Eurofarma Betes

1mg, caixa com 30 comprimidos

Princípio ativo
:
Glimepirida
Classe Terapêutica
:
Antidiabéticos Sulfonilouréias Puros
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Venda Sob Prescrição Médica)
Categoria
:
Diabetes
Especialidade
:
Endocrinologia

Bula do medicamento

Betes, para o que é indicado e para o que serve?

Betes® (glimepirida) é indicado para o tratamento oral de diabetes mellitus não insulino-dependente (Tipo 2 ou diabetes do adulto), quando os níveis de glicose não podem ser adequadamente controlados por meio de dieta alimentar, exercícios físicos e redução de peso.

Betes® (glimepirida) pode ser associado a outros antidiabéticos orais que não estimulam a secreção de insulina, como a metformina.

Betes® (glimepirida) pode ser associado à metformina quando os níveis glicêmicos (níveis de açúcar no sangue) não podem ser adequadamente controlados por meio de dieta alimentar, exercícios físicos e uso de Betes® (glimepirida) ou metformina em monoterapia (uso de apenas um medicamento).

Betes® (glimepirida) também pode ser utilizado em associação com insulina.

Quais as contraindicações do Betes?

Betes® (glimepirida) não deve ser utilizado nos seguintes casos:

  • <li>Hipersensibilidade (alergia) &#xE0; glimepirida ou a outras sulfonilureias, outras sulfonamidas ou aos demais componentes da formula&#xE7;&#xE3;o;</li> <li>Durante a gravidez e lacta&#xE7;&#xE3;o.</li>

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Não há experiência suficiente na utilização de Betes® (glimepirida) em pacientes com insuficiência hepática (redução da função do fígado) severa e em pacientes sob diálise. Em pacientes com insuficiência da função hepática severa é indicada a substituição pela insulina, ao menos para se obter um controle metabólico adequado.

Betes® (glimepirida) não deve ser administrado para o tratamento de diabetes mellitus insulino-dependente (Tipo 1, ou seja, para o tratamento de diabéticos com história de cetoacidose), de cetoacidose diabética (uma complicação do diabetes mellitus) ou de pacientes em pré-coma ou coma diabético. Essa condição deve ser tratada com insulina.

Como usar o Betes?

Você deve tomar os comprimidos com líquido, por via oral. Os comprimidos de Betes® (glimepirida) devem ser engolidos sem mastigar e com quantidade suficiente de água (aproximadamente ½ copo).

Posologia do Betes

{"tag":"hr","value":" <p>Em princ&#xED;pio, a dose de Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida) &#xE9; regida pelo n&#xED;vel desej&#xE1;vel de glicose no sangue. A dose de glimepirida deve ser a menor poss&#xED;vel que seja suficiente para atingir o controle metab&#xF3;lico desejado.</p> <p>Durante o tratamento com Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida), os n&#xED;veis de glicose no sangue e na urina devem ser medidos regularmente. Al&#xE9;m disso, recomenda-se que sejam realizadas determina&#xE7;&#xF5;es regulares da <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-hemoglobina-glicada-e-valores-de-referencia-do-exame/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">hemoglobina glicada</a>.</p> <h3>A dose inicial usual</h3> <p>&#xC9; de 1 mg de glimepirida diariamente. Se necess&#xE1;rio, esta dose di&#xE1;ria poder&#xE1; ser aumentada. Recomenda-se que tal aumento se fa&#xE7;a de acordo com o controle do n&#xED;vel de glicose no sangue e de forma gradual, em intervalos de 1 a 2 semanas, de acordo com as seguintes etapas: 1 mg, 2 mg, 3 mg, 4 mg, 6 mg.</p> <h3>A dose inicial usual para pacientes com diabetes bem controlado</h3> <p>&#xC9; de 1 a 4 mg glimepirida ao dia. Doses di&#xE1;rias superiores a 6 mg (at&#xE9; 8 mg) somente s&#xE3;o eficazes para uma minoria de pacientes; portanto doses superiores n&#xE3;o devem ser utilizadas.</p> <p>A distribui&#xE7;&#xE3;o e hor&#xE1;rio das doses s&#xE3;o determinados pelo m&#xE9;dico, levando-se em considera&#xE7;&#xE3;o o estilo de vida atual do paciente.</p> <p>Normalmente, uma &#xFA;nica dose di&#xE1;ria de Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida) &#xE9; suficiente. Recomenda-se administrar imediatamente antes da primeira refei&#xE7;&#xE3;o substancial ou da primeira refei&#xE7;&#xE3;o principal. &#xC9; muito importante alimentar-se bem ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o da medica&#xE7;&#xE3;o.</p> <h3>Ajuste secund&#xE1;rio da dose</h3> <p>A sensibilidade &#xE0; insulina aumenta &#xE0; medida que melhora o controle do diabetes; portanto, as necessidades de glimepirida podem diminuir durante o tratamento. Para evitar <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/hipoglicemia/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">hipoglicemia</a>, deve-se considerar oportuna uma redu&#xE7;&#xE3;o tempor&#xE1;ria na dose ou interrup&#xE7;&#xE3;o da terapia com Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida).</p> <p>Um ajuste de dose dever&#xE1; ser considerado caso ocorram mudan&#xE7;as no peso ou no estilo de vida do paciente, ou ainda na ocorr&#xEA;ncia de outros fatores que aumentem a susceptibilidade para hipo ou <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-hiperglicemia-sintomas-tratamento-e-consequencias/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">hiperglicemia</a>.</p> <h3>Dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento</h3> <p>O tratamento com Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida) &#xE9; de longa dura&#xE7;&#xE3;o, dependente da resposta e evolu&#xE7;&#xE3;o do paciente e da conduta e decis&#xE3;o do m&#xE9;dico respons&#xE1;vel.</p> <h3>Substitui&#xE7;&#xE3;o de outros antidiab&#xE9;ticos orais por Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida)</h3> <p>N&#xE3;o h&#xE1; uma exata rela&#xE7;&#xE3;o entre a dose de Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida) e a de outros agentes hipoglicemiantes orais. Quando for&amp;nbsp;substituir a administra&#xE7;&#xE3;o destes agentes por Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida), a dose di&#xE1;ria inicial deve ser de 1 mg; isto &#xE9; aplic&#xE1;vel mesmo quando se parte de doses m&#xE1;ximas de outro agente hipoglicemiante oral. Todo aumento na dose de Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida) deve ser realizado seguindo-se as diretrizes indicadas no item Posologia.</p> <p>Deve-se ter em conta a pot&#xEA;ncia e a dura&#xE7;&#xE3;o da a&#xE7;&#xE3;o do agente hipoglicemiante empregado previamente. Pode ser necess&#xE1;rio interromper o tratamento para evitar efeitos aditivos que aumentariam o risco de hipoglicemia.</p> <p>Em alguns casos de pacientes com diabetes Tipo 2 anteriormente controlados com insulina, uma substitui&#xE7;&#xE3;o por Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida) pode ser indicada. A substitui&#xE7;&#xE3;o geralmente deve ser feita no hospital.</p> <h3>Uso em associa&#xE7;&#xE3;o com metformina</h3> <p>Nos pacientes que n&#xE3;o obtiveram um controle adequado com a dose m&#xE1;xima di&#xE1;ria de glimepirida ou metformina, podese iniciar o tratamento concomitante com ambos agentes antidiab&#xE9;ticos orais. Se a terapia estabelecida tanto com glimepirida quanto com metformina progredir em um mesmo n&#xED;vel de dose, o tratamento adicional com glimepirida ou metformina deve ser iniciado com uma dose baixa, a qual deve ser quantificada dependendo do n&#xED;vel de controle metab&#xF3;lico desejado, at&#xE9; a dose m&#xE1;xima di&#xE1;ria. O tratamento com a associa&#xE7;&#xE3;o deve ser iniciado sob supervis&#xE3;o m&#xE9;dica cuidadosa.</p> <h3>Uso em associa&#xE7;&#xE3;o com insulina</h3> <p>Nos pacientes que n&#xE3;o obtiveram um controle adequado com a dose di&#xE1;ria m&#xE1;xima de Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida), pode-se iniciar o tratamento concomitante com insulina. Deve-se manter a mesma dose de glimepirida e iniciar o tratamento com insulina em dose baixa, aumentando esta dose gradualmente at&#xE9; se alcan&#xE7;ar o n&#xED;vel desejado de controle metab&#xF3;lico. O tratamento com a associa&#xE7;&#xE3;o deve ser iniciado sob supervis&#xE3;o m&#xE9;dica cuidadosa.</p> <p>N&#xE3;o h&#xE1; estudos dos efeitos de Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida) administrado por vias n&#xE3;o recomendadas. Portanto, por seguran&#xE7;a e para garantir a efic&#xE1;cia deste medicamento, a administra&#xE7;&#xE3;o deve ser somente por via oral, conforme recomendado pelo m&#xE9;dico.</p> <h3>Popula&#xE7;&#xF5;es especiais</h3> <h4>Insufici&#xEA;ncia renal</h4> <p>Existe informa&#xE7;&#xE3;o limitada dispon&#xED;vel quanto ao uso de Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida) na insufici&#xEA;ncia renal. Pacientes com insufici&#xEA;ncia da fun&#xE7;&#xE3;o renal podem ser mais sens&#xED;veis aos efeitos hipoglicemiantes de Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida).</p> <h4>Popula&#xE7;&#xE3;o Pedi&#xE1;trica (crian&#xE7;as)</h4> <p>Os dados s&#xE3;o insuficientes para recomendar a utiliza&#xE7;&#xE3;o de glimepirida.</p> <p><strong>Siga a orienta&#xE7;&#xE3;o do seu m&#xE9;dico, respeitando sempre os hor&#xE1;rios, as doses e a dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento. N&#xE3;o interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu m&#xE9;dico. </strong></p> <p><strong>Este medicamento n&#xE3;o deve ser partido, aberto ou mastigado.</strong></p> "}

Como o Betes funciona?

A glimepirida diminui as concentrações sanguíneas da glicose, principalmente pela estimulação da secreção de insulina.

Os picos de redução da glicemia em pacientes diabéticos do tipo 2 ocorreram em 2 a 4 horas após a ingestão do&nbsp;medicamento.

Quais cuidados devo ter ao usar o Betes?

Em situações excepcionais de estresse (como trauma, cirurgia, infecções febris) pode ocorrer uma desregulação do nível sanguíneo de glicose, fazendo-se necessário substituir temporariamente a glimepirida por insulina, a fim de se manter um controle metabólico adequado.

Durante as primeiras semanas de tratamento, o risco da ocorrência de hipoglicemia (diminuição da taxa de açúcar no sangue) pode estar aumentado e necessita de monitorização cuidadosa. Fatores que favorecem a hipoglicemia incluem:

  • <li>Indisposi&#xE7;&#xE3;o (mais comum em pacientes idosos) ou incapacidade para cooperar;</li> <li><a href="https://minutosaudavel.com.br/desnutricao/" rel="noopener" target="_blank">Desnutri&#xE7;&#xE3;o</a> (ingest&#xE3;o insuficiente de nutrientes), refei&#xE7;&#xF5;es irregulares ou refei&#xE7;&#xF5;es suprimidas;</li> <li>Desequil&#xED;brio entre o esfor&#xE7;o f&#xED;sico e ingest&#xE3;o de <a href="https://minutosaudavel.com.br/carboidratos/" rel="noopener" target="_blank">carboidratos</a>;</li> <li>Altera&#xE7;&#xF5;es na dieta;</li> <li>Consumo de &#xE1;lcool, principalmente quando combinado com a falta de refei&#xE7;&#xF5;es;</li> <li>Fun&#xE7;&#xE3;o renal comprometida;</li> <li>Altera&#xE7;&#xE3;o severa da fun&#xE7;&#xE3;o do f&#xED;gado;</li> <li>Superdose com Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida);</li> <li>Algumas altera&#xE7;&#xF5;es descompensadas do sistema end&#xF3;crino que afetam o metabolismo dos carboidratos ou a contrarregula&#xE7;&#xE3;o da hipoglicemia (como, por exemplo, em certas altera&#xE7;&#xF5;es da fun&#xE7;&#xE3;o da <a href="https://consultaremedios.com.br/tireoide/c" target="_blank">tireoide</a> ou na insufici&#xEA;ncia corticoadrenal ou pituit&#xE1;ria anterior);</li> <li>Administra&#xE7;&#xE3;o concomitante de outros medicamentos;</li> <li>Tratamento com Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida) na aus&#xEA;ncia de qualquer indica&#xE7;&#xE3;o.</li>

Caso tais fatores de risco para hipoglicemia estejam presentes, pode ser necessário um ajuste da posologia de Betes® (glimepirida) ou de toda a terapia. Isto também se aplica sempre que ocorrer outra doença durante o tratamento ou alterações no estilo de vida do paciente.

A hipoglicemia pode ser, quase sempre, prontamente controlada pela administração imediata de carboidratos (glicose ou açúcar).

Caso você tenha sido diagnosticado com deficiência de G6PD, informe seu médico, uma vez que medicamentos pertencentes à classe das sulfonilureias podem ocasionar anemia hemolítica (diminuição do número das células vermelhas do sangue, em decorrência da destruição prematura dos mesmos).

Hipoglicemia severa requer tratamento imediato e acompanhamento médico e, em algumas circunstâncias, cuidados&nbsp;hospitalares.

Gravidez e amamentação

Betes® (glimepirida) não deve ser administrado durante a gravidez e amamentação, devido ao risco de dano à criança, portanto, o tratamento deve ser substituído por insulina ou interromper a amamentação. Se você estiver planejando engravidar, deve informar ao médico. Recomenda-se, neste caso, a substituição do tratamento por insulina.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Alterações na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas

Pode ocorrer diminuição do estado de alerta devido à hipoglicemia ou hiperglicemia, especialmente no início ou após alterações no tratamento, ou quando Betes® (glimepirida) não for ingerido regularmente, afetando, por exemplo, a habilidade em conduzir veículos ou operar máquinas.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Betes?

Distúrbios do metabolismo e nutrição

Pode ocorrer hipoglicemia e esta pode ser prolongada. Possíveis sintomas de hipoglicemia incluem cefaleia (dor de cabeça), excesso de apetite, náusea, vômitos, fadiga, insônia, alteração do sono, inquietação, agressividade, prejuízo da concentração, alteração das reações e do estado de alerta, depressão, confusão, alterações na fala, afasia (dificuldade na&nbsp;comunicação, na forma falada e escrita), alterações visuais, tremor, paresias (fraqueza muscular), alterações sensoriais, tontura, sensação de abandono, perda do autocontrole, delírio, convulsões, sonolência e perda da consciência, podendo evoluir para coma, dificuldade de respiração e bradicardia (diminuição da frequência cardíaca).

Além disso, podem estar presentes sudorese (produção e eliminação de suor), pele úmida e fria, ansiedade, taquicardia (aceleração do ritmo cardíaco), hipertensão (pressão alta), palpitação (percepção do batimento do coração), dor peito e arritmias cardíacas (descompasso dos batimentos do coração).

O quadro clínico de um ataque hipoglicêmico severo pode assemelhar-se a um acidente vascular cerebral (derrame cerebral, caracterizada por perda do controle muscular, perda da consciência, tontura e outros sintomas, dependendo da gravidade).

Os sintomas de hipoglicemia quase sempre desaparecem quando esta é corrigida.

Distúrbios oculares

Especialmente no início do tratamento, pode ocorrer alteração visual temporária devido às modificações dos níveis sanguíneos de glicose.

Distúrbios gastrointestinais

Ocasionalmente, podem ocorrer sintomas gastrointestinais como náusea (enjoo), vômito, sensação de pressão ou plenitude gástrica (estômago cheio), dor abdominal e diarreia.

Em casos isolados, pode-se observar hepatite, aumento dos níveis de enzimas hepáticas e/ou colestase (alteração do fluxo da bile) e icterícia (deposição de pigmentos biliares na pele dando uma cor amarela intensa) que podem progredir para insuficiência hepática com risco de vida, mas pode regredir com a suspensão do tratamento.

Disgeusia (alteração ou diminuição do paladar) (frequência desconhecida).

Distúrbios do sangue e sistema linfático

Ocorre raramente trombocitopenia (diminuição no número de plaquetas) e, em casos isolados, leucopenia (redução de leucócitos), anemia hemolítica (diminuição do número de glóbulos vermelhos, leucócitos e plaquetas do sangue em decorrência do aumento da velocidade de destruição destes glóbulos), eritrocitopenia (redução do número de eritrócitos), granulocitopenia (diminuição do número de leucócitos granulares), agranulocitose (diminuição de alguns tipos de leucócitos) ou pancitopenia (deficiência de eritrócitos, leucócitos e plaquetas). Foram relatados em experiência póscomercialização, casos de trombocitopenia (diminuição do número de plaquetas) severa com contagem de plaquetas menor que 10.000/µL e púrpura trombocitopênica (extravasamento de sangue com diminuição no número de plaquetas formando mancha roxa).

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo

Alopecia (perda de cabelos e pelos) (frequência desconhecida).

Outras reações adversas

Ocasionalmente, podem ocorrer reações alérgicas ou pseudoalérgicas como, por exemplo, prurido (coceira), urticária (erupção na pele, geralmente de origem alérgica, que causa coceira) ou erupções. Tais reações leves podem tornar-se graves, acompanhadas por dispneia (dificuldade respiratória) e hipotensão arterial (pressão baixa), algumas vezes evoluindo até choque. Em caso de urticária, o médico deve ser imediatamente informado.

Em casos isolados, pode ocorrer redução da concentração sérica (no sangue) de sódio e vasculite (inflamação da parede de um vaso) alérgica ou alergia na pele devido à luz.

Laboratoriais

A glimepirida, assim como todas as sulfonilureias, pode causar ganho de peso (frequência desconhecida).

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Betes?

Equívocos, como o esquecimento de uma dose, nunca devem ser corrigidos pela administração de uma dose maior.

Medidas para lidar com tais enganos (principalmente esquecer uma dose ou pular uma refeição) ou situações em que a dose não pode ser administrada no horário prescrito, devem ser discutidas e acordadas previamente entre o médico e paciente.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou médico, ou cirurgião-dentista.

Qual a composição do Betes?

