a dose.</p> <p><strong>Em caso de d&#xFA;vidas, procure orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico ou de seu m&#xE9;dico, ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> </hr>"}

Quais cuidados devo ter ao usar o Fluiteína Xarope?

A presença de odor sulfúreo (enxofre) não indica alteração no medicamento, pois é característico do princípio ativo contido no mesmo.

É recomendada precaução quando utilizado por pacientes com úlcera péptica ou histórico de úlcera, especialmente no caso de administração concomitante à outros medicamentos com conhecido efeito irritativo à mucosa gástrica.

A administração da acetilcisteína, principalmente no início do tratamento, pode fluidificar a secreção brônquica e aumentar seu volume. Se efetivamente o paciente não conseguir expectorar, deve ser realizada a drenagem postural, aspiração brônquica e/ou outras medidas para drenagem de secreção.

Pacientes portadores de asma brônquica devem ser rigorosamente monitorados durante o tratamento; se ocorrer broncoespasmo (contração dos brônquios causando dificuldade para respirar ou chiado no peito), suspender a acetilcisteína imediatamente e iniciar tratamento adequado.

Fluiteína pode afetar moderadamente o metabolismo da histamina, portanto deve-se ter cautela quando administrar o produto para o tratamento ao longo prazo em pacientes com intolerância à histamina, uma vez que sintomas de intolerância pode ocorrer (dor de cabeça, rinite vasomotora e prurido).

O paciente que utiliza Fluiteína pode dirigir e operar máquinas, pois o medicamento não diminui a atenção e o estado de vigília do paciente.

Atenção pacientes sob dietas restritivas de sódio: Fluiteína em todas as apresentações de uso oral adulto e pediátrico contém sódio.

Fluiteína xarope 20 mg/mL e 40 mg/mL contém p-hidroxibenzoato (metilparabeno e propilparabeno).

Estas substâncias podem causar reações alérgicas (possivelmente tardias).

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Fluiteína Xarope?

Os eventos adversos mais frequentemente associados com a administração oral de acetilcisteína são gastrointestinais. Reações de hipersensibilidade incluindo choque anafilático, reação anafilática/anafilactóide, broncoespasmo, angioedema, rash e prurido tem sido reportados com menor frequência.

Reações incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Hipersensibilidade, cefaleia (dor de cabeça), zumbido no ouvido, taquicardia, vômito, diarreia, estomatite, dor abdominal, náusea, urticária, rash, angioedema (alergia), prurido (coceira), febre e pressão arterial baixa.

Reações raras (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Broncoespasmo (chiado no peito), dispneia (falta de ar) e dispepsia (indigestão).

Reações muito raras (ocorrem em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Choque anafilático, reação anafilática/anafilactóide e hemorragia.

Reação com frequência desconhecida

Edema (inchaço) de face.

Em casos raríssimos houve relato de reações severas da pele, como síndrome de Stevens-Johnson e síndrome de Lyell, com relação temporal com a administração da acetilcisteína. Na maioria dos casos havia envolvimento provável de pelo menos uma droga co-suspeita na provocação da síndrome mucocutânea relatada. Por isso, é preciso consultar o médico assim que ocorrer alguma nova alteração na pele ou em membranas mucosas, a acetilcisteína deve ser interrompida imediatamente.

Também já foi descrita redução da agregação plaquetária com o uso da acetilcisteína. O significado clínico desta alteração ainda não está estabelecido.

Se for observada qualquer outra reação não descrita nesta bula, informe seu médico.

Informe ao seu médico, cirurgião dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.

Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

População Especial

Uso em idosos

Devem-se seguir as orientações gerais descritas para o medicamento, salvo em situações especiais.

Uso pediátrico

Agentes mucolíticos podem induzir obstrução respiratória em crianças abaixo de 2 anos. Devido às características fisiológicas das vias aéreas nessa faixa etária, a habilidade de expectorar pode ser limitada. Portanto agentes mucolíticos não devem ser utilizados em crianças com menos de 2 anos de idade.

Este medicamento é contraindicado para crianças menores de 2 anos.

Gravidez e lactação

Há escassez de dados clínicos sobre mulheres expostas à acetilcisteína durante a gravidez. Estudos com animais não sugerem nenhum efeito nocivo, direto ou indireto, na toxicidade reprodutiva. Como medida de precaução, é preferível evitar o uso de Fluiteína na gravidez.

Não há informações disponíveis sobre o efeito da acetilcisteína na fertilidade humana. Estudos em animais não indicaram efeitos nocivos com relação à fertilidade humana nas dosagens recomendadas.

Não há informações disponíveis sobre a excreção da acetilcisteína e seus metabólitos pelo leite materno.

O produto só deve ser usado durante a gravidez e lactação depois de cuidadosa avaliação de riscobenefício.

O risco para criança amamentada não pode ser excluído.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Qual a composição do Fluiteína Xarope?

Cada mL do xarope 20 mg/mL&nbsp;contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center\">Acetilciste&#xED;na</td> <td style=\"text-align:center\">20 mg</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center\">Ve&#xED;culo*</td> <td style=\"text-align:center\">1 mL</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

*Hietelose, sacarina sódica, ciclamato de sódio, propilparabeno, metilparabeno, hidróxido de sódio, essência de framboesa, edetato dissódico di-hidratado, propilenoglicol, água purificada.

Cada mL do xarope 40 mg/mL&nbsp;contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center\">Acetilciste&#xED;na</td> <td style=\"text-align:center\">40 mg</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center\">Ve&#xED;culo*</td> <td style=\"text-align:center\">1 mL</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

*Hietelose, sacarina sódica, ciclamato de sódio, propilparabeno, metilparabeno, hidróxido de sódio, essência de framboesa, edetato dissódico di-hidratado, propilenoglicol, água purificada.

Conteúdo de sacarina sódica por apresentação:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center; width:139px\"><strong>-</strong></td> <td style=\"text-align:center; width:155px\"><strong>-</strong></td> <td style=\"width:153px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Quantidade por mL de xarope</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:139px\"><strong>Uso</strong></td> <td style=\"text-align:center; width:155px\"><strong>Apresenta&#xE7;&#xE3;o</strong></td> <td style=\"text-align:center; width:153px\"><strong>Sacarina s&#xF3;dica</strong></td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:139px\">Pedi&#xE1;trico (Crian&#xE7;as acima de 2 anos)</td> <td style=\"text-align:center; width:155px\">Xarope 20 mg/mL</td> <td style=\"text-align:center; width:153px\">3,00 mg</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:139px\">Adulto</td> <td style=\"text-align:center; width:155px\">Xarope 40 mg/mL</td> <td style=\"text-align:center; width:153px\">3,00</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Apresentação do&nbsp;Fluiteína Xarope

{"tag":"hr","value":" <h3>Xarope para uso oral 20 mg/mL</h3> <p>Embalagens com 100 ml e 120 ml + copo dosador.</p> <h3>Xarope para uso oral 40 mg/mL</h3> <p>Embalagem 120 ml + copo dosador.</p> <p><strong>Uso oral.</strong></p> <p><strong>Uso adulto e pedi&#xE1;trico acima de 2 anos.</strong></p> "}

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Fluiteína Xarope maior do que a recomendada?

Voluntários saudáveis receberam 11,2 g de acetilcisteína diariamente por três meses sem ocorrência de qualquer evento adverso sério. Doses acima de 500 mg de Fluiteína/kg de peso foram bem toleradas sem nenhum sintoma de envenenamento.

A superdosagem pode levar a sintomas gastrintestinais, como náusea, vômito e diarreia.

Não há antídoto específico para a acetilcisteína e o tratamento é sintomático.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Fluiteína Xarope com outros remédios?

Os estudos de interação foram realizados apenas em adultos.

Fluiteína não deve ser administrado concomitantemente com fármacos antitussígenos, pois a redução do reflexo tussígeno pode levar ao acúmulo de secreções brônquicas.

O uso de carvão ativado pode reduzir o efeito de Fluiteína.

Dissolução de formulações de acetilcisteína com outros medicamentos não é recomendada.

Relatos de inativação de antibióticos com acetilcisteína foram encontrados apenas em estudos in vitro&nbsp;onde as substâncias foram misturadas diretamente. Portanto quando o tratamento com antibiótico oral for necessário é recomendado o uso de acetilcisteína oral 2 horas antes ou depois da administração do antibiótico.

A administração concomitante de nitroglicerina e acetilcisteína causam hipotensão significante e, aumentam a dilatação da artéria temporal. Se houver necessidade de tratamento concomitante com nitroglicerina e acetilcisteína, os pacientes devem ser monitorados, pois pode ocorrer hipotensão, inclusive grave, devendo-se ter atenção para a possibilidade de cefaleias (dor de cabeça).

Avise seu médico ou farmacêutico se você usar medicamentos a base de nitrato, em conjunto com o uso de Fluiteína.

O uso concomitante de acetilcisteína e carbamazepina, podem resultar em níveis subterapêuticos de carbamazepina.

Alterações de exames laboratoriais

A acetilcisteína pode interferir no método de ensaio colorimétrico de mensuração do salicilato e interferir também, no teste de cetona na urina.

Interações com alimentos

Até o momento não foi relatada interação entre Fluiteína e alimentos. Não há nenhuma indicação sobre a administração do produto antes ou após as refeições.

Informe ao seu médico ou cirurgião dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Interação alimentícia: posso usar o Fluiteína Xarope com alimentos?

Solução Nasal

Por ser de uso nasal não há interferência entre Acetilcisteína nasal e alimentos.

Injetável

Por ser de uso injetável ou inalatório, não são conhecidas interferências entre o medicamento e alimentos.

Comprimido / Granulado / Xarope

Até o momento não foi relatada interação entre Acetilcisteína e alimentos. Não há nenhuma indicação sobre a administração do produto antes ou após as refeições.

Qual a ação da substância do Fluiteína Xarope (Acetilcisteína)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Solu&#xE7;&#xE3;o Nasal</h3> <h4>A acetilciste&#xED;na em otorrinolaringologia</h4> <p>Um estudo prospectivo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo avaliou a efic&#xE1;cia de acetilciste&#xED;na com nebulizador por via nasal quatro vezes ao dia em 60 ind&#xED;viduos com diagn&#xF3;stico de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-respiratorio/rinite-alergica/c\" target=\"_blank\">rinite al&#xE9;rgica</a>. Acetilciste&#xED;na era o &#xFA;nico tratamento utilizado em um per&#xED;odo de dois meses. Os participantes que usaram acetilciste&#xED;na relataram menos obstru&#xE7;&#xE3;o nasal, coceira no nariz e rinorreia quando comparados com os que receberam placebo, embora a diferen&#xE7;a fosse significativa (p= 0,028) s&#xF3; no &#xFA;ltimo sintoma (Bousquet J, 2000).</p> <h3>Injet&#xE1;vel</h3> <h4>Compara&#xE7;&#xE3;o da administra&#xE7;&#xE3;o intravenosa e oral</h4> <p>A acetilciste&#xED;na por via intravenosa tem um pico m&#xE1;ximo de concentra&#xE7;&#xE3;o em plasma at&#xE9; 20 vezes maior que uma dose semelhante por via oral (Borgstrom L e <em>cols</em>. 1986).</p> <p>A maior disponibilidade de acetilciste&#xED;na por via intravenosa acontece tanto na forma total como reduzida e poderia ser atribu&#xED;da &#xE0; aus&#xEA;ncia do metabolismo hep&#xE1;tico de primeira passagem que acontece ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral (Olsson B e <em>cols</em>. 1988).</p> <h4>Intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol</h4> <p>A acetilciste&#xED;na &#xE9; recomendada como ant&#xED;doto para a superdose de paracetamol com poss&#xED;vel risco de toxicidade hep&#xE1;tica (Wolf SJ e <em>cols</em>. 2007).</p> <p>Estudo comparou 100 casos de intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol tratados com acetilciste&#xED;na intravenosa e 57 casos que receberam unicamente tratamento de suporte (Prescott LF e <em>cols</em>. 1979). Demonstrou-se uma redu&#xE7;&#xE3;o importante da toxicidade hep&#xE1;tica grave (58% suporte a 2% no grupo acetilciste&#xED;na) quando o tratamento foi administrado nas primeiras 10 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol.</p> <p>Em um estudo de coorte que avaliou 4084 pacientes intoxicados por paracetamol, foram comparados os pacientes que receberam regime de acetilciste&#xED;na por via oral (regime de 72 horas) e por via intravenosa (regime de 20 h). Os pacientes que receberam tratamento endovenoso nas primeiras 12 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol tiveram menor toxicidade hep&#xE1;tica (RR 0,54, CI95% 0,38 a 0,75 &#xE0;s 4 horas; RR 0.84, CI95% 0,71 a 1,00 &#xE0;s 12 horas e 12 minutos). Entre 12 e 18 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, o tratamento endovenoso com acetilciste&#xED;na diminuiu a toxicidade hep&#xE1;tica de forma semelhante ao tratamento oral. Ainda &#xE9; destacada a vantagem de poder utilizar o tratamento endovenoso em pacientes que apresentam v&#xF4;mitos (Yarema MC e <em>cols</em>. 2009). Em estudo com pacientes pedi&#xE1;tricos, a acetilciste&#xED;na intravenosa por 52 horas mostrou efic&#xE1;cia semelhante ao regime com acetilciste&#xED;na oral por 72 horas (Perry HE e Shannon MW. 1998).</p> <h4>A acetilciste&#xED;na na S&#xED;ndrome do Desconforto Respirat&#xF3;rio do Adulto</h4> <p>Estudo controlado em pacientes com S&#xED;ndrome do Desconforto Respirat&#xF3;rio do Adulto avaliou 32 pacientes que receberam acetilciste&#xED;na por via intravenosa e 29 que receberam placebo por infus&#xE3;o cont&#xED;nua nas 72 horas posteriores &#xE0; sua admiss&#xE3;o em terapia intensiva. Os pacientes que receberam acetilciste&#xED;na tiveram melhora r&#xE1;pida nos &#xED;ndices de oxigena&#xE7;&#xE3;o, com diminui&#xE7;&#xE3;o significativa no suporte ventilat&#xF3;rio mec&#xE2;nico no segundo e terceiro dia de tratamento (Suter PM e <em>cols</em>. 1994).</p> <h4>Uso da acetilciste&#xED;na nas atelectasias pulmonares</h4> <p>Pacientes com atelectasias pulmonares foram tratados com lavagem broncosc&#xF3;pica com solu&#xE7;&#xE3;o salina fisiol&#xF3;gica e acetilciste&#xED;na na propor&#xE7;&#xE3;o de 7:3. Resultados radiol&#xF3;gicos positivos foram vistos no seguimento de 48 dos 51 pacientes tratados. Houve completa regress&#xE3;o da <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-atelectasia-pulmonar-tipos-fisioterapia-tem-cura/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">atelectasia</a> em 37 casos e regress&#xE3;o parcial em 11 casos. Entretanto, houve recorr&#xEA;ncia da atelectasia em 8 casos nas 48 horas seguintes (Perruchoud A e <em>cols</em>. 1980).</p> <h4>Instila&#xE7;&#xE3;o de acetilciste&#xED;na para a <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-respiratorio/sinusite/c\" target=\"_blank\">sinusite</a> cr&#xF4;nica</h4> <p>Uma solu&#xE7;&#xE3;o da associa&#xE7;&#xE3;o de 300 mg de acetilciste&#xED;na e 750 mg de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/tianfenicol/bula\" target=\"_blank\">tianfenicol</a> foi usada para realizar instila&#xE7;&#xE3;o local ap&#xF3;s lavagem e drenagem dos seios paranasais em 498 pacientes com sinusite maxilar cr&#xF4;nica. Os pacientes foram tratados at&#xE9; se obter uma lavagem limpa ou uma sinumanometria normal. Em 36,25% dos casos, houve regress&#xE3;o completa do quadro de sinusite cr&#xF4;nica, sem necessidade de interven&#xE7;&#xF5;es adicionais, inclusive cir&#xFA;rgicas (Bertrand B e Eloy P. 1993).</p> <h3>Comprimido / Granulado / Xarope</h3> <h4>Bronquite aguda</h4> <p>Um estudo multic&#xEA;ntrico, prospectivo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo avaliou a efic&#xE1;cia de acetilciste&#xED;na 200 mg 3x/dia via oral formula&#xE7;&#xE3;o granulada por 10 dias no tratamento de 215 pacientes com bronquite aguda. Os participantes foram divididos em tr&#xEA;s grupos de acordo com a presen&#xE7;a ou aus&#xEA;ncia de doen&#xE7;as respirat&#xF3;rias cr&#xF4;nicas (Brocard H. e <em>cols</em>, 1980). Os par&#xE2;metros avaliados (volume e viscosidade da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, intensidade da tosse e pico de fluxo expirat&#xF3;rio) evidenciaram resultados favor&#xE1;veis ao uso de acetilciste&#xED;na de modo significativo, em especial no grupo de participantes com bronquite aguda sem doen&#xE7;a respirat&#xF3;ria cr&#xF4;nica pr&#xE9;via. Ressalta-se entre os dados do estudo o aumento inicial e transit&#xF3;rio significativo de secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria entre os pacientes que utilizaram acetilciste&#xED;na. Entre os pacientes tratados apenas com antibi&#xF3;ticos no grupo placebo, houve decl&#xED;nio gradual do volume de secre&#xE7;&#xE3;o desde o in&#xED;cio do tratamento. Isso refor&#xE7;a a hip&#xF3;tese do efeito positivo de drenagem da secre&#xE7;&#xE3;o devido &#xE0; fluidifica&#xE7;&#xE3;o pelo uso de acetilciste&#xED;na (Brocard H. e <em>cols</em>, 1980).</p> <h4>Bronquite cr&#xF4;nica</h4> <p>Pacientes com bronquite cr&#xF4;nica foram avaliados em um estudo multic&#xEA;ntrico, prospectivo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo e, neste estudo foram inclu&#xED;dos 744 pacientes. Os par&#xE2;metros estudados foram: quantidade e viscosidade da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, dificuldade de expectora&#xE7;&#xE3;o, intensidade da tosse e epis&#xF3;dios de exacerba&#xE7;&#xE3;o em um per&#xED;odo de 6 meses. Os resultados positivos foram estatisticamente significantes em favor do grupo que usou acetilciste&#xED;na 200 mg 2x/dia formula&#xE7;&#xE3;o granulada via oral em todos os itens analisados (Multicenter Study Group, 1980).</p> <p>Um outro estudo foi realizado em pacientes com bronquite cr&#xF4;nica. Este estudo aberto e n&#xE3;o comparativo avaliou 1392 pacientes (por protocolo) com diagn&#xF3;stico de bronquite cr&#xF4;nica em uso de acetilciste&#xED;na 200 mg 3x/dia formula&#xE7;&#xE3;o granulada via oral por 2 meses. Foram analisados viscosidade e aspecto da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, dificuldade de expectora&#xE7;&#xE3;o e intensidade da tosse (Tattersall A. B. e <em>cols</em>, 1983).</p> <p>Ap&#xF3;s 2 meses de tratamento com acetilciste&#xED;na, observou-se uma melhoria na viscosidade da expectora&#xE7;&#xE3;o em 80% dos casos, do car&#xE1;ter da expectora&#xE7;&#xE3;o em 59%, da dificuldade para expectorar em 74% e da gravidade da tosse em 71%. Os resultados confirmam a efic&#xE1;cia da acetilciste&#xED;na sobre os par&#xE2;metros relacionados com a hipersecre&#xE7;&#xE3;o br&#xF4;nquica. Para al&#xE9;m de toda a sintomatologia cl&#xED;nica referida, o desenvolvimento da bronquite cr&#xF4;nica &#xE9; frequentemente associado &#xE0; exist&#xEA;ncia de exacerba&#xE7;&#xF5;es agudas recorrentes do seu processo br&#xF4;nquico, as quais determinam um agravamento da referida sintomatologia (Tattersall A. B. e <em>cols</em>, 1983).</p> <p>A microbiota existente na secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria foi avaliada em um estudo aberto com 22 fumantes sem bronquite cr&#xF4;nica, 19 fumantes com bronquite cr&#xF4;nica e doen&#xE7;a pulmonar obstrutiva cr&#xF4;nica e 14 n&#xE3;o fumantes saud&#xE1;veis, atrav&#xE9;s de broncoscopia e cultura de escovado br&#xF4;nquico com escova protegida. O uso de acetilciste&#xED;na por via oral foi considerado na an&#xE1;lise. N&#xE3;o se verificou diferen&#xE7;a estatisticamente significante em faixas mais baixas na porcentagem de indiv&#xED;duos com cultura positiva entre os grupos. Entre os fatores analisados, o uso de acetilciste&#xED;na via oral foi o &#xFA;nico fator independente a influenciar os resultados bacteriol&#xF3;gicos. O grupo de pacientes com obstru&#xE7;&#xE3;o cr&#xF4;nica das vias a&#xE9;reas em uso de acetilciste&#xED;na via oral teve uma porcentagem menor estatisticamente significante de culturas bacterianas positivas quando comparado ao mesmo grupo que n&#xE3;o fazia uso da medica&#xE7;&#xE3;o (Riise GC e <em>cols, 1994)</em>.</p> <h4>A acetilciste&#xED;na na pediatria</h4> <p>A acetilciste&#xED;na em crian&#xE7;as foi avaliada em um estudo prospectivo, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo. Este estudo avaliou a acetilciste&#xED;na via oral em 50 crian&#xE7;as com infec&#xE7;&#xE3;o aguda das vias respirat&#xF3;rias. Al&#xE9;m do tratamento com antibi&#xF3;tico, as crian&#xE7;as recebiam acetilciste&#xED;na via oral na forma granulada com dose ajustada para idade (100 mg at&#xE9; 2 anos, 200 mg entre 2 e 4 anos e 300 mg acima de 4 anos) ou placebo por 6 dias. Verificaram-se diferen&#xE7;as estatisticamente significantes dos par&#xE2;metros estudados (<a href=\"https://consultaremedios.com.br/dor-febre-e-contusao/c\" target=\"_blank\">febre</a>, ru&#xED;dos respirat&#xF3;rios e tosse) em favor do uso da acetilciste&#xED;na (Biscatti G. e <em>cols</em>, 1972).</p> <h4>Intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol</h4> <p>Diversos estudos cl&#xED;nicos realizados mostraram o efeito protetor da acetilciste&#xED;na sobre o <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/figado/c\" target=\"_blank\">f&#xED;gado</a> dos pacientes intoxicados por paracetamol (Petterson R.G. e <em>cols</em>, 1977; Prescott L.F. <em>e cols</em>, 1977, 1981; Rumack B.H. e <em>cols</em>, 1981; Harrison P.H. e <em>cols</em>, 1990).</p> <p>Um estudo retrospectivo descreve o desfecho de 2540 pacientes suspeitos de overdose de paracetamol. Os pacientes foram tratados com uma dose oral inicial de 140mg/kg de acetilciste&#xED;na seguida por doses de 70 mg/kg a cada 4 horas por 3 dias.</p> <p>Hepatoxicidade foi verificada em 6,1% dos pacientes que tiveram o esquema detratamento de acetilciste&#xED;na por via oral iniciado at&#xE9; 10 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol e em 26,4% dos pacientes quando a acetilciste&#xED;na foi iniciada entre 10 e 24 horas. Entre os pacientes de alto risco que tiveram o esquema de acetilciste&#xED;na iniciado entre 16 e 24 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, 41% desenvolveram hepatoxicidade. Quando iniciada at&#xE9; 8 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, a acetilciste&#xED;na exerceu efeito hepatoprotetor independente da concentra&#xE7;&#xE3;o s&#xE9;rica de paracetamol (Smilkstein MJ. e <em>cols</em>, 1988).</p> <h4>Doen&#xE7;a Pulmonar Obstrutiva Cr&#xF4;nica (DPOC)</h4> <p>Um estudo prospectivo randomizado, duplo-cego, duplo-mascarado, controlado por placebo avaliou 123 pacientes com exacerba&#xE7;&#xE3;o aguda de DPOC.</p> <p>Duas doses de acetilciste&#xED;na foram utilizadas (1200 mg/dia e 600 mg/dia) com o objetivo principal de avaliar a propor&#xE7;&#xE3;o de pacientes com prote&#xED;na C reativa (<a href=\"https://minutosaudavel.com.br/proteina-c-reativa-pcr/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">PCR</a>) em n&#xED;veis normais ap&#xF3;s 10 dias de tratamento. (Zuin R. e <em>cols</em>, 2005).</p> <p>Entre os pacientes com PCR em n&#xED;veis aumentados, uma maior propor&#xE7;&#xE3;o estatisticamente significante de pacientes que tomaram acetilciste&#xED;na tiveram seus n&#xED;veis s&#xE9;ricos de PCR normalizados ap&#xF3;s 10 dias. O uso de 1200 mg/dia de acetilciste&#xED;na foi mais eficaz que o uso de 600 mg/dia.</p> <p>Ambas as dosagens foram mais eficazes que placebo na melhora cl&#xED;nica e de fun&#xE7;&#xE3;o pulmonar avaliada por pico de fluxo expirat&#xF3;rio. &#xC9; especulado que o efeito de acetilciste&#xED;na nos marcadores inflamat&#xF3;rios pode ser devido &#xE0;s propriedades mucol&#xED;tica e <a href=\"https://consultaremedios.com.br/vitaminas-e-minerais/antioxidante/c\" target=\"_blank\">antioxidante</a> (Zuin R. e <em>cols</em>, 2005).</p> <h4>Fibrose C&#xED;stica</h4> <p>Pacientes com fibrose c&#xED;stica foram avaliados em um estudo aberto com 76 pacientes entre crian&#xE7;as e adultos. Este estudo analisou a utiliza&#xE7;&#xE3;o de acetilciste&#xED;na via oral em doses variadas de acordo com a idade ap&#xF3;s a utiliza&#xE7;&#xE3;o de acetilciste&#xED;na inalat&#xF3;ria por pelo menos 1 ano (Stephan U. e <em>cols</em>, 1980).</p> <h5>Foram analisados aspectos como tosse, caracter&#xED;sticas da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, radiografia de t&#xF3;rax e percentis de peso e altura. Concluiu-se que ap&#xF3;s a troca da via de administra&#xE7;&#xE3;o da acetilciste&#xED;na de inalat&#xF3;ria para oral:</h5> <ul> <li>Os sintomas respirat&#xF3;rios melhoraram ou se mantiveram inalterados;</li> <li>A acetilciste&#xED;na via oral pode substituir a via inalat&#xF3;ria quando o tratamento n&#xE3;o estiver se mostrando eficaz;</li> <li>Mesmo que o tratamento via inalat&#xF3;ria esteja sendo eficaz, o tratamento via oral &#xE9; pelo menos n&#xE3;o inferior;</li> <li>A administra&#xE7;&#xE3;o via oral tem vantagens relacionadas &#xE0; facilidade de aplica&#xE7;&#xE3;o da medica&#xE7;&#xE3;o, menor custo e aus&#xEA;ncia dos eventos adversos comuns &#xE0;s medica&#xE7;&#xF5;es de uso inalat&#xF3;rio.</li> </ul> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Solu&#xE7;&#xE3;o Nasal</h3> <h4>Farmacodin&#xE2;mica</h4> <p>O princ&#xED;pio ativo Acetilciste&#xED;na exerce intensa a&#xE7;&#xE3;o mucol&#xED;tico-fluidificante das secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas, despolimerizando os complexos mucoprote&#xED;cos e os &#xE1;cidos nucl&#xE9;icos que d&#xE3;o viscosidade ao escarro e &#xE0;s outras, al&#xE9;m de melhorar a depura&#xE7;&#xE3;o mucociliar. Estas atividades tornam Acetilciste&#xED;na particularmente adequado para o tratamento das afec&#xE7;&#xF5;es agudas e cr&#xF4;nicas do <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-respiratorio/c\" target=\"_blank\">aparelho respirat&#xF3;rio</a> caracterizadas por secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas densas e viscosas.</p> <p>Al&#xE9;m disso, a acetilciste&#xED;na exerce a&#xE7;&#xE3;o antioxidante direta, sendo dotada de um grupo tiol livre (-SH) nucleof&#xED;lico em condi&#xE7;&#xF5;es de interagir diretamente com os grupos eletrof&#xED;licos dos radicais oxidantes. A estrutura da sua mol&#xE9;cula lhe permite, al&#xE9;m disso, atravessar facilmente as membranas celulares. No interior da c&#xE9;lula, a acetilciste&#xED;na &#xE9; desacetilada, ficando assim dispon&#xED;vel a L-ciste&#xED;na, amino&#xE1;cido indispens&#xE1;vel para a s&#xED;ntese da glutationa (GSH). O GSH &#xE9; um tripept&#xED;dio extremamente reativo que se encontra difundido por igual nos diversos tecidos dos organismos animais e &#xE9; essencial para a manuten&#xE7;&#xE3;o da capacidade funcional e da integridade da morfologia celular, pois &#xE9; o mecanismo mais importante de defesa intracelular contra os radicais oxidantes (tanto ex&#xF3;genos como end&#xF3;genos) e contra numerosas subst&#xE2;ncias citot&#xF3;xicas.</p> <p>A acetilcist&#xE9;ina tem demonstrado ser essencial no controle de v&#xE1;rias condi&#xE7;&#xF5;es patol&#xF3;gicas relacionadas ao stress oxidativo, como bronquite aguda e bronquite cr&#xF4;nica.</p> <p>A efic&#xE1;cia terap&#xEA;utica da acetilciste&#xED;na nos processos inflamat&#xF3;rios nasais como a rinite &#xE9; interpretada como sendo devida a sua a&#xE7;&#xE3;o farmacol&#xF3;gica. A redu&#xE7;&#xE3;o da viscosidade do muco facilita a remo&#xE7;&#xE3;o e evita a evolu&#xE7;&#xE3;o para a infec&#xE7;&#xE3;o (sinusite).</p> <p>O efeito antiinflamat&#xF3;rio/antioxidante ocorre atrav&#xE9;s da ciste&#xED;na, precursora da glutationa. A ciste&#xED;na &#xE9; considerada um dos mais importantes antioxidantes presentes na c&#xE9;lula, agindo atrav&#xE9;s da inibi&#xE7;&#xE3;o da quimiotaxia de neutr&#xF3;filos.</p> <p>A acetilciste&#xED;na inibe a produ&#xE7;&#xE3;o de citocinas induzidas por lipopolissacar&#xED;deos ou CD40L das c&#xE9;lulas dendr&#xED;ticas, uma linhagem celular especializada muito importante nas doen&#xE7;as al&#xE9;rgicas. A acetilciste&#xED;na inibe a express&#xE3;o de mol&#xE9;culas coestimuladoras que liberam sinais necess&#xE1;rios para a ativa&#xE7;&#xE3;o dos linf&#xF3;citos T.</p> <p>Foi demonstrado que a rinite al&#xE9;rgica e a asma s&#xE3;o doen&#xE7;as inflamat&#xF3;rias cr&#xF4;nicas das vias a&#xE9;reas, onde uma produ&#xE7;&#xE3;o excessiva de esp&#xE9;cies reativas de oxig&#xEA;nio e o mecanismo antioxidante end&#xF3;geno est&#xE3;o presentes. Conclui-se que uma terapia antioxidante pode ser ben&#xE9;fica.</p> <p>Os dados<em> in vitro</em> da acetilciste&#xED;na na fun&#xE7;&#xE3;o celular do sistema imune, e em particular os dados recentes das c&#xE9;lulas dendr&#xED;ticas e <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/eosinofilos/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">eosin&#xF3;filos</a> humanos, apontaram que a administra&#xE7;&#xE3;o isolada de acetilciste&#xED;na na mucosa nasal pode ter um efeito antiinflamat&#xF3;rio/antioxidante em condi&#xE7;&#xF5;es al&#xE9;rgicas. A administra&#xE7;&#xE3;o t&#xF3;pica diretamente no tecido inflamado torna o efeito poss&#xED;vel devido &#xE0; alta concentra&#xE7;&#xE3;o local, al&#xE9;m de efeito imunomodulador.</p> <h4>Farmacocin&#xE9;tica</h4> <p>Acetilciste&#xED;na nasal pode ser absorvido sistemicamente atrav&#xE9;s da mucosa nasal e do trato gastrintestinal ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o intranasa.</p> <h3>Injet&#xE1;vel</h3> <h4>Farmacodin&#xE2;mica</h4> <p>O princ&#xED;pio ativo Acetilciste&#xED;na &#xE9; a acetilciste&#xED;na exerce intensa a&#xE7;&#xE3;o mucol&#xED;tico fluidificante das secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas, despolimerizando os complexos mucoprote&#xED;cos e os &#xE1;cidos nucl&#xE9;icos que d&#xE3;o viscosidade ao escarro e &#xE0;s outras secre&#xE7;&#xF5;es, al&#xE9;m de melhorar a depura&#xE7;&#xE3;o mucociliar. Estas atividades tornam Acetilciste&#xED;na particularmente adequado para o tratamento das afec&#xE7;&#xF5;es agudas e cr&#xF4;nicas do aparelho respirat&#xF3;rio caracterizadas por secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas densas e viscosas.</p> <p>Al&#xE9;m disso, a acetilciste&#xED;na exerce a&#xE7;&#xE3;o antioxidante direta, sendo dotada de um grupo tiol livre (-SH) nucleof&#xED;lico em condi&#xE7;&#xF5;es de interagir diretamente com os grupos eletrof&#xED;licos dos radicais oxidantes. De particular interesse &#xE9; a recente demonstra&#xE7;&#xE3;o de que a acetilciste&#xED;na protege a alfa-1-antitripsina, enzima inibidora da elastase, de ser inativada pelo &#xE1;cido hipocloroso (HClO), potente agente oxidante que &#xE9; produzido pela enzima mieloperoxidase dos fag&#xF3;citos ativados. A estrutura da sua mol&#xE9;cula lhe permite, al&#xE9;m disso, atravessar facilmente as membranas celulares. No interior da c&#xE9;lula, a acetilciste&#xED;na &#xE9; desacetilada, ficando assim dispon&#xED;vel a L-ciste&#xED;na, amino&#xE1;cido indispens&#xE1;vel para a s&#xED;ntese da glutationa (GSH).</p> <p>O GSH &#xE9; um tripept&#xED;dio extremamente reativo que se encontra difundido por igual nos diversos tecidos dos organismos animais e &#xE9; essencial para a manuten&#xE7;&#xE3;o da capacidade funcional e da integridade da morfologia celular, pois &#xE9; o mecanismo mais importante de defesa intracelular contra os radicais oxidantes (tanto ex&#xF3;genos como end&#xF3;genos) e contra numerosas subst&#xE2;ncias citot&#xF3;xicas, incluindo o paracetamol.</p> <p>O paracetamol exerce sua a&#xE7;&#xE3;o citot&#xF3;xica pelo empobrecimento progressivo de GSH.</p> <p>A acetilciste&#xED;na desempenha seu principal papel mantendo n&#xED;veis adequados de GSH, contribuindo, assim para a prote&#xE7;&#xE3;o celular. Portanto a acetilciste&#xED;na &#xE9; um ant&#xED;doto espec&#xED;fico para intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol.</p> <p>A acetilciste&#xED;na reduz a toxicidade hep&#xE1;tica do NAPQI (N-acetil-p-benzoquinonaimina), o metab&#xF3;lito intermedi&#xE1;rio altamente reativo ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de uma alta dose de paracetamol, pelos seguintes mecanismos:</p> <p>A acetilciste&#xED;na atua como um precursor para a s&#xED;ntese de glutationa e, portanto, mant&#xE9;m a glutationa celular em um n&#xED;vel suficiente para inativar o NAPQI. Acredita-se que este seja o principal mecanismo pelo qual a acetilciste&#xED;na atua nos est&#xE1;gios iniciais da toxicidade do paracetamol, com benef&#xED;cio observado principalmente em pacientes tratados dentro de 8-10 horas ap&#xF3;s a superdosagem.</p> <p>Quando o tratamento com acetilciste&#xED;na &#xE9; iniciado mais de 8 a 10 horas ap&#xF3;s a sobredosagem de paracetamol, a sua efic&#xE1;cia na preven&#xE7;&#xE3;o da hepatotoxicidade (com base nos indicadores s&#xE9;ricos) diminui progressivamente com o prolongamento do intervalo de tratamento com overdose (o tempo entre a sobredosagem de paracetamol e o in&#xED;cio do tratamento).</p> <p>A acetilciste&#xED;na demonstrou ser ainda eficaz quando a perfus&#xE3;o &#xE9; iniciada at&#xE9; 12 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, quando a maior parte do analg&#xE9;sico ter&#xE1; sido metabolizada no seu metab&#xF3;lito reativo. Nesse est&#xE1;gio, acredita-se que a acetilciste&#xED;na atue reduzindo os grupos tiol oxidados nas enzimas-chave.</p> <p>H&#xE1; evid&#xEA;ncias de que ainda pode ser ben&#xE9;fico quando administrado at&#xE9; 24 horas ap&#xF3;s a superdosagem. Nesta fase tardia da hepatotoxicidade do paracetamol, os efeitos ben&#xE9;ficos da acetilciste&#xED;na podem ser devidos &#xE0; sua capacidade de melhorar a hemodin&#xE2;mica sist&#xEA;mica e o transporte de oxig&#xEA;nio, embora o mecanismo pelo qual isso possa ocorrer ainda n&#xE3;o tenha sido determinado.</p> <h4>Farmacocin&#xE9;tica</h4> <h5>Absor&#xE7;&#xE3;o:</h5> <h6>Administra&#xE7;&#xE3;o Oral</h6> <p>Em humanos, a acetilciste&#xED;na &#xE9; completamente absorvida ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral. Devido ao metabolismo na parede intestinal e o efeito de primeira passagem, a biodisponibilidade da acetilciste&#xED;na ingerida oralmente &#xE9; muito baixa (cerca de 10%). N&#xE3;o foram referidas diferen&#xE7;as entre as v&#xE1;rias formas farmac&#xEA;uticas. Em pacientes com diferentes doen&#xE7;as respirat&#xF3;rias ou card&#xED;acas, a concentra&#xE7;&#xE3;o m&#xE1;xima no plasma &#xE9; obtida entre uma e tr&#xEA;s horas ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o e, os n&#xED;veis permaneceram elevados por um per&#xED;odo de 24 horas.</p> <h6>Administra&#xE7;&#xE3;o Intravenosa como Ant&#xED;doto</h6> <p>Ap&#xF3;s a infus&#xE3;o intravenosa, utilizando a modelagem de 20 horas, os n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos de acetilciste&#xED;na atingiram 300-900 mg / L poucos minutos ap&#xF3;s o in&#xED;cio da infus&#xE3;o, diminuindo para 11 - 90mg / L no final da infus&#xE3;o.</p> <h5>Distribui&#xE7;&#xE3;o:</h5> <p>A acetilciste&#xED;na &#xE9; distribu&#xED;da na forma n&#xE3;o metabolizada (20%) e metabolizada - ativa (80%) e, pode ser encontrada principalmente no f&#xED;gado, rins, pulm&#xF5;es e secre&#xE7;&#xF5;es br&#xF4;nquicas.</p> <p>O volume de distribui&#xE7;&#xE3;o da acetilciste&#xED;na varia de 0,33 a 0,47 L/kg. A liga&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/proteinas/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">prote&#xED;nas</a> &#xE9; de cerca de 50% ap&#xF3;s 4 horas da administra&#xE7;&#xE3;o da dose e cai para 20% em 12 horas.</p> <p>N&#xE3;o h&#xE1; informa&#xE7;&#xF5;es sobre se a acetilciste&#xED;na atravessa a barreira hematoencef&#xE1;lica ou se &#xE9; excretada no leite materno.</p> <p>A acetilciste&#xED;na atravessa a placenta.</p> <h5>Metabolismo:</h5> <p>A acetilciste&#xED;na passa por um metabolismo r&#xE1;pido e extensivo na parede intestinal e f&#xED;gado ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral.</p> <p>O composto resultante, ciste&#xED;na, &#xE9; considerado o metab&#xF3;lito ativo. Ap&#xF3;s essa fase de transforma&#xE7;&#xE3;o, a acetilciste&#xED;na e a ciste&#xED;na compartilham a mesma via metab&#xF3;lica.</p> <p>O <em>clearance</em> renal pode representar cerca de 30% do <em>clearance</em> total do organismo. Ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral a meia vida terminal de acetilciste&#xED;na total &#xE9; de 6,25 h.</p> <h5>Excre&#xE7;&#xE3;o:</h5> <p>Ap&#xF3;s uma dose intravenosa &#xFA;nica de acetilciste&#xED;na, a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica de acetilciste&#xED;na total mostra um decl&#xED;nio poli-exponencial com uma semivida terminal (T1 / 2) de 5,6 horas. A depura&#xE7;&#xE3;o renal foi definida em 0,11 litros / h / kg e pode representar cerca de 30% da depura&#xE7;&#xE3;o corporal total.</p> <h5>Linearidade / N&#xE3;o Linearidade:</h5> <p>A farmacocin&#xE9;tica da acetilciste&#xED;na &#xE9; proporcional &#xE0; dose administrada no intervalo de dose entre 200-3200 mg / m<sup>2</sup> para AUC e C<sub>max</sub>.</p> <h5>Pacientes Pedi&#xE1;tricos:</h5> <p>A meia-vida terminal m&#xE9;dia da acetilciste&#xED;na &#xE9; maior nos neonatos (11 horas) do que nos adultos (5,6 horas) 8,25. Nenhuma informa&#xE7;&#xE3;o est&#xE1; dispon&#xED;vel em outras faixas et&#xE1;rias.</p></hr>"}