Cada comprimido de glimepirida 2 mg contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:228px\"> <p style=\"text-align:center\">Glimepirida</p> </td> <td style=\"width:230px\"> <p style=\"text-align:center\">2 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:228px\"> <p style=\"text-align:center\">Excipientes&amp;nbsp;q.s.p.</p> </td> <td style=\"width:230px\"> <p style=\"text-align:center\">1 comprimido</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Excipientes: lactose monoidratada, celulose microcristalina, povidona, amidoglicolato de sódio, estearato de magnésio, óxido de ferro amarelo.

Cada comprimido de glimepirida 4 mg contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:228px\"> <p style=\"text-align:center\">Glimepirida</p> </td> <td style=\"width:230px\"> <p style=\"text-align:center\">4 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:228px\"> <p style=\"text-align:center\">Excipientes&amp;nbsp;q.s.p.</p> </td> <td style=\"width:230px\"> <p style=\"text-align:center\">1 comprimido</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Excipientes: lactose monoidratada, celulose microcristalina, povidona, amidoglicolato de sódio, estearato de magnésio, óxido de ferro amarelo.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Betes maior do que a recomendada?

Sinais e sintomas

A superdose aguda, assim como o tratamento a longo prazo com alta dose de glimepirida, pode causar hipoglicemia severa com risco de vida.

Tratamento

O médico responsável deve ser informado tão logo a superdose de Betes® (glimepirida) seja descoberta. O paciente deve ingerir açúcar de imediato, se possível na forma de glicose, a não ser que um médico já esteja conduzindo o tratamento da superdose.

A monitorização cuidadosa é essencial até que o médico comprove que o paciente realmente está fora de perigo. Deve-se lembrar que pode ocorrer recidiva (retorno) da hipoglicemia após melhora do quadro inicial.

A hospitalização pode ser necessária em algumas ocasiões, mesmo como medida preventiva. Em particular, superdoses significativas e reações severas com sinais tais como perda da consciência ou outras alterações neurológicas graves, são emergências médicas requerendo tratamento imediato e hospitalização.

Pacientes que tenham ingerido quantidades de Betes® (glimepirida) que representam ameaça à vida, requerem medidas de desintoxicação (por exemplo, lavagem gástrica e carvão medicinal).

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Betes com outros remédios?

Com base na experiência do uso de Betes® (glimepirida) e no que se conhece dos medicamentos de mesma classe, as seguintes interações devem ser consideradas:

Medicamento-medicamento
Aumento do efeito hipoglicemiante e, portanto, em alguns casos, pode ocorrer hipoglicemia quando um dos seguintes fármacos é administrado:
  • <li>Insulina ou outro antidiab&#xE9;tico oral; inibidores da ECA; esteroides anabolizantes e horm&#xF4;nios sexuais masculinos; <a href="https://consultaremedios.com.br/cloranfenicol/bula" target="_blank">cloranfenicol</a>; derivados cumar&#xED;nicos; ciclofosfamidas; disopiramida; fenfluramina; feniramidol; fibratos; <a href="https://consultaremedios.com.br/cloridrato-de-fluoxetina/bula" target="_blank">fluoxetina</a>; guanetidina; <a href="https://consultaremedios.com.br/ifosfamida/bula" target="_blank">ifosfamida</a>; inibidores da MAO; <a href="https://consultaremedios.com.br/miconazol/bula" target="_blank">miconazol</a>; <a href="https://consultaremedios.com.br/fluconazol/bula" target="_blank">fluconazol</a>; &#xE1;cido para-aminosalic&#xED;lico; <a href="https://consultaremedios.com.br/pentoxifilina/bula" target="_blank">pentoxifilina</a> (uso parenteral em doses elevadas); <a href="https://consultaremedios.com.br/fenilbutazona-calcica/bula" target="_blank">fenilbutazona</a>; azapropazona; oxifembutazona; probenicida; quinolonas; salicilatos; sulfimpirazona; claritomicina; <a href="https://consultaremedios.com.br/infeccoes/antibioticos/c" target="_blank">antibi&#xF3;ticos</a> sulfonam&#xED;dicos; tetraciclinas; tritoqualina; trofosfamida.</li>
Redução do efeito hipoglicemiante e, portanto, ocorrência de hiperglicemia quando um dos seguintes fármacos é administrado, por exemplo:
  • <li><a href="https://consultaremedios.com.br/acetazolamida/bula" target="_blank">Acetazolamida</a>; barbit&#xFA;ricos; corticosteroides; <a href="https://consultaremedios.com.br/diazoxido/bula" target="_blank">diaz&#xF3;xido</a>; <a href="https://consultaremedios.com.br/pressao-alta/diureticos/c" target="_blank">diur&#xE9;ticos</a>; <a href="https://consultaremedios.com.br/epinefrina/bula" target="_blank">epinefrina</a> (adrenalina) e outros agentes simpatomim&#xE9;ticos; <a href="https://consultaremedios.com.br/glucagon/bula" target="_blank">glucagon</a>; <a href="https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/laxantes/c" target="_blank">laxantes</a> (ap&#xF3;s uso prolongado), <a href="https://consultaremedios.com.br/acido-nicotinico/bula" target="_blank">&#xE1;cido nicot&#xED;nico</a> (em doses elevadas), estrog&#xEA;nios e progestag&#xEA;nios; fenotiaz&#xED;nicos; <a href="https://consultaremedios.com.br/fenitoina/bula" target="_blank">fenito&#xED;na</a>; <a href="https://consultaremedios.com.br/rifampicina/bula" target="_blank">rifampicina</a>; horm&#xF4;nios da tireoide.</li>

Antagonistas de receptores H2, beta-bloqueadores, clonidina e reserpina podem induzir tanto o aumento quanto a diminuição do efeito hipoglicemiante da glimepirida.

Sob influência de fármacos simpatolíticos, como betabloqueadores, clonidina, guanetidina e reserpina, os sinais da contrarregulação adrenérgica para hipoglicemia podem estar reduzidos ou ausentes.

O uso de Betes® (glimepirida) pode potencializar ou diminuir os efeitos dos derivados cumarínicos.

Sequestrador de ácidos biliares: o colesevelam se liga à glimepirida e reduz sua absorção no trato gastrintestinal.

Nenhuma interação foi observada quando a glimepirida foi tomada, pelo menos, 4 horas antes do colesevelam. Portanto, a glimepirida deve ser administrada, pelo menos, 4 horas antes do colesevelam.

Medicamento-substância química, com destaque para o álcool

Tanto a ingestão crônica como a aguda de álcool pode potencializar ou diminuir a ação hipoglicemiante de Betes® (glimepirida) de maneira imprevisível.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Interação alimentícia: posso usar o Betes com alimentos?

Medicamento-substância química, com destaque para o álcool

Tanto a ingestão crônica como a aguda de álcool podem potencializar ou diminuir a ação hipoglicemiante de Glimepirida de maneira imprevisível.

Qual a ação da substância do Betes (Glimepirida)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <p>A Glimepirida &#xE9; um agente de primeira gera&#xE7;&#xE3;o para o tratamento de pacientes com diabetes <em>mellitus</em> n&#xE3;o insulino-dependentes (DMNID), que n&#xE3;o tiveram sucesso de resposta adequada &#xE0; dieta e aos exerc&#xED;cios. Assim como a metformina, a Glimepirida reduz a glicose do jejum em cerca de 60 mg/dL e a hemoglobina glicosilada&amp;nbsp;em 1,5 a 2,0%. O uso de Glimepirida 1 a 8 mg por dia provocou redu&#xE7;&#xF5;es dose-dependentes nas concentra&#xE7;&#xF5;es da glicose sangu&#xED;nea do jejum e p&#xF3;s-prandial. Esses efeitos se mantiveram por mais de 2 anos, quando a Glimepirida era usada em monoterapia (Anon, 1995a; Higgins, 1995a). A Glimepirida pode ser usada em combina&#xE7;&#xE3;o com metformina ou com insulina se um controle glic&#xEA;mico adequado n&#xE3;o for atingido com a Glimepirida em monoterapia (Anon, 1995a).</p> <h3>Monoterapia</h3> <p>A monoterapia com Glimepirida proporcionou um controle adequado da glicose sangu&#xED;nea em pacientes com diabetes <em>mellitus</em> (DM) tipo 2 precocemente diagnosticados. Em um estudo aberto, prospectivo, randomizado, 14 homens (entre 32 e 75 anos) com diabetes tipo 2 precocemente diagnosticados (glicose plasm&#xE1;tica no jejum-GPJ maior ou igual a 140 mg/dL) receberam Glimepirida 2 mg uma vez ao dia pela manh&#xE3; por 24 semanas. A dosagem era aumentada em 1 mg a cada 2 semanas at&#xE9; um m&#xE1;ximo de 8 mg. Volunt&#xE1;rios sadios com idades semelhantes (n=10) sem hist&#xF3;ria familiar de DM serviu como grupo controle. Uma redu&#xE7;&#xE3;o significativa na GPJ reduziu significativamente com o tratamento com Glimepirida (252 &#xB1; 13 mg/dL para 113 &#xB1; 4 mg/dL, p&amp;nbsp;0,01; controle: 95 &#xB1; 2 mg/dL). O tratamento foi bem tolerado (Kabadi &amp; Kabadi, 2004).</p> <p>Em outro estudo, Glimepirida 1 a 8 mg ao dia foi mais eficaz do que o placebo para o controle do diabetes <em>mellitus</em> n&#xE3;o insulino-dependente (Schade et al, 1998). Neste estudo multic&#xEA;ntrico, paralelo, dose-titulado, 249 pacientes foram designados randomicamente ao tratamento cego com placebo ou Glimepirida 1 mg com titula&#xE7;&#xE3;o a 8mg, se necess&#xE1;rio. A dose permaneceu a mesma durante as 14 pr&#xF3;ximas semanas do estudo. Os n&#xED;veis m&#xE9;dios de glicose plasm&#xE1;tica no jejum (p menos que 0,01) e a hemoglobina glicosilada m&#xE9;dia (p menos que 0,001) foi significativamente menor em pacientes recebendo Glimepirida versus placebo. No final do estudo, 69% dos pacientes tratados com Glimepirida atingiram uma hemoglobina glicosilada menor que 7,2%, comparada a 32% dos pacientes tratados com placebo. Efeitos adversos foram relatados em 11 e 9% dos pacientes tratados com Glimepirida e placebo, respectivamente; tontura, astenia e dor de cabe&#xE7;a ocorreram com a Glimepirida, mas n&#xE3;o houve nenhuma ocorr&#xEA;ncia de hipoglicemia laboratorial relatada. Pacientes tratados com placebo relataram sintomas de hiperglicemia.</p> <p>A administra&#xE7;&#xE3;o de Glimepirida uma vez ao dia foi t&#xE3;o eficaz quanto &#xE0; administra&#xE7;&#xE3;o duas vezes ao dia em pacientes com diabetes <em>mellitus</em> tipo 2. Neste estudo cruzado de 14 semanas (n=161), pacientes foram selecionados randomicamente a receber Glimepirida 3mg duas vezes por semana ou Glimepirida 6mg ao dia por 4 semanas. Uma redu&#xE7;&#xE3;o estatisticamente significativa na concentra&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dia de glicose em 24 h (p=0,018) comparada ao in&#xED;cio do estudo ocorreu em pacientes recebendo Glimepirida 3mg duas vezes ao dia; contudo, a diferen&#xE7;a foi pequena. Os efeitos adversos foram compar&#xE1;veis aos do placebo em ambos os grupos de tratamento (Sonnerberg et al, 1997).</p> <p>A Glimepirida 4 e 8 mg foi mais eficaz do que a Glimepirida 1 mg (p &lt; 0,001) ou o placebo (0,001) na redu&#xE7;&#xE3;o dos n&#xED;veis de glicose p&#xF3;s-prandial e do jejum e da hemoglobina glicosilada (Goldberg et al, 1996). Hipoglicemia sintom&#xE1;tica foi o &#xFA;nico efeito adverso que ocorreu em mais de 5% dos pacientes. Este estudo foi conduzido em pacientes com diabetes <em>mellitus</em> tipo 2 e com uma dura&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dia da doen&#xE7;a de 5 a 7 anos. Todos os pacientes pararam os tratamentos que n&#xE3;o eram apenas a dieta por 3 semanas e ent&#xE3;o foram randomizados a placebo ou Glimepirida 1, 4 ou 8mg. O per&#xED;odo de tratamento foi de 14 semanas. Os resultados confirmam que a dosagem m&#xED;nima &#xE9; 1 mg e que a resposta &#xE9; dose-dependente.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1-(Prod Info Amaryl(R), 1999b 2-Schwartz S, Sievers R, Strange P, et al: Insulin 70/30 mix plus metformin versus triple oral therapy in the treatment of type 2 diabetes after failure of two oral drugs: efficacy, safety, and cost analysis. Diabetes Care 2003a; 26(8):2238-2243.<br> 4-Kabadi MU &amp; Kabadi UM: Effects of glimepiride on insulin secretion and sensitivity in patients with recently diagnosed type 2 diabetes <em>mellitus</em>. Clin Ther 2004; 26(1):63-69.<br> 5-Schade DS, Jovanovic L, &amp; Schneider J: A placebo-controlled, randomized study of glimepiride in patients with Type 2 diabetes <em>mellitus</em> for whom diet therapy is unsuccessful. J Clin Pharmacol 1998; 38:636-641.<br> 6- Sonnenberg GE, Garg DC, Weidler DJ, et al: Short-term comparison of once-versus twice-daily administration of glimepiride in patients with non-insulin-dependent diabetes <em>mellitus</em>. Ann Pharmacother 1997; 31:671-676.<br> 7- Anon: FDC Reports: The Pink Sheet. ; 57:T&amp;G 2-3, December 11, 1995a.<br> 8- Anon: Glimepiride. Drugs Future 1992; 17:774-778.<br> 9- Anon: Glimepiride. Drugs Future 1992a; 17:774-778.<br> 10-Higgins G: Update on antidiabetic treatments in US clinical trials, Inpharma Weekly, Adis International Ltd, Auckland, New Zealand, 1995, pp 924:9.</br></br></br></br></br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <h4>Mecanismo de a&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>Tanto em pessoas saud&#xE1;veis quanto em pacientes com diabetes <em>mellitus</em> Tipo 2, a Glimepirida diminui as concentra&#xE7;&#xF5;es sangu&#xED;neas da glicose, principalmente pela estimula&#xE7;&#xE3;o da secre&#xE7;&#xE3;o de insulina pelas c&#xE9;lulas beta do p&#xE2;ncreas. Este efeito est&#xE1; baseado predominantemente no aumento da resposta das c&#xE9;lulas beta do p&#xE2;ncreas ao est&#xED;mulo fisiol&#xF3;gico da glicose. Ao mesmo tempo em que promove uma redu&#xE7;&#xE3;o equivalente da glicemia, a administra&#xE7;&#xE3;o de baixas doses de Glimepirida em animais e volunt&#xE1;rios sadios leva &#xE0; libera&#xE7;&#xE3;o de menores quantidades de insulina comparativamente a <a href=\"https://consultaremedios.com.br/glibenclamida/bula\" target=\"_blank\">glibenclamida</a>. Este fato sugere a exist&#xEA;ncia de efeitos extra pancre&#xE1;ticos (sensibiliza&#xE7;&#xE3;o &#xE0; insulina e mimetismo da insulina) da Glimepirida.</p> <p>Adicionalmente, quando comparada &#xE0;s outras sulfonilureias, a Glimepirida apresenta menor efeito sobre o <a href=\"https://consultaremedios.com.br/sistema-cardiovascular-circulacao/c\" target=\"_blank\">sistema cardiovascular</a>. A Glimepirida reduz a agrega&#xE7;&#xE3;o plaquet&#xE1;ria (dados de estudos <em>in vitro</em> e em animais) e promove uma redu&#xE7;&#xE3;o marcante na forma&#xE7;&#xE3;o de placas ateroscler&#xF3;ticas (dados de estudos em animais).</p> <h5>Secre&#xE7;&#xE3;o de insulina</h5> <p>Como todas as sulfonilureias, a Glimepirida regula a secre&#xE7;&#xE3;o de insulina atrav&#xE9;s da intera&#xE7;&#xE3;o com os canais de pot&#xE1;ssio sens&#xED;veis &#xE0; ATP presentes na membrana da c&#xE9;lula beta. Contrariamente &#xE0;s outras sulfonilureias, a Glimepirida liga-se especificamente &#xE0; prote&#xED;na 65 kDa, localizada na membrana da c&#xE9;lula beta. Esta intera&#xE7;&#xE3;o da Glimepirida com sua prote&#xED;na ligadora determina a probabilidade do canal de pot&#xE1;ssio sens&#xED;vel a ATP permanecer aberto ou fechado.</p> <p>A Glimepirida fecha o canal de pot&#xE1;ssio, o que induz a despolariza&#xE7;&#xE3;o da c&#xE9;lula beta e resulta na abertura do canal de c&#xE1;lcio sens&#xED;vel &#xE0; voltagem e, consequentemente, no influxo de c&#xE1;lcio para o interior da c&#xE9;lula. Finalmente, o aumento da concentra&#xE7;&#xE3;o intracelular de c&#xE1;lcio ativa a secre&#xE7;&#xE3;o da insulina por meio da exocitose.</p> <p>A Glimepirida se associa e se dissocia da prote&#xED;na ligadora muito mais r&#xE1;pida e frequentemente do que a glibenclamida. Acredita-se que a caracter&#xED;stica alta taxa de associa&#xE7;&#xE3;o/dissocia&#xE7;&#xE3;o da Glimepirida &#xE0; prote&#xED;na ligadora &#xE9; respons&#xE1;vel pelo seu pronunciado efeito de sensibiliza&#xE7;&#xE3;o &#xE0; glicose e pelo efeito de prote&#xE7;&#xE3;o da c&#xE9;lula beta contra a dessensibiliza&#xE7;&#xE3;o e exaust&#xE3;o prematura.</p> <h6>Efeito de sensibiliza&#xE7;&#xE3;o &#xE0; insulina:</h6> <p>A Glimepirida aumenta a a&#xE7;&#xE3;o normal da insulina sobre a absor&#xE7;&#xE3;o perif&#xE9;rica de glicose (dados de estudos em humanos e animais).</p> <h6>Efeitos de mimetismo da insulina:</h6> <p>A Glimepirida mimetiza a a&#xE7;&#xE3;o da insulina na absor&#xE7;&#xE3;o perif&#xE9;rica de glicose e produ&#xE7;&#xE3;o hep&#xE1;tica de glicose.&amp;nbsp;</p> <p>A absor&#xE7;&#xE3;o perif&#xE9;rica de glicose ocorre pelo seu transporte para o interior das c&#xE9;lulas musculares e lip&#xED;dicas. A Glimepirida aumenta diretamente o n&#xFA;mero de mol&#xE9;culas de glicose transportadas pela membrana plasm&#xE1;tica das c&#xE9;lulas musculares e lip&#xED;dicas. O aumento do influxo de glicose leva &#xE0; ativa&#xE7;&#xE3;o da fosfolipase C glicosilfosfatidilinositol-espec&#xED;fica. Como resultado, os n&#xED;veis celulares de AMPc diminuem, causando redu&#xE7;&#xE3;o da atividade da prote&#xED;na quinase A, que, por sua vez, estimula o metabolismo da glicose.</p> <p>A Glimepirida inibe a produ&#xE7;&#xE3;o hep&#xE1;tica de glicose por meio do aumento da concentra&#xE7;&#xE3;o de frutose-2,6- bifosfato, que inibe a gliconeog&#xEA;nese.</p> <h6>Efeitos sobre a agrega&#xE7;&#xE3;o plaquet&#xE1;ria e forma&#xE7;&#xE3;o de placas ateroscler&#xF3;ticas:</h6> <p>A Glimepirida reduz a agrega&#xE7;&#xE3;o plaquet&#xE1;ria <em>in vitro</em> e <em>in vivo</em>. Este efeito &#xE9; provavelmente o resultado da inibi&#xE7;&#xE3;o seletiva da ciclooxigenase, que &#xE9; respons&#xE1;vel pela forma&#xE7;&#xE3;o de tromboxano A, um importante fator end&#xF3;geno de agrega&#xE7;&#xE3;o plaquet&#xE1;ria.</p> <p>A Glimepirida reduz significativamente a forma&#xE7;&#xE3;o das placas ateroscler&#xF3;ticas em animais. O mecanismo de a&#xE7;&#xE3;o relacionado a este efeito ainda n&#xE3;o est&#xE1; elucidado.</p> <h6>Efeitos cardiovasculares</h6> <p>As sulfonilureias afetam o sistema cardiovascular por meio dos canais de pot&#xE1;ssio sens&#xED;veis a ATP (ver acima). Comparada &#xE0;s sulfonilureias convencionais, a Glimepirida exerce um efeito significativamente menor no sistema cardiovascular (dados de estudos em animais). Este fato pode ser explicado pela natureza espec&#xED;fica da intera&#xE7;&#xE3;o entre a Glimepirida e a prote&#xED;na ligadora do canal de pot&#xE1;ssio sens&#xED;vel a ATP.</p> <h3/></hr>"}