40mg/mL, caixa com 1 frasco com 150mL de xarope + copo medidor

Princípio ativo
:
Acetilcisteína
Classe Terapêutica
:
Expectorantes
Requer Receita
:
Não
Tipo de prescrição
:
Isento de Prescrição Médica
Categoria
:
Expectorante
Especialidade
:
Pneumologia

Bula do medicamento

Fluiteína Xarope, para o que é indicado e para o que serve?

Este é um medicamento expectorante indicado quando se tem dificuldade para expectorar e há muita secreção densa e viscosa, tais como bronquite aguda, bronquite crônica e suas exacerbações (piora do quadro clínico e complicações), enfisema pulmonar (doença crônica caracterizada pelo comprometimento dos pulmões), pneumonia (inflamação nos pulmões e brônquios), colapso/atelectasias pulmonares (fechamento dos brônquios), mucoviscidose (doença hereditária que produz muco espesso, também conhecida por fibrose cística). Também é indicado para intoxicação acidental ou voluntária por paracetamol.

Como o&nbsp;Fluiteína Xarope funciona?

{"tag":"hr","value":" <p>Fluite&#xED;na &#xE9; um medicamento expectorante que ajuda a eliminar as secre&#xE7;&#xF5;es produzidas nos pulm&#xF5;es, facilitando a respira&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>Fluite&#xED;na modifica as caracter&#xED;sticas da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria (muco) reduzindo sua consist&#xEA;ncia e elasticidade, tornando-a mais fluida ou mais liquefeita, o que facilita a sua elimina&#xE7;&#xE3;o das vias respirat&#xF3;rias. Fluite&#xED;na funciona ainda como ant&#xED;doto de danos hep&#xE1;ticos provocados pelo paracetamol, regenerando os estoques de uma subst&#xE2;ncia vital para a fun&#xE7;&#xE3;o normal do <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/figado/c\" target=\"_blank\">f&#xED;gado</a> (a glutationa).</p> <p>Fluite&#xED;na &#xE9; rapidamente absorvido no trato gastrintestinal. O in&#xED;cio de sua a&#xE7;&#xE3;o ocorre dentro de uma hora ap&#xF3;s sua administra&#xE7;&#xE3;o, quando alcan&#xE7;a concentra&#xE7;&#xF5;es m&#xE1;ximas nas secre&#xE7;&#xF5;es br&#xF4;nquicas.</p> "}

Quais as contraindicações do Fluiteína Xarope?

Fluiteína é contraindicado para pacientes alérgicos a acetilcisteína e/ou demais componentes de sua formulação.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Este medicamento é contraindicado para crianças menores de 2 anos.

Não há contraindicações para o tratamento de overdose de paracetamol com acetilcisteína.

Como usar o Fluiteína Xarope?

Fluiteína é um medicamento que não necessita de prescrição médica obrigatória. Leia as informações da bula antes de utilizá-lo e, se persistirem os sintomas ao fazer uso deste medicamento, suspenda o uso e procure orientação médica.

Fluiteína deve ser administrado somente por via oral e não deve ser diluído.

Posologia do&nbsp;Fluiteína Xarope

{"tag":"hr","value":" <h3>Pedi&#xE1;trico (crian&#xE7;as acima de 2 anos) - Fluite&#xED;na pedi&#xE1;trico 20 mg/mL</h3> <table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:121px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Idade</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:100px\"><strong>Dose</strong></td> <td style=\"width:226px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Freq&#xFC;&#xEA;ncia</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:121px\"> <p style=\"text-align:center\">2 a 4 anos</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:100px\">100 mg (5 mL)</td> <td style=\"width:226px\"> <p style=\"text-align:center\">2 a 3 vezes ao dia ou a crit&#xE9;rio m&#xE9;dico</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:121px\"> <p style=\"text-align:center\">Acima de 4 anos</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:100px\">100 mg (5 mL)</td> <td style=\"width:226px\"> <p style=\"text-align:center\">3 a 4 vezes ao dia ou a crit&#xE9;rio m&#xE9;dico</p> </td> </tr> </tbody> </table> <h3>Adultos - Fluite&#xED;na adulto 40 mg/mL</h3> <p>Dose de 600 mg (15 mL), 1 vez ao dia, de prefer&#xEA;ncia &#xE0; noite.</p> <p>A dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento &#xE9; de 5 a 10 dias, n&#xE3;o desaparecendo os sintomas procure um m&#xE9;dico.</p> <h4>Indica&#xE7;&#xF5;es espec&#xED;ficas para uso adulto e pedi&#xE1;trico</h4> <h5>Complica&#xE7;&#xE3;o Pulmonar da Fibrose C&#xED;stica:</h5> <p><strong>A posologia recomendada para este caso &#xE9; a seguinte:</strong></p> <table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:147px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Crian&#xE7;as acima de 2 anos de idade</strong></p> </td> <td style=\"width:305px\"> <p style=\"text-align:center\">200 mg (10 mL de xarope pedi&#xE1;trico) a cada 8 horas</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:147px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Adultos</strong></p> </td> <td style=\"width:305px\"> <p style=\"text-align:center\">200 mg (5 mL de xarope adulto) a 400 mg (10 mL de xarope adulto) a cada 8 horas</p> </td> </tr> </tbody> </table> <p>A crit&#xE9;rio m&#xE9;dico, as doses acima podem ser aumentadas at&#xE9; o dobro.</p> <h4>Intoxica&#xE7;&#xE3;o acidental ou volunt&#xE1;ria por paracetamol</h4> <p>Por via oral, dose inicial de 140 mg/kg de peso corp&#xF3;reo o mais r&#xE1;pido poss&#xED;vel, dentro de 10 horas da ingest&#xE3;o do agente t&#xF3;xico, seguidas de doses &#xFA;nicas de 70 mg/kg de peso corp&#xF3;reo a cada 4 horas, por 1-3 dias.</p> <p><strong>Siga corretamente o modo de usar. Em caso de d&#xFA;vidas sobre este medicamento, procure orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico.</strong></p> <p><strong>N&#xE3;o desaparecendo os sintomas, procure orienta&#xE7;&#xE3;o de seu m&#xE9;dico ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> <h2>O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Fluite&#xED;na Xarope?</h2> <hr> <p>Caso voc&#xEA; esque&#xE7;a de tomar uma dose, deve tom&#xE1;-la o quanto antes, e tomar a dose seguinte como de costume, isto &#xE9;, na hora regular e sem dobrar a dose.</p> <p><strong>Em caso de d&#xFA;vidas, procure orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico ou de seu m&#xE9;dico, ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> </hr>"}

Quais cuidados devo ter ao usar o Fluiteína Xarope?

A presença de odor sulfúreo (enxofre) não indica alteração no medicamento, pois é característico do princípio ativo contido no mesmo.

É recomendada precaução quando utilizado por pacientes com úlcera péptica ou histórico de úlcera, especialmente no caso de administração concomitante à outros medicamentos com conhecido efeito irritativo à mucosa gástrica.

A administração da acetilcisteína, principalmente no início do tratamento, pode fluidificar a secreção brônquica e aumentar seu volume. Se efetivamente o paciente não conseguir expectorar, deve ser realizada a drenagem postural, aspiração brônquica e/ou outras medidas para drenagem de secreção.

Pacientes portadores de asma brônquica devem ser rigorosamente monitorados durante o tratamento; se ocorrer broncoespasmo (contração dos brônquios causando dificuldade para respirar ou chiado no peito), suspender a acetilcisteína imediatamente e iniciar tratamento adequado.

Fluiteína pode afetar moderadamente o metabolismo da histamina, portanto deve-se ter cautela quando administrar o produto para o tratamento ao longo prazo em pacientes com intolerância à histamina, uma vez que sintomas de intolerância pode ocorrer (dor de cabeça, rinite vasomotora e prurido).

O paciente que utiliza Fluiteína pode dirigir e operar máquinas, pois o medicamento não diminui a atenção e o estado de vigília do paciente.

Atenção pacientes sob dietas restritivas de sódio: Fluiteína em todas as apresentações de uso oral adulto e pediátrico contém sódio.

Fluiteína xarope 20 mg/mL e 40 mg/mL contém p-hidroxibenzoato (metilparabeno e propilparabeno).

Estas substâncias podem causar reações alérgicas (possivelmente tardias).

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Fluiteína Xarope?

Os eventos adversos mais frequentemente associados com a administração oral de acetilcisteína são gastrointestinais. Reações de hipersensibilidade incluindo choque anafilático, reação anafilática/anafilactóide, broncoespasmo, angioedema, rash e prurido tem sido reportados com menor frequência.

Reações incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Hipersensibilidade, cefaleia (dor de cabeça), zumbido no ouvido, taquicardia, vômito, diarreia, estomatite, dor abdominal, náusea, urticária, rash, angioedema (alergia), prurido (coceira), febre e pressão arterial baixa.

Reações raras (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Broncoespasmo (chiado no peito), dispneia (falta de ar) e dispepsia (indigestão).

Reações muito raras (ocorrem em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Choque anafilático, reação anafilática/anafilactóide e hemorragia.

Reação com frequência desconhecida

Edema (inchaço) de face.

Em casos raríssimos houve relato de reações severas da pele, como síndrome de Stevens-Johnson e síndrome de Lyell, com relação temporal com a administração da acetilcisteína. Na maioria dos casos havia envolvimento provável de pelo menos uma droga co-suspeita na provocação da síndrome mucocutânea relatada. Por isso, é preciso consultar o médico assim que ocorrer alguma nova alteração na pele ou em membranas mucosas, a acetilcisteína deve ser interrompida imediatamente.

Também já foi descrita redução da agregação plaquetária com o uso da acetilcisteína. O significado clínico desta alteração ainda não está estabelecido.

Se for observada qualquer outra reação não descrita nesta bula, informe seu médico.

Informe ao seu médico, cirurgião dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.

Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

População Especial

Uso em idosos

Devem-se seguir as orientações gerais descritas para o medicamento, salvo em situações especiais.

Uso pediátrico

Agentes mucolíticos podem induzir obstrução respiratória em crianças abaixo de 2 anos. Devido às características fisiológicas das vias aéreas nessa faixa etária, a habilidade de expectorar pode ser limitada. Portanto agentes mucolíticos não devem ser utilizados em crianças com menos de 2 anos de idade.

Este medicamento é contraindicado para crianças menores de 2 anos.

Gravidez e lactação

Há escassez de dados clínicos sobre mulheres expostas à acetilcisteína durante a gravidez. Estudos com animais não sugerem nenhum efeito nocivo, direto ou indireto, na toxicidade reprodutiva. Como medida de precaução, é preferível evitar o uso de Fluiteína na gravidez.

Não há informações disponíveis sobre o efeito da acetilcisteína na fertilidade humana. Estudos em animais não indicaram efeitos nocivos com relação à fertilidade humana nas dosagens recomendadas.

Não há informações disponíveis sobre a excreção da acetilcisteína e seus metabólitos pelo leite materno.

O produto só deve ser usado durante a gravidez e lactação depois de cuidadosa avaliação de riscobenefício.

O risco para criança amamentada não pode ser excluído.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Qual a composição do Fluiteína Xarope?

Cada mL do xarope 20 mg/mL&nbsp;contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center\">Acetilciste&#xED;na</td> <td style=\"text-align:center\">20 mg</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center\">Ve&#xED;culo*</td> <td style=\"text-align:center\">1 mL</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

*Hietelose, sacarina sódica, ciclamato de sódio, propilparabeno, metilparabeno, hidróxido de sódio, essência de framboesa, edetato dissódico di-hidratado, propilenoglicol, água purificada.

Cada mL do xarope 40 mg/mL&nbsp;contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center\">Acetilciste&#xED;na</td> <td style=\"text-align:center\">40 mg</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center\">Ve&#xED;culo*</td> <td style=\"text-align:center\">1 mL</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

*Hietelose, sacarina sódica, ciclamato de sódio, propilparabeno, metilparabeno, hidróxido de sódio, essência de framboesa, edetato dissódico di-hidratado, propilenoglicol, água purificada.

Conteúdo de sacarina sódica por apresentação:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center; width:139px\"><strong>-</strong></td> <td style=\"text-align:center; width:155px\"><strong>-</strong></td> <td style=\"width:153px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Quantidade por mL de xarope</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:139px\"><strong>Uso</strong></td> <td style=\"text-align:center; width:155px\"><strong>Apresenta&#xE7;&#xE3;o</strong></td> <td style=\"text-align:center; width:153px\"><strong>Sacarina s&#xF3;dica</strong></td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:139px\">Pedi&#xE1;trico (Crian&#xE7;as acima de 2 anos)</td> <td style=\"text-align:center; width:155px\">Xarope 20 mg/mL</td> <td style=\"text-align:center; width:153px\">3,00 mg</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:139px\">Adulto</td> <td style=\"text-align:center; width:155px\">Xarope 40 mg/mL</td> <td style=\"text-align:center; width:153px\">3,00</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Apresentação do&nbsp;Fluiteína Xarope

{"tag":"hr","value":" <h3>Xarope para uso oral 20 mg/mL</h3> <p>Embalagens com 100 ml e 120 ml + copo dosador.</p> <h3>Xarope para uso oral 40 mg/mL</h3> <p>Embalagem 120 ml + copo dosador.</p> <p><strong>Uso oral.</strong></p> <p><strong>Uso adulto e pedi&#xE1;trico acima de 2 anos.</strong></p> "}

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Fluiteína Xarope maior do que a recomendada?

Voluntários saudáveis receberam 11,2 g de acetilcisteína diariamente por três meses sem ocorrência de qualquer evento adverso sério. Doses acima de 500 mg de Fluiteína/kg de peso foram bem toleradas sem nenhum sintoma de envenenamento.

A superdosagem pode levar a sintomas gastrintestinais, como náusea, vômito e diarreia.

Não há antídoto específico para a acetilcisteína e o tratamento é sintomático.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Fluiteína Xarope com outros remédios?

Os estudos de interação foram realizados apenas em adultos.

Fluiteína não deve ser administrado concomitantemente com fármacos antitussígenos, pois a redução do reflexo tussígeno pode levar ao acúmulo de secreções brônquicas.

O uso de carvão ativado pode reduzir o efeito de Fluiteína.

Dissolução de formulações de acetilcisteína com outros medicamentos não é recomendada.

Relatos de inativação de antibióticos com acetilcisteína foram encontrados apenas em estudos in vitro&nbsp;onde as substâncias foram misturadas diretamente. Portanto quando o tratamento com antibiótico oral for necessário é recomendado o uso de acetilcisteína oral 2 horas antes ou depois da administração do antibiótico.

A administração concomitante de nitroglicerina e acetilcisteína causam hipotensão significante e, aumentam a dilatação da artéria temporal. Se houver necessidade de tratamento concomitante com nitroglicerina e acetilcisteína, os pacientes devem ser monitorados, pois pode ocorrer hipotensão, inclusive grave, devendo-se ter atenção para a possibilidade de cefaleias (dor de cabeça).

Avise seu médico ou farmacêutico se você usar medicamentos a base de nitrato, em conjunto com o uso de Fluiteína.

O uso concomitante de acetilcisteína e carbamazepina, podem resultar em níveis subterapêuticos de carbamazepina.

Alterações de exames laboratoriais

A acetilcisteína pode interferir no método de ensaio colorimétrico de mensuração do salicilato e interferir também, no teste de cetona na urina.

Interações com alimentos

Até o momento não foi relatada interação entre Fluiteína e alimentos. Não há nenhuma indicação sobre a administração do produto antes ou após as refeições.

Informe ao seu médico ou cirurgião dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Interação alimentícia: posso usar o Fluiteína Xarope com alimentos?

Solução Nasal

Por ser de uso nasal não há interferência entre Acetilcisteína nasal e alimentos.

Injetável

Por ser de uso injetável ou inalatório, não são conhecidas interferências entre o medicamento e alimentos.

Comprimido / Granulado / Xarope

Até o momento não foi relatada interação entre Acetilcisteína e alimentos. Não há nenhuma indicação sobre a administração do produto antes ou após as refeições.