Apresentações do Betes

Comprimido 2 mg

Embalagem com 30 comprimidos.

Uso oral.

Uso adulto.

Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência.

Comprimido 4 mg

Embalagem com 30 comprimidos.

Uso oral.

Uso adulto.

Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência.

4mg, caixa com 30 comprimidos

Princípio ativo
:
Glimepirida
Classe Terapêutica
:
Antidiabéticos Sulfonilouréias Puros
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Venda Sob Prescrição Médica)
Categoria
:
Diabetes
Especialidade
:
Endocrinologia

Bula do medicamento

Betes, para o que é indicado e para o que serve?

Betes® (glimepirida) é indicado para o tratamento oral de diabetes mellitus não insulino-dependente (Tipo 2 ou diabetes do adulto), quando os níveis de glicose não podem ser adequadamente controlados por meio de dieta alimentar, exercícios físicos e redução de peso.

Betes® (glimepirida) pode ser associado a outros antidiabéticos orais que não estimulam a secreção de insulina, como a metformina.

Betes® (glimepirida) pode ser associado à metformina quando os níveis glicêmicos (níveis de açúcar no sangue) não podem ser adequadamente controlados por meio de dieta alimentar, exercícios físicos e uso de Betes® (glimepirida) ou metformina em monoterapia (uso de apenas um medicamento).

Betes® (glimepirida) também pode ser utilizado em associação com insulina.

Quais as contraindicações do Betes?

Betes® (glimepirida) não deve ser utilizado nos seguintes casos:

  • <li>Hipersensibilidade (alergia) &#xE0; glimepirida ou a outras sulfonilureias, outras sulfonamidas ou aos demais componentes da formula&#xE7;&#xE3;o;</li> <li>Durante a gravidez e lacta&#xE7;&#xE3;o.</li>

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Não há experiência suficiente na utilização de Betes® (glimepirida) em pacientes com insuficiência hepática (redução da função do fígado) severa e em pacientes sob diálise. Em pacientes com insuficiência da função hepática severa é indicada a substituição pela insulina, ao menos para se obter um controle metabólico adequado.

Betes® (glimepirida) não deve ser administrado para o tratamento de diabetes mellitus insulino-dependente (Tipo 1, ou seja, para o tratamento de diabéticos com história de cetoacidose), de cetoacidose diabética (uma complicação do diabetes mellitus) ou de pacientes em pré-coma ou coma diabético. Essa condição deve ser tratada com insulina.

Como usar o Betes?

Você deve tomar os comprimidos com líquido, por via oral. Os comprimidos de Betes® (glimepirida) devem ser engolidos sem mastigar e com quantidade suficiente de água (aproximadamente ½ copo).

Posologia do Betes

{"tag":"hr","value":" <p>Em princ&#xED;pio, a dose de Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida) &#xE9; regida pelo n&#xED;vel desej&#xE1;vel de glicose no sangue. A dose de glimepirida deve ser a menor poss&#xED;vel que seja suficiente para atingir o controle metab&#xF3;lico desejado.</p> <p>Durante o tratamento com Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida), os n&#xED;veis de glicose no sangue e na urina devem ser medidos regularmente. Al&#xE9;m disso, recomenda-se que sejam realizadas determina&#xE7;&#xF5;es regulares da <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-hemoglobina-glicada-e-valores-de-referencia-do-exame/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">hemoglobina glicada</a>.</p> <h3>A dose inicial usual</h3> <p>&#xC9; de 1 mg de glimepirida diariamente. Se necess&#xE1;rio, esta dose di&#xE1;ria poder&#xE1; ser aumentada. Recomenda-se que tal aumento se fa&#xE7;a de acordo com o controle do n&#xED;vel de glicose no sangue e de forma gradual, em intervalos de 1 a 2 semanas, de acordo com as seguintes etapas: 1 mg, 2 mg, 3 mg, 4 mg, 6 mg.</p> <h3>A dose inicial usual para pacientes com diabetes bem controlado</h3> <p>&#xC9; de 1 a 4 mg glimepirida ao dia. Doses di&#xE1;rias superiores a 6 mg (at&#xE9; 8 mg) somente s&#xE3;o eficazes para uma minoria de pacientes; portanto doses superiores n&#xE3;o devem ser utilizadas.</p> <p>A distribui&#xE7;&#xE3;o e hor&#xE1;rio das doses s&#xE3;o determinados pelo m&#xE9;dico, levando-se em considera&#xE7;&#xE3;o o estilo de vida atual do paciente.</p> <p>Normalmente, uma &#xFA;nica dose di&#xE1;ria de Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida) &#xE9; suficiente. Recomenda-se administrar imediatamente antes da primeira refei&#xE7;&#xE3;o substancial ou da primeira refei&#xE7;&#xE3;o principal. &#xC9; muito importante alimentar-se bem ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o da medica&#xE7;&#xE3;o.</p> <h3>Ajuste secund&#xE1;rio da dose</h3> <p>A sensibilidade &#xE0; insulina aumenta &#xE0; medida que melhora o controle do diabetes; portanto, as necessidades de glimepirida podem diminuir durante o tratamento. Para evitar <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/hipoglicemia/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">hipoglicemia</a>, deve-se considerar oportuna uma redu&#xE7;&#xE3;o tempor&#xE1;ria na dose ou interrup&#xE7;&#xE3;o da terapia com Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida).</p> <p>Um ajuste de dose dever&#xE1; ser considerado caso ocorram mudan&#xE7;as no peso ou no estilo de vida do paciente, ou ainda na ocorr&#xEA;ncia de outros fatores que aumentem a susceptibilidade para hipo ou <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-hiperglicemia-sintomas-tratamento-e-consequencias/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">hiperglicemia</a>.</p> <h3>Dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento</h3> <p>O tratamento com Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida) &#xE9; de longa dura&#xE7;&#xE3;o, dependente da resposta e evolu&#xE7;&#xE3;o do paciente e da conduta e decis&#xE3;o do m&#xE9;dico respons&#xE1;vel.</p> <h3>Substitui&#xE7;&#xE3;o de outros antidiab&#xE9;ticos orais por Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida)</h3> <p>N&#xE3;o h&#xE1; uma exata rela&#xE7;&#xE3;o entre a dose de Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida) e a de outros agentes hipoglicemiantes orais. Quando for&amp;nbsp;substituir a administra&#xE7;&#xE3;o destes agentes por Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida), a dose di&#xE1;ria inicial deve ser de 1 mg; isto &#xE9; aplic&#xE1;vel mesmo quando se parte de doses m&#xE1;ximas de outro agente hipoglicemiante oral. Todo aumento na dose de Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida) deve ser realizado seguindo-se as diretrizes indicadas no item Posologia.</p> <p>Deve-se ter em conta a pot&#xEA;ncia e a dura&#xE7;&#xE3;o da a&#xE7;&#xE3;o do agente hipoglicemiante empregado previamente. Pode ser necess&#xE1;rio interromper o tratamento para evitar efeitos aditivos que aumentariam o risco de hipoglicemia.</p> <p>Em alguns casos de pacientes com diabetes Tipo 2 anteriormente controlados com insulina, uma substitui&#xE7;&#xE3;o por Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida) pode ser indicada. A substitui&#xE7;&#xE3;o geralmente deve ser feita no hospital.</p> <h3>Uso em associa&#xE7;&#xE3;o com metformina</h3> <p>Nos pacientes que n&#xE3;o obtiveram um controle adequado com a dose m&#xE1;xima di&#xE1;ria de glimepirida ou metformina, podese iniciar o tratamento concomitante com ambos agentes antidiab&#xE9;ticos orais. Se a terapia estabelecida tanto com glimepirida quanto com metformina progredir em um mesmo n&#xED;vel de dose, o tratamento adicional com glimepirida ou metformina deve ser iniciado com uma dose baixa, a qual deve ser quantificada dependendo do n&#xED;vel de controle metab&#xF3;lico desejado, at&#xE9; a dose m&#xE1;xima di&#xE1;ria. O tratamento com a associa&#xE7;&#xE3;o deve ser iniciado sob supervis&#xE3;o m&#xE9;dica cuidadosa.</p> <h3>Uso em associa&#xE7;&#xE3;o com insulina</h3> <p>Nos pacientes que n&#xE3;o obtiveram um controle adequado com a dose di&#xE1;ria m&#xE1;xima de Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida), pode-se iniciar o tratamento concomitante com insulina. Deve-se manter a mesma dose de glimepirida e iniciar o tratamento com insulina em dose baixa, aumentando esta dose gradualmente at&#xE9; se alcan&#xE7;ar o n&#xED;vel desejado de controle metab&#xF3;lico. O tratamento com a associa&#xE7;&#xE3;o deve ser iniciado sob supervis&#xE3;o m&#xE9;dica cuidadosa.</p> <p>N&#xE3;o h&#xE1; estudos dos efeitos de Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida) administrado por vias n&#xE3;o recomendadas. Portanto, por seguran&#xE7;a e para garantir a efic&#xE1;cia deste medicamento, a administra&#xE7;&#xE3;o deve ser somente por via oral, conforme recomendado pelo m&#xE9;dico.</p> <h3>Popula&#xE7;&#xF5;es especiais</h3> <h4>Insufici&#xEA;ncia renal</h4> <p>Existe informa&#xE7;&#xE3;o limitada dispon&#xED;vel quanto ao uso de Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida) na insufici&#xEA;ncia renal. Pacientes com insufici&#xEA;ncia da fun&#xE7;&#xE3;o renal podem ser mais sens&#xED;veis aos efeitos hipoglicemiantes de Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida).</p> <h4>Popula&#xE7;&#xE3;o Pedi&#xE1;trica (crian&#xE7;as)</h4> <p>Os dados s&#xE3;o insuficientes para recomendar a utiliza&#xE7;&#xE3;o de glimepirida.</p> <p><strong>Siga a orienta&#xE7;&#xE3;o do seu m&#xE9;dico, respeitando sempre os hor&#xE1;rios, as doses e a dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento. N&#xE3;o interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu m&#xE9;dico. </strong></p> <p><strong>Este medicamento n&#xE3;o deve ser partido, aberto ou mastigado.</strong></p> "}

Como o Betes funciona?

A glimepirida diminui as concentrações sanguíneas da glicose, principalmente pela estimulação da secreção de insulina.

Os picos de redução da glicemia em pacientes diabéticos do tipo 2 ocorreram em 2 a 4 horas após a ingestão do&nbsp;medicamento.

Quais cuidados devo ter ao usar o Betes?

Em situações excepcionais de estresse (como trauma, cirurgia, infecções febris) pode ocorrer uma desregulação do nível sanguíneo de glicose, fazendo-se necessário substituir temporariamente a glimepirida por insulina, a fim de se manter um controle metabólico adequado.

Durante as primeiras semanas de tratamento, o risco da ocorrência de hipoglicemia (diminuição da taxa de açúcar no sangue) pode estar aumentado e necessita de monitorização cuidadosa. Fatores que favorecem a hipoglicemia incluem:

  • <li>Indisposi&#xE7;&#xE3;o (mais comum em pacientes idosos) ou incapacidade para cooperar;</li> <li><a href="https://minutosaudavel.com.br/desnutricao/" rel="noopener" target="_blank">Desnutri&#xE7;&#xE3;o</a> (ingest&#xE3;o insuficiente de nutrientes), refei&#xE7;&#xF5;es irregulares ou refei&#xE7;&#xF5;es suprimidas;</li> <li>Desequil&#xED;brio entre o esfor&#xE7;o f&#xED;sico e ingest&#xE3;o de <a href="https://minutosaudavel.com.br/carboidratos/" rel="noopener" target="_blank">carboidratos</a>;</li> <li>Altera&#xE7;&#xF5;es na dieta;</li> <li>Consumo de &#xE1;lcool, principalmente quando combinado com a falta de refei&#xE7;&#xF5;es;</li> <li>Fun&#xE7;&#xE3;o renal comprometida;</li> <li>Altera&#xE7;&#xE3;o severa da fun&#xE7;&#xE3;o do f&#xED;gado;</li> <li>Superdose com Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida);</li> <li>Algumas altera&#xE7;&#xF5;es descompensadas do sistema end&#xF3;crino que afetam o metabolismo dos carboidratos ou a contrarregula&#xE7;&#xE3;o da hipoglicemia (como, por exemplo, em certas altera&#xE7;&#xF5;es da fun&#xE7;&#xE3;o da <a href="https://consultaremedios.com.br/tireoide/c" target="_blank">tireoide</a> ou na insufici&#xEA;ncia corticoadrenal ou pituit&#xE1;ria anterior);</li> <li>Administra&#xE7;&#xE3;o concomitante de outros medicamentos;</li> <li>Tratamento com Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida) na aus&#xEA;ncia de qualquer indica&#xE7;&#xE3;o.</li>

Caso tais fatores de risco para hipoglicemia estejam presentes, pode ser necessário um ajuste da posologia de Betes® (glimepirida) ou de toda a terapia. Isto também se aplica sempre que ocorrer outra doença durante o tratamento ou alterações no estilo de vida do paciente.

A hipoglicemia pode ser, quase sempre, prontamente controlada pela administração imediata de carboidratos (glicose ou açúcar).

Caso você tenha sido diagnosticado com deficiência de G6PD, informe seu médico, uma vez que medicamentos pertencentes à classe das sulfonilureias podem ocasionar anemia hemolítica (diminuição do número das células vermelhas do sangue, em decorrência da destruição prematura dos mesmos).

Hipoglicemia severa requer tratamento imediato e acompanhamento médico e, em algumas circunstâncias, cuidados&nbsp;hospitalares.

Gravidez e amamentação

Betes® (glimepirida) não deve ser administrado durante a gravidez e amamentação, devido ao risco de dano à criança, portanto, o tratamento deve ser substituído por insulina ou interromper a amamentação. Se você estiver planejando engravidar, deve informar ao médico. Recomenda-se, neste caso, a substituição do tratamento por insulina.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Alterações na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas

Pode ocorrer diminuição do estado de alerta devido à hipoglicemia ou hiperglicemia, especialmente no início ou após alterações no tratamento, ou quando Betes® (glimepirida) não for ingerido regularmente, afetando, por exemplo, a habilidade em conduzir veículos ou operar máquinas.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Betes?

Distúrbios do metabolismo e nutrição

Pode ocorrer hipoglicemia e esta pode ser prolongada. Possíveis sintomas de hipoglicemia incluem cefaleia (dor de cabeça), excesso de apetite, náusea, vômitos, fadiga, insônia, alteração do sono, inquietação, agressividade, prejuízo da concentração, alteração das reações e do estado de alerta, depressão, confusão, alterações na fala, afasia (dificuldade na&nbsp;comunicação, na forma falada e escrita), alterações visuais, tremor, paresias (fraqueza muscular), alterações sensoriais, tontura, sensação de abandono, perda do autocontrole, delírio, convulsões, sonolência e perda da consciência, podendo evoluir para coma, dificuldade de respiração e bradicardia (diminuição da frequência cardíaca).

Além disso, podem estar presentes sudorese (produção e eliminação de suor), pele úmida e fria, ansiedade, taquicardia (aceleração do ritmo cardíaco), hipertensão (pressão alta), palpitação (percepção do batimento do coração), dor peito e arritmias cardíacas (descompasso dos batimentos do coração).

O quadro clínico de um ataque hipoglicêmico severo pode assemelhar-se a um acidente vascular cerebral (derrame cerebral, caracterizada por perda do controle muscular, perda da consciência, tontura e outros sintomas, dependendo da gravidade).