Qual a ação da substância do Fluiteína Xarope (Acetilcisteína)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Solu&#xE7;&#xE3;o Nasal</h3> <h4>A acetilciste&#xED;na em otorrinolaringologia</h4> <p>Um estudo prospectivo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo avaliou a efic&#xE1;cia de acetilciste&#xED;na com nebulizador por via nasal quatro vezes ao dia em 60 ind&#xED;viduos com diagn&#xF3;stico de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-respiratorio/rinite-alergica/c\" target=\"_blank\">rinite al&#xE9;rgica</a>. Acetilciste&#xED;na era o &#xFA;nico tratamento utilizado em um per&#xED;odo de dois meses. Os participantes que usaram acetilciste&#xED;na relataram menos obstru&#xE7;&#xE3;o nasal, coceira no nariz e rinorreia quando comparados com os que receberam placebo, embora a diferen&#xE7;a fosse significativa (p= 0,028) s&#xF3; no &#xFA;ltimo sintoma (Bousquet J, 2000).</p> <h3>Injet&#xE1;vel</h3> <h4>Compara&#xE7;&#xE3;o da administra&#xE7;&#xE3;o intravenosa e oral</h4> <p>A acetilciste&#xED;na por via intravenosa tem um pico m&#xE1;ximo de concentra&#xE7;&#xE3;o em plasma at&#xE9; 20 vezes maior que uma dose semelhante por via oral (Borgstrom L e <em>cols</em>. 1986).</p> <p>A maior disponibilidade de acetilciste&#xED;na por via intravenosa acontece tanto na forma total como reduzida e poderia ser atribu&#xED;da &#xE0; aus&#xEA;ncia do metabolismo hep&#xE1;tico de primeira passagem que acontece ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral (Olsson B e <em>cols</em>. 1988).</p> <h4>Intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol</h4> <p>A acetilciste&#xED;na &#xE9; recomendada como ant&#xED;doto para a superdose de paracetamol com poss&#xED;vel risco de toxicidade hep&#xE1;tica (Wolf SJ e <em>cols</em>. 2007).</p> <p>Estudo comparou 100 casos de intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol tratados com acetilciste&#xED;na intravenosa e 57 casos que receberam unicamente tratamento de suporte (Prescott LF e <em>cols</em>. 1979). Demonstrou-se uma redu&#xE7;&#xE3;o importante da toxicidade hep&#xE1;tica grave (58% suporte a 2% no grupo acetilciste&#xED;na) quando o tratamento foi administrado nas primeiras 10 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol.</p> <p>Em um estudo de coorte que avaliou 4084 pacientes intoxicados por paracetamol, foram comparados os pacientes que receberam regime de acetilciste&#xED;na por via oral (regime de 72 horas) e por via intravenosa (regime de 20 h). Os pacientes que receberam tratamento endovenoso nas primeiras 12 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol tiveram menor toxicidade hep&#xE1;tica (RR 0,54, CI95% 0,38 a 0,75 &#xE0;s 4 horas; RR 0.84, CI95% 0,71 a 1,00 &#xE0;s 12 horas e 12 minutos). Entre 12 e 18 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, o tratamento endovenoso com acetilciste&#xED;na diminuiu a toxicidade hep&#xE1;tica de forma semelhante ao tratamento oral. Ainda &#xE9; destacada a vantagem de poder utilizar o tratamento endovenoso em pacientes que apresentam v&#xF4;mitos (Yarema MC e <em>cols</em>. 2009). Em estudo com pacientes pedi&#xE1;tricos, a acetilciste&#xED;na intravenosa por 52 horas mostrou efic&#xE1;cia semelhante ao regime com acetilciste&#xED;na oral por 72 horas (Perry HE e Shannon MW. 1998).</p> <h4>A acetilciste&#xED;na na S&#xED;ndrome do Desconforto Respirat&#xF3;rio do Adulto</h4> <p>Estudo controlado em pacientes com S&#xED;ndrome do Desconforto Respirat&#xF3;rio do Adulto avaliou 32 pacientes que receberam acetilciste&#xED;na por via intravenosa e 29 que receberam placebo por infus&#xE3;o cont&#xED;nua nas 72 horas posteriores &#xE0; sua admiss&#xE3;o em terapia intensiva. Os pacientes que receberam acetilciste&#xED;na tiveram melhora r&#xE1;pida nos &#xED;ndices de oxigena&#xE7;&#xE3;o, com diminui&#xE7;&#xE3;o significativa no suporte ventilat&#xF3;rio mec&#xE2;nico no segundo e terceiro dia de tratamento (Suter PM e <em>cols</em>. 1994).</p> <h4>Uso da acetilciste&#xED;na nas atelectasias pulmonares</h4> <p>Pacientes com atelectasias pulmonares foram tratados com lavagem broncosc&#xF3;pica com solu&#xE7;&#xE3;o salina fisiol&#xF3;gica e acetilciste&#xED;na na propor&#xE7;&#xE3;o de 7:3. Resultados radiol&#xF3;gicos positivos foram vistos no seguimento de 48 dos 51 pacientes tratados. Houve completa regress&#xE3;o da <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-atelectasia-pulmonar-tipos-fisioterapia-tem-cura/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">atelectasia</a> em 37 casos e regress&#xE3;o parcial em 11 casos. Entretanto, houve recorr&#xEA;ncia da atelectasia em 8 casos nas 48 horas seguintes (Perruchoud A e <em>cols</em>. 1980).</p> <h4>Instila&#xE7;&#xE3;o de acetilciste&#xED;na para a <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-respiratorio/sinusite/c\" target=\"_blank\">sinusite</a> cr&#xF4;nica</h4> <p>Uma solu&#xE7;&#xE3;o da associa&#xE7;&#xE3;o de 300 mg de acetilciste&#xED;na e 750 mg de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/tianfenicol/bula\" target=\"_blank\">tianfenicol</a> foi usada para realizar instila&#xE7;&#xE3;o local ap&#xF3;s lavagem e drenagem dos seios paranasais em 498 pacientes com sinusite maxilar cr&#xF4;nica. Os pacientes foram tratados at&#xE9; se obter uma lavagem limpa ou uma sinumanometria normal. Em 36,25% dos casos, houve regress&#xE3;o completa do quadro de sinusite cr&#xF4;nica, sem necessidade de interven&#xE7;&#xF5;es adicionais, inclusive cir&#xFA;rgicas (Bertrand B e Eloy P. 1993).</p> <h3>Comprimido / Granulado / Xarope</h3> <h4>Bronquite aguda</h4> <p>Um estudo multic&#xEA;ntrico, prospectivo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo avaliou a efic&#xE1;cia de acetilciste&#xED;na 200 mg 3x/dia via oral formula&#xE7;&#xE3;o granulada por 10 dias no tratamento de 215 pacientes com bronquite aguda. Os participantes foram divididos em tr&#xEA;s grupos de acordo com a presen&#xE7;a ou aus&#xEA;ncia de doen&#xE7;as respirat&#xF3;rias cr&#xF4;nicas (Brocard H. e <em>cols</em>, 1980). Os par&#xE2;metros avaliados (volume e viscosidade da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, intensidade da tosse e pico de fluxo expirat&#xF3;rio) evidenciaram resultados favor&#xE1;veis ao uso de acetilciste&#xED;na de modo significativo, em especial no grupo de participantes com bronquite aguda sem doen&#xE7;a respirat&#xF3;ria cr&#xF4;nica pr&#xE9;via. Ressalta-se entre os dados do estudo o aumento inicial e transit&#xF3;rio significativo de secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria entre os pacientes que utilizaram acetilciste&#xED;na. Entre os pacientes tratados apenas com antibi&#xF3;ticos no grupo placebo, houve decl&#xED;nio gradual do volume de secre&#xE7;&#xE3;o desde o in&#xED;cio do tratamento. Isso refor&#xE7;a a hip&#xF3;tese do efeito positivo de drenagem da secre&#xE7;&#xE3;o devido &#xE0; fluidifica&#xE7;&#xE3;o pelo uso de acetilciste&#xED;na (Brocard H. e <em>cols</em>, 1980).</p> <h4>Bronquite cr&#xF4;nica</h4> <p>Pacientes com bronquite cr&#xF4;nica foram avaliados em um estudo multic&#xEA;ntrico, prospectivo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo e, neste estudo foram inclu&#xED;dos 744 pacientes. Os par&#xE2;metros estudados foram: quantidade e viscosidade da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, dificuldade de expectora&#xE7;&#xE3;o, intensidade da tosse e epis&#xF3;dios de exacerba&#xE7;&#xE3;o em um per&#xED;odo de 6 meses. Os resultados positivos foram estatisticamente significantes em favor do grupo que usou acetilciste&#xED;na 200 mg 2x/dia formula&#xE7;&#xE3;o granulada via oral em todos os itens analisados (Multicenter Study Group, 1980).</p> <p>Um outro estudo foi realizado em pacientes com bronquite cr&#xF4;nica. Este estudo aberto e n&#xE3;o comparativo avaliou 1392 pacientes (por protocolo) com diagn&#xF3;stico de bronquite cr&#xF4;nica em uso de acetilciste&#xED;na 200 mg 3x/dia formula&#xE7;&#xE3;o granulada via oral por 2 meses. Foram analisados viscosidade e aspecto da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, dificuldade de expectora&#xE7;&#xE3;o e intensidade da tosse (Tattersall A. B. e <em>cols</em>, 1983).</p> <p>Ap&#xF3;s 2 meses de tratamento com acetilciste&#xED;na, observou-se uma melhoria na viscosidade da expectora&#xE7;&#xE3;o em 80% dos casos, do car&#xE1;ter da expectora&#xE7;&#xE3;o em 59%, da dificuldade para expectorar em 74% e da gravidade da tosse em 71%. Os resultados confirmam a efic&#xE1;cia da acetilciste&#xED;na sobre os par&#xE2;metros relacionados com a hipersecre&#xE7;&#xE3;o br&#xF4;nquica. Para al&#xE9;m de toda a sintomatologia cl&#xED;nica referida, o desenvolvimento da bronquite cr&#xF4;nica &#xE9; frequentemente associado &#xE0; exist&#xEA;ncia de exacerba&#xE7;&#xF5;es agudas recorrentes do seu processo br&#xF4;nquico, as quais determinam um agravamento da referida sintomatologia (Tattersall A. B. e <em>cols</em>, 1983).</p> <p>A microbiota existente na secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria foi avaliada em um estudo aberto com 22 fumantes sem bronquite cr&#xF4;nica, 19 fumantes com bronquite cr&#xF4;nica e doen&#xE7;a pulmonar obstrutiva cr&#xF4;nica e 14 n&#xE3;o fumantes saud&#xE1;veis, atrav&#xE9;s de broncoscopia e cultura de escovado br&#xF4;nquico com escova protegida. O uso de acetilciste&#xED;na por via oral foi considerado na an&#xE1;lise. N&#xE3;o se verificou diferen&#xE7;a estatisticamente significante em faixas mais baixas na porcentagem de indiv&#xED;duos com cultura positiva entre os grupos. Entre os fatores analisados, o uso de acetilciste&#xED;na via oral foi o &#xFA;nico fator independente a influenciar os resultados bacteriol&#xF3;gicos. O grupo de pacientes com obstru&#xE7;&#xE3;o cr&#xF4;nica das vias a&#xE9;reas em uso de acetilciste&#xED;na via oral teve uma porcentagem menor estatisticamente significante de culturas bacterianas positivas quando comparado ao mesmo grupo que n&#xE3;o fazia uso da medica&#xE7;&#xE3;o (Riise GC e <em>cols, 1994)</em>.</p> <h4>A acetilciste&#xED;na na pediatria</h4> <p>A acetilciste&#xED;na em crian&#xE7;as foi avaliada em um estudo prospectivo, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo. Este estudo avaliou a acetilciste&#xED;na via oral em 50 crian&#xE7;as com infec&#xE7;&#xE3;o aguda das vias respirat&#xF3;rias. Al&#xE9;m do tratamento com antibi&#xF3;tico, as crian&#xE7;as recebiam acetilciste&#xED;na via oral na forma granulada com dose ajustada para idade (100 mg at&#xE9; 2 anos, 200 mg entre 2 e 4 anos e 300 mg acima de 4 anos) ou placebo por 6 dias. Verificaram-se diferen&#xE7;as estatisticamente significantes dos par&#xE2;metros estudados (<a href=\"https://consultaremedios.com.br/dor-febre-e-contusao/c\" target=\"_blank\">febre</a>, ru&#xED;dos respirat&#xF3;rios e tosse) em favor do uso da acetilciste&#xED;na (Biscatti G. e <em>cols</em>, 1972).</p> <h4>Intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol</h4> <p>Diversos estudos cl&#xED;nicos realizados mostraram o efeito protetor da acetilciste&#xED;na sobre o <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/figado/c\" target=\"_blank\">f&#xED;gado</a> dos pacientes intoxicados por paracetamol (Petterson R.G. e <em>cols</em>, 1977; Prescott L.F. <em>e cols</em>, 1977, 1981; Rumack B.H. e <em>cols</em>, 1981; Harrison P.H. e <em>cols</em>, 1990).</p> <p>Um estudo retrospectivo descreve o desfecho de 2540 pacientes suspeitos de overdose de paracetamol. Os pacientes foram tratados com uma dose oral inicial de 140mg/kg de acetilciste&#xED;na seguida por doses de 70 mg/kg a cada 4 horas por 3 dias.</p> <p>Hepatoxicidade foi verificada em 6,1% dos pacientes que tiveram o esquema detratamento de acetilciste&#xED;na por via oral iniciado at&#xE9; 10 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol e em 26,4% dos pacientes quando a acetilciste&#xED;na foi iniciada entre 10 e 24 horas. Entre os pacientes de alto risco que tiveram o esquema de acetilciste&#xED;na iniciado entre 16 e 24 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, 41% desenvolveram hepatoxicidade. Quando iniciada at&#xE9; 8 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, a acetilciste&#xED;na exerceu efeito hepatoprotetor independente da concentra&#xE7;&#xE3;o s&#xE9;rica de paracetamol (Smilkstein MJ. e <em>cols</em>, 1988).</p> <h4>Doen&#xE7;a Pulmonar Obstrutiva Cr&#xF4;nica (DPOC)</h4> <p>Um estudo prospectivo randomizado, duplo-cego, duplo-mascarado, controlado por placebo avaliou 123 pacientes com exacerba&#xE7;&#xE3;o aguda de DPOC.</p> <p>Duas doses de acetilciste&#xED;na foram utilizadas (1200 mg/dia e 600 mg/dia) com o objetivo principal de avaliar a propor&#xE7;&#xE3;o de pacientes com prote&#xED;na C reativa (<a href=\"https://minutosaudavel.com.br/proteina-c-reativa-pcr/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">PCR</a>) em n&#xED;veis normais ap&#xF3;s 10 dias de tratamento. (Zuin R. e <em>cols</em>, 2005).</p> <p>Entre os pacientes com PCR em n&#xED;veis aumentados, uma maior propor&#xE7;&#xE3;o estatisticamente significante de pacientes que tomaram acetilciste&#xED;na tiveram seus n&#xED;veis s&#xE9;ricos de PCR normalizados ap&#xF3;s 10 dias. O uso de 1200 mg/dia de acetilciste&#xED;na foi mais eficaz que o uso de 600 mg/dia.</p> <p>Ambas as dosagens foram mais eficazes que placebo na melhora cl&#xED;nica e de fun&#xE7;&#xE3;o pulmonar avaliada por pico de fluxo expirat&#xF3;rio. &#xC9; especulado que o efeito de acetilciste&#xED;na nos marcadores inflamat&#xF3;rios pode ser devido &#xE0;s propriedades mucol&#xED;tica e <a href=\"https://consultaremedios.com.br/vitaminas-e-minerais/antioxidante/c\" target=\"_blank\">antioxidante</a> (Zuin R. e <em>cols</em>, 2005).</p> <h4>Fibrose C&#xED;stica</h4>"}

20mg/mL, caixa com 1 frasco com 150mL de xarope + copo medidor

Princípio ativo
:
Acetilcisteína
Classe Terapêutica
:
Expectorantes
Requer Receita
:
Não
Tipo de prescrição
:
Isento de Prescrição Médica
Categoria
:
Expectorante
Especialidade
:
Pneumologia

Bula do medicamento

Fluiteína Xarope, para o que é indicado e para o que serve?

Este é um medicamento expectorante indicado quando se tem dificuldade para expectorar e há muita secreção densa e viscosa, tais como bronquite aguda, bronquite crônica e suas exacerbações (piora do quadro clínico e complicações), enfisema pulmonar (doença crônica caracterizada pelo comprometimento dos pulmões), pneumonia (inflamação nos pulmões e brônquios), colapso/atelectasias pulmonares (fechamento dos brônquios), mucoviscidose (doença hereditária que produz muco espesso, também conhecida por fibrose cística). Também é indicado para intoxicação acidental ou voluntária por paracetamol.

Como o&nbsp;Fluiteína Xarope funciona?

{"tag":"hr","value":" <p>Fluite&#xED;na &#xE9; um medicamento expectorante que ajuda a eliminar as secre&#xE7;&#xF5;es produzidas nos pulm&#xF5;es, facilitando a respira&#xE7;&#xE3;o.</p> <p>Fluite&#xED;na modifica as caracter&#xED;sticas da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria (muco) reduzindo sua consist&#xEA;ncia e elasticidade, tornando-a mais fluida ou mais liquefeita, o que facilita a sua elimina&#xE7;&#xE3;o das vias respirat&#xF3;rias. Fluite&#xED;na funciona ainda como ant&#xED;doto de danos hep&#xE1;ticos provocados pelo paracetamol, regenerando os estoques de uma subst&#xE2;ncia vital para a fun&#xE7;&#xE3;o normal do <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/figado/c\" target=\"_blank\">f&#xED;gado</a> (a glutationa).</p> <p>Fluite&#xED;na &#xE9; rapidamente absorvido no trato gastrintestinal. O in&#xED;cio de sua a&#xE7;&#xE3;o ocorre dentro de uma hora ap&#xF3;s sua administra&#xE7;&#xE3;o, quando alcan&#xE7;a concentra&#xE7;&#xF5;es m&#xE1;ximas nas secre&#xE7;&#xF5;es br&#xF4;nquicas.</p> "}

Quais as contraindicações do Fluiteína Xarope?

Fluiteína é contraindicado para pacientes alérgicos a acetilcisteína e/ou demais componentes de sua formulação.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Este medicamento é contraindicado para crianças menores de 2 anos.

Não há contraindicações para o tratamento de overdose de paracetamol com acetilcisteína.

Como usar o Fluiteína Xarope?

Fluiteína é um medicamento que não necessita de prescrição médica obrigatória. Leia as informações da bula antes de utilizá-lo e, se persistirem os sintomas ao fazer uso deste medicamento, suspenda o uso e procure orientação médica.

Fluiteína deve ser administrado somente por via oral e não deve ser diluído.

Posologia do&nbsp;Fluiteína Xarope

{"tag":"hr","value":" <h3>Pedi&#xE1;trico (crian&#xE7;as acima de 2 anos) - Fluite&#xED;na pedi&#xE1;trico 20 mg/mL</h3> <table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:121px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Idade</strong></p> </td> <td style=\"text-align:center; width:100px\"><strong>Dose</strong></td> <td style=\"width:226px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Freq&#xFC;&#xEA;ncia</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:121px\"> <p style=\"text-align:center\">2 a 4 anos</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:100px\">100 mg (5 mL)</td> <td style=\"width:226px\"> <p style=\"text-align:center\">2 a 3 vezes ao dia ou a crit&#xE9;rio m&#xE9;dico</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:121px\"> <p style=\"text-align:center\">Acima de 4 anos</p> </td> <td style=\"text-align:center; width:100px\">100 mg (5 mL)</td> <td style=\"width:226px\"> <p style=\"text-align:center\">3 a 4 vezes ao dia ou a crit&#xE9;rio m&#xE9;dico</p> </td> </tr> </tbody> </table> <h3>Adultos - Fluite&#xED;na adulto 40 mg/mL</h3> <p>Dose de 600 mg (15 mL), 1 vez ao dia, de prefer&#xEA;ncia &#xE0; noite.</p> <p>A dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento &#xE9; de 5 a 10 dias, n&#xE3;o desaparecendo os sintomas procure um m&#xE9;dico.</p> <h4>Indica&#xE7;&#xF5;es espec&#xED;ficas para uso adulto e pedi&#xE1;trico</h4> <h5>Complica&#xE7;&#xE3;o Pulmonar da Fibrose C&#xED;stica:</h5> <p><strong>A posologia recomendada para este caso &#xE9; a seguinte:</strong></p> <table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:147px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Crian&#xE7;as acima de 2 anos de idade</strong></p> </td> <td style=\"width:305px\"> <p style=\"text-align:center\">200 mg (10 mL de xarope pedi&#xE1;trico) a cada 8 horas</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:147px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Adultos</strong></p> </td> <td style=\"width:305px\"> <p style=\"text-align:center\">200 mg (5 mL de xarope adulto) a 400 mg (10 mL de xarope adulto) a cada 8 horas</p> </td> </tr> </tbody> </table> <p>A crit&#xE9;rio m&#xE9;dico, as doses acima podem ser aumentadas at&#xE9; o dobro.</p> <h4>Intoxica&#xE7;&#xE3;o acidental ou volunt&#xE1;ria por paracetamol</h4> <p>Por via oral, dose inicial de 140 mg/kg de peso corp&#xF3;reo o mais r&#xE1;pido poss&#xED;vel, dentro de 10 horas da ingest&#xE3;o do agente t&#xF3;xico, seguidas de doses &#xFA;nicas de 70 mg/kg de peso corp&#xF3;reo a cada 4 horas, por 1-3 dias.</p> <p><strong>Siga corretamente o modo de usar. Em caso de d&#xFA;vidas sobre este medicamento, procure orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico.</strong></p> <p><strong>N&#xE3;o desaparecendo os sintomas, procure orienta&#xE7;&#xE3;o de seu m&#xE9;dico ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> <h2>O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Fluite&#xED;na Xarope?</h2> <hr> <p>Caso voc&#xEA; esque&#xE7;a de tomar uma dose, deve tom&#xE1;-la o quanto antes, e tomar a dose seguinte como de costume, isto &#xE9;, na hora regular e sem dobrar a dose.</p> <p><strong>Em caso de d&#xFA;vidas, procure orienta&#xE7;&#xE3;o do farmac&#xEA;utico ou de seu m&#xE9;dico, ou cirurgi&#xE3;o-dentista.</strong></p> </hr>"}

Quais cuidados devo ter ao usar o Fluiteína Xarope?

A presença de odor sulfúreo (enxofre) não indica alteração no medicamento, pois é característico do princípio ativo contido no mesmo.

É recomendada precaução quando utilizado por pacientes com úlcera péptica ou histórico de úlcera, especialmente no caso de administração concomitante à outros medicamentos com conhecido efeito irritativo à mucosa gástrica.

A administração da acetilcisteína, principalmente no início do tratamento, pode fluidificar a secreção brônquica e aumentar seu volume. Se efetivamente o paciente não conseguir expectorar, deve ser realizada a drenagem postural, aspiração brônquica e/ou outras medidas para drenagem de secreção.

Pacientes portadores de asma brônquica devem ser rigorosamente monitorados durante o tratamento; se ocorrer broncoespasmo (contração dos brônquios causando dificuldade para respirar ou chiado no peito), suspender a acetilcisteína imediatamente e iniciar tratamento adequado.