Os sintomas de hipoglicemia quase sempre desaparecem quando esta é corrigida.

Distúrbios oculares

Especialmente no início do tratamento, pode ocorrer alteração visual temporária devido às modificações dos níveis sanguíneos de glicose.

Distúrbios gastrointestinais

Ocasionalmente, podem ocorrer sintomas gastrointestinais como náusea (enjoo), vômito, sensação de pressão ou plenitude gástrica (estômago cheio), dor abdominal e diarreia.

Em casos isolados, pode-se observar hepatite, aumento dos níveis de enzimas hepáticas e/ou colestase (alteração do fluxo da bile) e icterícia (deposição de pigmentos biliares na pele dando uma cor amarela intensa) que podem progredir para insuficiência hepática com risco de vida, mas pode regredir com a suspensão do tratamento.

Disgeusia (alteração ou diminuição do paladar) (frequência desconhecida).

Distúrbios do sangue e sistema linfático

Ocorre raramente trombocitopenia (diminuição no número de plaquetas) e, em casos isolados, leucopenia (redução de leucócitos), anemia hemolítica (diminuição do número de glóbulos vermelhos, leucócitos e plaquetas do sangue em decorrência do aumento da velocidade de destruição destes glóbulos), eritrocitopenia (redução do número de eritrócitos), granulocitopenia (diminuição do número de leucócitos granulares), agranulocitose (diminuição de alguns tipos de leucócitos) ou pancitopenia (deficiência de eritrócitos, leucócitos e plaquetas). Foram relatados em experiência póscomercialização, casos de trombocitopenia (diminuição do número de plaquetas) severa com contagem de plaquetas menor que 10.000/µL e púrpura trombocitopênica (extravasamento de sangue com diminuição no número de plaquetas formando mancha roxa).

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo

Alopecia (perda de cabelos e pelos) (frequência desconhecida).

Outras reações adversas

Ocasionalmente, podem ocorrer reações alérgicas ou pseudoalérgicas como, por exemplo, prurido (coceira), urticária (erupção na pele, geralmente de origem alérgica, que causa coceira) ou erupções. Tais reações leves podem tornar-se graves, acompanhadas por dispneia (dificuldade respiratória) e hipotensão arterial (pressão baixa), algumas vezes evoluindo até choque. Em caso de urticária, o médico deve ser imediatamente informado.

Em casos isolados, pode ocorrer redução da concentração sérica (no sangue) de sódio e vasculite (inflamação da parede de um vaso) alérgica ou alergia na pele devido à luz.

Laboratoriais

A glimepirida, assim como todas as sulfonilureias, pode causar ganho de peso (frequência desconhecida).

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Betes?

Equívocos, como o esquecimento de uma dose, nunca devem ser corrigidos pela administração de uma dose maior.

Medidas para lidar com tais enganos (principalmente esquecer uma dose ou pular uma refeição) ou situações em que a dose não pode ser administrada no horário prescrito, devem ser discutidas e acordadas previamente entre o médico e paciente.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou médico, ou cirurgião-dentista.

Qual a composição do Betes?

Cada comprimido de glimepirida 2 mg contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:228px\"> <p style=\"text-align:center\">Glimepirida</p> </td> <td style=\"width:230px\"> <p style=\"text-align:center\">2 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:228px\"> <p style=\"text-align:center\">Excipientes&amp;nbsp;q.s.p.</p> </td> <td style=\"width:230px\"> <p style=\"text-align:center\">1 comprimido</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Excipientes: lactose monoidratada, celulose microcristalina, povidona, amidoglicolato de sódio, estearato de magnésio, óxido de ferro amarelo.

Cada comprimido de glimepirida 4 mg contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:228px\"> <p style=\"text-align:center\">Glimepirida</p> </td> <td style=\"width:230px\"> <p style=\"text-align:center\">4 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:228px\"> <p style=\"text-align:center\">Excipientes&amp;nbsp;q.s.p.</p> </td> <td style=\"width:230px\"> <p style=\"text-align:center\">1 comprimido</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Excipientes: lactose monoidratada, celulose microcristalina, povidona, amidoglicolato de sódio, estearato de magnésio, óxido de ferro amarelo.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Betes maior do que a recomendada?

Sinais e sintomas

A superdose aguda, assim como o tratamento a longo prazo com alta dose de glimepirida, pode causar hipoglicemia severa com risco de vida.

Tratamento

O médico responsável deve ser informado tão logo a superdose de Betes® (glimepirida) seja descoberta. O paciente deve ingerir açúcar de imediato, se possível na forma de glicose, a não ser que um médico já esteja conduzindo o tratamento da superdose.

A monitorização cuidadosa é essencial até que o médico comprove que o paciente realmente está fora de perigo. Deve-se lembrar que pode ocorrer recidiva (retorno) da hipoglicemia após melhora do quadro inicial.

A hospitalização pode ser necessária em algumas ocasiões, mesmo como medida preventiva. Em particular, superdoses significativas e reações severas com sinais tais como perda da consciência ou outras alterações neurológicas graves, são emergências médicas requerendo tratamento imediato e hospitalização.

Pacientes que tenham ingerido quantidades de Betes® (glimepirida) que representam ameaça à vida, requerem medidas de desintoxicação (por exemplo, lavagem gástrica e carvão medicinal).

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Betes com outros remédios?

Com base na experiência do uso de Betes® (glimepirida) e no que se conhece dos medicamentos de mesma classe, as seguintes interações devem ser consideradas:

Medicamento-medicamento
Aumento do efeito hipoglicemiante e, portanto, em alguns casos, pode ocorrer hipoglicemia quando um dos seguintes fármacos é administrado:
  • <li>Insulina ou outro antidiab&#xE9;tico oral; inibidores da ECA; esteroides anabolizantes e horm&#xF4;nios sexuais masculinos; <a href="https://consultaremedios.com.br/cloranfenicol/bula" target="_blank">cloranfenicol</a>; derivados cumar&#xED;nicos; ciclofosfamidas; disopiramida; fenfluramina; feniramidol; fibratos; <a href="https://consultaremedios.com.br/cloridrato-de-fluoxetina/bula" target="_blank">fluoxetina</a>; guanetidina; <a href="https://consultaremedios.com.br/ifosfamida/bula" target="_blank">ifosfamida</a>; inibidores da MAO; <a href="https://consultaremedios.com.br/miconazol/bula" target="_blank">miconazol</a>; <a href="https://consultaremedios.com.br/fluconazol/bula" target="_blank">fluconazol</a>; &#xE1;cido para-aminosalic&#xED;lico; <a href="https://consultaremedios.com.br/pentoxifilina/bula" target="_blank">pentoxifilina</a> (uso parenteral em doses elevadas); <a href="https://consultaremedios.com.br/fenilbutazona-calcica/bula" target="_blank">fenilbutazona</a>; azapropazona; oxifembutazona; probenicida; quinolonas; salicilatos; sulfimpirazona; claritomicina; <a href="https://consultaremedios.com.br/infeccoes/antibioticos/c" target="_blank">antibi&#xF3;ticos</a> sulfonam&#xED;dicos; tetraciclinas; tritoqualina; trofosfamida.</li>
Redução do efeito hipoglicemiante e, portanto, ocorrência de hiperglicemia quando um dos seguintes fármacos é administrado, por exemplo:
  • <li><a href="https://consultaremedios.com.br/acetazolamida/bula" target="_blank">Acetazolamida</a>; barbit&#xFA;ricos; corticosteroides; <a href="https://consultaremedios.com.br/diazoxido/bula" target="_blank">diaz&#xF3;xido</a>; <a href="https://consultaremedios.com.br/pressao-alta/diureticos/c" target="_blank">diur&#xE9;ticos</a>; <a href="https://consultaremedios.com.br/epinefrina/bula" target="_blank">epinefrina</a> (adrenalina) e outros agentes simpatomim&#xE9;ticos; <a href="https://consultaremedios.com.br/glucagon/bula" target="_blank">glucagon</a>; <a href="https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/laxantes/c" target="_blank">laxantes</a> (ap&#xF3;s uso prolongado), <a href="https://consultaremedios.com.br/acido-nicotinico/bula" target="_blank">&#xE1;cido nicot&#xED;nico</a> (em doses elevadas), estrog&#xEA;nios e progestag&#xEA;nios; fenotiaz&#xED;nicos; <a href="https://consultaremedios.com.br/fenitoina/bula" target="_blank">fenito&#xED;na</a>; <a href="https://consultaremedios.com.br/rifampicina/bula" target="_blank">rifampicina</a>; horm&#xF4;nios da tireoide.</li>

Antagonistas de receptores H2, beta-bloqueadores, clonidina e reserpina podem induzir tanto o aumento quanto a diminuição do efeito hipoglicemiante da glimepirida.

Sob influência de fármacos simpatolíticos, como betabloqueadores, clonidina, guanetidina e reserpina, os sinais da contrarregulação adrenérgica para hipoglicemia podem estar reduzidos ou ausentes.

O uso de Betes® (glimepirida) pode potencializar ou diminuir os efeitos dos derivados cumarínicos.

Sequestrador de ácidos biliares: o colesevelam se liga à glimepirida e reduz sua absorção no trato gastrintestinal.

Nenhuma interação foi observada quando a glimepirida foi tomada, pelo menos, 4 horas antes do colesevelam. Portanto, a glimepirida deve ser administrada, pelo menos, 4 horas antes do colesevelam.

Medicamento-substância química, com destaque para o álcool

Tanto a ingestão crônica como a aguda de álcool pode potencializar ou diminuir a ação hipoglicemiante de Betes® (glimepirida) de maneira imprevisível.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Interação alimentícia: posso usar o Betes com alimentos?

Medicamento-substância química, com destaque para o álcool

Tanto a ingestão crônica como a aguda de álcool podem potencializar ou diminuir a ação hipoglicemiante de Glimepirida de maneira imprevisível.

Qual a ação da substância do Betes (Glimepirida)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <p>A Glimepirida &#xE9; um agente de primeira gera&#xE7;&#xE3;o para o tratamento de pacientes com diabetes <em>mellitus</em> n&#xE3;o insulino-dependentes (DMNID), que n&#xE3;o tiveram sucesso de resposta adequada &#xE0; dieta e aos exerc&#xED;cios. Assim como a metformina, a Glimepirida reduz a glicose do jejum em cerca de 60 mg/dL e a hemoglobina glicosilada&amp;nbsp;em 1,5 a 2,0%. O uso de Glimepirida 1 a 8 mg por dia provocou redu&#xE7;&#xF5;es dose-dependentes nas concentra&#xE7;&#xF5;es da glicose sangu&#xED;nea do jejum e p&#xF3;s-prandial. Esses efeitos se mantiveram por mais de 2 anos, quando a Glimepirida era usada em monoterapia (Anon, 1995a; Higgins, 1995a). A Glimepirida pode ser usada em combina&#xE7;&#xE3;o com metformina ou com insulina se um controle glic&#xEA;mico adequado n&#xE3;o for atingido com a Glimepirida em monoterapia (Anon, 1995a).</p> <h3>Monoterapia</h3> <p>A monoterapia com Glimepirida proporcionou um controle adequado da glicose sangu&#xED;nea em pacientes com diabetes <em>mellitus</em> (DM) tipo 2 precocemente diagnosticados. Em um estudo aberto, prospectivo, randomizado, 14 homens (entre 32 e 75 anos) com diabetes tipo 2 precocemente diagnosticados (glicose plasm&#xE1;tica no jejum-GPJ maior ou igual a 140 mg/dL) receberam Glimepirida 2 mg uma vez ao dia pela manh&#xE3; por 24 semanas. A dosagem era aumentada em 1 mg a cada 2 semanas at&#xE9; um m&#xE1;ximo de 8 mg. Volunt&#xE1;rios sadios com idades semelhantes (n=10) sem hist&#xF3;ria familiar de DM serviu como grupo controle. Uma redu&#xE7;&#xE3;o significativa na GPJ reduziu significativamente com o tratamento com Glimepirida (252 &#xB1; 13 mg/dL para 113 &#xB1; 4 mg/dL, p&amp;nbsp;0,01; controle: 95 &#xB1; 2 mg/dL). O tratamento foi bem tolerado (Kabadi &amp; Kabadi, 2004).</p> <p>Em outro estudo, Glimepirida 1 a 8 mg ao dia foi mais eficaz do que o placebo para o controle do diabetes <em>mellitus</em> n&#xE3;o insulino-dependente (Schade et al, 1998). Neste estudo multic&#xEA;ntrico, paralelo, dose-titulado, 249 pacientes foram designados randomicamente ao tratamento cego com placebo ou Glimepirida 1 mg com titula&#xE7;&#xE3;o a 8mg, se necess&#xE1;rio. A dose permaneceu a mesma durante as 14 pr&#xF3;ximas semanas do estudo. Os n&#xED;veis m&#xE9;dios de glicose plasm&#xE1;tica no jejum (p menos que 0,01) e a hemoglobina glicosilada m&#xE9;dia (p menos que 0,001) foi significativamente menor em pacientes recebendo Glimepirida versus placebo. No final do estudo, 69% dos pacientes tratados com Glimepirida atingiram uma hemoglobina glicosilada menor que 7,2%, comparada a 32% dos pacientes tratados com placebo. Efeitos adversos foram relatados em 11 e 9% dos pacientes tratados com Glimepirida e placebo, respectivamente; tontura, astenia e dor de cabe&#xE7;a ocorreram com a Glimepirida, mas n&#xE3;o houve nenhuma ocorr&#xEA;ncia de hipoglicemia laboratorial relatada. Pacientes tratados com placebo relataram sintomas de hiperglicemia.</p> <p>A administra&#xE7;&#xE3;o de Glimepirida uma vez ao dia foi t&#xE3;o eficaz quanto &#xE0; administra&#xE7;&#xE3;o duas vezes ao dia em pacientes com diabetes <em>mellitus</em> tipo 2. Neste estudo cruzado de 14 semanas (n=161), pacientes foram selecionados randomicamente a receber Glimepirida 3mg duas vezes por semana ou Glimepirida 6mg ao dia por 4 semanas. Uma redu&#xE7;&#xE3;o estatisticamente significativa na concentra&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dia de glicose em 24 h (p=0,018) comparada ao in&#xED;cio do estudo ocorreu em pacientes recebendo Glimepirida 3mg duas vezes ao dia; contudo, a diferen&#xE7;a foi pequena. Os efeitos adversos foram compar&#xE1;veis aos do placebo em ambos os grupos de tratamento (Sonnerberg et al, 1997).</p> <p>A Glimepirida 4 e 8 mg foi mais eficaz do que a Glimepirida 1 mg (p &lt; 0,001) ou o placebo (0,001) na redu&#xE7;&#xE3;o dos n&#xED;veis de glicose p&#xF3;s-prandial e do jejum e da hemoglobina glicosilada (Goldberg et al, 1996). Hipoglicemia sintom&#xE1;tica foi o &#xFA;nico efeito adverso que ocorreu em mais de 5% dos pacientes. Este estudo foi conduzido em pacientes com diabetes <em>mellitus</em> tipo 2 e com uma dura&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dia da doen&#xE7;a de 5 a 7 anos. Todos os pacientes pararam os tratamentos que n&#xE3;o eram apenas a dieta por 3 semanas e ent&#xE3;o foram randomizados a placebo ou Glimepirida 1, 4 ou 8mg. O per&#xED;odo de tratamento foi de 14 semanas. Os resultados confirmam que a dosagem m&#xED;nima &#xE9; 1 mg e que a resposta &#xE9; dose-dependente.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1-(Prod Info Amaryl(R), 1999b 2-Schwartz S, Sievers R, Strange P, et al: Insulin 70/30 mix plus metformin versus triple oral therapy in the treatment of type 2 diabetes after failure of two oral drugs: efficacy, safety, and cost analysis. Diabetes Care 2003a; 26(8):2238-2243.<br> 4-Kabadi MU &amp; Kabadi UM: Effects of glimepiride on insulin secretion and sensitivity in patients with recently diagnosed type 2 diabetes <em>mellitus</em>. Clin Ther 2004; 26(1):63-69.<br> 5-Schade DS, Jovanovic L, &amp; Schneider J: A placebo-controlled, randomized study of glimepiride in patients with Type 2 diabetes <em>mellitus</em> for whom diet therapy is unsuccessful. J Clin Pharmacol 1998; 38:636-641.<br> 6- Sonnenberg GE, Garg DC, Weidler DJ, et al: Short-term comparison of once-versus twice-daily administration of glimepiride in patients with non-insulin-dependent diabetes <em>mellitus</em>. Ann Pharmacother 1997; 31:671-676.<br> 7- Anon: FDC Reports: The Pink Sheet. ; 57:T&amp;G 2-3, December 11, 1995a.<br> 8- Anon: Glimepiride. Drugs Future 1992; 17:774-778.<br> 9- Anon: Glimepiride. Drugs Future 1992a; 17:774-778.<br> 10-Higgins G: Update on antidiabetic treatments in US clinical trials, Inpharma Weekly, Adis International Ltd, Auckland, New Zealand, 1995, pp 924:9.</br></br></br></br></br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <h4>Mecanismo de a&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>Tanto em pessoas saud&#xE1;veis quanto em pacientes com diabetes <em>mellitus</em> Tipo 2, a Glimepirida diminui as concentra&#xE7;&#xF5;es sangu&#xED;neas da glicose, principalmente pela estimula&#xE7;&#xE3;o da secre&#xE7;&#xE3;o de insulina pelas c&#xE9;lulas beta do p&#xE2;ncreas. Este efeito est&#xE1; baseado predominantemente no aumento da resposta das c&#xE9;lulas beta do p&#xE2;ncreas ao est&#xED;mulo fisiol&#xF3;gico da glicose. Ao mesmo tempo em que promove uma redu&#xE7;&#xE3;o equivalente da glicemia, a administra&#xE7;&#xE3;o de baixas doses de Glimepirida em animais e volunt&#xE1;rios sadios leva &#xE0; libera&#xE7;&#xE3;o de menores quantidades de insulina comparativamente a <a href=\"https://consultaremedios.com.br/glibenclamida/bula\" target=\"_blank\">glibenclamida</a>. Este fato sugere a exist&#xEA;ncia de efeitos extra pancre&#xE1;ticos (sensibiliza&#xE7;&#xE3;o &#xE0; insulina e mimetismo da insulina) da Glimepirida.</p> <p>Adicionalmente, quando comparada &#xE0;s outras sulfonilureias, a Glimepirida apresenta menor efeito sobre o <a href=\"https://consultaremedios.com.br/sistema-cardiovascular-circulacao/c\" target=\"_blank\">sistema cardiovascular</a>. A Glimepirida reduz a agrega&#xE7;&#xE3;o plaquet&#xE1;ria (dados de estudos <em>in vitro</em> e em animais) e promove uma redu&#xE7;&#xE3;o marcante na forma&#xE7;&#xE3;o de placas ateroscler&#xF3;ticas (dados de estudos em animais).</p> <h5>Secre&#xE7;&#xE3;o de insulina</h5> <p>Como todas as sulfonilureias, a Glimepirida regula a secre&#xE7;&#xE3;o de insulina atrav&#xE9;s da intera&#xE7;&#xE3;o com os canais de pot&#xE1;ssio sens&#xED;veis &#xE0; ATP presentes na membrana da c&#xE9;lula beta. Contrariamente &#xE0;s outras sulfonilureias, a Glimepirida liga-se especificamente &#xE0; prote&#xED;na 65 kDa, localizada na membrana da c&#xE9;lula beta. Esta intera&#xE7;&#xE3;o da Glimepirida com sua prote&#xED;na ligadora determina a probabilidade do canal de pot&#xE1;ssio sens&#xED;vel a ATP permanecer aberto ou fechado.</p> <p>A Glimepirida fecha o canal de pot&#xE1;ssio, o que induz a despolariza&#xE7;&#xE3;o da c&#xE9;lula beta e resulta na abertura do canal de c&#xE1;lcio sens&#xED;vel &#xE0; voltagem e, consequentemente, no influxo de c&#xE1;lcio para o interior da c&#xE9;lula. Finalmente, o aumento da concentra&#xE7;&#xE3;o intracelular de c&#xE1;lcio ativa a secre&#xE7;&#xE3;o da insulina por meio da exocitose.</p> <p>A Glimepirida se associa e se dissocia da prote&#xED;na ligadora muito mais r&#xE1;pida e frequentemente do que a glibenclamida. Acredita-se que a caracter&#xED;stica alta taxa de associa&#xE7;&#xE3;o/dissocia&#xE7;&#xE3;o da Glimepirida &#xE0; prote&#xED;na ligadora &#xE9; respons&#xE1;vel pelo seu pronunciado efeito de sensibiliza&#xE7;&#xE3;o &#xE0; glicose e pelo efeito de prote&#xE7;&#xE3;o da c&#xE9;lula beta contra a dessensibiliza&#xE7;&#xE3;o e exaust&#xE3;o prematura.</p> <h6>Efeito de sensibiliza&#xE7;&#xE3;o &#xE0; insulina:</h6> <p>A Glimepirida aumenta a a&#xE7;&#xE3;o normal da insulina sobre a absor&#xE7;&#xE3;o perif&#xE9;rica de glicose (dados de estudos em humanos e animais).</p> <h6>Efeitos de mimetismo da insulina:</h6> <p>A Glimepirida mimetiza a a&#xE7;&#xE3;o da insulina na absor&#xE7;&#xE3;o perif&#xE9;rica de glicose e produ&#xE7;&#xE3;o hep&#xE1;tica de glicose.&amp;nbsp;</p> <p>A absor&#xE7;&#xE3;o perif&#xE9;rica de glicose ocorre pelo seu transporte para o interior das c&#xE9;lulas musculares e lip&#xED;dicas. A Glimepirida aumenta diretamente o n&#xFA;mero de mol&#xE9;culas de glicose transportadas pela membrana plasm&#xE1;tica das c&#xE9;lulas musculares e lip&#xED;dicas. O aumento do influxo de glicose leva &#xE0; ativa&#xE7;&#xE3;o da fosfolipase C glicosilfosfatidilinositol-espec&#xED;fica. Como resultado, os n&#xED;veis celulares de AMPc diminuem, causando redu&#xE7;&#xE3;o da atividade da prote&#xED;na quinase A, que, por sua vez, estimula o metabolismo da glicose.</p> <p>A Glimepirida inibe a produ&#xE7;&#xE3;o hep&#xE1;tica de glicose por meio do aumento da concentra&#xE7;&#xE3;o de frutose-2,6- bifosfato, que inibe a gliconeog&#xEA;nese.</p> <h6>Efeitos sobre a agrega&#xE7;&#xE3;o plaquet&#xE1;ria e forma&#xE7;&#xE3;o de placas ateroscler&#xF3;ticas:</h6> <p>A Glimepirida reduz a agrega&#xE7;&#xE3;o plaquet&#xE1;ria <em>in vitro</em> e <em>in vivo</em>. Este efeito &#xE9; provavelmente o resultado da inibi&#xE7;&#xE3;o seletiva da ciclooxigenase, que &#xE9; respons&#xE1;vel pela forma&#xE7;&#xE3;o de tromboxano A, um importante fator end&#xF3;geno de agrega&#xE7;&#xE3;o plaquet&#xE1;ria.</p> <p>A Glimepirida reduz significativamente a forma&#xE7;&#xE3;o das placas ateroscler&#xF3;ticas em animais. O mecanismo de a&#xE7;&#xE3;o relacionado a este efeito ainda n&#xE3;o est&#xE1; elucidado.</p> <h6>Efeitos cardiovasculares</h6> <p>As sulfonilureias afetam o sistema cardiovascular por meio dos canais de pot&#xE1;ssio sens&#xED;veis a ATP (ver acima). Comparada &#xE0;s sulfonilureias convencionais, a Glimepirida exerce um efeito significativamente menor no sistema cardiovascular (dados de estudos em animais). Este fato pode ser explicado pela natureza espec&#xED;fica da intera&#xE7;&#xE3;o entre a Glimepirida e a prote&#xED;na ligadora do canal de pot&#xE1;ssio sens&#xED;vel a ATP.</p> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <p>Em pessoas saud&#xE1;veis, a dose oral m&#xED;nima efetiva &#xE9; de aproximadamente 0,6 mg. O efeito da Glimepirida &#xE9; dosedependente e reprodut&#xED;vel. A resposta fisiol&#xF3;gica ao exerc&#xED;cio f&#xED;sico agudo, como por exemplo, a redu&#xE7;&#xE3;o da secre&#xE7;&#xE3;o de insulina, continua presente sob o efeito de Glimepirida.</p> <p>N&#xE3;o existem diferen&#xE7;as significativas relacionadas &#xE0; administra&#xE7;&#xE3;o do f&#xE1;rmaco 30 minutos ou imediatamente antes da refei&#xE7;&#xE3;o. Em pacientes diab&#xE9;ticos, alcan&#xE7;a-se um bom controle metab&#xF3;lico durante 24 horas com a administra&#xE7;&#xE3;o de uma &#xFA;nica dose. Adicionalmente, em um estudo cl&#xED;nico, 12 de 16 pacientes com insufici&#xEA;ncia renal (<em>clearance</em> de creatinina entre 4 e 79 mL/min) alcan&#xE7;aram um bom controle metab&#xF3;lico.</p> <p>Apesar do metab&#xF3;lito hidroxi da Glimepirida causar uma redu&#xE7;&#xE3;o pequena, por&#xE9;m significativa da glicose s&#xE9;rica em pessoas saud&#xE1;veis, ele &#xE9; respons&#xE1;vel por somente uma pequena parte do efeito total do f&#xE1;rmaco.</p> <h4>Terapia combinada com metformina:</h4> <p>Em pacientes que n&#xE3;o alcan&#xE7;aram um controle adequado com a dose m&#xE1;xima tanto de Glimepirida quanto de metformina, pode-se iniciar a terapia concomitante com ambos agentes antidiab&#xE9;ticos. Em dois estudos, verificou-se melhora no controle metab&#xF3;lico no tratamento combinado em compara&#xE7;&#xE3;o ao tratamento com o f&#xE1;rmaco isolado.</p> <h4>Terapia combinada com insulina:</h4> <p>Em pacientes que n&#xE3;o alcan&#xE7;aram um controle metab&#xF3;lico adequado com a dose m&#xE1;xima de Glimepirida, pode-se iniciar a terapia concomitante com insulina. Em dois estudos, a terapia com a associa&#xE7;&#xE3;o de insulina e Glimepirida promoveu o mesmo controle metab&#xF3;lico que insulina em monoterapia; entretanto, foi necess&#xE1;ria uma dose m&#xE9;dia menor de insulina na terapia associada.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <h4>Absor&#xE7;&#xE3;o, distribui&#xE7;&#xE3;o, metabolismo e elimina&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>A biodisponibilidade absoluta da Glimepirida &#xE9; completa. A ingest&#xE3;o de alimentos n&#xE3;o exerce nenhuma influ&#xEA;ncia relevante na absor&#xE7;&#xE3;o. As concentra&#xE7;&#xF5;es s&#xE9;ricas m&#xE1;ximas (C<sub>m&#xE1;x</sub>) s&#xE3;o alcan&#xE7;adas aproximadamente 2,5 horas ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral (309 ng/mL durante a administra&#xE7;&#xE3;o de doses m&#xFA;ltiplas de 4 mg por dia) e existe uma rela&#xE7;&#xE3;o linear entre dose/C<sub>m&#xE1;x</sub> e dose/AUC. A Glimepirida apresenta um pequeno volume de distribui&#xE7;&#xE3;o (aproximadamente 8,8 L), que &#xE9; aproximadamente igual ao volume de distribui&#xE7;&#xE3;o da albumina; alta taxa de liga&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/proteinas/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">prote&#xED;nas</a> plasm&#xE1;ticas (&gt; 99%) e baixo <em>clearance</em> (aprox. 48 mL/min). A meia-vida s&#xE9;rica m&#xE9;dia predominante, que &#xE9; relevante para as concentra&#xE7;&#xF5;es s&#xE9;ricas alcan&#xE7;adas com a administra&#xE7;&#xE3;o de dosesm&#xFA;ltiplas, &#xE9; de cerca de 5 a 8 horas. Ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o de doses elevadas, foi observado um leve aumento da meia-vida do f&#xE1;rmaco.</p> <p>Ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o de dose &#xFA;nica de Glimepirida radiomarcada, 58% da radioatividade foi recuperada na urina e 35% nas fezes. N&#xE3;o foi detectado f&#xE1;rmaco inalterado na urina. Foram identificados dois metab&#xF3;litos, provavelmente resultantes do metabolismo hep&#xE1;tico (a principal enzima &#xE9; a CYP2C9), tanto na urina quanto nas fezes: um derivado hidroxi e um derivado carboxi. Ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral de Glimepirida, as meias-vidas terminais destes metab&#xF3;litos foram de 3 a 6 horas e de 5 a 6 horas, respectivamente.</p> <p>A compara&#xE7;&#xE3;o entre a administra&#xE7;&#xE3;o di&#xE1;ria de dose &#xFA;nica e dose-m&#xFA;ltipla n&#xE3;o revelou diferen&#xE7;as significativas em rela&#xE7;&#xE3;o aos par&#xE2;metros farmacocin&#xE9;ticos e a variabilidade intraindividual foi muito baixa. N&#xE3;o foi observado ac&#xFA;mulo relevante do f&#xE1;rmaco.</p> <p>Os par&#xE2;metros farmacocin&#xE9;ticos obtidos em 5 pacientes n&#xE3;o-diab&#xE9;ticos ap&#xF3;s cirurgia do ducto biliar foram semelhantes &#xE0;queles obtidos em pessoas saud&#xE1;veis.</p> <h4>Popula&#xE7;&#xF5;es especiais</h4> <h5>Sexo</h5> <p>A farmacocin&#xE9;tica &#xE9; semelhante entre homens e mulheres.</p> <h5>Idosos</h5> <p>A farmacocin&#xE9;tica &#xE9; semelhante entre pacientes jovens e idosos (acima de 65 anos).</p> <h5>Pacientes pedi&#xE1;tricos</h5> <p>Um estudo que avaliou a farmacocin&#xE9;tica, seguran&#xE7;a e a tolerabilidade de 1 mg de Glimepirida em dose &#xFA;nica em 30 pacientes pedi&#xE1;tricos (de 10 a 17 anos) com diabetes tipo 2 mostrou AUC m&#xE9;dia (0-final), C<sub>max</sub> e T &#xBD; similar aos observados previamente em adultos.</p> <h5>Insufici&#xEA;ncia Renal</h5> <p>Em um estudo fase aberta, dose &#xFA;nica, conduzido em 15 pacientes com insufici&#xEA;ncia renal, Glimepirida (3 mg) foi administrada em 3 grupos de pacientes com diferentes n&#xED;veis de <em>clearance</em> de creatinina m&#xE9;dio (CLcr); (Grupo I, CLcr = 77,7 mL/min, n = 5), (Grupo II, CLcr = 27,4 mL/min, n = 3) e (Grupo III, CLcr = 9,4 mL/min, n = 7). A Glimepirida demonstrou ser bem tolerada em todos os 3 grupos. Em pacientes com <em>clearance</em> de creatinina baixo, foi observada tend&#xEA;ncia de aumento do <em>clearance</em> da Glimepirida e de redu&#xE7;&#xE3;o da concentra&#xE7;&#xE3;o s&#xE9;rica m&#xE9;dia da mesma, devido provavelmente &#xE0; elimina&#xE7;&#xE3;o mais r&#xE1;pida do f&#xE1;rmaco, causada pela diminui&#xE7;&#xE3;o da sua liga&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s prote&#xED;nas plasm&#xE1;ticas. A elimina&#xE7;&#xE3;o renal dos dois metab&#xF3;litos foi prejudicada. Resultados de um estudo de titula&#xE7;&#xE3;o multidose conduzido em 16 pacientes diab&#xE9;ticos Tipo 2 com insufici&#xEA;ncia renal, utilizando doses variando de 1 a 8 mg diariamente por 3 meses, foram consistentes com resultados observados ap&#xF3;s uma dose &#xFA;nica. Todos os pacientes com um CLcr menor que 22 mL/min tiveram controle adequado de seus n&#xED;veis de glicose com um regime posol&#xF3;gico de apenas 1 mg por dia. Em geral, n&#xE3;o existem riscos adicionais de ac&#xFA;mulo do f&#xE1;rmaco em tais pacientes.</p> <p>N&#xE3;o &#xE9; conhecido se a Glimepirida &#xE9; dialis&#xE1;vel.</p> <h3>Dados de seguran&#xE7;a pr&#xE9;-cl&#xED;nica</h3> <h4>Toxicidade cr&#xF4;nica</h4> <p>Em estudos de toxicidade cr&#xF4;nica e subcr&#xF4;nica conduzidos em ratos, camundongos e c&#xE3;es observou-se decl&#xED;nio da glicose s&#xE9;rica, assim como desgranula&#xE7;&#xE3;o das c&#xE9;lulas beta do p&#xE2;ncreas; estes efeitos demonstraram ser, a princ&#xED;pio, revers&#xED;veis e relacionados aos sinais do efeito farmacodin&#xE2;mico do medicamento. Em um estudo de toxicidade cr&#xF4;nica conduzido em c&#xE3;es, dois dos animais que receberam a maior dose (320 mg/kg de peso corp&#xF3;reo) desenvolveram <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/catarata-o-que-e-tipos-sintomas-cirurgia-tem-cura/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">catarata</a>. Estudos<em> in vitro</em> com cristalinos bovinos e investiga&#xE7;&#xF5;es realizadas em ratos n&#xE3;o demonstraram nenhum potencial cataratog&#xEA;nico ou co-cataratog&#xEA;nico.</p> <h4>Carcinogenicidade</h4> <p>Estudos prolongados em ratos n&#xE3;o revelaram nenhum potencial carcinog&#xEA;nico. Em camundongos, foi observado aumento da incid&#xEA;ncia de hiperplasia e adenoma de c&#xE9;lulas da ilhota; estas observa&#xE7;&#xF5;es foram relacionadas como resultantes da estimula&#xE7;&#xE3;o cr&#xF4;nica das c&#xE9;lulas beta. A Glimepirida n&#xE3;o demonstrou nenhum efeito mutag&#xEA;nico ou genot&#xF3;xico.</p> <h4>Toxicologia reprodutiva</h4> <p>A administra&#xE7;&#xE3;o em ratos n&#xE3;o demonstrou nenhum efeito sobre a fertilidade, o curso da gravidez ou o parto. Os fetos que nasceram atrav&#xE9;s de cesariana apresentaram um leve retardo no crescimento. Foram observadas deforma&#xE7;&#xF5;es no &#xFA;mero, f&#xEA;mur e articula&#xE7;&#xE3;o do quadril e do ombro em fetos que nasceram por meio de <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/parto-normal/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">parto normal</a>, de ratas que receberam altas doses do medicamento. A administra&#xE7;&#xE3;o oral de Glimepirida na fase avan&#xE7;ada da gravidez e/ou durante a lacta&#xE7;&#xE3;o aumentou o n&#xFA;mero de &#xF3;bitos fetais e produziu as mesmas deforma&#xE7;&#xF5;es de membros citadas anteriormente.</p> <p>A Glimepirida n&#xE3;o apresentou nenhum efeito reconhec&#xED;vel sobre a audi&#xE7;&#xE3;o, desenvolvimento f&#xED;sico, comportamento funcional, aprendizagem, mem&#xF3;ria e fertilidade da prole.</p> <p>Em animais, a Glimepirida &#xE9; excretada no leite.</p> <p>A Glimepirida &#xE9; ingerida pelos lactentes atrav&#xE9;s do leite materno; a administra&#xE7;&#xE3;o de altas doses de Glimepirida em ratas que estavam amamentando causou hipoglicemia em ratos jovens lactentes.</p> <p>Foram observadas malforma&#xE7;&#xF5;es fetais (por exemplo: malforma&#xE7;&#xF5;es oculares, fissuras e anormalidades &#xF3;sseas) em ratos e coelhos; foi observado aumento do n&#xFA;mero de abortos e &#xF3;bitos intrauterinos somente em coelhos.</p> <p>Todas as descobertas de toxicologia reprodutiva est&#xE3;o provavelmente relacionadas aos efeitos farmacodin&#xE2;micos de doses excessivas e n&#xE3;o s&#xE3;o espec&#xED;ficas &#xE0; subst&#xE2;ncia.</p> </hr>"}

Como devo armazenar o Betes?