Fluiteína pode afetar moderadamente o metabolismo da histamina, portanto deve-se ter cautela quando administrar o produto para o tratamento ao longo prazo em pacientes com intolerância à histamina, uma vez que sintomas de intolerância pode ocorrer (dor de cabeça, rinite vasomotora e prurido).

O paciente que utiliza Fluiteína pode dirigir e operar máquinas, pois o medicamento não diminui a atenção e o estado de vigília do paciente.

Atenção pacientes sob dietas restritivas de sódio: Fluiteína em todas as apresentações de uso oral adulto e pediátrico contém sódio.

Fluiteína xarope 20 mg/mL e 40 mg/mL contém p-hidroxibenzoato (metilparabeno e propilparabeno).

Estas substâncias podem causar reações alérgicas (possivelmente tardias).

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Fluiteína Xarope?

Os eventos adversos mais frequentemente associados com a administração oral de acetilcisteína são gastrointestinais. Reações de hipersensibilidade incluindo choque anafilático, reação anafilática/anafilactóide, broncoespasmo, angioedema, rash e prurido tem sido reportados com menor frequência.

Reações incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Hipersensibilidade, cefaleia (dor de cabeça), zumbido no ouvido, taquicardia, vômito, diarreia, estomatite, dor abdominal, náusea, urticária, rash, angioedema (alergia), prurido (coceira), febre e pressão arterial baixa.

Reações raras (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Broncoespasmo (chiado no peito), dispneia (falta de ar) e dispepsia (indigestão).

Reações muito raras (ocorrem em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento)

Choque anafilático, reação anafilática/anafilactóide e hemorragia.

Reação com frequência desconhecida

Edema (inchaço) de face.

Em casos raríssimos houve relato de reações severas da pele, como síndrome de Stevens-Johnson e síndrome de Lyell, com relação temporal com a administração da acetilcisteína. Na maioria dos casos havia envolvimento provável de pelo menos uma droga co-suspeita na provocação da síndrome mucocutânea relatada. Por isso, é preciso consultar o médico assim que ocorrer alguma nova alteração na pele ou em membranas mucosas, a acetilcisteína deve ser interrompida imediatamente.

Também já foi descrita redução da agregação plaquetária com o uso da acetilcisteína. O significado clínico desta alteração ainda não está estabelecido.

Se for observada qualquer outra reação não descrita nesta bula, informe seu médico.

Informe ao seu médico, cirurgião dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.

Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

População Especial

Uso em idosos

Devem-se seguir as orientações gerais descritas para o medicamento, salvo em situações especiais.

Uso pediátrico

Agentes mucolíticos podem induzir obstrução respiratória em crianças abaixo de 2 anos. Devido às características fisiológicas das vias aéreas nessa faixa etária, a habilidade de expectorar pode ser limitada. Portanto agentes mucolíticos não devem ser utilizados em crianças com menos de 2 anos de idade.

Este medicamento é contraindicado para crianças menores de 2 anos.

Gravidez e lactação

Há escassez de dados clínicos sobre mulheres expostas à acetilcisteína durante a gravidez. Estudos com animais não sugerem nenhum efeito nocivo, direto ou indireto, na toxicidade reprodutiva. Como medida de precaução, é preferível evitar o uso de Fluiteína na gravidez.

Não há informações disponíveis sobre o efeito da acetilcisteína na fertilidade humana. Estudos em animais não indicaram efeitos nocivos com relação à fertilidade humana nas dosagens recomendadas.

Não há informações disponíveis sobre a excreção da acetilcisteína e seus metabólitos pelo leite materno.

O produto só deve ser usado durante a gravidez e lactação depois de cuidadosa avaliação de riscobenefício.

O risco para criança amamentada não pode ser excluído.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Qual a composição do Fluiteína Xarope?

Cada mL do xarope 20 mg/mL&nbsp;contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center\">Acetilciste&#xED;na</td> <td style=\"text-align:center\">20 mg</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center\">Ve&#xED;culo*</td> <td style=\"text-align:center\">1 mL</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

*Hietelose, sacarina sódica, ciclamato de sódio, propilparabeno, metilparabeno, hidróxido de sódio, essência de framboesa, edetato dissódico di-hidratado, propilenoglicol, água purificada.

Cada mL do xarope 40 mg/mL&nbsp;contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center\">Acetilciste&#xED;na</td> <td style=\"text-align:center\">40 mg</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center\">Ve&#xED;culo*</td> <td style=\"text-align:center\">1 mL</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

*Hietelose, sacarina sódica, ciclamato de sódio, propilparabeno, metilparabeno, hidróxido de sódio, essência de framboesa, edetato dissódico di-hidratado, propilenoglicol, água purificada.

Conteúdo de sacarina sódica por apresentação:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"text-align:center; width:139px\"><strong>-</strong></td> <td style=\"text-align:center; width:155px\"><strong>-</strong></td> <td style=\"width:153px\"> <p style=\"text-align:center\"><strong>Quantidade por mL de xarope</strong></p> </td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:139px\"><strong>Uso</strong></td> <td style=\"text-align:center; width:155px\"><strong>Apresenta&#xE7;&#xE3;o</strong></td> <td style=\"text-align:center; width:153px\"><strong>Sacarina s&#xF3;dica</strong></td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:139px\">Pedi&#xE1;trico (Crian&#xE7;as acima de 2 anos)</td> <td style=\"text-align:center; width:155px\">Xarope 20 mg/mL</td> <td style=\"text-align:center; width:153px\">3,00 mg</td> </tr> <tr> <td style=\"text-align:center; width:139px\">Adulto</td> <td style=\"text-align:center; width:155px\">Xarope 40 mg/mL</td> <td style=\"text-align:center; width:153px\">3,00</td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Apresentação do&nbsp;Fluiteína Xarope

{"tag":"hr","value":" <h3>Xarope para uso oral 20 mg/mL</h3> <p>Embalagens com 100 ml e 120 ml + copo dosador.</p> <h3>Xarope para uso oral 40 mg/mL</h3> <p>Embalagem 120 ml + copo dosador.</p> <p><strong>Uso oral.</strong></p> <p><strong>Uso adulto e pedi&#xE1;trico acima de 2 anos.</strong></p> "}

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Fluiteína Xarope maior do que a recomendada?

Voluntários saudáveis receberam 11,2 g de acetilcisteína diariamente por três meses sem ocorrência de qualquer evento adverso sério. Doses acima de 500 mg de Fluiteína/kg de peso foram bem toleradas sem nenhum sintoma de envenenamento.

A superdosagem pode levar a sintomas gastrintestinais, como náusea, vômito e diarreia.

Não há antídoto específico para a acetilcisteína e o tratamento é sintomático.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Fluiteína Xarope com outros remédios?

Os estudos de interação foram realizados apenas em adultos.

Fluiteína não deve ser administrado concomitantemente com fármacos antitussígenos, pois a redução do reflexo tussígeno pode levar ao acúmulo de secreções brônquicas.

O uso de carvão ativado pode reduzir o efeito de Fluiteína.

Dissolução de formulações de acetilcisteína com outros medicamentos não é recomendada.

Relatos de inativação de antibióticos com acetilcisteína foram encontrados apenas em estudos in vitro&nbsp;onde as substâncias foram misturadas diretamente. Portanto quando o tratamento com antibiótico oral for necessário é recomendado o uso de acetilcisteína oral 2 horas antes ou depois da administração do antibiótico.

A administração concomitante de nitroglicerina e acetilcisteína causam hipotensão significante e, aumentam a dilatação da artéria temporal. Se houver necessidade de tratamento concomitante com nitroglicerina e acetilcisteína, os pacientes devem ser monitorados, pois pode ocorrer hipotensão, inclusive grave, devendo-se ter atenção para a possibilidade de cefaleias (dor de cabeça).

Avise seu médico ou farmacêutico se você usar medicamentos a base de nitrato, em conjunto com o uso de Fluiteína.

O uso concomitante de acetilcisteína e carbamazepina, podem resultar em níveis subterapêuticos de carbamazepina.

Alterações de exames laboratoriais

A acetilcisteína pode interferir no método de ensaio colorimétrico de mensuração do salicilato e interferir também, no teste de cetona na urina.

Interações com alimentos

Até o momento não foi relatada interação entre Fluiteína e alimentos. Não há nenhuma indicação sobre a administração do produto antes ou após as refeições.

Informe ao seu médico ou cirurgião dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Interação alimentícia: posso usar o Fluiteína Xarope com alimentos?

Solução Nasal

Por ser de uso nasal não há interferência entre Acetilcisteína nasal e alimentos.

Injetável

Por ser de uso injetável ou inalatório, não são conhecidas interferências entre o medicamento e alimentos.

Comprimido / Granulado / Xarope

Até o momento não foi relatada interação entre Acetilcisteína e alimentos. Não há nenhuma indicação sobre a administração do produto antes ou após as refeições.