Betes® (glimepirida) deve ser mantido em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC). Proteger da umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características do medicamento

Betes® (glimepirida) 2 mg

Comprimido oblongo de cor amarela manchetado de branco e amarelo escuro.

Betes® (glimepirida) 4 mg

Comprimido oblongo, biconvexo de cor bege, manchetado de branco, com vinco em um dos lados e liso do outro.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Apresentações do Betes

Comprimido 2 mg

Embalagem com 30 comprimidos.

Uso oral.

Uso adulto.

Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência.

Comprimido 4 mg

Embalagem com 30 comprimidos.

Uso oral.

Uso adulto.

Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência.

Dizeres Legais do Betes

M.S.: 1.0043.0965

Farm. Resp. Subst.:
Dra. Ivanete A. Dias Assi
CRF-SP 41.116

Bula fabricação Brasil

Fabricado por:
Eurofarma Laboratórios S.A.
Rod. Pres. Castello Branco, km 35,6
Itapevi - SP


Registrado por:
Eurofarma Laboratórios S.A.
Av. Vereador José Diniz, 3.465 - São Paulo - SP
CNPJ: 61.190.096/0001-92
Indústria Brasileira



Bula fabricação Argentina

Fabricado por:
Eurofarma Laboratórios S.A.
Avenida San Martin, nº 4550
Buenos Aires - Argentina


Registrado e Importado por:
Eurofarma Laboratórios S.A.
Av. Ver. José Diniz, 3.465 - São Paulo - SP
CNPJ 61.190.096/0001-92
Indústria Brasileira



2mg, caixa com 30 comprimidos

Princípio ativo
:
Glimepirida
Classe Terapêutica
:
Antidiabéticos Sulfonilouréias Puros
Requer Receita
:
Sim, necessita de Receita
Tipo de prescrição
:
Branca Comum (Venda Sob Prescrição Médica)
Categoria
:
Diabetes
Especialidade
:
Endocrinologia

Bula do medicamento

Betes, para o que é indicado e para o que serve?

Betes® (glimepirida) é indicado para o tratamento oral de diabetes mellitus não insulino-dependente (Tipo 2 ou diabetes do adulto), quando os níveis de glicose não podem ser adequadamente controlados por meio de dieta alimentar, exercícios físicos e redução de peso.

Betes® (glimepirida) pode ser associado a outros antidiabéticos orais que não estimulam a secreção de insulina, como a metformina.

Betes® (glimepirida) pode ser associado à metformina quando os níveis glicêmicos (níveis de açúcar no sangue) não podem ser adequadamente controlados por meio de dieta alimentar, exercícios físicos e uso de Betes® (glimepirida) ou metformina em monoterapia (uso de apenas um medicamento).

Betes® (glimepirida) também pode ser utilizado em associação com insulina.

Quais as contraindicações do Betes?

Betes® (glimepirida) não deve ser utilizado nos seguintes casos:

  • <li>Hipersensibilidade (alergia) &#xE0; glimepirida ou a outras sulfonilureias, outras sulfonamidas ou aos demais componentes da formula&#xE7;&#xE3;o;</li> <li>Durante a gravidez e lacta&#xE7;&#xE3;o.</li>

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Não há experiência suficiente na utilização de Betes® (glimepirida) em pacientes com insuficiência hepática (redução da função do fígado) severa e em pacientes sob diálise. Em pacientes com insuficiência da função hepática severa é indicada a substituição pela insulina, ao menos para se obter um controle metabólico adequado.

Betes® (glimepirida) não deve ser administrado para o tratamento de diabetes mellitus insulino-dependente (Tipo 1, ou seja, para o tratamento de diabéticos com história de cetoacidose), de cetoacidose diabética (uma complicação do diabetes mellitus) ou de pacientes em pré-coma ou coma diabético. Essa condição deve ser tratada com insulina.

Como usar o Betes?

Você deve tomar os comprimidos com líquido, por via oral. Os comprimidos de Betes® (glimepirida) devem ser engolidos sem mastigar e com quantidade suficiente de água (aproximadamente ½ copo).

Posologia do Betes

{"tag":"hr","value":" <p>Em princ&#xED;pio, a dose de Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida) &#xE9; regida pelo n&#xED;vel desej&#xE1;vel de glicose no sangue. A dose de glimepirida deve ser a menor poss&#xED;vel que seja suficiente para atingir o controle metab&#xF3;lico desejado.</p> <p>Durante o tratamento com Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida), os n&#xED;veis de glicose no sangue e na urina devem ser medidos regularmente. Al&#xE9;m disso, recomenda-se que sejam realizadas determina&#xE7;&#xF5;es regulares da <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-hemoglobina-glicada-e-valores-de-referencia-do-exame/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">hemoglobina glicada</a>.</p> <h3>A dose inicial usual</h3> <p>&#xC9; de 1 mg de glimepirida diariamente. Se necess&#xE1;rio, esta dose di&#xE1;ria poder&#xE1; ser aumentada. Recomenda-se que tal aumento se fa&#xE7;a de acordo com o controle do n&#xED;vel de glicose no sangue e de forma gradual, em intervalos de 1 a 2 semanas, de acordo com as seguintes etapas: 1 mg, 2 mg, 3 mg, 4 mg, 6 mg.</p> <h3>A dose inicial usual para pacientes com diabetes bem controlado</h3> <p>&#xC9; de 1 a 4 mg glimepirida ao dia. Doses di&#xE1;rias superiores a 6 mg (at&#xE9; 8 mg) somente s&#xE3;o eficazes para uma minoria de pacientes; portanto doses superiores n&#xE3;o devem ser utilizadas.</p> <p>A distribui&#xE7;&#xE3;o e hor&#xE1;rio das doses s&#xE3;o determinados pelo m&#xE9;dico, levando-se em considera&#xE7;&#xE3;o o estilo de vida atual do paciente.</p> <p>Normalmente, uma &#xFA;nica dose di&#xE1;ria de Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida) &#xE9; suficiente. Recomenda-se administrar imediatamente antes da primeira refei&#xE7;&#xE3;o substancial ou da primeira refei&#xE7;&#xE3;o principal. &#xC9; muito importante alimentar-se bem ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o da medica&#xE7;&#xE3;o.</p> <h3>Ajuste secund&#xE1;rio da dose</h3> <p>A sensibilidade &#xE0; insulina aumenta &#xE0; medida que melhora o controle do diabetes; portanto, as necessidades de glimepirida podem diminuir durante o tratamento. Para evitar <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/hipoglicemia/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">hipoglicemia</a>, deve-se considerar oportuna uma redu&#xE7;&#xE3;o tempor&#xE1;ria na dose ou interrup&#xE7;&#xE3;o da terapia com Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida).</p> <p>Um ajuste de dose dever&#xE1; ser considerado caso ocorram mudan&#xE7;as no peso ou no estilo de vida do paciente, ou ainda na ocorr&#xEA;ncia de outros fatores que aumentem a susceptibilidade para hipo ou <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-hiperglicemia-sintomas-tratamento-e-consequencias/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">hiperglicemia</a>.</p> <h3>Dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento</h3> <p>O tratamento com Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida) &#xE9; de longa dura&#xE7;&#xE3;o, dependente da resposta e evolu&#xE7;&#xE3;o do paciente e da conduta e decis&#xE3;o do m&#xE9;dico respons&#xE1;vel.</p> <h3>Substitui&#xE7;&#xE3;o de outros antidiab&#xE9;ticos orais por Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida)</h3> <p>N&#xE3;o h&#xE1; uma exata rela&#xE7;&#xE3;o entre a dose de Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida) e a de outros agentes hipoglicemiantes orais. Quando for&amp;nbsp;substituir a administra&#xE7;&#xE3;o destes agentes por Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida), a dose di&#xE1;ria inicial deve ser de 1 mg; isto &#xE9; aplic&#xE1;vel mesmo quando se parte de doses m&#xE1;ximas de outro agente hipoglicemiante oral. Todo aumento na dose de Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida) deve ser realizado seguindo-se as diretrizes indicadas no item Posologia.</p> <p>Deve-se ter em conta a pot&#xEA;ncia e a dura&#xE7;&#xE3;o da a&#xE7;&#xE3;o do agente hipoglicemiante empregado previamente. Pode ser necess&#xE1;rio interromper o tratamento para evitar efeitos aditivos que aumentariam o risco de hipoglicemia.</p> <p>Em alguns casos de pacientes com diabetes Tipo 2 anteriormente controlados com insulina, uma substitui&#xE7;&#xE3;o por Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida) pode ser indicada. A substitui&#xE7;&#xE3;o geralmente deve ser feita no hospital.</p> <h3>Uso em associa&#xE7;&#xE3;o com metformina</h3> <p>Nos pacientes que n&#xE3;o obtiveram um controle adequado com a dose m&#xE1;xima di&#xE1;ria de glimepirida ou metformina, podese iniciar o tratamento concomitante com ambos agentes antidiab&#xE9;ticos orais. Se a terapia estabelecida tanto com glimepirida quanto com metformina progredir em um mesmo n&#xED;vel de dose, o tratamento adicional com glimepirida ou metformina deve ser iniciado com uma dose baixa, a qual deve ser quantificada dependendo do n&#xED;vel de controle metab&#xF3;lico desejado, at&#xE9; a dose m&#xE1;xima di&#xE1;ria. O tratamento com a associa&#xE7;&#xE3;o deve ser iniciado sob supervis&#xE3;o m&#xE9;dica cuidadosa.</p> <h3>Uso em associa&#xE7;&#xE3;o com insulina</h3> <p>Nos pacientes que n&#xE3;o obtiveram um controle adequado com a dose di&#xE1;ria m&#xE1;xima de Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida), pode-se iniciar o tratamento concomitante com insulina. Deve-se manter a mesma dose de glimepirida e iniciar o tratamento com insulina em dose baixa, aumentando esta dose gradualmente at&#xE9; se alcan&#xE7;ar o n&#xED;vel desejado de controle metab&#xF3;lico. O tratamento com a associa&#xE7;&#xE3;o deve ser iniciado sob supervis&#xE3;o m&#xE9;dica cuidadosa.</p> <p>N&#xE3;o h&#xE1; estudos dos efeitos de Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida) administrado por vias n&#xE3;o recomendadas. Portanto, por seguran&#xE7;a e para garantir a efic&#xE1;cia deste medicamento, a administra&#xE7;&#xE3;o deve ser somente por via oral, conforme recomendado pelo m&#xE9;dico.</p> <h3>Popula&#xE7;&#xF5;es especiais</h3> <h4>Insufici&#xEA;ncia renal</h4> <p>Existe informa&#xE7;&#xE3;o limitada dispon&#xED;vel quanto ao uso de Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida) na insufici&#xEA;ncia renal. Pacientes com insufici&#xEA;ncia da fun&#xE7;&#xE3;o renal podem ser mais sens&#xED;veis aos efeitos hipoglicemiantes de Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida).</p> <h4>Popula&#xE7;&#xE3;o Pedi&#xE1;trica (crian&#xE7;as)</h4> <p>Os dados s&#xE3;o insuficientes para recomendar a utiliza&#xE7;&#xE3;o de glimepirida.</p> <p><strong>Siga a orienta&#xE7;&#xE3;o do seu m&#xE9;dico, respeitando sempre os hor&#xE1;rios, as doses e a dura&#xE7;&#xE3;o do tratamento. N&#xE3;o interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu m&#xE9;dico. </strong></p> <p><strong>Este medicamento n&#xE3;o deve ser partido, aberto ou mastigado.</strong></p> "}

Como o Betes funciona?

A glimepirida diminui as concentrações sanguíneas da glicose, principalmente pela estimulação da secreção de insulina.

Os picos de redução da glicemia em pacientes diabéticos do tipo 2 ocorreram em 2 a 4 horas após a ingestão do&nbsp;medicamento.

Quais cuidados devo ter ao usar o Betes?

Em situações excepcionais de estresse (como trauma, cirurgia, infecções febris) pode ocorrer uma desregulação do nível sanguíneo de glicose, fazendo-se necessário substituir temporariamente a glimepirida por insulina, a fim de se manter um controle metabólico adequado.

Durante as primeiras semanas de tratamento, o risco da ocorrência de hipoglicemia (diminuição da taxa de açúcar no sangue) pode estar aumentado e necessita de monitorização cuidadosa. Fatores que favorecem a hipoglicemia incluem:

  • <li>Indisposi&#xE7;&#xE3;o (mais comum em pacientes idosos) ou incapacidade para cooperar;</li> <li><a href="https://minutosaudavel.com.br/desnutricao/" rel="noopener" target="_blank">Desnutri&#xE7;&#xE3;o</a> (ingest&#xE3;o insuficiente de nutrientes), refei&#xE7;&#xF5;es irregulares ou refei&#xE7;&#xF5;es suprimidas;</li> <li>Desequil&#xED;brio entre o esfor&#xE7;o f&#xED;sico e ingest&#xE3;o de <a href="https://minutosaudavel.com.br/carboidratos/" rel="noopener" target="_blank">carboidratos</a>;</li> <li>Altera&#xE7;&#xF5;es na dieta;</li> <li>Consumo de &#xE1;lcool, principalmente quando combinado com a falta de refei&#xE7;&#xF5;es;</li> <li>Fun&#xE7;&#xE3;o renal comprometida;</li> <li>Altera&#xE7;&#xE3;o severa da fun&#xE7;&#xE3;o do f&#xED;gado;</li> <li>Superdose com Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida);</li> <li>Algumas altera&#xE7;&#xF5;es descompensadas do sistema end&#xF3;crino que afetam o metabolismo dos carboidratos ou a contrarregula&#xE7;&#xE3;o da hipoglicemia (como, por exemplo, em certas altera&#xE7;&#xF5;es da fun&#xE7;&#xE3;o da <a href="https://consultaremedios.com.br/tireoide/c" target="_blank">tireoide</a> ou na insufici&#xEA;ncia corticoadrenal ou pituit&#xE1;ria anterior);</li> <li>Administra&#xE7;&#xE3;o concomitante de outros medicamentos;</li> <li>Tratamento com Betes<sup>&#xAE;</sup> (glimepirida) na aus&#xEA;ncia de qualquer indica&#xE7;&#xE3;o.</li>

Caso tais fatores de risco para hipoglicemia estejam presentes, pode ser necessário um ajuste da posologia de Betes® (glimepirida) ou de toda a terapia. Isto também se aplica sempre que ocorrer outra doença durante o tratamento ou alterações no estilo de vida do paciente.

A hipoglicemia pode ser, quase sempre, prontamente controlada pela administração imediata de carboidratos (glicose ou açúcar).

Caso você tenha sido diagnosticado com deficiência de G6PD, informe seu médico, uma vez que medicamentos pertencentes à classe das sulfonilureias podem ocasionar anemia hemolítica (diminuição do número das células vermelhas do sangue, em decorrência da destruição prematura dos mesmos).

Hipoglicemia severa requer tratamento imediato e acompanhamento médico e, em algumas circunstâncias, cuidados&nbsp;hospitalares.

Gravidez e amamentação

Betes® (glimepirida) não deve ser administrado durante a gravidez e amamentação, devido ao risco de dano à criança, portanto, o tratamento deve ser substituído por insulina ou interromper a amamentação. Se você estiver planejando engravidar, deve informar ao médico. Recomenda-se, neste caso, a substituição do tratamento por insulina.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Alterações na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas

Pode ocorrer diminuição do estado de alerta devido à hipoglicemia ou hiperglicemia, especialmente no início ou após alterações no tratamento, ou quando Betes® (glimepirida) não for ingerido regularmente, afetando, por exemplo, a habilidade em conduzir veículos ou operar máquinas.

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Betes?

Distúrbios do metabolismo e nutrição

Pode ocorrer hipoglicemia e esta pode ser prolongada. Possíveis sintomas de hipoglicemia incluem cefaleia (dor de cabeça), excesso de apetite, náusea, vômitos, fadiga, insônia, alteração do sono, inquietação, agressividade, prejuízo da concentração, alteração das reações e do estado de alerta, depressão, confusão, alterações na fala, afasia (dificuldade na&nbsp;comunicação, na forma falada e escrita), alterações visuais, tremor, paresias (fraqueza muscular), alterações sensoriais, tontura, sensação de abandono, perda do autocontrole, delírio, convulsões, sonolência e perda da consciência, podendo evoluir para coma, dificuldade de respiração e bradicardia (diminuição da frequência cardíaca).

Além disso, podem estar presentes sudorese (produção e eliminação de suor), pele úmida e fria, ansiedade, taquicardia (aceleração do ritmo cardíaco), hipertensão (pressão alta), palpitação (percepção do batimento do coração), dor peito e arritmias cardíacas (descompasso dos batimentos do coração).

O quadro clínico de um ataque hipoglicêmico severo pode assemelhar-se a um acidente vascular cerebral (derrame cerebral, caracterizada por perda do controle muscular, perda da consciência, tontura e outros sintomas, dependendo da gravidade).

Os sintomas de hipoglicemia quase sempre desaparecem quando esta é corrigida.

Distúrbios oculares

Especialmente no início do tratamento, pode ocorrer alteração visual temporária devido às modificações dos níveis sanguíneos de glicose.

Distúrbios gastrointestinais

Ocasionalmente, podem ocorrer sintomas gastrointestinais como náusea (enjoo), vômito, sensação de pressão ou plenitude gástrica (estômago cheio), dor abdominal e diarreia.

Em casos isolados, pode-se observar hepatite, aumento dos níveis de enzimas hepáticas e/ou colestase (alteração do fluxo da bile) e icterícia (deposição de pigmentos biliares na pele dando uma cor amarela intensa) que podem progredir para insuficiência hepática com risco de vida, mas pode regredir com a suspensão do tratamento.

Disgeusia (alteração ou diminuição do paladar) (frequência desconhecida).

Distúrbios do sangue e sistema linfático

Ocorre raramente trombocitopenia (diminuição no número de plaquetas) e, em casos isolados, leucopenia (redução de leucócitos), anemia hemolítica (diminuição do número de glóbulos vermelhos, leucócitos e plaquetas do sangue em decorrência do aumento da velocidade de destruição destes glóbulos), eritrocitopenia (redução do número de eritrócitos), granulocitopenia (diminuição do número de leucócitos granulares), agranulocitose (diminuição de alguns tipos de leucócitos) ou pancitopenia (deficiência de eritrócitos, leucócitos e plaquetas). Foram relatados em experiência póscomercialização, casos de trombocitopenia (diminuição do número de plaquetas) severa com contagem de plaquetas menor que 10.000/µL e púrpura trombocitopênica (extravasamento de sangue com diminuição no número de plaquetas formando mancha roxa).

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo

Alopecia (perda de cabelos e pelos) (frequência desconhecida).

Outras reações adversas

Ocasionalmente, podem ocorrer reações alérgicas ou pseudoalérgicas como, por exemplo, prurido (coceira), urticária (erupção na pele, geralmente de origem alérgica, que causa coceira) ou erupções. Tais reações leves podem tornar-se graves, acompanhadas por dispneia (dificuldade respiratória) e hipotensão arterial (pressão baixa), algumas vezes evoluindo até choque. Em caso de urticária, o médico deve ser imediatamente informado.

Em casos isolados, pode ocorrer redução da concentração sérica (no sangue) de sódio e vasculite (inflamação da parede de um vaso) alérgica ou alergia na pele devido à luz.

Laboratoriais

A glimepirida, assim como todas as sulfonilureias, pode causar ganho de peso (frequência desconhecida).

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

O que eu devo fazer quando esquecer de usar o Betes?

Equívocos, como o esquecimento de uma dose, nunca devem ser corrigidos pela administração de uma dose maior.

Medidas para lidar com tais enganos (principalmente esquecer uma dose ou pular uma refeição) ou situações em que a dose não pode ser administrada no horário prescrito, devem ser discutidas e acordadas previamente entre o médico e paciente.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou médico, ou cirurgião-dentista.

Qual a composição do Betes?

Cada comprimido de glimepirida 2 mg contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:228px\"> <p style=\"text-align:center\">Glimepirida</p> </td> <td style=\"width:230px\"> <p style=\"text-align:center\">2 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:228px\"> <p style=\"text-align:center\">Excipientes&amp;nbsp;q.s.p.</p> </td> <td style=\"width:230px\"> <p style=\"text-align:center\">1 comprimido</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Excipientes: lactose monoidratada, celulose microcristalina, povidona, amidoglicolato de sódio, estearato de magnésio, óxido de ferro amarelo.

Cada comprimido de glimepirida 4 mg contém:

{"tag":"table","value":{"heading":["<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:100%\"> <tbody> <tr> <td style=\"width:228px\"> <p style=\"text-align:center\">Glimepirida</p> </td> <td style=\"width:230px\"> <p style=\"text-align:center\">4 mg</p> </td> </tr> <tr> <td style=\"width:228px\"> <p style=\"text-align:center\">Excipientes&amp;nbsp;q.s.p.</p> </td> <td style=\"width:230px\"> <p style=\"text-align:center\">1 comprimido</p> </td> </tr> </tbody> </table>"],"rows":[]}}

Excipientes: lactose monoidratada, celulose microcristalina, povidona, amidoglicolato de sódio, estearato de magnésio, óxido de ferro amarelo.

Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Betes maior do que a recomendada?

Sinais e sintomas

A superdose aguda, assim como o tratamento a longo prazo com alta dose de glimepirida, pode causar hipoglicemia severa com risco de vida.

Tratamento

O médico responsável deve ser informado tão logo a superdose de Betes® (glimepirida) seja descoberta. O paciente deve ingerir açúcar de imediato, se possível na forma de glicose, a não ser que um médico já esteja conduzindo o tratamento da superdose.

A monitorização cuidadosa é essencial até que o médico comprove que o paciente realmente está fora de perigo. Deve-se lembrar que pode ocorrer recidiva (retorno) da hipoglicemia após melhora do quadro inicial.

A hospitalização pode ser necessária em algumas ocasiões, mesmo como medida preventiva. Em particular, superdoses significativas e reações severas com sinais tais como perda da consciência ou outras alterações neurológicas graves, são emergências médicas requerendo tratamento imediato e hospitalização.

Pacientes que tenham ingerido quantidades de Betes® (glimepirida) que representam ameaça à vida, requerem medidas de desintoxicação (por exemplo, lavagem gástrica e carvão medicinal).

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Betes com outros remédios?

Com base na experiência do uso de Betes® (glimepirida) e no que se conhece dos medicamentos de mesma classe, as seguintes interações devem ser consideradas:

Medicamento-medicamento
Aumento do efeito hipoglicemiante e, portanto, em alguns casos, pode ocorrer hipoglicemia quando um dos seguintes fármacos é administrado:
  • <li>Insulina ou outro antidiab&#xE9;tico oral; inibidores da ECA; esteroides anabolizantes e horm&#xF4;nios sexuais masculinos; <a href="https://consultaremedios.com.br/cloranfenicol/bula" target="_blank">cloranfenicol</a>; derivados cumar&#xED;nicos; ciclofosfamidas; disopiramida; fenfluramina; feniramidol; fibratos; <a href="https://consultaremedios.com.br/cloridrato-de-fluoxetina/bula" target="_blank">fluoxetina</a>; guanetidina; <a href="https://consultaremedios.com.br/ifosfamida/bula" target="_blank">ifosfamida</a>; inibidores da MAO; <a href="https://consultaremedios.com.br/miconazol/bula" target="_blank">miconazol</a>; <a href="https://consultaremedios.com.br/fluconazol/bula" target="_blank">fluconazol</a>; &#xE1;cido para-aminosalic&#xED;lico; <a href="https://consultaremedios.com.br/pentoxifilina/bula" target="_blank">pentoxifilina</a> (uso parenteral em doses elevadas); <a href="https://consultaremedios.com.br/fenilbutazona-calcica/bula" target="_blank">fenilbutazona</a>; azapropazona; oxifembutazona; probenicida; quinolonas; salicilatos; sulfimpirazona; claritomicina; <a href="https://consultaremedios.com.br/infeccoes/antibioticos/c" target="_blank">antibi&#xF3;ticos</a> sulfonam&#xED;dicos; tetraciclinas; tritoqualina; trofosfamida.</li>
Redução do efeito hipoglicemiante e, portanto, ocorrência de hiperglicemia quando um dos seguintes fármacos é administrado, por exemplo:
  • <li><a href="https://consultaremedios.com.br/acetazolamida/bula" target="_blank">Acetazolamida</a>; barbit&#xFA;ricos; corticosteroides; <a href="https://consultaremedios.com.br/diazoxido/bula" target="_blank">diaz&#xF3;xido</a>; <a href="https://consultaremedios.com.br/pressao-alta/diureticos/c" target="_blank">diur&#xE9;ticos</a>; <a href="https://consultaremedios.com.br/epinefrina/bula" target="_blank">epinefrina</a> (adrenalina) e outros agentes simpatomim&#xE9;ticos; <a href="https://consultaremedios.com.br/glucagon/bula" target="_blank">glucagon</a>; <a href="https://consultaremedios.com.br/aparelho-digestivo/laxantes/c" target="_blank">laxantes</a> (ap&#xF3;s uso prolongado), <a href="https://consultaremedios.com.br/acido-nicotinico/bula" target="_blank">&#xE1;cido nicot&#xED;nico</a> (em doses elevadas), estrog&#xEA;nios e progestag&#xEA;nios; fenotiaz&#xED;nicos; <a href="https://consultaremedios.com.br/fenitoina/bula" target="_blank">fenito&#xED;na</a>; <a href="https://consultaremedios.com.br/rifampicina/bula" target="_blank">rifampicina</a>; horm&#xF4;nios da tireoide.</li>

Antagonistas de receptores H2, beta-bloqueadores, clonidina e reserpina podem induzir tanto o aumento quanto a diminuição do efeito hipoglicemiante da glimepirida.

Sob influência de fármacos simpatolíticos, como betabloqueadores, clonidina, guanetidina e reserpina, os sinais da contrarregulação adrenérgica para hipoglicemia podem estar reduzidos ou ausentes.

O uso de Betes® (glimepirida) pode potencializar ou diminuir os efeitos dos derivados cumarínicos.

Sequestrador de ácidos biliares: o colesevelam se liga à glimepirida e reduz sua absorção no trato gastrintestinal.

Nenhuma interação foi observada quando a glimepirida foi tomada, pelo menos, 4 horas antes do colesevelam. Portanto, a glimepirida deve ser administrada, pelo menos, 4 horas antes do colesevelam.

Medicamento-substância química, com destaque para o álcool

Tanto a ingestão crônica como a aguda de álcool pode potencializar ou diminuir a ação hipoglicemiante de Betes® (glimepirida) de maneira imprevisível.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Interação alimentícia: posso usar o Betes com alimentos?

Medicamento-substância química, com destaque para o álcool

Tanto a ingestão crônica como a aguda de álcool podem potencializar ou diminuir a ação hipoglicemiante de Glimepirida de maneira imprevisível.

Qual a ação da substância do Betes (Glimepirida)?