Qual a ação da substância do Fluiteína Xarope (Acetilcisteína)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <h3>Solu&#xE7;&#xE3;o Nasal</h3> <h4>A acetilciste&#xED;na em otorrinolaringologia</h4> <p>Um estudo prospectivo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo avaliou a efic&#xE1;cia de acetilciste&#xED;na com nebulizador por via nasal quatro vezes ao dia em 60 ind&#xED;viduos com diagn&#xF3;stico de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-respiratorio/rinite-alergica/c\" target=\"_blank\">rinite al&#xE9;rgica</a>. Acetilciste&#xED;na era o &#xFA;nico tratamento utilizado em um per&#xED;odo de dois meses. Os participantes que usaram acetilciste&#xED;na relataram menos obstru&#xE7;&#xE3;o nasal, coceira no nariz e rinorreia quando comparados com os que receberam placebo, embora a diferen&#xE7;a fosse significativa (p= 0,028) s&#xF3; no &#xFA;ltimo sintoma (Bousquet J, 2000).</p> <h3>Injet&#xE1;vel</h3> <h4>Compara&#xE7;&#xE3;o da administra&#xE7;&#xE3;o intravenosa e oral</h4> <p>A acetilciste&#xED;na por via intravenosa tem um pico m&#xE1;ximo de concentra&#xE7;&#xE3;o em plasma at&#xE9; 20 vezes maior que uma dose semelhante por via oral (Borgstrom L e <em>cols</em>. 1986).</p> <p>A maior disponibilidade de acetilciste&#xED;na por via intravenosa acontece tanto na forma total como reduzida e poderia ser atribu&#xED;da &#xE0; aus&#xEA;ncia do metabolismo hep&#xE1;tico de primeira passagem que acontece ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral (Olsson B e <em>cols</em>. 1988).</p> <h4>Intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol</h4> <p>A acetilciste&#xED;na &#xE9; recomendada como ant&#xED;doto para a superdose de paracetamol com poss&#xED;vel risco de toxicidade hep&#xE1;tica (Wolf SJ e <em>cols</em>. 2007).</p> <p>Estudo comparou 100 casos de intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol tratados com acetilciste&#xED;na intravenosa e 57 casos que receberam unicamente tratamento de suporte (Prescott LF e <em>cols</em>. 1979). Demonstrou-se uma redu&#xE7;&#xE3;o importante da toxicidade hep&#xE1;tica grave (58% suporte a 2% no grupo acetilciste&#xED;na) quando o tratamento foi administrado nas primeiras 10 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol.</p> <p>Em um estudo de coorte que avaliou 4084 pacientes intoxicados por paracetamol, foram comparados os pacientes que receberam regime de acetilciste&#xED;na por via oral (regime de 72 horas) e por via intravenosa (regime de 20 h). Os pacientes que receberam tratamento endovenoso nas primeiras 12 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol tiveram menor toxicidade hep&#xE1;tica (RR 0,54, CI95% 0,38 a 0,75 &#xE0;s 4 horas; RR 0.84, CI95% 0,71 a 1,00 &#xE0;s 12 horas e 12 minutos). Entre 12 e 18 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, o tratamento endovenoso com acetilciste&#xED;na diminuiu a toxicidade hep&#xE1;tica de forma semelhante ao tratamento oral. Ainda &#xE9; destacada a vantagem de poder utilizar o tratamento endovenoso em pacientes que apresentam v&#xF4;mitos (Yarema MC e <em>cols</em>. 2009). Em estudo com pacientes pedi&#xE1;tricos, a acetilciste&#xED;na intravenosa por 52 horas mostrou efic&#xE1;cia semelhante ao regime com acetilciste&#xED;na oral por 72 horas (Perry HE e Shannon MW. 1998).</p> <h4>A acetilciste&#xED;na na S&#xED;ndrome do Desconforto Respirat&#xF3;rio do Adulto</h4> <p>Estudo controlado em pacientes com S&#xED;ndrome do Desconforto Respirat&#xF3;rio do Adulto avaliou 32 pacientes que receberam acetilciste&#xED;na por via intravenosa e 29 que receberam placebo por infus&#xE3;o cont&#xED;nua nas 72 horas posteriores &#xE0; sua admiss&#xE3;o em terapia intensiva. Os pacientes que receberam acetilciste&#xED;na tiveram melhora r&#xE1;pida nos &#xED;ndices de oxigena&#xE7;&#xE3;o, com diminui&#xE7;&#xE3;o significativa no suporte ventilat&#xF3;rio mec&#xE2;nico no segundo e terceiro dia de tratamento (Suter PM e <em>cols</em>. 1994).</p> <h4>Uso da acetilciste&#xED;na nas atelectasias pulmonares</h4> <p>Pacientes com atelectasias pulmonares foram tratados com lavagem broncosc&#xF3;pica com solu&#xE7;&#xE3;o salina fisiol&#xF3;gica e acetilciste&#xED;na na propor&#xE7;&#xE3;o de 7:3. Resultados radiol&#xF3;gicos positivos foram vistos no seguimento de 48 dos 51 pacientes tratados. Houve completa regress&#xE3;o da <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-atelectasia-pulmonar-tipos-fisioterapia-tem-cura/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">atelectasia</a> em 37 casos e regress&#xE3;o parcial em 11 casos. Entretanto, houve recorr&#xEA;ncia da atelectasia em 8 casos nas 48 horas seguintes (Perruchoud A e <em>cols</em>. 1980).</p> <h4>Instila&#xE7;&#xE3;o de acetilciste&#xED;na para a <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-respiratorio/sinusite/c\" target=\"_blank\">sinusite</a> cr&#xF4;nica</h4> <p>Uma solu&#xE7;&#xE3;o da associa&#xE7;&#xE3;o de 300 mg de acetilciste&#xED;na e 750 mg de <a href=\"https://consultaremedios.com.br/tianfenicol/bula\" target=\"_blank\">tianfenicol</a> foi usada para realizar instila&#xE7;&#xE3;o local ap&#xF3;s lavagem e drenagem dos seios paranasais em 498 pacientes com sinusite maxilar cr&#xF4;nica. Os pacientes foram tratados at&#xE9; se obter uma lavagem limpa ou uma sinumanometria normal. Em 36,25% dos casos, houve regress&#xE3;o completa do quadro de sinusite cr&#xF4;nica, sem necessidade de interven&#xE7;&#xF5;es adicionais, inclusive cir&#xFA;rgicas (Bertrand B e Eloy P. 1993).</p> <h3>Comprimido / Granulado / Xarope</h3> <h4>Bronquite aguda</h4> <p>Um estudo multic&#xEA;ntrico, prospectivo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo avaliou a efic&#xE1;cia de acetilciste&#xED;na 200 mg 3x/dia via oral formula&#xE7;&#xE3;o granulada por 10 dias no tratamento de 215 pacientes com bronquite aguda. Os participantes foram divididos em tr&#xEA;s grupos de acordo com a presen&#xE7;a ou aus&#xEA;ncia de doen&#xE7;as respirat&#xF3;rias cr&#xF4;nicas (Brocard H. e <em>cols</em>, 1980). Os par&#xE2;metros avaliados (volume e viscosidade da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, intensidade da tosse e pico de fluxo expirat&#xF3;rio) evidenciaram resultados favor&#xE1;veis ao uso de acetilciste&#xED;na de modo significativo, em especial no grupo de participantes com bronquite aguda sem doen&#xE7;a respirat&#xF3;ria cr&#xF4;nica pr&#xE9;via. Ressalta-se entre os dados do estudo o aumento inicial e transit&#xF3;rio significativo de secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria entre os pacientes que utilizaram acetilciste&#xED;na. Entre os pacientes tratados apenas com antibi&#xF3;ticos no grupo placebo, houve decl&#xED;nio gradual do volume de secre&#xE7;&#xE3;o desde o in&#xED;cio do tratamento. Isso refor&#xE7;a a hip&#xF3;tese do efeito positivo de drenagem da secre&#xE7;&#xE3;o devido &#xE0; fluidifica&#xE7;&#xE3;o pelo uso de acetilciste&#xED;na (Brocard H. e <em>cols</em>, 1980).</p> <h4>Bronquite cr&#xF4;nica</h4> <p>Pacientes com bronquite cr&#xF4;nica foram avaliados em um estudo multic&#xEA;ntrico, prospectivo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo e, neste estudo foram inclu&#xED;dos 744 pacientes. Os par&#xE2;metros estudados foram: quantidade e viscosidade da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, dificuldade de expectora&#xE7;&#xE3;o, intensidade da tosse e epis&#xF3;dios de exacerba&#xE7;&#xE3;o em um per&#xED;odo de 6 meses. Os resultados positivos foram estatisticamente significantes em favor do grupo que usou acetilciste&#xED;na 200 mg 2x/dia formula&#xE7;&#xE3;o granulada via oral em todos os itens analisados (Multicenter Study Group, 1980).</p> <p>Um outro estudo foi realizado em pacientes com bronquite cr&#xF4;nica. Este estudo aberto e n&#xE3;o comparativo avaliou 1392 pacientes (por protocolo) com diagn&#xF3;stico de bronquite cr&#xF4;nica em uso de acetilciste&#xED;na 200 mg 3x/dia formula&#xE7;&#xE3;o granulada via oral por 2 meses. Foram analisados viscosidade e aspecto da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, dificuldade de expectora&#xE7;&#xE3;o e intensidade da tosse (Tattersall A. B. e <em>cols</em>, 1983).</p> <p>Ap&#xF3;s 2 meses de tratamento com acetilciste&#xED;na, observou-se uma melhoria na viscosidade da expectora&#xE7;&#xE3;o em 80% dos casos, do car&#xE1;ter da expectora&#xE7;&#xE3;o em 59%, da dificuldade para expectorar em 74% e da gravidade da tosse em 71%. Os resultados confirmam a efic&#xE1;cia da acetilciste&#xED;na sobre os par&#xE2;metros relacionados com a hipersecre&#xE7;&#xE3;o br&#xF4;nquica. Para al&#xE9;m de toda a sintomatologia cl&#xED;nica referida, o desenvolvimento da bronquite cr&#xF4;nica &#xE9; frequentemente associado &#xE0; exist&#xEA;ncia de exacerba&#xE7;&#xF5;es agudas recorrentes do seu processo br&#xF4;nquico, as quais determinam um agravamento da referida sintomatologia (Tattersall A. B. e <em>cols</em>, 1983).</p> <p>A microbiota existente na secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria foi avaliada em um estudo aberto com 22 fumantes sem bronquite cr&#xF4;nica, 19 fumantes com bronquite cr&#xF4;nica e doen&#xE7;a pulmonar obstrutiva cr&#xF4;nica e 14 n&#xE3;o fumantes saud&#xE1;veis, atrav&#xE9;s de broncoscopia e cultura de escovado br&#xF4;nquico com escova protegida. O uso de acetilciste&#xED;na por via oral foi considerado na an&#xE1;lise. N&#xE3;o se verificou diferen&#xE7;a estatisticamente significante em faixas mais baixas na porcentagem de indiv&#xED;duos com cultura positiva entre os grupos. Entre os fatores analisados, o uso de acetilciste&#xED;na via oral foi o &#xFA;nico fator independente a influenciar os resultados bacteriol&#xF3;gicos. O grupo de pacientes com obstru&#xE7;&#xE3;o cr&#xF4;nica das vias a&#xE9;reas em uso de acetilciste&#xED;na via oral teve uma porcentagem menor estatisticamente significante de culturas bacterianas positivas quando comparado ao mesmo grupo que n&#xE3;o fazia uso da medica&#xE7;&#xE3;o (Riise GC e <em>cols, 1994)</em>.</p> <h4>A acetilciste&#xED;na na pediatria</h4> <p>A acetilciste&#xED;na em crian&#xE7;as foi avaliada em um estudo prospectivo, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo. Este estudo avaliou a acetilciste&#xED;na via oral em 50 crian&#xE7;as com infec&#xE7;&#xE3;o aguda das vias respirat&#xF3;rias. Al&#xE9;m do tratamento com antibi&#xF3;tico, as crian&#xE7;as recebiam acetilciste&#xED;na via oral na forma granulada com dose ajustada para idade (100 mg at&#xE9; 2 anos, 200 mg entre 2 e 4 anos e 300 mg acima de 4 anos) ou placebo por 6 dias. Verificaram-se diferen&#xE7;as estatisticamente significantes dos par&#xE2;metros estudados (<a href=\"https://consultaremedios.com.br/dor-febre-e-contusao/c\" target=\"_blank\">febre</a>, ru&#xED;dos respirat&#xF3;rios e tosse) em favor do uso da acetilciste&#xED;na (Biscatti G. e <em>cols</em>, 1972).</p> <h4>Intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol</h4> <p>Diversos estudos cl&#xED;nicos realizados mostraram o efeito protetor da acetilciste&#xED;na sobre o <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/figado/c\" target=\"_blank\">f&#xED;gado</a> dos pacientes intoxicados por paracetamol (Petterson R.G. e <em>cols</em>, 1977; Prescott L.F. <em>e cols</em>, 1977, 1981; Rumack B.H. e <em>cols</em>, 1981; Harrison P.H. e <em>cols</em>, 1990).</p> <p>Um estudo retrospectivo descreve o desfecho de 2540 pacientes suspeitos de overdose de paracetamol. Os pacientes foram tratados com uma dose oral inicial de 140mg/kg de acetilciste&#xED;na seguida por doses de 70 mg/kg a cada 4 horas por 3 dias.</p> <p>Hepatoxicidade foi verificada em 6,1% dos pacientes que tiveram o esquema detratamento de acetilciste&#xED;na por via oral iniciado at&#xE9; 10 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol e em 26,4% dos pacientes quando a acetilciste&#xED;na foi iniciada entre 10 e 24 horas. Entre os pacientes de alto risco que tiveram o esquema de acetilciste&#xED;na iniciado entre 16 e 24 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, 41% desenvolveram hepatoxicidade. Quando iniciada at&#xE9; 8 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, a acetilciste&#xED;na exerceu efeito hepatoprotetor independente da concentra&#xE7;&#xE3;o s&#xE9;rica de paracetamol (Smilkstein MJ. e <em>cols</em>, 1988).</p> <h4>Doen&#xE7;a Pulmonar Obstrutiva Cr&#xF4;nica (DPOC)</h4> <p>Um estudo prospectivo randomizado, duplo-cego, duplo-mascarado, controlado por placebo avaliou 123 pacientes com exacerba&#xE7;&#xE3;o aguda de DPOC.</p> <p>Duas doses de acetilciste&#xED;na foram utilizadas (1200 mg/dia e 600 mg/dia) com o objetivo principal de avaliar a propor&#xE7;&#xE3;o de pacientes com prote&#xED;na C reativa (<a href=\"https://minutosaudavel.com.br/proteina-c-reativa-pcr/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">PCR</a>) em n&#xED;veis normais ap&#xF3;s 10 dias de tratamento. (Zuin R. e <em>cols</em>, 2005).</p> <p>Entre os pacientes com PCR em n&#xED;veis aumentados, uma maior propor&#xE7;&#xE3;o estatisticamente significante de pacientes que tomaram acetilciste&#xED;na tiveram seus n&#xED;veis s&#xE9;ricos de PCR normalizados ap&#xF3;s 10 dias. O uso de 1200 mg/dia de acetilciste&#xED;na foi mais eficaz que o uso de 600 mg/dia.</p> <p>Ambas as dosagens foram mais eficazes que placebo na melhora cl&#xED;nica e de fun&#xE7;&#xE3;o pulmonar avaliada por pico de fluxo expirat&#xF3;rio. &#xC9; especulado que o efeito de acetilciste&#xED;na nos marcadores inflamat&#xF3;rios pode ser devido &#xE0;s propriedades mucol&#xED;tica e <a href=\"https://consultaremedios.com.br/vitaminas-e-minerais/antioxidante/c\" target=\"_blank\">antioxidante</a> (Zuin R. e <em>cols</em>, 2005).</p> <h4>Fibrose C&#xED;stica</h4> <p>Pacientes com fibrose c&#xED;stica foram avaliados em um estudo aberto com 76 pacientes entre crian&#xE7;as e adultos. Este estudo analisou a utiliza&#xE7;&#xE3;o de acetilciste&#xED;na via oral em doses variadas de acordo com a idade ap&#xF3;s a utiliza&#xE7;&#xE3;o de acetilciste&#xED;na inalat&#xF3;ria por pelo menos 1 ano (Stephan U. e <em>cols</em>, 1980).</p> <h5>Foram analisados aspectos como tosse, caracter&#xED;sticas da secre&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria, radiografia de t&#xF3;rax e percentis de peso e altura. Concluiu-se que ap&#xF3;s a troca da via de administra&#xE7;&#xE3;o da acetilciste&#xED;na de inalat&#xF3;ria para oral:</h5> <ul> <li>Os sintomas respirat&#xF3;rios melhoraram ou se mantiveram inalterados;</li> <li>A acetilciste&#xED;na via oral pode substituir a via inalat&#xF3;ria quando o tratamento n&#xE3;o estiver se mostrando eficaz;</li> <li>Mesmo que o tratamento via inalat&#xF3;ria esteja sendo eficaz, o tratamento via oral &#xE9; pelo menos n&#xE3;o inferior;</li> <li>A administra&#xE7;&#xE3;o via oral tem vantagens relacionadas &#xE0; facilidade de aplica&#xE7;&#xE3;o da medica&#xE7;&#xE3;o, menor custo e aus&#xEA;ncia dos eventos adversos comuns &#xE0;s medica&#xE7;&#xF5;es de uso inalat&#xF3;rio.</li> </ul> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Solu&#xE7;&#xE3;o Nasal</h3> <h4>Farmacodin&#xE2;mica</h4> <p>O princ&#xED;pio ativo Acetilciste&#xED;na exerce intensa a&#xE7;&#xE3;o mucol&#xED;tico-fluidificante das secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas, despolimerizando os complexos mucoprote&#xED;cos e os &#xE1;cidos nucl&#xE9;icos que d&#xE3;o viscosidade ao escarro e &#xE0;s outras, al&#xE9;m de melhorar a depura&#xE7;&#xE3;o mucociliar. Estas atividades tornam Acetilciste&#xED;na particularmente adequado para o tratamento das afec&#xE7;&#xF5;es agudas e cr&#xF4;nicas do <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-respiratorio/c\" target=\"_blank\">aparelho respirat&#xF3;rio</a> caracterizadas por secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas densas e viscosas.</p> <p>Al&#xE9;m disso, a acetilciste&#xED;na exerce a&#xE7;&#xE3;o antioxidante direta, sendo dotada de um grupo tiol livre (-SH) nucleof&#xED;lico em condi&#xE7;&#xF5;es de interagir diretamente com os grupos eletrof&#xED;licos dos radicais oxidantes. A estrutura da sua mol&#xE9;cula lhe permite, al&#xE9;m disso, atravessar facilmente as membranas celulares. No interior da c&#xE9;lula, a acetilciste&#xED;na &#xE9; desacetilada, ficando assim dispon&#xED;vel a L-ciste&#xED;na, amino&#xE1;cido indispens&#xE1;vel para a s&#xED;ntese da glutationa (GSH). O GSH &#xE9; um tripept&#xED;dio extremamente reativo que se encontra difundido por igual nos diversos tecidos dos organismos animais e &#xE9; essencial para a manuten&#xE7;&#xE3;o da capacidade funcional e da integridade da morfologia celular, pois &#xE9; o mecanismo mais importante de defesa intracelular contra os radicais oxidantes (tanto ex&#xF3;genos como end&#xF3;genos) e contra numerosas subst&#xE2;ncias citot&#xF3;xicas.</p> <p>A acetilcist&#xE9;ina tem demonstrado ser essencial no controle de v&#xE1;rias condi&#xE7;&#xF5;es patol&#xF3;gicas relacionadas ao stress oxidativo, como bronquite aguda e bronquite cr&#xF4;nica.</p> <p>A efic&#xE1;cia terap&#xEA;utica da acetilciste&#xED;na nos processos inflamat&#xF3;rios nasais como a rinite &#xE9; interpretada como sendo devida a sua a&#xE7;&#xE3;o farmacol&#xF3;gica. A redu&#xE7;&#xE3;o da viscosidade do muco facilita a remo&#xE7;&#xE3;o e evita a evolu&#xE7;&#xE3;o para a infec&#xE7;&#xE3;o (sinusite).</p> <p>O efeito antiinflamat&#xF3;rio/antioxidante ocorre atrav&#xE9;s da ciste&#xED;na, precursora da glutationa. A ciste&#xED;na &#xE9; considerada um dos mais importantes antioxidantes presentes na c&#xE9;lula, agindo atrav&#xE9;s da inibi&#xE7;&#xE3;o da quimiotaxia de neutr&#xF3;filos.</p> <p>A acetilciste&#xED;na inibe a produ&#xE7;&#xE3;o de citocinas induzidas por lipopolissacar&#xED;deos ou CD40L das c&#xE9;lulas dendr&#xED;ticas, uma linhagem celular especializada muito importante nas doen&#xE7;as al&#xE9;rgicas. A acetilciste&#xED;na inibe a express&#xE3;o de mol&#xE9;culas coestimuladoras que liberam sinais necess&#xE1;rios para a ativa&#xE7;&#xE3;o dos linf&#xF3;citos T.</p> <p>Foi demonstrado que a rinite al&#xE9;rgica e a asma s&#xE3;o doen&#xE7;as inflamat&#xF3;rias cr&#xF4;nicas das vias a&#xE9;reas, onde uma produ&#xE7;&#xE3;o excessiva de esp&#xE9;cies reativas de oxig&#xEA;nio e o mecanismo antioxidante end&#xF3;geno est&#xE3;o presentes. Conclui-se que uma terapia antioxidante pode ser ben&#xE9;fica.</p> <p>Os dados<em> in vitro</em> da acetilciste&#xED;na na fun&#xE7;&#xE3;o celular do sistema imune, e em particular os dados recentes das c&#xE9;lulas dendr&#xED;ticas e <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/eosinofilos/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">eosin&#xF3;filos</a> humanos, apontaram que a administra&#xE7;&#xE3;o isolada de acetilciste&#xED;na na mucosa nasal pode ter um efeito antiinflamat&#xF3;rio/antioxidante em condi&#xE7;&#xF5;es al&#xE9;rgicas. A administra&#xE7;&#xE3;o t&#xF3;pica diretamente no tecido inflamado torna o efeito poss&#xED;vel devido &#xE0; alta concentra&#xE7;&#xE3;o local, al&#xE9;m de efeito imunomodulador.</p> <h4>Farmacocin&#xE9;tica</h4> <p>Acetilciste&#xED;na nasal pode ser absorvido sistemicamente atrav&#xE9;s da mucosa nasal e do trato gastrintestinal ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o intranasa.</p> <h3>Injet&#xE1;vel</h3> <h4>Farmacodin&#xE2;mica</h4> <p>O princ&#xED;pio ativo Acetilciste&#xED;na &#xE9; a acetilciste&#xED;na exerce intensa a&#xE7;&#xE3;o mucol&#xED;tico fluidificante das secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas, despolimerizando os complexos mucoprote&#xED;cos e os &#xE1;cidos nucl&#xE9;icos que d&#xE3;o viscosidade ao escarro e &#xE0;s outras secre&#xE7;&#xF5;es, al&#xE9;m de melhorar a depura&#xE7;&#xE3;o mucociliar. Estas atividades tornam Acetilciste&#xED;na particularmente adequado para o tratamento das afec&#xE7;&#xF5;es agudas e cr&#xF4;nicas do aparelho respirat&#xF3;rio caracterizadas por secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas densas e viscosas.</p> <p>Al&#xE9;m disso, a acetilciste&#xED;na exerce a&#xE7;&#xE3;o antioxidante direta, sendo dotada de um grupo tiol livre (-SH) nucleof&#xED;lico em condi&#xE7;&#xF5;es de interagir diretamente com os grupos eletrof&#xED;licos dos radicais oxidantes. De particular interesse &#xE9; a recente demonstra&#xE7;&#xE3;o de que a acetilciste&#xED;na protege a alfa-1-antitripsina, enzima inibidora da elastase, de ser inativada pelo &#xE1;cido hipocloroso (HClO), potente agente oxidante que &#xE9; produzido pela enzima mieloperoxidase dos fag&#xF3;citos ativados. A estrutura da sua mol&#xE9;cula lhe permite, al&#xE9;m disso, atravessar facilmente as membranas celulares. No interior da c&#xE9;lula, a acetilciste&#xED;na &#xE9; desacetilada, ficando assim dispon&#xED;vel a L-ciste&#xED;na, amino&#xE1;cido indispens&#xE1;vel para a s&#xED;ntese da glutationa (GSH).</p> <p>O GSH &#xE9; um tripept&#xED;dio extremamente reativo que se encontra difundido por igual nos diversos tecidos dos organismos animais e &#xE9; essencial para a manuten&#xE7;&#xE3;o da capacidade funcional e da integridade da morfologia celular, pois &#xE9; o mecanismo mais importante de defesa intracelular contra os radicais oxidantes (tanto ex&#xF3;genos como end&#xF3;genos) e contra numerosas subst&#xE2;ncias citot&#xF3;xicas, incluindo o paracetamol.</p> <p>O paracetamol exerce sua a&#xE7;&#xE3;o citot&#xF3;xica pelo empobrecimento progressivo de GSH.</p> <p>A acetilciste&#xED;na desempenha seu principal papel mantendo n&#xED;veis adequados de GSH, contribuindo, assim para a prote&#xE7;&#xE3;o celular. Portanto a acetilciste&#xED;na &#xE9; um ant&#xED;doto espec&#xED;fico para intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol.</p> <p>A acetilciste&#xED;na reduz a toxicidade hep&#xE1;tica do NAPQI (N-acetil-p-benzoquinonaimina), o metab&#xF3;lito intermedi&#xE1;rio altamente reativo ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de uma alta dose de paracetamol, pelos seguintes mecanismos:</p> <p>A acetilciste&#xED;na atua como um precursor para a s&#xED;ntese de glutationa e, portanto, mant&#xE9;m a glutationa celular em um n&#xED;vel suficiente para inativar o NAPQI. Acredita-se que este seja o principal mecanismo pelo qual a acetilciste&#xED;na atua nos est&#xE1;gios iniciais da toxicidade do paracetamol, com benef&#xED;cio observado principalmente em pacientes tratados dentro de 8-10 horas ap&#xF3;s a superdosagem.</p> <p>Quando o tratamento com acetilciste&#xED;na &#xE9; iniciado mais de 8 a 10 horas ap&#xF3;s a sobredosagem de paracetamol, a sua efic&#xE1;cia na preven&#xE7;&#xE3;o da hepatotoxicidade (com base nos indicadores s&#xE9;ricos) diminui progressivamente com o prolongamento do intervalo de tratamento com overdose (o tempo entre a sobredosagem de paracetamol e o in&#xED;cio do tratamento).</p> <p>A acetilciste&#xED;na demonstrou ser ainda eficaz quando a perfus&#xE3;o &#xE9; iniciada at&#xE9; 12 horas ap&#xF3;s a ingest&#xE3;o de paracetamol, quando a maior parte do analg&#xE9;sico ter&#xE1; sido metabolizada no seu metab&#xF3;lito reativo. Nesse est&#xE1;gio, acredita-se que a acetilciste&#xED;na atue reduzindo os grupos tiol oxidados nas enzimas-chave.</p> <p>H&#xE1; evid&#xEA;ncias de que ainda pode ser ben&#xE9;fico quando administrado at&#xE9; 24 horas ap&#xF3;s a superdosagem. Nesta fase tardia da hepatotoxicidade do paracetamol, os efeitos ben&#xE9;ficos da acetilciste&#xED;na podem ser devidos &#xE0; sua capacidade de melhorar a hemodin&#xE2;mica sist&#xEA;mica e o transporte de oxig&#xEA;nio, embora o mecanismo pelo qual isso possa ocorrer ainda n&#xE3;o tenha sido determinado.</p> <h4>Farmacocin&#xE9;tica</h4> <h5>Absor&#xE7;&#xE3;o:</h5> <h6>Administra&#xE7;&#xE3;o Oral</h6> <p>Em humanos, a acetilciste&#xED;na &#xE9; completamente absorvida ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral. Devido ao metabolismo na parede intestinal e o efeito de primeira passagem, a biodisponibilidade da acetilciste&#xED;na ingerida oralmente &#xE9; muito baixa (cerca de 10%). N&#xE3;o foram referidas diferen&#xE7;as entre as v&#xE1;rias formas farmac&#xEA;uticas. Em pacientes com diferentes doen&#xE7;as respirat&#xF3;rias ou card&#xED;acas, a concentra&#xE7;&#xE3;o m&#xE1;xima no plasma &#xE9; obtida entre uma e tr&#xEA;s horas ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o e, os n&#xED;veis permaneceram elevados por um per&#xED;odo de 24 horas.</p> <h6>Administra&#xE7;&#xE3;o Intravenosa como Ant&#xED;doto</h6> <p>Ap&#xF3;s a infus&#xE3;o intravenosa, utilizando a modelagem de 20 horas, os n&#xED;veis plasm&#xE1;ticos de acetilciste&#xED;na atingiram 300-900 mg / L poucos minutos ap&#xF3;s o in&#xED;cio da infus&#xE3;o, diminuindo para 11 - 90mg / L no final da infus&#xE3;o.</p> <h5>Distribui&#xE7;&#xE3;o:</h5> <p>A acetilciste&#xED;na &#xE9; distribu&#xED;da na forma n&#xE3;o metabolizada (20%) e metabolizada - ativa (80%) e, pode ser encontrada principalmente no f&#xED;gado, rins, pulm&#xF5;es e secre&#xE7;&#xF5;es br&#xF4;nquicas.</p> <p>O volume de distribui&#xE7;&#xE3;o da acetilciste&#xED;na varia de 0,33 a 0,47 L/kg. A liga&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/proteinas/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">prote&#xED;nas</a> &#xE9; de cerca de 50% ap&#xF3;s 4 horas da administra&#xE7;&#xE3;o da dose e cai para 20% em 12 horas.</p> <p>N&#xE3;o h&#xE1; informa&#xE7;&#xF5;es sobre se a acetilciste&#xED;na atravessa a barreira hematoencef&#xE1;lica ou se &#xE9; excretada no leite materno.</p> <p>A acetilciste&#xED;na atravessa a placenta.</p> <h5>Metabolismo:</h5> <p>A acetilciste&#xED;na passa por um metabolismo r&#xE1;pido e extensivo na parede intestinal e f&#xED;gado ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral.</p> <p>O composto resultante, ciste&#xED;na, &#xE9; considerado o metab&#xF3;lito ativo. Ap&#xF3;s essa fase de transforma&#xE7;&#xE3;o, a acetilciste&#xED;na e a ciste&#xED;na compartilham a mesma via metab&#xF3;lica.</p> <p>O <em>clearance</em> renal pode representar cerca de 30% do <em>clearance</em> total do organismo. Ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral a meia vida terminal de acetilciste&#xED;na total &#xE9; de 6,25 h.</p> <h5>Excre&#xE7;&#xE3;o:</h5> <p>Ap&#xF3;s uma dose intravenosa &#xFA;nica de acetilciste&#xED;na, a concentra&#xE7;&#xE3;o plasm&#xE1;tica de acetilciste&#xED;na total mostra um decl&#xED;nio poli-exponencial com uma semivida terminal (T1 / 2) de 5,6 horas. A depura&#xE7;&#xE3;o renal foi definida em 0,11 litros / h / kg e pode representar cerca de 30% da depura&#xE7;&#xE3;o corporal total.</p> <h5>Linearidade / N&#xE3;o Linearidade:</h5> <p>A farmacocin&#xE9;tica da acetilciste&#xED;na &#xE9; proporcional &#xE0; dose administrada no intervalo de dose entre 200-3200 mg / m<sup>2</sup> para AUC e C<sub>max</sub>.</p> <h5>Pacientes Pedi&#xE1;tricos:</h5> <p>A meia-vida terminal m&#xE9;dia da acetilciste&#xED;na &#xE9; maior nos neonatos (11 horas) do que nos adultos (5,6 horas) 8,25. Nenhuma informa&#xE7;&#xE3;o est&#xE1; dispon&#xED;vel em outras faixas et&#xE1;rias.</p> <h5>Insufici&#xEA;ncia Hep&#xE1;tica:</h5> <p>Em indiv&#xED;duos com insufici&#xEA;ncia hep&#xE1;tica grave, associada a <a href=\"https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/cirrose/c\" target=\"_blank\">cirrose</a> alco&#xF3;lica (pontua&#xE7;&#xE3;o de 7-14 na escala de Child-Pugh) ou <a href=\"https://consultaremedios.com.br/b/cirrose-biliar-primaria\" target=\"_blank\">cirrose biliar prim&#xE1;ria</a> ou secund&#xE1;ria (5-7 na escala de Child-Pugh), a semi-vida de elimina&#xE7;&#xE3;o (T1 / 2) aumentou 80% a elimina&#xE7;&#xE3;o diminuiu em 30%, em compara&#xE7;&#xE3;o ao grupo controle 8. Insufici&#xEA;ncia renal N&#xE3;o h&#xE1; dados farmacocin&#xE9;ticos dispon&#xED;veis em pacientes com insufici&#xEA;ncia renal.</p> <h4>Dados Pr&#xE9; Clinicos</h4> <p>Os dados n&#xE3;o cl&#xED;nicos n&#xE3;o revelam riscos especiais para o ser humano, com base em estudos convencionais de farmacologia de seguran&#xE7;a, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e toxicidade para a reprodu&#xE7;&#xE3;o e desenvolvimento. O tratamento com altas doses em ratas prenhes e coelhos n&#xE3;o revelou evid&#xEA;ncia de comprometimento da fertilidade feminina ou dano ao feto devido &#xE0; acetilciste&#xED;na. O tratamento de ratos machos durante 15 semanas com acetilciste&#xED;na a uma dose oral considerada suficiente em excesso, em compara&#xE7;&#xE3;o com a dose humana recomendada, n&#xE3;o afetou a fertilidade ou o desempenho reprodutivo geral dos animais.</p> <h3>Comprimido / Granulado / Xarope</h3> <h4>Farmacodin&#xE2;mica</h4> <p>O princ&#xED;pio ativo do Acetilciste&#xED;na &#xE9; a acetilciste&#xED;na, que exerce intensa a&#xE7;&#xE3;o mucol&#xED;tico fluidificante das secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas, despolimerizando os complexos mucoproteicos e os &#xE1;cidos nucl&#xE9;icos que d&#xE3;o viscosidade ao escarro e &#xE0;s outras secre&#xE7;&#xF5;es, al&#xE9;m de melhorar a depura&#xE7;&#xE3;o mucociliar. Estas atividades tornam Acetilciste&#xED;na particularmente adequado para o tratamento das afec&#xE7;&#xF5;es agudas e cr&#xF4;nicas do aparelho respirat&#xF3;rio caracterizadas por secre&#xE7;&#xF5;es mucosas e mucopurulentas densas e viscosas.</p> <p>Al&#xE9;m disso, a acetilciste&#xED;na exerce a&#xE7;&#xE3;o antioxidante direta, sendo dotada de um grupo tiol livre (-SH) nucleof&#xED;lico em condi&#xE7;&#xF5;es de interagir diretamente com os grupos eletrof&#xED;licos dos radicais oxidantes. De particular interesse &#xE9; a recente demonstra&#xE7;&#xE3;o de que a acetilciste&#xED;na protege a alfa-1-antitripsina, enzima inibidora da elastase, de ser inativada pelo &#xE1;cido hipocloroso (HClO), potente agente oxidante que &#xE9; produzido pela enzima mieloperoxidase dos fag&#xF3;citos ativados. A estrutura da sua mol&#xE9;cula lhe permite, al&#xE9;m disso, atravessar facilmente as membranas celulares. No interior da c&#xE9;lula, a acetilciste&#xED;na &#xE9; desacetilada, ficando assim dispon&#xED;vel a L-ciste&#xED;na, amino&#xE1;cido indispens&#xE1;vel para a s&#xED;ntese da glutationa (GSH).</p> <p>O GSH &#xE9; um tripept&#xED;dio extremamente reativo que se encontra difundido por igual nos diversos tecidos dos organismos animais e &#xE9; essencial para a manuten&#xE7;&#xE3;o da capacidade funcional e da integridade da morfologia celular, pois &#xE9; o mecanismo mais importante de defesa intracelular contra os radicais oxidantes (tanto ex&#xF3;genos como end&#xF3;genos) e contra numerosas subst&#xE2;ncias citot&#xF3;xicas, incluindo o paracetamol.</p> <p>O paracetamol exerce sua a&#xE7;&#xE3;o citot&#xF3;xica pelo empobrecimento progressivo de GSH. A acetilciste&#xED;na desempenha seu principal papel mantendo n&#xED;veis adequados de GSH, contribuindo, assim para a prote&#xE7;&#xE3;o celular. Portanto a acetilciste&#xED;na &#xE9; um ant&#xED;doto espec&#xED;fico para intoxica&#xE7;&#xE3;o por paracetamol.</p> <h4>Farmacocin&#xE9;tica</h4> <h5>Absor&#xE7;&#xE3;o:</h5> <p>Em humanos, a acetilciste&#xED;na &#xE9; completamente absorvida ap&#xF3;s administra&#xE7;&#xE3;o oral.</p> <p>Devido ao metabolismo na parede intestinal e o efeito de primeira passagem, a biodisponibilidade da acetilciste&#xED;na ingerida oralmente &#xE9; muito baixa (cerca de 10%). N&#xE3;o foram referidas diferen&#xE7;as entre as v&#xE1;rias formas farmac&#xEA;uticas. Em pacientes com diferentes doen&#xE7;as respirat&#xF3;rias ou card&#xED;acas, a concentra&#xE7;&#xE3;o m&#xE1;xima no plasma &#xE9; obtida entre duas a tr&#xEA;s horas ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o e os n&#xED;veis permaneceram elevados por um per&#xED;odo de 24 horas.</p> <h5>Distribui&#xE7;&#xE3;o:</h5> <p>A acetilciste&#xED;na &#xE9; distribu&#xED;da na forma n&#xE3;o metabolizada (20%) e metabolizada - ativa (80%) e pode se encontrada principalmente no f&#xED;gado, rins, pulm&#xF5;es e secre&#xE7;&#xF5;es br&#xF4;nquicas.</p> <p>O volume de distribui&#xE7;&#xE3;o da acetilciste&#xED;na varia de 0,33 a 0,47 L/kg. A liga&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s prote&#xED;nas &#xE9; de cerca de 50% ap&#xF3;s 4 horas da administra&#xE7;&#xE3;o da dose e cai para 20% em 12 horas.</p> <h5>Metabolismo:</h5> <p>A acetilciste&#xED;napassa por um metabolismo r&#xE1;pido e extensivo na parede intestinal e f&#xED;gado ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral.</p> <h5>Excre&#xE7;&#xE3;o:</h5> <p>O composto resultante, ciste&#xED;na, &#xE9; considerado o metab&#xF3;lito ativo. Ap&#xF3;s essa fase de transforma&#xE7;&#xE3;o, a acetilciste&#xED;na e a ciste&#xED;na compartilham a mesma via metab&#xF3;lica.</p> <p>O <em>clearance</em> renal pode representar cerca de 30% do <em>clearance</em> total do organismo. Ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral a meia vida terminal de acetilciste&#xED;na total &#xE9; de 6,25 h.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Fluiteína Xarope?

Manter à temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC). Proteger da luz e manter em lugar seco.

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Fluiteína&nbsp;apresenta-se através de uma solução límpida, incolor, com sabor e odor de framboesa, isento de partículas e impurezas.

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Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Dizeres Legais do Fluiteína Xarope

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Farmacêutico Responsável:
Dr. Ronoel Caza de Dio
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