Resultados de Eficácia

{"tag":"hr","value":" <p>A Glimepirida &#xE9; um agente de primeira gera&#xE7;&#xE3;o para o tratamento de pacientes com diabetes <em>mellitus</em> n&#xE3;o insulino-dependentes (DMNID), que n&#xE3;o tiveram sucesso de resposta adequada &#xE0; dieta e aos exerc&#xED;cios. Assim como a metformina, a Glimepirida reduz a glicose do jejum em cerca de 60 mg/dL e a hemoglobina glicosilada&amp;nbsp;em 1,5 a 2,0%. O uso de Glimepirida 1 a 8 mg por dia provocou redu&#xE7;&#xF5;es dose-dependentes nas concentra&#xE7;&#xF5;es da glicose sangu&#xED;nea do jejum e p&#xF3;s-prandial. Esses efeitos se mantiveram por mais de 2 anos, quando a Glimepirida era usada em monoterapia (Anon, 1995a; Higgins, 1995a). A Glimepirida pode ser usada em combina&#xE7;&#xE3;o com metformina ou com insulina se um controle glic&#xEA;mico adequado n&#xE3;o for atingido com a Glimepirida em monoterapia (Anon, 1995a).</p> <h3>Monoterapia</h3> <p>A monoterapia com Glimepirida proporcionou um controle adequado da glicose sangu&#xED;nea em pacientes com diabetes <em>mellitus</em> (DM) tipo 2 precocemente diagnosticados. Em um estudo aberto, prospectivo, randomizado, 14 homens (entre 32 e 75 anos) com diabetes tipo 2 precocemente diagnosticados (glicose plasm&#xE1;tica no jejum-GPJ maior ou igual a 140 mg/dL) receberam Glimepirida 2 mg uma vez ao dia pela manh&#xE3; por 24 semanas. A dosagem era aumentada em 1 mg a cada 2 semanas at&#xE9; um m&#xE1;ximo de 8 mg. Volunt&#xE1;rios sadios com idades semelhantes (n=10) sem hist&#xF3;ria familiar de DM serviu como grupo controle. Uma redu&#xE7;&#xE3;o significativa na GPJ reduziu significativamente com o tratamento com Glimepirida (252 &#xB1; 13 mg/dL para 113 &#xB1; 4 mg/dL, p&amp;nbsp;0,01; controle: 95 &#xB1; 2 mg/dL). O tratamento foi bem tolerado (Kabadi &amp; Kabadi, 2004).</p> <p>Em outro estudo, Glimepirida 1 a 8 mg ao dia foi mais eficaz do que o placebo para o controle do diabetes <em>mellitus</em> n&#xE3;o insulino-dependente (Schade et al, 1998). Neste estudo multic&#xEA;ntrico, paralelo, dose-titulado, 249 pacientes foram designados randomicamente ao tratamento cego com placebo ou Glimepirida 1 mg com titula&#xE7;&#xE3;o a 8mg, se necess&#xE1;rio. A dose permaneceu a mesma durante as 14 pr&#xF3;ximas semanas do estudo. Os n&#xED;veis m&#xE9;dios de glicose plasm&#xE1;tica no jejum (p menos que 0,01) e a hemoglobina glicosilada m&#xE9;dia (p menos que 0,001) foi significativamente menor em pacientes recebendo Glimepirida versus placebo. No final do estudo, 69% dos pacientes tratados com Glimepirida atingiram uma hemoglobina glicosilada menor que 7,2%, comparada a 32% dos pacientes tratados com placebo. Efeitos adversos foram relatados em 11 e 9% dos pacientes tratados com Glimepirida e placebo, respectivamente; tontura, astenia e dor de cabe&#xE7;a ocorreram com a Glimepirida, mas n&#xE3;o houve nenhuma ocorr&#xEA;ncia de hipoglicemia laboratorial relatada. Pacientes tratados com placebo relataram sintomas de hiperglicemia.</p> <p>A administra&#xE7;&#xE3;o de Glimepirida uma vez ao dia foi t&#xE3;o eficaz quanto &#xE0; administra&#xE7;&#xE3;o duas vezes ao dia em pacientes com diabetes <em>mellitus</em> tipo 2. Neste estudo cruzado de 14 semanas (n=161), pacientes foram selecionados randomicamente a receber Glimepirida 3mg duas vezes por semana ou Glimepirida 6mg ao dia por 4 semanas. Uma redu&#xE7;&#xE3;o estatisticamente significativa na concentra&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dia de glicose em 24 h (p=0,018) comparada ao in&#xED;cio do estudo ocorreu em pacientes recebendo Glimepirida 3mg duas vezes ao dia; contudo, a diferen&#xE7;a foi pequena. Os efeitos adversos foram compar&#xE1;veis aos do placebo em ambos os grupos de tratamento (Sonnerberg et al, 1997).</p> <p>A Glimepirida 4 e 8 mg foi mais eficaz do que a Glimepirida 1 mg (p &lt; 0,001) ou o placebo (0,001) na redu&#xE7;&#xE3;o dos n&#xED;veis de glicose p&#xF3;s-prandial e do jejum e da hemoglobina glicosilada (Goldberg et al, 1996). Hipoglicemia sintom&#xE1;tica foi o &#xFA;nico efeito adverso que ocorreu em mais de 5% dos pacientes. Este estudo foi conduzido em pacientes com diabetes <em>mellitus</em> tipo 2 e com uma dura&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dia da doen&#xE7;a de 5 a 7 anos. Todos os pacientes pararam os tratamentos que n&#xE3;o eram apenas a dieta por 3 semanas e ent&#xE3;o foram randomizados a placebo ou Glimepirida 1, 4 ou 8mg. O per&#xED;odo de tratamento foi de 14 semanas. Os resultados confirmam que a dosagem m&#xED;nima &#xE9; 1 mg e que a resposta &#xE9; dose-dependente.</p> <p><strong>Refer&#xEA;ncias Bibliogr&#xE1;ficas</strong></p> <p><span style=\"font-size:11px\">1-(Prod Info Amaryl(R), 1999b 2-Schwartz S, Sievers R, Strange P, et al: Insulin 70/30 mix plus metformin versus triple oral therapy in the treatment of type 2 diabetes after failure of two oral drugs: efficacy, safety, and cost analysis. Diabetes Care 2003a; 26(8):2238-2243.<br> 4-Kabadi MU &amp; Kabadi UM: Effects of glimepiride on insulin secretion and sensitivity in patients with recently diagnosed type 2 diabetes <em>mellitus</em>. Clin Ther 2004; 26(1):63-69.<br> 5-Schade DS, Jovanovic L, &amp; Schneider J: A placebo-controlled, randomized study of glimepiride in patients with Type 2 diabetes <em>mellitus</em> for whom diet therapy is unsuccessful. J Clin Pharmacol 1998; 38:636-641.<br> 6- Sonnenberg GE, Garg DC, Weidler DJ, et al: Short-term comparison of once-versus twice-daily administration of glimepiride in patients with non-insulin-dependent diabetes <em>mellitus</em>. Ann Pharmacother 1997; 31:671-676.<br> 7- Anon: FDC Reports: The Pink Sheet. ; 57:T&amp;G 2-3, December 11, 1995a.<br> 8- Anon: Glimepiride. Drugs Future 1992; 17:774-778.<br> 9- Anon: Glimepiride. Drugs Future 1992a; 17:774-778.<br> 10-Higgins G: Update on antidiabetic treatments in US clinical trials, Inpharma Weekly, Adis International Ltd, Auckland, New Zealand, 1995, pp 924:9.</br></br></br></br></br></br></br></span></p> <h2>Caracter&#xED;sticas Farmacol&#xF3;gicas</h2> <hr> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <h4>Mecanismo de a&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>Tanto em pessoas saud&#xE1;veis quanto em pacientes com diabetes <em>mellitus</em> Tipo 2, a Glimepirida diminui as concentra&#xE7;&#xF5;es sangu&#xED;neas da glicose, principalmente pela estimula&#xE7;&#xE3;o da secre&#xE7;&#xE3;o de insulina pelas c&#xE9;lulas beta do p&#xE2;ncreas. Este efeito est&#xE1; baseado predominantemente no aumento da resposta das c&#xE9;lulas beta do p&#xE2;ncreas ao est&#xED;mulo fisiol&#xF3;gico da glicose. Ao mesmo tempo em que promove uma redu&#xE7;&#xE3;o equivalente da glicemia, a administra&#xE7;&#xE3;o de baixas doses de Glimepirida em animais e volunt&#xE1;rios sadios leva &#xE0; libera&#xE7;&#xE3;o de menores quantidades de insulina comparativamente a <a href=\"https://consultaremedios.com.br/glibenclamida/bula\" target=\"_blank\">glibenclamida</a>. Este fato sugere a exist&#xEA;ncia de efeitos extra pancre&#xE1;ticos (sensibiliza&#xE7;&#xE3;o &#xE0; insulina e mimetismo da insulina) da Glimepirida.</p> <p>Adicionalmente, quando comparada &#xE0;s outras sulfonilureias, a Glimepirida apresenta menor efeito sobre o <a href=\"https://consultaremedios.com.br/sistema-cardiovascular-circulacao/c\" target=\"_blank\">sistema cardiovascular</a>. A Glimepirida reduz a agrega&#xE7;&#xE3;o plaquet&#xE1;ria (dados de estudos <em>in vitro</em> e em animais) e promove uma redu&#xE7;&#xE3;o marcante na forma&#xE7;&#xE3;o de placas ateroscler&#xF3;ticas (dados de estudos em animais).</p> <h5>Secre&#xE7;&#xE3;o de insulina</h5> <p>Como todas as sulfonilureias, a Glimepirida regula a secre&#xE7;&#xE3;o de insulina atrav&#xE9;s da intera&#xE7;&#xE3;o com os canais de pot&#xE1;ssio sens&#xED;veis &#xE0; ATP presentes na membrana da c&#xE9;lula beta. Contrariamente &#xE0;s outras sulfonilureias, a Glimepirida liga-se especificamente &#xE0; prote&#xED;na 65 kDa, localizada na membrana da c&#xE9;lula beta. Esta intera&#xE7;&#xE3;o da Glimepirida com sua prote&#xED;na ligadora determina a probabilidade do canal de pot&#xE1;ssio sens&#xED;vel a ATP permanecer aberto ou fechado.</p> <p>A Glimepirida fecha o canal de pot&#xE1;ssio, o que induz a despolariza&#xE7;&#xE3;o da c&#xE9;lula beta e resulta na abertura do canal de c&#xE1;lcio sens&#xED;vel &#xE0; voltagem e, consequentemente, no influxo de c&#xE1;lcio para o interior da c&#xE9;lula. Finalmente, o aumento da concentra&#xE7;&#xE3;o intracelular de c&#xE1;lcio ativa a secre&#xE7;&#xE3;o da insulina por meio da exocitose.</p> <p>A Glimepirida se associa e se dissocia da prote&#xED;na ligadora muito mais r&#xE1;pida e frequentemente do que a glibenclamida. Acredita-se que a caracter&#xED;stica alta taxa de associa&#xE7;&#xE3;o/dissocia&#xE7;&#xE3;o da Glimepirida &#xE0; prote&#xED;na ligadora &#xE9; respons&#xE1;vel pelo seu pronunciado efeito de sensibiliza&#xE7;&#xE3;o &#xE0; glicose e pelo efeito de prote&#xE7;&#xE3;o da c&#xE9;lula beta contra a dessensibiliza&#xE7;&#xE3;o e exaust&#xE3;o prematura.</p> <h6>Efeito de sensibiliza&#xE7;&#xE3;o &#xE0; insulina:</h6> <p>A Glimepirida aumenta a a&#xE7;&#xE3;o normal da insulina sobre a absor&#xE7;&#xE3;o perif&#xE9;rica de glicose (dados de estudos em humanos e animais).</p> <h6>Efeitos de mimetismo da insulina:</h6> <p>A Glimepirida mimetiza a a&#xE7;&#xE3;o da insulina na absor&#xE7;&#xE3;o perif&#xE9;rica de glicose e produ&#xE7;&#xE3;o hep&#xE1;tica de glicose.&amp;nbsp;</p> <p>A absor&#xE7;&#xE3;o perif&#xE9;rica de glicose ocorre pelo seu transporte para o interior das c&#xE9;lulas musculares e lip&#xED;dicas. A Glimepirida aumenta diretamente o n&#xFA;mero de mol&#xE9;culas de glicose transportadas pela membrana plasm&#xE1;tica das c&#xE9;lulas musculares e lip&#xED;dicas. O aumento do influxo de glicose leva &#xE0; ativa&#xE7;&#xE3;o da fosfolipase C glicosilfosfatidilinositol-espec&#xED;fica. Como resultado, os n&#xED;veis celulares de AMPc diminuem, causando redu&#xE7;&#xE3;o da atividade da prote&#xED;na quinase A, que, por sua vez, estimula o metabolismo da glicose.</p> <p>A Glimepirida inibe a produ&#xE7;&#xE3;o hep&#xE1;tica de glicose por meio do aumento da concentra&#xE7;&#xE3;o de frutose-2,6- bifosfato, que inibe a gliconeog&#xEA;nese.</p> <h6>Efeitos sobre a agrega&#xE7;&#xE3;o plaquet&#xE1;ria e forma&#xE7;&#xE3;o de placas ateroscler&#xF3;ticas:</h6> <p>A Glimepirida reduz a agrega&#xE7;&#xE3;o plaquet&#xE1;ria <em>in vitro</em> e <em>in vivo</em>. Este efeito &#xE9; provavelmente o resultado da inibi&#xE7;&#xE3;o seletiva da ciclooxigenase, que &#xE9; respons&#xE1;vel pela forma&#xE7;&#xE3;o de tromboxano A, um importante fator end&#xF3;geno de agrega&#xE7;&#xE3;o plaquet&#xE1;ria.</p> <p>A Glimepirida reduz significativamente a forma&#xE7;&#xE3;o das placas ateroscler&#xF3;ticas em animais. O mecanismo de a&#xE7;&#xE3;o relacionado a este efeito ainda n&#xE3;o est&#xE1; elucidado.</p> <h6>Efeitos cardiovasculares</h6> <p>As sulfonilureias afetam o sistema cardiovascular por meio dos canais de pot&#xE1;ssio sens&#xED;veis a ATP (ver acima). Comparada &#xE0;s sulfonilureias convencionais, a Glimepirida exerce um efeito significativamente menor no sistema cardiovascular (dados de estudos em animais). Este fato pode ser explicado pela natureza espec&#xED;fica da intera&#xE7;&#xE3;o entre a Glimepirida e a prote&#xED;na ligadora do canal de pot&#xE1;ssio sens&#xED;vel a ATP.</p> <h3>Farmacodin&#xE2;mica</h3> <p>Em pessoas saud&#xE1;veis, a dose oral m&#xED;nima efetiva &#xE9; de aproximadamente 0,6 mg. O efeito da Glimepirida &#xE9; dosedependente e reprodut&#xED;vel. A resposta fisiol&#xF3;gica ao exerc&#xED;cio f&#xED;sico agudo, como por exemplo, a redu&#xE7;&#xE3;o da secre&#xE7;&#xE3;o de insulina, continua presente sob o efeito de Glimepirida.</p> <p>N&#xE3;o existem diferen&#xE7;as significativas relacionadas &#xE0; administra&#xE7;&#xE3;o do f&#xE1;rmaco 30 minutos ou imediatamente antes da refei&#xE7;&#xE3;o. Em pacientes diab&#xE9;ticos, alcan&#xE7;a-se um bom controle metab&#xF3;lico durante 24 horas com a administra&#xE7;&#xE3;o de uma &#xFA;nica dose. Adicionalmente, em um estudo cl&#xED;nico, 12 de 16 pacientes com insufici&#xEA;ncia renal (<em>clearance</em> de creatinina entre 4 e 79 mL/min) alcan&#xE7;aram um bom controle metab&#xF3;lico.</p> <p>Apesar do metab&#xF3;lito hidroxi da Glimepirida causar uma redu&#xE7;&#xE3;o pequena, por&#xE9;m significativa da glicose s&#xE9;rica em pessoas saud&#xE1;veis, ele &#xE9; respons&#xE1;vel por somente uma pequena parte do efeito total do f&#xE1;rmaco.</p> <h4>Terapia combinada com metformina:</h4> <p>Em pacientes que n&#xE3;o alcan&#xE7;aram um controle adequado com a dose m&#xE1;xima tanto de Glimepirida quanto de metformina, pode-se iniciar a terapia concomitante com ambos agentes antidiab&#xE9;ticos. Em dois estudos, verificou-se melhora no controle metab&#xF3;lico no tratamento combinado em compara&#xE7;&#xE3;o ao tratamento com o f&#xE1;rmaco isolado.</p> <h4>Terapia combinada com insulina:</h4> <p>Em pacientes que n&#xE3;o alcan&#xE7;aram um controle metab&#xF3;lico adequado com a dose m&#xE1;xima de Glimepirida, pode-se iniciar a terapia concomitante com insulina. Em dois estudos, a terapia com a associa&#xE7;&#xE3;o de insulina e Glimepirida promoveu o mesmo controle metab&#xF3;lico que insulina em monoterapia; entretanto, foi necess&#xE1;ria uma dose m&#xE9;dia menor de insulina na terapia associada.</p> <h3>Farmacocin&#xE9;tica</h3> <h4>Absor&#xE7;&#xE3;o, distribui&#xE7;&#xE3;o, metabolismo e elimina&#xE7;&#xE3;o</h4> <p>A biodisponibilidade absoluta da Glimepirida &#xE9; completa. A ingest&#xE3;o de alimentos n&#xE3;o exerce nenhuma influ&#xEA;ncia relevante na absor&#xE7;&#xE3;o. As concentra&#xE7;&#xF5;es s&#xE9;ricas m&#xE1;ximas (C<sub>m&#xE1;x</sub>) s&#xE3;o alcan&#xE7;adas aproximadamente 2,5 horas ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral (309 ng/mL durante a administra&#xE7;&#xE3;o de doses m&#xFA;ltiplas de 4 mg por dia) e existe uma rela&#xE7;&#xE3;o linear entre dose/C<sub>m&#xE1;x</sub> e dose/AUC. A Glimepirida apresenta um pequeno volume de distribui&#xE7;&#xE3;o (aproximadamente 8,8 L), que &#xE9; aproximadamente igual ao volume de distribui&#xE7;&#xE3;o da albumina; alta taxa de liga&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/proteinas/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">prote&#xED;nas</a> plasm&#xE1;ticas (&gt; 99%) e baixo <em>clearance</em> (aprox. 48 mL/min). A meia-vida s&#xE9;rica m&#xE9;dia predominante, que &#xE9; relevante para as concentra&#xE7;&#xF5;es s&#xE9;ricas alcan&#xE7;adas com a administra&#xE7;&#xE3;o de dosesm&#xFA;ltiplas, &#xE9; de cerca de 5 a 8 horas. Ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o de doses elevadas, foi observado um leve aumento da meia-vida do f&#xE1;rmaco.</p> <p>Ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o de dose &#xFA;nica de Glimepirida radiomarcada, 58% da radioatividade foi recuperada na urina e 35% nas fezes. N&#xE3;o foi detectado f&#xE1;rmaco inalterado na urina. Foram identificados dois metab&#xF3;litos, provavelmente resultantes do metabolismo hep&#xE1;tico (a principal enzima &#xE9; a CYP2C9), tanto na urina quanto nas fezes: um derivado hidroxi e um derivado carboxi. Ap&#xF3;s a administra&#xE7;&#xE3;o oral de Glimepirida, as meias-vidas terminais destes metab&#xF3;litos foram de 3 a 6 horas e de 5 a 6 horas, respectivamente.</p> <p>A compara&#xE7;&#xE3;o entre a administra&#xE7;&#xE3;o di&#xE1;ria de dose &#xFA;nica e dose-m&#xFA;ltipla n&#xE3;o revelou diferen&#xE7;as significativas em rela&#xE7;&#xE3;o aos par&#xE2;metros farmacocin&#xE9;ticos e a variabilidade intraindividual foi muito baixa. N&#xE3;o foi observado ac&#xFA;mulo relevante do f&#xE1;rmaco.</p> <p>Os par&#xE2;metros farmacocin&#xE9;ticos obtidos em 5 pacientes n&#xE3;o-diab&#xE9;ticos ap&#xF3;s cirurgia do ducto biliar foram semelhantes &#xE0;queles obtidos em pessoas saud&#xE1;veis.</p> <h4>Popula&#xE7;&#xF5;es especiais</h4> <h5>Sexo</h5> <p>A farmacocin&#xE9;tica &#xE9; semelhante entre homens e mulheres.</p> <h5>Idosos</h5> <p>A farmacocin&#xE9;tica &#xE9; semelhante entre pacientes jovens e idosos (acima de 65 anos).</p> <h5>Pacientes pedi&#xE1;tricos</h5> <p>Um estudo que avaliou a farmacocin&#xE9;tica, seguran&#xE7;a e a tolerabilidade de 1 mg de Glimepirida em dose &#xFA;nica em 30 pacientes pedi&#xE1;tricos (de 10 a 17 anos) com diabetes tipo 2 mostrou AUC m&#xE9;dia (0-final), C<sub>max</sub> e T &#xBD; similar aos observados previamente em adultos.</p> <h5>Insufici&#xEA;ncia Renal</h5> <p>Em um estudo fase aberta, dose &#xFA;nica, conduzido em 15 pacientes com insufici&#xEA;ncia renal, Glimepirida (3 mg) foi administrada em 3 grupos de pacientes com diferentes n&#xED;veis de <em>clearance</em> de creatinina m&#xE9;dio (CLcr); (Grupo I, CLcr = 77,7 mL/min, n = 5), (Grupo II, CLcr = 27,4 mL/min, n = 3) e (Grupo III, CLcr = 9,4 mL/min, n = 7). A Glimepirida demonstrou ser bem tolerada em todos os 3 grupos. Em pacientes com <em>clearance</em> de creatinina baixo, foi observada tend&#xEA;ncia de aumento do <em>clearance</em> da Glimepirida e de redu&#xE7;&#xE3;o da concentra&#xE7;&#xE3;o s&#xE9;rica m&#xE9;dia da mesma, devido provavelmente &#xE0; elimina&#xE7;&#xE3;o mais r&#xE1;pida do f&#xE1;rmaco, causada pela diminui&#xE7;&#xE3;o da sua liga&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s prote&#xED;nas plasm&#xE1;ticas. A elimina&#xE7;&#xE3;o renal dos dois metab&#xF3;litos foi prejudicada. Resultados de um estudo de titula&#xE7;&#xE3;o multidose conduzido em 16 pacientes diab&#xE9;ticos Tipo 2 com insufici&#xEA;ncia renal, utilizando doses variando de 1 a 8 mg diariamente por 3 meses, foram consistentes com resultados observados ap&#xF3;s uma dose &#xFA;nica. Todos os pacientes com um CLcr menor que 22 mL/min tiveram controle adequado de seus n&#xED;veis de glicose com um regime posol&#xF3;gico de apenas 1 mg por dia. Em geral, n&#xE3;o existem riscos adicionais de ac&#xFA;mulo do f&#xE1;rmaco em tais pacientes.</p> <p>N&#xE3;o &#xE9; conhecido se a Glimepirida &#xE9; dialis&#xE1;vel.</p> <h3>Dados de seguran&#xE7;a pr&#xE9;-cl&#xED;nica</h3> <h4>Toxicidade cr&#xF4;nica</h4> <p>Em estudos de toxicidade cr&#xF4;nica e subcr&#xF4;nica conduzidos em ratos, camundongos e c&#xE3;es observou-se decl&#xED;nio da glicose s&#xE9;rica, assim como desgranula&#xE7;&#xE3;o das c&#xE9;lulas beta do p&#xE2;ncreas; estes efeitos demonstraram ser, a princ&#xED;pio, revers&#xED;veis e relacionados aos sinais do efeito farmacodin&#xE2;mico do medicamento. Em um estudo de toxicidade cr&#xF4;nica conduzido em c&#xE3;es, dois dos animais que receberam a maior dose (320 mg/kg de peso corp&#xF3;reo) desenvolveram <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/catarata-o-que-e-tipos-sintomas-cirurgia-tem-cura/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">catarata</a>. Estudos<em> in vitro</em> com cristalinos bovinos e investiga&#xE7;&#xF5;es realizadas em ratos n&#xE3;o demonstraram nenhum potencial cataratog&#xEA;nico ou co-cataratog&#xEA;nico.</p> <h4>Carcinogenicidade</h4> <p>Estudos prolongados em ratos n&#xE3;o revelaram nenhum potencial carcinog&#xEA;nico. Em camundongos, foi observado aumento da incid&#xEA;ncia de hiperplasia e adenoma de c&#xE9;lulas da ilhota; estas observa&#xE7;&#xF5;es foram relacionadas como resultantes da estimula&#xE7;&#xE3;o cr&#xF4;nica das c&#xE9;lulas beta. A Glimepirida n&#xE3;o demonstrou nenhum efeito mutag&#xEA;nico ou genot&#xF3;xico.</p> <h4>Toxicologia reprodutiva</h4> <p>A administra&#xE7;&#xE3;o em ratos n&#xE3;o demonstrou nenhum efeito sobre a fertilidade, o curso da gravidez ou o parto. Os fetos que nasceram atrav&#xE9;s de cesariana apresentaram um leve retardo no crescimento. Foram observadas deforma&#xE7;&#xF5;es no &#xFA;mero, f&#xEA;mur e articula&#xE7;&#xE3;o do quadril e do ombro em fetos que nasceram por meio de <a href=\"https://minutosaudavel.com.br/parto-normal/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">parto normal</a>, de ratas que receberam altas doses do medicamento. A administra&#xE7;&#xE3;o oral de Glimepirida na fase avan&#xE7;ada da gravidez e/ou durante a lacta&#xE7;&#xE3;o aumentou o n&#xFA;mero de &#xF3;bitos fetais e produziu as mesmas deforma&#xE7;&#xF5;es de membros citadas anteriormente.</p> <p>A Glimepirida n&#xE3;o apresentou nenhum efeito reconhec&#xED;vel sobre a audi&#xE7;&#xE3;o, desenvolvimento f&#xED;sico, comportamento funcional, aprendizagem, mem&#xF3;ria e fertilidade da prole.</p> <p>Em animais, a Glimepirida &#xE9; excretada no leite.</p> <p>A Glimepirida &#xE9; ingerida pelos lactentes atrav&#xE9;s do leite materno; a administra&#xE7;&#xE3;o de altas doses de Glimepirida em ratas que estavam amamentando causou hipoglicemia em ratos jovens lactentes.</p> <p>Foram observadas malforma&#xE7;&#xF5;es fetais (por exemplo: malforma&#xE7;&#xF5;es oculares, fissuras e anormalidades &#xF3;sseas) em ratos e coelhos; foi observado aumento do n&#xFA;mero de abortos e &#xF3;bitos intrauterinos somente em coelhos.</p> <p>Todas as descobertas de toxicologia reprodutiva est&#xE3;o provavelmente relacionadas aos efeitos farmacodin&#xE2;micos de doses excessivas e n&#xE3;o s&#xE3;o espec&#xED;ficas &#xE0; subst&#xE2;ncia.</p> </hr>"}

Apresentações do Betes

Comprimido 2 mg

Embalagem com 30 comprimidos.

Uso oral.

Uso adulto.

Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência.

Comprimido 4 mg

Embalagem com 30 comprimidos.

Uso oral.

Uso adulto.

Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência.

Fabricante: Eurofarma

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